Colégio Estadual Mario Quintana PROPOSTA CURRICULAR DA ... ?· Colégio Estadual Mario Quintana PROPOSTA…

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  • Colgio Estadual Mario Quintana

    PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE FSICA

    APRESENTAO DA DISCIPLINA

    A Fsica tem como objeto de estudo o Universo em toda sua complexidade e, por

    isso, como disciplina escolar, prope aos estudantes o estudo da natureza, entendida,

    segundo Menezes (2005), como realidade material sensvel. Ressaltes e que os

    conhecimentos de Fsica apresentados aos estudantes do Ensino Mdio no so coisas

    da natureza, ou a prpria natureza, mas modelos elaborados pelo Homem no intuito

    de explicar e entender essa natureza.

    Desde tempos remotos, provavelmente no perodo paleoltico, a humanidade

    observa a natureza, na tentativa de resolver problemas de ordem prtica e de garantir

    subsistncia. Porm, bem mais tarde que surgiram as primeiras sistematizaes,

    com o interesse dos gregos em explicar as variaes cclicas observadas nos cus.

    Esses registros deram origem astronomia1, talvez a mais antiga das cincias e, com

    ela, o incio do estudo dos movimentos. Entretanto, apesar dos estudos e contribuies

    dos mais diversos povos, como os rabes e os chineses, entre outros, as pesquisas

    sobre a Histria da Fsica demonstram que, at o perodo do Renascimento, a maior

    parte da cincia conhecida pode ser resumida Geometria Euclidiana, Astronomia

    Geocntrica de Ptolomeu (150 d. C.) e Fsica de Aristteles (384-322 a.C.).

    Na escola secundria, o ensino de Fsica era uma realidade desde 1808, com a

    vinda da famlia Real ao Brasil. A insero desse conhecimento no currculo visava

    atender os anseios da corte para a formao de uma intelectualidade local. Destinava-

    se, inicialmente, aos cursos de formao de engenheiros e mdicos, portanto, no era

    para todos.

    [...] o que j se iniciara com o mercantilismo, quando os seres humanos passaram a ser tambm fora-de-trabalho e a natureza passou tambm a ser matria-prima. O poder, antes centrado no domnio territorial, a partir de ento passou a ser, cada vez mais, definido pela capacidade de produzir mercadorias e de controlar mercados. (MENEZES, 2005, p. 20-21).

  • O calor passou a ser entendido como uma forma de energia relacionada ao

    movimento, o que possibilitou o estabelecimento das leis da termodinmica, outra

    grande unificao na Fsica. Em 1842, Mayer concluiu que calor e trabalho so

    manifestaes de energia e elaborou uma sntese na qual afirmava que a energia

    criada. Em conjunto com as mquinas, a incorporao da cincia ao sistema fabril

    como fora produtiva reduziu o homem a mero operador de mquinas. O trabalho do

    arteso que dominava todas as etapas do seu ofcio foi substitudo pelo trabalho

    especializado e fragmentado. A compreenso do complexo sistema fabril era para

    poucos, com mudanas na formao do trabalhador, que era diferenciada da formao

    dos dirigentes. O conhecimento fsico tornou-se, ento, um importante aliado para o

    avano da sociedade capitalista. Nesse contexto houve mais uma unificao na Fsica,

    cuja sistematizao coube ao escocs James Clerk Maxwell, por volta de 1861.

    Em 1837, foi criado, no Rio de Janeiro, o Colgio Pedro II, para servir de

    padro de ensino secundrio e modelo para os demais colgios a serem criados nas

    provncias. Foi adotada uma Fsica matematizada, quantitativa, ensinada por meio dos

    manuais franceses, com nfase na transmisso e aquisio de contedos, relacionados

    aos problemas europeus, distantes da realidade brasileira. Os autores adotados

    constituam uma elite no mundo intelectual da poca e eram os mesmos utilizados

    pelas escolas francesas, conforme observou Lorenz (1986).

    Essa predominncia por materiais didticos traduzidos ou adaptados dos

    manuais europeus perdurou at meados do sculo XX, quando comearam a surgir

    outras produes, inclusive nacionais. A busca por novas tecnologias de guerra,

    iniciada com o desenvolvimento da bomba atmica, ampliou o clima de rivalidade

    entre as duas grandes potncias (Estados Unidos e Rssia) e acirrou a corrida

    armamentista. De modo geral, o fim da Segunda Guerra Mundial marcou um momento

    de euforia no ensino de Cincias e provocou mudanas no currculo escolar da

    disciplina (KRASILCHIK, 1987).

