código tributário de bom jardim - ma

Download Código Tributário de Bom Jardim - MA

Post on 04-Jul-2015

197 views

Category:

News & Politics

1 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • 1. CDIGO TRIBUTRIO LEI MUNICIPAL n 463/2005Bom Jardim, 30 deDezembro de 2005.O Prefeito Municipal de Bom Jardim, Estado do Maranho, no uso de suas atribuies legais e de acordo com as disposies contidas na Lei Orgnica do Municpio, faz saber que a Cmara Municipal aprovou e ele sanciona a seguinte Lei: Art. 1 - A presente Lei institui o Cdigo Tributrio do Municpio de Bom Jardim, com fundamentos na Constituio Federal, Cdigo Tributrio Nacional, Constituio Estadual, Lei Orgnica Municipal e dita as normas especificas de direito tributrio aplicveis ao Municpio, suas autarquias e fundaes pblicas. Art. 2 - O presente Cdigo Tributrio dispe sobre os fatos geradores, a incidncia das alquotas, o lanamento, a cobrana e a fiscalizao dos tributos municipais e estabelece normas de direito fiscal a eles pertinentes.LIVRO PRIMEIRO PARTE ESPECIAL - TRIBUTOS Art. 3 - Os tributos municipais so: I.Impostos:a) Imposto Sobre a Propriedade Predial Territorial Urbana b) Imposto Sobre Servios de Qualquer Natureza c) Imposto Sobre a Transmisso Inter Vivos de Bens Imveis II.Taxas:a) Taxas Decorrentes das Atividades do Poder de Polcia b) Taxas Decorrentes da Utilizao de Servios Pblicos III.Contribuio de Melhoria1

