cetesb10-10 caldeiras

Download cetesb10-10 caldeiras

Post on 01-Jul-2015

339 views

Category:

Documents

8 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

DECISO CETESB N 10-P, de 12/01/2010 Dispe sobre o Monitoramento de Emisses de Fontes Fixas de Poluio do Ar no Estado de So Paulo - Termo de Referncia para a Elaborao do Plano de Monitoramento de Emisses Atmosfricas (PMEA). A Diretoria Plena da CETESB - Companhia Ambiental do Estado de So Paulo, no uso de suas atribuies estatutrias e regulamentares, e considerando o contido no Relatrio Diretoria n 001/2010/P, de 12 de janeiro de 2010, que acolhe, DECIDE: I - APROVAR o Termo de Referncia para a elaborao do Plano de Monitoramento de Emisses Atmosfricas, constante do Anexo que integra esta Deciso de Diretoria. II - Esta Deciso de Diretoria entra em vigor na data de sua publicao. III - Publique-se no Dirio Oficial do Estado. Diretoria Plena da CETESB, em 12 de janeiro de 2010. ANEXO MONITORAMENTO DE EMISSES DE FONTES FIXAS DE POLUIO DO AR NO ESTADO DE SO PAULO TERMO DE REFERNCIA PARA ELABORAO DO PLANO DE MONITORAMENTO DE EMISSES ATMOSFRICAS (PMEA) 1. INTRODUO A Resoluo n 382, de 26/12/06 do CONAMA, que Estabelece os limites mximos de emisso de poluentes atmosfricos para fontes fixas, dispe em seus Artigos 4 e 5 diretrizes tcnicas relativas ao monitoramento de emisses e mtodos de amostragem e anlise, bem como no seu Artigo 3 adota definies referentes s fontes de emisso, aos poluentes que no possuem caracterstica qumica definida e s unidades e forma obrigatria de expresso de resultados, que so obedecidas neste documento. Por outro lado, a Lei Estadual n 997, de 31/05/76 e seu regulamento (Decreto Estadual n 8.468, de 08/09/76 e suas alteraes), exigem dos responsveis pelas atividades efetivas ou potencialmente poluidoras, entre outras, uma srie de regras associadas ao monitoramento e automonitoramento de suas fontes. O arcabouo tcnico-legal relacionado ao monitoramento de emisses de fontes fixas, est normalizado pela CETESB desde maro de 2005, por meio do Termo de Referncia para Elaborao do Plano de Monitoramento de Emisses Atmosfricas (PMEA)/verso 01, que serve de base ao presente documento, que dever ser continuadamente revisado, ampliado e tecnicamente aprimorado.

2. CONCEITUAO E DEFINIES Entende-se por monitoramento de emisses atmosfricas a avaliao sistemtica de parmetros fsicos e/ou qumicos, associados direta ou indiretamente s substncias slidas, lquidas ou gasosas, lanadas/dispersas no ar por uma determinada atividade; tal monitoramento est baseado em repetitivas observaes ou medidas, com uma determinada freqncia, de acordo com procedimentos documentados e acordados com a CETESB, e realizado para proporcionar uma informao confivel. Assim sendo, por essa conceituao, distinguem-se os termos medida de monitoramento, entendendo-se por medida uma avaliao que envolve um conjunto de operaes para determinar o valor de uma quantidade de poluentes, implicando a obteno de um resultado quantitativo individual; j o monitoramento, alm de incluir a medida do valor de um parmetro concreto, exige tambm o acompanhamento de suas variaes, permitindo avaliar o valor verdadeiro do mesmo num intervalo de tempo estabelecido. Em algumas situaes, o monitoramento pode referir-se ao simples acompanhamento do parmetro, sem valores numricos, isto , sem medida. Como extenses dessa conceituao, para monitorar um determinado parmetro, podero ser adotadas as seguintes abordagens: Medidas Diretas, Parmetros Indiretos/Substitutos, Balanos de Massa, Clculos Estimativos/Estequiomtricos e Fatores de Emisso. A escolha de uma dessas alternativas de monitoramento depende da disponibilidade do mtodo, confiabilidade dos dados e informaes e custos. Em princpio, o uso de Medidas Diretas mais objetivo, mas no necessariamente mais acurado. Contudo, em casos onde esse mtodo complexo, custoso e/ou impraticvel, outros podero ser avaliados para se encontrar a melhor opo de monitoramento de determinado parmetro. Evidentemente, quando no forem utilizadas Medidas Diretas, por meio do monitoramento contnuo ou descontnuo, a relao entre o mtodo utilizado e o parmetro de interesse a ser avaliado deve ser demonstrada documentalmente CETESB. No contexto do presente documento so adotadas as seguintes definies: . Acreditao: atestao de terceira parte relacionada a um organismo de avaliao da conformidade, comunicando a demonstrao formal de sua competncia para realizar tarefas especficas de avaliao da conformidade. Representa o reconhecimento formal da competncia de um Organismo de Avaliao da Conformidade, ora denominado OAC, para o desenvolvimento de tarefas especficas, segundo requisitos preestabelecidos. Neste caso, o OAC referese ao Laboratrio de Ensaios. . Amostragem Isocintica: amostragem realizada em condies tais que o fluxo de gs na entrada do equipamento de amostragem tenha a mesma velocidade que o fluxo de gs que se pretende analisar. A amostragem vlida somente se o valor encontrado estiver na faixa de 90 a 110% . Anlise: caracterizao da natureza de uma amostra.