    Entende-se, ento, que a fsica, tanto quanto as outras disciplinas, deve

    educar para cidadania e isso se faz considerando a dimenso crtica do conhecimento

    cientfico sobre o Universo de fenmenos e a no-neutralidade da produo desse

    conhecimento, mas seu comprometimento e envolvimento com aspectos sociais,

    polticos, econmicos e culturais. O ponto de partida da prtica pedaggica so os

    contedos estruturantes, propostos nestas Diretrizes Curriculares com base na

    evoluo histrica das idias e dos conceitos da Fsica. Para isso, os professores devem

    superar a viso do livro didtico como ditador do trabalho pedaggico, bem como a

  • reduo do ensino de Fsica memorizao de modelos, conceitos e definies

    excessivamente matematizados e tomados como verdades absolutas, como coisas

    reais. Ressalta-se a importncia de um enfoque conceitual para alm de uma equao

    matemtica, sob o pressuposto terico de que o conhecimento cientfico uma

    construo humana com significado histrico e social.

    FUNDAMENTOS TERICO-METODOLGICOS

    O recorte histrico da Fsica, apresentado na primeira parte deste documento,

    teve por objetivo buscar um quadro conceitual de referncia capaz de abordar o objeto

    de estudo desta cincia o Universo sua evoluo, suas transformaes e as

    interaes que nele ocorrem. Os resultados desta busca so grandes snteses que

    constituem trs campos de estudo da Fsica e que completam o quadro terico desta

    cincia no final do sculo XIX:

    A mecnica e a gravitao, elaboradas por Newton em duas obras:

    Pilosophiae naturalis principia mathematica (os Principia) e Opticks (ptica);

    A termodinmica, elaborada por autores como Mayer, Carnot, Joule, Clausius, Kelvin,

    Helmholtz e outros;

    O eletromagnetismo, sntese elaborada por Maxwell a partir de trabalhos de homens

    como Ampre e Faraday.

    A primeira sntese refere-se ao estudo dos movimentos (mecnica e

    gravitao) presente nos trabalhos de Newton e desenvolvida posteriormente por

    outros cientistas, como Lagrange, Laplace e Hamilton.

    A segunda sntese, a termodinmica, deu-se a partir do estudo dos fenmenos

    trmicos e sua axiomatizao. resultante da integrao entre os estudos da mecnica

    e do calor, de onde se desenvolveu o Princpio da Conservao da Energia.A terceira sntese, do eletromagnetismo, deu-se a partir do estudo dos

    fenmenos eltricos e magnticos. Sua elaborao deveu-se a estudos de diversos

    cientistas, entre eles Ampre, Faraday e Lenz. Os resultados desses estudo permitiram

    a Maxwell sistematizar as quatro leis do eletromagnetismo.

    Para entender o processo de construo desse quadro conceitual da Fsica e

    dos conceitos fundamentais que o sustentam, imperativo que a pesquisa faa parte

    do processo educacional, ou seja, que cada professor, ao preparar suas aulas, estude e

    se fundamente na Histria e na Epistemologia da Fsica. Trilhar esse caminho

    imprescindvel para se repensar o currculo para a disciplina.

  • O BJETIVO GERAL

    O ensino de fsica deve propiciar ao aluno uma educao voltada para

    compreenso crtica do mundo em que vive, de modo que ele possa enfrentar as

    mudanas e atuar sobre elas. Nesse sentido a aquisio do conhecimento cientfico

    fundamental que permita elaborar modelos, que desenvolva o senso critico e permita

    reflexes acerca do saber cientifico.

    Assim ao lado de uma carter mais prtico, a fsica revela tambm uma

    dimenso filosfica, e seu aprendizado deve estimular os educandos a acompanhar

    notcias cientificas, promovendo meios para a interpretao de seus significados.

