Colgio Estadual Mario Quintana PROPOSTA CURRICULAR DA ... ? Colgio Estadual Mario Quintana PROPOSTA

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Colgio Estadual Mario QuintanaPROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE FSICAAPRESENTAO DA DISCIPLINAA Fsica tem como objeto de estudo o Universo em toda sua complexidade e, por isso, como disciplina escolar, prope aos estudantes o estudo da natureza, entendida, segundo Menezes (2005), como realidade material sensvel. Ressaltes e que os conhecimentos de Fsica apresentados aos estudantes do Ensino Mdio no so coisas da natureza, ou a prpria natureza, mas modelos elaborados pelo Homem no intuito de explicar e entender essa natureza.Desde tempos remotos, provavelmente no perodo paleoltico, a humanidadeobserva a natureza, na tentativa de resolver problemas de ordem prtica e de garantir subsistncia. Porm, bem mais tarde que surgiram as primeiras sistematizaes, com o interesse dos gregos em explicar as variaes cclicas observadas nos cus. Esses registros deram origem astronomia1, talvez a mais antiga das cincias e, com ela, o incio do estudo dos movimentos. Entretanto, apesar dos estudos e contribuies dos mais diversos povos, como os rabes e os chineses, entre outros, as pesquisas sobre a Histria da Fsica demonstram que, at o perodo do Renascimento, a maior parte da cincia conhecida pode ser resumida Geometria Euclidiana, Astronomia Geocntrica de Ptolomeu (150 d. C.) e Fsica de Aristteles (384-322 a.C.).Na escola secundria, o ensino de Fsica era uma realidade desde 1808, com a vinda da famlia Real ao Brasil. A insero desse conhecimento no currculo visava atender os anseios da corte para a formao de uma intelectualidade local. Destinava-se, inicialmente, aos cursos de formao de engenheiros e mdicos, portanto, no era para todos.[...] o que j se iniciara com o mercantilismo, quando os seres humanos passaram a ser tambm fora-de-trabalho e a natureza passou tambm a ser matria-prima. O poder, antes centrado no domnio territorial, a partir de ento passou a ser, cada vez mais, definido pela capacidade de produzir mercadorias e de controlar mercados. (MENEZES, 2005, p. 20-21).O calor passou a ser entendido como uma forma de energia relacionada ao movimento, o que possibilitou o estabelecimento das leis da termodinmica, outra grande unificao na Fsica. Em 1842, Mayer concluiu que calor e trabalho so manifestaes de energia e elaborou uma sntese na qual afirmava que a energia criada. Em conjunto com as mquinas, a incorporao da cincia ao sistema fabril como fora produtiva reduziu o homem a mero operador de mquinas. O trabalho do arteso que dominava todas as etapas do seu ofcio foi substitudo pelo trabalho especializado e fragmentado. A compreenso do complexo sistema fabril era para poucos, com mudanas na formao do trabalhador, que era diferenciada da formao dos dirigentes. O conhecimento fsico tornou-se, ento, um importante aliado para o avano da sociedade capitalista. Nesse contexto houve mais uma unificao na Fsica, cuja sistematizao coube ao escocs James Clerk Maxwell, por volta de 1861.Em 1837, foi criado, no Rio de Janeiro, o Colgio Pedro II, para servir de padro de ensino secundrio e modelo para os demais colgios a serem criados nas provncias. Foi adotada uma Fsica matematizada, quantitativa, ensinada por meio dos manuais franceses, com nfase na transmisso e aquisio de contedos, relacionados aos problemas europeus, distantes da realidade brasileira. Os autores adotados constituam uma elite no mundo intelectual da poca e eram os mesmos utilizados pelas escolas francesas, conforme observou Lorenz (1986).Essa predominncia por materiais didticos traduzidos ou adaptados dosmanuais europeus perdurou at meados do sculo XX, quando comearam a surgir outras produes, inclusive nacionais. A busca por novas tecnologias de guerra, iniciada com o