código processo civil

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Institui o Código de Processo Civil. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: LEI N o 5.869, DE 11 DE JANEIRO DE 1973. TÍTULO I DA JURISDIÇÃO E DA AÇÃO código de processo civil [Brastra.gif (4376 bytes)] Presidência da República Subchefia para Assuntos Jurídicos Legenda:

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  • cdigo de processo civil==============================================================*** Ttulo da Pgina: L5869 ***Transcrita em 27/7/2002

    [Brastra.gif (4376 bytes)] Presidncia da Repblica Subchefia para Assuntos Jurdicos

    LEI N o 5.869, DE 11 DE JANEIRO DE 1973.

    Institui o Cdigo de Processo Civil.

    Legenda:

    Texto em preto: Redao original (sem modificao)Texto em azul: Redao dos dispositivos alteradosTexto em verde: Redao dos dispositivos revogadosTexto em vermelho: Redao dos dispositivos includos

    O PRESIDENTE DA REPBLICA Fao saber que o Congresso Nacional decretae eu sanciono a seguinte Lei:LIVRO I DO PROCESSO DE CONHECIMENTOTTULO I DA JURISDIO E DA AOCAPTULO I DA JURISDIOArt. 1 o A jurisdio civil, contenciosa e voluntria, exercidapelos juzes, em todo o territrio nacional, conforme as disposiesque este Cdigo estabelece.Art. 2 o Nenhum juiz prestar a tutela jurisdicional seno quando aparte ou o interessado a requerer, nos casos e forma legais.CAPTULO II DA AOArt. 3 o Para propor ou contestar ao necessrio ter interesse elegitimidade.Art. 4 o O interesse do autor pode limitar-se declarao:

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  • cdigo de processo civilI - da existncia ou da inexistncia de relao jurdica;II - da autenticidade ou falsidade de documento.Pargrafo nico. admissvel a ao declaratria, ainda que tenhaocorrido a violao do direito.Art. 5 o Se, no curso do processo, se tornar litigiosa relaojurdica de cuja existncia ou inexistncia depender o julgamento dalide, qualquer das partes poder requerer que o juiz a declare porsentena. (Redao dada pela Lei n 5.925, de 1. 10.1973)Art. 6 o Ningum poder pleitear, em nome prprio, direito alheio,salvo quando autorizado por lei.TTULO II DAS PARTES E DOS PROCURADORESCAPTULO I DA CAPACIDADE PROCESSUALArt. 7 o Toda pessoa que se acha no exerccio dos seus direitos temcapacidade para estar em juzo.Art. 8 o Os incapazes sero representados ou assistidos por seuspais, tutores ou curadores, na forma da lei civil.Art. 9 o O juiz dar curador especial:I - ao incapaz, se no tiver representante legal, ou se os interessesdeste colidirem com os daquele;II - ao ru preso, bem como ao revel citado por edital ou com horacerta.Pargrafo nico. Nas comarcas onde houver representante judicial deincapazes ou de ausentes, a este competir a funo de curadorespecial.Art. 10. O cnjuge somente necessitar do consentimento do outropara propor aes que versem sobre direitos reais imobilirios.(Redao dada pela Lei n 8.952, de 13 .12.1994) 1 o Ambos os cnjuges sero necessariamente citados para as aes:(Pargrafo nico renumerado pela Lei n 8.952, de 13.12.1994)I - que versem sobre direitos reais imobilirios; (Redao dadapela Lei n 8.952, de 13 .12.1994)II - resultantes de fatos que digam respeito a ambos os cnjuges oude atos praticados por eles; (Redao dada pela Lei n 5.925, de 1.10.1973)III - fundadas em dvidas contradas pelo marido a bem da famlia,mas cuja execuo tenha de recair sobre o produto do trabalho damulher ou os seus bens reservados; (Redao dada pela Lei n 5.925, de1.10 .1973)IV - que tenham por objeto o reconhecimento, a constituio ou aextino de nus sobre imveis de um ou de ambos os cnjuges. (Redaodada pela Lei n 5.925, de 1. 10.1973)

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  • cdigo de processo civil 2 o Nas aes possessrias, a participao do cnjuge do autor oudo ru somente indispensvel nos casos de composse ou de ato porambos praticados. (Pargrafo acrescentado pela Lei n 8.952, de13.12.1994)Art. 11. A autorizao do marido e a outorga da mulher podemsuprir-se judicialmente, quando um cnjuge a recuse ao outro sem justomotivo, ou lhe seja impossvel d-la.Pargrafo nico. A falta, no suprida pelo juiz, da autorizao ou daoutorga, quando necessria, invalida o processo.Art. 12. Sero representados em juzo, ativa e passivamente:I - a Unio, os Estados, o Distrito Federal e os Territrios, por seusprocuradores;II - o Municpio, por seu Prefeito ou procurador;III - a massa falida, pelo sndico;IV - a herana jacente ou vacante, por seu curador;V - o esplio, pelo inventariante;VI - as pessoas jurdicas, por quem os respectivos estatutosdesignarem, ou, no os designando, por seus diretore s;VII - as sociedades sem personalidade jurdica, pela pessoa a quemcouber a administrao dos seus bens;VIII - a pessoa jurdica estrangeira, pelo gerente, representante ouadministrador de sua filial, agncia ou sucursal aberta ou instaladano Brasil (art. 88, pargrafo nico);IX - o condomnio, pelo administrador ou pelo sndico. 1 o Quando o inventariante for dativo, todos os herdeiros esucessores do falecido sero autores ou rus nas aes em que oesplio for parte. 2 o - As sociedades sem personalidade jurdica, quando demandadas,no podero opor a irregularidade de sua constitui o. 3 o O gerente da filial ou agncia presume-se autorizado, pelapessoa jurdica estrangeira, a receber citao inicial para o processode conhecimento, de execuo, cautelar e especial.Art. 13. Verificando a incapacidade processual ou a irregularidade darepresentao das partes, o juiz, suspendendo o processo, marcarprazo razovel para ser sanado o defeito.No sendo cumprido o despacho dentro do prazo, se a providnciacouber:I - ao autor, o juiz decretar a nulidade do processo;II - ao ru, reputar-se- revel;III - ao terceiro, ser excludo do pr ocesso.CAPTULO II DOS DEVERES DAS PARTES E DOS SEUS PROC URADORES