    OBJETIVO ESPECIFICO

    Compreender enunciados que envolvam cdigos e smbolos fsicos. Compreender

    manuais de instalao e utilizao de aparelhos;

    Utilizar e compreender tabelas, grficos e relaes matemticas grficas para a

    expresso do saber fsico. Ser capaz de diferenciar e traduzir as linguagens

    matemtica e discursiva;

    Expressar-se corretamente utilizando a linguagem fsica adequada e elementos de

    sua representao simblica. Apresentar de forma clara e objetiva o conhecimento

    aprendido atravs de tal linguagem;

    Conhecer fontes de informaes e formas de obter informaes relevantes, sabendo

    interpretar notcias cientficas;

    Elaborar sntese ou esquemas estruturados dos temas fsicos trabalhados.

    Desenvolver a capacidade de investigar fsica. Classificar, organizar, sistematizar.

    Identificar regularidades. Observar hipteses, testar.

    Conhecer e utilizar conceitos fsicos. Relacionar grandezas, quantificar parmetros

    relevantes. Compreender e utilizar leis e teorias fsicas.

    Compreender a fsica presente no mundo vivencial e nos equipamentos e

    procedimentos tecnolgicos. Descobrir o como funcionam os aparelhos.

    Investigar situaes problema, identificar situaes, prever, avaliar, analisar

    previses.

    Articular o conhecimento fsico como conhecimento de outras reas do saber

    cientfico.

    Reconhecer a fsica enquanto construo humana, aspectos de sua histria e relao

    com o contexto cultural, social, poltico e econmico.

  • Estabelecer relaes entre o conhecimento fsico e outra forma de expresso da

    cultura humana.

    Reconhecer o papel da fsica no sistema produtivo, compreendendo a evoluo dos

    meios tecnolgicos e sua relao dinmica com a evoluo do conhecimento cientfico.

    Dimensionar a capacidade crescente do homem propiciada pela tecnologia.

    Ser capaz de emitir juzos de valores em relao a situaes sociais que envolvam

    aspectos fsicos e/ou tecnolgicos relevantes.

    CONTEDOS ESTRUTURANTES

    Entende-se por contedos estruturantes os conhecimentos e as teorias que

    hoje compem os campos de estudo da Fsica e servem de referncia para a disciplina

    escolar. Esses contedos fundamentam a abordagem pedaggica dos contedos

    escolares, de modo que o estudante compreenda o objeto de estudo e o papel dessa

    disciplina no Ensino Mdio. Nos fundamentos terico-metodolgicos apresentaram-se

    as trs grandes snteses que compunham o quadro conceitual de referncia da Fsica

    no final do sculo XIX e incio do sculo XX. Essas trs snteses Movimento,

    Termodinmica e Eletromagnetismo doravante sero denominadas contedos

    estruturantes. Em cada contedo estruturante esto presentes ideias, conceitos e

    definies, princpios, leis e modelos fsicos, que o constituem como uma teoria.

    Desses estruturantes derivam os contedos que comporo as propostas pedaggicas

    curriculares das escolas.

    MOVIMENTO

    No estudo dos movimentos, indispensvel trabalhar as ideias de conservao de

    momentum e energia, pois elas pressupem o estudo de simetrias e leis de

    conservao, em particular da Lei da Conservao da Energia, desenvolvida nos

    estudos da termodinmica, no sculo XIX, e considerada uma das mais importantes

    leis da Fsica. A conservao de momentum est enraizada na prpria concepo de

    homogeneidade do espao simetria de translao no espao ao menos do ponto de

    vista clssico. Alm disso, encontra lugar no estudo de colises ou de eventos em que

    algum tipo de recuo se manifesta, como no caso de colises entre partculas. A

    conservao de momentum tambm um instrumento da Fsica de partculas, uma

    importante rea da Fsica moderna, ligada cosmologia e teoria quntica de campos,

    pois as colises so importantes para o estudo do comportamento, constituio e

    interaes de partculas subatmicas (EISBERG,1979).

  • TERMODINMICA

    No campo da termodinmica, os estudos podem ser desdobrados a partir das Leis da

    termodinmica, em que aparecem conceitos como temperatura, calor (entendido como

    energia em trnsito) e as primeiras formulaes da conservao de energia, sobretudo

    os trabalhos de Mayer, Helmholtz, Maxwell e Gibbs. A Lei Zero da termodinmica um

    bom enfoque para o estudo das noes preliminares de calor como energia em

    trnsito, equilbrio trmico, propriedades termomtricas e at uma breve discusso

    sobre medidas de temperatura. O conceito de temperatura deve ser abordado como

    modelo baseado em propriedades de um material, no uma mera medida do grau de

    agitao molecular de um sistema. A primeira lei da termodinmica, que tambm porta

    a ideia de calor como forma de energia, permite identificar sistemas termodinmicos

