CIÊNCIAS CONTÁBEIS SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA ICMS ?· ... este artigo tem como objetivo demonstrar…

Download CIÊNCIAS CONTÁBEIS SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA ICMS ?· ... este artigo tem como objetivo demonstrar…

Post on 20-Jan-2019

212 views

Category:

Documents

0 download

TRANSCRIPT

  • CINCIAS CONTBEIS SUBSTITUIO TRIBUTRIA ICMS TAX REPLACEMENT ICMS

    ANDRIA MARQUES DOS SANTOS WANDERSON RODRIGUES DE JESUS

    ITAMAR DA SILVA RODRIGUES

    Resumo Introduo: este artigo tem como objetivo demonstrar como o regime Substituio Tributria conseguiu diminuir os ndices de sonegaes f iscais das empresas e como consequncias uma maior arrecadao de imposto do ICMS. Objetivo: trazendo demonstraes de o porqu da necessidade da criao da NCM. Alm disso, possvel porque a utilizao do regime de Substituio Tributria se tornou mais vantajosa para o governo do que o regime de ICMS normal. Para poder identif icar se o produto pertence ao regime da ST necessrio que esse produto se encontre na lista CEST e nos convnios. Se for observado que o produto esta relacionado em apenas na lista CEST ou apenas nos convnios, esse produto no estar sujeito ao regime de ST. Sero demonstrados os clculos da Substituio Tributria com o preo de pauta e o MVA, e desta forma identif icar qual deles o mais benfico para o consumidor f inal. Alm disso, tem-se que observar a legislao de cada Estado, para ver se encontra o produto da ST. Resultados: sobre o convnio ICMS 93/2015, o DIFAL Diferencial de Alquota do ICMS e, o partilhamento do ICMS, de acordo com o Convnio 93 de 27 de Setembro de 2015, nas operaes realizadas no perodo de Janeiro de 2016 a Dezembro de 2018, que foi criado como forma de diminuir as distores que ocorrem nas arrecadaes do ICMS. Concluso: mostrar como ST vantajoso pelo Governo. Palavras-Chave: Substituio Tributria; ICMS; NCM; preo de pauta; MVA; DIFAL. Abstract Introduction: this article aims to demonstrate how the Tax Replacement regime w as able to reduce the tax evasion rates of companies and as a consequence a higher ICMS tax collection. Objective : bringing demonstrations of the why of the creation of NCM. In addition, it is possible because the use of the Tax Replacement regime has become more advantageous to the government than the normal ICMS regime. In order to identify whether the product belongs to the TS regime, it is necessary that this product is in the CEST list and in the agreements. If it is observed that the product is listed only in the CEST list or only in the agreements, this product will not be subject to ST. The calculations of the Tax Replacement w ill be demonstrated w ith the tariff price and the MVA, in order to identify which one is most beneficial to the f inal consumer. In addition, you have to observe the legislation of each state, to see if you f ind the ST product. Results: on ICMS 93/2015, DIFAL - ICMS Differential Rate and ICMS, according to Agreement 93 of September 27, 2015, in the operations carried out from January 2016 to December 2018, which was created as a way to reduce the distortions that occur in ICMS collections. Conclusion: show how ST is advantageous by the Government. INTRODUO

    A Substituio Tributria foi criada como uma forma de combater a sonegao de impostos, com isso, surgiu necessidade da criao da sistemtica Substituio Tributria, onde os Governos ampliaram para diversos produtos, que passaram a ser tributados como substituio tributria do ICMS.

    O que tendo por base o convnio do ICMS 81/93, no qual se trata das normas gerais que vo ser aplicadas na substituio tributria firmadas entre os Estados e o Distrito Federal. institudo por meio de convnio ou protocolo. Nele tambm determina quem ser obrigado a emitir a nota fiscal para ter o ressarcimento do imposto e que cada Estado dever ver a legislao da substituio para o destino de cada mercadoria.

    Esse recolhimento passa a obrigao para um nico contribuinte, sendo ele obrigado pela reteno. Esse recolhimento geralmente acontece na primeira cadeia como nas indstrias e importao. uma forma de diminuir as sonegaes fiscais e fraudes, alm de aumentar a arrecadao dos impostos.

    Para que essa Sistemtica funcione bem, preciso fixao de um preo de venda que determinado pela legislao Tributria, esse preo de venda chamado de base de clculo da ST.

    Ela serve para se chegar ao preo final do produto para o consumidor final.

    Para saber se o produto tem Substituio Tributria preciso fazer uma pesquisa no CONFAZ (Conselho Nacional de Poltica Fazendria), onde se pode localizar uma tabela com todos os produtos sujeitos ao regime de Substituio tributria. Para cada produto existe um novo cdigo chamado de CEST (Cdigo Especificador da Substituio Tributria).

    Todo produto com Substituio tributria deve estar publicado na tabela de CEST, e no protocolo de cada Estado. Sendo assim, se um produto est protocolado no Estado, porm no se encontra na tabela de CEST ele no ter ST, e se o produto estiver somente na tabela de CEST ele tambm no ter ST.

    A substituio tributria encontra-se na Constituio Federal de 1988, na Lei Complementar n 87/1996, na Lei n 1.254/1996, no regulamento 18.955/1997, no Convnio ICMS 81/93 e entre outros convnios e protocolos aprovados pelo CONFAZ.

    Este artigo cientfico tem como objetivo mostrar o impacto econmico decorrente da adeso da Substituio Tributria pelos Estados

    Simpsio de TCC e Seminrio de IC , 2016 / 2 552

  • no mbito estadual e nacional, bem com a avaliao das contribuies de tal impacto. E para tal apresentar numericamente um estudo comparativo de preo de produto com e sem Substituio Tributria e analisar a construo da Margem de Valor Agregado MVA, cerne da discusso no aumento dos custos.

    Fundamentao Terica

    ICMS (Imposto sobre Circulao de Mercadorias e Servios)

    Antes da criao do ICMS, existia o IVC (Imposto sobre Vendas e Consignao), criado pela Constituio 1934, este imposto incidia em toda a cadeia mercantil e sobre o preo integral que era cumulativo.

    Em 1965 veio uma Emenda Constitucional, que criou o ICM para substituir o IVC, desta forma, o imposto passaria a incidir apenas no lucro. No ICM o clculo era apenas em mercadorias.

    Em 1988 surgiu o ICMS Imposto sobre operaes relativas circulao de mercadorias e sobre prestao de servios de t ransporte interestadual e intermunicipal e de comunicao. A partir de ento, foram extintos os antigos impostos especiais de incidncia nica e de competncia federal.

    O ICMS de competncia dos Estados e do Distrito Federal. Este imposto serve para apurar a obrigao tributria, a condio de responsvel pelo pagamento do imposto relativo a fato gerador praticado por terceiros. Onde que se encontra no Portal Tributrio o IVC, ICM e ICMS.

    De acordo com o art. 155 da Constituio Federal, o ICMS no poder de forma alguma ser cumulativo. Sendo o imposto pago nas entradas de mercadorias gerando crdito fiscal e gerando dbitos ficais nas sadas das mercadorias. Com isso, o ICMS ser devido em cada fase da cadeia produtiva de um produto, a saber:

    Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir imposto sobre:

    (...)

