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  • CNT

    SENADOR CLSIO ANDRADE, PRESIDENTE DA CNT, FALA SOBRE A INSTITUIO

    T R A N S P O R T E A T U A L

    EDIO INFORMATIVADA CNT

    ANO XIX NMERO 220JANEIRO 2014

    EDIO INFORMATIVADA CNT

    ANO XIX NMERO 220JANEIRO 2014

    A voz do transporteH 60 anosH 60 anos

    T R A N S P O R T E A T U A L

  • CNT TRANSPORTE ATUAL JANEIRO 20144

    REPORTAGEM DE CAPA

    ANO XIX | NMERO 220 | JANEIRO 2014

    CNTT R A N S P O R T E A T U A L

    CAPA ARQUIVO CNT

    Joo Alberto Violcritica os atrasosnas obras

    PGINA 8

    ENTREVISTA

    Empresrios discutem soluespara o setor

    PGINA 40

    MOBILIZAO

    Cresce o interessepela utilizao dacabotagem

    PGINA 36

    AQUAVIRIO

    AVIAO Ampliao das rotas de curtoalcance no Brasil faz crescer o interesse deempresas na aquisio de turbolices

    PGINA 32

    Confederao Nacional do Transporte completa seis dcadas deatuao em prol do setor. A criao do Sest Senat, a realizaode pesquisas sobre os modais e a maior representatividade dosetor transportador no pas esto entre as conquistas

    Pgina 20

    CONSELHO EDITORIALBernardino Rios PimBruno BatistaEtevaldo Dias Tereza PantojaVirglio CoelhoWesley Passaglia

    EDITORA RESPONSVEL

    Vanessa Amaral

    [vanessa@sestsenat.org.br]

    EDITOR-EXECUTIVO

    Americo Ventura

    [americoventura@sestsenat.org.br]

    FALE COM A REDAO(61) 3315-7000 imprensa@cnt.org.br SAUS, quadra 1 - Bloco J - entradas 10 e 20 Edifcio CNT 10 andar CEP 70070-010 Braslia (DF)

    ESTA REVISTA PODE SER ACESSADA VIA INTERNET:www.cnt.org.br | www.sestsenat.org.br

    ATUALIZAO DE ENDEREO:atualizacao@cnt.org.br

    Publicao da CNT (Confederao Nacional do Transporte), registrada no Cartrio do

    1 Ofcio de Registro Civil das Pessoas Jurdicas do Distrito Federal sob o nmero 053.

    Tiragem: 40 mil exemplares

    Os conceitos emitidos nos artigos assinados no refletem necessariamente a opinio da CNT Transporte Atual

    EDIO INFORMATIVA DA CNT

  • CNT TRANSPORTE ATUAL JANEIRO 2014 5

    Estudos sobretransporte sopremiados

    PGINA 55

    PESQUISA

    Concessionriasinvestem emnovas tecnologias

    PGINA 58

    FERROVIAS

    Aes visam a reduo de acidentes no pas

    PGINA 64

    TRNSITO

    Unidades vo dar orientao sobrenutrio

    PGINA 68

    SEST SENAT

    Alexandre Garcia 6

    Duke 7

    Mais Transporte 12

    Boletins 72

    Opinio 80

    Cartas 82

    Sees

    COMEMORAO A 20 edio do Prmio CNT deJornalismo homenageia os trabalhos que discutiram otransporte brasileiro durante o ano de 2013

    PGINA 44A parceria entre empresas areas, Ministrio da Sade e r-gos da aviao civil prev que aeronaves transportando r-gos tero prioridade em pousos e decolagens. A parceria en-tre empresas areas e o governo federal deve aumentar em10% o transporte de rgos no pas. Mas a infraestrutura defi-ciente dos aeroportos ainda barra a evoluo do servio. Saibamais: http://bit.ly/agenciacnt596

    O portal disponibiliza todas as ediesda revista CNT Transporte Atual

    www.cnt.org.br

    Programa Despoluir Conhea os projetos Acompanhe as notcias sobre

    meio ambiente

    Canal de Notcias Textos, lbuns de fotos, boletins

    de rdio e matrias em vdeosobre o setor de transporte no Brasil e no mundo

    Escola do Transporte Conferncias, palestras e

    seminrios Cursos de aperfeioamento Estudos e pesquisas Biblioteca do Transporte

    Sest Senat Educao, Sade, Lazer

    e Cultura Notcias das unidades Conhea o programa de

    Enfrentamento ExploraoSexual de Crianas e Adolescentes

    E MAIS

    ACIDENTES DE TRNSITO SO A PRINCIPALCAUSA EXTERNA DE INTERNAES HOSPITALARES

    Levantamento daRede Sarah de Hos-pitais de Reabilita-o mostra que, en-tre 1 de janeiro e30 de junho de 2013,os acidentes detrnsito representa-ram 44,8% das origens que motivaram a chegada e per-manncia dos pacientes nas unidades de sade em Bra-slia, Salvador, Belo Horizonte, So Lus e Fortaleza. Asmotocicletas respondem por quase metade dos casos, ea maioria dos acidentes ocorreu em rodovias. Saiba maisno Especial Acessibilidade em www.cnt.org.br.

    ACORDO DEVE AGILIZAR TRANSPORTE DERGOS PARA TRANSPLANTE NO BRASIL

  • raslia (Al) - Em 2003, o Brasil tinha 35milhes de veculos registrados. Hoje,mais de 80 milhes. Em 1976, o governoaplicava em rodovias 1,84% do PIB; hojeaplica 0,29%. Enquanto a frota sobre ro-

    das mais do que duplicou, o investimento paraas rodas rodarem caiu para 1/6 em relao aoPIB. O paradoxo fica mais marcante se conside-rar que o transporte da riqueza que movimen-ta o PIB. uma equao que no fecha. O pior no que se refere a vidas humanas: as mortes notrnsito, nos ltimos dez anos, quase triplica-ram: mais 167%, embora o nmero de veculostenha crescido 127%. O trnsito ficou mais mor-tfero. A quantidade de feridos graves subiu235%. Uma das causas, certamente, o poucoinvestimento nas vias.

