ci 21 75 patrulhas

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  • 1.MINISTRIO DA DEFESA EXRCITO BRASILEIRO COMANDO DE OPERAES TERRESTRES Caderno de Instruo PATRULHAS 1 Edio - 2004 Experimental CI 21-75/1 Preo: R$ CARGA EM______________

2. MINISTRIO DA DEFESA EXRCITO BRASILEIRO COMANDO DE OPERAES TERRESTRES PORTARIA N 009 COTER, DE 25 DE OUTUBRO DE 2005. Caderno de Instruo CI 21-75-1 Patrulhas O COMANDANTE DE OPERAES TERRESTRES, no uso da delegaodecompetnciaconferidapelaletrad),itemXI,Art.1daPortariaN441, de 06 de setembro de 2001, resolve: Art.1Aprovar,emcarterexperimental,oCadernodeInstruoCI21- 75/1 Patrulhas. Art.2EstabelecerqueaexperimentaodesteCadernodeInstruo seja realizada durante os anos de 2005, 2006 e 2007. Art. 3 Determinar que esta Portaria entre em vigor na data de sua publicao. ____________________________________________ GenExROBERTOJUGURTHACAMARASENNA Comandante de Operaes Terrestres 3. CI 21-75-1 PATRULHAS NOTA OCI21-75PatrulhasfoielaboradopelaAcademiaMilitardasAgulhas Negras.ApsrevisodoCOTER,foiexpedidoparaexperimentaoem2005,2006 e 2007. Solicita-se aos usurios deste Caderno de Instruo a apresentao de sugestes que tenham por objetivo aperfeio-lo ou que se destinem supressodeeventuaisincorrees. Asobservaesapresentadas,mencionandoapgina,opargrafoea linha do texto a que se referem, devem conter comentrios apropriados para seu entendimento ou sua justificao. AcorrespondnciadeveserenviadadiretamenteaoCursoAvanadoda AMAN, de acordo com Art 78, das IG 10-42 INSTRUES GERAIS PARA A CORRESPONDNCIA,PUBLICAESEOSATOSNORMATIVOSNOMBITO DOEXRCITO,ondeseravaliada,respondidae,seforocaso,remetidaaoCOTER paraaprovaoedivulgao. 1 EDIO 2004 Experimental 4. NDICE DE ASSUNTOS Pag CAPTULO1INTRODUO ARTIGOI-Generalidades ..................................................................1-1 ARTIGOII-Conceituao...................................................................1-3 ARTIGOIII-Classificao ..................................................................1-3 ARTIGOIV-Responsabilidades .........................................................1-6 ARTIGO V - Organizao Geral da Patrulha .......................................1-7 CAPTULO2CONDUTADASPATRULHAS ARTIGO I - Aspectos Gerais na Conduta das Patrulhas .....................2-1 ARTIGO II - Peculiaridades de uma Patrulha de Reconhecimento.......2-12 ARTIGO III - Peculiaridades de uma Patrulha de Combate ..................2-15 ARTIGO IV - Tcnicas de Assalto.......................................................2-35 ARTIGOV-Infiltrao ........................................................................2-38 ARTIGO VI - Base de Combate, Base de Patrulha, rea de Reunio e rea de Reunio Clandestina .........................................2-39 ARTIGO VII - Tcnicas de Ao Imediata ...........................................2-50 CAPTULO3PLANEJAMENTOEPREPARAODASPATRULHAS ARTIGO I - Normas de Comando ........................................................3-1 ARTIGOII-ProvidnciasIniciais ........................................................3-3 ARTIGOIII-ObservaoePlanejamentodoReconhecimento ............3-8 ARTIGOIV-Reconhecimento ............................................................3-13 ARTIGO V - Estudo de Situao ........................................................3-14 ARTIGO VI -Ordens ...........................................................................3-18 ARTIGO VII - Fiscalizao ..................................................................3-23 CAPTULO4PATRULHAEMAMBIENTESESPECIAIS ARTIGO I - Consideraes Iniciais ......................................................4-1 ARTIGO II - Patrulha em rea de Caatinga .........................................4-2 ARTIGO III - Patrulha em rea de Montanha .......................................4-7 ARTIGO IV - Patrulha em rea de Pantanal........................................4-13 ARTIGO V - Patrulha em rea de Selva ..............................................4-17 ARTIGO VI - Patrulha em rea Urbana ...............................................4-24 ARTIGO VII - Patrulha em Ambiente Qumico, Biolgico e Nuclear .....4-30 5. CAPTULO5PATRULHASCOMCARACTERSTICASESPECIAIS ARTIGOI-PatrulhaAeromvel...........................................................5-1 ARTIGO II - Patrulha na Garantia da Lei e da Ordem ..........................5-5 ARTIGOIII-PatrulhaFluvial ...............................................................5-8 ARTIGO IV - Patrulha Motorizada .......................................................5-17 ANEXOS: A - Operao ONA B - Meios visuais C - Memento do comandante de patrulha D - Relatrio E - Glossrio 6. 1 - 1 CI 21-75 CAPTULO 1 INTRODUO ARTIGO I GENERALIDADES 1-1. FINALIDADE O presente Caderno de Instruo (CI) tem a finalidade de apresentar a doutrina sobre patrulhas. 1-2. OBJETIVO a. Conceituar patrulha, classific-las e definir as responsabilidades pelo seu lanamento e execuo. b. Apresentar a organizao geral dos diferentes tipos de patrulha e as tcnicas de planejamento e preparao das mesmas. c. Definir condutas e apresentar peculiaridades dos diversos tipos de patrulha. 