Ciclo de Seminarios apostila 1 - Instrumentos para Viabilizar as Políticas Públicas

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Organizao Social (OS) e Organizao da Sociedade Civil de Interesse Pblico (Oscip) - Instrumentos para Viabilizar as Polticas Pblicas apostila1 do ciclo de seminarios

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  • Seminrio I

    OS | Oscip

    ciclo de seminriosNOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    CaracterizaoLegislao

    Leis Federais, Estaduais e MunicipaisGlossrio

  • Governo do Estado de So Paulo

    Secretaria de Economia e Planejamento

    Fundao Prefeito Faria Lima - Cepam

    Jos Serra

    Francisco Vidal Luna

    Felipe Soutello

  • Seminrio I Organizao Social (OS) e Organizao

    da Sociedade Civil de Interesse Pblico (Oscip):

    Instrumentos para viabilizar as Polticas Pblicas?

    So Paulo, 2007

    Caracterizao

    Legislao

    Leis Federais, Estaduais e Municipais

    Glossrio

  • Coordenadoria de Gesto de Polticas Pblicas (Cogepp): Ftima Fernandes de Arajo

    Equipe tcnica: Carlos Corra Leite

    Ftima Fernandes de Arajo

    Isabete Gabriel da Silva

    Maria do Carmo M. T. Cruz

    Vera Martins da Silva

    Colaborao tcnico-jurdica: Luciana Temer

    Levantamento da legislao: Berenice T. Mastro

    Assessoria de Comunicao: Roberto Mencarini

    Projeto grfico, diagramao e arte-final: Jorge Monge e Marina Brasiliano

    Tiragem: 150 exemplares

  • APRESENTAOA reforma promovida pelo governo federal, a partir de 1995, preconizada pelo Plano Diretor

    da Reforma do Aparelho do Estado, criou novos modelos organizacionais como instrumentos

    para viabilizar polticas pblicas. Entre eles, esto os modelos de Organizao Social (OS) e

    de Organizao da Sociedade Civil de Interesse Pblico (Oscip).

    No final da dcada de 1990, esses arranjos organizacionais passaram a ser reproduzidos pe-

    los governos estaduais e municipais. Na nova concepo, o Estado deixa de ser o responsvel

    direto pelo desenvolvimento econmico e social, pela via da produo de bens e servios,

    para fortalecer-se na funo de promotor e regulador. E como promotor desses servios, o

    Estado continua a subsidi-los, ao mesmo tempo em que mantm o controle social, garantindo

    a participao da sociedade.

    Passados 11 anos da criao dos novos modelos de parceria para a prestao de servios p-

    blicos, importante analisar os resultados obtidos; a efetividade dos mecanismos de controle

    existentes; as possibilidades de avano; e as ameaas, que podem at mesmo inviabilizar as

    parcerias em funcionamento.

    Assim, com o intuito de refletir sobre o tema, a Fundao Prefeito Faria Lima Cepam Cen-

    tro de Estudos e Pesquisas de Administrao Municipal, tem a honra de realizar, em conjunto

    com a Secretaria de Estado da Justia e de Defesa da Cidadania, o seminrio Organizao

    Social (OS) e Organizao da Sociedade Civil de Interesse Pblico (Oscip): Instrumentos para

    Viabilizar as Polticas Pblicas? Trata-se do primeiro, de um ciclo de seminrios, que abordar

    os avanos e desafios colocados pelos novos modelos organizacionais aos municpios pau-

    listas e conta com o apoio da Secretaria de Economia e Planejamento (SEP) e das Cidades

    Parceiras (Jundia, Piracicaba, Ribeiro Preto, So Caetano do Sul, So Jos dos Campos e

    Sorocaba).

    Para auxiliar na reflexo sobre o tema, colocamos disposio dos participantes o trabalho

    realizado em 2006, para a SEP, no mbito do projeto Planejamento e Formas Organizacionais

    das Polticas Pblicas Municipais/Regionais. O material inclui uma caracterizao das OSs

    e Oscips, glossrio, resumo da legislao existente sobre o tema, e principais leis federais,

    estaduais e municipais. O segundo caderno traz, alm das apresentaes dos palestrantes,

    artigos disponibilizados por estes; todos especialistas no assunto.

    Esperamos, assim, contribuir para um maior entendimento das mudanas em curso, bem como

    para o esclarecimento de dvidas e aprofundamento do debate quanto s parcerias entre Es-

    tado e sociedade civil.

    Felipe Soutello

    Presidente da Fundao Prefeito Faria Lima Cepam

  • SUMRIO

    APRESENTAO

    Caracterizao de Oscip ........................................................... 9

    Caracterizao de OS .............................................................. 25

    Base Legal de Oscip .................................................................. 41

    Base Legal de OS .................................................................... 45

    Legislao Bsica de Oscip ....................................................... 47

    Lei l 9.790, de 23/3/99 .................................................... 47

    Decreto 3.100, de 30/6/99............................................... 54

    Lei 11.598, de 15/12/03 .................................................. 64

    Decreto do Municpio de So Paulo 46.979, de 6/2/06 ..... 68

    Legislao Bsica de OS .......................................................... 71

    Lei Federal 9.637, de 15/5/98 .......................................... 71

    Lei Complementar Estadual 846, de 4/6/98 ..................... 81

    Lei do Municpio de So Paulo 14.132, de 24/1/06 .......... 88

    GLOSSRIO

  • CARACTERIZAO DE OSCIP

    uma qualificao, dada pelo Poder Pblico, atravs do Ministrio da Justia, s pessoas

    jurdicas de direito privado, sem fins econmicos/lucrativos, cujos objetivos sociais e normas

    estatutrias atendam aos requisitos institudos pela Lei Federal 9.790/99 e Decreto Federal

    3.100/99.

    A qualificao permite celebrar um ajuste, denominado Termo de Parceria, com o Poder Pbli-

    co, visando desenvolver projetos ou atividades complementares s que originalmente consti-

    tuem responsabilidade daquele Poder.

    Os Estados e municpios regulamentam, no seu mbito, a relao de parceria, atravs de lei

    e/ou decreto.

    rea(s) de Atuao/Finalidade(s)

    A qualificao somente ser conferida s pessoas jurdicas de direito privado, sem fins eco-

    nmicos/lucrativos, cujos objetivos sociais tenham, pelo menos, uma das seguintes finalida-

    des:

    promoo da assistncia social (art. 3 da Lei Orgnica de Assistncia Social - Loas);

    promoo da cultura, defesa e conservao do patrimnio histrico e artstico;

    promoo gratuita da educao;

    promoo gratuita da sade;

    promoo da segurana alimentar e nutricional;

    defesa, preservao e conservao do meio ambiente e promoo do desenvolvimento

    sustentvel;

    promoo do voluntariado;

    promoo do desenvolvimento econmico e social e combate pobreza;

    experimentao, no lucrativa, de novos modelos scio-produtivos e de sistemas alternati-

    vos de produo, comrcio, emprego e crdito;

    promoo de direitos estabelecidos, construo de novos direitos e assessoria jurdica

    gratuita de interesse suplementar;

    promoo da tica, da paz, da cidadania, dos direitos humanos, da democracia e de outros

    valores universais; e

  • 10

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    estudos e pesquisas, desenvolvimento de tecnologias alternativas, produo e divulgao

    de informaes e conhecimentos tcnicos e cientficos.

    Qualquer alterao da finalidade ou do regime de funcionamento da organizao, que implique

    mudana das condies que instruram sua qualificao, dever ser comunicada ao Ministrio

    da Justia, acompanhada de justificativa, sob pena de cancelamento da qualificao.

    Legislao Bsica

    Deve existir uma lei para regulamentar a relao do Poder Pblico em cada esfera de governo.

    Federal

    Lei Federal 9.790, de 23/3/19 (criao da Oscip).

    Decreto Federal 3.100, de 30/06/99, republicado em 30/7/99 (regulamentao).

    Estadual

    Lei Estadual 11.598, de 15/12/03 (regulamentao).

    Municipal So Paulo

    Decreto Municipal 46.979, de 6/2/06 (regulamentao).

    Portaria 54/06 da Secretaria Municipal de Gesto.

    Quem Pode se Qualificar?

    Podem se qualificar organizaes da sociedade civil de direito privado, sem fins econmicos/

    lucrativos, com objetivos sociais e normas estatutrias que atendam aos requisitos da Lei

    Federal 9.790/99.

    Organizao sem fins econmicos/lucrativos aquela que no distribui, entre os seus s-

    cios ou associados, conselheiros, diretores, empregados ou doadores, eventuais excedentes

    operacionais, brutos ou lquidos, dividendos, bonificaes, participaes ou parcelas do seu

    patrimnio, auferidos mediante o exerccio de suas atividades, e que os aplica integralmente

    na consecuo do respectivo objeto social.

    A qualificao, desde que todos os requisitos sejam cumpridos, no pode ser negada enti-

    dade porque ato vinculado.

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    11

    Quem no Pode se Qualificar?

    sociedades comerciais;

    sindicatos, associaes de classe ou de representao de categoria profissional;

    instituies religiosas ou voltadas para a disseminao de credos, cultos, prticas e vises

    devocionais e confessionais;

    organizaes partidrias e assemelhadas, inclusive suas fundaes;

    entidades de benefcio mtuo destinadas a proporcionar bens ou servios a um crculo

    restrito de associados ou scios;

    entidades e empresas que comercializam planos de sade e assemelhados;

    instituies hospitalares privadas no gratuitas e suas mantenedoras;

    escolas privadas dedicadas ao ensino formal no gratuito e suas mantenedoras;

    organizaes sociais;

    cooperativas;

    fundaes pblicas;

    fundaes, sociedades civis ou associaes de direito privado criadas por rgo pblico ou

    por fundaes pblicas;

    organizaes creditcias que tenham quaisquer tipo de vinculao com o sistema financeiro

    nacional.

    Requisitos para Qualificao

    Deve ser encaminhado ao Ministrio da Justia um requerimento solicitando a qualificao e

    apresentar os seguintes documentos:

    estatuto registrado em cartrio;

    ata de eleio de sua atual diretoria;

    balano patrimonial e demonstrao do resultado do exerccio;

    declarao de iseno do imposto de renda; e

    inscrio no cadastro nacional da pessoa jurdica (CNPJ).

    As entidades devem ser regidas por estatutos cujas normas tratem (Lei 9.790/99, art. 4o):

  • 12

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    a observncia dos princpios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, eco-

    nomicidade e da eficincia;

    a adoo de prticas de gesto administrativa, necessrias e suficientes a coibir a obten-

    o, de forma individual ou coletiva, de benefcios ou vantagens pessoais, em decorrncia

    da participao no respectivo processo decisrio;

    a constituio de conselho fiscal ou rgo equivalente, dotado de competncia para opinar

    sobre os relatrios de desempenho financeiro e contbil, e sobre as operaes patrimo-

    niais realizadas, emitindo pareceres para os organismos superiores da entidade;

    a previso de que, em caso de dissoluo da entidade, o respectivo patrimnio lquido ser

    transferido a outra pessoa jurdica qualificada nos termos da Lei 9.790/99, preferencial-

    mente que tenha o mesmo objeto social da extinta;

    a previso de que, na hiptese de a pessoa jurdica perder a qualificao instituda pela

    Lei 9.790/99, o respectivo acervo patrimonial disponvel, adquirido com recursos pblicos

    durante o perodo em que perdurou aquela qualificao, ser transferido a outra pessoa

    jurdica qualificada nos termos da Lei 9.790/99, preferencialmente que tenha o mesmo

    objeto social;

    a possibilidade de se instituir remunerao para os dirigentes da entidade que atuem efe-

    tivamente na gesto executiva e para aqueles que a ela prestam servios especficos,

    respeitados, em ambos os casos, os valores praticados pelo mercado, na regio corres-

    pondente a sua rea de atuao;

    as normas de prestao de contas a serem observadas pela entidade, que determinaro,

    no mnimo:

    a) a observncia dos princpios fundamentais de contabilidade e das Normas Brasilei-

    ras de Contabilidade;

    b) que se d publicidade por qualquer meio eficaz, no encerramento do exerccio fiscal,

    ao relatrio de atividades e das demonstraes financeiras da entidade, incluindo-se

    as certides negativas de dbitos junto ao INSS e ao FGTS, colocando-os disposi-

    o para exame de qualquer cidado;

    c) a realizao de auditoria, inclusive por auditores externos independentes se for o

    caso, da aplicao dos eventuais recursos objeto do termo de parceria conforme pre-

    visto em regulamento;

    d) a prestao de contas de todos os recursos e bens de origem pblica recebidos

    pelas Organizaes da Sociedade Civil de Interesse Pblico ser feita conforme deter-

    mina o pargrafo nico do art. 70 da Constituio Federal.

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    13

    Responsvel pela Qualificao

    O Ministrio da Justia qualifica as entidades (Lei Federal 9.790/00, art. 5o).

    O Municpio e o Estado de So Paulo regulamentam o Termo de Parceria no seu mbito.

    Prazos e Validade da Qualificao

    A validade da qualificao indeterminada e a sua manuteno ocorre quando os

    requisitos permanecem.

    A renovao anual s Oscips beneficirias de doaes feitas por empresas; as doaes rea-

    lizadas a essas entidades podem ser deduzidas na apurao do lucro real e da base de clculo

    da contribuio social sobre o lucro lquido, na forma do art. 13 da Lei 9.249/95.

    Aps a entrada do requerimento o Ministrio da Justia tem 30 dias para deferimento ou no

    do requerimento; ato que ser publicado no Dirio Oficial da Unio no prazo mximo de 15

    dias da deciso. Devero constar da publicao do indeferimento as razes pelas quais foi

    denegado o pedido. Em caso de deferimento, o Ministrio tem at 15 dias para fornecer o

    certificado de qualificao (Decreto 3.100, art. 4o).

    Desqualificao/Extino

    A desqualificao ocorre a pedido ou mediante deciso proferida em processo administrativo

    ou judicial, de iniciativa popular ou do Ministrio Pblico, no qual sero assegurados, ampla

    defesa e o devido contraditrio (Lei 9.790/99, art. 7o).

    Qualquer cidado, desde que amparado por fundadas evidncias de erro ou fraude, respeita-

    das as prerrogativas do Ministrio Pblico, pode requerer, judicial ou administrativamente, a

    perda da qualificao (Lei 9.790, art. 8o).

    A Lei 9.790/99 previa que as primeiras Oscips qualificadas, aps cinco anos, quando revali-

    dassem a qualificao teriam que optar por ser Oscip ou por outro ttulo (utilidade pblica e/ou

    certificado de entidade beneficente de assistncia social, emitido pelo CNAS).

    Instrumento de Parceria

    O instrumento destinado formao de vnculo de cooperao entre o Poder Pblico e a

  • 14

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    Oscip o Termo de Parceria. um acordo firmado para execuo de um projeto ou programa

    de trabalho de interesse do poder pblico e de acordo com o seu objeto social.

    O Termo de Parceria estabelece os direitos, responsabilidades e obrigaes das partes sig-

    natrias (Executivo e Oscip).

    Elementos Mnimos/Clusulas Obrigatrias do Instrumento de Parceria (Termo de Parceria)

    Federal

    So clusulas essenciais do Termo de Parceria:

    a) a do objeto, que conter a especificao do programa de trabalho proposto pela

    Oscip;

    b) a de estipulao das metas e dos resultados a serem atingidos e os respectivos prazos

    de execuo ou cronograma;

    c) a de previso expressa dos critrios objetivos de avaliao de desempenho a serem

    utilizados, mediante indicadores de resultado;

    d) a de previso de receitas e despesas a serem realizadas em seu cumprimento, estipu-

    lando item por item as categorias contbeis usadas pela organizao e o detalhamento das

    remuneraes e benefcios de pessoal a serem pagos, com recursos oriundos ou vincula-

    dos ao Termo de Parceria, a seus diretores, empregados e consultores;

    e) a que estabelece as obrigaes da Sociedade Civil de Interesse Pblico, entre as quais

    a de apresentar ao Poder Pblico, ao trmino de cada exerccio, relatrio sobre a execuo

    do objeto do Termo de Parceria, contendo comparativo especfico das metas propostas

    com os resultados alcanados, acompanhado de prestao de contas dos gastos e recei-

    tas efetivamente realizados, independente das previses mencionadas no item d;

    f) a de publicao, na imprensa oficial do municpio, do Estado ou da Unio, conforme o

    alcance das atividades celebradas entre o rgo parceiro e a Oscip, de extrato do Termo

    de Parceria e de demonstrativo da sua execuo fsica e financeira, conforme modelo sim-

    plificado estabelecido no regulamento da Lei 9.790/99, contendo os dados principais da

    documentao obrigatria do item e, sob pena de no liberao dos recursos previstos

    no Termo de Parceria.

    Estadual

    Deve ter as seguintes clusulas obrigatrias:

    a) de objeto, que dever conter a especificao detalhada do programa de trabalho

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    15

    proposto pela Oscip;

    b) de estipulao de metas e dos resultados a serem atingidos e os respectivos prazos de

    execuo;

    c) de previso expressa dos critrios objetivos de avaliao de desempenho a serem utili-

    zados, mediante indicadores de resultados;

    d) de previso de receitas e despesas a serem realizadas em seu cumprimento, estipulan-

    do item por item as categorias contbeis usadas pela organizao e detalhamento das re-

    muneraes e benefcios de pessoal a serem pagos com recursos oriundos ou vinculados

    ao Termo de Parceria, a seus diretores, empregados ou consultores;

    e) de estabelecimento das obrigaes da Sociedade Civil de Interesse Pblico, entre as

    quais a de apresentar ao Poder Pblico, ao trmino de cada exerccio, relatrio sobre a

    execuo do objeto do Termo de Parceria, contendo comparativo especfico de metas pro-

    postas com os resultados alcanados, acompanhado de prestao de contas dos gastos e

    receitas efetivamente realizados, independente das previses mencionadas no item d;

    f) de publicao na Imprensa Oficial do Estado do resumo do Termo de Parceria, contendo

    demonstrativo de sua execuo fsica e financeira, conforme modelo simplificado estabe-

    lecido na Lei federal 9.790, de 23/3/99, contendo os dados principais da documentao

    obrigatria do item e, sob pena de no liberao dos recursos previstos no Termo de

    Parceria.

    Municipal So Paulo

    As clusulas essenciais so as estabelecidas pelo 2o do artigo 10 da Lei Federal 9.790/99

    (vide item Federal)

    Processo de Elaborao e Aprovao do Instrumento de Parceria

    Federal

    A celebrao do Termo de Parceria ser precedida de consulta aos Conselhos de Polticas

    Pblicas das reas correspondentes de atuao existentes, nos respectivos nveis de governo

    (Lei 9.790, art. 10, 1o)

    Os Conselhos de polticas Pblicas/setoriais devem aprovar o termo de Parceria. O Conselho

    de Poltica Pblica ter o prazo de 30 dias, contado a partir da data de recebimento da consul-

    ta, para se manifestar sobre o Termo de Parceria, cabendo ao rgo estatal responsvel, em

    ltima instncia, a deciso final sobre a celebrao do respectivo Termo de Parceria (Decreto

    3.100, art. 10o).

  • 16

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    O rgo estatal responsvel pela celebrao do Termo de Parceria verificar previamente o

    regular funcionamento da organizao (Decreto 3100, art. 9o).

    Estadual

    Antes da celebrao do Termo de Parceria, dever o rgo da administrao estadual interes-

    sado na assinatura do instrumento verificar se a qualificao de Organizao da Sociedade

    de Interesse Pblico ainda tem validade, bem como se no existe processo administrativo

    no Ministrio da Justia solicitando o cancelamento da qualificao da entidade interessada.

    Municipal So Paulo

    O Termo de Parceria padro poder ser ajustado s necessidades especficas de cada rgo

    da Administrao Direta, mediante prvia anuncia e orientao da Secretaria Municipal de

    Gesto, respeitadas as clusulas essenciais.

    Os titulares dos rgos da Administrao Direta devem autorizar a gesto compartilhada de

    projeto previamente definido, justificando sua necessidade e oportunidade. Tambm devem

    designar Comisso Especial para proceder ao concurso de projetos das Oscips e homologar

    sua deciso; aprovar o Programa de Trabalho; designar Comisso de Avaliao para o acom-

    panhamento e a fiscalizao da execuo de cada Programa de Trabalho; e celebrar Termo

    de Parceria, observadas as disposies dos 1o e 2o do artigo 1o do Decreto municipal

    46.979/06.

    Somente podero participar da gesto compartilhada de projetos as Oscips que no estejam

    em mora com a prestao de contas de recursos recebidos de outras esferas de Governo e

    que no tenham sido declaradas inidneas pela Administrao Pblica ou punidas com sus-

    penso do direito de firmar parcerias ou outros ajustes com a Prefeitura do Municpio de So

    Paulo.

    Controle e Avaliao do Cumprimento do Instrumento de Parceria Interno

    Federal - Interno

    O Conselho setorial deve tambm acompanhar os Termos de Parceria e poder formular even-

    tuais recomendaes ou sugestes que devero ser encaminhadas ao rgo estatal parceiro,

    para adoo de providncias que entender cabveis. Entretanto, o acompanhamento e a fisca-

    lizao por parte do Conselho de Poltica Pblica no pode introduzir nem induzir modificao

    das obrigaes estabelecidas pelo Termo de Parceria celebrado (Decreto 3100, art 17).

    O acompanhamento e fiscalizao devem ser feito por rgo do Poder Pblico da

    rea de atuao correspondente atividade fomentada e pelo Conselho de Polti-

    cas Pblicas das reas correspondentes de atuao existentes, em cada nvel de

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    17

    governo (LeiFederal 9.790, art . 11).

    A prestao de contas relativa execuo do Termo de Parceria, perante o rgo estatal

    parceiro, deve demonstrar a correta aplicao dos recursos pblicos recebidos. Deve apre-

    sentar os documentos: relatrio sobre a execuo do objeto do Termo de Parceria, contendo

    comparativo entre as metas propostas e os resultados alcanados; demonstrativo integral da

    receita e despesa realizadas na execuo; parecer e relatrio de auditoria (casos previstos no

    art. 19); e entrega do extrato da execuo fsica e financeira.]Deve ser formada uma comisso

    de avaliao, composta de comum acordo entre o rgo parceiro do Executivo e a Oscip (Lei

    Federal 9.790, art.11).

    A comisso deve monitorar o Termo de Parceria, analisar os resultados atingidos com a exe-

    cuo do Termo de Parceria e elaborar relatrio conclusivo sobre a avaliao procedida

    autoridade competente (Lei Federal 9.790, art. 11, 2o).

    Os Termos de Parceria estaro sujeitos aos mecanismos de controle social previstos na le-

    gislao.

    A Oscip indicar, para cada Termo de Parceria, pelo menos um dirigente, que ser responsvel

    pela boa administrao dos recursos recebidos (Decreto 3.100, art. 22).

    Em caso de irregularidade ou ilegalidade na parceria a comisso de avaliao ou o rgo do

    Poder Pblico deve dar cincia da irregularidade ou ilegalidade ao Tribunal de Contas e ao

    Ministrio Pblico. Se no o fizer poder ser penalizado por responsabilidade solidria (Lei

    9.790, art. 12). Caso haja indcios fundados de malversao de bens ou recursos de origem

    pblica, os responsveis pela fiscalizao representaro ao Ministrio Pblico, Advocacia-

    Geral da Unio, para que requeiram ao juzo competente a decretao da indisponibilidade dos

    bens da entidade e o seqestro dos bens dos seus dirigentes, bem como de agente pblico

    ou terceiro, que possam ter enriquecido ilicitamente ou causado dano ao patrimnio pblico,

    alm de outras medidas consubstanciadas (Lei 9.790, art. 13).

    A Oscip indicar, para cada Termo de Parceria, pelo menos um dirigente, que ser responsvel

    pela administrao dos recursos recebidos.

    Estadual - Interno

    A execuo do Termo de Parceria ser acompanhada e fiscalizada pelo rgo da Administra-

    o Estadual signatrio do instrumento, que a qualquer momento poder requisitar informa-

    es e a devida prestao de contas.

    A prestao de contas, que dever ser realizada anualmente e ao trmino do Termo de Par-

    ceria, deve ser instruda com os seguintes documentos: relatrio anual de execuo de

    atividades;demonstrao do resultado do exerccio;balano patrimonial;demonstrao das ori-

    gens e aplicaes dos recursos;demonstrao das mutaes do patrimnio social; parecer e

    relatrio de auditoria (em casos necessrios).

  • 18

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    Para a prestao de contas, por parte da Oscip perante o rgo estadual parceiro, da correta

    aplicao dos recursos pblicos recebidos e do adimplemento do objeto do Termo de Parceria,

    dever apresentar os documentos: relatrio sobre a execuo do objeto do Termo de Parce-

    ria, contendo comparativo entre metas propostas e os resultados alcanados; demonstrativo

    integral da receita e despesa realizada na execuo do Termo de Parceria;parecer e relatrio

    da auditoria, quando necessria;entrega do extrato de execuo fsica e financeira.

    Os responsveis pela fiscalizao do Termo de Parceria que tomarem conhecimento de qual-

    quer irregularidade ou ilegalidade na utilizao de recursos ou bens de origem pblica pela or-

    ganizao parceira, devero representar imediatamente ao Tribunal de Contas e ao Ministrio

    Pblico, sob pena de responsabilidade solidria.

    Municipal - Interno

    Aos titulares dos rgos da Administrao Direta compete: autorizar a gesto compartilhada

    de projeto previamente definido, justificando sua necessidade e oportunidade; designar Co-

    misso Especial para proceder ao concurso de projetos das Oscips e homologar sua deciso;

    aprovar o Programa de Trabalho; designar Comisso de Avaliao para o acompanhamento e

    a fiscalizao da execuo de cada Programa de Trabalho; celebrar Termo de Parceria, obser-

    vadas as disposies do decreto; autorizar a prorrogao do prazo dos ajustes, na forma da

    legislao pertinente, desde que devidamente caracterizada a necessidade.