    II operaes relativas circulao de mercadorias e sobre prestaes de servios de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicao, ainda que as operaes e as prestaes se iniciem no exterior;

    (...)

    2. - o imposto previsto no inciso II atender ao seguinte:

    I ser no-cumulativo, compensando-se o que dor devido em cada operao relativa circulao de mercadorias ou prestao de servios com o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou outro Estado ou pelo Distrito federal;

    II a iseno ou no-incidncia, salvo determinao em contrrio da legislao:

    a) no implicar crdito para compensao o montante devido nas operaes ou prestaes seguintes; b) Acarretar a anulao do crdito relativo s operaes anteriores (...)

    Apesar do ICMS incidir em vrias etapas da circulao da mercadoria, a Constituio tem como objetivo no deixar acontecer o pagamento em duplicidade do imposto sobre uma mesma base de clculo.

    O ICMS deve ser cobrado a cada fase da cadeia gerando crdito para o comprador que no caso de empresa ter o abatimento do ICMS sobre vendas. Tendo assim, o contribuinte direito ao crdito do ICMS de compra para no efetuar o pagamento em duplicidade do imposto em suas sadas de mercadorias ou prestaes de servios.

    O ICMS recolhido em toda a cadeia at chegar ao consumidor final, desta forma, o imposto plurifsico, incidindo tantas vezes quantas sejam as operaes que, dentro de um ciclo econmico, projetem a mercadoria da fonte produtora at o consumidor. (LOPES, 2013, p. 432).

    Para calcular a base do ICMS, toda entrada de mercadoria dever conter notas fiscais emitidas pelo fornecedor, contendo o valor do custo da mercadoria para a empresa e do valor do crdito do ICMS repassado pelo fornecedor, quando o produto for tributado de ICMS. Assim, o prximo passo a formulao do preo de venda, acrescentando ao preo do custo e uma margem para cobrir despesas da empresa e para garantir um lucro para a continuidade da empresa.

    Com o seu valor de venda estipulado pela empresa que se calcula o dbito do ICMS da empresa, aplicando a alquota interna para vendas dentro do Estado e alquotas interestaduais para vendas fora do Estado. No ano de 2016 a porcentagem das alquotas foi alterada como consta na imagem:

    Tabela 01: Alquota interna do ICMS.

    Simpsio de TCC e Seminrio de IC , 2016 / 2 553

  • Fonte: Contabilidade no Brasil (2016). NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul)

    Com o tempo, as autoridades responsveis pela fiscalizao passaram a ter interesse em classificar as mercadorias comercializadas no exterior.

    Por isso, teve a necessidade de estabelecer nveis de tributao para cada mercadoria. Com isso, foi criada a NCM que ficou uniforme para todos os pases envolvidos.

    Em 1991, foi criado o Tratado de Assuno para a Constituio de um Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), tendo como pases envolvidos foram: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Em 2012 Venezuela comeou a fazer parte do MERCOSUL e outros pases que esto associados.

    Este tratado teve como objetivo a ampliao dos mercados nacionais destes pases, causando um crescimento interno em suas economias, facilitando o livre comercio e a livre circulao de bens e servios. De acordo com o Decreto n 350 de 1991, no captulo I art. I: Este Mercado Comum implica: A livre circulao de bens, servios e fatores produtivos entre os pases, atravs, entre outros, da eliminao dos direitos alfandegrios e restries no tarifrias circulao de mercadorias e de qualquer outra medida de efeito equivalente; O estabelecimento de uma tarifa externa comum e a adoo de uma poltica comercial comum em relao a terceiros Estados ou agrupamentos de Estados e a coordenao de posies em foros econmico-comerciais regionais e internacionais; A coordenao de polticas macroeconmicas e setoriais entre os Estados Partes de comrcio exterior, agrcola, industrial, fiscal, monetria, cambial e de capitais, de servios, alfandegrias, de transporte e comunicaes e outras que se acordem, a fim

    de assegurar condies adequadas de concorrncia entre os Estados Partes, e O compromisso dos Estados Partes de harmonizar suas legislaes, nas reas pertinentes, para lograr o fortalecimento do processo de integrao.

    Por isso foi elaborada a NCM, com base no Sistema Harmonizado (SH) em 1988, que um mtodo internacional de classificao de mercadorias baseado em uma estrutura de cdigos e respectiva descrio.

    A partir de 1995, a NCM passou a ser adotada, ela foi baseada no SH, o que se compe de 8 (oito) dgitos. Os 6 (seis) primeiros so formados pelo Sistema Harmonizado e os 2 ltimos correspondem no mbito do MERCOSUL.

    A competncia para regular a NCM, fica a cargo da Secretaria da Receita Federal do Brasil (SRFB), todos os produtos tm a NCM. Por outro lado, somente alguns tm a Margem de Valor Agregado (MVA), e eles se encontram na substituio tributria do ICMS e esto contidos no regulamento 18.955/97 RICMS no anexo IV, caderno I. Substituio Tributria

    A Substituio Tributria foi criada como forma de combater a sonegao e a informalidade das empresas e com objetivo de fiscalizar suas atividades atravs de rgos competentes.

    O conceito de ST existe desde a criao do ICM, mas era aplicado apenas em algumas operaes. Com passar do tempo essa tributao foi estendido para outros produtos que esto nos protocolos e convnios de cada Estado.

    Em 1993 foi regulamentada por meio de uma Emenda a substituio tributria, sendo adotadas por todas as unidades da federao, alm disso, os produtos relacionados a ST se encontram nos convnios e protocolos.

    O intuito da Substituio Tributria atribuir a terceiros a responsabilidade para o recolhimento

    Simpsio de TCC e Seminrio de IC , 2016 / 2 554

  • do imposto. Conforme Bonf (2015), professora de direito tributrio: Pode-se definir a substituio t ributria como a hiptese em que a lei imputa a obrigao de o substituto cumprir com a obrigao tributria gerada em virtude de fato juridicamente relevante praticado pelo substitudo, ao mesmo tempo em que exonera este ltimo de cumprir com a obrigao. (BONF, 2015, p.386).

    A Substituio Tributria do ICMS se divide em: operaes de mercadorias e sobre servios de transportes. Sobre operaes de mercadorias:

    Operaes anteriores: conhecida como antecedente ou para trs a responsabilidade do contribuinte o pagamento adiantado do tributo para as etapas anteriores.

    Para ocorrer facilidade na arrecadao e fiscalizao o governo colocou como o substituto legal a responsabilidade pelo pagamento dos impostos onde o seu fato gerador ocorre anteriormente.

    Sendo assim, praticado por outra pessoa, ou seja, por terceiros. Quando isso ocorre o recebimento da mercadoria ser arcada pelo recolhimento do imposto antecipado, por ter seu fato gerador ocorrido anteriormente.

    Operaes posteriores ou subsequentes: e definida como substituio tributria para frente. Ocorrendo na passagem da responsabilidade a um nico e determinado contribuinte. Sendo o fabricante ou importador, estando esse responsvel pelo pagamento do tributo at que seja destinada ao consumidor final.

    Operaes concomitantes: nesse caso de substituio tributria ser at ribuda a obrigao do pagamento do imposto a outro contribuinte, tirando assim a responsabilidade dos que esto realizando a prestao de servios/operaes simultaneamente ocorrncia do fato gerador.