1-3. CONSIDERAES INICIAIS a. De acordo com a Concepo Estratgica do Exrcito (SIPLEx - 4), as Hipteses de Emprego (HE) decorrem dos cenrios admitidos e das orientaes poltico-estratgicas do Pas, que no elegem ou caracterizam qualquer pas como potencial inimigo, e representam as grandes opes estratgicas da Defesa Nacional. 7. 1 - 2 CI 21-75-1 b. A Doutrina Delta refere-se ao combate convencional, no quadro de um conflito externo limitado, em rea Operacional do Continente (AOC) excluda a rea Estratgica Amaznica. A campanha terrestre no Teatro de Operaes Terrestre (TOT) dever ser conduzida ofensivamente, com grande mpeto, buscando a deciso no menor prazo possvel. As operaes devero desenvolver-se num combate continuado e no linear, com nfase nas manobras desbordantes ou envolventes, para atingir os objetivos estratgicos previstos. Em virtude das caractersticas das AOC, fundamental que haja judiciosa seleo da frente, onde dever ser aplicado o mximo poder de combate. c. Mesmo nas ocasies em que uma atitude defensiva for adotada temporariamente, deve ser empregado o maximo de aes ofensivas. Nesse sentido, cresce de importncia a execuo de um patrulhamento agressivo e eficiente, seja nas operaes ofensivas ou defensivas. d. A HE A, que trata da defesa da soberania, com preservao da integridade territorial, do patrimnio e dos interesses nacionais relativos Amaznia, est baseada na Doutrina Gama. Esta, por sua vez, apresenta duas variantes. A primeira visualiza um oponente que possui um poder militar semelhante ou inferior ao nosso. Neste caso, procurar-se- a rpida deciso do conflito, com o emprego de fora regular, em combate convencional.Aestratgia a ser privilegiada ser a da Ofensiva. Asegunda vislumbra uma agresso por poder militar incontestavelmente superior. Neste outro caso, sero empregadas foras regulares e mobilizadas, preponderando as aes no-convencionais, em um combate prolongado, evitando-se o engajamento direto com as foras inimigas. A estratgia a ser privilegiada ser a da Resistncia. e. Dentro desse contexto, visualiza-se, particularmente na segunda variante apresentada, o emprego macio de patrulhas, cumprindo as mais variadas misses, na maioria das vezes, de forma bastante descentralizada. Tal fato concorrer para que a liderana e a iniciativa dos comandantes de todos os nveis se tornem vetores decisivos para o sucesso das operaes. f. Nesse sentido, o presente Caderno de Instruo foi elaborado com a finalidade de aprofundar os conhecimentos a serem seguidos pelos comandantes de pequenas fraes. Aqui esto homogeneizados, aps a realizao dos I e II Seminrios de Patrulhas do Exrcito Brasileiro, promovidos pela Academia Militar das Agulhas Negras, nos perodos de 1 a 5 de setembro de 2003 e de 6 a 10 de setembro de 2004, os diversos procedimentos que orientam os comandantes nesse tipo de misso. 1-3 8. 1 - 3 CI 21-75-1 ARTIGO II CONCEITUAO 1-4. PATRULHA uma fora com valor e composio variveis, destacada para cumprir misses de reconhecimento, de combate ou da combinao de ambas. A misso de reconhecimento caracterizada pela ao ou operao militar com o propsito de confirmar ou buscar dados sobre o inimigo, o terreno ou outros aspectos de interesse em determinado ponto, itinerrio ou rea. Nesse caso, a patrulha deve evitar engajamento com o inimigo. A misso de combate caracterizada pela ao ou operao militar restrita, destinada a proporcionar segurana s instalaes e s tropas amigas ou a hostilizar, destruir e capturar pessoal, equipamentos e instalaes inimigas. ARTIGO III CLASSIFICAO 1-5. QUANTO FINALIDADE DA MISSO a. Patrulha de reconhecimento (1) Reconhecimento de um ponto a que realiza o reconhecimento de um objetivo especfico. Fig 1-1. Reconhecimento de um ponto 1-4/1-5 9. 1 - 4 CI 21-75-1 (2) Reconhecimento de rea a que busca dados no interior de determinada rea ou executa a prpria delimitao de uma rea com caractersticas especficas. (3) Reconhecimento de itinerrio(s) a que busca dados sobre um ou vrios itinerrios ou sobre a atividade do inimigo. Fig 1-2. Reconhecimento de itinerrios (4) Vigilncia a que exerce a observao contnua de um local ou de uma atividade. (5) Reconhecimento em fora uma patrulha de valor considervel empregada para localizar a posio de uma fora inimiga e testar o seu poder. A potncia de fogo, a mobilidade e as comunicaes so fatores importantes na execuo deste tipo de misso. b. Patrulha de combate (1) De inquietao a que se destina a ocasionar baixas, perturbar o descanso, dificultar o movimento e/ou obter outros efeitos sobre o inimigo, com a finalidade de abater-lhe o moral. (2)Deoportunidade-aquelalanadaemdeterminadareacomafinalidade de atuar sobre alvos compensadores que venham a surgir. (3) De emboscada a que realiza ataque de surpresa, partindo de posies cobertas, contra um alvo em movimento ou momentaneamente parado. (4) De captura de prisioneiros ou material a que age contra instalaes ou foras inimigas com a finalidade de ca