desenvolvimento da bomba atmica, ampliou o clima de rivalidade entre as duas grandes potncias (Estados Unidos e Rssia) e acirrou a corrida armamentista. De modo geral, o fim da Segunda Guerra Mundial marcou um momento de euforia no ensino de Cincias e provocou mudanas no currculo escolar da disciplina (KRASILCHIK, 1987).Entende-se, ento, que a fsica, tanto quanto as outras disciplinas, deve educar para cidadania e isso se faz considerando a dimenso crtica do conhecimentocientfico sobre o Universo de fenmenos e a no-neutralidade da produo desse conhecimento, mas seu comprometimento e envolvimento com aspectos sociais, polticos, econmicos e culturais. O ponto de partida da prtica pedaggica so os contedos estruturantes, propostos nestas Diretrizes Curriculares com base na evoluo histrica das idias e dos conceitos da Fsica. Para isso, os professores devem superar a viso do livro didtico como ditador do trabalho pedaggico, bem como a reduo do ensino de Fsica memorizao de modelos, conceitos e definies excessivamente matematizados e tomados como verdades absolutas, como coisas reais. Ressalta-se a importncia de um enfoque conceitual para alm de uma equaomatemtica, sob o pressuposto terico de que o conhecimento cientfico uma construo humana com significado histrico e social.FUNDAMENTOS TERICO-METODOLGICOSO recorte histrico da Fsica, apresentado na primeira parte deste documento, teve por objetivo buscar um quadro conceitual de referncia capaz de abordar o objeto de estudo desta cincia o Universo sua evoluo, suas transformaes e as interaes que nele ocorrem. Os resultados desta busca so grandes snteses que constituem trs campos de estudo da Fsica e que completam o quadro terico desta cincia no final do sculo XIX: A mecnica e a gravitao, elaboradas por Newton em duas obras:Pilosophiae naturalis principia mathematica (os Principia) e Opticks (ptica); A termodinmica, elaborada por autores como Mayer, Carnot, Joule, Clausius, Kelvin, Helmholtz e outros; O eletromagnetismo, sntese elaborada por Maxwell a partir de trabalhos de homens como Ampre e Faraday.A primeira sntese refere-se ao estudo dos movimentos (mecnica e gravitao) presente nos trabalhos de Newton e desenvolvida posteriormente por outros cientistas, como Lagrange, Laplace e Hamilton.A segunda sntese, a termodinmica, deu-se a partir do estudo dos fenmenostrmicos e sua axiomatizao. resultante da integrao entre os estudos da mecnica e do calor, de onde se desenvolveu o Princpio da Conservao da Energia.A terceira sntese, do eletromagnetismo, deu-se a partir do estudo dos fenmenos eltricos e magnticos. Sua elaborao deveu-se a estudos de diversos cientistas, entre eles Ampre, Faraday e Lenz. Os resultados desses estudo permitiram a Maxwell sistematizar as quatro leis do eletromagnetismo.Para entender o processo de construo desse quadro conceitual da Fsica edos conceitos fundamentais que o sustentam, imperativo que a pesquisa faa parte do processo educacional, ou seja, que cada professor, ao preparar suas aulas, estude e se fundamente na Histria e na Epistemologia da Fsica. Trilhar esse caminho imprescindvel para se repensar o currculo para a disciplina.O BJETIVO GERAL O ensino de fsica deve propiciar ao aluno uma educao voltada para compreenso crtica do mundo em que vive, de modo que ele possa enfrentar as mudanas e atuar sobre elas. Nesse sentido a aquisio do conhecimento cientfico fundamental que permita elaborar modelos, que desenvolva o senso critico e permita reflexes acerca do saber cientifico.Assim ao lado de uma carter mais prtico, a fsica revela tambm uma dimenso filosfica, e seu aprendizado deve estimular os educandos a acompanhar notcias cientificas, promovendo meios para a interpretao de seus significados.OBJETIVO ESPECIFICO Compreender enunciados que envolvam cdigos e smbolos fsicos. Compreender manuais de instalao e utilizao de aparelhos; Utilizar