código tributário do município de jacupiranga

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  • ESTADO DE SO PAULO Av. Hilda Mohring de Macedo, 777 - fone (0XX13)864.1421 - CNPJ/MF 46.582.185/0001-90 - E-Mail pmjacup@rgt.matrix.com.br

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    LEI MUNICIPAL N 820, DE 07 DE DEZEMBRO DE 2.005.

    DISPE SOBRE O CDIGO TRIBUTRIO DO MUNICPIO DE JACUPIRANGA, E D OUTRAS PROVIDNCIAS.

    JOO BATISTA DE ANDRADE, Prefeito Municipal de Jacupiranga, Estado de So Paulo, usando das atribuies que lhes so conferidas por lei, faz saber que a Cmara Municipal aprovou e ele sanciona e promulga a seguinte Lei:

    DISPOSIO PRELIMINAR

    ARTIGO 1- Sem prejuzo das normas legais supletivas e das disposies regulamentares, com fundamento na Constituio Federal e Leis Complementares, no Cdigo Tributrio Nacional e na Lei Orgnica do Municpio, esta Lei institui o Cdigo Tributrio do Municpio, regulando toda a matria tributria de competncia municipal.

    TTULO I

    DOS TRIBUTOS MUNICIPAIS

    ARTIGO 2- So tributos municipais:

    a) O Imposto Sobre a Propriedade Territorial Urbana - IPTU;

    b) O Imposto sobre Servios de Qualquer Natureza - ISSQN;

    c) O Imposto sobre a Transmisso Inter Vivos, a qualquer ttulo, por Ato Oneroso, de bens imveis, por Natureza ou Acesso Fsica, e de Direitos Reais sobre Imveis, exceto os de garantia, bem como a Cesso de Direitos sua Aplicao;

    d) A taxas e preos pblicos, especificados nesta Lei, remuneratrios de servios pblicos ou devidos em razo do exerccio do poder de polcia do Municpio;

    e) A Contribuio de Melhoria, decorrente de obras pblicas;

    ARTIGO 3 - Compete ao Executivo fixar e reajustar periodicamente, os preos destinados a remunerar a utilizao de bens e servios pblicos, bem como os relativos ao custeio de despesas com a prtica de atos administrativos do interesse dos que os requererem, tais como o fornecimento de cpias de documentos, a expedio de certides e alvars, a realizao de vistorias e outros atos congneres.

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    TTULO II

    DISPOSIES GERAIS SOBRE A TRIBUTAO E A ARRECADAO CAPTULO I

    DA LEGISLAO TRIBUTRIA ARTIGO 4 - A expresso legislao tributria compreende as leis, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos de competncia do Municpio e relaes jurdicas a ele pertinentes. ARTIGO 5 - Somente a lei pode estabelecer: I - a instituio de tributos ou a sua extino; II - a majorao de tributos ou a sua reduo; III - a definio do fato gerador da obrigao tributria principal e do seu sujeito passivo; IV - a fixao da alquota de tributo e de sua base de clculo; V - a cominao de penalidades para as aes ou omisses contrrias a seus dispositivos, ou

    para outras infraes nela definidas; VI - as hipteses de suspenso, extino e excluso de crditos tributrios, ou de dispensa ou

    reduo de penalidades. 1 - Equipara-se majorao do tributo a modificao da sua base de clculo que importe em torn-lo mais oneroso. 2. No constitui majorao de tributo, para fins do disposto no inciso II, deste Artigo, a atualizao do valor monetrio da respectiva base de clculo. ARTIGO 6 - O contedo e o alcance dos decretos restringem-se aos das leis em funo das quais sejam expedidos, determinados com observncia das regras de interpretao estabelecidas nesta lei. ARTIGO 7 - So normas complementares das leis e decretos: I - os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas; II - as decises dos rgos singulares ou coletivos, de jurisdio administrativa a que a lei

    atribua eficcia normativa; III - as prticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas; IV - os convnios celebrados entre o Municpio, a Unio e o Estado.

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    ARTIGO 8 - Entram em vigor depois de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a respectiva lei que os contenha, dispositivos que:

    I - instituam ou majorem tributos; II - definam novas hipteses de incidncia; III - extingam ou reduzam isenes.

    ARTIGO 9 - A lei aplica-se a ato ou fato pretrito:

    I - em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluda a aplicao de penalidade infrao dos dispositivos interpretados;

    II - tratando-se de ato no definitivamente julgado: a) quando deixe de defini-lo como infrao; b) quando deixe de trat-lo como contrrio a qualquer exigncia de ao ou omisso, desde

    que no tenha sido fraudulento e no tenha implicado a falta de pagamento de tributo; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo de

    sua prtica.