    Ocorre nesses casos que a responsabilidade repassada para o tomador de servios, ficando ele responsvel pelo pagamento do tributo de acordo com a legislao.

    Portanto a Substituio Tributria no cria imposto novo, apenas mudou a forma de arrecadao e fiscalizao, onde encontra no STJ no julgamento abaixo: j est mais do que cristalizado que a natureza jurdica da substituio tributria uma tcnica de arrecadao. Nessa modalidade, em que o Fisco e o contribuinte mantm a relao jurdica, o contribuinte do ICMS faz seu lanamento por homologao e recolhe diretamente o tributo.

    Portanto, a obrigao t ributria transferida ao contribuinte que tem condies para cumprir com a obrigao, por ser assim, a instituio no pode implicar aumento da carga tributria do ICMS.

    Sobre servios de transportes: Por meio do convnio do ICMS n 25/90,

    onde se estabelece que na ocasio de prestao de servios de transporte, realizadas por

    transportadoras autnomas ou de transportadoras localizadas em outros Estados e que no tenham inscrio no cadastro de contribuinte do Estado onde se inicializa a prestao de servios.

    Nesse caso o pagamento do tributo passa a ser de responsabilidade do alienante ou remetente da mercadoria, do destinatrio da mercadoria ou ao depositrio da mercadoria a qualquer ttulo, exceto se for rural ou microempresa sendo esses contribuintes do ICMS. Conforme a clusula segunda do convnio ICMS 25/90 diz:

    O alienante ou remetente da mercadoria, exceto se microempreendedor individual ou produtor rural;

    O depositrio da mercadoria a qualquer ttulo, na sada da mercadoria ou bem depositado por pessoa fsica ou jurdica;

    O destinatrio da mercadoria, exceto se microempreendedor individual ou produtor rural, na prestao interna. Vale demonstrar que para a Substituio Tributria existem dois tipos de contribuintes:

    Contribuinte substituto: este contribuinte tem a responsabilidade de reter e recolher o imposto que incide nas operaes subsequentes, tendo a obrigao de recolher at o imposto de suas prprias operaes, tendo a alquota recolhida antecipadamente e posteriormente cobrada do cliente, e tendo o valor ST somando ao valor do produto, repassando assim o imposto at chegar ao consumidor final.

    Contribuinte substitudo: a mercadoria chegar a esse contribuinte j com o valor do ICMS retido na fonte, estando ele impossibilitado de se creditar ou debitar o imposto. Por se tratar de um contribuinte dispensado do pagamento do ICMS pela comercializao das mercadorias recebidas.

    No caso de operaes internas, a incidncia da Substituio Tributria passa a ser de responsabilidade de cada Estado, dependendo do produto ou servio em operaes interestaduais, estando dependente de acordos e convnios especficos de cada Estado.

    Algumas observaes na hora de receber a mercadoria: Quando o contribuinte que se encontra

    localizado no Distrito Federal, receber a mercadoria vinda de outros Estados, se essa mercadoria estiver relacionada no caderno III, anexo IV, onde se a confirmao que mercadoria pertence ao regime de Substituio Tributria, o contribuinte dever fazer apurao do imposto e o recolhimento do mesmo, devido a UF de destino da mercadoria.

    Tendo o prazo de recolhimento estipulado na data da entrada da mercadoria no Estado de destino, podendo ser prorrogado por at 20 dias aps, deste que o contribuinte seja adimplente com as obrigaes tributarias.

    Pode se notar que a sistemtica do regime de Substituio Tributria possui algumas vantagens, por exemplo:

    Simpsio de TCC e Seminrio de IC , 2016 / 2 555

  • A reduo na competividade desleal, por ter o valor do imposto recolhido na fase industrial, reduzindo assim, as vendas de mercadoria sem as notas fiscais;

    Reduzir a burocracia tributria, como existe uma maximizao da eficincia da fiscalizao;

    Ocorre a fiscalizao em estabelecimentos de menor porte;

    Reduzir a questo da guerra fiscal que ocorre entre os Estados, pois reduz a possibilidade de cobrana de crditos em operaes interestaduais.

    Porm existem desvantagens da Substituio Tributria, por exemplo:

    A definio da nova margem de negociao feita pelo governo, podendo a qualquer momento ser alterada. Com isso, prejudicado os planejamentos das empresas, pois no caso de reajuste haver um aumento automaticamente no valor do ICMS;

    Como o imposto pago antecipadamente, h uma grande diminuio no capital de giro das empresas, prejudicando o reabastecimento dos estoques de projetos para ampliao das empresas entre vrias melhorias voltadas para a empresa;

    Como as mercadorias j chegam com o valor do imposto calculado, no h de fato uma base do fato gerador do imposto legitimo, pois foi feito antes do giro da mercadoria, ou seja, antes de chegar para o consumidor final;

    O consumidor final acaba prejudicado, pois com a pouca transparncia que o sistema brasileiro possui, no repassado para o consumidor final o valor de custo da mercadoria e do valor do imposto que est sendo pago pela mercadoria.

    Veio o convnio ICMS n 92/15, que fala da incluso e excluso das mercadorias sujeitas ao regime de Substituio Tributria, que entrou em vigor no dia 1 de janeiro de 2016, que se encontra no regulamento 18.955/97 em seu art. 321 A e B. A incluso da ST ICMS encontra-se no decreto 18.955/97 em seu art. 321- A. Levantar estoque existente no dia imediatamente anterior; encaminhar bloco H at 30 dias; Inciso I. Encontrar a base de clculo da Substituio Tributria; Inciso II. Apresentar declarao de ICMS sobre estoque, at o ltimo dia til do ms subsequente; dever ter a opo pelo pagamento em uma nica cota ou em at 12 vezes iguais e mensais; Inciso III. Recolher o ICMS apurado na forma dos incisos I a III, mediante documento de arrecadao; Inciso IV. A excluso da ST ICMS encontra-se no decreto 18.955/97 em seu art. 321-B. Levantar estoque de mercadorias adquiridas com o recolhimento do ICMS devido pelo regime de ST existente no dia imediatamente anterior ao

    da excluso; encaminhar bloco H at 30 dias; Inciso I. Apurar o crdito de ICMS relativo ao estoque, utilizando a mesma base de clculo; Inciso II. Registrar no LFE campo 03; Inciso III. Escriturar o inventrio do estoque, at 30 dias da excluso e obrigado a manuteno no livro fiscal; Inciso IV. Substituio Tributria: ICMS X ICMS Normal

    Uma das principais caractersticas do ICMS a no-cumulatividade, tendo o incio de seu fato gerador somente com a ocorrncia de compras e vendas das mercadorias ou servios.

    Dando aos empresrios o direito ao crdito do ICMS pago na compra de mercadorias onde haver o abate do imposto a ser recolhido no momento da venda de mercadorias em seu estabelecimento. Podendo causar uma diminuio nos preos de vendas em relao aos produtos vendidos com a sistemtica do ICMS ST.

    No caso da sistemtica do ICMS ST onde s h um responsvel pela reteno e o recolhimento do imposto onde o ICMS passar a ser devido por todo o do fluxo da comercializao.

