cÓdigo de Ética profissional do servidor pÚblico civil do poder executivo federal2

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CDIGO DE TICA PROFISSIONAL DO SERVIDOR PBLICO CIVIL DO PODER EXECUTIVO FEDERAL SUMRIO Prof. Wilson Schiavi

O que um Cdigo de tica ............................................................. pgina 02 Definio, contedo, vantagens. Decreto n 1.171/1994 ........................................................................ pgina 04 Aprova o Cdigo de tica do Servidor Pblico Civil do Poder Executivo Federal e da outras providncias. Inclui os Deveres e Vedaes do Servidor e as Comisses de tica. Decreto n 6.029/2007 ........................................................................ pgina 10 Institui o Sistema de Gesto da tica do Poder Executivo Federal e da outras providncias. Lei n 8.112/1990 ................................................................................ pgina 17 Dispe sobre o Regime Jurdicos dos Servidores Pblicos Civis da Unio, das Autarquias e das Fundaes Pblicas Federais. Da investidura ao cargo pblico, Deveres, Proibies, Licenas, Concesses, Responsabilidades, Processo Administrativo Disciplinas e sua Reviso. Servidor como Agente de Desenvolvimento Social ...................... pgina 85 Trata da Reforma do Estado, das Polticas Pblicas, da Globalizao, da Superao da Crise Fiscal, da Reformulao do Padro de relao entre Estado e Sociedade, dos Servidores Pblicos no contexto da Reforma do Estado e dos Modelos Institucionais. Sade e Qualidade de Vida no Servio .......................................... pgina 95 Trata dos Programas de Assistncia de Sade e sua vinculao, do Sistema de Pessoal Civil da Administrao Federal SIPEC, da Metodologia, da Fundamentao Terica, das Ginsticas Preparatria, Compensatria e Laboral e dos Resultados.

O QUE UM CDIGO DE TICA?O Cdigo de tica um instrumento que busca a realizao dos princpios, viso e misso da empresa. Serve para orientar as aes de seus colaboradores e explicitar a postura social da empresa em face dos diferentes pblicos com os quais interage. da mxima importncia que seu contedo seja refletido nas atitudes das pessoas a que se dirige e encontre respaldo na alta administrao da empresa, que tanto quanto o ltimo empregado contratado tem a responsabilidade de vivenci-lo. Para definir sua tica, sua forma de atuar no mercado, cada empresa precisa saber o que deseja fazer e o que espera de cada um dos funcionrios. As empresas, assim como as pessoas tm caractersticas prprias e singulares. Por essa razo os cdigos de tica devem ser concebidos por cada empresa que deseja dispor desse instrumento. Cdigos de tica de outras empresas podem servir de referncia, mas no servem para expressar a vontade e a cultura da empresa. que pretende implant-lo. O prprio processo de implantao do cdigo de tica cria um mecanismo de sensibilizao de todos os interessados, pela reflexo e troca de ideias que supe. CONTEDO O contedo do cdigo de tica formado de um conjunto de polticas e prticas especficas, abrangendo os campos mais vulnerveis. Este material reunido em um relatrio de fcil compreenso para que possa circular adequadamente entre todos os interessados. Uma vez aprimorado com sugestes e crticas de todos os envolvidos o relatrio dar origem a um documento que servir de parmetro para determinados comportamentos, tornando claras as responsabilidades. Efetuado um expurgo, determinadas assertivas sero aproveitadas para a criao de um cdigo de tica, enquanto outras podem servir para um Manual de tica. Vrias organizaes tm optado por definir com clareza, no cdigo, aes disciplinares em casos de violao dos artigos. Muitas vezes o descumprimento das determinaes contidas no cdigo de tica podem ser passveis de punies j previstas nas legislaes trabalhistas, de responsabilidade civil, penal, e outras. Entre os inmeros tpicos abordados no cdigo de tica, predominam alguns como respeito s leis do pas, conflitos de interesse, proteo do patrimnio da instituio, transparncia nas comunicaes internas e com os stakeholders da organizao, denncia, prtica de suborno e corrupo em geral. As relaes com os funcionrios, desde o processo de contratao, desenvolvimento profissional, lealdade entre os funcionrios, respeito entre chefes e subordinados, sade e segurana, comportamento da empresa nas demisses, entretenimento e viagem, propriedade da informao, assdio profissional e sexual, alcoolismo, uso de drogas, entre outros, so aspectos que costumam ser abordados em todos os cdigos. Dentre os problemas ticos de maior conhecimento pblico esto aqueles referentes s relaes com os consumidores, e sujeitos aos enquadramentos da lei de defesa do consumidor, incluindo-se prticas de marketing, propaganda e comunicao, qualidade do atendimento e reparaes no caso de serem causados danos. Quanto cadeia produtiva, envolvendo fornecedores e empresas terceirizadas, o cdigo de tica pode estabelecer condutas de responsabilidade social, respeito 2

