Combate à violência, ao racismo, à xenofobia e à intolerância nos espetáculos desportivos - 2013

Download Combate à violência, ao racismo, à xenofobia e à intolerância nos espetáculos desportivos - 2013

Post on 17-Oct-2015

9 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Legislao portuguesa sobre Combate violncia, ao racismo, xenofobia e intolerncia nos espetculos desportivos - 2013

TRANSCRIPT

<ul><li><p>Dirio da Repblica, 1. srie N. 142 25 de julho de 2013 4365</p><p> ASSEMBLEIA DA REPBLICA</p><p>Lei n. 52/2013de 25 de julho</p><p>Procede segunda alterao Lei n. 39/2009, de 30 de julho, que estabelece o regime jurdico do combate violncia, ao racismo, xenofobia e intolerncia nos espetculos desportivos, de forma a possibilitar a realizao dos mesmos com segurana.A Assembleia da Repblica decreta, nos termos da </p><p>alnea c) do artigo 161. da Constituio, o seguinte:</p><p>Artigo 1.Objeto</p><p>A presente lei procede segunda alterao Lei n. 39/2009, de 30 de julho, que estabelece o regime jur-dico do combate violncia, ao racismo, xenofobia e intolerncia nos espetculos desportivos, de forma a possibilitar a realizao dos mesmos com segurana.</p><p>Artigo 2.Alterao Lei n. 39/2009, de 30 de julho</p><p>Os artigos 3., 5., 7., 8., 10., 11., 12., 13., 14., 15., 16., 18., 21., 22., 24., 26., 29., 33., 34., 35., 36., 38., 39., 40., 41., 42., 43., 44., 46. e 48. da Lei n. 39/2009, de 30 de julho, alterada pelo Decreto -Lei n. 114/2011, de 30 de novembro, passam a ter a seguinte redao:</p><p>Artigo 3.[...]</p><p>. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .a) Agente desportivo o praticante, treinador, tc-</p><p>nico, pessoal de apoio, dirigente, membro da direo, ponto de contacto para a segurana, coordenador de segurana ou qualquer outro elemento que desempenhe funes durante um espetculo desportivo em favor de um clube, associao ou sociedade desportiva, nomea-damente, o pessoal de segurana privada, incluindo -se ainda neste conceito os rbitros, juzes ou cronome-tristas;</p><p>b) Anel ou permetro de segurana o espao, defi-nido pelas foras de segurana, adjacente ou exterior ao recinto desportivo ou local delimitado pela organizao para a realizao do evento desportivo, cuja montagem ou instalao da responsabilidade do promotor do espetculo desportivo;</p><p>c) [Anterior alnea b).]d) [Anterior alnea c).]e) [Anterior alnea d).]f) Coordenador de segurana o elemento com habi-</p><p>litaes e formao tcnica adequadas, designado pelo promotor do espetculo desportivo como responsvel operacional pela segurana privada no recinto despor-tivo e anis de segurana para, em cooperao com as foras de segurana, os servios de emergncia mdica, a Autoridade Nacional de Proteo Civil (ANPC) e os bombeiros, bem como com o organizador da compe-tio desportiva, chefiar e coordenar a atividade dos assistentes de recinto desportivo e voluntrios, caso </p><p>existam, bem como zelar pela segurana no decorrer do espetculo desportivo;</p><p>g) Ponto de contacto para a segurana o repre-sentante do promotor do espetculo desportivo, per-manentemente responsvel por todas as matrias de segurana do clube, associao ou sociedade des-portiva, nomeadamente pela execuo dos planos e regulamentos de preveno e de segurana, ligao e coordenao com as foras de segurana, os servios de emergncia mdica, a ANPC e os bombeiros, assim como com o organizador da competio desportiva, bem como pela definio das orientaes do servio de segurana privada;</p><p>h) Espetculo desportivo o evento que engloba uma ou vrias competies individuais ou coletivas;</p><p>i) [Anterior alnea g).]j) [Anterior alnea h).]k) [Anterior alnea i).]l) [Anterior alnea j).]m) [Anterior alnea l).]n) [Anterior alnea m).]o) [Anterior alnea n).]p) Ponto nacional de informaes sobre futebol a </p><p>entidade nacional designada como ponto de contacto permanente para intercmbio internacional de infor-maes relativas aos fenmenos de violncia associada ao futebol, para efeitos da Deciso n. 2002/348/JAI, do Conselho, de 25 de abril, relativa segurana por ocasio de jogos de futebol com dimenso internacional, alterada pela Deciso n. 2007/412/JAI, do Conselho, de 12 de junho.</p><p>Artigo 5.[...]</p><p>1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .2 Os regulamentos previstos no nmero anterior </p><p>esto sujeitos a registo junto do Instituto Portugus do Desporto e Juventude, I. P. (IPDJ, I. P.), que condio da sua validade, e devem estar conformes com:</p><p>a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .b) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .</p><p>3 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .4 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .5 A no aprovao e a no adoo da regulamen-</p><p>tao prevista no n. 1, pelo organizador da competi-o desportiva, bem como a adoo de regulamento cujo registo seja recusado pelo IPDJ, I. P., implicam, enquanto a situao se mantiver, a impossibilidade de o organizador da competio desportiva em causa beneficiar de qualquer tipo de apoio pblico e, caso se trate de entidade titular de estatuto de utilidade pblica desportiva, a suspenso do mesmo, nos termos previstos na lei.