CIÊNCIAS HUMANAS

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Breve abordagem sobre as Cincias Humanas.

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<p>1. Introduo a Uma Filosofia da religio</p> <p>Cincias Humanas Por Dalmo Santiago Jr.Cincias Humanas e SociaisConceito: Trata da realidade humana com um olhar cientifico. Isso surge a partir do momento que no Renascimento surge o Humanismo onde o homem deixa de ser um animal racional, segundo a concepo de Aristteles (o homem um animal poltico), e passa a ser visto como ser humano. Antes do humanismo o homem era entendido como animal. Depois do Humanismo se fala em humanidade. Mais tarde no sculo VIII, na era da Revoluo Industrial, e com o Iluminismo e a Revoluo Francesa, que passa a concentrar ateno no homem enquanto ser para asociedade, passando a surgir as cincias sociais.Estudaremos nesse semestre o Homem, a Sociedade e a Cultura. O Homem O olhar das cincias sociais sobre o homem no apenas filosfico, mas tambm da Antropologia Filosfica que busca observar o que a essncia humana, ou seja, o que forma esse lado humanstico. Tem vrios aspectos que formam o ser humano. A substncia humana corprea e material. Mas, e a essncia formada do qu? Da racionalidade, do psiquismo, etc. Assim, o primeiro exerccio nosso foi estudar o Homem como ser material e Racional.Ernest GasirErnest vislumbra o ser humano como ser complexo.No Renascimento a partir de 1500 que os pensadores distinguem o homem do animal. Nasce a Idade Moderna em 1500. At ento o mundo vivia sob a Idade Mdia. O Renascimento significava reviver para a Grcia Clssica e a Helnica. O Renascimento simbolizava um retorno ao pensar filosfico e cultural da Grcia. A Grcia Clssica a Grcia de Scrates. A Helnica a que nasce a partir de Alexandre Magno. O pensamento grego passa a ser influenciado pelo modo de pensar romano, j que os romanos invadiram a Grcia. Quando o Imprio Romano invadiu a Grcia suprimiu uma srie de pensamentos da Grcia. Surge o Estoicismo e o Empirismo. Aparecem figuras como Sneca (Estoicismo). Nasce em Roma tambm o Hedonismo. Algumas pessoas chegam a confundir Epicurismo com Hedonismo porque o primeiro defende a atalaxia (a satisfao). Essa satisfao, entretanto, no era luxuriosa, mas de equilbrio. A atalaxia era um estado de equilbrio contra o consumismo (excesso do consumo). Por isso, a atalaxia representava um cio. Um parar se viver por impulso de comprar, de comer, de se vestir bem. O Hedonismo que induz ao consumismo e a uma vida desregrada de prazer. Patrstica: Depois do Helenismo juntamente com o Epicurismo, Estoicismo e o Hedonismo surge a Patrstica. O principal nome desse perodo Agostinho com sua Cidade de Deus. A Cidade de Deus para ele era o modelo a ser construdo na Terra. Depois da Patrstica aparece a Escolstica com Toms de Aquino.Escolstica: Para Toms de Aquino os trs poderes so o Pai, o Filho e o Esprito Santo. Esses o modelo que futuramente vai influenciar Montesquieu a desenvolver os trs poderes Executivo, Legislativo e Judicirio. Humanismo: Em 1500 surge o Renascimento e o Humanismo que resgata o pensamento helnico cunhando o conceito, ao invs de animal, de humano. Nesse perodo se tem Ren Descartes na Frana falando sobre a razo, nascendo assim um modo de pensar objetivo que o Racionalismo atravs do ser pensante (cogito ergo sum). A ferramenta metodolgica do racionalismo ser a deduo.Revoluo Industrial: No inicio do sculo XVIII aparece na Inglaterra essa nova forma de pensar em seu grau maior na Revoluo Industrial. Aparece tambm um filsofo chamado David Hume se opondo ao Racionalismo desenvolvendo uma nova forma de pensar: o Empirismo. A ferramenta metodolgica do Empirismo a Induo. Deduo: Inaugurado por Ren Descartes. Na deduo se tem o raciocnio lgico e analtico, visando um fim