    A Comisso de Avaliao dever encaminhar, ao titular do rgo, relatrios bimestrais conclu-

    sivos sobre as avaliaes procedidas.Ser responsvel pelo acompanhamento dos resultados

    alcanados, a partir das metas e indicadores constantes do Programa de Trabalho.

    A Comisso de Avaliao ser composta por no mnimo trs membros e designada pelo titular

    do rgo da Administrao Direta que celebrou o Termo de Parceria.

    A Oscip indicar pelo menos um representante responsvel pela boa administrao e aplica-

    o dos recursos recebidos, cujo nome constar do extrato do Termo de Parceria a ser publi-

    cado no Dirio Oficial da Cidade.

    Externo

    Dever ser realizada auditoria independente da aplicao dos recursos do Termo de Parceria

    quando o montante de recursos for maior ou igual a R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais) ou

    quando a Oscip tiver vrios Termos de Parceria com um ou mais rgos estatais e cuja soma

    ultrapasse esse valor.

    A auditoria independente dever ser realizada por pessoa fsica ou jurdica habilitada pelos

    Conselhos Regionais de Contabilidade.

    O Ministrio da Justia permitir, mediante requerimento dos interessados, livre acesso p-

    blico a todas as informaes pertinentes s Organizaes da Sociedade Civil de Interesse

    Pblico (art. 17)

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    1

    As Oscips devem prestar contas e comprovar a correta aplicao dos recursos repassados

    ela (Decreto 3.100, art. 11). As prestaes de contas anuais sero realizadas sobre a totali-

    dade das operaes patrimoniais e resultados das Oscips e incluir os seguintes documentos:

    relatrio anual de execuo de atividades; demonstrao de resultados do exerccio; balano

    patrimonial; demonstrao das origens e aplicaes de recursos; demonstrao das muta-

    es do patrimnio social; notas explicativas das demonstraes contbeis, caso necessrio;

    e parecer e relatrio de auditoria.

    As Oscips tambm esto sujeitas aos controles dos Tribunais de Contas, respectivos, Legis-

    lativo e Ministrio Pblico.

    Composio da Comisso de Avaliao

    Federal

    A comisso composta de comum acordo entre o rgo parceiro do Executivo e a Oscip. A

    Comisso dever ser composta por:

    dois membros do respectivo Poder Executivo;

    um da Organizao da Sociedade Civil de Interesse Pblico; e

    um membro indicado pelo Conselho de Poltica Pblica da rea de atuao correspondente,

    quando houver.

    Estadual

    A execuo do Termo de Parceria ser acompanhada e fiscalizada pelo rgo da Administra-

    o Estadual, mas no menciona a formao da Comisso de Avaliao e a sua composio.

    Municipal So Paulo

    Os titulares dos rgos da Administrao Direta so responsveis por designar Comisso de

    Avaliao para o acompanhamento e a fiscalizao da execuo de cada Programa de Trabalho

    com as Oscips.

    No definida a sua composio no Decreto municipal.

    Processo de Seleo da Oscip

    Federal

    Antes da celebrao do Termo de Parceria o rgo da administrao estatal interessado na

    assinatura do instrumento dever verificar se a qualificao da Oscip ainda tem validade, bem

  • 20

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    como se no h processo administrativo no Ministrio da Justia solicitando o cancelamento

    da qualificao.

    A escolha poder ser feita por meio de publicao de edital de concursos de projetos pelo

    rgo estatal parceiro.

    No edital deve constar a especificao tcnica do bem, do projeto, da obra ou do servio a

    ser obtido ou realizado por meio do Termo de Parceria. O edital deve apresentar:

    prazos, condies e forma de apresentao das propostas;

    especificaes tcnicas do objeto do Termo de Parceria;

    critrios de seleo e julgamento das propostas;

    datas para apresentao de propostas;

    local de apresentao de propostas;

    datas do julgamento e data provvel de celebrao do Termo de Parceria; e

    valor mximo a ser desembolsado.

    A Oscip dever apresentar seu projeto tcnico e o detalhamento dos custos a serem realiza-

    dos na sua implementao ao rgo estatal parceiro.

    Na seleo e no julgamento dos projetos, levar-se-o em conta: o mrito intrnseco e ade-

    quao ao edital do projeto apresentado; a capacidade tcnica e operacional da candidata; a

    adequao entre os meios sugeridos, seus custos, cronogramas e resultados; o ajustamento

    da proposta s especificaes tcnicas; a regularidade jurdica e institucional da Oscip; e a

    anlise dos documentos referidos.

    O rgo estatal parceiro designar a comisso julgadora do concurso, que ser composta,

    no mnimo, por um membro do Poder Executivo, um especialista no tema do concurso e um

    membro do Conselho de Poltica Pblica da rea de competncia, quando houver.

    No h limite de Termos de Parceria firmado com cada Oscip. Desde que haja capacidade

    operacional a Oscip pode firmar mais do que um Termo de Parceria.

    Estadual

    No trata do processo de seleo

    Municipal So Paulo

    A escolha da Oscip dar-se- mediante concurso de projetos, a ser realizado pelo rgo inte-

    ressado da Administrao Direta, observadas as normas gerais da Lei Federal n 8.666, de

    21 de junho de 1993, e respectivas alteraes (Decreto 46.979, art.2o).

    O concurso de projetos somente poder ser dispensado se a entidade enquadrar-se nas

    hipteses previstas nos artigos 24 e 25 da Lei Federal 8.666, de 1993, obedecidos os

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    21

    requisitos e formalidades neles estabelecidos.

    A Secretaria Municipal de Gesto dever definir e implantar o Cadastro Municipal nico das

    Oscips aptas ao desenvolvimento, em regime de cooperao, de projetos com a Prefeitura.

    A partir de sua implantao, o cadastramento constituir pr-requisito para a seleo das

    Oscips e o estabelecimento de vnculos com a Administrao Municipal, em regime de coope-

    rao, visando o desenvolvimento de programas e projetos de gesto que se coadunem com

    suas finalidades.

    O Concurso de Projetos ser realizado por Comisso especialmente designada pelo titular do

    rgo interessado em firmar Termo de Parceria, e ser composta por no mnimo 3 membros

    (Portaria 54/06, SMG).

    Estrutura Organizacional e Corpo Diretivo

    Cada Oscip tem uma estrutura organizacional prpria.

    Os servidores pblicos podem participar da composio de conselho de Organizao da So-

    ciedade Civil de Interesse Pblico, vedada a percepo de remunerao ou subsdio, a qual-

    quer ttulo (Lei Federal 10.539, art. 4o.).

    Recursos Humanos

    Regime de emprego: CLT

    No permitida a cesso de servidores s Oscips.

    Direo pode ser remunerada

    Servidores pblicos podem participar do conselho, mas vedada a percepo de remune-

    rao ou subsdio, a qualquer ttulo.

    Os administradores esto sujeitos lei de improbidade administrativa quando manejarem bens

    e recursos pblicos

    Recursos Financeiros

    Os recursos financeiros das Oscips so provenientes recursos do Poder Pblico pro-

    venientes dos Termos de Parcerias, de auxlios, contribuies e subvenes con-

    cedidas por entidades pblicas ou particulares, doaes, operaes de crdito,

  • 22

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    saldos dos exerccios anteriores, entre outros.

    A liberao de recursos financeiros necessrios execuo do Termo de Parceria far-se- em

    conta bancria especfica, a ser aberta em banco a ser indicado pelo rgo estatal parceiro.

    A liberao de recursos para a implementao do Termo de Parceria obedecer ao respectivo

    cronograma, salvo se autorizada sua liberao em parcela nica.

    Patrimnio

    Caso a organizao adquira bem imvel com recursos provenientes da celebrao do Termo

    de Parceria, este ser gravado com clusula de inalienabilidade (Lei Federal 9.790, art. 15).

    Se a entidade perder a qualificao como Oscip ou for extinta dever os bens adquiridos com

    os Termos de Parceria serem repassados a outra Oscip com a mesma finalidade/rea de atu-

    ao.

    A Lei Estadual e o Decreto Municipal no tratam desta questo.

    Compras de Bens e Servios

    Para obras pblicas, servios e compras, com os recursos pblicos dos Termos de Parceria,

    a Oscip deve ter um regulamento que discipline os procedimentos. Em at 30 dias, aps assi-

    natura do Termo de Parceria, deve ser publicado o regulamento prprio contendo os procedi-

    mentos que a Oscip adotar para a contratao de obras e servios, bem como para compras

    com emprego de recursos provenientes do Poder Pblico (Lei Federal, art. 14o.).

    Decreto Federal 5.504, de 5/8/05 estabelece a exigncia de utilizao do prego, preferen-

    cialmente na forma eletrnica, para Oscips nas contrataes de bens e servios comuns,

    realizadas em decorrncia de transferncias voluntrias de recursos pblicos da Unio.

    A Lei estadual de So Paulo no trata deste aspecto.

    Controle Social

    O Ministrio da Justia permitir, mediante requerimento dos interessados, livre acesso p-

    blico a todas as informaes pertinentes s Organizaes da Sociedade Civil de Interesse

    Pblico (Lei Federal 9.790, art. 17o).

    A Oscip deve dar publicidade ao relatrio de atividade e s demonstraes financeiras.

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    23

    Qualquer cidado que tomar cincia de malversao de bens ou recursos pblicos poder

    representar ao Tribunal de Contas e ao Ministrio Pblico, para que estes tomem as medidas

    administrativas e judiciais cabveis.

    Federal

    Os Conselhos de polticas Pblicas/setoriais devem aprovar o termo de Parceria e acompa-

    nhar o Termo de Parceria. O Conselho de Poltica Pblica ter o prazo de trinta dias, contado

    a partir da data de recebimento da consulta, para se manifestar sobre o Termo de Parceria,

    cabendo ao rgo estatal responsvel, em ltima instncia, a deciso final sobre a celebrao

    do respectivo Termo de Parceria.

    O Conselho deve tambm acompanhar os termos de parceria e poder formular eventuais

    recomendaes ou sugestes que devero ser encaminhadas ao rgo estatal parceiro, para

    adoo de providncias que entender cabveis.

    Estadual

    A Lei estadual no trata dos Conselhos.

    Municipal So Paulo

    O Decreto no trata dos Conselhos.

    Consideraes

    Pode receber do Poder Pblico alguns benefcios como:

    firmar termo de parceria e receber recursos oramentrios e, eventualmente, bens pbli-

    cos, para desenvolvimento de atividades;

    remunerao de dirigentes;

    deduo do imposto de renda as doaes a elas efetuadas por pessoas jurdicas tributadas

    pelo regime de lucro real (Lei Federal 9.249/95, art. 13, 2o.); e

    recebimento de bens mveis da Unio considerados antieconmicos ou irrecuperveis

    (Decreto Federal 4.507/02).

  • 25

    CARACTERIZAO DE OS

    um modelo de parceria entre Estado e sociedade.

    um modelo de organizao pblica no-estatal, constitudo por pessoas jurdicas de direito

    privado sem fins lucrativos/econmicos (ex.: fundaes ou associaes) qualificadas pelo Po-

    der Pblico, sob certas condies, previstas expressamente em lei para fomento e execuo

    de atividades de interesse pblico.

    Entidades qualificadas como Organizaes (OS) ficam declaradas como entidades de interes-

    se social e utilidade pblica, para todos os efeitos legais.

    As trs esferas de governo reconhecem, cada uma no seu mbito, as OSs qualificadas pela

    Unio, Estados, Distrito Federal e municpios, como entidades de interesse social e utilidade

    pblica, desde que haja reciprocidade e no contrariem os preceitos das legislaes referen-

    tes constituio de OS.

    Embora constituam uma inovao institucional, no representam uma nova figura jurdica.

    rea (s) de atuao

    Atividades estatais publicizveis (no exclusivas do Estado), mas de interesse estratgico

    do Estado.

    Federal

    Ensino, pesquisa cientfica e desenvolvimento tecnolgico, proteo e preservao do meio

    ambiente, cultura e sade.

    Estadual

    Sade e Cultura

    Municipal So Paulo

    Sade

    Legislao bsica

    Cada ente deve estabelecer legislao prpria.

    Federal

    Lei Federal 9.637, de 15/5/98.

  • 26

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    Estadual

    Lei complementar 846, de 4/6/98 e Decreto 43.493, de 29/9/98 ( rea da cultura).

    Municipal So Paulo

    Lei 14.132, de 24/1/06, e Decreto 47.012, de 21/2/06

    Quem pode se qualificar?

    Pessoas jurdicas de direito privado (fundaes ou associaes civis) sem fins lucrativos/eco-nmicos, atuantes nas reas previstas em lei, portadoras dos requisitos previstos em lei e com aprovao, quanto pertinncia da qualificao, da autoridade estatal competente.

    (No caso de organizaes pblicas, elas devem ser extintas e, em seus lugares, criadas enti-

    dades de direito privado sem fins lucrativos e s depois pleitear a qualificao como OS.)

    Quem no pode se qualificar?

    Organizaes ou rgos pblicos e entidades com fins econmicos.

    Requisitos para qualificao

    Federal

    I - Comprovar o registro de seu ato constitutivo:

    a) natureza social de seus objetivos relativos respectiva rea de atuao;

    b) finalidade no-lucrativa, com obrigatoriedade de investimento, de seus excedentes

    financeiros, no desenvolvimento das prprias atividades;

    c) previso de participao, no rgo colegiado de deliberao superior e de direo,

    de um conselho de administrao e uma diretoria definidos nos termos do estatuto,

    asseguradas, quele, composio e atribuies normativas e de controle bsicas pre-

    vistas nesta lei;

    d) previso de participao, no rgo colegiado de deliberao superior, de represen-

    tantes do Poder Pblico e de membros da comunidade, de notria capacidade profis-

    sional e idoneidade moral;

    e) composio e atribuies da diretoria;

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    27

    f ) obrigatoriedade de publicao anual, no Dirio Oficial da Unio, dos relatrios finan-

    ceiros e do relatrio de execuo do contrato de gesto;

    g) no caso de associao civil, a aceitao de novos associados, na forma

    do estatuto;

    h) proibio de distribuio de bens ou parcela do patrimnio lquido em qualquer hi-

    ptese, inclusive em razo de desligamento, retirada ou falecimento de associado ou

    membro da entidade;

    i) previso de incorporao integral do patrimnio, dos legados ou das doaes que

    lhe foram destinados, bem como dos excedentes financeiros decorrentes de suas ati-

    vidades, em caso de extino ou desqualificao, ao patrimnio de outra organizao

    social qualificada no mbito da Unio, da mesma rea de atuao, ou ao patrimnio da

    Unio, dos Estados, do Distrito Federal ou dos municpios, na proporo dos recursos

    e bens por estes alocados;

    II Haver aprovao, quanto convenincia e oportunidade de sua qualificao como orga-

    nizao social, do ministro ou titular de rgo supervisor ou regulador da rea de atividade

    correspondente ao seu objeto social e do ministro da Administrao Federal e Reforma

    do Estado.

    Estadual

    I - Comprovar o registro de seu ato constitutivo, dispondo sobre:

    a) natureza social de seus objetivos;

    b) finalidade no-lucrativa, com obrigatoriedade de investimento de seus excedentes

    financeiros no desenvolvimento das prprias atividades;

    c) previso expressa de ter, a entidade, como rgos de deliberao superior e de

    direo, um conselho de administrao e uma diretoria, definidos nos termos do esta-

    tuto, assegurado quele, composio e atribuies normativas e de controle bsicos

    previstos nesta lei complementar;

    d) previso de participao, no rgo colegiado de deliberao superior, de membros

    da comunidade, de notria capacidade profissional e idoneidade moral;

    e) composio e atribuies da diretoria da entidade;

    f) obrigatoriedade de publicao anual, no Dirio Oficial do Estado, dos relatrios finan-

    ceiros e do relatrio de execuo do contrato de gesto;

    g) no caso de associao civil, a aceitao de novos associados, na forma

    do estatuto;

    h) proibio de distribuio de bens ou parcela do patrimnio lquido, em qualquer hi-

  • 28

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    ptese, inclusive em razo de desligamento, retirada ou falecimento de associado ou

    membro da entidade;

    i) previso de incorporao integral do patrimnio, dos legados ou das doaes que

    lhe foram destinados, bem como dos excedentes financeiros decorrentes de suas ati-

    vidades, em caso de extino ou desqualificao, ao patrimnio de outra organizao

    social qualificada, no mbito do Estado, da mesma rea de atuao, ou ao patrimnio

    do Estado, na proporo dos recursos e bens por este alocados;

    II Ter a entidade recebido aprovao em parecer favorvel quanto convenincia e

    oportunidade de sua qualificao como OS, do secretrio de Estado da rea correspon-

    dente e do secretrio da Administrao e Modernizao do Servio Pblico.

    Somente sero qualificadas como OS as entidades que, efetivamente, comprovarem possuir

    servios prprios de sade, h mais de cinco anos.

    Cultura - nas reas museolgica e arquivstica, ter efetiva atuao nos ltimos trs anos.

    Municipal - So Paulo

    I - Comprovar o registro de seu ato constitutivo:

    a ) natureza social de seus objetivos relativos respectiva rea de atuao;

    b) finalidade no-lucrativa, com obrigatoriedade de investimento de seus excedentes

    financeiros no desenvolvimento das prprias atividades;

    c) participao, no rgo colegiado de deliberao superior e de direo, de um con-

    selho de administrao e uma diretoria definidos nos termos do estatuto, asseguradas

    quele, composio e atribuies normativas e de controle bsicas previstas nesta

    lei;

    d) participao, no rgo colegiado de deliberao superior, de representante dos em-

    pregados da entidade e de membros de notria capacidade profissional e idoneidade

    moral;

    e) composio e atribuies da diretoria;

    f) obrigatoriedade de publicao anual, no Dirio Oficial do Municpio, dos relatrios

    financeiros e do relatrio de execuo do contrato de gesto;

    g) no caso de associao civil, a aceitao de novos associados, na forma

    do estatuto;

    h) proibio de distribuio de bens ou parcela do patrimnio lquido em qualquer hi-

    ptese, inclusive em razo de desligamento, retirada ou falecimento de associado ou

    membro da entidade;

    i) previso de incorporao integral do patrimnio, dos legados ou das doaes que

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    2

    lhe foram destinados, bem como dos excedentes financeiros decorrentes de suas ati-

    vidades em caso de extino ou desqualificao, ao patrimnio de outra organizao

    social qualificada no mbito do Municpio de So Paulo, da mesma rea de atuao, ou

    ao patrimnio do municpio, na proporo dos recursos e bens por ele alocados nos

    termos do contrato de gesto;

    II Haver aprovao, quanto ao cumprimento integral dos requisitos para qualificao do

    secretrio ou titular de rgo supervisor ou regulador da rea de atividade correspondente

    ao seu objeto social, bem como do secretrio municipal de Gesto;

    Somente sero qualificadas como OS as entidades que, efetivamente, comprovarem o desen-

    volvimento de atividade na rea de sade h mais de cinco anos.

    Responsvel pela Qualificao

    Federal

    ministro ou titular do rgo supervisor ou regulador da rea de atividade correspondente ao

    seu objeto social e do ministro de Estado da Administrao Federal e Reforma do Estado

    (atual Ministrio de Planejamento, Oramento e Gesto)

    Estadual

    secretrio de Estado da rea correspondente e do secretrio de Administrao e Moderni-

    zao do Servio Pblico

    Municipal - So Paulo

    secretrio ou titular de rgo supervisor ou regulador da rea de atividade correspondente

    ao seu objeto social e do secretrio de Gesto

    Prazos e Validade da Qualificao

    Indefinido

    Desqualificao e Extino

    o Poder Pblico pode proceder desqualificao da entidade como OS, quando verificado

    descumprimento do contrato de gesto;

  • 30

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    a desqualificao ser precedida de processo administrativo, assegurado o direito de am-

    pla defesa;

    a desqualificao importar reverso dos bens permitidos e dos valores entregues OS,

    sem prejuzo de outras sanes cabveis.

    Instrumento de Parceria

    contrato de gesto.

    Processo de Elaborao e Aprovao do Instrumento de Parceria

    Federal

    o contrato de gesto ser elaborado de comum acordo entre o rgo ou entidade super-

    visora e a OS, discriminando as atribuies, responsabilidades e obrigaes do Poder

    Pblico e da OS;

    o contrato de gesto deve ser submetido, aps aprovado pelo Conselho de Administrao

    da entidade, ao ministro de Estado ou autoridade supervisora da rea correspondente s

    atividades fomentadas;

    a OS que absorver atividades de entidade federal extinta no mbito da Sade, deve consi-

    derar os princpios do Sistema nico de Sade (SUS).

    Estadual

    dispensvel a licitao para a celebrao do contrato de gesto;

    a OS de sade deve observar os princpios do SUS;

    a celebrao dos contratos, com dispensa de licitao, ser precedida de publicao da

    minuta do contrato de gesto e de convocao pblica das OSs, atravs do Dirio Oficial

    do Estado, para que todas as interessadas em celebr-lo possam se apresentar;

    o Poder Pblico dar publicidade da deciso de firmar cada contrato de gesto, indicando

    as atividades que devem ser executadas e das entidades que manifestarem interesse na

    celebrao de cada contrato de gesto;

    contrato de gesto celebrado pelo Estado, por intermdio da Secretaria de Estado da

    Sade ou da Cultura, conforme sua natureza e objeto, discriminar as atribuies, respon-

    sabilidades e obrigaes do Poder Pblico e da entidade contratada e ser publicado, na

    ntegra, no Dirio Oficial.

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    31

    o contrato de gesto deve ser submetido, aps aprovao do Conselho de Administrao,

    ao secretrio de Estado da rea competente.

    Municipal - So Paulo

    dispensvel a licitao para a celebrao do contrato de gesto;

    o Poder Pblico dar publicidade da deciso de firmar cada contrato de gesto, indicando

    as atividades que devem ser executadas;

    a celebrao do contrato de gesto ser precedida de processo seletivo, quando houver

    mais de uma entidade qualificada para prestar o servio objeto da parceria, nos termos do

    regulamento;

    o contrato de gesto celebrado pelo municpio discriminar as atribuies, responsabilida-

    de e obrigaes do Poder Pblico e da entidade contratada e ser publicado na ntegra no

    Dirio Oficial do municpio;

    o contrato de gesto deve ser submetido, aps aprovao do Conselho de Administrao,

    ao secretrio municipal de Sade, bem como respectiva comisso de Avaliao, prevista

    nesta lei.

    Elementos Mnimos do Instrumento de Parceria (Contrato de Gesto)

    Federal

    Na elaborao do contrato de gesto, devem ser observados os princpios da legalidade,

    impessoalidade, moralidade, e economicidade e, tambm, os seguintes preceitos:

    especificao do programa de trabalho proposto pela OS, as metas a serem atingidas e

    os respectivos prazos de execuo, bem como a previso expressa dos critrios objeti-

    vos de avaliao de desempenho a serem utilizados, mediante indicadores de qualidade

    e produtividade;

    estipulao dos limites e critrios para despesa com remunerao e vantagens de qual-

    quer natureza a serem percebidas pelos dirigentes e empregados das OS, no exerccio de

    suas funes;

    Os ministros ou autoridades supervisoras da rea de atuao da entidade devem definir as

    demais clusulas dos contratos de gesto de que sejam signatrios.

    Estadual

    Na elaborao do contrato de gesto, devem ser observados os princpios inscritos no artigo

    37 da CF e no artigo 111 da CE-SP e, tambm, os seguintes preceitos:

  • 32

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    especificao do programa de trabalho proposto pela OS, estipulao das metas a serem

    atingidas e respectivos prazos de execuo, bem como a previso expressa dos critrios

    objetivos de avaliao de desempenho a serem utilizados, mediante indicadores de quali-

    dade e produtividade;

    estipulao dos limites e critrios para a despesa com remunerao e vantagens de qual-

    quer natureza a serem percebidas pelos dirigentes e empregados das OS, no exerccio de

    suas funes;

    atendimento exclusivo aos usurios do SUS, no caso das OS de sade.

    O secretrio de Estado competente deve definir as demais clusulas dos contratos de gesto

    de que for signatrio.

    Municipal - So Paulo

    Na elaborao do contrato de gesto, devem ser observados os princpios inscritos no artigo

    37 da CF e no artigo 81 da LOM de So Paulo e, tambm, os seguintes preceitos:

    especificao do programa de trabalho proposto pela OS; as metas a serem atingidas e

    respectivos prazos de execuo, quando for pertinente; bem como a previso expressa

    dos critrios objetivos de avaliao de desempenho a serem utilizados, mediante indicado-

    res de qualidade e produtividade;

    estipulao dos limites e critrios para a despesa com remunerao e vantagens de qual-

    quer natureza a serem percebidos pelos dirigentes e empregados das OS, no exerccio de

    suas funes.

    o secretrio municipal de Sade deve definir as demais clusulas dos contratos de que

    for signatrio.

    Controle e Avaliao do Cumprimento do Instrumento de Parceria

    Federal

    a execuo do contrato de gesto ser fiscalizada pelo rgo ou entidade supervisora da

    rea de atuao correspondente atividade fomentada;

    a entidade qualificada apresentar, ao rgo do Poder Pblico, ao final de cada exerc-

    cio, ou a qualquer tempo, um relatrio de execuo, contendo comparativos de me-

    tas e resultados alcanados, acompanhado de prestao de contas correspondente ao

    exerccio financeiro;

    os resultados devem ser analisados periodicamente, por comisso de avaliao, indica-

    da pela autoridade supervisora da rea correspondente, e composta por especialistas

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    33

    de notria capacidade e adequada qualificao;

    os responsveis pela fiscalizao do contrato de gesto daro cincia, ao Tribunal de Con-

    tas da Unio, de qualquer irregularidade na utilizao dos recursos pblicos destinados

    OS, sob pena de responsabilidade solidria.

