código sanitário de animais terrestres da .reações aos odores dos abatedouros diferem. odores

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  • Comisso Tcnica Permanente de Bem-estar Animal

    Departamento de Sistemas de Produo e Sustentabilidade

    Ministrio da Agricultura, Pecuria e Abastecimento

    Cdigo Sanitrio de Animais Terrestres da OIE Traduo Livre do Captulo verso ingls, disponvel em

    Acesso em: 18 jun. 2015.

    Tradutoras: Carine Alves; Lizie Pereira Buss; Helia Lemos da Silva3.

    Mdica Veterinria, Fiscal Federal Agropecurio, integrante da CTBEA/MAPA representante da SFA/PA

    Mdica Veterinria, Fiscal Federal Agropecurio, integrante da CTBEA/MAPA representante da Sede 3Mdica Veterinria, Fiscal Federal Agropecurio, DSA/MAPA e colaboradora OIE Regional das Amricas

    Captulo 7.5 Abate dos animais

    Artigo 7.5.1

    Princpios gerais

    1. Objetivo

    Essas recomendaes atendem a necessidade de garantir o bem-estar dos animais destinados ao

    consumo humano durante as operaes que precedem e que permitem seu abate at a sua morte.

    Essas recomendaes se aplicam ao abate em matadouros dos seguintes animais domsticos:

    bovinos, bfalos, bises, ovinos, caprinos, cameldeos, cervos, equdeos, sunos, aves ratitas, coelhos e aves.

    Os demais animais, qualquer que seja o lugar onde foram criados, assim como todos os animais que so

    abatidos fora dos matadouros, devero ser manipulados de modo que o seu transporte, acomodao,

    conteno e abate no lhes cause estresse desnecessrio, e os princpios em que se baseiam estas

    recomendaes se aplicam tambm a eles.

    2. Pessoal

    O pessoal encarregado das operaes de desembarque, movimentao, acomodao, cuidado,

    conteno, insensibilizao e abate e sangria dos animais desempenham um papel importante no bem-estar

    dos mesmos. Por este motivo, se disponibilizar pessoal suficiente, que dever ser paciente, atencioso,

    capacitado e conhecer as recomendaes formuladas no presente captulo e sua aplicao no mbito

    nacional.

    A capacitao exigida poder ser adquirida por meio de uma formao oficial e/ou por experincia

    prtica. A capacitao ser demonstrada mediante apresentao de um certificado vigente expedido pela

    autoridade competente ou por um organismo independente credenciado pela autoridade competente.

  • 3. Comportamento dos animais

    Os condutores devero ter experincia e serem capacitados no manejo e na movimentao

    dos animais, e entender os padres de comportamento dos animais e os princpios bsicos

    necessrios para desempenhar seu trabalho.

    O comportamento dos animais, individualmente ou em grupo, varia segundo a sua raa,

    sexo, temperamento, idade e como tenham sido criados e manejados. Apesar destas diferenas,

    para manejar e deslocar os animais dever levar-se em conta os seguintes padres de

    comportamento que, de certa forma, sempre prevalecem nos animais domsticos.

    A maior parte do gado domstico vive em grupos e segue a um lder instintivamente.

    Os animais que possam se machucar ou machucar outros em um grupo no devero ser

    agrupados no abatedouro.

    O desejo de alguns animais de controlar seu espao individual dever ser levado em

    considerao na hora de projetar as instalaes.

    Os animais domsticos tentaro escapar se qualquer pessoa se aproximar a mais que certa

    distncia deles. Esta distncia crtica, que define a zona de escape, varia em funo da espcie e

    dos indivduos de uma mesma espcie e depende de contato prvio com seres humanos. Os animais

    criados prximos das pessoas, ou seja, domesticados, tem uma zona de escape mais reduzida,

    enquanto que os criados em pasto aberto ou em sistemas extensivos podem ter zonas de escape

    que variam entre um e vrios metros. Os condutores evitaro ingressar bruscamente na zona de

    escape, para no provocar uma reao de pnico que possa dar lugar a uma agresso ou a uma

    tentativa de fuga.

    Os condutores utilizaro o ponto de equilbrio situado atrs da escpula dos animais para

    moviment-los, colocando-se atrs deste ponto para moviment-lo para frente e na frente deste

    ponto para faz-los retroceder.

    Os animais domsticos possuem uma viso angular ampla, porm uma viso frontal limitada

    e escassa percepo de profundidade. Isso significa que podem detectar objetos e movimentos junto

    deles e atrs deles, porm s calcula distncias diante deles.

    Embora a maioria dos animais domsticos possuem um olfato extremamente sensvel, suas

    reaes aos odores dos abatedouros diferem. Odores que possam causar lhes temor ou outras

    reaes negativas devem ser levados em conta na hora de manejar os animais.

    Os animais domsticos percebem uma faixa de frequncia de som maior que as pessoas e

    so mais sensveis s frequncias mais altas. Tendem a se alarmar ante a rudos fortes e constantes

  • e ante rudos repentinos, que podem ocasionar pnico. A sensibilidade a este tipo de rudos tambm

    dever ser levada em conta quando se maneja os animais.

