Código Penal de Cabo Verde - perso.unifr. ?· ELEMENTO PARA O ESTUDO DE CÓDIGO PENAL DE CABO VERDE…

Download Código Penal de Cabo Verde - perso.unifr. ?· ELEMENTO PARA O ESTUDO DE CÓDIGO PENAL DE CABO VERDE…

Post on 17-Dec-2018

212 views

Category:

Documents

0 download

TRANSCRIPT

Ele

men

tos p

ara o

estu

do d

o C

digo

Pen

al de

Cab

o V

erde

Cad

erno

s: 1

Jorg

e Car

los F

onse

ca

D

ados

de

um p

ercu

rso

legi

slat

ivo

O

Dec

reto

-Leg

isla

tivo

de a

prov

ao

do

Cd

igo

Pena

l

FUN

DA

O D

IRE

ITO

E J

UST

IA

ELEM

ENTO

PA

RA

O E

STU

DO

DE

C

DIG

O P

ENA

L D

E C

AB

O V

ERD

E

3 I

Adv

ert

ncia

inic

ial

O

s C

ader

nos

que

a Fu

nda

o D

ireito

e J

usti

a (F

DJ)

pre

tend

e or

a ed

itar

corr

espo

ndem

, na

sua

ess

ncia

, a u

ns S

umr

ios

por

ns

divu

lgad

os ju

nto

de fo

rman

dos

de u

m C

urso

Inte

nsiv

o so

bre

a Pa

rte G

eral

do

novo

Cd

igo

Pena

l de

Cab

o V

erde

, org

aniz

ado

pela

FD

J, no

ms

de

Julh

o de

200

4.

Os

Sum

rio

s, em

jeito

de

tpi

cos

dese

nvol

vido

s, fo

ram

- e

cont

inua

m a

s-

lo -

escr

itos

a pa

r e p

asso

das

ses

ses

do

Cur

so, s

em g

rand

es p

reoc

upa

es

de s

ufic

ient

es re

fer

ncia

s bi

blio

grf

icas

e d

outri

nria

s ge

rais

, e, s

obre

tudo

, se

ma

inte

no

de

elab

orar

- l

onge

, m

uito

lon

ge d

isso

! -

um t

exto

si

stem

atiz

ado

e co

ntn

uo so

bre

a te

oria

ger

al d

o fa

cto

pun

vel o

u a

dout

rina

gera

l do

crim

e. A

ide

ia e

ra, s

impl

esm

ente

, for

nece

r al

guns

ele

men

tos

de

aux

lio

exp

osi

o d

as m

atr

ias e

, sob

retu

do, d

e su

porte

p

artic

ipa

o d

os

form

ando

s, o

que

fazi

a re

ssal

tar o

car

cte

r des

cont

nuo

, fra

gmen

tri

o, d

as

mat

ria

s tra

tada

s. Te

mas

sel

ecci

onad

os d

e ac

ordo

com

op

es

de o

rdem

pr

tic

a e

com

um

n

vel

de

abor

dage

m

mar

cado

ig

ualm

ente

pe

la

preo

cupa

o

esse

ncia

l de

dar a

con

hece

r aos

juris

tas

cabo

-ver

dian

os e

aos

in

tere

ssad

os,

em

gera

l, as

gr

ande

s op

es

do

gmt

icas

e

de

polt

ica

crim

inal

, as

prin

cipa

is so

lu

es n

orm

ativ

as

FUN

AD

A

AO

DIR

EITO

E JU

STI

A

4

e, a

t,

os p

rinc

pios

e c

once

itos

verti

dos

num

Cd

igo

novo

, ac

abad

o de

en

trar

em v

igor

. D

iram

os,

pois

, qu

e se

est

ava

pera

nte

uma

inic

iativ

a si

ngel

a, q

ual s

eja

a de

faze

r um

a es

pci

e de

vis

ita g

uiad

a pe

los

corr

edor

es

do e

difc

io d

o C

dig

o Pe

nal d

e 20

04, p

rioriz

ando

asp

ecto

s qu

e pu

dess

em

cons

titui

r no

vida

de n

o co

nfro

nto

com

o v

elho

Cd

igo

e co

m p

rtic

as e

h

bito

s ad

quiri

dos

com

a s

ua lo

nga

vig

ncia

. Out

ross

im, o

impu

lso

dado

pe

los

form

ando

s da

quel

e C

urso

(na

mai

oria

, pro

fissi

onai

s do

Dire

ito n

as

mai

s di

fere

ntes

re

as),

mor

men

te n

os p

ero

dos

de d

ilo

go, f

oi d

ecis

ivo

na

esco

lha

de a

lgun

s te

mas

, mel

hor,

prob

lem

as c

oncr

etos

, e n

o se

u m

aior

ou

men

or d

esen

volv

imen

to.

Dire

mos

, po

is,

que

este

s C

ader

nos

- pe

lo m

enos

da

noss

a pa

rte,

j q

ue

espe

ram

os v

er u

ns C

ader

nos

aber

tos

a um

a pl

ural

idad

e de

aut

ores

-

man

ter

o o

estil

o do

s Su

mr

ios,

com

um

ou

outro

des

envo

lvim

ento

, um

ou

tro a

cres

cent

o te

mt

ico,

um

ou

outro

arr

ojo

de c

ariz

men

os c

onju

ntur

al

e/ou

pra

gmt

ico.

Enf

im,

verd

adei

ros

Cad

erno

s de

div

ulga

o

do n

ovo

Cd

igo

Pena

l de

Cab

o V

erde

.

ELEM

ENTO

PA

RA

O E

STU

DO

DE

C

DIG

O P

ENA

L D

E C

AB

O V

ERD

E

5 II

Indi

ca

es b

iblio

grf

icas

1. S

endo

um

Cd

igo

novo

, que

s

entro

u em

vig

or a

1 d

e Ju

lho

de 2

004,

na

tura

lmen

te n

o h

aver

ai

nda

bibl

iogr

afia

sig

nific

ativ

a qu

e re

spei

te

espe

cial

men

te a

ele

, sen

do, n

este

asp

ecto

, est

es te

xtos

a d

ar o

po

ntap

de

sa

da

. N

o en

tant

o, s

empr

e se

ro

elem

ento

s re

leva

ntes

de

estu

do e

, de

al

gum

a fo

rma,

par

a a

inte

rpre

ta

o do

s pr

ecei

tos

(e s

ua a

plic

ao

) o

conh

ecim

ento

dos

trab

alho

s pr

epar

atr

ios

do C

dig

o e

os e

stud

os e

out

ros

text

os p

rodu

zido

s sob

re e

/ou

a pr

ops

ito d

o A

ntep

roje

cto

resp

ectiv

o.

Ora

bem

, no

exi

ste

mui

ta c

oisa

pub

licad

a, j

que

, inf

eliz

men

te, a

inda

no

cr

im

os e

ntre

ns

o h

bito

de

dar

a co

nhec

er o

s tra

balh

os d

e pr

epar

ao

da

s gr

ande

s re

form

as l

egis

lativ

as,

pelo

que

, po

r ex

empl

o, a

s ve

rse

s pr

imei

ras

do A

ntep

roje

cto

apen

as p

oder

o s

er c

onhe

cida

s ju

nto

do a

utor

m

ater

ial

ou,

even

tual

men

te,

nos

arqu

ivos

do

Min

ist

rio d

a Ju

sti

a. O

m

esm

o se

pod

er

dize

r de

act

as d

as r

euni

es

da C

omis

so

Tcn

ica

de

Aco

mpa

nham

ento

(C

TA)

e/ou

das

ses

ses

de

traba

lho

que

o au

tor

dest

as

nota

s, en

quan

to

auto

r m

ater

ial

do

Ant

epro

ject

o,

teve

co

m

a C

TA,

mag

istra

dos,

advo

gado

s, ou

tros

tcn

icos

jur

istas

, of

icia

is s

uper

iore

s da

PO

P, d

a PJ

, Gua

rda

Fisc

al e

Alf

ndeg

as o

u, a

inda

, com

org

aniz

ae

s da

so

cied

ade

civi

l, na

Pra

ia e

no

Min

delo

,

FUN

AD

A

AO

DIR

EITO

E JU

STI

A

6

sem

esq

uece

r par

ecer

es e

out

ros

text

os p

rodu

zido

s no

Min

ist

rio d

a Ju

sti

a e

por

ns

prp

rios

(enq

uant

o, n

atur

alm

ente

, au

tor

do a

ntep

roje

cto)

em

re

spos

ta

quel

es p

arec

eres

e d

ocum

ento

s.

2. Q

uant

o a

estu

dos e

out

ros t

exto

s, h

a re

gist

ar a

pena

s os s

egui

ntes

:

a) J

ORG

E CA

RLO

S FO

NSE

CA,

Ter

mos

de

re

fer

ncia

pa

ra

a el

abor

ao

de

um

C

dig

o Pe

nal

de

Cab

o V

erde

,

in

Revi

sta

Portu

gues

a de

Ci

ncia

Crim

inal

(RP

CC),

5 (1

995)

, 23-

45. E

ste te

xto

foi r

e-pu

blic

ado

na R

evist

a Ju

rdic

a do

Min

istr

io d

a Ju

stia

, n.

23,

Prai

a, Ja

n-Ju

n de

199

5, 3

9-59

. b)

JO

RG

E C

AR

LOS

FON

SEC

A,

O A

ntep

roje

cto

do n

ovo

Cd

igo

Pena

l de

Cab

o V

erde

: um

a le

itura

, em

jei

to d

e ap

rese

nta

o,

in

RPC

C 6

(199

6), 3

65-4

27.

c) J

orge

de

FIG

UEI

RED

O D

IAS,

um

a co

mun

ica

o fe

ita n

a Pr

aia,

em

Ju

lho

de

1996

(2

9 a

31),

por

ocas

io

de

Jorn

adas

so

bre

o A

ntep

roje

cto

de n

ovo

Cd

igo

Pena

l de

Cab

o V

erde

, te

xto

no

publ

icad

o e

que

cons

ubst

anci

ava

uma

apre

cia

o

glob

al

do

Ant

epro

ject

o.

d) T

ERES

A P

IZA

RRO

BEL

EZA

, co

mun

ica

o f

eita

nas

mes

mas

Jo

rnad

as

acim

a re

ferid

as,

text

o n

o pu

blic

ado

e qu

e ve

rsav

a es

senc

ialm

ente

sob

re o

s C

rimes

Sex

uais

no

Ant

epro

ject

o de

CP

No

enta

nto,

um

text

o pr

xim

o da

quel

e fo

i pub

licad

o co

mo

Prl

ogo

da

obra

Ref

orm

as P

enai

s em

Cab

o Ve

rde,

I,

da a

utor

ia d

e JO

RG

E C

AR

LOS

FON

SEC

A, a

baix

o ci

tada

. e)

RA

UL

VA

REL

A, c

omun

ica

o fe

ita n

as m

esm

as J

orna

das

acim

a re

ferid

as, t

exto

no

pub

licad

o.

f) Jo

s M

OU

RA

Z LO

PES,

Par

ecer

sob

re o

Ant

epro

ject

o do

Cd

igo

Pena

l de

C

abo

Ver

de,

text

o da

ctilo

graf

ado

(23

pgi

nas)

, n

o pu

blic

ado,

Coi

mbr

a, 0

2.06

.97.

ELEM

ENTO

PA

RA

O E

STU

DO

DE

C

DIG

O P

ENA

L D

E C

AB

O V

ERD

E

7

g)

Fran

cisc

o M

UN

OZ

CO

ND

E,

Los

D

elito

s Pa

trim

onia

les

y Ec

onm

icos

en

el C

dig

o Pe

nal E

span

olde

199

5 y

en e

l Ant

epro

yect

o de

C

dig

o Pe

nal d

e C

abo

Ver

de,

in D

ireito

e C

idad

ania

(DeC

), n.

2,

Pra

ia,

1998

, 125

-136

. h)

B

ERN

AR

DIN

O D

ELG

AD

O, A

nlis

e co

mpa

rativ

a en

tre

as o

pe

s ad

opta

das

pelo

aut

or d

o An

tepr

ojec

to e

as

posi

es

da

Com

iss

o de

Ac

ompa

nham

ento

, te

xto

dact

ilogr

afad

o,

no

publ

icad

o,

Porto

N

ovo,

O

utub

ro d

e 20

03.

i) JO

RG

E C

AR

LOS

FON

SEC

A,

Refo

rmas

Pen

ais

em C

abo

Verd

e,

Vol

. I, U

m n

ovo

Cd

igo

Pena

l par

a C

abo

Ver

de, I

PC, P

raia

, 200

1.

3. S

er

o l

timo

traba

lho

cita

do -

que

incl

ui, p

ara

alm

do

artic

ulad

o do

A

ntep

roje

cto,

na

vers

o

defin

itiva

do

seu

aut

or m

ater

ial (

isto

, c

om a

s al

tera

es

inco

rpor

adas

na

vers

o in

icia

l, se

ja p

or o

po

do

auto

r, se

ja p

ela

via

de s

uges

tes

fei

tas

pela

CTA

ou

por

outro

s),

a ju

stifi

ca

o de

um

pu

nhad

o de

op

es

(de

polt

ica

crim

inal

, de

sist

emat

iza

o o

u de

con

cret

as

solu

es

nor

mat

ivas

) qu

e ac

abar

am p

or s

er t

radu

zida

s em

nor

mas

e

prin

cpi

os n

o C

dig

o Pe

nal -

mui

tas

veze

s aq

ui re

ferid

o e

repr

oduz

ido.

Por

um

lado

, por

que

ele

dese

nvol

ve e

apr

ofun

da o

teor

dos

out

ros

dois

text

os

acim

a m

enci

onad

os e

pub

licad

os n

a R

PCC

; po

r ou

tro l

ado,

por

um

a qu

est

o de

com

odid

ade

e ec

onom

ia d

e ex

posi

o,

sen

do c

erto

que

ele

co

nstit

ui o

ni

co te

xto

escr

ito, c

om a

lgum

des

envo

lvim

ento

, sob

re o

que

, no

ess

enci

al, v

eio

a se

r o n

ovo

Cd

igo

Pena

l de

Cab

o V

erde

de

2004

. N

o en

tant

o, s

empr

e se

r

til d

eixa

r aqu

i o re

gist

o de

bib

liogr

afia

ger

al c

om

inte

ress

e pa

ra o

est

udo

e co

mpr

eens

o d

a m

atr

ia o

bjec

to d

este

s C

ader

nos,

pens

ando

, po

r en

quan

to,

apen

as

na

Parte

G

eral

do

...

Dire

ito

Pena

l. N

atur

alm

ente

que

, sob

re e

la, a

bib

liogr

afia

in

term

inv

el. L

imita

mo-

nos

a su

gerir

o q

ue n

os p

arec

e co

mo

mai

s

FUN

AD

A

AO

DIR

EITO

E JU

STI

A

8

fund

amen

tal e

ace

ssv

el (

sobr

etud

o, e

m te

rmos

de

aces

so f

sic

o, e

m C

abo

Ver

de)

em l

ngua

por

tugu

esa

e ca

stel

hana

, sem

esq

uece

r qu

e os

trab

alho

s de

ela

bora

o

do C

dig

o tiv

eram

sem

pre

em c

onsi

dera

o,

ent

re o

utro

s el

emen

tos

de r

efer

nci

a, a

leg

isla

o

vige

nte

e as

ref

orm

as e

m c

urso

ou

mai

s re

cent

es e

m p

ase

s co

mo

Portu

gal,

Espa

nha,

Arg

entin

a, M

acau

, G

uin

-Bis

sau

e B

rasi

l.

Para

ca

da

mat

ria

em

pa

rticu

lar,

fare

mos

in

dica

o

de

leitu

ra

espe

cial

men

te re

com

enda

da. Bib

liogr

afia

ger

al*:

Jorg

e de

FIG

UEI

RED

O D

IAS,

Tex

tos

de D

ireito

Pen

al -

Dou

trina

ger

al d

o cr

ime.

Li

es

(ela

bora

das c

om a

col

abor

ao

de

Nun

o Br

and

o), f

ase,

Coi

mbr

a, 2

001;

Jo

rge

de F

IGU

EIRE

DO

DIA

S, T

emas

Bs

icos

da

Dou

trina

Pen

al -

Sobr

e os

fund

amen

tos

da

dout

rina

pena

l - S

obre

a d

outri

na g

eral

do

crim

e, C

oim

bra

Edito

ra, 2

001.

*J

orge

de

FIG

UEI

RED

O D

IAS,

Dire

ito P

enai

Por

tugu

s -

Parte

Ger

al -

II - A

s Con

sequ

nci

as

Jurd

icas

do

Crim

e, A

equi

tas,

Edito

rial N

otc

ias,

Lisb

oa, 1

993;

*J

orge

de F

IGU

EIRE

DO

DIA

S, D

ireito

Pen

al (S

umr

ios),

Coi

mbr

a, 19

75; A

ditam

ento

s aos

Sum

r

ios d

e 19

75, C

oim

bra,

197

7;

*Jor

ge d

e FI

GU

EIRE

DO

DIA

S, D

ireito

Pen

al (S

umr

ios e

not

as d

e Li

es

ao

1, a

no d

o Cu

rso

Com

plem

enta

r de

Cin

cias

Jurd

icas

), Co

imbr

a, 1

976;

ED

UA

RDO

CO

RREI

A,

Dire

ito C

rimin

al (c

om a

col

abor

ao

de

Figu

eired

o D

ias),

I e

II

Vol

umes

, Rei

mpr

ess

o, L

ivra

ria A

lmed

ina,

Coi

mbr

a, 1

971;

*M

anue

l CA

VA

LEIR

O D

E FE

RREI

RA, L

ies

de

Dire

ito P

enal

I, L

isboa

/So

Pau

lo, I

Vol

ume,

19

92, I

I Vol

ume,

198

9.

*TER

ESA

PIZ

ARR

O B

ELEZ

A, D

ireito

Pen

al, V

ol. I

, Lisb

oa, 2

.a ed

io,

1984

; Vol

. II,

Lisb

oa,

1980

(em

cur

so d

e ac

tual

iza

o);

MA

RIA

FER

NAN

DA P

ALM

A, D

ireito

Pen

al - P

arte

Ger

al (fa

se), A

AFD

L, L

isboa

, 199

4. M

ARI

A F

ERN

AN

DA

PA

LMA

, Dire

ito P

enal

- Te

oria

Ger

al da

Inf

rac

o, S

umr

ios,

Lisb

oa,

1980

-81.

ELEM

ENTO

PA

RA

O E

STU

DO

DE

C

DIG

O P

ENA

L D

E C

AB

O V

ERD

E

9

GER

MA

NO

MA

RQ

UES

DA

SIL

VA

, Dire

ito P

enal

Por

tugu

s -

Parte

Ger

al, 3

Vol

umes

, V

erbo

, Lis

boa/

So

Paul

o, 1

997,

1998

e 1

999;

H

ELEN

O C

LU

DIO

FR

AG

OSO

, Li

es

de

Dire

ito P

enal

, Pa

rte G

eral

, 2.

a ed

io

, Ed

itora

For

ense

, Rio

de

Jane

iro, 1

991;

Eu

gni

o R

AU

L ZA

FFA

RO

NI/J

os

Hen

rique

PIE

RA

NG

ELI,

Man

ual

de D

irei

to P

enal

Br

asile

iro

- Par

te G

eral

, Edi

tora

Rev

ista

dos

Trib

unai

s, S

o Pa

ulo,

199

7;

*Fra

ncis

co M

UN

OZ

CO

ND

E, D

erec

ho P

enal

- P

arte

Gen

eral

, 3a e

d., T

irant

lo B

lanc

h,

Val

nci

a, 1

998;

Jo

s C

EREZ

O M

IR,

Cur

so d

e D

erec

ho P

enal

Esp

anol

, Pa

rte G

ener

al,

I, 2.

a ed

io

, M

adrid

, 198

1; II

, Teo

ria ju

rdic

a de

i del

ito /

2, T

ecno

s, M

adrid

, 199

2;

*Eug

enio

RA

UL

ZAFF

AR

ON

I (c

om a

col

abor

ao

de

Ale

jand

ro A

lagi

a e

Ale

jand

ro

Slok

ar),

Der

echo

Pen

al -

Part

e G

ener

al, E

DIA

R, B

ueno

s Are

s, 20

00;

*Han

s-H

einr

ich

JESC

HEC

K,

Trat

ado

de D

erec

ho P

enal

- P

arte

Gen

eral

, 2

Vol

umes

, tra

du

o da

3.a

edi

o o

rigin

al (1

978)

, por

Mir

Puig

e M

urio

z C

onde

, Bos

ch, B

arce

lona

, 19

81;

Gun

ter

STR

ATE

NW

ERTH

, D

erec

ho P

enal

- P

arte

Gen

eral

, I

- El

Hec

ho P

unib

le,

tradu

o

da 2

.a ed

io

ale

m

de 1

976,

por

Gla

dys R

omer

o, E

ders

a, M

adrid

, 198

2;

Cla

us R

OX

IN, P

robl

emas

Fun

dam

enta

is d

e D

irei

to P

enal

, tra

du

o da

edi

o

alem

de

19

73, p

or A

na P

aula

Nat

sche

rade

tz, A

na I

sabe

l de

Figu

eire

do e

Mar

ia F

erna

nda

Palm

a,

Veg

a, L

isbo

a, 1

986;

*C

laus

RO

XIN

, Der

echo

Pen

al -

Part

e G

ener

al, T

omo

I - F

unda

men

tos.

La E

stru

ctur

a de

la

Teo

ria d

ei D

elito

, tra

du

o da

2.a

edi

o a

lem

, p

or L

uzn

Pen

a, G

arci

a C

onlle

do e

V

icen

te R

emes

al, E

dito

rial C

ivita

s, M

adrid

, 199

7.

FUN

AD

A

AO

DIR

EITO

E JU

STI

A

10

ELEM

ENTO

PA

RA

O E

STU

DO

DE

C

DIG

O P

ENA

L D

E C

AB

O V

ERD

E

11 III

1. O

Cd

igo

Pena

l de

Cab

o V

erde

de

2004

: da

dos

de u

m p

ercu

rso

legi

slat

ivo

(sn

tese

). D

o C

dig

o de

185

2

apro

va

o da

Lei

de

auto

riza

o

legi

slat

iva

(Lei

n.

24/W

2003

, de

21 d

e Ju

lho)

. 1.

1. O

Cd

igo

Pena

l qu

e en

trou

em v

igor

a 1

de

Julh

o de

200

4 fo

i ap

rova

do p

elo

Dec

reto

-Leg

isla

tivo

n.

4/20

03, d

e 18

de

Nov

embr

o. E

ste

foi

edita

do a

o ab

rigo

de u

ma

auto

riza

o l

egis

lativ

a da

Ass

embl

eia

Nac

iona

l (Le

i n.

24/W

2003

, de

21 d

e Ju

lho)

que

con

cedi

a ao

Gov

erno

um

pr

azo

de 1

20 d

ias

para

apr

ovar

um

nov

o C

dig

o Pe

nal1 .

Ate

nte-

se, p

orm

, qu

e um

a ou

tra a

utor

iza

o le

gisl

ativ

a fo

ra c

once

dida

ao

Gov

erno

(ant

erio

r ao

da

legi

slat

ura

em c

urso

) pa

ra o

mes

mo

efei

to,

atra

vs

da L

ei n

. 13

0/V

/200

1, d

e 22

de

Jane

iro, c

om u

m p

razo

lim

ite d

e 45

dia

s. En

treta

nto,

a

auto

riza

o l

egis

lativ

a ca

duca

ra c

om o

ter

mo

da l

egis

latu

ra (

n.

3 do

ar

t. 1

81.

da C

onst

itui

o d

a R

epb

lica

de C

abo

Ver

de -

CR

CV

). D

eve

dize

r-se

qu

e,

quan

to

ao

teor

, po

uco

se

dist

ingu

em

as

duas

au

toriz

ae

s leg

isla

tivas

; a se

gund

a

men

os e

xten

sa e

incl

ui (o

que

1

A d

efin

io

de

crim

es, p

enas

e m

edid

as d

e se

gura

na

e os

resp

ectiv

os p

ress

upos

tos,

bem

com

o o

proc

esso

crim

inal

, con

stitu

em m

atr

ia d

e co

mpe

tnc

ia le

gisl

ativ

a re

lativ

amen

te r

eser

vada

Ass

embl

eia

Nac

iona

l (cf

r. ar

t.s 1

76.,

n.

1, c

) ; 2

03.,

n.

2 b)

e 1

81.,

n.

1 da

CR

CV

).

FUN

AD

A

AO

DIR

EITO

E JU

STI

A

12

no

acon

teci

a na

prim

eira

) um

pon

to (

2.22

.) so

bre

a pe

na d

e t

raba

lho

a fa

vor d

a co

mun

idad

e, p

ena

que

no

vinh

a pr

evis

ta n

o A

ntep

roje

cto2

. N

o fu

ndo,

a q

ue s

e tra

duzi

u em

Dec

reto

-Leg

isla

tivo

surg

e co

mo

uma

vers

o

resu

mid

a e

enxu

ta d

a pr

imei

ra (

esta

tin

ha u

ma

esp

cie

de p

rem

bulo

), se

ndo

amba

s exp

ress

o su

mr

ia d

a no

ta ju

stifi

cativ

a do

Ant

epro

ject

o3.

1.2.

O

C

dig

o,

com

o ac

onte

ce

mui

tas

veze

s, co

m

mai

s ou

m

enos

am

plitu

de, i

ncor

poro

u, n

uma

med

ida

mui

to s

igni

ficat

iva,

dir

amos

, qua

se a

to

talid

ade

das

op

es

norm

ativ

as

cont

idas

no

A

ntep

roje

cto.

Se

ria

inte

ress

ante

e s

igni

ficat

ivo

faze

r o c

otej

o da

s al

tera

es

feita

s. Te

ntar

emos

aq

ui, r

apid

amen

te, r

egis

tar a

s pr

inci

pais

e li

mita

ndo-

nos

Pa

rte G

eral

que

no

s oc

upa

agor

a, d

eixa

ndo

para

mai

s

fren

te, e

a p

rop

sito

de

cada

pon

to,

even

tuai

s com

ent

rios o

u el

emen

tos d

e co

mpr

eens

o d

aque

las a

ltera

es

. N

este

reg

isto

par

timos

da

vers

o

defin

itiva

do

Ant

epro

ject

o, i

sto

: d

a ve

rso

que

con

sta

do R

efor

mas

Pen

ais e

m C

abo

Verd

e e

que

2

A d

efes

a da

inc

lus

o de

um

a ta

l pe

na a

ltern

ativ

a fo

i fe

ita,

dura

nte

as J

orna

das

sobr

e o

Ant

epro

ject

o (P

raia

, Jul

ho d

e 19

96),

pelo

Pro

fess

or F

igue

iredo

Dia

s e,

igua

lmen

te, p

elo

ent

o M

inis

tro d

a Ju

sti

a, S

imo

Mon

teiro

. D

iza

mos

na

nota

jus

tific

ativ

a o

segu

inte

: .