    Estadual

    A execuo do contrato de gesto ser fiscalizada pelo secretrio de Sade e pela Secretaria

    da Cultura, nas reas correspondentes.

    o contrato de gesto deve prever a possibilidade de o Estado requerer , a qualquer tempo,

    relatrio de execuo do contrato de gesto, contendo comparativos de metas, resultados

    e prestao de contas correspondente ao exerccio financeiro, assim como publicao

    no DOE;

    os resultados atingidos sero analisados periodicamente, por comisso de avaliao indi-

    cada pelo secretrio de Estado competente, composta por profissionais de notria espe-

    cializao, que emitiro relatrio conclusivo autoridade e aos rgos de controle interno

    e externo do Estado;

    os responsveis por fiscalizar o contrato de gesto daro cincia, ao Tribunal de Contas e

    ao Ministrio Pblico, de qualquer irregularidade na utilizao dos recursos pblicos desti-

    nados OS, sob pena de responsabilidade solidria;

    o balano e demais prestaes de contas da OS devem, necessariamente, ser publicados

    no Dirio Oficial do Estado e analisados pelo Tribunal de Contas do Estado.

    Municipal

    o secretrio de Sade presidir uma comisso de avaliao, a qual ser res-

    ponsvel pelo acompanhamento e execuo dos contratos de gesto. A entida-

    de qualificada apresentar, comisso de avaliao, ao trmino de cada exerc-

    cio ou a qualquer momento, relatrio de execuo, contendo comparativos de

    metas e resultados alcanados, acompanhado de prestao de contas correspondente ao

    exerccio financeiro;

    a comisso deve encaminhar, autoridade supervisora, relatrio conclusivo sobre a ava-

    liao procedida.

    Os responsveis pela fiscalizao do contrato de gesto daro cincia, ao Tribunal de Contas

    do Municpio, de qualquer irregularidade na utilizao dos recursos pblicos destinados OS,

    sob pena de responsabilidade solidria.

    O balano e as demais prestaes de contas da OS devem, necessariamente, ser publicados

    no Dirio Oficial do Municpio e analisados pelo Tribunal de Contas do Municpio.

  • 34

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    Composio da Comisso de Avaliao

    a lei no especifica quais sero os membros da comisso de avaliao;

    a comisso deve ser indicada pela autoridade supervisora da rea correspondente, com-

    posta por especialistas de notria capacidade e adequada qualificao.

    Estadual

    Na rea da sade, ser composta, dentre outros, por:

    dois integrantes indicados pelo Conselho Estadual de Sade;

    dois membros integrantes da Comisso de Sade e Higiene da Assemblia Legislativa.

    Na rea da Cultura:

    cinco profissionais de notria especializao e idoneidade moral, membros

    da comunidade;

    trs funcionrios da pasta;

    um membro do Conselho do Patrimnio Histrico, Arqueolgico, Artstico e Turstico do

    Estado de So Paulo (Condephaat).

    Municipal - So Paulo

    A comisso de sade ser composta, alm do presidente, por:

    dois membros da sociedade civil, escolhidos dentre os membros do Conselho Municipal de

    Sade ou dos Conselhos Gestores dos equipamentos includos nos Contratos de Gesto,

    quando existirem, ou pelo prefeito;

    um membro indicado pela cmara municipal;

    trs membros indicados pelo Poder Executivo, com notria capacidade e adequada qualifi-

    cao.

    Processo de Seleo da OS

    Federal

    O Poder Pblico diretamente.

    Estadual

    Convocao pblica.

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    35

    Municipal - So Paulo

    Processo seletivo.

    Estrutura Organizacional e Corpo Diretivo

    Obrigatoriedade de a entidade ter, como rgos de deliberao superior e de direo, um con-

    selho de administrao e uma diretoria definidos nos termos do estatuto, assegurados quele

    atribuies e composio previstos em lei.

    Composio do Conselho de Administrao da OS Federal

    Federal

    20% a 40% de membros natos, representantes do Poder Pblico, definidos pelo estatuto

    da entidade;

    20% a 30% de membros natos representantes de entidade da sociedade civil, definidos

    pelo estatuto;

    at 10%, no caso de associaes civis, de membros eleitos dentre os membros

    ou associados;

    de 10% a 30% de membros eleitos pelos demais integrantes do conselho, dentre pessoas

    de notria capacidade profissional e reconhecida idoneidade moral;

    Os representantes do Poder Pblico, mais os da entidade, devem corresponder a mais de

    50% do conselho;

    O mandato deve ser de quatro anos, com direito a uma reconduo, sendo que metade dos

    membros ter apenas dois anos, no primeiro mandato.

    Estadual

    At 55%, no caso de associao civil, de membros eleitos dentre os membros ou

    os associados;

    35% de membros eleitos pelos demais integrantes do Conselho, dentre pessoas de not-

    ria capacidade profissional e reconhecida idoneidade moral;

    10% de membros eleitos pelos empregados da entidade;

    Os membros eleitos ou indicados para compor o Conselho no podero ser consangneo

    ou afins at o terceiro grau do governador, vice-governador e secretrios de Estado;

  • 36

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    O mandato ser de quatro anos, com direito a uma reconduo, sendo que metade dos mem-

    bros ter penas dois anos no primeiro mandato.

    Municipal

    At 55%, no caso de associao civil, de membros eleitos dentre os membros ou os asso-

    ciados;

    35% de membros eleitos pelos demais integrantes do Conselho, dentre pessoas de not-

    ria capacidade profissional e reconhecida idoneidade moral;

    10% de membros eleitos pelos empregados da entidade.

    O mandato ser de quatro anos, com direito a uma reconduo, sendo que metade dos mem-

    bros ter penas dois anos no primeiro mandato.

    Recursos Humanos

    Conselheiros e Diretores:

    Os conselheiros no devem receber remunerao por esta atividade. entretanto podem

    receber ajuda de custo, por reunio, da qual participem.

    Os conselheiros devem renunciar ao assumirem funes executivas na diretoria da OS.

    Diretores e conselheiros da OS no podero exercer outra atividade remunerada, com ou

    sem vnculo empregatcio, na mesma entidade (Estado e Municpio de So Paulo).

    Conselheiros, administradores e dirigentes das OSs de sade vedado exercer cargo de

    chefia ou funo de confiana no SUS (Estado de So Paulo).

    Os diretores podem receber remunerao desde que a entidade qualificada como OS no

    seja de utilidade pblica.

    Servidores:

    O regime de contratao o celetista por meio de seleo pblica.

    permitida a cesso de servidores pblicos s OSs com nus para a origem.

    No ser incorporada aos vencimentos ou remunerao de origem do servidor afastado,

    qualquer vantagem pecuniria que vier a ser paga pela OS.

    No ser permitido o pagamento de vantagem pecuniria permanente pela OS a servidor

    afastado com recursos provenientes do contrato de gesto, ressalvada a hiptese de adi-

    cional relativo ao exerccio de funo de direo e assessoria.

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    37

    O servidor cedido perceber as vantagens do cargo a que fizer jus no rgo de origem,

    (quando ocupante de cargo de primeiro ou segundo escalo na OS - Unio).

    O servidor afastado perceber as vantagens do cargo a que fizer jus no rgo de origem

    (Municpio de So Paulo).

    Recursos Financeiros

    Sero destinados s OSs recursos oramentrios necessrios ao cumprimento do contra-

    to de gesto.

    So assegurados s OSs os crditos previstos no oramento e as respectivas liberaes

    financeiras, de acordo com o cronograma de desembolso previsto no contrato de gesto.

    Bens e Patrimnio

    permitida a cesso de bens pblicos OS para realizao do contrato de gesto;

    dispensada licitao para destinao de bens do estado s OSs, mediante permisso de

    uso, conforme clusula expressa do contrato de gesto;

    Os bens mveis pblicos permitidos para uso podero ser permutados por outros de igual

    ou maior valor, desde que os novos bens integrem o patrimnio do ente, com prvia avalia-

    o e expressa autorizao do Poder Pblico.

    proibida a distribuio de bens ou parcela do patrimnio lquido em qualquer hiptese,

    inclusive em razo de desligamento, retirada ou falecimento de associado ou membro da

    entidade.

    Em caso de desqualificao ou extino da OS haver incorporao integral do patrimnio,

    dos legados ou das doaes que lhe foram destinados, bem como dos excedentes finan-

    ceiros decorrentes de suas atividades ao patrimnio de outra OS qualificada no mbito

    do ente, da mesma rea de atuao, ou ao patrimnio da Unio, dos Estados, do Distrito

    Federal ou dos municpios, na proporo dos recursos e bens por estes alocados.

    vedada a celebrao de contrato de gesto para destinao, total ou parcial, de bens

    pblicos de qualquer natureza, que estejam ou estiveram, ao tempo da publicao desta lei,

    vinculados prestao de servios de assistncia a sade (Estado de So Paulo).

    A cesso de bens pblicos s OSs no poder recair em estabelecimentos de sade do

    Estado, em funcionamento (Estado de So Paulo).

  • 38

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    Compras de Bens e Servios

    A OS define e publica na imprensa e no DO do ente (Estado e Municpio de So Paulo), no

    prazo de 90 dias contados da assinatura do contrato de gesto, regulamento prprio com os

    procedimentos que adotar para contratao de obras e servios, bem como para compras

    com emprego de recursos provenientes do Poder Pblico.

    H obrigatoriedade de licitao, de preferncia na forma de prego eletrnico, para compras

    de bens e servios com recursos repassados voluntariamente pela Unio. (Decreto Federal

    5.504/05)

    Controle Externo

    Federal

    No especifica, entretanto, os rgos de controle externo do Executivo so naturalmente o

    TCU e o Congresso Nacional.

    Estadual

    Assemblia Legislativa e Tribunal de Contas do Estado.

    Municipal

    Cmara Municipal e Tribunal de Contas do Municpio.

    Controle Social

    As Comisses de Avaliao so compostas de forma a propiciar a participao de membros

    da sociedade, especialistas das reas cujas atividades so objeto do contrato de gesto.

    Outras Consideraes

    A figura da OS surgiu com o Plano de Publicizao do governo federal que visava enxu-

    gar rgos ou instituies da administrao pblica federal. A lei federal prev a substi-

    tuio das estruturas governamentais por instituies de carter privado, do terceiro

    setor, com o repasse das atividades por eles desenvolvidas s novas organizaes. O Es-

    tado se mantm presente na conduo da nova instituio por meio da participao de

    membros do governo no conselho de Administrao.

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    3

    Nos governos estadual e municipal de So Paulo as OSs ganham contornos mais indepen-

    dentes, pois no visam o enxugamento de organizaes do setor pblico, mas apenas o re-

    passe de atividades instituies do terceiro setor. O Estado no est presente na conduo

    dessas organizaes. Sua presena apenas atravs do contrato de gesto e na fiscalizao

    do cumprimento do contrato.

  • 41

    BASE LEGAL DE OSCIP

    Federal

    Emenda Constitucional 19, de 4/6/98

    Altera o artigo 70 da Constituio Federal e disciplina que, prestar contas, qualquer pes-

    soa fsica ou jurdica, pblica ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou adminis-

    tre dinheiros, bens e valores pblicos ou pelos quais a Unio responda, ou que, em nome

    desta, assuma obrigaes de natureza pecuniria

    Lei 9.790, de 23/3/99

    Dispe sobre a qualificao de pessoas jurdicas de direito privado, sem fins lucrativos,

    como organizaes da sociedade civil de interesse pblico, institui e disciplina o termo de

    parceria e d outras providncias.

    Lei 9.249, de 26/12/95, art. 13, 2, inciso II.

    Altera a legislao do imposto de renda das pessoas jurdicas e no artigo 13 coloca as

    doaes que podero ser deduzidas s Oscips.

    Lei 9.985, de 18/7/00, art. 30

    Institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservao da Natureza e estabelece que as

    Oscips podero geri-las.

    Lei 10.539, de 23/9/02, art. 4o.

    Permite a participao de servidores pblicos na composio de conselho de Organizao

    da Sociedade Civil de Interesse Pblico, vedando a percepo de remunerao ou subs-

    dio, a qualquer ttulo.

    Lei 10.637, de 30/12/02, art. 34

    Estabelece que a opo pela remunerao dos dirigentes da Oscip no impede que sejam

    deduzidas as doaes feitas a estas entidades na forma do art. 13 da Lei 9.249/95, desde

    que atendidos os requisitos legais para tanto.

    Decreto 3.100, de 30/6/99, republicado em 30/7/99.

    Regulamenta a Lei 9.790, de 23/3/99, que dispe sobre a qualificao de pessoas jurdicas

    de direito privado, sem fins lucrativos, como Oscip, institui e disciplina o Termo de Parceria,

    e d outras providncias.

    Decreto 4.340, de 22/8/02 , arts. 21 a 24

    Regulamenta a Lei 9.985, de 18/7/00, que dispe sobre o Sistema Nacional de

    Unidades de Conservao da Natureza (Snuc), e trata da gesto compartilhada

  • 42

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    deunidade de conservao por Oscip e do termo de parceria.

    Decreto 4.507, 11/12/02, art. 15, pargrafo nico.

    Regulamenta, no mbito da Administrao Pblica Federal, o reaproveitamento, a movi-

    mentao, a alienao e outras formas de desfazimento de material; no art. 15, pargrafo

    nico, estabelece as Oscips que podero ser beneficiadas com a doao.

    Decreto 5.504, de 5/8/05, art. 1o, 5o.

    Estabelece a exigncia de utilizao do prego, preferencialmente na forma eletrnica,

    para Oscips nas contrataes de bens e servios comuns, realizadas em decorrncia de

    transferncias voluntrias de recursos pblicos da Unio, decorrentes de convnios ou

    instrumentos congneres, ou consrcios pblicos.

    Medida Provisria 2.113-32, de 21/6/01, art. 59.

    Estabelece que as Oscips podero ser beneficirias das doaes que podero ser deduzi-

    das do Imposto de Renda.

    MP 2.158-35 (em tramitao), de 24/9/02, arts. 59 e 60.

    Estabelece a possibilidade de que as doaes feitas por empresas a entidades qualificadas

    sejam deduzidas na apurao do lucro real e da base de clculo da contribuio social so-

    bre o lucro lquido, na forma do art. 13 da Lei 9.249/95 e dispe sobre a necessidade de

    renovao anual da qualificao como Oscip a essas entidades beneficirias.

    MP 2.172-32/01 (em tramitao), art. 4.

    Exclui as Oscips que se dedicam a sistemas alternativos de crdito das disposies relati-

    vas pratica de usura.

    MP 2.216-37/01 (em tramitao), art.18.

    Estabelece que pessoas jurdicas de direito privado sem fins lucrativos, qualificadas com

    base em outros diplomas legais, podero qualificar-se como Oscips, desde que atendidos

    os requisitos, assegurada a manuteno simultnea dessas qualificaes, at cinco anos.

    Portaria 361, do Ministrio da Justia, 27/7/99.

    Dispe sobre o procedimento de qualificao como Oscip junto ao Ministrio da Justia.

    Portaria 30, da Secretaria Nacional de Justia, de 20/6/05.

    Determina aproveitamento de documentos em novos pedidos de qualificao como Oscip

    feitos por entidade que teve um pedido anterior indeferido.

    Portaria 31, da Secretaria Nacional de Justia, de 20/6/05.

    Delega competncia ao diretor do Departamento de Justia, Classificao, Ttulos e Qualificao para

    opinar nos processos de utilidade pblica e Oscips nos casos de deferimento das qualificaes.

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    43

    Portaria Interministerial 217, de 30/7/06, art. 1, pargrafo nico.

    Dispe sobre limites, prazos e condies para a execuo do Decreto 5504, de 5/8/05 e

    estabelece que at 31 de dezembro de 2006,o uso obrigatrio do prego, preferencialmen-

    te na forma eletrnica, na contratao de bens e servios comuns no se aplica quando

    o beneficirio da transferncia for uma Oscip desde que tenha regulamento prprio para

    contratao de bens servios, nos termos da Lei 9.790/99, e da Lei 9.637/98, respecti-

    vamente, respeitados os princpios da Lei 8.666/93, e se destine a aes de segurana

    alimentar e de combate fome, bem como quelas de apoio a projetos produtivos em

    assentamentos constantes do Plano Nacional de Reforma Agrria ou financiadas com re-

    cursos do Fundo de Combate e Erradicao da Pobreza; ou ao atendimento dos programas

    de educao bsica.

    Estadual

    Lei Complementar 709, de 24/1/93.

    Dispe sobre a competncia do TCE para fiscalizar as contas das entidades do terceiro

    setor que mantm contratos de gesto e instrumentos congneres com os governos do

    estado e municpios.

    Lei 11.598, de 15/12/03.

    Estabelece disposies relativas s organizaes da sociedade civil de interesse pblico e

    institui o termo de parceria.

    Decreto 48.766, de 30/6/04.

    Institui o Programa de Gesto Compartilhada de Unidades de Conservao do Estado de

    So Paulo por Oscips e aprova modelo-padro de Termo de Parceria.

    Resoluo 9/05 do Tribunal de Contas do Estado.

    Estabelece as diretrizes do Tribunal de Contas do Estado de So Paulo acerca da fiscali-

    zao contbil, financeira, oramentria, operacional e patrimonial do Estado e municpios

    para possibilitar acompanhamento da execuo de Termos de Parceria.

    Municipal So Paulo

    Decreto municipal 46.979, de 6/2/06.

    Dispe sobre o fomento execuo de atividades de interesse pblico, com base na Lei

    federal de 23/3/99, que regula a qualificao de pessoas jurdicas de direito de privado no

    lucrativos, como Oscip.

  • 44

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    Portaria 54/06, da Secretaria Municipal de Gesto.

    Dispe sobre normas aos Termos de Parceria a serem celebrados com Oscips, bem como

    o acompanhamento e fiscalizao dos referidos ajustes.

  • 45

    BASE LEGAL DE OS

    Federal

    Constituio Federal de 1988, arts. 70 e 175

    Dispe sobre a organizao e funcionamento das administraes pblicas.

    Emenda constitucional 19, de 4/6/98 (art. 12 d nova redao ao art. 70 da CF).

    Dispe sobre a prestao de contas de entidades pblicas ou privadas, que utilizem ou

    administrem bens ou valores pelos quais a Unio responda.

    Lei 9.637, de 15/5/98.

    Dispe sobre a qualificao de entidades como organizaes sociais, a criao do Progra-

    ma Nacional de Publicizao, a extino dos rgos e entidades que menciona e a absor-

    o de suas atividades por organizaes sociais.

    Decretos 5.504, de 5/8/05, art. 1o, 5o.

    Dispe sobre a exigncia de processo de licitao pblica para obras, compras, servios

    e alienaes com os recursos ou bens repassados voluntariamente pela Unio.

    Estadual

    Lei 846, de 4/6/98.

    Dispe sobre a qualificao de entidades como organizaes sociais e d outras providn-

    cias. ( reas de sade e cultura).

    Decreto 43.493, de 29/9/98.

    Dispe sobre a qualificao das organizaes sociais da rea da cultura e d outras provi-

    dncias correlatas.

    Decreto 49.343, de 24/1/05.

    Dispe sobre as Coordenadorias da Secretaria da Sade (delega as contrataes, controle

    e avaliao dos contratos de gesto com as OSs).

    Lei Complementar 971, de 10/1/05.

    Altera a redao do inciso IV do artigo 8o da Lei Complementar 846, ampliando o atendi-

    mento das OSs de Sade aos usurios do Instituto de Assistncia Mdica ao Servidor

    Pblico Estadual (Iamspe).

    Lei Complementar 709, de 24/1/93.

    Dispe sobre a competncia do TCE para fiscalizar as contas das entidades do terceiro

  • 46

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    setor que mantm contratos de gesto e instrumentos congneres com os governos do

    estado e municpios.

    Resoluo 9/05 do TCE.

    Dispe sobre as diretrizes do TCE para acompanhamento e fiscalizao de contratos de

    gesto e instrumentos congneres.

    Municipal - SP

    Lei 14.132, de 24/1/06.

    Dispe sobre a qualificao de entidades sem fins lucrativos como organizaes sociais

    cujas atividades sejam dirigidas sade.

    Decreto 47.012, de 21/2/06.

    Regulamenta disposies da Lei 14.132, relativas qualificao de entidades sem fins lu-

    crativos como organizaes sociais e sua desqualificao.

  • 47

    LEGISLAO BSICA DE OSCIP

    LEI FEDERAL 9.790, DE 23/3/99

    Regulamento

    Dispe acerca da qualificao de pessoas jurdicas de direito privado, sem fins lucrativos,

    como Organizaes da Sociedade Civil de Interesse Pblico, institui e disciplina o Termo

    de Parceria, e d outras providncias.

    O PRESIDENTE DA REPBLICA

    Fao saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:

    CAPTULO I - DA QUALIFICAO COMO ORGANIZAO DA SOCIEDADE

    CIVIL DE INTERESSE PBLICO

    Artigo 1o Podem qualificar-se como Organizaes da Sociedade Civil de Interesse P-

    blico as pessoas jurdicas de direito privado, sem fins lucrativos, desde que os respectivos

    objetivos sociais e normas estatutrias atendam aos requisitos institudos por esta lei.

    1o Para os efeitos desta lei, considera-se sem fins lucrativos a pessoa jurdica de

    direito privado que no distribui, entre os seus scios ou associados, conselheiros, dire-

    tores, empregados ou doadores, eventuais excedentes operacionais, brutos ou lquidos,

    dividendos, bonificaes, participaes ou parcelas do seu patrimnio, auferidos mediante

    o exerccio de suas atividades, e que os aplica integralmente na consecuo do respectivo

    objeto social.

    2o A outorga da qualificao prevista neste artigo ato vinculado ao cumprimento dos

    requisitos institudos por esta lei.

    Artigo 2o No so passveis de qualificao como Organizaes da Sociedade Civil

    de Interesse Pblico, ainda que se dediquem de qualquer forma s atividades descritas no

    artigo 3o desta lei:

    I - as sociedades comerciais;

    II - os sindicatos, as associaes de classe ou de representao de categoria profissional;

    III - as instituies religiosas ou voltadas para a disseminao de credos, cultos, prticas e

    vises devocionais e confessionais;

  • 48

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    IV - as organizaes partidrias e assemelhadas, inclusive suas fundaes;

    V - as entidades de benefcio mtuo destinadas a proporcionar bens ou servios a um cr-

    culo restrito de associados ou scios;

    VI - as entidades e empresas que comercializam planos de sade e assemelhados;

    VII - as instituies hospitalares privadas no gratuitas e suas mantenedoras;

    VIII - as escolas privadas dedicadas ao ensino formal no gratuito e suas mantenedoras;

    IX - as organizaes sociais;

    X - as cooperativas;

    XI - as fundaes pblicas;

    XII - as fundaes, sociedades civis ou associaes de direito privado criadas por rgo

    pblico ou por fundaes pblicas;

    XIII - as organizaes creditcias que tenham quaisquer tipo de vinculao com o sistema

    financeiro nacional a que se refere o artigo 192 da Constituio Federal.

    Artigo 3o A qualificao instituda por esta lei, observado em qualquer caso, o princ-

    pio da universalizao dos servios, no respectivo mbito de atuao das organizaes,

    somente ser conferida s pessoas jurdicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujos

    objetivos sociais tenham pelo menos uma das seguintes finalidades:

    I - promoo da assistncia social;

    II - promoo da cultura, defesa e conservao do patrimnio histrico e artstico;

    III - promoo gratuita da educao, observando-se a forma complementar de participao

    das organizaes de que trata esta lei;

    IV - promoo gratuita da sade, observando-se a forma complementar de participao das

    organizaes de que trata esta lei;

    V - promoo da segurana alimentar e nutricional;

    VI - defesa, preservao e conservao do meio ambiente e promoo do desenvolvimento

    sustentvel;

    VII - promoo do voluntariado;

    VIII - promoo do desenvolvimento econmico e social e combate pobreza;

    IX - experimentao, no lucrativa, de novos modelos scio-produtivos e de sistemas alter-

    nativos de produo, comrcio, emprego e crdito;

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    4

    X - promoo de direitos estabelecidos, construo de novos direitos e assessoria jurdica

    gratuita de interesse suplementar;

    XI - promoo da tica, da paz, da cidadania, dos direitos humanos, da democracia e de

    outros valores universais;

    XII - estudos e pesquisas, desenvolvimento de tecnologias alternativas, produo e divul-

    gao de informaes e conhecimentos tcnicos e cientficos que digam respeito s ativi-

    dades mencionadas neste artigo.

    Pargrafo nico. Para os fins deste artigo, a dedicao s atividades nele previstas con-

    figura-se mediante a execuo direta de projetos, programas, planos de aes correlatas,

    por meio da doao de recursos fsicos, humanos e financeiros, ou ainda pela prestao de

    servios intermedirios de apoio a outras organizaes sem fins lucrativos e a rgos do

    setor pblico que atuem em reas afins.

    Artigo 4o Atendido o disposto no artigo 3o, exige-se ainda, para qualificarem-se como

    Organizaes da Sociedade Civil de Interesse Pblico, que as pessoas jurdicas interessa-

    das sejam regidas por estatutos cujas normas expressamente disponham sobre:

    I - a observncia dos princpios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade,

    economicidade e da eficincia;

    II - a adoo de prticas de gesto administrativa, necessrias e suficientes a coibir a

    obteno, de forma individual ou coletiva, de benefcios ou vantagens pessoais, em decor-

    rncia da participao no respectivo processo decisrio;

    III - a constituio de conselho fiscal ou rgo equivalente, dotado de competncia para

    opinar sobre os relatrios de desempenho financeiro e contbil, e sobre as operaes

    patrimoniais realizadas, emitindo pareceres para os organismos superiores da entidade;

    IV - a previso de que, em caso de dissoluo da entidade, o respectivo patrimnio lquido

    ser transferido a outra pessoa jurdica qualificada nos termos desta lei, preferencialmente

    que tenha o mesmo objeto social da extinta;

    V - a previso de que, na hiptese de a pessoa jurdica perder a qualificao instituda

    por esta lei, o respectivo acervo patrimonial disponvel, adquirido com recursos pblicos

    durante o perodo em que perdurou aquela qualificao, ser transferido a outra pessoa

    jurdica qualificada nos termos desta lei, preferencialmente que tenha o mesmo objeto so-

    cial;

    VI - a possibilidade de se instituir remunerao para os dirigentes da entidade que

    atuem efetivamente na gesto executiva e para aqueles que a ela prestam servios espe-

    cficos, respeitados, em ambos os casos, os valores praticados pelo mercado, na regio

  • 50

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    correspondente a sua rea de atuao;

    VII - as normas de prestao de contas a serem observadas pela entidade, que determi-

    naro, no mnimo:

    a) a observncia dos princpios fundamentais de contabilidade e das Normas Brasilei-

    ras de Contabilidade;

    b) que se d publicidade por qualquer meio eficaz, no encerramento do exerccio fiscal,

    ao relatrio de atividades e das demonstraes financeiras da entidade, incluindo-se

    as certides negativas de dbitos junto ao INSS e ao FGTS, colocando-os disposi-

    o para exame de qualquer cidado;

    c) a realizao de auditoria, inclusive por auditores externos independentes se for o

    caso, da aplicao dos eventuais recursos objeto do termo de parceria conforme pre-

    visto em regulamento;

    d) a prestao de contas de todos os recursos e bens de origem pblica recebidos

    pelas Organizaes da Sociedade Civil de Interesse Pblico ser feita conforme deter-

    mina o pargrafo nico do artigo 70 da Constituio Federal.

