Código de edificações

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<ul><li> 1. LEI N 9.725 DE 15 DE JULHO DE 2009Institui o Cdigo de Edificaes do Municpio de Belo Horizonte e d outras providncias.O Povo do Municpio de Belo Horizonte, por seus representantes, decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPTULO I DISPOSIES PRELIMINARESArt. 1 - Esta Lei estabelece as normas e as condies para execuo, por agente particular ou pblico, detoda e qualquer construo, modificao ou demolio de edificaes, assim como para o licenciamento dasmesmas no Municpio.Art. 2 - Os parmetros tcnicos estabelecidos nesta Lei buscam assegurar s edificaes e instalaescondies mnimas de segurana, conforto ambiental, higiene, salubridade, harmonia esttica e acessibilidade. CAPTULO II DAS RESPONSABILIDADESSeo I Do ProfissionalArt. 3 - So considerados aptos a elaborar projetos e executar obras de edificaes os profissionaislegalmente habilitados para o exerccio da atividade, aqui denominados responsveis tcnicos, bem como asempresas constitudas por esses profissionais. 1 - O titular de cargo ou emprego pblico na estrutura da Administrao Direta e Indireta doMunicpio fica impedido de exercer as atividades previstas no caput deste artigo no Municpio. 2 - O disposto no 1 deste artigo no se aplica s atividades cujo exerccio decorra de atribuio docargo ou emprego pblico ocupado pelo profissional.Art. 4 - Caber ao responsvel tcnico pelo projeto ou ao responsvel tcnico pela execuo da obratratar, junto ao Executivo, dos assuntos tcnicos relacionados aos projetos e s obras de sua responsabilidade,devendo atender s exigncias legais para elaborao e aprovao dos projetos e para execuo das obras, dentrodos prazos estipulados. Art. 5 - Cabe ao responsvel a responsabilidade tcnica e civil pelo projeto por ele elaborado ou pelaobra por ele executada. 1 - Na hiptese de a autoria do projeto ser assumida por dois ou mais profissionais, estes serosolidariamente responsveis. 2 - Sero apresentados para aprovao do Executivo apenas os projetos mencionados nesta Lei e emseu regulamento.Art. 6 - So deveres dos responsveis tcnicos, nos limites das respectivas competncias:I - prestar, de forma correta e inequvoca, informaes ao Executivo e elaborar os projetos de acordo coma legislao vigente;II - executar obra licenciada, de acordo com o projeto aprovado e com a legislao vigente;III - cumprir as exigncias tcnicas e normativas impostas pelos rgos competentes municipais,estaduais e federais, conforme o caso;IV - assumir a responsabilidade por dano resultante de falha tcnica na execuo da obra, dentro do prazolegal de sua responsabilidade tcnica;V - promover a manuteno das condies de estabilidade, segurana e salubridade do imvel, de modo aevitar danos a terceiros, bem como a edificaes e propriedades vizinhas, passeios e logradouros pblicos;VI - dar o suporte necessrio s vistorias e fiscalizao das obras.Pargrafo nico - O profissional responsvel pela direo tcnica das obras deve zelar por sua corretaexecuo e pelo adequado emprego de materiais, conforme projeto aprovado no Executivo e em observncia snormas da Associao Brasileira de Normas Tcnicas - ABNT. Art. 7 - facultada a substituio ou a transferncia da responsabilidade tcnica da obra para outroprofissional que esteja devidamente habilitado e atenda s exigncias desta Lei, assumindo o novo profissional aresponsabilidade pela parte j executada, sem prejuzo da atuao do profissional anterior.