mentalizado, e que se prova por um enunciado claro e lgico. Envolve o objetivismo.Induo: Mtodo inaugurado por David Hume. No Empirismo aparece um raciocnio no lgico, mas observacional. A Induo observar, analisar e tirar concluso da observao, visando um fim concreto e no mentalizado. Para se provar uma verdade ela no poderia ser apenas provada mentalmente por um enunciado lgico, mas por provas concretas. Um exemplo disso a prova da existncia de Deus. Descartes provou a existncia de Deus com argumentos lgicos e com enunciados. Mas, para Hume, s se poderia provar a existncia de Deus de forma concreta e no por enunciados e, isso impossvel. Envolve o subjetivismo. o subjetivismo que prima aqui. Por que aqui no o caminho do puro intelecto, mas tambm fisiolgico das sensaes e dos sentidos. Para Hume antes de o homem pensar preciso que exista um estmulo ou impulso para produzir aquele pensamento. Karl Popper e o Neoracionalismo: O Neoracionalismo se difere do racionalismo cartesiano. O Neoracionalismo analtico. Ele est muito prximo da fisiologia e especialmente da psicologia. Ela estuda a linguagem. O Neoracionalismo viu a importncia do ponto de partida de Hume no papel dos sentidos. Levantou-se ento quatro categorias do Neoracionalismo em Popper. O Neoracionalismo faz uma sintese entre oobjetivismo cartesiano e a experimentao humeana:A Aprendizagem: Todos ns possumos intelecto, at mesmo as crianas. S que o intelecto uma zona da razo que precisa ser educada. Tanto pela educao formal (acadmica) como pela educao informal (para obter os costumes bsicos da vida social). O caminho do conhecimento passa pelos sentidos ento. Os sentidos que forma as categorias so a audio, tato, viso, olfato, paladar, sinestesia (movimento). Interpretao: A interpretao se d pelos significados preenchidos por smbolos. Experincia: A induo lgica trabalha muito com a experincia. Memria: A memria trabalha com o psiquismo e o simbolismo. o lugar onde o passado se encontra contido. O homem um ser histrico. A memri8a permite que se reconstrua o fato na histria.O homem material aquele que ocupa um espao fsico e corpreo, e que na sociedade.O sistema capitalista nasce na Revoluo Industrial e se aprimora no chamado Liberalismo econmico. Na contemporaneidade aparece o Estado Neoliberal. O Estado Liberal permite para apaziguar e democratizar a propriedade privada sem intervenes do Estado. No Neoliberalismo se tem a propriedade privada aliada com as intervenes do Estado. No Estado Neoliberal aparece o mundo das licitaes. Um dos caminhos da lgica monetria a deduo. Quando ela trabalha com a induo ir se interessar pela estatstica que solicitada dentro dos interesses do sistema. Por exemplo, o IBGE, que uma instituio sociolgica, est se desintegrando na sociedade. Os grupos de pessoas so entevistadas de acordo a interesses polticos. Scrates quando Pricles institui a democracia na Grcia vai visualizar o ser e no o animal. Por isso Scrates critica os sofistas. Na Democracia cada cl tinha seu representante que se reunia na gora, na praa pblica, para discutir seus problemas com o tirano, o rei, a fim de defender suas necessidades.O Homem como Ser PsquicoO Homem um ser psquico: Alm de ser um ser racional o homem um ser psquico. Este ser psquico possui uma personalidade e precisa de afeto e compreenso para existir. O homem racional o intelecto. Na Teoria do Conhecimento buSca-se entender a razo. Na Psicologia existe a Teoria dos Sentimentos. Aqui ao invs da razo se busca entender o psiquismo. Nesta segunda teoria trabalha-se com o inconsciente, as emoes, etc. Dentro do Consciente tem-se o Ego (ser social que se apresenta), o Id (espao da persona. personalidade. Na antropologia filosfica a essncia) e o Superego ( a rea obscura e nebulosa. Campo das neuroses e psicoses. O lado