Código do Imposto de Selo Cabo Verde

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<p> 1. Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008 I Srie Nmero 45BOLETIM OFICIAL SUMRIOCONSELHO DE MINISTROS:Resoluo n 40/2008:Aprova o Plano de Gesto do Parque Natural de Serra Malagueta, ASSEMBLEIA NACIONAL: Ilha de Santiago.Resoluo n 41/2008:Lei n 33/VII/2008:Aprova o Plano de Gesto do Parque Natural do Monte Gordo, Ilha Aprova o Cdigo do Imposto de Selo.de So Nicolau.K8W6Z2D4-28080Y21-9I3F0R4U-7G3A5P4Q-0A3N4V3V-29N3BREI-7M0A9R3N-254TGCJO 2. 744 ISRIE NO 45 B. O. DA REPBLICA DE CABO VERDE 8 DE DEZEMBRO DE 2008 ASSEMBLEIA NACIONAL 3. At ao termo do ms de Janeiro de 2009, o membro do Governo responsvel pela rea das Finanas aprovar,por portaria, o modelo de formulrio ocial, em suporte de papel ou em suporte electrnico, a que se refere o artigo Lei n. 33/VII/1200829 do Cdigo, bem como o modelo ocial da declaraode 8 de Dezembro anual a que se refere o artigo 32 do Cdigo.Artigo 4Por mandato do Povo, a Assembleia Nacional decreta,nos termos da alnea b) do artigo 174 da Constituio,Regime transitrioo seguinte: 1. O Cdigo do Imposto de Selo aplica-se s operaes Artigo 1 nanceiras, operaes societrias, transmisses patri- Aprovao moniais e actos jurdicos documentados tributveis que ocorram aps a sua entrada em vigor. aprovado o Cdigo do Imposto de Selo, bem como aTabela anexa, que dele faz parte integrante. 2. Para efeitos do disposto no nmero anterior, conside- ra-se nova concesso de crdito ou prestao de garantia Artigo 2 toda aquela que, tendo originariamente ocorrido antes da Normas revogatrias entrada em vigor do presente Cdigo, sofra prorrogao no automtica alm de 1 de Janeiro de 2010.1. A partir da entrada em vigor do presente diploma 3. A partir de 1 de Janeiro de 2010 ca sujeita tri-so revogados: butao, nos termos do presente Cdigo, a utilizao dea) O Regulamento do Imposto de Selo aprovado pelocrdito sob a forma de conta corrente que tenha sidoDiploma Legislativo n 1193, de 29 de Outubroconcedido por meio de contrato celebrado antes da suade 1954; entrada em vigor.Artigo 5b) A Tabela do Imposto de Selo aprovada pelo Despacho do Ministro das Finanas de 20 deEntrada em vigor Dezembro de 1993; O Cdigo do Imposto de Selo entra em vigor no dia 1c) Os artigos 55 a 63 e o artigo 178 do Cdigo dasde Janeiro de 2009.Custas Judiciais, o artigo 14 da Tabela deCustas no Contencioso Administrativo e as Aprovada em 29 de Outubro de 2008.disposies das Custas Judiciais do TrabalhoO Presidente da Assembleia Nacional, Aristides Rai-contrrias ao disposto no presente diploma;mundo Limad) Os artigos 14 a 22 do Decreto-Lei n 34/2004,Promulgada em 21 de Novembro de 2008 de 9 de Agosto. Publique-se.2. Mantm-se em vigor os benefcios scais e as isenesde natureza subjectiva relativos ao imposto de selo que O Presidente da Repblica, PEDRO VERONAo presente diploma no revogue expressamente, assimRODRIGUES PIREScomo os que resultem de obrigaes internacionais assu-Assinada em 24 de Novembro de 2008midas pelo Estado de Cabo Verde.O Presidente da Assembleia Nacional, Aristides Rai-3. Sem prejuzo da revogao prevista na alnea d) do mundo Liman. 1, a emisso de letras e livranas continua subordi-nada ao disposto nos artigos 1 a 13 do Decreto-Lei nANEXO34/2004, de 9 de Agosto, bem como na Portaria n 65/2005,de 5 de Dezembro. CDIGO DO IMPOSTO DE SELO Artigo 3 PARTE IEstampilhas scais e formulrio de pagamentoPARTE GERAL1. Sem prejuzo da regra transitria prevista no n-Artigo 1mero seguinte, a partir de 1 de Janeiro de 2009 consi-Incidncia objectivaderam-se abolidas as estampilhas scais, cessando deimediato a sua venda ao pblico e passando o pagamento 1. O imposto de selo incide sobre as operaes nancei-do imposto de selo a fazer-se integralmente