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  • cdigo de processo civilSeo I Dos DeveresArt. 14. So deveres das partes e de todos aqueles que de qualquerforma participam do processo (Redao dada pela Lei n 10.358, de 27.12.2001)I - expor os fatos em juzo conforme a verdade;II - proceder com lealdade e boa-f;III - no formular pretenses, nem alegar defesa, cientes de que sodestitudas de fundamento;IV - no produzir provas, nem praticar atos inteis ou desnecessrios declarao ou defesa do direito.V - cumprir com exatido os provimentos mandamentais e no criarembaraos efetivao de provimentos judiciais, de naturezaantecipatria ou final. (Inciso includo pela Lei n 10.358, de27.12.2001)Pargrafo nico. Ressalvados os advogados que se sujeitamexclusivamente aos estatutos da OAB, a violao do disposto no incisoV deste artigo constitui ato atentatrio ao exerccio da jurisdio,podendo o juiz, sem prejuzo das sanes criminais, civis eprocessuais cabveis, aplicar ao responsvel multa em montante a serfixado de acordo com a gravidade da conduta e no superior a vinte porcento do valor da causa; no sendo paga no prazo estabelecido, contadodo trnsito em julgado da deciso final da causa, a multa serinscrita sempre como dvida ativa da Unio ou do Estado. (Incisoincludo pela Lei n 10.358, de 27.12.2001)Art. 15. defeso s partes e seus advogados empregar expressesinjuriosas nos escritos apresentados no processo, cabendo ao juiz, deofcio ou a requerimento do ofendido, mandar risc-l as.Pargrafo nico. Quando as expresses injuriosas forem proferidas emdefesa oral, o juiz advertir o advogado que no as use, sob pena deIhe ser cassada a palavra.Seo II Da Responsabilidade das Partes por Dano ProcessualArt. 16. Responde por perdas e danos aquele que pleitear de m-fcomo autor, ru ou interveniente.Art. 17. Reputa-se litigante de m-f aquele que: (Redao dadapela Lei n 6.771, de 27 .3.1980)I - deduzir pretenso ou defesa contra texto expresso de lei ou fatoincontroverso; (Redao dada pela Lei n 6.771, de 27.3 .1980)II - alterar a verdade dos fatos; (Redao dada pela Lei n 6.771,de 27 .3.1980)III - usar do processo para conseguir objetivo ilegal; (Redaodada pela Lei n 6.771, de 27 .3.1980)IV - opuser resistncia injustificada ao andamento do processo;(Redao dada pela Lei n 6.771, de 27 .3.1980)

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  • cdigo de processo civilV - proceder de modo temerrio em qualquer incidente ou ato doprocesso; (Redao dada pela Lei n 6.771, de 27 .3.1980)Vl - provocar incidentes manifestamente infundados. (Redao dadapela Lei n 6.771, de 27 .3.1980)VII - interpuser recurso com intuito manifestamente protelatrio.(Inciso acrescentado pela Lei n 9.668, de 23.6.1998)Art. 18. O juiz ou tribunal, de ofcio ou a requerimento, condenar olitigante de m-f a pagar multa no excedente a um por cento sobre ovalor da causa e a indenizar a parte contrria dos prejuzos que estasofreu, mais os honorrios advocatcios e todas as despesas queefetuou. (Redao dada pela Lei n 9.668, de 23 .6.1998) 1 o Quando forem dois ou mais os litigantes de m-f, o juizcondenar cada um na proporo do seu respectivo interesse na causa,ou solidariamente aqueles que se coligaram para lesar a partecontrria. 2 o O valor da indenizao ser desde logo fixado pelo juiz, emquantia no superior a 20% (vinte por cento) sobre o valor da causa,ou liquidado por arbitramento. (Redao dada pela Lei n 8.952, de 13.12.1994)Seo III Das Despesas e das MultasArt. 19. Salvo as disposies concernentes justia gratuita, cabes partes prover as despesas dos atos que realizam ou requerem noprocesso, antecipando-lhes o pagamento desde o incio at sentenafinal; e bem ainda, na execuo, at a plena satisfao do direitodeclarado pela sentena. 1 o O pagamento de que trata este artigo ser feito por ocasio decada ato processual. 2 o Compete ao autor adiantar as despesas relativas a atos, cujarealizao o juiz determinar de ofcio ou a requerimento do MinistrioPblico.Art. 20. A sentena condenar o vencido a pagar ao vencedor asdespesas que antecipou e os honorrios advocatcios. Essa verbahonorria ser devida, tambm, nos casos em que o advogado funcionarem causa prpria. (Redao dada pela Lei n 6.355, de 8. 9.1976) 1 o O juiz, ao decidir qualquer incidente ou recurso, condenarnas despesas o vencido. (Redao dada pela Lei n 5.925, de