</li></ul><p> 2. Seo IIDo Proprietrio Art. 8 - So deveres do proprietrio do imvel: I - responder pelas informaes prestadas ao Executivo; II - providenciar para que os projetos e as obras no imvel de sua propriedade estejam devidamentelicenciados e sejam executados por responsvel tcnico; III - promover e zelar pelas condies de estabilidade, segurana e salubridade do imvel; IV - dar o suporte necessrio s vistorias e fiscalizaes das obras, permitindo-lhes o livre acesso aocanteiro de obras e apresentando a documentao tcnica sempre que solicitado; V - apresentar, quando solicitado, laudo tcnico referente s condies de risco e estabilidade do imvel; VI - manter o imvel e seus fechamentos em bom estado de conservao. 1 - As obrigaes previstas neste Cdigo para o proprietrio estendem-se ao possuidor do imvel,assim entendido a pessoa fsica ou jurdica, bem como seu sucessor a qualquer ttulo, que tenha de fato oexerccio, pleno ou no, de usar o imvel objeto da obra. 2 - A depredao por terceiro ou a ocorrncia de acidente no isentam o proprietrio da manuteno dobom estado de conservao do imvel e de seus fechamentos. Seo IIIDo ExecutivoArt. 9 - competncia do Executivo aprovar os projetos, licenciar e fiscalizar a execuo das obras,certificar a concluso das mesmas e aplicar as penalidades cabveis, visando ao cumprimento da legislaovigente, no se responsabilizando por qualquer sinistro ou acidente decorrente de deficincias do projeto, daexecuo ou da utilizao da obra ou da edificao concluda. CAPTULO IIIDO FECHAMENTO DOS LOTES E TERRENOSArt. 10 - O lote, o conjunto de lotes ou o terreno lindeiro a logradouro pblico dotado de meio-fio sermantido fechado, limpo, drenado e roado. 1 - Entende-se por drenado o lote, o conjunto de lotes ou o terreno em condies de escoamento deguas pluviais, preservadas as eventuais nascentes e cursos dgua existentes e suas condies naturais deescoamento. 2 - O fechamento dever ser capaz de impedir o carreamento de material dos lotes para logradouropblico, sendo vedada a utilizao de formas de fechamento que causem danos ou incmodos aos transeuntes. 3 - O lote, o conjunto de lotes ou o terreno no edificados devero ser fechados no alinhamento comaltura mnima de 1,80m (um metro e oitenta centmetros) e mxima de 5,0m (cinco metros). 4 - O fechamento de lote, de conjunto de lotes ou de terreno no edificados dever possuir porto deacesso. 5 - O fechamento de lote, de conjunto de lotes ou de terreno no edificados dever ter elementosvazados, de forma a permitir sua completa visualizao. 6 - No lote ou conjunto de lotes edificados, facultado o fechamento nas divisas laterais e de fundo,respeitada a altura mxima na divisa estabelecida pela Lei de Parcelamento, Ocupao e Uso do Solo. 7 - No lote ou conjunto de lotes edificados, facultado o fechamento no alinhamento frontal, limitado altura de 5,0m (cinco metros) e observado o disposto na Lei de Parcelamento, Ocupao e Uso do Solo. 8 - O fechamento frontal de lote ou terreno edificado com altura superior a 1,80m (um metro e oitentacentmetros) do passeio dever ser dotado de elementos construtivos que garantam permeabilidade visual em reaequivalente a 50% (cinquenta por cento) daquela acima desta altura. 9 - Na concordncia das esquinas, dever existir canto chanfrado de extenso mnima de 2,50m (doismetros e cinquenta centmetros), normal bissetriz do ngulo formado pelo prolongamento do alinhamento, salvose tal concordncia tiver sido fixada de forma diversa pelo rgo competente. 10 - As alturas dos fechamentos frontais mencionadas neste artigo sero medidas ponto a ponto emrelao ao alinhamento do terreno, tendo como referncia o nvel do passeio pblico lindeiro a ele. 3. CAPTULO IVDO LICENCIAMENTOSeo I Disposies Gerais Art. 11 - A execuo das obras pblicas ou privadas de edificaes condicionada obteno de licenaoutorgada pelo Executivo, precedida da aprovao dos respectivos projetos e do pagamento das taxas e preospblicos pertinentes. 1 - Esto sujeitas aprovao de projeto e ao licenciamento as obras de: I - construo; II - demolio; III - reconstruo; IV - movimentao de terra e entulho; V - supresso de vegetao, nos termos do regulamento. 