Cemec jornada tv a cabo aula 2 - ambiente legal - gilberto toscano - maio 2014

Download Cemec jornada tv a cabo aula 2  - ambiente legal - gilberto toscano - maio 2014

Post on 18-Dec-2014

77 views

Category:

Education

2 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

O mercado audiovisual brasileiro vive um momento de grandes expectativas. A nova lei de TV por assinatura transfigurou as relaes de mercado e ampliou consideravelmente o investimento pblico no setor, por meio do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Um dos maiores desafios das produtoras tm sido a criao e formatao de seriados e programas de TV que atendam as necessidades dos programadores, em busca de projetos com potencial de pblico e no perfil de seus canais para cumprir cotas exigidas pela nova Lei da TV. O sucesso comercial de um projeto passa, portanto, pela preparao de seu contedo e o foco de seu resultado. A Jornada TV por Assinatura tem por objetivo preparar roteiristas, diretores e produtores para fazer uma abordagem comercial a partir do conceito do projeto, de forma a torn-lo potencialmente competitivo e bem direcionado para vencer os pitchings do FSA. Inclusive como o produtor pode se preparar para obter uma boa defesa do seu projeto oral para os analistas do FSA. AULA 2 | Introduo ao Ambiente Legal | Gilberto Toscano de Brito | rgos governamentais e regularizao de direitos em uma obra audiovisual. O sistema de cotas criados pela Lei de TV a cabo (1 parte).