    Exemplo de uma zona de escape (bovino)

    Esquema de movimento do condutor para fazer avanar o gado

    4. Supresso de distraes

    Os elementos que possam distrair os animais quando se aproximam e que os faam parar

    bruscamente ou retornar devero ser excludos do desenho das instalaes novas e suprimidos das

    existentes. Abaixo exemplos de elementos de distrao frequente e mtodos para suprimi-los:

    a. Reflexos sobre metais brilhantes e solos midos: deslocar o foco ou

    mudar o sistema de iluminao;

    b. Entradas escuras em currais, rampas, corredores, box de conteno

    para insensibilizao ou esteiras restrainers: iluminar com luz indireta, que no se

    projete diretamente nos olhos dos animais que se aproximam, ou crie reas de

    grande contraste;

    c. Movimentao de gente e de material diante dos animais: instalar

    laterais slidas ou telas nos currais e rampas;

    d. Becos sem sada: evit-los, se possvel curvando a passagem ou

    criando uma passagem ilusria;

  • e. Correntes e outros objetos soltos nos currais ou nas cercas: retir-

    los;

    f. Solos desiguais ou um declive abrupto no cho de entrada do box

    de conteno para insensibilizao: evitar os solos de superfcie desigual ou instalar

    um solo slido falso debaixo da esteira restrainer para dar a impresso de uma

    superfcie slida e contnua;

    g. Assobio de dispositivos pneumticos: instalar silenciadores, utilizar

    um aparelho hidrulico ou evacuar a alta presso para o exterior mediante um tubo

    flexvel;

    h. Golpe e choque de objetos metlicos: instalar batentes de borracha

    nas grades e outros dispositivos para reduzir o contato entre metais;

    i. Corrente de ar dos ventiladores ou cortinas de ar na face dos

    animais: mudar a orientao ou a posio dos aparelhos.

    Artigo 7.5.2

    Deslocamento e manejo dos animais

    1. Consideraes de carter geral

    Todos os abatedouros tero a obrigao de contar com um plano especfico de bem-estar

    animal, cujo objetivo ser manter um bom nvel de bem-estar em todos os estgios do manejo dos

    animais at que estes sejam abatidos. O plano dever conter um procedimento padro de atuao

    para cada etapa do manejo, a fim de garantir que se respeite adequadamente o bem-estar animal

    em funo dos devidos indicadores; dever incluir, alm disso, aes corretivas para casos de riscos

    especficos, como cortes de energia eltrica ou outras circunstncias que possam ser prejudiciais

    para o bem-estar animal.

    Os animais sero transportados ao lugar do abate de maneira que prejudique o menos

    possvel sua sade e bem-estar, e o transporte se realizar conforme as recomendaes da OIE

    para o transporte de animais (Captulos 7.2 e 7.3).

    Os princpios que devero ser aplicados no desembarque dos animais, na sua transferncia

    para os compartimentos dos estbulos ou currais e sua conduo ao lugar de abate so os

    seguintes:

    a. Avaliao o estado dos animais na sua chegada para detectar

    qualquer problema de bem-estar e de sanidade.

    b. Realizao da insensibilizao de maneira humanitria e sem

    demora para os animais feridos e doentes que requeiram o abate imediato, conforme

    recomendaes da OIE.

    c. Deslocamento dos animais a uma velocidade no superior ao seu

    ritmo normal, a fim de reduzir ao mnimo as leses por queda ou deslize. Normas de

    rendimento sero estabelecidas com pontuao numrica de percentual de animais

  • que escorreguem ou que caiam, para determinar se deve melhorar os mtodos de

    deslocamento ou das instalaes, ou ambas as coisas. Em instalaes devidamente

    desenhadas, construdas e dotadas de tratadores competentes, dever ser possvel

    deslocar at 99% dos animais sem que haja queda.

    d. Os animais destinados ao abate no sero obrigados a passar por

    cima de outros animais.

    e. Os animais sero manejados evitando deix-los com leses,

    sofrimento ou feri-los. Para deslocar os animais, os condutores no recorrero, em

    nenhuma circunstncia, a procedimentos violentos como torcer ou quebrar as

    caudas, agarrar os olhos ou puxar pelas orelhas. Os condutores no utilizaro

    objetos que podero causar danos, nem substncias irritantes nos animais, e muito

    menos em partes sensveis como nos olhos, na boca, nas orelhas, na regio anal e

    genital ou no ventre. No ser permitido jogar ou deixar cair os animais, nem

    levant-los ou arrast-los por partes do corpo como a cauda, a cabea, os chifres,

    as orelhas, as extremidades, a l, os pelos ou as penas. Est permitido levantar

    manualmente os animais pequenos.

    f. Quando equipamentos ou outros instrumentos de estmulo forem

    usados os seguintes princpios devem s