Cdigo de Normas TJ RR

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  • PROVIMENTO N. 001/2009.

    Institui o Cdigo de Normas da Corregedoria Geral de Justia e d outras

    providncias

    O Desembargador Jos Pedro Fernandes, Corregedor-Geral de Justia do Estado de

    Roraima, no uso de suas atribuies legais e regimentais e,

    C o n s i d e r a n d o , a necessidade de unificao, atualizao e reviso dos

    Provimentos e das Instrues Normativas expedidas pela Corregedoria Geral de Justia,

    visando a adequao das normas s novas realidades da Justia do Estado de Roraima,

    sobretudo com a implantao do processo judicial virtual e expanso dos servios

    administrativos deste Poder Judicirio;

    A t e n t o s recentes alteraes da legislao processual civil e penal, e ainda da

    organizao do quadro de pessoal e plano de carreira dos servidores do Poder Judicirio do

    Estado;

    R E S O L V E :

    Art. 1.. Instituir o Cdigo de Normas da Corregedoria Geral de Justia, conforme Anexo I.

    Art. 2.. Revogam-se as disposies em contrrio, em especial os Provimentos da

    Corregedoria-Geral de Justia expedidos at 31 de dezembro de 2008 e as Portarias/CGJ

    nos. 054/2005, 106/2005, 116/05, 075/06 e 017/09.

    Art. 3.. Este provimento entra em vigor na data da sua publicao.

    Publique-se. Registre-se. Cumpra-se.

    Boa Vista - RR, 16 de maro de 2009.

    DES. JOS PEDRO FERNANDES

    CORREGEDOR-GERAL DE JUSTIA

    PROVIMENTO CGJ/N 001/2009

    CDIGO DE NORMAS DA CORREGEDORIA GERAL DE JUSTIA

  • ANEXO I

    NDICE SISTEMTICO DO CDIGO DE NORMAS DA CORREGEDORIA GERAL DE

    JUSTIA

    TTULO I - DOS JUZES, DOS AUXILIARES DA JUSTIA, DAS VARAS E DOS

    CARTRIOS.

    Captulo I - Dos Juzes.

    Seo I - Das atribuies em geral. - art. 1..

    Seo II - Do cumprimento das cartas precatrias. - arts. 2. a 4..

    Captulo II - Dos Auxiliares da Justia.

    Seo I - Dos Escrives. - art. 5..

    Seo II - Dos Oficiais de Justia.

    Subseo I - Das atribuies. - art. 6o.

    Subseo II - Das diligncias. - art. 7o a 10.

    Captulo III - Das Varas.

    Seo I - Das Varas Cveis. - arts. 11 a 15.

    Seo II - Das Varas Criminais. - arts. 16 a 28.

    Captulo IV - Dos Cartrios Judiciais e demais servios.

    Seo I - Do expediente e das rotinas. - arts. 29 a 32.

    Seo II - Das consultas e vista de autos. - arts. 33 e 34.

    Seo III - Das certides e congneres. - art. 35.

    Seo IV - Da numerao e anotaes nos autos. - arts. 36 a 39.

    Seo V - Do segredo de justia. - art. 40.

    Seo VI - Do arquivamento e baixa. - arts. 41 e 42.

    Seo VII - Da distribuio. - arts. 43 e 44.

    Seo VIII - Da contadoria. - arts. 45 a 47.

    Seo IX - Dos selos hologrficos de autenticidade. - arts. 48 e 49.

    Seo X - Das certides criminais em geral. - art. 50.

    Seo XI - Do sistema de solicitaes do Poder Judicirio ao Banco Central do

    Brasil. - arts. 51 a 55.

    Seo XII - Das tarjas de identificao processual. - arts. 56 e 57.

    TTULO II - DA COMISSO ESTADUAL JUDICIRIA DE ADOO INTERNACIONAL

    (CEJAI/RR).

    Captulo I - Da finalidade. - art. 58.

    Captulo II - Do funcionamento e das atribuies. - arts. 59 a 71.

    TTULO III - DOS SERVIOS DE NOTAS E DE REGISTROS. - arts. 72 a 86.

    TTULO IV - DO SISCOM - CNJ/PROJUDI.

  • Captulo I - Do SISCOM. - arts. 87 e 88.

    Captulo II - Do CNJ/PROJUDI. - arts. 89 a 107.

    TTULO V - DAS CORREIES. Captulo I - Das correies parciais virtuais. - art. 108.

    Captulo II - Das correies ordinrias e extra-ordinrias. - arts. 109 a 113.

    TTULO VI - DO TERMO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA. - arts. 114 a 118.

    TTULO VII - DO PROTESTO DE SENTENA LQUIDA. - arts. 119 a 123.

    TTULO VIII - DO PROTESTO DE CUSTAS JUDICIAIS. - arts. 124 a 127.

    TTULO IX - DO ARQUIVAMENTO DE EXECUES FISCAIS DE PEQUENO

    VALOR. - arts. 128 a 130.

    TTULO X - DAS INTIMAES E COMUNICAES- arts. 131 a 132.

    TTULO XI - EXECUO PENAL (Execuo de pena privativa de liberdade e de

    medida de segurana) - arts. 133 a 154.

    Captulo I - Da execuo penal - arts. 133 a 139.

    Captulo II - Da guia de recolhimento provisrio - arts. 140 a 143.

    Captulo III - Do atestado de pena a cumprir - arts. 144 e 145.

    Captulo IV - Da execuo de medida de segurana - arts. 146 a 149.

    Captulo V - Disposies gerais - arts. 150 a 154

    TTULO XII - MANUAL PRTICO DE ROTINAS DAS VARAS CRIMINAIS E DE

    EXECUO

    PENAL - ART. 155

    TTULO XIII DO PROCEDIMENTO PARA ALIENAO, POR INICIATIVA PARTICULAR, DE BENS PENHORADOS EM SEDE DE PROCESSOS DE

    EXECUO ( 3 DO ART. 685-C DO CPC)

    TTULO I

    DOS JUZES, DOS AUXILIARES DA JUSTIA, DAS VARAS E DOS CARTRIOS

    CAPTULO I

    DOSJUZES

    SEO I

    Das atribuies em geral

    Art. 1. atribuio dos juzes, alm de processar e julgar os feitos de sua

    competncia:

    I - orientar os servios da vara, zelando pela normalidade, ordem e celeridade dos

    trabalhos e para que os atos processuais sejam realizados na forma e nos prazos

    legais;

    II - comunicar Corregedoria-Geral de Justia as infraes disciplinares cometidas

  • por servidores que lhes sejam subordinados;

    III - comunicar Procuradoria-Geral de Justia, Seccional local da Ordem dos

    Advogados do Brasil, Procuradoria-Geral do Estado e Defensoria Pblica de

    Roraima as faltas, omisses, ausncias ou outros atos praticados por membros dos

    mencionados rgos, que lhes possam interessar disciplinarmente;

    IV - orientar o escrivo sobre a necessidade da imediata concluso dos processos que

    se encontrem pendentes de sua apreciao;

    V - discriminar, mediante portaria, os atos meramente ordinatrios a serem

    praticados pelo escrivo e demais servidores, visando a desburocratizao e racional

    tramitao dos feitos;

    VI - submeter Corregedoria-Geral de Justia cpia das portarias baixadas;

    V I I - sugerir Corregedoria-Geral de Justia as alteraes no SISCOM que

    entenderem pertinentes ao aprimoramento das prticas e rotinas cartorrias;

    (Alterado pelo Provimento/CGJ 006/2009)

    VIII - os juzes das varas cveis e juizados especiais devem estabelecer,

    preferencialmente, o prazo de 12 (doze) meses para os processos arquivados

    provisoriamente, com a respectiva certificao nos autos e com meno expressa a

    este inciso, para fins de registro no SISCOM.

    Pargrafo nico. Na realizao de audincias podero os Juzes adotar as seguintes

    providncias: (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 001/2010)

    a) sendo a pessoa com deficincia auditiva partcipe do processo oralizado e se assim

    o preferir, o Juiz dever com ela se comunicar por anotaes escritas ou por meios

    eletrnicos, o que inclui a legenda em tempo real, bem como adotar medidas que

    viabilizem a leitura labial; (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 001/2010)

    b) nomeao ou permisso de utilizao de guia intrprete, sempre que figurar no

    processo pessoa com deficincia auditiva e visual, o qual dever prestar compromisso

    e, em qualquer hiptese, ser custeado pela administrao dos rgos do Judicirio;

    (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 001/2010)

    c) registro da audincia, caso o Juiz entenda necessrio, por filmagem de todos os

    atos nela praticados, sempre que presente pessoa com deficincia auditiva.

    (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 001/2010)

    SEO II

    Do cumprimento das cartas precatrias

    Art. 2. As ordens de priso (civil ou criminal) oriundas de outros Estados somente

    sero cumpridas por intermdio de carta precatria instruda com o correspondente

    mandado original e com cpia da deciso do juzo deprecante, aps despacho do juiz

    competente. (Alterado pelo Provimento/CGJ 005/2010)

    1. Dispensa-se o correspondente mandado original quando o juzo deprecante e o

    deprecado forem ambos do Poder Judicirio do Estado de Roraima, mediante utilizao

    do SICOJURR. (Alterado pelo Provimento/CGJ 005/2010)

  • 2. As cartas precatrias destinadas a interrogatrio sero instrudas com os

    seguintes documentos: (Alterado pelo Provimento/CGJ 005/2010)

    a) cpia da pea inaugural do feito;

    b) cpia do auto de priso em flagrante ou do depoimento do acusado na esfera

    policial, conforme o caso; e

    c) outras peas reputadas necessrias pelo juzo.

    3. As cartas precatrias destinadas inquirio de testemunhas sero instrudas

    com as peas descritas no pargrafo anterior e contero, se houver: (Alterado pelo

    Provimento/CGJ 005/2010)

    a) cpia do depoimento prestado pela testemunha na esfera policial; e

    b) cpia das alegaes preliminares.

    4. As cpias de autos que acompanharem cartas precatrias destinadas a citao

    ou intimao no sero autuadas, devendo acompanhar os respectivos mandados.

    (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 005/2010)

    Art. 3. O cumprimento de cartas precatrias depende de preparo prvio, exceto nos

    casos de iseno legal.

    Pargrafo nico. Comunicado ao juzo deprecante o valor das custas devidas e no

    realizado o preparo no prazo de 30 (trinta) dias, a carta precatria ser devolvida sem

    cumprimento.

    Art. 4. O juiz poder solicitar confirmao de autenticidade da carta precatria ou

    qualquer outro esclarecimento que julgue necessrio ao seu cumprimento,

    certificando-se nos autos.

    CAPTULO II

    DOS AUXILIARES DA JUSTIA

    SEO I

    Dos Escrives

    Art. 5.. So atribuies dos escrives, alm daquelas definidas em lei:

    I - cumprir as normas legais e regulamentares, em especial as determinaes

    contidas na LCE n. 053, de 31/12/2001, instituidora do Regime Jurdico dos

    Servidores Pblicos Civis do Estado de Roraima e LCE n. 002, de 22 de setembro de

    1993, na forma do disposto na LCE n. 142, de 29 de dezembro de 2008.

    II - organizar, distribuir e manter em ordem os servios do cartrio, superintendendo

    e fiscalizando sua execuo;

    III - manter o cartrio aberto e em funcionamento durante o horrio de expediente,

  • ausentando-se apenas quando nele estiver presente quem legalmente o substituir;

    IV - cumprir e fazer cumprir as ordens e decises judiciais que lhe couberem;

    V - fornecer certido de comparecimento s pessoas chamadas a juzo, para fins de

    justificao junto a empregadores ou rgos pblicos;

    VI - afixar, em local visvel e de fcil acesso, os expedientes necessrios;

    V I I - verificar, periodicamente, a regularidade das cargas e vistas, adotando as

    providncias necessrias para que os autos sejam devolvidos no prazo legal,

    certificando, sempre, qualquer irregularidade encontrada;

    VIII - encaminhar os mandados para distribuio, com antecedncia mnima de 15

    (quinze) dias e mxima de 90 (noventa) dias da audincia, observando-se as regras

    processuais pertinentes, ressalvados os casos urgentes definidos no pargrafo

    segundo deste artigo, os quais sero encaminhados para o planto dirio (zona de

    urgncia) da central de mandados, para cumprimento imediato; (Alterado pelo

    Provimento/CGJ 007/2009)

    IX - adotar, quando for conveniente, a via postal na comunicao dos atos

    processuais, utilizando-se dos oficiais de justia estritamente nos casos previstos em

    lei;

    X - solicitar por correio eletrnico (e-mail) a devoluo dos mandados enviados para

    cumprimento sempre que a diligncia tiver se tornado intil ou incabvel;

    XI - inserir no sistema, dados que reflitam a situao do andamento dos processos,

    abstendo-se do uso de cdigos ou quaisquer expedientes capazes de comprometer a

    real estatstica da vara;

    X I I - fazer as comunicaes ao cartrio distribuidor nos casos previstos neste Cdigo

    de Normas;

    XIII - zelar para que as intimaes do Ministrio Pblico e da Defensoria Pblica

    sejam feitas pessoalmente, ou por meio eletrnico nos casos de processos do sistema

    CNJ - PROJUDI;

    XIV Zelar para que conste nos alvars de soltura, alm da transcrio da ordem judicial, o nmero do feito, a tipificao penal e o nome do Advogado ou Defensor

    Pblico responsvel pelo pedido de soltura; (Alterado pelo Provimento CGJ

    003/2012)

    XV - autenticar documentos;

    XVI - remeter imediatamente, os autos ao Juiz, ao Ministrio Pblico e Defensoria

    Pblica quando consignados os termos de concluso e vista, no podendo os autos

    permanecer em cartrio, obedecido o prazo do art. 190 do CPC;

    XVII - assegurar que os termos de concluso e vista de autos contenham a data

    correspondente ao dia do ato, sendo remetidos mediante protocolo datado e assinado

    pelo recebedor;

  • XVIII - ressalvar expressamente, nas entrelinhas, as emendas e rasuras, para que

    possam ser consideradas vlidas, conforme art. 171 do CPC;

    XIX - subscrever, de ordem, os seguintes documentos:

    a) mandados de notificao, intimao e avaliao;

    b) ofcios em geral, salvo os que impliquem transferncia de valores, movimentao

    de saldos e pagamento em aditamento a mandado, bem como aqueles dirigidos a

    magistrados, membros do Poder Legislativo e Tribunais de Contas, Chefe do Poder

    Executivo e respectivos Ministros e Secretrios, Procuradores-Gerais, membros do

    Ministrio Pblico e Defensoria Pblica, Oficiais Generais e Comandantes de unidades

    militares; e

    c) editais.

    XX - informar sobre a tempestividade de recursos antes de submet-los a despacho.

    XXI - zelar para que os autos no fiquem paralisados por mais de 30 (trinta) dias;

    XXII - intimar o detentor de autos quando no devolvidos no prazo assinado, para

    que os restitua no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, comunicando de imediato ao

    juiz eventual descumprimento;

    XXIII - intimar o oficial de justia, por correio eletrnico (e-mail), fornecido pelo

    Departamento de Tecnologia da Informao, a devolver os mandados que estejam em

    seu poder h mais de 30 (trinta) dias, excetuando-se os mandados que cumpridos

    aps este prazo, no acarretem prejuzos s partes ou aos processos, os quais

    devero ser devolvidos no prazo de sessenta (60) dias; (Alterado pelo

    Provimento/CGJ 002/2010)

    XXIV - proceder s intimaes em cartrio, sempre que possvel, para as audincias

    e sesses do Tribunal do Jri, bem como para cincia de sentenas e decises;

    XXV - fixar tarjas ou etiquetas de identificao nos autos que tenham prioridade de

    tramitao e inutilizar os espaos em branco nos autos;

    XXVI - certificar, antes da instalao do julgamento no Plenrio do Tribunal do Jri,

    estando o ru preso pelo processo, quanto existncia de priso em flagrante

    vigente, e de outros mandados de priso, possibilitando a libertao imediata do ru

    no prprio plenrio, no caso de absolvio, sem a necessidade de sua reconduo ao

    estabelecimento prisional de origem. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ

    007/2009)

    1. Outros atos ou procedimentos que se fizerem necessrios ao bom andamento dos

    servios cartorrios podero ser realizados por qualquer servidor, mediante autorizao

    do juiz.

    2. So considerados urgentes para fins do que dispe o inciso VIII deste artigo:

    a) os mandados expedidos em razo de deferimento de liminares;

    b) os alvars de soltura;

  • c) os mandados de conduo coercitiva oriundos de audincias suspensas, para

    conduo imediata; (Alterado pelo Provimento/CGJ 007/2009)

    d) outros casos em que o juiz tenha determinado a urgncia atravs de despacho ou

    deciso devidamente fundamentada;

    e) os mandados referentes a processos de rus presos devero ser expedidos com

    antecedncia mnima de quinze (15) dias, em se tratando de intimao para

    audincia, com exceo das audincias ou outros atos designados pelo Juiz com

    antecedncia inferior a quinze (15) dias, devendo a central de mandados receber e

    distribuir imediatamente tais mandados para cumprimento na zona de urgncia;

    (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 002/2009)

    f) Os mandados de priso; (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 002/2009)

    g) Mandados expedidos em razo de deferimento de medida protetiva de urgncia.

    (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 007/2009)

    SEO II

    Dos Oficiais de Justia

    Subseo I

    Das atribuies

    Art. 6. So atribuies dos oficiais de justia, alm daquelas definidas em lei:

    I - exercer as funes que lhes so atribudas pelas leis processuais e pela legislao

    especfica, conforme estabelecido no plano de carreira dos servidores do Poder

    Judicirio do Estado de Roraima;

    II - cumprir pessoalmente os mandados e demais ordens, identificando-se ao incio das

    diligncias, declinando nome e cargo e exibindo, obrigatoriamente, a Carteira de Identidade

    Funcional;

    III - receber pessoalmente os mandados judiciais e demais ordens para cumprimento,

    mediante protocolo, que dever ser devolvido coordenao da central de mandados ou na

    escrivania respectiva, conforme o caso;

    IV- lavrar certides circunstanciadas, fazendo constar todos os dados e elementos

    verificados na diligncia; e

    V - devolver, devidamente cumpridos, os mandados que estiverem em seu poder antes

    de entrar em gozo de frias, quando for designado para cumprimento de diligncias no

    interior do Estado por conta do sistema de rodzio ou no caso de licenas de qualquer

    natureza, salvo as de natureza urgente.

    1. No sero distribudos mandados ao oficial de justia nos cinco (05) dias teis que antecederem o incio das respectivas frias, fruio de recesso forense ou perodo em que estiver o oficial de justia, lotado em Boa Vista, escalado para cumprimento de mandados no interior do Estado. (alterado pelo Provimento/CGJ n. 009/2010)

  • 2. vedado ao oficial de justia, sob pena de incorrer em transgresso disciplinar, o

    recebimento de quaisquer valores ou vantagens de partes e advogados para

    cumprimento dos mandados, salvo quando expressamente autorizado em Lei;

    3.. Cumprir diligncias como penhora, busca e apreenso etc., independentemente da

    localizao do bem, considerando-se para fins de distribuio do mandado, conforme

    zoneamento adotado pela central de mandados, o endereo da parte.

    (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 007/2009)

    Subseo II

    Das diligncias

    Art. 7.. Ao efetuar as citaes, notificaes, intimaes e quaisquer outras diligncias, os oficiais de justia, aps a leitura do mandado, fornecero ao destinatrio a respectiva contra-f.

    Art. 8.. No cumprimento dos mandados de citao, notificao ou intimao, os

    oficiais de justia exigiro do destinatrio da diligncia a exibio do documento de

    identidade, cujos dados constaro da respectiva certido.

    Art. 9o. Nos processos de execuo cvel, incluindo os dos juizados especiais, aps a

    citao para pagamento, deve o oficial de justia manter o mandado em seu poder

    para que, aps o prazo concedido ao executado (para pagar ou nomear bens) e

    restando negativas essas hipteses, diligencie na forma da lei processual civil vigente,

    para a realizao da penhora de bens do executado.

    Art. 10. Nas execues fiscais, aps a citao, no sendo paga a dvida nem indicado

    bem penhora, dever o oficial de justia devolver o mandado ao cartrio para que

    seja procedida a penhora atravs do Sistema de Solicitaes do Poder Judicirio ao

    Banco Central do Brasil (BACEN JUD).

    CAPTULO III

    DAS VARAS

    SEO I

    Das Varas Cveis

    Art. 11. Nas varas cveis, alm de outros casos a critrio do juiz, os seguintes fatos

    sero comunicados distribuio:

    I - retificao, incluso ou excluso de nome de partes e de advogados;

    II - interveno de terceiros, assistncia litisconsorcial e reconveno;

    III - modificao da natureza ou do procedimento do feito; e

    IV - extino do feito ou sua remessa a outro juzo.

    Pargrafo nico. A comunicao, atravs de ofcio ou meio eletrnico, dever conter

  • a natureza do feito, o nome do autor e do ru, devidamente qualificados (CPF ou

    CNPJ, filiao, identidade ou qualquer outro elemento de qualificao).

    Art. 12. Nos casos de extino de processo em que houver instituio de tutela e

    curatela, somente ser determinada a expedio de ofcio de baixa distribuio aps

    a suspenso dessas restries.

    Art. 13. Os mandados de priso civil sero expedidos com validade de 90 (noventa)

    dias e renovados ao fim desse prazo.

    Art. 14. Os depsitos judiciais em dinheiro sero feitos em nome da parte ou do

    interessado, em conta especial movimentada por ordem do juiz da causa.

    Art. 15. Ultrapassado o prazo de 12 (doze) meses no depsito pblico e salvo

    impedimento legal no caso concreto, o juiz da causa poder autorizar, intimadas as partes, a

    venda dos bens em leilo coletivo.

    SEO II

    Das Varas Criminais

    Art. 16. Nas varas criminais, alm de outros casos a critrio do juiz, os seguintes fatos

    sero comunicados ao Instituto Nacional de Identificao (INI), Secretaria de Segurana

    Pblica de Roraima e distribuio:

    I - retificao de nomes, incluso ou excluso de rus ou indiciados;

    II - mudana na classificao do delito; e

    III - anotaes por arquivamento, absolvio, impronncia e extino de punibilidade.

    Art. 17. Tero andamento prioritrio os processos que envolvam ru preso, vtima menor

    de idade, idosos, os que envolvam violncia domstica contra mulher e outros casos que a lei

    determinar.

    Art. 18. Apenas o Juzo da Vara de Execues Penais poder conhecer de pedidos de

    transferncias de presos, mesmo em se tratando de priso provisria.

    1. Os pedidos formulados a outros juzos, por meio de ofcio da Administrao dos

    estabelecimentos penais ou por requerimento dos prprios presos, devero ser

    remetidos Vara de Execues Penais, competente para a apreciao.

    2. Caso o pedido de transferncia seja deferido, a Vara de Execues Penais

    comunicar o fato ao juzo a que estiver vinculado o preso provisrio.

    Art. 19. Na expedio de mandado de priso, provisrio ou condenatrio, dever constar, como termo final para o seu cumprimento, a data limite presumida, de acordo com a prescrio em abstrato ou em concreto, observadas as regras dos artigos 118 e 119 do Cdigo Penal.(Alterado pelo Provimento/CGJ 006/2012)

    Pargrafo nico. No momento do cadastramento do mandado de priso no Banco Nacional de

  • Mandado de Priso do CNJ - BNMP, dever ser preenchido, no campo data de expirao, o prazo prescricional nele registrado. (Alterado pelo Provimento/CGJ 006/2012)

    Art. 20. proibido o emprstimo de arma de fogo ou de qualquer outro objeto

    apreendido por deciso judicial, ressalvadas as hipteses legais.

    Art. 21. As armas, munies, explosivos e outros instrumentos congneres

    apreendidos, penhorados ou que acompanhem inquritos policiais ou aes judiciais sero

    cadastrados com referncia expressa ao nmero do feito correspondente, devidamente

    lanado no respectivo sistema SISCOM/CNJ-PROJUDI, com as devidas comunicaes ao

    Conselho Nacional de Justia - Sistema Nacional de Bens Apreendidos - SNBA.

    Pargrafo nico. Quando no mais interessarem persecuo penal, as armas de fogo,

    munies e acessrios, aps a realizao do laudo pericial competente, ouvido o Ministrio

    Pblico e eventuais interessados, sero encaminhadas ao Comando do Exrcito Brasileiro

    no prazo de 48 (quarenta e oito) horas.

    Art. 22. Recebida a denncia ou a queixa-crime, o cartrio far juntar aos autos a folha

    de antecedentes criminais do Instituto Nacional de Identificao (INI) e as informaes

    constantes do sistema informatizado do Tribunal de Justia do Estado de Roraima (TJRR).

    Art. 23. No caso de condenao pena privativa de liberdade (regime fechado, semi-aberto ou

    aberto), ainda que pendente recurso sem efeito suspensivo e estando o sentenciado preso

    (art. 105 da Lei n. 7.210/84), a vara criminal certificar, expedir a guia de recolhimento

    provisrio (conforme art. 106 da Lei n. 7.210/84) e remeter Vara de Execues

    Penais, observando-se os procedimentos estabelecidos na Resoluo n 019 do CNJ.

    (Alterado pelo Provimento/CGJ 012/2009)

    Art. 24. Tratando-se de condenao pena restritiva de direitos, uma vez transitada em

    julgado a sentena para o Ministrio Pblico, a vara criminal certificar e remeter Vara de

    Execues Penais as peas descritas no art. 106, incisos III, IV e VI, da Lei n. 7.210/84.

    Pargrafo nico. Na hiptese de condenao pena restritiva de direitos, no haver

    expedio de guia de recolhimento.

    Art. 25. Transitada em julgado a sentena para as partes, sero remetidos, se houver,

    o(s) acrdo(s) e a certido de trnsito em julgado, transformando-se a execuo

    provisria em definitiva, sem necessidade de nova distribuio.

    Art. 26. O juzo competente para decidir a respeito da liberdade ao preso provisrio ou

    condenado ser tambm responsvel pela expedio e cumprimento do respectivo alvar de

    soltura, no prazo mximo de 24 (vinte e quatro) horas.(Alterado pelo Provimento/CGJ

    001/2013)

    1. O alvar de soltura oriundo de outro Estado dever ser remetido via carta precatria

    pelo meio mais expedido, no havendo necessidade de exigir o envio posterior de carta

    precatria fsica. (Includo pelo Provimento/CGJ 001/2013)

    2. Para o recebimento do alvar e respectiva carta precatria necessria a

    confirmao de veracidade, certificando o nome do servidor remetente, lotao, e

    outros dados que se fizerem necessrios. (Includo pelo Provimento/CGJ 001/2013)

    3. O alvar de soltura dever seguir o trmite em conformidade com a Portaria n 159, do

  • dia 30 de janeiro de 2013 da Presidncia. (Includo pelo Provimento/CGJ 001/2013)

    4. O alvar dever ser cumprido em 24 (vinte e quatro) horas e, se no for devolvido

    devidamente cumprido dentro do prazo de 5 (cinco) dias, o cartrio que o

    expediu/enviou dever remeter concluso ao Juiz para comunicar a Corregedoria -Geral

    de Justia e, se for o caso, efetuar a devida cobrana, sob pena de responsabilidade

    administrativa. (Includo pelo Provimento/CGJ 001/2013)

    Art. 27. As execues penais provisrias em curso nas varas criminais devero ser remetidas,

    imediatamente, Vara de Execues Penais.

    Pargrafo nico. Os arts. 23 a 27 deste Cdigo no se aplicam aos Juizados Especiais

    Criminais.

    Art. 28. As intimaes das sentenas ao ru preso sero feitas por oficial de justia.

    1. Tratando-se de pessoa fsica, ser entregue (s) vtima(s) ou seus familiares cpia

    da sentena condenatria transitada em julgado.

    2. Quando imposta pena de privao temporria ou definitiva de direitos polticos de

    cidado maior de 18 (dezoito) anos, ou condenao pela prtica de crimes contra a economia

    popular, f pblica, administrao pblica, patrimnio pblico, mercado financeiro ou pelo

    trfico de entorpecentes, ser encaminhada cpia da sentena transitada em julgado ao

    Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE/RR).

    Art. 28-A As penas de multa aplicadas pelos magistrados nas aes penais, devem ser recolhidas

    ao Fundo Penitencirio do Estado de Roraima, por intermdio de DARE, com cdigo de

    recolhimento (cdigo do tributo) n 9320 FUNPER disponibilizado tambm na internet www.sefaz.rr.gov.br., observada para a execuo da pena de multa a rotina estabelecida no anexo deste Provimento (Manual prtico de rotinas das varas criminais e de execuo penal).

    (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 001/2011)

    Art. 28-B As serventias judiciais competentes, do Estado de Roraima, recebero

    os termos circunstanciados, lavrados pela Polcia Rodoviria Federal, conforme

    o art. 69 da Lei Federal n 9.099, de 26 de setembro de 1995, respeitadas as

    matrias de sua competncia. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 005/2012)

    CAPTULO IV

    DOS CARTRIOS JUDICIAIS E DEMAIS SERVIOS

    SEO I

    Do expediente e das rotinas

    Art. 29. vedada a designao de audincia para dias em que no houver expediente

    forense, na forma do art. 127 do COJERR.

    Pargrafo nico. O Departamento de Tecnologia da Informao do TJRR bloquear os

    sistemas SISCOM e CNJ/PROJUDI para designao de audincia nos dias acima mencionados.

    Art. 30. As peties e demais papis entregues nas reparties do Poder Judicirio Estadual

    sero protocolizados com registro de data e horrio no documento original e na cpia, do qual

  • constaro ainda, nome legvel e carimbo de identificao do servidor responsvel.

    Art. 31. No termo de concluso ser indicado o nome do juiz para o qual os autos foram

    conclusos.

    Art. 32. A autenticao de documentos ato privativo do escrivo ou de seu

    substituto.

    1. As cpias somente podero ser autenticadas vista dos documentos originais, de

    cpias autenticadas por servios notariais ou de outras peas de atos praticados pelo juzo.

    2. Para a conferncia, devero ser recolhidos emolumentos antecipadamente, por meio

    de guia prpria.

    3. As autenticaes devero ser entregues no prazo mximo de 48 (quarenta e oito)

    horas, salvo nos casos de comprovada urgncia.