TRANSCRIPT

  • 1. Introduo ao ambiente legal: rgos governamentais e regularizao de direitos. Gilberto Toscano
  • 2. rgos governamentais
  • 3. POLTICA PBLICA CULTURAL: RGOS GOVERNAMENTAIS EM MBITO FEDERAL MINISTRIO DA CULTURA (1985): fomento e incentivo cultura. - 6 Secretarias: de Polticas Culturais; da Cidadania e da Diversidade Cultural; do Audiovisual (SAV); de Economia Criativa; de Articulao Institucional; e de Fomento e Incentivo. - 6 Entidades Vinculadas: 4 fundaes e 2 autarquias (dest: Agncia Nacional de Cinema ANCINE). - Plano Nacional de Cultura: princpios, objetivos, 53 metas de longo prazo.
  • 4. COMENTRIOS INTRODUTRIOS: POLTICA PBLICA CULTURAL EM MBITO FEDERAL -SAV: prope a poltica nacional do cinema e do audiovisual, respeitadas as diretrizes da poltica nacional do cinema e do audiovisual e do Plano Nacional de Cultura. Fomento. Editais da SAV: Desenvolvimento de Roteiros, Curta de Animao, Curta Criana 2013, Longa Doc 2013, Curta-metragem 2013 etc. -ANCINE (2001): agncia regulatria cujas competncias so fixadas no art. 7 da MP 2228-1/01, entre as quais executar a poltica nacional de fomento ao cinema (definida pelo Conselho Superior de Cinema art. 3). Fomento, incentivo e fiscalizao audiovisuais. -Outras instituies implicadas: Ministrio da Justia (classificao indicativa), Fundao Biblioteca Nacional (meio de prova de registro de criaes autorais como roteiros e argumentos), BNDES (Procult: fomento, incentivo) etc.
  • 5. COMENTRIOS INTRODUTRIOS: POLTICA PBLICA CULTURAL EM OUTROS MBITOS ESTADO DE SO PAULO: Secretaria de Estado da Cultura (ESP): fomento. - Lei Estadual - Proac (Lei 12486/06) mecanismo de patrocnio a projetos de determinados segmentos culturais que permite a contribuintes o ICMS o abatimento integral dos valores aportados, respeitados o limite individual e o global; MUNICPIO DE SO PAULO: fomento. Secretaria Municipal de Cultura e SPCine (So Paulo). - Lei Municipal 15948/13 (ProMac): Programa Municipal de Apoio a Projetos Culturais (contribuintes do ISS e IPTU); e - SP Cine (editais).
  • 6. COMENTRIOS INTRODUTRIOS: POLTICA PBLICA AUDIOVISUAL FEDERAL - ANCINE Autarquia federal, agncia reguladora criada pela MP 2228- 1/2001 (...) promoo do desenvolvimento regulao tendo como foco o ambiente de negcios do audiovisual. Parte da estrutura do MinC, atua sob as diretrizes do Conselho Superior do Cinema (falar da SAV) Locus de conhecimento especfico dentro do Estado brasileiro sobre o setor audiovisual (...) Garante a proteo s obras audiovisuais brasileiras: fiscaliza a cota de tela, no cinema, (desde Vargas) fiscaliza as obrigaes legais quanto organizao dos pacotes e exibio de contedos independentes, na TV paga; (2011 Lei 12.485/11)
  • 7. COMENTRIOS INTRODUTRIOS: POLTICA PBLICA CULTURAL - ANCINE Credencia empresas que exercem atividade de programao e empacotamento na TV paga. Coordena sua atuao com outras autoridades pblicas, em especial a ANATEL e os rgos do SBDC. Administra mecanismos de incentivo fiscal produo de contedos audiovisuais para cinema e televiso. Desenvolve programas de valorizao do desempenho comercial (PAR) e artstico (PAQ) dos filmes brasileiros. Apoia a promoo internacional dos contedos brasileiros. Planeja e executa as aes financeiras do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Etc.
  • 8. Regularizao de direitos: a relao da produtora com a obra audiovisual
  • 9. Produtora - Produtor: a pessoa fsica ou jurdica que toma a iniciativa e tem a responsabilidade econmica da primeira fixao do fonograma ou da obra audiovisual, qualquer que seja a natureza do suporte utilizado (LDA art. 5, XI) - A anlise de projetos de obras audiovisuais... realizados com a utilizao dos mecanismos de incentivo institudos pelas Leis n. 8.313/91, n. 8.685/93, n. 10.179/01, bem como pelo inciso X, do art. 39 e art. 41... da Medida Provisria n. 2.228-1, est condicionada prvia classificao da empresa proponente. Pessoas Fsicas ficam limitadas captao apenas no mbito da Lei n. 8.313/91, at o limite de dois projetos, cuja soma de oramentos no poder ultrapassar o Nvel 1.... (arts. 1 e 10 da IN 54/06 Ancine).
  • 10. Produtora brasileira e independente (fomento) - Incentivos beneficiam apenas produo brasileira e independente: Produtora brasileira: capital social majoritrio na mos de brasileiros natos ou naturalizados h mais de 10 anos, com poder decisrio de fato e de direito; Independente: obra cuja produtora majoritria (51%) no tenha vnculo direto nem indireto com emissoras de TV ou operadoras de TV por assinatura; Obras brasileiras no publicitrias: nacionais ou em coproduo internacional; e Gneros: fico, documentrio e animao.
  • 11. Produtora brasileira e independente (cotas em pay tv) - Empresa que produza contedo audiovisual que atenda as seguintes condies, cumulativamente: a) ser constituda sob as leis brasileiras; b) ter sede e administrao no Pas; c) 70% (setenta por cento) do capital total e votante de titularidade de brasileiros natos ou naturalizados h mais de 10 anos; d) a gesto das atividades da empresa e a responsabilidade editorial sobre os contedos produzidos devem ser de brasileiros natos ou naturalizados h mais de 10 anos.
  • 12. Produtora brasileira e independente (cotas em pay tv) e) no ser controladora, controlada ou coligada a programadoras, empacotadoras, distribuidoras ou concessionrias de servio de radiodifuso de sons e imagens (consultar IN 91/10); b) no estar vinculada a instrumento que objetive conferir a scios minoritrios (quando programadoras, empacotadoras, distribuidoras ou concessionrias de servios de radiodifuso de sons e imagens) direito de veto comercial ou de interferncia comercial sobre os contedos produzidos; e c) no manter vnculo de exclusividade que a impea de produzir ou comercializar para terceiros os contedos audiovisuais por ela produzidos.