    O recolhimento do imposto do ICMS ST feito geralmente pelos primeiros agentes da cadeia, ou seja, o fabricante ou importador no caso dos distribuidores e varejistas tem a obrigao de pagar o ICMS da prpria operao, recolhendo o valor que corresponde ao valor do ICMS ST que ter seu valor embutido no preo de venda das mercadorias. Forma e cdigo de recolhimento

    Para recolhimento em operaes internas so utilizados documentos de arrecadao e cdigos de arrecadao especficos, de acordo com cada estado. No DF e o Cdigo n 1350 ICMS Substituio Tributria. Os Convnios e Protocolos que tratam de substituio tributria entre estados normalmente trazem prazos especficos ICMS/substituio tributria vencimento at o dia 10 do ms subsequente ao fato gerador.

    J no caso do ICMS Normal o recolhimento de seu documento de arrecadao o DAR ter o cdigo de receita 1317, tendo como prazo de recolhimento ou entrega at o 20 dia do ms subsequente ao fato gerador.

    Para podermos demostrar a forma de clculos da sistemtica de ICMS/ST e de ICMS Normal, vo usar como exemplo duas distribuidoras de bebidas.

    A primeira distribuidora enquadra no regime de ICMS ST e a segunda no ICMS Normal tendo os seus valores de compra iguais no valor de R$ 10.000,00 com alquota de ICMS 31% da cerveja, alterada em novembro de 2016 no Decreto 18.955/97. Quando se feito o clculo podemos notar que na margem lquida do ICMS ST maior ao contribuinte, como se pode observar nos clculos:

    Simpsio de TCC e Seminrio de IC , 2016 / 2 556

  • Tabela 02: Demonstrao do clculo da Substituio Tributria do ICMS Distribuidora 1

    Regime ICMS ST UF Origem: DF MVA INTER: 39,81 PRODUTOS NCM CERVEJA 2201.10.00

    Calculo ICMS ST Operao Interestadual 1 Valor de Compra R$ 10.000,00 2 Alquota do ICMS da operao Prpria 31% 3 Valor de ICMS (1x2) R$ 3.100,00

    Calculo ICMS ST 4 Valor de Operao R$ 10.000,00 5 Margem de Valor agregado (MVA) 39,81%

    6 Valor Agregado (4x5) R$ 3.981,00 7 Base de Clculo ST (4+6+12+13) R$ 14.781,00 8 Alquota Interna 31% 9 Valor de ICMS ST (7x8) R$ 4.582,11 10 Valor de ICMS Retido (9-3) R$ 1.482,11 11 Despesas - 12 Frete R$ 500,00 13 IPI R$ 300,00 14 Valor Total da Operao (7+10+12+13) R$ 17.063,11 15 Valor de Venda R$ 25.000,00 16 Margem Bruta (15-14) R$ 7.936,89 17 Custo Operacional (15%) 7.936,89 x 15% R$ 1.190,53 18 Impostos (18,9%) 7.936,89 x 18,9% R$ 1.500,07 19 Margem Lquida (16-17-18) R$ 5.246,28 Fonte: Elaborao Prpria (2016). Tabela 03: Demonstrao do clculo sem a Substituio Tributria do ICMS.

    Distribuidora 2 Regime ICMS Sem ST

    Produtos NCM CERVEJA 2201.10.00

    Clculo ICMS Operao Interestadual 1 Valor de Compra R$ 10.000,00

    2 Alquota do ICMS da operao Prpria 31% 3 Valor de ICMS (1x2) R$ 3.100,00

    Clculo ICMS 4 Valor de Operao R$ 10.000,00 5 Margem Valor Agregado (MVA) 0% 6 Valor Agregado R$ 0,00 7 Base de Clculo ICMS (4+12+13) R$ 10.800,00 8 Alquota Interna 31% 9 Valor de ICMS (7x8) R$ 3.348,00 10 Valor ICMS Retido (9-3) R$ 132,88 11 Despesas - 12 Frete R$ 500,00 13 IPI 300,00 14 Valor Total da Operao (7+10+12+13) R$ 11.848,00 15 Valor de Venda R$ 25.000,00 16 Margem Bruta (15-14) R$ 13.152,00

    Simpsio de TCC e Seminrio de IC , 2016 / 2 557

  • 17 Custo Operacional (15%) 13.152,00 x 15% R$ 1.972,80 18 Impostos (18,9%) 13.152,00 x 18,9% R$ 2.485,73 19 (16-17-18) R$ 8.693,47 20 ICMS DE ENTRADA (4x8) R$ 3.100,00 21 ICMS DE SADA (15x8) R$ 7.750,00 22 ICMS A PAGAR (21-20) R$ 4.650,00 23 Margem Lquida (19-22) R$ 4.043,47 Fonte: Elaborao Prpria (2016).

    Como podemos observar nas planilhas de

    comparao do ICMS normal e com o ICMS ST, onde o regime de Substituio Tributria se demonstra pelos clculos mais vantajosos para as empresas em relao margem lquida, ou seja, em relao ao lucro.

    Porm por ter como caractersticas o recolhimento antecipado do tributo, acabou no sendo bem aceito pelas empresas por provocar a reduo do Capital de giro. MVA (Margem de Valor Agregado)

    Para calcular a Substituio Tributria do ICMS existem duas formas: com a MVA ou com o preo de pauta. A MVA a Margem de Valor Agregado, que o percentual do produto para calcular o ICMS a ser pago por substituio at chegar ao consumidor final.

    A MVA tem como objetivo evitar as diferenas dos preos e at mesmo concorrncia entre empresas de Estados diferentes por causa das alquotas.

    Conforme Magia (2009), a Margem de Valor Agregado tem uma estimativa do valor do preo de venda do produto. Com isso, chega base de clculo no qual incidir a alquota de ICMS.

    Conforme a Lei 87/1996, a MVA ser feita atravs de pesquisa de mercado que vai fazer uma estimativa do preo. Com o levantamento da pesquisa cada Ente da Federao vai gerar o valor da MVA que ser usado em determinados produtos e servios.

    Para encontrar a MVA para fins de fixao da base de clculo do ICMS, dever os Estados aplicar as regras dispostas no CONVNIO ICMS 70/97. Na clusula quarta fala da pesquisa e os critrios que sero usados para cada produto: I - identificao do produto, observando suas caractersticas particulares, tais como: tipo, espcie e unidade de medida; II - preo de venda vista no estabelecimento fabricante ou importador, incluindo o IPI, frete, seguro, e demais despesas cobradas do destinatrio, excludo o valor do ICMS relativo substituio tributria; III - preo de venda vista no estabelecimento atacadista, incluindo o frete, seguro e demais despesas cobradas do destinatrio, excludo o valor do ICMS relativo substituio tributria; IV - preo de venda a vista no varejo, incluindo o frete, seguro e demais despesas cobradas do adquirente;

    V - no sero considerados os preos de promoo, bem como aqueles submetidos a qualquer tipo de comercializao privilegiada. 1 A pesquisa efetivar-se- por levantamento a ser realizado pelo sistema de amostragem nos setores envolvidos. 2 A pesquisa, sempre que possvel, considerar o preo de mercadoria cuja venda no varejo tenha ocorrido em perodo inferior a 30 dias aps a sua sada do estabelecimento fabricante, importador ou atacadista. 3 As informaes resultantes da pesquisa devero conter os dados cadastrais dos estabelecimentos pesquisados, as respectivas datas das coletas de preos e demais elementos suficientes para demonstrar a veracidade dos valores obtidos.