e compreender tabelas, grficos e relaes matemticas grficas para a expresso do saber fsico. Ser capaz de diferenciar e traduzir as linguagens matemtica e discursiva; Expressar-se corretamente utilizando a linguagem fsica adequada e elementos de sua representao simblica. Apresentar de forma clara e objetiva o conhecimento aprendido atravs de tal linguagem; Conhecer fontes de informaes e formas de obter informaes relevantes, sabendo interpretar notcias cientficas; Elaborar sntese ou esquemas estruturados dos temas fsicos trabalhados. Desenvolver a capacidade de investigar fsica. Classificar, organizar, sistematizar. Identificar regularidades. Observar hipteses, testar. Conhecer e utilizar conceitos fsicos. Relacionar grandezas, quantificar parmetros relevantes. Compreender e utilizar leis e teorias fsicas. Compreender a fsica presente no mundo vivencial e nos equipamentos e procedimentos tecnolgicos. Descobrir o como funcionam os aparelhos. Investigar situaes problema, identificar situaes, prever, avaliar, analisar previses. Articular o conhecimento fsico como conhecimento de outras reas do saber cientfico. Reconhecer a fsica enquanto construo humana, aspectos de sua histria e relao com o contexto cultural, social, poltico e econmico. Estabelecer relaes entre o conhecimento fsico e outra forma de expresso da cultura humana. Reconhecer o papel da fsica no sistema produtivo, compreendendo a evoluo dos meios tecnolgicos e sua relao dinmica com a evoluo do conhecimento cientfico. Dimensionar a capacidade crescente do homem propiciada pela tecnologia. Ser capaz de emitir juzos de valores em relao a situaes sociais que envolvam aspectos fsicos e/ou tecnolgicos relevantes.CONTEDOS ESTRUTURANTESEntende-se por contedos estruturantes os conhecimentos e as teorias que hoje compem os campos de estudo da Fsica e servem de referncia para a disciplina escolar. Esses contedos fundamentam a abordagem pedaggica dos contedos escolares, de modo que o estudante compreenda o objeto de estudo e o papel dessa disciplina no Ensino Mdio. Nos fundamentos terico-metodolgicos apresentaram-se as trs grandes snteses que compunham o quadro conceitual de referncia da Fsica no final do sculo XIX e incio do sculo XX. Essas trs snteses Movimento, Termodinmica e Eletromagnetismo doravante sero denominadas contedos estruturantes. Em cada contedo estruturante esto presentes ideias, conceitos e definies, princpios, leis e modelos fsicos, que o constituem como uma teoria. Desses estruturantes derivam os contedos que comporo as propostas pedaggicascurriculares das escolas.MOVIMENTONo estudo dos movimentos, indispensvel trabalhar as ideias de conservao de momentum e energia, pois elas pressupem o estudo de simetrias e leis de conservao, em particular da Lei da Conservao da Energia, desenvolvida nos estudos da termodinmica, no sculo XIX, e considerada uma das mais importantes leis da Fsica. A conservao de momentum est enraizada na prpria concepo de homogeneidade do espao simetria de translao no espao ao menos do ponto de vista clssico. Alm disso, encontra lugar no estudo de colises ou de eventos em que algum tipo de recuo se manifesta, como no caso de colises entre partculas. A conservao de momentum tambm um instrumento da Fsica de partculas, uma importante rea da Fsica moderna, ligada cosmologia e teoria quntica de campos, pois as colises so importantes para o estudo do comportamento, constituio e interaes de partculas subatmicas (EISBERG,1979).TERMODINMICANo campo da termodinmica, os estudos podem ser desdobrados a partir das Leis da termodinmica, em que aparecem conceitos como temperatura, calor (entendido como energia em trnsito) e as primeiras formulaes da conservao de energia, sobretudo os trabalhos de Mayer, Helmholtz, Maxwell e Gibbs. A Lei Zero da termodinmica um bom enfoque para o estudo das noes preliminares de calor