    SEO II

    Das consultas e vista de autos

    Art. 33. Podero examinar autos no cartrio os advogados e as partes, devidamente identificados.

    Pargrafo nico. vedado o fornecimento de informaes, por telefone, sobre

    andamento de processos judiciais e administrativos. (Revogado pelo Provimento CGJ

    003/2012)

    1. vedado o fornecimento de informaes, por telefone, sobre andamento de processos

    judiciais e administrativos na comarca de Boa Vista, exceto Assessoria de Comunicao Social

    do TJRR. (Acrescentado pelo Provimento CGJ 003/2012)

    2. Podero ser fornecidas informaes por telefone, nas situaes no-proibidas, apenas

    quando no for caso de segredo de justia, vedando-se impresses pessoais e entrevistas.

    (Acrescentado pelo Provimento CGJ 003/2012)

    Art. 34. A carga de autos ser feita de acordo com as normas vigentes, por meio

    dosistema informatizado, salvo quando este ocasionalmente no puder ser utilizado.

    1. Da carga devero constar nome, endereo, telefone e prazo respectivo.

    2. No ato de devoluo dos autos ao cartrio, ser fornecido o comprovante de

    recebimento.

    3. vedado reter documento de identidade de advogado e partes.

    SEO III

    Das certides e congneres

    Art. 35. As certides devero ser expedidas sem rasuras e/ou emendas e com inutilizao dos espaos, devendo ser entregues no prazo mximo de 48 (quarenta e oito) horas.

    1. O fornecimento de certides a terceiros estranhos relao processual

  • depender de requerimento endereado ao juiz da causa.

    2. Tanto das certides expedidas quanto das suas copias devero constar nome completo do ru, pessoa natural ou jurdica, proibido o uso de abreviaes, nacionalidade, estado civil, nmero do documento de identidade e rgo expedidor, nmero de inscrio do CPF ou CNPJ, filiao da pessoa natural, residncia ou domicilio, se pessoa natural, e sede, se pessoa jurdica, data da distribuio do feito, tipo da ao e identificao da serventia do registro de distribuio ou distribuidor competente. (Alterado pelo Provimento/CGJ 008/2009)

    3. As certides de antecedentes criminais tero prazo de validade de 30 (trinta) dias.

    (Alterado pelo Provimento/CGJ 008/2009)

    SEO IV

    Da numerao e anotaes nos autos

    Art. 36. A numerao de processo do SISCOM ser feita automaticamente, constando

    da capa dos autos.

    Art. 37. Cada volume de autos dever conter no mximo 200 (duzentas)

    folhas,podendo ultrapassar tal numerao nos casos de juntada de peties ou

    outros expedientes, obedecendo-se s respectivas continuidades.

    1.. O encerramento e a abertura de novos volumes ser certificado em folha

    suplementar, prosseguindo a numerao no volume subseqente.

    2.. A numerao das folhas de autos constar no canto superior direito de cada

    folha, devendo conter tambm a rubrica do servidor responsvel.

    Art. 38. Nos processos com andamentos prioritrios, assim definidos em lei, dever

    constar a respectiva indicao na capa dos autos.

    Art. 39. O impedimento ou suspeio do juiz ou de membro do Ministrio Pblico

    dever ser anotado na capa dos autos.

    SEO V

    Do segredo de justia

    Art. 40. No processo que tramitar em segredo de justia:

    I- constar da capa a expresso "SEGREDO DE JUSTIA";

    II- a publicao de atos processuais na imprensa e dirio da justia eletrnico far -se- de modo a preservar a identidade das partes;

    III- somente sero fornecidas certides de seus atos s partes e aos seus procuradores

    ou mediante expressa autorizao do juiz;

    IV - somente se far carga ou se permitir o exame dos autos a advogado com

    procurao nos autos, salvo autorizao do juiz;

    V - na correspondncia e no expediente o envelope ser lacrado e conter a expresso

    "SEGREDO DE JUSTIA"; e

  • VI - nos mandados contero a expresso "SEGREDO DE JUSTIA" e a contraf, no

    caso de citao por hora certa, ser entregue em envelope lacrado com a mesma

    expresso, contendo a identificao da parte.

    SEO VI

    Do arquivamento e baixa

    Art. 41. Findo o processo, ser anexada aos autos guia de custas e intimada a parte

    sucumbente para pagamento.

    1. Pagas as custas, os autos sero enviados ao arquivo, com a devida baixa na

    distribuio.

    2. No sendo localizada a parte sucumbente para a intimao de que trata o caput deste

    artigo, os autos sero enviados ao arquivo.

    3. Tratando-se de valores passveis de inscrio na dvida ativa, a Procuradoria-Geral

    do Estado ser comunicada.

    Art. 42. Os feitos referentes a comunicao de priso em flagrante, pedido de

    liberdade provisria, pedido de relaxamento de priso, e outros, com tramitao

    encerrada, devero ser arquivados com as devidas baixas, juntando-se aos autos

    principais as decises proferidas nos apensos encerrados, se necessrio.

    SEO VII

    Da distribuio

    Art. 43. Ao responsvel pelos servios de distribuio compete o registro, autuao, a

    distribuio e a redistribuio dos feitos e remessa dos autos aos juzos respectivos.

    1. Os pedidos de habilitao para casamento sero distribudos e remetidos

    imediatamente ao juzo competente.

    2. O ato de homologao da habilitao para o casamento ser proferido no prazo mximo

    de 48 (quarenta e oito) horas contadas do recebimento do pedido. 3. Compete ao cartrio distribuidor observar se o feito a ser distribudo refere-se a ru preso, identificando-o, de imediato, com a necessria tarja se for o caso. (Acrescentado pelo Provimento CGJ 006/2012)

    Art. 44. A distribuio ser feita por meio eletrnico.

    SEO VIII

    Da contadoria

    Art. 45. O oficial contador/distribuidor/partidor, ou quem suas vezes fizer, ter o prazo

    de 48 (quarenta e oito) horas, contado do recebimento dos autos, para elaborar as contas,

    clculos e prestar informaes.

  • Pargrafo nico. Esboos de partilha, contas e clculos de maior complexidade podero

    ser elaborados no prazo mximo de 30 (trinta) dias.

    Art. 46. Ao efetuar as contas o servidor responsvel indicar a data a partir da qual dever

    incidir correo monetria e juros.

    Art. 47. No sendo possvel a elaborao do clculo ou da conta, por deficincia ou

    inexistncia de elementos essenciais, os autos sero imediatamente devolv idos ao juzo de

    origem, com a solicitao correspondente.

    SEO IX

    Dos selos hologrficos de autenticidade

    Art. 48. O selo hologrfico de autenticidade de documentos judiciais, fornecido pela Corregedoria Geral de Justia, ter rigoroso controle pelos Escrives, no caso das Varas e Comarcas, pelos Diretores de Secretaria, no caso das Secretarias do Tribunal Pleno/Conselho da Magistratura, da Cmara nica e Corregedoria Geral de Justia, e pelos responsveis pelos setores administrativos que os solicitarem, quanto quantidade, utilizao e destruio dos selos afixados em documentos no utilizados e/ou danificados. (Aterado pelo Provimento/CGJ 002/2012) 1.. Na Comarca de Boa Vista, a entrega dos selos hologrficos de autenticidade ocorrer na secretaria da Corregedoria Geral de Justia, em Boa Vista/RR, durante o horrio de expediente forense, pessoalmente ao Escrivo/Diretor de Secretaria/responsvel respectivo.(Alteradoo pelo Provimento/CGJ 002/2012) 2.. Nas Comarcas do interior do Estado, preferencialmente no primeiro trimestre da cada ano, a Secretaria da Corregedoria far a entrega de 400 (quatrocentos) selos hologrficos de autenticidade ao escrivo, ou a quem suas vezes fizer, podendo ser fornecidos mais selos, posteriormente, caso haja comprovao da utilizao total dos selos anteriormente entregues serventia. (Alterado pelo Provimento/CGJ 002/2012) 3.. O selo hologrfico de autenticidade ser aposto apenas na via do documento que ser entregue parte ou repartio responsvel pelo efetivo cumprimento da ordem, ficando nos autos ou na secretaria que emitiu o documento, cpia reprogrfica do expediente. (Alterado pelo Provimento/CGJ 002/2012) 4.. Os selos hologrficos de autenticidade apostos em documentos no utilizados sero destrudos pelo prprio escrivo/secretrio/responsvel pelo selo, certificando nos autos respectivos. (Alterado pelo Provimento/CGJ 002/2012) 5.. O escrivo/secretrio/responsvel pelo recebimento de selos hologrficos de autenticidade dever encaminhar Corregedoria Geral de Justia relatrio mensal, at o dia 10 (dez) do ms subseqente ao de referncia, por intermdio do e-mail corregedoria@tjrr.jus.br, contendo uma planilha com relao de selos utilizados e outra planilha com relao de selos inutilizados, contendo em ambas as seguintes informaes: nmero do selo, nmero do processo respectivo, tipo de documento e data da utilizao/inutilizao. (Alterado pelo Provimento/CGJ 002/2012) 6.. O extravio, perda ou subtrao de selos hologrficos dever ser comunicado imediatamente CGJ, por intermdio do e-mail corregedoria@tjrr.jus.br. (Alterado pelo Provimento/CGJ 002/2012)

  • 7.. A Secretaria da Corregedoria dever anotar as informaes constantes dos relatrios mensais e cobrar, tambm por e-mail, as informaes no enviadas no prazo estabelecido, comunicando o fato Comisso Permanente de Sindicncia e de Processo Administrativo Disciplinar, para verificao de responsabilidade funcional. (Alterado pelo Provimento/CGJ 002/2012) 8. Os selos hologrficos de autenticidade apostos em mandados judiciais, entregues aos Oficiais de Justia para cumprimento, passam a ser de responsabilidade do meirinho, at o cumprimento da ordem ou devoluo do mandado no cumprido, devidamente certificado, serventia respectiva. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 002/2012)

    Art. 49. Os seguintes documentos s tero validade se neles constar o selo

    hologrfico de autenticidade:

    I- alvars de soltura;

    II - alvars de levantamento de valores;

    III- via principal das guias de internao e desinternao (equivalente ao mandado

    de priso e alvar de soltura);

    IV- autorizao de viagens para o exterior;

    V- termos de guarda ou tutela;

    VI - mandados de priso;

    VI I - mandados de busca e apreenso em residncias; e

    VIII - ordem de interceptao telefnica.

    Pargrafo nico. dispensada a utilizao de selo hologrfico de autenticidade, nos casos

    de envio eletrnico de mandados de prio ou de alvars de soltura, desde que tais

    instrumentos sejam assinados digitalmente pelo respectivo Magistrado. (Acrescentado pelo

    Provimento n 002/2013 CGJ)

    SEO X

    Das Certides Criminais em Geral

    Art. 50. As certides criminais sero expedidas pelo responsvel pela distribuio nas

    Comarcas da Capital e interior do Estado e Juizados Especiais com a expresso "NADA

    CONSTA", nos seguintes casos, exceto na hiptese de requisio judicial ou do

    Ministrio Pblico e requerimento especfico do interessado, bem como outros casos

    previstos em lei:

    I- inqurito policial arquivado;

    II- indiciado no denunciado;

    III- rejeio de denncia ou queixa;

    IV- trancamento de ao penal;

    V- extino de punibilidade ou da pena;

  • VI- absolvio ou impronncia;

    VII- condenao com suspenso condicional da pena no revogada;

    VIII- reabilitao no revogada;

    IX - condenao pena de multa, isoladamente, ou pena restritiva de direitos, no

    convertida em privativa de liberdade, observado o disposto no 3. deste artigo;

    X - pedido de explicaes em juzo, interpelao, justificao e peas informativas; e

    XI - cartas precatrias, observado o disposto no 4. deste artigo.

    1. Os casos relacionados nos incisos IV e VII sero omitidos das certides somente

    aps o trnsito em julgado da respectiva sentena.

    2. No caso de revogao de sursis, converso de multa ou pena restritiva de

    direitos em privativa de liberdade, o juzo competente comunicar ao responsvel pela

    distribuio, voltando a certido a ser POSITIVA.

    3. A informao ser POSITIVA quando a pena restritiva de direitos consistir na

    proibio de habilitao ou autorizao para conduzir veculos automotores,

    aeronaves, embarcaes ou ofcio cujo desempenho dependa de habilitao especial,

    licena ou autorizao do Poder Pblico.

    4. Somente ser expedida certido POSITIVA constando distribuio de cartas

    precatrias nos casos de execuo de pena ou por requisio judicial ou do Ministrio

    Pblico ou mediante requerimento especfico de certido de distribuio de cartas

    precatrias.

    SEO XI

    Do sistema de solicitaes do Poder Judicirio ao Banco Central do Brasil

    (BACEN JUD)

    Art. 51. Tratando-se de execuo definitiva, o sistema BACEN JUD deve ser utilizado

    com prioridade sobre outras modalidades de constrio judicial.

    Art. 52. Os fiis do sistema devem manter os dados dos juzes atualizados de acordo

    com formulrio a ser disponibilizado pela Corregedoria-Geral de Justia, devendo

    constar o nome, CPF e a vara a que os magistrados estejam vinculados.

    Art. 53. Os juzes devem evitar a solicitao de informaes sobre a existncia de

    contas correntes de devedores, ao menos at que se disponibilizem respostas on line

    das entidades financeiras.

    Art. 54. Os magistrados devem abster-se de requisitar s agncias bancrias, por

    ofcio, bloqueios fora dos limites de sua jurisdio, podendo faz-lo apenas mediante o

    sistema BACEN JUD.

    Art. 55. Os juzes devem fixar prazo de no mximo trinta (30) dias para

    cumprimento, pelo banco destinatrio, da medida determinada pelo BACEN JUD.

    SEO XII

    Da identificao de trmite processual prioritrio

  • Art. 56. Podero ser utilizadas tarjas coloridas para identificao processual, apostas

    na margem superior esquerda dos autos, objetivando o destaque dos feitos que

    tenham prioridade de tramitao, a critrio do Juiz. (Acrescentado pelo

    Provimento/CGJ 001/2010)

    1. Os feitos de ru preso devem ser identificados, inicialmente, pelo cartrio distribuidor, e s varas criminais incumbe a obrigatria fiscalizao sobre tal identificao. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 006/2012)

    2. Caso o processo distribudo serventia competente esteja sem a necessria tarja, dever o servidor, responsvel pelo processamento inicial do feito, coloc-la imediatamente, vedado o re-envio distribuio. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 006/2012)

    3. No interior do Estado, a identificao ser feita por qualquer dos servidores da vara nica, sendo todos tambm responsveis pela fiscalizao. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 006/2012)

    4. A responsabilidade pela omisso na identificao dos autos de ru preso ser atribuda a

    todos aqueles que atuaram da sua distribuio ao seu processamento. (Acrescentado pelo

    Provimento/CGJ 006/2012)

    Art. 57. Cada serventia judicial ou setor administrativo dever providenciar anotao

    na capa dos autos da prioridade concedida tramitao de processos administrativos

    cuja parte seja uma pessoa com deficincia, e de processos judiciais se tiver idade

    igual ou superior a 60 (sessenta) anos, ou portador de doena grave, nos termos da Lei

    n 12.008, de 06.08.2009. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 001/2010)

    I - vermelha: processos criminais de ru preso; (Revogado pelo Provimento CGJ

    001/2010)

    II - laranja:processos que tramitam comprioridade,na forma dalegislao

    especfica; (Revogado pelo Provimento CGJ 001/2010)

    TTULO II

    DA COMISSO ESTADUAL JUDICIRIA

    DE ADOO INTERNACIONAL (CEJAI/RR)

    CAPTULO I

    Da finalidade

    Art. 58. A Comisso Estadual Judiciria de Adoo Internacional (CEJAI/RR), tem por

    finalidade o cumprimento do disposto no art. 52 da Lei n. 8.069/90, Estatuto da

    Criana e do Adolescente (ECA), juntamente com o Juizado da Infncia e da Juventude

    da Comarca de Boa Vista e Comarcas do Interior do Estado, nos procedimentos

    relativos adoo internacional de crianas e adolescentes brasileiros residentes no

    Estado de Roraima.

    CAPTULO II

    Do funcionamento e das atribuies

    Art. 59. A CEJAI/RR, com sede na Capital do Estado de Roraima, funcionar junto

  • Corregedoria-Geral de Justia.

    Art. 60. Nenhuma adoo internacional ser processada no Estado de Roraima sem

    prvia habilitao do adotante perante a CEJAI/RR.

    Art. 61. So atribuies da CEJAI/RR:

    I - promover o estudo prvio e a anlise dos pedidos de adoo formulados

    por estrangeiros, residentes ou domiciliados fora do Brasil;

    II - fornecer o respectivo laudo de habilitao, para instruir o processo judicial

    de adoo, aps o exame de aptido e capacidade do pretendente e a verificao de

    que a validade jurdica da adoo seja assegurada no pas de origem do

    interessado, resguardados os direitos do adotando segundo a legislao brasileira;

    III - indicar aos pretendentes estrangeiros, depois de aprovada a sua habilitao,

    as crianas e adolescentes cadastrados, em condies de serem adotados, quando

    no houver pretendentes nacionais ou estrangeiros residentes no Brasil, interessados na

    adoo;

    IV - organizar, para uso de todas as Comarcas do Estado de Roraima, cadastro geral

    unificado de:

    a) pretendentes estrangeiros, residentes ou domiciliados fora do Brasil;

    b)crianas e adolescentes, na situao prevista no art. 98 do ECA, que necessitem de

    colocao em lar substituto, sob a forma de adoo; e

    c) pedidos de habilitao adoo de pretendentes nacionais e estrangeiros

    residentes no Brasil, sem prejuzo do disposto no art. 50 do ECA;

    V - manter intercmbio com rgos e instituies especializadas internacionais,

    pblicas e privadas, estas ltimas desde que credenciadas no pas de origem, inclusive para

    estabelecer sistemas de controle e acompanhamento ps-adoo no exterior.

    VI - admitir a colaborao de agncias ou entidades especializadas nacionais ou

    estrangeiras, cadastradas na CEJAI/RR, desde que reconhecidamente idneas, estas ltimas

    regularmente credenciadas no pas de origem; e

    V I I - realizar trabalho de divulgao objetivando incentivar a adoo entre casa is

    nacionais e a eliminao de qualquer forma de intermediao de crianas e

    adolescentes brasileiros junto s entidades de atendimento.

    Art. 62. A CEJAI/RR ser composta por:

    I- Desembargador Corregedor-Geral de Justia, que a presidir;

    II- 01 (um) Juiz da Infncia e da Juventude da Capital;

    III- 02 (dois) Juzes da Vara de Famlia da Capital; e

    IV- 01 (um) Juiz Corregedor da Corregedoria-Geral de Justia.

  • Art. 63. A presidncia da CEJAI/RR poder ser exercida por ato designatrio do Corregedor-

    Geral de Justia, por Juiz Corregedor da Corregedoria-Geral de Justia ou por outro juiz de 2.a

    entrncia.

    Art. 64. Nas ausncias eventuais, o Presidente da CEJAI/RR, se for o Corregedor-Geral de

    Justia, ser substitudo pelo Juiz Corregedor.

    Art. 65. Os membros titulares sero substitudos, nas ausncias e impedimentos, pelos

    respectivos juzes substitutos.

    Art. 66. Os membros da CEJAI/RR no percebero qualquer espcie de remunerao pelo

    exerccio de suas funes, que sero consideradas servio pblico relevante e prioritrio,

    conforme disposto no art. 227 da Constituio Federal.

    Art. 67. A CEJAI/RR reunir-se-, quando necessrio, por convocao do seu

    Presidente, com a presena da maioria absoluta de seus membros.

    Pargrafo nico. As deliberaes da CEJAI/RR sero tomadas por maioria de votos dos

    membros presentes, cabendo ao Presidente o voto de desempate.

    Art. 68. Os processos sero distribudos a um dos membros da CEJAI/RR, o qual funcionar

    como relator.

    Art. 69. Nos casos de urgncia, o Presidente da CEJAI/RR, ouvidos os rgos tcnicos e o

    Ministrio Pblico, decidir, ad referendum do plenrio, sobre a habilitao de candidatos

    adoo.

    Art. 70. Todos os pedidos de habilitao adoo formulados por pretendentes

    estrangeiros, residentes ou domiciliados fora do Brasil, sero protocolizados com a respectiva

    documentao na secretaria da Comisso, que promover o imediato cadastramento dos

    interessados.

    Art. 71. Os atos praticados pela CEJAI/RR so gratuitos e sigilosos.

    TTULO I I I

    DOS SERVIOS DE NOTAS E DE REGISTROS

    Art. 72. Os cartrios extrajudiciais do Estado de Roraima funcionaro no horrio das 08:00h

    s 12:00h e das 14:00h s 17:00h, de segunda a sexta-feira, inclusive nos dias em que for

    decretado ponto facultativo pelos Poderes Pblicos, e em regime de planto aos sbados,

    domingos e feriados.

    Pargrafo nico. Na Comarca de Boa Vista o Planto ser determinado por escala semestral,

    elaborada e publicada pela Corregedoria Geral de Justia, excluindo-se do planto o Cartrio

    de Registro de Imveis.

    Art. 73. Os Tabelionatos de Registro Civil de Pessoas Naturais do Estado de Roraima devero

    juntar cpias autenticadas do documento de identidade civil ou profissional do(s)

    declarante(s) e testemunha(s) nos assentos de nascimento e bito, sem prejuzo da juntada

    de outros documentos pertinentes.

    Pargrafo nico. Na hiptese de bito objetado por empresas funerrias, o ato registral

    dever ser levado a efeito mediante apresentao de carta de preposto, na forma do art. 79,

  • pargrafo nico, da Lei n. 6.015/73.

    Art. 74. Os Tabelies dos Cartrios de Protestos de Ttulos e Outros Documentos de Dvida

    Pblica devero cumprir fielmente o que determina a Lei n. 9.492/97, alterada pela Lei n.

    9.841/99.

    Pargrafo nico. O pagamento de ttulos e outros documentos de dvida, inclusive custas e

    emolumentos, podero ser pagos diretamente no estabelecimento bancrio indicado pelo

    Cartrio, que manter, s suas expensas, conta corrente especfica para cada tipo de

    recolhimento.

    Art. 74-A - Os Oficiais de Protestos de Ttulos e Documentos do Estado de Roraima podero

    receber, para protesto, as certides de dvida ativa dos crditos tributrios e no-tributrios do

    Estado e dos Municpios, desde que inscritas na conformidade do artigo 202 do

    CTN.(Acrescentado pelo Provimento/CGJ 007/2010)

    Pargrafo nico - Suspensa a exigibilidade do crdito tributrio, na forma regulada pelo

    art. 151 do Cdigo Tributrio Nacional, ser emitida declarao de anuncia para que o

    interessado requeira o cancelamento do registro do protesto, conforme prescreve o art.

    26 da Lei n 9.492, de 10 de setembro de 1997. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ

    007/2010)

    Art. 74-B - Os pagamentos dos valores previstos nas tabelas de emolumentos da Lei de

    Custas do Estado de Roraima somente sero devidos quando da quitao do dbito

    correspondente certido de dvida ativa protestada. (Acrescentado pelo

    Provimento/CGJ 007/2010)

    Io - Ocorrendo parcelamento do crdito levado a protesto, ou sua extino, por qualquer

    das hipteses do artigo 156 do CTN, sero devidas custas e emolumentos relativos ao ato

    cartorial. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 007/2010)

    2o - Havendo desistncia do apontamento a protesto, desde que efetivada antes da

    intimao do devedor, no incidiro os emolumentos nem as custas notariais.

    (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 007/2010)

    Art. 75. As pessoas plenamente capazes que vivam uma relao de fato homoafetiva

    duradoura, com ou sem compromisso patrimonial, podero registrar documentos, atinentes

    a essa relao, junto ao Registro de Ttulos e Documentos.

    Art. 76. Os Cartrios de Registro Civil da Comarca de Boa Vista devem proceder lavratura

    de atestados de bitos relativos s mortes ocorridas no interior do Estado de Roraima, quando

    o corpo houver sido liberado pelo Instituto Mdico e Odontolgico Legal (IMOL).

    Art. 77. Fica institudo o posto avanado dos Cartrios de Registro Civil nas

    maternidades pblicas do Estado de Roraima, para o fim especfico de proceder-se ao registro

    de nascimento de crianas.

    Art. 78. Os postos avanados podero ser implementados mediante convnio entre o

    Governo do Estado, atravs de seu rgo responsvel, e o Cartrio respectivo, devendo

    o termo de convnio ser submetido aprovao da Corregedoria-Geral de Justia.

    Art. 79. Para os referidos assentos, dever o Cartrio de Registro Civil criar Livro Especial,

    designado sob a letra "E-A", contendo 200 (duzentas) folhas, podendo o juiz de direito

  • competente em matria de registros pblicos, quando necessrio, autorizar o

    desdobramento do Livro Especial para utilizao em locais onde venha a ser desenvolvida

    campanha de registro de nascimento (maternidades, postos de sade, escolas, unidades

    militares, correios e postos mveis etc).

    Pargrafo nico. As serventias extrajudiciais tambm podero desdobrar o livro de registro

    de casamento civil, para os atendimentos em conjunto com a Vara da Justia Itinerante e/ou

    outros atendimentos fora da serventia." (Acrescentado pelo Provimento/CGJ n

    013/2009)

    Art. 79-A. O traslado de assentos de nascimento, bito ou casamento de brasileiros lavrados

    em pas estrangeiro, a que se refere o "caput" do art. 32 da Lei 6.015/73, ser feito

    diretamente junto ao Oficial de Registro Civil das Pessoas Naturais da sede de cada

    Comarca, no Livro "E", independentemente de interveno judicial. (Acrescentado pelo

    Provimento/CGJ 001/2010)

    Io. As Serventias Judiciais de Registro Civil das Pessoas Naturais procedero s inscries

    das separaes judiciais e consensuais, dissolues de casamento de estrangeiro,

    converses de divrcio, divrcio direto, nulidades e anulaes de casamento, resultantes

    de mandados judiciais, lanando-as no Livro "E". (Acrescentado pelo Provimento/CGJ

    001/2010)

    2. Para o traslado de assento de casamento sero exigidos os seguintes documentos:

    (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 001/2010)

    a) certido do assento lavrado em Consulado brasileiro ou certido do assento estrangeiro

    legalizada pela autoridade consular brasileira, traduzida por tradutor juramentado e

    registrada no Registro de Ttulos e Documentos; (Acrescentado pelo Provimento/CGJ

    001/2010)

    b)certido de nascimento do cnjuge brasileiro, atualizada no mximo h seis meses

    para os fins do artigo 106, da Lei 6.015/73 ou certido de nascimento e declarao de

    duas testemunhas maiores, parentes ou no, que atestem conhec-los e afirmem que

    no havia impedimento para o casamento; (Acrescentado pelo Provimento/CGJ

    001/2010)

    c) prova de domiclio na Comarca; (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 001/2010)

    d)prova de regime de bens adotado, se no constar da certido; (Acrescentado

    pelo Provimento/CGJ 001/2010)

    e) declarao acerca da alterao do nome dos cnjuges se a circunstncia no for

    indicada na certido; (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 001/2010)

    f) comprovante ou declarao da volta de um ou de ambos os cnjuges ao Brasil;

    (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 001/2010)

    g) certido de casamento anterior com prova da sua dissoluo. (Acrescentado pelo

    Provimento/CGJ 001/2010)

    3. Se o assento de casamento a trasladar se referir a brasileiro naturalizado, ser

    obrigatria tambm a apresentao do certificado de naturalizao. (Acrescentado

    pelo Provimento/CGJ 001/2010)

    4. Quando no houver no assento de casamento a ser trasladado o regime de bens

    dos cnjuges, dever ser apresentada para registro declarao do Consulado do pas

    sobre qual regime foi o casamento efetivado. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ

  • 001/2010)

    5o. Nos pases que no adotem regime de bens, fica dispensada a declarao

    consular nesse sentido, sendo, no entanto, obrigatria a apresentao de declarao,

    por parte desse Consulado, sobre a inexistncia de previso legal no pas de origem

    sobre o regime de bens. No fornecendo o Consulado tal documento, dever ser

    apresentada declarao de ambos os contraentes no mesmo sentido. (Acrescentado

    pelo Provimento/CGJ 001/2010)

    6o. Para o traslado do assento de bito, sero exigidos os seguintes documentos:

    (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 001/2010)

    a) certido do assento lavrado em Consulado brasileiro, ou certido do assento

    estrangeiro, legalizado pela autoridade consular brasileira, traduzida por tradutor

    juramentado e registrada no Registro de Ttulos e Documentos; (Acrescentado pelo

    Provimento/CGJ 001/2010)

    b) certido de nascimento e, se for o caso, de casamento do falecido para fins do

    artigo 106, da Lei 6.015/73; (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 001/2010)

    c) declarao contendo os dados previstos no artigo 80, da Lei 6.015/73, se a certido

    for omissa; (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 001/2010)

    d) quando a declarao de bito, expedida pelo pas estrangeiro no contiver a "causa

    mortis", dever ser apresentada declarao ou documento do mdico que atestou o

    falecimento contendo a sua causa, devidamente traduzida e regularizada sua

    autenticidade, nos moldes da letra "a". (Acrescentado pelo Provimento/CGJ

    001/2010)

    7. Para o traslado de assento de nascimento no lavrado em Consulado brasileiro,

    sero exigidos os seguintes documentos: (Acrescentado pelo Provimento/CGJ

    001/2010)

    a) certido do assento estrangeiro, legalizada pela autoridade consular brasileira,

    traduzida por tradutor juramentado e registrada no Registro de Ttulos e

    Documentos;

    b) certido de nascimento do genitor brasileiro; (Acrescentado pelo Provimento/CGJ

    001/2010)

    c) prova de domiclio do registrando. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ

    001/2010)

    8. O traslado de assento de nascimento lavrado em Consulado brasileiro ser feito

    mediante a apresentao dos seguintes documentos: (Acrescentado pelo

    Provimento/CGJ 001/2010)

    a) certido expedida pela autoridade consular competente; (Acrescentado pelo

    Provimento/CGJ 001/2010)

    b) prova de domiclio do registrando. (Acrescentado pelo

    Provimento/CGJ001/2010)

    9o. O traslado de assento de nascimento poder ser requerido a qualquer tempo.