    postos a realizar trabalho. Os conceitos de calor e trabalho, hoje, so entendidos como

    processos de transferncia/transformao de energia, ou seja, a energia est

    diretamente ligada ao trabalho. Destacando-se, mais uma vez, a Lei da Conservao

    da Energia como uma importante lei da Fsica. O estudo da segunda lei da

    termodinmica importante para a compreenso das mquinas trmicas, mas vai

    alm, pois conduz ao conceito de entropia. Nem todos os eventos que obedecem Lei

    da Conservao da Energia podem, de fato, acontecer, o que se deve existncia de

    outro princpio natural os processos espontneos so irreversveis, o que colabora

    para que cresa a desordem do sistema, medida pela entropia.

    ELETROMAGNETISMO

    Historicamente, um dos resultados mais importantes dos trabalhos de Maxwell a

    apresentao da luz como uma onda eletromagntica e o estudo das suas equaes

    que levam s quatro leis do eletromagnetismo clssico. Estudar o eletromagnetismo

    possibilita compreender carga eltrica, o que pode conduzir a um conceito geral de

    carga no contexto da fsica de partculas, ao estudo de campo eltrico e magntico. A

    variao da quantidade de carga no tempo leva ideia de corrente eltrica e a

    variao da corrente no tempo produz campo magntico, o que leva s equaes de

    Maxwell. O trabalho sobre o eletromagnetismo enseja, ainda, tratar contedos

    relacionados a circuitos eltricos e eletrnicos, responsveis pela presena da

    eletricidade e dos aparelhos eletroeletrnicos no cotidiano, com a presena da

    eletricidade em nossas casas. Esses temas ainda so objetos de estudo em muitas

    pesquisas, sejam relativas tecnologia incorporada aos sistemas produtivos ou aos

    novos materiais e tcnicas. Ao serem abordados na escola, preciso considerar,

  • tambm, seu papel nas mudanas econmicas e sociais da sociedade contempornea,

    bem como o fato de no serem acessveis para todos.

    Contedos de forma seriada

    1 ANO

    ESTRUTURANTES BSICOS ESPECFICOS AVALIAO

    MOVIMENTO

    Momentum e inrcia

    Conservaode quantida-

    dede movimen-

    to(momentum)Variao daquantidade

    demovimento = Impulso2 Lei de Newton

    3 Lei de Newton e

    condies de equilbrio

    - Introduo;

    - Grandezas fsicas;

    - Sistema Internacional de -

    - Unidades;

    - Potncia e notao

    cientfica.

    - CINEMTICA

    Movimento Retilneo

    Espao, tempo e

    movimento;

    Velocidade mdia e

    instantnea;

    Velocidade constante;

    Estudo do movimento

    retilneo uniforme.

    - Movimento Retilneo

    Uniformemente Variado

    Acelerao constante;

    Movimento retilneo

    uniformemente variado.

    LEIS DE NEWTON:

    - Equilbrio

    Desenvolvimento do

    conceito de fora;

    1a. Lei de Newton Lei da

    inrcia;

    3a. Lei de Newton Ao e

    reao;

    formule uma viso geral da cincia (Fsica), presenteno final do sculo XIX e com-preenda a viso demundo dela decorrente;

    compreenda a limitao do modelo clssico noestudo dos movimentos de par-tculas subatmicas, aqual exige outros modelos fsi-cos e outros princpios(entre eles o da Incerteza);

    perceba (do ponto de vista relativstico e quntico) anecessidade de redefinir o con-ceito de massa inercial,espao e tempo e, como conse-quncia, um conceitobsico da mecnica clssica: trajetria;

    compreenda o conceito de massa (nas translaes)como uma construo cientfica ligada concepo defora, entendendo-a (do ponto de vista clssico) comouma resistncia variao do movimento, ou seja,uma constante de movimento e o momentum comouma medida dessa resistncia (translao);

    compreenda o conceito de momento de inrcia (nasrotaes) como a dificuldade apresentada pelo objetoao giro, relacionando este con-ceito massa do objetoe distribuio dessa massa em relao ao eixo de rotao. Ou seja, que a diminuio do momento de inrcia implica num aumento de velocidade de giro e vice-versa;

    associe fora variao da

  • Equilbrio de uma partcula;

    Fora e atrito.