    Pargrafo nico. permitida a participao de servidores pblicos na composio de

    conselho de Organizao da Sociedade Civil de Interesse Pblico, vedada a percepo de

    remunerao ou subsdio, a qualquer ttulo (includo pela Lei 10.539, de 2002).

    Artigo 5o Cumpridos os requisitos dos artigos 3o e 4o desta lei, a pessoa jurdica de

    direito privado sem fins lucrativos, interessada em obter a qualificao instituda por esta

    lei, dever formular requerimento escrito ao Ministrio da Justia, instrudo com cpias

    autenticadas dos seguintes documentos:

    I - estatuto registrado em cartrio;

    II - ata de eleio de sua atual diretoria;

    III - balano patrimonial e demonstrao do resultado do exerccio;

    IV - declarao de iseno do imposto de renda;

    V - inscrio no Cadastro Geral de Contribuintes.

    Artigo 6o Recebido o requerimento previsto no artigo anterior, o Ministrio da Justia

    decidir, no prazo de 30 dias, deferindo ou no o pedido.

    1o No caso de deferimento, o Ministrio da Justia emitir, no prazo de 15 dias da de-

    ciso, certificado de qualificao da requerente como Organizao da Sociedade Civil de

    Interesse Pblico.

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    51

    2o Indeferido o pedido, o Ministrio da Justia, no prazo do 1o, dar cincia da deciso,

    mediante publicao no Dirio Oficial.

    3o O pedido de qualificao somente ser indeferido quando:

    I - a requerente enquadrar-se nas hipteses previstas no artigo 2o desta lei;

    II - a requerente no atender aos requisitos descritos nos artigos 3o e 4o desta lei;

    III - a documentao apresentada estiver incompleta.

    Artigo 7o Perde-se a qualificao de Organizao da Sociedade Civil de Interesse P-

    blico, a pedido ou mediante deciso proferida em processo administrativo ou judicial, de

    iniciativa popular ou do Ministrio Pblico, no qual sero assegurados, ampla defesa e o

    devido contraditrio.

    Artigo 8o Vedado o anonimato, e desde que amparado por fundadas evidncias de erro

    ou fraude, qualquer cidado, respeitadas as prerrogativas do Ministrio Pblico, parte

    legtima para requerer, judicial ou administrativamente, a perda da qualificao instituda por

    esta lei.

    CAPTULO II - DO TERMO DE PARCERIA

    Artigo 9o Fica institudo o Termo de Parceria, assim considerado o instrumento passvel

    de ser firmado entre o Poder Pblico e as entidades qualificadas como Organizaes da So-

    ciedade Civil de Interesse Pblico destinado formao de vnculo de cooperao entre as

    partes, para o fomento e a execuo das atividades de interesse pblico previstas no artigo 3o

    desta lei.

    Artigo 10. O Termo de Parceria firmado de comum acordo entre o Poder Pblico e as

    Organizaes da Sociedade Civil de Interesse Pblico discriminar direitos, responsabilida-

    des e obrigaes das partes signatrias.

    1o A celebrao do Termo de Parceria ser precedida de consulta aos Conselhos de Po-

    lticas Pblicas das reas correspondentes de atuao existentes, nos respectivos nveis

    de governo.

    2o So clusulas essenciais do Termo de Parceria:

    I - a do objeto, que conter a especificao do programa de trabalho proposto pela

  • 52

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    Organizao da Sociedade Civil de Interesse Pblico;

    II - a de estipulao das metas e dos resultados a serem atingidos e os respectivos

    prazos de execuo ou cronograma;

    III - a de previso expressa dos critrios objetivos de avaliao de desempenho a se-

    rem utilizados, mediante indicadores de resultado;

    IV - a de previso de receitas e despesas a serem realizadas em seu cumprimento,

    estipulando item por item as categorias contbeis usadas pela organizao e o deta-

    lhamento das remuneraes e benefcios de pessoal a serem pagos, com recursos

    oriundos ou vinculados ao Termo de Parceria, a seus diretores, empregados e consul-

    tores;

    V - a que estabelece as obrigaes da Sociedade Civil de Interesse Pblico, entre as

    quais a de apresentar ao Poder Pblico, ao trmino de cada exerccio, relatrio sobre a

    execuo do objeto do Termo de Parceria, contendo comparativo especfico das metas

    propostas com os resultados alcanados, acompanhado de prestao de contas dos

    gastos e receitas efetivamente realizados, independente das previses mencionadas

    no inciso IV;

    VI - a de publicao, na imprensa oficial do municpio, do Estado ou da Unio, confor-

    me o alcance das atividades celebradas entre o rgo parceiro e a Organizao da

    Sociedade Civil de Interesse Pblico, de extrato do Termo de Parceria e de demons-

    trativo da sua execuo fsica e financeira, conforme modelo simplificado estabelecido

    no regulamento desta lei, contendo os dados principais da documentao obrigatria

    do inciso V, sob pena de no liberao dos recursos previstos no Termo de Parceria.

    Artigo 11. A execuo do objeto do Termo de Parceria ser acompanhada e fiscalizada

    por rgo do Poder Pblico da rea de atuao correspondente atividade fomentada, e

    pelos Conselhos de Polticas Pblicas das reas correspondentes de atuao existentes,

    em cada nvel de governo.

    1o Os resultados atingidos com a execuo do Termo de Parceria devem ser analisados

    por comisso de avaliao, composta de comum acordo entre o rgo parceiro e a Organi-

    zao da Sociedade Civil de Interesse Pblico.

    2o A comisso encaminhar autoridade competente relatrio conclusivo sobre a

    avaliao procedida.

    3o Os Termos de Parceria destinados ao fomento de atividades nas reas de que trata

    esta lei estaro sujeitos aos mecanismos de controle social previstos na legislao.

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    53

    Artigo 12. Os responsveis pela fiscalizao do Termo de Parceria, ao tomarem conheci-

    mento de qualquer irregularidade ou ilegalidade na utilizao de recursos ou bens de origem

    pblica pela organizao parceira, daro imediata cincia ao Tribunal de Contas respectivo

    e ao Ministrio Pblico, sob pena de responsabilidade solidria.

    Artigo 13. Sem prejuzo da medida a que se refere o artigo 12 desta lei, havendo indcios

    fundados de malversao de bens ou recursos de origem pblica, os responsveis pela

    fiscalizao representaro ao Ministrio Pblico, Advocacia-Geral da Unio, para que

    requeiram ao juzo competente a decretao da indisponibilidade dos bens da entidade e

    o seqestro dos bens dos seus dirigentes, bem como de agente pblico ou terceiro, que

    possam ter enriquecido ilicitamente ou causado dano ao patrimnio pblico, alm de outras

    medidas consubstanciadas na Lei 8.429, de 2 de junho de 1992, e na Lei Complementar

    64, de 18 de maio de 1990.

    1o O pedido de seqestro ser processado de acordo com o disposto nos artigos 822 e

    825 do Cdigo de Processo Civil.

    2o Quando for o caso, o pedido incluir a investigao, o exame e o bloqueio de bens,

    contas bancrias e aplicaes mantidas pelo demandado no Pas e no exterior, nos termos

    da lei e dos tratados internacionais.

    3o At o trmino da ao, o Poder Pblico permanecer como depositrio e gestor dos

    bens e valores seqestrados ou indisponveis e velar pela continuidade das atividades

    sociais da organizao parceira.

    Artigo 14. A organizao parceira far publicar, no prazo mximo de 30 dias, contado

    da assinatura do Termo de Parceria, regulamento prprio contendo os procedimentos que

    adotar para a contratao de obras e servios, bem como para compras com emprego de

    recursos provenientes do Poder Pblico, observados os princpios estabelecidos no inciso

    I do artigo 4o desta lei.

    Artigo 15. Caso a organizao adquira bem imvel com recursos provenientes da ce-

    lebrao do Termo de Parceria, este ser gravado com clusula de inalienabilidade.

    CAPTULO III - DAS DISPOSIES FINAIS E TRANSITRIAS

    Artigo 16. vedada s entidades qualificadas como Organizaes da Sociedade Civil

    de Interesse Pblico a participao em campanhas de interesse poltico-partidrio ou elei-

    torais, sob quaisquer meios ou formas.

  • 54

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    Artigo 17. O Ministrio da Justia permitir, mediante requerimento dos interessados,

    livre acesso pblico a todas as informaes pertinentes s Organizaes da Sociedade

    Civil de Interesse Pblico.

    Artigo 18. As pessoas jurdicas de direito privado sem fins lucrativos, qualificadas com

    base em outros diplomas legais, podero qualificar-se como Organizaes da Sociedade

    Civil de Interesse Pblico, desde que atendidos os requisitos para tanto exigidos, sendo-

    lhes assegurada a manuteno simultnea dessas qualificaes, at dois anos contados da

    data de vigncia desta lei. (Vide Medida Provisria 216-37, de 2001)

    1o Findo o prazo de dois anos, a pessoa jurdica interessada em manter a qualificao

    prevista nesta lei dever por ela optar, fato que implicar a renncia automtica de suas

    qualificaes anteriores. (Vide Medida Provisria 2.216-37, de 2001)

    2o Caso no seja feita a opo prevista no pargrafo anterior, a pessoa jurdica perder

    automaticamente a qualificao obtida nos termos desta lei.

    Artigo 19. O Poder Executivo regulamentar esta lei no prazo de 30 dias.

    Artigo 20. Esta lei entra em vigor na data de sua publicao.

    Braslia, 23 de maro de 1999; 178o da Independncia e 111o da Repblica.FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Renan Calheiros Pedro Mallan Ailton Barcelos Fernandes Paulo Renato Souza Francisco Dornelles Waldeck Ornlas Jos Serra Paulo Paiva Clovis de Barros Carvalho Este texto no substitui o publicado no DOU de 24/03/1999

    DECRETO 3.100, DE 30/6/99

    Regulamenta a Lei 9.790, de 23 de maro de 1999, que dispe acerca da qualificao

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    55

    de pessoas jurdicas de direito privado, sem fins lucrativos, como Organizaes da So-

    ciedade Civil de Interesse Pblico, institui e disciplina o Termo de Parceria, e d outras

    providncias.

    O PRESIDENTE DA REPBLICA, no uso das atribuies que lhe confere o artigo 84, incisos

    IV e VI, da Constituio, DECRETA:

    Artigo 1o O pedido de qualificao como Organizao da Sociedade Civil de Interesse

    Pblico ser dirigido, pela pessoa jurdica de direito privado sem fins lucrativos que preen-

    cha os requisitos dos artigos 1, 2, 3 e 4 da lei n. 9.790, de 23 de maro de 1999, ao

    Ministrio da Justia por meio do preenchimento de requerimento escrito e apresentao

    de cpia autenticada dos seguintes documentos:

    I - estatuto registrado em cartrio;

    II - ata de eleio de sua atual diretoria;

    III - balano patrimonial e demonstrao do resultado do exerccio;

    IV - declarao de iseno do imposto de renda; e

    V - inscrio no Cadastro Geral de Contribuintes/Cadastro Nacional da Pessoa Jurdica

    (CGC/CNPJ).

    Artigo 2o O responsvel pela outorga da qualificao dever verificar a adequao

    dos documentos citados no artigo anterior com o disposto nos artigos 2, 3 e 4 da Lei n.

    9.790, de 1999, devendo observar:

    I - se a entidade tem finalidade pertencente lista do artigo 3 daquela lei;

    II - se a entidade est excluda da qualificao de acordo com o artigo 2 daquela lei;

    III - se o estatuto obedece aos requisitos do artigo 4 daquela lei;

    IV - na ata de eleio da diretoria, se a autoridade competente que est solicitando a

    qualificao;

    V - se foi apresentado o balano patrimonial e a demonstrao do resultado do exerccio;

    VI - se a entidade apresentou a declarao de iseno do imposto de renda Secretaria da

    Receita Federal; e

    VII - se foi apresentado o CGC/CNPJ.

  • 56

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    Artigo 3o O Ministrio da Justia, aps o recebimento do requerimento, ter o prazo

    de 30 dias para deferir ou no o pedido de qualificao, ato que ser publicado no Dirio

    Oficial da Unio no prazo mximo de 15 dias da deciso.

    1o No caso de deferimento, o Ministrio da Justia emitir, no prazo de 15 dias da

    deciso, o certificado da requerente como Organizao da Sociedade Civil de Interesse

    Pblico.

    2o Devero constar da publicao do indeferimento as razes pelas quais foi denegado o

    pedido.

    3o A pessoa jurdica sem fins lucrativos que tiver seu pedido de qualificao indeferido

    poder reapresent-lo a qualquer tempo.

    Artigo 4o Qualquer cidado, vedado o anonimato e respeitadas as prerrogativas do

    Ministrio Pblico, desde que amparado por evidncias de erro ou fraude, parte legtima

    para requerer, judicial ou administrativamente, a perda da qualificao como Organizao

    da Sociedade Civil de Interesse Pblico.

    Pargrafo nico. A perda da qualificao dar-se- mediante deciso proferida em processo

    administrativo, instaurado no Ministrio da Justia, de ofcio ou a pedido do interessado, ou

    judicial, de iniciativa popular ou do Ministrio Pblico, nos quais sero assegurados a ampla

    defesa e o contraditrio.

    Artigo 5o Qualquer alterao da finalidade ou do regime de funcionamento da organi-

    zao, que implique mudana das condies que instruram sua qualificao, dever ser

    comunicada ao Ministrio da Justia, acompanhada de justificativa, sob pena de cancela-

    mento da qualificao.

    Artigo 6o Para fins do artigo 3 da Lei n. 9.790, de 1999, entende-se:

    I - como Assistncia Social, o desenvolvimento das atividades previstas no artigo 3 da Lei

    Orgnica da Assistncia Social;

    II - por promoo gratuita da sade e educao, a prestao destes servios realizada pela

    Organizao da Sociedade Civil de Interesse Pblico mediante financiamento com seus

    prprios recursos.

    1o No so considerados recursos prprios aqueles gerados pela cobrana de ser-

    vios de qualquer pessoa fsica ou jurdica, ou obtidos em virtude de repasse ou arre-

    cadao compulsria.

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    57

    2o O condicionamento da prestao de servio ao recebimento de doao, contra-

    partida ou equivalente no pode ser considerado como promoo gratuita do servio.

    Artigo 7o Entende-se como benefcios ou vantagens pessoais, nos termos do inciso II

    do artigo 4o da Lei n. 9.790, de 1999, os obtidos:

    I - pelos dirigentes da entidade e seus cnjuges, companheiros e parentes colaterais ou

    afins at o terceiro grau;

    II - pelas pessoas jurdicas das quais os mencionados acima sejam controladores ou dete-

    nham mais de 10% das participaes societrias.

    Artigo 8 Ser firmado entre o Poder Pblico e as entidades qualificadas como Orga-

    nizaes da Sociedade Civil de Interesse Pblico, Termo de Parceria destinado formao

    de vnculo de cooperao entre as partes, para o fomento e a execuo das atividades de

    interesse pblico previstas no artigo 3 da Lei n. 9.790, de 1999.

    Pargrafo nico. O rgo estatal firmar o Termo de Parceria mediante modelo padro pr-

    prio, do qual constaro os direitos, as responsabilidades e as obrigaes das partes e as

    clusulas essenciais descritas no artigo 10, 2 da Lei n. 9.790, de 1999.

    Artigo 9 O rgo estatal responsvel pela celebrao do Termo de Parceria verificar

    previamente o regular funcionamento da organizao.

    Artigo 10. Para efeitos da consulta mencionada no artigo 10, 1, da Lei n. 9.790,

    de 1999, o modelo a que se refere o pargrafo nico do artigo 8 dever ser preenchido e

    remetido ao Conselho de Poltica Pblica competente.

    1o A manifestao do Conselho de Poltica Pblica ser considerada para a tomada de

    deciso final em relao ao Termo de Parceria.

    2o Caso no exista Conselho de Poltica Pblica da rea de atuao correspondente, o

    rgo estatal parceiro fica dispensado de realizar a consulta, no podendo haver substitui-

    o por outro Conselho.

    3o O Conselho de Poltica Pblica ter o prazo de 30 dias, contado a partir da data de

    recebimento da consulta, para se manifestar sobre o Termo de Parceria, cabendo ao rgo

    estatal responsvel, em ltima instncia, a deciso final sobre a celebrao do respectivo

    Termo de Parceria.

    4o O extrato do Termo de Parceria, conforme modelo constante do Anexo I

    deste decreto, dever ser publicado pelo rgo estatal parceiro no Dirio Oficial,

  • 58

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    no prazo mximo de 15 dias aps a sua assinatura.

    Artigo 11. Para efeito do disposto no artigo 4, inciso VII, alneas c e d, da Lei n.

    9.790, de 1999, entende-se por prestao de contas a comprovao da correta aplicao

    dos recursos repassados Organizao da Sociedade Civil de Interesse Pblico.

    1o As prestaes de contas anuais sero realizadas sobre a totalidade das operaes

    patrimoniais e resultados das Organizaes da Sociedade Civil de Interesse Pblico.

    2o A prestao de contas ser instruda com os seguintes documentos:

    I - relatrio anual de execuo de atividades;

    II - demonstrao de resultados do exerccio;

    III - balano patrimonial;

    IV - demonstrao das origens e aplicaes de recursos;

    V - demonstrao das mutaes do patrimnio social;

    VI - notas explicativas das demonstraes contbeis, caso necessrio; e

    VII - parecer e relatrio de auditoria nos termos do artigo 19 deste decreto, se

    for o caso.

    Artigo 12. Para efeito do disposto no 2o, inciso V, do artigo 10 da Lei n. 9.790, de

    1999, entende-se por prestao de contas relativa execuo do Termo de Parceria a

    comprovao, perante o rgo estatal parceiro, da correta aplicao dos recursos pblicos

    recebidos e do adimplemento do objeto do Termo de Parceria, mediante a apresentao

    dos seguintes documentos:

    I - relatrio sobre a execuo do objeto do Termo de Parceria, contendo comparativo entre

    as metas propostas e os resultados alcanados;

    II - demonstrativo integral da receita e despesa realizadas na execuo;

    III - parecer e relatrio de auditoria, nos casos previstos no artigo 19; e

    IV - entrega do extrato da execuo fsica e financeira estabelecido no artigo 18.

    Artigo 13. O Termo de Parceria poder ser celebrado por perodo superior ao do

    exerccio fiscal.

    1o Caso expire a vigncia do Termo de Parceria sem o adimplemento total do seu objeto

    pelo rgo parceiro ou havendo excedentes financeiros disponveis com a Organizao da

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    5

    Sociedade Civil de Interesse Pblico, o referido Termo poder ser prorrogado.

    2o As despesas previstas no Termo de Parceria e realizadas no perodo compreendido

    entre a data original de encerramento e a formalizao de nova data de trmino sero con-

    sideradas como legtimas, desde que cobertas pelo respectivo empenho.

    Artigo 14. A liberao de recursos financeiros necessrios execuo do Termo de

    Parceria far-se- em conta bancria especfica, a ser aberta em banco a ser indicado pelo

    rgo estatal parceiro.

    Artigo 15. A liberao de recursos para a implementao do Termo de Parceria obede-

    cer ao respectivo cronograma, salvo se autorizada sua liberao em parcela nica.

    Artigo 16. possvel a vigncia simultnea de um ou mais Termos de Parceria, ainda

    que com o mesmo rgo estatal, de acordo com a capacidade operacional da Organizao

    da Sociedade Civil de Interesse Pblico.

    Artigo 17. O acompanhamento e a fiscalizao por parte do Conselho de Poltica P-

    blica de que trata o artigo 11 da Lei n. 9.790, de 1999, no pode introduzir nem induzir

    modificao das obrigaes estabelecidas pelo Termo de Parceria celebrado.

    1o Eventuais recomendaes ou sugestes do Conselho sobre o acompanhamento dos

    Termos de Parceria devero ser encaminhadas ao rgo estatal parceiro, para adoo de

    providncias que entender cabveis.

    2o O rgo estatal parceiro informar ao Conselho sobre suas atividades de acompanha-

    mento.

    Artigo 18. O extrato da execuo fsica e financeira, referido no artigo 10, 2, inciso

    VI, da Lei n. 9.790, de 1999, dever ser preenchido pela Organizao da Sociedade Civil

    de Interesse Pblico e publicado na imprensa oficial da rea de abrangncia do projeto, no

    prazo mximo de 60 dias aps o trmino de cada exerccio financeiro, de acordo com o

    modelo constante do Anexo II deste decreto.

    Artigo 19. A Organizao da Sociedade Civil de Interesse Pblico dever realizar audi-

    toria independente da aplicao dos recursos objeto do Termo de Parceria, de acordo com

    a alnea c, inciso VII, do artigo 4o da Lei n. 9.790, de 1999, nos casos em que o montante

  • 60

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    de recursos for maior ou igual a R$ 600.000,00.

    1o O disposto no caput aplica-se tambm aos casos onde a Organizao da Sociedade

    Civil de Interesse Pblico celebre concomitantemente vrios Termos de Parceria com um

    ou vrios rgos estatais e cuja soma ultrapasse aquele valor.

    2o A auditoria independente dever ser realizada por pessoa fsica ou jurdica habilitada

    pelos Conselhos Regionais de Contabilidade.

    3o Os dispndios decorrentes dos servios de auditoria independente devero ser inclu-

    dos no oramento do projeto como item de despesa.

    4o Na hiptese do 1o, podero ser celebrados aditivos para efeito do disposto no par-

    grafo anterior.

    Artigo 20. A comisso de avaliao de que trata o artigo 11, 1, da Lei n. 9.790, de

    1999, dever ser composta por dois membros do respectivo Poder Executivo, um da Orga-

    nizao da Sociedade Civil de Interesse Pblico e um membro indicado pelo Conselho de

    Poltica Pblica da rea de atuao correspondente, quando houver.

    Pargrafo nico. Competir comisso de avaliao monitorar a execuo de Termo

    de Parceria.

    Artigo 21. A Organizao da Sociedade Civil de Interesse Pblico far publicar na im-

    prensa oficial da Unio, do Estado ou do municpio, no prazo mximo de 30 dias, contado a

    partir da assinatura do Termo de Parceria, o regulamento prprio a que se refere o artigo 14

    da Lei n. 9.790, de 1999, remetendo cpia para conhecimento do rgo estatal parceiro.

    Artigo 22. Para os fins dos artigos 12 e 13 da Lei n. 9.790, de 1999, a Organizao

    Sociedade Civil de Interesse Pblico indicar, para cada Termo de Parceria, pelo menos um

    dirigente, que ser responsvel pela boa administrao dos recursos recebidos.

    Pargrafo nico. O nome do dirigente ou dos dirigentes indicados ser publicado no extrato

    do Termo de Parceria.

    Artigo 23. A escolha da Organizao da Sociedade Civil de Interesse Pblico, para

    a celebrao do Termo de Parceria, poder ser feita por meio de publicao de edital de

    concursos de projetos pelo rgo estatal parceiro para obteno de bens e servios e para

    a realizao de atividades, eventos, consultorias, cooperao tcnica e assessoria.

    Pargrafo nico. Instaurado o processo de seleo por concurso, vedado ao Poder

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    61

    Pblico celebrar Termo de Parceria para o mesmo objeto, fora do concurso iniciado.

    Artigo 24. Para a realizao de concurso, o rgo estatal parceiro dever preparar, com

    clareza, objetividade e detalhamento, a especificao tcnica do bem, do projeto, da obra

    ou do servio a ser obtido ou realizado por meio do Termo de Parceria.

    Artigo 25. Do edital do concurso dever constar, no mnimo, informaes sobre:

    I - prazos, condies e forma de apresentao das propostas;

    II - especificaes tcnicas do objeto do Termo de Parceria;

    III - critrios de seleo e julgamento das propostas;

    IV - datas para apresentao de propostas;

    V - local de apresentao de propostas;

    VI - datas do julgamento e data provvel de celebrao do Termo de Parceria; e

    VII - valor mximo a ser desembolsado.

    Artigo 26. A Organizao da Sociedade Civil de Interesse Pblico dever apresentar

    seu projeto tcnico e o detalhamento dos custos a serem realizados na sua implementao

    ao rgo estatal parceiro.

    Artigo 27. Na seleo e no julgamento dos projetos, levar-se-o em conta:

    I - o mrito intrnseco e adequao ao edital do projeto apresentado;

    II - a capacidade tcnica e operacional da candidata;

    III - a adequao entre os meios sugeridos, seus custos, cronogramas e resultados;

    IV - o ajustamento da proposta s especificaes tcnicas;

    V - a regularidade jurdica e institucional da Organizao da Sociedade Civil de Interesse

    Pblico; e

    VI - a anlise dos documentos referidos no artigo 11, 2o, deste decreto.

