Codigo defesa consumidor bancario deve substituir o cdc comum

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<ul><li> 1. RESOLUCAO 2.892---------------Altera a Resoluo 2.878, de 2001, que dispe sobre procedimentos a seremobservados pelas instituies financeiras e demais instituies autorizadas afuncionar pelo Banco Central doBrasil na contratao de operaes e na prestao de servios aos clientes e aopblico em geral.O BANCO CENTRAL DO BRASIL, na forma do art. 9 da Lei 4.595, de 31de dezembro de 1964, torna pblico que o CONSELHO MONETRIONACIONAL, em sesso realizada em 26 de setembro de 2001, com base noart. 4, inciso VIII, da referida lei, considerando o disposto na Lei 4.728, de 14de julho de 1965, e na Lei 6.099, de 12 de setembro de 1974,R E S O L V E U:Art. 1 Alterar os dispositivos abaixo especificados daResoluo 2.878, de 26 de julho de 2001, que passam a vigorar com aseguinte redao:I - o art. 1, inciso IV:"Art. 1 Estabelecer que as instituies financeiras edemais instituies autorizadas a funcionar pelo Banco Centraldo Brasil, na contratao de operaes e na prestao deservios aos clientes e ao pblico em geral, sem prejuzo daobservncia das demais disposies legais e regulamentaresvigentes e aplicveis ao Sistema Financeiro Nacional, devemadotar medidas que objetivem assegurar:................................................................IV - fornecimento aos clientes de cpia impressa, nadependncia em que celebrada a operao, ou em meio eletrnico,dos contratos, aps formalizao e adoo de outras providnciasque se fizerem necessrias, bem como de recibos, comprovantes depagamentos e outros documentos pertinentes s operaesrealizadas;.........................................................." (NR);II - o art. 2:"Art. 2 As instituies referidas no art. 1 devem colocardisposio dos clientes, em suas dependncias e nasdependncias dos estabelecimentos onde seus produtos foremnegociados, em local e formato visveis:I - informaes que assegurem total conhecimento acerca dassituaes que possam implicar recusa na recepo de documentos(cheques, bloquetos de cobrana, fichas de compensao e outros)ou na realizao de pagamentos, na forma da legislao em vigor;II - o nmero do telefone da Central de Atendimento aoPblico do Banco Central do Brasil, acompanhado da observao de</li></ul><p> 2. que o mesmo se destina ao atendimento a denncias e reclamaes,alm do nmero do telefone relativo a servio de mesma natureza,se por elas oferecido;III - as informaes estabelecidas pelo art. 2 daResoluo 2.303, de 25 de julho de 1996." (NR);III - o art. 7:"Art. 7 As instituies referidas no art. 1, nas operaesde crdito pessoal e de crdito direto ao consumidor, realizadascom seus clientes, devem assegurar o direito liquidaoantecipada do dbito, total ou parcialmente, mediante reduoproporcional dos juros." (NR);IV - o art. 10:"Art. 10. Os dados constantes dos cartes magnticosemitidos pelas instituies referidas no art. 1 devem serobrigatoriamente impressos em alto relevo, para portadores dedeficincia visual." (NR);V - o art. 12, pargrafo nico, inciso I:"Art. 12. As instituies referidas no art. 1 no podemimpor aos deficientes sensoriais (visuais e auditivos)exigncias diversas das estabelecidas para as pessoas noportadoras de deficincia, na contratao de operaes e deprestao de servios.Pargrafo nico. Com vistas a assegurar o conhecimento plenodos termos dos contratos, as instituies devem:I - providenciar, na assinatura de contratos com portadoresde deficincia visual, a no ser quando por eles dispensadas, aleitura do inteiro teor do referido instrumento, em voz alta,exigindo, mesmo no caso de dispensa da leitura, declarao docontratante de que tomou conhecimento dos direitos e deveres daspartes envolvidas, certificada por duas testemunhas, semprejuzo da adoo, a seu critrio, de outras medidas com amesma finalidade;.........................................................." (NR);VI - o art. 14:"Art. 14. vedada a adoo de medidas administrativasrelativas ao funcionamento das dependncias das instituiesreferidas no art. 1 que possam implicar restries ao acesso sreas destinadas ao atendimento ao pblico." (NR);VII - o art. 16:"Art. 16. Nos saques em espcie, de valores acima deR$5.000,00 (cinco mil reais), realizados em conta de depsitos vista, as instituies podero postergar a operao para oexpediente seguinte, vedada a utilizao de tal faculdade nossaques de valores inferiores ao estabelecido." (NR); 3. VIII - o art. 17, pargrafo 2:"Art. 17. vedada a contratao de quaisquer operaescondicionadas ou vinculadas realizao de outras operaes ou aquisio de outros bens e servios..................................................................Pargrafo 2 Na hiptese de operao que implique, por forade contrato e da legislao em vigor, pacto adicional de outraoperao, fica assegurado ao contratante o direito de livreescolha da instituio com a qual deve ser formalizado referidocontrato adicional..........................................................." (NR);IX - o art. 18, pargrafo 4:"Art. 18. Fica vedado s instituies referidas no art. 