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  • CDIGO DE PROTEO E DEFESA DO CONSUMIDOR

    ndice

    Ttulo IDos direitos do consumidor ( arts.1a60 )

    Captulo IDisposies gerais ( arts.1 a 3 )

    Captulo IIDa poltica nacional de relaes de consumo ( arts. 4 e 5 )

    Captulo IIIDos direitos bsicos do consumidor ( arts. 6 e 7)

    Captulo IVDa qualidade de produtos e servios, da preveno e da reparao dos danos (arts. 8a 28)

    Seo IDa Proteo sade e segurana (arts. 8 a 11)

    Seo IIDa responsabilidade pelo fato do produto e do servio (arts. 12 a 17 )

    Seo IIIDa responsabilidade por vcio do produto e do servio (arts. 18 a 25)

    Seo IVDa decadncia e da prescrio (arts. 26 e 27)

    Seo VDa desconsiderao da personalidade jurdica (art. 28)

    Captulo VDas prticas comerciais (arts.29a 45)

    Seo IDas disposies gerais (art.29 )

    Seo IIDa oferta (arts. 30 a 35 )

    Seo IIIDa publicidade (arts. 36 a 38)

    Seo IVDas prticas abusivas (arts. 39 a 41)

  • Seo VDa cobrana de dvidas (art. 42)

    Seo VIDos bancos de dados e cadastros de consumidores (arts. 43 a 45)

    Captulo VIDa proteo contratual (arts.46 a 54)

    Seo IDisposies gerais (arts. 46 a 50 )

    Seo IIDas clusulas abusivas (arts. 51 a 53)

    Seo IIIDos contratos de adeso (art. 54 )

    Captulo VIIDas sanes administrativas (arts.55 a 60)

    Ttulo IIDas infraes penais (arts. 61 a 80 )

    Ttulo III

    Da defesa do consumidor em juzo (arts. 81 a 104 )

    Captulo I

    Disposies gerais (arts. 81 a 90 )

    Captulo II

    Das aes coletivas para a defesa de interesses individuais homogneos (arts. 91 a 100 )

    Captulo III

    Das aes de responsabilidade do fornecedor de produtos e servios (arts. 101 e 102 )

    Captulo IV

    Da coisa julgada (arts. 103 e 104)

    Ttulo IV

    Do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (arts. 105 e 106)

    Ttulo V

    Da conveno coletiva de consumo (arts. 107 e 108)

    Ttulo VI

    Disposies finais (arts. 109 a 119)

  • Cdigo de Defesa do Consumidor

    LEI N8.078, de 11 de setembro de 1990 Publicada no Dirio Oficial da unio, de 12 de novembro de1990, em suplemento.

    Dispe sobre a proteo do consumidor e d outras providncias.

    O Presidente da Repblica:

    Fao saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:

    Ttulo I

    DOS DIREITOS DO CONSUMIDOR

    Captulo I

    DISPOSIES GERAIS

    Art. 1 O presente cdigo estabelece normas de proteo e defesa do consumidor, de ordem pblica einteresse social, nos termos dos arts. 5 , inciso XXXII,170, inciso V, da Constituio Federal e art. 48 desuas Disposies Transitriais.

    Art. 2 Consumidor toda pessoa fsica ou jurdica que adquire ou utiliza produtos ou servios comodestinatrio final.

    Pargrafo nico. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indeterminveis, quehaja intervindo nas relaes de consumo.

    Art. 3 Fornecedor toda pessoa fsica ou jurdica, pblica ou privada, nacional ou estrangeira, bemcomo os entes despersonalizados, que desenvolvem atividades de produo, montagem, criao,construo, transformao, importao, exportao,distribuio ou comercializao de produtos ouprestao de servios.

    1 Produto qualquer bem, mvel ou imvel, material ou imaterial.

    2 Servio qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remunerao, inclusiveas de natureza bancria, financeira, de crdito e securitria, salvo as decorrentes das relaes decarter trabalhista.

    Captulo II

    DA POLTICA NACIONAL DE RELAES DE CONSUMO

    Art.4 A Poltica das Relaes de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dosconsumidores , o respeito sua dignidade, sade e segurana, a proteo de seus interesseseconmicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparncia e harmonia das relaesde consumo, atendidos os seguintes princpios:

  • Caput com redao dada pelo art. 7 da Lei n 9,008, de 21 de maro de 1995.

    I - reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo;

    II - ao governamental no sentido de proteger efetivamente o consumidor:

    a) por iniciativa direta;

    b) por incentivos criao e desenvolvimento de associaes representativas:

    c) pela presena do Estado no mercado de consumo;

    d) pela garantia dos produtos e servios com padres adequados de qualidade, segurana, durabilidadee desempenho;

    III - harmonizao dos interesses dos participantes das relaes de consumo e compatibilizao daproteo do consumidor com a necessidade de desenvolvimento econmico e tecnolgico, de modo aviabilizar os princpios nos quais se funda a ordem econmica (art. 170, da Constituio Federal),sempre com base na boa-f e equilbrio nas relaes entre consumidores e fornecedores;

    IV - educao e informao de fornecedores e consumidores, quanto aos seus direitos e deveres, comvistas melhoria do mercado de consumo;

    V - incentivo criao pelos fornecedores de meios eficientes de controle de qualidade e segurana deprodutos e servios, assim como de mecanismos alternativos de soluo de conflitos de consumo;

    VI - coibio e represso eficientes de todos os abusos praticados no mercado de consumo, inclusive aconcorrncia desleal e utilizao indevida de inventos e criaes industriais das marcas e nomescomerciais e signos distintivos, que possam causar prejuzos aos consumidores;

    VII - racionalizao e melhoria dos servios pblicos;

    VIII - estudo constante das modificaes do mercado de consumo.