    Fora e Acelerao

    - Conceito de massa;

    - 2a. Lei de Newton;

    - Massa e peso;

    - Aplicao das 2a. Lei de

    Newton.

    quantidade de movimento de um objeto ou de um sistema (impulso), variao da veloci-dade de um objeto (acelerao ou desacelerao) e concep-o de massa e inrcia;

    entenda as medidas das grandezas (velocidade,quantidade de movimento, etc.) como dependentesdo referencial e de natureza ve-torial;

    perceba, em seu cotidiano, movimentos simples queacontecem devido conserva-o de uma grandeza ou quan-tidade, neste caso a conserva-o da quantidadede movimento translacional ou linear;

    compreenda, alm disso, a conservao da quantidade de movimento para os movimen-tos rotacionais;

    perceba que os movimentos acontecem sempre unsacoplados aos outros, tanto os translacionais como osrotacionais;

    perceba a influncia da di-menso de um corpo noseu comportamento perante a aplicao de uma fora em pontos diferentes deste corpo;

    aproprie-se da noo de con-dies de equilbrioesttico, identificado na 1 lei de Newton e as noesde equilbrio estvel e instvel.

    reconhea e represente as foras de ao e reaonas mais diferentes situaes.

  • Energia e o Princpio

    da Conserva-o daenergia

    - Trabalho e energia

    - INTERAO ENTRE OS

    CORPOS

    Quantidade de movimentos;

    Princpio da conservao e

    quantidade de movimento.

    conceba a energia como uma entidade fsica que pode se manifestar de diver-sas formas e, no caso da energia mecnica,em energias cintica, poten-cial elstica e potencial gra-vitacional; perceba o trabalho como uma grandeza fsica relacio-nada transformao/varia-ode energia; compreenda a potncia como uma medida de efici-ncia de um sistemafsico. Ou seja, importante entender com que rapidez no tempo ocorrem astransformaes de energia, indicada pela grandeza fsica potncia.

    Gravitao - Gravitao Universal-Leis de Kepler- Teoria da Relatividade

    associe a gravitao com as leis de Kepler; identifique a massa gravi-tacional diferenciando-a da massa inercial, do ponto de vista clssico. compreenda o contexto e os limites do modelo newto-niano tendo em vista a Teo-ria da Relatividade Geral.

  • 2 ANO

    ESTRUTURANTES BSICOS ESPECFICOS AVALIAO

    TERMODINAMICA

    Leis da Termodi-nmica:

    Lei zero daTermodinmica

    1 Lei daTermodinmica

    2 Lei daTermodinmica

    Termodinm

    ica

    - Temperatura e

    dilatao trmica

    Temperatura, escalas

    termomtricas,

    termmetros;

    Dilatao, coeficiente de

    dilatao.

    Calor e

    Temperatur

    a

    Calor

    Calor como forma de

    energia;

    Capacidade trmica;

    Calor especfico;

    Mudanas de fase.

    PRIMEIRA LEI DA

    TERMODINMICA

    Trabalho e energia

    interna:

    Experincia de Joule:

    1a.Lei da Termodinmica

    2 Lei da Termodinmica

    compreenda a Teoria Ci-ntica dos Gases comoum modelo construdo e v-lido para o contexto dossistemas gasosos com com-portamento definidocomo ideal e fundamental para o desenvolvimentodas idias na termodinm-cia;

    formule o conceito de presso de um fluido, sejaele um lquido ou um gs, e extrapole o conceito aoutras aplicaes fsicas;

    entenda o conceito de temperatura como ummodelo baseado nas propri-edades de um material, no uma medida, de fato, do grau de agitaomolecular em um sistema;

    diferencie e conceitue ca-lor e temperatura,entendendo o calor como uma das formas deenergia, o que fundamen-tal para a compreenso do quadro terico da termodi-nmica;

    compreeenda a primeira lei como a manifestaodo Princpio da Conservao de Energia, bem comoa sua construo no contex-to da termodinmica e a sua importncia para a Re-voluo Industrial a partir do entendimento do calor como forma de energia;

    associe a primeira lei ideia de produzir trabalhoa partir de um fluxo de ca-lor.