    Porm, a MVA est gerando vrias discusses entre doutrinadores a respeito da sistemtica usada. Sobre o valor da venda, Rezende (2010, p.55) faz a seguinte crtica: apesar de a Substituio Tributria ser um mecanismo aparentemente interessante para o governo, tem surgido questionamentos por parte de algumas empresas sujeitas a esse tipo de tributao, tendo em vista que o tributo acaba incidindo sobre um valor estimado, que pode ser superior ao valor final da venda, levando o contribuinte a recolher mais do que seria devido no sistema normal.

    Com isso, tem os ajustes da MVA, e o preo

    de custo de compra da mercadoria dentro ou fora do Estado tende a ser o mesmo, se considerar somente aspectos de ICMS. Alm disso, existem duas formas de calcular a MVA: a MVA normal e a MVA ajustada.

    A MVA normal tem como objetivo a padronizao das alquotas, fazendo com que possa haver igualdade nas alquotas de MVA dos produtos em qualquer unidade federativa, tanto onde se ocorre a operao ou o recebimento da mercadoria.

    A MVA determinada com seguimento em preos adotados e praticados no mercado, tendo esses dados obtidos por levantamentos de informaes e de outros elementos que so fornecidos por entidades que tem representatividade em cada setor. No caso das mercadorias que contenham Substituio

    Tributria, a MVA passa a ser estabelecido pelos convnios e protocolos.

    A MVA ajustada est sendo adotada pelas unidades federativas atravs de acordos e

    Simpsio de TCC e Seminrio de IC , 2016 / 2 558

  • protocolos, tendo como base a MVA original, ocorrendo um ajuste no caso de operaes interestaduais onde acontece a aplicao de alquotas diferentes. Tendo assim como objetivo a igualdade do valor do imposto e

    consequentemente no valor das mercadorias evitando assim desigualdade comercial. A frmula da MVA ajustada:

    MVA ajustada = ((1+MVA ST original) x (1 ALQ inter) / (1 ALQ inta)) -1

    Preo de Pauta o preo mdio pondervel ao consumidor

    final obtido mediante pesquisa junto ao mercado varejista. utilizado para fins de fixao da base de clculo para fins de substituio tributria, em substituio aplicao da MVA Margem de Valor Agregado.

    Porm e importante salientar que os valores que as tabelas contm, no so preos definidos para a venda, mas sim, o valor mnimo que so aceitos pela fiscalizao. Sendo esses valores a base de clculo do ICMS dos produtos contido na tabela de preo de pauta.

    H uma variao nas regras e produtos da pauta de acordo com os Estados, podendo sofrer alteraes inclusive internamente, ou seja, dentro do prprio Estado. Cada fabricante relaciona seus produtos por marca, embalagem e volume. Cada produto tem um preo definido de forma unitria. Atualmente esto listados nos anexos da Portaria 72/2015 na Secretaria da Fazenda DF.

    Quanto comercializao do produto os fabricantes devem seguir as regras impostas na atual Portaria 72/2015, ou seja, multiplicar preo unitrio definido na pauta pela quantidade unitria do produto. O resultado ser base de clculo

    para fins de Substituio Tributria a constar no campo especfico da nota fiscal eletrnica.

    Existe uma exceo regra: o preo definido em pauta no pode ser inferior soma do VALOR DA MERCADORIA + FRETE + IPI + OUTRAS DESPESAS, repassadas ao contribuinte. Caso este fenmeno ocorra deve-se aplicar as MVAs definidas na Portaria 711/1992, que variam de 70% a 140%, conforme art. 2 da Portaria 72/2015.

    No caso da cerveja, a base de clculo para fins de Substituio Tributria fixada por meio de PMPF Preo Mdio Ponderado ao Consumidor Final (preo de pauta). A cerveja e o chope se encontram no art. 46, II a do RICMS/DF com uma alquota de 31%.

    Para os produtos cervejas e refrigerantes, feita a atualizao da pauta uma vez por ano, a atualizao se d atravs de pesquisa do sindicato das indstrias da cerveja e da associao brasileira da indstria de refrigerante.

    Em seguida ser feita uma demonstrao com o MVA e o preo de pauta com um valor da compra de R$ 10.000,00 e alquota de 31% do produto da cerveja alcolica:

    Tabela 04: Demonstrao do clculo com o preo de pauta.

    Operaes com preo de pauta cerveja

    Valor da lata 660 ml: 4,80; 500 unidades

    Item Descrio Valor

    1 Valor da Compra R$ 10.000,00

    2 Alquota do ICMS da operao prpria 31%

    3 Valor do ICMS R$ 3.100,00

    4 Alquota do IPI 0%

    5 Valor do IPI R$ -

    Clculo do ICMS retido

    6 Valor da operao (1+5) R$ 10.000,00

    7 Base de preo de Pauta (4,80x500) R$ 2.400,00

    8 Base de clculo de ICMS ST R$ 12.400,00

    9 Alquota do ICMS ST 31%

    10 Sub total (9x10) R$ 3.844,00

    11 Valor do ICMS retido (10 -3) R$ 744,00

    12 Valor Total da Operao (1+5+11) R$ 10.744,00

    13 Valor de Venda R$ 17.000,00

    14 Margem Bruta R$ 6.256,00

    Simpsio de TCC e Seminrio de IC , 2016 / 2 559

  • 15 Custo Operacional (15%) R$ 938,40

    16 Impostos (18,9) R$ 1.182,38

    17 Margem Lquida R$ 4.135,22 Fonte: Elaborao Prpria (2016). Tabela 05: Demonstrao do clculo da MVA.

    Operao INTERNA com cerveja Alquota 31%, MVA 39,81%

    Item Descrio Valor 1 Valor da Compra R$ 10.000,00 2 Alquota do ICMS da operao prpria 31%

    3 Valor do ICMS R$ 3.100,00

    4 Alquota do IPI 0% 5 Valor do IPI R$ -

    Clculo do ICMS retido 6 Valor da operao (1+5) R$ 10.000,00 7 MVA 39,81%

    8 Valor Agregado (6 x7) R$ 3.981,00

    9 Base de clculo da ST (6+8) R$ 13.981,00 10 Alquota do ICMS ST 31%

    11 Sub total (9x10) R$ 4.334,11

    12 Valor do ICMS retido (11 -3) R$ 1.234,11 13 Valor Total da Operao (1+5+12) R$ 11.234,11 14 Valor de Venda R$ 17.000,00 15 Margem Bruta R$ 5.765,89 16 Custo Operacional (15%) R$ 864,88

    17 Impostos (18,9) R$ 1.089,75 18 Margem Lquida R$ 3.811,25

    Fonte: Elaborao Prpria (2016).Como est sendo demonstrado nas

    planilhas acima, podemos observar que para as empresas h mais vantagens pelo preo de pauta, pois existe um maior retorno de lucro para as

    empresas. Sabendo que o preo mnimo j est estipulado pela pauta para a tributao do imposto, podendo este valor ser aumentado pela empresa.