subterrneo do ser humano). Estar-no-mundo: Este estar no mundo que Heiddeger chama de dasein no do ser racional, mas do ser psquico. A medida que o homem tenta ultrapassar as barreiras cultural e social do mundo em que vive o homem ultrapassa-se encontrando sua plenitude. Quando o homem visto apenas pelo lado material o psiquismo ignorado.O psiquismo est ligado a um sistemas neurovegetativo. Ou seja, o que me possibilita digitar esse texto o sistema neurolgico que impulsionado e impulsiona a dimenso psquico. A diferena entre a Psiquiatria e a Psicologia: A psiquiatria trabalha para resgatar o ego social fazendo com que o superego silencie para que o ego venha a frente e aparea. Esse silenciar do superego se d por aes medicamentosas. Devir: Herclito fala no devir. Devir aqui significa mudana contnua e ininterrupta. A natureza passa por esse devir. As guas, a terra, a vida como um todo passa diariamente por esse devir.Scrates, Id e Ego: Scrates entendia que o Ego (ser social) estava suprimindo demais o Id (ser em essncia) e, que era necessrio dar voz ao Id novamente.D Vinci e o Homem de Vetrvio: Da Vinci pegou o clculo de Vetrvio (geometra romano) e fez a imagem de um homem no centro de um crculo simbolizando a Terra. Dentro da quadratura do desenho o homem se mostra a medida de todas as coisas. O desenho simboliza claramente o ideal do homem como medida de todas as coisas do Humanismo. Lutero e o Humanismo: Lutero o protestante aparece no contexto cultural do Humanismo.Sculo XIX e o Aparecimento do Sujeito: A ideia de sujeito passa a ser fundamentada no sculo XIX. Os grandes formuladores do pensamento contemporneo Marx, Nietzsche e Freud fazem uma crtica ferrenha de pensar o mundo pela subjetividade. Marx diz que o homem um ser social, produto do trabalho. Nietzsche diz que o homem ex machine. O homem depois da mquina se tornou um autnomo. Ele manipulado pela prpria mquina. Freud, por sua vez, v o homem como algum que quer se libertar, mas no pode se libertar, porque ele j acorda pensando no apito da fbrica. O homem foi perdendo a identidade de sujeito, principalmente depois das guerras que aparecem. Aquele sujeito que nasce no Humanismo passa a se perder com o tempo.A poltica pensada por Aristteles passou a se chamar cincias do Esprito ou cincias sociais. Com a modernidade o indivduo se transforma no objetivo e na norma de tudo. Locke critica o despotismo e concorda com o liberalismo.Iluminismo: Nasce com os observadores do homem. O Enciclopedismo nasce no sculo XVII. Diderot era um profissional liberal que tinha uma grfica. Ele no se conformava com o analfabetismo e funda a Enciclopdia para educar as pessoas. Nasce uma sociedade letrada.</p> <p>GasirieuxEste terico busca mostras as vrias facetas do homem, entre estas a do homem como ser da prxis e do ser poltico. Gasireau se questiona aonde o homem quer chegar. O capitalismo algo que evoluiu e que deveria ser algo benfico ao homem mas acabou sendo danoso. Cincias Humanas Segundo JapeassuAt os anos 1940 as cincia eram vistas como respostas sem erro. Com o tempo se percebeu que o mundo das certezas preconizado pelas cincias passou a ser relativizado. A sociedade se tornou esfacelada e, assim abandonou as cincia sociais, pois estas j no conseguiam responder as questes humanas dando sentido existencial aos homens. A cincia como um todo deixou de ser certeza para se tornar sinnimo de questionamento.As Cincias Humanas, segundo Japeassu, devem ter cuidado para sempre avaliar e criticar seus contedos, a fim de no se tornar um conhecimento absolutizante e repressor. Objetivo das Cincias Sociais: responder questes como O que o homem? Como nasceu a linguagem? O que a conscincia? a famlia uma instituio universal? Possui a histria um sentido? Qual a essncia do social? O que