</p><p>6 As sanes mencionadas no nmero anterior so aplicadas pelo IPDJ, I. P.</p><p>Artigo 7.[...]</p><p>1 O promotor do espetculo desportivo, ou o pro-prietrio do recinto desportivo, no caso de este espao no ser da titularidade do promotor do espetculo des-portivo ou do organizador da competio desportiva, </p></li><li><p>4366 Dirio da Repblica, 1. srie N. 142 25 de julho de 2013 </p><p>aprova regulamentos internos em matria de segurana e de utilizao dos espaos de acesso pblico.</p><p>2 Os regulamentos previstos no nmero ante-rior so elaborados em concertao com as foras de segurana, a ANPC, os servios de emergncia mdica localmente responsveis e o organizador da competio desportiva, devendo conter, entre outras, as seguintes medidas:</p><p>a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .b) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .c) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .d) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .e) Proibio de venda, consumo e distribuio de </p><p>bebidas alcolicas, substncias estupefacientes e subs-tncias psicotrpicas no interior do anel ou permetro de segurana e do recinto desportivo, exceto nas zonas destinadas para o efeito no caso das bebidas alcoli-cas; e adoo de um sistema de controlo de estados de alcoolemia e de estupefacientes e de substncias psicotrpicas;</p><p>f) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .g) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .h) Determinao das zonas de paragem e estacio-</p><p>namento de viaturas pertencentes s foras de segu-rana, ANPC, aos bombeiros, aos servios de emer-gncia mdica, bem como dos circuitos de entrada, de cir culao e de sada, numa tica de segurana e de facilitao;</p><p>i) Determinao das zonas de paragem e estaciona-mento de viaturas pertencentes s comitivas dos clubes, associaes ou sociedades desportivas em competio, rbitros, juzes ou cronometristas, bem como dos cir-cuitos de entrada, de circulao e de sada, numa tica de segurana e de facilitao;</p><p>j) [Anterior alnea h).]k) [Anterior alnea i)].</p><p>3 Os regulamentos previstos no n. 1 esto sujeitos a registo junto do IPDJ, I. P., sendo condio da sua validade.</p><p>4 A no aprovao e a no adoo da regulamen-tao prevista no n. 1, ou a adoo de regulamentao cujo registo seja recusado pelo IPDJ, I. P., implicam, enquanto a situao se mantiver, a impossibilidade de serem realizados espetculos desportivos no recinto desportivo respetivo, bem como a impossibilidade de obteno de licena de funcionamento ou a suspenso imediata de funcionamento, consoante os casos.</p><p>5 As sanes mencionadas no nmero anterior so aplicadas pelo IPDJ, I. P.</p><p>Artigo 8.Deveres dos promotores, organizadores e proprietrios</p><p>1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .b) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .c) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .d) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .e) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .f) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .g) Garantir que so cumpridas todas as regras e con-</p><p>dies de acesso e de permanncia de espetadores no recinto desportivo;</p><p>h) Relativamente a quaisquer indivduos aos quais tenha sido aplicada medida de interdio de acesso a recintos desportivos, pena de privao do direito de entrar em recintos desportivos ou sano acessria de interdio de acesso a recintos desportivos:</p><p>i) Impedir o acesso ao recinto desportivo;ii) Impedir a obteno de quaisquer benefcios conce-</p><p>didos pelo clube, associao ou sociedade desportiva, no mbito das previses destinadas aos grupos organizados de adeptos ou a ttulo individual;</p><p>i) Usar de correo, moderao e respeito relativa-mente a outros promotores dos espetculos desportivos e organizadores de competies desportivas, associaes, clubes, sociedades desportivas, agentes desportivos, adeptos, autoridades pblicas, elementos da comu-nicao social e outros intervenientes no espetculo desportivo;</p><p>j) No proferir ou veicular declaraes pblicas que sejam suscetveis de incitar ou defender a violncia, o racismo, a xenofobia, a intolerncia ou o dio, nem to pouco adotar comportamentos desta natureza;</p><p>k) Zelar por que dirigentes, tcnicos, jogadores, pes-soal de apoio ou representantes dos clubes, associaes ou sociedades desportivas ajam de acordo com os pre-ceitos das alneas i) e j);</p><p>l) No apoiar, sob qualquer forma, grupos organi-zados de adeptos, em violao dos princpios e regras definidos na seco III do captulo II;</p><p>m) Zelar por que os grupos organizados de adeptos apoiados pelo clube, associao ou sociedade despor-tiva participem do espetculo desportivo sem recurso a prticas violentas, racistas, xenfobas, ofensivas ou que perturbem a ordem pblica ou o curso normal, pacfico e seguro da competio e de toda a sua envolvncia, nomeadamente, no curso das suas deslocaes e nas manifestaes que realizem dentro e fora de recintos;</p><p>n) Manter uma lista atualizada dos adeptos de todos os grupos organizados apoiados pelo clube, associao ou sociedade desportiva, fornecendo -a s autoridades judicirias, administrativas e policiais competentes para a fiscalizao do disposto na presente lei;</p><p>o) Fazer a requisio de policiamento de espetculo desportivo, quando obrigatria nos termos da lei.