civil iv - direitos reais

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  • DIREITOS REAIS

  • Direitos ReaisConceitoDiferenas entre Direitos PessoaisSituaes hbridasClassificao dos Direitos Reais

  • DA POSSENoes histricasTeoria de SavignyTeoria de IheringConceito doutrinrioConceito de possuidorPossuidor x Proprietrio x detentor

  • Da PosseClassificao da PosseAquisio da Posse art. 1.204Quem pode adquirir a posse art. 1205Acesso da posse arts. 1203, 1206 e 1207Exteno da posse art. 1209Jus possidendi e jus possessionisPerda da posse art. 1223

  • Efeitos da PosseProteo possessria Percepo dos frutosResponsabilidade pela deter. ou perda da coisaIndenizao pelas benfeitoriasDireito de retenoUsucapionus da prova em benefcio do possuidor

  • 1. Efeito - Proteo PossessriaAutodefesa Par.nico 1.210CCDesforo imediato - esbulhoLegitima defesa turbaoLogo e atos indispensveisInterditos Possessrios art. 1210Interim dicunturReintegrao de Posse esbulhoManuteno de Posse - turbaoInterdito Proibitrio justo receio e ameaa

  • 2. Efeito -Percepo de frutosTeorias explicam os frutos:Objetiva: frutos so utilidades que a coisa periodicamente produz e que podem ser retiradas sem causar prejuzo. Subjetiva: frutos so as riquezas produzidas por um bem patrimonial, que pode ser tanto a safra de uma propriedade agrcola, como nos resultados vindos da ao do homem sobre a natureza (plantao de eucalipto), ou rendimentos de um capital.

  • Classificao dos frutosClassificao dos Frutos:1 - Quanto a sua forma:a) Naturais: os que renovam peridicamente, em virtude da fora da natureza, como colheitas;b) Industriais: so os devidos atuao do homem sobre a natureza (produo de uma fbrica);c) Civis: so as rendas provenientes da utilizao de coisa frugfera (juros e aluguis).

  • Classificao dos frutosQuanto ao seu estado:a) frutos pendentes: aqueles que continuam unidos rvore que o produziu, tanto pelos ramos como pelas razes.b) frutos percebidos: so os frutos j colhidosc) frutos estantes: so os frutos armazenados, acondicionadosd) frutos percipiendos: so os frutos que deveriam ser colhidos, mas ainda no forame) frutos consumidos: os que j no existem, por que foram utilizados pelo possuidor.

  • Consequncias:Art. 1214 CC o possuidor de boa-f tem direito, enquanto ela durar, aos frutos percebidos. A boa-f do possuidor equipara-o ao dono (boa f existe quando aquele que possui a coisa tem a convico de que ela lhe pertence, seja por um ttulo jurdico ou direito hereditrio, ainda que viciado).(Note-se boa-f enquanto durar)Obs: A est em uma propriedade onde h inmeros abacateiros, A de boa-f retira os abacates da propriedade, citado da inicial, a posse de A deixa de ser de boa-f, pois comea a conhecer os vcios de sua posse, assim no mais poder retirar os abacates.

  • ConsequnciasArt. PAR. NICO 1214 CC obriga a restituio dos frutos pendentes, sendo indenizado das despesas de produo e custeio, bem como dos colhidos por antecipao, a partir do instante em que cessa a boa-f. OBS: diverge a doutrina sobre o momento que se cessa a boa-f. Orlando Gomes, W.Barros, Caio Mario dizem que cessa quando h contestao (por ser o momento formal). Outros como S. Venosa, seguindo orientao do Cdigo Italiano, admitem a possibilidade de se cessar antes, como exemplo, no momento da citao.

  • Consequncias:Art. 1215 CC estabelece que os frutos naturais e industriais reputam-se colhidos e percebidos, logo que separados. Os civis reputam-se percebidos dia por dia.Art. 1216 CC dispe que o possuidor de m-f responde por todos os frutos colhidos e percebidos, bem como pelos que, por culpa sua, deixou de perceber, desde o momento que se constituiu a m-f, tem direito porm s despesas de produo e custeio. O direito quer punir o dolo, a m-f, mas tambm no pode permitir que ningum se locuplete custa alheia, assim, o possuidor de m-f, saindo do imvel, responde pelos frutos colhidos e percebidos, bem como, pelos que deixou de perceber , por culpa sua , note-se que este ltimo est condicionado prova de culpa.

  • 3. Efeito- Resp.por deterioraoPossuidor de Boa-f: Art. 1217CC (isenta de responsabilidade, desde que no tenha dado causa isto , sem culpa ou dolo)Possuidor de M-f: responde por perda ou deteriorao da coisa, ainda que acidental, salvo se provar que de qualquer forma o dano ocorreria estando ele ou no na posse. Art. 1218 CC

    OBS: Seguindo-se a corrente majoritria, at a contestao, o possuidor s responde pelo dano se agiu com dolo ou culpa, aps, responder independente de dolo ou culpa, apenas se eximindo da responsabilidade se provar que a coisa se deterioraria independente de estar com ele ou no.

  • 4. Efeito-Indenizao por benfeitoriasObs: Benfeitorias no se confundem com Acesso, contudo, tem se admitido aplicar a ambas o D. de Reteno. O STF j decidiu : A reteno tambm protege o possuidor, quanto s acesses, que so benfeitorias no sentido lato (RTJ 35/488).