    compreenda os conceitos de capacidade calorficae calor especfico como pro-priedade de um materialidentificvel no processo de transferncia de calor.Da mesma forma, o concei-to de calor latente;

    identifique dois processos fsicos: a) os reversveise b) os irreversveis, que

  • vm acompanhados deuma degradao de energia enunciada pela segundalei. Esse princpio fsico deve ser compreendidocomo to universal quanto o de conservao deenergia e sugere um estudo da entropia;

    compreenda a entropia, uma grandeza que podevariar em processos espon-tneos e artificiais, comouma medida de desordem e

    probabilidade;

    ELTROMAGNETISMO

    A natureza da luz e

    suas proprieda-des

    ONDULATORIA

    PTICA

    Reflexo da luz

    Espelhos planos, imagem

    em espelhos planos;

    Leis da reflexo;

    Espelhos esfricos,

    imagens em espelhos

    esfricos.

    Refrao da luz

    Fenmenos devidos

    refrao;

    ndice de refrao;

    Leis da refrao;

    Lentes esfricas;

    Instrumentos pticos

    Luz e radiao

    entenda o propsito do estudo da luz nocontexto do eletromag-netismo; conceba a luz como parte da radiaoeltromagntica, locali-zada entre as radiaesde alta e baixa energia, que manifesta doiscomportamentos, o on-dulatrio e o de partcu-la,dependendo do tipo de interao com amatria; entenda os processos de desvio da luz, arefrao que pode ocor-rer tanto com a mudana do meio quanto com a alterao da densidade do meio, alm do proces-so de reflexo, no qual a luz desviada sem mu-dana de meio; entenda os fenmenos luminosos como osde reflexo total, refle-xo difusa, disperso eabsorso da luz, dentre outros importantes paraa compreenso de fen-menos cotidianos queocorrem simultaneamen-te na natureza, porm,

  • s vezes um ou outro se sobressai; associe fenmenos co-tidianos relacionados luz como por exemplo: a formao do arcoris,a percepo das cores, a cor do cu dentreoutros, aos fenmenos luminosos estudados; compreenda a luz como energia quantizadaque, ao interagir com a matria, apresentaalguns comportamentos que so tpicos departculas (por exemplo, o efeito fotoeltrico) eoutros de ondas (por exemplo, a interferncialuminosa), ou seja, en-tenda a luz a partir docomportamento dual; extrapole o conheci-mento da dualidadeonda-partcula matria,

    como por exemplo ao

    eltron

  • 3 ANO

    ESTRUTURANTES BSICOS ESPECFICOS AVALIO

    ELTROMAGNETISMO

    Carga, correnteeltrica,

    campo e ondaseletromagnticasFora eletromag-

    nticaEquaes de

    Maxwell: Lei de Gausspara

    eletrosttica/Leide Coulomb, Lei

    deAmpre, Lei de

    Gaussmagntica, Lei de

    Faraday)

    ELETRICIDADE

    Eletrosttica

    Fenmenos eltricos

    Carga;

    Lei de Coulomb;

    Campo eltrico;

    Potencial;

    Condutores

    ELETRODINMICA

    10.1 Circuitos eltricos

    Correntes;

    Resistores;

    Tenso;

    Lei de ohm;

    Potncia e rendimento.

    ELETROMAGNETISMO

    Fenmenos magnticos;

    Ims

    Fenmenos

    eletromagnticos

    Campo magntico de

    uma corrente eltrica;

    Fora magntica sobre

    uma corrente eltrica;

    Induo eletromagntica

    Fenmenos

    eletromagnticos

    (aplicao)

    Galvanmetro;

    Motor eltrico;

    Gerador;

    compreenda a teoria eletromagntica, suas ideias, definies, leis e conceitos que a funda-mentam. compreenda a carga eltrica como um concei-to central no eletromag-netismo, pois todos os efeitos eletromagnticos esto ligados a alguma propriedade da carga. compreenda que a car-ga tanto cria quanto sen-te o campo de outra car-ga, mas o campo de uma carga no se altera na presena de outra carga. Assim, a idia de campo deve ser entendida como um ente que insepar-vel da carga. Deseja-se que o estudante entenda essa ideia de campo como uma entidade te-rica criada no eletromag-netismo, pois ele bsi-co para a teoria e me-diador da interao entre cargas; compreenda as leis de Maxwell como um con-junto de leis que forne-cem a base para a expli-cao dos fenmenos eletromagnticos; entenda o campo como uma entidade fsica dota-do de energia; apreenda o modelo te-rico utilizado para expli-car a carga e o seu movi-mento (a corrente eltri-ca), a partir daspropriedades eltricas dos materiais; associe a carga eltrica elementar quantizao da carga eltrica; conhea as proprieda-des eltricas dos mate-riais, comopor exemplo, a resistivi-