como energia em trnsito, equilbrio trmico, propriedades termomtricas e at uma breve discusso sobre medidas de temperatura. O conceito de temperatura deve ser abordado como modelo baseado em propriedades de um material, no uma mera medida do grau de agitao molecular de um sistema. A primeira lei da termodinmica, que tambm porta a ideia de calor como forma de energia, permite identificar sistemas termodinmicos postos a realizar trabalho. Os conceitos de calor e trabalho, hoje, so entendidos como processos de transferncia/transformao de energia, ou seja, a energia est diretamente ligada ao trabalho. Destacando-se, mais uma vez, a Lei da Conservao da Energia como uma importante lei da Fsica. O estudo da segunda lei da termodinmica importante para a compreenso das mquinas trmicas, mas vai alm, pois conduz ao conceito de entropia. Nem todos os eventos que obedecem Lei da Conservao da Energia podem, de fato, acontecer, o que se deve existncia de outro princpio natural os processos espontneos so irreversveis, o que colabora para que cresa a desordem do sistema, medida pela entropia.ELETROMAGNETISMOHistoricamente, um dos resultados mais importantes dos trabalhos de Maxwell a apresentao da luz como uma onda eletromagntica e o estudo das suas equaes que levam s quatro leis do eletromagnetismo clssico. Estudar o eletromagnetismo possibilita compreender carga eltrica, o que pode conduzir a um conceito geral de carga no contexto da fsica de partculas, ao estudo de campo eltrico e magntico. A variao da quantidade de carga no tempo leva ideia de corrente eltrica e a variao da corrente no tempo produz campo magntico, o que leva s equaes de Maxwell. O trabalho sobre o eletromagnetismo enseja, ainda, tratar contedos relacionados a circuitos eltricos e eletrnicos, responsveis pela presena da eletricidade e dos aparelhos eletroeletrnicos no cotidiano, com a presena da eletricidade em nossas casas. Esses temas ainda so objetos de estudo em muitas pesquisas, sejam relativas tecnologia incorporada aos sistemas produtivos ou aos novos materiais e tcnicas. Ao serem abordados na escola, preciso considerar, tambm, seu papel nas mudanas econmicas e sociais da sociedade contempornea, bem como o fato de no serem acessveis para todos.Contedos de forma seriada1 ANOESTRUTURANTES BSICOS ESPECFICOS AVALIAOMOVIMENTOMomentum e inrciaConservaode quantida-dede movimen-to(momentum)Variao daquantidade demovimento = Impulso2 Lei de Newton3 Lei de Newton econdies de equilbrio- Introduo;- Grandezas fsicas;- Sistema Internacional de - - Unidades;- Potncia e notao cientfica.- CINEMTICAMovimento RetilneoEspao, tempo e movimento;Velocidade mdia e instantnea;Velocidade constante;Estudo do movimento retilneo uniforme.- Movimento Retilneo Uniformemente VariadoAcelerao constante;Movimento retilneo uniformemente variado. LEIS DE NEWTON:- EquilbrioDesenvolvimento do conceito de fora;1a. Lei de Newton Lei da inrcia;3a. Lei de Newton Ao e reao; formule uma viso geral da cincia (Fsica), presenteno final do sculo XIX e com-preenda a viso demundo dela decorrente; compreenda a limitao do modelo clssico noestudo dos movimentos de par-tculas subatmicas, aqual exige outros modelos fsi-cos e outros princpios(entre eles o da Incerteza); perceba (do ponto de vista relativstico e quntico) anecessidade de redefinir o con-ceito de massa inercial,espao e tempo e, como conse-quncia, um conceitobsico da mecnica clssica: trajetria; compreenda o conceito de massa (nas translaes)como uma construo cientfica ligada concepo defora, entendendo-a (do ponto de vista clssico) comouma resistncia variao do movimento, ou seja,uma constante de movimento e o momentum comouma medida dessa resistncia (translao); compreenda o conceito de momento de inrcia (nasrotaes) como a dificuldade apresentada pelo objetoao giro, relacionando este con-ceito massa do objetoe distribuio dessa