    Artigo 28. Obedecidos aos princpios da administrao pblica, so inaceitveis como

    critrio de seleo, de desqualificao ou pontuao:

    I - o local do domiclio da Organizao da Sociedade Civil de Interesse Pblico ou a exi-

  • 62

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    gncia de experincia de trabalho da organizao no local de domiclio do rgo parceiro

    estatal;

    II - a obrigatoriedade de consrcio ou associao com entidades sediadas na localidade

    onde dever ser celebrado o Termo de Parceria;

    III - o volume de contrapartida ou qualquer outro benefcio oferecido pela Organizao da

    Sociedade Civil de Interesse Pblico.

    Artigo 29. O julgamento ser realizado sobre o conjunto das propostas das Organiza-

    es da Sociedade Civil de Interesse Pblico, no sendo aceitos como critrios de julga-

    mento os aspectos jurdicos, administrativos, tcnicos ou operacionais no estipulados no

    edital do concurso.

    Artigo 30. O rgo estatal parceiro designar a comisso julgadora do concurso, que

    ser composta, no mnimo, por um membro do Poder Executivo, um especialista no tema

    do concurso e um membro do Conselho de Poltica Pblica da rea de competncia, quan-

    do houver.

    1o O trabalho dessa comisso no ser remunerado.

    2o O rgo estatal dever instruir a comisso julgadora sobre a pontuao pertinente a

    cada item da proposta ou projeto e zelar para que a identificao da organizao propo-

    nente seja omitida.

    3o A comisso pode solicitar ao rgo estatal parceiro informaes adicionais sobre os

    projetos.

    4o A comisso classificar as propostas das Organizaes da Sociedade Civil de Interes-

    se Pblico obedecidos aos critrios estabelecidos neste decreto e no edital.

    Artigo 31. Aps o julgamento definitivo das propostas, a comisso apresentar, na

    presena dos concorrentes, os resultados de seu trabalho, indicando os aprovados.

    1o O rgo estatal parceiro:

    I - no examinar recursos administrativos contra as decises da comisso julgadora;

    II - no poder anular ou suspender administrativamente o resultado do concurso nem

    celebrar outros Termos de Parceria, com o mesmo objeto, sem antes finalizar o pro-

    cesso iniciado pelo concurso.

    2o Aps o anncio pblico do resultado do concurso, o rgo estatal parceiro o homologar, sen-

    do imediata a celebrao dos Termos de Parceria pela ordem de classificao dos aprovados.

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    63

    Artigo 32. O ministro de Estado da Justia baixar portaria no prazo de 15 dias, a partir

    da publicao deste decreto, regulamentando os procedimentos para a qualificao.

    Artigo 33. Este decreto entra em vigor na data de sua publicao.

    Braslia, 30 de junho de 1999; 178 da Independncia e 111 da Repblica. Fernando Henrique Cardoso Paulo Affonso Martins de Oliveira Pedro Parente Clovis de Barros CarvalhoDOU, 13/7/1999

    ANEXO I

    (Nome do rgo Pblico)

    Extrato de Termo de parceria

    Custo do projeto:

    Local de realizao do projeto:

    Data de assinatura do TP:___/___/___ Incio do projeto: ___/___/___ Trmino ___/___/___

    Objeto do Termo de Parceria (descrio sucinta do projeto):

    Nome da Oscip:

    Endereo:

    Cidade: UF: CEP:

    Tel.: Fax: E-mail:

    Nome do responsvel do projeto:

    Cargo/Funo:

    ANEXO II

    (Nome do rgo Pblico)

    Extrato de Relatrio de Execuo Fsica e Financeira de Termo de Parceria

    Custo do projeto:

    Local de realizao do projeto:

  • 64

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    Data de assinatura do TP ___/___/___ Incio do projeto ___/___/___ Trmino ___/___/____

    Objetivos do projeto:

    Resultados alcanados:

    Custos de implementao do projeto

    Categorias de despesa

    Previsto

    Realizado

    Diferena

    Totais:

    Nome da Oscip:

    Endereo:

    Cidade: UF: CEP:

    Tel.: Fax: E-mail:

    Nome do responsvel do projeto:

    Cargo/Funo:

    LEI 11.598, de 15/12/03

    Estabelece disposies relativas s Organizaes da Sociedade Civil de Interesse Pblico.

    O GOVERNADOR DO ESTADO DE SO PAULO:

    Fao saber que a Assemblia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei:

    Artigo 1o Fica institudo, no mbito do Estado, o Termo de Parceria, instrumento pas-

    svel de ser firmado entre os entes da Administrao Estadual e as entidades qualifica-

    das como Organizaes da Sociedade Civil de Interesse Pblico, destinado formao

    de vnculo de cooperao entre as partes, para o fomento e a execuo das atividades

    de interesse pblico discriminadas no artigo 3 da Lei Federal n. 9.790, de 23 de maro

    de 1999.

    Artigo 2o O Termo de Parceria firmado de comum acordo entre o Poder Pblico e as

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    65

    Organizaes da Sociedade Civil de Interesse Pblico, devidamente qualificada nos termos

    da Lei Federal n. 9.790, de 23 de maro de 1999, discriminar direitos, responsabilidades

    e obrigaes dos signatrios.

    Artigo 3o So clusulas obrigatrias do Termo de Parceria:

    I - de objeto, que dever conter a especificao detalhada do programa de trabalho propos-

    to pela Organizao da Sociedade Civil de Interesse Pblico;

    II - de estipulao de metas e dos resultados a serem atingidos e os respectivos prazos de

    execuo;

    III - de previso expressa dos critrios objetivos de avaliao de desempenho a serem uti-

    lizados, mediante indicadores de resultados;

    IV - de previso de receitas e despesas a serem realizadas em seu cumprimento, estipu-

    lando item por item as categorias contbeis usadas pela organizao e detalhamento das

    remuneraes e benefcios de pessoal a serem pagos com recursos oriundos ou vincula-

    dos ao Termo de Parceria, a seus diretores, empregados ou consultores;

    V - de estabelecimento das obrigaes da Sociedade Civil de Interesse Pblico, entre as

    quais a de apresentar ao Poder Pblico, ao trmino de cada exerccio, relatrio sobre a

    execuo do objeto do Termo de Parceria, contendo comparativo especfico de metas pro-

    postas com os resultados alcanados, acompanhado de prestao de contas dos gastos e

    receitas efetivamente realizados, independente das previses mencionadas no inciso IV;

    VI - de publicao na Imprensa Oficial do Estado do resumo do Termo de Parceria, conten-

    do demonstrativo de sua execuo fsica e financeira, conforme modelo simplificado esta-

    belecido na Lei Federal n. 9.790, de 23 de maro de 1999, contendo os dados principais da

    documentao obrigatria do inciso V, sob pena de no liberao dos recursos previstos

    no Termo de Parceria.

    Artigo 4o A execuo do Termo de Parceria ser acompanhada e fiscalizada pelo rgo

    da Administrao Estadual signatrio do instrumento, que a qualquer momento poder re-

    quisitar informaes e a devida prestao de contas.

    Artigo 5o A prestao de contas, que dever ser realizada anualmente e ao trmino do

    Termo de Parceria, deve ser instruda com os seguintes documentos:

    I - relatrio anual de execuo de atividades;

    II - demonstrao do resultado do exerccio;

  • 66

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    III - balano patrimonial;

    IV - demonstrao das origens e aplicaes dos recursos;

    V - demonstrao das mutaes do patrimnio social;

    VI - parecer e relatrio de auditoria nos termos do artigo 13, se for o caso.

    Pargrafo nico Para efeito do disposto no caput deste artigo, entende-se por prestao

    de contas a comprovao, por parte da Organizao perante o rgo estadual parceiro, da

    correta aplicao dos recursos pblicos recebidos e do adimplemento do objeto do Termo

    de Parceria, mediante apresentao dos seguintes documentos:

    1. relatrio sobre a execuo do objeto do Termo de Parceria, contendo comparativo

    entre metas propostas e os resultados alcanados;

    2. demonstrativo integral da receita e despesa realizada na execuo do Termo de

    Parceria;

    3. parecer e relatrio da auditoria, quando necessria;

    4. entrega do extrato de execuo fsica e financeira previsto no inciso VI

    do artigo 3o.

    Artigo 6o Os responsveis pela fiscalizao do Termo de Parceria que tomarem co-

    nhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade na utilizao de recursos ou bens de

    origem pblica pela organizao parceira, devero representar imediatamente ao Tribunal

    de Contas e ao Ministrio Pblico, sob pena de responsabilidade solidria.

    Pargrafo nico - Qualquer cidado que tomar cincia de malversao de bens ou recursos

    pblicos poder representar ao Tribunal de Contas e ao Ministrio Pblico, para que estes

    tomem as medidas administrativas e judiciais cabveis.

    Artigo 7 Caso a Organizao adquira bem imvel com recursos provenientes da cele-

    brao do Termo de Parceria, ser este gravado com clusula de inalienabilidade.

    Artigo 8 Antes da celebrao do Termo de Parceria, dever o rgo da adminis-

    trao estadual interessado na assinatura do instrumento verificar se a qualificao de

    Organizao da Sociedade de Interesse Pblico ainda tem validade, bem como se no

    existe processo administrativo no Ministrio da Justia solicitando o cancelamento da

    qualificao da entidade interessada.

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    67

    Artigo 9o Qualquer mudana no estatuto da entidade realizada posteriormente assi-

    natura do Termo de Parceria dever ser comunicada imediatamente ao rgo estadual.

    Artigo 10. Caso o Termo de Parceria termine sem o adimplemento total do objeto ou

    havendo excedentes financeiros disponveis com a Organizao, poder o referido Termo

    ser prorrogado.

    Artigo 11. A movimentao dos recursos destinados ao cumprimento do Termo de

    Parceria dever ser feita em conta corrente especfica, a ser aberta em instituio financei-

    ra indicada pelo rgo estadual parceiro.

    Artigo 12. A liberao de recursos para execuo do Termo de Parceria dever ser

    realizada de acordo com o cronograma apresentado.

    Artigo 13. A Organizao da Sociedade Civil de Interesse Pblico dever realizar audi-

    toria independente da aplicao dos recursos objetos do Termo de Parceria, nos casos em

    que o valor do dispndio seja igual ou superior a R$ 600.000,00.

    Artigo 14. Aplicam-se, no que couber ao mbito estadual, as disposies da Lei Fe-

    deral n. 9.790, de 23 de maro de 1999 e do Decreto Federal n. 3.100, de 30 de junho de

    1999.

    Artigo 15. As despesas decorrentes da implantao desta lei correro por conta das

    dotaes oramentrias, suplementadas se necessrio.

    Artigo 16. Esta lei entra em vigor na data de sua publicao, revogando-se as disposi-

    es em contrrio.

    Palcio dos Bandeirantes, aos 15 de dezembro de 2003.Geraldo AlckminAlexandre de MoraesSecretrio da Justia e da Defesa da CidadaniaEduardo Refinetti GuardiSecretrio da Fazenda

  • 68

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    Gabriel Benedito Issaac ChalitaSecretrio da EducaoLuiz Roberto Barradas BarataSecretrio da SadeAndra Sandro CalabiSecretria de Economia e PlanejamentoCludia Maria CostinSecretria da CulturaJos GoldembergSecretrio do Meio AmbienteMaria Helena Guimares de CastroSecretria de assistncia e Desenvolvimento SocialArnaldo MadeiraSecretrio - Chefe da Casa CivilPublicada na Assessoria Tcnico-Legislativa, aos 15 de dezembro de 2003.

    DECRETO DO MUNICPIO DE SO PAULO 46.979, DE 6/2/06

    Dispe acerca do fomento execuo de atividades de interesse pblico, com base na Lei Fe-

    deral 9.790, de 23 de maro de 1999, que regula a qualificao de pessoas jurdicas de direito

    privado, sem fins lucrativos, como Organizaes da Sociedade Civil de Interesse Pblico.

    JOS SERRA, Prefeito do Municpio de So Paulo, no uso das atribuies que lhe so con-

    feridas por lei,

    CONSIDERANDO a necessidade de estimular, no mbito da Administrao Pblica Municipal,

    a adoo de formas inovadoras de gesto, com vistas plena realizao do princpio da efi-

    cincia, dotando as polticas pblicas e os objetivos estratgicos estabelecidos para os seus

    diferentes setores da necessria agilidade e eficcia, bem como de procedimentos, critrios e

    instrumentos que propiciem a soluo mais adequada e vantajosa, tanto no tocante ao contro-

    le pblico da prestao de contas, como na avaliao dos resultados alcanados,

    Decreta:

    Artigo 1o Ficam reconhecidas, no mbito do Municpio de So Paulo, as entidades

    qualificadas pelo Ministrio da Justia como Organizao da Sociedade Civil de Interesse

    Pblico - Oscips, aptas ao desenvolvimento, em regime de cooperao, de projetos perti-

    nentes s reas enumeradas no artigo 3 da Lei Federal 9.790, de 23 de maro de 1999.

    1o A formalizao da gesto compartilhada dos projetos se dar por Termo de Parceria,

    conforme minuta padro constante do Anexo nico deste decreto.

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    6

    2o O Termo de Parceria referido no 1 deste artigo poder ser ajustado s necessidades

    especficas de cada rgo da Administrao Direta, mediante prvia anuncia e orientao

    da Secretaria Municipal de Gesto, respeitadas as clusulas essenciais estabelecidas pelo

    2o do artigo 10 da Lei Federal 9.790, de 1999.

    Artigo 2o Para os fins deste decreto, a escolha da Oscip dar-se- mediante concurso

    de projetos, a ser realizado pelo rgo interessado da Administrao Direta, observadas as

    normas gerais da Lei Federal 8.666, de 21 de junho de 1993, e respectivas alteraes.

    Pargrafo nico. O concurso de projetos somente poder ser dispensado se a entidade

    enquadrar-se nas hipteses previstas nos artigos 24 e 25 da Lei Federal 8.666, de 1993,

    obedecidos os requisitos e formalidades neles estabelecidos.

    Artigo 3o Somente podero participar da gesto compartilhada de projetos as Oscips

    que no estejam em mora com a prestao de contas de recursos recebidos de outras es-

    feras de governo e que no tenham sido declaradas inidneas pela Administrao Pblica

    ou punidas com suspenso do direito de firmar parcerias ou outros ajustes com a Prefeitura

    do Municpio de So Paulo.

    Artigo 4o Aos titulares dos rgos da Administrao Direta compete:

    I - autorizar a gesto compartilhada de projeto previamente definido, justificando sua neces-

    sidade e oportunidade;

    II - designar Comisso Especial para proceder ao concurso de projetos das Oscips e homo-

    logar sua deciso;

    III - aprovar o Programa de Trabalho;

    IV - designar Comisso de Avaliao para o acompanhamento e a fiscalizao da execuo

    de cada Programa de Trabalho;

    V - celebrar Termo de Parceria, observadas as disposies dos 1 e 2 do artigo 1 des-

    te decreto;

    VI - autorizar a prorrogao do prazo dos ajustes, na forma da legislao pertinente, desde

    que devidamente caracterizada a necessidade.

    Pargrafo nico. A Comisso de Avaliao dever encaminhar, ao titular do rgo, relat-

    rios bimestrais conclusivos sobre as avaliaes procedidas.

    Artigo 5o Incumbir Secretaria Municipal de Gesto definir e implantar o Cadastro

  • 70

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    Municipal nico das Oscips interessadas, no prazo mximo de 180 dias contados da data

    de publicao deste decreto.

    Pargrafo nico. A partir de sua implantao, o cadastramento a que se refere o caput des-

    te artigo constituir pr-requisito para a seleo das Oscips e o estabelecimento de vncu-

    los com a Administrao Municipal, em regime de cooperao, visando o desenvolvimento

    de programas e projetos de gesto que se coadunem com suas finalidades.

    Artigo 6o A Secretaria Municipal de Gesto editar as instrues complementares

    necessrias ao cumprimento deste decreto.

    Artigo 7o As despesas decorrentes da execuo deste decreto correro conta das

    dotaes oramentrias prprias, suplementadas se necessrio.

    Artigo 8o Este decreto entrar em vigor na data de sua publicao.

    Prefeitura do Municpio de So Paulo, aos 6/2/06, 453 da fundao de So Paulo. Jos Serra, prefeito Januario Montone, secretrio municipal de Gesto Publicado na Secretaria do Governo Municipal, em 6/2/06. Aloysio Nunes Ferreira Filho, secretrio do Governo Municipal

    DECRETO 46.979, DE 6/2/06

    RETIFICAO

    da publicao do dia 7/2/06

    No Anexo nico do

    Leia-se como segue e no como constou:

    No Prembulo

    A PREFEITURA DO MUNICPIO DE SO PAULO, por intermdio do... (rgo), com sede na

    ... (endereo completo), neste ato representado pelo ... (Titular do rgo), ... (nome e qualifi-

    cao) doravante denominada PARCEIRO PBLICO...

    Na CLUSULA STIMA - Subclusula Terceira

    ... existindo ou no excedentes financeiros repassados Oscip,...

  • 71

    LEGISLAO BSICA DE OS

    LEI 9.637, DE 15/5/98

    Dispe sobre a qualificao de entidades como a qualificao de entidades como organiza-

    es sociais, a criao do Programa Nacional de Publicizao, a extino dos rgos e enti-

    dades que menciona e a absoro de suas atividades por organizaes sociais, e d outras

    providncias

    O PRESIDENTE DA REPBLICA Fao saber que o Congresso Nacional decreta e eu san-

    ciono a seguinte Lei:

    CAPTULO I - DAS ORGANIZAES SOCIAIS

    Seo I - Da Qualificao

    Art. 1o O Poder Executivo poder qualificar como organizaes sociais pessoas jur-

    dicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujas atividades sejam dirigidas ao ensino,

    pesquisa cientfica, ao desenvolvimento tecnolgico, proteo e preservao do meio

    ambiente, cultura e sade, atendidos aos requisitos previstos nesta Lei.

    Art. 2o So requisitos especficos para que as entidades privadas referidas no artigo

    anterior habilitem-se qualificao como organizao social:

    I - comprovar o registro de seu ato constitutivo, dispondo sobre:

    a) natureza social de seus objetivos relativos respectiva rea de atuao;

    b) finalidade no-lucrativa, com a obrigatoriedade de investimento de seus excedentes

    financeiros no desenvolvimento das prprias atividades;

    c) previso expressa de a entidade ter, como rgos de deliberao superior e de

    direo, um conselho de administrao e uma diretoria definidos nos termos do esta-

    tuto, asseguradas quele composio e atribuies normativas e de controle bsicas

    previstas nesta Lei;

    d) previso de participao, no rgo colegiado de deliberao superior, de represen-

    tantes do Poder Pblico e de membros da comunidade, de notria capacidade profis-

    sional e idoneidade moral;

    e) composio e atribuies da diretoria;

    f) obrigatoriedade de publicao anual, no Dirio Oficial da Unio, dos relatrios

  • 72

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    financeiros e do relatrio de execuo do contrato de gesto;

    g) no caso de associao civil, a aceitao de novos associados, na forma

    do estatuto;

    h) proibio de distribuio de bens ou de parcela do patrimnio lquido em qualquer

    hiptese, inclusive em razo de desligamento, retirada ou falecimento de associado ou

    membro da entidade;

    i) previso de incorporao integral do patrimnio, dos legados ou das doaes que

    lhe foram destinados, bem como dos excedentes financeiros decorrentes de suas ati-

    vidades, em caso de extino ou desqualificao, ao patrimnio de outra organizao

    social qualificada no mbito da Unio, da mesma rea de atuao, ou ao patrimnio da

    Unio, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municpios, na proporo dos recursos

    e bens por estes alocados;

    II - haver aprovao, quanto convenincia e oportunidade de sua qualificao como orga-

    nizao social, do Ministro ou titular de rgo supervisor ou regulador da rea de atividade

    correspondente ao seu objeto social e do Ministro de Estado da Administrao Federal e

    Reforma do Estado.

    Seo II - Do Conselho de Administrao

    Art. 3o O conselho de administrao deve estar estruturado nos termos que dispuser

    o respectivo estatuto, observados, para os fins de atendimento dos requisitos de qualifica-

    o, os seguintes critrios bsicos:

    I - ser composto por:

    a) 20% a 40% de membros natos representantes do Poder Pblico, definidos pelo

    estatuto da entidade;

    b) 20% a 30% de membros natos representantes de entidades da sociedade civil,

    definidos pelo estatuto;

    c) at 10%, no caso de associao civil, de membros eleitos dentre os membros ou

    os associados;

    d) 10% a 30% de membros eleitos pelos demais integrantes do conse-

    lho, dentre pessoas de notria capacidade profissional e reconhecida

    idoneidade moral;

    e) at 10% de membros indicados ou eleitos na forma estabelecida pelo estatuto;

    II - os membros eleitos ou indicados para compor o Conselho devem ter mandato

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    73

    de quatro anos, admitida uma reconduo;

    III - os representantes de entidades previstos nas alneas a e b do inciso I devem cor-

    responder a mais de 50% do Conselho;

    IV - o primeiro mandato de metade dos membros eleitos ou indicados deve ser de dois

    anos, segundo critrios estabelecidos no estatuto;

    V - o dirigente mximo da entidade deve participar das reunies do conselho, sem direito a

    voto;

    VI - o Conselho deve reunir-se ordinariamente, no mnimo, trs vezes a cada ano e, extra-

    ordinariamente, a qualquer tempo;

    VII - os conselheiros no devem receber remunerao pelos servios que, nesta condio,

    prestarem organizao social, ressalvada a ajuda de custo por reunio da qual partici-

    pem;

    VIII - os conselheiros eleitos ou indicados para integrar a diretoria da entidade devem re-

    nunciar ao assumirem funes executivas.

    Art. 4o Para os fins de atendimento dos requisitos de qualificao, devem ser atribui-

    es privativas do Conselho de Administrao, dentre outras:

    I - fixar o mbito de atuao da entidade, para consecuo do seu objeto;

    II - aprovar a proposta de contrato de gesto da entidade;

    III - aprovar a proposta de oramento da entidade e o programa de investimentos;

    IV - designar e dispensar os membros da diretoria;

    V - fixar a remunerao dos membros da diretoria;

    VI - aprovar e dispor sobre a alterao dos estatutos e a extino da entidade por maioria,

    no mnimo, de dois teros de seus membros;

    VII - aprovar o regimento interno da entidade, que deve dispor, no mnimo, sobre a estrutu-

    ra, forma de gerenciamento, os cargos e respectivas competncias;

    VIII - aprovar por maioria, no mnimo, de dois teros de seus membros, o regulamento pr-

    prio contendo os procedimentos que deve adotar para a contratao de obras, servios,

    compras e alienaes e o plano de cargos, salrios e benefcios dos empregados da enti-

    dade;

    IX - aprovar e encaminhar, ao rgo supervisor da execuo do contrato de gesto, os re-

    latrios gerenciais e de atividades da entidade, elaborados pela diretoria;

    X - fiscalizar o cumprimento das diretrizes e metas definidas e aprovar os demonstrativos

  • 74

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    financeiros e contbeis e as contas anuais da entidade, com o auxlio de auditoria externa.

    Seo III - Do Contrato de Gesto

    Art. 5o Para os efeitos desta Lei, entende-se por contrato de gesto o instrumento

    firmado entre o Poder Pblico e a entidade qualificada como organizao social, com vistas

    formao de parceria entre as partes para fomento e execuo de atividades relativas s

    reas relacionadas no art. 1o.

    Art. 6o O contrato de gesto, elaborado de comum acordo entre o rgo ou entidade

    supervisora e a organizao social, discriminar as atribuies, responsabilidades e obriga-

    es do Poder Pblico e da organizao social.

    Pargrafo nico. O contrato de gesto deve ser submetido, aps aprovao pelo Conselho

    de Administrao da entidade, ao Ministro de Estado ou autoridade supervisora da rea

    correspondente atividade fomentada.

    Art. 7o Na elaborao do contrato de gesto, devem ser observados os princpios da

    legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, economicidade e, tambm, os seguin-

    tes preceitos:

    I - especificao do programa de trabalho proposto pela organizao social, a estipulao

    das metas a serem atingidas e os respectivos prazos de execuo, bem como previso

    expressa dos critrios objetivos de avaliao de desempenho a serem utilizados, mediante

    indicadores de qualidade e produtividade;

    II - a estipulao dos limites e critrios para despesa com remunerao e vantagens de

    qualquer natureza a serem percebidas pelos dirigentes e empregados das organizaes

    sociais, no exerccio de suas funes.

    Pargrafo nico. Os Ministros de Estado ou autoridades supervisoras da rea de atua-

    o da entidade devem definir as demais clusulas dos contratos de gesto de que

    sejam signatrios.

    Seo IV - Da Execuo e Fiscalizao do Contrato de Gesto

    Art. 8o A execuo do contrato de gesto celebrado por organizao social ser fiscalizada

    pelo rgo ou entidade supervisora da rea de atuao correspondente atividade fomentada.

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    75

    1o A entidade qualificada apresentar ao rgo ou entidade do Poder Pblico supervisora

    signatria do contrato, ao trmino de cada exerccio ou a qualquer momento, conforme

    recomende o interesse pblico, relatrio pertinente execuo do contrato de gesto, con-

    tendo comparativo especfico das metas propostas com os resultados alcanados, acom-

    panhado da prestao de contas correspondente ao exerccio financeiro.

    2o Os resultados atingidos com a execuo do contrato de gesto devem ser anali-

    sados, periodicamente, por comisso de avaliao, indicada pela autoridade supervisora

    da rea correspondente, composta por especialistas de notria capacidade e adequada

    qualificao.

    3o A comisso deve encaminhar autoridade supervisora relatrio conclusivo sobre a

    avaliao procedida.

    Art. 9o Os responsveis pela fiscalizao da execuo do contrato de gesto, ao to-

    marem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade na utilizao de recursos ou

    bens de origem pblica por organizao social, dela daro cincia ao Tribunal de Contas da

    Unio, sob pena de responsabilidade solidria.

    Art. 10. Sem prejuzo da medida a que se refere o artigo anterior, quando assim exigir

    a gravidade dos fatos ou o interesse pblico, havendo indcios fundados de malversao

    de bens ou recursos de origem pblica, os responsveis pela fiscalizao representaro

    ao Ministrio Pblico, Advocacia-Geral da Unio ou Procuradoria da entidade para que

    requeira ao juzo competente a decretao da indisponibilidade dos bens da entidade e o

    seqestro dos bens dos seus dirigentes, bem como de agente pblico ou terceiro, que

    possam ter enriquecido ilicitamente ou causado dano ao patrimnio pblico.