.. O

A

ntep

roje

cto,

tend

o em

con

ta a

s po

ssib

ilida

des

do p

as,

nom

eada

men

te e

m m

atr

ia d

e cr

ia

o de

est

rutu

ras

de e

xecu

o

e ac

ompa

nham

ento

das

san

es

crim

inai

s, n

o fo

i to

long

e, c

omo,

ev

entu

alm

ente

ser

ia d

esej

vel

, no

que

diz

resp

eito

c

onsa

gra

o d

e m

edid

as s

anci

onat

ria

s n

o in

stitu

cion

ais.

Ape

sar

de e

xper

inc

ias

estra

ngei

ras

surg

irem

com

o m

uito

pos

itiva

s de

um

po

nto

de v

ista

de

obte

no

de

final

idad

es d

e pr

even

o

espe

cial

, n

o se

ava

nou

na

cons

agra

o

de a

lgum

as d

elas

, se

ja p

ela

tal

inca

paci

dade

de

mei

os p

ara

as p

r e

m p

rtic

a (c

asos

dos

reg

imes

de

sem

idet

en

o e

da p

rova

), se

ja p

ura

e si

mpl

esm

ente

por

que

pare

cera

m

desa

just

adas

par

a o

pas

(ca

sos

das

pena

s de

adm

oest

ao

e d

o tra

balh

o so

cial

ou

a fa

vor

da

com

unid

ade)

. N

a ve

rdad

e, n

a al

tura

- e

dis

sem

o-lo

dur

ante

os

deba

tes,

com

, ao

men

os

apar

ente

men

te, a

poio

do

audi

trio

- tn

ham

os a

idei

a de

que

, por

um

lado

, um

a ta

l pen

a su

rgiri

a co

mo

estr

anha

, nu

m p

as

com

alta

s ta

xas

de d

esem

preg

o e,

por

out

ro l

ado,

mar

cada

por

ne

gativ

as re

pres

enta

es

col

ectiv

as (o

s cha

mad

os tr

ibun

ais p

opul

ares

ou

de z

ona)

. Cfr

. JO

RG

E C

AR

LOS

FON

SEC

A, R

efor

mas

Pen

ais..

., 68

. 3

A n

ota

just

ifica

tiva

entre

gue

com

o a

rticu

lado

do

Ant

epro

ject

o em

Jul

ho d

e 19

96 f

oi,

entre

tant

o, d

esen

volv

ida,

apr

ofun

dada

e a

ctua

lizad

a, d

ando

orig

em a

o es

tudo

que

est

pu

blic

ado

no n

osso

Ref

orm

as P

enai

s em

Cab

o Ve

rde.

ELEM

ENTO

PA

RA

O E

STU

DO

DE

C

DIG

O P

ENA

L D

E C

AB

O V

ERD

E

13

tradu

ziu

a op

o

final

do

seu

auto

r, de

pois

de

pond

erar

as

suge

ste

s fe

itas

pela

Com

iss

o T

cnic

a de

Aco

mpa

nham

ento

e o

utra

s re

colh

idas

dur

ante

s os

deb

ates

hav

idos

, pa

ra a

lm

de

uma

sua

prp

ria r

efle

xo

post

erio

r

entre

ga in

icia

l do

text

o.

1.2.

1. O

Ant

epro

ject

o co

me

ava

com

um

arti

go q

ue d

ava

a no

o

de c

rime

com

o .

.. fa

cto

volu

ntr

io t

pic

o, i

lcito

, cu

lpos

o e

decl

arad

o, p

or l

ei,

pass

vel

de

pena

. O

dis

posi

tivo

foi s

uprim

ido

no C

dig

o.

1.2.

2. O

act

ual a

rt.

2 (A

plic

ao

do

regi

me

mai

s fa

vor

vel)

corr

espo

nde

ao a

ntig

o ar

t. 3

- d

o A

ntep

roje

cto,

com

as

segu

inte

s al

tera

es

: a)

no n

. 1,

pre

via-

se q

ue a

apl

ica

o d

o re

gim

e m

ais

favo

rve

l ao

arg

uido

tin

ha

luga

r .

.. m

esm

o qu

e es

te e

stej

a j

con

dena

do p

or d

ecis

o t

rans

itada

em

ju

lgad

o. E

sta

parte

fina

l foi

retir

ada

na v

ers

o fin

al d

o C

dig

o; b

) tam

bm

fo

i sup

rimid

o o

teor

de

um n

. 2

que

dizi

a qu

e .

.. em

cas

o de

dv

ida

sobr

e a

dete

rmin

ao

da

lei

mai

s fa

vor

vel,

ser

ouv

ido

o in

tere

ssad

o;

c) a

re

dac

o d

o ac

tual

n.

2 do

art.

2.

tin

ha u

ma

reda

co

um

pou

co

dife

rent

e (n

. 3

do, e

nto

, art.

3.

):

Qua

ndo,

em

virt

ude

de c

ircun

stn

cias

ex

cepc

iona

is o

u de

em

erg

ncia

, a

lei

deva

ter

vig

nci

a nu

m p

ero

do d

e te

mpo

det

erm

inad

o,os

fac

tos

prat

icad

os d

uran

te a

quel

e pe

rodo

ser

o p

or

ela

julg

ados

, sal

vo se

lega

lmen

te se

dis

puse

r ou

resu

ltar o

con

trrio

.

1.2.

3. N

o ar

t. 5

. fo

i sup

rimid

o um

n.

2 (d

o, e

nto

, art.

6.

) q

ue a

ssim

re

zava

.- T

rata

ndo-

se d

e fa

cto

pun

vel

no

cons

umad

o, c

onsi

dera

-se

igua

lmen

te p

ratic

ado

no lu

gar

em q

ue, d

e ac

ordo

com

a r

epre

sent

ao

do

agen

te, o

resu

ltado

dev

eria

ter s

ido

prod

uzid

o.

1.2.

4. N

o ar

t. 2

0.

(Pun

ibili

dade

dos

act

os p

repa

rat

rios)

, de

ixou

de

figur

ar u

ni n

. 3

do s

egui

nte

teor

: A

inda

que

os

acto

s pr

epar

atr

ios

no

seja

m p

unv

eis,

so-

nos

aque

les

que

entra

m n

a su

a co

nstit

ui

o, d

esde

que

se

jam

lega

lmen

te c

onsi

dera

dos c

omo

crim

e.

FUN

AD

A

AO

DIR

EITO

E JU

STI

A

14

1.2.

5.

Igua

lmen

te n

o ac

tual

art.

22

. (P

unib

ilida

de d

a te

ntat

iva)

, foi

su

prim

ido

um n

. 3

que

assi

m e

stat

ua:

A

inda

que

a t

enta

tiva

no

seja

pu

nve

l, os

act

os q

ue e

ntra

m n

a su

a co

nstit

ui

o s

o pu

nve

is s

e fo

rem

cl

assi

ficad

os c

omo

crim

es p

or le

i.

1.2.

6.

Na

cara

cter

iza

o

do

crim

e co

ntin

uado

(a

rt.

34.)

, de

sapa

rece

u a

idei

a de

que

a e

xecu

o

de f

orm

a ho

mog

nea

... d

e ac

ordo

com

um

pla

no p

r-c

once

bido

ou

apro

veita

ndo

idn

tica

ocas

io

, co

mo

vinh

a na

ver

so

inic

ial (

art.

35.

).

1.2.

7.

No

art.

53.

(P

ress

upos

tos

da s

uspe

nso

), o

Cd

igo

no

rete

ve

o n.

4

do A

ntep

roje

cto

(art.

54

.) q

ue d

izia

que

a d

ecis

o d

e su

spen

so

da

exec

uo

da

pena

de

pris

o se

ria to

mad

a o

uvid

o pr

evia

men

te o

Min

ist

rio

Pbl

ico

. 1.

2.8.

O

Cd

igo

acre

scen

tou

(art.

71

.) u

ma

pena

- a

de

tra

balh

o a

favo

r da

com

unid

ade

- ao

ele

nco

de p

enas

pre

vist

as n

o A

ntep

roje

cto.

1.

2.9.

N

o ar

t. 6

8.,

n.

1 (P

agam

ento

em

pre

sta

es)

o C

dig

o su

bstit

uiu

(dig

a-se

, de

sde

j,

com

a a

cord

o do

aut

or d

o A

ntep

roje

cto)

o

limite

de

dois

ano

s (p

ara

paga

men

to d

a m

ulta

em

pre

sta

es)

par

a se

is

mes

es.

1.2.

10.

No

art.

73.

(P

roib

io

tem

por

ria d

o ex

erc

cio

de f

un

o), o

C

dig

o n

o in

clui

u um

nm

ero

(o n

. 3

do a

rt.

72.

do A

ntep

roje

cto)

que

es

tabe

leci

a a

proi

bi

o de

apl

ica

o d

a pe

na a

cess

ria

qua

ndo,

pel

o m

esm

o fa

cto,

tiv

er a

plic

ao

da

med

ida

de s

egur

ana

pre

vist

a no

art.

98

. (in

terd

io

de

activ

idad

es).

1.2.

11.

Nos

art.

s 1

08.

e 11

3.

(pra

zos

de p

resc

rio

do

proc

edim

ento

cr

imin

al e

das

pen

as),

fora

m a

cres

cent

ados

(com

a p

osi

o d

e de

saco

rdo

do

auto

r do

Ant

epro

ject

o), r

espe

ctiv

amen

te, u

m n

. 4

e um

n.

3, q

ue d

izem

qu

e se

apl

ica

o pr

azo

mx

imo

da p

resc

rio

aos

fact

os p

revi

stos

nos

art.

s

363.

a

370.

(c

rimes

de

corr

up

o, t

rfic

o de

inf

lun

cia,

pec

ulat

o,

conc

uss

o, p

artic

ipa

o i

lcita

em

neg

cio

s e

defr

auda

o

de i

nter

esse

s pa

trim

onia

is p

blic

os).

ELEM

ENTO

PA

RA

O E

STU

DO

DE

C

DIG

O P

ENA

L D

E C

AB

O V

ERD

E

15

1.2.

12.

No

art.

121

. (R

egim

e e

efei

tos)

no

fic

ou u

m n

. 1

do

corr

espo

nden

te p

rece

ito d

o A

ntep

roje

cto

(ali

s, ac

resc

enta

do d

epoi

s da

pr

imei

ra v

ers

o) q

ue e

stat

ua

que

a re

abili

ta

o ex

tingu

e os

efe

itos

pena

is

da c

onde

na

o.

Com

o se

v

apen

as a

not

mos

doz

e (1

2) a

ltera

es

no

que

diz

resp

eito

Parte

Ger

al, s

endo

que

ape

nas

duas

(os

pon

tos

1.2.

2. e

1.2

.8.)

se m

ostra

m

subs

tanc

ialm

ente

rel

evan

tes,

com

o m

ais

fr

ente

far

emos

sal

ient

ar.

De

rest

o, h

du

as s

upre

sse

s qu

e no

s pa

rece

se-

rem

dita

das

por

mer

o la

pso

mat

eria

l (p

onto

s 1.

2.10

. e

1.2.

12.),

n

o te

ndo

os

resp

ons

veis

pe

lo

apur

amen

to f

inal

do

text

o tid

o co

nhec

imen

to d

e po

ntua

is a

ltera

es

in

trodu

zida

s pel

o pr

prio

aut

or d

o A

ntep

roje

cto

ao se

u te

xto

inic

ial.

1.3.

O

Ant

epro

ject

o de

nov

o C

dig

o Pe

nal r

esul

tou

do tr

abal

ho d

o au

tor d

este

s te

xtos

(JO

RG

E C

AR

LOS

FON

SEC

A),

esco

lhid

o em

con

curs

o p

blic

o. T

raba

lho

que

cont

ou,

na p

rimei

ra f

ase,

com

a c

olab

ora

o d

o ad

voga

do

cabo

-ver

dian

o JO

S

MA

NU

EL

PIN

TO

MO

NTE

IRO

qu

e,

desi

gnad

amen

te,

elab

orou

um

a pr

imei

ra v

ers

o do

arti

cula

do r

efer

ente

a

segm

ento

s da

Par

te E

spec

ial (

crim

es c

ontra

a p

esso

a, c

ontra

o p

atrim

nio

e

cont

ra a

f

pbl

ica)

. A

pre

para

o

do A

ntep

roje

cto

levo

u ce

rca

de d

ois

anos

, te

ndo

o te

xto

e um

a ex

tens

a no

ta j

ustif

icat

iva

sido

ent

regu

es a

o G

over

no e

m 1

9 de

Julh

o de

199

6.

1.4.

O

Ant

epro

ject

o fo

i pu

blic

amen

te a

pres

enta

do n

a ci

dade

da

Prai

a no

dia

29

de J

ulho

do

mes

mo

ano,

com

um

a co

mun

ica

o d

o se

u au

tor,

segu

ida

de in

terv

en

es (d

ias

29 a

31)

do

Min

istro

Sim

o M

onte

iro,

dos

Prof

esso

res

Figu

eire

do D

ias

(Fac

ulda

de d

e D

ireito

de

Coi

mbr

a),

Tere

sa B

elez

a (F

acul

dade

de

Dire

ito d

e Li

sboa

) e M

urio

z C

onde

(Sev

ilha)

e,

igua

lmen

te, d

o Ju

iz C

onse

lhei

ro R

aul V

entu

ra. S

egui

ram

-se

deba

tes c

om

a as

sist

nci

a du

rant

e os

trs

dia

s.

FUN

AD

A

AO

DIR

EITO

E JU

STI

A

16

1.5

Entre

tant

o, u

ma

Com

iss

o T

cnic

a de

Aco

mpa

nham

ento

, de

no

mea

o

min

iste

rial e

com

post

a po

r adv

ogad

os e

mag

istra

dos,

orga

nizo

u en

cont

ros

de t

raba

lho,

em

que

par

ticip

ou o

aut

or d

o A

n te

proj

ecto

, com

m

agis

trado

s, ad

voga

dos,

ofic

iais

sup

erio

res

das

po l

cia

s e

tam

bm

com

al

gum

as

orga

niza

es

da

so

cied

ade

cabo

- ve

rdia

na

(org

aniz

ae

s de

m

ulhe

res,

sind

icat

os, c

onfis

ses

rel

igio

sas

). Fo

i fei

to u

m e

ncon

tro e

m S

. V

icen

te c

om a

gent

es d

a Ju

sti

a lo

cais

. O a

utor

do

Ant

epro

ject

o te

ve u

ma

reun

io

de tr

abal

ho c

om u

ma

Com

iss

o Pa

rlam

enta

r de

Aco

mpa

nham

ento

da

Ref

orm

a Pe

nal

, a q

ual n

o te

ve, d

epoi

s, se

qun

cia.

H

re

gist

o de

con

clus

es

de a

lgun

s de

sses

enc

ontro

s, de

scon

hece

ndo

o au

tor d

este

s C

ader

nos

(e d

o A

ntep

roje

cto)

se

exis

te a

lgum

rela

trio

fina

l e

glob

al d

a C

.T.A

. Com

bas

e no

s de

bate

s ha

vido

s, em

opi

nie

s re

colh

idas

po

ster

iorm

ente

junt

o de

alg

uns

juris

tas

naci

onai

s e

pena

lista

s es

trang

eiro

s, o

auto

r do

Ant

epro

ject

o pr

oced

eu a

alg

umas

alte

ra

es (

no

mui

tas,

conf

essa

-se)

, as

qua

is p

odem

ser

vis

tas

no t

exto

ane

xo a

o es

tudo

que

co

rpor

izou

o tr

abal

ho R

efor

mas

Pen

ais e

m C

abo

Verd

e.

1.6.

J

em

Out

ubro

de

2003

, te

ve o

aut

or d

o A

ntep

roje

cto

a po

ssib

ilida

de

de

se

pron

unci

ar,

a so

licita

o

do

depa

rtam

ento

go

vern

amen

tal

da J

usti

a, s

obre

um

a ve

rso

, di

gam

os,

min

iste

rial

do

Cd

igo.

Ver

so

que

se a

pres

enta

va a

inda

na

vest

e de

text

o no

rmat

ivo

com

d

vida

s - e

xpre

ssas

em

mui

tos

caso

s po

r pro

post

as a

ltern

ativ

as -,

mas

que

su

geria

alg

umas

sol

ue

s de

co

mpr

omis

so

entre

as

posi

es

do

auto

r do

Ant

epro

ject

o e

as d

a C

TA, n

uma

esp

cie

de a

rbitr

agem

(afa

stav

a al

gum

as

solu

es

e p

ropo

stas

da

Com

iss

o de

Aco

mpa

nham

ento

que

tin

ham

j

mer

ecid

o o

diss

entim

ento

do

auto

r do

Ant

epro

ject

o, a

o m

esm

o te

mpo

que

av

ana

va c

om o

utra

s da

mes

ma

Com

iss

o) d

e al

gum

as, p

ouca

s, di

fere

nas

de

pos

io

ent

re a

dita

Com

iss

o e

o au

tor d

este

s C

ader

nos.

Aqu

ela

vers

o

pare

ceu-

ELEM

ENTO

PA

RA

O E

STU

DO

DE

C

DIG

O P

ENA

L D

E C

AB

O V

ERD

E

17

nos

ter

sido

, de

algu

ma

form

a, in

fluen

ciad

a po

r um

trab

alho

, em

jeito

de

anl

ise

com

para

tiva4

, fe

ito n

o M

inis

trio

da

Just

ia,

e d

a au

toria

de

um

jove

m m

agis

trado

do

Min

ist

rio P

blic

o, B

erna

rdin

o D

elga

do,

a qu

e tiv

emos

ace

sso

por

defe

rnc

ia d

o M

inis

trio

. Se

ve

rdad

e qu

e o

text

o do

jo

vem

mag

istra

do a

pont

ava

no s

entid

o da

ret

en

o da

mai

or p

arte

das

op

es

do

auto

r do

Ant

epro

ject

o qu

e n

o co

inci

diam

com

as

da C

TA (n

o

mui

tas

as d

iver

gnc

ias,

por

sina

l), n

o o

m

enos

que

, na

par

te e

m q

ue

sust

enta

va a

s op

es

da

CTA

, no

mer

eceu

o n

osso

aco

rdo,

sal

vo n

um o

u no

utro

por

men

or. E

nfim

, e p

elo

que

fizem

os j

re

corta

r co

mo

dife

ren

as

entre

o te

xto

do A

ntep

roje

cto

e o

do C

dig

o ap

rova

do (

no q

ue r

espe

ita

Pa

rte G

eral

), v

-se

que,

a f

inal

, fo

ram

ape

nas

aque

las

as p

ropo

stas

de

alte

ra

o su

frag

adas

pel

o G

over

no.

Este

foi,

resu

mid

amen

te, o

per

curs

o do

Ant

epro

ject

o, d

a su

a el

abor

ao

at

apro

va

o da

aut

oriz

ao

legi

slat

iva

e do

pr

prio

Cd

igo

Pena

l. 1.

7.

Mas

, pe

rgun

ta-s

e, a

t a

o in

cio

dos

tra

balh

os d

e re

form

a,

mel

hor,

at

ap

rova

o

do n

ovo

dipl

oma

codi

ficad

or, o

que

vig

orou

em

C

abo

Ver

de c

omo

legi

sla

o p

enal

? Q

ue p

ercu

rso

teve

ela

at

est

es d

ias?

D

eixa

mos

aqu

i re

gist

ados

alg

uns

elem

ento

s co

ntid

os n

o no

sso

Refo

rmas

Pe

nais

em

Cab

o Ve

rde,

sem

os

esgo

tar,

por

um l

ado,

e, p

or o

utro

, com

al

gum

a ac

tual

iza

o.

1.7.

1.

O C

dig

o Pe

nal

que

vigo

rou

at

h p

ouco

s di

as e

ntre

ns

basi

cam

ente

o C

P. p

ortu

gus

de

1886

, com

as a

ltera

es

con

stan

-

4

0 te

xto

in

titul

ado

An

lise

com

para

tiva

entre

as

op

es a

dopt

adas

pel

o au

tor d

o A

ntep

roje

cto

e as

pos

ie

s da

Com

iss

o de

Aco

mpa

nham

ento

, d

oe. d

actil

., Po

rto N

ovo,

Out

ubro

de

2002

.

FUN

AD

A

AO

DIR

EITO

E JU

STI

A

18

tes

de a

lgum

as re

form

as p

arce

lare

s le

vada

s a

cabo

em

Por

tuga

l, e

torn

adas

ex

tens

ivas

ao

Ultr

amar

, e

mui

to l

ocal

izad

as a

ltera

es

im

post

as p

elo

legi

slad

or

cabo

-ver

dian

o,

aps

a

inde

pend

nci

a do

pa

s.

Mai

s co

ncre

tam

ente

: 1.

7.1.

1. A

prov

ado

pelo

dec

reto

de

10 d

e D

ezem

bro

de 1

852,

e c

onfir

mad

o pe

la le

i de

1 de

Julh

o de

185

3, o

CP.

de

1852

obt

eve

vig

ncia

no

Ultr

amar

, e,

por

tant

o, e

m C

abo

Ver

de,c

om a

lgum

as m

odifi

ca

es, c

om o

dec

reto

de

18 d

e D

ezem

bro

de 1

854;

1.

7.1.

2. P

ela

lei

de 1

4 de

Jul

ho d

e 18

84 f

oi a

prov

ada

a N

ova

Ref

orm

a Pe

nal5 ,

a q

ual

com

eou

a v

igor

ar n

as e

nto

pro

vnc

ias

ultra

mar

inas

por

ef

eito

do

decr

eto

de 1

2 de

Dez

embr

o de

188

4;

1.7.

1.3.

d

essa

Nov

a R

efor

ma

Pena

l que

resu

lta o

cha

mad

o C

dig

o Pe

nal

de 1

886,

com

o, a

lis,

se p

revi

a no

art

5

da c

itada

lei

de

1884

, o q

ual

reza

va q

ue "

...

auto

rizad

o o

Gov

erno

a fa

zer u

ma

nova

pub

lica

o o

ficia

l do

Cd

igo

Pena

l na

qual

dev

ero

inse

rir-s

e as

dis

posi

es

da

pres

ente

lei"

. A

ssim

aco

ntec

eu p

or v

irtud

e do

dec

reto

de

16 d

e Se

tem

bro

de 1

886;

1.

7.1.

4. O

Cd

igo

de 1

886

foi

obje

cto

de d

uas

refo

rmas

rel

ativ

amen

te

impo

rtant

es,

uma

em 1

954,

e o

utra

em

197

2, b

em q

ue s

ujei

to a

out

ras

alte

ra

es m

enos

sign

ifica

tivas

. Rec

orta

mos

: -

O d

ecre

to-le

i n

39.

688,

de

5 de

Jun

ho d

e 19

54 a

prov

ou a

cha

mad

a re

form

a de

54,

lev

ada

a ca

bo p

elo

ent

o M

inis

tro P

rof.

Cav

alei

ro d

e Fe

rrei

ra. E

sta

refo

rma,

sobr

etud

o, d

a Pa

rte G

eral

do

5

Cfr

., po

r to

dos,

Pete

r H

N

ERFE

Ld, S

trafr

echt

sdog

mat

rik in

Deu

tsch

land

und

Por

tuga

l - e

in

rech

tsve

rgle

iche

nder

B

eitra

g zu

r V

erbr

eche

nsle

hre

und

ihre

r En

twic

klun

g in

ei

nem

eu

rop

isch

en Z

usam

men

hang

", N

omos

Ver

lags

gese

llsch

aft,

Bad

en-B

aden

, 198

1, 8

1 ss

..

ELEM

ENTO

PA

RA

O E

STU

DO

DE

C

DIG

O P

ENA

L D

E C

AB

O V

ERD

E

19

Cd

igo,

foi a

plic

ada

ao U

ltram

ar, c

om a

ltera

es

, pel

os a

rts

16

e 17

do

de

cret

o-le

i n 3

9.99

7, d

e 29

de

Dez

embr

o de

195

4;

- Pe

lo d

ecre

to-le

i n 1

84/7

2, d

e 31

de

Mai

o,

apr

ovad

a a

refo

rma

de 1

972,

qu

e se

seg

ue,

pois

,

revi

so

cons

tituc

iona

l de

197

1. E

sta

refo

rma

ap

licad

a a

Cab

o V

erde

(ao

Ultr

amar

) pe

la p

orta

ria n

34

2/74

, de

29

de

Mai

o, d

o en

to

Min

istro

da

Coo

rden

ao

Ter

ritor

ial;

- M

uita

s ou

tras

pequ

enas

alte

ra

es s

ofre

u o

Cd

igo

de 1

886.

Faz

emos

re

ssal

tar d

uas o

u tr

s:

- O

dec

reto

-lei

n 3

9998

, de

29

de D

ezem

bro

de 1

954,

dire

ctam

ente

ap

licv

el a

o U

ltram

ar, q

ue a

ltera

os

art

s 1

41

e 15

0 d

o C

dig

o (c

rimes

co

ntra

a se

gura

na

do E

stad

o);

- O

dec

reto

-lei

n 4

0166

, de

18

de M

aio

de 1

955,

man

dado

apl

icar

ao

Ultr

amar

pel

a po

rtaria

n

1598

9, d

e 8

de O

utub

ro d

e 19

56,

e ta

mb

m

rela

tivo

aos c

rimes

con

tra a

segu

ran

a do

Est

ado;

-

O d

ecre

to-le

i n

410

74,

de 1

7 de

Abr

il de

195

7, m

anda

do a

plic

ar a

o U

ltram

ar p

ela

porta

ria n

16

315,

de

7 de

Jun

ho d

e 19

57, e

que

alte

ra o

s ar

ts

125

, 35

9,

360

, 36

3,

369

, 37

9,

380

, 45

0,

451

, 45

3,

455

, 45

6, 4

61,

472

, 473

, 47

9, 4

80 e

482

do

Cd

igo.

1.

7.2.

A

ps

a in

depe

ndn

cia,

no

hou

ve q

ualq

uer

refo

rma

impo

rtant

e a

assi

nala

r6,

send

o a

legi

sla

o p

enal

vig

ente

obj

ecto

de

uma

ou o

utra

m

odifi

ca

o po

ntua

l ou

de u

ma

ou o

utra

cria

o.

D

eixa

mos

aqu

i reg

ista

das a

s seg

uint

es a

ltera

es

e c

ria

es:

- Dec

reto

-lei n

37/

75, d

e 18

de

Out

ubro

, rel

ativ

o ao

boa

to;

- Dec

reto

-lei n

32/

77, d

e 14

de

Mai

o, re

lativ

o

espe

cula

o;

6

Dev

e se

r dito

que

hou

ve u

m P

roje

cto

da P

arte

Ger

al d

e C

dig

o Pe

nal,

apro

vado

em

Jun

ho d

e 19

80,

mas

que

nun

ca o

btev

e vi

gnc

ia.

Igua

lmen

te f

oi c

riada

um

a C

omis

so

enca

rreg

ada

de

elab

orar

um

ant

epro

ject

o da

Par

te E

spec

ial,

em J

ulho

de

1978

, se

guid

a de

um

a ou

tra,

em

Jane

iro d

e 19

83. S

abe-

se q

ue, p

or r

aze

s po

uco

conh

ecid

as o

u di

vulg

adas

, as

Com

iss

es n

o

elab

orar

am o

ant

epro

ject

o. C

fr.,

sobr

e es

ta q

uest

o, J

OR

GE

CA

RLO

S FO

NSE

CA

, Ref

orm

as

Pena

is...

