CIÊNCIAS HUMANAS

Download CIÊNCIAS HUMANAS

Post on 03-Jan-2016

213 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • 2013 \ PROVA - 06-04-2013 - II SIM. ENEM 2013 - SAB (CH e CN) - 3o ANO - J@

  • 2 II SIMULADO ENEM 2013 3o ANO (CINCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS / CINCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS)

    2013 \ PROVA - 06-04-2013 - II SIM. ENEM 2013 - SAB (CH e CN) - 3o ANO - J@

    CINCIAS HUMANAS

    E SUAS TECNOLOGIAS

  • 3 II SIMULADO ENEM 2013 3o ANO (CINCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS / CINCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS)

    2013 \ PROVA - 06-04-2013 - II SIM. ENEM 2013 - SAB (CH e CN) - 3o ANO - J@

    QUESTO 01 HABILIDADE 5

    Leia a resenha crtica a respeito do filme brasileiro que

    concorreu ao Oscar em 2011:

    Lixo extraordinrio tem nada de lixo e muito de

    extraordinrio. [...] Filmado no maior aterro sanitrio do

    mundo, no Jardim Gramacho, Rio de janeiro, o filme mostra

    como a arte do brasileiro Vik Muniz conseguiu mudar

    totalmente o cotidiano e o destino das pessoas que tiveram

    contato com seu projeto. O resultado das obras de Vik Muniz

    impressionante. No s o trabalho em si, que belssimo,

    misturando imagens fortes com o lixo produzido pelos

    habitantes do Rio de Janeiro, como a transformao que

    acontece nos catadores. Muniz conhece pessoas

    interessantssimas, como Tio, presidente da Associao de

    Catadores, um homem inteligente e curioso, que ajuda

    Muniz a recolher os materiais de que precisa; sis, uma

    simptica catadora, recm-separada do homem que ama e

    que detesta trabalhar no lixo; Irma, a cozinheira local que

    adora alimentar os trabalhadores do Jardim Gramacho;

    Valter, um velhinho sbio e falador; Zumbi, catador que

    sonha montar uma biblioteca na regio, entre tantos outros.

    Adaptado de Rodrigo de Oliveira. Lixo extraordinrio: a arte de transformar.

    O trabalho de Vik Muniz pode ser considerado:

    (A) um exemplo da pobreza que predomina na sociedade

    brasileira.

    (B) uma manifestao artstica e cultural da sociedade

    atual.

    (C) um caso de excluso social dos catadores de lixo de

    Gramacho.

    (D) uma concepo tradicional do que se pode chamar de

    arte.

    (E) uma atividade cotidiana para os catadores de lixo de

    Gramacho.

    QUESTO 02 HABILIDADE 3

    Todas as tardes de segundas e teras-feiras do segundo semestre, dou aula na Universidade de Yale sobre Histria da Guerra Fria. Preciso sempre lembrar a mim mesmo que quase nenhum de meus alunos tem recordaes de qualquer dos acontecimentos que descrevo. Quando falo de Stalin e Truman e at mesmo de Reagan e Gorbatchev, como se contasse histrias de Napoleo, Csar ou Alexandre, o Grande. A maioria da classe de 2005, por exemplo, tinha apenas cinco anos quando veio abaixo o muro de Berlim. Eles sabem que a Guerra Fria lhes enformou a vida de vrias maneiras porque ouviram dizer que ela afetou suas famlias. Alguns no todos percebem que, se algumas decises tivessem sido diferentes, em certos instantes crticos daquele conflito, eles poderiam nem ter tido uma vida a viver. Mas meus alunos se inscrevem no curso com pouqussima noo da forma como terminou. Para eles, histria: em nada diferente da Guerra do Peloponeso.

    GADDIS, John Lewis. Histria da Guerra Fria. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005.

    Com base no texto e em seus conhecimentos, pode-se afirmar que o autor

    (A) evidencia a grande afinidade da nova gerao ps Guerra Fria com o conhecimento histrico e valoriza o entendimento dos fenmenos sociais e polticos e da evoluo e da dinmica geopoltica mundial.

    (B) entende que o enorme distanciamento do fim da Guerra Fria mostra um processo de esquecimento coletivo que atinge a totalidade da nova gerao. Esta estaria apenas interessada em seu passado recente, desprezando o universo cultural do perodo analisado pelo autor.

    (C) constata que os alunos, na maioria, tm preocupaes diretas com o processo de formao do mundo capitalista no ps Guerra Fria e sabem identificar a posio histrica de cada personagem histrico, individualizando-os no espao e tempo.

    (D) observa que seus alunos, talvez pelo dinamismo do mundo atual, perderam, relativamente, a noo de passado recente. Apenas alguns deles conseguem distinguir a importncia e a periculosidade, para a humanidade, de um processo como a Guerra Fria.

    (E) entende que fenmenos sem importncia como a Guerra Fria realmente no apresentam pontos de interesse para a gerao atual, mais interessada em grandes lderes do passado e em fatos relevantes para a cultura ocidental, como, por exemplo, a Guerra do Peloponeso entre gregos e persas.