massa em relao ao eixo de rotao. Ou seja, que a diminuio do momento de inrcia implica num aumento de velocidade de giro e vice-versa; associe fora variao da Equilbrio de uma partcula;Fora e atrito.Fora e Acelerao- Conceito de massa;- 2a. Lei de Newton;- Massa e peso;- Aplicao das 2a. Lei de Newton.quantidade de movimento de um objeto ou de um sistema (impulso), variao da veloci-dade de um objeto (acelerao ou desacelerao) e concep-o de massa e inrcia; entenda as medidas das grandezas (velocidade,quantidade de movimento, etc.) como dependentesdo referencial e de natureza ve-torial; perceba, em seu cotidiano, movimentos simples queacontecem devido conserva-o de uma grandeza ou quan-tidade, neste caso a conserva-o da quantidadede movimento translacional ou linear; compreenda, alm disso, a conservao da quantidade de movimento para os movimen-tos rotacionais; perceba que os movimentos acontecem sempre unsacoplados aos outros, tanto os translacionais como osrotacionais; perceba a influncia da di-menso de um corpo noseu comportamento perante a aplicao de uma fora em pontos diferentes deste corpo; aproprie-se da noo de con-dies de equilbrioesttico, identificado na 1 lei de Newton e as noesde equilbrio estvel e instvel. reconhea e represente as foras de ao e reaonas mais diferentes situaes.Energia e o Princpioda Conserva-o daenergia- Trabalho e energia- INTERAO ENTRE OS CORPOSQuantidade de movimentos;Princpio da conservao e quantidade de movimento. conceba a energia como uma entidade fsica que pode se manifestar de diver-sas formas e, no caso da energia mecnica,em energias cintica, poten-cial elstica e potencial gra-vitacional; perceba o trabalho como uma grandeza fsica relacio-nada transformao/varia-ode energia; compreenda a potncia como uma medida de efici-ncia de um sistemafsico. Ou seja, importante entender com que rapidez no tempo ocorrem astransformaes de energia, indicada pela grandeza fsica potncia.Gravitao - Gravitao Universal-Leis de Kepler- Teoria da Relatividade associe a gravitao com as leis de Kepler; identifique a massa gravi-tacional diferenciando-a da massa inercial, do ponto de vista clssico. compreenda o contexto e os limites do modelo newto-niano tendo em vista a Teo-ria da Relatividade Geral.2 ANOESTRUTURANTES BSICOS ESPECFICOS AVALIAOTERMODINAMICALeis da Termodi-nmica:Lei zero daTermodinmica1 Lei daTermodinmica2 Lei daTermodinmicaTermodinmica- Temperatura e dilatao trmicaTemperatura, escalas termomtricas, termmetros;Dilatao, coeficiente de dilatao.Calor e TemperaturaCalorCalor como forma de energia;Capacidade trmica;Calor especfico;Mudanas de fase.PRIMEIRA LEI DA TERMODINMICATrabalho e energia interna:Experincia de Joule:1a.Lei da Termodinmica2 Lei da Termodinmica compreenda a Teoria Ci-ntica dos Gases comoum modelo construdo e v-lido para o contexto dossistemas gasosos com com-portamento definidocomo ideal e fundamental para o desenvolvimentodas idias na termodinm-cia; formule o conceito de presso de um fluido, sejaele um lquido ou um gs, e extrapole o conceito aoutras aplicaes fsicas; entenda o conceito de temperatura como ummodelo baseado nas propri-edades de um material, no uma medida, de fato, do grau de agitaomolecular em um sistema; diferencie e conceitue ca-lor e temperatura,entendendo o calor como uma das formas deenergia, o que fundamen-tal para a compreenso do quadro terico da termodi-nmica; compreeenda a primeira lei como a manifestaodo Princpio da Conservao de Energia, bem comoa sua construo no contex-to da termodinmica e a sua importncia para a Re-voluo Industrial a partir do entendimento do calor como forma de energia; associe a primeira lei ideia de produzir trabalhoa partir de um fluxo de ca-lor. compreenda os conceitos de capacidade calorficae calor especfico como pro-priedade de um materialidentificvel no processo de transferncia de calor.Da mesma forma, o