1:.................................................................Pargrafo 4 Excetuam-se das vedaes de que trata esteartigo os casos de estorno necessrios correo de lanamentosindevidos decorrentes de erros operacionais por parte dainstituio financeira, os quais devero ser comunicados aocliente, no prazo de at dois dias teis aps a referidacorreo." (NR).Art. 2 Ficam as instituies financeiras e demaisinstituies autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasilobrigadas a exigir de seus clientes e usurios confirmao clara eobjetiva quanto a aceitao do produto ou servio oferecido oucolocado a sua disposio, no podendo considerar o silncio dosmesmos como sinal de concordncia.Art. 3 Ficam as instituies referidas no artigo anteriorobrigadas a garantir a seus clientes o cancelamento da autorizao dedbitos automticos em conta efetuados por fora de convnioscelebrados com concessionria de servio pblico ou empresa privadaou por iniciativa da prpria instituio, desde que, nesta hiptese,no decorram de obrigaes referentes a operaes de crditocontratadas com a prpria instituio financeira.Pargrafo nico. As instituies referidas no caput tmprazo de at sessenta dias para adoo das providncias necessrias adequao dos convnios celebrados, com vistas ao cumprimento dodisposto neste artigo, mediante o estabelecimento de clusulacontratual especfica.Art. 4 Fica institudo o Manual do Cliente e Usurio deServios Financeiros e de Consrcio, que dever consolidar asdisposies constantes da Resoluo 2.878, de 2001 e desta resoluo,alm de outras estabelecidas em normativos editados pelo BancoCentral do Brasil, aplicveis s instituies de que trata o art. 1,na contratao de operaes e na prestao de servios aos clientes eao pblico em geral.Pargrafo nico. O Banco Central do Brasil deve manter 4. permanentemente atualizado o manual de que trata este artigo.Art. 5 Esta Resoluo entra em vigor na data de suapublicao.Braslia, 27 de setembro de 2001Arminio Fraga NetoPresidenteRESOLUO N. 002878-------------------Dispe sobre procedimentos a serem observados pelas instituies financeirase demais instituies autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil nacontratao de operaes e na prestao de servios aos clientes e ao pblicoem geral.O BANCO CENTRAL DO BRASIL, na forma do art. 9. da Lei n.4.595, de 31 de dezembro de 1964, torna publico que o CONSELHOMONETARIO NACIONAL, em sesso realizada em 26 de julho de 2001,combase no art. 4., inciso VIII, da referida lei, considerando o dispos-to na Lei n. 4.728, de 14 de julho de 1965, e na Lei n. 6.099, de 12de setembro de 1974,R E S O L V E U:Art. 1. Estabelecer que as instituies financeiras e demaisinstituies autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil,na contratao de operaes e na prestao de servios aos clientes eao pblico em geral, sem prejuzo da observncia das demais disposi-es legais e regulamentares vigentes e aplicveis ao Sistema Finan-ceiro Nacional, devem adotar medidas que objetivem assegurar:I - transparncia nas relaes contratuais, preservando osclientes e o publico usurio de praticas no equitativas, medianteprvio e integral conhecimento das clausulas contratuais, evidencian-do, inclusive, os dispositivos que imputem responsabilidades e pena-lidades;II - resposta tempestiva as consultas, as reclamaes e aospedidos de informaes formulados por clientes e publico usurio, demodo a sanar, com brevidade e eficincia, dvidas relativas aos ser-vios prestados e/ou oferecidos, bem como as operaes contratadas,ou decorrentes de publicidade transmitida por meio de quaisquer ve-culos institucionais de divulgao, envolvendo, em especial:a) clusulas e condies contratuais;b) caractersticas operacionais;c) divergncias na execuo dos servios;III - clareza e formato que permitam fcil leitura dos con-tratos celebrados com clientes, contendo identificao de prazos, va-lores negociados, taxas de juros, de mora e de administrao, comis-so de permanencia, encargos moratrios, multas por inadimplemento edemais condies; 5. IV - recepo pelos clientes de copia, impressa ou em meioeletrnico, dos contratos assim que formalizados, bem como recibos,comprovantes de pagamentos e outros documentos pertinentes as opera-coes realizadas;V - efetiva preveno e reparao de danos patrimoniais emorais, causados a seus clientes e usurios.Art. 2. As instituies referidas no art. 1. devem colocar adisposio dos clientes, em suas dependncias, informaes que asse-gurem total conhecimento acerca das situaes que possam implicar re-cusa na recepo de documentos (cheques, bloquetos de cobranca, fi-chas de compensao e outros) ou na realizao de pagamentos, naforma da legislao em vigor.Pargrafo nico. As instituies referidas no caput devemafixar, em suas dependncias, em local e formato visveis, o numerodo telefone da Central de Atendimento ao Publico do Banco Central doBrasil, acompanhado da observao de que o mesmo se destina ao aten-dimento a denuncias e reclamaes, alm do nmero do telefone relati-vo ao servio de mesma natureza, se por elas oferecido.Art. 3. As instituies referidas no art. 1. devem evidenci-ar para os