    O Senado aprovou um projeto de maior rigornas punies, principalmente para pegar o mo-torista alcoolizado. O Contran tenta reprimir aepidemia de anfetamina na direo, o conhecidorebite, exigindo exames para conceder habilita-o. O Estado pune, mas deveria fazer a sua par-te, dando ao setor melhores condies de circu-lao. Em 2014, os veculos novos sero obriga-dos a ter airbag e ABS. Muito bem-vindos essesequipamentos para proteger quem est dentrodo veculo. Pena que cheguem com 30 anos deatraso. As estatsticas esto revelando que amorte vai aos poucos saindo de dentro dos ve-culos dotados de cinto de segurana, para cei-far os pedestres e condutores sobre duas rodas.

    H 30 anos, eu participei de um comit pa-

    ra segurana do trnsito na capital do pas. Omantra era educar antes de punir. E essemantra continua sendo repetido hoje. E, peloque vejo nas ruas, os motoristas parecem ca-da vez mais alheios sua formao para diri-gir. Pensam que carro como um ventilador,que basta ligar. Poucos leem o manual do car-ro e menos ainda leem o Cdigo de Trnsito. Oresultado que no sabem o que esto fazen-do atrs do volante. Desconhecem o bsico,como para que servem as luzes do veculo.Basta constatar a falta de uso das luzes indi-cadoras de mudana de direo e o uso abusi-vo e vicioso das luzes ofuscantes que servempara sinalizar carro perdido na neblina. Quan-do uma praga dessas est minha frente, meofuscando com o filamento extra da lanternatraseira ou vem no sentido contrrio, me ce-gando, sugiro mentalmente que a pessoa quefaz isso convide sua me para ficar frente ouatrs dessa praga ambulante.

    A consequncia do entupimento das estra-das e das ruas, e da ausncia de trens, a bus-ca do transporte areo, que tem crescido mui-tas vezes mais que a frota de veculos. Estou es-peranoso com a privatizao de cinco grandesaeroportos - Galeo, Braslia, Guarulhos, Campi-nas, Confins - e a construo de um totalmenteprivado, em Natal. Os projetos em andamentovo nos dar, finalmente, aeroportos modernos eeficientes. Aquilo que desejamos quando esta-mos presos em congestionamentos finalmentetem perspectiva de se realizar: ir pelo ar.

    B

    O Estado pune, mas deveria fazer a sua parte, dando ao setor melhores condies de circulao

    Entre o cu e a terra

    ALEXANDRE GARCIA

  • CNT TRANSPORTE ATUAL JANEIRO 2014 7

    Duke

  • ENTREVISTA

    Falta de planejamentoe gesto ruim soapontados pelo presi-dente do Sinaenco

    (Sindicato Nacional das Empre-sas de Arquitetura e Engenha-ria Consultiva), Joo AlbertoViol, como graves problemasque contribuem para dificultara melhoria da infraestruturade transporte no Brasil, espe-cialmente para atender de-manda da Copa do Mundo. Violconsidera que o pas perdeu aoportunidade de realizar umagrande preparao para oMundial de futebol, comeandotarde algumas obras que deve-riam ser prioritrias. Ele cita,por exemplo, a situao dosaeroportos, com filas constan-tes e outros problemas, e tam-bm o estado crtico de muitasrodovias do pas, como situa-

    es complicadas a serem en-frentadas nos prximos meses.Em relao mobilidade urba-na nos grandes centros, o pre-sidente do Sinaenco defende anecessidade de haver maisateno ao transporte sobretrilhos e diz que, primeiro, preciso aumentar os investi-mentos nesse setor para, de-pois, criar restries ao usodo automvel. Leia a seguir aentrevista.

    Estamos a poucos mesesda Copa do Mundo. O senhorconsidera que o Brasil sou-be aproveitar a oportunida-de de ser sede do Mundial,em relao ao desenvolvi-mento do transporte?

    O Brasil foi escolhido sededa Copa do Mundo em outubrode 2007 e teve, portanto, pou-

    co mais de 79 meses para sepreparar para o evento. As 12sedes foram definidas emmaio de 2009, e a primeiramatriz de responsabilidadesapenas em janeiro de 2010.Dos projetos de mobilidade di-vulgados na ocasio, algunsforam excludos por conta dosatrasos, como o VLT (veculoleve sobre trilhos) de Braslia.Algumas cidades-sede, princi-palmente So Paulo, Braslia eManaus, desperdiaram aoportunidade de avanar rapi-damente no setor de transpor-tes. Os projetos sero entre-gues, mas com atrasos. A Copapoderia servir como uma es-pcie de catalisador. O Brasil,sem dvida, perdeu a chancede realizar uma grande prepa-rao e entregar os projetosno tempo estipulado.

    Qual foi o principal erro,em relao ao transporte,desde o anncio de que oBrasil seria sede da Copa eda Olimpada?

    O principal erro do Brasil foicomear tarde as obras. A ma-triz de responsabilidades doMundial ficou pronta apenasem janeiro de 2010, e o Brasilfoi escolhido em outubro de2007. Esse delay, aliado faltade um banco de projetos, atra-sou o bom planejamento.

    Quais reas do transportetrazem mais preocupao?

    A situao dos aeroportos extremamente preocupante. Acrise se estende h mais de dezanos e, nesse perodo, poucoou quase nada foi feito. Em al-guns aeroportos importantesforam construdos terminais

    O tem