    1o O pedido de seqestro ser processado de acordo com o disposto nos arts. 822 e 825

    do Cdigo de Processo Civil.

    2o Quando for o caso, o pedido incluir a investigao, o exame e o bloqueio de bens,

    contas bancrias e aplicaes mantidas pelo demandado no Pas e no exterior, nos termos

    da lei e dos tratados internacionais.

    3o At o trmino da ao, o Poder Pblico permanecer como depositrio e gestor dos

    bens e valores seqestrados ou indisponveis e velar pela continuidade das atividades

    sociais da entidade.

  • 76

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    Seo V - Do Fomento s Atividades Sociais

    Art. 11. As entidades qualificadas como organizaes sociais so declaradas como

    entidades de interesse social e utilidade pblica, para todos os efeitos legais.

    Art. 12. s organizaes sociais podero ser destinados recursos oramentrios e

    bens pblicos necessrios ao cumprimento do contrato de gesto.

    1o So assegurados s organizaes sociais os crditos previstos no oramento e as

    respectivas liberaes financeiras, de acordo com o cronograma de desembolso previsto

    no contrato de gesto.

    2o Poder ser adicionada aos crditos oramentrios destinados ao custeio do contrato

    de gesto parcela de recursos para compensar desligamento de servidor cedido, desde

    que haja justificativa expressa da necessidade pela organizao social.

    3o Os bens de que trata este artigo sero destinados s organizaes sociais, dispen-

    sada licitao, mediante permisso de uso, consoante clusula expressa do contrato de

    gesto.

    Art. 13. Os bens mveis pblicos permitidos para uso podero ser permutados por

    outros de igual ou maior valor, condicionado a que os novos bens integrem o patrimnio

    da Unio.

    Pargrafo nico. A permuta de que trata este artigo depender de prvia avaliao do bem

    e expressa autorizao do Poder Pblico.

    Art. 14. facultado ao Poder Executivo a cesso especial de servidor para as organi-

    zaes sociais, com nus para a origem.

    1o No ser incorporada aos vencimentos ou remunerao de origem do servidor cedi-

    do qualquer vantagem pecuniria que vier a ser paga pela organizao social.

    2o No ser permitido o pagamento de vantagem pecuniria permanente por organizao

    social a servidor cedido com recursos provenientes do contrato de gesto, ressalvada a

    hiptese de adicional relativo ao exerccio de funo temporria de direo e assessoria.

    3o O servidor cedido perceber as vantagens do cargo a que fizer juz no rgo de origem,

    quando ocupante de cargo de primeiro ou de segundo escalo na organizao social.

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    77

    Art. 15. So extensveis, no mbito da Unio, os efeitos dos arts. 11 e 12, 3o, para

    as entidades qualificadas como organizaes sociais pelos Estados, pelo Distrito Federal e

    pelos Municpios, quando houver reciprocidade e desde que a legislao local no contrarie

    os preceitos desta Lei e a legislao especfica de mbito federal.

    Seo VI - Da Desqualificao

    Art. 16. O Poder Executivo poder proceder desqualificao da entidade como

    organizao social, quando constatado o descumprimento das disposies contidas no

    contrato de gesto.

    1o A desqualificao ser precedida de processo administrativo, assegurado o direito de

    ampla defesa, respondendo os dirigentes da organizao social, individual e solidariamen-

    te, pelos danos ou prejuzos decorrentes de sua ao ou omisso.

    2o A desqualificao importar reverso dos bens permitidos e dos valores entregues

    utilizao da organizao social, sem prejuzo de outras sanes cabveis.

    CAPTULO II - DAS DISPOSIES FINAIS E TRANSITRIAS

    Art. 17. A organizao social far publicar, no prazo mximo de noventa dias contado

    da assinatura do contrato de gesto, regulamento prprio contendo os procedimentos que

    adotar para a contratao de obras e servios, bem como para compras com emprego de

    recursos provenientes do Poder Pblico.

    Art. 18. A organizao social que absorver atividades de entidade federal extinta no

    mbito da rea de sade dever considerar no contrato de gesto, quanto ao atendimento

    da comunidade, os princpios do Sistema nico de Sade, expressos no art. 198 da Cons-

    tituio Federal e no art. 7o da Lei no 8.080, de 19 de setembro de 1990.

    Art. 19. As entidades que absorverem atividades de rdio e televiso educativa po-

    dero receber recursos e veicular publicidade institucional de entidades de direito pblico

    ou privado, a ttulo de apoio cultural, admitindo-se o patrocnio de programas, eventos e

    projetos, vedada a veiculao remunerada de anncios e outras prticas que configurem

    comercializao de seus intervalos. (Regulamento)

  • 78

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    Art. 20. Ser criado, mediante decreto do Poder Executivo, o Programa Nacional de

    Publicizao - PNP, com o objetivo de estabelecer diretrizes e critrios para a qualificao

    de organizaes sociais, a fim de assegurar a absoro de atividades desenvolvidas por

    entidades ou rgos pblicos da Unio, que atuem nas atividades referidas no art. 1o, por

    organizaes sociais, qualificadas na forma desta Lei, observadas as seguintes diretrizes:

    I - nfase no atendimento do cidado-cliente;

    II - nfase nos resultados, qualitativos e quantitativos nos prazos pactuados;

    III - controle social das aes de forma transparente.

    Art. 21. So extintos o Laboratrio Nacional de Luz Sncrotron, integrante da estrutura

    do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientfico e Tecnolgico - CNPq, e a Fundao

    Roquette Pinto, entidade vinculada Presidncia da Repblica.

    1o Competir ao Ministrio da Administrao Federal e Reforma do Estado supervisionar

    o processo de inventrio do Laboratrio Nacional de Luz Sncrotron, a cargo do Conselho

    Nacional de Desenvolvimento Cientfico e Tecnolgico - CNPq, cabendo-lhe realiz-lo para

    a Fundao Roquette Pinto.

    2o No curso do processo de inventrio da Fundao Roquette Pinto e at a assinatura

    do contrato de gesto, a continuidade das atividades sociais ficar sob a superviso da

    Secretaria de Comunicao Social da Presidncia da Repblica.

    3o o Poder Executivo autorizado a qualificar como organizaes sociais, nos termos

    desta Lei, as pessoas jurdicas de direito privado indicadas no Anexo I, bem assim a permi-

    tir a absoro de atividades desempenhadas pelas entidades extintas por este artigo.

    4o Os processos judiciais em que a Fundao Roquette Pinto seja parte, ativa ou passi-

    vamente, sero transferidos para a Unio, na qualidade de sucessora, sendo representada

    pela Advocacia-Geral da Unio.

    Art. 22. As extines e a absoro de atividades e servios por organizaes sociais

    de que trata esta Lei observaro os seguintes preceitos:

    I - os servidores integrantes dos quadros permanentes dos rgos e das entidades extintos

    tero garantidos todos os direitos e vantagens decorrentes do respectivo cargo ou empre-

    go e integraro quadro em extino nos rgos ou nas entidades indicados no Anexo II,

    sendo facultada aos rgos e entidades supervisoras, ao seu critrio exclusivo, a cesso

    de servidor, irrecusvel para este, com nus para a origem, organizao social que vier a

    absorver as correspondentes atividades, observados os 1o e 2o do art. 14;

    II - a desativao das unidades extintas ser realizada mediante inventrio de seus bens

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    7

    imveis e de seu acervo fsico, documental e material, bem como dos contratos e conv-

    nios, com a adoo de providncias dirigidas manuteno e ao prosseguimento das ativi-

    dades sociais a cargo dessas unidades, nos termos da legislao aplicvel em cada caso;

    III - os recursos e as receitas oramentrias de qualquer natureza, destinados s unidades

    extintas, sero utilizados no processo de inventrio e para a manuteno e o financiamento

    das atividades sociais at a assinatura do contrato de gesto;

    IV - quando necessrio, parcela dos recursos oramentrios poder ser reprogramada,

    mediante crdito especial a ser enviado ao Congresso Nacional, para o rgo ou entidade

    supervisora dos contratos de gesto, para o fomento das atividades sociais, assegurada a

    liberao peridica do respectivo desembolso financeiro para a organizao social;

    V - encerrados os processos de inventrio, os cargos efetivos vagos e os em comisso

    sero considerados extintos;

    VI - a organizao social que tiver absorvido as atribuies das unidades extintas poder

    adotar os smbolos designativos destes, seguidos da identificao OS.

    1o A absoro pelas organizaes sociais das atividades das unidades extintas efetivar-

    se- mediante a celebrao de contrato de gesto, na forma dos arts. 6o e 7o.

    2o Poder ser adicionada s dotaes oramentrias referidas no inciso IV parcela dos

    recursos decorrentes da economia de despesa incorrida pela Unio com os cargos e fun-

    es comissionados existentes nas unidades extintas.

    Art. 23. o Poder Executivo autorizado a ceder os bens e os servidores da Fundao Roquet-

    te Pinto no Estado do Maranho ao Governo daquele Estado.

    Art. 24. So convalidados os atos praticados com base na Medida Provisria n. 1.648-7, de

    23 de abril de 1998.

    Art. 25. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicao.

    Braslia, 15 de maio de 1998; 177o da Independncia e 110o da Repblica.Fernando Henrique Cardoso Pedro Malan Paulo Paiva Jos Israel Vargas Luiz Carlos Bresser Pereira Clovis de Barros Carvalho

  • 80

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    ANEXO I

    (Lei 9.637, de 15/5/98)

    RGO E ENTIDADE

    EXTINTOS

    ENTIDADE AUTORIZADA A

    SER QUALIFICADA

    REGISTRO CARTORIAL

    Laboratrio Nacional de Luz

    Sncrotron

    Fundao Roquette Pinto

    Associao Brasileira de

    Tecnologia de Luz Sncrotron

    (ABTLus)

    Associao de Comunicao

    Educativa Roquette Pinto

    (ACERP)

    Primeiro Ofcio de Registro

    de Ttulos e Documentos da

    Cidade de Campinas - SP,

    Ordem 169.367, averbado

    na inscrio 10.814, Livro

    A-36, fls 01.

    Registro Civil das Pessoas

    Jurdicas, Av. Pres. Roo-

    sevelt, 126, Rio de Janeiro

    - RJ, apontado sob a Ordem

    624.205 do protocolo do Li-

    vro A n. 54, registrado sob

    a Ordem 161.374 do Livro

    A n. 39 do Registro Civil

    das Pessoas Jurdicas.

    ANEXO II

    (Lei 9.637, de 15/5/98)

    RGO E ENTIDADE EXTINTOS QUADRO EM EXTINO

    Laboratrio Nacional de Luz SncrotronConselho Nacional de Desenvolvimento

    Cientfico e Tecnolgico (CNPq)

    Fundao Roquette PintoMinistrio da Administrao Federal e

    Reforma do Estado

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    81

    LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 846, DE 4/6/98

    Dispe sobre a qualificao de entidades como organizaes sociais e d outras

    providncias

    O GOVERNADOR DO ESTADO DE SO PAULO:

    Fao saber que a Assemblia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte

    lei complementar:

    CAPTULO I - DAS ORGANIZAES SOCIAIS

    Seo I - Da Qualificao

    Artigo 1o O Poder Executivo poder qualificar como organizaes sociais pessoas ju-

    rdicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujas atividades sejam dirigidas sade e

    cultura, atendidos os requisitos previstos nesta lei complementar.

    Pargrafo nico. As pessoas jurdicas de direito privado cujas atividades sejam dirigidas

    sade e cultura, qualificadas pelo Poder Executivo como organizaes sociais, sero

    submetidas ao controle externo da Assemblia Legislativa, que o exercer com o auxlio do

    Tribunal de Contas do Estado, ficando o controle interno a cargo do Poder Executivo.

    Artigo 2o So requisitos especficos para que as entidades privadas referidas no artigo

    anterior habilitem-se qualificao como organizao social:

    I - comprovar o registro de seu ato constitutivo, dispondo sobre:

    a) natureza social de seus objetivos;

    b) finalidade no-lucrativa, com a obrigatoriedade de investimento de seus excedentes

    financeiros no desenvolvimento das prprias atividades;

    c) previso expressa de ter a entidade, como rgos de deliberao superior e de

    direo, um conselho de administrao e uma diretoria, definidos nos termos do esta-

    tuto, assegurado quele composio e atribuies normativas e de controle bsicos

    previstos nesta lei complementar;

    d) previso de participao, no rgo colegiado de deliberao superior, de membros

    da comunidade, de notria capacidade profissional e idoneidade moral;

    e) composio e atribuies da diretoria da entidade;

    f) obrigatoriedade de publicao anual, no Dirio Oficial do Estado, dos relatrios finan-

    ceiros e do relatrio de execuo do contrato de gesto;

  • 82

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    g) em caso de associao civil, a aceitao de novos associados, na forma

    do estatuto;

    h) proibio de distribuio de bens ou de parcela do patrimnio lquido em qualquer

    hiptese, inclusive em razo de desligamento, retirada ou falecimento de associado ou

    membro da entidade;

    i) previso de incorporao integral do patrimnio, dos legados ou das doaes que

    lhe foram destinados, bem como dos excedentes financeiros decorrentes de suas ati-

    vidades, em caso de extino ou desqualificao da entidade, ao patrimnio de outra

    organizao social qualificada no mbito do Estado, da mesma rea de atuao, ou ao

    patrimnio do Estado, na proporo dos recursos e bens por este alocados;

    II - ter a entidade recebido aprovao em parecer favorvel, quanto convenincia e opor-

    tunidade de sua qualificao como organizao social, do Secretrio de Estado da rea

    correspondente e do Secretrio da Administrao e Modernizao do Servio Pblico.

    Pargrafo nico. Somente sero qualificadas como organizao social, as entidades que,

    efetivamente, comprovarem possuir servios prprios de assistncia sade, h mais de

    cinco anos.

    Seo II - Do Conselho de Administrao

    Artigo 3o O Conselho de Administrao deve estar estruturado nos termos do respec-

    tivo estatuto, observados, para os fins de atendimento dos requisitos de qualificao, os

    seguintes critrios bsicos:

    I - ser composto por:

    a) at 55 % no caso de associao civil, de membros eleitos dentre os membros ou

    os associados;

    b) 35% de membros eleitos pelos demais integrantes do conselho, dentre pessoas de

    notria capacidade profissional e reconhecida idoneidade moral;

    c) 10% de membros eleitos pelos empregados da entidade;

    II - os membros eleitos ou indicados para compor o conselho que no podero ser parentes

    consangneos ou afins at o terceiro grau do governador, vice-governador e secretrios

    de Estado, tero mandato de quatro anos, admitida uma reconduo;

    III - o primeiro mandato de metade dos membros eleitos ou indicados deve ser de dois

    anos, segundo critrios estabelecidos no estatuto;

    IV - o dirigente mximo da entidade deve participar das reunies do conselho, sem direito a voto;

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    83

    V - o conselho deve reunir-se ordinariamente, no mnimo, trs vezes a cada ano, e extraor-

    dinariamente, a qualquer tempo;

    VI - os conselheiros no recebero remunerao pelos servios que, nesta condio, pres-

    tarem organizao social, ressalvada a ajuda de custo por reunio da qual participem; e

    VII - os conselheiros eleitos ou indicados para integrar a diretoria da entidade devem renun-

    ciar ao assumirem s correspondentes funes executivas.

    Artigo 4o Para os fins de atendimento dos requisitos de qualificao, devem ser inclu-

    das entre as atribuies privativas do conselho de administrao:

    I - aprovar a proposta de contrato de gesto da entidade;

    II - aprovar a proposta de oramento da entidade e o programa de investimentos;

    III - designar e dispensar os membros da diretoria;

    IV - fixar a remunerao dos membros da diretoria;

    V - aprovar os estatutos, bem como suas alteraes, e a extino da entidade por maioria,

    no mnimo, de dois teros de seus membros;

    VI - aprovar o regimento interno da entidade, que deve dispor, no mnimo, sobre a estrutu-

    ra, o gerenciamento, os cargos e as competncias;

    VII - aprovar por maioria, no mnimo, de dois teros de seus membros, o regulamento pr-

    prio contendo os procedimentos que deve adotar para a contratao de obras e servios,

    bem como para compras e alienaes, e o plano de cargos, salrios e benefcios dos em-

    pregados da entidade;

    VIII - aprovar e encaminhar, ao rgo supervisor da execuo do contrato de gesto, os

    relatrios gerenciais e de atividades da entidade, elaborados pela diretoria; e

    IX - fiscalizar o cumprimento das diretrizes e metas definidas e aprovar os demonstrativos

    financeiros e contbeis e as contas anuais da entidade, com o auxlio de auditoria externa.

    Artigo 5o Aos conselheiros, administradores e dirigentes das organizaes sociais

    da sade vedado exercer cargo de chefia ou funo de confiana no Sistema nico

    de Sade (SUS).

    Seo III - Do Contrato de Gesto

    Artigo 6 Para os efeitos desta lei complementar, entende-se por contrato de gesto

  • 84

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    o instrumento firmado entre o Poder Pblico e a entidade qualificada como organizao

    social, com vistas formao de uma parceria entre as partes para fomento e execuo de

    atividades relativas rea da sade ou da cultura.

    1o dispensvel a licitao para a celebrao dos contratos de que trata o caput deste

    artigo.

    2o A organizao social da sade dever observar os princpios do Sistema nico de

    Sade, expressos no artigo 198 da Constituio Federal e no artigo 7 da Lei n. 8.080, de

    19 de setembro de 1990.

    3o A celebrao dos contratos de que trata o caput deste artigo, com dispensa da rea-

    lizao de licitao, ser precedida de publicao da minuta do contrato de gesto e de

    convocao pblica das organizaes sociais, atravs do Dirio Oficial do Estado, para que

    todas as interessadas em celebr-lo possam se apresentar.

    4o O Poder Pblico dar publicidade:

    I - da deciso de firmar cada contrato de gesto, indicando as atividades que devero

    ser executadas; e

    II - das entidades que manifestarem interesse na celebrao de cada contrato

    de gesto.

    5o vedada a celebrao do contrato previsto neste artigo para a destinao, total ou

    parcial, de bens pblicos de qualquer natureza, que estejam ou estiveram, ao tempo da

    publicao desta lei, vinculados prestao de servios de assistncia sade.

    Artigo 7o O contrato de gesto celebrado pelo Estado, por intermdio da Secretaria

    de Estado da Sade ou da Cultura conforme sua natureza e objeto, discriminar as atribui-

    es, responsabilidades e obrigaes do Poder Pblico e da entidade contratada e ser

    publicado na ntegra no Dirio Oficial.

    Pargrafo nico. O contrato de gesto deve ser submetido, aps aprovao do Conselho

    de Administrao, ao Secretrio de Estado da rea competente.

    Artigo 8o Na elaborao do contrato de gesto devem ser observados os princpios

    inscritos no artigo 37 da Constituio Federal e no artigo 111 da Constituio Estadual e,

    tambm, os seguintes preceitos:

    I - especificao do programa de trabalho proposto pela organizao social, estipulao das

    metas a serem atingidas e respectivos prazos de execuo, bem como previso expressa

    dos critrios objetivos de avaliao de desempenho a serem utilizados, mediante indicado-

    res de qualidade e produtividade;

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    85

    II - estipulao dos limites e critrios para a despesa com a remunerao e vantagens de

    qualquer natureza a serem percebidas pelos dirigentes e empregados das organizaes

    sociais, no exerccio de suas funes;

    III - atendimento disposio do 2o do artigo 6o desta lei complementar; e

    IV - atendimento exclusivo aos usurios do Sistema nico de Sade (SUS), no caso das

    organizaes sociais da sade.

    Pargrafo nico. O Secretrio de Estado competente dever definir as demais clusulas

    necessrias dos contratos de gesto de que for signatrio.

    Seo IV - Da Execuo e Fiscalizao do Contrato de Gesto

    Artigo 9o A execuo do contrato de gesto celebrado por organizao social ser fis-

    calizada pelo Secretrio de Estado da Sade ou pela Secretaria de Estado da Cultura, nas

    reas correspondentes.

    1o O contrato de gesto deve prever a possibilidade de o Poder Pblico requerer a apre-

    sentao pela entidade qualificada, ao trmino de cada exerccio ou a qualquer momento,

    conforme recomende o interesse pblico, de relatrio pertinente execuo do contrato

    de gesto, contendo comparativo especfico das metas propostas com os resultados al-

    canados, acompanhado da prestao de contas correspondente ao exerccio financeiro,

    assim como suas publicaes no Dirio Oficial do Estado.

    2o Os resultados atingidos com a execuo do contrato de gesto sero analisados, pe-

    riodicamente, por comisso de avaliao indicada pelo Secretrio de Estado competente,

    composta por profissionais de notria especializao, que emitiro relatrio conclusivo, a ser

    encaminhado quela autoridade e aos rgos de controle interno e externo do Estado.

    3o A comisso de avaliao da execuo do contrato de gesto das organizaes sociais

    da sade, da qual trata o pargrafo anterior, compor-se-, dentre outros membros, por dois

    integrantes indicados pelo Conselho Estadual de Sade, reservando-se, tambm, duas vagas

    para membros integrantes da Comisso de Sade e Higiene da Assemblia Legislativa e

    dever encaminhar, trimestralmente, relatrio de suas atividades Assemblia Legislativa.

    Artigo 10. Os responsveis pela fiscalizao da execuo do contrato de gesto, ao

    tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade na utilizao de recur-

    sos ou bens de origem pblica por organizao social, dela daro cincia ao Tribunal de

    Contas e ao Ministrio Pblico, para as providncias relativas aos respectivos mbitos

    de atuao, sob pena de responsabilidade solidria.

  • 86

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    Artigo 11. Qualquer cidado, partido poltico, associao ou entidade sindical parte

    legtima para denunciar irregularidades cometidas pelas organizaes sociais ao Tribunal

    de Contas ou Assemblia Legislativa.

    Artigo 12. O balano e demais prestaes de contas da organizao social devem,

    necessariamente, ser publicados no Dirio Oficial do Estado e analisados pelo Tribunal de

    Contas do Estado de So Paulo.

    Seo V - Do Fomento s Atividades Sociais

    Artigo 13. As entidades qualificadas como organizaes sociais ficam declaradas como

    entidades de interesse social e utilidade pblica para todos os efeitos legais.

    Artigo 14. s organizaes sociais sero destinados recursos oramentrios e, even-

    tualmente, bens pblicos necessrios ao cumprimento do contrato de gesto.

    1o Ficam assegurados s organizaes sociais os crditos previstos no oramento e as

    respectivas liberaes financeiras, de acordo com o cronograma de desembolso previsto

    no contrato de gesto.

    2o Poder ser adicionada aos crditos oramentrios destinados ao custeio do contrato

    de gesto, parcela de recursos para fins do disposto no artigo 16 desta lei complementar,

    desde que haja justificativa expressa da necessidade pela organizao social.

    3o Os bens de que trata este artigo sero destinados s organizaes sociais, consoante

    clusula expressa do contrato de gesto.

    4o Os bens pblicos de que trata este artigo no podero recair em estabelecimentos de

    sade do Estado, em funcionamento.

    Artigo 15. Os bens mveis pblicos permitidos para uso podero ser substitudos por

    outros de igual ou maior valor, condicionado a que os novos bens integrem o patrimnio do

    Estado.

    Pargrafo nico. A permuta de que trata o caput deste artigo depender de prvia avaliao

    do bem e expressa autorizao do Poder Pblico.

    Artigo 16. Fica facultado ao Poder Executivo o afastamento de servidor para as orga-

    nizaes sociais, com nus para a origem.

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    87

    1o No ser incorporada aos vencimentos ou remunerao de origem do servidor afas-

    tado qualquer vantagem pecuniria que vier a ser paga pela organizao social.

    2o No ser permitido o pagamento de vantagem pecuniria permanente por organizao

    social a servidor afastado com recursos provenientes do contrato de gesto, ressalvada a

    hiptese de adicional relativo ao exerccio de funo temporria de direo e assessoria.

    Artigo 17. So extensveis, no mbito do Estado, os efeitos dos artigos 13 e 14,

    3o, para as entidades qualificadas como organizaes sociais pela Unio, pelos Estados,

    Distrito Federal e municpios, quando houver reciprocidade e desde que a legislao local

    no contrarie as normas gerais emanadas da Unio sobre a matria, os preceitos desta lei

    complementar, bem como os da legislao especfica de mbito estadual.

    Seo VI - Da Desqualificao

    Artigo 18. O Poder Executivo poder proceder desqualificao da entidade como

    organizao social quando verificado o descumprimento das disposies contidas no con-

    trato de gesto.

    1o A desqualificao ser precedida de processo administrativo, assegurado o direito de

    ampla defesa, respondendo os dirigentes da organizao social, individual e solidariamen-

    te, pelos danos ou prejuzos decorrentes de sua ao ou omisso.

    2o A desqualificao importar reverso dos bens permitidos e do saldo remanescente

    dos recursos financeiros entregues utilizao da organizao social, sem prejuzo das

    sanes contratuais penais e civis aplicveis espcie.

    CAPTULO II - DAS DISPOSIES FINAIS E TRANSITRIAS

    Artigo 19. A organizao social far publicar na imprensa e no Dirio Oficial do Estado,

    no prazo mximo de 90 dias contados da assinatura do contrato de gesto, regulamento

    prprio contendo os procedimentos que adotar para a contratao de obras e servios,

    bem como para compras com emprego de recursos provenientes do Poder Pblico.

    Artigo 20. Os Conselheiros e Diretores das organizaes sociais, no

    podero exercer outra atividade remunerada com ou sem vnculo empregatcio, na mesma

    entidade.

  • 88

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    Artigo 21. Nas hipteses de a entidade pleiteante da habilitao como organizao so-

    cial existir h mais de cinco anos, contados da data da publicao desta lei complementar,

    fica estipulado o prazo de dois anos para adaptao das normas do respectivo estatuto ao

    disposto no artigo 3o, incisos de I a IV.