, 26-

28.

FUN

AD

A

AO

DIR

EITO

E JU

STI

A

20

- D

ecre

to n

l/7

8, d

e 7

de J

anei

ro,

que

defin

e e

pune

con

trave

ne

s a

norm

as so

bre

com

erci

aliz

ao

de

prod

utos

alim

enta

res i

mpo

rtado

s;

- Dec

reto

-lei n

78/

78, d

e 16

de

Sete

mbr

o, re

lativ

o

rece

pta

o;

- D

ecre

to-le

i n

78/7

9, d

e 25

de

Ago

sto,

sob

re o

crim

e de

vio

la

o, e

que

re

voga

os a

rts 3

72,

392

, 393

, 39

4, 3

96,

400

, 401

, 40

2, 4

03 e

404

do

Cd

igo

Pena

l; -

Dec

reto

-lei n

11

4/80

, de

31 d

e D

ezem

bro,

que

cria

alg

umas

infr

ac

es

crim

inai

s no

m

bito

de

prov

idn

cias

rel

ativ

as

pro

tec

o d

e ve

geta

is,

dipl

oma

depo

is a

ltera

do p

elo

decr

eto

legi

slat

ivo

n9/

97, d

e 8

de M

aio;

-

Lei n

9/

III/8

6, d

e 31

de

Dez

embr

o, r

elat

iva

in

terr

up

o vo

lunt

ria

da

grav

idez

, e q

ue m

anda

revo

gar o

art

358

do

Cd

igo

Pena

l; -

Dec

reto

-lei

n 1

42/8

7, d

e 19

de

Dez

embr

o, q

ue a

ltera

os

art

s 42

1 (

fu

rto )

e 46

3(f

c>go

pos

to) d

o C

R;

- D

ecre

to-le

i n 1

29/8

7, d

e 12

de

Dez

embr

o, q

ue a

ltera

o j

cita

do d

ecre

to-

lei n

78/

79 (v

iola

o)

; - D

ecre

to-le

i n

130/

87, d

e 12

de

Dez

embr

o, q

ue in

trodu

z al

tera

es

ao

n

2 do

art

Io, e

revo

ga o

n

2 do

art

2o ,

todo

s do

j m

enci

onad

o de

cret

o-le

i n

78/

78 (

rece

pta

o);

- Le

i n 2

0/IV

/91,

de

30 d

e D

ezem

bro,

que

pun

e a

tortu

ra;

- Le

i n

78/IV

/93,

de

12 d

e Ju

lho,

que

rev

oga

o de

cret

o-le

i n

102/

84, d

e 27

de

Out

ubro

, e a

lei n

27

/IV/9

1, d

e 30

de

Dez

embr

o, e

def

ine

os c

rimes

de

con

sum

o e

trfic

o de

est

upef

acie

ntes

e su

bst

ncia

s psi

cotr

pica

s;

- D

ecre

to le

gisl

ativ

o n

l 1/9

5, d

e 26

de

Dez

embr

o, q

ue a

prov

a o

Cd

igo

de

Just

ia

Mili

tar,

verd

adei

ro C

dig

o. P

enal

e d

e Pr

oces

so P

enal

com

m

bito

de

apl

ica

o li

mita

do a

"cr

imes

ess

enci

alm

ente

mili

tare

s";

- D

ecre

to l

egis

lativ

o n

l2/9

5, d

e 26

de

Dez

embr

o, q

ue d

efin

e o

"reg

ime

pena

l do

cheq

ue"(

art

s 14

e se

guin

tes)

.

ELEM

ENTO

PA

RA

O E

STU

DO

DE

C

DIG

O P

ENA

L D

E C

AB

O V

ERD

E

21

- Le

i n

2/V

796,

de

1 de

Jul

ho, q

ue c

ria a

lgum

as "

infr

ac

es p

enai

s" n

o m

bito

do

exer

cci

o da

act

ivid

ade

banc

ria

; -

Lei n

8/V

/96,

de

11 d

e N

ovem

bro,

que

tam

bm

cria

infr

ac

es c

rimin

ais

rela

tivas

c

ondu

o

de v

ecu

los s

ob a

influ

nci

a do

lc

ool;

- D

ecre

to l

egis

lativ

o n

4/97

, de

28

de A

bril,

que

cria

um

con

junt

o de

no

vos t

ipos

pen

ais,

na a

ssum

ida

idei

a de

que

...

o p

rese

nte

proj

ecto

lim

ita-

se, n

a de

fini

o d

os ti

pos,

a an

teci

par a

vig

nci

a de

alg

umas

dis

posi

es

do

Cd

igo

Pena

l a se

r apr

ovad

o"(

pre

mbu

lo).

Nom

eada

men

te, s

o c

riado

s os

tipos

de

crim

e de

"In

fidel

idad

e ad

min

istra

tiva"

; "A

prop

ria

o ile

gtim

a de

be

ns

do

sect

or

pbl

ico

ou

coop

erat

ivo"

; "A

dmin

istra

o

dano

sa

em

unid

ade

econ

mic

a do

sec

tor

pbl

ico

ou c

oope

rativ

o";

"Mau

s tra

tos

ou

sobr

ecar

ga d

e m

enor

es, i

ncap

azes

e d

e su

bord

inad

os o

u en

tre c

nju

ges"

; "D

evas

sa d

a vi

da p

rivad

a"; "

Dev

assa

por

mei

o de

info

rmt

ica"

; "D

evas

sa

por

mei

o de

fic

heiro

in

form

atiz

ado

ou

auto

mat

izad

o";

"Om

iss

o de

au

xlio

"; "

Cap

tura

ou

desv

io d

e ae

rona

ve o

u na

vio"

; "C

rime

cont

ra o

s tra

nspo

rtes"

; "I

mpe

dim

ento

l

ivre

circ

ula

o";

"U

ltrag

e ao

s s

mbo

los

da

Rep

blic

a".

- D

ecre

to l

egis

lativ

o n

45/9

7, d

e 1

de J

ulho

, qu

e cr

ia u

m c

onju

nto

de

crim

es n

o do

mn

io d

o am

bien

te.

- Le

i n4

0/V

797,

de

17 d

e N

ovem

bro,

que

aut

oriz

a o

Gov

erno

a le

gisl

ar

sobr

e in

frac

es

s

norm

as re

gula

dora

s do

mer

cado

de

valo

res

mob

ilir

ios,

cria

ndo

novo

s tip

os d

e il

cito

crim

inal

, a p

ar d

e co

ntra

orde

na

es.

- Le

i n

45/

V/9

8, d

e 9

de M

aro

, qu

e pu

ne d

ifere

ntes

con

duta

s qu

e co

nfig

uram

falta

de

coop

era

o c

om a

Insp

ec

o G

eral

de

Trab

alho

. -

Lei

n.

52/V

/98,

de

11 d

e M

aio,

que

apr

ova

o C

dig

o do

Mer

cado

de

Val

ores

Mob

ilir

ios;

est

e, n

os a

rt.s

120

. ss

., cr

ia ti

pos d

e cr

ime

(abu

so d

e in

form

ao

e m

anip

ula

o d

e m

erca

do,

nom

eada

men

te)

pun

veis

com

pr

iso

e m

ulta

.

FUN

AD

A

AO

DIR

EITO

E JU

STI

A

22

- Le

i n

8 W

/98,

de

7 de

Dez

embr

o, q

ue a

ltera

a r

edac

o

de a

lgun

s ar

tigos

do

Cd

igo

Pena

l (19

1, 1

92,

193

, 194

e

405

) - ti

rada

de

pres

os;

evas

o;

aux

lio

fug

a po

r en

carr

egad

o da

gua

rda

de p

reso

; ne

glig

nci

a gr

osse

ira n

a gu

arda

ou

vigi

lnc

ia;

evas

o v

iole

nta

e m

otim

de

pres

os o

u in

tern

ados

; len

ocn

io -

, dan

do-lh

es n

ova

conf

igur

ao

tpi

ca e

, sob

retu

do,

aum

enta

ndo,

no

gera

l, a

med

ida

da p

ena

aplic

vel

, e a

dita

nov

os a

rtigo

s ao

C

dig

o pe

nal.

Entre

s es

tes,

cont

am-s

e a

prof

ana

o d

e lo

cais

ou

obje

ctos

de

cul

to o

u de

ven

era

o re

ligio

sa; o

abu

so s

exua

l de

men

ores

; o c

omr

cio

de p

orno

graf

ia in

fant

il; o

trf

ico

de m

enor

es; e

dan

os e

m o

bjec

to d

e cu

lto

ou d

e ve

nera

o

relig

iosa

. -

Lei n

. 13

3/V

/200

1, d

e 22

de

Jane

iro, q

ue c

ria c

inco

tipo

s de

crim

e no

do

mn

io d

a pr

otec

o

de d

ados

pes

soai

s. -

Dec

reto

leg

isla

tivo

n.

1/20

01, d

e 20

de

Ago

sto,

que

def

ine

crim

es n

o m

bito

do

Cd

igo

Aer

onu

tico.

-

Lei

n.

17/W

2002

, de

16

de D

ezem

bro,

que

est

abel

ece

med

idas

de

natu

reza

pre

vent

iva

e re

pres

siva

con

tra a

lava

gem

de

capi

tais

e o

utro

s be

ns

(ao

abrig

o da

lei d

e au

toriz

ao

legi

slat

iva

- le

i n.

129/

V/2

001,

de

22 d

e Ja

neiro

). 2.

O D

ecre

to L

egis

lativ

o de

apr

ova

o d

o C

dig

o Pe

nal

Pass

amos

a a

bord

ar, d

e fo

rma

nece

ssar

iam

ente

rp

ida,

alg

umas

que

ste

s su

scita

das p

ela

aplic

ao

do

dipl

oma

de a

prov

ao

do

novo

Cd

igo,

mui

tas

dela

s pr

oble

mas

que

nos

fora

m c

oloc

ados

pel

os fo

rman

dos

do C

urso

e p

or

mag

istra

dos e

adv

ogad

os o

utro

s. 2.

1. O

art.

4.

do

dip

lom

a de

apr

ova

o d

o C

dig

o Pe

nal m

anda

pro

cede

r a

um c

onju

nto

de r

evog

ae

s de

out

ros

dipl

omas

. Des

de l

ogo,

diz

que

revo

gado

o C

dig

o Pe

nal d

e 18

86, d

igam

os, o

ELEM

ENTO

PA

RA

O E

STU

DO

DE

C

DIG

O P

ENA

L D

E C

AB

O V

ERD

E

23

velh

o C

dig

o, n

uma

revo

ga

o (e

xpre

ssa)

e g

loba

l, no

sen

tido

de q

ue

pret

ende

reg

ular

de

form

a di

fere

nte

a to

talid

ade

da m

atr

ia r

egul

ada

pelo

C

dig

o an

terio

r (a

rt.

7,

n.

2, i

n fin

e, d

o C

. C

ivil)

7 . A

lis,

f-lo

re

voga

ndo

o C

dig

o ta

l qu

al r

esul

tava

do

decr

eto

de s

ua a

prov

ao

(D

ecre

to d

e 16

de

Sete

mbr

o de

188

6, a

que

j n

os re

ferim

os a

nter

iorm

ente

) e,

igu

al e

exp

ress

amen

te,

os d

iplo

mas

que

apr

ovar

am a

s pr

inci

pais

re

form

as n

ele

inco

rpor

adas

, des

igna

dam

ente

o D

ecre

to-L

ei n

. 39

. 688

, de

5 de

Jul

ho d

e 19

54 (

que

apro

vou

a ch

amad

a re

form

a de

54)

e o

Dec

reto

-Le

i n.

18

4/72

, de

31

de M

aio,

par

a al

m d

e ou

tros

men

cion

ados

nas

di

fere

ntes

aln

eas

do c

itado

arti

go 4

. e

prod

uzid

os a

ntes

da

inde

pend

nci

a do

pa

s. O

mes

mo

artig

o pr

oced

eu

revo

ga

o ex

pres

sa d

e um

con

junt

o de

di

plom

as e

dita

dos

em C

abo

Ver

de a

ps

a in

depe

ndn

cia

e no

mea

dos

nas

aln

eas

f) a

m);

dipl

omas

a q

ue n

os r

efer

imos

atr

s, qu

ando

fiz

emos

um

a s

ntes

e do

per

curs

o hi

str

ica

da le

gisl

ao

pen

al c

abo-

verd

iana

, e re

lativ

os

in

crim

ina

o d

o bo

ato,

da

espe

cula

o,

da

rece

pta

o, d

a vi

ola

o, d

o fu

rto e

do

fogo

pos

to,

da t

ortu

ra,

sem

olv

idar

dua

s le

is,

uma

(Dec

reto

Le

gisl

ativ

o n.

4/

97)

que

pret

ende

u, a

ssum

idam

ente

, ant

ecip

ar a

vig

nci

a de

alg

umas

dis

posi

es

do

Cd

igo

Pena

l a s

er a

prov

ado,

e o

utra

(Le

i n.

81/V

/98)

que

deu

reda

co

dife

rent

e a

vrio

s arti

gos d

o C

dig

o de

ent

o.

Rel

ativ

amen

te a

est

es c

asos

de

revo

ga

o ex

pres

sa e

tota

l no

se

leva

ntam

pr

oble

mas

de

mai

or n

o qu

e di

z re

spei

to

det

ec

o e

reco

rte d

o qu

e es

t

revo

gado

. Sal

vo n

o qu

e to

ca a

o ve

lho

Cd

igo

- j

que,

com

o ire

mos

ver

de

segu

ida,

a re

voga

o

no

...

tota

l -, n

os c

asos

em

apr

eo

sabe

-se,

regi

sta-

se,

que

os e

feito

s do

s di

plom

as o

bjec

to d

e re

voga

o

deix

aram

de

se

prod

uzir.

7

Sobr

e os

con

ceito

s de

revo

ga

o ex

pres

sa e

tci

ta, g

loba

l e in

divi

dual

izad

a, to

tal e

par

cial

, cfr

., po

r to

dos,

MA

RC

ELO

REB

ELO

DE

SOU

SA /

SOFI

A G

ALV

O

, Int

rodu

o

ao E

stud

o do

D

irei

to, 4

.a ed

io

, Pub

lica

es E

urop

a-A

mr

ica,

Mem

Mar

tins,

1998

, 112

-117

.

FUN

AD

A

AO

DIR

EITO

E JU

STI

A

24

Mas

o c

itado

art.

4.

do

Dec

reto

Leg

isla

tivo

diz

que

so

revo

gada

s ta

mb

m

... T

odas

as

disp

osi

es

lega

is q

ue p

rev

em e

pun

em f

acto

s in

crim

inad

os p

elo

novo

Cd

igo

. O

ra b

em,

pare

ce c

laro

, po

is,

que

o di

plom

a qu

is -

e t

emos

aqu

i m

ais

um c

aso

de r

evog

ao

exp

ress

a, s

em

dvi

das

- su

btra

ir da

reg

ulam

enta

o

esta

bele

cida

nou

tras

leis

qua

isqu

er

fact

os p

unv

eis

prev

isto

s ig

ualm

ente

no

novo

Cd

igo

Pena

l, su

bmet

endo

-os

, as

sim

, ao

no

vo

regi

me

lega

l de

finid

o,

em

prin

cpi

o m

ais

em

conf

orm

idad

e co

m o

s ju

zos

de

valo

r ac

tuai

s qu

e a

com

unid

ade

emite

a

resp

eito

da

gr

avid

ade

das

cond

utas

vi

olad

oras

de

be

ns

jurd

icos

m

erec

edor

es d

a tu

tela

pen

al.

O q

ue p

arec

e, p

ois,

aplic

ar-s

e m

esm

o em

si

tua

es

de ti

pos

de c

rime

prev

isto

s em

leis

pen

ais

espe

ciai

s. N

a ve

rdad

e,

se, e

m re

gra,

vig

ora

o pr

inc

pio

de q

ue a

lei g

eral

no

revo

ga a

lei e

spec

ial,

ele

tem

um

a ex

cep

o, q

ual s

eja

o de

que

tal n

o v

inga

r

... s

e ou

tra fo

r a

inte

no

ineq

uvo

ca d

o le

gisl

ador

(n

. 3

do a

rt.

7 d

o C

dig

o C

ivil)

. O

que

o

caso

que

vim

os a

nalis

ando

. 2.

2. R

evog

ae

s e c

rim

es e

leito

rais

2.

2.1.

A t

tulo

mer

amen

te e

xem

plifi

cativ

o, t

era

mos

os

tipos

de

crim

e el

eito

ral p

revi

stos

no

Cd

igo

Elei

tora

l de

Cab

o V

erde

(Lei

n.

92/V

/99,

de

8 de

Fev

erei

ro, c

om a

s al

tera

es

intro

duzi

das

pela

Lei

n.

118/

V/2

000,

de

24 d

e A

bril)

, e q

ue, a

um

tem

po,

vm

pre

vist

os n

o no

vo C

dig

o Pe

nal.

Fora

do

mbi

to d

as r

evog

ae

s fic

aria

m, a

ssim

, e m

ante

ndo-

nos

aind

a na

r

ea d

os c

rimes

ele

itora

is, o

s tip

os d

e cr

ime

prev

isto

s e

puni

dos

no C

dig

o El

eito

ral

mas

que

no

tm

igu

alm

ente

pre

vis

o no

Cd

igo

Pena

l. N

a ve

rdad

e, o

nov

o C

dig

o Pe

nal

apen

as p

revi

u um

nc

leo

esse

ncia

l de

il

cito

s cr

imin

ais

no

dom

nio

el

eito

ral,

o qu

e se

co

nsid

erou

m

ais

esta

biliz

ado

em te

rmos

de

mat

ria

de

ilci

to e

de

nece

ssid

ade

e m

edid

a de

pu

ni

o, d

e ac

ordo

com

ELEM

ENTO

PA

RA

O E

STU

DO

DE

C

DIG

O P

ENA

L D

E C

AB

O V

ERD

E

25

uma

op

o de

fund

o e

glob

al fe

ita n

a R

efor

ma8

. U

m r

pido

olh

ar d

ar-n

os-ia

alg

uns

exem

plos

de

crim

es e

leito

rais

pre

vist

os

na l

egis

la

o el

eito

ral

cabo

-ver

dian

a e

no

cont

empl

ados

, po

r um

tal

cr

itrio

ger

al, n

o C

dig

o Pe

nal:

den

ncia

cal

unio

sa (a

rt.

267.

); o

bstru

o

de

tec

o d

e du

plas

insc

rie

s (a

rt.

271.

); v

iola

o

de d

ever

es re

lativ

os

aos

cade

rnos

ele

itora

is (a

rt.

273.

); v

iola

o

de d

ever

es d

e ne

utra

lidad

e e

impa

rcia

lidad

e (a

rt.

279.

);

abus

o de

fun

es

pb

licas

ou

equi

para

das

(art.

298

.); e

ntra

r arm

ado

em a

ssem

blei

a de

vot

o ou

apu

ram

ento

(n.

2 do

ar

t. 3

05.);

no

cum

prim

ento

do

deve

r de

parti

cipa

o

no p

roce

sso

elei

tora

l (a

rt.

306.

);

no

com

par

ncia

da

for

a de

seg

uran

a (

art.

307

.),

entre

ou

tros.

E m

uito

s de

les

de d

uvid

oso

mer

ecim

ento

pen

al,

se t

iver

mos

em

co

nta

os c

ritr

ios

de in

terv

en

o m

nim

a e

subs

idia

rieda

de d

a in

terv

en

o pe

nal

num

Est

ado

de D

ireito

, m

elho

r, as

exi

gnc

ias

que

um E

stad

o de

D

ireito

mat

eria

l, de

car

iz d

emoc

rtic

o e

soci

al, i

mp

e

prp

ria fu

no

do

dire

ito p

enal

: pro

tec

o s

ubsi

dir

ia d

e be

ns ju

rdic

os f

unda

men

tais

(ba

sta

pens

arm

os,

por

exem

plo,

em

tip

os c

omo

os v

iola

o

de d

ever

es d

e ne

utra

lidad

e e

impa

rcia

lidad

e ou

de

n

o cu

mpr

imen

to

do

deve

r de

pa

rtici

pa

o no

pro

cess

o el

eito

ral)9

. M

as m

iste

r se

tor

na a

ssin

alar

que

a r

evog

ao

de

norm

as d

o C

dig

o El

eito

ral q

ue p

rev

m fa

ctos

pre

vist

os e

tam

bm

pun

idos

pel

o no

vo C

dig

o Pe

nal

sup

e qu

e ha

ja u

ma

idn

tica

e es

senc

ial

prev

iso

da

fact

ualid

ade

tpic

a, i

sto

, q

ue r

egul

em a

mes

ma

mat

ria

de

ilici

tude

. N

o h

aver

ia

revo

ga

o se

a c

ondu

ta p

revi

sta

e pu

nida

no

8

Cfr

. JO

RG

E C

AR

LOS

FON

SEC

A, R

efor

mas

Pen

ais..

., pa

rticu

larm

ente

121

-124

. 9

Cfr

., po

r to

dos,

FIG

UEI

RED

O D

IAS,

Dire

ito P

enal

.., 1

975,

143

-144

; ID

EM, D

ireito

Pen

al

Port

ugu

s...,

3

7 ss

. (

... o

dir

eito

pen

al s

po

de i

nter

vir

onde

se

veri

fique

m l

ese

s in

supo

rtv

eis

das

cond

ie

s co

mun

itri

as e

ssen

ciai

s de

livr

e de

senv

olvi

men

to e

rea

liza

o

da p

erso

nalid

ade

de c

ada

hom

em...

(

41,

65)

; JO

RG

E C

AR

LOS

de A

lmei

da F

ON

SEC

A,

Cri

mes

de

empr

eend

imen

to e

ten

tativ

a, A

lmed

ina,

Coi

mbr

a, 1

986,

74-

75 e

not

a (4

7) e

123

, no

ta 1

23; R

OX

IN, D

erec

ho P

enai

...,

2, 4

9 ss

..

FUN

AD

A

AO

DIR

EITO

E JU

STI

A

26

CP.

e q

ue

obj

ecto

do

juz

o de

ilic

itude

repr

oduz

isse

ape

nas

parc

ialm

ente

a

cond

uta

que

inte

gra

a de

scri

o t

pica

na

lei a

nter

ior

(Cd

igo

Elei

tora

l),

de ta

l for

ma

que,

por

exe

mpl

o, s

e pu

dess

e af

irmar

a e

xist

nci

a de

con

curs

o de

crim

es, o

u, a

t, c

oncu

rso

apar

ente

(ou

de

norm

as)

entre

um

a e

outra

. V

ejam

os u

m c

aso:

o a

rt.

308.

do

Cd

igo

Elei

tora

l pr

ev

o cr

ime

de

fals

ifica

o

de c

ader

nos

elei

tora

is (

a pa

r da

fal

sific

ao

de

bole

tins

de

voto

s, de

act

as d

e as

sem

blei

as d

e vo

to d

e ap

uram

ento

ou

quai

sque

r do

cum

ento

s re

spei

tant

es

s el

ei

es).

A a

co

des

crita

no

tipo

cons

iste

em

vi

ciar

, sub

stitu

ir, s

uprim

ir, d

estru

ir ou

com

puse

r fa

lsam

ente

, a q

ue h

de

ac

resc

er o

ele

men

to s

ubje

ctiv

o do

tip

o qu

e

o do

lo.

Ora

bem

, o

novo

C

dig

o Pe

nal

tam

bm

pre

v (

art.

319

., n

2)

a p

uni

o d

e um

a ta

l fa

lsifi

ca

o de

cad

erno

s el

eito

rais

; na

des

cri

o t

pic

a ac

resc

enta

um

el

emen

to

subj

ectiv

o (p

ara

alm

do

do

lo,

natu

ralm

ente

): o

intu

ito

frau

dule

nto.

O m

esm

o ac

onte

ce c

om o

tipo

de

fals

ifica

o

de b

olet

ins

de

voto

, de

act

as o

u ou

tros

docu

men

tos

resp

eita

ntes

a e

lei

es,

prev

isto

no

art.

32

5.

do

Cd

igo

Pena

l, ex

igin

do-s

e in

tuito

fr

audu

lent

o pa

ra

a ve

rific

ao

do

tipo

de c

rime,

o q

ue n

o se

con

tm

no

j m

enci

onad

o tip

o de

cr

ime

prev

isto

no

Cd

igo

Elei

tora

l).

A e

xig

ncia

des

te e

lem

ento

adi

cion

al i

mpl

ica,

ass

im,

uma

rest

rio

do

mbi

to d

e in

crim

ina

o p

or r

ela

o a

o co

rres

pond

ente

tip

o do

Cd

igo

Elei

tora

l. M

as,

aqui

, n

o

alte

rada

sub

stan

cial

men

te a

con

duta

hum

ana

obje

cto

da p

roib

io

. Po

de c

oncl

uir-

se q

ue o

leg

isla

dor

quis

ape

nas

e cl

aram

ente

alte

rar o

s pre

ssup

osto

s - c

ompr

i-min

do-o

s - d

a le

i ant

erio

r. Q

uis

regu

lar a

mes

ma

mat

ria

, de

man

eira

dife

rent

e, s

eja

na m

oldu

ra p

enal

, sej

a j

no

mbi

to m

ater

ial

de s

ua p

revi

so

tpic

a. N

o t

eria

sen

tido,

ent

o,

pens

ar-s

e de

ste

mod

o: o

age

nte

que

fals

ifica

r cad

erno

ele

itora

l (ou

bol

etim

de

vot

o, p

or e

xem

plo)

, sem

aqu

ele

intu

ito,

pun

ido

nos

term

os d

o C

dig

o El

eito

ral,

enqu

anto

o q

ue f

izer

o m

esm

o co

m i

ntui

to f

raud

ulen

to s

er

puni

do d

e ac

ordo

com

a n

ova

lei p

enal

ger

al. P

ura

e si

mpl

esm

ente

,

ELEM

ENTO

PA

RA

O E

STU

DO

DE

C

DIG

O P

ENA

L D

E C

AB

O V

ERD

E

27

o le

gisl

ador

ent

ende

u se

r mai

s ex

igen

te p

ara

que

haja

pun

io

pel

o tip

o de

cr

ime

em c

ausa

10.

2.2.

2. M

as a

s di

fere

nas

ent

re o

Cd

igo

Elei

tora

l e o

Cd

igo

Pena

l nes

ta

mat

ria

no

se

resu

mem

ao

mbi

to e

ext

ens

o da

tip

ifica

o.

H

regr

as

espe

ciai

s pr

evis

tas

no C

dig

o El

eito

ral,

nom

eada

men

te e

m s

ede

de re

gim

e da

tent

ativ

a (a

rt.

263.

:

A te

ntat

iva

de c

rime

elei

tora

l s

empr

e pu

nida

),

de p

enas

ace

ssr

ias

(a d

emis

so,

con

form

e o

disp

osto

no

art.