  • Transmisso e

    distribuio de energia

    eltrica

    Fisica moderna

    dade e a condutividade; conhea as proprieda-des magnticas dos ma-teriais; entenda corrente el-trica e fora como entes fsicos que aparecem as-sociados ao campo; reconhea as intera-es eltricas como as responsveispela coeso dos slidos, pelas propriedades apre-sentadaspelos lquidos (viscosida-de, tenso superficial) epropriedades dos gases; compreenda a fora magntica como o resul-tado da ao do campo magntico sobre a cor-rente eltrica; entenda o funciona-mento de um circuito eltrico,identificando os seus ele-mentos constituintes; conceba a energia po-tencial eltrica como uma das muitas formas de manifestao de ener-gia, como a nuclear e a elica. compreenda a potncia eltrica como uma medi-da de eficincia de um sistema eltrico; perceba o trabalho el-trico como uma grandeza fsicarelacionada transformao/ variao de energia eltrica.

    ENCAMINHAMENTO METODOLOGICO

    O ensino-aprendizagem, em Fsica, deve partir do conhecimento prvio trazido

    pelos estudantes como fruto de sua experincia de vida em seu contexto social, onde

    se incluem as concepes alternativa ou espontnea, sobre as quais a cincia tem um

    conceito cientfico. Que a experimentao faz parte de uma metodologia de ensino e

    contribui para fazer a ligao entre a teoria e prtica, propiciando uma melhor

    interao entre professor e alunos e, entre grupos de aluno, contribudo para o

  • desenvolvimento cognitivo e social dos educandos, dentro de um contexto especial que

    a escola.

    O professor deve mostrar ao estudante que o seu conhecimento no est pronto

    e acabado, mas que deve ser superado. Muitas das ideias dos estudantes j foram

    consideradas pelos cientistas, pois tambm o conhecimento cientfico no se constitui,

    originalmente, em uma verdade absoluta e definitiva. Tem-se por objetivo que

    professor e estudantes compartilhem significados na busca da aprendizagem que

    ocorre quando novas informaes interagem com o conhecimento prvio do sujeito e,

    simultaneamente, adicionam, diferenciam, integram, modificam e enriquecem o saber

    j existente, inclusive com a possibilidade de substitu-lo.

    Para Tavares (2004), a partir do conhecimento fsico, o estudante deve ser

    capaz de perceber e aprender, em outras circunstncias semelhantes s trabalhadas

    em aula, para transformar a nova informao em conhecimento. Ento, qualquer que

    seja a metodologia, o professor deve buscar uma avaliao cujo sentido seja verificar a

    apropriao do respectivo contedo, para posteriores intervenes ou mudana de

    postura metodolgica.

    Professor e educando devem buscar e compartilhar significativamente a

    aprendizagem como processo interativo, no esquecendo a mediao do educador

    como agente organizador e sistematizador, do conhecimento fsico considerando este

    como produo cultural, construdo e produzido nas relaes sociais.

    Os livros didticos de Fsica dirigidos ao Ensino Mdio, de uma maneira geral,

    apresentam a Fsica como uma cincia que permite compreender uma imensidade de

    fenmenos naturais, indispensvel para a formao profissional, a preparao para o

    vestibular, a compreenso e interpretao do mundo pelos sujeitos.

    Os resultados de muitas pesquisas em ensino de fsica so unnimes em

    considerar a importncia das atividades experimentais para uma melhor compreenso

    acerca dos fenmenos fsicos.

    Essas pesquisas sugerem que as atividades experimentais podem suscitar a

    compreenso de conceitos ou a percepo da relao de um conceito com alguma ideia

    anteriormente discutida. No segundo caso, a atividade precisa contribuir para que o

    estudante perceba, alm da teoria, as limitaes que esta pode ter.

    Mesmo as dificuldades e os erros decorrentes das experincias de laboratrio

    devem contribuir para uma reflexo dos estudantes em torno do estudo da cincia.

    Assim, fundamental que o professor compreenda o papel dos experimentos na

  • cincia, no processo de construo do conhecimento cientfico. Essa compreenso

    determina a necessidade (ou no) das atividades experimentais nas aulas de fsica.