    Art. 5 Para a execuo da Poltica Nacional das Relaes de Consumo, contar o Poder Pblico com osseguintes instrumentos, entre outros:

    I - manuteno de assistncia jurdica, integral e gratuita para o consumidor carente;

    II - instituio de Promotorias de Justia de Defesa do Consumidor, no mbito do Ministrio Pblico;

    III - criao de delegacias de polcia especializadas no atendimento de consumidores vtimas deinfraes penais de consumo;

    IV - criao de Juizados Especiais de Pequenas Causas e Varas Especializadas para a soluo delitgios de consumo;

    V - concesso de estmulos criao e desenvolvimento das Associaes de Defesa do Consumidor.

    1 (vetado.)

    2 (vetado.)

    Captulo III

    DOS DIREITOS BSICOS DO CONSUMIDOR

  • Art. 6 So direitos bsicos do consumidor:

    I - a proteo da vida, sade e segurana contra os riscos provocados por prticas no fornecimento deprodutos e servios considerados perigosos ou nocivos;

    II - a educao e divulgao sobre o consumo adequado dos produtos e servios asseguradas aliberdade de escolha e a igualdade nas contrataes;

    III - a informao adequada e clara sobre os diferentes produtos e servios, com especificao corretade quantidade, caractersticas, composio, qualidade e preo, bem como sobre os riscos queapresentem;

    IV - a proteo contra a publicidade enganosa e abusiva, mtodos comerciais coercitivos ou desleais,bem como contra prticas e clusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e servios;

    V - a modificao das clusulas contratuais que estabeleam prestaes desproporcionais ou suareviso em razo de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas;

    VI - a efetiva preveno e reparao de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos;

    VII - o acesso aos rgos judicirios e administrativos, com vistas preveno ou reparao de danospatrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos, assegurada a proteo jurdica, administrativa etcnica aos necessitados;

    VIII - a facilitao da defesa de seus direitos, inclusive com a inverso do nus da prova, a seu favor, noprocesso civil, quando, a critrio do juiz, for verossmil a alegao ou quando for ele hipossuficiente,segundo as regras ordinrias de experincia;

    IX - (Vetado)

    X - a adequada e eficaz prestao dos servios pblicos em geral.

    Art. 7 Os direitos previstos neste Cdigo no excluem outros decorrentes de tratados ou convenesinternacionais de que o Brasil seja signatrio, da legislao interna ordinria, de regulamentos expedidospelas autoridades administrativas competentes, bem como dos que derivem dos princpios gerais dodireito, analogia, costumes e eqidade.

    Pargrafo nico. Tendo mais de um autor a ofensa, todos respondero solidariamente pela reparaodos danos previstos nas normas de consumo.

    Captulo IV

    DA QUALIDADE DE PRODUTOS E SERVIOS, DA PREVENO E DA REPARAO DOS DANOS

    Seo I

    DA PROTEO SADE E SEGURANA

    Art. 8 Os produtos e servios colocados no mercado de consumo no acarretaro riscos sade ousegurana dos consumidores, exceto os considerados normais e previsveis em decorrncia de suanatureza e fruio, obrigando-se os fornecedores, em qualquer hiptese, a dar as informaesnecessrias e adequadas a seu respeito.

    Pargrafo nico. Em se tratando de produto industrial, ao fabricante cabe prestar as informaes a quese refere este artigo, atravs de impressos apropriados que devam acompanhar o produto.

  • Art.9 O fornecedor de produtos e servios potencialmente nocivos ou perigosos sade ou seguranadever informar, de maneira ostensiva e adequada a respeito da sua nocividade ou periculosidade, semprejuzo da adoo de outras medidas cabveis em cada caso concreto.

    Art.10 O fornecedor no poder colocar no mercado de consumo produto ou servio que sabe oudeveria saber apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade sade ou segurana.

    1 O fornecedor de produtos e servios que, posteriormente sua introduo no mercado de consumo, tiver conhecimento da periculosidade que apresentem, dever comunicar o fato imediatamente sautoridades competentes e aos consumidores , mediante anncios publicitrios.

    2 Os anncios publicitrios a que se refere o pargrafo anterior sero veiculados na imprensa, rdio eteleviso , s expensas do fornecedor do produto ou servio.

    3 Sempre que tiverem conhecimento de periculosidade de produtos ou servios sade ou seguranados consumidores , a Unio , os Es