cidades para bicicletas, cidades de futuro

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Um bom trabalho sobre o uso de bicicleta na mobilidade urbana

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  • Cidades para Bicicletas, Cidades de Futuro

  • Encontram-se disponveis numerosas outras informaes sobre a Unio Europeia na rede Internet, viaservidor Europa (http://europa.eu.int)

    Uma ficha bibliogrfica figura no fim desta publicao

    Luxemburgo: Servio das Publicaes Oficiais das Comunidades Europeias, 2000

    ISBN 92-828-5738-7

    Comunidades Europeias, 2000Reproduo autorizada mediante indicao da fonte

    Printed in Belgium

    IMPRESSO EM PAPEL BRANQUEADO SEM CLORO

    Informao e distribuio: Comisso Europeia, DG ENV, boulevard du Triomphe 174; B-1160 BruxellesTel.: (32-2) 295 50 10; fax: (32-2) 296 95 54; e-mail: Claude.Bochu@cec.eu.int

    Redaco do texto: J. Dekoster, U. SchollaertReleitura: C. Bochu (DG ENV), M. Lepelletier (DG TREN), M. C. Coppieters (ECF)

    Projecto e realizao grfica: C. Hilgers, N. Munarriz (EUR-OP)Fotografia: fotografia de autor e grficos; agradecimentos a Pro Velo, ao ECF, J. Bellier, T. Ledergerber,PD Villiger Shne AG (CH)

  • Cidades para Bicicletas,Cidades de Futuro

    COMISSO EUROPEIA

    DG do Ambiente

  • 5 ^

    rias cidades europeias (Amesterdo, Barcelona, Bremen, Copenhaga,Edimburgo, Ferrare, Graz, Estrasburgo, etc.) demonstram todos os diasque uma diminuio do uso do automvel individual um objectivo noapenas desejvel mas tambm razovel. Estas cidades aplicam medidas

    que estimulam o uso dos transportes pblicos, da bicicleta e a partilha deveculos, mas tambm medidas restritivas ao uso do automvel individual nosseus centros. Estas cidades no prejudicam, antes pelo contrrio, o seucrescimento econmico ou a acessibilidade do seu centro comercial porquecompreenderam que o uso imoderado do automvel nas deslocaesindividuais j no pode garantir a mobilidade da maioria dos cidados.

    A sua abordagem inscreve-se perfeitamente no mbito dos compromissosinternacionais da Unio Europeia no domnio da reduo das emisses degases com efeito de estufa e da legislao europeia sobre a qualidade do ar,nos termos da qual devem ser aplicados planos locais de gesto e demelhoramento da qualidade do ar urbano e os cidados informados no casode poluio significativa, tal como acontece desde h vrios anos no caso doozono. A forma como as cidades (e consequentemente as grandes empresas)organizam o seu sistema de transporte estar por conseguinte no centro daspreocupaes para os prximos anos, tanto mais que a Comisso publicartodos os anos a lista das zonas e aglomeraes onde o ar no alcana umaqualidade suficiente.

    neste contexto que tomei a iniciativa, sem dvida incomum, de me dirigirdirectamente a vocs, responsveis polticos por cidades de mdia ou grandedimenso da Unio Europeia.

    O manual Cidades para Bicicletas, Cidades de Futuro que tm em mosparte da constatao que os piores inimigos da bicicleta na cidade no so osautomveis, mas as ideias recebidas. Corrige por conseguinte algumas ideias

    recebidas relacionadas com a bicicleta enquanto modo de transporte regularem meio urbano. Sugere igualmente algumas medidas simples, poucodispendiosas, quase imediatas e provavelmente populares. A tarefa decertoambiciosa, mas o essencial dar os primeiros passos pois, embora o recurso bicicleta dependa naturalmente da escolha individual, essencial lanar oprocesso dinmico pelo qual a vossa cidade fortalecer as iniciativas oumesmo os hbitos de alguns dos vossos concidados em prol de um ambienteurbano mais so.

    Enquanto entidade patronal, a Comisso Europeia continua os seus esforos afim de reduzir o impacto das suas actividades sobre o ambiente urbano deBruxelas. Em 1998, recebeu das associaes ciclistas de Bruxelas o prmio doestacionamento de ouro, que distingue a empresa que mais tem favorecidoo recurso bicicleta pelos seus empregados nessa cidade. Em 22 de Setembrode 1999, tive o prazer de acolher o Sr. Presidente Prodi e o Ministro dosTransportes belga para um pequeno passeio em bicicleta at ao local dereunio da nova Comisso, que coincidiu com o primeiro ensaio do DiaEuropeu sem Carros, planeado para o ano 2000.

    Espero que, tal como eu, apreciem este manual e que os encoraje a pr emprtica sem tardar as suas recomendaes principais, se naturalmente aindafor necessrio na vossa cidade.

    Margot WallstrmComissria europeia para o Ambiente

    VPrefcio

  • 2Pgina 23

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    1SU

    M

    RIO

    Na sua cidade, o potencial de desenvolvimento da bicicleta ultrapassa muitoprovavelmente os prognsticos que poderia fazer com base na situao actual.Apesar de o ciclismo dirio no fazer talvez ainda parte dos hbitos dos seusconcidados, este constitui todavia um meio de transporte que ocupa um papel nonegligencivel no domnio da mobilidade. Por que razo as cidades que seencontram numa situao bastante semelhante sua enfrentaram um tal desafio?Poder a bicicleta ter um papel a desempenhar nos seus objectivos demelhoramento da qualidade de vida na cidade e de poder de atraco dostransportes pblicos?