concei-to de calor latente; identifique dois processos fsicos: a) os reversveise b) os irreversveis, que vm acompanhados deuma degradao de energia enunciada pela segundalei. Esse princpio fsico deve ser compreendidocomo to universal quanto o de conservao deenergia e sugere um estudo da entropia; compreenda a entropia, uma grandeza que podevariar em processos espon-tneos e artificiais, comouma medida de desordem e probabilidade;ELTROMAGNETISMOA natureza da luz esuas proprieda-desONDULATORIAPTICAReflexo da luzEspelhos planos, imagem em espelhos planos;Leis da reflexo;Espelhos esfricos, imagens em espelhos esfricos.Refrao da luzFenmenos devidos refrao;ndice de refrao;Leis da refrao;Lentes esfricas;Instrumentos pticos Luz e radiao entenda o propsito do estudo da luz nocontexto do eletromag-netismo; conceba a luz como parte da radiaoeltromagntica, locali-zada entre as radiaesde alta e baixa energia, que manifesta doiscomportamentos, o on-dulatrio e o de partcu-la,dependendo do tipo de interao com amatria; entenda os processos de desvio da luz, arefrao que pode ocor-rer tanto com a mudana do meio quanto com a alterao da densidade do meio, alm do proces-so de reflexo, no qual a luz desviada sem mu-dana de meio; entenda os fenmenos luminosos como osde reflexo total, refle-xo difusa, disperso eabsorso da luz, dentre outros importantes paraa compreenso de fen-menos cotidianos queocorrem simultaneamen-te na natureza, porm,s vezes um ou outro se sobressai; associe fenmenos co-tidianos relacionados luz como por exemplo: a formao do arcoris,a percepo das cores, a cor do cu dentreoutros, aos fenmenos luminosos estudados; compreenda a luz como energia quantizadaque, ao interagir com a matria, apresentaalguns comportamentos que so tpicos departculas (por exemplo, o efeito fotoeltrico) eoutros de ondas (por exemplo, a interferncialuminosa), ou seja, en-tenda a luz a partir docomportamento dual; extrapole o conheci-mento da dualidadeonda-partcula matria, como por exemplo ao eltron3 ANOESTRUTURANTES BSICOS ESPECFICOS AVALIOELTROMAGNETISMOCarga, correnteeltrica,campo e ondaseletromagnticasFora eletromag-nticaEquaes deMaxwell: Lei de Gausspara eletrosttica/Leide Coulomb, Lei deAmpre, Lei de Gaussmagntica, Lei deFaraday) ELETRICIDADE EletrostticaFenmenos eltricosCarga;Lei de Coulomb;Campo eltrico;Potencial;Condutores ELETRODINMICA10.1 Circuitos eltricosCorrentes;Resistores;Tenso;Lei de ohm;Potncia e rendimento.ELETROMAGNETISMOFenmenos magnticos;ImsFenmenos eletromagnticosCampo magntico de uma corrente eltrica;Fora magntica sobre uma corrente eltrica;Induo eletromagnticaFenmenos eletromagnticos (aplicao)Galvanmetro;Motor eltrico;Gerador; compreenda a teoria eletromagntica, suas ideias, definies, leis e conceitos que a funda-mentam. compreenda a carga eltrica como um concei-to central no eletromag-netismo, pois todos os efeitos eletromagnticos esto ligados a alguma propriedade da carga. compreenda que a car-ga tanto cria quanto sen-te o campo de outra car-ga, mas o campo de uma carga no se altera na presena de outra carga. Assim, a idia de campo deve ser entendida como um ente que insepar-vel da carga. Deseja-se que o estudante entenda essa ideia de campo como uma entidade te-rica criada no eletromag-netismo, pois ele bsi-co para a teoria e me-diador da interao entre cargas; compreenda as leis de Maxwell como um con-junto de leis que forne-cem a base para a expli-cao dos fenmenos eletromagnticos; entenda o campo como uma entidade fsica dota-do de energia; apreenda o modelo te-rico utilizado para expli-car a carga e o seu movi-mento (a corrente eltri-ca), a partir daspropriedades eltricas dos materiais; associe a carga eltrica elementar quantizao da carga eltrica; conhea as proprieda-des eltricas dos mate-riais, comopor exemplo, a resistivi-Transmisso e distribuio de energia eltricaFisica moderna dade e a condutividade; conhea