    (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 001/2010)

    10. Sempre que o assento de nascimento do pas estrangeiro no contiver o

    patronmico de famlia no nome da pessoa a ser registrada, o Oficial de Registro

    dever indagar aos pais sobre a colocao do patronmico paterno ou materno ou ambos

    no registro. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 001/2010)

  • 11. Sempre que o traslado for indeferido ser feita nota com os motivos do

    indeferimento, cumprindo-se, quando for o caso, o art. 198 c.c. art. 296 da Lei 6.015/73.

    (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 001/2010)

    12. Os documentos apresentados visando o traslado de assentos de nascimento,

    bito ou casamento de brasileiros lavrados em pas estrangeiro

    permaneceroarquivados por meio fsico ou digitalizado. (Acrescentado pelo

    Provimento/CGJ 001/2010)

    Art. 80. As informaes requisitadas por oficiais de justia devero ser prestadas no

    prazo mximo de 48 (quarenta e oito) horas pelo Oficial de Registro de Imveis ou

    quem suas vezes fizer, condicionada apresentao do respectivo mandado.

    Art. 81. Os servios de Notas e de Registros de Imveis do Estado de Roraima devem exigir comprovante do assentimento prvio do Conselho de Defesa Nacional (CDN) para as transaes com imveis rurais que envolvam estrangeiros, nos termos do Decreto n. 85.064/80, quando ad-quirente de titularidade daqueles direitos for: (Alterado pelo Provimento/CGJ 006/2012)

    I- pessoa jurdica estrangeira autorizada a funcionar no Brasil;

    II- pessoa fsica estrangeira residente no Brasil; e

    III- pessoa jurdica brasileira da qual participe, a qualquer ttulo, detendo a maioria de

    seu capital social, pessoa fsica estrangeira aqui no residente ou pessoa jurdica

    estrangeira sediada no exterior.

    Pargrafo nico. Os atos previstos neste artigo, se praticados sem o assentimento prvio do

    Conselho de Defesa Nacional (CDN), sero nulos de pleno direito e sujeitaro os responsveis

    multa de at 20 % (vinte por cento) do valor declarado do negcio irregularmente realizado.

    (Alterado pelo Provimento/CGJ 006/2012)

    Art. 82. Os servios de Notas e de Registros de Imveis devero remeter relatrio trimestral

    repartio estadual do Instituto Nacional de Colonizao e Reforma Agrria (INCRA) e

    ao Gabinete de Segurana Institucional da Presidncia da Repblica, contendo relao

    das aquisies de imveis rurais por pessoas fsicas ou jurdicas estrangeiras, situados na

    faixa de fronteira, do qual constaro os seguintes dados:

    I- meno ao documento de identidade das partes contratantes ou dos respectivos atos

    constitutivos, se pessoas jurdicas;

    II- memorial descritivo de imvel, com rea, caractersticas, limites e confrontaes; e

    III- transcrio da autorizao do rgo competente.

    Pargrafo nico. O relatrio, a que se refere o caput deste artigo, dever ser

    encaminhado

    mesmo que no tenha havido transao envolvendo estrangeiros no perodo.

    Art. 83. Os Cartrios de Registro de Imveis do Estado de Roraima devem fazer constar

    em todas as certides expedidas, o prazo de validade de 30 (trinta) dias.

    Art. 84. vedada a inscrio de loteamentos rurais no Registro de Imveis, sem que haja

    aprovao prvia da autoridade pblica competente a que se refere o art. 61 da Lei n.

    4.504/64.

  • Art. 85. Desde 01 de janeiro de 1967, somente mediante apresentao do Certificado de

    Cadastro, expedido pelo Instituto Brasileiro de Reforma Agrria (IBRA) e previsto na Lei

    n. 4.504/64, poder o proprietrio de qualquer imvel rural pleitear as facilidades

    proporcionadas pelos rgos federais de administrao centralizada ou descentralizada ou por

    empresas de economia mista de que a Unio possua a maioria das aes e, assim, obter

    inscrio, aprovao e registro de projetos de colonizao particular, no IBRA ou no Instituto

    Nacional de Desenvolvimento Agrrio (INDA), ou aprovao de projetos de loteamento.

    Art. 85-A Os Cartrios de Registros de Imveis e os Tabelionatos de Notas devem observar

    rigorosamente as disposies da Lei n 5.709, de 07 de outubro de 1971, quando se

    apresentarem ou tiverem de lavrar atos de aquisio de terras rurais por empresas brasileiras

    com participao majoritria de estrangeiros, pessoas fsicas ou jurdicas. (Acrescentado pelo

    Provimento/CGJ 006/2010)

    Pargrafo nico. Trimestralmente, os Cartrios de Registros de Imveis remetero, sob

    pena de perda do cargo, Corregedoria Geral de Justia e ao Ministrio da Agricultura,

    relao das aquisies de reas rurais por pessoas estrangeiras, na forma da mencionada Lei.

    (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 006/2010)

    Art. 85B. Com a finalidade de fiscalizar o cumprimento do disposto na Lei 5709/1971 e no Decreto 74965/1974, a Corregedoria-Geral de Justia realizar inspeo semestral em todas as serventias extrajudiciais do Estado, sendo que, no interior, ser efetivada por meio dos juzes atuantes nas respectivas comarcas. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 006/2012)

    Pargrafo nico. Essa inspeo semestral no afasta a obrigatoriedade de os cartrios

    prestarem as informaes trimestrais, prevista no pargrafo nico do art. 85-A deste Provimento.

    (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 006/2012)

    Art. 86. A Corregedoria-Geral de Justia no encaminhar aos oficiais registradores de

    imveis as determinaes de indisponibilidade de bens, devendo a autoridade judiciria

    que decretar a indisponibilidade comunicar a deciso diretamente aos cartrios de

    registros imobilirios.

    TTULO IV

    SISCOM - CNJ/PROJUDI

    Captulo I

    Do Sistema de Informatizao dos Servios das Comarcas (SISCOM)

    Art. 87. A criao de classes e as movimentaes do SISCOM, assim como quaisquer

    outras alteraes no sistema que tenham reflexo na rotina judiciria da Primeira

    Instncia, devem ser submetidas apreciao da Corregedoria Geral de Justia,

    considerandoo srecursos tcnicos disponveisparaproceder a tais alteraes. (Revogado pelo Provimento CGJ 011/2009)

    Art. 88. O Departamento de Tecnologia da Informao, como setor tcnico de

    assessoramento, somente proceder s alteraes no sistema (software), aps anlise

    c aprovao da Corregedoria Geral de Justia. (Revogado pelo Provimento CGJ

    011/2009)

    Captulo II

    Do Sistema de Informatizao CNJ/PROJUDI

  • Art. 89. A distribuio de petio inicial e a juntada de contestao, de recursos e de

    peties em geral, todos em formato digital, nos autos de processo eletrnico, devem

    ser feitas diretamente pelos membros do Ministrio Pblico, advogados pblicos e

    privados, sem necessidade da interveno do cartrio, situao em que a autuao

    dever ocorrer de forma automtica. 1. Quando houver conexo ou continncia com processos fsicos, as partes podero ajuizar a nova ao preferencialmente de forma eletrnica, desde que no prejudique a compreenso da demanda, devendo o feito ser direcionado ao juzo prevento. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 006/2012) 2. Na hiptese de ajuizamento da nova ao de forma fsica, se for constatada, pelo juiz, a no-existncia da dependncia alegada, o magistrado determinar que seja dada vista dos autos fora do cartrio parte, pelo prazo de 10 dias, para digitalizao, sendo ela a nica responsvel pela providncia. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 006/2012)

    3. Realizada a digitalizao e devolvidos os autos fsicos ao cartrio, o juiz determinar seu arquivamento para a continuidade de forma digital. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 006/2012)

    4. Quando a parte, apesar de intimada, devolver os autos sem realizar a digitalizao, observar-se- o disposto no inc. III e no 1. do art. 267 do CPC, entre outros. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 006/2012)

    5. Na hiptese de a parte no devolver os autos, a unidade judiciria dever realizar a cobrana

    na forma da lei. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 006/2012)

    Art. 90. As peties e documentos enviados ao processo eletrnico sero gravados

    nos formatos PDF (Portable Document Format) ou html (hypertext markup language),

    disponibilizados gratuitamente no sistema.

    Art. 91. O protocolo de peties no PROJUDI ininterrupto, observando-se o

    seguinte:

    I - para aferio da tempestividade ser considerada a data e o horrio da

    chancela aposta eletronicamente, quando da confirmao do recebimento, no

    arquivo processado do documento;

    II - no ser considerado, para efeito de tempestividade, o horrio da conexo

    do usurio, o horrio de acesso ao stio do PROJUDI, ou qualquer outra referncia

    de evento.

    Pargrafo nico. Os questionamentos sobre a funcionalidade do protocolo de

    peties, por dificuldade de acesso, por motivos tcnicos, caso fortuito ou fora maior,

    sero resolvidos pelo magistrado da causa, a requerimento do interessado,

    consultando, quando necessrio, o Coordenador do PROJUDI.

    Art. 92. Os documentos produzidos eletronicamente e juntados aos processos

    eletrnicos com garantia da origem e de seu signatrio, na forma estabelecida neste

    provimento, sero considerados originais para todos os efeitos legais, nos termos da

    Lei 11.419/2006.

    Pargrafo nico. A argio de falsidade do documento original ser processada

    eletronicamente na forma da lei processual em vigor.

    Art. 93. Se o sistema de processo eletrnico estiver inacessvel, as peties e

  • documentos podero, excepcionalmente e para evitar o perecimento de direito, ser

    protocolados por meio fsico, sendo digitalizados e juntados aos autos eletrnicos pelo

    cartrio.

    1.. A digitalizao das peas ser feita por meio eletrnico (scanner) e consiste na

    transferncia imediata de imagens das peas apresentadas para o sistema

    computadorizado.

    2.. Todos os documentos trazidos pelas partes, que forem digitalizados e venham a compor

    o processo eletrnico, sero devolvidos, salvo determinao judicial em contrrio.

    3.. Os originais dos documentos digitalizados, em qualquer caso, devero ser

    preservados pelo seu detentor at o trnsito em julgado e arquivamento definitivo do

    processo.

    Art. 94. Os documentos cuja digitalizao seja tecn icamente invivel, devido ao

    grande volume ou por outro motivo tcnico, devero ser apresentados ao cartrio em dez

    dias, contados do envio de petio eletrnica comunicando o fato, os quais sero devolvidos

    parte aps o trnsito em julgado.

    1.. Nos casos do caput deste artigo, o processo eletrnico poder ser convertido para o

    meio fsico, mediante impresso em papel e autuado na forma da legislao aplicvel aos

    processos fsicos.

    2.. A materializao do processo eletrnico, de forma parcial ou to tal, ser feita pelo

    cartrio mediante autorizao judicial.

    3.. Entende-se por:

    I - materializao total do processo eletrnico - a impresso de todas as peties e

    documentos digitais dos autos.

    II - materializao parcial do processo eletrnico - a impresso de peties e

    documentos digitais determinados pelo juzo.

    4.. As despesas decorrentes da materializao sero da parte que der causa ao seu

    procedimento.

    5.. O processo fsico em curso, antes da data deste provimento, no ser

    digitalizado.

    Art. 95. Observar-se-, quanto ao procedimento eletrnico:

    I - mandado de segurana - as informaes podero ser prestadas por meio fsico, caso

    em que sero digitalizadas pelo cartrio e juntadas aos autos;

    II - cumprimento de sentena:

    a) autos fsicos a petio inaugural de cumprimento de sentena dever ser distribuda por meio eletrnico, endereada ao juzo prolator da sentena, devendo a parte, por intermdio de seu procurador, instruir o pedido com todas as peas processuais indispensveis compreenso de sua pretenso e, se for o caso, com a planilha de clculo discriminada e atualizada, ressalvada a hiptese do pargrafo nico do artigo 91; (Alterado pelo Provimento/CGJ 006/2012)

  • b) autos eletrnicos - o cumprimento de sentena se processar nos prprios autos

    eletrnicos.

    III - execuo de ttulo extrajudicial:

    a) nos Juizados Especiais o original do ttulo de crdito ser apresentado quando o juiz o

    exigir, para aferir seus requisitos intrnsecos;

    b) nas Varas Cveis, tratando-se de crtula comercial, esta dever ser entregue em

    cartrio, em at cinco dias, aps a distribuio e ficar depositada at ulterior

    deliberao judicial;

    IV - aes criminais e infracionais - o inqurito policial ou o auto infracional, quando fsico,

    ficar depositado em cartrio, extraindo-se cpias de laudos, exames e demais peas

    mencionadas na ao penal, quando judicialmente determinado.

    V - termos circunstanciados - sero digitalizados por meio eletrnico (scanner)

    VI - cartas precatrias - se enviada para comarca que no disponha de processo eletrnico,

    ser impressa e assinada pelo escrivo, com a certificao nos autos eletrnicos,

    observando-se o seguinte:

    a) devolvida a carta precatria, os documentos essenciais, definidos pelo juiz, sero

    digitalizados e anexados aos autos eletrnicos;

    b) digitalizados os documentos, a critrio juiz, podero ser destrudos os originais.

    Art. 95-A. Na fase de cumprimento de sentena, no havendo pagamento voluntrio, devero os magistrados, nos termos dos artigos 19 e 20 do Cdigo de Processo Civil, de forma antecipada, fixar o percentual de honorrios advocatcios nessa nova fase processual e supervisionar o regular recolhimento das custas processuais e demais despesas judiciais (art. 8, in fine da Lei Estadual n. 752/2009) devidas em razo do cumprimento forado do decisum.(Acrescentado pelo Provimento/CGJ 006/2012)

    Art. 96. Todos os atos processuais do processo eletrnico sero assinados

    eletronicamente, na forma estabelecida pela Lei 11.419/2006.

    Art. 97. Observar-se- em relao aos termos de audincia:

    I - Nos Juizados Especiais, o termo de audincia no conter qualquer assinatura, ainda

    quando houver composio entre as partes, deve-se, entretanto, consignar o nome de

    todos os presentes;

    II - Nas Varas Cveis e Criminais o termo ser impresso, assinado pelas partes e,aps,

    inserido eletronicamente nos autos.

    Art. 98. No sero fornecidas cpias impressas do processo aos advogados ou s

    partes.

    1.. As cpias reprogrficas de peas processuais podero ser obtidas pelos prprios

    interessados.

    2.. As despesas com a impresso de cpias pelas partes e por seus advogados sero

  • suportadas com exclusividade pelos prprios interessados.

    Art. 99. No processo eletrnico, todas as citaes, intimaes e notificaes, inclusive da

    Fazenda Pblica, preferencialmente, devero ser feitas por meio eletrnico, na forma da Lei

    11.419/2006 e da legislao processual, exceto as de direito processual criminal e infracional.

    (Acrescentado pelo Provimento CGJ 005/2010)

    1.. As citaes, intimaes, notificaes e remessas que viabilizem o acesso ntegra do

    processo correspondente sero consideradas vista pessoal do interessado para todos os efeitos

    legais. (Acrescentado pelo Provimento CGJ 005/2010)

    2.. Quando, por motivo tcnico, for invivel o uso do meio eletrnico para a realizao de

    citao, intimao ou notificao, esses atos processuais podero ser praticados segundo as

    regras ordinrias, digitalizando-se o documento fsico, que dever ser posteriormente destrudo,

    com exceo daqueles em que conste selo hologrfico de autenticidade, os quais sero

    devolvidos Central de Mandados.(Acrescentado pelo Provimento CGJ 005/2010)

    3.. Havendo a necessidade de realizao de citao/intimao por meio fsico, a extrao

    de cpias ou impresso de documentos que devam acompanhar os mandados ser de

    responsabilidade da parte requerente do ato. (Acrescentado pelo Provimento CGJ

    005/2010)

    Art. 100. A intimao considera-se realizada no dia em que o intimando efetivar a

    consulta eletrnica ao teor da intimao, devendo o fato ser certificado nos autos.

    1.. Caso a consulta se d em dia no til, considera-se como realizada no primeiro dia

    til seguinte.

    2.. A consulta referida no pargrafo anterior dever ser feita em at dez dias

    corridos, contados da data do envio da intimao, sob pena de considerar -se a

    intimao automaticamente realizada na data do trmino desse prazo.

    3.. Em carter informativo, poder ser efetivada remessa de correspondncia

    eletrnica, comunicando o envio da intimao e a abertura automtica do prazo

    processual aos que manifestarem interesse por esse servio, nos termos do pargrafo

    anterior.

    4.. Caso a intimao feita na forma deste artigo cause efetivo prejuzo s partes ou

    prejudique a efetivao da justia, o juiz pode determinar que o ato processual seja

    realizado por outro meio, desde que atinja sua finalidade.

    Art. 101. Salvo impossibilidade que comprometa o acesso justia, a parte dever informar,

    ao distribuir a petio inicial de qualquer ao judicial, o nmero no cadastro de pessoas

    fsicas ou jurdicas, conforme o caso, perante a Secretaria da Receita Federal.

    Pargrafo nico. As peas de acusao criminal devero ser instrudas pelos membros

    do Ministrio Pblico ou pelas autoridades policiais com os nmeros de registros dos

    acusados no Instituto Nacional de Identificao do Ministrio da Justia, se houver.

    Art. 102. Os livros cartorrios e demais repositrios dos rgos do Poder Judicirio podero

    ser gerados e armazenados em meio totalmente eletrnico.

    Art. 103. Os recursos nos processos eletrnicos devero ser interpostos por meio fsico, enquanto

  • o processo eletrnico no estiver implantado no 2. Grau de Jurisdio. (Alterado pelo

    Provimento CGJ 005/2011)

    1. Fica a cargo da parte recorrente a extrao de cpias integrais do processo eletrnico, pela

    web, para instruir o recurso, exceto se beneficiria da gratuidade de Justia, quando, ento, essa

    providncia caber ao cartrio.(Alterado pelo Provimento CGJ 005/2011)

    2. O recurso, no caso deste artigo, ser protocolado fisicamente no cartrio e, aps a extrao

    das cpias integrais do processo eletrnico, na forma do pargrafo anterior, ser encapado (bem

    como etiquetado com os dados do feito digital) e concluso ao magistrado para o juzo de

    admissibilidade e intimao para contrarrazes, se for o caso, todos por meio fsico, registrando-

    se no sistema de informtica.(Alterado pelo Provimento CGJ 005/2011)

    3. A tempestividade do recurso de apelao ser certificada tendo como base a data do

    protocolo no meio fsico do recurso, bastando para tanto a certificao nos respectivos autos.

    (Alterado pelo Provimento CGJ 005/2011)

    4. A parte apelante dever comunicar no processo virtual a interposio do recurso, como

    garantia da regular tramitao da apelao. (Alterado pelo Provimento CGJ 005/2011)

    5. Julgado o recurso e com o retorno dos autos, somente a deciso ou acrdo sero anexados

    eletronicamente aos autos principais, salvo deliberao judicial em contrrio. (Alterado pelo

    Provimento CGJ 005/2011)

    6. Durante a tramitao do recurso, fica mantido o acesso ao processo eletrnico atravs do

    site do PROJUDI. (Alterado pelo Provimento CGJ 005/2011)

    104. Arquivado o processo eletrnico, a consulta visual ficar bloqueada e a extrao de

    cpias depender de pedido de desarquivamento do feito, mediante pagamento de taxa

    especfica.

    Art. 105. As custas finais sero calculadas, de forma digitalizada, pelo setor

    competente e anexadas aos autos virtuais, possibilitada a certificao digital.

    Art. 106. Incumbe s respectivas serventias judiciais (perfil de diretor de secretaria e de

    tcnico judicirio), em caso de determinao judicial:

    I - Retificar o nome de parte que tenha CPF/CNPJ cadastrado (Cartrio Distribuidor);

    II - Redistribuio de feitos;

    III - Alterar o valor da causa; IV - Alterar o tipo de ao;

    V - Criar dependncia entre processos (apensamento);

    VI-Suspenderprazo.(AlteradopeloProvimento/CGJ009/2009) (Revogado pelo Provimento CGJ 010/2009)

    Pargrafo nico. Ao Administrador do PROJUDI cabe:

    I - Certificar falhas de indisponibilidade do sistema;

    II-Criarhorriodeaudinciadeconciliaoeinstruo;(Alteradopelo Provimento/CGJ 009/2009)(Revogado pelo Provimento CGJ 010/2009)

  • Art. 107. A Coordenao da Central de Mandados, ao distribuir mandado oriundo de

    processo eletrnico, certificar no sistema o nome do oficial de justia e a data da

    distribuio.

    I - O oficial de justia certificar, diretamente no PROJUDI, o resultado de sua

    diligncia, enviando os autos conclusos.

    II - O Departamento de Informtica criar conta de correio eletrnico para cada oficial

    de justia, vara e juizado, informando Coordenao do PROJUDI.

    III - A contagem do prazo ao oficial de justia inicia-se no primeiro dia til aps o

    envio da intimao pelos cartrios.

    IV - A comprovao da certificao feita por oficial de justia no sistema se dar pela

    apresentao do nmero do protocolo do evento gerado pelo prprio sistema

    PROJUDI.

    1.. O oficial de justia ser intimado para devoluo de mandado em seu poder por

    correio eletrnico (e-mail), devendo o cartrio certificar a data em que foi intimado.

    2.. A contagem do prazo do oficial de justia, para devoluo de mandado, inicia-se

    no primeiro dia til aps o envio da intimao pelo cartrio.

    3.. Havendo a necessidade de redistribuio de mandado para cumprimento por

    outro oficial de justia, o meirinho o devolver coordenao da central de mandados,

    mediante protocolo, sem certificar no sistema CNJ/PROJUDI. (Acrescentado pelo

    Provimento/CGJ 007/2009)

    TTULO V

    DAS CORREIES

    CAPTULO I

    Das correies parciais virtuais

    Art. 108. A Corregedoria-Geral de Justia poder determinar a realizao de

    correies extraordinrias parciais virtuais, quando necessrio, na Capital e no interior

    do Estado, por meio dos Sistemas de Informatizao - SISCOM/CNJ-PROJUDI, da

    seguinte forma:

    I - a instaurao dar-se- no prazo mnimo de 48 (quarenta e oito) horas antes do

    incio dos trabalhos correicionais;

    II - no dia designado, sero expedidos os relatrios de processos, a critrio da

    Corregedoria-Geral de Justia;

    III - ser apreciada a tramitao de alguns processos por amostragem,

    preferencialmente aqueles que aparentarem alguma irregularidade;

    IV - a Corregedoria-Geral de Justia poder requisitar informaes aos juzes e aos

    escrives acerca de processos, as quais devero ser prestadas no prazo mximo de 48

    (quarenta e oito) horas; e

    V - encerrados os trabalhos, o juzo correicionado ser informado de seu resultado

    atravs de sucinto relatrio, por e-mail.

  • 1. As correies parciais virtuais e demais podero ser realizadas pelo Corregedor- Geral de Justia ou por comisso por ele constituda para tal fim. 2. As correies parciais virtuais sero realizadas em ateno aos princpios da oralidade, simplicidade, informalidade e celeridade, alm daqueles previstos no art. 37 da Constituio Federal.

    CAPTULO II

    Das correies ordinrias e extraordinrias

    Art. 109. Anualmente, sero realizadas correies-gerais, preferencialmente em todas as

    serventias judiciais e extrajudiciais do Estado de Roraima, observando-se o mnimo de 30% (trinta

    por cento) das unidades jurisdicionais.(Alterado pelo Provimento CGJ 001/2012)

    1. As correies-gerais ordinrias tero prazo de durao estabelecido em calendrio anual,

    elaborado no incio de cada ano e divulgado no Dirio da Justia Eletrnico, cientificados pela

    publicao a serventia a ser correicionada, a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Roraima, o Ministrio Pblico Estadual e a Defensoria Pblica Estadual. (Alterado pelo

    Provimento CGJ 001/2012)

    2. As correies-gerais extraordinrias sero marcadas a critrio do Corregedor-Geral de

    Justia. (Alterado pelo Provimento CGJ 001/2012)

    3. O perodo das correies-gerais ordinrias poder ser alterado a critrio do Corregedor.

    (Alterado pelo Provimento CGJ 001/2012)

    Art. 110. As correies sero presididas pelo Corregedor-Geral de Justia, ou pelo Juiz Auxiliar da

    Corregedoria, e sero designados servidores da Corregedoria-Geral de Justia e de outros

    setores, a critrio do Corregedor, para auxlio.(Alterado pelo Provimento CGJ 001/2012)

    1. As correies levaro em considerao o lapso imediatamente posterior realizada no ano

    anterior e a data atual.(Alterado pelo Provimento CGJ 001/2012)

    Art. 111. A documentao das correies ser reunida em procedimento administrativo

    individualizado por serventia e dever constar nele, se couber: (Alterado pelo Provimento CGJ

    001/2012)

    I ata de abertura;

    II relatrios de:

    a) relao dos processos paralisados por mais de trinta dias e quantidade de processos

    paralisados por mais de cem dias;

    b) a quantidade de servidores, com os cargos, na serventia judicial durante o tempo considerado

    pela correio;

    c) nmero de audincias designadas para o perodo de referncia, bem como as no-realizadas e

    no-remarcadas e as no-realizadas e remarcadas;

  • d) a quantidade de processos distribudos, arquivados e em tramitao no perodo considerado

    para a correio;

    e) quantidade de presos provisrios e condenados ou adolescentes apreendidos na serventia

    judicial;

    f) grau de cumprimento das metas nacionais, impostas pelo Conselho Nacional de Justia.

    1. As correies-gerais ordinrias e extraordinrias sero realizadas por amostragem e,

    portanto, as falhas eventualmente encontradas na amostra sero consideradas como ocorridas

    em todos os feitos durante o perodo de referncia. (Alterado pelo Provimento CGJ 001/2012)

    2. A amostra ser escolhida entre os processos paralisados h mais de trinta dias ou entre

    outros escolhidos aleatoriamente, a critrio do Corregedor. (Alterado pelo Provimento CGJ

    001/2012)

    3. Sero analisadas, entre outras: (Alterado pelo Provimento CGJ 001/2012)

    a) a quantidade de processos distribudos, arquivados e em tramitao por servidor das serventias

    judiciais;

    b) a quantidade de servidores em atividade durante o perodo;

    c) o cumprimento do disposto no pargrafo nico do art. 9. do Provimento/CNJ n. 12;

    d) a ocorrncia de falhas encontradas na amostra;

    e) o percentual de processos paralisados, em relao quantidade total de feitos;

    f) o percentual de audincias realizadas e de audincias no-realizadas;

    g) cumprimento das Metas Nacionais, impostas pelo CNJ.

    Art. 112. Ao final da correio, ser expedido relatrio. (Alterado pelo Provimento CGJ

    001/2012)

    1. Poder ser emitida ordem de servio ou portaria, a critrio do Corregedor, para saneamento

    de eventuais irregularidades encontradas, contendo as determinaes necessrias, bem como

    prazo para seu cumprimento, sem prejuzo da instaurao de procedimentos disciplinares para

    apurao de eventual responsabilidade funcional. (Alterado pelo Provimento CGJ 001/2012)

    2. Sero publicados e mantidos na rede mundial de computadores (internet) os dados relativos

    a procedimentos administrativos, relatrios de correio/inspeo, atos normativos e demais

    documentos, assegurado o direito de acesso a toda e qualquer pessoa, independentemente de

    prvio cadastramento ou demonstrao de interesse, preservando-se o sigilo nos termos da lei.

    (Alterado pelo Provimento CGJ 001/2012)

    3. A disponibilizao, referida no pargrafo anterior, ocorrer em at dez dias da

    edio ou aprovao do documento. (Alterado pelo Provimento CGJ 001/2012)

  • Art. 113. O Corregedor Geral de Justia, nos exames a que proceder, verificar se as

    determinaes proferidas nos autos e livros so fielmente cumpridas, lanando cotas e

    despachos nos autos, livros e papis examinados, servindo como advertncia para as

    emendas ou remisses e como instruo para juzes e servidores.

    TTULO VI

    DO TERMO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA

    Art. 114. Pode ser elaborado Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta

    quando a infrao disciplinar praticada por servidor no seu conjunto, apontar ausncia

    de gravidade e de efetiva lesividade ao Errio, ao servio, ou aos princpios que regem

    a Administrao Pblica, antes ou durante o processo disciplinar/sindicncia.

    Art. 115. Alm dos requisitos do artigo anterior, dever ser observada, tambm, a

    inexistncia de dolo ou m-f na conduta do servidor, manifestao da chefia imediata

    que lhe abone a conduta e ausncia de penalidade disciplinar aplicada ao servidor,

    observados os prazos dos artigos 124 e 125 da LCE n. 053/01;

    Art. 116. Como medida disciplinar alternativa Sindicncia a ao Processo

    Administrativo Disciplinar e de punio, o ajustamento de conduta visa reeducao

    do servidor, e este, ao firmar o respectivo termo de compromisso, espontaneamente,

    deve estar ciente dos deveres e das proibies, comprometendo-se a observ-los no

    seu exerccio funcional e de que no poder ser contemplado com o mesmo benefcio

    pelo prazo de um ano, contado da data da homologao.

    Art. 117. O termo de compromisso ser firmado pelo servidor perante a Comisso

    Permanente de Sindicncia e de Processo Administrativo Disciplinar, cabendo sua

    homologao ao Desembargador Corregedor Geral de Justia, com publicao de

    extrato do termo ou da respectiva deciso no Dirio da Justia Eletrnico.

    Art. 118. O termo de ajustamento de conduta ser arquivado na Corregedoria Geral

    de Justia, sem qualquer averbao ou anotao nos respectivos assentamentos

    funcionais do servidor que configure penalidade disciplinar.

    TTULO VII

    DO PROTESTO DE SENTENA LQUIDA

    Art. 119. Nas execues de ttulo judicial, havendo trnsito em julgado da sentena,

    realizada a sua liquidao e transcorrido o prazo de 15 dias para pagamento

    espontneo (art. 475-J CPC), poder o exeqente requerer a emisso de certido

    judicial de existncia da dvida, para registro em Cartrio de Protesto.

    Pargrafo nico. Atendidas as exigncias do caput, pode o crdito decorrente de

    honorrios advocatcios fixados na sentena ser protestado pelo profissional a quem

    beneficia, salvo se:

    I - houver mais de um e no haver entre eles sociedade civil, nos termos do art. 15

    da Lei n. 8.906/94;

    II - O advogado anuir que seu crdito seja protestado junto com o do seu cliente.