2 - Est sujeita apenas ao licenciamento e ao acompanhamento por responsvel tcnico, nos termos doregulamento desta Lei, a construo de marquises e de muros de arrimo. Art. 12 - Esto dispensadas da aprovao de projeto e do licenciamento as seguintes obras: I - construo de muros; II - instalao de canteiro de obras, barraco e estande de vendas em obras licenciadas, desde que noocupem rea pblica; III - modificaes internas s unidades residenciais e no residenciais que no gerem alterao da realquida edificada, nos termos da Lei de Parcelamento, Ocupao e Uso do Solo; IV - reformas; V - instalao de grades de proteo; VI - servios de manuteno e construo de passeios, nos termos do Cdigo de Posturas do Municpio; VII - construo de abrigos para animais domsticos e cobertas em unidades residenciais, com alturamxima de 1,80m (um metro e oitenta centmetros); VIII - escadas e rampas descobertas sobre terreno natural, respeitados os parmetros da legislaovigente; IX - impermeabilizao de lajes; X - construo de marquises. 1 - A dispensa prevista neste artigo no se aplica s obras em edificaes situadas nos conjuntosurbanos protegidos, imveis com tombamento especfico ou de interesse de preservao, as quais devero serexecutadas de acordo com diretrizes fornecidas pelos rgos competentes. 2 - A dispensa da aprovao do projeto no desobriga o interessado do cumprimento das normaspertinentes nem da responsabilidade penal e civil perante terceiros. 3 - Na instalao de canteiro e barraco de obras que ocupem o logradouro pblico ser observado odisposto no Cdigo de Posturas e no seu regulamento.Art. 13 - As edificaes residenciais unifamiliares com rea mxima de 70m (setenta metros quadrados)e as edificaes destinadas a Empreendimento Habitacional de Interesse Social - EHIS - ficam sujeitas a processosimplificado de licenciamento, conforme dispuser o regulamento. 1 - Para os efeitos desta Lei, considera-se EHIS aquele vinculado ao atendimento de um dos programasde financiamento pblico subsidiado, bem como aquele que atende aos critrios da Lei no 6.326, de 18 de janeirode 1993, e da Resoluo n II do Conselho Municipal de Habitao - CMH -, de 1 de dezembro de 1994. 2 - O licenciamento das edificaes de que trata o caput deste artigo, bem como de suas alteraes,est isento do pagamento de taxa e preo pblico. 3 - A iseno mencionada no 2 deste artigo somente ser admitida para alteraes que noimpliquem descaracterizao do empreendimento como EHIS. 4 - Para o caso de edificaes unifamiliares, quando solicitado, o Executivo poder fornecer o projetoaprovado com a planta de situao compatvel com a situao topogrfica do lote em questo. 5 - A anlise dos projetos arquitetnicos destinados a EHIS ser prioritria por parte do Executivo.Seo II Da Aprovao de Projeto 4. Art. 14 - A aprovao de projeto arquitetnico dar-se- aps a verificao da documentao pertinente,do pagamento do preo pblico correspondente e do atendimento s disposies estabelecidas nesta Lei, em suaregulamentao e na legislao vigente correlata, bem como do disposto na informao bsica. 1 - O projeto dever ser instrudo com a documentao fixada em regulamento, sob pena deindeferimento do pedido de aprovao de projeto. 2 - O Executivo poder indagar, desde que fundamentadamente, a respeito da destinao de uma obra,no seu conjunto ou em suas partes, recusando-se a aceitar o que for inadequado ou inconveniente do ponto devista da segurana, da higiene, da salubridade e da adequao legislao vigente.Art. 15 - O prazo mximo para o Executivo concluir a anlise do projeto, aprovando-o ou emitindo aoresponsvel tcnico e ao proprietrio comunicao por escrito relativa s normas infringidas e aos erros tcnicoscometidos de 45 (quarenta e cinco) dias, contados da data de seu protocolo. 