    DIFAL (Diferencial de Alquota do ICMS)

    Diferencial de Alquota do ICMS veio como forma de estipular para o estado a obrigao de onde o imposto ser recolhido. Qual o estado que ter o direito do recebimento do ICMS.

    Com a chegada do convnio ICMS 93/2015, o DIFAL Diferencial de Alquota do ICMS, tem a sua utilizao voltada para as operaes e prestaes de servios. Ele tem como destino os consumidores finais, ou seja, no contribuintes do ICMS, que residem em outros Estados, ocorrendo no momento da emisso da Nota Fiscal, sendo o

    DIFAL recolhido pelo emissor da Nota Fiscal e no consumidor final.

    O DIFAL tem como objetivo diminuir as distores que ocorrem na arrecadao do ICMS, dando o direito ao Estado onde o comprador reside receber parte do ICMS originado e uma venda de outro Estado.

    Com esse convnio, o ICMS ser partilhado entre a UF de origem e ao UF de destino entre 2016 e 2018. At ser todo transferido o ICMS para o Estado de destino da mercadoria em 2019, que se encontra na clusula dcima do mesmo artigo:

    Tabela 06: Demonstrao do DIFAL. Tabela transitria de partilha Ano UF Origem UF Destino

    Simpsio de TCC e Seminrio de IC , 2016 / 2 560

  • 2016 60% 40%

    2017 40% 60%

    2018 20% 80%

    2019 em diante 100% Fonte: Elaborao Prpria (2016). Formas de Recolhimento

    De acordo com a Emenda Constitucional nmero 87 de 2015, a responsabilidade pelo recolhimento do imposto, ser da empresa que est efetuando a venda e, de acordo com o Convnio ICMS nmero 93 de 2015, o recolhimento deve ser efetuado por meio da GNRE (guia Nacional de Recolhimento de tributos Estaduais) e, poder ser efetuado por operao, ou por apurao. Porm para que o recolhimento seja efetuado por apurao, ser necessrio que a unidade emitente, tenha inscrio Estadual e, cada unidade de destino.

    Desta forma, como praticamente, impossvel ter inscrio Estadual, em cada unidade de destino, o recolhimento dever ser efetuado por operao, ou seja, para cada Nota Fiscal emitida, ser elaborada uma Guia Nacional de Recolhimento (GNRE). Guerra Fiscal

    Antes Emenda Constitucional n 87, havia um exagero nas prticas competitivas entre os estados de uma mesma federao em busca de maiores investimentos privados. Os governos ofereciam benefcios fiscais atrativos que incentivam a migrao de determinadas empresas para outras regies em busca de menor custo produtivo e, consequentemente, maior lucro.

    Para atrair investimentos aos seus respectivos estados, os governos (estados ou municpios) oferecem aos contribuintes determinados benefcios fiscais, como crditos especiais de ICMS ou emprstimos subsidiados de longo prazo. Esse um instrumento utilizado por estados mais pobres e distantes de grandes centros urbanos para atrair investimentos e evitar que haja esvaziamento econmico.

    Tanto os empresrios quanto os agentes do governo, concordam que existe um problema no modelo de arrecadao. At o ano passado o ICMS era recolhido no estado de origem, onde o Emitente est localizado. Quando um cliente de Gois compra um produto de uma empresa localizada em So Paulo, por exemplo, todo o ICMS ia para o estado de So Paulo (onde a nota fiscal foi emitida). O estado do comprador, no recebe nada e por isso alguns defendem que nesse caso ao menos parte do ICMS deveria ir para Gois, de onde sai receita. Impactos Para as Empresas

    As mudanas propostas pela Emenda Constitucional 87/2015 s impactam as empresas que tem operao interestadual (muito comum em e-commerce), ou seja, empresas que vendem produtos para fora do estado. Empresas que

    vendem somente dentro do estado no sofrero nenhum impacto. A alterao se aplica independentemente de o destinatrio ser contribuinte do ICMS ou no de ICMS. O que muda nesses casos a forma de arrecadao. VIII - a responsabilidade pelo recolhimento do imposto correspondente diferena entre a alquota interna e a interestadual de que trata o inciso VII ser atribuda: a) ao destinatrio, quando este for contribuinte do imposto; b) ao remetente, quando o destinatrio no for contribuinte do imposto;

    Essa nova sistemtica exige a gerao das GNREs e o pagamento antecipado antes do despacho da mercadoria. Na grande maioria dos casos a gerao e pagamento so feitos manualmente, o que inclusive exigiu investimentos em mo-de-obra. Esse trabalho manual gera atrasos no processo de faturamento, o que acaba provocando um aumento dos prazos. Esse aumento em muitos casos possa at mesmo inviabilizar a compra Impactos Para os Consumidores

    Com as redues de ofertas, diminuio da concorrncia o impacto, acaba refletindo no aumento dos preos. Alm disso, as empresas passaram a ter mais custos operacionais e esses custos acabam sendo repassados para o consumidor.

    Essas redues nas ofertas possam ocorrer principalmente em duas situaes, estabelecimentos fechados, com o aumento da tributao e da burocracia (que aumenta o custo operacional) muitas empresas deixam de ser competitivas e acabam fechando as portas e empresas que deixam de operar em alguns estados, como o clculo da diferena pode variar de estado para estado, algumas empresas tem deixado de vender para estados especficos (aqueles cuja diferena provoca um aumento no total do ICMS recolhido), prejudicando assim os consumidores desses estados.

    Fundo de Combate Pobreza

    Entre as mudanas ocasionadas pelo convnio ICMS 93/2015, est o fundo de combate pobreza. Ele tem sua previso na Constituio Federal onde a opo de adot-la de cada Estado. Por isso, a alquota mxima que pode ser utilizada pelos Estados para o fundo de combate pobreza de no mximo 2%.

    Deve ser utilizada pelos Estados apenas para programas pblicos voltados para a nutrio,

    Simpsio de TCC e Seminrio de IC , 2016 / 2 561

    https://www.confaz.fazenda.gov.br/legislacao/convenios/convenio-icms/2015/convenio-icms-93-15

  • habitao, educao e sade, onde se inclui tambm aes voltadas para crianas e adolescentes e a agricultura familiar. A lista de produtos cobertos pelo FCP depender da legislao de cada Estado.

    Exemplo: do clculo da DIFAL para consumidor final, com a emenda constitucional 87/2015.

    Tabela 07: Demonstrao do clculo da DIFAL.

    CLCULO DA DIFAL PARA CONSUMIDOR FINAL DIFAL - OPERAES E PRESTAES INTERESTADUAIS

    PROMOVIDAS POR CONTRIBUINTE ESTABELECIDO EM MINAS GERAIS |(DBITO E CRDITO), DESTINADAS A CONSUMIDOR

    FINAL NO CONTRIBUINTE DO ICMS a) Valor da operao antes da incluso do imposto por dentro 2.200,00 b) Incluso do ICMS relativo alquota interna do destino no valor da operao, considerando-se a alquota interna de 18% + 2% (adicional fundo pobreza)

    c) Aplicao da alquota interestadual sobre o valor da operao acrescido do ICMS devido no destino considerando-se a alquota interestadual de 12% ..... 7%.