    Bicicleta, liberdade, boa sade e bom humor combinambem. A bicicleta evoca sempre imagens de liberdade e deardor e desperta a mesma simpatia em todos os pases daUnio Europeia. Verifica-se na realidade uma mudana dementalidades a favor de polticas de deslocao respeitosasdo ambiente urbano?

    3Antigamente, a bicicleta constitua o meio de deslocao por excelncia emgrande parte dos nossos pases. Sempre que havia uma estrada ou umcaminho, a bicicleta era rainha, do Norte ao Sul da Europa. E actualmente?Anda-se de bicicleta para alm dos Pases Baixos e da Dinamarca? Anda-se debicicleta nos pases amenos e secos, na maior parte do ano, afastados dosventos do Norte? Quais so as cidades onde a bicicleta faz parte de uma novaabordagem da mobilidade?

    4Os riscos de acidente constituem a nica desvantagem terica da bicicleta. Masat que ponto? Foi j provado que, para determinadas faixas etrias, o automvelrepresenta um risco global claramente mais importante do que a bicicleta. E queos efeitos positivos da bicicleta sobre a sade e a qualidade de vida excedem delonge os anos de vida perdidos nos acidentes... Isto no obsta a que qualquerpoltica a favor da bicicleta deva minimizar os riscos para os ciclistas. Recorrendoa que meios? As pistas para ciclistas sero sempre sinnimo de segurana? Aexperincia de numerosas cidades e as investigaes cientficas demonstram que igualmente possvel garantir a segurana dos ciclistas nas estradas. Como?

    A BICICLETA: PORQU?

    AS NOVAS MENTALIDADES

    NOVOS EXEMPLOS DE CIDADES PARA CICLISTAS

    A SEGURANA:UMA RESPONSABILIDADE

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    Se se interessa por uma poltica a favor da bicicleta, no o nico. Existem redes de cidades para ciclistas emnumerosos pases. Quase todos os anos, um congresso ouuma conferncia rene todos os que possuem umaexperincia ou conhecimento que lhe poderiam ser teis.Mais perto de si, os ciclistas esto dispostos a ajud-lo demodo a que a sua cidade evolua com eles. Onde seencontram os recursos a canalizar e como aproveitarmelhor as sinergias?

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    Se fosse necessrio comear por apenas uma coisa,o que fazer? Nomear o responsvel ou ocoordenador da poltica de promoo da bicicleta.Esta Senhora bicicleta ou este Senhor bicicletadeveria ocupar o lugar em questo a tempointeiro. Que tarefas lhe deveriam ser confiadas?Qual a estrutura que lhe deveria ser associada?Que oramento? Que cordelinhos necessriopuxar em primeiro lugar?

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    Os potenciais ciclistas so numerosos, visto que quase todas aspessoas sentem prazer em andar de bicicleta quando seencontram reunidas um mnimo de boas condies. Tendo-seperdido o hbito de pensar na bicicleta, necessrio sugerir erecordar que a bicicleta pode constituir um meio de deslocaoquotidiano eficaz e agradvel. Para levar as pessoas a pensar nabicicleta, necessrio indicar o caminho. Qual a relao entre ociclismo de lazer e o ciclismo quotidiano? Para alm destas duasgrandes componentes, quais so os outros elementos de umapoltica de promoo da bicicleta? Quanto custaria esta poltica?O que necessrio saber para dar os primeiros passos (correctos)?

    Muitas vezes, os ciclistas encontram naturalmente o seu lugarnos centros das cidades remodelados em funo dos pees.Nos locais onde o automvel deixou de ser um invasor,insinua-se a bicicleta. Mas nos locais onde necessrio optarentre espao para o trfego automvel e espao para otrfego dos ciclistas, as opes so por vezes draconianas.Como conciliar uma procura de pistas para ciclistas e asexigncias da circulao automvel? Quais as limitaes queser possvel impor a um meio de transporte para criarcondies para um outro?

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    OUSAR REDISTRIBUIRO ESPAO E OS RECURSOS

    O QUE NECESSRIO SABER

    PARA O AJUDAR

    COMO COMEAR?6

  • $Introduo

  • Na sua qualidade de autarca, incumbe-lhe garantir umquadro de vida saudvel aos habitantes da sua cidade.Deve igualmente facilitar as deslocaes profissionais demodo a garantir boas condies de desenvolvimento sempresas, servios e comrcio. E deve garantir boascondies de deslocao a toda a populao de modo agarantir a acessibilidade s lojas, escolas, servios pblicos,equipamentos colectivos e empregos.

    Uma parte dos automobilistas reclama um direito mobilidade que confundem muitas vezes com umdireito a utilizar o veculo, custe o que custar. A imagemque do do veculo a de um meio de transporte perfeitoe insubstituvel.

    No entanto, na prtica, o veculo no satisfaz todas asnecessidades: nas cidades, uma parte importante dosagregados familiares no possui qualquer veculoautomvel; e, dos agregados familiares que possuemautomvel, uma parte importante dos seus elementos nopossui carta de conduo, no tem o direito de conduzir(crianas, adolescentes), ou no tm acesso ao veculo.

    De um ponto de vista colectivo, os inconvenientes dautilizao imoderada do automvel particular revelam-sebastante pesados. O