2. TTULO I DAS DISPOSIES GERAISCAPTULO I DAS LIMITAES GERAIS AO PODER DE TRIBUTAR Art. 4- A competncia tributria compreende os poderes de legislar, administrar e julgar os tributos municipais, respeitando as limitaes contidas na Constituio Federal. 1 - A competncia tributria indelegvel, salvo atribuio das funes de arrecadar ou fiscalizar os tributos, ou de executar leis, servios, atos ou decises administrativas em matria tributria. Art. 5- vedado ao Municpio: I - exigir ou aumentar tributos sem lei que o estabelea; II - conceder parcelamento para pagamentos de dbitos fiscais em prazo superior ao previsto em lei, na via administrativa ou judicial; III - instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situao equivalente, proibida qualquer distino em razo de ocupao profissional ou funo por eles exercida, independentemente da denominao jurdica dos rendimentos, ttulos ou direitos. IV - cobrar tributos: em caso de calamidade pblica e no excepcional interesse a) em relao a fatos geradores ocorridos antes do incio da vigncia da lei que os houver institudo ou aumentado; b) no exerccio financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou; c) sem prvio lanamento e notificao, nos termos deste Cdigo. V - utilizar tributo com o efeito de confisco; VI - estabelecer limitaes ao trfego de pessoas ou bens por meio de tributos, ressalvada a cobrana de pedgio pela utilizao de vias conservadas pelo Poder Pblico; VII - instituir impostos sobre: a) patrimnio, renda ou servios da Unio, Estados e Municpios; b) templos de qualquer culto; c) patrimnio, renda ou servios dos partidos polticos, inclusive suas fundaes, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituies de educao e de assistncia2 3. social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos previstos em lei federal; d) livros, jornais, peridicos e papel destinado a sua impresso. 1 - A vedao do inciso VII, alnea a, extensiva s autarquias e s fundaes institudas e mantidas pelo Poder Pblico, no que se refere ao patrimnio e aos servios, vinculados a suas finalidades essenciais ou delas decorrentes. 2 - s vedaes expressa no inciso VII, alneas b e c, compreendem to somente o patrimnio, a renda e os servios, relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas. Art. 6 - vedado ao Municpio estabelecer diferenas tributrias entre bens e servios de qualquer natureza, em razo de sua procedncia ou destino.CAPTULO II ADMINISTRAO FISCAL Art. 7 - Todas as funes referentes ao cadastramento, lanamento, cobrana, recolhimento e fiscalizao de tributos municipais, aplicao de sanes por infrao de disposies deste Cdigo e demais dispositivos da legislao tributria do Municpio, bem como as medidas de preveno, represso, sonegao e fraudes, sero exercidas pela Secretaria de Planejamento, Oramento e Gesto e setores a ele subordinados. Art. 8 - Os rgos e servidores incumbidos do lanamento, cobrana e fiscalizao dos tributos, sem prejuzo do rigor e vigilncia, indispensveis ao bom desempenho de suas atividades, daro assistncia tcnica aos contribuintes, prestando-lhes esclarecimentos sobre a interpretao e fiel observncia da Legislao Fiscal.CAPTULO III DO DOMICLIO TRIBUTRIO Art. 9 - Na falta de eleio pelo contribuinte ou responsvel, de domiclio tributrio, na forma da legislao aplicvel, considera-se como tal: I - quanto as pessoas naturais, a sua residncia habitual ou, sendo esta incerta ou desconhecida, o centro habitual de sua atividade; II - quanto as pessoas jurdicas de direito privado ou as firmas individuais, o lugar da sua sede, ou, em relao aos atos ou fatos que derem origem a obrigao de cada estabelecimento; III - quanto as pessoas jurdicas de direito pblico, qualquer de suas reparties no territrio da entidade tributada. 1 - Quando no couber a aplicao das regras fixadas em qualquer dos incisos deste artigo,3 4. considerar-se- como domiclio tributrio do contribuinte ou responsvel o lugar da situao dos bens ou da ocorrncia dos atos ou fatos que dera origem a obrigao. 2- A autoridade administrativa pode recusar o domiclio eleito, quando impossibilite ou dificulte a arrecadao ou a fiscalizao do tributo, aplicando-se ento a regra do pargrafo anterior. Art. 10 - O domiclio tributrio ser consignado nas peties, guias e outros documentos que os contribuintes dirijam ou devam dirigir ao Departamento de Arrecadao Municipal. Pargrafo nico - Os inscritos como contribuintes habituais comunicaro toda mudana de domiclio no prazo de 30 (dias), contados partir dessa ocorrncia.CAPTULO IV DA OBRIGAO TRIBUTRIA Art. 11 A obrigao tributria compreende as seguintes modalidades: I - obrigao tributria principal; II - obrigao tributria acessria. 1 - Obrigao tributria principal a que surge com a ocorrncia do fato gerador e tem por objeto o pagamento de tributo ou de penalidade pecuniria, extinguindo-se juntamente com o crdito dela decorrente. 2 - Obrigao tributria acessria a que decorre da legislao tributria e tem por objeto a prtica ou a absteno de atos nela previstos, no interesse da Fazenda Municipal. 3 - A obrigao tributria acessria, pelo simples fato de sua inobservncia, converte-se em principal, relativamente penalidade pecuniria. 4 - As declaraes relativas s obrigaes tributrias, devero conter todos os elementos necessrios ao conhecimento do fato gerador e certificao do montante do crdito tributrio correspondente. Art. 12 - Os contribuintes ou quaisquer responsveis por tributos, facilitaro por todos os meios ao seu alcance, o lanamento, fiscalizao e a cobrana dos tributos devidos Fazenda municipal, ficando especialmente obrigados a: I - apresentar declaraes e guias a escriturar em livros prprios, os fatos geradores de obrigao tributria, segundo as normas desta Lei e dos regulamentos fiscais; II - comunicar as Finanas Municipal dentro de 30 (trinta) dias, contados partir da ocorrncia, qualquer alterao capaz de gerar, modificar ou extinguir obrigao tributria; III - conservar e apresentar ao fisco, quando solicitado, qualquer documento que de algum4 5. modo se refira a operao ou a situaes que constituam fato gerador de obrigao tributria ou que sirva como comprovante da veracidade dos dados consignados em guias e documentos fiscais; IV- prestar, sempre que solicitados pelas autoridades competentes, informaes esclarecimentos que juzo do fisco, se refiram ao fato gerador de obrigao tributria.ePargrafo nico - Mesmo no caso de imunidade e iseno ficam os beneficirios sujeitos ao cumprimento do disposto neste artigo. Art. 13 - O Fisco poder, requisitar a terceiros, e estes ficam obrigados a fornecer-lhe, todas as informaes e dados referentes a fatos geradores de obrigao tributria, para os quais tenham contribudo ou que devam conhecer. Pargrafo nico - As informaes obtidas por fora deste artigo tem carter sigiloso, e s podero ser utilizadas em defesa dos interesses da Unio, do Estado e deste Municpio;TTULO II DO CRDITO TRIBUTRIO Art. 14 - O crdito tributrio decorre da obrigao principal e tem a mesma natureza desta. Art. 15 - As circunstncias que modificam o crdito tributrio, sua extenso ou seus efeitos, ou as garantias ou os privilgios a ele atribudos, ou que excluem sua exigibilidade, no afetam a obrigao tributria que lhe deu origem. Art. 16 - O crdito tributrio regularmente constitudo somente se modifica ou se extingue, conforme art. 51, ou tem a sua exigibilidade suspensa, conforme art. 40, ou excluda, conforme art. 64, nos casos expressamente previstos neste Cdigo, fora dos quais no podem ser dispensadas, sob pena de responsabilidade funcional, na forma da lei, a sua efetivao ou as respectivas garantias.CAPTULO I DO LANAMENTO Art. 17 - Compete privativamente a autoridade administrativa municipal, precisar o crdito tributrio pelo lanamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrncia do fato gerador da obrigao correspondente, determinar a matria tributvel, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo, e sendo o caso, propor a aplicao da penalidade cabvel Pargrafo nico - A atividade administrativa de lanamento vinculada e obrigatria, sob pena de responsabilidade funcional. Art. 18 - O lanamento reporta-se data da ocorrncia do fato gerador da obrigao e rege-se pela lei ento5 6. vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. Pargrafo nico - Aplica-se ao lanamento a legislao que posteriormente ocorrncia do fato gerador da obrigao, tenha institudo novos critrios de apurao ou processos de fiscalizao, ampliando os poderes de investigao das autoridades administrativas, ou outorgado aos crditos de maiores garantias ou privilgios, que exceto, neste ltimo caso para efeito de atribuir responsabilidade tributria a terceiros. Art. 19 - o lanamento regularmente notificado ao sujeito passi

Recommended

View more >