264

.) o

u de

pr

azo

de p

resc

rio

do

proc

edim

ento

crim

inal

(ar

t. 2

66.)

e q

ue n

o t

m

exac

ta c

orre

spon

dnc

ia c

om o

est

abel

ecid

o no

Cd

igo

Pena

l. Es

te d

efin

e co

mo

regr

a ge

ral q

ue a

tent

ativ

a s

p

unv

el q

uand

o ao

crim

e co

nsum

ado

resp

ectiv

o co

rres

pond

er p

ena

supe

rior a

trs

a n

os d

e pr

iso

(art.

22

., n

. 1)

, sen

do c

erto

que

igua

lmen

te d

efin

e co

mo

sem

pre

pun

vel a

tent

ativ

a em

ce

rtos c

rimes

ele

itora

is, d

esig

nada

men

te o

s pre

vist

os n

os a

rt.s

319

., n

. 1,

32

0.,

321.

e

323-

, n.

1,

de

acor

do c

om o

art.

37

5.

11; p

rev

, ent

re a

s pe

nas

aces

sria

s ap

licv

eis

a pe

ssoa

s si

ngul

ares

, a

proi

bi

o te

mpo

rria

do

exe

rcc

io d

e fu

ne

s e

ntre

um

mn

imo

e um

mx

imo

(art.

73

-, n

. 1)

; te

m u

m r

egim

e di

fere

nte

de p

razo

s de

pro

cedi

men

to c

rimin

al (

art.

108

.)

que

varia

m e

m fu

no

da

grav

idad

e do

s crim

es, s

endo

de

dois

ano

s o p

razo

m

ais c

urto

.

10

C

fr. M

AR

IA F

ERN

AN

DA

PA

LMA

, Dire

ito P

enal

..., 1

994,

no

mes

mo

sent

ido

do te

xto,

ain

da

que

a pr

ops

ito d

o pr

oble

ma

da a

plic

ao

retro

activ

a da

lei p

enal

mai

s fav

orv

el. A

aut

ora

d o

ex

empl

o de

lei p

oste

rior

ter

feito

a e

xig

ncia

de

pre

juz

o pa

trim

onia

l p

ara

a ve

rific

ao

da

fact

ualid

ade

tpic

a do

crim

e de

em

iss

o de

che

que

sem

cob

ertu

ra. C

oncl

ui q

ue ta

l no

pre

judi

ca

a un

idad

e do

fac

to (

pres

supo

sto

da e

xist

nci

a de

um

ver

dade

iro p

robl

ema

de s

uces

so

de le

is

no te

mpo

) j

que

...

a a

pena

s se

acr

esce

nta

um n

ovo

elem

ento

ao

fact

o tp

ico

ante

riorm

ente

de

senh

ado

pela

lei p

enal

, no

se

alte

rand

o a

ess

ncia

da

cond

uta

hum

ana

refe

rent

e. E

s

pode

co

nclu

ir-se

que

o l

egis

lado

r qu

is a

ltera

r os

pre

ssup

osto

s da

lei

ant

erio

r, re

strin

gind

o a

incr

imin

ao

(1

32).

11

A t

cni

ca u

sada

pel

o le

gisl

ador

, qu

e in

icia

lmen

te m

erec

eu r

eser

vas

de a

lgun

s m

embr

os d

a C

omis

so

Tcn

ica

de A

com

panh

amen

to,

cons

iste

em

enu

mer

ar n

um d

os a

rtigo

s fin

ais

do

dipl

oma

os c

asos

de

pun

io

exc

epci

onal

da

tent

ativ

a, c

omo

fez

para

ac

tos

prep

arat

rio

s ex

cepc

iona

lmen

te p

unv

eis

(art.

s 3

73.

e 37

4.)

, crim

es s

emi-p

blic

os (a

rt.s

376

. e

377.

),

crim

es p

artic

ular

es (a

rt. 3

78.)

.

FUN

AD

A

AO

DIR

EITO

E JU

STI

A

28

2.2.

3 C

rim

es e

leito

rais

pre

vist

os n

o C

dig

o Pe

nal e

reg

ras

espe

ciai

s da

le

i ele

itora

l Pe

rgun

ta-s

e:

rela

tivam

ente

ao

s cr

imes

el

eito

rais

pr

evis

tos

no

CP.

e

igua

lmen

te c

ontid

os n

as p

revi

ses

do

Cd

igo

Elei

tora

l, ap

licar

-se-

o a

s re

gras

(de

tent

ativ

a, p

resc

rio

e p

enas

ace

ssr

ias)

do

Cd

igo

Pena

l ou

as

da l

egis

la

o el

eito

ral?

Cre

mos

no

hav

er d

vid

as d

e qu

e a

solu

o

s

pode

ser

a p

rimei

ra.

O l

egis

lado

r, ao

rev

ogar

as

disp

osi

es

atin

ente

s q

uele

s tip

os d

e cr

ime,

qui

s cl

aram

ente

sub

tra-l

os a

o re

gim

e pr

evis

to n

a le

i esp

ecia

l e s

ubm

et-

los

ao re

gim

e ge

ral d

o C

dig

o Pe

nal.

No

ape

nas

no

que

diz

resp

eito

d

escr

io

tp

ica

e m

edid

a da

pen

a m

as t

amb

m a

o re

gim

e gl

obal

de

puni

o,

par

a o

qual

inte

ress

am e

vide

ntem

ente

a fo

rma

de

puni

o

dos

crim

es n

a fo

rma

tent

ada

(afin

al, u

ma

form

a de

apa

reci

men

to

do

crim

e,

ao

lado

da

co

nsum

ao

), o

regi

me

de

pena

s ac

ess

rias

(ver

dade

iras

pena

s, no

mea

dam

ente

suj

eita

s ao

prin

cpi

o da

cul

pa)

ou o

da

pres

cri

o

do

proc

edim

ento

cr

imin

al,

ligad

o su

bsta

ncia

lmen

te

de

limita

o

do

mbi

to d

a in

crim

ina

o.

2.2.

4. C

rim

es e

leito

rais

no

rev

ogad

os p

elo

Cd

igo

Pena

l e

aplic

ao

de

reg

ras e

spec

iais

pre

vist

as n

o C

dig

o E

leito

ral

Rel

ativ

amen

te a

os c

rimes

ele

itora

is n

o r

evog

ados

pel

o no

vo C

dig

o,

cont

inua

ro

a ap

licar

-se

as r

egra

s es

peci

ais

prev

ista

s no

Cd

igo

Elei

tora

l, se

ndo

este

o s

entid

o qu

e se

pod

e re

tirar

do

art.

7

do C

dig

o Pe

nal,

quan

do d

iz q

ue a

s su

as d

ispo

si

es s

e ap

licam

aos

fac

tos

pun

veis

pr

evis

tos e

m le

is e

spec

iais

, sa

lvo

disp

osi

o e

m c

ontr

rio.

Isto

: s

empr

e qu

e n

o ha

ja n

esta

s le

is e

spec

iais

dis

posi

es

rela

tivas

a u

ma

dete

rmin

ada

mat

ria

mer

eced

ora

de re

gula

o

- de

sent

ido

cont

rrio

ao

das r

egra

s ger

ais

- apl

icar

-se-

o su

bsid

iaria

-

ELEM

ENTO

PA

RA

O E

STU

DO

DE

C

DIG

O P

ENA

L D

E C

AB

O V

ERD

E

29

men

te a

s no

rmas

da

lei

pena

l ge

ral12

. O

que

c

omum

nom

eada

men

te

quan

to

s no

rmas

da

cham

ada

Parte

Ger

al d

o C

dig

o Pe

nal,

que

cont

m a

s re

gras

apl

icv

eis

a to

dos

os t

ipos

pre

vist

os n

a Pa

rte E

spec

ial

mas

, ig

ualm

ente

e

em

prin

cpi

o,

aos

crim

es

prev

isto

s em

le

i es

peci

al

(ext

rava

gant

e, d

iz-s

e),

sem

esq

uece

r a

fun

o d

ecis

iva

que

cum

pre

de,

diga

mos

, faz

er a

arti

cula

o

com

a P

arte

Esp

ecia

l, cu

jos

disp

ositi

vos

no

teria

m c

ompl

etud

e se

m a

s no

rmas

da

PG (

por

exem

plo,

sob

re a

tent

ativ

a,

auto

ria e

a c

ompa

rtici

pa

o, a

des

ist

ncia

, etc

.)13 .

Por i

sso,

no

cab

e a

aplic

ao

, por

exe

mpl

o, d

o di

spos

to n

o ar

t. 3

26.

do

novo

CP

(agr

ava

o d

a m

oldu

ra p

enal

nos

crim

es e

leito

rais

, em

fun

o d

a ve

rific

ao

de

certa

s qu

alid

ades

na

pess

oa d

o ag

ente

, co

mo

seja

m a

de

mem

bro

da c

omis

so

elei

tora

l ou

de re

cens

eam

ento

, de

mes

a da

ass

embl

eia

de v

oto

ou, a

inda

, de

man

dat

rio d

e lis

ta o

u se

u re

pres

enta

nte)

aos

crim

es

elei

tora

is q

ue c

ontin

uam

suje

itos a

o re

gim

e pr

evis

to n

o C

dig

o El

eito

ral.

2.2.

5. E

vent

ual

conc

urso

de

norm

as (

conc

urso

apa

rent

e) e

ntre

fac

tos

prev

isto

s no

Cd

igo

elei

tora

l e ta

mb

m n

o C

dig

o Pe

nal

Um

raso

esc

lare

cim

ento

: o im

edia

tam

ente

aci

ma

dito

no

exc

lui q

ue fa

ctos

qu

e n

o in

tegr

am u

m q

ualq

uer

tipo

de c

rime

elei

tora

l pre

vist

o no

Cd

igo

Pena

l e c

onst

ituam

crim

e el

eito

ral n

os te

rmos

do

12

V

eja-

se, n

um s

entid

o pr

xim

o do

con

stan

te d

o te

xto,

GER

MA

NO

MA

RQ

UES

DA

SIL

VA

, D

ireito

Pen

al..,

I, 9

3-94

13

Ta

mb

m

de

se d

izer

que

as

nor

mas

fun

dam

enta

dore

s ou

mod

ifica

tivas

da

puni

bilid

ade

da

Parte

Ger

al s

o, p

or s

i s,

mat

eria

lmen

te in

com

pree

nsv

eis

e ap

enas

dev

em s

er in

terp

reta

das

em r

ela

o c

om u

ma

norm

a da

Par

te E

spec

ial..

. (

FIN

CK

E, e

xtra

cto

tradu

zido

ret

irado

de

JOR

GE

CA

RLO

S FO

NSE

CA

, C

rim

es d

e em

pree

ndim

ento

...,

nota

127

, 12

8).

Sobr

e es

ta

ques

to,

par

a al

m d

e M

artin

FIN

CK

E, D

as V

erh

lrnis

des

AU

gem

eine

n zu

m B

eson

dere

n Te

il de

s St

rafr

echt

s, J.

Schw

eitz

er V

erla

g, B

erlin

, 19

75,

pass

im,

veja

-se,

por

tod

os,

JOR

GE

CA

RLO

S FO

NSE

CA

, C

rimes

de

empr

eend

imen

to...

, pa

rticu

larm

ente

127

-128

e n

ota

127,

on

de,

desi

gnad

amen

te,

se d

iz q

ue a

cria

o

de u

ma

figur

a de

ten

tativ

a na

Par

te G

eral

...

obe

dece

, c

erto

, a u

ma

exig

nci

a de

ord

em t

cnic

a, m

elho

r, de

fac

ilita

o

tcn

ico-

lega

l, em

or

dem

a e

vita

r um

a ac

entu

ada

e di

fcil

repe

tio

nas

form

ula

es d

a Pa

rte E

spec

ial

(not

a 12

7);

JESC

HEC

K,

ob.

cit.,

1.

volu

me,

25-

26;

GER

MA

NO

MA

RQ

UES

DA

SIL

VA

, D

ireito

Pe

nal..

., I,

92.

FUN

AD

A

AO

DIR

EITO

E JU

STI

A

30

Cd

igo

Elei

tora

l po

ssam

, ev

entu

alm

ente

, co

rres

pond

er

des

cri

o t

pic

a de

out

ros

crim

es p

revi

stos

no

CP.

Est

a

uma

ques

to

(ger

al)

a se

r re

solv

ida

enqu

anto

con

curs

o de

nor

mas

. Pen

sem

os, p

or e

xem

plo,

no

caso

do

art.

30

7.

do C

dig

o El

eito

ral

(N

o c

ompa

rnc

ia d

e fo

ra

de

segu

ran

a);

a co

ndut

a qu

e in

tegr

a es

te t

ipo

pode

igu

alm

ente

int

egra

r o

tipo

de c

rime

de

recu

sa d

e co

labo

ra

o de

vida

, p

revi

sto

e pu

nido

no

CP

(art.

37

2.)

. O c

oncu

rso

seria

res

olvi

do d

e ac

ordo

com

os

crit

rios

que,

pe

dago

gica

men

te -

diga

-se1

4 - o

nov

o C

dig

o co

nsag

rou

no se

u ar

t. 3

2..

2.3.

As

cont

rave

ne

s e

(ain

da)

a ap

lica

o d

e no

rmas

do

Cd

igo

de

1886

e d

e ou

tra

legi

sla

o a

vuls

a*

2.3.

1. D

isse

mos

que

a r

evog

ao

do

Cd

igo

Pena

l de

188

6 fo

i...

quas

e to

tal.

Na

verd

ade,

con

vm

ter

em

con

ta q

ue o

art.

4.

do

Dec

reto

Le

gisl

ativ

o n.

4/

2003

ress

alva

a v

ign

cia

das n

orm

as so

bre

cont

rave

ne

s. O

art.

5.

do d

iplo

ma

de a

prov

ao

do

novo

Cd

i-

14

H

ouve

alg

umas

ret

icn

cias

da

CT.

A q

uant

o

intro

du

o do

art.

32

. (a

rt.

33.

no

Ant

epro

ject

o):

A C

omis

so

ente

nde

que

aqui

ser

ia p

refe

rvel

dei

xar a

mat

ria

par

a a

dout

rina

e a

juris

prud

nci

a,

pois

tra

ta-s

e de

he

rmen

utic

a pu

ra,

com

so

lu

es

j

sufic

ient

e e

deta

lhad

amen

te a

prec

iada

s. N

o en

tant

o, s

empr

e en

tend

emos

que

, com

o, a

lis,

o fe

z o

Cd

igo

espa

nhol

, ser

ia

til a

incl

uso

de

um ta

l pre

ceito

. E d

iza

mos

, na

just

ifica

o

do A

ntep

roje

cto

que

...

nos

pare

ce, a

ssim

, to

cla

ro q

ue, e

m C

abo

Ver

de, o

pro

blem

a n

o se

pon

ha, b

asta

ndo,

pa

ra ta

l dem

onst

rar,

uma

qual

quer

am

ostra

gem

da

juris

prud

nci

a na

cion

al s

obre

a m

atr

ia

-Re

form

as P

enai

s...,

nota

81,

62.

ELEM

ENTO

PA

RA

O E

STU

DO

DE

C

DIG

O P

ENA

L D

E C

AB

O V

ERD

E

31

go v

em re

afirm

ar a

con

tinua

o

de v

ign

cia

de to

das

as n

orm

as d

e di

reito

su

bsta

ntiv

o e

proc

essu

al r

elat

ivas

qu

ela

form

a de

infr

ac

o, d

izen

do, n

o en

tant

o, q

ue s

e ap

licam

as

norm

as d

o no

vo C

dig

o qu

e re

spei

tem

aos

l

imite

s da

mul

ta e

p

riso

alte

rnat

iva

. 2.

3.2.

C

ompr

eend

e-se

es

ta

norm

a tra

nsit

ria,

j

que,

ai

nda

que

inju

stifi

cada

men

te -

veja

-se

o qu

e di

zem

os u

m p

ouco

mai

s

fren

te -,

ain

da

tem

os e

m C

abo

Ver

de a

pre

vis

o, s

eja

no C

dig

o Pe

nal d

e 18

86, s

eja

em

legi

sla

o e

xtra

vaga

nte

(um

exe

mpl

o po

der

ser

do

j c

itado

Dec

reto

-Lei

n.

1/

78, d

e 16

de

Sete

mbr

o) d

e in

frac

es

ape

lidad

as d

e c

ontra

ven

es

, po

r ve

zes

tra

nsgr

ess

es1

5 ; ig

ualm

ente

no

Cd

igo

de P

roce

sso

Pena

l (e

ou

tra l

egis

la

o n

o in

corp

orad

a no

Cd

igo)

tem

os a

inda

a f

orm

a de

p

roce

sso

de

trans

gres

so

e

vria

s di

spos

ie

s qu

e se

re

fere

m

a co

ntra

ven

es

e/ou

tra

nsgr

ess

es (

v.gr

., ar

t.s

43.

- co

mpe

tnc

ia d

os

juz

es d

as t

rans

gres

ses

; 62

., n

. 4;

66.

-

rela

tivo

ao

proc

esso

de

trans

gres

ses

; 5

43.

a 55

5.

- sob

re a

acu

sa

o e

julg

amen

to n

o pr

oces

so

de t

rans

gres

ses

; 47

. do

Dec

reto

-Lei

n.

35 0

07,

igua

lmen

te r

elat

ivo

fo

rma

de p

roce

sso

de t

rans

gres

ses

(ve

rific

adas

em

aut

o qu

e fa

a f

em

ju

zo

ou in

stru

das

pel

as a

utor

idad

es p

olic

iais

). O

requ

isit

rio e

m fa

vor d

a el

imin

ao

des

sa c

ateg

oria

de

infr

ac

es -

feito

um

pou

co p

or to

do o

lado

- vi

nha

send

o fe

ito ta

mb

m e

ntre

ns

, pro

pond

o-se

a s

ubtra

co

ao

regi

me

do d

ireito

pen

al d

a di

scip

lina

de a

ctiv

idad

es e

con

duta

s ax

iolo

gica

men

te

neut

ras,

que

devi

am s

er c

onsi

dera

das

com

o pe

rtenc

ente

s ao

m

bito

de

um

dire

ito su

bsta

ncia

lmen

te a

dmin

istra

tivo.

15

O

Cd

igo

de P

roce

sso

Pena

l den

omin

a tra

nsgr

ess

es a

s con

trave

ne

s jul

gada

s em

pro

cess

o de

tra

nsgr

ess

es (a

rt.

66.)

. CA

VA

LEIR

O D

E FE

RR

EIR

A d

iz q

ue

cont

rave

no

e tr

ansg

ress

o

so,

ali

s, pa

lavr

as d

e id

ntic

o si

gnifi

cado

...

- Dir

eito

Pen

al P

ortu

gus

, Par

te G

eral

, I, V

erbo

, Li

sboa

/So

Pau

lo, 1

981,

214

.

FUN

AD

A

AO

DIR

EITO

E JU

STI

A

32

2.3.

3. N

esse

sent

ido,

e n

a se

qun

cia

das p

ropo

stas

de

refo

rma

incl

uda

s nos

T

erm

os d

e re

fer

ncia

par

a a

elab

ora

o d

e um

Cd

igo

Pena

l de

Cab

o V

erde

16 ,

que

viam

a m

edid

a co

mo

uma

deco

rrn

cia

da i

deia

de

que

a fu

no

do

dire

ito p

enal

ser

ia a

pro

tec

o d

os b

ens

jurd

icos

fund

amen

tais

subs

ist

ncia

de

uma

dada

com

unid

ade

e ex

ign

cia

de p

urifi

ca

o do

dire

ito

pena

l, o

Ant

epro

ject

o,

no

seu

artic

ulad

o,

retir

ou

a m

atr

ia

das

cont

rave

ne

s17 .

Ali

s, o

legi

slad

or c

abo-

verd

iano

no

s v

eio

a de

finir

um

regi

me

gera

l das

con

tra-o

rden

ae

s (D

ecre

to L

egis

lativ

o n

9/95

, de

27.1

0),

com

o cr

iou

um c

onju

nto

de c

ontra

-ord

ena

es,

em v

rio

s do

mn

ios,

com

o,

por

exem

plo,

os

das

infr

ac

es f

isca

is a

duan

eira

s18 ,

da p

rote

co

veg

etal

, da

im

porta

o,

com

erci

aliz

ao

e u

so d

e pr

odut

os f

itoss

anit

rios,

das

infr

ac

es a

o C

dig

o da

Est

rada

e d

as in

frac

es

ban

cria

s., c

ome

ando

, po

is, u

m p

roce

sso

cond

ucen

te a

um

a gr

adua

l tra

nsfe

rnc

ia p

ara

este

nov

o tip

o de

or

dena

men

to

de

infr

ac

es

que

hoje

co

ntin

uam

, de

fo

rma

disc

utv

el,

cata

loga

das

com

o pe

nais

. Pr

oces

so q

ue n

o f

oi c

ontin

uado

, pe

rman

ecen

do n

s c

om u

m s

iste

ma

em q

ue, p

ara

alm

de

crim

es e

con

tra-

orde

na

es, e

xist

em c

ontra

ven

es

(ou

trans

gres

ses

), na

mai

or p

arte

dos

ca

sos c

orre

spon

dent

es a

mer

os il

cito

s de

polc

ia, r

esqu

cio

segu

ram

ente

de

uma

trans

io

mal

aca

bada

ent

re a

s ex

ign

cias

do

Esta

do-d

e-po

lcia

ilu

min

ista

e

as

do

Est

ado-

de-d

ireito

de

mo-

liber

al

que

redu

z o

inte

rven

cion

ism

o es

tata

l e

pret

ende

ass

egur

ara

a le

galid

ade

na a

plic

ao

da

s san

es

16

Lo

c. c

it., 3

0-31

(.

.. ra

zo

por

que

se d

efen

de...

que

, na

prx

ima

refo

rma

pena

l, se

ret

ire d

o C

dig

o Pe

nal a

mat

ria

das

con

trav

en

es, d

even

do, p

ura

e si

mpl

esm

ente

, ser

con

verti

das

ca

tego

ria d

e co

ntra

-ord

ena

es

suje

itas

a um

a sa

no

pec

uni

ria n

o c

onve

rtve

l em

pris

o.

Com

o q

ue fi

caria

ext

rem

amen

te si

mpl

ifica

do o

sist

ema

do d

ireito

sanc

iona

tri

o) -

31.

17

C

fr. J

OR

GE

CA

RLO

S FO

NSE

CA

, Ref

orm

as P

enai

s...,

34 e

not

a 16

, e 1

12-1

13.

18

De

uma

form

a an

mal

a, d

igam

os, a

ntes

da

vig

ncia

do

dipl

oma

que

intro

duzi

u o

regi

me

gera

l do

ilc

ito d

e m

era

orde

na

o so

cial

(o D

ecre

to L

egis

lativ

o n.

9/

95, d

e 27

de

Out

ubro

), en

trava

j

em

vig

or u

m o

utro

dip

lom

a -

o D

ecre

to L

egis

lativ

o n.

5/

95, d

e 27

de

Junh

o, m

ais

tard

e al

tera

do p

ontu

alm

ente

pel

o D

ecre

to L

egis

lativ

o n.

12

/97,

de

9 de

Jun

ho -

que

inst

itua

con

tra-

orde

na

es n

o do

mn

io fi

scal

adu

anei

ro.

ELEM

ENTO

PA

RA

O E

STU

DO

DE

C

DIG

O P

ENA

L D

E C

AB

O V

ERD

E

33

polic

iais

19. T

radu

o

diss

o

o fa

cto

de o

vel

ho C

dig

o m

ante

r a p

revi

so,

no

s art.

s 4

84.

ss.,

das

cont

rave

ne

s de

polc

ia.

No

fund

o, te

mos

hoj

e a

situ

ao

viv

ida

em P

ortu

gal

aind

a co

m a

apr

ova

o d

o C

dig

o Pe

nal

de

1982

; na

verd

ade,

ape

sar

de, n

a al

tura

, j

exis

tir u

m n

ovo

regi

me

para

o

dire

ito d

e m

era

orde

na

o so

cial

, a n

o c

onve

rso

ger

al d

as c

ontra

ven

es

levo

u a

que

o di

plom

a de

apr

ova

o d

o C

dig

o tiv

esse

que

man

ter

em

vigo

r te

mpo

raria

men

te

as

norm

as

do

Cd

igo

de

1886

re

lativ

as

a co

ntra

ven

es.

Coi

ncid

nci

as...

si

tua

o

que

se

crio

u ig

ualm

ente

na

A

lem

anha

, de

195

2 a

1975

20.

Rel

ativ

amen

te

s fo

rmas

de

proc

esso

, a

refo

rma

em c

urso

opt

ou, n

atur

alm

ente

, por

elim

inar

o c

ham

ado

pro

cess

o de

tran

sgre

sse

s. D

esap

arec

endo

as

trans

gres

ses

e c

ontra

ven

es

pena

is

(com

o se

pr

evia

) n

o fa

ria

sent

ido

man

ter

o pr

oces

so

pena

l co

rres

pond

ente

21.

2.3.

4. O

ra b

em, c

ontin

uand

o a

exis

tir c

ontra

ven

es,

avis

ado

se to

rnou

ao

legi

slad

or m

ante

r em

vig

or a

s di

spos

ie

s do

Cd

igo

Pena

l de

188

6, d

e le

gisl

ao

pen

al a

vuls

a e

proc

essu

al p

enal

, que

re-

19

C

fr. F

IGU

EIR

EDO

DIA

S, D

ireito

Pen

al,.,

197

5, 7

-8.

20

Cfr

. FI

GU

EIR

EDO

DIA

S,

O m

ovim

ento

da

desc

rimin

aliz

ao

e o

ilc

ito d

e m

era

orde

na

o

soci

al,

in

CEJ

, Jo

rnad

as d

e D

irei

to C

rim

inal

- 0

nov

o C

dig

o Pe

nal

Port

ugu

s e

Legi

sla

o

Com

plem

enta

r - L

isbo

a, 1

983,

315

-336

, par

ticul

arm

ente

, 324

-326

. O a

utor

mos

trava

-se

mui

to

crti

co p

eran

te u

ma

tal s

itua

o; e

nten

dia,

na

sequ

nci

a, a

lis,

de p

osi

o ig

ualm

ente

exp

ress

a po

r ED

UA

RD

O C

OR

REI

A,

que

...

a pe

rsis

tnc

ia,

no f

utur

o, d

e um

a ca

tego

ria p

enal

de

cont

rave

ne

s, a

par d

e um

ilc

ito d

e m

era

orde

na

o so

cial

lega

lmen

te in

stitu

cion

aliz

ado,

...

co

ntra

dit

ria e

sem

sent

ido:

ou

um c

ompo

rtam

ento

pos

sui d

igni

dade

pen

al e

dev

e co

nstit

uir u

m

crim

e,

insc

reva

-se

ele

no

corp

o do

di

reito

pe

nal

cls

sico

ou

no

do

di

reito

pe

nal

econ

mic

osoc

ial;

ou e

le n

o p

ossu

i di

gnid

ade

pena

l e

deve

ser

des

crim

inal

izad

o, p

assa

ndo

even

tual

men

te a

con

stitu

ir um

a co

ntra

orde

na

o am

eaa

da c

om u

ma

coim

a. E

al

m d

e co

ntra

dit

ria e

sem

sen

tido,

pod

e um

a ta

l so

lu

o co

nduz

ir ao

ani

quila

men

to p

rtic

o da

ca

tego

ria d

as c

ontra

- or

dena

es

, se

o le

gisl

ador

con

tinua

r no

fut

uro

a de

ixar

-se

sedu

zir

pelo

v

cio

da h

iper

crim

inal

iza

o,

cria

ndo

nova

s co

ntra

ven

es

(32

5).

