cenp - ano 4 - n 15 - 2 trimestre - 2008

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CENP - Ano 4 - Nº 15 - 2º trimestre - 2008

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  • OO MMOODDEELLOO DDAASS AAGGNNCCIIAASSEESSTT CCOOMM OOSS DDIIAASS

    CCOONNTTAADDOOSS??

    OO IIVV CCOONNGGRREESSSSOODDIISSCCUUTTEE OO FFUUTTUURROO

    DDAA PPUUBBLLIICCIIDDAADDEE

    Nunca se anunciou tanto para tanta gente.

    Os publicitrios comemoram ocrescimento do mercado consumidor,os investimentos dos anunciantes e aexpanso dos meios de comunicao

    OO MMEELLHHOORR MMOOMMEENNTTOO DDAA PPUUBBLLIICCIIDDAADDEEBBRRAASSIILLEEIIRRAA

    Ano 4 N 14 Abril 2008www.cenp.com.br

  • 4CEN

    P EM

    REV

    ISTA

    Palavra do Presidente

    O SUCESSO DO IV CONGRESSO

    uando este nmero do CENP em Revista esti-

    ver chegando s mos dos seus leitores,

    estaremos a noventa dias, mais ou menos, do incio do

    IV Congresso Brasileiro de Publicidade, que ser reali-

    zado exatamente trinta anos depois do evento anterior.

    Pelas reunies de que tenho tomado parte e pelos

    comentrios que ouo no mercado, j posso afirmar

    sem medo de errar: a iniciativa ser um grande

    sucesso e deve representar um importante marco para

    a publicidade brasileira.

    O IV Congresso est se tornando possvel graas ao

    empenho pessoal do Dalton Pastore, presidente da

    ABAP, que vem lutando duramente para viabiliz-lo

    desde setembro. Tenho plena certeza de que eu fui um

    dos primeiros profissionais com quem ele trocou

    idias, em julho do ano passado, sobre a viabilidade e

    a oportunidade de realizar o encontro neste momento.

    Dalton o fez, creio seja pela minha condio atual, de

    presidente do CENP, e tambm por ser, talvez, o nico

    profissional na ativa a ter assistido aos trs Con-

    gressos anteriores, o primeiro deles realizado em 1957,

    na sede da Associao Brasileira de Imprensa, no Rio.

    Eu contava ento 27 anos e ocupava um cargo modes-

    to na Grant Advertising, do Rio Grande do Sul.

    Muitas vezes, desde julho do ano passado, discuti

    com Dalton sobre os assuntos que deveriam ser

    tratados durante o IV Congresso. Nem sempre

    concordamos, mas tenho que reconhecer que a

    persistncia dele est sendo o motor que torna

    possvel a realizao deste certame, nesta altura, j

    uma iniciativa vitoriosa.

    O CENP colaborou com uma parcela pequena para

    o sucesso do IV Congresso Brasileiro de Publicidade e

    espera ver reconhecidos e confirmados no encontro os

    avanos recentes da atividade, ao mesmo tempo em

    que se lana as bases para novos saltos.

    Q

    Sumrio

    Petrnio Corra

    Tenho plena certeza de que a iniciativa capitaneada por DaltonPastore e que acontece em julho, em So Paulo, ser bem sucedidae representar um grande avano para a publicidade brasileira

    CCAAPPAAOO MMEELLHHOORRMMOOMMEENNTTOO DDAAPPUUBBLLIICCIIDDAADDEEBBRRAASSIILLEEIIRRAANUNCA SE ANUNCIOU TANTOPARA TANTA GENTE

    6 A DEMOCRACIA PRECISA DEPUBLICIDADE TICA

    14 O FIM DAS AGNCIAS?

    20 A ECONOMIA MAIS FORTE, O CONSUMO MAISHOMOGNEO

    26 DE NOVO, ACIMA DOPREVISTO; DE NOVO, ACIMADA ECONOMIA

    32 CONSUMO DE MDIA TEMCRESCIMENTO GERAL

    SSEEEESS

    8 ACONTECE

    36 PERGUNTE AO CENPO que voc gostaria desaber sobre o CENP e asNormas-Padro e no tinhaa quem perguntar

    38 A PUBLICIDADE NOSESTADOS

    42 REGIONAIS

    44 ACONTECE NO CENP

    46 CARTAS

  • 5CEN

    P EM

    REV

    ISTA

    2000

    934

    2001

    1.904

    2002

    2.358

    2003

    2.728

    2004

    3.110

    2005

    3.623

    2006

    3.753

    2007

    3.909

    200810/04/08

    3.734

    Agncias certificadas

    Criado em dezembro de 1998, o CENP, Conselho Executivo das Normas-Padro, tem como misso o

    estabelecimento de princpios ticos no relacionamento comercial entre anunciantes, agncias de

    publicidade e veculos de comunicao, por meio de auto-regulamentao.

    O CENP foi fundado pela ABA, ABAP, ABERT, ABTA, ANER, ANJ, Central de Outdoor e FENAPRO e

    tem como principal instrumento de trabalho o documento Normas-Padro da Atividade Publicitria, que

    estabelece as bases do relacionamento comercial e tico da atividade.

    O CENP concede Certificado de Qualificao Tcnica s agncias que cumprem as regras

    estabelecidas nas Normas-Padro, certificao essa que lhes garante o recebimento do desconto-

    padro de agncia, concedido pelos veculos de comunicao.

    A contrapartida certificao o cumprimento, pelas agncias, das Normas-Padro, o que verificado

    rotineiramente pela equipe do CENP por meio de vistoria.