  • 13. Obra Audiovisual A que resulta da fixao de imagens com ou sem som, que tenha a finalidade de criar, por meio de sua reproduo, a impresso de movimento, independentemente dos processos de sua captao, do suporte utilizado inicial ou posteriormente para fix-lo, bem como dos meios utilizados para sua veiculao (LDA art. 5, VIII, i).
  • 14. Obra Audiovisual - so obras intelectuais protegidas as criaes do esprito, expressas por qualquer meio e fixadas em qualquer suporte..., tais como... As obras audiovisuais.... A proteo aos direitos de que trata esta Lei independe de registro (LDA arts. 7, VI e 18). - O prazo de proteo aos direitos patrimoniais sobre obras audiovisuais e fotogrficas ser de setenta anos, a contar de 1de janeiro do ano subseqente ao de sua divulgao (LDA art. 44).
  • 15. Autores da obra audiovisual - Autor a pessoa fsica criadora de obra literria, artstica ou cientfica e pertencem ao autor os direitos morais e patrimoniais sobre a obra que criou. (LDA - arts.11 e 22). - Cabe ao autor o direito exclusivo de utilizar, fruir e dispor da obra literria, artstica ou cientfica e no havendo disposio em contrrio, podero os co-autores da obra audiovisual utilizar-se, em gnero diverso, da parte que constitua sua contribuio pessoal (LDA - arts. 28 e 85). - A produtora, portanto, no titular originria de direitos autorais sobre a obra audiovisual. Se quiser ser titular deles, deve adquiri-los. Como? Por contrato.
  • 16. Autores da obra audiovisual -So co-autores da obra audiovisual o autor do assunto ou argumento literrio, musical ou ltero-musical e o diretor... Consideram-se co-autores de desenhos animados os que criam os desenhos utilizados.... Os co-autores da obra intelectual exercero, de comum acordo, os seus direitos, salvo conveno em contrrio (LDA - arts.16 e 23). - assegurada a proteo s participaes individuais em obras coletivas (LDA - art. 17). - H dois tipos de direitos autorais: os morais (decorrentes do vnculo do autor com a obra) e os patrimoniais (decorrentes da utilizao da obra).
  • 17. Direitos morais na obra audiovisual - So direitos morais do autor: (...) II - o de ter seu nome, pseudnimo ou sinal convencional indicado ou anunciado, como sendo o do autor, na utilizao de sua obra; (...) IV - o de assegurar a integridade da obra, opondo-se a quaisquer modificaes ou prtica de atos que, de qualquer forma, possam prejudic-la ou atingi-lo, como autor, em sua reputao ou honra; (...) V - o de modificar a obra, antes ou depois de utilizada (LDA - art. 24). - Os direitos morais do autor so inalienveis e irrenunciveis. A produtora no pode adquiri-los. Cabe... ao diretor o exerccio dos direitos morais sobre a obra audiovisual (LDA - arts. 27 e 25).
  • 18. Direitos patrimoniais na obra audiovisual: aquisio. - A aquisio de direitos autorais patrimoniais pode se dar por meio de cesso (transferncia) ou de licena. - Necessidade de obteno de: licena/cesso para utilizao dos direitos autorais patrimoniais resultantes dos servios dos coautores e dos demais participantes da obra audiovisual. - Obs: direitos conexos aos de autor no se adquirem, s se licenciam (art. 13 do Dec. 6533/78). - Necessidade de obteno de licena/cesso para utilizao de obras pr-existentes na nova obra audiovisual. - Obs: necessidade de obteno de licena para uso de atributos da personalidade de terceiros (imagem, nome, voz etc.).
  • 19. Direitos patrimoniais na obra audiovisual: modalidades de utilizao da obra audiovisual - Interpretao restritiva: As diversas modalidades de utilizao de obras literrias, artsticas ou cientficas... so independentes entre si, e a autorizao concedida pelo autor, ou pelo produtor, respectivamente, no se estende a quaisquer das demais e depende de autorizao prvia e expressa do autor a utilizao da obra, por quaisquer modalidades... (LDA - arts. 29 e 31). - Utilizao de obras e exclusividade: a autorizao do autor e do intrprete de obra... para produo audiovisual implica, salvo disposio em contrrio, consentimento para sua utilizao econmica. 1 A exclusividade da autorizao depende de clusula expressa e cessa dez anos aps a celebrao do contrato (LDA - art. 81).
  • 20. Parmetros negociais para aquisio de direitos: cadeia de direitos. - Instrumentos de cesso e de licena coerentes com o pactuado com investidores/coprodutores/distribuidores/exibidores: especificar perodo; territrio; valor, mesmo que gratuito; e modalidades de utilizao (existentes) e mdias/suportes; - Destaques: crditos; exclusividade; eventos de lanamento/promoo; foro; servios futuros; estruturao de clusula de pagamento consoante LDA; alterao/no aproveitamento de servios; menores (ECA, CB88 e alvar) e previso de que o autor no pode utilizar sua contribuio individual (ressalvado portfolio);
  • 21. Parmetros para viabilizao e comercializao da obra audiovisual. - A opo de cesso/licena de direitos como ferramenta contratual para viabilizao financeira do desenvolvimento de uma obra audiovisual; - Atividade estruturada de clearance: decupagem jurdica do documento, risk management e negociao com titulares de direitos; - A identificao de possveis obras derivadas e produtos da obra audiovisual (ancillary rights) desde a estruturao do projeto audiovisual; - Alternativas para viabilizao da produo da obra: crescimento do product placement (migrao publicitria no contexto do mercado on demand), crowdfunding e equity crowdfunding, fundos de investimento;
  • 22. Parmetros para comercializao da obra audiovisual. - Convergncia das diversas negociaes para coproduo e comercializao da obra (evitar sobreposio de licenas); - Assentimento dos demais parceiros quanto a investimentos ou adiantamentos com reteno prioritria sobre receitas; - Comercializao da obra audiovisual (1): quando (perodo), como (janelas de explorao) e onde (territrios) sero licenciados direitos para coprodutores/distribuidores/sales agents; - Comercializao da obra audiovisual (2): diferenciar a efetiva explorao da estratgia de aquisio de direitos para evitar concorrncia. Clusula de reverso como soluo possvel.
  • 23. Desafios produtora audiovisual - No h padro de term...