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  • Centro Esprita Lon Denis

    24o Encontro Espritasobre

    O Livro dos EspritosA Reencarnao e o Homem de Bem

    Patr

    ono:

    Alla

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    rdec

    Rio de Janeiro, 3, 4 e 5 de fevereiro de 2008.

  • Sumrio

    Tema 1: A Encarnao do Homem de Bem .................................................................3

    Tema 2: Tornar-se Homem de Bem...........................................................................11

    Tema 3: Atitudes Que Dificultam Tornar-se Homem de Bem ....................................21

    Tema 4: Caractersticas do Homem de Bem Durante a Encarnao........................29

    Tema 5: A Contribuio da Doutrina Esprita na Constituio do Homem de Bem ...37

    Tema 6: O Centro Esprita Forma o Homem de Bem?...............................................43

    Referncias Bibliogrficas..........................................................................................47

  • Tema 1. a encarnao do Homem de Bem

    Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a f. Paulo (2 Timteo, IV:7)

    Ao iniciarmos nosso estudo, preciso que paremos para pensar:

    A Terra um mundo destinado a encarnao de espritos que possam ser caracterizados como Homens de Bem?

    Voc poderia citar algum esprito que voc conhece ou conheceu que possa ser caracterizado dessa forma?

    E no seu cotidiano, voc convive com uma ou mais pessoas que possam ser assim identificadas?

    Voc se considera um Homem de Bem? Que esforos voc tem realizado para tornar-se um?

    Que caractersticas so necessrias para que algum o seja?Voc acredita que possa, ao trmino desta encarnao, atingir essa qualificao?

    Vejamos o que diz a Doutrina Esprita sobre as caractersticas do Homem de Bem.

    1. caracTersTicas

    Encontramos duas passagens que definem quem o Homem de Bem. A primeira encontra-se em O Livro dos Espritos, na nota de Kardec questo 918 e a segunda em O Evangelho Segundo o Espiritismo, captulo XVII, item . Nas duas passagens, h uma extensa lista de virtudes, englobando todos os aspectos possveis da vida moral. Ser um Homem de Bem, por-tanto, significa possuir todas as virtudes possveis e conhecidas por ns. A definio, assim, nos remete idia de perfeio, j que, ao trmino da passagem contida em O Evangelho Segundo o Espiritismo, possvel afirmar que so virtudes como:

    Cumprir a lei de justia, de amor e de caridade, na sua maior pureza; Interroga e a conscincia sobre seus atos;

  • Centro Esprita Lon Denis

    Depositar f em Deus; Ter f no futuro; Aceitar, sem murmurar, as provas e expiaes; Fazer o bem pelo bem, sem esperar paga alguma; Cuidar dos interesses dos outros, antes de pensar no seu prprio; No fazer nenhuma distino entre as pessoas; Ser indulgente com a fraqueza alheia; Atenuar, tanto quanto possvel, o mal praticado por outras pessoas; Usar, mas no abusar, dos bens que lhe so concedidos;

    Aps essas e outras virtudes, ainda encontramos:

    No ficam assim enumeradas todas as qualidades que distinguem o Homem de Bem. (O Evangelho Segundo o Espiritismo, XVII: )

    Na questo 918 ainda encontramos:

    O esprito prova a sua elevao, quando todos os atos de sua vida corporal representam a prtica da Lei de Deus (...)

    Com essas passagens, fica implcito que o conjunto de virtudes do Homem de Bem no so possveis de serem totalmente discriminadas e que esto em um patamar de conquistas, ainda distante de nossas experincias. Essas caractersticas se afiguram, para todos ns, como um ideal a ser perseguido, uma meta a ser alcanada no futuro.

    Aqueles que j conseguem que todos os atos de suas vidas sejam uma expresso da Lei de Deus, e, portanto, realizam todas as virtudes enumeradas, como caractersticas do Homem de Bem, j consolidaram o seu progresso espiritual.

    Entretanto, estas conquistas foram o resultado de um processo:

    894. H pessoas que fazem o bem espontaneamente, sem que tenham que vencer qualquer sentimento contrrio; tero tanto mrito quanto aquelas que precisam lutar contra sua pr-pria natureza e a vencem?

    Aqueles que no precisam, absolutamente, lutar, j realizaram em si o progresso: outrora lutaram e triunfaram. por isso que os bons sentimentos no lhes custam esforo algum e suas aes lhes parecem muito simples: o bem tornou-se para eles um hbito. Deve-se, por-tanto, honr-los como velhos guerreiros que conquistaram seus postos.

    No Homem de Bem, o bem j se tornou um hbito, um automatismo moral, fruto de lutas anteriores vencidas, por isso, conseguem faz-lo espontaneamente.

    Assim, no de causar surpresa que os espritos, na Codificao, tenham afirmado que:

    Mas, aquele que se esforce por possuir as [virtudes] que acabamos de mencionar, no cami-nho se acha que a todas as demais conduz. (O Evangelho Segundo o Espiritismo, XVII: )

    O processo de conquistas espirituais cumulativo, visto que o esprito no pode degenerar (O Livro dos Espritos. 19). As qualidades (virtudes e imperfeies) que possumos so o resultado

  • 2o Encontro Esprita sobre O Livro dos Espritos

    de conquistas, sempre progressivas, que os espritos realizam em suas jornadas evolutivas. O que, para ns hoje uma dificuldade, amanha ser uma conquista, uma realizao. Somos hoje o que nos tornarmos, a partir das nossas experincias pregressas e atuais. A forma como lidamos hoje com as situaes da vida so o ponto de partida e o fundamento daquilo que seremos amanh.