    Art. 120. A certido de dvida judicial ser requerida pelo credor e levada a protesto

  • sob sua exclusiva responsabilidade.

    Art. 121. Para efetivao do protesto, dever o Tabelio exigir a apresentao de

    certido da sentena fornecida pela escrivania onde tramitou o processo, com meno

    ao trnsito em julgado.

    Pargrafo nico. A certido de dvida judicial dever, tambm, indicar o nome e

    qualificao do credor e do devedor, o nmero do processo judicial em execuo, o

    valor lquido e certo da dvida, com a data de sua homologao judicial.

    Art. 122. Apresentados os documentos necessrios ao protesto, dever ser lavrado o

    ato.

    Art. 123. O devedor que estiver discutindo a validade da sentena judicial protestada,

    em sede de ao rescisria, poder requerer, s suas expensas e responsabilidades,

    anotao, s margens do ttulo protestado, acerca da existncia da referida ao.

    TTULO VIII

    DO PROTESTO DE CUSTAS JUDICIAIS

    Art. 124. Certificado o trnsito em julgado, o escrivo dever elaborar a conta de custas

    finais e intimar o devedor para efetuar o pagamento em 15 (quinze) dias.

    Pargrafo nico. Transcorrido o prazo sem recolhimento, emitir-se certido judicial de

    existncia de dvida, encaminhando-se Seo de Arrecadao do Fundo Especial do Poder

    Judicirio do Estado de Roraima (FUNDEJURR) para controle e registro em Cartrio de

    Protesto.

    Art. 125. A certido de dvida judicial dever indicar o nome e qualificao do credor e do

    devedor, o nmero do processo judicial, o valor lquido e certo das custas.

    Art. 126. Apresentados os documentos necessrios ao protesto, dever ser lavrado o ato

    pelo Tabelio.

    Art. 127. Os pagamentos previstos nas tabelas de emolumentos somente sero

    devidos quando da quitao do dbito correspondente certido de dvida protestada.

    1. Ocorrendo parcelamento do dbito levado a protesto, ou sua extino, sero

    devidas custas e emolumentos relativos ao ato cartorial.

    2. Havendo desistncia do apontamento a protesto, desde que efetivada antes da intimao

    do devedor, no incidiro os emolumentos nem custas notariais.

    TTULO IX

    DO ARQUIVAMENTO DE EXECUES FISCAIS

    DE PEQUENO VALOR

    Art. 128. Determinar o arquivamento das aes de execuo fiscal, em tramitao ou que

    vierem a ser ajuizadas, cujo valor seja inferior a 05 (cinco) UFERR, sem baixa no Cartrio

    Distribuidor.

    1.. O arquivamento determinado no significa extino do feito, nem importa em

  • reconhecimento judicial de quitao da dvida, podendo ser restabelecida a execuo

    quando o valor atualizado dela superar o valor mnimo previsto no caput, caso em que a

    Fazenda Pblica solicitar o desarquivamento, emendando ou substituindo a Certido

    de Dvida Ativa (CDA), se necessrio, na forma do artigo 2., 8. da Lei 6.830, de 22 de

    setembro de 1980.

    2.. Os autos tambm sero desarquivados, e emendada ou substituda a CDA

    quando a dvida, somada a de outra no ajuizada, superar o valor mnimo previsto no caput.

    3.. Na hiptese de reunio de processos contra o mesmo devedor, na forma do art. 28 da

    Lei 6.830/1980, considerar-se- a soma dos dbitos consolidados para efeito de

    arquivamento.

    4.. No se aplica a regra do caput quando a execuo j se encontrar com praa ou leilo

    designados.

    Art. 129. O arquivamento do feito no afasta a incidncia de atualizao monetria e juros de

    mora do crdito exeqendo.

    Art. 130. O arquivamento a que se refere este Provimento no est sujeito ao

    recolhimento de custas judiciais, nem implica sucumbncia, devendo ser cientificada a

    Fazenda Pblica exeqente da medida a ser tomada.

    TTULO X DAS INTIMAES E COMUNICAES

    Art. 131. As intimaes e comunicaes alusivas ao cumprimento de decises do Conselho Nacional de Justia, Corregedoria Nacional de Justia e da Corregedoria Geral de Justia do TJ/RR, dirigidas aos Magistrados de Io Grau de Jurisdio da Justia Estadual de Roraima, sero feitas por intermdio do correio eletrnico juizes@tj.rr.gov.br, ou e-mail individual do Magistrado, fornecido pelo Departamento de Tecnologia da Informao do TJ/RR.

    Art. 132. As intimaes e comunicaes alusivas ao cumprimento de decises do

    Conselho Nacional de Justia, Corregedoria Nacional de Justia e da Corregedoria

    Geral de Justia do TJ/RR, dirigidas s serventias judiciais e extra judiciais de

    Roraima, sero feitas por intermdio do correio eletrnico serventias@tj.rr.gov.br e e-

    mail individual dos Tabelionatos, respectivamente, fornecido pelo Departamento de

    Tecnologia da Informao do TJ/RR (Acrescentado pelo Provimento/CGJ

    005/2010)

    Pargrafo nico. As intimaes e comunicaes alusivas ao cumprimento de decises da

    Corregedoria Geral de Justia, da Ouvidoria Geral e da Comisso Permanente de Sindicncia e

    de Processo Administrativo Disciplinar, dirigidas aos servidores efetivos, comissionados etc., deste

    Poder Judicirio, sero feitas por intermdio do correio eletrnico institucional, fornecido pelo

    Departamento de Tecnologia da Informao do TJ/RR, com confirmao de leitura, com exceo

    das citaes expedidas pela CPS e intimaes alusivas a aplicao de pena disciplinar.

    (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 005/2010)

    Art. 132-A. Todos os Juzes e Servidores deste Poder Judicirio Estadual devero acessar as

    respectivas contas de e-mail, pelo menos uma vez a cada semana, considerando-se feitas as

    intimaes na data de abertura da intimao/comunicao ou aps 10 (dez) dias do envio do e-

    mail, aplicando-se, no que couber, o disposto no art. 5 da Lei n 11.419, de 19.12.2006 (DOU de

    20.12.06). (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 005/2010)

  • Pargrafo nico. As determinaes deste artigo aplicam-se s intimaes de que

    trata o art. 5, XXIII deste provimento. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ

    005/2010) TTULO XI

    (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 004/2010)

    EXECUO PENAL

    (Execuo de pena privativa de liberdade e de medida de

    segurana)

    CAPTULO I

    DA EXECUO PENAL

    Art. 133. A sentena penal condenatria ser executada nos termos da Lei 7.210, de

    11 de julho de 1984, do COJERR e do presente Provimento, devendo compor o

    processo de execuo, alm da guia, no que couber, as seguintes peas e

    informaes: (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 004/2010)

    I- qualificao completa do executado; II-interrogatrio do executado na polcia e em juzo; III- cpias da denncia;

    IV - cpia da sentena, voto(s) e acrdo(s) e respectivos termos de publicao;

    V - informao sobre os endereos em que possa ser localizado, antecedentes

    criminais e grau de instruo;

    VI - instrumentos de mandato, substabelecimentos, despachos de nomeao de defensores

    dativos ou de intimao da Defensoria Pblica;

    V I I - certides de trnsito em julgado da condenao para a acusao e para a

    defesa;

    VIII - cpia do mandado de priso temporria e/ou preventiva, com a respectiva

    certido da data do cumprimento, bem como com a cpia de eventual alvar de

    soltura, tambm com a certido da data do cumprimento da ordem de soltura, para

    cmputo da detrao;

    IX - nome e endereo do curador, se houver;

    X - informaes acerca do estabelecimento prisional em que o condenado encontra-se

    recolhido;

    XI - cpias da deciso de pronncia e da certido de precluso em se tratando de

    condenao em crime doloso contra a vida;

    X I I - certido carcerria;

    XIII - cpias de outras peas do processo reputadas indispensveis adequada

    execuo da pena.

    Art. 134. A guia de recolhimento para cumprimento da pena privativa de liberdade e a guia

    de internao para cumprimento de medida de segurana obedecero aos modelos do

    anexo I e sero expedidas em duas vias, remetendo-se uma autoridade administrativa que

    custodia o executado e a outra ao juzo da execuo penal competente.

    (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 004/2010)

    Io Estando preso o executado, a guia de recolhimento definitiva ou de internao ser

    expedida ao juzo competente no prazo mximo de cinco dias, a contar do trnsito em

    julgado da sentena ou acrdo, ou do cumprimento do mandado de priso ou de

  • internao.

    2o Em se tratando de condenao em regime aberto a guia de execuo ser

    expedida no prazo fixado no pargrafo anterior, a contar da data da realizao da

    audincia admonitria pelo juzo da condenao nos termos do artigo 113 da LEP.

    3o Recebida a guia de recolhimento, o estabelecimento penal onde est preso o

    executado promover a sua imediata transferncia unidade penal adequada,

    conforme o regime inicial fixado na sentena, salvo se estiver preso por outro motivo,

    assegurado o controle judicial posterior.

    4o Expedida a guia de recolhimento definitiva, os autos da ao penal sero

    remetidos distribuio para alterao da situao de parte para "arquivado" e baixa na

    autuao para posterior arquivamento.

    Art. 135. O Juiz competente para a execuo da pena ordenar a formao do

    Processo de Execuo Penal (PEP), a partir das peas referidas no artigo 133.

    (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 004/2010)

    1 Para cada ru condenado, formar-se- um Processo de Execuo Penal, individual

    e indivisvel, reunindo todas as condenaes que lhe forem impostas, inclusive aquelas

    que vierem a ocorrer no curso da execuo.

    2 Caso sobrevenha condenao aps o cumprimento da pena e extino do

    processo de execuo anterior, ser formado novo processo de execuo penal.

    3o Sobrevindo nova condenao no curso da execuo, aps o registro da

    respectiva guia de recolhimento, o juiz determinar a soma ou unificao da pena ao

    restante da que est sendo cumprida e fixar o novo regime de cumprimento,

    observada, quando for o caso, a detrao ou remio. Art. 136. Os incidentes de execuo de que trata a Lei de Execuo Penal, o apenso do Roteiro de Pena, bem como os pedidos de progresso de regime, livramento condicional, remio e quaisquer outros iniciados de ofcio, por intermdio de algum rgo da execuo ou a requerimento da parte interessada podero ser autuados separadamente e apensos aos autos do processo de execuo. (alterado pelo Provimento/CGJ n. 009/2010) Pargrafo nico. No caso de se optar pela tramitao em separado, o primeiro apenso constituir o Roteiro de Penas, no qual devem ser elaborados e atualizados os clculos de liquidao da pena, juntadas certides de feitos em curso, folhas de antecedentes e outros documentos que permitam o direcionamento dos atos a serem praticados, tais como requisio de atestado de conduta carcerria, comunicao de fuga e recaptura. (alterado pelo Provimento/CGJ n. 009/2010)

    Art. 137. Autuada a guia de recolhimento no juzo de execuo, imediatamente

    dever ser providenciado o clculo de liquidao de pena com informaes quanto ao

    trmino e provvel data de benefcio, tais como progresso de regime e livramento

    condicional.

    Io Os clculos sero homologados por deciso judicial, aps manifestao da defesa e do

    Ministrio Pblico.

    2o Homologado o clculo de liquidao, a secretaria dever providenciar o

    agendamento da data do trmino do cumprimento da pena e das datas de

  • implementao dos lapsos temporais para postulao dos benefcios previstos em lei, bem

    como o encaminhamento de duas cpias do clculo ou seu extrato ao diretor do

    estabelecimento prisional, a primeira para ser entregue ao executado, servindo como

    atestado de pena a cumprir e a segunda para ser arquivada no pronturio do

    executado.

    Art. 138. Em cumprimento ao artigo Io da Lei n 7.210/84, o juzo da execuo dever,

    dentre as aes voltadas integrao social do condenado e do internado, e para que

    tenham acesso aos servios sociais disponveis, diligenciar para que sejam expedidos seus

    documentos pessoais, dentre os quais o CPF, que pode ser expedido de ofcio, com base no

    artigo 11, V, da Instruo Normativa RFB n 864, de 25 de julho de 2008. (Acrescentado

    pelo Provimento/CGJ 004/2010)

    Art. 139. Modificada a competncia do juzo da execuo, os autos sero remetidos ao

    juzo competente, excetuada a hiptese de agravo interposto e em processamento, caso em

    que a remessa dar-se- aps eventual juzo de retratao. (Acrescentado pelo

    Provimento/CGJ 004/2010)

    CAPTULO II

    DA GUIA DE RECOLHIMENTO PROVISRIA

    Art. 140. Tratando-se de ru preso por sentena condenatria recorrvel, ser expedida

    guia de recolhimento provisria da pena privativa de liberdade, ainda que pendente recurso

    sem efeito suspensivo, devendo, nesse caso, o juzo da execuo definir o agendamento dos

    benefcios cabveis. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 004/2010)

    Art. 141. A guia de recolhimento provisria ser expedida ao Juzo da Execuo Penal aps

    o recebimento do recurso, independentemente de quem o interps,

    acompanhada, no que couber, das peas e informaes previstas no artigo 133.

    (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 004/2010)

    1 A expedio da guia de recolhimento provisria ser certificada nos autos do

    processo criminal.

    2 Estando o processo em grau de recurso, sem expedio da guia de recolhimento

    provisria, s Secretarias desses rgos cabero expedi-la e remet-la ao juzo

    competente.

    Art. 142. Sobrevindo deciso absolutria, o respectivo rgo prolator comunicar

    imediatamente o fato ao juzo competente para a execuo, para anotao do

    cancelamento da guia. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 004/2010)

    Art. 143. Sobrevindo condenao transitada em julgado, o juzo de conhecimento

    encaminhar as peas complementares, nos termos do artigo 133, ao juzo

    competente para a execuo, que se incumbir das providncias cabveis, tambm

    informando as alteraes verificadas autoridade administrativa. (Acrescentado

    pelo Provimento/CGJ 004/2010)

    CAPTULO III

    DO ATESTADO DE PENA A CUMPRIR

    Art. 144. A emisso de atestado de pena a cumprir e a respectiva entrega ao

  • apenado, mediante recibo, devero ocorrer: (Acrescentado pelo Provimento/CGJ

    004/2010)

    I - no prazo de sessenta dias, a contar da data do incio da execuo da pena privativa

    de liberdade;

    II - no prazo de sessenta dias, a contar da data do reincio do cumprimento da pena

    privativa de liberdade; e

    III - para o apenado que j esteja cumprindo pena privativa de liberdade, at o ltimo

    dia til do ms de janeiro de cada ano.

    Art. 145. Devero constar do atestado anual de cumprimento de pena, dentre outras informaes consideradas relevantes, as seguintes: (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 004/2010) I - o montante da pena privativa de liberdade; II - o regime prisional de cumprimento da pena; III - a data do incio do cumprimento da pena e a data, em tese, do trmino do cumprimento integral da pena; e IV - a data a partir da qual o apenado, em tese, poder postular a progresso do regime prisional e o livramento condicional.

    CAPTULO IV

    DA EXECUO DE MEDIDA DE SEGURANA

    Art. 146. A sentena penal absolutria que aplicar medida de segurana ser

    executada nos termos da Lei n 7.210, de 11 de julho de 1984, da Lei n 10216, de

    06 de abril de 2001, do COJERR e do presente Provimento, devendo compor o

    processo de execuo, alm da guia de internao ou de tratamento ambulatorial, as

    peas indicadas no artigo 133 deste Provimento, no que couber. (Acrescentado pelo

    Provimento/CGJ 004/2010)

    Art. 147. Transitada em julgado a sentena que aplicou medida de segurana,

    expedir-se- guia de internao ou de tratamento ambulatorial em duas vias,

    remetendo-se uma delas unidade hospitalar incumbida da execuo e outra ao juzo

    da execuo penal. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 004/2010)

    Art. 148. O juiz competente para a execuo da medida de segurana ordenar a formao

    do processo de execuo a partir das peas referidas no artigo 133 deste Provimento, no que

    couber. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 004/2010)

    Art. 149. O juiz competente para a execuo da medida de segurana, sempre que possvel

    buscar implementar polticas antimanicomiais, conforme sistemtica da Lei n 10.216, de

    06 de abril de 2001. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 004/2010)

    CAPTULO V

    DISPOSIES GERAIS

  • Art. 150. O juiz do processo de conhecimento expedir ofcios ao Tribunal Regional Eleitoral

    com jurisdio sobre o domiclio eleitoral do apenado para os fins do artigo 15, inciso III, da

    Constituio Federal. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 004/2010)

    Art. 151. A extino da punibil idade e o cumprimento da pena devero ser

    registrados no rol de culpados e comunicados ao Tribunal Regional Eleitoral para as

    providncias do Art. 15, III, da Constituio Federal. Aps, os autos do Processo de Execuo

    Penal sero arquivados, com baixa na distribuio e anotaes quanto situao da parte.

    (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 004/2010)

    Art. 152. Todos os Juzos que receberem distribuio de comunicao de priso em flagrante,

    de pedido de liberdade provisria, de inqurito com indiciado e de ao penal, depois de

    recebida a denncia, devero consultar o banco de dados de Processos de Execuo

    Penal, e informar ao Juzo da Execuo, quando constar Processo de Execuo Penal (PEP)

    contra o preso, indiciado ou denunciado. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ

    004/2010)

    Art. 153. Os Juzos com processos em andamento que receberem a comunicao de novos

    antecedentes devero comunic-los imediatamente ao Juzo da Execuo competente, para

    as providncias cabveis. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 004/2010)

    Art. 154. O Juzo que vier a exarar nova condenao contra o apenado, uma vez

    reconhecida a reincidncia do ru, dever comunicar esse fato ao Juzo da Condenao e da

    Execuo para os fins dos arts. 95 e 117, inciso VI, do Cdigo Penal. (Acrescentado pelo

    Provimento/CGJ 004/2010) TTULO XII

    (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 004/2010)

    MANUAL PRTICO DE ROTINAS DAS VARAS CRIMINAIS E DE EXECUO PENAL

    (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 004/2010)

    Art. 155. As rotinas estabelecidas no Manual Prtico editado pelo Conselho Nacional de

    Justia (anexo II) aplicam-se a todas as Comarcas do interior do Estado de Roraima

    e s Varas Criminais e Juizado Especial Criminal e de Execuo de Penas e Medias

    Alternativas da Comarca de Boa Vista/RR. (*vigncia a partir de 12 de julho de 2010).

    (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 004/2010)

    TTULO XIII

    DO PROCEDIMENTO PARA ALIENAO, POR INICIATIVA PARTICULAR, DE BENS

    PENHORADOS EM SEDE DE PROCESSO DE EXECUO ( 3 DO ART. 685-C DO CPC)

    (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 002/2011)

    Art. 156. No realizada a adjudicao dos bens penhorados, o exequente poder requerer, nos termos do art. 685-C e pargrafos do CPC, sejam eles alienados por sua prpria iniciativa ou por intermdio de corretor credenciado junto ao Poder Judicirio de Roraima, por meio do Conselho de Corretores de Imveis CRECI/RR. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 002/2011)

    Pargrafo nico. No requerimento, o exequente dever esclarecer se pretende realizar pessoalmente a alienao ou por intermdio de corretor de imveis credenciado junto ao Poder Judicirio de Roraima, por meio do Conselho Regional de Corretores de Imveis CRECI/RR. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 002/2011)

    Art. 157. Podero ser habilitados perante o Conselho Regional dos Corretores de Imveis

  • CRECI/Roraima e credenciados junto ao Poder Judicirio Estadual para intermediar a venda de mveis e imveis penhorados em processo de execuo, os corretores que atenderem, cumulativamente, aos seguintes requisitos: (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 002/2011)

    I comprovar efetivo exerccio profissional por perodo no inferior a 5 (cinco) anos;

    II apresentar currculo com informaes sobre formao profissional, qualificao, experincia e reas de atuao para as quais esteja efetivamente apto;

    III exibir certides negativas dos distribuidores criminais da Justia Estadual e Federal de seu domiclio, relativas aos ltimos cinco anos;

    IV comprovar, mediante certido, no ter sofrido, nos ltimos dois anos, condenao de que no caiba mais recurso em processo administrativo disciplinar instaurado pelo CRECI, bem assim no se encontrar nem se achar inadimplente perante ele;

    V declarar que no se ope vista de seu pronturio profissional pelas partes, respectivos advogados e demais interessados, a critrio do juiz.

    1 O CRECI poder cadastrar os corretores de imveis que pretenderem exercer a atividade de que trata este Provimento, organizando pronturios individuais daqueles que preencherem esses requisitos, atualizados semestralmente. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 002/2011)

    2 O CRECI poder encaminhar Corregedoria Geral de Justia do Estado de Roraima, por meio eletrnico, lista atualizada dos corretores de imveis habilitados, que ser publicada na pgina da Corregedoria na internet, para que os juzes possam designar o profissional. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 002/2011)

    3 No ato da designao, o juiz fixar as condies de pagamento do bem a ser alienado, as garantias a serem prestadas pelo adquirente, a comisso de corretagem, o perodo dentro do qual o bem dever ser ofertado, com exclusividade pelo corretor, e o prazo no qual a alienao ser concluda, que no poder ser superior a sessenta dias, prorrogveis, a critrio do juiz, por uma nica vez. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 002/2011)

    Art. 158. A comisso do corretor ser fixada pelo juiz, em montante no superior a 5% (cinco por cento) sobre o valor da alienao dos bens, a ser paga pelo adquirente, mediante recibo. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 002/2011)

    1 Em caso de pagamento parcelado, a comisso devida ser paga proporcionalmente ao corretor medida que as parcelas forem sendo adimplidas. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 002/2011)

    2 Tendo o credor optado pela intermediao de corretor, nos termos do pargrafo nico do art. 156 deste Provimento, a comisso de corretagem ser estipulada proporo de 2% (dois por cento) sobre o valor da alienao dos bens, em caso de remisso, de acordo entre as partes, de adjudicao, bem como na hiptese da alienao particular haver-se realizado mediante a indicao de comprador por parte do exequente ou do prprio executado, que apresentar a proposta diretamente ao juzo da execuo. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 002/2011)

    Art. 159. A alienao por iniciativa particular ser precedida de ampla publicidade, preferencialmente por mdia eletrnica, sendo desnecessria a publicao de edital. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 002/2011)

    1 As despesas de publicidade correro por conta do corretor credenciado, ressalvando-se a possibilidade de serem expressamente de responsabilidade do exequente ou do executado, vista de circunstncias particulares de cada caso, a serem apreciadas pelo juzo da execuo.

  • (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 002/2011)

    2 Caber ao corretor, ao anunciar os bens a serem alienados, informar ao pblico o seguinte: (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 002/2011)

    I nmero do processo judicial e a comarca onde se processa a execuo;

    II data de realizao da penhora;

    III existncia, ou no, de nus ou garantias reais sobre o bem;

    IV existncia de penhoras anteriores sobre o mesmo bem, em outros processos contra o mesmo devedor, ou de dbitos fiscais federais, estaduais ou municipais;

    V fotografia do bem, sempre que possvel, com a informao complementar, em caso de imvel, de estar desocupado ou ocupado pelo executado ou por terceiro, a quantidade de cmodos e a sua localizao;

    VI valor da avaliao judicial;

    VII preo mnimo fixado para a alienao;

    VIII as condies de pagamento e as garantias que devero ser prestadas, em se tratando de proposta de pagamento parcelado;

    IX a informao de que a alienao ser formalizada por termo nos respectivos autos onde se processa a execuo;

    X o nome do corretor responsvel pela intermediao, com endereo, telefone e e-mail;

    XI o valor da comisso de corretagem arbitrado pelo juiz, a ser pago pelo adquirente.

    Art. 160. O corretor ou o exequente que realizar pessoalmente a alienao dever levar a proposta de aquisio do bem ao conhecimento do juiz, especificando as condies de pagamento e as garantias ofertadas, no caso de pagamento parcelado. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 002/2011)

    1 Recebida a proposta, o juiz dela cientificar, para manifestao no prazo comum de cinco (05) dias, o executado e o exequente, caso este no seja pessoalmente responsvel pela alienao. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 002/2011)

    2 O exequente poder aquiescer ou recusar a proposta, ou, ainda, oferecer contraproposta quanto ao preo e s condies de pagamento, para conhecimento do interessado. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 002/2011)

    3 lcito ao devedor, cientificado da proposta de aquisio do bem penhorado, valer-se da prerrogativa contida no art. 651 do CPC, caso em que a proposta de alienao perder a validade.(Acrescentado pelo Provimento/CGJ 002/2011)

    4 Havendo senhorio direto, credor com garantia real ou com penhora anteriormente averbada, que no sejam de qualquer modo parte na execuo, o juiz lhes dar tambm conhecimento, por qualquer modo idneo, para manifestarem-se no prazo comum de dez (10) dias. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 002/2011)

    Art. 161. No ser aceita proposta que oferea preo inferior ao mnimo fixado pelo juiz da execuo. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 002/2011)

    Art. 162. A alienao poder ser julgada ineficaz: (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 002/2011)

  • I - se no forem prestadas as garantias exigidas pelo juzo;

    II - se o adquirente provar, nos 05 (cinco) dias seguintes assinatura do termo de alienao, a existncia de nus real ou gravame at ento no mencionado pelo corretor ou pelo exequente, nos termos do 2, III e IV, do art. 159 deste Provimento;

    III - nos casos de ausncia de prvia notificao da alienao ao senhorio direto, ao credor com garantia real ou com penhora anteriormente averbada, que no sejam de qualquer modo parte na execuo (art. 698 do CPC).

    Art. 163. Para formalizar a alienao, o Escrivo lavrar termo nos autos, assinado pelo Juiz, pelo exequente e pelo adquirente, expedindo-se carta de alienao do imvel para o devido registro imobilirio, ou, se se tratar de bem mvel, mandado de entrega ao adquirente, na forma prevista no 2 do art. 685-C do CPC. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 002/2011)

    Pargrafo nico. Poder constar, alm das assinaturas obrigatrias, a do executado, cuja ausncia no comprometer o aperfeioamento da alienao. (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 002/2011)

    Art. 164. Para fins de registro imobilirio, expedir-se-, em favor do adquirente, carta de alienao

    do imvel, que dever conter a sua localizao e descrio, mediante a indicao do nmero da

    matrcula ou transcrio correspondente, e o nome do proprietrio, devendo ser instruda com

    cpia do termo de formalizao lavrado nos autos e prova de quitao do imposto de transmisso.

    (Acrescentado pelo Provimento/CGJ 002/2011)

    Des. Jos Pedro Fernandes Corregedor-Geral de Justia

    ANEXO I - GUIAS (EXECUO DE PENA/MEDIDA DE SEGURANA)

    GUIA DE TRATAMENTO AMBULATORIAL

    (MEDIDA DE SEGURANA)

    JUZO DE CONHECIMENTO

    JUZO DA EXECUO:

    IDENTIFICAO DA PESSOA

    Nome ________________________________________________________________

    Filiao _______________________________________________________________

    Naturalidade

    Data de Nascimento

    Profisso

    Grau de Instruo Estado Civil

  • Documentos

    Endereo(s) Completo(s)

    Alcunha(s)

    Outro(s) nome(s)

    DADOS DO PROCESSO CIMINAL

    Nmero do processo de origem

    rgo de origem _________ __________________________________________

    Local da ocorrncia do delito

    Tipificao Penal

  • Data do fato

    da publicao da pronncia

    Recebimento da denncia ou queixa Data

    Data da publicao da Sentena

    rgo do Tribunal ______

    Data da publicao do Acrdo

    Data do trnsito em julgado para Defesa

    julgado para o Ministrio Pblico

    Data do trnsito em

    Suspenso pelo artigo 366 do CPP

    Prazo mnimo de TRATAMENTO AMBULATORIAL

    Nome do curador(a)

    Nome do(a) Defensor(a)

    Condies impostas

    Observao

    CERTIFICO QUE OS DADOS AQUI LANADOS FORAM POR MIM CONFERIDOS, DOU F.

    Boa Vista(RR),_______de____________________de __________________

    Escrivo() Judicial

    Juiz(a)

  • GUIA DE TRATAMENTO AMBULATORIAL

    (MEDIDA DE SEGURANA)

    JUZO DE CONHECIMENTO

    JUZO DA EXECUO:

    IDENTIFICAO DA PESSOA

    Nome

    Filiao

    Naturalidade

    Data de Nascimento

    Profisso

    Estado Civil

    Grau de Instruo

    Documentos

    Endereo(s) Completo(s)

    Alcunha(s)

    Outro(s) nome(s)

    DADOS DO PROCESSO CIMINAL

    Nmero do

    rgo de origem _________

    processo de origem

    Local da ocorrncia do delito

    Tipificao Penal

    Data do fato

    Data da publicao da pronncia

    Recebimento da denncia ou queixa

  • Data da publicao da Sentena

    rgo do Tribunal ______

    Data da publicao do Acrdo

    Data do trnsito em julgado para Defesa

    julgado para o Ministrio Pblico

    Data do trnsito em

    Suspenso pelo artigo 366 do CPP

    Prazo mnimo de TRATAMENTO AMBULATORIAL

    Nome do curador(a)

    Nome do(a) Defensor(a)

    Condies impostas

    Observao

    CERTIFICO QUE OS DADOS AQUI LANADOS FORAM POR MIM CONFERIDOS, DOU F.

    Boa Vista(RR),_______de____________________de __________________

    Escrivo() Judicial

    Juiz(a)

  • GUIA DE EXECUO PROVISRIA

    JUZO DE CONHECIMENTO

    JUZO DA EXECUO PENAL:

    IDENTIFICAO DO CONDENADO

    Nome

    Filiao

    Naturalidade

    Data de Nascimento

    Profisso

    Estado Civil

    Grau de Instruo

    Documento(s)

    Alcunha(s)

    Outro(s) nome(s)

    Endereo(s) Completo(s)

    DADOS DO PROCESSO CIMINAL

    Nmero do

    rgo de origem _________

    processo de origem

    Local da ocorrncia do delito

    Tipificao Penal

    Data do fato

    publicao da pronncia

    Recebimento da denncia ou queixa Data da

  • Data da publicao da Sentena

    rgo do Tribunal ______

    Data da publicao do Acrdo

    Data do trnsito em julgado para Defesa

    julgado para o Ministrio Pblico

    Data do trnsito em

    Suspenso pelo artigo 366 do CPP

    DADOS PARA DETRAO PENAL

    PENAS IMPOSTAS NO PROCESSO

    CRIME COMUM

    Recluso

    ANO(S) MS(ES) DIA(S)

    CRIME COMUM

    Deteno

    ANO(S) MS(ES) DIA(S)

    CRIME HEDIONDO ANO(S) MS(ES) DIA(S)

    REINCIDNCIA COMUM HEDIONDO GENRICA

    DIAS MULTA

    ANO(S) MS(ES) DIA(S)

    Regime Prisional

    Localizao/Situao atual do(a) apenado(a)

    Nome do Defensor(a)

    Observao e informaes de outros processos

  • CERTIFICO QUE OS DADOS AQUI LANADOS FORAM POR MIM CONFERIDOS, DOU F.