    Convivemos, diariamente, professores e estudantes, com aparatos tecnolgicos

    dos mais simples aos mais sofisticados, em nossas casas e no ambiente escolar:

    retroprojetores, televisores, aparelho de vdeo cassete e DVD, computador, dentre

    outros. Portanto, no se trata mais de ser a favor ou contra, usar ou no usar, mas de

    planejar o uso do recurso tecnolgico conforme a necessidade, a servio de uma

    formao integral dos sujeitos, de modo a permitir o acesso, a interao e, tambm, o

    controle das tecnologias e de seus efeitos.

    A presena de laboratrios de informtica com acesso internet, nas escolas,

    bem como a chegada de aparelhos de televiso com porta USB para entrada de dados

    via pendrive, abrem muitas perspectivas para o trabalho docente no ensino de Fsica.

    Outra situao, que permite ir alm das animaes, so as simulaes. Diferente

    das animaes, as simulaes permitem uma interatividade entre o estudante e a

    mquina e podem ser utilizadas on-line. Entretanto, ao se utilizar de simulaes,

    necessrio lembrar que elas so modelos de uma situao real apresentados como

    realidade virtual.

    AVALIAO

    A avaliao deve considerar os aspectos histricos, conceituais, e culturais, a

    evoluo das ideias em Fsica, a no neutralidade da cincia, o progresso de educando

    quanto a esses aspectos. Garantir o objeto de estudo da Fsica. Considerar a

    apropriao desses objetos pelos estudantes.

    Quanto aos critrios de avaliao em Fsica, deve-se verificar: A compreenso dos conceitos fsicos essenciais a cada unidade de ensino e

    aprendizagem planejada;

    A compreenso do contedo fsico expressado em textos cientficos;

    A compreenso de conceitos fsicos presentes em textos no cientficos;

    A capacidade de elaborar relatrios tendo como referncia os conceitos, as

    leis e as teorias fsicas sobre um experimento ou qualquer outro evento que

    envolva os conhecimentos da Fsica.

    Como exemplo de instrumentos de avaliao, a partir de uma aula de

    experimentao, pode-se pedir ao estudante um relatrio individual, com questes

    abertas que permitam a exposio de suas ideias. Isso o levar a refletir sobre o

  • fenmeno discutido nas questes. No caso de uma prtica demonstrativa, isto ,

    realizada pelo professor, pode-se pedir um relato explicativo, por escrito, da

    experincia. O relatrio individual e o relato explicativo so, nesse caso, os

    instrumentos de avaliao. Nas questes que estruturam esses instrumentos estaro

    os critrios de avaliao.

    No entanto, a avaliao tem como o objetivo auxiliar o aluno na

    aprendizagem. Ou seja, trata-se de tom-la como instrumento para intervir no

    processo de aprendizagem do estudante.

    Avaliar o envolvimento do educando nas atividades executadas;

    Consolidar a avaliao diagnstica;

    Selecionar contedos especficos para as provas, sendo eles, reflexivas,

    relacionais e compreensveis;

    Empregar os conhecimentos adquiridos na resoluo de problemas do

    cotidiano;

    Atravs do resultado da avaliao do educando, a retomada dos contedos no

    assimilados, dever acontecer paralela atravs de trabalhos e pesquisas envolvendo de

    forma especifica e direcionada, buscando reverter individualmente a deficincia

    identificada.

    recuperao

    trabalhos escritos

    pesquisas bibliogrficas

    Apresentao e exposio oral dos trabalhos prticos assim como

    funcionamento

    Seminrios

    Debates em grupo.

    Por fim, a avaliao determina um carter que julga resultados da

    aprendizagem no contexto da sala de aula e para alm dela, sendo importante recorrer

    recuperao paralela nos momentos em que a aprendizagem revelou-se pouco

    efetiva, estabelecendo principalmente a dialogicidade como forma de auto-sustentao

    para determinar o grau de autonomia conquistado no espao e no tempo e avanar

    para novas conquistas que se graduam pelo amadurecimento da cidadania organizada.

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    OBJETIVO GERALOBJETIVO ESPECIFICOTermodinmicaCalor e TemperaturaONDULATORIA

    ENCAMINHAMENTO METODOLOGICOAVALIAOREFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS BIBLIOGRAFIA