    Por isso, na medida em que nos colocamos no caminho de alcanar uma virtude, nos torna-mos mais propensos a conseguir uma segunda e assim sucessivamente. O esforo realizado e a vitria obtida so a porta aberta para as demais.

    Vale lembrar que h virtude sempre que:

    893. (...) h resistncia voluntria ao arrastamento dos maus pendores; mas a sublimidade da virtude consiste no sacrifcio do interesse pessoal pelo bem do seu prximo, sem segunda inteno; a mais meritria a que est baseada na caridade mais desinteressada.

    Quando se estabelece, voluntariamente, resistncia a um mau pendor, pode parecer que o in-divduo est modificando um ponto isolado da sua alma ou do seu carter. Entretanto, como foi dito, aquela transformao afeta outras reas do seu ser, habilitando-o para outras realizaes. Ele mobiliza sua vontade e o seu desejo de ser melhor. Se j conseguimos sacrificar nosso in-teresse pessoal em uma situao ou circunstncia, mais prximos estamos de realizar o mesmo em outras, e assim sucessivamente...

    Sabemos que nossa destinao a perfeio, embora esta finalidade se nos apresente como uma realidade distante, quase utpica. Ser verdadeiramente cristos ainda difcil para todos ns, embora tenhamos a Doutrina Esprita como fonte de esclarecimentos e na ajuda espiritual o suporte para nossas dificuldades.

    O ponto est nos esforos que devemos fazer para sair de nossa condio de inferioridade, tornando o bem um hbito para ns, sacrificando nosso interesse pessoal e agindo desin-teressadamente.

    Assim, nos perguntamos:

    Ser, realmente, possvel sairmos de nossa condio inferior para chegarmos perfeio?

    Se a jornada evolutiva, ou seja, progressiva e cumulativa, que esforos devemos fazer agora para darmos um passo decisivo, j nesta encarnao?

    O que significa deixarmos para trs nossa inferioridade e nos tornarmos um Homem de Bem?

    Para responder a estas perguntas, vejamos as questes abaixo:

    Int. (VI). Assim, o homem de bem a encarnao de um bom Esprito, o homem perverso a de um Esprito impuro.

    361a) Seguir-se- da que o homem de bem a encarnao de um bom Esprito e o homem vicioso a de um Esprito mau?

    Sim, mas, dize antes que o homem vicioso a encarnao de um Esprito imperfeito, pois, do contr-rio, poderias fazer crer na existncia de Espritos sempre maus, a que chamais demnios. (grifo nosso)

  • Centro Esprita Lon Denis

    A caracterizao do Homem de Bem, como um bom esprito abre um outro conjunto de consideraes para nossa anlise. Diferente de ser caracterizado como um esprito puro ou per-feito. Ele, na Codificao, ganha um estatuto moral mais prximo a ns, pois encontra-se em um patamar superior de elevao, porm sem poder ser considerado como um esprito perfeito.

    Se o conjunto de virtudes elencadas para qualificar o Homem de Bem nos remete idia de perfeio, porque, na codificao, ele caracterizado como um Bom Esprito e no como um Esprito Perfeito?

    Como a Doutrina Esprita caracteriza os bons espritos?

    2. os Bons espriTos

    Na codificao encontramos a Escala Esprita que distingue os espritos em trs grandes grupos:

    1o. Os espritos imperfeitos: Predominncia da matria sobre o Esprito. Propenso para o mal. Ignorncia, orgulho, egosmo e todas as ms paixes que lhes so conseqentes.

    Tm a intuio de Deus, mas no o compreendem. (Q. 101). (grifo nosso)

    2o. Os bons espritos: Predominncia do Esprito sobre a matria; desejo do bem. Suas qualidades e seu poder para fazer o bem esto na razo do grau que atingiram: uns possuem a cincia, outros a sabedoria e a bondade; os mais adiantados renem o saber s qualidades mo-rais. No estando ainda completamente desmaterializados, conservam mais ou menos, con-forme sua categoria, os traos da existncia corporal, quer na forma da linguagem, quer nos seus hbitos onde se encontram at algumas de suas manias; de outro modo, seriam Espritos perfeitos. (...) todos, porm, tm ainda provas a suportar, at que tenham atingido a perfeio absoluta. (...) A esta ordem pertencem os espritos designados, nas crenas populares, como bons gnios, gnios protetores, Espritos do bem. Nos tempos de superstio e ignorncia, tomaram-nos por divindades benfazejas.

    Compreendem Deus e o infinito e j gozam da felicidade dos bons (Q. 107) (grifo nosso)

    o. Espritos Puros: Nenhuma influncia da matria. Superioridade intelectual e moral absoluta, com relao aos espritos das outras ordens. (Q. 112).

    Eles

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