    CAPTULO II OBRIGAO TRIBUTRIA E FATO GERADOR

    Seo I Disposies Gerais

    ARTIGO 10 - A obrigao tributria principal ou acessria.

    1 A obrigao principal surge com a ocorrncia do fato gerador e tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniria e extingue-se juntamente com o crdito dela decorrente.

    2 A obrigao acessria decorre da legislao tributria e tem por objeto as prestaes positivas ou negativas nela previstas no interesse da arrecadao ou da fiscalizao dos tributos.

    3 A obrigao acessria, pelo simples fato de sua inobservncia, converte-se em obrigao principal relativamente penalidade pecuniria.

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    CAPTULO II OBRIGAO TRIBUTRIA E FATO GERADOR

    Seo II Fato Gerador

    ARTIGO 11 - Fato gerador da obrigao principal a situao definida em lei como necessria e suficiente sua ocorrncia.

    ARTIGO 12 - Fato gerador da obrigao acessria qualquer situao que, na forma da legislao aplicvel, impe a prtica ou a absteno de ato que no configure obrigao principal.

    ARTIGO 13 - Salvo disposio de lei em contrrio, considera-se ocorrido o fato gerador e, existentes os seus efeitos:

    I - tratando-se de situao de fato, desde o momento em que o se verifiquem as circunstncias materiais necessrias a que produza os efeitos que normalmente lhe so prprios;

    II - tratando-se de situao jurdica, desde o momento em que esteja definitivamente

    constituda, nos termos de direito aplicvel. ARTIGO 14 - Para os efeitos do inciso II do Artigo anterior e salvo disposio de lei em contrrio, os atos ou negcios jurdicos condicionais reputam-se perfeitos e acabados:

    I - sendo suspensiva a condio, desde o momento de seu implemento; II - sendo resolutria a condio, desde o momento da prtica do ato ou da celebrao do

    negcio.

    ARTIGO 15 - A definio legal do fato gerador interpretada abstraindo-se:

    I - da validade jurdica dos atos efetivamente praticados pelos contribuintes, responsveis, ou terceiros, bem como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos;

    II - dos efeitos dos fatos efetivamente ocorridos.

    CAPTULO II

    OBRIGAO TRIBUTRIA E FATO GERADOR Seo III

    Obrigaes Tributrias Acessrias ARTIGO 16 - Os contribuintes ou quaisquer responsveis por tributos facilitaro por todos os meios a seu alcance o lanamento, a fiscalizao e a cobrana dos tributos devidos Fazenda Pblica Municipal, ficando especialmente obrigados a:

    I Apresentar declaraes e guias e a manter registros contbeis dos fatos geradores da obrigao tributria, segundo as normas deste cdigo e dos regulamentos fiscais;

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    II Comunicar Fazenda Pblica Municipal dentro do prazo legal contado a partir da

    ocorrncia, qualquer alterao capaz de gerar, modificar ou extinguir obrigao tributria; III Conservar e apresentar ao fisco, quando solicitado, qualquer documento que, de algum

    modo, se refira a operaes ou situaes que constituam fato gerador de obrigao tributria ou que sirva como comprovante de veracidade dos dados consignados em guias e documentos fiscais;

    IV Nos prazos estipulados e sempre que solicitados pelas autoridades competentes, prestar

    informaes e esclarecimentos e apresentar documentos, comprovantes ou demonstrativos, que, a juzo do fisco, se refiram a fato gerador de obrigao tributria.

    Pargrafo nico Mesmo no caso de iseno, ficam os beneficirios sujeitos ao cumprimento do disposto neste Artigo. ARTIGO 17 - O fisco poder requisitar a terceiros, e estes ficam obrigados a fornecer-lhe, todas as informaes e dados referentes a fatos geradores de obrigao tributria para os quais tenham contribudo ou que devam conhecer, salvo quando, por fora de lei, estejam obrigados a guardar sigilo em relao a esses fatos.

    1 - As informaes obtidas por fora deste Artigo tem carter sigiloso e s podero ser utilizadas em defesa dos interesses fiscais da Unio, do Estado e deste municpio.

    2 - Constitui falta grave punvel nos termos do estatuto dos servidores municipais, a

    divulgao de informaes obtidas no exame de livros ou documentos.

    CAPTULO III SUJEITO PASSIVO

    ARTIGO 18 - Sujeito passivo da obrigao principal a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniria.

    Pargrafo nico O sujeito passivo da obrigao principal diz-se:

    I - contribuinte, quando tenha relao pessoal e direta com a situao que constitua o respectivo fato gerador;

    II responsvel, quando, sem revestir a condio de contribuinte, sua obrigao decorra de disposio expressa em lei.

    ARTIGO 19 - Sujeito passivo da obrigao acessria a pessoa obrigada s prestaes que constituam os seus objeto.

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