Cfr

., ai

nda,

sob

re e

sta

ques

to

parti

cula

r, ED

UA

RD

O C

OR

REI

A,

As

gran

des

linha

s da

Ref

orm

a Pe

nal

, in

Jo

rnad

as d

e D

irei

to C

rimin

a!...

, ci

ts.,

37;

GER

MA

NO

MA

RQ

UES

DA

SIL

VA

, D

irei

to

Pena

l.., I

, 116

-117

. 21

C

fr. J

OR

GE

CA

RLO

S FO

NSE

CA

, Um

nov

o Pr

oces

so P

enal

par

a C

abo

Verd

e, E

stud

o so

bre

o An

tepr

ojec

to d

e no

vo C

dig

o, A

ssoc

ia

o A

cad

mic

a da

Fac

ulda

de d

e D

ireito

de

Lisb

oa,

Lisb

oa, 2

003,

99

ss..

FUN

AD

A

AO

DIR

EITO

E JU

STI

A

34

guia

m a

mat

ria

das

con

trave

ne

s, ev

itand

o o

vazi

o de

reg

ula

o e

/ou

a ap

lica

o d

e no

rmas

do

novo

Cd

igo

que

se m

ostra

riam

ina

dequ

adas

, qu

ando

no

lev

asse

m a

sol

ue

s de

tod

o em

tod

o in

aplic

vei

s ou

cuj

a ad

apta

o

se tr

aduz

iria

num

a co

mpl

exid

ade

difc

il de

supe

rar2

2 . Fi

cam

, po

is,

em

vigo

r -

sem

a

preo

cupa

o

de

uma

exau

stiv

a ex

empl

ifica

o

- as

dis

posi

es

con

tidas

nos

art.

s 3

- (

conc

eito

de

cont

rave

no

), 4.

(n

eglig

nci

a na

s co

ntra

ven

es)

, 25.

(n

o p

uni

o d

a cu

mpl

icid

ade

e do

enc

obrim

ento

nas

con

trave

ne

s),

33-

(ag

rava

o

e at

enua

o

da

resp

onsa

bilid

ade

crim

inal

po

r co

ntra

ven

o],

36.

(rei

ncid

nci

a na

s co

ntra

ven

es)

, 12

5.,

2.

[s

obre

pr

escr

io

do

pr

oced

imen

to c

rimin

al (

em r

igor

, se

ria...

con

trave

ncio

nal),

126

.,

3.

(pre

scri

o d

as p

enas

das

con

trave

ne

s) e

os

art.

s 48

4.

ss.,

todo

s do

C

dig

o Pe

nal

de 1

886.

Mas

igu

alm

ente

as

norm

as s

obre

con

trave

ne

s pr

evis

tas

em le

gisl

ao

avu

lsa,

nom

eada

men

te n

o qu

e di

z re

spei

to

pen

a pr

evis

ta.

2.3

5 A

plic

a-se

o C

dig

o de

188

6 s

con

trav

en

es,

ex

cep

o d

as

regr

as so

bre

os li

mite

s da

mul

ta e

a p

ris

o al

tern

ativ

a?

Mas

pod

er-s

e-

conc

luir,

sob

retu

do s

e tiv

erm

os e

m c

onta

o d

ispo

sto

no

art.

5.

do d

iplo

ma

de a

prov

ao

do

novo

Cd

igo

(M

an-

22

FI

GU

EIR

EDO

DIA

S di

zia,

a p

rop

sito

de

situ

ao

afim

viv

ida

em P

ortu

gal,

que

a so

lu

o en

cont

rada

er

a .

.. de

um

po

nto

de

vist

a po

ltic

o-cr

imin

al

e po

ltic

o-le

gisl

ativ

o,

tem

pora

riam

ente

tol

erv

el e

em

cer

ta m

edid

a co

mpr

eens

vel

. O

leg

isla

dor

ter

rec

eado

os

efei

tos

prt

icos

noc

ivos

que

pod

eria

m l

igar

-se

a um

a gl

obal

e a

utom

tic

a tra

nsfo

rma

o d

as

cont

rave

ne

s vi

gent

es e

m c

ontra

-ord

ena

es;

tan

to m

ais..

. qu

anto

ess

a tra

nsfo

rma

o n

o

pode

ria s

er t

otal

, po

is q

ue n

a no

ssa

orde

m j

urd

ica

exis

tem

ain

da i

nm

eras

con

trave

ne

s pu

nve

is s

, o

u ta

mb

m, c

om p

enas

de

pris

o e

que

, por

con

segu

inte

, em

cas

o al

gum

pod

eria

m

ser c

onve

rtida

s em

con

tra-o

rden

ae

s...

(O

mov

imen

to d

a de

scrim

inal

iza

o...

, 3

25).

ELEM

ENTO

PA

RA

O E

STU

DO

DE

C

DIG

O P

ENA

L D

E C

AB

O V

ERD

E

35

tm

-se

em v

igor

as

norm

as d

e di

reito

sub

stan

tivo

e pr

oces

sual

rela

tivas

s

cont

rave

ne

s...

), e,

em

esp

ecia

l, a

sua

parte

fin

al (

...

apli-

cand

o-se

, po

rm

, aos

lim

ites

da m

ulta

e

pris

o a

ltern

ativ

a, a

s di

spos

ie

s do

nov

o C

dig

o Pe

nal

), qu

e se

dev

er

aplic

ar o

reg

ime

pena

l ge

ral

cont

ido

no

Cd

igo

de 1

886

m

atr

ia d

as c

ontra

ven

es?

O l

egis

lado

r te

r q

uerid

o,

pois

, sub

trair

as c

ontra

ven

es

ao r

egim

e do

nov

o C

dig

o,

exc

ep

o do

qu

e se

refe

re

s reg

ras s

obre

os l

imite

s da

mul

ta e

pris

o e

m a

ltern

ativ

a?

No

cre

mos

que

iss

o de

va r

esul

tar

daqu

elas

dis

posi

es

, ai

nda

que

a so

lu

o n

o su

rja m

uito

cla

ra. O

que

nos

par

ece

qu

e, a

o te

r a n

eces

sida

de

de re

ssal

var a

apl

ica

o,

s con

trave

ne

s, de

um

cas

o pa

rticu

lar d

o re

gim

e es

peci

alm

ente

pre

vist

o pa

ra u

ma

tal

cate

goria

de

infr

ac

es -

man

dand

o qu

e se

apl

ique

o r

egim

e do

nov

o C

dig

o a

os li

mite

s da

mul

ta e

p

riso

em

su

a al

tern

ativ

a

- o

legi

slad

or

mos

tra

que

apen

as

quer

qu

e se

m

ante

nham

em

vig

or a

s es

pec

ficas

nor

mas

que

reg

ulam

a d

isci

plin

a da

s co

ntra

ven

es2

3 . Se

mpr

e qu

e el

as n

o e

xist

am,

aplic

a-se

o n

ovo

Cd

igo

Pena

l, se

ndo

isso

pos

sve

l. 2.

3.6.

A c

onve

rso

da

mul

ta n

o fi

xada

em

tem

po

em p

ena

de p

ris

o p

elo

tem

po c

orre

spon

dent

e: c

omo

faz

-la?

2.3.

6.1.

Um

a qu

est

o de

por

men

or q

ue o

s ar

t.s

4.0 ,

pro

mio

, e 5

., a

inda

po

der

o su

scita

r: di

z-se

que

se

aplic

am a

s no

rmas

do

novo

Cd

igo

Pena

l at

inen

tes

aos

lim

ites

da m

ulta

e

pris

o a

ltern

ativ

a. I

sto

, o

dis

post

o no

mea

dam

ente

nos

art.

s 6

7. e

70.

; n

o en

tant

o, o

23

A

nos

sa in

terp

reta

o

pare

ce s

er ig

ualm

ente

sug

erid

a po

r CA

VA

LEIR

O D

E FE

RR

EIR

A, f

ace

a se

mel

hant

e di

spos

io

tran

sit

ria d

o di

plom

a qu

e ap

rovo

u o

Cd

igo

Pena

l por

tugu

s d

e 19

82.

Cfr

o s

eu L

ie

s de

Dire

ito P

enal

, I,

A Te

oria

do

Cri

me

no C

dig

o Pe

nal

de 1

982,

V

erbo

Lisb

oa/ S

o P

aulo

, 198

5, 3

3.

FUN

AD

A

AO

DIR

EITO

E JU

STI

A

36

novo

Cd

igo

defin

e um

mod

elo

de c

onve

rso

da

pena

de

mul

ta e

m p

riso

(p

riso

alte

rnat

iva

pelo

tem

po c

orre

spon

dent

e re

duzi

do a

doi

s te

ros

, a s

er

cum

prid

a em

cas

o de

no

pag

amen

to d

a sa

no

pec

uni

ria) q

ue p

ress

upe

a

defin

io

da

mul

ta n

os te

rmos

do

art.

67.

, va

le d

izer

, fix

ada

em d

ias,

num

mn

imo

de v

inte

e n

o m

xim

o de

qui

nhen

tos

dias

. H

aven

do a

pr

evis

o, n

o ve

lho

Cd

igo

ou e

m le

gisl

ao

ext

rava

gant

e, d

e um

a ta

l for

ma

de fi

xa

o da

pen

a de

mul

ta -

deve

ser

real

ado

que

o a

rt.

63.,

b),

do C

P.

de 1

886

prev

qu

e a

mul

ta p

ossa

con

sist

ir ta

mb

m24

num

a q

uant

ia

prop

orci

onal

aos

pro

vent

os d

o co

nden

ado,

pel

o te

mpo

que

a s

ente

na

fixar

at

do

is a

nos,

no

send

o, p

or d

ia, i

nfer

ior a

20$

00, n

em su

perio

r a 4

00$0

0

-, a

conv

ers

o, p

ela

aplic

ao

das

reg

ras

do n

ovo

Cd

igo,

no

lev

anta

pr

oble

mas

de

mai

or.

2.3.

6.2.

Mas

, se

a p

ena

de m

ulta

no

for

em

tem

po,

par

a us

arm

os a

ex

pres

so

do l

egis

lado

r (p

arte

fin

al d

o n.

2

do a

rt.

6.

do D

ecre

to

Legi

slat

ivo

n.

4/20

03)?

Com

o se

r p

oss

vel f

azer

a c

onve

rso

em

pris

o...

pe

lo te

mpo

cor

resp

onde

nte?

Afa

stad

a fic

a, n

atur

alm

ente

, a id

eia

de q

ue s

e qu

is a

plic

ar o

nov

o C

dig

o un

icam

ente

nos

cas

os e

m q

ue

... a

plic

vel

, ist

o ,

nas

situ

ae

s em

que

se

prev

, p

ara

a co

ntra

ven

o, m

ulta

em

tem

po,

aplic

ando

-se,

nos

res

tant

es c

asos

, o v

elho

Cd

igo.

Mas

isto

, com

o vi

mos

, fo

i in

equi

voca

men

te a

fast

ado

pelo

leg

isla

dor,

no a

rt.

5.

do D

ecre

to

Legi

slat

ivo

de a

prov

ao

do

CP.

de

2004

. 2.

3.6.

3. Q

ualq

uer

tent

ativ

a de

, po

r ex

empl

o, e

stab

elec

er,

para

o c

aso

conc

reto

, um

mon

tant

e de

mul

ta p

or d

ia (j

qu

e o

novo

Cd

igo

assi

m fa

z:

cada

dia

de

mul

ta c

orre

spon

de a

um

a qu

antia

ent

re

24

O

arti

go c

itado

dis

pe,

na

sua

aln

ea a

), qu

e a

mul

ta p

oder

se

r qua

ntia

det

erm

inad

a ou

a fi

xar

entre

um

mn

imo

e um

mx

imo

decl

arad

os n

a le

i.

ELEM

ENTO

PA

RA

O E

STU

DO

DE

C

DIG

O P

ENA

L D

E C

AB

O V

ERD

E

37

cem

esc

udos

e v

inte

mil

escu

dos,

que

o tri

buna

l fix

a em

fun

o d

a si

tua

o

econ

mic

a e

finan

ceira

do

cond

enad

o -

n.

2 do

art.

67

.) e

m f

un

o da

si

tua

o d

o co

nden

ado,

ser

ia s

indi

cve

l po

r al

gum

a ar

bitra

rieda

de:

vint

e es

cudo

s po

r di

a? Q

uare

nta?

Mil

escu

dos?

Se,

em

ate

no

s

itua

o

econ

mic

a do

con

dena

do,

fixs

sem

os u

m m

onta

nte/

dia

pelo

mn

imo

ou

perto

dis

so, e

star

am

os a

max

imiz

ar, t

ende

ncia

lmen

te, o

nm

ero

de d

ias

de

pris

o.

Incl

inam

o-no

s fo

rtem

ente

par

a a

solu

o

que,

mai

s

fren

te,

sufr

agm

os

para

a h

ipt

ese

de s

itua

es

em q

ue s

e pr

ev,

par

a cr

imes

, em

legi

sla

o

avul

sa, p

ena

de p

riso

cum

ulat

iva

com

a d

e m

ulta

, fac

e ao

dis

post

o no

art.

6.

, n.

2

do j

men

cion

ado

dipl

oma

de a

prov

ao

do

novo

Cd

igo:

a n

o

conv

ers

o da

m

ulta

em

pr

iso

ne

sses

ca

sos,

man

tend

o-se

ap

enas

a

poss

ibili

dade

de

cum

prim

ento

coe

rciv

o pe

las

vias

nor

mai

s de

exe

cu

o.

Arg

umen

tos

que,

aqu

i, va

leria

m a

t p

or m

aior

ia d

e ra

zo,

tra

tand

o-se

de

infr

ac

es d

e m

enor

gra

vida

de25

. E

talv

ez,

com

est

a so

lu

o, e

m b

oa

med

ida

(no

nec

essa

riam

ente

a su

ficie

nte

em te

rmos

de

rigor

oso

crit

rio d

e de

scrim

inal

iza

o e

afe

cta

o d

e an

tigas

con

trave

ne

s em

ilc

ito d

e m

era

orde

na

o so

cial

) se

fa

a de

sde

logo

a s

epar

ao

de

cont

rave

ne

s qu

e te

nham

tend

enci

alm

ente

a n

atur

eza

crim

inal

(m

orm

ente

as

pun

veis

com

pe

na d

e pr

iso

) e

outra

s de

car

iz c

lara

men

te a

dmin

istra

tivo

ou o

utro

no

-pe

nal26

25

C

fr. J

os

de S

OU

SA E

BR

ITO

, A le

i pen

al n

a C

onst

itui

o,

in E

stud

os s

obre

a C

onst

itui

o

(coo

rden

ao

de

Jorg

e M

irand

a),

2.

volu

me,

Liv

raria

Pet

rony

, Li

sboa

, 19

78,

247.

Sob

re a

di

stin

o

entre

crim

e e

cont

rave

no

, cfr

, por

todo

s, ED

UA

RD

O C

OR

REI

A, D

ireito

Crim

inal

, 1,

213

ss.;

CA

VA

LEIR

O D

E FE

RR

EIR

A,

Dire

ito P

enal

... I

, 19

81,

213

ss.;

TER

ESA

PI

ZAR

RO

B

ELEZ

A,

Dire

ito

Pena

l, 1.

Vo

lum

e,

121

ss.;

Am

ric

o A

. TA

IPA

D

E C

AR

VA

LHO

, D

ireito

Pe

nal

Pa

rte

Ger

al

- Q

uest

es

Fund

amen

tais

, Pu

blic

ae

s U

nive

rsid

ade

Cat

lic

a, P

orto

, 200

3, 1

48 ss

. 26

C

urio

sam

ente

, j

face

ao

Cd

igo

antig

o se

ent

endi

a ha

ver m

ulta

s qu

e n

o po

ssu

am v

erda

deira

na

ture

za

crim

inal

, n

o d

even

do, p

ois,

ser c

onve

rtida

s em

pris

o. C

fr.,

por e

xem

plo,

Man

uel

Lope

s M

AIA

GO

N

ALV

ES, C

dig

o Pe

nal

Port

ugu

s na

Dou

trin

a e

na J

uris

prud

nci

a, 2

.a ed

io

, Alm

edin

a, C

oim

bra,

197

2, a

nota

o

de a

o ar

t. 1

23.,

221

.

FUN

AD

A

AO

DIR

EITO

E JU

STI

A

38

2.3.

6.4.

Reg

ras e

spec

iais

sobr

e co

ntra

ven

es e

con

stitu

io

pen

al

Um

a l

tima

e pe

quen

a ob

serv

ao

: a

circ

unst

nci

a de

con

tinua

rem

em

vi

gor

as n

orm

as d

o C

dig

o de

188

6 e

cons

tant

es d

e ou

tras

leis

sob

re

cont

rave

ne

s n

o ex

clui

, em

nos

so e

nten

der,

que,

em

situ

ae

s em

que

el

as

viol

em

regr

as

e pr

inc

pios

co

nstit

ucio

nais

, m

orm

ente

do

qu

e po

dere

mos

cha

mar

con

stitu

io

pen

al,

seja

fei

ta a

sua

des

-apl

ica

o.

O

que,

dig

a-se

, de

sde

j,

pe

rmiti

do (

exig

ido)

num

sis

tem

a de

con

trol

o di

fuso

ou

desc

once

ntra

do d

a co

nstit

ucio

nalid

ade

com

o o

noss

o (a

rt.

210.

, n.

3 d

a C

RC

V)2

7 . O

que

, a t

tulo

mer

amen

te in

dica

tivo,

suc

eder

se

hou

ver p

revi

so

de u

ma

pena

fix

a -

em c

ontra

rieda

de a

exi

gnc

ias

do p

rinc

pio

da c

ulpa

, na

co

mpr

eens

o d

e qu

e n

o h

pen

a se

m c

ulpa

, mas

igua

lmen

te a

med

ida

da

pena

nun

ca p

oder

ex

cede

r a

med

ida

culp

a28

-ou

no c

aso

prev

isto

no

art.

33

., q

ue d

iz q

ue n

a co

ntra

ven

o n

o h

ag

rava

o

ou a

tenu

ao

. Mai

s do

qu

e co

nsid

erar

a s

olu

o

absu

rda

e in

just

ific

vel

, co

mo

o fa

z, p

or

exem

plo,

MA

IA G

ON

A

LVES

29, o

u a

bsur

da e

con

den

vel

, na

idei

a de

ED

UA

RD

O C

OR

-

27

C

fr.,

por

todo

s, J.J

. GO

MES

CA

NO

TILH

O/

VIT

AL

MO

REI

RA

, Con

stitu

io

da

Rep

blic

a Po

rtug

uesa

Ano

tada

, 3.a

edi

o re

vist

a, C

oim

bra

Edito

ra, 1

993,

ano

t. ao

art.

207

., 7

96.

28

O C

dig

o de

200

4

clar

amen

te t

ribut

rio

de

um d

ireito

pen

al d

a cu

lpa,

vis

ta e

sta

com

o ex

ign

cia

da p

rpr

ia i

nvio

labi

lidad

e da

dig

nida

de d

a pe

ssoa

hum

ana

(art.

1.

da

CR

CV

). So

bre

outra

s fo

rmas

de

expr

ess

o do

prin

cpi

o da

cul

pa n

o A

ntep

roje

cto

( e

no C

dig

o ap

rova

do),

cfr.

o no

sso

Refo

rmas

Pen

ais..

., 37

a 4

0 e

indi

ca

es b

iblio

grf

icas

a m

enci

onad

as;

FIG

UEI

RED

O D

IAS,

Tem

as B

sic

os...

, 230

ss.;

ID

EM, D

ireito

Pen

al P

ortu

gus

...,

56,

73-

74;

TER

ESA

PIZ

AR

RO

BEL

EZA

, D

ireito

Pen

al,

1 V

olum

e, 5

5 ss

.; Jo

s d

e SO

USA

E

BR

ITO

, A

lei

pen

al...

, c

it.,

199-

200

; ID

EM,

A m

edid

a da

pen

a no

nov

o C

dig

o Pe

nal,

sepa

rata

do

nm

ero

espe

cial

do

B.F

.D.C

- E

stud

os e

m H

omen

agem

ao

Prof

. Dou

tor E

duar

do

Cor

reia

- 1

984

, C

oim

bra,

198

7, p

assi

m;

MA

RIA

FER

NA

ND

A P

ALM

A,

Dire

ito P

enal

...,

1994

, 62

ss.

29

Ob.

cit.

, ano

ta

o ao

art.

33

., 6

5. O

ano

tado

r diz

o s

egui

nte:

Se

se

trata

dos

cas

os e

m q

ue a

co

ntra

ven

o

pun

ida

com

mul

ta fi

xa, a

regr

a n

o te

m s

entid

o. T

rata

ndo-

se d

aque

les

caso

s em

qu

e

puni

da c

om m

ulta

ou

pris

o v

ari

vel,

sem

pre

ter

que

ser f

eita

um

a gr

adua

o,

pel

o qu

e a

regr

a aq

ui e

stab

elec

ida

no

ap

licv

el a

o ca

so

. Cita

o a

utor

juris

prud

nci

a do

STJ

por

tugu

s

sobr

e a

mat

ria

.

ELEM

ENTO

PA

RA

O E

STU

DO

DE

C

DIG

O P

ENA

L D

E C

AB

O V

ERD

E

39

REI

A30

ela

v

iola

dora

dos

prin

cpi

os d

a pr

opor

cion

alid

ade

e da

cul

pa,

com

fun

dam

ento

na

CR

CV

(ar

t.s

l. e

17.

, n.

5,

nom

eada

men

te).

Ou,

ai

nda,

mai

s cl

aram

ente

, dis

posi

tivo

com

o o

cons

tant

e do

art.

48

6.

do C

P.

ora

revo

gado

, qu

ando

pre

v a

pos

sibi

lidad

e de

com

ina

o d

e pe

na d

e pr

iso

(at

um

ms

) ou

mul

ta e

m...

...

reg

ulam

ento

s ad

min

istra

tivos

e d

e po

lcia

ger

al o

u m

unic

ipal

, ou

rura

l, ou

nas

pos

tura

s da

s c

mar

as.

Aqu

i, pa

ra a

lm

do

mai

s, vi

ola-

se a

berta

e fr

onta

lmen

te o

prin

cpi

o co

nstit

ucio

nal

de re

serv

a de

lei e

m m

atr

ia p

enal

, e, e

m g

eral

, o p

rinc

pio

da le

galid

ade3

1 (a

rt.

176.

, n.

1,

c),

da C

RC

V),

tend

o em

con

ta,

desi

gnad

amen

te,

a ne

cess

ria

con

exo

ent

re a

pen

a e

o fa

cto

pun

vel

(...

pen

as...

que

no

es

teja

m e

xpre

ssam

ente

com

inad

as e

m le

i ...

- ar

t. 3

1.,

n. 4

, da

CR

CV

). 2.

3.6.

5. A

s que

ste

s que

leva

ntm

os m

as, s

obre

tudo

, o fa

cto

de h

j

alg

um

tem

po se

ter o

ptad

o pe

la in

trodu

o

no n

osso

sist

ema

jurd

ico

de u

ma

nova

fo

rma

de il

cito

- o

de

mer

a or

dena

o

soci

al -

aco

nsel

ham

a q

ue, o

mai

s ra

pida

men

te

poss

vel

, se

co

ncre

tize

um

prog

ram

a de

el

imin

ao

e

conv

ers

o da

s co

ntra

ven

es

e qu

e, p

ara

j,

no

se c

rie n

em m

ais

uma

cont

rave

no

. A

trav

s de

um

est

udo

exau

stiv

o da

s co

ntra

ven

es

aind

a ex

iste

ntes

, dev

er

deci

dir-

se q

uais

del

as p

oder

o (

deve

ro)

tran

sfor

mar

-se

em c

rimes

e q

uais

dev

ero

pas

sar

a se

r m

eras

con

tra-o

rden

ae

s, se

m

esqu

ecer

que

alg

umas

del

as p

oder

o p

ura

e si

mpl

esm

ente

des

apar

ecer

co

mo

infr

ac

es, p

or n

o se

just

ifica

r, a

qual

quer

ttu

lo, a

sua

puni

o.

30

D

ireito

Crim

inal

,I, n

ota

(1),

226.

31

C

AV

ALE

IRO

DE

FER

EIR

A j

di

zia,

ain

da a

ntes

da

entra

da e

m v

igor

do

CP.

por

tugu

s d

e 19

82, q

ue a

pos

sibi

lidad

e do

exe

rcc

io d

o po

der

regu

lam

enta

r em

mat

ria

de

cont

rave

ne

s po

de in

duzi

r ao

exer

cci

o ab

usiv

o qu

er d

o po

der l

egis

lativ

o qu

er d

o G

over

no, c

om fi

ns a

lhei

os

aos

do D

ireito

Pen

al...

-

Dire

ito P

enal

...,

1, 1

981,

223

. So

bre

a ap

lica

o d

o pr

inc

pio

da

lega

lidad

e em

mat

ria

de

cont

rave

ne

s, cf

r. SO

USA

E B

RIT

O,

A le

i pen

al...

, c

it., 2

33 s

s.,

auto

r que

, fac

e

Con

stitu

io

por

tugu

esa,

adm

ite q

ue

... o

pod

er re

gula

men

tar d

o G

over

no...

, da

s re

gie

s au

tno

mas

...,

e da

s au

tarq

uias

loc

ais..

. po

de e

xerc

er-s

e pe

la e

spec

ifica

o

dos

elem

ento

s de

fac

to d

e co

ntra

ven

es..

. que

sej

am g

ener

icam

ente

pre

vis

veis

com

bas

e na

lei

regu

lam

enta

da...

(2

41).

FUN

AD

A

AO

DIR

EITO

E JU

STI

A

40

Cre

mos

que

o m

omen

to d

a ap

rova

o

de u

m n

ovo

Cd

igo

de P

roce

sso

Pena

l ser

ia a

prop

riado

par

a o

efei

to.

Leitu

ra p

artic

ular

men

te r

ecom

enda

da p

ara

a m

atr

ia e

xpos

ta e

m 2

.3.

-TE

RES

A P

IZA

RR

O B

ELEZ

A, D

irei

to P

enal

, 1 V

olum

e, 1

21 ss

.. - F

IGU

EIR

EDO

DIA

S,

O m

ovim

ento

da

desc

rimin

aliz

ao

e o

ilc

ito d

e m

era

orde

na

o so

cial

, in

CEJ

, Jor

nada

s de

Dir

eito

Cri

min

al -

O n

ovo

Cd

igo

Pena

l Por

tugu

s e

Leg

isla

o

Com

plem

enta

r -

Lisb

oa, 1

983,

315-

336.