legislao, eventual conduta restritiva, bem como estimular a melhoria dos parceiros visando um crescimento profissional e mercadolgico conjunto. O cdigo de tica pode tambm fazer referncia participao da empresa na comunidade, dando diretrizes sobre as relaes com os sindicatos, outros rgos da esfera pblica, relaes com o governo, entre outras. Um aspecto extremamente atual o da privacidade de informaes, que atinge particularmente funcionrios, fornecedores e consumidores. importante levar em conta a sofisticada tecnologia disponvel das gravaes, filmagens e outros recursos de telefonia, informtica e comunicao. Relaes com acionistas, estabelecimento de polticas de convivncia com os concorrentes, tambm so pontos que devem constar do cdigo de tica. VANTAGENS O cdigo de tica de uma instituio seja ela governo, empresa, ou ONG Organizao no governamental, teoricamente s pode ser vantajoso para os seus vrios pblicos com os quais interage, eis que fortalece a imagem da organizao. Enquanto muitos executivos apenas veem um modismo capaz de capitalizar benefcios ou dividendos, outros tm se desdobrado para criar um instrumento genuno, com adeso voluntria de todos os integrantes da organizao, incorporando de maneira natural e profissional os princpios ticos da instituio. A adoo de um cdigo de tica uma tima oportunidade de aumentar a integrao entre os funcionrios da empresa e estimular o comprometimento deles. Ademais, o cdigo de tica permite a uniformizao de critrios na empresa, dando respaldo para aqueles que devem tomar decises. Serve de parmetro para a soluo dos conflitos. Protege, de um lado, o trabalhador que se apoia na cultura da empresa refletida nas disposies do cdigo. De outro lado, serve de respaldo para a empresa, por ocasio da soluo de problemas de desvio de conduta de algum colaborador, acionista, fornecedor, ou outros. O cdigo de tica costuma trazer para a empresa harmonia, ordem transparncia, tranquilidade, em razo dos referenciais que cria, deixando um lastro decorrente do cumprimento de sua misso e de seus compromissos. absolutamente imprescindvel que haja consistncia e coerncia entre o que est disposto no cdigo de tica e o que se vive na organizao. Caso contrrio, ficaria patente uma falsidade que desfaz toda a imagem que a empresa pretende transmitir ao seu pblico. Essa a grande desvantagem do cdigo de tica. H, ainda, aqueles que, considerando que a conscincia tica dos integrantes de uma organizao, desde os mais altos executivos at o mais simples funcionrio, um patrimnio do indivduo, defendem a desnecessidade de se implantar cdigos de tica, j que a atuao de cada um propiciar, por via de consequncia, um ambiente tico. Com efeito, a conduta tica das empresas o reflexo da conduta de seus profissionais. Tal conduta no se limita ao mero cumprimento da legislao, sendo o resultado da soma dos princpios morais de cada um de seus integrantes. Assim como a educao, a tica vem do bero. A conduta tica, portanto, que se espera das empresas vai muito alm do simples cumprimento da lei, mesmo porque, pode haver leis que sejam antiticas ou imorais. Importa3

que os homens de negcios sejam bem formados, que os profissionais sejam treinados, pois o cerne da questo est na formao pessoal. Caso contrrio, a implantao do cdigo de tica ser incua. DECRETO N 1.171, DE 22 DE JUNHO DE 1994 Aprova o Cdigo de tica Profissional do Servidor Pblico Civil do Poder Executivo Federal. 0 PRESIDENTE DA REPBLICA, no uso das atribuies que lhe confere o art. 84, incisos IV e VI, e ainda tendo em vista o disposto no art. 37 da Constituio, bem como nos artigos. 116 e 117 da Lei n 8.112, de 11 de dezembro de 1990, e nos artigos. 10, 11 e 12 da Lei n 8.429, de 2 de junho de 1992, DECRETA: Art. 1 Fica aprovado o Cdigo de tica Profissional do Servidor Pblico Civil do Poder Executivo Federal, que com este baixa. Art. 2 Os rgos e entidades da Administrao Pblica Federal direta e indireta implementaro, em sessenta dias, as providncias necessrias plena vigncia do Cdigo de tica, inclusive mediante a Constituio da respectiva Comisso de tica, integrada por trs servidores ou empregados titulares de cargo efetivo ou emprego permanente. Pargrafo nico. A constituio da Comisso de tica ser comunicada Secretaria da Administrao Federal da Presidncia da Repblica, com a indicao dos respectivos membros titulares e suplentes. Art. 3 Este decreto entra em vigor na data de sua publicao. ANEXO Cdigo de tica Profissional do Servidor Pblico Civil do Poder Executivo Federal CAPTULO I Seo I Das Regras Deontolgicas I - A dignidade, o decoro, o zelo, a eficcia e a conscincia dos princpios morais so primados maiores que devem nortear o servidor pblico, seja no exerccio do cargo ou funo, ou fora dele, j que refletir o exerccio da vocao do prprio poder estatal. Seus atos, comportamentos e atitudes sero direcionados para a preservao da honra e da tradio dos servios pblicos.

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II - O servidor pblico no poder jamais desprezar o elemento tico de sua conduta. Assim, no ter que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas principalme

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