vem a ser o poder? O que h de inato e adquirido em nossas condutas? De onde vem a desigualdade social? No sculo XIX o objetivo das Cincias Humanas passou tambm a ser buscar a autonomia cientifica. </p> <p>Movimento Contra Cultural: As questes acima passaram a ser mais dramticas na chamada Era da Contestao. Nesta os valores ocidentais foram fortemente criticados e o conservadorismo abalado. Movimentos estudantis explodiram nas Amricas e na Europa reivindicando novas formas de encarar a sociedade e a vida. Dois nomes que se tornaram importantes nesse momento contracultural foi Sartre e Marcuse, assim como Simone Bouvoeir. Freud entendia que era necessrio que houvesse o mnimo de represso social em nome do princpio da realidade sobre o principio do prazer ou da libido. Contudo, Herbert Marcuse vai contra esse pensamento afirmando que alm da represso havia sido construda uma sobre-represso, que consequncia do princpio da realidade e do princpio de rendimento, este ltimo, atuando nas sociedades industriais por uma falsa racionalidade que d facilidades aos seres humanos, mas por outro lado lhe priva a personalidade. </p> <p>O Homem: Para Japeassu a discusso sobre a natureza humana historicamente antiga. As religies desde tempos passados buscam o que seria essa natureza humana. Maquiavel e Leonardo da Vinci pensaram tambm sobre o homem. Para eles o homem era um ser constitudo historicamente num discurso filosfico caracterizado por ser um animal poltico (zon politikn), dotado, por natureza, de individualidade, liberdade e racionalidade, formado por uma histria, uma lngua e um desejo. Supresso do Sujeito: No final do sculo XX a ideia de sujeito suprimida. Os trs iconoclastas da contemporaneidade Marx, Nietzsche e Freud passaram a combater as anlises fundadas na subjetividade. O sculo XX foi o sculo do anonimato. O sculo das guerras, de suas vitimas e dos exrcitos industrializados. Autonomia do Eu: Com o cogito de Descartes aparece o sujeito e a autonomia da razo. Seguin do essa linha Locke afirma que os indivduos na sociedade firmaram um pacto entre si porque o homem portador de uma propriedade de si e, assim visa proteg-la dos outros homens. Para Locke o poder socialmente estabelecido deve deve se limitar aos bens civis dos homens, no devendo se intrometer em suas questes espirituais e crenas. Gianbattista VicoDurante muito tempo buscou-se uma cincia que estudasse o homem. Foi Vico, jurista e historiador italiano, que preferiu pensar no homem no a partir da razo para compreender a natureza humana naquilo que ela era universal, mas a partir das identidades reveladas pelo exame atento do devir histrico dos diferentes povos. Isto , seus variados modos de sentir e pensar comuns. Mundo da Natureza x Mundo Social: Para Vico o mundo humano social era distinto do mundo da natureza. No havia uma continuidade entre o mundo natural e o mundo social humano. Assim, segundo Vico no era possvel a razo analisar os processos de formao social. A Base Econmica de toda Sociedade: Para ele a base sobre a qual repousa toda a sociedade so as relaes econmicas ligando os indivduos e os grupos que a compem, as relaes de produo e repartio dos meios de produo dos meios de subsistncia, das riquezas materiais e de troca no seio da sociedade.</p> <p>A Formao da Sociedade: Para Vico a sociedade no foi formada por um pacto entre homens racionais. A sociedade produto de uma lenta e paulatina evoluo social. Sua evoluo se faz em trs estados: 1. o dos deuses, 2. o dos heris e 3. o dos homens. Cada estado desse ergue um tipo de civilizao jurdica e poltica: 1. Estado Teocrtico, 2. Estado Aristocrtico e 3. Estado Humano. Diante dessa anlise de Vico pode-se dizer que ele o precursor da Sociologia. Depois de algum tempo vai surgir na Frana em plena Revoluo Fr...</p>