    Boa Vista(RR),_______de____________________de __________________

    Escrivo() Judicial

    Juiz(a)

  • GUIA DE INTERNAMENTO

    MEDIDA DE SEGURANA

    JUZO DE CONHECIMENTO

    JUZO DA EXECUO PENAL:

    IDENTIFICAO DO PACIENTE

    Nome

    Filiao

    Naturalidade

    Data de Nascimento

    Profisso

    Estado Civil

    Grau de Instruo

    Documentos

    Endereo(s) Completo(s)

    Alcunha(s)

    Outro(s) nome(s)

    Nmero

    rgo de origem

    DADOS DO PROCESSO CIMINAL

    do processo de origem

    Local da ocorrncia do delito

    Tipificao Penal

    Data do fato

    da publicao da pronncia

    Recebimento da denncia ou queixa Data

  • Data da publicao da Sentena

    rgo do Tribunal ______

    Data da publicao do Acrdo

    Data do trnsito em julgado para Defesa

    julgado para o Ministrio Pblico

    Data do trnsito em

    Suspenso pelo artigo 366 do CPP

    Prazo mnimo do INTERNAMENTO

    Nome do curador(a)

    Nome do(a) Defensor(a)

    Condies impostas

    Observao

    CERTIFICO QUE OS DADOS AQUI LANADOS FORAM POR MIM CONFERIDOS, DOU F.

    Boa Vista(RR),_______de____________________de __________________

    Escrivo() Judicial

    Juiz(a)

  • PROVIMENTO 001/2009-CGJ

    ANEXO II - MANUAL PRTICO DE ROTINAS DAS VARAS CRIMINAIS E DE EXECUO

    PENAL

    Grupo de Trabalho para Estudo e Proposio de Estrutura Mnima para as

    Varas Criminais e de Execuo Penal

    MANUAL PRTICO DE ROTINAS

    DAS VARAS CRIMINAIS E DE EXECUO PENAL

    Elaborado de acordo com o

    plano de gesto para o funcionamento das

    varas criminais e de execuo penal

  • Braslia, Novembro de 2009

  • PLANO DE GESTO PARA O FUNCIONAMENTO DE VARAS CRIMINAIS E DE

    EXECUO PENAL

    Conselho Nacional de Justia

    3o Composio

    Presidente Min. Gilmar Mendes

    Conselheiros Ives Gandra Martins Filho

    Milton Nobre

    Leomar Barros

    Nelson Tomaz Braga

    Paulo Tamburini

    Marcelo Neves

    Jos Adnis Callou de Arajo S

    Felipe Locke Cavalcanti

    Walter Nunes

    Morgana Richa

    Jefferson Kravchychyn

    Marcelo Nobre

    Jorge Hlio Chaves de Oliveira

    Grupo de Trabalho institudo pela Portaria n. 606, de 24 de agosto de 2009

    Coordenador Conselheiro Walter Nunes da Silva Jnior

    Membros Alessandro Diafria4a Vara Federal Criminal de Guarulhos

    Danilo Pereira Jniorla Vara Federal Criminal de Curitiba

    Douglas Melo Martinsla Vara da Comarca de Pedreiras/MA

    Fbio Cristovo de Campos Faria9a Vara Criminal de Goinia

    Francisco Gabriel Maia Neto 4a Vara Criminal do Distrito da Zona Norte de Natal

    Paulo Eduardo de Almeida Sorci5a Vara das Execues Criminais de So Paulo

    Srgio Willian Domingues Teixeirala Vara de Execues e Contravenes Penais de

    Porto Velho

  • SUMRIO

    1. FASE PR-PROCESSUAL: INQURITO POLICIAL 11

    1.1. Tramitao do inqurito policial diretamente entre o rgo policial e o

    Ministrio Pblico 11

    1.1.1. Inqurito policial concludo, relatado ou com simples requerimento de

    prorrogao de prazo para o seu encerramento 11

    1.1.2. Inqurito policial j registrado com novos requerimentos de prorrogao de prazo

    para o seu encerramento 12

    1.1.3. Vista e extrao de cpias dos autos de inqurito por advogados e estagirios

    regularmente inscritos na OAB 12

    1.2. Tramitao do inqurito policial com interveno do Poder Judicirio 12

    1.2.1. Hipteses de distribuio e insero no sistema processual 121.2.1.1.

    Requerimento de medidas constritivas ou acautelatrias 13

    1.2.1.2. Requerimento de prorrogao de prazo e o Ministrio Pblico postula medida

    constritiva e/ou acautelatria 13

    1.2.1.3 Comunicao de priso em flagrante em horrio normal de expediente 13

    1.2.1.4. Comunicao de priso em flagrante em planto 14

    1.2.1.5. Prorrogao de prazo em inqurito policial iniciado com priso em flagrante ou

    com decretao de priso, preventiva ou temporria 15

    1.2.1.6. Falta de juntada de documentos imprescindveis 15

    1.2.1.7. Juntada de antecedentes 15

    1.2.1.8. Controle do prazo da priso: processo e inqurito 15

    1.3. Processos e procedimentos de investigao criminal sob

    publicidaderestrita 16

    1.3.1. Hipteses do regime de publicidade restrita 16

    1.3.2. acesso aos feitos criminais com publicidade restrita 16

    1.3.2.1. quem tem acesso 16

    1.3.2.2. extenso do acesso 17

    1.3.2.3. Dever de sigilo 17

    1.3.3. Processamento dos feitos com regime de publicidade restrita 17

    1.3.4. Publicao de atos nos feitos com regime de publicidade restrita 18

    1.3.5. Sistema processual e os feitos com regime de publicidade restrita 18 1.3.6.

    Retirada de autos com regime de publicidade restrita 18

    1.3.6.1. Procedimentos de investigao 18

    1.3.6.2. Retirada de autos judiciais (carga) 19

    1.3.6.3. Arquivos de mdia 20

    1.3.7. Transporte dos autos com regime de publicidade restrita 20

    1.4. Procedimento de interceptao de comunicaes telefnicas e de

    sistemas de informtica e telemtica 20

    1.4.1. Requisitos legais para a interceptao de comunicaes 21

    1.4.2. Incio da medida 21

    1.4.3. Distribuio e encaminhamento dos pedidos de interceptao 21

    1.4.4. Apreciao da interceptao pelo Planto Judicirio 22

    1.4.5. Recebimento do pedido pela secretaria ou cartrio 22

    1.4.6. Contedo da petio 22

    1.4.7. Deciso judicial 23

    1.4.8. Forma de comunicao s operadoras de telefonia 23

    1.4.9. Cumprimento da interceptao pelas operadoras de telefonia 24

    1.4.10. Controle das interceptaes 24

    1.4.11. Prazo da interceptao 24

    1.4.12. Autuao do procedimento 25

    1.4.13. Documentao da interceptao 25

  • 1.4.14. Concluso da diligncia 25

    1.4.15. Sigilo das diligncias, gravaes e transcries 25

    1.4.16. Inutilizao de gravao 26

    1.4.17. Sigilo telefnico da conversa entre advogado e seu cliente: inviolabilidade

    doexerccio da advocacia 26

    2. FASE PROCESSUAL 27

    2.1. PROCESSO DE CONHECIMENTO 27

    2.1.1. Procedimento ordinrio 27

    2.1.1.1. Critrio de adoo do rito 27

    2.1.1.1.1. Qualificadoras, causas de aumento e de diminuio 27

    2.1.1.2. Durao razovel do processo 28

    2.1.1.2.1. Regra geral na contagem dos prazos processuais 28

    2.1.1.2.2. Situaes excepcionais: 29

    2.1.1.2.3. Excesso de prazo 29

    2.1.2. Fase postulatria 29

    2.1.2.1. Propositura da ao penal 29

    2.1.2.2. Juzo de admissibilidade 29

    2.1.2.3. Requisio de informaes, antecedentes e certides 31

    2.1.2.4. Citao 31

    2.1.2.4.2. Citao por carta precatria 32

    2.1.2.4.3. Citao com hora certa 33

    2.1.2.4.4. Citao por edital 33

    2.1.2.4.5. Citao por termo 35

    2.1.2.4.6. Citao por carta rogatria 35

    2.1.2.4.7. Acusado estrangeiro preso 35

    2.1.2.5. Suspenso do processo pelo no comparecimento do ru 35

    2.1.2.6. Decretao da priso preventiva 36

    2.1.2.6.1. Requisitos da priso preventiva 36

    2.1.2.6.2 Situaes concretas 36

    2.1.2.6.3 Hipteses de cabimento 36

    2.1.2.6.4 Hipteses de vedao 36

    2.1.2.7. Revelia 37

    2.1.2.8. Intimaes 38 2.1.2.8.1. Intimao do

    defensor constitudo 38

    2.1.2.8.2. Intimao Ministrio Pblico, Defensoria Pblica e do defensor nomeado 38

    2.1.2.8.3. Abandono da causa pelo defensor 38

    2.1.2.9. Suspenso condicional do processo 39

    2.1.2.9.1. Hipteses 39

    2.1.2.9.2. Condies legais 39

    2.1.2.9.3. Revogao automtica da suspenso condicional 39

    2.1.2.9.4. Revogao facultativa da suspenso condicional 39

    2.1.2.10. Resposta escrita 40

    2.1.2.10.1. Contedo 40

    2.1.2.10.2. Prazo 40

    2.1.2.10.3. Ausncia de resposta escrita 41

    2.1.2.10.4. Testemunhas 41

    2.1.2.10.5. Justificaes, especificao de provas e diligncias 42

    2.1.2.11. Impugnao das preliminares e/ou documentos 42

    2.1.3. Fase decisria sobre o julgamento antecipado da lide e provas requeridas 42

    2.1.3.1. Hipteses de absolvio sumria 42

    2.1.3.2. Regra de julgamento na absolvio sumria 42

  • 2.1.3.3. Rejeio da absolvio sumria, saneamento do processo e designao de

    audincia 43

    2.1.4. Fase instrutria e de julgamento: audincia 44

    2.1.4.1. Providncias prvias 44

    2.1.4.2. Dinmica da audincia de instruo e julgamento 44

    2.1.4.2.1. Ordem dos atos praticados em audincia 44

    2.1.4.3. Testemunhas 45

    2.1.4.3.1. Testemunha residente fora da localidade do Juzo 46

    2.1.4.3.2. Preservao da intimidade ou imagem da testemunha 46

    2.1.4.4. Interrogatrio 47

    2.1.4.4.1. Videoconferncia 47

    2.1.4.5. Reinterrogatrio 47

    2.1.4.6. Documentao dos depoimentos 48

    2.1.4.7. Encerramento da audincia sem prolao de sentena 48

  • 2.1.4.7.1. Hipteses

    48

    2.1.4.7.2. Cabimento da diligncia

    49

    2.1.4.8. Alegaes finais

    49

    2.1.4.9. Mutatio libelli

    49

    2.1.5. Sentena

    50

    2.1.5.1.Vinculao

    50

  • 2.1.5.2. Forma da sentena

    50

    2.1.5.3 Princpio da correlao e emendatio libelli

    50

    2.1.5.4. Sentena absolutria

    51

    2.1.5.4.1. Hipteses (art. 386 do CP)

    51

    2.1.5.4.2. Sentena absolutria imprpria

    51

    2.1.5.5. Efeitos da sentena absolutria (art. 386, pargrafo nico, do CP):

    51

    2.1.5.6. Sentena condenatria (art. 387, do CP)

    52

    2.1.5.6.1. Ressarcimento de danos como efeito da sentena condenatria

    52

    2.1.5.6.2. Priso preventiva decorrente de sentena condenatria

    52

    2.1.5.6.3. Dosimetria das penas

    53

    2.1.5.7. Publicao da sentena

    53

    2.1.5.8. Intimao da sentena

    53

    2.1.5.8.1. Intimao do Ministrio Pblico

    53

    2.1.5.8.2. Intimao da defesa

    54

    2.1.5.9. Efeitos da sentena condenatria

    54

    2.1.5.10. Efeitos da sentena condenatria na esfera cvel

    55

    2.2. PROCESSO DE EXECUO PENAL

    55

    2.2.1. Incio do processo de execuo penal

    55

    2.2.1.1. Registro e autuao da guia de recolhimento

    55

    2.2.2. Individualizao do processo de execuo penal

    58

    2.2.3. Apenso de roteiro de pena

    58

    2.2.4. Liquidao das penas

    59

    2.2.5. Autuao separada dos incidentes e pedidos de benefcios

    60

    2.2.5.1. Dados obrigatrios dos apensos e limite de folhas

    60

    2.2.6. Processamento

    61

  • 2.2.6.1. Disposies sobre a ordem geral dos servios

    61

    2.2.6.2. Processamento coletivo e unificado de autorizao desada temporria

    62

    2.2.7. Execuo da pena de multa

    63

    2.2.8. Recursos

    63

    2.2.9. Alvar

    64

    2.2.10. Mecanismos de controle do cumprimento da pena privativa de liberdade

    64

    Anexos - FLUXOGRAMAS

    65

  • 1. FASE PR-PROCESSUAL: INQURITO POLICIAL

    Como regra, a tramitao do inqurito policial deve se dar diretamente entre o rgo da

    Polcia e o Ministrio Pblico nas prorrogaes de prazo de investigao.

    Excetuam-se as situaes em que haja necessidade de se adotar medida constritiva e/ou

    acautelatria, ou restrio a algum direito fundamental do investigado.

    Nestes casos, haver distribuio do inqurito e fixao do juzo natural para apreciao de tais

    medidas excepcionais.

    Conferir rotinas do item 1.2 infra.

    1.1. Tramitao do inqurito policial diretamente entre o rgo policial e o

    Ministrio Pblico

    1.1.1. Inqurito policial concludo, relatado ou com simples requerimento de prorrogao de

    prazo para o seu encerramento Rotina: a) em se tratando da primeira remessa ao Ministrio Pblico, a Polcia dever previamente encaminhar os autos ao Distribuidor; (alterado pelo Provimento/CGJ n. 009/2010) b) o Distribuidor providenciar o registro, autuao e distribuio do inqurito policial, remetendo-o escrivania respectiva; (alterado pelo Provimento/CGJ n. 009/2010) c) se for o caso o juiz deve dirimir questes de competncia; (alterado pelo Provimento/CGJ n. 009/2010) d) a escrivania, por ato ordinatrio, promover a remessa imediata do inqurito policial ao Ministrio Pblico, independentemente de despacho, registrando no SISCOM a observao de que a tramitao daqueles autos ocorrer de forma direta entre o Ministrio Pblico e a Polcia (Movimentao 124, ato 51); (alterado pelo Provimento/CGJ n. 009/2010) e) caber ao juiz decidir se houver o indeferimento de vista dos autos pelo Ministrio Pblico ou pela Autoridade Policial. (alterado pelo Provimento/CGJ n. 009/2010)

    1.1.2. Inqurito policial j registrado com novos requerimentos de

    prorrogao de prazo para o seu encerramento

    Rotina:

    A tramitao ser feita diretamente entre a Polcia e o Ministrio Pblico independentemente de

    interveno judicial.

    1.1.3. Vista e extrao de cpias dos autos de inqurito por advogados e

    estagirios regularmente inscritos na OAB

    Rotina:

    O acesso aos autos de inqurito policial se dar na repartio em que se encontrarem os

  • autos, mediante certificao.

    Cpias podero ser obtidas pelos interessados, mediante requerimento por escrito

    autoridade competente (Ministrio Pblico ou Polcia), independentemente de qualquer

    interveno do Poder Judicirio ou de seus servidores.

    Devem ser certificadas nos autos as cpias obtidas nos termos expostos, especificando quais

    folhas fotocopiadas.

    1.2. Tramitao do inqurito policial com interveno do Poder Judicir io

    1.2.1. Hipteses de distribuio e insero no sistema processual

    O setor de Distribuio dos fruns somente promover a insero no sistema

    processual informatizado e distribuio de inqurito policial quando houver:

    a) comunicao de priso em flagrante efetuada ou qualquer outra forma de restrio aos

    direitos fundamentais previstos na Constituio da Repblica;

    b) representao ou requerimento da autoridade policial ou do Ministrio Pblico para a

    decretao de prises de natureza cautelar;

    c) requerimento da autoridade policial ou do Ministrio Pblico de medidas constritivas ou de

    natureza acautelatria;

    d) promoo de denncia pelo Ministrio Pblico ou apresentao de queixa crime pelo

    ofendido ou seu representante legal;

    e) pedido de arquivamento deduzido pelo Ministrio Pblico;

    f) requerimento de extino da punibilidade com fulcro em qualquer das hipteses

    previstas no art. 107 do Cdigo Penal ou na legislao penal extravagante;

    g) deliberao acerca do Juzo;

    h) impetrao de habeas corpus;

    i) deciso acerca do indeferimento de vista dos autos pelo Ministrio Pblico ou pela

    Autoridade Policial.

    1.2.1.1. Requerimento de medidas constritivas ou acautelatrias

  • Rotina:

    a) a Polcia faz a representao e encaminha diretamente os autos ao Min istrio

    Pblico para cincia e manifestao;

    b) aps manifestao, o Ministrio Pblico encaminha os autos ao Poder Judicirio para

    deliberao;

    c) o distribuidor promove a livre distribuio, firmando o juzo natural;

    d) distribudo, o juiz natural aprecia o requerimento;

    1.2.1.2. Requerimento de prorrogao de prazo e o Ministrio Pblico postula

    medida constritiva e/ou acautelatria

    Rotina:

    a) a Polcia encaminha diretamente os autos ao Ministrio Pblico, com o pedido de

    prorrogao de prazo;

    b) o Ministrio Pblico analisa a prorrogao do prazo e promove o requerimento da

    medida constritiva e/ou acautelatria (item 2.2.1, supra) e encaminha os autos ao Poder

    Judicirio para deliberao;

    c) o distribuidor promove a livre distribuio, firmando o juzo natural;

    d) distribudo, o juiz natural aprecia o requerimento.

    1.2.1.3 Comunicao de priso em flagrante em horrio normal de expediente

    Rotina 1:

    a)o rgo da Polcia encaminha diretamente ao Poder Judicirio o auto de priso em

    flagrante e as peas que o instruem, e, em cpia integral, para o Ministrio Pblico e a

    Defensoria Pblica;

    b)o distribuidor do Frum promove a livre distribuio do comunicado de priso em

    flagrante, firmando o juiz natural;

    c)o juiz aguardar manifestao ministerial por at 24 horas e, certificado o decurso do

    prazo, com ou sem manifestao ministerial, dever deliberar sobre:

    c.1) a regularidade da priso em flagrante, com o relaxamento no caso de ilegal idade;

    c.2) a decretao da priso preventiva, quando presentes os pressupostos, expedindo o

    respectivo mandado;

    c.3) o cabimento, ou no, da concesso de liberdade provisria, com ou sem fiana,

    quando a lei admitir.

  • Rotina 2:

    A secretaria dever, ainda, certificar se houve:

    a) cumprimento do prazo de encaminhamento do auto de priso em flagrante;

    b) comunicao famlia do preso ou pessoa por ele indicada;

    c) comunicao Defensoria Pblica, com cpia integral dos autos, em caso de

    ausncia de defensor constitudo.

    1.2.1.3. Comunicao de priso em flagrante em planto

    a) a Polcia encaminha, por meio eletrnico, ao Poder Judicirio, o auto de priso em

    flagrante e as peas que o instruem, e, em cpia integral pela mesma via, para o

    Ministrio Pblico e a Defensoria Pblica;

    b) o Juiz plantonista, no curso do planto, aguardar por tempo suficiente clere

    deciso, o pronunciamento do Ministrio Pblico; silente o rgo, promover contato para

    saber sobre sua manifestao;

    c) com ou sem a manifestao do Ministrio Pblico, nos termos citados, o juiz

    decidir, deliberando sobre:

    c.1) a regularidade da priso em flagrante, com o relaxamento no caso de ilegalidade;

    c.2) a decretao da priso preventiva, quando presentes os pressupostos, expedindo o

    respectivo mandado;

    c.3) o cabimento, ou no, da concesso de liberdade provisria, com ou sem fiana ,

    quando a lei admitir.

    c.4) determinar a livre distribuio do feito, aps o trmino do planto.

    Rotina 2:

    A Secretaria dever, ainda, certificar se houve:

    a) cumprimento do prazo de encaminhamento do auto de priso em flagrante;

    b)comunicao famlia do preso ou pessoa por ele indicada;

    c) comunicao Defensoria Pblica, com cpia integral dos autos, em caso de

    ausncia de defensor constitudo.

    1.2.1.4. Prorrogao de prazo em inqurito policial iniciado com priso em

    flagrante ou com decretao de priso, preventiva ou temporria

  • Rotina:

    Somente o Poder Judicirio, por meio do Juzo natural prevento, apreciar os pedidos de

    prorrogao de prazo nestes casos.

    1.2.1.5. Falta de juntada de documentos imprescindveis

    Em at 48 horas da comunicao da priso, no sendo juntados documentos e certides

    que o Juzo entender imprescindveis deciso de manuteno da priso, o Juzo adotar a

    seguinte rotina:

    Rotina:

    a) havendo defensor constitudo, intimar pelo expediente, por meio eletrnico e/ou por

    telefone mediante certido detalhada, para suprir a falta em 48 horas, o que, se no

    suprido, ensejar a nomeao de defensor dativo ou de Defensor Pblico, sem prejuzo de

    comunicao OAB;

    b) no havendo advogado constitudo, nomear defensor dativo ou comunicar a

    Defensoria Pblica para que regularize, em prazo no superior a 5 dias.

    1.2.1.6. Juntada de antecedentes

    Quando a certido e o esclarecimento de eventuais antecedentes estiverem ao alcance do

    prprio Juzo, por meio do sistema informatizado, poder ser dispensada a juntada e o

    esclarecimento pela defesa.

    Rotina:

    A serventia efetuar as pesquisas nos bancos de dados pertinentes e expedir as

    comunicaes necessrias para a vinda dos antecedentes criminais do detido, no prazo de 48

    horas.

    1.2.1.7. Controle do prazo da priso: processo e inqurito

    Pressuposto para o adequado controle do prazo de priso em processos e inquritos

    policiais ser a adoo do relatrio previsto no artigo 2o da Resoluo CNJ n

    66/2009, que abrange a jurisdio de Io e 2o Grau.

    Para evitar a paralisao por mais de trs meses de inquritos e processos com

    indiciado ou ru preso, a serventia dever:

    Rotina:

    a) efetuar, no mnimo mensalmente, a verificao de andamento mediante acesso ao

    sistema processual ou conferncia fsica dos autos, abrindo a concluso ao Juiz

  • imediatamente, se necessrio.

    b) informar corregedoria e o Relator Presidncia do Tribunal, as providncias que foram

    adotadas, por meio do relatrio a que se refere o artigo 2o da Resoluo CNJ n 66/2009,

    justificando a demora na movimentao processual. (artigo 2o, Io e 2o, Res. CNJ n

    66/2009).

    1.3. Processos e procedimentos de investigao criminal sob publicidade restrita.

    Considera-se sob publicidade restrita o processo ou procedimento de investigao criminal

    que contenha informaes protegidas por norma constitucional ou infraconstitucional.

    1.3.1. Hipteses do regime de publicidade restrita a) necessidade de proteo da intimidade ou interesse social;

    b) necessidade de proteo de informaes cujo sigilo seja imprescindvel segurana da

    sociedade e do estado os processos e procedimentos sob publicidade restrita

    preservam sua natureza mesmo quando findos, se tratarem de: matria cvel lato sensu

    e contiverem informaes a respeito da vida familiar, bancria, ou fiscal das partes; e de

    matria penal cujo encerramento decorrer de deciso de arquivamento, de sentena

    absolutria ou de extino da punibilidade, salvo determinao em contrrio da

    autoridade judicial competente.

    Havendo investigao criminal ou processo judicial em que ocorra alguma das situaes

    previstas (itens a e b, supra) rotina:

    a) o juiz dever deliberar sobre o cabimento da decretao do regime de publicidade

    restrita, especificando se a restrio total ou apenas parcial;

    b) cessando, por qualquer motivo, os motivos referidos, o Juiz analisar eventual

    levantamento do regime de publicidade restrita dos autos.

    1.3.2. Acesso aos feitos criminais com publicidade restrita

    1.3.2.1. quem tem acesso

    partes;

    advogados regularmente constitudos;

    estagirios, regularmente constitudos por meio de instrumento de mandato com

    poderes especficos, juntamente com advogados;

    servidores com dever legal de agir no feito, incluindo o Ministrio pblico

    Rotina:

    a) previamente ao acesso aos autos do feito criminal, a Serventia dever identificar

    adequadamente a parte, advogado, ou estagirio, que pretende acesso aos autos,

  • lavrando certido, se necessrio for;

    b) no caso de servidores pblicos, do Juzo, do Ministrio Pblico ou da polcia,

    somente tero acesso aqueles previamente designados e identificados por sua

    matrcula funcional, ou por deliberao judicial especfica.

    1.3.2.2. Extenso do acesso

    Todo material probatrio j produzido na investigao criminal pode ser acessado

    (conferir item 2.3.2.1), salvo no que concerne s diligncias em andamento, sob pena de sua

    frustrao, caso em que a consulta poder ser indeferida pela autoridade judiciria

    competente, voltando a ser franqueada assim que concludas as diligncias determinadas.

    Rotina:

    Havendo pedido de acesso aos autos de investigao criminal com diligncias em

    andamento, dever ser aberta a concluso ao Juzo para deciso individualizada e

    motivada.

    1.3.2.3. Dever de sigilo

    Com o acesso aos autos ou extrao de cpias, fica o requerente expressamente ciente

    de que a ele se estende o dever de sigilo sobre as informaes constantes do feito relativas

    s partes que no so por ele representadas.

    Rotina:

    O Juzo determinar o registro do acesso aos autos e a certificao de quais atos foram

    copiados, fazendo constar advertncia expressa ao requerente, no momento do acesso aos

    autos, do dever de sigilo, nos termos expostos.

    1.3.3. Processamento dos feitos com regime de publicidade restrita

    Rotinas:

    Para o adequado processamento do feito, o Juzo dever:

    a) deliberar sobre a necessidade da omisso do nome das partes nos sistemas de

    informao, para preservar a intimidade dos investigados;

    b) determinar serventia que identifique por meio de etiqueta padro na capa dos feitos

    em que haja autos materializados fisicamente;

    c) deliberar sobre se a publicidade restrita constante dos autos principais de feito

    criminal, assim como de seus anexos, ser estendida, ou no, a todo o processo ou

    procedimento investigatrio, identificando-se quais volumes so atingidos pelo regime;

    1.3.4. Publicao de atos nos feitos com regime de publicidade restrita

  • a publicao de atos decisrios nos feitos com regime de publicidade restrita, no

    mbito do Io e 2o grau de jurisdio, deve conter restries compatveis com o regime em

    tela, para assegurar sua eficcia.

    Rotina:

    A publicao dever conter apenas:

    a) nmeros de autuao;

    b) data da deciso, da sentena ou do acrdo;

    c) dispositivo ou ementa, redigidos de modo a no comprometer o sigilo.

    1.3.5. Sistema processual e os feitos com regime de publicidade restrita

    a mesma sistemtica (cf. item 1.3.4., supra) vale para as informaes disponibilizadas ao

    pblico via sistema processual informatizado da Justia.

    Rotina:

    Para acesso do pblico em geral, o sistema processual dever conter apenas as

    informaes relacionadas a:

    a) nmeros de autuao;

    b) data de decises;

    c) dispositivo da sentena, redigido de modo a no comprometer o sigilo.

    1.3.6. Retirada de autos com regime de publicidade restrita

    tendo em vista as restries prprias do regime de publicidade restrita, somente podero

    ser conhecidos os pedidos de retirada (carga) de autos que forem formulados por escrito, para

    fins de adequado controle de acesso aos autos.

    1.3.6.1. procedimentos de investigao

    em razo da sua natureza, vedada a retirada (carga) de autos de investigao (inquritos

    e procedimentos processuais) com regime de publicidade restrita, assegurado aos

    procuradores dos investigados e indiciados, o acesso s cpias que lhe interessarem.

    Dever de sigilo

    Com o acesso aos autos ou extrao de cpias, fica o requerente expressamente ciente

    de que a ele se estende o dever de sigilo sobre as informaes constantes do feito relativas

    s partes que no so por ele representadas.

    Rotina:

    A serventia certificar quais atos foram copiados, fazendo constar advertncia expressa ao

  • requerente, no momento do acesso aos autos, do dever de sigilo, nos termos expostos.

    1.3.6.2. Retirada de autos judiciais (carga)

    quem pode efetuar retirada (carga):

    a) advogados regularmente constitudos;

    b) estagirios, regularmente constitudos por meio de instrumento de mandato com

    poderes especficos, juntamente com advogados;

    Rotina:

    a serventia dever identificar previamente o requerente da carga, conferindo se

    consta a procurao e se desta constam poderes especficos.

    Quando se pode efetuar a retirada (carga):

    no houver prazo comum para a prtica de atos processuais ou quando no houver

    motivo relevante (EOAB, art.7, Io, II).

    Alternativas ao requerente:

    extrao de cpias via secretaria, mediante recolhimento de taxas eventualmente

    incidentes;

    extrao de cpias mediante equipamento eletrnico prprio, scanner ou fotografia dos

    autos, independentemente de custas.

    Rotina:

    o Juzo deve motivar o indeferimento da carga pela existncia de prazo com um em

    aberto, facultando, entretanto, a extrao de cpias.

    Dever de sigilo

    com a carga dos autos ou extrao de cpias, fica o requerente expressamente ciente de

    que a ele se estende o dever de sigilo sobre as informaes constantes do processo relativas

    s partes que no so representadas pelo procurador que efetua a carga.