as proprieda-des magnticas dos ma-teriais; entenda corrente el-trica e fora como entes fsicos que aparecem as-sociados ao campo; reconhea as intera-es eltricas como as responsveispela coeso dos slidos, pelas propriedades apre-sentadaspelos lquidos (viscosida-de, tenso superficial) epropriedades dos gases; compreenda a fora magntica como o resul-tado da ao do campo magntico sobre a cor-rente eltrica; entenda o funciona-mento de um circuito eltrico,identificando os seus ele-mentos constituintes; conceba a energia po-tencial eltrica como uma das muitas formas de manifestao de ener-gia, como a nuclear e a elica. compreenda a potncia eltrica como uma medi-da de eficincia de um sistema eltrico; perceba o trabalho el-trico como uma grandeza fsicarelacionada transformao/ variao de energia eltrica.ENCAMINHAMENTO METODOLOGICOO ensino-aprendizagem, em Fsica, deve partir do conhecimento prvio trazido pelos estudantes como fruto de sua experincia de vida em seu contexto social, onde se incluem as concepes alternativa ou espontnea, sobre as quais a cincia tem um conceito cientfico. Que a experimentao faz parte de uma metodologia de ensino e contribui para fazer a ligao entre a teoria e prtica, propiciando uma melhor interao entre professor e alunos e, entre grupos de aluno, contribudo para o desenvolvimento cognitivo e social dos educandos, dentro de um contexto especial que a escola.O professor deve mostrar ao estudante que o seu conhecimento no est pronto e acabado, mas que deve ser superado. Muitas das ideias dos estudantes j foram consideradas pelos cientistas, pois tambm o conhecimento cientfico no se constitui, originalmente, em uma verdade absoluta e definitiva. Tem-se por objetivo que professor e estudantes compartilhem significados na busca da aprendizagem que ocorre quando novas informaes interagem com o conhecimento prvio do sujeito e, simultaneamente, adicionam, diferenciam, integram, modificam e enriquecem o saber j existente, inclusive com a possibilidade de substitu-lo.Para Tavares (2004), a partir do conhecimento fsico, o estudante deve ser capaz de perceber e aprender, em outras circunstncias semelhantes s trabalhadas em aula, para transformar a nova informao em conhecimento. Ento, qualquer que seja a metodologia, o professor deve buscar uma avaliao cujo sentido seja verificar a apropriao do respectivo contedo, para posteriores intervenes ou mudana de postura metodolgica.Professor e educando devem buscar e compartilhar significativamente a aprendizagem como processo interativo, no esquecendo a mediao do educador como agente organizador e sistematizador, do conhecimento fsico considerando este como produo cultural, construdo e produzido nas relaes sociais. Os livros didticos de Fsica dirigidos ao Ensino Mdio, de uma maneira geral,apresentam a Fsica como uma cincia que permite compreender uma imensidade de fenmenos naturais, indispensvel para a formao profissional, a preparao para o vestibular, a compreenso e interpretao do mundo pelos sujeitos.Os resultados de muitas pesquisas em ensino de fsica so unnimes em considerar a importncia das atividades experimentais para uma melhor compreenso acerca dos fenmenos fsicos.Essas pesquisas sugerem que as atividades experimentais podem suscitar a compreenso de conceitos ou a percepo da relao de um conceito com alguma ideia anteriormente discutida. No segundo caso, a atividade precisa contribuir para que o estudante perceba, alm da teoria, as limitaes que esta pode ter.Mesmo as dificuldades e os erros decorrentes das experincias de laboratrio devem contribuir para uma reflexo dos estudantes em torno do estudo da cincia.Assim, fundamental que o professor compreenda o papel dos experimentos nacincia, no processo de construo do conhecimento cientfico. Essa compreenso determina a necessidade (ou no) das atividades experimentais nas aulas de