1 - Mediante despacho fundamentado, o Secretrio Municipal competente poder prorrogar, por igualperodo, o prazo previsto no caput deste artigo. 2 - A prorrogao de prazo prevista no 1 deste artigo prerrogativa exclusiva do SecretrioMunicipal competente. 3 - responsabilidade do Executivo providenciar, quando for o caso, a manifestao de todos osrgos e unidades da Administrao Direta e Indireta do Municpio, que devero se pronunciar acerca daaprovao do projeto dentro do prazo previsto neste artigo. 4 - Os projetos que estiverem em desacordo com a legislao vigente ou contiverem erros tcnicospodero ser corrigidos pelo responsvel tcnico e reapresentados ao Executivo para aprovao. 5 - O responsvel tcnico ter o prazo de 30 (trinta) dias, contados de sua intimao, para corrigir oprojeto, sendo que o no atendimento desse prazo implica o indeferimento do projeto. 6 - Apresentadas as correes previstas nos 4 e 5 deste artigo, o Executivo proceder conferncia do projeto quanto ao atendimento de todas as modificaes solicitadas, devendo, no prazo de 25(vinte e cinco) dias, aprov-lo ou indeferi-lo. 7 - Decorridos os prazos previstos nos 1 e 6 deste artigo sem que a anlise do projeto tenha sidoconcluda, o proprietrio poder notificar o Secretrio Municipal competente para, no prazo de 15 (quinze) dias,aprovar ou indeferir o projeto. 8 - Esgotado o prazo previsto no 7 deste artigo sem que haja manifestao conclusiva do SecretrioMunicipal competente, fica o responsvel tcnico autorizado a dar incio obra, mediante notificao a este. 9 - O disposto no 8 deste artigo no isenta o proprietrio e o responsvel tcnico pela obra documprimento do disposto nesta Lei e na legislao pertinente, bem como da sujeio s penalidades previstas noAnexo VII desta Lei. 10 - O descumprimento dos prazos previstos neste artigo implica apurao de responsabilidade, nostermos da legislao prpria. 11 - Cada projeto ser distribudo a um nico servidor, que ficar responsvel por toda a sua anlise ata concluso, sendo vedada a transferncia para outro servidor, ressalvadas as hipteses de afastamentos legais oudeterminao expressa do Secretrio Municipal competente, conforme dispuser o regulamento. 12 - Nos projetos para os quais haja previso legal de manifestao dos conselhos municipais, os prazosde que tratam o caput e os 1 e 6 deste artigo ficaro suspensos durante sua anlise por esses conselhos. Art. 16 - Podero ser aceitas divergncias entre as dimenses do lote, do conjunto de lotes ou do terrenoconstante da planta de aprovao do parcelamento em relao ao levantamento topogrfico, respeitadas asdimenses do logradouro pblico. 1 - Na ocorrncia do disposto no caput deste artigo, para os efeitos da aplicao dos parmetrosdefinidos na Lei de Parcelamento, Ocupao e Uso do Solo, considerar-se- o seguinte: I - as dimenses apuradas no levantamento topogrfico da situao existente, para o caso em que estassejam menores que as constantes da planta de parcelamento aprovada, conforme Cadastro de Plantas - CP; II - as dimenses constantes da planta de parcelamento aprovada, conforme Cadastro de Plantas - CP -,no caso em que estas sejam menores que as dimenses apuradas no levantamento topogrfico da situaoexistente. 2 - Para o clculo do potencial construtivo e da rea permevel definida pela Lei de Parcelamento,Ocupao e Uso do Solo vigente, na hiptese descrita no inciso I do 1 deste artigo prevalecer a rea constanteda planta de parcelamento aprovada, conforme Cadastro de Plantas - CP. 3 - Para fins do disposto no inciso I do 1 deste artigo, os terrenos ou lotes adjacentes devem serregularmente aprovados e apresentar as divisas consolidadas. 4 - A aprovao de projeto nas condies expressas no caput deste artigo depender da prviaapresentao, pelo proprietrio do lote ou do conjunto de lotes, de declarao que i...</p>