    APLICAO Valor da operao 2.200,00 UF de Origem DF Alquota interestadual 12% UF do Destino GO Alquota interna do destino 17% Adicional (Alquota FCP) 0%

    COMPOSIO DO DIFAL Valor da operao DIFAL 2.200,00

    DIFAL 5% FCP 0% Valor do ICMS DIFAL 110,00 Valor do ICMS FCP - VALOR TOTAL DO DIFAL (VALOR TOTAL) 110,00

    PARTILHA - VALOR - DESTINO E ORIGEM UF Origem (DF) 60% 66,00 UF Destino (outras unidades) 40% 44,00 UF Destino com FC - TOTAL DIFAL - UF DESTINO (VALOR PRINCIPAL) 44,00 Fonte: Elaborao Prpria (2016).

    O valor principal o valor que ser utilizado para a gerao da GNRE no caso ser o valor da UF de Destino que no ano de 2016 e de 40% at chegar ao ano de 2019.

    Com a planilha referente DIFAL, demostra no ano de 2016 a quantidade a ser repassada para o Estado das mercadorias ser de 40%, o

    que ser atualizada anualmente at chegar a 100%, que ocorrer no ano de 2019 em diante.

    Com isso, preciso fazer a emisso da Guia de Recolhimento de Tributos Estaduais (GNRE), sendo que qualquer pessoa pode fazer a guia, precisando apenas de algumas informaes que as Notas Fiscais fornecem, sendo elas: Inscrio Estadual

    Simpsio de TCC e Seminrio de IC , 2016 / 2 562

  • CNPJ/CPF Razo Social Endereo UF Municpio CEP Telefone Concluso

    Como foi abordado no trabalho, a Substituio Tributria tem como objetivo a diminuio das sonegaes fiscais, causadas por muitas empresas que competem de forma desleal com os seus concorrentes. Podendo diminuir os preos de seus produtos pelo motivo de no emitir muitas notas fiscais diminuindo assim o valor do tributo a ser pago pela empresa.

    Como as sonegaes fiscais eram feitas por muitas empresas, acarretava que os rgos responsveis pela fiscalizao tributria tinham muitas dificuldades em fiscalizar todas essas empresas, ficando assim muito difcil para se conseguir fazer o controle de fiscalizao.

    A Substituio Tributria tem o seu recolhimento na primeira cadeia de valor, ou seja, indstria e importao. Tendo o valor do imposto antecipado, deixando um nico responsvel pela reteno e recolhimento do imposto.

    A sistemtica da Substituio Tributria trouxeram para o governo muitos benefcios entre eles uma melhor forma de fiscalizao e uma arrecadao de t ributo. Diminuindo em grande escala os nveis de sonegaes fiscais, pois com essa sistemtica as mercadorias j chegam tributadas ao seu destino.

    Para as empresas de grande porte o impacto no foi muito grande pelo fato de terem muito capital de giro e por ter um maior giro de estoque repassando com mais rapidez o tributo. J para as empresas de mdio e pequeno porte, incluindo as empresas optantes pelo simples nacional, onde o giro de estoque mais demorado, acaba impactando muito na estrutura financeira dessas empresas.

    O ICMS o imposto com o maior ndice de arrecadao para o governo, por ser de competncia Estadual, ele se torna tambm muito complexo, pois existem 27 legislaes diferentes para esse tributo. O que facilitaria no caso de operaes interestaduais, seria a criao da alquota nica para todos os Estados e o Distrito Federal. Evitando assim, a desigualdades que ocorrem entre os Estados em relao alquota, diminuindo assim, as chamadas guerras fiscais.

    Para se chegar ao clculo da Substituio Tributria do ICMS, existem duas formas: pela MVA ou pelo preo de pauta, sendo a MVA original ou ajustada dependendo de acordos de protocolos e convnios entre os Estados.

    A MVA original e determinada por levantamentos de dados que so fornecidos por entidades de representatividade em cada setor,

    onde se chega ao resultado dos preos adotados e praticados no mercado.

    J a MVA ajustada tem como base a MVA original, onde realizado ajustes, nos casos, de operaes interestaduais onde ocorre a aplicao de alquotas diferentes, tendo como seu objetivo a igualdade do valor do t ributo e dos valores praticados no mercado.

    Pelo preo de pauta, o preo obtido por pesquisas feitas junto aos mercados varejistas, fixando o valor mnimo para a base de clculo da Substituio Tributria. importante ressaltar que o preo que est estipulado nas planilhas de preos de pauta no pode ser inferior aos da planilha, ms, podem ser superiores aumentando tambm a base de clculo do tributo.

    Para se diminuir as distores que ocorrem na arrecadao do ICMS, foi criado a DIFAL, onde os Estados que esto localizados os consumidores, desde que sejam pessoas fsicas, passem a receber parte do imposto que est sendo originado em outro Estado.

    A Substituio gera impacto nas lucratividades e nos custos das empresas, onde ela gera algumas contribuies. Para os empresrios a ampliao do conhecimento dessa sistemtica afeta diretamente a lucratividade e os custos da sua empresa.

    Para o governo, se passa as informaes dos efeitos que esse tipo de t ributao ocasiona nos agentes econmicos empresarias, e para os estudantes e pesquisadores ajuda a ter um conhecimento mais profundo desse assunto, para assim poderem ter possibilidade de desenvolverem no futuro algumas pesquisas em entidades e setores econmicos.

    Conclui-se que o regime Substituio Tributria se demonstrou muito eficiente para o governo, diminuindo as sonegaes fiscais que antes eram em grandes propores conseguindo assim, tambm, um aumento muito grande nos ndices de arrecadao do tributo.

    Por outro lado, as empresas de pequeno porte esto sofrendo bastante para se adaptar a esse novo regime de tributao, tendo seu capital de giro diminudo, por causa do pagamento antecipado do imposto. Agradecimentos

    Dedico este trabalho primeiramente a Deus, por se essencial em minha vida, autor de meu destino, meu guia, socorro presente na hora da angustia, ao meu pai Joo, e minha me Luciana e aos meus irmos Jhonny e Luclia, toda a minha famlia. Aos meus amigos o Sr. Hilton e Osias que em todos os momentos permaneceram do meu lado. Aos demais amigos que me incentivaram e permaneceram do meu lado. Ao meu professor Itamar da Silva Rodrigues, pela ateno e por compartilhar seus conhecimentos contribuindo para a concluso desse projeto.