por meio deras, operaes societrias, transmisses patrimoniais eformulrio ocial, em conformidade com o disposto no actos jurdicos documentados previstos na parte especialartigo 29 do Cdigo.do presente Cdigo.2. At ao termo do ms de Janeiro de 2009 transi-2. Ficam fora do mbito de sujeio do imposto de selotoriamente permitido o pagamento do imposto por meio as operaes sujeitas ao imposto sobre o valor acrescen-de estampilha scal. tado e dele no isentas. K8W6Z2D4-28080Y21-9I3F0R4U-7G3A5P4Q-0A3N4V3V-29N3BREI-7M0A9R3N-254TGCJO 3. I SRIE NO 45 B. O. DA REPBLICA DE CABO VERDE 8 DE DEZEMBRO DE 2008 745Artigo 2Artigo 6Incidncia subjectivaValor tributvel1. Constituem sujeitos passivos as pessoas que, sendo1. Sem prejuzo do disposto nos nmeros seguintes, odenidas como tal pela parte especial do presente Cdigo, valor tributvel dos actos, operaes e transmisses su-cam obrigadas liquidao e pagamento do impostojeitos a imposto de selo o que resulta da parte especialde selo.do presente Cdigo.2. Sempre que a parte especial do presente Cdigo 2. tributao das transmisses patrimoniais de benso preveja, o imposto de selo deve ser objecto de reper- imveis aplicam-se as regras de determinao da matriacusso pelo sujeito passivo, cabendo s pessoas a que o tributvel do Regulamento do Imposto nico sobre oCdigo se refere suportar o encargo econmico inerentePatrimnio.ao imposto. 3. Nos contratos de valor indeterminado, a determi-nao do valor tributvel efectuada pelas partes, de3. Sem prejuzo das regras previstas no Cdigo Geralacordo com os critrios neles estipulados ou, na sua falta,Tributrio, so solidariamente responsveis com o sujeitosegundo juzos de equidade.passivo pelo pagamento do imposto as pessoas que soframa repercusso do imposto e todas aquelas que interve- 4. Sempre que os elementos necessrios determinaonham nos actos, operaes e transmisses tributveisdo valor tributvel sejam expressos em moeda diferenteou recebam os ttulos ou documentos que lhes sirvam deda moeda nacional, a equivalncia em escudos estabele-suporte, sempre que tenham colaborado dolosamente nacer-se- pela aplicao da taxa de cmbio de venda xadafalta de liquidao ou entrega do imposto.pelo Banco de Cabo Verde, podendo os sujeitos passivosoptar para este efeito pela adopo da taxa do dia em4. Para efeitos do presente Cdigo, consideram-se que o imposto se torne devido ou pela adopo da taxaresidentes em territrio nacional as pessoas denidas do primeiro dia til do respectivo ms.como tal pelo Regulamento do Imposto nico sobre osRendimentos.5. Sempre que os elementos necessrios determinaodo valor tributvel se apresentem em espcie, a equiva-Artigo 3lncia pecuniria desses bens estabelecer-se-, sucessi-Incidncia territorialvamente, em funo do preo tabelado ocialmente, dacotao ocial de compra, do preo de bens semelhantesO imposto de selo incide sobre os actos, operaes eque sejam objecto de divulgao estatstica ocial, dotransmisses que ocorram em territrio nacional, con- valor do mercado em condies de concorrncia ou dasiderando-se como tais aqueles que sejam celebrados,declarao das partes.praticados, emitidos ou formalizados em Cabo Verde, bem Artigo 7como sobre os actos, operaes e transmisses ocorridosfora do territrio nacional nos casos a que se refere a Taxasparte especial do presente Cdigo.1. As taxas do imposto de selo aplicveis so as cons-Artigo 4 tantes da Tabela anexa, em vigor no momento em que oimposto se torna devido. Facto gerador2. Sempre que um acto, operao ou transmisso tri-Sem prejuzo das regras estabelecidas pela partebutvel que sujeito em simultneo a mais do que umaespecial do presente Cdigo, o imposto de selo conside- das taxas previstas na tabela anexa ao presente Cdigo,ra-se genericamente devido no momento da celebrao,h lugar aplicao exclusiva da taxa que