clientes as condies contratuais e as decorrentes de dis-posies regulamentares, dentre as quais:I - as responsabilidades pela emisso de cheques sem sufici-ente proviso de fundos;II - as situaes em que o correntista ser inscrito no Ca-dastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF);III - as penalidades a que o correntista esta sujeito;IV - as tarifas cobradas pela instituio, em especial aque-las relativas a:a) devoluo de cheques sem suficiente proviso de fundos oupor outros motivos;b) manuteno de conta de depsitos;V - taxas cobradas pelo executante de servio de compensaode cheques e outros papeis;VI - providencias quanto ao encerramento da conta de depsi-tos, inclusive com definio dos prazos para sua adoo;VII - remuneraes, taxas, tarifas, comisses, multas equaisquer outras cobrancas decorrentes de contratos de abertura decredito, de cheque especial e de prestao de servicos em geral.Paragrafo unico. Os contratos de cheque especial, alem dosdispositivos referentes aos direitos e as obrigaes pactuados, devemprever as condies para a renovao, inclusive do limite de credito,e para a rescisao, com indicao de prazos, das tarifas incidentes edas providencias a serem adotadas pelas partes contratantes. 6. Art. 4. Ficam as instituies referidas no art. 1. obrigadasa dar cumprimento a toda informao ou publicidade que veicularem,por qualquer forma ou meio de comunicao, referente a contratos,operaes e servicos oferecidos ou prestados, que devem inclusiveconstar do contrato que vier a ser celebrado.Paragrafo unico. A publicidade de que trata o caput deve serveiculada de tal forma que o publico possa identifica-la de formasimples e imediata.Art. 5. E vedada as instituies referidas no art. 1. a uti-lizao de publicidade enganosa ou abusiva.Paragrafo unico. Para os efeitos do disposto no caput:I - e enganosa qualquer modalidade de informao ou comuni-cao capaz de induzir a erro o cliente ou o usuario, a respeito danatureza, caracteristicas, riscos, taxas, comissoes, tarifas ou qual-quer outra forma de remunerao, prazos, tributao e quaisquer ou-tros dados referentes a contratos, operaes ou servicos oferecidosou prestados.II - e abusiva, dentre outras, a publicidade que contenhadiscriminao de qualquer natureza, que prejudique a concorrencia ouque caracterize imposio ou coero.Art. 6. As instituies referidas no art. 1., sempre que ne-cessario, inclusive por solicitao dos clientes ou usuarios, devemcomprovar a veracidade e a exatidao da informao divulgada ou da pu-blicidade por elas patrocinada.Art. 7. As instituies referidas no art. 1., na contrataode operaes com seus clientes, devem assegurar o direito a liquida-o antecipada do debito, total ou parcialmente, mediante reduoproporcional dos juros.Art. 8. As instituies referidas no art. 1. devem utilizarterminologia que possibilite, de forma clara e inequivoca, a identi-ficao e o entendimento das operaes realizadas, evidenciando va-lor, data, local e natureza, especialmente nos seguintes casos:I - tabelas de tarifas de servicos;II - contratos referentes a suas operaes com clientes;III - informativos e demonstrativos de movimentao de contade depositos de qualquer natureza, inclusive aqueles fornecidos pormeio de equipamentos eletronicos.Art. 9. As instituies referidas no art. 1. devem estabele-cer em suas dependencias alternativas tecnicas, fisicas ou especiaisque garantam:I - atendimento prioritario para pessoas portadoras de defi-ciencia fisica ou com mobilidade reduzida, temporaria ou definitiva,idosos, com idade igual ou superior a sessenta e cinco anos, gestan-tes, lactantes e pessoas acompanhadas por crianca de colo, mediante:a) garantia de lugar privilegiado em filas; 7. b) distribuio de senhas com numerao adequada ao atendi-mento preferencial;c) guiche de caixa para atendimento exclusivo; oud) implantao de outro servico de atendimento personaliza-do;II - facilidade de acesso para pessoas portadoras de defici-encia fisica ou com mobilidade reduzida, temporaria ou definitiva,observado o sistema de seguranca previsto na legislao e regulamen-tao em vigor;III - acessibilidade aos guiches de caixa e aos terminais deauto atendimento, bem como facilidade de circulao para as pessoasreferidas no inciso anterior;IV - prestao de informaes sobre seus procedimentos ope-racionais aos deficientes sensoriais (visuais e auditivos).Paragrafo 1. Para fins de cumprimento do disposto nos inci-sos II e III, fica estabelecido prazo de 720 dias, contados da datada entrada em vigor da regulamentao da Lei n. 10.098, de 19 de de-zembro de 2000, as instituies referidas no art. 1., para adequaode suas instalaes.Paragrafo 2. O inicio de funcionamento de dependencia deinstituio financeira fica condicionado ao cumprimento das disposi-es referidas nos incisos II e III, apos a regulamentao da Lei n.10.098, de 2000.Art. 10. Os dados constantes dos cartoes magneticos emitidospelas instituies referidas no art. 1. devem ser obrigatoriamenteimpressos em alto relevo, no prazo a ser definido pelo Banco Centraldo Brasil.Art. 11. As instituies referidas no...</p>