    Artigo 22. Fica acrescido pargrafo ao artigo 20 da Lei Complementar 791, de 9 de

    maro de 1995, do seguinte teor:

    7o habilitao de entidade como organizao social e decorrente relao de parceria

    com o Poder Pblico, para fomento e execuo de atividades relativas rea da sade, nos

    termos da legislao estadual pertinente, no se aplica o disposto no 5 deste artigo.

    Artigo 23. Os requisitos especficos de qualificao das organizaes sociais da rea

    de cultura sero estabelecidos em decreto do Poder Executivo, a ser editado no prazo de

    60 dias a contar da publicao desta lei complementar.

    Artigo 24. Esta lei complementar entrar em vigor na data de sua publicao.

    Palcio dos Bandeirantes, 4 de junho de 1998Mrio CovasYoshiaki Nakano, secretrio da FazendaJos da Silva Guedes, secretrio da SadeAntonio Angarita, respondendo pelo Expediente da Secretaria da CulturaFernando Gomez Carmona, secretrio da Administrao e Modernizao do Servio PblicoFernando Lea, secretrio-Chefe da Casa CivilAntonio Angarita, secretrio do Governo e Gesto EstratgicaPublicada na Assessoria Tcnico-Legislativa, aos 4/6/98.

    LEI DO MUNICPIO DE SO PAULO 14.132, DE 24/1/06

    Dispe acerca da qualificao de entidades sem fins lucrativos como organizaes sociais.

    JOS SERRA, Prefeito do Municpio de So Paulo, no uso das atribuies que lhe so confe-

    ridas por lei, faz saber que a Cmara Municipal, em sesso de 3 de janeiro de 2006, decretou

    e eu promulgo a seguinte lei:

    Artigo 1o O Poder Executivo qualificar como organizaes sociais pessoas jurdicas

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    8

    de direito privado, sem fins lucrativos, cujas atividades sejam dirigidas sade, atendidos

    os requisitos previstos nesta lei.

    Pargrafo nico. As pessoas jurdicas de direito privado cujas atividades sejam dirigidas

    quelas relacionadas no caput deste artigo, qualificadas pelo Poder Executivo como organi-

    zaes sociais, sero submetidas ao controle externo da Cmara Municipal, que o exerce-

    r com o auxlio do Tribunal de Contas do Municpio, ficando o controle interno a cargo do

    Poder Executivo.

    Artigo 2o So requisitos especficos para que as entidades privadas referidas no artigo

    1o desta lei habilitem-se qualificao como organizao social:

    I - comprovar o registro de seu ato constitutivo, dispondo sobre:

    a) natureza social de seus objetivos relativos respectiva rea de atuao;

    b) finalidade no-lucrativa, com a obrigatoriedade de investimento de seus excedentes

    financeiros no desenvolvimento das prprias atividades;

    c) ter, como rgos de deliberao superior e de direo, um conselho de administra-

    o e uma diretoria definidos nos termos do estatuto, asseguradas quele composio

    e atribuies normativas e de controle bsicas previstas nesta lei;

    d) participao, no rgo colegiado de deliberao superior, de representantes dos

    empregados da entidade e de membros de notria capacidade profissional e idoneida-

    de moral;

    e) composio e atribuies da diretoria;

    f) obrigatoriedade de publicao anual, no Dirio Oficial do Municpio, dos relatrios

    financeiros e do relatrio de execuo do contrato de gesto;

    g) no caso de associao civil, a aceitao de novos associados, na forma

    do estatuto;

    h) proibio de distribuio de bens ou de parcela do patrimnio lquido em qualquer

    hiptese, inclusive em razo de desligamento, retirada ou falecimento de associado ou

    membro da entidade;

    i) previso de incorporao integral do patrimnio, dos legados ou das doaes que

    lhe foram destinados, bem como dos excedentes financeiros decorrentes de suas ati-

    vidades, em caso de extino ou desqualificao, ao patrimnio de outra organizao

    social qualificada no mbito do Municpio de So Paulo, da mesma rea de atuao, ou

    ao patrimnio do municpio, na proporo dos recursos e bens por ele alocados nos

    termos do contrato de gesto;

  • 0

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    II - haver aprovao, quanto ao cumprimento integral dos requisitos para sua qualificao,

    do secretrio ou titular do rgo supervisor ou regulador da rea de atividade correspon-

    dente ao seu objeto social, bem como do secretrio municipal de Gesto.

    Pargrafo nico. Somente sero qualificadas como organizao social as entidades que,

    efetivamente, comprovarem o desenvolvimento da atividade descrita no caput do artigo 1

    desta lei h mais de cinco anos.

    DO CONSELHO DE ADMINISTRAO

    Artigo 3o O conselho de administrao deve estar estruturado nos termos do respectivo es-

    tatuto, observados, para fins de atendimento dos requisitos de qualificao, os seguintes

    critrios bsicos:

    I - ser composto por:

    a) 55% , no caso de associao civil, de membros eleitos dentre os membros ou os

    associados;

    b) 35% de membros eleitos pelos demais integrantes do conselho, dentre pessoas de

    notria capacidade profissional e reconhecida idoneidade moral;

    c) 10% de membros eleitos pelos empregados da entidade;

    II - os membros eleitos ou indicados para compor o conselho tero mandato de quatro

    anos, admitida uma reconduo;

    III - o primeiro mandato de metade dos membros eleitos ou indicados deve ser de dois

    anos, segundo critrios estabelecidos no estatuto;

    IV - o dirigente mximo da entidade deve participar das reunies do conselho, sem direito

    a voto;

    V - o conselho deve reunir-se ordinariamente, no mnimo, trs vezes a cada ano e, extraor-

    dinariamente, a qualquer tempo;

    VI - os conselheiros no recebero remunerao pelos servios que, nesta condio, pres-

    tarem organizao social, ressalvada a ajuda de custo por reunio da qual participem;

    VII - os conselheiros eleitos ou indicados para integrar a diretoria da entidade devem renun-

    ciar ao assumirem as correspondentes funes executivas.

    Artigo 4o Para os fins de atendimento dos requisitos de qualificao, devem ser inclu-

    das, dentre as atribuies privativas do conselho de administrao, as seguintes:

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    1

    I - fixar o mbito de atuao da entidade, para consecuo do seu objeto;

    II - aprovar a proposta de contrato de gesto da entidade;

    III - aprovar a proposta de oramento da entidade e o programa de investimentos;

    IV - designar e dispensar os membros da diretoria;

    V - fixar a remunerao dos membros da diretoria;

    VI - aprovar os estatutos, bem como suas alteraes, e a extino da entidade por maioria,

    no mnimo, de dois teros de seus membros;

    VII - aprovar o regimento interno da entidade, que deve dispor, no mnimo, sobre a estrutu-

    ra, o gerenciamento, os cargos e as competncias;

    VIII - aprovar por maioria, no mnimo, de dois teros de seus membros, o regulamento pr-

    prio contendo os procedimentos que deve adotar para a contratao de obras e servios,

    bem como para compras e alienaes, e o plano de cargos, salrios e benefcios dos em-

    pregados da entidade;

    IX - aprovar e encaminhar, ao rgo supervisor da execuo do contrato de gesto, os re-

    latrios gerenciais e de atividades da entidade, elaborados pela diretoria;

    X - fiscalizar o cumprimento das diretrizes e metas definidas e aprovar os demonstrativos

    financeiros e contbeis e as contas anuais da entidade, com o auxlio de auditoria externa.

    DO CONTRATO DE GESTO

    Artigo 5o Para os efeitos desta lei, entende-se por contrato de gesto o instrumento

    firmado entre o Poder Pblico e a entidade qualificada como organizao social, com vistas

    formao de parceria entre as partes para fomento e execuo de atividade relativa

    relacionada em seu artigo 1o.

    1o dispensvel a licitao para a celebrao dos contratos de que trata o caput deste

    artigo, nos termos do artigo 24, inciso XXIV, da Lei Federal n. 8.666, de 21 de junho de

    1993, com a redao dada pela Lei Federal n. 9.648, de 27 de maio de 1998.

    2o O Poder Pblico dar publicidade da deciso de firmar cada contrato de gesto, indi-

    cando as atividades que devero ser executadas, nos termos do artigo 1 desta lei.

    3o A celebrao do contrato de gesto ser precedida de processo seletivo, quando hou-

    ver mais de uma entidade qualificada para prestar o servio objeto da parceria, nos termos

    do regulamento.

  • 2

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    Artigo 6o O contrato de gesto celebrado pelo municpio discriminar as atribuies,

    responsabilidades e obrigaes do Poder Pblico e da entidade contratada e ser publica-

    do na ntegra no Dirio Oficial do Municpio.

    Pargrafo nico. O contrato de gesto deve ser submetido, aps aprovao do Conselho

    de Administrao, ao Secretrio Municipal de Sade, bem como respectiva Comisso de

    Avaliao prevista no artigo 8.

    Artigo 7o Na elaborao do contrato de gesto, devem ser observados os princpios

    inscritos no artigo 37 da Constituio Federal e no artigo 81 da Lei Orgnica do Municpio

    de So Paulo e, tambm, os seguintes preceitos:

    I - especificao do programa de trabalho proposto pela organizao social, estipulao

    das metas a serem atingidas e respectivos prazos de execuo, quando for pertinente,

    bem como previso expressa dos critrios objetivos de avaliao de desempenho a serem

    utilizados, mediante indicadores de qualidade e produtividade;

    II - estipulao dos limites e critrios para a despesa com a remunerao e vantagens de

    qualquer natureza a serem percebidas pelos dirigentes e empregados das organizaes

    sociais, no exerccio de suas funes.

    Pargrafo nico. O Secretrio Municipal de Sade dever definir as demais clusulas ne-

    cessrias dos contratos de gesto de que for signatrio.

    DA EXECUO E FISCALIZAO DO CONTRATO DE GESTO

    Artigo 8o O Secretrio Municipal de Sade presidir uma Comisso de Avaliao, a

    qual ser responsvel pelo acompanhamento e fiscalizao da execuo dos contratos de

    gesto celebrados por organizaes sociais no mbito de sua competncia.

    1o A Comisso de Avaliao ser composta, alm do presidente, por:

    I - dois membros da sociedade civil, escolhidos dentre os membros do Conselho Mu-

    nicipal de Sade ou dos Conselhos Gestores dos equipamentos includos nos Contra-

    tos de Gesto, quando existirem, ou pelo prefeito;

    II - um membro indicado pela Cmara Municipal de So Paulo e

    III - trs membros indicados pelo Poder Executivo, com notria capacidade e adequada

    qualificao.

    2o A entidade qualificada apresentar Comisso de Avaliao, ao trmino de cada exer-

    ccio ou a qualquer momento, conforme recomende o interesse pblico, relatrio pertinente

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    3

    execuo do contrato de gesto, contendo comparativo especfico das metas propostas

    com os resultados alcanados, acompanhado da prestao de contas correspondente ao

    exerccio financeiro.

    3o Sem prejuzo do disposto no 2o, os resultados atingidos com a execuo do contrato

    de gesto devem ser analisados, periodicamente, pela Comisso de Avaliao prevista no

    caput.

    4o A Comisso dever encaminhar autoridade supervisora relatrio conclusivo sobre a

    avaliao procedida.

    5o O Poder Executivo regulamentar a instalao e o funcionamento da Comisso de

    Avaliao.

    Artigo 9o Os responsveis pela fiscalizao da execuo do contrato de gesto, ao to-

    marem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade na utilizao de recursos ou

    bens de origem pblica por organizao social, dela daro cincia ao Tribunal de Contas do

    Municpio e ao Ministrio Pblico, para as providncias relativas aos respectivos mbitos

    de atuao, sob pena de responsabilidade solidria.

    Artigo 10. Sem prejuzo da medida a que se refere o artigo 9 desta lei, quando as-

    sim exigir a gravidade dos fatos ou o interesse pblico, havendo indcios fundados de

    malversao de bens ou recursos de origem pblica, os responsveis pela fiscalizao

    representaro ao Ministrio Pblico e comunicaro Procuradoria Geral do Municpio para

    que requeira ao juzo competente a decretao da indisponibilidade dos bens da entidade

    e o seqestro dos bens dos seus dirigentes, bem como de agente pblico ou terceiro, que

    possam ter enriquecido ilicitamente ou causado dano ao patrimnio pblico.

    Artigo 11. At o trmino de eventual ao, o Poder Pblico permanecer como deposi-

    trio e gestor dos bens e valores seqestrados ou indisponveis e zelar pela continuidade

    das atividades sociais da entidade.

    Artigo 12. O balano e demais prestaes de contas da organizao social devem,

    necessariamente, ser publicados no Dirio Oficial do Municpio e analisados pelo Tribunal

    de Contas do Municpio de So Paulo.

  • 4

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    DO FOMENTO S ATIVIDADES SOCIAIS

    Artigo 13. As entidades qualificadas como organizaes sociais ficam declaradas como

    entidades de interesse social e utilidade pblica, para todos os efeitos legais.

    Artigo 14. s organizaes sociais podero ser destinados recursos oramentrios e

    bens pblicos necessrios ao cumprimento do contrato de gesto.

    1o So assegurados s organizaes sociais os crditos previstos no oramento e as

    respectivas liberaes financeiras, de acordo com o cronograma de desembolso previsto

    no contrato de gesto.

    2o Poder ser adicionada aos crditos oramentrios destinados ao custeio do contrato

    de gesto parcela de recursos para compensar afastamento de servidor cedido, desde que

    haja justificativa expressa da necessidade pela organizao social.

    3o Os bens de que trata este artigo sero destinados s organizaes sociais, dispen-

    sada licitao, mediante permisso de uso, consoante clusula expressa do contrato de

    gesto.

    Artigo 15. Os bens mveis pblicos permitidos para uso podero ser permutados por

    outros de igual ou maior valor, desde que os novos bens integrem o patrimnio do munic-

    pio.

    Pargrafo nico. A permuta a que se refere este artigo depender de prvia avaliao do

    bem e expressa autorizao do Poder Pblico.

    Artigo 16. Fica facultado ao Poder Executivo o afastamento de servidor para as orga-

    nizaes sociais, com nus para a origem.

    1o No ser incorporada aos vencimentos ou remunerao de origem do servidor afas-

    tado qualquer vantagem pecuniria que vier a ser paga pela organizao social.

    2o No ser permitido o pagamento de vantagem pecuniria permanente por organizao

    social a servidor afastado com recursos provenientes do contrato de gesto, ressalvada a

    hiptese de adicional relativo ao exerccio de funo temporria de direo e assessoria.

    3o O servidor afastado perceber as vantagens do cargo a que fizer jus no rgo de ori-

    gem.

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    5

    Artigo 17. So extensveis, no mbito do Municpio de So Paulo, os efeitos do artigo

    13 e do 3o do artigo 14, ambos desta lei, para as entidades qualificadas como organi-

    zaes sociais pela Unio, pelos Estados, Distrito Federal e municpios, quando houver

    reciprocidade e desde que a legislao local no contrarie as normas gerais emanadas da

    Unio sobre a matria, os preceitos desta lei, bem como os da legislao especfica de

    mbito municipal.

    Artigo 18. O Poder Executivo poder proceder desqualificao da entidade como

    organizao social quando verificado o descumprimento das disposies contidas no con-

    trato de gesto.

    1o A desqualificao ser precedida de processo administrativo, conduzido por Comisso

    Especial a ser designada pelo Chefe do Executivo, assegurado o direito de ampla defesa,

    respondendo os dirigentes da organizao social, individual e solidariamente, pelos danos

    ou prejuzos decorrentes de sua ao ou omisso.

    2o A desqualificao importar reverso dos bens permitidos e do saldo remanescente

    dos recursos financeiros entregues utilizao da organizao social, sem prejuzo das

    sanes contratuais, penais e civis aplicveis espcie.

    Artigo 19. A organizao social far publicar na imprensa e no Dirio Oficial do Mu-

    nicpio, no prazo mximo de 90 dias, contados da assinatura do contrato de gesto, re-

    gulamento prprio contendo os procedimentos que adotar para a contratao de obras

    e servios, bem como para compras com emprego de recursos provenientes do Poder

    Pblico.

    Artigo 20. Os conselheiros e diretores das organizaes sociais no podero exercer

    outra atividade remunerada, com ou sem vnculo empregatcio, na mesma entidade.

    Artigo 21. Na hiptese de a entidade pleiteante da habilitao como organizao social

    existir h mais de cinco anos, contados da data da publicao desta lei, fica estipulado o

    prazo de quatro anos para adaptao das normas do respectivo estatuto ao disposto no

    artigo 3o, incisos I a IV, desta lei.

    Artigo 22. Sem prejuzo do disposto nesta lei, podero ser estabelecidos em decreto

    outros requisitos de qualificao de organizaes sociais.

  • 6

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    DAS DISPOSIES FINAIS

    Artigo 23. (VETADO)

    Pargrafo nico. (VETADO)

    Artigo 24. (VETADO)

    1 (VETADO)

    I - (VETADO)

    II - (VETADO)

    III - (VETADO)

    IV - (VETADO)

    2 (VETADO)

    Artigo 25. Esta lei entrar em vigor na data de sua publicao.

    PREFEITURA DO MUNICPIO DE SO PAULO, aos 24/1/06, 452 da fundao de So Paulo. Jos Serra, prefeito Publicada na Secretaria do Governo Municipal, em 24/1/06. Aloysio Nunes Ferreira Filho, secretrio do Governo Municipal

  • 7

    GLOSSRIO

    Administrao Centralizada: constituda por rgos da estrutura estatal responsvel pela

    formulao de polticas e prestao de servios pblicos, podendo realiz-los diretamente,

    por seus rgos ou indiretamente, por terceiros.

    Administrao Descentralizada: Conjunto de entidades pblicas, dotadas de personalida-

    de jurdica prpria, que integram a administrao dos entes federados, compreendendo

    autarquias, empresas pblicas, sociedade de economia mista e fundaes institudas e

    mantidas pelo poder pblico. Em geral, tem autonomia administrativa para a execuo de

    suas atividades.

    Administrao Patrimonialista: Caracteriza-se pelo fato do aparelho do Estado funcionar

    como uma extenso do poder do soberano, e os seus auxiliares, servidores, possurem

    status de nobreza real. A res pblica no diferenciada da res principis.

    Administrao Pblica Burocrtica: Caracteriza-se pelo formalismo, impessoalidade, orga-

    nizao hierrquica, nfase nos controles internos como forma de combate a possveis

    desvios dos agentes pblicos. Os controles administrativos esto sempre a priori.

    Administrao Pblica Gerencial: Enfatiza a busca de resultados, em termos de eficincia e

    qualidade, maior autonomia dos administradores na gesto dos recursos para a obteno

    de metas estabelecidas a priori.

    Agncia de Desenvolvimento: Entidade da sociedade civil, sem fins lucrativos/econmi-

    cos, utilizada para a gesto cooperada de um territrio, entre municpios, iniciativa pri-

    vada, universidades, entre outros e o Estado, visando a promoo do desenvolvimento

    local/regional.

    Agncia Executiva: Qualificao concedida a autarquias e fundaes pblicas respons-

    veis por atividades e servios exclusivos do Estado. Essa qualificao permite que elas

    ingressem em um regime especial, usufruindo de determinadas vantagens prevista

    em legislao.

    Agncia Reguladora: Autarquia, criada por lei, com maior autonomia administrativa e financei-

    ra que as demais autarquias e mandato fixo de seus dirigentes, para regular as atividades

    objeto de concesses de servios pblicos s empresas privadas.

    Aparelho do Estado: a administrao pblica em sentido amplo, ou seja, a estrutura or-

    ganizacional do Estado, em seus trs Poderes (Legislativo, Executivo e Judicirio) e nos

    trs nveis de governo (Unio, Estados e municpios). Abrange o corpo dirigente, os ser-

    vidores pblicos, fora militar e policial, recursos financeiros, equipamentos e instalaes

    e normatizaes.

  • 8

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    Associao Civil: Pessoa jurdica de direito privado, sem fins econmicos/lucrativos, que

    se forma pela reunio de pessoas em prol de objetivos comuns, sem interesse de dividir

    resultado financeiro entre elas.

    Atividade Exclusiva de Estado: aquela atividade que s o Estado pode realizar. o poder

    extroverso do Estado (poder de constituir unilateralmente obrigaes para terceiros, com

    extravasamento de seus prprios limites) o poder de regulamentar, fiscalizar e fomentar.

    Autarquia: Pessoa de direito pblico interno com autonomia administrativa e oramentria,

    mas com os mesmos privilgios da Administrao direta, constituda para desempenhar, de

    forma descentralizada, servios, funes e atividades do ente que as criou. Submete-se a

    controle para verificao de sua atuao, cumprimento de sua finalidade e conduta de seus

    dirigentes.

    Autarquia de Regime Especial: Autarquia com poderes e privilgios maiores do que os con-

    cedido s autarquias em geral. As autarquias em regime especial criadas possuem diretoria

    colegiada, mandato fixo e estabilidade de seus dirigentes.

    Autorizao Pblica: Ato administrativo, que pode ocorrer nos casos: em que particulares

    precisam de autorizao/licena para praticar determinadas atividades, como produo e

    comercializao de armas, explorao de recursos naturais; autorizao para uso de bem

    pblico; e autorizao de servio pblico.

    Auxlio: Transferncias, previstas em lei, destinadas a cobrir despesas de capital de entidades

    privadas sem fins lucrativos/econmicos.

    Certificado ou Ttulo: Documento concedido pelo Poder Pblico s pessoas jurdicas de di-

    reito privado sem fins lucrativos/econmicos ou autarquias e fundaes. O ttulo permite a

    diferenciao da entidade que o possui, inserindo-a num regime jurdico especial, demons-

    trando sociedade que a mesma possui credibilidade. A titulao facilita a captao de

    investimentos privados e a obteno de financiamento; o acesso a benefcios fiscais e a

    recursos pblicos; e a utilizao de incentivos fiscais pelos doadores.

    Certificado de Entidade Beneficente de Assistncia Social (Cebas) (antigo Certificado de

    Entidade de Fins Filantrpicos - Ceff): um ttulo concedido pelo Conselho Nacional

    de Assistncia Social (CNAS) s entidades que atuem nas reas de proteo famlia,

    maternidade, infncia, adolescncia e velhice; amparo a criana e ao adolescente

    carente; promoo de aes de preveno, habilitao, reabilitao e integrao vida

    comunitria de pessoas portadoras de deficincias; promoo gratuita da assistncia edu-

    cacional ou de sade; promoo da integrao ao mercado de trabalho; promoo do de-

    senvolvimento da cultura; promoo do atendimento e do assessoramento aos benefcios

    da Lei Orgnica da Assistncia Social e a defesa e a garantia dos seus direitos. Para ob-

    teno do ttulo a organizao deve estar constituda e efetivamente em funcionamento,

    no mnimo, h trs anos; estar previamente inscrita no Conselho Municipal de Assistncia

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    Social do municpio de sua sede se houver, ou no conselho Estadual de Assistncia Social;

    estar previamente registrada no CNAS; aplicar suas rendas, recursos e eventual resultado

    no territrio nacional e na manuteno de seus objetivos; aplicar as subvenes e doaes

    recebidas nas finalidades a que estejam vinculadas; aplicar, em gratuidade, pelo menos

    20% de sua receita, cujo montante nunca ser inferior iseno de contribuies sociais

    usufrudas; no remunerar dirigentes; no distribuir resultados, bonificaes, dividendos,

    participaes ou parcela do patrimnio, sob nenhuma forma; e possuir o Ttulo de Utilidade

    Pblica. O Cebas possibilita a iseno da cota patronal do INSS e de outras contribuies

    sociais (CPMF, CSL, PIS, Cofins).

    Comisso de Avaliao: rgo do Poder Executivo, formado por pessoas indicadas ou elei-

    tas, para monitoramento e avaliao de uma determinada poltica pblica ou de algum

    ajuste realizado entre o Poder Pblico e uma instituio. Os membros desta comisso so

    nomeados pelo Poder Executivo.

    Concesso Administrativa: a delegao da execuo de servio, na forma autorizada por

    lei e regulamentada pelo Executivo, mediante o contrato de prestao de servios de que

    a Administrao Pblica seja a usuria direta ou indireta, ainda que envolva obra ou forne-

    cimento e instalaes de bens (Lei Federal 11.079, de 30/12/04).

    Concesso de Servio Pblico: a delegao da prestao de servios, feita pelo poder con-

    cedente, mediante licitao, na modalidade concorrncia, pessoa jurdica ou consrcio de

    empresas, que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco e prazo

    determinado (Lei Federal 8.987/95). formalizada por um contrato administrativo pelo qual

    o poder pblico transfere a execuo de um servio, precedida ou no de obra, para o setor

    privado. A concesso prevista na Constituio Federal, no art. 175, sendo que a Unio

    estabelece normas gerais (Lei Federal 8.987, de 13/2/95). Cada esfera de governo tem

    competncia prpria para regular a questo, obedecendo as regras gerais. No Estado de

    So Paulo, a concesso definida pela Lei 7.835, 8/5/92.

    Concesso Patrocinada: a concesso de servios pblicos ou de obras pblicas de que

    trata a Lei Federal 8.987, de 13/2/95, quando envolver, adicionalmente tarifa cobrada

    do usurio, contraprestao pecuniria do parceiro pblico ao parceiro privado. A contri-

    buio do Poder Pblico s comea com o incio do servio, mesmo que parcialmente. O

    Poder Pblico pode entrar, sem autorizao legislativa especfica, com at 70% do total

    da remunerao do parceiro privado, podendo usar: ordem bancria, cesso de crditos

    no-tributrios, outorga de direitos e outros mecanismos definidos em lei. O projeto poder

    ser financiado por terceiros figura do financiador. Para o gerenciamento do projeto, h a

    necessidade de criao de uma sociedade de propsito especfico SPE. obrigatrio que

    o parceiro pblico oferea garantias ao parceiro privado, em funo de suas obrigaes. H

    previso de compartilhamento de riscos e de ganhos econmicos entre os parceiros (Lei

    Federal 11.079/04).

