centenário de vinícius

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  • 1. CENTENRIO DE NASCIMENTO DE VINCIUS DE MORAES

2. Em face s comemoraes do Centenrio de Nascimento de Vincius de Moraes, elaboramos algumas atividades para o I semestre nas turmas da EJA. O Projeto envolveu os professores de Portugus, Graziele, Bruna e ris, a profa. Rosele, de Educao Fsica, todos do 2. Segmento e a profa. Cludia, do 1. Segmento. 3. 1.Momento: ESTRUTURA DA POESIA O que poesia? A palavra poesia vem do grego poisis, criao, fabricao. O poema uma obra de arte e tem valor permanente. Algumas definies de poesia referem-se emoo, beleza, conciso, perfeio da elaborao potica, ao sintetizar uma experincia universal. O escritor italiano Umberto Eco define a poesia de uma forma simples e eficaz: "Poesia aquela coisa que muda de linha antes que a pgina tenha terminado." Rimas: palavras que rimam so palavras que se combinam, pois tem o mesmo som no final. A rima um dos muitos recursos que os poetas usam, mas nem todo poema precisa ser rimado. Antigamente havia formas fixas para escrever versos. Verso: cada uma das linhas de um poema. Estrofe: cada conjunto de versos separado por um espao.Um poema pode ter uma ou vrias estrofes, e cada estrofe, um nmero variado de versos. 4. Qual a diferena entre poesia e poema? Poesia, segundo o Minidicionrio Aurlio da lngua portuguesa, a "arte de criar imagens sugerir emoes por meio de uma linguagem em que se combinam sons, ritmos e significados". Poema definido como: "obra em verso ou no em que h poesia". Ou seja: quando falamos em poesia, estamos falando de uma arte e, quando falamos em poema, estamos nos referindo a um texto concreto. Outra forma de diferenciar poesia de poema que a primeira expresso refere-se aquilo que torna um poema ou um texto potico. 5. Tem Tudo a ver Elias Jos A poesia Tem tudo a ver Com tua dor e alegrias, Com as cores, as formas, os cheiros, Os sabores e a msica Do mundo. A poesia Tem tudo a ver Com o sorriso da criana, O dilogo dos namorados, As lgrimas diante da morte, Os olhos pedindo po. poesia tem tudo a ver Com a plumagem, o vo e o canto, A veloz acrobacia dos peixes, As cores todas do arco--ris O ritmo dos rios e cachoeiras, O brilho da lua, do sol e das estrela, A exploso em verde, em flores e frutas. A poesia - s abrir os olhos e ver - tem tudo a ver com tudo. 6. 2. Momento: Biografia do Poeta Vinicius de Moraes foi um nome muito importante no meio cultural brasileiro. Diplomata de carreira destacou-se como poeta modernista, mas tambm como compositor e letrista popular. Marcus Vinicius da Cruz de Mello Moraes nasceu em 1913, no Rio de Janeiro, onde morre, infelizmente, em 1980. Com apenas 15 anos, quando estava no curso secundrio, comea a compor msicas populares. Em 1933, conclui o curso de direito. No mesmo ano, publica seu primeiro livro, a coletnea de poemas: O Caminho para a Distncia (1933). Em 1935, surge: Forma e Exegese. Em 1938 vai estudar na Inglaterra e lana: Novos Poemas. De volta ao Brasil, ingressa no ministrio das relaes Exteriores, em 1943. Nesse ano, o livro: Cinco Elegias inaugura uma nova fase em sua poesia. De um incio marcado fortemente pela religiosidade neossimbolista, o lrico Vinicius passa para uma temtica mais prxima do amor, do erotismo e das angstias do desejo. 7. Fala mais do cotidiano, de temas sociais, e sua linguagem se torna mais coloquial.Em 1953 compe seu primeiro samba: Quando tu passas por mim, e publica a pea: Orfeu da Conceio, em 1954. Em 1956 conhece o compositor Tom Jobim, sendo que duas de suas composies com Jobim foram: Chega de saudade e Outra vez, gravadas por Elizeth Cardoso no disco: Cano do Amor demais em 1958, com acompanhamento ao violo de Joo Gilberto. Ambas as msicas se tornam um marco da Bossa nova. de Vinicius a letra de Garota de Ipanema, a msica brasileira mais conhecida em todo o mundo. Entre 1955 e 1956, prepara o roteiro do filme: Orfeu Negro, do diretor francs Marcel Camus, que ganha o Oscar 1959 de melhor filme estrangeiro. No inicio dos anos 60, compem com outros msicos como Carlos Lyra, Edu Lobo, Pixinguinha, Dorival Caymmi e Francis Hime. Com Baden Powell, cria afros sambas famosos como: Canto de Ossanha e Berimbau. aposentado do servio em 1968 pelo regime militar. A partir de 1969, torna-se parceiro do violinista Toquinho, com quem faz shows no Brasil e no exterior at sua morte. Porm, pode-se dizer que Vinicius de Moraes se imortalizou. Suas obras continuam a serem lidas e admiradas at hoje. Suas composies sempre so cantadas e interpretadas novamente. Quem contribui para a cultura nunca ser esquecido 8. Soneto de Fidelidade De tudo ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento. Quero viv-lo em cada vo momento E em seu louvor hei de espalhar meu canto E rir meu riso e derramar meu pranto Ao seu pesar ou seu contentamento E assim, quando mais tarde me procure Quem sabe a morte, angstia de quem vive Quem sabe a solido, fim de quem ama Eu possa me dizer do amor (que tive): Que no seja imortal, posto que chama Mas que seja infinito enquanto dure. 9. Soneto do amigo Enfim, depois de tanto erro passado Tantas retaliaes, tanto perigo Eis que ressurge noutro o velho amigo Nunca perdido, sempre reencontrado. bom sent-lo novamente ao lado Com olhos que contm o olhar antigo Sempre comigo um pouco atribulado E como sempre singular comigo. Um bicho igual a mim, simples e humano Sabendo se mover e comover E a disfarar com o meu prprio engano. O amigo: um ser que a vida no explica Que s se vai ao ver outro nascer E o espelho de minha alma multiplica... 10. Pela luz dos olhos teus Quando a luz dos olhos meus E a luz dos olhos teus Resolvem se encontrar Ai que bom que isso meu Deus Que frio que me d o encontro desse olhar Mas se a luz dos olhos teus Resiste aos olhos meus s p'ra me provocar Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar Meu amor, juro por Deus Que a luz dos olhos meus j no pode esperar Quero a luz dos olhos meus Na luz dos olhos teus sem mais lar-lar Pela luz dos olhos teus Eu acho meu amor que s se pode achar Que a luz dos olhos meus precisa se casar. 11. Tomara Que a tristeza te convena Que a saudade no compensa E que a ausncia no d paz E o verdadeiro amor de quem se ama Tece a mesma antiga trama Que no se desfaz E a coisa mais divina Que h no mundo viver cada segundo Como nunca mais... 12. 3. Momento: Atividade em grupos: Releituras , produes de poesias e ilustraes das mesmas, na sequncia, digitao no Labin das produes textuais. 13. 4. Momento: Sarau Literrio 14. 5. Momento: Exposio Exposies dos trabalhos realizados pelas turmas, ao som das msicas de Vincius de Moraes, no Ginsio de Esportes da Escola. Paralelamente, ocorreram apresentaes de alunos com declamao de poesias e peas teatrais do grupo Cecadi, da Igreja da comunidade e finalizando as atividades, deu-se o torneio de Educao Fsica.