    Rotina:

    A serventia deve fazer constar advertncia expressa ao requerente, no momento da carga

    ou cpia dos autos do dever de sigilo, nos termos expostos.

    1.3.6.3. Arquivos de mdia

    necessrio o estabelecimento de rotina para assegurar a integridade de arquivos de mdia

    que eventualmente instrurem os processos sob publicidade restrita, bem como sua

  • disponibilizao aos interessados.

    Rotina:

    a) a serventia dever manter os arquivos de mdia em duplicidade, para que suas

    cpias de segurana fiquem arquivadas em secretaria;

    b) os arquivos que permanecerem acostados aos autos devem ser previamente

    identificados;

    c) as secretarias das varas ou dos tribunais podero, por meio de determinao e

    mediante auxlio do setor de informtica do frum, efetuar a replicao de arquivos de mdia

    digital, mediante requerimento por escrito do interessado e fornec imento da mdia

    virgem, de tudo sendo lavrada a correspondente certido.

    1.3.7. Transporte dos autos com regime de publicidade restrita

    necessrio o estabelecimento de rotina para assegurar a integridade de arquivos de mdia

    que eventualmente instrurem os processos sob publicidade restrita, bem como sua

    disponibilizao aos interessados.

    Rotina:

    a) a serventia dever providenciar invlucros lacrados contendo a indicao do sigilo e

    do nmero de autuao;

    b) o transporte e entrega sero efetuados preferencialmente por agente pblico

    autorizado e previamente identificado;

    c) no recebimento dos invlucros contendo autos com regime de publicidade restrita, dever

    o servidor responsvel atestar a integridade do lacre, responsabilizando-se por sua violao,

    caso no reporte eventual irregularidade ocorrida no transporte;

    1.4. Procedimento de interceptao de comunicaes telefnicas e de sistemas

    de informtica e telemtica

    No devido processo legal definido na Lei n. 9.296, de 1996, o contraditrio postergado,

    de modo que o investigado ou acusado s ser intimado para se defender quando encerrado o

    monitoramento.

    1.4.1. Requisitos legais para a interceptao de comunicaes

    a) prova da existncia de infrao criminal (art. Io, I, ltima parte, Lei 9.296/96);

    b) indcios razoveis de autoria ou participao na infrao penal (art. Io, I, primeira parte,

    Lei 9.296/96);

  • c) necessidade da interceptao para a apurao da infrao (art. 4o, caput, Lei

    9.296/96);

    d) esclarecimento de a prova no poder ser feita por outros meios disponveis (art. 2o, II, Lei

    9.296/96);

    e) infrao penal punida, no mnimo, com pena de recluso (princpio da

    proporcionalidade) (art. Io, II, Lei 9.296/96);

    Portanto, tem de existir, no mnimo, a instaurao de inqurito policial.

    1.4.2. Incio da medida

    de ofcio pelo juiz: poder geral de cautela, o que s afinado com o princpio

    acusatrio quando j existente o processo;

    a) requerimento da autoridade policial, durante o inqurito, neste caso, se no

    adotada a rotina prevista nas alneas a e b do item 1.2.1.1 deste Manual de Rotinas, antes

    de decidir, o juiz deve dar vista ao Ministrio Pblico, a despeito do disposto no art. 6o,

    caput, da Lei 9.296/96;

    b) requerimento do Ministrio Pblico.

    1.4.3. Distribuio e encaminhamento dos pedidos de interceptao

    Diante do carter sigiloso da medida solicitada e a constatao da falta de

    uniformizao a respeito, o CN J regulamentou as rotinas relacionadas interceptao de

    comunicaes telefnicas e de sistemas de informtica e telemtica, nos termos da Resoluo

    n 59, de 9. 9.2008 (Resoluo).;

    a) deve ser encaminhado distribuio em envelope lacrado, com os argumentos

    e os documentos necessrios (art. 2o da Resoluo);

    b) na parte externa do envelope deve ser colada folha de rosto, contendo as seguintes

    informaes:

    b.1) medida cautelar sigilosa;

    b.2) delegacia de origem ou rgo do MP;

    b.3) Comarca de origem da medida. (art. 3o da Resoluo).

    Neste envelope no deve constar o nome do requerido, a natureza da medida ou

    qualquer outra anotao (art. 4o da Resoluo);

    c) outro envelope menor, igualmente lacrado, contendo o nmero e o ano do

    procedimento investigatrio ou do inqurito policial, anexado ao envelope lacrado

    contendo o pedido;

  • d) no observadas essas regras, o Distribuidor ou o Planto Judicirio no dever

    receber o pedido, negando, por conseguinte, a distribuio.

    Feita a conferncia dos lacres, o servidor abrir o envelope menor e efetuar a distribuio,

    cadastrando no sistema informatizado apenas o nmero do procedimento investigatrio e a

    indicao da delegacia ou do rgo do Ministrio Pblico requerente da medida, sem a

    violao do lacre do envelope contendo o pedido e os documentos.

    1.4.4. Apreciao da interceptao pelo Planto Judicirio

    Apreciada, deferida ou indeferida, durante o regime de planto, o pedido de interceptao,

    dever ser providenciado o envio, em seguida, devidamente lacrado, dos envelopes para o

    Servio de Distribuio (art. 13 da Resoluo).

    Da Ata do Planto Judicirio s poder constar a existncia da "medida cautelar

    sigilosa".

    No se admite a apreciao de pedido de prorrogao de interceptao telefnica

    durante o Planto Judicirio, salvo em caso de risco iminente e grave in tegridade ou vida

    de terceiros (art. 13, Io, da Resoluo).

    1.4.5. Recebimento do pedido pela secretaria ou cartrio

    O escrivo ou o responsvel autorizado pelo juiz dever fazer a conferncia do lacre do

    envelope, abrir o envelope e fazer a concluso ao juiz (art. 9o, pargrafo nico da

    Resoluo).

    1.4.6. Contedo da petio

    Dever demonstrar o preenchimento dos requisitos exigidos para a interceptao telefnica.

    Dever indicar os meios a serem empregados (art. 4o, caput, parte final).

    Excepcionalmente, pode ser formulado oralmente, com reduo a termo (pargrafo nico

    do art. 4o).

    1.4.7. Deciso judicial

    Deve ser fundamentada, com a indicao da forma de execuo e do prazo do

    monitoramento (art. 5o). Deve tambm ser descrita, com clareza, a situao objeto da

    investigao, os crimes investigados, com a indicao e qualificao dos investigados.

    De acordo com a Resoluo CN J n 59, de 2008, dever constar expressamente da

    deciso (art. 10):

    I - a indicao da autoridade requerente;

    II - os nmeros dos telefones ou o nome do usurio, e-mail ou outro identificador no caso

    de interceptao de dados;

  • II - o prazo da interceptao;

    IV - a indicao dos titulares dos referidos nmeros.

    V - a expressa vedao de interceptao de outros nmeros no discriminados na

    deciso;

    VI - os nomes das autoridades policiais responsveis pela investigao que tero

    acesso s informaes;

    VII - os nomes dos funcionrios do cartrio ou da secretaria responsveis pela

    tramitao da medida e expedio dos respectivos ofcios, podendo reportar-se

    portaria do juzo que discipline a rotina cartorria.

    1.4.8. Forma de comunicao s operadoras de telefonia

    Os ofcios, preferencialmente, devero ser gerados pelo sistema informatizado. Na falta,

    por meio de modelos padronizados conforme ato normativo da Corregedoria.

    O ofcio dever conter, alm dos registros na secretria ou cartrio (art. 11 da

    Resoluo):

    a) nmero dos telefones que tiveram a interceptao ou quebra de dados deferida;

    b)expressa vedao de interceptao de outros nmeros no discriminados na deciso;

    c) advertncia de que o ofcio-resposta dever indicar o nmero do protocolo do

    processo ou do Planto Judicirio, sob pena de recusa de seu recebimento pelo

    cartrio ou secretaria judicial;

    d) advertncia de que constitui crime a quebra do sigilo da interceptao.

    1.4.9. Cumprimento da interceptao pelas operadoras de telefonia

    A operadora dever informar os nmeros das linhas telefnicas interceptadas e a data em

    que a medida foi efetivada, para fins de controle judicial do prazo (art. 12 da

    Resoluo).

    Em ofcio apartado (especfico), a operadora dever indicar os nomes dos funcionrios que

    tiveram conhecimento da medida e dos responsveis pela operacionalizao da

    interceptao (art. 12, pargrafo nico, da Resoluo).

    Esse ofcio no dever ser anexado aos autos, mas arquivado na Secretaria ou

    Cartrio (art. 12, pargrafo nico, parte final, da Resoluo)

    1.4.10. Controle das interceptaes

    Mensalmente, os juzos criminais, havendo ou no determinao de interceptao telefnica,

    devero informar s respectivas Corregedorias, e estas, at o dia 10 do ms seguinte ao de

  • referncia, Corregedoria Nacional de Justia:

    I - quantidade de interceptaes em andamento;

    II - quantidade de ofcios expedidos s operadoras de telefonia.

    1.4.11. Prazo da interceptao

    Prazo de quinze dias, prorrogvel por igual prazo, desde que comprovada a

    indispensabilidade do meio de prova.

    O STJ j decidiu pela ofensa ao princpio da durao razovel do processo, quando o

    perodo de monitoramento telefnico for superior ao prazo previsto na lei (HC 76.686- PR,

    Rel. Min. Nilson Naves, julgado em 9/9/2008).

    O STF tem jurisprudncia admitindo a possibilidade de reiteradas e sucessivas prorrogaes,

    desde que a deciso seja fundamentada em fatos novos (Inqurito 2424/RJ, Rel. Min.

    Cezar Peluso, j. em 10.11.2008).

    1.4.12. Autuao do procedimento

    A interceptao deve ser processada em autos apartados (art. 8o, primeira parte, da Lei n.o

    9.296/96)

    1.4.13. Documentao da interceptao

    Nada obstante a ressalva do Io do art. 6o da Lei n. 9.296/96, todo o

    monitoramento telefnico tem de ser gravado, a fim de que seja vlido como prova.

    No vale o mero testemunho do interceptor.

    Conforme a jurisprudncia, no h necessidade de transcrio de todo o contedo da

    interceptao.

    impossvel a transcrio das 24 horas das interceptaes realizadas pelo prazo de 15 dias.

    O contedo gravado, porm, deve ficar em banco de dados, a permitir o amplo acesso ao seu

    inteiro teor do Ministrio Pblico e do indiciado.

    Ainda que se trate de contedo que no diga respeito infrao em apurao, no se pode

    negar o acesso gravao pelo Ministrio Pblico ou pelo indiciado. (art. 9o, pargrafo

    nico, da Lei n. 9.296/96)

    1.4.14. Concluso da diligncia

    O resultado da interceptao dever ser acompanhado de auto circunstanciado, contendo o

    resumo das operaes realizadas. (art. 6o, 2o, da Lei n. 9.296/96)

    Deve ser concedida vista, primeiro ao Ministrio Pblico, depois, se no houver mais

  • nenhuma diligncia a realizar, que possa ser prejudicada com a oitiva da defensoria, ao

    investigado, ao acusado ou ao seu defensor.

    1.4.15. Sigilo das diligncias, gravaes e transcries

    Deve ser preservado o sigilo das diligncias, gravaes e transcries. (art. 8 o, caput, ltima

    parte da Lei n. 9.296/96).

    Em rigor, nem com o trnsito em julgado pode ocorrer a quebra do sigilo do resultado da

    interceptao.

    1.4.16. Inutilizao de gravao

    O que no interessar prova ser inutilizado por deciso judicial (art. 9 o, caput, da Lei n.o

    9.296/96).

    Devero ser intimados para a inutilizao o MP e o investigado ou acusado ou de seu

    representante legal. (art. 9o, pargrafo nico, da Lei n. 9.296/96)

    1.4.17.Sigilo telefnico da conversa entre advogado e seu cliente:

    inviolabilidade do exerccio da advocacia

    A inviolabilidade do exerccio da advocacia decorrncia lgica do princpio da ampla defesa.

    O Estatuto da OAB, no art. 7o, II , consta "a inviolabilidade de seu escritrio ou local de

    trabalho, bem como de seus instrumentos de trabalho, de sua correspondncia escrita,

    eletrnica, telefnica e telemtica, desde que relativas ao exerccio da advocacia"

    (Redao determinada pela Lei n 11.767, de 2008).

    Ressalva-se a flexibilizao da inviolabilidade do exerccio da advocacia, quando "Presentes

    indcios de autoria e materialidade da prtica de crime por parte de advogado" ( 6o do art.

    7o da Lei n 8.906, de 1994, includo pela Lei n 11.767, de 2008).

    No haveria quebra da inviolabilidade do exerccio da profisso, nas hipteses em que o

    advogado:

    (1) tiver participado do crime;

    (2) no estiver funcionando como defensor do investigado ou no estiver falando com o

    investigado em razo de sua funo.

    2. FASE PROCESSUAL

    2.1. PROCESSO DE CONHECIMENTO

    2.1.1. Procedimento ordinrio

  • Rotina:

    Recebidos os autos com o oferecimento da ao penal, dever a Serventia:

    a) efetuar a autuao, colocando nos autos do processo apenas a ao penal e os

    documentos que a instruem, observado o limite mximo de 200 folhas por volume,

    deixando o inqurito como apenso;

    b) anotar na capa ou contracapa dos autos a contagem dos prazos prescricionais,

    contendo os marcos interruptivos e suspensivos do prazo prescricional: datas de

    prtica do fato, recebimento da denncia, suspenso do processo (artigo 366 do CP), a

    sentena etc.;

    c) emitir sumrio, para ser colocado na contracapa dos autos, contendo ndice com as

    principais ocorrncias do processo e as respectivas folhas dos autos: denncia, resposta,

    laudos, decises, termo de audincia, inquiries, alegaes finais, sentena etc.;

    d) verificar o procedimento aplicvel, conforme critrios infra.

    II.1.1.1. Critrio de adoo do rito

    a quantidade da pena em abstrato:

    a) ordinrio: pena privativa de liberdade igual ou superior a 4 anos;

    b) sumrio: pena privativa de liberdade superior a 2 e inferior a 4 anos;

    c) sumarssimo: infraes de menor potencial ofensivo (pena mxima no superior a 2

    anos e todas as contravenes penais).

    II.1.1.1.1. Qualificadoras, causas de aumento e de diminuio

    O critrio continua sendo a quantidade da pena, levando em considerao o acrscimo da

    pena devido s qualificadoras causas de aumento ou de diminuio. So as seguintes

    situaes:

    a) concurso material e formal imprprio: penas mximas somadas;

    b) concurso formal prprio: aumento na frao mxima (1/2);

    c) crime continuado: aumento na frao mxima (2/3);

    Fundamento: Smula 723 do STF e Smula 243 do STJ.

    II.1.1.2. Durao razovel do processo

    Trata-se de garantia processual constitucionalmente estabelecida e conecta-se com mais

    intensidade aos processos com ru preso, que podem suscitar impetrao de habeas corpus

    por excesso de prazo.

  • No h regra absoluta e a contagem demonstrada a seguir apenas uma referncia, suscetvel

    de sofrer oscilaes diante de peculiaridades do caso concreto, pois a jurisprudncia j

    afastou a contagem aritmtica de prazos processuais.

    II.1.1.2.1. Regra geral na contagem dos prazos processuais

    Casos de ru preso com defensor constitudo: 105 dias:

    a) 10 (dez) dias para a concluso do inqurito (art. 10 do CPP ) ou 15(quinze) dias,

    prorrogveis por igual perodo nos processos da Justia Federal (Lei n 5.010/66);

    b) distribuio imediata (art. 93, XV, da CF);

    c) 2 (dois) dias (art. 799 do CPP ) - ato de secretaria/escrivania (remessa para o

    Ministrio Pblico);

    d) 5 (cinco) dias para a denncia (art. 46, caput, Ia parte, do CP);

    e) 2 (dois) dias (art. 799 do CP) - atos de secretaria (para concluso ao juiz);

    f) 5 (cinco) dias - deciso interlocutria simples de admissibilidade da ao penal (art. 800,

    II, do CP);

    g) 2 (dois) dias (art. 799 do CP ) - atos de secretaria/escrivania (expedio do

    mandado de citao);

    h) 2 (dois) dias (art. 799 do CPP interpretao extensiva) - cumprimento do mandado de citao pelo oficial de justia;

    i) 10 (dez) dias para o acusado apresentar a resposta (art. 396, caput, do CP);

    j) 2 (dois) dias (art. 799 do CP) - ato de secretaria (concluso ao juiz);

    k) 5 (cinco) dias - deciso judicial (arts. 399 e 800, II, do CP); e

    l) 60 (sessenta) dias para a realizao da audincia de instruo e julgamento

    (art.400, caput, do CP)

    TOTAL : 105 dias na Justia Estadual, 110 ou 125 dias na Justia Federal

    II.1.1.2.2. Situaes excepcionais:

    a) ru no constituiu defensor e foi assistido por defensor pblico ou dativo (artigo 396-

    A, 2, do CP): mais 10 dias;

  • b) resposta escrita com documentos ou arguio de preliminares, com intimao do

    Ministrio Pblico para manifestao, o que importa em mais 7 dias (atos de secretaria e

    prazo ao Ministrio Pblico);

    c) alegaes finais por escrito em casos com instruo complexa ou nmero excessivo de

    rus (artigo 403, 3o, do CPP ): mais 26 dias, sendo 6 para os atos de Secretaria, 5 para

    cada parte e 10 para o juiz sentenciar.

    Total: 148 dias na Justia Estadual;

    153 ou 168 na Justia Federal

    II.1.1.2.3. Excesso de prazo

    Possveis excessos na concluso do feito no podero ampliar o mencionado prazo se no

    imputveis defesa.

    Se o acusado estiver preso, o excesso de prazo injustificado poder acarretar

    constrangimento ilegal, sanvel por meio de habeas corpus.

    II.1.2. Fase postulatria

    Esta fase das rotinas vai do oferecimento da ao penal at a resposta apresentada pelo

    acusado.

    II.1.2.1. Propositura da ao penal

    Com a autuao feita nos termos supra (cf. item 2.1.1), o Ministrio Pblico ou o

    querelante,na propositura da ao penal, dever atender os requisitos previstos no artigo 41

    do CP, quais sejam:

    a) exposio do fato criminoso, com todas as suas circunstncias;

    b) qualificao do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identific-lo;

    c) classificao do crime;

    d) quando necessrio, o rol das testemunhas e especificao de todas as provas;

    e) estimativa de valor mnimo para ressarcimento dos prejuzos sofridos pelo

    ofendido;

    f) se a pena mnima no for superior a 1 ano, a proposta de suspenso condicional do

    processo, ou os motivos para no faz-la

    2.1.2.2. Juzo de admissibilidade

    o exame dos pressupostos processuais e das condies da ao.

  • O juiz dever observar o disposto no artigo 395 do CP, rejeitando liminarmente a

    denncia quando:

    a) for "manifesta" a inpcia da petio inicial;

    b) faltar pressuposto processual ou condio para o exerccio da ao penal; ou

    c) faltar justa causa para o exerccio da ao penal.

    No havendo qualquer das hipteses citadas, a denncia ser recebida.

    Vige, nesta fase processual, a regra in dubio pro societate.

    A deciso no precisa ser fundamentada exaustivamente, mas haver de buscar e prever

    a mxima concentrao possvel dos atos processuais, visando agilizao do

    procedimento.

    Excepcionalmente, poder ser proferida a sentena de absolvio sumria, nos termos do

    artigo 397 do CP.

    Rotina:

    Na deciso de recebimento da ao penal o Juiz dever especificar o seguinte:

    a) atendimento do artigo 41 do CP;

    b) ausncia de qualquer das hipteses do artigo 395 do CP;

    c) determinao de citao do denunciado para apresentao de resposta escrita

    acusao, no prazo de 10 dias (cf. item 3.2, infra) advertindo -o de que se forem

    arroladas testemunhas residentes em comarcas contguas ou regies metropolitanas, elas

    sero ouvidas na comarca de sua residncia se, intimadas, afirmarem a

    impossibilidade de comparecimento e a recusa da defesa em providenciar seu

    comparecimento espontneo; (sugesto do item 18);

    d) determinao serventia para o processamento em apartado de eventuais

    excees apresentadas no prazo de resposta escrita;

    e) advertncia ao acusado de que em caso de procedncia da acusao, a sentena

    poder fixar valor mnimo reparao dos danos causados pela infrao, considerando os

    prejuzos sofridos pelo ofendido (artigo 387, IV, CP), cabendo ao acusado apresentar

    sua manifestao a respeito;

    f)advertncia ao acusado solto de que a partir do recebimento da denncia, quaisquer

    mudanas de endereo devero ser informadas ao Juzo, para fins de adequada

    intimao e comunicao oficial;

    h) advertncia ao acusado de que, citado e certificado o decurso do prazo sem

    apresentao de defesa escrita pelo defensor constitudo, ser intimada a Defensoria

  • Pblica ou nomeado defensor dativo (identificar, com nome, telefone e correio eletrnico) para

    apresent-la;

    h) determinao serventia para alimentao dos servios de estatstica e bancos de dados

    (SINIC e INFOSEG) com os dados relativos ao denunciado e respectivo processo;

    i) determinao serventia para que insira o caso no sistema de controle de presos

    provisrios, se for caso de ru preso;

    i) determinao ao Setor de Distribuio para mudana de caracterstica da autuao (de

    inqurito policial para ao penal);

    j) determinao serventia para que certifique se houve encaminhamento de laudos

    periciais eventualmente necessrios (ex.falsidade, merceolgico, txicos, necroscpico, etc.);

    em caso de no atendimento, reiterar imediatamente com prazo de 5 dias;

    l) determinao de aposio de tarja ou identificao nos processos em que haja ru preso,

    ru com prazo prescricional reduzido (menores de 21 ou maiores de 70 anos) e regime de

    publicidade restrita (sigilosos).

    2.1.2.3. Requisio de informaes, antecedentes e certides

    Rotina:

    Dever a Serventia verificar se o Ministrio Pblico promoveu a juntada das folhas de:

    a) antecedentes da Justia Federal, Estadual, Institutos de Identificao e INTERPOL;

    b) consulta ao SINIC, INFOSEG e INFOPEN.

    2.1.2.4 Citao

    Finalidade: apresentao de resposta escrita.

    Momento de determinao: na deciso de recebimento da denncia

    Modos de citao:

    a) pessoal

    a.1) por mandado: regra geral

    a.2) precatria: o ru se encontra sob jurisdio de outro juiz;

    a.3) por hora certa: o ru est se ocultando nos termos de certido especfica do Oficial

    de Justia.

    a.4) por termo: o ru comparece espontaneamente ao Frum.

    b) Edital: somente para ru em local incerto e no sabido.

  • 2.1.2.4.1. Citao pessoal

    Para ru situado no territrio do juiz processante e ru preso.

    Rotina:

    Do mandado de citao dever constar o seguinte:

    a) informaes constantes no artigo 352 do CP:

    a.1) nome do juiz;

    a.2) nome do querelante nas aes judiciais por iniciadas por queixa;

    a.3) nome do ru, ou, se for desconhecido, os seus sinais caractersticos;

    a.4) a residncia do ru, se for conhecida;

    a.5) finalidade para que feita a citao (apresentao de resposta escrita

    denncia);

    a.6) a subscrio do escrivo e a rubrica do juiz;

    b) consulta sobre se o acusado possui defensor constitudo, caso em que dever

    informar nome, telefone e, se houver, endereo eletrnico; deixar espao em branco para

    tanto;

    c) informao de que caso o acusado no possua defensor, atuar em sua defesa a

    Defensoria Pblica ou defensor dativo, constando endereo, telefone e correio eletrnico, com

    advertncia para o acusado entrar em contato com a instituio;

    d) advertncia ao acusado solto de que a partir do recebimento da denncia, haver o dever

    de informar ao Juzo sobre quaisquer mudanas de endereo, para fins de adequada

    intimao e comunicao oficial;

    e) cpia da denncia;

    f) cpia da deciso de recebimento da denncia;

    g) intimao ao acusado de que em caso de procedncia da acusao, a sentena fixar

    valor mnimo reparao dos danos causados pela infrao, considerando os prejuzos

    sofridos pelo ofendido (artigo 387, IV, do CP), cabendo a ele manifestar-se a respeito;

    h) quando cabvel, intimao para comparecimento a audincia preliminar de proposta de

    suspenso do processo, com advertncias especficas (cf. item 2.1.2.9, infra).

    2.1.2.4.2. Citao por carta precatria

    Para o ru situado no Pas, mas fora do territrio da jurisdio do juiz processante.

  • Rotina: Da carta precatria para citao dever constar o seguinte:

    a) mandado de citao, cf. item 3.1.3.1, supra.

    b) o juiz deprecado e o juiz deprecante;

    c) a sede da jurisdio de um e de outro;

    d) o fim para que feita a citao, com todas as especificaes (apresentao de

    resposta escrita denncia);

    e) consulta sobre se o acusado possui defensor constitudo, caso em que dever

    informar nome, telefone e, se houver, endereo eletrnico; deixar espao em branco para

    tanto;

    2.1.2.4.3. Citao com hora certa

    Para o ru que se oculta, conforme certido a ser lavrada detalhadamente pelo Oficial de

    Justia.

    O procedimento ser aquele previsto nos arts. 227 a 229 do CPC, conforme a seguinte

    rotina:

    Rotina:

    a) por 3 vezes o Oficial de Justia comparece ao domiclio ou residncia do ru, sem o

    encontrar;

    b) havendo suspeita de ocultao; o Oficial de Justia intima qualquer pessoa

    dafamlia, ou em sua falta qualquer vizinho, que, no dia imediato, voltar, a fim de

    efetuar a citao na hora que designar;

    c) no dia e hora designados, o oficial, independentemente de novo despacho, comparecer ao

    domiclio do citando, a fim de realizar a diligncia;

    d) se o citando no estiver presente, o Oficial de Justia procurar se informar

    dasrazes da ausncia, dando por feita a citao, ainda que o citando se tenha ocultado

    em outra comarca.

    Da certido da ocorrncia, o oficial de Justia deixar contraf com pessoa da famlia ou

    qualquer vizinho, conforme o caso, declarando-lhe o nome.

    Feita a citao com hora certa, o escrivo ou diretor de secretaria enviar ao ru carta,

    telegrama ou radiograma, dando-lhe de tudo cincia.

    Completada a citao com hora certa, se o acusado no comparecer, ser lhe-

    nomeado defensor dativo.

    2.1.2.4.4. Citao por edital

  • Para o ru que no foi encontrado.

    Comparecendo espontaneamente, no entanto, retoma-se o procedimento.

    Rotina 1:

    Antes de se expedir edital de citao, a serventia dever necessariamente oficiar

    rgos responsveis pelos estabelecimentos penitencirios do Estado para confirmar

    eventual priso do acusado, com prazo de 15 dias.

    Fundamento: Smula 351 do STF

    Rotina 2:

    Na expedio do edital de citao a serventia dever fazer constar o seguinte:

    a) informaes constantes do art.365 do CP:

    a.1) nome do juiz;

    a.2) nome do ru, ou, se for desconhecido, os seus sinais caractersticos, bem como sua

    residncia e profisso, se constantes dos autos;

    a.3) finalidade para que feita a citao (apresentao de resposta escrita denncia);

    b) consulta sobre se o acusado possui defensor constitudo, caso em que dever

    informar nome, telefone e, se houver, endereo eletrnico;

    c) informao de que, caso o acusado no possua defensor, atuar em sua defesa a

    Defensoria Pblica ou o defensor dativo, constando endereo, telefone e correio

    eletrnico;

    d) advertncia ao acusado solto de que a partir do recebimento da denncia, haver o dever

    de informar ao Juzo sobre quaisquer mudanas de endereo, para fins de adequada

    intimao e comunicao oficial;

    e) intimao ao acusado de que em caso de procedncia da acusao, a sentena fixar

    valor mnimo reparao dos danos causados pela infrao, considerando os prejuzos

    sofridos pelo ofendido (artigo 387, IV, CP), cabendo a ele manifestar-se a respeito;

    f) intimao, quando cabvel, para comparecimento a audincia preliminar de proposta de

    suspenso condicional, com advertncias especficas (cf. item 2.1.2.9 infra).

    Rotina 3:

    Para a correta divulgao do edital a serventia dever providenciar a:

    a) afixao do edital no trio do Frum, certificada pelo oficial que a tiver feito; e

  • b) publicao do edital na imprensa, onde houver, comprovada por juntada aos autos do

    jornal ou certido do servidor mencionando a pgina do jornal com a data da

    publicao;

    2.1.2.4.5. Citao por termo

    Ocorre quando o acusado comparece espontaneamente Serventia, que dever:

    a) identificar o acusado mediante documento autntico;

    b) lavrar certido nos autos, discriminando, no ato realizado, as advertncias e

    indagaes constantes do mandado de citao (cf. item 2.1.2.4.1., supra);

    2.1.2.4.6. Citao por carta rogatria

    Para o ru situado em territrio estrangeiro, cabvel a citao por carta rogatria. Fica

    suspenso o prazo de prescrio at o cumprimento da carta rogatria (art. 368 do CP).

    Rotina:

    a) a Serventia dever certificar que o acusado tem residncia em territrio estrangeiro;

    a) pesquisar a existncia de acordo ou tratado internacional para a prtica de atos

    processuais;

    b) o Juiz deve deliberar sobre a expedio da carta rogatria, decretando a suspenso do

    prazo prescricional at o cumprimento da rogatria.

    2.1.2.4.7. Acusado estrangeiro preso

    Rotina:

    para auxiliar na compreenso da acusao, poder o Ministrio Pblico efetuar, no idioma

    de fluncia do acusado, um resumo da acusao ou a traduo da denncia, por tradutores

    prprios, podendo valer-se de recursos junto Rede Mundial de Computadores (ex.: Google)

    2.1.2.5. Suspenso do processo pelo no comparecimento do ru

    Citado por edital, se o acusado no comparecer, nem constituir defensor, suspende-se o

    processo e o curso do prazo prescricional.

    Rotina:

    a) decorrido o prazo previsto no edital, dever a serventia certificar o decurso do prazo

    e fazer concluso ao Juiz;

    b) o Juiz deliberar sobre:

    b.1) a suspenso do processo e do prazo prescricional;

  • b.2) produo antecipada de provas urgentes;

    b.3) decretao da priso preventiva, se presentes os requisitos do art. 312 do CP.