  • 100

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    Conselho Consultivo: rgo de aconselhamento superior da instituio composto por mem-

    bros eleitos ou nomeados, representativos da organizao, do Poder Pblico e/ou da so-

    ciedade.

    Conselho de Administrao: rgo mximo de administrao, responsvel por traar a po-

    ltica geral da organizao, zelar por sua boa execuo, aprovar regulamentos e normas,

    definir as condies para admisso e excluso de scios, entre outras. O Conselho de

    Administrao tem tambm a responsabilidade de eleger/nomear a diretoria executiva.

    Conselho de Polticas Pblicas/Gestor: rgo do Poder Executivo, criado por lei, que tem a

    competncia de formular, monitorar, fiscalizar e avaliar a implementao de poltica pblica.

    formado por representantes do poder pblico e da sociedade civil, constituindo-se em um

    espao pblico de articulao. Cada poltica pblica deve ter o seu conselho. A composi-

    o, o papel e as atribuies devem seguir as diretrizes da Constituio Federal e das leis

    federais e estaduais das respectivas reas e peculiaridades locais.

    Conselho Fiscal: rgo da instituio responsvel por fiscalizar os atos dos administradores

    e o cumprimento dos deveres legais e estatutrios da instituio.

    Consrcio Pblico: Entidade constituda como associao pblica ou pessoa jurdica de di-

    reito privado, sem fins econmicos/lucrativos por entes da federao (Unio, Estados,

    Distrito Federal e municpios) para a realizao de objetivos comuns aos entes consorcia-

    dos, institucionalizada pela Lei Federal 11.107, de 6/4/05. A Unio somente participar de

    consrcios pblicos em que tambm faam parte os Estados em cujos territrios estejam

    situados os municpios consorciados. O consrcio pblico ser constitudo por contrato

    cuja celebrao depender da prvia subscrio de protocolo de intenes, aprovado pelo

    Legislativo.

    Contrato: todo e qualquer ajuste entre rgos e entidades da administrao pblica e parti-

    culares em que haja um acordo de vontades para a formao de vnculos e estipulao de

    obrigaes recprocas, seja qual for a denominao utilizada.

    Contrato de Gesto: um instrumento firmado entre rgos do poder pblico (agncias,

    consrcios pblicos, autarquias, etc.) ou entre o poder pblico e entidade qualificada como

    OS para fomento e execuo de servios pblicos no exclusivos do Estado. O Contrato

    de Gesto deve prever metas e prazos de execuo, critrios de avaliao e produtividade

    mediante indicadores de qualidade e produtividade.

    Contrato de Programa: Instrumento no qual so constitudas e reguladas as obrigaes de

    cunho operacional que um ente da Federao constitui para com outro ente ou para com

    consrcio pblico, no mbito de gesto associada em que haja a prestao de servios

    pblicos ou a transferncia total ou parcial de encargos, servios, pessoal ou de bens ne-

    cessrios continuidade dos servios transferidos.

    Contrato de Rateio: Instrumento de formalizao de repasse de recursos pblicos dos entes

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    101

    consorciados ao consrcio pblico. O Contrato de Rateio deve ser formalizado em cada

    exerccio financeiro e seu prazo de vigncia no ser superior aos das dotaes oramen-

    trias previstas.

    Contrato de Repasse: um instrumento de operacionalizao das transferncias voluntrias

    da Unio para Municpios, destinado execuo de programas e projetos governamentais

    da Unio. Essas transferncias so realizadas por intermdio de instituies financeiras ofi-

    ciais federais (Caixa Econmica Federal e Banco do Brasil), que atuam como mandatrias

    da Unio.

    Contribuies: Transferncias correntes ou de capital previstas em lei concedidas por entes

    governamentais a entidades sem fins lucrativos/econmicos, independentemente de con-

    traprestao direta em bens ou servios.

    Controle Social: Conjunto de mecanismos e procedimentos que garantem a participao da

    sociedade na definio, na implementao, no acompanhamento e na avaliao da gesto

    das polticas pblicas. A legislao prev diversos espaos formais de participao da so-

    ciedade como os conselhos gestores de polticas pblicas, as conferncias, as audincias

    pblicas, entre outros.

    Convnio: Acordo firmado com entidades pblicas de qualquer espcie, ou entre estas e or-

    ganizaes particulares, para realizao de objetivos de interesse comum dos partcipes.

    A celebrao de convnio, acordo ou ajuste pelos rgos ou entidades da Administrao

    Pblica (disciplinada pela Lei Federal 8.666/93, art. 116) depende de prvia aprovao do

    plano de trabalho proposto pela organizao interessada, o qual dever conter, no mnimo,

    as seguintes informaes: identificao do objeto a ser executado; metas a serem atingi-

    das; etapas ou fases de execuo; cronogramas financeiro e de execuo; entre outros.

    Cooperativa de Incluso Social e Prestao de Servio Pblicos: Associao volun-

    tria de pessoas para a promoo de trabalho e renda visando incluso social dos

    seus membros.

    Cooperativa: Associao voluntria de pessoas, constituda por membros de um determinado

    grupo econmico, social, ou profissional que, ao atuar com base em princpios de ajuda

    mtua e reciprocidade, busca desempenhar determinada atividade econmica em benefcio

    comum.

    Descentralizao Administrativa: Transferncia de autoridade e responsabilidade a outros

    nveis da organizao ou a outras organizaes. Refere-se a um sistema de gesto, por

    meio do qual o exerccio das funes de administrao desempenhado por vrios orga-

    nismos, com autonomia para administrar. Do ponto de vista jurdico faz-se distino entre

    os conceitos descentralizao e desconcentrao. Nessa perspectiva, a descentralizao

    pressupe o repasse de servios ou atribuies, por outorga ou delegao, a outras orga-

    nizaes (autarquias, entidades paraestatais, empresas, etc.) ou outros nveis de governo.

  • 102

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    O processo de descentralizao como estratgia governamental recoloca cada ente fede-

    rativo em seu espao de atuao. A descentralizao pressupe a busca de especializao

    da execuo dos servios, a proximidade dos fatos/problemas s pessoas, maior rapidez

    e objetividade nas decises.

    Desconcentrao: Do ponto de vista jurdico a transferncia de atividades ou servios, que

    a organizao executa centralizadamente, a outros rgos da mesma entidade, sem, entre-

    tanto, repasse de autoridade.

    Desregulao: Reduo do intervencionismo do Estado nas atividades econmicas privadas.

    a ampliao da liberdade de atuao do cidado, especialmente no domnio econmico,

    diminuindo-se as restries a sua atuao ou limitando-se os monoplios de modo a per-

    mitir que as empresas privadas atuem em regime de competio em alguns setores, antes

    monopolizados. Implica tambm na substituio de uma regulao por outra.

    Diretoria Colegiada Executiva: rgo mximo de direo, composto por conselheiros ou

    diretores, sendo um deles o seu presidente ou o diretor-geral ou o diretor-presidente, de

    acordo com lei especfica ou estatuto de cada entidade. No caso de agncia executiva, o

    presidente ou o diretor-geral ou o diretor-presidente ser nomeado pelo Executivo, dentre

    os integrantes do Conselho Diretor ou da Diretoria, respectivamente, e investido na funo

    pelo prazo fixado no ato de nomeao.

    Empresa Pblica: Pessoa jurdica de direito privado, autorizada por lei especifica, a se consti-

    tuir com capital exclusivamente pblico para realizar atividades de interesse da Administra-

    o instituidora nos moldes da iniciativa particular.

    Entidade de Crdito Comunitrio: Entidade civil, sem fins lucrativos/econmicos, constituda

    para apoiar as microfinanas e os micro empreendimentos, visando o desenvolvimento

    local/social.

    Entidade Filantrpica: Organizao que se dedica prestao de servios de carter assis-

    tencial e direto s populaes em situao de vulnerabilidade social, e possuem o Certifi-

    cado de Entidade Beneficente de Assistncia Social (Cebas).

    Estado: Organizao burocrtica que detm o monoplio legtimo de uso da fora (coero),

    do poder de legislar e de tributar a populao de um determinado territrio. O Estado ,

    portanto, a nica estrutura organizacional que possui o poder extroverso, ou seja, o poder

    de constituir unilateralmente obrigaes para terceiros, com extravasamentos dos seus

    prprios limites.

    Estatuto social: Documento que registra as caractersticas e o conjunto de regras de uma

    instituio. O estatuto deve dispor sobre o nome ou denominao social; endereo da

    sede; finalidade (misso) e objetivos sociais; durao (pode ser indeterminada); direitos e

    deveres; modo de constituio e funcionamento dos rgos deliberativos e administrati-

    vos; modo de representao; fontes de recursos; entre outros.

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    103

    Fundao Privada: Pessoa jurdica, constituda a partir de patrimnio destinado por uma pes-

    soa fsica ou jurdica de direito privado, com finalidade perene, definida pelo instituidor, nas

    reas religiosa, moral, cultural ou de assistncia social. No tem proprietrio, titular ou

    scios, sendo seu patrimnio gerido por curadores. Sua criao e funcionamento sero

    aprovados e fiscalizados pelo Ministrio Pblico.

    Fundao Pblica: Organizao integrante da administrao indireta, instituda por lei espec-

    fica e mantida pelo Poder Pblico,com autonomia administrativa e patrimnio prprio, sujei-

    ta s normas e regras da administrao pblica. Realiza atividades no lucrativas e atpicas

    do Poder Pblico, mas de interesse coletivo, como educao, cultura e pesquisa.

    Gesto: Conjunto de aes que se utiliza de mtodos e tcnicas e da articulao de recursos

    humanos, materiais, financeiros e tecnolgicos, consubstanciando-se em atividades de pla-

    nejamento, execuo, monitoramento e avaliao das aes para realizao de objetivos.

    Gesto Associada: a atuao conjunta da Unio, Estados, Distrito Federal e municpios, por

    intermdio dos rgos da administrao direta ou indireta, para gesto de servios pbli-

    cos, por meio de convnios de cooperao ou consrcios pblicos.

    Gesto Compartilhada: a atuao da Unio, Estados e/ou municpios, em conjunto com a

    sociedade civil, para gesto de assuntos de interesse do Estado. Os diversos entes e insti-

    tuies participam da formulao, implementao, monitoramento e avaliao das polticas

    pblicas.

    Gesto Integrada: a atuao conjunta das diversas reas, de um mesmo nvel de governo,

    na formulao, implementao, monitoramento e avaliao de uma poltica pblica.

    Governo: Conjunto de pessoas que exercem o poder poltico e que determinam a orientao

    poltica de uma determinada sociedade. O poder de governo, sendo habitualmente insti-

    tucionalizado na sociedade moderna, est normalmente associado noo de Estado. No

    regime constitucional, a instncia mxima de autoridade, exercida pelo chefe do Executivo,

    pelos corpos Legislativos e pelos rgos Judicirios, submete-se hierarquicamente aos

    princpios e normas fundamentais da Constituio. Na sociedade brasileira o vocbulo go-

    verno tambm utilizado para designar o Poder Executivo (Unio, Estados e municpios).

    Imunidade Tributria: Vedao constitucional de tributao de determinadas pessoas, bens,

    servios ou atividades. Por estar prevista na Constituio Federal no pode ser revogada,

    nem mesmo por Emenda Constitucional. Abrange: patrimnio, renda ou servios, uns dos

    outros; templos de qualquer culto; patrimnio, renda ou servios dos partidos polticos

    (inclusive suas fundaes), das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituies de

    educao e de assistncia social, sem fins lucrativos; livros, jornais, peridicos e o papel

    destinado sua impresso, com as extenses e restries previstas nos pargrafos 2, 3

    e 4 do art. 150 da CF (atividades econmicas lucrativas).

    Intersetorialidade: a articulao conjunta de distintos setores na busca de caminhos, na

  • 104

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    ao concreta, para a resoluo de problemas complexos, extrapolando assim, os resulta-

    dos da atuao de cada setor individualmente.

    Iseno Tributria: Dispensa legal do tributo devido, concedida por lei ordinria, pelo ente

    com poder tributante. uma liberalidade fiscal concedida a certas pessoas, bens, servios

    ou atos reputados de interesse pblico e, por isso mesmo, aliviados do encargo tributrio.

    A iseno reconhece a incidncia do tributo, mas dispensa o pagamento desde que ocor-

    ram as circunstncia de direito e de fato que legitimam a liberao do tributo. A iseno

    se caracteriza como renncia ou favor legal do Estado e pode ser revogada a qualquer

    tempo.

    Ncleo Estratgico de Governo: Corresponde ao governo, em sentido lato. o setor que

    define as leis e as polticas pblicas e cobra o seu cumprimento; onde as decises es-

    tratgicas so tomadas. constitudo pelos Poderes Legislativo, Judicirio, e no Poder

    Executivo, pelo seu representante eleito, primeiro escalo, assessorias e responsveis

    pela formulao e avaliao de polticas pblicas. Sua concepo surgiu no Plano Diretor

    da Reforma do Aparelho Estado de 1995.

    Organizao da Sociedade Civil (OSC) ou Organizao No-Governamental (ONG):

    Entidades da Sociedade Civil sem fins lucrativos/econmicos e com finalidade pblica.

    Organizao da Sociedade Civil de Interesse Pblico (Oscip): uma qualificao, dada pelo

    Poder Pblico, s pessoas jurdicas de direito privado, sem fins econmicos/lucrativos,

    cujos objetivos sociais e normas estatutrias atendam aos requisitos institudos por lei.

    Essa qualificao permite celebrar um ajuste, denominado Termo de Parceria, com o Poder

    Pblico, visando desenvolver projetos ou atividades complementares s que originalmente

    constituem responsabilidade daquele Poder.

    Organizao No Governamental (ONG)/Entidade Social: Entidades da Sociedade Civil sem

    fins lucrativos/econmicos e com finalidade pblica.

    Organizao sem Fins Econmicos/Lucrativos: Instituio que no distribui, entre os seus

    scios ou associados, conselheiros, diretores, empregados ou doadores, eventuais exce-

    dentes operacionais, brutos ou lquidos, dividendos, bonificaes, participaes ou parce-

    las do seu patrimnio, auferidos mediante o exerccio de suas atividades, e que os aplica

    integralmente na consecuo do respectivo objeto social.

    Organizao Social (OS): Entidade civil sem fins lucrativos, qualificada pelo Poder Pblico,

    mediante diretrizes e requisitos definidos em lei, com o objetivo de celebrar Contrato de

    Gesto com o mesmo, a fim de prestar servios pblicos no exclusivos, mas de interesse

    do Estado.

    rgo Gestor: rea/setor da administrao responsvel pela gesto de uma poltica pblica,

    envolvendo as atividades de planejamento, implementao, monitoramento e avaliao.

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    105

    Oscip vide Organizao da Sociedade Civil de Interesse Pblico.

    Parceria: Forma de sociedade que, sem criar uma nova pessoa jurdica, organizada entre os

    setores pblico e privado, para a consecuo de fins de interesse pblico. Nela existe a co-

    laborao entre o poder pblico e a iniciativa privada nos mbitos social e/ou econmico,

    para satisfao de interesses pblicos, ainda que, do lado do particular possa se objetivar

    o lucro. O vocbulo parceria tambm significa sociedade, isto , reunio de duas ou mais

    pessoas que investem capital e trabalho para alcanar objetivos comuns.

    Parceria Pblico-Privada (PPP): Modalidade de associao entre o setor pblico e o privado,

    caracterizada juridicamente como um contrato administrativo de concesso, que visa

    execuo do servio pblico, precedido ou no de obras. As PPPs incluem as concesses

    patrocinadas e as concesses administrativas. A Lei Federal 11.079, de 30/12/2004, es-

    tabelece normas gerais para Unio, Estados e municpios e tambm regulamenta as PPPs

    federais.

    Permisso de Servio Pblico: Delegao, unilateral, discricionria e precria, da prestao

    de servios pblicos, feita pelo poder concedente, por meio de licitao, pessoa fsica ou

    jurdica que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco.

    Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado (federal): Documento que define objetivos

    e estabelece diretrizes para a Reforma da Administrao Pblica Brasileira, apresentado

    em 1995.

    Primeiro Setor: Categoria de organizaes diretamente vinculadas ao Estado, como rgos e

    agncias governamentais.

    Privatizao: , em sentido amplo, um conjunto de decises que compreende as atividades

    de desregulao ou liberao de determinados setores econmicos; a transferncia de

    propriedades de ativos, atravs de aes, bens, etc.; a promoo da prestao e gesto

    privada de servios pblicos; e a introduo de mecanismos e procedimentos de gesto

    privada no marco das empresas das demais entidades pblicas. No sentido restrito (Lei

    Federal 9.491, de 9/9/97) a transferncia de ativos ou de aes de empresas estatais

    para o setor privado. Neste caso, h uma transferncia integral de servios para a iniciativa

    privada que passa a ter controle total sobre eles, cessando com isto, a responsabilidade

    do Estado para com esses servios.

    Protocolo de intenes: um ajuste preliminar celebrado por entes da Federao, rgos, e

    entidade do Poder Pblico, ou entre estes e outras organizaes, para demonstrar a inten-

    o de formalizar um acordo para realizao de objetivos de interesse comum dos partci-

    pes. O protocolo de intenes deve contemplar clusulas tais como: finalidade, partcipes,

    prazo de durao, entre outras.

    Publicizao: Transferncia de servios no exclusivos, mas de interesse do Estado, do setor

    pblico estatal para o pblico no estatal (entidades sem fins econmicos/lucrativos).

  • 106

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    Qualificao: Reconhecimento pela autoridade competente, mediante o cumprimento de re-

    quisitos previamente definidos, de entidade sem fins lucrativos ou autarquia e fundao

    para a prestao de servios pblicos, no exclusivos do Estado.

    Reforma do Aparelho do Estado: Mudana no funcionamento do aparelho do Estado, ou seja:

    mudana nas leis, nas rotinas, na cultura e no comportamento na administrao pblica.

    Reforma do Estado: Projeto amplo de mudana no que diz respeito s vrias reas do gover-

    no e ainda ao conjunto da sociedade brasileira. Para a implementao de uma Reforma do

    Estado necessrio que seja, previamente, redefinido o seu papel.

    Regulao: Definio das normas e procedimentos de conduta, de fiscalizao, de represso,

    de punio e resoluo de conflitos nas concesses e prestaes de servios pblicos.

    Requisitos Bsicos para Qualificao: Condies, pr-estabelecidas pelo Poder Pblico, que

    as instituies que almejam um ttulo/qualificao devem cumprir.

    Segundo Setor: Conjunto de organizaes empresariais regidas pela racionalidade do lucro.

    Tambm conhecido como iniciativa privada, setor privado e mercado.

    Servio Social Autnomo: Entidade de direito privado, sem fins lucrativos/econmicos e de

    interesse coletivo, criado por lei, que atua como ente de cooperao com o Poder Pblico,

    caracterizado como rgo para-administrativo. uma entidade de colaborao, que tem

    proximidade com o Poder Pblico, sem estar inserido na sua estrutura organizacional; no

    compe a administrao direta, indireta ou fundacional.

    Servios Exclusivos do Estado: Servios que s o Estado pode realizar, pois, envolvem o

    poder extroverso do Estado o poder de regular, fiscalizar e fomentar.

    Servios No Exclusivos do Estado: Atividades que no requerem o Poder de Estado, mas

    so de seu interesse. O Estado executa-as simultaneamente com entidades privadas e

    sem fins econmicos. Ele se mantm na execuo das mesmas, pois so atividades que

    envolvem direitos humanos fundamentais ou economias relevantes que no podem ser

    apropriadas pelo mercado (sade, educao, centros de pesquisa, museu, etc.).

    Setor Estatal: Categoria de organizaes diretamente ou indiretamente vinculadas ao Estado,

    como rgos, fundaes, autarquias e agncias governamentais.

    Setor Privado: Conjunto de organizaes empresariais regidas pela racionalidade do lucro ou

    por entidades da sociedade civil privadas, sem fins econmicos/lucrativos.

    Setor Pblico No Estatal: Conjunto de organizaes da sociedade civil, sem fins econmi-

    cos/lucrativos, que atuam em atividades pblicas no exclusivas do Estado, podendo atuar

    de forma concorrente ou concomitante atuao do Estado.

    Sociedade de Economia Mista: Entidade dotada de personalidade jurdica de direito priva-

    do, criada por lei, para a explorao de atividade econmica, sob a forma de sociedade

  • ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    107

    annima, cujas aes com direito a voto pertenam em sua maioria ao Estado.

    Sociedade de Propsito Especfico Parceria Pblico-Privada (PPP): Empresa constituda

    pela(s) organizao (es) vencedora(s) do processo de licitao para a concesso de ser-

    vio pblico, precedido ou no de obras, na modalidade de PPP (Lei Federal 11.079/04).

    Sua finalidade de implantar e gerir o projeto vencedor de parceria, regulado por contrato

    administrativo de concesso.

    Sociedade: Conjunto de pessoas que compartilham propsitos, preocupaes e costumes e

    que interagem entre si constituindo uma comunidade.

    Subdisiariedade: Princpio pelo qual o Estado deve abster-se de exercer atividades que o par-

    ticular tem condies de exercer por sua prpria iniciativa e com seus prprios recursos,

    entretanto; o Estado deve fomentar, coordenar, fiscalizar a iniciativa privada, de tal modo

    a permitir que os particulares, sempre que possvel, obtenham sucesso na conduo de

    seus empreendimento. No mbito do Poder Pblico, uma atividade no deve ser desem-

    penhada por uma esfera maior de governo quando uma menor pode execut-la. O Estado

    deve priorizar a sua atuao nas atividades que s a ele compete realizar tais como dirigir,

    vigiar e reprimir.

    Subveno: Transferncia, prevista em lei, destinada a cobrir despesas de custeio operacional

    de entidades pblicas ou privadas sem fins lucrativos de carter assistencial ou cultural.

    Terceirizao: Transferncia da execuo de atividades secundrias, assessrias, ou seja,

    aquelas que no fazem parte das atividades principais da organizao, outra instituio

    pblica ou privada, mediante contrato ou convnios.

    Terceiro Setor: Conjunto de organizaes privadas, sem fins econmicos/lucrativos, cuja atu-

    ao dirigida a finalidades coletivas ou pblicas. Entre essas organizaes, destacam-

    se as no-governamentais, fundaes de direito privado, entidades de assistncia social

    e de benemerncia, entidades religiosas e as associaes culturais e educacionais. De

    modo geral, essas entidades so criadas e mantidas pela nfase na participao voluntria,

    dando continuidade s prticas tradicionais da caridade, da filantropia e do mecenato e

    expandindo seu sentido para outros domnios. A palavra uma traduo de Third Sector,

    utilizado nos Estados Unidos para definir as diversas organizaes sem vnculos diretos

    com o Primeiro Setor (Estado) e o Segundo Setor (Mercado).

    Termo de Parceria: Ajuste, criado por lei, destinado formao de vnculo de cooperao

    entre o Poder Pblico e a Organizao da Sociedade Civil de Interesse Pblico (Oscip).

    um acordo firmado para execuo de um projeto ou programa de trabalho de interesse do

    Poder Pblico e de acordo com o objeto social da Oscip. O Termo de Parceria estabelece

    direitos, responsabilidades e obrigaes das partes signatrias (Executivo e Oscip). uma

    alternativa aos ajustes tradicionais (contrato, convnio, etc.).

    Ttulo de Utilidade Pblica: Certificado concedido pelas administraes federal, estaduais

  • 108

    ciclo de seminrios NOVOS MODELOS ORGANIZACIONAIS

    e/ou municipais s associaes e fundaes, de direito privado e sem fins lucrativos/eco-

    nmicos, no mantidas pelo Poder Pblico. As organizaes a serem certificadas podem

    atuar nas reas de interesse pblico tais como educao, pesquisa cientfica, cultura, assis-

    tncia social, sade, meio ambiente, esportes e lazer, entre outras. Para obteno do Ttulo

    de Utilidade Pblica a entidade deve ter personalidade jurdica constituda no pas; estar

    em contnuo funcionamento por pelo menos trs anos; no remunerar seus dirigentes; no

    distribuir lucros, bonificaes ou vantagens a dirigentes, mantenedores ou associados, sob

    nenhuma forma; comprovar idoneidade dos diretores; publicar anualmente a demonstrao

    de receitas e despesas do perodo anterior. Esse ttulo, concedido pela Unio, confere

    alguns benefcios fiscais organizao e aos seus doadores tais como: a possibilidade de

    receber doaes de pessoas jurdicas, dedutveis at o limite de 2% do lucro operacional;

    a possibilidade de receber bens apreendidos, abandonados ou disponveis, administrados

    pela Secretaria da Receita Federal; o acesso a subvenes e auxlios da Unio Federal e

    suas autarquias; a autorizao para realizar sorteios; a possibilidade de receber receitas

    das Loterias Federais; juntamente com o Certificado de Entidade Beneficente de Assistn-

    cia Social (Cebas) e outros documentos, e a possibilidade de iseno da cota patronal ao

    INSS e de outras contribuies sociais (CPMF, CSL, PIS e Cofins). No mbito federal, a

    utilidade pblica regulamentada pela Lei Federal 91/35 e Decretos Federais 50.517/61

    e 3.415/00.

    FONTES -

    BOBBIO, Norbert, MATTEUCCI, Nicola, PASQUINO, Gianfranco. Dicionrio de poltica. 5.

    ed. Braslia: Universidade de Braslia: So Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 2000. v. 1 ,

    666p.

    BOBBIO, Norbert, MATTEUCCI, Nicola, PASQUINO, Gianfranco. Dicionrio de poltica. 5.

    ed. Braslia: Universidade de Braslia: So Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 2000. v. 2

    MEIRELLES, Hely Lopes. Direito administrativo brasileiro. 32. ed. So Paulo: Malheiros,

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    PIETRO, Maria Sylvia Zanella di. Contratos de gesto: contratualizao do controle adminis-

    trativo sobre a administrao indireta e sobre as organizaes sociais. Revista da Procurado-

    ria-Geral do Estado, So Paulo, n. 45/46, jan./dez. 1996.

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    pblico-privadas. 5. ed. So Paulo: Atlas, 2005.

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