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  • 1. Cdigo de Defesa do ConsumidorDEFESA DO CONSUMIDORvro Defesa do Consumidor.indd 12/14/12 4:37 PM

2. vro Defesa do Consumidor.indd 2 2/14/12 4:37 PM 3. APRESENTAO A Prefeitura do Rio est implantando o PROCON-CARIOCA, programa de defesa e proteo ao consumidor carioca. A Lei Federal n 8.078/90, conhecida como Cdigo de Defesa do Consumidor CDC, completou 21 anos e alcanou sua maioridade. As grandes mudanas econmicas e sociais no Rio de Janeiro ocorridas nos ltimos anos proporcionaram o aumento do nmero de consumidores cariocas, hoje em torno de 5 milhes. Mas ainda h muito trabalho a ser desenvolvido para a plena efetivao de seus direitos. Por esta razo, a Prefeitura do Rio de Janeiro criou o Procon Carioca e a Secretaria de Proteo e Defesa do Consumidor. Nosso programa de defesa do consumidor municipal tem como principais objetivos a educao para o consumo, orientao, conscientizao, conciliao, fiscalizao, alm de zelar para que os direitos do consumidor sejam respeitados. Vamos trabalhar de mos dadas com os governos federal e estadual, com o Ministrio Pblico, Defensoria Pblica, com o Poder Judicirio, com a sociedade civil organizada, instituies de ensino e pesquisa e empresas, garantindo, assim, o pleno e efetivo respeito aos direitos dos consumidores nas relaes mais comuns do dia-a-dia, para o avano da cidadania e do processo democrtico.Eduardo Paes Prefeito da Cidade do Rio de Janeirovro Defesa do Consumidor.indd 1 2/14/12 4:37 PM 4. vro Defesa do Consumidor.indd 2 2/14/12 4:37 PM 5. LEI N 8.078, DE 11 DE SETEMBRO DE 1990. Dispe sobre a proteo do consumidor e d outras providnciasO PRESIDENTE DA REPBLICA,fao saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei: TTULO I Dos Direitos do Consumidor CAPTULO IDisposies Gerais Art. 1 O presente cdigo estabelece normas de proteo e defesa do consumidor, de ordem pblica e interesse social, nos termos dos arts. 5, inciso XXXII, 170, inciso V, da Constituio Federal e art. 48 de suas Disposies Transitrias. Art. 2 Consumidor toda pessoa fsica ou jurdica que adquire ou utiliza produto ou servio como destinatrio final. Pargrafo nico. Equipara-se a consumidor a coletivi- dade de pessoas, ainda que indeterminveis, que haja intervin- do nas relaes de consumo. Art. 3 Fornecedor toda pessoa fsica ou jurdica, pblica ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produo, montagem, criao, construo, transformao, importao, exportao, distribuio ou comercializao de produtos ou prestao de servios.1vro Defesa do Consumidor.indd 1 2/14/12 4:37 PM 6. 1 Produto qualquer bem, mvel ou imvel, material ou imaterial. 2 Servio qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remunerao, inclusive as de natureza bancria, financeira, de crdito e securitria, salvo as decor- rentes das relaes de carter trabalhistaCAPTULO II Da Poltica Nacional de Relaes de Consumo Art. 4 A Poltica Nacional das Relaes de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos con- sumidores, o respeito sua dignidade, sade e segurana, a proteo de seus interesses econmicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparncia e harmonia das relaes de consumo, atendidos os seguintes princpios: I - reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo; II - ao governamental no sentido de proteger efetiva- mente o consumidor: a) por iniciativa direta; b) por incentivos criao e desenvolvimento de asso iaes representativas; c c) pela presena do Estado no mercado de consumo;2vro Defesa do Consumidor.indd 22/14/12 4:37 PM 7. d) pela garantia dos produtos e servios com padres adequados de qualidade, segurana, durabilidade e desempenho. III - harmonizao dos interesses dos participantes das relaes de consumo e compatibilizao da proteo do con- sumidor com a necessidade de desenvolvimento econmico e tecnolgico, de modo a viabilizar os princpios nos quais se funda a ordem econmica (art. 170, da Constituio Federal), sempre com base na boa-f e equilbrio nas relaes entre con- sumidores e fornecedores; IV - educao e informao de fornecedores e consumi- dores, quanto aos seus direitos e deveres, com vistas melho- ria do mercado de consumo; V - incentivo criao pelos fornecedores de meios efi- cientes de controle de qualidade e segurana de produtos e servios, assim como de mecanismos alternativos de soluo de conflitos de consumo; VI - coibio e represso eficientes de todos os abusos praticados no mercado de consumo, inclusive a concorrncia desleal e utilizao indevida de inventos e criaes industriais das marcas e nomes comerciais e signos distintivos, que pos- sam causar prejuzos aos consumidores; VII - racionalizao e melhoria dos servios pblicos; VIII - estudo constante das modificaes do mercado de consumo.3vro Defesa do Consumidor.indd 3 2/14/12 4:37 PM 8. Art. 5 Para a execuo da Poltica Nacional das Relaesde Consumo, contar o poder pblico com os seguintes instru-mentos, entre outros: I - manuteno de assistncia jurdica, integral e gratuitapara o consumidor carente; II - instituio de Promotorias de Justia de Defesa doConsumidor, no mbito do Ministrio Pblico; III - criao de delegacias de polcia especializadas noatendimento de consumidores vtimas de infraes penais deconsumo; IV - criao de Juizados Especiais de Pequenas Causase Varas Especializadas para a soluo de litgios de consumo; V - concesso de estmulos criao e desenvolvimentodas Associaes de Defesa do Consumidor. 