    Simpsio de TCC e Seminrio de IC , 2016 / 2 563

  • Referncias BONF DE JESUS, Isabela. Manual de direito tributrio. 2.ed. So Paulo: revista dos tribunais, 2015. COFAZ MINISTERIO DA FAZENDA. Convnio ICMS 81/93. Disponvel em: Acesso em: 20 de Maio de 2016. CONFAZ MINISTERIO DA FAZENDA. Convnio ICMS 92/2015. Disponvel em: https://www.confaz. fazenda.gov. br/legislacao/convenios/2015/cv092_15 Acesso em: 15 de Maio de 2016. CONFAZ MINISTERIO DA FAZENDA. Convnio ICMS 25/1990. Disponvel em: https://www.confaz.fazenda.gov.br/legisla o/convenios/1990/cv025_90 Acesso em: 17 de Maio de 2016. CONFAZ MINISTERIO DA FAZENDA. Convnio ICMS 93/2015. Disponvel em: https://www.confaz.fazenda.gov.br/Legislacao/convenios/2015/cv093_15 Acesso em: 14 de Abril de 2016. CONFAZ MINISTERIO DA FAZENDA. Convnio ICMS 87/2015. Disponvel em: https://www.confaz.fazenda.gov.br/legisla cao/convenios/2015/cv087_15 Acesso em: 10 de Agosto de 2016. CONFAZ MINISTERIO DA FAZENDA. Convnio ICMS 70/1997. Disponvel em: http://www1.fazenda.gov.br/confaz/confaz/ convenios/icms/1997/CV070_97.htm Acesso em: 05 de Julho de 2016. CONTABILIDADE NO BRASIL. Alquotas internas 2016: tabela de alquotas e interestaduais atualizada com majorao das alquotas internas. Disponvel em: http://www.contabilidadenobrasil.com.br/aliquotas-internas-2016/ Acesso em: 10 de Maro de 2016. FAZENDA DF. GOV.BR. Anexo IV ao Decreto n/18.955, de 22 dezembro de 1997. Disponvel: Acesso em: 18 de Agosto de 2016. FAZENDA DF. GOV.BR. Lei n 1.254, de 8 de Nov. de 1996. Disponvel em: Acesso em: 20 de Abr. de 2016. FAZENDA DF. GOV.BR. Portaria n 72, de 27 de Abril de 2015. Disponvel em: http://www.fazenda.df.gov.br/aplicacoes/legislacao/legislacao/TelaSaidaDocumento.cfm?txtNumero=72&txtAno=2015&txtTipo=7&txtParte=. Acesso em: 13 de Nov. 2016. LOPES, Mauro Lus Rocha. Direito Tributrio. 4.ed. Niteri Rio de Janeiro: Impetus, 2013. MGIA, Denis. Manual de Estudo Agente Fiscal de Rendas/SP. Editora Ferreira - SP, 2009.

    PLANALTO. Constituio da Republica Federativa do Brasil de 1988. Disponvel em: Acesso em: 21 de Abr. de 2016. PLANALTO. Decreto n 350 Tratado MERCOSUL. Disponvel em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil 03/decreto/1990-1994/D0350.htm> Acesso em: 25 de Setembro de 2016. PLANALTO. Emenda constitucional 87/2015. Disponvel em: http://www.planalto.gov.br/CCiViL_03/Constituicao/Emendas/Emc/emc87.htm Acesso em: 19 de Maro de 2016. PLANALTO. Lei Complementar n87, de Set. de 1996. Disponvel em: Acesso em: 21 de Abr. de 2016. PORTAL TRIBUTRIO. Os tributos no Brasil. Disponvel em: http://www.portaltributario.Com.br/tributos .htm Acesso em: 16 de Setembro de 2016. REZENDE, Amaury Jos; PEREIRA, Carlos Alberto; ALENCAR, Roberta Carvalho de. Contabilidade Tributria: Entendendo a lgica dos tributos e seus reflexos sobre os resultados das empresas. So Paulo: Atlas, 2010. STJ. Processo. Disponvel em: Acesso em: 13 de junho de 2016.

    Simpsio de TCC e Seminrio de IC , 2016 / 2 564

    https://ww/https://www.confaz.fazenda.gov.br/Legislahttps://www.confaz.fazenda.gov.br/legisla%20cao/convenios/2015/cv087_15https://www.confaz.fazenda.gov.br/legisla%20cao/convenios/2015/cv087_15http://www1.fazenda.gov/http://www.contabilidadenobrasil.com.br/aliquotas-internas-2016/http://www.contabilidadenobrasil.com.br/aliquotas-internas-2016/http://www.fazenda.df.gov.br/aplicacoes/legislacao/legislacao/TelaSaidaDocumento.cfm?txtNumero=18955&txtAno=1997&txtTipo=6&txtParte=ANEXO%2004%20CADERNO%2001http://www.fazenda.df.gov.br/aplicacoes/legislacao/legislacao/TelaSaidaDocumento.cfm?txtNumero=18955&txtAno=1997&txtTipo=6&txtParte=ANEXO%2004%20CADERNO%2001http://www.fazenda.df.gov.br/aplicacoes/legislacao/legislacao/TelaSaidaDocumento.cfm?txtNumero=18955&txtAno=1997&txtTipo=6&txtParte=ANEXO%2004%20CADERNO%2001http://www.fazenda.df.gov.br/aplicacoes/legislacao/legislacao/TelaSaidaDocumento.cfm?txtNumero=18955&txtAno=1997&txtTipo=6&txtParte=ANEXO%2004%20CADERNO%2001http://www.fazenda.df.gov.br/aplicacoes/legislacao/legislacao/TelaSaidaDocumento.cfm?txtNumero=72&txtAno=2015&txtTipo=7&txtPartehttp://www.fazenda.df.gov.br/aplicacoes/legislacao/legislacao/TelaSaidaDocumento.cfm?txtNumero=72&txtAno=2015&txtTipo=7&txtPartehttp://www.fazenda.df.gov.br/aplicacoes/legislacao/legislacao/TelaSaidaDocumento.cfm?txtNumero=72&txtAno=2015&txtTipo=7&txtPartehttp://www.planalto.gov.br/ccivil%2003/decreto/1990-1994/D0350.htmhttp://www.planalto.gov.br/ccivil%2003/decreto/1990-1994/D0350.htmhttp://www.planalto.gov.br/CCiViL_03/Constituicao/Emendas/Emc/emc87.htmhttp://www.planalto.gov.br/CCiViL_03/Constituicao/Emendas/Emc/emc87.htmhttp://www.portaltributario.com.br/tributos%20.htmhttps://ww2.stj.jus.br/processo/pesquisa/?tipoPesquisa=ti%20poPesquisaNumeroRegistro&termo=200301915546&totalRegistrosPorPagina=40&aplicacao=processos.eahttps://ww2.stj.jus.br/processo/pesquisa/?tipoPesquisa=ti%20poPesquisaNumeroRegistro&termo=200301915546&totalRegistrosPorPagina=40&aplicacao=processos.eahttps://ww2.stj.jus.br/processo/pesquisa/?tipoPesquisa=ti%20poPesquisaNumeroRegistro&termo=200301915546&totalRegistrosPorPagina=40&aplicacao=processos.eahttps://ww2.stj.jus.br/processo/pesquisa/?tipoPesquisa=ti%20poPesquisaNumeroRegistro&termo=200301915546&totalRegistrosPorPagina=40&aplicacao=processos.eahttps://ww2.stj.jus.br/processo/pesquisa/?tipoPesquisa=ti%20poPesquisaNumeroRegistro&termo=200301915546&totalRegistrosPorPagina=40&aplicacao=processos.eahttps://ww2.stj.jus.br/processo/pesquisa/?tipoPesquisa=ti%20poPesquisaNumeroRegistro&termo=200301915546&totalRegistrosPorPagina=40&aplicacao=processos.ea

    Guerra FiscalImpactos Para as EmpresasImpactos Para os ConsumidoresFundo de Combate Pobreza

Recommended

View more >