fsica.Convivemos, diariamente, professores e estudantes, com aparatos tecnolgicos dos mais simples aos mais sofisticados, em nossas casas e no ambiente escolar: retroprojetores, televisores, aparelho de vdeo cassete e DVD, computador, dentre outros. Portanto, no se trata mais de ser a favor ou contra, usar ou no usar, mas de planejar o uso do recurso tecnolgico conforme a necessidade, a servio de uma formao integral dos sujeitos, de modo a permitir o acesso, a interao e, tambm, o controle das tecnologias e de seus efeitos.A presena de laboratrios de informtica com acesso internet, nas escolas, bem como a chegada de aparelhos de televiso com porta USB para entrada de dados via pendrive, abrem muitas perspectivas para o trabalho docente no ensino de Fsica.Outra situao, que permite ir alm das animaes, so as simulaes. Diferentedas animaes, as simulaes permitem uma interatividade entre o estudante e a mquina e podem ser utilizadas on-line. Entretanto, ao se utilizar de simulaes, necessrio lembrar que elas so modelos de uma situao real apresentados como realidade virtual.AVALIAOA avaliao deve considerar os aspectos histricos, conceituais, e culturais, a evoluo das ideias em Fsica, a no neutralidade da cincia, o progresso de educando quanto a esses aspectos. Garantir o objeto de estudo da Fsica. Considerar a apropriao desses objetos pelos estudantes.Quanto aos critrios de avaliao em Fsica, deve-se verificar: A compreenso dos conceitos fsicos essenciais a cada unidade de ensino eaprendizagem planejada; A compreenso do contedo fsico expressado em textos cientficos; A compreenso de conceitos fsicos presentes em textos no cientficos; A capacidade de elaborar relatrios tendo como referncia os conceitos, asleis e as teorias fsicas sobre um experimento ou qualquer outro evento que envolva os conhecimentos da Fsica.Como exemplo de instrumentos de avaliao, a partir de uma aula de experimentao, pode-se pedir ao estudante um relatrio individual, com questes abertas que permitam a exposio de suas ideias. Isso o levar a refletir sobre o fenmeno discutido nas questes. No caso de uma prtica demonstrativa, isto , realizada pelo professor, pode-se pedir um relato explicativo, por escrito, da experincia. O relatrio individual e o relato explicativo so, nesse caso, os instrumentos de avaliao. Nas questes que estruturam esses instrumentos estaro os critrios de avaliao.No entanto, a avaliao tem como o objetivo auxiliar o aluno na aprendizagem. Ou seja, trata-se de tom-la como instrumento para intervir no processo de aprendizagem do estudante. Avaliar o envolvimento do educando nas atividades executadas; Consolidar a avaliao diagnstica; Selecionar contedos especficos para as provas, sendo eles, reflexivas, relacionais e compreensveis; Empregar os conhecimentos adquiridos na resoluo de problemas do cotidiano;Atravs do resultado da avaliao do educando, a retomada dos contedos no assimilados, dever acontecer paralela atravs de trabalhos e pesquisas envolvendo de forma especifica e direcionada, buscando reverter individualmente a deficincia identificada. recuperao trabalhos escritos pesquisas bibliogrficas Apresentao e exposio oral dos trabalhos prticos assim como funcionamento Seminrios Debates em grupo.Por fim, a avaliao determina um carter que julga resultados da aprendizagem no contexto da sala de aula e para alm dela, sendo importante recorrer recuperao paralela nos momentos em que a aprendizagem revelou-se pouco efetiva, estabelecendo principalmente a dialogicidade como forma de auto-sustentao para determinar o grau de autonomia conquistado no espao e no tempo e avanar para novas conquistas que se graduam pelo amadurecimento da cidadania organizada.REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS BIBLIOGRAFIA DCE Diretrizes Curriculares da Educao Bsica Fsica. 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