    Conflitos observados ou denunciados so dirimidos pelo Conselho de tica do CENP, formado por 36

    membros, representando anunciantes, agncias e veculos.

    A MISSO DO CENP

    8849 AGNCIAS CADASTRADAS

    EM 10/04/2008

    46 AGNCIAS EM AVALIAO

    EM 10/04/2008

    763 FISCALIZAES E VISTORIAS EM AGNCIAS

    EM 31/03/2008

    @ Escreva para ns (inclusive para questes tcnicas): carta@cenp.com.br Para questes sobre tica comercial: denuncia@cenp.com.br Para questes de certificao/recertificao: certificao@cenp.com.br

    O CENPna internet:

    www.cenp.com.br

    Fale com o CENP:(11) 2172-2367 - cenp@cenp.com.br

    Faa download desta revista e dasedies anteriores em nosso site.

    Fonte: CENP

  • 6CEN

    P EM

    REV

    ISTA

    Em 1 lugar

    AA DDEEMMOOCCRRAACCIIAAPPRREECCIISSAA DDEE PPUUBBLLIICCIIDDAADDEE TTIICCAA

    Petrnio Corra

    CENP est completando este ano uma dcada de

    relevantes trabalhos na definio e defesa de princ-

    pios ticos no relacionamento comercial entre anunciantes,

    agncias de publicidade e veculos de comunicao. Trata-se de

    uma associao formada pelas mais representativas entidades

    do mercado de comunicao do Brasil, que nasceu com o obje-

    tivo de auto-regulamentar as relaes comerciais entre quem

    cria e produz publicidade, quem paga por ela e quem a veicula.

    A criao do CENP foi um marco para o mercado publi-

    citrio brasileiro e, sobretudo, uma demonstrao de matu-

    ridade de um estratgico segmento da economia, que movi-

    menta mais de R$ 24 bilhes por ano. Temos uma intensa e

    saudvel competio dentro de regras justas e transparentes.

    As Normas-Padro da Atividade Publicitria, que estabelecem

    as bases da auto-regulamentao comercial, foram exaustiva-

    mente discutidas, aprovadas e levadas ao Cade, Conselho

    Administrativo de Defesa Econmica, tendo ganhado amparo

    da lei e sendo reconhecidas por pareceres dos mais respei-

    tados juristas brasileiros.

    Apoiado nessa trajetria e perfil em defesa da tica e

    eficincia no mercado publicitrio que consideramos

    oportuno jogar luz sobre uma questo geralmente obscurecida

    pelas convenincias e temores polticos: o mau uso da

    publicidade pelos governos, sobretudo dos estados e

    municpios, com objetivo de beneficiar ou penalizar

    determinadas agncias de publicidade e veculos de

    comunicao.

    Nunca demais registrar que as verbas publicitrias gover-

    namentais so recursos pblicos dinheiro meu, seu, nosso

    que devem ser usados com toda a transparncia e dentro de

    rgidos critrios tcnicos. O uso poltico da publicidade

    imoral e ilegal em todos os seus aspectos.

    O

    A Suprema Corteargentina determinouque o Estado no podemanipular apublicidade. O Brasildeveria seguir omesmo caminho

  • Quando um governo estadual ou prefeitura direciona seus

    investimentos publicitrios para veculos de baixa audincia ou

    sem penetrao no mercado em detrimento de outros,

    comprovadamente mais populares e eficientes, ou ento discri-

    mina determinado veculo em benefcio de outro, de porte

    semelhante, o que temos pura e simples malversao dos

    recursos pblicos. um bem da sociedade usado de forma

    leviana, com intuitos condenveis e sem cumprir o objetivo

    primordial da publicidade: levar informao aos cidados.

    De forma geral, o uso poltico das verbas publicitrias

    governamentais busca premiar determinados grupos e asfixiar

    outros. Quando essa lamentvel prtica est voltada para

    veculos de comunicao, o que temos um evidente atentado

    liberdade de expresso. Numa democracia, nas saudveis

    regras da livre-iniciativa, jornais, revistas, emissoras de rdio e

    TV e sites informam e opinam com independncia quando se

    relacionam com o mercado publicitrio a partir de sua eficin-

    cia junto ao pblico. Neste sentido, o uso poltico de verbas

    publicitrias de governos tambm uma forma covarde e

    revoltante de interferncia na liberdade da sociedade de infor-

    mar e ser informada.

    Recentemente, a Suprema Corte argentina tomou a deciso

    histrica ao determinar que o Estado no pode manipular a

    publicidade, concedendo-a a alguns meios ou retirando-a de

    outros com base em critrios discriminatrios e, tampouco,

    pode utilizar a publicidade como uma forma indireta de afetar

    a liberdade de expresso. A jurisprudncia criada pela mais

    alta corte da Argentina mereceu at premiao da Sociedade

    Interamericana de Imprensa.

    Seria bom, muito bom, que o Brasil seguisse o mesmo

    caminho. Dinheiro pblico deve ser aplicado dentro de critrios

    estritamente tcnicos, e nada que busque constranger a liber-

    dade de expresso pode ser tolerado. Publicidade uma ativi-

    dade fundamental nas sociedades modernas e democrticas e

    deve ser exercida com absoluto princpio tico.

    7

    CEN

    P EM

    REV

    ISTA

    O uso poltico da publicidade imoral e ilegal em todos seus aspectos

  • Acontece

    DDIISSCCUUTTIINNDDOO OO FFUUTTUURROO

    8

    CEN

    P EM

    REV

    ISTA

    inte e cinco