circunstância legais. reincidência

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circustancias legais e reinciedncia

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  • 1

    Direito Penal II

    Profa. M.Sc. Lidiane Lopes

    Temas: Circunstncias Legais (Atenuantes/Agravantes). Causas de Aumento.

    Diminuio. Reincidncia

    Texto de: Denise Cristina Mantovani Cera

    Diferenas entre as circunstncias agravantes e atenuantes e as causas de aumento e de

    diminuio da pena?

    Adotando o critrio trifsico ou critrio Nelson Hungria, o clculo da pena no Direito penal brasileiro

    feito em trs fases conforme dispe o artigo 68 do Cdigo Penal:CP, Art. 68 - A pena-base ser fixada

    atendendo-se ao critrio do art. 59 deste Cdigo; em seguida sero consideradas as circunstncias

    atenuantes e agravantes; por ltimo, as causas de diminuio e de aumento.

    Assim, so diferenas entre as circunstncias agravantes e atenuantes e as causas de aumento e de

    diminuio de pena:

    Circunstncias agravantes e atenuantes Causas de aumento e de diminuio

    So consideradas na 2 fase de aplicao da pena, tomando

    por base a pena-base. Esta pena-base tem como ponto de

    partida a pena simples ou qualificada de um crime, e

    aplicada com fundamento no artigo 59 do CP.

    So consideradas na 3 fase de aplicao

    da pena, tomando por base a pena

    intermediria.

    Devem respeitar os limites legais de pena previstos.

    Smula 231 do STJ: A incidncia da circunstncia atenuante

    no pode conduzir reduo da pena abaixo do mnimo

    legal .

    No devem respeito aos limites legais de

    pena previstos, ou seja, a pena definitiva

    pode ficar aqum do mnimo ou alm do

    mximo.

    O quantum de aumento ou de diminuio fica a critrio do

    juiz.

    O quantum est previsto em lei, ainda

    que em quantidade varivel.

    Constam nos artigos 61/62 e 65/66.

    Exemplos: artigo 14, pargrafo nico,

    art. 157, 2 e artigo 226, abaixo

    transcritos.

    Art. 14 - Diz-se o crime: (...). Pargrafo nico - Salvo disposio em contrrio, pune-se a tentativa com a

    pena correspondente ao crime consumado, diminuda de um a dois teros . (Destacamos)

    Art. 157 - Subtrair coisa mvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaa ou violncia a

    pessoa, ou depois de hav-la, por qualquer meio, reduzido impossibilidade de resistncia:

    http://www.jusbrasil.com/topico/10631687/artigo-68-do-decreto-lei-n-2848-de-07-de-dezembro-de-1940http://www.jusbrasil.com/legislacao/91614/c%C3%B3digo-penal-decreto-lei-2848-40http://www.jusbrasil.com/legislacao/91614/c%C3%B3digo-penal-decreto-lei-2848-40http://www.jusbrasil.com/topico/10631687/artigo-68-do-decreto-lei-n-2848-de-07-de-dezembro-de-1940http://www.jusbrasil.com/topico/10633383/artigo-59-do-decreto-lei-n-2848-de-07-de-dezembro-de-1940http://www.jusbrasil.com/topico/10633383/artigo-59-do-decreto-lei-n-2848-de-07-de-dezembro-de-1940http://www.jusbrasil.com/legislacao/91614/c%C3%B3digo-penal-decreto-lei-2848-40

  • 2

    Breves consideraes acerca das Atenuantes e Agravantes previstas no CP

    2 fase da dosimetria da pena

    Trata-se das chamadas "circunstncias legais" - pois esto previstas em Lei (CP/LPE).

    Em razo da vedao da analogia in malam partem no possvel ampliar o rol das

    agravantes (taxativo).

    possvel ao juiz reconhecer de ofcio uma circunstncia agravante (posto que legal)

    ainda que no tenha sido referida na pea acusatria (denncia/queixa - em se tratando

    de ao penal privada subsidiria da pblica).

    Neste sentido temos: CPP: Art. 385. Nos crimes de ao pblica, o juiz poder proferir

    sentena condenatria, ainda que o Ministrio Pblico tenha opinado pela absolvio, bem

    como reconhecer agravantes, embora nenhuma tenha sido alegada.

    (...) 2 - A pena aumenta-se de um tero at metade :

    I - se a violncia ou ameaa exercida com emprego de arma;

    II - se h o concurso de duas ou mais pessoas;

    III - se a vtima est em servio de transporte de valores e o agente conhece tal circunstncia.

    IV - se a subtrao for de veculo automotor que venha a ser transportado para outro Estado ou para o

    exterior;

    V - se o agente mantm a vtima em seu poder, restringindo sua liberdade. (Destacamos)

    Art. 226. A pena aumentada :

    I - de quarta parte , se o crime cometido com o concurso de 2 (duas) ou mais pessoas;

    II - de metade , se o agente ascendente, padrasto ou madrasta, tio, irmo, cnjuge, companheiro, tutor,

    curador, preceptor ou empregador da vtima ou por qualquer outro ttulo tem autoridade sobre ela;

    (Destacamos)

    Extrado do site: http://lfg.jusbrasil.com.br/noticias/2631677/quais-as-diferencas-entre-as-

    circunstancias-agravantes-e-atenuantes-e-as-causas-de-aumento-e-de-diminuicao-da-pena-denise-

    cristina-mantovani-cera

  • 3

    J no que tange s circunstncias atenuantes, observamos que o rol do art. 65 do CP

    meramente exemplificativo, nos exatos termos do CP:

    Art. 66 - A pena poder ser ainda atenuada em razo de circunstncia relevante, anterior

    ou posterior ao crime, embora no prevista expressamente em lei.