    QUESTO 03 HABILIDADE 1

    Em 1907, h um sculo, Pablo Picasso abriu seu ateli, mostrando aos amigos sua tela: As senhoritas de Avignon. Nascia o Cubismo. Essa tela, de grandes propores, inaugura a decomposio da realidade no espao bidimensional, alm de propor o completo rompimento da noo de plano. Essas mulheres provocaram um profundo escndalo, quando foram lanadas, e at hoje desafiam crticos e historiadores. As figuras so chapadas, quase que completamente destitudas de volume e com efeitos mnimos de luz e sombra. Percebe-se claramente nas pinturas da extrema esquerda a influncia das mscaras rituais africanas.

    S.S.R.

    A respeito da obra e do perodo histrico de sua produo, pode-se afirmar que

  • 4 II SIMULADO ENEM 2013 3o ANO (CINCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS / CINCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS)

    2013 \ PROVA - 06-04-2013 - II SIM. ENEM 2013 - SAB (CH e CN) - 3o ANO - J@

    (A) o surgimento do cubismo inaugurou uma revoluo esttica e tcnica. Influenciado pela escultura negra e pela arte primitiva, foi includo no universo poltico do perodo, na medida em que o mundo vivia a descolonizao afro-asitica.

    (B) o cubismo se constitui em uma tendncia universal e permanente na arte, na medida em que se desvinculou de seu perodo histrico, tornando-se, desta forma, uma arte eterna.

    (C) tudo, nesse estilo, ocorria ao mesmo tempo: poesia, teatro, msica e artes plsticas. Os comportamentos eram provocativos com o intuito de chocar e romper com os valores tradicionais. Surgiu em plena I Guerra Mundial.

    (D) a descoberta de novos continentes, a viso antropocntrica do mundo, a inveno da bssola e da imprensa, a afirmao dos Estados nacionais e a difuso de variadas formas artsticas contriburam para o nascimento desse estilo, que revolucionou a forma de pensar do homem moderno.

    (E) surgiu no cenrio da pintura europeia do incio do

    sculo XX, com autores que no se preocupavam com

    os preceitos do Realismo ou da academia. A luz e o

    movimento utilizando pinceladas soltas tornaram-se os

    principais elementos da pintura.

    QUESTO 04 HABILIDADE 24

    O Reino Unido gosta de se ver como o pai dos Parlamentos, bero da democracia moderna. No importam as contribuies de menor monta feitas pela Constituio Norte-Americana ou pela Declarao dos Direitos do Homem proclamada pela Frana. Nada pode competir com os mil anos de Histria que existem por trs da Cmara dos Comuns. Quando a ento premier Margaret Thatcher participou das comemoraes do bicentenrio da Revoluo Francesa, fez pouco caso de seu significado. A essncia de suas declaraes foi que a democracia britnica no se baseava numa nica grande convulso, como a de 1789: tinha sido erguida sobre os fundamentos muito mais firmes da sabedoria acumulada e da conveno histrica. (Philip Stephens, Financial Times. Adaptado.)

    De acordo com o texto e com outros conhecimentos histricos, possvel concluir que (A) a antiguidade do parlamentarismo ingls demonstra sua

    superioridade sobre a Constituio dos Estados Unidos e a Revoluo Francesa.

    (B) a representatividade da Cmara dos Comuns, desde sua fundao, mais ampla do que a proporcionada pelas conquistas polticas da Revoluo Francesa, como o voto universal.

    (C) a democracia britnica recebeu importantes contribuies do sistema poltico norte-americano e da Revoluo Francesa, entre as quais a prtica do voto censitrio.

    (D) a evoluo poltica da Inglaterra precedeu de muito a Revoluo Norte-Americana e a Revoluo Francesa, embora estas tenham dado importantes contribuies para o aperfeioamento da democracia.

    (E) o Parlamento Britnico, o Congresso Norte-Americano e a Conveno Nacional da Revoluo Francesa so instituies similares e pouco evoluram desde que foram institudas.

    QUESTO 05 HABILIDADE 7

    Artigo 5

    o O comrcio de mercadorias inglesas proibido, e

    qualquer mercadoria pertencente Inglaterra, ou proveniente de suas fbricas e de suas colnias declarada boa presa. (...) Artigo 7

    o Nenhuma embarcao vinda diretamente da

    Inglaterra ou das colnias inglesas, ou l tendo estado, desde a publicao do presente decreto, ser recebida em porto algum. Artigo 8

    o Qualquer embarcao que, por meio de uma

    declarao, transgredir a disposio acima, ser apresada e o navio e sua carga sero confiscados como se fossem propriedade inglesa.

    Excerto do Bloqueio Continental, Napoleo Bonaparte. Citado por Ktia M. de Queirs Mattoso. Textos e documentos para o estudo da histria contempornea (1789-

    1963), 1977.

    Esses artigos do Bloqueio Continental, decretado pelo Imperador da Frana em 1806, permitem notar a disposio francesa de (A) estimular a autonomia das colnias inglesas na

    Amrica, que passariam a depender mais de seu comrcio interno.

    (B) impedir a Inglaterra de negociar com a Frana uma nova legislao para o comrcio na Europa e nas reas coloniais.

    (C) provocar a transferncia da Corte portuguesa para o Brasil, por meio da ocupao militar da Pennsula Ibrica.

    (D) ampliar a ao de corsrios ingleses no norte do Oceano Atlntico e ampliar a hegemonia francesa nos mares europeus.

    (E) debilitar economicamente a Inglaterr