- C

AV

ALE

IRO

DE

FER

REI

RA

, Dir

eito

Pen

al P

ortu

gus

, Par

te G

eral

, I,

Ver

bo, L

isbo

a/S

o Pa

ulo,

198

1,21

3-22

7.

- ED

UA

RD

O

CO

REI

A,

Dir

eito

C

rim

inal

(c

om

a co

labo

ra

o de

Fi

guei

redo

Dia

s), I

, Alm

edin

a, C

oim

bra,

196

3,21

3 -2

29.

2.4.

Os

limite

s m

nim

o e

mx

imo

da p

ena

de p

ris

o fix

ados

no

art.

51

. do

Cd

igo

Pena

l e

o di

spos

to n

o ar

t. 2

., n

. I,

do D

ecre

to

Leg

isla

tivo

n.

4/20

03: A

lgun

s ca

sos

part

icul

ares

, com

o o

da c

ondu

o

sem

car

ta, c

rim

e pr

evis

to n

o C

dig

o da

Est

rada

2.

4.1.

O d

ispo

sto

no n

. 1

do a

rt.

2.

do d

iplo

ma

de a

prov

ao

do

novo

C

dig

o le

vant

a al

guns

pro

blem

as p

rtic

os n

a su

a ap

lica

o. E

le d

isp

e qu

e fic

am a

ltera

das

para

os

novo

s lim

ites

(mn

imo

e m

xim

o) d

a pe

na d

e pr

iso

fixa

dos

no n

ovo

CP.

as

pena

s de

pris

o q

ue te

nham

dur

ao

infe

rior

ou su

perio

r aos

lim

ites a

fix

ados

. O

fac

to

que

, hav

endo

cas

os d

e pr

evis

o, e

m le

is a

vuls

as o

u, e

m to

do o

ca

so, f

ora

do n

ovo

Cd

igo

Pena

l de

2004

, de

pena

s de

pris

o c

ujo

limite

m

nim

o

infe

rior a

o ac

tual

lim

ite m

nim

o le

gal

ELEM

ENTO

PA

RA

O E

STU

DO

DE

C

DIG

O P

ENA

L D

E C

AB

O V

ERD

E

41

(trs

mes

es),

pe-

se a

que

sto

de

sabe

r se

, ne

sses

cas

os,

se d

ever

, p

or

exem

plo,

apl

icar

... u

m m

nim

o de

trs

mes

es d

e pr

iso

. J

na

altu

ra e

m q

ue f

oi e

labo

rado

o p

roje

cto

do d

iplo

ma

de a

prov

ao

do

novo

Cd

igo,

a q

uest

o fo

i sus

cita

da a

pro

psi

to d

o C

dig

o da

Est

rada

, j

que

nele

se

prev

ia u

m c

aso

de c

rime

pun

vel c

om p

ena

de p

riso

(efe

ctiv

a,

diga

-se,

o q

ue le

vant

a um

out

ro ti

po d

e pr

oble

ma)

de

trs

dias

a u

m m

s.32

M

as o

utro

s ca

sos

pode

riam

apa

rece

r; e,

com

o pu

dem

os v

er d

uran

te a

se

sso

que

ded

icm

os a

est

a m

atr

ia n

o C

urso

, pod

erem

os a

pres

enta

r mai

s do

is: a

Lei

n.

2/ V

/96,

de

1 de

Jul

ho, q

ue p

rev

, no

art.

78.

, n.

1,

um

a pe

na d

e 3

dias

a 2

ano

s de

pris

o (

cum

ulad

a co

m p

ena

de m

ulta

) pa

ra o

ex

erc

cio

da a

ctiv

idad

e ba

ncr

ia s

em a

dev

ida

auto

riza

o le

gal;

a Le

i n.

8/V

/96,

de

11 d

e N

ovem

bro,

que

pre

v, n

o se

u ar

t. 9

., n

. 1,

b),

uma

pena

de

pris

o a

t 3

mes

es p

ara

a co

ndu

o s

ob e

feito

s do

lc

ool,

a pa

rtir

de

certo

s n

dice

s (n

este

cas

o,

o li

mite

mx

imo

que

ig

ual a

o lim

ite m

nim

o le

gal e

stab

elec

ido

pelo

nov

o C

dig

o).

2.4.

2. U

ma

even

tual

sol

uo

que

se

tradu

ziss

e em

, pur

a e

sim

ples

men

te,

aplic

ar n

esse

s ca

sos

a re

gra

que

esta

bele

ce u

m li

mite

mn

imo

de 3

mes

es,

acab

aria

por

per

verte

r com

plet

amen

te, s

eja

nos r

esul

tado

s pr

eten

dido

s, se

ja

no q

ue r

espe

ita

s in

ten

es

polt

ico-

crim

inai

s, a

op

o co

ntid

a no

arti

go

51.

do C

dig

o Pe

nal d

e 20

04.

Na

verd

ade,

o q

ue e

stev

e su

bjac

ente

s

olu

o h

oje

plas

mad

a na

quel

e ar

tigo

e qu

e vi

nha

j d

o A

ntep

roje

cto

- ele

vand

o o

limite

mn

imo

da p

ena

de p

riso

, qu

e er

a de

tr

s di

as,

para

3 m

eses

- e

ra (

) e

ncet

ar u

ma

luta

co

ntra

as

curta

s pe

nas

de p

riva

o d

a lib

erda

de, e

m fu

no

do

que

hoje

se

ente

nde

ser

a m

elho

r so

lu

o de

um

pon

to d

e vi

sta

de p

olti

ca c

rimin

al,

baliz

ada

pela

ide

ia d

a re

cupe

ra

o do

del

inqu

ente

. Ret

oman

do, p

or m

era

com

odid

ade,

o q

ue d

is-

32

A

rt. 6

2.,

aln

ea i)

, na

reda

co

dad

a pe

lo D

ecre

to n

. 11

3/85

, de

19 d

e O

utub

ro.

FUN

AD

A

AO

DIR

EITO

E JU

STI

A

42

sem

os n

a ju

stifi

ca

o da

sol

uo

33, v

olta

mos

a c

itar F

IGU

EIR

EDO

DIA

S:

...

luta

con

tra a

s ex

ecra

das

pena

s cu

rtas

de p

riso

- c

ontra

aqu

elas

pen

as

cuja

dur

ao

d

emas

iado

cur

ta p

ara

que

se e

sboc

e um

a te

ntat

iva

sria

de

ress

ocia

liza

o, m

as su

ficie

ntem

ente

long

a pa

ra q

ue o

del

inqu

ente

con

tact

e co

m o

am

bien

te d

elet

rio

da

pris

o e

vej

a in

terr

ompi

das,

quan

do n

o

dest

rud

as

para

se

mpr

e,

as

suas

re

la

es

fam

iliar

es,

prof

issi

onai

s e

soci

ais..

.34

. O

que

, en

tend

e-se

, es

t e

m c

onfo

rmid

ade

com

a n

ossa

C

onst

itui

o,

que

inte

rdita

, no

seu

art

32

, a

perd

a de

dire

itos

civi

s, po

ltic

os e

pro

fissi

onai

s co

mo

efei

to n

eces

srio

da

aplic

ao

de

uma

pena

ou

med

ida

de s

egur

ana

, e

que

insc

reve

no

seu

norm

ativ

o e

nos

seus

pr

inc

pios

um

con

junt

o de

reg

ras

e pr

ops

itos

de c

ariz

hum

anis

ta e

co

nsub

s-ta

ncia

dore

s do

que

pod

erem

os a

pelid

ar d

e um

a an

tropo

logi

a op

timis

ta. R

azo

por

que

, na

altu

ra, e

nten

dem

os s

er u

m p

ouco

apr

essa

da e

re

duto

ra a

afir

ma

o c

ontid

a no

rel

atr

io d

a C

.T.A

. de

que

...

a do

utrin

a qu

e de

fend

e um

lim

ite m

nim

o m

ais

elev

ado,

poi

s qu

e de

con

trrio

no

pe

rmiti

ria fa

zer a

ress

ocia

liza

o, n

o te

m e

m c

onta

a v

erda

de c

rua:

at

ao

pres

ente

mom

ento

, em

Cab

o V

erde

(e q

ui

no

33

Se

guim

os d

e pe

rto o

nos

so R

efor

mas

Pen

ais..

., 64

65 e

not

as 8

8 e

89.

34

FIG

UEI

RED

O D

IAS,

A R

efor

ma

do D

irei

to P

enal

Por

tugu

s -

Pri

ncp

ios

e or

ient

ae

s fu

ndam

enta

is, C

oim

bra,

sep

arat

a do

vol

. XLV

III 1

972

do B

olet

im d

a Fa

culd

ade

de D

ireito

da

Uni

vers

idad

e de

Coi

mbr

a, 1

972,

33;

IDEM

, Dire

ito P

enal

Por

tugu

s...

, 5

50 s

s, 35

9 ss

.; cf

r.,

aind

a, E

DU

AR

DO

CO

RR

EIA

, A

s gr

ande

s lin

has..

., l

oc. c

it., p

assi

m; D

OLC

INI/P

ALI

ERO

, A

ltern

ativ

en z

ur k

urze

n Fr

eihe

itsst

rafe

in It

alie

n un

d im

Aus

land

, in

ZSt

W, 1

02 (1

990)

, 222

ss

.; G

IMB

ERN

AT

OR

DEI

G,

Crt

ica

ideo

lgi

ca a

i nue

vo C

dig

o Pe

nal

, in

Ensa

yos

pena

les,

Tecn

os,

Mad

rid,

1998

, 79

-80;

MA

PELL

I C

AFF

AR

ENA

/TER

RA

DIL

LOS

BA

SOC

O,

Las

cons

ecue

ncia

s ju

rdi

cas

dei

delit

o, 3

a ed

., C

ivita

s, M

adrid

, 19

96,

68 s

s.; A

nton

M.

van

KA

LMTH

OU

T/PE

TER

TA

K,

Sanc

tions

-Sy

stem

s in

the

mem

ber-

Stat

es o

f th

e C

ounc

i! of

Eu

rope

, Par

t I, K

luw

er/G

ouda

Qui

nt, N

orw

el, 1

988,

par

ticul

arm

ente

1-1

6.

O

cd

igo

guin

eens

e es

tabe

lece

um

mn

imo

de d

ez d

ias.

Os

cdi

gos

portu

gus

e a

lem

o

esta

bele

cem

um

mn

imo

de u

m m

s,

enqu

anto

o d

e Es

panh

a e

o A

E (P

roje

cto

Alte

rnat

ivo)

de

finem

o m

nim

o em

6 m

eses

. Vej

a-se

, num

a po

stur

a cr

tica

rela

tivam

ente

ao

limite

mn

imo

de u

m m

s e

stat

udo

no

CP.

por

tugu

s, E

duar

do M

AIA

CO

STA

, A

revi

so

do C

dig

o Pe

nal:

tend

nci

as e

con

tradi

es

, in

Rev

ista

do

Min

ist

rio

Pbl

ico

- As

refo

rmas

pen

ais

em P

ortu

gal

e Es

panh

a -

Cad

erno

s 7,

Tav

ira,

1995

, 80

ss..

Cfr

., ai

nda,

sob

re a

op

o d

o no

vo C

P.

(esp

anho

l, C

EREZ

O M

IR,

Das

neu

e sp

anis

che

Stra

fges

etzb

uch

von

1995

, i

n ZS

tW 1

08

(199

6), H

.4, 8

59 ss

..

ELEM

ENTO

PA

RA

O E

STU

DO

DE

C

DIG

O P

ENA

L D

E C

AB

O V

ERD

E

43

mun

do!)

a c

adei

a n

o

um i

nstru

men

to d

e re

ssoc

ializ

ao

- a

ntes

pel

o co

ntr

rio. N

essa

med

ida,

ser

ia a

t m

ais

defe

nsv

el a

exi

stn

cia

de li

mite

s m

nim

os m

ais

redu

zido

s...

. Es

sa p

osi

o r

esul

tava

cla

ram

ente

de

um

prof

undo

equ

voc

o, q

uand

o pr

eten

dia

(err

adam

ente

) qu

e o

Ant

epro

ject

o es

taria

a p

rivile

giar

um

a m

edid

a da

pen

a m

ais

elev

ada

(3 m

eses

) fa

ce

al

tern

ativ

a m

ais

baix

a (1

, 3 d

ias,

1 m

s?)

. No

era

(n

o )

dis

so q

ue s

e tra

tava

! D

o qu

e se

trat

ava

era

de a

pena

s se

pod

er a

plic

ar a

pen

a de

pris

o

nos

caso

s em

que

, di

gam

os a

ssim

de

form

a si

mpl

ifica

da,

o qu

antu

m d

e m

erec

imen

to p

enal

se

poss

a tra

duzi

r po

r 3

mes

es d

e pr

iso

. N

o s

e ve

rific

ando

ess

e gr

au o

u es

sa m

edid

a de

gra

vida

de, a

alte

rnat

iva

qu

alqu

er

outra

med

ida

que

no

... a

pris

o,

sem

ref

erir

aind

a qu

e o

Cd

igo

(e o

A

ntep

roje

cto)

pre

v u

m c

onju

nto

de re

gras

que

priv

ilegi

am a

apl

ica

o d

e m

edid

as a

ltern

ativ

as

pris

o e

m t

odo

o do

mn

io d

a pe

quen

a e

md

ia

crim

inal

idad

e.

2.4.

3. F

ace

ao p

robl

ema

que

se a

divi

nhav

a -

o ris

co d

e se

vis

lum

brar

so

lu

o pe

rver

sa q

uand

o se

pro

cura

va s

aber

com

o ac

tuar

nas

situ

ae

s em

qu

e er

am p

revi

stas

pen

as c

om l

imite

mn

imo

infe

rior

a tr

s m

eses

-

pude

mos

, a g

entil

solic

ita

o do

Min

ist

rio d

a Ju

sti

a, su

gerir

um

a re

spos

ta

legi

slat

iva

prov

isr

ia n

o m

bito

do

dipl

oma

de a

prov

ao

do

Cd

igo,

en

quan

to se

pon

dera

va u

ma

solu

o

outra

e d

efin

itiva

par

a os

cas

os e

m q

ue

tal

falta

de

sint

onia

se

verif

icav

a, n

omea

dam

ente

no

caso

do

Cd

igo

da

Estra

da.

A s

olu

o a

pres

enta

da e

ra e

sta

(cita

mos

, po

r fa

cilid

ade

de

expo

si

o, o

que

esc

reve

mos

a p

rop

sito

): A

pro

psi

to d

o ar

t. 2

. do

dip

lom

a, p

ergu

nta-

se s

e fic

a ex

cepc

iona

da o

u n

o a

situ

ao

da

puni

o

da c

ondu

o

sem

hab

ilita

o,

j

que

se p

rev

pa

ra u

ma

tal c

ondu

ta a

pen

a de

pris

o d

e 3

a 30

dia

s. C

rem

os s

er a

mel

hor

solu

o,

par

a ev

itar q

ue a

apl

ica

o d

o pr

inc

pio

subj

acen

te

regr

a co

ntid

a no

art.

52.

do

CP

-

FUN

AD

A

AO

DIR

EITO

E JU

STI

A

44

mor

men

te

o se

u se

ntid

o po

ltic

o-cr

imin

al

- te

nha,

no

ca

so,

efei

tos

perv

erso

s: a

grav

ar c

onsi

dera

velm

ente

a p

uni

o.

ce

rto q

ue,

em n

osso

en

tend

er,

tam

bm

nes

se d

omn

io d

o di

reito

est

rada

i n

o se

jus

tific

a,

daqu

ela

pers

pect

iva,

um

a ta

l m

oldu

ra p

enal

, n

o va

lend

o se

quer

os

argu

men

tos

expe

ndid

os p

ara

certo

tipo

de

crim

inal

idad

e (a

eco

nm

ica,

por

ex

empl

o) p

ara

faze

r con

sagr

ar a

idei

a pr

even

tiva

de u

m sh

ort-s

harp

-sch

ock

das

pequ

enas

pen

as d

e pr

iso

... P

oder

-se-

ia p

ensa

r em

rev

ogar

, naq

uela

pa

rte, o

cita

do p

rece

ito, a

ltera

ndo-

se a

med

ida

da p

ena

prev

ista

par

a aq

uela

co

ndut

a il

cita

. N

o n

os p

arec

e, p

orm

, qu

e is

so d

eva

ser

feito

ago

ra a

pr

ops

ito

da

apro

va

o do

C

P,

mas

, si

m,

num

a op

ortu

na

e se

rena

re

aval

ia

o da

leg

isla

o

estra

dai

naci

onal

. D

e to

do o

mod

o, e

por

que

have

r c

erta

men

te o

utro

s ca

sos,

suge

rimos

a i

ntro

du

o de

um

n.

2 ao

ar

t. 2

., d

o se

guin

te te

or-.

O d

ispo

sto

no n

. l n

o s

e ap

lica

nas

situ

ae

s em

que

se

prev

eja

pena

de

pris

o c

ujo

limite

mx

imo

seja

igua

l ou

infe

rior

ao li

mite

mn

imo

prev

isto

no

art.

52.

do

Cd

igo

Pena

l.

Hoj

e, v

emos

que

, pos

sive

lmen

te, a

pro

post

a fo

rmul

ada,

reso

lven

do o

cas

o em

con

cret

o po

sto

(Cd

igo

da E

stra

da),

pode

ria n

o r

esol

ver

todo

s os

ca

sos p

oss

veis

. A

suge

sto

no

foi a

colh

ida,

pro

vave

lmen

te p

orqu

e se

pre

tend

eria

, ant

es d

a en

trada

em

vig

or d

o no

vo C

dig

o, a

ltera

r as

dis

posi

es

do

Cd

igo

da

Estra

da e

de

outro

s ev

entu

ais

dipl

omas

com

pre

vis

o de

pen

as d

e pr

iso

co

m u

m li

mite

mn

imo

infe

rior a

o no

vo li

mite

mn

imo

lega

l. O

que

aca

bou

por n

o s

er fe

ito, r

azo

por

que

se

prop

s n

o Pa

rlam

ento

a e

di

o de

um

a le

i que

, ent

re o

utra

s m

edid

as, r

essa

lvas

se a

apl

ica

o d

o di

spos

to n

o ci

tado

n.

1

do a

rt.

2.

ao C

dig

o da

Est

rada

(co

ndu

o s

em c

arta

). A

lei

, ap

rova

da j

na

Ass

embl

eia

Nac

iona

l, ai

nda

no

foi p

ublic

ada.

2.

4.4.

A q

uest

o e

ssen

cial

per

man

ece:

com

o ac

tuar

per

ante

os

caso

s de

fa

ctos

pra

ticad

os d

epoi

s de

1 de

Julh

o de

200

4 e

julg

ados

ELEM

ENTO

PA

RA

O E

STU

DO

DE

C

DIG

O P

ENA

L D

E C

AB

O V

ERD

E

45

ante

s da

ent

rada

em

vig

or d

a m

enci

onad

a L

ei d

e co

mpa

tibili

za

o do

pr

oces

so p

enal

com

o n

ovo

Cd

igo

Pena

l (a

ssim

se a

pelid

a a

lei)?

A

apl

ica

o d

o n.

1

do a

rt.

2.

do D

ecre

to L

egis

lativ

o n.

4/

200

3 im

plic

aria

, em

nos

so e

nten

der,

viol

ao

do

prin

cpi

o da

cul

pa (

pena

fixa

, no

cas

o da

lei q

ue e

stab

elec

e pe

na d

e pr

iso

at

3 m

eses

) e/o

u da

pro

ibi

o

do e

xces

so (a

rt. 1

7.,

n. 5

da

CR

CV

). A

solu

o

que

advo

gam

os se

r a

de

aplic

ao

da

pena

pre

vist

a na

lei

esp

ecia

l (li

mite

mn

imo

infe

rior

ao

mn

imo

lega

l act

ual),

num

a in

terp

reta

o

rest

ritiv

a (r

edu

o te

leol

gic

a, se

se

ent

ende

r que

se e

st

pera

nte

uma

redu

o

do

dom

nio

nuc

lear

do

text

o le

gal,

uma

verd

adei

ra

lacu

na o

culta

)35

do

mbi

to d

aque

le n

mer

o do

ar

tigo

2.,

em q

ue o

s el

emen

tos

hist

ric

o e

tele

olg

ico

se m

ostra

m

deci

sivo

s, so

corr

en-d

o-no

s, pa

ra

alm

do

s ci

tado

s pr

inc

pios

da

co

nstit

ui

o pe

nal,

de u

m a

rgum

ento

de

anal

ogia

(ou,

at

, de

anal

ogia

que

, aq

ui, n

o e

star

ia p

roib

ida,

em

ate

no

s

raz

es q

ue e

xplic

am a

pro

ibi

o,

em re

gra

apen

as q

uand

o el

a

in m

alam

par

tem

36) c

om o

dis

post

o no

n.

2 do

art.

70.

do

novo

Cd

igo

Pena

l37.

RS.

Dep

ois

de e

scre

verm

os o

tex

to,

veio

a s

er a

prov

ada

a Le

i n.

43

/VI/2

004,

de

19 d

e Ju

lho.

Diz

no

seu

art.

8.

que

o d

ispo

sto

no a

rtigo

2.

do

Dec

reto

-Leg

isla

tivo

n.

4/20

03, d

e 18

de

Nov

embr

o, n

o s

e ap

lica

aos

crim

es

prev

isto

s na

le

gisl

ao

qu

e re

leva

do

di

reito

es

trada

i.

Con

form

e di

ssem

os, p

or u

m la

do, e

la n

o re

solv

e os

35

So

bre

esta

s ca

tego

rias,

cfr.,

por

todo

s, K

arl L

AR

ENZ,

Met

odol

ogia

da

Ci

ncia

do

Dir

eito

, 2.a

edi

o,

Fund

ao

Cal

oust

e G

ulbe

nkia

n, L

isbo

a, 1

989,

par

ticul

arm

ente

473

ss.;

TER

ESA

PI

ZAR

RO

BEL

EZA

, l.

Vol

ume,

483

ss; T

AIP

A D

E C

AR

VA

LHO

, Dir

eito

Pen

al..,

206

ss.

36

A p

roib

io

da

anal

ogia

incr

imin

atr

ia e

agr

avan

te d

a re

spon

sabi

lidad

e pe

nal,

que

deco

rre

j d

a C

onst

itui

o (a

rt. 3

1, n

.s 3

e 4

),

expl

icita

da p

elo

Cd

igo

Pena

l no

seu

art.

1.,

n.4

. 37

So

bre

a ut

iliza

o

de a

rgum

ento

s de

ana

logi

a no

dire

ito p

enal

, cf

r., p

or t

odos

, SO

USA

E

BR

ITO

, A

lei

pen

al...

, l

oc.

cit.,

248

-249

; M

AR

IA F

ERN

AD

A P

ALM

A,

Dire

ito P

enal

...,

1994

, 97

ss..

FUN

AD

A

AO

DIR

EITO

E JU

STI

A

46

prob

lem

as a

qui a

bord

ados

qua

ndo

no

est

em

cau

sa c

rime

que

rele

va d

o di

reito

est

rada

i.

E j

vim

os q

ue h

ou

tros

caso

s de

lei

s av

ulsa

s qu

e pr

evm

pen

as d

e pr

iso

cuj

o lim

ite m

nim

o

infe

rior

ao m

nim

o le

gal

defin

ido

no C

dig

o Pe

nal.

Por

outro

lad

o, e

par

a al

m d

o qu

e se

dis

se

sobr

e os

cas

os d

e fa

ctos

pra

ticad

os d

epoi

s de

1 de

Julh

o de

200

4 e

julg

ados

an

tes d

a en

trada

em

vig

or d

a Le

i n.

43/V

I/ 20

04, f

ica

aind

a a

poss

ibili

dade

de

, ant

es d

e se

alte

rar

o C

dig

o da

Est

rada

, dei

xar

de v

igor

ar a

cha

mad

a l

ei d

e co

mpa

tibili

za

o...

. q

ue e

la d

eixa

de

vigo

rar

na d

ata

do in

cio

de

vig

nci

a do

nov

o C

dig

o de

Pro

cess

o Pe

nal

(art.

9.

da

cita

da L

ei n

. 43

/W20

04).

2.4.

5. O

mx

imo

lega

l da

pena

de

pris

o: u

m r

pid

o ol

har

Dei

tem

os u

m r

pid

o ol

har

sobr

e o

limite

mx

imo

da p

ena

de p

riso

, ora

es

tabe

leci

do e

m 2

5 an

os. O

lhar

jus

tific

ado

pela

met

odol

ogia

usa

da n

este

C

urso

, m

uita

s ve

zes

sinu

osa

e m

arca

da p

ela

abor

dage

m d

e qu

est

es

cone

xas

com

as

dire

ctam

ente

vis

adas

na

expo

si

o. A

ver

dade

q

ue a

qui

no

se p

em

pro

blem

as d

e m

aior

na

aplic

ao

do

art.

2.

do D

ecre

to

Legi

slat

ivo:

alm

eja-

se q

ue,

a ha

ver

prev

iso

de

um l

imite

sup

erio

r a

25

anos

, ess

e lim

ite p

asse

a se

r o q

ue v

em d

efin

ido

no n

ovo

Cd

igo.

Se

guim

os o

que

dis

sem

os n

a no

ta d

e ju

stifi

ca

o do

Ant

epro

ject

o, e

m je

ito

de s

ntes

e38 :

Esta

bele

ceu-

se o

lim

ite e

mx

imo

das

pena

s de

pris

o -

25 a

nos

-, se

mpr

e em

obe

din

cia

s e

xig

ncia

s de

pre

ven

o e

spec

ial.

Esse

lim

ite m

xim

o n

o fo

i, po

rm

, re

duzi

do

dras

ticam

ente

, em

fu

no

ta

mb

m

das

nece

ssid

ades

de

prev

en

o ge

ral e

da

real

idad

e so

cial

38

C

fr.,

para

m

ais

dese

nvol

vim

ento

s, JO

RG

E C

AR

LOS

FON

SEC

A,

Refo

rmas

Pe

nais

...,

parti

cula

rmen

te 6

6-68

.

ELEM

ENTO

PA

RA

O E

STU

DO

DE

C

DIG

O P

ENA

L D

E C

AB

O V

ERD

E

47

do p

as3

9 . Ta

mb

m p

esou

o f

acto

de

se s

aber

hoj

e qu

e m

ais

vale

red

uzir

a du

ra

o le

gal d

as p

enas

e in

stitu

ir um

sis

tem

a de

apl

ica

o e

exe

cu

o qu

e, n

uma

med

ida

razo

vel

e s

em p

r e

m c

ausa

a u

tiliz

ao

de

mec

anis

mos

e

inst

ituto

s ex

igid

os n

omea

dam

ente

pel

o fim

de

ress

ocia

liza

o d

o ag

ente

, a

faa

cor

resp

onde

r su

a du

ra

o ef

ectiv

a, d

o qu

e am

eaa

r com

pen

as m

uito

el

evad

as q

ue, n

a pr

tic

a, n

o s

o c

umpr

idas

em

gra

nde

med

ida4

0 . Q

uand

o

39

Vej

a-se

o c

aso

portu

gus

. O

pro

ject

o de

ED

UA

RD

O C

OR

REI

A d

e 19

63 p

revi

a um

lim

ite

mx

imo

de d

ez a

nos

(art.

