cidade nova em foco #4

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Jornal do bairro Cidade Nova e região.

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  • DENGUE - Reforamos a importncia do combate dengue mos-trando os nmeros atualizados e a proliferao do mosquito Aedes aegypti. O nmero de casos aumentou significativamente na regio Nordeste, que mantm o maior ndice de foco. assustador pensar que 80% desses focos so encontrados em residncias habitadas. Dos 43.869 casos confirmados em BH, at o dia 13 de junho, 11.442 foram percebidos na Regional. Este ano o crescimento de ocorrncia aconteceu primeiramente na regio compreendida entre os bairros Ribeiro de Abreu e So Gabriel, com frequncia tambm em bairros como Maria Goretti e Cachoeirinha. A Prefeitura est mobilizando a comunidade local com o objetivo de combater o inseto com mais eficcia e conscientizao. Pgina 3

    Basta de tanta violncia! At quando conviveremos com essa constante sensao de insegurana e impunidade? O que mais precisa acontecer para que nossos governantes tomem alguma providncia mais sria e eficaz? Por que ser que em outros pases isso possvel, mas por aqui temos que achar normal sermos assaltados na rua, termos nossa casa arrombada ou o carro furtado? Por que ser que muitas vezes uma ocorrncia policial vira apenas uma estatstica, e uma situao, que pode ser traumatizante para uma pessoa, se torna apenas mais um caso para a polcia? Algo est muito errado!

    A regio do Cidade Nova, alm dos demais bairros prximos, cresceu e j no , h muito tempo, o mesmo de anos atrs. Certamente voc j ouviu casos sobre furtos ou assaltos na regio. Talvez voc ou seus familiares j tenham at sido as vtimas. A questo da segurana est sempre em debate por ser um assunto importante e, ao mesmo tempo, complicado. Como se pode resolver a falta de segurana que assombra o nosso cotidiano? Esse um dos comentrios mais ouvidos entre os moradores. Sempre tem algum vizinho ou conhecido com uma histria de assalto para contar. Para alguns, o problema vem acontecendo devido ao crescimento da regio; outros questionam o trabalho da Polcia Militar e de que modo podem, de fato, colaborar de maneira mais eficaz.

    Sabemos que a polcia no pode estar em vrios locais ao mesmo tempo, que o efetivo de homens para isso baixo e, principalmente, que h limites impostos pelo Governo do Estado para a abertura de novas vagas. Mas algo precisa ser feito. Temos uma boa parceria com a Companhia da regio e sabemos que a Polcia Militar no est parada e procura sempre traar metas para coibir essa violncia. Mas morado-res e comerciantes querem aes mais prticas e uma maior presena, no apenas nas vias principais, mas em todo o bairro, atravs de uma constante ronda.

    Aes conjuntas podem fazer com que os moradores e comerciantes se unam mais para buscar meios mais eficazes ao combate violncia. A participao da comunidade fundamental para a eficcia das aes da polcia no sentido de tomarem medidas preventivas e de se mobilizarem para um auxlio mtuo. A segurana uma questo cultural, que

    precisa da participao efetiva de todos. preciso continuar cobrando e, principalmente, fazendo

    as ocorrncias policiais para haver uma demanda de recla-maes que possa gerar mais aes para a regio, mas tambm fundamental se precaver, prevenir e ficar mais atentos aos perigos que nos rondam. Tomando cuidados mais bsicos e orientando os filhos, pais, amigos, familiares

    e mesmo nossos vizinhos, poderemos ter uma regio mais segura. O importante agirmos e sermos parceiros do poder pblico no combate a essa violncia que no pode mais aumentar na regio. Temos que combater isso de forma sria, comunitria e responsvel. (Fabily Rodrigues)

    Leia mais nas pginas 6, 7 e 9

    ANO I - EDIO 4JUNHO DE 2013

    EM MDIAFOCO

    METR - O Governo Federal vai disponibilizar uma verba de R$ 3,1 bilhes para as obras de infraestrutura viria em Belo Horizonte, previstas no PAC da Mobilidade, que ser empregada na implanta-o da rede de metr na Regio Metropolitana. O contrato para a expanso da Linha 1 e trmino das linhas 2 e 3 foi assinado pelo Governo de Minas e pela Caixa Econmica Federal. A atual linha 1 ter obras de expanso e modernizao, que incluem a construo das estaes Novo Eldorado, em Contagem, e Calafate II, para a conexo com a linha 2, alm da melhoria dos acessos nas estaes em operao. Na linha 2 ser implementado o trecho Barrei-ro/Calafate, com 10 quilmetros; e, na 3, ser construdo o trecho Savassi/Lagoinha, que ter 4,5 quilmetros. Pgina 12

    PRXIMA EDIO - Na prxima edio falaremos sobre a importncia de estudar e em LNGUAS ESTRANGEIRAScomo a boa fluncia ajudar na busca de oportunidades neste perodo pr-Copa do Mundo. O que ainda possvel aprender em um ano? Teremos ainda matrias sobre a funcionalidade da a REDE DE VIZINHOS PROTEGIDOS, qualidade e a boa estrutura das INSTITUIES DE ENSINOda regio, a importncia das para as ATIVIDADES FSICASpessoas de todas as idades, alm do significativo cresci-mento e concentrao de CONCESSIONRIAS E REVENDAS DE VECULOS nos bairros locais. Participe se voc quiser opinar sobre algum desses e de outros assuntos.