    Circunstncias atenuantes no previstas em lei so chamadas de INOMINADAS.

    TJ-MG - 100240951186830011 MG 1.0024.09.511868-3/001(1) (TJ-MG). Data de

    publicao: 03/03/2010. Ementa: APELAO CRIMINAL - ROUBO MAJORADO -

    ABSOLVIO - IMPOSSIBILIDADE - MATERIALIDADE E AUTORIA DELITIVAS

    COMPROVADAS - PLEITO DE RECONHECIMENTO DE CIRCUNSTNCIA ATENUANTE

    INOMINADA - NO ACOLHIMENTO.

    Impossvel acolher a pretenso absolutria quando materialidade e autoria delitivas esto

    fartamente comprovadas nos autos, no havendo nenhuma causa de excluso da ilicitude

    ou da culpabilidade. - No apresentada pela defesa circunstncia a diminuir a

    culpabilidade do acusado, no h falar-se em aplicabilidade da atenuante inominada

    prevista pelo artigo 66 do Cdigo Penal. Somente pode ser reconhecida a existncia da

    atenuante inominada quando houver uma circunstncia, no prevista expressamente em

    lei, que permita ao Juiz verificar a ocorrncia de um fato indicativo de uma menor

    culpabilidade do agente. Precedentes do STJ.

    Para refletir:

    A co-culpabilidade como atenuante genrica inominada

    Por Carlos Eduardo Neves

    Art. 66 - A pena poder ser ainda atenuada em razo de circunstncia relevante, anterior ou

    posterior ao crime, embora no prevista expressamente em lei.

    As atenuantes inominadas, conforme redao do artigo 66 do Cdigo Penal, dada pela Lei n

    7.209, de 11.7.1984, so circunstncias que no esto expressas na Lei e, por isso,

    submetem-se ao critrio do magistrado.

    Dessarte, como no so expressas as causas atenuantes, defendem Eugenio Raul Zaffaroni e

    Jos Henrique Pierangeli que o agente posto margem da Sociedade (marginal) e,

    influenciado por essa situao desfavorvel, em se fazendo criminoso, deve ter sua culpa

    atenuada.

    Continua(...)

  • 4

    Observao: o reconhecimento de uma atenuante no pode fixar a pena aqum do

    mnimo legal (abstrato) e tampouco a agravante poder elev-la alm do mximo

    abstratamente previsto.

    STJ. Smula 231. A incidncia da circunstncia atenuante no pode conduzir reduo da

    pena abaixo do mnimo legal.

    Da mesma forma, se a circunstncia for ao mesmo tempo atenuante e causa de

    diminuio dever ser valorada apenas na 3 fase da dosimetria da pena.

    Clculo: a lei no estabelece um quantum fixo para cada circunstncia devendo o

    magistrado orienta-se, no caso concreto, pelos critrios de proporcionalidade e

    razoabilidade.

    Em outras palavras, se a pessoa no recebe boas oportunidades na vida, para desenvolver-se

    como ser humano, ou mesmo, o que mais grave, no recebe nenhuma oportunidade, apenas

    as ruins, caso ela venha a ser um infrator das Leis dessa Sociedade, a sua culpabilidade ( juzo

    de reprovabilidade) seria menor.

    Assim, configurar-se-ia a chamada co-culpabilidade entre a Sociedade, omissa e injusta, e o

    infrator, marginalizado e criminoso.

    Sem embargo, v-se, pois, que no estaria o criminoso isento de culpa, ainda que

    marginalizado.

    Dessarte, muitas vezes o indivduo v-se em situaes atrozes, tais como a fome, a doena, a

    humilhao, enfim, o desespero, sendo obrigado, melhor seria dizer, induzido, a trilhar o

    caminho do crime, o que demonstraria menor juzo de reprovabilidade em relao a sua

    conduta, segundo essa teoria.

    Oportuno esclarecer que nem todos os esquecidos pela Sociedade tornam-se criminosos,

    dado que, nesse aspecto, no h determinismo absoluto. De outra parte, sabe-se, outrossim,

    que mesmo aqueles que tenham todas as boas oportunidades, constituem-se, muitas vezes,

    em criminosos. Portanto, parece-nos, que, alm do determinismo, eleva-se a vontade do ser

    humano (livre arbtrio).

    Mas estas so questes de alta indagao filosfica, que, evidentemente, no cabem aqui.

    Por fim, reitero, deixando a questo do determinismo e do livre arbtrio para os filsofos e

    outros pensadores, a co-culpabilidade, acredito, deveria ser utilizada, em casos excepcionais,

    como atenuante genrica.

    Extrado do site: http://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/6743/A-co-culpabilidade-

    como-atenuante-generica-inominada

  • 5

    Vale ressaltar que os Tribunais (STF/STJ) trabalham com o coeficiente de () 1/6 para

    cada circunstncia reconhecida (atenuante/agravante). Trata-se de uma construo

    jurisprudencial.

    Vejamos cada uma das circunstncias:

    ATENUNATES:

    CP: Circunstncias atenuantes

    Art. 65 - So circunstncias que sempre atenuam a pena:

    I - ser o agente menor de 21 (vinte e um), na data do fat