classificacao risco agentes_biologicos_2ed

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  • 1. MINISTRIO DA SADE Secretaria de Cincia, Tecnologia e Insumos EstratgicosDepartamento do Complexo Industrial e Inovao em SadeClassificao de Risco dosAgentes Biolgicos 2 edioSrie A. Normas e Manuais Tcnicos Braslia DF 2010

2. 2006 Ministrio da Sade.Todos os direitos reservados. permitida a reproduo parcial ou total desta obra, desde que citada a fontee que no seja para venda ou qualquer m comercial.A responsabilidade pelos direitos autorais de textos e imagens desta obra da rea tcnica.A coleo institucional do Ministrio da Sade pode ser acessada na ntegra na Biblioteca Virtual emSade do Ministrio da Sade: http://www.saude.gov.br/bvsO contedo desta e de outras obras da Editora do Ministrio da Sade pode ser acessado na pgina:http://www.saude.gov.br/editoraSrie A. Normas e Manuais TcnicosTiragem: 2 edio 2010 700 exemplaresElaborao, distribuio e informaes:MINISTRIO DA SADESecretaria de Cincia, Tecnologia e Insumos EstratgicosDepartamento do Complexo Industrial e Inovao em SadeComisso de Biossegurana em SadeEsplanada dos Ministrios, Edifcio Sede, bloco G, 8. andar, sala 820CEP: 70058-900, Braslia DFTel.: (61) 3315-3465EDITORA MSDocumentao e InformaoSIA trecho 4, lotes 540/610CEP: 71200-040, Braslia DFTels.: (61) 3233-1774 / 2020Fax: (61) 3233-9558E-mail: editor.ms@saude.gov.brHomepage: www.saude.gov.br/editoraEquipe editorial:Normalizao: Vanessa LeitoReviso: Fabiana Rodrigues e Khamila SilvaDiagramao, capa e projeto grco: Srgio FerreiraImpresso no Brasil / Printed in BrazilFicha CatalogrcaBrasil. Ministrio da Sade. Secretaria de Cincia, Tecnologia e Insumos Estratgicos. Departamento doComplexo Industrial e Inovao em Sade. Classicao de risco dos agentes biolgicos / Ministrio da Sade, Secretaria de Cincia, Tecnologiae Insumos Estratgicos, Departamento do Complexo Industrial e Inovao em Sade. 2. ed. Braslia :Editora do Ministrio da Sade, 2010. 1 CD-ROM : il. ; 4 pol. (Srie A. Normas e Manuais Tcnicos) 1. Classicao e identicao por risco de substncias, produtos e materiais. 2. Fatores de risco. 3.Biossegurana. I. Ttulo. II. Srie. CDU 616-022Catalogao na fonte Coordenao-Geral de Documentao e Informao Editora MS OS 2010/0102Ttulos para indexao:Em ingls: Risk Classication of Biological AgentsEm espanhol: Clasicacin de Riesgo de los Agentes Biolgicos 3. LISTA DE SIGLASAisa Assessoria de Assuntos Internacionais de SadeAnvisa Agncia Nacional de Vigilncia SanitriaCBS Comisso de Biossegurana em SadeCTNBio Comisso Tcnica Nacional de BiosseguranaFiocruz Fundao Oswaldo CruzFunasa Fundao Nacional de SadeHIV Vrus da Imunodecincia HumanaIAL Instituto Adolfo LutzMS Ministrio da SadeNB Nvel de BiosseguranaOGM Organismo Geneticamente ModicadoSAS Secretaria de Ateno SadeSCTIE Secretaria de Cincia, Tecnologia e Insumos EstratgicosSVS Secretaria de Vigilncia em SadeUERJ Universidade do Estado do Rio de JaneiroUFMG Universidade Federal de Minas GeraisUFRJ Universidade Federal do Rio de JaneiroUFRRJ Universidade Federal Rural do Rio de JaneiroUnB Universidade de Braslia 4. SUMRIOApresentao . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .71 Introduo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .92 Critrios para Avaliao de Risco. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .113 Classicao de Risco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .153.1 Classe de Risco 1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .173.2 Classe de Risco 2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .173.3 Classe de Risco 3 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .303.4 Classe de Risco 4 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .32Referncias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .33Glossrio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .39Equipe Tcnica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .41 5. APRESENTAOA Portaria n 178, de 4 de fevereiro de 2009, institui, no mbito daComisso de Biossegurana em Sade do Ministrio da Sade (CBS/MS),um Grupo de Trabalho para Reviso e Atualizao da Classicao de Riscodos Agentes Biolgicos, aprovada pela Portaria n 1.608, de 5 de julho de2007. Esse grupo de trabalho foi coordenado pela Secretaria de Cincia,Tecnologia e Insumos Estratgicos (SCTIE) e composto por representantes daSecretaria de Vigilncia em Sade (SVS), da Agncia Nacional de VigilnciaSanitria (Anvisa), da Fundao Oswaldo Cruz (Fiocruz) e por especialistasdas reas de bacteriologia, virologia, micologia e parasitologia.A CBS, desde sua criao, cumpre um papel importante na efetivaode aes relacionadas Biossegurana no mbito do Ministrio da Sadeem entendimento com instituies que lidam com o tema. Nesse sentido,a atualizao e a publicao da Classicao de Risco dos Agentes Bio-lgicos so imprescindveis para os prossionais que manipulam agentesbiolgicos em instituies de ensino, pesquisa e estabelecimentos