1 (Vetado). 2 (Vetado). CAPTULO IIIDos Direitos Bsicos do ConsumidorArt. 6 So direitos bsicos do consumidor: I - a proteo da vida, sade e segurana contra osriscos provocados por prticas no fornecimento de produtos eservios considerados perigosos ou nocivos;4vro Defesa do Consumidor.indd 42/14/12 4:37 PM 9. II - a educao e divulgao sobre o consumo adequado dos produtos e servios, asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contrataes; III - a informao adequada e clara sobre os diferentes produtos e servios, com especificao correta de quantidade, caractersticas, composio, qualidade e preo, bem como sobre os riscos que apresentem; IV - a proteo contra a publicidade enganosa e abusiva, mtodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra prticas e clusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e servios; V - a modificao das clusulas contratuais que esta- beleam prestaes desproporcionais ou sua reviso em razo de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onero- sas; VI - a efetiva preveno e reparao de danos patrimo- niais e morais, individuais, coletivos e difusos; VII - o acesso aos rgos judicirios e administrativos com vistas preveno ou reparao de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos, assegurada a proteo Jurdica, administrativa e tcnica aos necessitados; VIII - a facilitao da defesa de seus direitos, inclusive com a inverso do nus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critrio do juiz, for verossmil a alegao ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinrias de experincias; 5vro Defesa do Consumidor.indd 5 2/14/12 4:37 PM 10. IX - (Vetado); X - a adequada e eficaz prestao dos servios pblicosem geral. Art. 7 Os direitos previstos neste cdigo no excluemoutros decorrentes de tratados ou convenes internacionaisde que o Brasil seja signatrio, da legislao interna ordinria,de regulamentos expedidos pelas autoridades administrativascompetentes, bem como dos que derivem dos princpios geraisdo direito, analogia, costumes e eqidade.Pargrafo nico. Tendo mais de um autor a ofensa,todos respondero solidariamente pela reparao dos danosprevistos nas normas de consumo. CAPTULO IVDa Qualidade de Produtos e Servios, da Preveno e da Reparao dos Danos SEO IDa Proteo Sade e Segurana Art. 8 Os produtos e servios colocados no mercadode consumo no acarretaro riscos sade ou segurana dosconsumidores, exceto os considerados normais e previsveis emdecorrncia de sua natureza e fruio, obrigando-se os fornece-dores, em qualquer hiptese, a dar as informaes necessriase adequadas a seu respeito. Pargrafo nico. Em se tratando de produto industrial,ao fabricante cabe prestar as informaes a que se refere este6vro Defesa do Consumidor.indd 6 2/14/12 4:37 PM 11. artigo, atravs de impressos apropriados que devam acompan- har o produto. Art. 9 O fornecedor de produtos e servios potencial- mente nocivos ou perigosos sade ou segurana dever in- formar, de maneira ostensiva e adequada, a respeito da sua no- cividade ou periculosidade, sem prejuzo da adoo de outras medidas cabveis em cada caso concreto. Art. 10. O fornecedor no poder colocar no mercado de consumo produto ou servio que sabe ou deveria saber apre- sentar alto grau de nocividade ou periculosidade sade ou segurana. 1 O fornecedor de produtos e servios que, posterior- mente sua introduo no mercado de consumo, tiver conheci- mento da periculosidade que apresentem, dever comunicar o fato imediatamente s autoridades competentes e aos consu- midores, mediante anncios publicitrios. 2 Os anncios publicitrios a que se refere o par- grafo anterior sero veiculados na imprensa, rdio e televiso, s expensas do fornecedor do produto ou servio. 3 Sempre que tiverem conhecimento de periculosi- dade de produtos ou servios sade ou segurana dos consu- midores, a Unio, os Estados, o Distrito Federal e os Municpios devero inform-los a respeito. Art. 11. (Vetado). 7vro Defesa do Consumidor.indd 7 2/14/12 4:37 PM 12. SEO II Da Responsabilidade pelo Fato do Produto e do Servio Art. 12. O fabricante, o produtor, o construtor, nacionalou estrangeiro, e o importador respondem, independentementeda existncia de culpa, pela reparao dos danos causados aosconsumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricao,construo, montagem, frmulas, manipulao, apresentaoou acondicionamento de seus produtos, bem como por infor-maes insuficientes ou inadequadas sobre sua utilizao eriscos. 1 O produto defeituoso quando no oferece a segu