48

. do

Pro

ject

o),

com

a j

ustif

ica

o d

e qu

e .

.. a

mod

erna

pe

nolo

gia.

..j

prov

ou

que

para

al

m

de

10

anos

a

pena

pe

rde

toda

a

sua

efic

cia

re

cupe

rado

ra...

(A

ctas

das

ses

ses

da

Com

iss

o Re

viso

ra d

o C

dig

o Pe

nal,

Pane

Ger

al,

I, A

.A.F

.D.L

., Li

sboa

, s/d

.., c

it., 2

71).

No

enta

nto,

o te

xto

de 1

982

cons

agro

u o

limite

nor

mal

de

20 a

nos

(art

40

), m

ante

ndo-

se e

sse

limite

no

cdi

go v

igen

te,

por

raz

es a

que

no

so

to

talm

ente

est

ranh

as a

s pr

ess

es d

o m

eio

soci

al.

E ce

rto q

ue e

m P

ortu

gal

aind

a h

voz

es a

re

clam

ar c

ontra

aqu

ele

limite

de

vint

e an

os, c

om o

arg

umen

to d

e qu

e is

so a

inda

rep

rese

ntar

ia

um

enfr

aque

cim

ento

inde

sej

vel d

o si

stem

a re

pres

sivo

. E

stam

os to

talm

ente

de

acor

do c

om

FIG

UEI

RED

O D

IAS,

qua

ndo

diz

que

...

a ex

peri

ncia

ens

ina,

pel

o co

ntr

rio, q

ue a

s al

udid

as

exig

nci

as j

ustif

icad

as d

e pr

even

o

de i

nteg

ra

o e

de a

dequ

ao

c

ulpa

se

enco

ntra

m

satis

feita

s den

tro d

aque

le m

arco

. O q

ue p

ode

cont

inua

r a c

onsi

dera

r-se

insa

tisfe

ito

, por

vez

es,

o se

ntim

ento

ger

al d

e vi

ngan

a q

ue v

ive

na o

pini

o p

blic

a; m

as, c

omo

bem

not

a ZI

PF,

a pe

nite

nci

ria n

o

lug

ar a

dequ

ado

a da

r sa

tisfa

o

a um

tal

sen

timen

to .

.. (

Dire

ito P

enal

Po

rtug

us..

., 9

7, 1

02).

C

EREZ

O M

IR, e

m a

nota

o

ao a

rt 56

0 do

Pro

ject

o de

Ley

Org

nic

a de

198

2, ta

mb

m d

iz q

ue

a in

vest

iga

o c

rimin

olg

ica

j d

emon

stro

u qu

e um

a pe

na d

e pr

iva

o d

e lib

erda

de r

eal

supe

rior

a 15

ano

s .

.. de

stru

ye la

per

sona

lidad

dei

rec

luso

...(

Obs

erva

cion

es a

i Pro

ject

o de

Le

y O

rgn

ica

, in

Prob

lem

as f

unda

men

tale

s de

i de

rech

o pe

nal,

Tecn

os.M

adrid

, 198

2, 3

61).

No

mes

mo

sent

ido,

GIM

BER

NA

T O

RD

EIG

, loc

.cit.

, 79-

80.

O

mes

mo

limite

de

vint

e an

os s

urge

, por

exe

mpl

o, n

o pr

ojec

to d

e L

ey O

rgn

ica

dei C

dig

o Pe

nal

esp

anho

l, de

199

2.

O

nov

o C

dig

o Pe

nal

da G

uin

-Bis

sau

esta

bele

ce u

m l

imite

mx

imo

de 2

5 an

os,

...

sem

pr

eju

zo d

o qu

e se

vie

r a e

stab

elec

er s

obre

a p

riso

per

ptu

a...

(art

41

, n

1).

Igua

l lim

ite

es

tabe

leci

do n

a le

i pen

al d

e M

acau

(ar

t 4

1 , n

1)

. O C

P. d

e Es

panh

a es

tabe

lece

um

lim

ite

norm

al d

e vi

nte

anos

, m

as,

em c

erto

s ca

sos,

esse

lim

ite a

tinge

25

ou 3

0 an

os.

Um

a cu

rta

abor

dage

m d

o no

vo s

iste

ma

sanc

iona

trio

esp

anho

l po

de s

er e

ncon

trada

em

CER

EZO

MIR

, lo

c.ci

t., 8

58 s

s.. C

omo

j s

e re

feriu

, o P

roje

cto

cabo

-ver

dian

o de

198

0 es

tabe

leci

a um

lim

ite

mx

imo

de 1

5 an

os d

e pr

iso

. 40

C

fr. C

UN

HA

RO

DR

IGU

ES,

Crim

es c

ontra

o p

atrim

nio

- al

guns

pro

blem

as d

e ap

lica

o,

in

Jorn

adas

de

Dire

ito C

rimin

a!-

Reu

iso

do

Cd

igo

Pena

l (C

.E.J.

), I

Vol

ume,

Lis

boa,

199

6,

cits

., 50

ss..

De

nota

r que

, nom

eada

men

te, n

a A

lem

anha

se

perm

ite a

libe

rdad

e co

ndic

iona

l de

delin

quen

tes

cond

enad

os a

pris

o p

erp

tua,

cum

prid

os q

uinz

e an

os d

e pe

na;

as l

eis

pena

is e

pe

nite

nci

rias

de F

ran

a pr

eve

m a

lib

erta

o

cond

icio

nal

de c

onde

nado

s a

pris

o p

erp

tua

FUN

AD

A

AO

DIR

EITO

E JU

STI

A

48

me

perg

unta

m -

e is

so

-me

perg

unta

do m

uita

s ve

zes,

desi

gnad

amen

te p

or

jorn

alis

tas

se

cu

mpr

idos

qu

inze

an

os,

tem

po

que

aind

a po

de

ser

redu

zido

em

re

sulta

do

de

bom

co

mpo

rtam

ento

pris

iona

l; na

Bl

gica

, a

dura

o

md

ia d

e te

mpo

de

pris

o c

umpr

ido

por

delin

quen

tes

cond

enad

os a

pen

a de

mor

te o

u a

pena

de

traba

lhos

for

ados

per

ptu

os fo

i, en

tre

1980

e 1

989,

de

12 a

nos

e 8

mes

es, a

inda

seg

undo

regi

sto

de C

UN

HA

RO

DR

IGU

ES, h

aven

do

caso

s, co

mo

suce

deu

em 1

984,

em

que

aqu

ela

dura

o

md

ia s

e fic

ou p

or 9

ano

s e

7 m

eses

(lo

c.ci

t.,SI

).

ELEM

ENTO

PA

RA

O E

STU

DO

DE

C

DIG

O P

ENA

L D

E C

AB

O V

ERD

E

49

o no

vo C

dig

o ag

ravo

u ou

ate

nuou

as

pena

s, re

spon

do s

empr

e qu

e

uma

perg

unta

de

difc

il re

spos

ta.

Se a

tend

erm

os a

pena

s

mol

dura

pen

al d

os

crim

es e

m c

oncr

eto,

alg

umas

vez

es a

mol

dura

surg

e ag

rava

da, o

utra

s vez

es

aten

uada

, dep

ende

ndo,

em

regr

a, d

a na

ture

za d

os c

rimes

. Ten

denc

ialm

ente

, ag

rava

m-s

e as

pen

as p

ara

os c

rimes

con

tra a

s pe

ssoa

s e

aten

uam

-se

(rel

ativ

amen

te) p

ara

os c

rimes

con

tra o

pat

rimn

io. M

as is

so p

ode

no

ser

deci

sivo

, se

no

tom

arm

os e

m c

onta

out

ros

crit

rios

que

tm

a v

er o

u co

ndic

iona

m a

fix

ao

con

cret

a da

pen

a: p

or e

xem

plo,

o r

egim

e do

co

ncur

so d

e cr

imes

, os

mod

elos

de

qual

ifica

o

dos

tipos

-bas

e do

s cr

imes

(v

.gr,

no h

omic

dio

), a

tcn

ica

das

agra

va

es (

se a

trav

s da

mer

a ap

lica

o d

as r

egra

s da

Par

te G

eral

ou

med

iant

e a

cria

o,

na

Parte

Es

peci

al, d

e tip

os a

grav

ados

pel

o re

sulta

do o

u pr

ivile

giad

os),

os c

ritr

ios

de a

tenu

ao

da

pena

, ou,

at

, o r

egim

e da

libe

rdad

e co

ndic

iona

l ou

o da

de

sist

nci

a.

Out

ross

im, s

em p

rete

nder

pr

em

cau

sa o

sig

nific

ado

sim

blic

o e

o va

lor

de

adeq

ua

o do

lim

ite

das

pena

s s

ex

pect

ativ

as

e re

pres

enta

es

co

mun

itria

s, ta

mb

m

pra

ticam

ente

um

a ba

nalid

ade

de b

ase

a as

ser

o

de q

ue, d

e ac

ordo

com

MO

NTE

SQU

IEU

, o e

feito

de

prev

en

o te

m m

enos

a

ver

com

a s

ever

idad

e da

s pe

nas

do q

ue c

om u

ma

sua

efec

tiva

aplic

ao

em

tem

po a

dequ

ado

e nu

m p

roce

sso

expe

dito

, ra

zo

por

que,

sob

retu

do

quan

do a

que

sto

se

colo

ca e

m o

ptar

ent

re m

ais

um, d

ois

ou tr

s a

nos

a m

ais

ou a

men

os n

o lim

ite m

xim

o da

pen

a ap

licv

el e

m c

asos

de

crim

inal

idad

e gr

ave,

a r

espo

sta

se to

rne

quas

e irr

elev

ante

de

um p

onto

de

vist

a de

pol

tica

crim

inal

. Ist

o tu

do p

ara

dize

r qu

e, f

ace,

por

exe

mpl

o,

su

gest

o d

a C

.T.A

. de

faz

er s

ubir

a m

edid

a da

pen

a pr

evis

ta p

ara

o ho

mic

dio

FUN

AD

A

AO

DIR

EITO

E JU

STI

A

50

sim

ples

e o

qua

lific

ado

de, r

espe

ctiv

amen

te, 1

0 a

16 p

ara

12 a

18,

e d

e 15

a

25 p

ara

18 a

25,

a r

espo

sta

pode

ria s

er e

sta:

a a

ceita

o

dess

a pr

opos

ta

seria

pra

ticam

ente

irr

elev

ante

de

uma

pers

pect

iva

dos

prop

sito

s de

po

ltic

a cr

imin

al!4

1 . M

as -

o qu

e j

im

porta

nte

-no

ser

ia a

ceit

vel o

que

se

pro

pe

para

o li

mite

mn

imo

da p

ena:

15

e 18

ano

s, re

spec

tivam

ente

. O

limite

con

sagr

ado

no C

dig

o (e

no

Ant

epro

ject

o) j

mui

to e

leva

do,

parti

cula

rmen

te n

os c

asos

de

hom

icd

io a

grav

ado.

Ir

para

al

m d

isso

po

deria

impl

icar

, em

mui

tos

caso

s, br

igar

com

prin

cpi

os c

onst

ituci

onai

s, no

mea

dam

ente

, o d

e qu

e a

culp

a de

ve se

r um

lim

ite

pen

a e

su

a m

edid

a.

Esta

dep

ende

de

uma

infin

idad

e de

fac

tore

s e

circ

unst

nci

as l

igad

as

re

aliz

ao

do

fa

cto,

qu

e de

ver

o se

r po

nder

ados

no

m

omen

to

da

dete

rmin

ao

da

med

ida

conc

reta

da

pena

. Um

agr

avam

ento

, par

a al

m d

e ce

rtos

limite

s, do

mn

imo

pode

ria, p

or e

xem

plo,

difi

culta

r a

aplic

ao

da

regr

a da

ate

nua

o l

ivre

da

pena

, pon

do-a

em

con

flito

ou

tens

o c

om o

pr

inc

pio

da c

ulpa

42.

41

O

qu

e ac

ima

foi

dito

es

t

em

perf

eita

si

nton

ia

com

o

que,

po

r ex

empl

o,

defe

ndeu

FI

GU

EIR

EDO

DIA

S fa

ce a

pro

post

as s

imila

res

de a

umen

to d

os l

imite

s da

pen

a pa

ra o

ho

mic

dio

, em

deb

ates

com

par

lam

enta

res p

ortu

gues

es. O

pen

alis

ta p

ortu

gus

foi c

laro

num

seu

des

abaf

o;

...

se a

lgu

m p

egas

se n

este

pro

ject

o e

puse

sse

pena

s de

30

anos

, pe

nas

que

pulu

lam

por

toda

a E

urop

a...

Fale

mos

nom

eada

men

te d

a It

lia...

o

u fo

i, ag

ora

talv

ez j

tenh

a de

ixad

o de

ser

... u

m c

erto

mod

elo

de d

emoc

ratiz

ao

e d

e pa

rlam

enta

riza

o...

ess

e

obvi

amen

te u

m c

dig

o qu

e eu

, de

ntro

da

min

ha m

ods

tia,

recu

saria

in

limin

e. R

ecus

aria

a

pate

rnid

ade

de u

m ta

l cd

igo.

Ali

s, n

o

por

acas

o qu

e

aind

a o

cdi

go d

o fa

scis

mo.

.. s

o ra

ros

os e

stud

os ..

. de

corr

elac

iona

o,

nom

eada

men

te e

ntre

os

mx

imos

de

pena

s e

um e

feito

pr

even

tivo.

.. os

pr

prio

s es

tudi

osos

aca

bam

por

reco

nhec

er q

ue a

con

clus

o a

retir

ar

a d

e qu

e n

o po

dem

re

tirar

co

nclu

so

nenh

uma.

..

(in

Refo

rma

do

Cd

igo

Pena

l -

Trab

alho

s pr

epar

atr

ios,

vol.

II,

Col

qui

o pa

rlam

enta

r, ed

.da

Ass

embl

eia

da R

epb

lica,

Lis

boa,

199

5,

vol.I

II, 1

49-1

50).

C

urio

sam

ente

, o

Juiz

Con

selh

eiro

RA

UL

VA

REL

A e

nten

de q

ue n

o

...

exc

essi

vo o

ab

aixa

men

to d

a pe

na (n

o ho

mic

dio

sim

ples

) at

por

que

a so

cied

ade

cabo

verd

iana

de

hoje

no

go

sta

de p

enas

de

pris

o m

uito

ele

vada

s...

(lo

c.ci

t., 8

). A

lis,

si

ntom

tic

o qu

e, d

uran

te a

s se

sse

s de

deb

ate

pbl

ico

do A

ntep

roje

cto,

se

tenh

a de

fend

ido

quer

a id

eia

de q

ue a

mol

dura

pe

nal e

ra d

emas

iado

mod

erad

a, q

uer a

idei

a co

ntr

ria.

42

Nes

ta p

ersp

ectiv

a, c

fr. a

pos

io

do

Con

selh

eiro

SO

USA

E B

RIT

O,

in R

efor

ma

do C

dig

o Pe

nal..

., v

ol.II

I, 10

4 a

106.

ELEM

ENTO

PA

RA

O E

STU

DO

DE

C

DIG

O P

ENA

L D

E C

AB

O V

ERD

E

51

Leitu

ra p

artic

ular

men

te r

ecom

enda

da p

ara

a m

atr

ia e

xpos

ta e

m 2

.4--

JOR

GE

CA

RLO

S FO

NSE

CA

, Ref

orm

as P

enai

s...,

64-6

8. -

FIG

UEI

RED

O

DIA

S, D

irei

to P

enal

Por

tugu

s...

, 5

50 ss

., 35

9-36

1 e

96

ss.,

101

ss..

2.5.

O a

rt.

6.

do D

ecre

to L

egis

lativ

o qu

e ap

rovo

u o

novo

Cd

igo:

as

pena

s cum

ulat

ivas

de

pris

o e

mul

ta; a

con

vers

o d

a m

ulta

em

pri

so

2.5.

1. O

art.

6.

do

Dec

reto

Leg

isla

tivo

que

apro

vou

o C

dig

o Pe

nal

ocup

a-se

de

norm

as q

ue, n

uma

falta

de

sint

onia

com

o n

ovo

Cd

igo

Pena

l, ai

nda

prev

ejam

pen

as c

umul

ativ

as d

e pr

iso

e m

ulta

. No

n.

1, d

iz q

ue,

sem

pre

que

a pe

na d

e pr

iso

for s

ubst

itud

a po

r mul

ta, s

er

aplic

ada

uma

s

pena

equ

ival

ente

s

oma

da m

ulta

dire

ctam

ente

impo

sta

e da

que

res

ulta

r da

sub

stitu

io

da

pris

o, n

uma

form

ula

o q

ue, a

final

, se

apro

xim

a da

do

2.

do

art.

86

. do

vel

ho C

dig

o. O

n.

2 es

tabe

lece

que

a

plic

vel

mul

ta

nica

a q

ue s

e re

fere

o n

. 1

do p

rece

ito o

reg

ime

prev

isto

no

art.

70

. do

CP,

se

mpr

e qu

e se

trat

ar d

e m

ulta

s em

tem

po.

Reg

ime

de o

po

pe

lo s

iste

ma

dos

dias

de

mul

ta,

o qu

e pe

rmite

, de

um

a fo

rma

mai

s ad

equa

da,

adap

t-la

m

edid

a da

cul

pa d

o ag

ente

e

s su

as c

ondi

es

ec

onm

icas

, esb

aten

do, a

ssim

, as

habi

tuai

s cr

tica

s qu

anto

a u

ma

even

tual

di

scrim

ina

o d

as p

esso

as c

om m

enos

pos

ses,

nom

eada

men

te q

uand

o se

p

e o

prob

lem

a do

no

pag

amen

to e

sua

conv

ers

o em

pris

o43

.

43

V

eja-

se,

a pr

ops

ito,

MU

NO

Z C

ON

DE,

Pr

inc

pios

ins

pira

dore

s de

i nu

evo

Cd

igo

pena

l es

pano

l,

in R

evis

ta d

o M

inis

tri

o P

blic

o -

As r

efor

mas

pen

ais..

.cit.

, 26

-27;

HEL

ENO

C

LU

DIO

FR

AG

OSO

, Li

es

de D

irei

to P

enal

- Pa

rte

Ger

al, 2

.a ed

., Ed

itora

For

ense

, Rio

de

Jane

iro,

1991

, 31

4-31

5;

MU

NO

Z C

ON

DE/

GA

RC

A

AR

N

, ob

.cit.

, 57

3-57

4;

Ger

ardo

LA

ND

RO

VE

DIA

Z, L

as c

onse

qun

cias

jur

dic

as d

ei d

elito

, 3.

a ed

io

, B

osch

, B

arce

lona

, 19

84, 9

6 ss

.; FA

BB

RIN

IMIR

AB

ETE,

Man

ual

de d

ireito

pen

al, 1

, Atla

s, 6.

a ed

., S

o Pa

ulo,

19

91,2

69;

OTT

O T

RIF

FTER

ER,

Ost

erre

ichi

sche

s St

rafr

echt

- A

Hge

mei

ner

Teil,

Spr

inge

r-V

erla

g, W

ien,

198

5, 4

73 s

s.. C

fr.,

aind

a, J

OR

GE

CA

RLO

S FO

NSE

CA

, Ref

orm

as P

enai

s...,

69

ss..

FUN

AD

A

AO

DIR

EITO

E JU

STI

A

52

2.5.

2. S

em u

ma

preo

cupa

o

de p

rocu

ra e

xaus

tiva,

pud

emos

det

ecta

r al

guns

cas

os e

m q

ue s

e pr

ev

pris

o a

cres

cida

de

mul

ta: o

art.

62

., a

lnea

i)

do C

dig

o da

Est

rada

(na

reda

co

dad

a pe

lo D

ecre

to n

. 11

3/85

, de

19

de O

utub

ro, e

m v

igor

por

for

a do

art.

0 2.

do

Dec

reto

-Lei

n.

16/9

7, d

e 7

de A

bril)

, que

pre

v u

ma

pena

de

pris

o ef

ectiv

a at

1

ms

e m

ulta

de

5000

a

25 0

00 e

scud

os; o

art.

78

. da

Lei

n.

2/V

/96,

de

1 de

Jul

ho (

exer

cci

o ile

gal d

e ac

tivid

ade

banc

ria

), pr

ev

uma

pena

de

pris

o d

e 3

dias

at

doi

s an

os e

mul

ta d

e 1

000

000$

00 a

5 0

00 0

00$0

00, q

ue p

ode

ser

agra

vada

pa

ra a

pen

a de

pris

o d

e 2

a 8

anos

e m

ulta

de

2 00

0 00

0$00

a 1

0 00

0 00

0$00

; o a

rt.

9.,

b) d

a Le

i n.

8/V

/96,

de

11 d

e N

ovem

bro

(con

du

o so

b in

flun

cia

de

lcoo

l), p

rev

um

a pe

na d

e pr

iso

at

3 m

eses

e m

ulta

de

15 0

00$0

0, p

ara

alm

de

inib

io

da

facu

ldad

e de

con

duzi

r; o

art.

28.

, n.

2,

do

Dec

reto

Leg

isla

tivo

n.

9/97

, de

8 de

Mai

o (p

rote

co

fito

ssan

tria

), pr

ev

uma

pena

de

pris

o a

t 2

ano

s e

mul

ta d

e 5

000$

00 a

100

000

$00;

v

rios

artig

os (

71.,

72.

, 79

., 8

0.,

81.,

82.

, 84

., 8

5.,

86,

90.,

91

.94.

e

95)

do

Dec

reto

Leg

isla

tivo

n.

45/9

7, d

e 1

de J

ulho

, rel

ativ

o

prot

ec

o do

am

bien

te;

um c

onju

nto

de d

ispo

si

es c

ontid

as n

a Le

i n.

52

/V/9

8, d

e 11

de

Mai

o, re

lativ

a ao

mer

cado

de

valo

res m

obili

rio

s. 2.

5.3.

A q

uest

o d

ebat

ida

dura

nte

o C

urso

tem

a v

er c

om o

seg

uint

e: q

ue

solu

o

deve

ser

dad

a, n

as s

itua

es

em q

ue n

o h

aja

paga

men

to d

a m

ulta

(a

tal

mul

ta

nica

), n

o es

tand

o es

ta c

onta

biliz

ada

em

tem

po,

ist

o ,

pr

evis

ta n

o si

stem

a m

ulta

s-di

a? T

rata

n-do

-se

de

mul

tas

em te

mpo

, d

iz-

nos

o n.

2

do p

rece

ito q

ue s

e ap

lica

o no

vo C

dig

o Pe

nal (

art.0

70.

): a

se

nten

a q

ue c

onde

ne e

m

ELEM

ENTO

PA

RA

O E

STU

DO

DE

C

DIG

O P

ENA

L D

E C

AB

O V

ERD

E

53

mul

ta

cond

enar

em

pe

na

de

pris

o

alte

rnat

iva

...

pelo

te

mpo

co

rres

pond

ente

red

uzid

o a

dois

ter

os,

a se

r cu

mpr

ida

em c

aso

de n

o

paga

men

to, v

olun

trio

ou

coer

civo

, da

san

o p

ecun

iria

....

2.

5.4.

Com

pree

nde-

se a

sol

uo

. El

a

a m

ais

sim

ples

de

ser

aplic

ada

e co

rres

pond

e s

op

es

de p

olti

ca c

rimin

al q

ue f

unda

men

tam

as

regr

as d

a co

nver

so

da m

ulta

, enq

uant

o pe

na a

utn

oma

e qu

e de

ve e

star

ao

serv

io

de

uma

tam

bm

au

tno

ma

fun

o

polt

ico-

crim

inal

. O

qu

e de

ver

ac

onte

cer n

omea

dam

ente

nos

dom

nio

s da

peq

uena

e m

dia

crim

inal

idad

e,

na q

ualid

ade

de v

erda

deira

alte

rnat

iva

pe

na d

e pr

iso

, des

de q

ue fi

quem

, no

cas

o co

ncre

to, s

alva

guar

dada

s as e

xig

ncia

s de

prev

en

o44 .

Ente

nda-

se:

se,

com

a R

efor

ma,

se

acho

u co

nven

ient

e qu

e a

um c

rime

corr

espo

nda

ou p

ena

de p

riso

ou

pena

de

mul

ta, h

aven

do a

inda

(ou

no

futu

ro,

bem

que

sej

a ex

igv

el q

ue t

udo

se f

aa

para

no

hav

er)

pena

s cu

mul

ativ

as d

e pr

iso

e m

ulta

e s

endo

a p

rimei

ra c

onve

rtida

em

mul

ta,

ent

o, a

faz

er-s

e co

nver

so

em p

riso

, que

se

faa

em

ate

no

a r

egra

s e

crit

rios p

rpr

ios e

act

uais

vaz

ados

no

novo

Cd

igo.

2.

5.5.

O d

iplo

ma

de a

prov

ao

do

Cd

igo

j n

o

exp

lcito

par

a os

cas

os

em q

ue h

aja

prev

iso

de

pris

o e

mul

ta,

esta

ndo

esta

est

abel

ecid

a nu

m

mon

tant

e fix

o ou

em

qua

ntia

def

inid

a nu

m m

nim

o e

num

mx

imo,

com

o er

a po

ssv

el n

o m

bito

do

Cd

igo

de 1

886.

Na

verd

ade,

o a

rt.

63.

prev

qu

e a

pena

de

mul

ta c

onsi

sta

em

quan

tia d

eter

min

ada

ou a

fixa

r ent

re u

m

mn

imo

e um

mx

imo

decl

arad

os n

a le

i o

u em

qu

antia

pro

porc

iona

l aos

pr

oven

tos

do c

onde

nado

, pel

o te

mpo

que

a s

ente

na

fixar

at

doi

s an

os...

;

por s

eu la

do,

44

So

bre

a ev

olu

o d

a pe

na d

e m

ulta

e o

seu

sig

nific

ado

polt

ico-

crim

inal

, e s

ua c

arac

teriz

ao

do

gmt

ica

e po

ltic

o-cr

imin

al g

eral

, vej

a-se

FIG

UEI

RED

O D

IAS,

Dir

eito

Pen

al P

ortu

gus

...,

114

ss.;M

APE

LLI

CA

FFA

REN

A/T

ERR

AD

ILLO

S B

ASO

CO

, ob.

cit.,

159

ss..

A s

olu

o f

ora

adop

tada

j e

m C

abo

Ver

de, n

a L

ei d

as in

frac

es

fisc

ais a

duan

eira

s (L

IFA

).