de sade. Quanto aos critrios de classicao de risco dos agentes biolgicos,tm-se como base a gravidade da infeco e a capacidade de disseminarno meio ambiente pela virulncia, modo de transmisso, estabilidade doagente, concentrao e volume, origem do material potencialmente pato-gnico, disponibilidade de medidas prolticas ecazes, disponibilidadede tratamento ecaz, dose infectante, manipulao e eliminao do agentepatognico e fatores referentes ao trabalhador. Cabe destacar ainda que em-bora a presente classicao seja similar s internacionais h variaes emvirtude de fatores regionais especcos que inuenciam na sobrevivncia ena endemicidade do agente biolgico.A lista revisada do Ministrio da Sade inclui preponderantementeagentes biolgicos com risco para o homem e para a sade pblica, entreos quais encontram-se alguns com potencial zoontico. COORDENAO DA CBS/MS 6. 1 INTRODUOA Biossegurana em sua perspectiva mais ampla tem como objetivocentral dotar os prossionais e as instituies de instrumentos que permitamo desenvolvimento de atividades com a segurana adequada, seja para pro-teo da sade ou proteo do meio ambiente. Neste sentido, a Biossegu-rana pode ser denida como um conjunto de medidas e procedimentostcnicos necessrios para a manipulao de agentes e materiais biolgicoscapazes de prevenir, reduzir, controlar ou eliminar riscos inerentes s ativi-dades que possam comprometer a sade humana, animal, vegetal e o meioambiente. A avaliao de risco de agentes biolgicos considera critrios quepermitem o reconhecimento, a identicao e a probabilidade do danodecorrente destes, estabelecendo a sua classicao em classes de riscodistintas de acordo com a severidade dos danos. Assim, a classicao dosagentes biolgicos constantes nesta publicao teve foco bsico nos agen-tes causadores de enfermidades em humanos e na taxa de fatalidade doagravo. Por outro lado, a anlise de riscos deve ser orientada por parmetrosque dizem respeito no s ao agente biolgico manipulado, mas tambmao tipo de procedimento realizado e ao prprio trabalhador. Tambm, de-vem-se considerar as vrias dimenses que envolvem a questo, sejam elasrelativas a procedimentos (boas prticas padro e especial), a infraestrutura(desenho, instalaes fsicas e equipamentos de proteo) e a qualicaode recursos humanos. Alm disso, a organizao do trabalho e as prticasgerenciais passaram a ser reconhecidas como importante foco de anlise,pelos incidentes, ou mesmo como integrantes fundamentais de um progra-ma de biossegurana institucional.Os tipos, subtipos e variantes dos agentes biolgicos patognicos envol-vendo vetores distintos; a diculdade de determinar medidas de conteno;as possveis recombinaes genticas e de organismos geneticamente mo-dicados (OGM) so alguns dos desaos na conduo segura de procedi-mentos com agentes biolgicos. Assim, para cada anlise ou procedimento 7. diagnstico, os prossionais devero proceder a uma avaliao de risco,onde ser discutido e denido o nvel de conteno adequado para manejaras respectivas amostras. Neste processo h que se considerar os diferentestipos de riscos envolvidos. 8. 2 CRITRIOS PARA AVALIAO DE RISCOA importncia da avaliao de risco dos agentes biolgicos est, nosomente na estimativa do risco, mas tambm no dimensionamento da es-trutura para a conteno e a tomada de deciso para o gerenciamento dosriscos. Para isso, consideram-se alguns critrios, entre os quais se destacam: Virulncia a capacidade patognica de um agente biolgico, medi-da pela mortalidade que ele produz e/ou por seu poder de invadir tecidosdo hospedeiro. A virulncia pode ser avaliada por meio dos coecientes deletalidade e de gravidade. O coeciente de letalidade indica o percentualde casos da doena que so mortais, e o coeciente de gravidade, o percen-tual dos casos considerados graves. Modo de transmisso o percurso feito pelo agente biolgico a par-tir da fonte de exposio at o hospedeiro. O conhecimento do modo detransmisso do agente biolgico manipulado de fundamental importnciapara a aplicao de medidas que visem conter a disseminao do patgeno.Estabilidade a capacidade de manuteno do potencial infecciosode um agente biolgico no meio ambiente. Deve ser considerada a capa-cidade de manuteno do potencial infeccioso em condies ambientaisadversas como a exposio luz, radiao ultravioleta, s temperaturas, umidade relativa e aos agentes qumicos.Concentrao e volume a concentrao est relacionada quanti-dade de agentes patognicos por unidade de volume. Assim, quanto maiora concentrao, maior o risco. O volume do agente patognico tambm importante, pois na maioria dos casos, os fatores de risco aumentam propor-cionalmente ao aumento do volume do agente presente no meio.Origem do agente biolgico potencialmente patognico deve serconsiderada a origem do hospedeiro do agente biolgico (humano ou ani-mal) como tambm a localizao geogrca (reas endmicas) e a naturezado vetor. 9. Disponibilidade de medidas prolticas ecazes estas incluem pro-laxia por