    2.1.2.6. Decretao da priso preventiva

    A priso preventiva medida de exceo, que pode ser decretada ou revogada

    sempre mediante deciso particularmente fundamentada:

    a) em qualquer fase do inqurito policial ou da instruo criminal;

    b) de ofcio ou a requerimento do Ministrio Pblico ou querelante, ou;

    c) mediante representao da autoridade policial.

    2.1.2.6.1. Requisitos da priso preventiva

    a) a prova da existncia do crime; e

    b) indcios suficientes de autoria.

    2.1.2.6.2 Situaes concreta

    Necessidade de promover no caso concreto a:

    a) garantia da ordem pblica;

    b) garantia da ordem econmica;

    c) convenincia da instruo criminal; ou

    d) assegurar de aplicao da lei penal;

    2.1.2.6.3 Hipteses de cabimento Crimes dolosos:

    a) punidos com recluso;

    b) punidos com deteno, quando se apurar que o indiciado vadio ou, havendo

    dvida sobre sua identidade, no fornecer ou no indicar elementos para esclarec-la;

    c) se o ru tiver sido condenado por outro crime doloso, em sentena transitada em

    julgado, dentro do prazo de cinco anos (reincidncia) cf. art. 64, I, do CP;

    d) se o crime envolver violncia domstica e familiar contra a mulher, nos termos de lei

    especfica, para garantir a execuo de medidas protetivas de urgncia.

  • 2.1.2.6.4 Hipteses de vedao

    vedada a decretao de priso preventiva quando o juiz verificar, pelas provas

    constantes dos autos, ter o agente praticado o fato em excludente de ilicitude:

    a) estado de necessidade;

    b) legtima defesa;

    c) estrito cumprimento do dever legal;

    d) crime culposo;

    Embora no seja vedada a decretao de priso preventiva relaciona a crimes passveis de

    aplicao de pena restritiva de direito, convm que o juiz tenha o mximo de ateno e

    fornea fundamentao explcita para justificar a necessidade da priso preventiva em tais

    hipteses, haja vista a excepcionalidade da medida.

    Rotina 1:

    Para a decretao da priso preventiva, dever o Juiz proferir deciso motivada

    avaliando:

    a) a presena dos requisitos da medida (cf. item 2.1.2.6.1);

    b) o enquadramento nas situaes concretas (cf. item 2.1.2.6.2);

    c) a presena de alguma das hipteses de cabimento (cf. item 2.1.2.6.3); e

    d) a ausncia de causa de vedao (cf. item 2.1.2.6.4);

    e) especificamente, o cabimento e a efetiva necessidade da medida quando diante de

    hiptese de crime passvel de pena restritiva de direito.

    Rotina 2:

    Cessando a causa que gerou a decretao da priso preventiva, dever o Juiz

    reavaliar imediatamente a medida, revogando-a fundamentadamente.

    Rotina 3:

    Ressurgindo motivo que fundamente a decretao preventiva, dever o Juiz deliberar

    motivadamente, decretando a medida, com atendimento aos requisitos do art. 312 do CP.

    2.1.2.7. Revelia

    O processo seguir sem a presena do acusado que, citado ou intimado pessoalmente para

    qualquer ato, deixar de comparecer sem motivo justificado ou mudar de residncia sem

    comunicar o novo endereo ao juzo.

  • Rotina 1:

    Havendo qualquer das hipteses previstas (ausncia a injustificada ato processual ou

    mudana de residncia sem comunicao), dever a serventia certificar nos autos e abrir a

    concluso para a decretao da revelia.

    Rotina 2:

    Cessando o motivo que causou a revelia, poder o Juiz rever a situao processual do

    acusado que o requeira, motivadamente e com a comprovao documental pertinente.

    Rotina 3:

    o acusado no precisar ser intimado dos atos do processo em que lhe foi decretada a

    revelia, nos termos explicitados.

    2.1.2.8. Intimaes

    Nas intimaes do acusado, ofendido, testemunhas e demais pessoas que devam tomar

    conhecimento de qualquer ato, sero observadas, no que couber, as rotinas atinentes

    citao.

    2.1.2.8.1. Intimao do defensor constitudo

    Rotina:

    a) a intimao ser pelo rgo encarregado pela publicidade dos atos judiciais da

    comarca;

    b) Intimao pessoal feita pelo escrivo dispensa a publicao prevista no item anterior;

    c) dever incluir o nome do acusado, sob pena de nulidade;

    d) no havendo rgo encarregado pela publicidade dos atos judiciais da comarca, a

    intimao ser feita diretamente pelo servidor ou via postal com aviso de recebimento, ou por

    qualquer outro meio idneo.

    2.1.2.8.2. Intimao Ministrio Pblico, Defensoria Pblica e do defensor nomeado Regra geral: pessoal (vista dos autos).

    2.1.2.8.3. Abandono da causa pelo defensor

    Nos termos do art. 265 do CPP , o defensor no pode abandonar o processo salvo motivo

    imperioso.

    Neste caso, devecomunicar previamente ao juiz, sob pena de multa de 10 (dez) a 100 (cem)

    salrio mnimos, sem prejuzo das demais sanes cabveis.

    Rotina:

  • a) dever a serventia certificar a ocorrncia de situao que possa caracterizar abandono de

    causa;

    b) se for o caso, fazer concluso dos autos para o Juiz, que dever deliberar determinando

    explicitamente:

    b.1) intimao pessoal do defensor a apresentar a manifestao processual;

    b.2) advertncia de que na persistncia no descumprimento, ser fixada, desde j, a ttulo

    de multa por abandono de causa, que deve ser pago no prazo de 10 (dez) dez dias, a

    contar da intimao;

    c) que, persistindo, novamente, a ausncia de manifestao do defensor, dever o Juiz

    deliberar, ser:

    c.1) expedido demonstrativo de dbito e encaminhando em seguida Procuradoria da Fazenda

    Nacional para inscrio em dvida ativa;

    c.2.) intimado o acusado para, no prazo de 5 (cinco) dias, indicar o nome de outro advogado

    para promover sua defesa, sendo nomeado defensor dativo ou a Defensoria Pblica, com

    indicao de nome, telefone e correio eletrnico.

    2.1.2.9. Suspenso condicional do processo

    2.1.2.9.1. Hipteses

    Crimes com pena mnima no superior a 1 ano de priso, mediante implemento de condies

    legais e, eventualmente, judiciais.

    2.1.2.9.2. Condies legais

    a) reparao do dano, salvo impossibilidade de faz-lo;

    b) proibio de frequentar determinados lugares;

    c) proibio de ausentar-se da comarca onde reside, sem autorizao do juiz;

    d) Comparecimento pessoal e obrigatrio a juzo, mensalmente, para informar e

    justificar suas atividades;

    e) Outras condies que o juiz especificar, tais como a aplicao de penas restritivas de

    direitos.

    2.1.2.9.3. Revogao automtica da suspenso condicional

    a) no curso do prazo, o beneficirio vier a ser processado por outro crime;

  • b) no efetuar, sem motivo justificado, a reparao do dano.

    2.1.2.9.4. Revogao facultativa da suspenso condicional

    a) No curso do prazo, o beneficirio vier a ser processado por contraveno;

    b) descumprir qualquer outra condio imposta.

    Rotina:

    Da deciso de recebimento da denncia, em caso com proposta de suspenso condicional

    do processo, dever constar:

    a) Determinao de citao e intimao do acusado para comparecimento em "audincia

    preliminar" para avaliar a proposta de suspenso do processo, mediante cumprimento de

    condies.

    b) Advertncia expressa, intimando acusado e defensor, de que o no comparecimento

    audincia poder ser reputado como recusa proposta, iniciando o prazo de 10 dias

    para resposta escrita acusao a partir da data designada para a audincia.

    Rotina:

    Proferida a deciso supra, uma das seguintes situaes dever ocorrer:

    a) Citao por mandado no realizada: aplicar rotinas cf. item 3.1.3 acima, relacionadas a

    no localizao do ru (citao por hora certa ou edita l, conforme o caso).

    b) Citao realizada (por mandado, hora certa ou edital): se o acusado no comparecer

    audincia, presumir-se- que recusou a proposta de suspenso condicional; o feito prosseguir

    com o incio do prazo para defesa escrita (10 dias) a partir da data da audincia.

    c) Proposta aceita: suspenso do processo por at dois anos, mediante o cumprimento de

    determinadas condies pelo acusado, entre os quais a aplicao de medidas

    equivalentes pena restritiva de direitos.

    d) Proposta aceita e condies: fazer constar do termo advertncia expressa ao beneficirio

    das causas obrigatrias e facultativas de cessao do benefcio (cf. Itens 3.1.3.2 e 3.1.3.3

    supra).

    e) Proposta recusada: o feito prosseguir com o incio do prazo para defesa escrita (10 dias)

    a partir da data da audincia.

    f) Cumpridas as condies: sentena de extino da punibilidade.

    g) No cumpridas alguma das condies: aps certido da serventia declarando o no

    cumprimento das condies, intimar a defesa, determinando a retomada da persecuo, com

    intimao do ru e seu defensor para a apresentao de resposta escrita acusao.

  • 2.1.2.10. Resposta escrita

    2.1.2.10.1. Contedo

    A defesa obrigatria e deve ser efetiva.

    Rotina:

    Verificar se foi apresentada defesa escrita e se contm os seguintes itens:

    a) toda a matria de defesa de mrito;

    b) preliminares;

    c) excees (sero processadas em apartado);

    d) requerimento de justificaes;

    e) especificao de provas;

    f) juntada de documentos;

    g) arrolamento de testemunhas e requerimento motivado de necessidade intimao

    judicial para testemunhas;

    h) requerimento de diligncias.

    2.1.2.10.2. Prazo O prazo de 10 dias contados:

    a) citao por mandado: da citao (e no da juntada aos autos, art. 798, 5 o, alnea "a");

    b) citao por edital: do comparecimento pessoal do acusado ou da constituio de

    defensor.

    Rotina:

    O prazo contado da data da certido lavrada pelo oficial de Justia e deve ser objeto de

    certido em caso de revelia.

    2.1.2.10.3. Ausncia de resposta escrita

    Rotina:

    Citado o acusado assistido por defensor e certificado o decurso do prazo sem

    apresentao de defesa escrita, dever a Serventia:

    a) primeiramente proceder na forma da rotina estabelecida no item 2.1.2.8.3,

  • supra,relativa ao abandono de causa;

    b) na intimao do acusado informar da ausncia de apresentao de resposta escrita e da

    concesso de prazo de 5 dias para constituir novo defensor, decorrido o qual ser nomeada a

    Defensoria Pblica ou defensor dativo, indicando nome, telefone, correio eletrnico, para o

    devido contato;

    c) no encontrado o acusado para a intimao referida no item acima, proceder na

    forma dos itens deste Manual relativos citao e, conforme o caso, revelia, cf. supra;

    d) efetivada a intimao do acusado e certificado o decurso do prazo de 5 d ias, abrir vista

    dos autos Defensoria Pblica ou ao defensor dativo nomeado.

    2.1.2.10.4. Testemunhas

    Com a resposta escrita a defesa pode arrolar at o mximo de 8 testemunhas por

    imputao, requerendo a intimao judicial motivadamente.

    Rotinas:

    a) verificar se o rol de testemunhas est adequado e se houve requerimento motivado de

    intimao judicial das testemunhas;

    b) havendo irregularidade, determinar a adequao do rol de testemunhas e eventual

    justificativa para a intimao judicial das testemunhas, fixando prazo preclusivo;

    c) decorrido o prazo preclusivo sem manifestao, seguir fase de saneamento do

    processo, infra.

    d) verificar se h testemunhas residentes fora da localidade do Juzo, caso em que a

    Serventia dever certificar sobre a possibilidade de realizao da oitiva por videoconferncia,

    com teste prvio de funcionamento do sistema;

    e) certificar se h testemunhas residentes em comarcas contguas ou regies metropolitanas

    da sede, para que seja avaliada a possibilidade de sua oitiva perante o Juzo natural do

    processo (cf. rotina 2.1.2.2, supra);

    f) na impossibilidade de realizao da oitiva por videoconferncia ou perante o Juzo

    natural do processo, a oitiva ser realizada por carta precatria quanto s testemunhas no

    residentes na localidade do Juzo.

    2.1.2.10.5. Justificaes, especificao de provas e diligncias

    Rotina:

    Requerimentos de tal natureza sero apreciados em deciso da fase seguinte, em que poder

    haver a absolvio sumria ou o saneamento.

  • 2.1.2.11. Impugnao das preliminares e/ou documentos

    Rotina:

    Anexados documentos com a resposta escrita do acusado, ou suscitadas preliminares, abrir

    vista ao Ministrio Pblico, antes de se proferir a deciso saneadora.

    II.1.3. Fase decisria sobre o julgamento antecipado da lide e provas

    requeridas

    Apresentada a resposta escrita, pela defesa constituda, dativa ou Defensoria Pblica, os

    autos seguem concluso do juiz para exame de eventual absolvio sumria, nos termos do

    artigo 397 do CP.

    II.1.3.1. Hipteses de absolvio sumria

    a) existncia manifesta de causa excludente da ilicitude do fato;

    b) existncia manifesta de causa excludente da culpabilidade do agente, salvo

    inimputabilidade;

    c) circunstncia de o fato narrado evidentemente no constituir crime

    d) extino da punibilidade do agente.

    e) provada a inexistncia do fato (Art.415, I, do CP);

    f) provado no ser ele autor ou partcipe do fato (Art.415, II, do CP);

    Conforme item 3.6.1 do Plano de Gesto

    II.1.3.2. Regra de julgamento na absolvio sumria

    Incide o princpio in dubio pro societate.

    O in dubio pro reo incide apenas no momento oportuno: no juzo final de mrito.

    Rotina:

    absolvio sumria somente admissvel quando o juiz tiver certeza, sem necessidade de

    dilao probatria adicional.

    II.1.3.3. Rejeio da absolvio sumria, saneamento do processo e designao de

    audincia

    Rejeitada a absolvio sumria, dever o Juiz sanear o feito:

    a) deliberar sobre as argies constantes da resposta escrita, excees, pedidos de

  • diligncias e o mais que restar pendente de deciso;

    b) designar a audincia de instruo e julgamento.

    Rotina:

    a) ao fazer a concluso para deliberao sobre o pedido de absolvio sumria dever a

    serventia verificar e certificar o cumprimento de todas as deliberaes constantes do

    recebimento da ao penal;

    b) feita a concluso, o juiz deve deliberar sobre a absolvio sumria, em atendimento s

    hipteses legais cf. itens 4.1. e 4.2. supra, observando a regra do in dubio pro societate;

    c) rejeitada a absolvio sumria, o juiz dever decidir sobre as questes pendentes de

    exame;

    d) conforme o caso, designar audincia de instruo e julgamento, para no mximo 60

    dias, determinando as comunicaes necessrias;

    e) em se tratando de acusado preso, o juiz dever determinar a apresentao

    doacusado audincia ou determinar, fundamentadamente, a realizao do interrogatrio por

    sistema de videoconferncia, nos termos do art. 185, 2o, do CP, nas seguintes situaes:

    e.1) prevenir risco segurana pblica, quando exista fundada suspeita de que o preso

    integre organizao criminosa ou de que, por outra razo, possa fugir durante o

    deslocamento;

    e.2) viabilizar a participao do ru no referido ato processual, quando haja relevante

    dificuldade para o seu comparecimento em juzo, por enfermidade ou circunstncia

    pessoal;

    e.3.) impedir a influncia do ru no nimo de testemunha ou da vtima, desde que no seja

    possvel colher o depoimento destas por videoconferncia, nos termos do art. 217 do CP;

    e.4) responder gravssima questo de ordem pblica;

    f) para cumprimento do item e, anteriormente, a serventia deve intimar a defesa e o

    acusado com no mnimo 10 dias de antecedncia;

    g) havendo testemunhas residentes fora da localidade do Juzo e certificada a

    possibilidade de realizao de oitiva por videoconferncia, a Serventia deve preparar o

    necessrio para que a oitiva da testemunha no Juzo deprecado ocorra durante a

    audincia de instruo.

    2.1.4. Fase instrutria e de julgamento: audincia

    2.1.4.1. Providncias prvias

    Rotina:

  • Previamente realizao da audincia:

    a) a serventia deve intimar o acusado, seu defensor, o Ministrio Pblico e, se for o caso,

    o querelante e o assistente de acusao;

    b) a serventia deve requisitar o ru preso, devendo o poder pblico providenciar sua

    apresentao;

    c) no rito ordinrio, o prazo de 60 dias para designao da audincia de instruo e

    julgamento a partir da deciso de rejeio da absolvio sumria e saneamento;

    d) a serventia deve requisitar o acusado, quando preso;

    e) a serventia deve intimar o acusado e sua defesa com prazo de antecedncia de 10 dias

    quando o ato processual se realizar por videoconferncia, em havendo deciso

    fundamentada nos termos do art. 185, 2o, do CPP ;

    f) a serventia deve certificar sobre a possibilidade de oitiva de testemunhas por

    videoconferncia, caso arroladas e residentes fora da localidade do Juzo.

    2.1.4.2. Dinmica da audincia de instruo e julgamento

    Conforme previsto no art. 400 do CP:

    a) a audincia ser una a fim de ouvir todas as pessoas, inclusive os esclarecimentos

    periciais.

    Se for o caso, a audincia una poder se estender por dias sucessivos, como uma

    sesso de Tribunal do Jri.

    b) a audincia no ser adiada, salvo:

    b.1) quando imprescindvel a prova faltante, determinando o Juiz a conduo coercitiva de

    quem deva comparecer;

    b.2) se o defensor no podendo comparecer, comprovar, at a abertura da audincia, o

    motivo justificado de seu impedimento (art. 265, Io e 2o).

    2.1.4.2.1. Ordem dos atos praticados em audincia

    A ordem de oitivas e atos em audincia a seguinte:

    1) ofendido;

    2) testemunhas de acusao;

    3) testemunhas de defesa;

    4) esclarecimentos do perito;

    5) acareao;

  • 6) reconhecimento de pessoas e coisas;

    7) interrogatrio;

    8) requerimento de diligncias e deciso;

    9) alegaes finais

    10) sentena, com intimao no ato.

    11) manifestao das partes sobre a sentena:

    a) apresenta de imediato o recurso, caso em que o recebimento ocorre no termo de

    deliberao, com abertura de vista para apresentao de razes;

    b) no apresenta recurso (desiste do prazo), com declarao de trnsito em julgado;

    c) aguarda o prazo para analisar a sentena e, se for caso, interpor o recurso no prazo legal.

    2.1.4.3. Testemunhas

    Na inquirio das testemunhas, observar o seguinte:

    a) nmero de testemunhas:

    ordinrio: 8

    sumrio: 5

    sumarssimo: 5

    b) arrolamento:

    Ministrio Pblico: na denncia;

    Defesa: na resposta escrita

    c) Modo de inquirio: cross examination, ou seja, inquirio direta pelas partes,

    devendo o juiz, apenas, complement-las, se houver pontos a serem esclarecidos (art.

    212, caput e pargrafo nico, do CP)

    d) Ordem de oitivas:

    Io - Testemunhas de acusao;

    2o - Testemunhas de defesa;

    e) Excees ordem de oitivas:

    f.1) carta precatria para inquirio de testemunha residente fora da rea de jurisdio,

  • cf. art. 222 do CP:

    a expedio da carta precatria no suspende a instruo criminal;

    findo o prazo marcado, poder realizar-se o julgamento, mas a todo o tempo a precatria, uma vez devolvida, ser ju7ntada aos autos;

    f.2) no procedimento sumrio, se, faltando uma das testemunhas arroladas pelo Ministrio

    Pblico, comparecer uma ou mais das indicadas pela defesa. (art. 536). Uma regra

    geral, para todos os procedimentos, a outra, especfica, apenas para os processos que

    seguem o rito sumrio.

    f.3) carta rogatria:

    somente sero expedidas se demonstrada previamente a sua imprescindibilidade, arcando a parte requerente com os custos de envio (ex. traduo juramentada, etc.);

    no suspende a instruo criminal (regime das precatrias); a inquirio das testemunhas, observar o seguinte:

    2.1.4.3.1. Testemunha residente fora da localidade do Juzo

    Testemunha residente em outra localidade: inquirio da testemunha por carta precatria ou por

    videoconferncia.

    Rotina:

    Havendo testemunha residente em outra localidade, observar o seguinte: verificando tal

    situao ao examinar os rois da denncia e da resposta escrita, a Serventia deve entrar em

    contato com o frum local para consultar sobre a possibilidade da realizao da audincia por

    videoconferncia, certificando nos autos;

    a) havendo equipamento disponvel, dever a Serventia expedir a carta precatria para

    a oitiva da testemunha por videoconferncia no dia e hora da audincia de instruo e

    julgamento.

    2.1.4.3.2. Preservao da intimidade ou imagem da testemunha

    So os casos de necessidade de resguardar a intimidade, a segurana ou a imagem da

    testemunha.

    Rotina:

    a) ao qualificar a testemunha, a Serventia deve indagar sobre a necessidade de

    resguardo de intimidade ou imagem, ou alguma das situaes do art. 217 do CP;

    b) em caso positivo, a Serventia deve providenciar a oitiva da testemunha em ambiente

    reservado, com comunicao por vdeo ponto a ponto, desfocando-se a cmera se

    necessrio;

  • b) no havendo local adequado, por deliberao motivada, o Juiz pode determinar a

    retirada do acusado;

    c) para preservar as testemunhas, ainda que no seja o caso de depoimento em local

    reservado, especialmente quando se tratar de policial, caso a documentao seja feita pelo

    sistema audiovisual, pode ser desfocada a cmera;

    2.1.4.4. Interrogatrio

    a) momento de realizao: na audincia de instruo e julgamento, ao fim da instruo

    processual;

    b) antes de iniciar o interrogatrio, o juiz deve assegurar ao acusado, fazendo constar

    expressamente do termo de deliberao:

    b.1.) entrevista prvia e reservada com seu defensor antes do incio da audincia por

    perodo de tempo razovel;

    c) Mtodo de inquirio pelo sistema presidencial: c.1) o juiz faz as perguntas primeiramente;

    c.2) depois, indaga s partes se restou algum fato para ser esclarecido;

    c.3) se entender pertinentes e relevantes, o juiz formular as perguntas correspondentes.

    2.1.4.4.1. Videoconferncia

    Ser cabvel o interrogatrio por videoconferncia quando houver deciso determinando,

    fundamentadamente, nos termos do art. 185, 2o, do CPP, nas seguintes situaes:

    a) prevenir risco segurana pblica, quando exista fundada suspeita de que o preso

    integre organizao criminosa ou de que, por outra razo, possa fugir durante o

    deslocamento;

    b) viabilizar a participao do ru no referido ato processual, quando haja relevante

    dificuldade para o seu comparecimento em juzo, por enfermidade ou circunstncia

    pessoal;

    c) impedir a influncia do ru no nimo de testemunha ou da vtima, desde que no seja

    possvel colher o depoimento destas por videoconferncia, nos termos do art. 217 do CP;

    d) responder a gravssima questo de ordem pblica. Para cumprimento da determinao de

    interrogatrio por videoconferncia, a serventia deve intimar a defesa e o acusado com no

    mnimo 10 dias de antecedncia.

    2.1.4.5. Reinterrogatrio

    a) aplicabilidade: instruo no concluda antes da reforma de 2008, sob a gide do

  • regime anterior do CP;

    b) marco temporal: deciso acerca da antiga "fase do ar. 499 do CP" (diligncias) e

    abertura da "fase do ar. 500" (alegaes finais);

    c) testemunhas j ouvidas: despachar intimando acusado e defesa, com prazo razovel, para

    que se manifeste expressamente sobre o interesse na realizao de reinterrogatrio ou

    ratificao do interrogatrio inicial;

    d) constar no mandado expressamente que a no manifestao pode ser reputada como

    exerccio do direito constitucional de silenciar, sem prejuzo, portanto, defesa;

    e) testemunhas ainda no ouvidas: por ocasio da designao da audincia, intimar

    acusado e defesa acerca do reinterrogatrio;

    f) em audincia, consultar acusado e defesa se pretendem esclarecer algo mais em

    funo da prova produzida ao longo do procedimento, observado o direito ao silncio e a

    possibilidade de ratificao do interrogatrio inicial. Realizao: conferir item 2.1.4.4, mencionado.

    2.1.4.6. Documentao dos depoimentos

    Pode ser feito por gravao magntica, estenotipia ou tcnica similar, inclusive audiovisual, sem

    necessidade, neste ltimo caso, de degravao.

    Cabe ao interessado, parte ou tribunal, promover, a suas expensas e com sua estrutura, a

    degravao dos depoimentos, se assim o desejar, ficando vedado requerer ou determinar tal

    providncia ao Juzo de primeiro grau.

    O termo de audincia deve ser feito por escrito, contendo um breve resumo do

    ocorrido.

    2.1.4.7. Encerramento da audincia sem prolao de sentena

    2.1.4.7.1. Hipteses

    So trs:

    a) deferimento de diligncia;

    b) complexidade da causa; ou

    c) nmero excessivo de acusados.

    Acrescente-se a estas hipteses o caso de expedio de carta precatria para interrogatrio do

    acusado , pela forma tradicional, o que, por isso mesmo, nos termos do Plano de Gesto para

    o Funcionamento das Varas Criminais e de Execuo Penal, no deve ocorrer nunca.

    Acrescente-se a estas hipteses o caso de expedio de carta precatria para

  • interrogatrio do acusado1.

    Tendo em vista ainda ser o interrogatrio ato de autodefesa, traduzindo -se, em verdade,

    no direito de audincia do acusado com o juiz responsvel pelo seu julgamento, no h sentido

    em sua realizao por meio de carta precatria.

    2.1.4.7.2. Cabimento da diligncia

    Somente nos feitos do procedimento ordinrio e para diligncias cuja necessidade se origine

    das circunstncias ou fatos apurados na instruo, ou aquelas determinadas de ofcio pelo

    juiz.

    Rotina:

    Encerrada a instruo, aps o interrogatrio do acusado, deve o Juiz:

    a) colher a manifestao das partes sobre diligncias adicionais;

    b) decidir em audincia, nos termos do art. 402 do CPP , deferindo somente aquelas cuja

    necessidade efetivamente decorra de fatos ou circunstncias apurados na audincia;

    c) deferida a diligncia, determinar o encerramento da audincia, registrando todas as

    ocorrncias no termo;

    d) indeferida a diligncia, abrir a fase de alegaes finais, infra.

    2.1.4.8. Alegaes finais

    Encerrada a instruo sem diligncias adicionais ou indeferidas em audincia, ser dada

    palavra s partes para apresentao de alegaes finais.

    Regra geral:

    a) alegaes finais em audincia, no prazo 20 minutos, prorrogveis por mais 10;

    b) por escrito: ditada Serventia, digitada diretamente ou inserida no termo por meio de

    mdia, pen drive ou similar.

    Exceo: memoriais escritos, no prazo de 5 dias sucessivos, quando houver:

    a) complexidade da causa;

    b) grande nmero de rus;

    c) deferimento de pedido de diligncias.

    2.1.4.9. Mutatio libelli

    Ao trmino da instruo, se o Juiz verificar que a situao se enquadra no Art. 384, caput, do

    CPP (nova definio jurdica do fato em consequncia de prova existente nos autos de

    elemento ou circunstncia da infrao penal no contida na denncia) deve proceder:

  • a) abertura de vista ao Ministrio Pblico para aditamento da denncia, no prazo de 5 dias,

    independentemente da gravidade do crime ser maior ou menor, podendo arrolarat 3

    testemunhas;

    b) se a hiptese for de apresentao de alegaes finais por escrito, nessa mesma

    oportunidade deve o Ministrio Pblico apresentar o aditamento em questo;

    c) proposto o aditamento, a defesa ter o prazo de 5 dias para se manifestar,

    arrolando at 3 testemunhas;

    d) aps, recebido o aditamento, o juiz, a requerimento de qualquer das partes, designar

    audincia em continuao, com inquirio das testemunhas, novo interrogatrio, debates e

    julgamento;

    e) rejeitado o aditamento, o feito seguir normalmente.

    2.1.5. Sentena o ato final do processo, ocorrido ao trmino da instruo processual.

    2.1.5.1.Vinculao

    O juiz que encerrou a instruo processual deve prolatar a sentena. uma decorrncia do

    princpio da identidade fsica do juiz. Encerramento da instruo: realizao do interrogatrio

    ou reinterrogatrio.

    2.1.5.2. Forma da sentena

    Escrita, contendo as seguintes partes:

    a) ementa: providncia no obrigatria, mas importante;

    b) relatrio: narrativa, sem juzo de valor, dos atos processuais mais importantes,

    observando a sequncia de sua ocorrncia;

    c) motivao: juzo de valor sobre o fato ilcito apontado na denncia e debatido pelas

    partes, apreciando as provas produzidas, no que diz respeito materialidade do crime,

    autoria e culpabilidade do agente, alm das teses desenvolvidas pelo Ministrio

    Pblico e pelo acusado;

    d) dispositivo: concluso lgica da fundamentao. Sendo a sentena condenatria, nessa

    parte, deve o juiz, ainda, incluir a dosagem da pena.

    2.1.5.3 Princpio da correlao e emendatio libelli

    Por fora desse princpio, na prolao da sentena observar:

    a) proibio de condenao do ru por fato de que no foi acusado (extra petita);

  • b) o ru no se defende da capitulao dada ao crime, mas sim dos fatos nela

    narrados na denncia;

    c) possibilidade da emendatio libelli (art. 383)

    c.1) simples corrigenda da denncia: sem modificao na descrio ftica, possvel

    atribuir definio jurdica diversa;

    c.2) possibilidade de aplicao de pena mais grave;

    c.3) possibilidade de suspenso condicional do processo, se cabvel;

    c.4) possibilidade de remessa para o juiz competente;

    2.1.5.4. Sentena absolutria

    o juzo de improcedncia da persecuo penal.

    Devem ser apontados na sentena, os motivos da absolvio, dentre as seguintes

    hipteses.

    2.1.5.4.1. Hipteses (art. 386 do CP)

    I - estar provada a inexistncia do fato;

    II - no haver prova da existncia do fato;

    II - no constituir o fato infrao penal;

    IV - estar provado que o ru no concorreu para a infrao penal;

    V - no existir provas de ter o ru concorrido para a infrao penal (introduzido pela

    Lei 11.719, de 2008)

    VI - existirem circunstncias que excluam o crime ou isentem o ru de pena (arts. 20,

    21, 22, 23, 26, e Io do art. 28 do Cdigo Penal), ou mesmo houver fundada dvida

    sobre sua existncia; (segunda parte introduzida pela Lei 11.719, de 2008)

    VII - no existir prova suficiente para a condenao.