FUN

AD

A

AO

DIR

EITO

E JU

STI

A

54

o ar

t. 1

23.

do d

iplo

ma

ora

revo

gado

pre

via

que,

no

prim

eiro

cas

o, a

m

ulta

pod

ia s

er c

onve

rtida

em

pris

o

por

tem

po c

orre

spon

dent

e;

no

segu

ndo

caso

, na

falta

de

bens

sufic

ient

es e

des

emba

raa

dos

, em

pris

o

ra

zo

de 5

0$00

por

dia

, no

exc

eden

do a

sua

dur

ao

doi

s an

os (t

rata

ndo-

se d

e cr

imes

). O

ra b

em: e

stan

do p

revi

sta

uma

pena

de

pris

o e

mul

ta, m

ulta

que

no

est

fix

ada

em d

ias,

no

send

o pa

ga e

sta.

.. co

mo

faze

r a c

onve

rso

? 2.

5.6.

A h

ipt

ese

de a

plic

ar a

regr

a do

Cd

igo

de 1

886

no

tem

sen

tido.

A

revo

ga

o n

o re

ssal

vou

a vi

gnc

ia d

as n

orm

as r

elat

ivas

c

onve

rso

da

mul

ta e

m p

riso

, nem

mes

mo

quan

do e

sto

em

cau

sa c

ontra

ven

es

(cfr

. su

pra

23.6

.).

Solu

es

com

o as

apr

esen

tada

s in

icia

lmen

te n

os d

ebat

es h

avid

os n

o C

urso

-

esta

bele

cer,

para

o c

aso

conc

reto

, um

mon

tant

e de

mul

ta p

or d

ia e

m

fun

o

da

situ

ao

do

co

nden

ado

- se

riam

cr

itic

veis

po

r al

gum

a ar

bitra

rieda

de:

vint

e es

cudo

s po

r di

a? Q

uare

nta?

Mil

escu

dos?

Se,

em

at

en

o

situ

ao

eco

nm

ica

do c

onde

nado

, fix

sse

mos

um

mon

tant

e/di

a pe

lo m

nim

o ou

per

to d

isso

, est

ara

mos

a m

axim

izar

, ten

denc

ialm

ente

, o

nm

ero

de d

ias d

e pr

iso

. 2.

5.7.

Com

o j

o d

iss

ram

os, a

pro

psi

to d

as c

ontra

ven

es,

advo

gam

os

esta

sol

uo

: hav

endo

a p

revi

so

de p

riso

e m

ulta

, no

sen

do e

sta

fixad

a em

dia

s, n

o ca

be a

apl

ica

o d

o re

gim

e do

nov

o C

dig

o, c

onst

ante

do

art.

70.

; a

par

te d

a pe

na q

ue c

onsi

sta

em p

riso

(en

treta

nto,

sub

stitu

da

por

mul

ta, q

ue n

o

pag

a) c

umpr

irse-

...

com

o pr

iso

, na

exac

ta m

edid

a em

que

foi

con

dena

do o

age

nte,

val

endo

, ent

o, a

reg

ra d

o no

vo C

dig

o qu

e

idn

tica

do

ant

igo

Cd

igo

(art.

52

., n

. 3)

45.

A m

ulta

que

foi

ap

licad

a di

rect

amen

-

45

C

fr. J

OR

GE

CA

RLO

S FO

NSE

CA

, Ref

orm

as P

enai

s...,

70.

ELEM

ENTO

PA

RA

O E

STU

DO

DE

C

DIG

O P

ENA

L D

E C

AB

O V

ERD

E

55

te, e

nqua

nto

tal,

a ac

resc

er

pris

o -

e f

ixad

a em

mon

tant

e fix

o ou

ent

re

um m

nim

o e

um m

xim

o - a

pena

s po

der

ser

cob

rada

coe

rciv

amen

te, n

os

term

os d

as le

is d

e ex

ecu

o; n

o s

er

obje

cto

de c

onve

rso

em

pris

o.

a

solu

o

que

se a

pres

enta

com

o a

mai

s ad

equa

da d

o po

nto

de v

ista

de

crit

rios

de l

egal

idad

e e,

sob

retu

do,

das

op

es d

e po

ltic

a cr

imin

al q

ue

dita

ram

a s

olu

o c

onst

ante

do

Cd

igo

de 2

004:

a d

e n

o ha

ver,

em c

aso

algu

m,

mul

ta c

umul

ativ

a co

m p

riso

. Si

gnifi

cativ

o

o fa

cto

de,

em

Portu

gal,

o di

plom

a qu

e pr

oced

eu

rev

iso

do

Cd

igo

Pena

l de

198

2 (D

ecre

to-L

ei n

. 48

/95,

de

15 d

e M

aro

) ex

plic

itam

ente

est

abel

ecer

que

n

unca

ser

fix

ada

pris

o s

ubsi

dir

ia

s pe

nas

de m

ulta

em

qua

ntia

pr

evis

tas

em l

egis

la

o av

ulsa

(a

rt.

5.)

. D

iplo

ma

que,

exa

ctam

ente

co

mo

o de

apr

ova

o d

o C

dig

o ca

bo-v

erdi

ano,

tam

bm

pre

via

solu

es

co

mo

as c

onst

ante

s do

nos

so j

cita

do a

rt.

6.

(n.s

1 e

2).

Sem

dv

ida,

po

is,

que

a so

lu

o qu

e pr

opom

os e

fun

dam

ent

mos

foi

a p

ensa

da p

elo

legi

slad

or c

abo-

verd

iano

que

se

ter

olv

idad

o de

a e

xplic

itar c

omo

o fe

z o

legi

slad

or p

ortu

gus

. 2.

5.8.

Nat

ural

men

te q

ue a

mes

ma

solu

o

vale

r p

ara

as si

tua

es e

m q

ue

pr

evis

ta a

pena

s pe

na d

e m

ulta

(e,

no

, pris

o e

mul

ta)

e es

ta n

o

fix

ada

em d

ias

(em

tem

po)

. Ali

s, j

def

end

ram

os e

sta

posi

o

a pr

ops

ito d

o re

gim

e da

s con

trave

ne

s (su

pra,

2.3

.6.).

2.

6. O

art

. 7.

do

Dec

reto

Leg

isla

tivo

de a

prov

ao

do

Cd

igo:

a

susp

ens

o da

exe

cu

o da

pen

a de

pri

so

e m

ulta

O

art.

7.

do

Dec

reto

Leg

isla

tivo

n.

4/20

03 d

iz a

inda

que

, en

quan

to

vigo

rare

m n

orm

as q

ue p

reve

jam

cum

ulat

ivam

ente

pen

as d

e pr

iso

e m

ulta

, a

susp

ens

o da

exe

cu

o da

pris

o d

ecre

tada

pel

o tri

buna

l no

abr

ange

a

pena

de

mul

ta. T

amb

m a

qui,

uma

prev

iso

nor

mat

iva

trans

itria

idn

tica

do

dip

lom

a qu

e ap

rovo

u a

revi

so

do C

P. e

m 1

995

(tam

bm

art.

7.)

.

FUN

AD

A

AO

DIR

EITO

E JU

STI

A

56

Com

pree

nde-

se a

sol

uo

. O n

ovo

Cd

igo

(art.

53

-),

cont

raria

men

te a

o de

188

6 (a

rt.

88.)

, ape

nas p

rev

a fi

gura

de

susp

ens

o da

exe

cu

o pa

ra a

pe

na d

e pr

iso

, por

se

ter e

nten

dido

no

val

erem

par

a a

mul

ta a

s ra

zes

de

polt

ica

crim

inal

que

jus

tific

am,

em c

erta

s si

tua

es,

a n

o ex

ecu

o d

a pe

na d

e pr

iso

. Pod

endo

o a

gent

e pa

gar a

mul

ta, a

sus

pens

o d

a ex

ecu

o

colo

caria

a s

an

o (e

tra

ta-s

e de

um

a sa

no

alte

rnat

iva,

na

filos

ofia

do

novo

Cd

igo)

...

aba

ixo

do li

mia

r mn

imo

da p

reve

no

de

inte

gra

o4

6 . O

utro

ssim

, em

cas

os d

e im

poss

ibili

dade

de

paga

men

to,

desa

pare

ceria

o

efei

to e

spec

ial-p

reve

ntiv

o (in

timid

ao

ind

ivid

ual

de q

ue,

prat

icad

o um

no

vo c

rime

ou v

iola

dos

os d

ever

es q

ue c

ondi

cion

aram

a a

plic

ao

da

med

ida,

cum

prir

a p

ena

de p

riso

) lig

ado

su

spen

so

da p

ena

de p

riso

. D

emai

s a

mai

s, o

Cd

igo

prev

,

para

hi

pte

ses

de

dific

ulda

de

ou

impo

ssib

ilida

de d

e pa

gam

ento

da

mul

ta,

mes

mo

depo

is d

e pr

ofer

ida

sent

ena

, so

lu

es c

omo

as d

e re

du

o ou

ise

no

da

pena

(ar

t. 6

9.)

. A

ssim

, n

o ha

veria

ra

zes

pa

ra

acol

him

ento

de

um

a ta

l fig

ura

sanc

iona

tria

par

a a

mul

ta.

E, p

or t

udo

quan

to d

isse

mos

e r

esul

ta d

as

solu

es

pre

vist

as n

o C

dig

o, n

o v

emos

que

se

just

ifica

sse

uma

solu

o

com

o a

que

cons

ta d

o n.

3

do a

rt.

49.

do C

dig

o Pe

nal

portu

gus

(p

ossi

bilid

ade

de s

uspe

nso

da

exec

uo

da

pena

de

pris

o s

uced

nea

da

mul

ta)4

7 . Le

itura

par

ticul

arm

ente

reco

men

dada

par

a a

mat

ria

exp

osta

em

2.5e

2.6.

-

FIG

UEI

RED

O D

IAS.

Dire

ito P

enal

Por

tugu

s...

,

116

a 16

2,11

4-13

7e

508

a 5

49,3

37-3

59.

- JO

RG

E C

AR

LOS

FON

SEC

A, R

efor

mas

Pen

ais..

., 69

-71.

46

FI

GU

EIR

EDO

DIA

S, D

ireito

Pen

al P

ortu

gus

...,

154

, 132

. 47

ID

EM, i

bide

m, 1

32-1

33.

ELEM

ENTO

PA

RA

O E

STU

DO

DE

C

DIG

O P

ENA

L D

E C

AB

O V

ERD

E

57

FUN

AD

A

AO

DIR

EITO

E JU

STI

A

58

Dec

reto

Leg

isla

tivo

n.4

/200

3 de

18

de N

ovem

bro

PR

EM

BU

LO

hoje

ind

iscu

tvel

a a

firm

ao

de

que

o C

dig

o Pe

nal,

mai

s do

que

qu

alqu

er

outro

co

njun

to

de

norm

as,

corp

oriz

a as

re

gras

b

sica

s de

co

nviv

nci

a de

um

a co

mun

idad

e al

icer

ada

s na

quel

e m

nim

o t

ico

acei

te

por u

ma

soci

edad

e, n

o s

pe

lo ti

po e

nat

urez

a de

san

es

que

con

tm

mas

ig

ualm

ente

pel

a se

lec

o d

os b

ens

jurd

icos

que

faz

, enf

im, p

elo

ide

rio

polt

ico-

crim

inal

que

atra

vess

a e

d c

onsi

stn

cia

a to

do o

seu

tec

ido

norm

ativ

o.

O C

dig

o Pe

nal

vige

nte

em C

abo

Ver

de

bas

icam

ente

o C

dig

o Pe

nal

Portu

gus

de

1886

, e,

em

boa

par

te,

o de

185

2, c

om a

s al

tera

es

co

nsta

ntes

de

algu

mas

refo

rmas

a p

arce

lare

s le

vada

s a

cabo

em

Por

tuga

l, e

torn

adas

ext

ensi

vas

ao e

nto

Ultr

amar

, e

mui

to l

ocal

izad

as e

peq

uena

s al

tera

es

impo

stas

pel

o le

gisl

ador

cab

o-ve

rdia

no, a

ps a

inde

pend

nci

a do

pa

s.

De

mai

s a

mai

s se

mpr

e se

con

side

ra s

er o

Cd

igo

Pena

l um

ver

dade

iro

"ter

mm

etro

" da

evo

lu

o po

ltic

a, p

ara

real

ar

o es

treito

vn

culo

ent

re a

s m

udan

as d

e re

gim

e po

ltic

o e

o C

dig

o Pe

nal.

Ora

, no

noss

o ca

so, m

ant

m-s

e, n

o es

senc

ial,

um C

dig

o do

Sc

ulo

XIX

, qu

e n

o ,

nem

pod

ia se

r um

Cd

igo

que

refle

ctis

se, d

e

ELEM

ENTO

PA

RA

O E

STU

DO

DE

C

DIG

O P

ENA

L D

E C

AB

O V

ERD

E

59

algu

m m

odo,

os

valo

res

prp

rios

de u

m E

stad

o de

dire

ito m

oder

no,

sabe

ndo-

se, c

omo,

se

sabe

, que

o d

ireito

pen

al

a p

arce

la d

o or

dena

men

to

jurd

ico

que

mai

s at

inn

cia

tem

com

a m

atr

ia d

e di

reito

s, lib

erda

des

e ga

rant

ias

indi

vidu

ais,

e qu

e um

Est

ado

de D

ireito

Dem

ocr

tico

no

pode

m

anej

ar o

s in

stru

men

tos

puni

tivos

com

os

mes

mos

crit

rio

s co

m q

ue o

faz

um si

stem

a de

pod

er a

utor

itrio

. Se

pen

sarm

os q

ue n

os

ltim

os v

inte

e s

ete

anos

suc

edeu

a in

depe

ndn

cia

do p

as

e oc

orre

u um

a m

udan

a n

o re

gim

e, q

ue d

esde

199

2 te

mos

um

a no

va C

onst

itui

o, a

qua

l ins

titui

um

Est

ado

de D

ireito

Dem

ocr

tico

e qu

e de

fine

um c

onju

nto

de n

orm

as e

prin

cpi

os a

obs

erva

r pe

lo l

egis

lado

r or

din

rio, n

omea

dam

ente

no

dom

nio

pen

al, f

icar

cl

ara

a ne

cess

idad

e de

um

a re

form

a ur

gent

e e

glob

al d

o ve

lho

cdi

go q

ue a

inda

vig

ora

entre

ns

. Es

sa re

form

a ju

stifi

ca-s

e, p

ois,

porq

ue:

a) A

s no

rmas

rel

ativ

as

quilo

a q

ue s

e ch

ama

dout

rina

gera

l do

crim

e m

ostra

m-s

e co

mpl

etam

ente

des

actu

aliz

adas

, fac

e

evol

uo

da

dogm

tic

a ju

rdic

o-pe

nal;

b) A

s co

ndi

es

soci

ais,

econ

mic

as, c

ultu

rais

e p

olti

cas

de C

abo

Ver

de

nada

tm

j a

ver

com

o s

culo

XIX

; c)

O p

rpr

io p

ensa

men

to j

urd

ico-

pena

l, na

s in

ten

es

polt

ico-

crim

inai

s fu

ndam

enta

is q

ue c

onte

ndem

dire

ctam

ente

com

as

parte

s es

peci

ais

dos

cdi

gos p

enai

s, m

odifi

cou-

se p

rofu

nda

e ra

dica

lmen

te;

d) A

par

te E

spec

ial,

nem

de

perto

,nem

de

long

e el

eva

ca

tego

ria d

e be

ns

jurd

ico-

pena

is o

s val

ores

que

a c

omun

idad

e po

litic

amen

te o

rgan

izad

a ho

je

exig

e co

mo

esse

ncia

is

sua

afirm

ao

e su

bsis

tnc

ia.

Ass

im,

Con

vind

o ap

rova

r um

nov

o C

dig

o-Pe

nal e

, con

sequ

ente

men

te, p

roce

de

re

voga

o

do D

ecre

to d

e 16

de

Sete

mbr

o de

188

6 e

as a

ltera

es

bem

co

mo

toda

s as

dis

posi

es

lega

is c

ontid

as e

m le

is a

vuls

as q

ue p

rev

em e

pu

nem

fact

os in

crim

inad

os p

elo

novo

dip

lom

a

FUN

AD

A

AO

DIR

EITO

E JU

STI

A

60

Ao

abrig

o da

aut

oriz

ao

legi

slat

iva

conc

edid

a pe

la L

ei n

. 24

/ VI/2

003,

de

21 d

e Ju

lho;

N

o us

o da

fac

ulda

de c

onfe

rida

pela

aln

ea b

) do

n.

2 do

arti

go 2

03

da

Con

stitu

io

, o G

over

no d

ecre

ta o

segu

inte

:

Art

igo

l.

(Apr

ova

o)

ap

rova

do o

Cd

igo

Pena

l, qu

e fa

z pa

rte d

o pr

esen

te D

ecre

to-L

egis

lativ

o.

A

rtig

o 2.

(A

ltera

es

) 1.

Fic

am a

ltera

das

para

os

limite

s m

nim

o e

mx

imo

fixad

os n

o ar

tigo

51,

do C

dig

o Pe

nal,

toda

s as

pen

as d

e Pr

iso

que

tenh

am d

ura

o in

ferio

r ou

supe

rior a

os li

mite

s a e

stab

elec

idos

. 2.

Fic

am a

ltera

das p

ara

os li

mite

s mn

imos

e m

xim

os re

sulta

ntes

do

artig

o 67

, n.

1,

do

Cd

igo

Pena

l, to

das

as p

enas

de

mul

ta c

omin

adas

em

lei

s pe

nais

, de

dura

o

ou q

uant

itativ

o in

ferio

res

ou s

uper

iore

s ao

s lim

ites

a

fixad

os.

A

rtig

o 3.

(R

emis

ses

) C

onsi

dera

m-s

e ef

ectu

adas

par

a as

cor

resp

onde

ntes

dis

posi

es

do

novo

C

dig

o Pe

nal,

toda

s as

rem

iss

es f

eita

s pa

ra n

orm

as d

o C

dig

o an

terio

r co

ntid

as e

m le

is p

enai

s avu

lsas

.

Art

igo

4-

(Rev

oga

es)

C

om e

xcep

o

das

norm

as r

elat

ivas

a c

ontra

ven

es,

so

revo

gado

s o

Cd

igo

Pena

l, ap

rova

do p

elo

Dec

reto

de

16 d

e Se

tem

bro

de 1

886

e to

das

as d

ispo

si

es le

gais

que

pre

vem

e p

unem

fact

os in

crim

inad

os p

elo

novo

C

dig

o Pe

nal,

nom

eada

men

te:

ELEM

ENTO

PA

RA

O E

STU

DO

DE

C

DIG

O P

ENA

L D

E C

AB

O V

ERD

E

61

a) O

Dec

reto

-Lei

n.

39.6

88,

de 5

de

Junh

o de

195

4,qu

e ap

rovo

u a

cham

ada

refo

rma

de 5

4 e

aplic

ada

ao U

ltram

ar,

com

alte

ra

es p

elos

ar

tigos

16

e 1

7 d

o D

ecre

to-L

ei n

. 39

.997

, de

29 d

e D

ezem

bro

de 1

954;

b)

O D

ecre

to-L

ei 3

9.99

8, d

e 29

de

Dez

embr

o de

195

4, d

irect

amen

te

aplic

vel

ao

Ultr

amar

, al

tero

u os

arti

gos

141

e 1

50

do C

dig

o, n

o co

ncer

nent

e ao

s crim

es c

ontra

a se

gura

na

do E

stad

o;

c) O

Dec

reto

-Lei

401

66, d

e 18

de

Mai

o de

195

5, e

bem

ass

im, a

Por

taria

n.

15.

989,

de

08 d

e O

utub

ro d

e 19

56, q

ue o

man

da a

plic

ar a

o U

ltram

ar;

d) O

Dec

reto

-Lei

n.

4107

4,de

17

de A

bril

de 1

957,

e be

m a

ssim

, a P

orta

ria

1631

5, d

e 07

de

Junh

o de

195

7, q

ue o

man

da a

plic

ar a

o U

ltram

ar;

e) O

Dec

reto

-Lei

n.

184/

72, d

e 31

de

Mai

o e

bem

ass

im, a

Por

taria

n.

342/

74 d

e 29

de

Mai

o qu

e o

man

dou

aplic

ar a

o U

ltram

ar;

f) O

Dec

reto

-Lei

n.

37/7

5, d

e 18

de

Out

ubro

; g)

O D

ecre

to-L

ei n

. 32

/77,

de

14 d

e M

aio;

h)

O D

ecre

to-L

ei n

. 78

/78,

de

16 d

e Se

tem

bro

e be

m a

ssim

, o D

ecre

to-L

ei

n. 1

30/8

7, d

e 12

de

Dez

embr

o;

i) O

Dec

reto

-Lei

n.

78/7

9, d

e 25

de

Ago

sto,

e b

em a

ssim

, o D

ecre

to-L

ei

n. 1

29/8

7, d

e 12

de

Dez

embr

o;

j) O

Dec

reto

-Lei

n.

142/

87, d

e 19

de

Dez

embr

o;

k) A

Lei

n.

20/IV

/91,

de

30 d

e D

ezem

bro;

l)

O D

ecre

to-L

ei L

egis

lativ

o n.

4/9

7, d

e 28

de

Abr

il;

m) A

Lei

81/

V/9

8, d

e 07

de

Dez

embr

o.

A

rtig

o 5.

(N

orm

as r

elat

ivas

a c

ontr

aven

es

) M

ant

m-s

e em

vig

or a

s no

rmas

de

dire

ito s

ubst

antiv

o e

proc

essu

al

rela

tivas

s

cont

rave

ne

s ap

lican

do-s

e, p

orem

aos

lim

ites

da m

ulta

e

pr

iso

em

sua

alte

rnat

iva,

as d

ispo

si

es d

o no

vo C

dig

o Pe

nal.

FUN

AD

A

AO

DIR

EITO

E JU

STI

A

62

Art

igo

6.

(Pen

as c

umul

ativ

as d

e pr

iso

e m

ulta

) 1.

Enq

uant

o vi

gora

rem

nor

mas

que

pre

veja

m p

enas

cum

ulat

ivas

de

pris

o

e m

ulta

sem

pre

que

a pe

na d

e pr

iso

for s

ubst

itud

a po

r mul

ta se

r a

plic

ada

uma

s p

ena

equi

vale

nte

so

ma

da m

ulta

dire

ctam

ente

impo

sta

e da

que

re

sulta

r da

subs

titui

o

da p

riso

. 2.

a

plic

vel

o r

egim

e pr

evis

to n

o ar

tigo

70

do C

dig

o Pe

nal

m

ulta

n

ica

resu

ltant

e do

que

dis

pe

o nu

mer

o an

terio

r, se

mpr

e qu

e se

trat

ar d

e m

ulta

s em

tem

po.

A

rtig

o 7.

(S

uspe

nsa

da e

xecu

o

da p

ena)

En

quan

to v

igor

arem

nor

mas

que

pre

veja

m c

umul

ativ

amen

te p

enas

de

pris

o e

mul

ta, a

sus

pens

o d

a ex

ecu

o d

a pe

na d

e pr

iso

dec

reta

da p

elo

Trib

unal

no

abr

ange

a p

ena

de m

ulta

.

Art

igo

8.

(Reg

ime

pena

l esp

ecia

l par

a jo

vens

) Le

i esp

ecia

l det

erm

inar

o

regi

me

pena

l a se

r apl

icad

os a

os jo

vens

de

idad

e co

mpr

eend

ida

entre

16

e 21

ano

s qu

e se

jam

age

ntes

de

fact

o qu

alifi

cado

co

mo

crim

e.

A

rtig

o 9.

(D

ivul

ga

o do

Cd

igo

Pena

l) O

Dep

arta

men

to g

over

nam

enta

l res

pons

vel

pel

a r

ea d

a Ju

sti

a pr

oced

er

m

ais a

mpl

a di

vulg

ao

do

Cd

igo

Pena

l ora

apr

ovad

o.

A

rtig

o 10

(E

ntra

da e

m v

igor

) O

Cd

igo

Pena

l e

os a

rtigo

s 2.

a

8.

do p

rese

nte

Dec

reto

Leg

isla

tivo

entra

m e

m v

igor

a 1

de

Julh

o de

200

4.

ELEM

ENTO

PA

RA

O E

STU

DO

DE

C

DIG

O P

ENA

L D

E C

AB

O V

ERD

E

63

Vis

to e

apr

ovad

o em

Con

selh

o de

Min

istro

s. Jo

s M

aria

Per

eira

Nev

es -

Cri

stin

a Fo

ntes

Lim

a Pr

omul

gado

em

17

de N

ovem

bro

de 2

003

Publ

ique

-se.

O

PR

ESID

ENTE

DA

REP

UB

LIC

A, P

edro

Ver

ona

Rodr

igue

s Pir

es

Refe

rend

ado

em 1

7 de

Nov

embr

o de

200

3 O

Prim

eiro

-Min

istro

, Jo

s M

aria

Per

eira

Nev

es

/ColorImageDict > /JPEG2000ColorACSImageDict > /JPEG2000ColorImageDict > /AntiAliasGrayImages false /CropGrayImages true /GrayImageMinResolution 300 /GrayImageMinResolutionPolicy /OK /DownsampleGrayImages true /GrayImageDownsampleType /Bicubic /GrayImageResolution 300 /GrayImageDepth -1 /GrayImageMinDownsampleDepth 2 /GrayImageDownsampleThreshold 1.50000 /EncodeGrayImages true /GrayImageFilter /DCTEncode /AutoFilterGrayImages true /GrayImageAutoFilterStrategy /JPEG /GrayACSImageDict > /GrayImageDict > /JPEG2000GrayACSImageDict > /JPEG2000GrayImageDict > /AntiAliasMonoImages false /CropMonoImages true /MonoImageMinResolution 1200 /MonoImageMinResolutionPolicy /OK /DownsampleMonoImages true /MonoImageDownsampleType /Bicubic /MonoImageResolution 1200 /MonoImageDepth -1 /MonoImageDownsampleThreshold 1.50000 /EncodeMonoImages true /MonoImageFilter /CCITTFaxEncode /MonoImageDict > /AllowPSXObjects false /CheckCompliance [ /None ] /PDFX1aCheck false /PDFX3Check false /PDFXCompliantPDFOnly false /PDFXNoTrimBoxError true /PDFXTrimBoxToMediaBoxOffset [ 0.00000 0.00000 0.00000 0.00000 ] /PDFXSetBleedBoxToMediaBox true /PDFXBleedBoxToTrimBoxOffset [ 0.00000 0.00000 0.00000 0.00000 ] /PDFXOutputIntentProfile () /PDFXOutputConditionIdentifier () /PDFXOutputCondition () /PDFXRegistryName () /PDFXTrapped /False

/Description > /Namespace [ (Adobe) (Common) (1.0) ] /OtherNamespaces [ > /FormElements false /GenerateStructure false /IncludeBookmarks false /IncludeHyperlinks false /IncludeInteractive false /IncludeLayers false /IncludeProfiles false /MultimediaHandling /UseObjectSettings /Namespace [ (Adobe) (CreativeSuite) (2.0) ] /PDFXOutputIntentProfileSelector /DocumentCMYK /PreserveEditing true /UntaggedCMYKHandling /LeaveUntagged /UntaggedRGBHandling /UseDocumentProfile /UseDocumentBleed false >> ]>> setdistillerparams> setpagedevice