    Por uma seguranamelhor na regio

    INTE

    RNET

  • O Jornal Cidade Nova em Foco uma publicao informativa mensal voltada aos moradores, comerciantes e demais interessados dos bairros Cidade Nova, Unio, Silveira, Ipiranga, Palmares e demais bairros prximos. Independente e imparcial, no temos comprometimento ou vnculo com nenhuma associao, empresa ou empresrio, poltico ou entidade. Nosso objetivo informar, esclarecer, debater, criticar e melhorar a qualidade de vida da regio. Faremos isso por meio de matrias informativas, dicas, informaes teis e notcias voltadas a todos os envolvidos, de uma maneira ou de outra, com os bairros locais. O Jornal distribudo gratuitamente (10 mil exemplares) nas residncias, comrcios e locais de grande circulao dos bairros citados.

    E-mail:cidadenovaemfoco@gmail.com

    Impresso: Bigrfica

    Periodicidade: Mensal

    Distribuio Gratuita

    Tiragem: 10 mil exemplares

    2

    Junho de 2013

    ANUNCIEAQUI EXPEDIENTE

    CRNICA

    Com tantas notcias sobre violncia recebidas a todo o momento e com casos acontecendo to perto da nossa realidade, lembrei-me de uma letra de Humberto Gessinger, voca-lista dos Engenheiros da Hawaii, feita em 1990, e associei meus pensamen-tos a ela, que tem o mesmo ttulo desta crnica. Percebi que a letra, ainda bem atual

    23 anos depois, retrata a realidade que est presente em nosso cotidiano. A violncia tem se disfarado das mais variadas maneiras para nos amedrontar. Usa os mais hbeis artifcios e disfarces para ser usada sem limites e sem ser to perceptiva aos olhos da humanidade.

    Grande parte dessa violncia se tornou banal, comum, faz parte de uma rotina. Hoje qualquer coisa motivo para matar. As crianas e jovens de uma favela, por exemplo, presenciam isso com tanta frequncia que passam a achar normal. No se chocam mais. Hoje h perigo em tudo: da bala perdida ao discurso liberal; da violncia domstica fome, misria e desemprego; da violncia verbal e psicolgica violncia poltica e econ-mica.

    A palavra trottoir significa um passeio, uma cami-nhada feita em um mesmo lugar, onde as pessoas aprovei-tam para se conhecer ou para encontros amorosos. Para

    os franceses, ela tem um uso ligado s prostitutas france-sas que ficam passeando pelas caladas em busca de clientes. Na relao com o ttulo foi usada para dizer que a violncia circula por todos os lugares normalmente, sendo algo comum, que passa como rotina aos olhos de quem v.

    A violncia no Brasil cresce de forma acelerada, assustadora e sem controle. Ser que existe algo que poderamos fazer para mudar isso? O pas assiste atnito escalada do poder e ousadia do crime organizado, ao mesmo tempo em que se tornam cada vez mais corriquei-ros os crimes com motivaes pessoais e sem sentido. Porque no dizer banais. Tirar a vida humana algo que se tornou banalizado, que no precisa de muitas explicaes para justificar esses comportamentos covardes, muitas vezes ocorridos em situaes ou momentos tidos por inofensivos.

    As absurdas desigualdades sociais no Brasil configu-ram-se como um fator agravante desse problema. No a nica responsvel, pois existem muitos outros tipos de violncia, mas quando a nao for menos desigual, certa-mente os conflitos sero menos frequentes. No justo sempre aliar violncia pobreza. Sabemos que a maioria dos moradores das favelas so pessoas humildes em busca de oportunidades e que honram seu carter traba-lhando muitas horas por dia.

    Aliado a isso existe o grave problema da impunidade com o qual somos obrigados a conviver. Falta de planeja-mento e competncia de nossas instituies. Infelizmente, muitas vezes isso que colabora ainda mais para a crimi-

    nalidade. A certeza de que no sero punidos um fator a ser considerado. Um Estado ineficiente e sem programas de polticas pblicas de segurana contribui para aumen-tar a sensao de injustia e impunidade, que , talvez, a principal causa de tanta violncia.

    Valores como honestidade, tica e moral, sempre to difundidos a tempos atrs, esto em baixa e no so valorizados como deveriam. A maioria das pessoas se queixam dos polticos, mas fazem pior. Querem levar vantagens em tudo. Trfico de influncia e suborno esto entre as prticas assduas do povo brasileiro. Sem falar nos constantes atos de corrupo e em como represen-tantes de nossa segurana, como a prpria polcia, aca-bam se corrompendo e sendo complacentes com grupos geradores de violncia. Tudo isso tambm uma forma grave de violncia. Valores, sejam eles positivos ou negati-vos, so passados e assimilados pelos nossos filhos.

    Para tudo na vida preciso controle, muita conversa e a eterna busca da harmonia. Cada um que contribui e faz algo pela paz certamente vai contribuir para um mundo melhor. Um ato de violncia, seja no trnsito, nas arqui-bancadas dos estdios de futebol, no trabalho ou em casa, facilmente difundido e espalhado para outras pessoas como uma contaminao. Mesmo que o motivo inicial tenha sid