    Benfeitorias so obras ou despesas feitas numa coisa para conserv-la, melhor-la ou embelez-la. Art. 96 CC

    a) Necessrias: tem por finalidade conservar a coisa, evitando-lhe a deteriorao Ex. reconstruo do muro que est prestes a cair.b) teis: as que aumentam ou facilitam o uso da coisa. Ex. construir uma garagem coberta;c) Volupturias: so as de mero recreio ou deleite, que tornam mais agradvel a coisa (Ex. construo de fonte luminosa)

  • 4. Efeito-Indenizao por benfeitoriasO possuidor de boa-f ter direito indenizao das benfeitorias necessrias e teis, quanto s volupturias poder receber o seu valor, ou retir-las quando no tragam prejuzo coisa. Art. 1219 CC.

  • 4. Efeito-Indenizao por benfeitoriasO possuidor de m-f tem direito apenas ao ressarcimento das benfeitorias necessrias, quanto as teis e as volupturias ele as perde em favor do proprietrio que as recebe gratuitamente, como compensao pelo tempo que ficou privado da posse. Art. 1.220 CC

    OBS: Clculo para Indenizao: Art. 1.222 CC permite que na indenizao por benfeitorias o reivindicante da posse opte pelo valor atual ou de custo da benfeitoria, quando o possuidor esteja de m-f. (idia pagar o que efetivamente gastou sem ganho nem aumento de capital). Quanto ao possuidor de boa-f, lhe ser indenizado o valor atual da benfeitoria.

  • 5. Efeito Direito de RetenoPara garantir o ressarcimento das benfeitorias necessrias e teis, a lei concede ao possuidor de boa-f o DIREITO DE RETENO, no qual o possuidor conserva em seu poder a coisa at ser ressarcido. Ao de Embargos de Reteno por Benfeitorias, art. 744 CPC)

    Compensao de Valores: o Art. 1221 CC permite a compensao dos valores entre a indenizao pelas benfeitorias e eventual prejuzo ou dano, inclusive dos frutos injustamente percebidos pelo possuidor. No momento da compensao, cessa o direito de reteno e a coisa deve ser restituda ao legtimo dono.

  • 6. Efeito - Usucapioa posse conduz ao usucapio: a posse um dos requisitos do usucapio, que ser melhor analisado quando tratarmos de modo de aquisio da propriedade.

  • 7. Efeito nus da provase o direito do possuidor contestado, o nus da prova compete ao adversrio, pois que a posse se estabelece pelo fato: assim o nus da prova torna a situao do possuidor mais favorvel. Assim, em matria de ao possessria tem se preferido adotar a regra geral, no provando o autor seu direito, deve ser mantido o ru na posse

  • Perda da Posse

    OBS: O NCC simplifica a referida matria no seguinte sentido art. 1.223 Perde-se a posse quando cessa, embora contra a vontade do possuidor, o poder sobre o bem, ao qual se refere o art. 1.196.

  • DA PROPRIEDADE

  • Art. 5. CF Todos so iguais perante a lei, sem distino de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pas a inviolabilidade do direito vida, liberdade, igualdade, segurana e propriedade, nos termos seguintes.

  • Teorias para explicar a propriedadea) Teoria da Ocupao: a pessoa torna-se proprietrio porque ocupa a rea abandonada. Teoria errada, pois no explica o motivo de garantir a propriedade.b) Teoria da Natureza Humana: o direito de propriedade inerente ao homem da natureza humana. As pessoas j nascem com esse direito, uma ddiva de Deus. c) Teoria da Especificao: a propriedade vem pelo trabalho, pertence a quem trabalhar no local.d) Teoria da Lei: a propriedade existe porque est na lei, que a define, a garante, diz os modos de aquisio e perda. seguida pelo direito brasileiro.

  • Elementos que a caracterizamO Art. 1228 CC traz os elementos que formam a propriedade:a) Jus utendi: direito de usar: Ex, morar no imvelb) Jus fruendi: direito de gozar: Ex. alugar o imvelc) Jus abutendi: direito de dispor: Ex vender o imveld) reivindicatio: direito de reaver: Ingressar em juzo com ao Reivindicatria

  • Classificao da propriedadea) PLENA: quando todos os elementos constitutivos da propriedade estiverem presentes, isto , jus utendi, jus fruendi, jus abutendi e reivindicatio.

    b) LIMITADA: quando faltar um ou mais elementos constitutivos da propriedade, como por exemplo se a propriedade estiver gravada de nus real.

  • Ao ReivindicatriaConceito: uma ao daquele que tem ttulo de domnio e no tem a posse contra aquele que tem a posse e no tem o ttulo. uma ao especfica do proprietrio para proteger o domnio. necessrio o ttulo de domnio devidamente transcrito. Alguns autores modernos entendem o compromisso de compra e venda irretratvel e irrevogvel como documento de prova.Natureza Jurdica: ao de natureza petitria, de natureza Real.

  • Carter social da propriedadeDispe o art. 1.228, 1 que o direito de propriedade deve ser exercido em consonncia com as finalidades econmicas e sociais, para se preservarem a flora, fauna, belezas naturais, equilbrio ecolgico, patrimnio histrico e artstico, bem como evitar poluio de guas e ar.Desapropriao por finalidade pblica: art. 1.228