proporcioneprtica, emisso ou formalizao dos actos, operaes e imposto mais elevado.transmisses tributveis.CAPTULO IArtigo 5 Operaes FinanceirasIsenes comuns Artigo 81. Esto isentos do imposto de selo os actos, operaes Incidncia objectivae transmisses cujo imposto deva ser repercutido sobreo Estado, as autarquias locais e quaisquer dos seus ser-1. Esto sujeitos ao imposto de selo:vios, estabelecimentos ou organismos pblicos, aindaque personalizados, desde que esses actos, operaes e a) A utilizao de crdito, sob a forma de fundos,transmisses no se enquadrem no mbito do exercciomercadorias ou outros valores, em virtude dade actividades de comrcio, indstria ou prestao de concesso de crdito a qualquer ttulo, incluindoservios. a emisso de obrigaes ou outros valoresmobilirios representativos de dvida, os su-2. Sempre que haja lugar iseno, deve indicar-se,primentos e outros emprstimos feitos pelosno ttulo ou documento que sirva de suporte aos actos,scios s sociedades, o reporte, o desconto deoperaes ou transmisses tributveis a disposio legalttulos de crdito e o crdito documentrio, bemque a prev.como a cesso de crditos, a cesso nanceira K8W6Z2D4-28080Y21-9I3F0R4U-7G3A5P4Q-0A3N4V3V-29N3BREI-7M0A9R3N-254TGCJO 4. 746 ISRIE NO 45 B. O. DA REPBLICA DE CABO VERDE 8 DE DEZEMBRO DE 2008e as operaes de tesouraria, sempre que estascrdito, o imposto incide sobre a mdia do crdito mensal,envolvam nanciamento ao cedente, cessio- obtida atravs da diviso por trinta dos saldos apuradosnrio ou devedor, incidindo o imposto sobre o diariamente ao longo do ms.respectivo valor; 4. No tocante ao crdito de prazo indeterminado oub) Os juros, prmios, comisses e quaisquer outrasindeterminvel a que se refere o nmero anterior, bem contraprestaes por servios financeiroscomo a todo o crdito de prazo inferior ou igual a um prestados por instituies de crdito e paraban- ano, a taxa de imposto aplicvel s operaes de crdito crias ou com sua intermediao, designada- reduzida para um dcimo do seu valor e aplicada a cada mente as resultantes da concesso de crdito,perodo mensal ou fraco deste. operaes cambiais, prestao de garantias, Artigo 9 desconto de ttulos de crdito ou realizaoSujeitos passivos de transferncias, incidindo o imposto sobre o respectivo valor;1. Constituem sujeitos passivos do imposto de selo:c) As garantias das obrigaes, com qualquera) Os notrios e conservadores dos registos, relativa- natureza ou forma, designadamente o aval,mente s operaes nanceiras em que sejam a cauo, a garantia bancria autnoma, aintervenientes, com excepo das operaes de ana, a hipoteca, o penhor e o seguro-cauo, crdito e garantias em que intervenham ins- salvo quando materialmente acessrias de tituies de crdito e parabancrias que lhes contratos especificamente tributados pelosejam apresentadas para qualquer efeito; presente Cdigo e constitudas na mesma data da obrigao garantida, ainda que em instru- b) Os concedentes de crdito e de garantias e as ins- mento diferente, incidindo o imposto sobre o tituies de crdito e parabancrias credoras respectivo valor;de juros, prmios, comisses e outras contra-prestaes devidas por servios nanceiros,d) Os seguros, incidindo o imposto sobre os prmios,com excepo do crdito concedido por meiocusto da aplice e quaisquer outras receitas da de suprimentos e outros emprstimos feitosseguradora que juntamente com eles sejam co-pelos scios s sociedades ou pela emisso debradas, mesmo que em instrumento diferente, obrigaes ou outros valores mobilirios repre-bem como as comisses de mediao, incidindosentativos de dvida, em que constitui sujeitoo imposto sobre o respectivo valor; passivo o devedor;e) As letras, livranas e demais ttulos de crdito,c) As seguradoras, relativamente aos prmios de com excluso de cheques, bem como ordens de seguro e s