    Na sentena absolutria o juiz dever indicar um ou mais incisos do art. 386 do CP. H

    mais uma hiptese, que a extino da punibilidade deliberada em absolvio

    sumria (art. 397, IV, do CP)

    2.1.5.4.2. Sentena absolutria imprpria

    Ocorre quando a sentena absolve, mas impe medida de segurana (art. 386,

    pargrafo nico, inciso II, do CP).

  • 2.1.5.5. Efeitos da sentena absolutria (art. 386, pargrafo nico, do CP)

    a) colocar o ru em liberdade;

    b) aplicao de medida de segurana, quando for o caso (conferir Smula 422 do STF)

    c) levantamento de medidas cautelares e provisoriamente aplicadas;

    2.1.5.6. Sentena condenatria (art. 387, do CP)

    Ao prolatar sentena condenatria, deve o Juiz:

    a) mencionar as circunstncias agravantes ou atenuantes definidas no Cdigo

    Penal, e cuja existncia reconhecer;

    b) mencionar as outras circunstncias apuradas e tudo o mais que deva ser levado em

    conta na aplicao da pena, de acordo com o disposto nos arts. 59 e 60 do Cdigo

    Penal;

    c) aplicar as penas de acordo com essas concluses;

    d) fixar valor mnimo para reparao dos danos causados pela infrao, considerando

    os prejuzos sofridos pelo ofendido;

    e) atender, quanto aplicao provisria de interdies de direitos e medidas de

    segurana, ao disposto no Ttulo XI deste Livro;

    f) determinar se a sentena deve ser publicada na ntegra ou em resumo e designar,

    se for o caso, o jornal em que ser feita a publicao;

    g) decidir, fundamentadamente, sobre a manuteno ou, se for o caso, imposio de priso

    preventiva (cf. Item 2.1.2.6, supra) ou de outra medida cautelar, sem prejuzo do

    conhecimento da apelao que vier a ser interposta.

    2.1.5.6.1. Ressarcimento de danos como efeito da sentena condenatria

    De acordo com a modificao introduzida no CPP, o ressarcimento de danos:

    a) passou a ser elemento obrigatrio da sentena mediante a fixao de valor mnimo para a

    indenizao, quando houver dano para a vtima;

    b) no regime atual, omissa a sentena, cabvel opor embargos de declarao.

    c) no distingue entre dano material ou moral;

    d) no exige pedido expresso na ao penal;

    e) aplica-se aos fatos ocorridos anteriormente vigncia da nova redao do CP;

  • f) no pode ser determinado quando a absolvio criminal se fundar no art. 386,

    incisos I, IV e VI, do CP;

    g) no pode ser determinado, quando a sentena for absolutria.

    2.1.5.6.2. Priso preventiva decorrente de sentena condenatria

    O juiz deve fundamentar a priso preventiva imposta com a sentena recorrvel ou, se for o

    caso, a sua manuteno.

    A regra o direito de recorrer independentemente do recolhimento priso. Conferir rotina

    do item 2.1.2.6.

    2.1.5.6.3. Dosimetria das penas

    Aplica-se o mtodo trifsico na fixao da pena privativa de liberdade, analisando-se

    destacadamente:

    a) circunstncias judiciais

    b) agravantes e atenuantes;

    c) causas de diminuio e de aumento.

    Na dosimetria da pena de multa, duas fases:

    a) circunstncias judiciais, legais e causas de aumento e diminuio: fixa a pena base;

    b) condies financeiras: fixa o valor do dia-multa.

    Circunstncias judiciais e agravantes ou atenuantes: no permitem a fixao de pena base

    inferior ao mnimo ou superior ao mximo da pena prevista.

    Causas de aumento e diminuio: permitem fixao aqum do mnimo ou alm do

    mximo abstrato.

    Concurso de causas especiais de aumento ou de diminuio: pode o juiz limitar -se a um s

    aumento ou a uma s diminuio, prevalecendo, todavia, a causa que mais aumente ou

    diminua.

    2.1.5.7. Publicao da sentena

    Publicao no se confunde com intimao. A publicao a entrega dos autos, com a

    sentena, pelo juiz, em cartrio ou na secretaria.

    2.1.5.8. Intimao da sentena

    ato pelo qual se d conhecimento s partes de um ato processual praticado ou a ser

    praticado. Pode ser:

  • a) pessoal (ex.: por mandado);

    b) por publicao no dirio oficial;

    c) por edital;

    2.1.5.8.1. Intimao do Ministrio Pblico

    pessoal, com abertura de vista, por meio de:

    a) retirada dos autos de cartrio ou secretaria;

    b) entrega dos autos no protocolo da promotoria ou procuradoria.

    2.1.5.8.2. Intimao da defesa

    H diferena de situaes:

    a) intimao quando h ru preso: pessoalmente, a ele e ao defensor constitudo ou

    dativo;

    b) intimao quando o ru est em liberdade, com fiana ou quando se livra solto, com

    defensor constitudo: pessoalmente, a ele ou ao defensor constitudo.

    - no sendo encontrados nem o ru nem o seu defensor constitudo, a intimao deve ser

    feita por edital;

    c) Intimao do ru em liberdade, com defensor constitudo: pessoalmente, ao acusado e ao

    seu defensor, salvo quando o primeiro no encontrado, hiptese em que basta a do

    segundo.

    - se o ru e o defensor constitudo no forem encontrados, a intimao deve ser feita por

    edital;

    d) Intimao do ru em liberdade, sem defensor constitudo: no sendo ele encontrado, deve

    ser intimado por edital, sem prejuzo da intimao pessoal de seu defensor dativo.

    H registro de aresto do STF, de que o ru revel sem defensor constitudo, deve ser citado

    por edital.

    O Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justia entendem que o prazo para

    recurso s comea a fluir da ltima intimao, nos casos em que devem ser intimados o

    acusado e o seu defensor, constitudo ou dativo.

    Em todo caso, o Ministrio Pblico deve ser intimado primeiro. Havendo assistente de

    acusao habilitado nos autos, deve ele ser intimado pessoalmente da sentena.

    2.1.5.9. Efeitos da sentena condenatria

    Lanamento do nome do ru no rol dos culpados: somente aps o trnsito em julgado

  • (princpio constitucional da presuno de no culpabilidade). Foi revogado o dispositivo

    que determinava o lanamento do nome do ru no rol dos culpados com a sentena de

    pronncia.

    Ru preso: a manuteno na priso deve ser fundamentada pela necessidade da priso

    preventiva.

    Providncias adicionais a determinar na sentena:

    a) expedir ofcio ao Tribunal Regional Eleitoral (art. 15, II, da CF);

    b) destinar os bens apreendidos;

    c) instar o Ministrio Pblico a se manifestar sobre prescrio em concreto, aps o

    trnsito em julgado para a acusao;

    d) traduo da sentena ou designao de audincia para sua leitura ao acusado

    estrangeiro, com intimao e termo de recurso;

    e) deliberar sobre a perda do cargo, quando o acusado for funcionrio pblico.

    2.1.5.10. Efeitos da sentena condenatria na esfera cvel

    efeito da sentena penal condenatria tornar certa a obrigao do condenado a

    ressarcir o dano.

    Ttulo executivo: a sentena penal condenatria transitada em julgado se constitui em ttulo

    executivo, para fins de execuo no Juzo Cvel.

    Indenizao: na sentena condenatria, o juiz "fixar valor mnimo para reparao dos danos

    causados pela infrao, considerando os prejuzos sofridos pelo ofendido." (cf. Item 6.4.4.1,

    supra)

    2.2. PROCESSO DE EXECUO PENAL 2.2.1. Incio do processo de execuo penal

    O processo de execuo penal iniciado com o registro da guia de recolhimento, ato

    consistente na anotao da entrada do expediente em cartrio e atribuio do respectivo

    nmero, obedecidas as disposies da Resoluo n. 65, de 2008, do Conselho Nacional de

    Justia.

    Rotina:

    O incio do processo de execuo penal se d com o registro da guia de recolhimento.

    2.2.1.1. Registro e autuao da guia de recolhimento

    A guia de recolhimento deve ser registrada aps a confirmao do local de priso ou residncia

    do condenado (nos casos de condenados soltos), observado o juzo competente indicado

    pela Lei de Organizao Judiciria local e a inexistncia de outro registro anterior, a fim de

  • serem evitadas a duplicidade de execues da mesma pena e a execuo simultnea de

    penas diversas.

    As guias expedidas em desacordo com as disposies do art. 106 da LEP ou sem as informaes

    e documentos previstos pelas normas regulamentares locais ou Resoluo do Conselho

    Nacional de Justia sero restitudas ao Juzo do processo de conhecimento para

    retificao, no prazo mximo de cinco dias.

    Tambm devem ser restitudas ao Juzo do processo de conhecimento as guias expedidas

    sem o devido cumprimento do mandado de priso.

    No caso de medida de segurana consistente em internao, a guia de internao ser

    expedida aps o trnsito em julgado da sentena absolutria imprpria ou acrdo, se houver,

    e aps a incluso do paciente em Hospital de Custdia e Tratamento Psiquitrico.

    As guias de recolhimento de um mesmo condenado deve ser autuadas

    separadamente, ou seja, as guias relativas a supervenincia de condenao ou

    condenaes simultneas diversas sero autuadas individualmente, observada

    continuidade entre as datas de trmino da pena da primeira e incio da segunda, e assim

    sucessivamente.

    As guias relativas a penas curtas e aquelas referentes ao condenado provisrio devem receber

    anotao expressa no corpo da autuao.

    Antes do encaminhamento do processo de execuo para elaborao do clculo de

    liquidao da pena, ser nomeado defensor ao sentenciado, caso a guia de recolhimento no

    venha acompanhada de procurao com poderes especficos para a defesa na esfera da

    execuo penal.

    Rotina 1:

    Previamente ao registro da guia de recolhimento, dever a Serventia:

    a) confirmar o local de priso ou residncia do condenado (se for solto), identificando o

    juzo competente;

    b) confirmar a existncia de registro anterior;

    c) certificar se a guia atende s disposies do art 106 da LEP e demais atos

    regulamentares do Conselho Nacional de Justia e Corregedorias locais;

    d) certificar se consta expedio do mandado de priso previamente expedio da guia

    de recolhimento;

    e) certificar se se trata de condenado provisrio ou condenado a pena igual ou inferior a 5

    (cinco) anos;

    f) certificar se o sentenciado est representado por defensor com poderes especficos.

  • Rotina 2:

    Cumpridas as etapas descritas, dever a Serventia:

    a) restituir a guia de recolhimento ao Juzo de origem para retificao no prazo

    mximo de 5 dias, se no atender aos itens;

    b) registrar a guia de recolhimento expedida corretamente, inserindo-a no sistema

    processual;

    c) guias relativas a um mesmo condenado devem ser autuadas separadamente;

    d) anotar na capa dos autos quando se tratar de guias de recolhimento relativas a pena

    igual ou inferior a 5 (cinco) anos;

    e) anotar na capa dos autos quando se tratar de condenado provisrio;

    f) nomear defensor para o sentenciado cuja guia no apresente defensor constitudo por

    procurao com poderes especficos para a defesa na execuo penal;

    g) encaminhar o feito para o setor de clculo de liquidao da pena.

    2.2.1.2. Aditamentos e retificaes das guias de recolhimento

    Os aditamentos e retificaes das guias de recolhimento devem ser juntados no

    apenso da respectiva guia, alm de anotados no apenso de RoteirodePenas, bem como

    no sistema de controle eletrnico ou livro de registro (cartrios no informatizados).

    No caso de execuo provisria, sobrevindo o trnsito em julgado da condenao, o juzo

    do processo de conhecimento ou aquele indicado pela norma local promover as

    retificaes e comunicaes cabveis, em especial ao juzo da execuo, ao qual

    encaminhar as peas faltantes (acrdo).

    Na hiptese de absolvio ou ocorrendo a anulao do processo de conhecimento, o juzo

    de execuo anotar o cancelamento do registro da guia, restituindo- a ao juzo de origem.

    Rotina 1:

    Havendo aditamento ou retificao da guia de recolhimento, dever a Serventia:

    a) juntar o aditamento ou retificao no apenso;

    b) anotar as alteraes no apenso do roteiro de penas;

    c) anotar as alteraes no sistema processual ou no livro de registro (cartrios no

    informatizados).

    Rotina 2: No caso de execuo provisria e trnsito em julgado da condenao, dever a

    Serventia:

  • a) certificar se o Juzo da condenao enviou as peas pertinentes retificao da guia de

    recolhimento;

    b) em caso negativo, solicitar ao Juzo de condenao o envio no prazo mximo de 5 dias;

    c) com a vinda das peas faltantes, promover as retificaes e alteraes, alimentando o

    sistema processual ou o livro de registro (cartrios no informatizados).

    Rotina 3: No caso de execuo provisria e absolvio ou anulao de processo, dever a

    Serventia certificar a ocorrncia e promover o cancelamento da guia de recolhimento,

    restituindo-a ao Juzo de origem.

    2.2.2. Individualizao do processo de execuo penal

    Para cada um condenado haver um processo de execuo penal com sua respectiva

    numerao.

    2.2.2. Apenso de roteiro de pena

    O processo de execuo, alm da autuao individualizada de cada guia de recolhimento deve

    conter o apenso de Roteiro de Penas, que reunir:

    a) a elaborao e a atualizao do clculo de liquidao da pena;

    b) juntada de certides de feitos em curso, folhas de antecedentes e outros

    documentos importantes que permitam o direcionamento dos atos,a serem praticados

    (requisio de atestado de conduta carcerria para instruo de pedidos de benefcios

    ainda no postulados etc);

    c) laudos de cessao de periculosidade e de dependncia toxicolgica;

    d) despachos de impulso oficial do feito;

    e) decises sobre suspenso, revogao e manuteno de benefcios concedidos, com as

    prvias manifestaes do Ministrio Pblico e da Defesa.

    f) peties de juntada de procurao e vistas dos autos;

    g) ofcios em geral, desde que no correspondam a questo tratada em outro apenso, e

    peties em geral.

    Rotina:

    A serventia deve certificar a existncia do Roteiro de Penas com os itens citados.

    2.2.3. Liquidao das penas

    O clculo de liquidao de penas deve ser juntado no apenso de Roteiro de Penas e

  • conter:

    a) perodo de detrao;

    b) datas de terminao da pena e da implementao dos lapsos temporais de 1/6, 2/5,

    3/5, 1/3, Vi, y4 e 2/3;

    c) histrico devidamente atualizado de todas as informaes relevantes do processo de

    execuo:

    c.1) benefcios deferidos/indeferidos;

    c.2) fuga;

    c.3) recaptura;

    c.4) regresso;

    c.5) regime vigente;

    c.6) local de priso;

    c.7) outras informaes relevantes.

    Rotina 1:

    Dever a Serventia encarregada do clculo de liquidao atentar principalmente para as

    seguintes circunstncias:

    a) datas dos fatos;

    b) datas das prises (temporria, flagrante, condenao e recaptura) e solturas

    (liberdade provisria, relaxamento da priso em flagrante e integral cumprimento de uma

    das penas);

    b) evases;

    c) eventual alterao da pena em virtude do julgamento do recurso interposto ou em

    reviso criminal.

    Rotina 2:

    Dever a Serventia encarregada do clculo de liquidao de pena:

    a) especificar o cumprimento dos lapsos de tempo em consonncia com a natureza do crime

    e reincidncia do condenado (crime hediondo e a este equiparado e crime comum);

    b) havendo mais de uma condenao, deve ser feito o clculo total e individual das

    penas: o incio e o trmino de cada pena deve ser anotado na autuao de cada guia de

    recolhimento;

  • c) se o total das penas for superior a trinta anos, alm da soma total das penas, deve ser

    calculado o tempo mximo de cumprimento da penas, nos termos do art. 75 do Cdigo

    Penal;

    d) concluda a elaborao do clculo de liquidao das penas, o processo ser

    encaminhado com vista no apenso de roteiro de penas ao Ministrio Pblico e

    Defesa, para manifestao sobre a conta e outros incidentes.

    2.2.5. Autuao separada dos incidentes e pedidos de benefcios Podem ser autuados separadamente e em apenso todos os incidentes relativos execuo (Lei de Execuo Penal, Ttulo VII), bem como os pedidos de progresso de regime, livramento condicional, remio e quaisquer outros iniciados de ofcio ou a requerimento do legitimado para postular. As comunicaes de prtica de falta disciplinar tambm podem ser autuadas separadamente e em apenso, uma para cada ocorrncia. Ao desfecho da apreciao de cada pedido de benefcio ou falta disciplinar, comportar anotar na capa do respectivo apenso o termo decidido ou finalizado. Pedidos reiterados e ainda no apreciados podem ser juntados no mesmo apenso daquele que se encontrar em andamento, dispensada, por medida de economia, uma nova autuao. (alterado pelo Provimento/CGJ n. 009/2010)

    II.2.5.1. Dados obrigatrios dos apensos e limite de folhas No caso de se optar pela tramitao em separado, os apensos devem conter, obrigatoriamente, o nome do sentenciado, o nmero do processo de execuo, o assunto e a data da autuao. Os apensos em geral devem conter no mximo duzentas folhas, autuando-se o segundo volume a partir da folha nmero 201. (alterado pelo Provimento/CGJ n. 009/2010) Rotina: Em se tratando dos incidentes de execuo, poder a Serventia: a) autuar separadamente e em apenso todos os incidentes da execuo, bem como os pedidos de progresso de regime, livramento condicional, remio e quaisquer outros iniciados de ofcio ou a requerimento do legitimado para postular; (alterado pelo Provimento/CGJ n. 009/2010) b) observar o limite de 200 folhas por apenso, abrindo-se segundo volume a partir da folha 201; (alterado pelo Provimento/CGJ n. 009/2010) c) certificar que os apensos contenham necessariamente o nome do sentenciado, o nmero do processo de execuo, o assunto e a data da autuao; (alterado pelo Provimento/CGJ n. 009/2010) d) autuar separadamente e em apenso todas e quaisquer comunicaes de faltas disciplinares, sendo um apenso para cada comunicao; (alterado pelo Provimento/CGJ n. 009/2010)

  • e) aps a deciso respectiva, apor tarja indicando decidido ou finalizado em cada apenso; (alterado pelo Provimento/CGJ n. 009/2010) f) juntar no mesmo apenso eventuais pedidos relativos a situao ainda no decidida. (alterado pelo Provimento/CGJ n. 009/2010)

    2.2.6. Processamento

    Aps a elaborao do clculo de liquidao da pena e a cada movimentao do

    processo, a Serventia deve averiguar se h expediente ou petio aguardando juntada ou

    autuao.

    Rotina:

    Aps a elaborao do clculo de liquidao e a cada movimentao do processo,

    dever a Serventia:

    a) certificar a existncia de petio ou expediente aguardando juntada ou apreciao;

    b) em caso positivo, dever a Serventia providenciar a juntada e/ou autuao e

    encaminhar os autos com vista ao Ministrio Pblico, independentemente de novo

    despacho;

    b) em caso negativo, proceder a concluso dos autos ao juiz para despacho, quando

    sero decididas as eventuais irregularidades e, aps, decidida a conta de liquidao;

    d) na sequncia, se for o caso, ser determinada a remoo do condenado para

    estabelecimento penal de acordo com o regime prisional vigente ou a intimao para o incio

    do cumprimento da pena (substitutiva ou sursis), expedindo-se, finalmente, o atestado de

    pena a cumprir.

    O processamento judicial (rito) dos pedidos de benefcios o estabelecido no art. 196 e ss.

    da LEP, especificamente:

    FORMULAO DO PEDIDO DE BENEFICIO DA PARTE LEGITIMADA

    VISTAS DOS AUTOS DEFESA DO CONDENADO E AO MINISTRIO PUBLICO

    (SE NO FOREM ESTES OS PRETENDENTES ORIGINRIOS)

    DETERMINAO DE PRODUO DE PROVA OU DECISO

    2.2.6.1. Disposies sobre a ordem geral dos servios

    Retirada dos autos de cartrio (carga): somente aps a fixao de prazo para a parte

    solicitante, por anotao cartorria ou determinao judicial.

  • Controle dos prazos: ser efetuado pelo sistema informatizado ou de escaninhos de prazo

    (agendamento com separao fsica).

    Deve a Serventia, em qualquer caso, encaminhar os autos para processamento com

    antecedncia mnima de uma semana antes do vencimento de qualquer prazo para

    providncias como, por exemplo, verificao de ocorrncia de novas condenaes,

    solicitao de certides de Varas Criminais e confirmao do local de recolhimento do

    sentenciado.

    Descumprimento de condies em regime aberto, livramento condicional, sursis e penas

    alternativas:

    a) mensalmente, o cartrio lanar formal comunicao no respectivo processo de

    execuo sobre eventual descumprimento das condies impostas para as hipteses de

    regime aberto, livramento condicional, sursis e penas alternativas;

    b) encaminhar os autos com vistas ao Ministrio Pblico e Defesa, para posterior

    concluso e final deciso.

    Modificao de competncia do juzo da execuo:

    a) sempre que modificada a competncia do juzo da execuo, por alterao da

    residncia ou do local de cumprimento da pena privativa de liberdade, os autos sero

    imediatamente encaminhados ao juzo competente;

    b) exceo: agravo interposto e ainda em processamento, caso em que a remessa se dar

    aps o juzo de retratao.

    Sistema processual nos cartrios informatizados: nos cartrios informatizados

    obrigatrio o lanamento de todos os andamentos processuais no sistema.

    2.2.6.2. Processamento coletivo e unificado de autorizao de sada

    temporria

    o processamento das sadas temporrias pode ser coletivo e unificado num s

    provimento anual, inaugurado com a remessa de lista nica contendo os pareceres do

    Diretor do presdio sobre todos os potenciais beneficirios sob sua custdia direta,

    seguindo-se com o encaminhamento de vistas do expediente ao Ministrio pblico e

    Defesa e final deliberao para cada um condenado, especificando- se as datas nas quais

    far jus ao benefcio ao longo do ano.

    A medida evitar o trabalho hercleo que decorre com as inmeras juntadas

    individuais de requerimentos em cada processo de execuo, vistas de cada um dos

    autos ao Ministrio Pblico, aos Defensores e, consequentemente, decises e seus

    registros para cada postulante.

    O cartrio garantir a entrega do expediente com vista para todos os membros do

    Ministrio Pblico em exerccio na Vara, em respeito ao princpio do promotor natural. O

    registro do gozo da sada temporria e seu cumprimento devero ser lanados no sistema

    de controle eletrnico ou nos prprios autos do processo de execuo docondenado,

  • para efeito de controle.

    Rotina:

    Para o processamento coletivo das sadas temporrias, dever a Serventia:

    a) elaborar lista nica dos beneficirios, contendo os pareceres do Diretor do presdio sobre

    todos os potenciais beneficirios sob sua custdia direta;

    b) abrir vista sucessiva ao Ministrio pblico e s Defesas;

    c) aps, fazer a concluso ao Juiz para deliberao para cada um condenado,

    especificando-se as datas nas quais far jus ao benefcio ao longo do ano; finalmente,

    registrar o gozo da sada temporria e seu cumprimento no sistema de controle eletrnico

    ou nos prprios autos do processo de execuo de cada condenado.

    II.2.6. Execuo da pena de multa

    No ocorre no processo de execuo penal: a multa penal possui natureza de dvida de

    valor (art. 51 do Cdigo Penal, alterado pela Lei n. 9268/96).

    Caber ao Juzo do processo de conhecimento, aps o trnsito em julgado da sentena

    condenatria, providenciar a intimao do devedor para o pagamento da multa e, no se

    verificando a satisfao do dbito, expedir a certido da multa, para posterior remessa

    Fazenda Pblica.

    II.2.7. Recursos

    Rotina: Interposto recurso de agravo em execuo, dever a Serventia:

    a) proceder abertura do instrumento que, devidamente instrudo, ser encaminhado para

    sustentao ou reforma;

    b) no havendo retratao, encaminhar os autos ao Tribunal, lavrando-se certido da

    remessa no roteiro de penas, inclusive com notcia sobre eventual concesso de efeito

    suspensivo;

    c) recebida comunicao da Superior Instncia por fax, telex ou telegrama sobre

    resultado de julgamento do recurso interposto, confirmar autenticidade pela via mais clere

    (telefone, fax ou correio eletrnico) com certido;

    d) aps, fazer imediata concluso dos autos e encaminhar os autos ao Tribunal para

    julgamento.

    II.2.8. Alvar

    Rotina:

  • Se houver determinao de soltura pelos Tribunais, a Serventia dever:

    a) confirmar a autenticidade da ordem mediante certido, de pronto;

    b) remeter os autos ao Juzo j com o alvar de soltura confeccionado, para imediato

    cumprimento, com posterior cincia s partes e comunicaes devidas.

    2.2.10. Mecanismos de controle do cumprimento da pena privativa de

    liberdade

    Rotina:

    Para o controle do cumprimento da pena privativa de liberdade, dever a Serventia:

    a) agendar individualmente os trminos de cada pena em execuo na Vara, fazendo-o

    imediatamente aps a aprovao do clculo de liquidao de pena;

    b) lanar o dado no sistema eletrnico ou em livro prprio do cartrio criado para este fim;

    c) conferir diariamente os agendamentos de vencimento da pena, com antecedncia

    mnima de uma semana, sob a fiscalizao permanente da Diretoria do Cartrio.

  • Anexos - FLUXOGRAMAS

    APELAO OV TS>"5ITO EM JULGADO

  • santsti. HL PGTSirAoz JEL

    J

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    OKDIS! DA AUHNCU: 1 - Tf "cnjuitoi G L-ZD1 ICHO i n-^~ IP. j i - iKitmaiL de dtfKii rmiiim*(iS).

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    ;G5 dui, ;

    KnUHH (Udbi)

    w iUTIllirdBD^Lftjqflv

    IM KECUESO DC Hii^ITO ZU JIU^SDO

  • \TSTA AO 1IIMSTZKIO PELICO CSDiASl (Apliei(ii Snbsidiiiii do Ari. J09)

    REJEIO DA FKEU\QNAKE5 DESKPLAO DE AUDINCIA.

    H PKOPOSTA DE SI7SPEN5AO CONDICIONAL DO PROC ESEO CITAO FAKA C

    OlfPARECEK AUDINCIA FKXUMrSAR"

    .tPElAO OU TK\SIIO Eir JULGADO

  • AUDIE1VCIA DE EtSTRUAO E JULGAMENTO (Audincia Um, designada no prazo mximo 30 dias da deciso mterlocnroria mista)

    ORDEM DA AUDINCIA: 1-Declarao do Ofendido; 2 - Testemunhas de acusaro (mximo 05); 3 - Testemnnnas de defesa (mximo 05); 4-Peri*o; 5 - Acareao; 6 - Reconhecimento de Pessoas e Coisas; 7 - Interrogatrio do Acnsado; S - Akgaces Finab (20 minatos prorrogveis par mais 10); S -Sentena.

    No h oportunidade paia requerimento de diligncias. As Alegaes finais e a sentena tm de sei, necessariamente, em audincia. De regia, nenhum ato sei adiado, salvo quando imprescindvel a provi ftltaiite. determinando o Juiz a conduo coercitiva de quem deva comparecer.

    INTERPOSIO DE RECURSO OU TRANSITO EM JULGADO

  • CITAO PARA APKVTAR RESPOSTA (PESSOAL PDRMA.VDADO)

    V

    COM PRELIMINARES EOl" DOCUMENTOS

    \75IA AO MTMSTR1O PBOCO (5 DIAS)

    REJEIO DAS PREIIMEARZS

    DESIGNAO DE AHHKC1A DESIGNAO S PR.1ZO DZ 10 DIAS PAX

  • DAS DHJGKC1AS REQUEKIDAS FELAS FAXTES.

  • ABSOLVIO SUMARIA

    APELACAC OU TRANlTOElI IITGADO

    Nenimm ato sa iadcL ?d"c quando

    Juiz a conduo

  • ORDEM DA. AUDINCIA: 1-Dtclari ao da Ofntlido.

    1 - TEttmunJiai deacuiaio {miiiin-D 03} : - 7 r.iii.LiL i Cl: tffiiJI . j-i.i \ !.! J S

    4 - Peria 5 -

    Acarea-Sci 6 -

    RicoiihCinuaco d* F| i MI IJ * Cub.M ~ - InttrFi^atrii do Acabado

    S - A3&5^*s Finrr (lb minutos p ror roja VPS por m.ih 1&) 9- CDUCIILSJ). dot auos para 't;:.n *m ir 10 th r.

    .1ESOLVIAO StSLUUA

    1 I

    APELAO (ut ll)

    V

    NAO

    DISCI_lSSinC.lA) r i.-.!:::.-. DOS AUTOS AO JVII

    SL\CVXVE

    DESIGNAO DE DATA PARA A

    SESSODE INSTRUO E JULGAMENTO COM EVITMAO DAS

    PARTES, DO OFENDIDO, DAS TESTEUtNHAS E f ERITOS Hct. il\)

  • Declarao do ofendido;

    Testemuubas de acusao;

    Te rriimiilm de defesa;

    Perito;

    Acareao;

    Reconhecimento de pessoas e coisas;

    Leitura de peas que se refiram, exclusivamente, s provas coibidas por carta precatria e s provas cautelares, antecipadas ou no i erjeciveh.

  • Interrogatrio 1 - Au ror da Ao Penal (se for ao privada, em seguida ser dada a palavra

    ao Ministrio Pblico)

    V - Assistente da acusao

    3 - Defesa

    Rplica - Trplica

    QUESTIONRIO E VOTAO (arts. 482 a 491)

    I Materialidade do fato,

    I1 - autoria ou participao;

    El - Se o acusado deve sei absolvido;

    Hl - Se o acusado deve sei absolvido;

    IV - Causa de diminuio de pena alegada pela defesa:

    V - quahficadora ou causa de aumento de pena reconhecidas ua pronncia ou ein outra deciso posterior que admitiu a acusao.

    SENTENA {arts. 492 a 493)

    Condenatriii ou Atvjolutiii

    DEBATES (arts. 476 a 481