. Automonitoramento: monitoramento de emisso pelo responsvel da prpria fonte fixa, devidamente definido e acordado com o CETESB. . Balano de massa: forma de monitoramento que consiste em quantificar a entrada, a sada, a acumulao, a gerao ou a destruio da substncia de interesse, calculando, por diferena, a emisso desta para o meio ambiente. . Calibrao: conjunto de operaes que estabelece, sob condies especficas, as diferenas sistemticas que podem existir entre os valores do parmetro a ser medido e aqueles indicados pelo sistema de medio. . Capacidade Nominal: quantidade que uma unidade capaz de produzir pelo seu projeto nas condies normais de operao. . Composto Orgnico Voltil No Metano (COVNM): todo composto orgnico, exceto o metano (CH4), medido por um mtodo de referncia ou determinado por procedimentos estabelecidos pela CETESB. . Concentrao: quantidade do poluente no fluxo gasoso, expressa em miligramas por unidade de vazo de gs (mg/Nm3 e/ou mg/m3) ou, em correlao volumtrica (ppmv), referida s condies normais de temperatura e presso (CNTP), em base seca e, quando aplicvel, na condio referencial de oxignio estabelecida. . Condies Normais (N): condies normais de temperatura e presso, o que equivale a 1 atm., ou 760 mmHg e 0 C ou a 1 atm., ou 760 mmHg e 273 K ou a 1 atm. ou 760 mmHg e 492 R. . Condies Tpicas de Operao: condio de operao da unidade que prevalece na maioria das horas operadas; . Controle de emisses: procedimentos destinados reduo ou preveno da liberao de poluentes para a atmosfera; . Controle de Qualidade Analtica (CQA): conjunto de medidas contidas na metodologia analtica para assegurar que o processo analtico e seus resultados esto sob controle. . Emisso: lanamento na atmosfera de qualquer forma de matria slida, lquida ou gasosa; . Emisso fugitiva: lanamento difuso na atmosfera de qualquer forma de matria slida, lquida ou gasosa, efetuado por uma fonte desprovida de dispositivo projetado para dirigir ou controlar seu fluxo; . Emisso pontual: lanamento na atmosfera de qualquer forma de matria slida, lquida ou gasosa, efetuado por uma fonte provida de dispositivo para dirigir ou controlar seu fluxo, como dutos e chamins; . Enxofre reduzido total (ERT): compostos de enxofre, medidos como um todo, referindo-se principalmente ao gs sulfdrico e s mercaptanas, expressos como dixido de enxofre (SO2)

. Equipamento de controle de poluio do ar: dispositivo que reduz as emisses atmosfricas; . Erro de medio: a quantidade pela qual um resultado, observado ou aproximado, difere da verdade ou exatido. Resultados tpicos de uma medida incorreta ou imprecisa de um parmetro. . Fator de emisso: o valor representativo que relaciona a massa de um poluente especfico lanado para a atmosfera com uma quantidade especfica de material ou energia processado, consumido ou produzido (massa/unidade de produo), com o objetivo de estimar a emisso. . Fluxo Ciclnico: fluxo gasoso no qual as linhas de fluxo no so paralelas ao eixo longitudinal do duto ou chamin. . Fonte fixa de emisso: qualquer instalao, equipamento ou processo situado em local fixo, que libere ou emita matria para a atmosfera, por emisso pontual ou fugitiva; . Fontes difusas: mltiplas fontes de emisso similares distribudas dentro de uma rea definida. . Limite de Deteco (LD): a menor quantidade de um determinado composto detectvel por um tipo de anlise laboratorial . Limite de Percepo de Odor (LPO): concentrao de uma substncia no ar ambiente a partir da qual ela passa a ser perceptvel pelo olfato humano. . Limite de Quantificao (LQ): a menor quantidade de um determinado composto quantificvel por um tipo de anlise laboratorial. . Limite mximo de emisso (LME): quantidade mxima de poluentes permissvel de ser lanada para a atmosfera por fontes fixas. . Material particulado (MP): todo e qualquer material slido ou lquido, em mistura gasosa, que se mantm nesse estado, na temperatura do meio filtrante, estabelecida pelo mtodo adotado; . Medidas diretas: determinao quantitativa especfica de um composto emitido por uma fonte. . Melhor tecnologia prtica disponvel: o mais efetivo e avanado estgio tecnolgico no desenvolvimento da atividade e seus mtodos de operao, o qual indica a sustentabilidade prtica disponvel de uma particular tcnica para providenciar, em princpio, a base para atender o limite de emisso estabelecido para prevenir ou, onde no for praticvel, reduzir as emisses e o impacto ao meio ambiente. . Monitoramento Contnuo in situ (ou em linha): instrumentos de leituras contnuas, em que a clula de medio colocada no prprio duto, tubulao ou fluxo. Esses instrumentos no necessitam extrair amostras para anlise e so

normalmente baseadas em propriedade ticas. Manuteno e calibrao peridicas desses equipamentos so essenciais. . Monitoramento Contnuo on situ (ou extrativo): instrumentos de leituras contnuas. Esse tipo de instrumento extrai ao longo da linha de amostragem uma amostra da emisso, a qual direcionada para uma estao de medio, onde a amostra ento analisada continuamente. A estao de medio pode ser remota (fora do duto), deven