comisses de mediao; pagamento ou entrega de dinheiro ou valores, incluindo os precatrios, escritos ou manda- d) Os emitentes de letras, livranas e demais ttulos dos de levantamento, com clusula ordemde crdito ou ordens de pagamento. ou disposio, incidindo o imposto sobre o 2. Constituem ainda sujeitos passivos do imposto: respectivo valor.a) As entidades domiciliadas em territrio nacional que2. Ficam ainda sujeitos a imposto:intermedeiem as operaes a que se referem asa) A concesso de crdito, a cobrana de juros, alneas a) e b) do n. 2 do artigo anterior; prmios, comisses e quaisquer outras contra-b) Os representantes das entidades domiciliadas prestaes por servios nanceiros, bem comofora do territrio nacional que realizem, sem a prestao de garantias, feita a quaisquer intermediao, as operaes a que se referem entidades domiciliadas no territrio nacional as alneas a) e b) do n. 2 do artigo anterior por entidades sediadas no estrangeiro ou porou, na falta da sua designao, as entidades liais ou sucursais no estrangeiro de entidades domiciliadas em territrio nacional a que essas sediadas neste territrio;operaes se dirijam;b) Os seguros efectuados no estrangeiro por enti- c) As pessoas que primeiro intervenham na negociao dades domiciliadas em territrio nacional, ou pagamento em territrio nacional de letras, quando o risco objecto do seguro se verique livranas, e demais ttulos de crdito ou ordens neste territrio;de pagamento, emitidos no estrangeiro.c) As letras, livranas e demais ttulos de crdito Artigo 10 ou ordens de pagamento, com excepo deRepercusso tributria cheques, emitidos no estrangeiro que sejam objecto de negociao ou pagamento em terri- 1. O imposto de selo deve ser repercutido sobre as trio nacional.seguintes pessoas:3. No tocante ao crdito utilizado sob a forma de conta a) Quanto concesso de crdito, sobre o devedor;corrente, descoberto bancrio ou qualquer outra forma b) Quanto aos juros, prmios, comisses e outrasem que o prazo de utilizao no seja determinado ou contraprestaes devidas por servios nan-determinvel, nomeadamente sob a forma de carto deceiros, sobre o respectivo devedor; K8W6Z2D4-28080Y21-9I3F0R4U-7G3A5P4Q-0A3N4V3V-29N3BREI-7M0A9R3N-254TGCJO 5. ISRIE NO 45 B. O. DA REPBLICA DE CABO VERDE 8 DE DEZEMBRO DE 2008 747c) Quanto s garantias, sobre o devedor da obrigaoou compensadas atravs da Bolsa de Valores garantida; de Cabo Verde que tenham por objecto directoou indirecto valores mobilirios ou direitos ad) Quanto aos seguros, sobre o segurado;eles equiparados;e) Quanto s letras, sobre o sacado, quanto s livranas, c) Os prmios respeitantes a resseguros tomados a sobre o devedor, e quanto aos demais ttulos deseguradoras operando em Cabo Verde; crdito e ordens de pagamento, sobre o credor.d) Os suprimentos realizados pelas sociedades de ca- 2. Sobre as operaes de crdito e garantias em que opital de risco no exerccio da sua actividade;devedor constitua o prprio sujeito passivo, no h lugar repercusso do imposto incidente, nem do imposto inci-e) Os prmios e comisses relativas a seguros dodente sobre as comisses de mediao de seguros. ramo Vida; Artigo 11f) A concesso de crdito, prestao de garantiasFacto gerador e pagamentos de juros, prmios, comisses e1. O imposto de selo considera-se devido: quaisquer outras contraprestaes por serviosnanceiros realizados entre diferentes insti-a) No momento em que o crdito seja utilizado, res- tuies de crdito. salvado o crdito utilizado sob a forma de conta corrente, descoberto bancrio ou qualquer ou- CAPTULO II tro meio em que o prazo no seja determinado nem determinvel, caso em que o imposto seOperaes Societrias considera devido no ltimo dia de cada ms;Artigo 13b) No momento da cobrana dos juros, prmios, co- Incidncia objectiva misses e outras contrap...</p>