</p><p>2 O disposto nas alneas b), c), i), j) e k) do nmero anterior aplica -se, com as devidas adaptaes, aos orga-nizadores da competio desportiva, que tm tambm o dever de aprovar os regulamentos internos em matria de preveno e punio das manifestaes de violn-cia, racismo, xenofobia e intolerncia nos espetculos desportivos.</p><p>3 O disposto na alnea e) do n. 1 aplica -se, com as devidas adaptaes, ao proprietrio do recinto despor-tivo, nos casos a que se refere o n. 1 do artigo 7.</p><p>Artigo 10.[...]</p><p>1 Compete ao promotor do espetculo despor-tivo, para os espetculos desportivos integrados nas competies desportivas de natureza profissional ou no profissional considerados de risco elevado, sejam nacionais ou internacionais, designar um coordenador de segurana, cuja formao definida por portaria </p></li><li><p>Dirio da Repblica, 1. srie N. 142 25 de julho de 2013 4367</p><p>dos membros do Governo responsveis pelas reas da administrao interna e do desporto.</p><p>2 O coordenador de segurana o responsvel operacional pela segurana no interior do recinto des-portivo e dos anis de segurana, sem prejuzo das com-petncias das foras de segurana.</p><p>3 Os promotores dos espetculos desportivos, antes do incio de cada poca desportiva, devem comu-nicar ao IPDJ, I. P., a lista dos coordenadores de segu-rana dos respetivos recintos desportivos, que deve ser organizada cumprindo o disposto na Lei da Proteo de Dados Pessoais, aprovada pela Lei n. 67/98, de 26 de outubro.</p><p>4 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .5 O coordenador de segurana rene com as enti-</p><p>dades referidas no nmero anterior antes e depois de cada espetculo desportivo, sendo a elaborao de um relatrio final obrigatria para os espetculos desporti-vos integrados nas competies desportivas de natureza profissional e apenas obrigatria para os espetculos desportivos integrados nas competies desportivas de natureza no profissional quando houver registo de incidentes, devendo esse relatrio ser entregue ao organizador da competio desportiva, com cpia ao IPDJ, I. P.</p><p>6 O incumprimento do disposto no n. 1 pode implicar, para o promotor do espetculo desportivo, enquanto a situao se mantiver, a realizao de espe-tculos desportivos porta fechada.</p><p>7 A sano prevista no nmero anterior aplicada pelo IPDJ, I. P.</p><p>Artigo 11.[...]</p><p>O regime de policiamento de espetculos desportivos realizados em recinto desportivo e de satisfao dos encargos com o policiamento de espetculos desportivos em geral consta de diploma prprio.</p><p>Artigo 12.[...]</p><p>1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .a) Que correspondam fase final de um campeo-</p><p>nato europeu ou mundial, nas modalidades a definir anualmente por despacho do presidente do IPDJ, I. P., ouvidas as foras de segurana;</p><p>b) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .c) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .d) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .</p><p>2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .a) Que forem definidos como tal por despacho do </p><p>presidente do IPDJ, I. P., ouvida a fora de segurana territorialmente competente e a respetiva federao des-portiva ou, tratando -se de uma competio desportiva de natureza profissional, a liga profissional;</p><p>b) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .c) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .d) Em que o nmero provvel de adeptos da equipa </p><p>visitante perfaa 20 % da lotao do recinto despor-tivo;</p><p>e) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .f) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .</p><p>3 Consideram -se, por regra, de risco reduzido os espetculos desportivos respeitantes a competies de escales juvenis e inferiores.</p><p>4 (Anterior n. 3.)5 Tendo em vista a avaliao a que se referem </p><p>a alnea a) do n. 1 e a alnea a) do n. 2, a federao desportiva ou liga profissional respetiva deve remeter ao IPDJ, I. P., antes do incio de cada poca desportiva, relatrio que identifique os espetculos suscetveis de classificao de risco elevado, sendo tal relatrio reen-caminhado para as foras de segurana, para apreciao.</p><p>6 As foras de segurana podem, fundamentada-mente, colocar apreciao do IPDJ, I. P., a qualificao de determinado espetculo desportivo.</p><p>Artigo 13.[...]</p><p>1 As foras de segurana exercem, no quadro das suas atribuies e competncias, funes gerais de fis-calizao do cumprimento do disposto na presente lei.</p><p>2 (Anterior n. 1.)3 (Anterior n. 2.)4 (Anterior n. 3.)5 (Anterior n. 4.)6 (Anterior n. 5.)</p><p>Artigo 14.[...]</p><p>1 obrigatrio o registo dos grupos organizados...</p></li></ul>