Cdigo de Normas TJ PI

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  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOSNOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU

    (Provimento n. 09, de 17 de abril de 2013)

  • 2

  • APRESENTAO

    O presente Anteprojeto de Normas de Servio da Corregedoria Geral da Justia do Estado do

    Piau (NSCGJPI) para os servios notariais e de registro, decorre do desenvolvimento do Projeto Apoie

    um Cartrio, em cumprimento Portaria n. 60, de 5 de junho de 2012, da E. Corregedoria Nacional

    de Justia. Objetiva oferecer bases seguras para o aprimoramento e modernizao das unidades de

    servios extrajudiciais do Estado do Piau, mediante a aplicao de ndices plenos de tecnologia e de

    segurana jurdica, de forma a que se constitua, nesse Estado, um padro de referncia na prestao

    dos servios delegados de notas e de registros.

    A redao de cada captulo foi desenvolvida pela especialidade prpria por meio da associa-

    o de classe respectiva (Associao dos Registradores Imobilirios de So Paulo - ARISP, Instituto de

    Registro Imobilirio do Brasil - IRIB, Colgio Notarial do Brasil - CNB, Colgio Notarial do Brasil, seo

    So Paulo CNB/SP, Instituto de Protestos de Ttulos do Brasil - IPTB, Instituto de Protestos de Ttulos

    do Brasil, seo So Paulo IPTB/SP, Instituto de Registro de Ttulos e Documentos e Pessoas Jurdicas

    IRTDPJ, Associao Nacional de Pessoas Naturais/Brasil ARPEN/BR e Associao dos Registradores

    de Pessoas Naturais do Estado de So Paulo ARPEN/SP), salvante os captulos I e VIII, os quais foram

    elaborados pela ARISP.

    As propostas originariamente apresentadas, foram revisadas pelos MMs. Juzes Auxiliares da

    Corregedoria Geral da Justia do Piau, Dr. Raimundo Jos Gomes e Dr. Francisco Joo Damasceno.

    So Paulo, 1 de maro de 2013.

    Flauzilino Arajo Dos Santos

    Presidente da ARISP e Gestor do Projeto.

  • PREFCIO

    A modernizao do sistema cartorrio do Estado do Piau passa, decididamente, pelo lan-amento deste Cdigo de Normas e Procedimentos dos Servios Notariais e de Registro do Estado do Piau, que de h muito vinha sendo reclamado pela dignidade desses servios.

    Todas as atividades cartorrias esto reguladas por este Cdigo, o que de suma impor-tncia para a regularidade da prtica dos atos notariais e de registro, no mbito do sistema cartorrio piauiense, como, tambm, para o prprio usurio desses servios, que, a partir do conhecimento destas normas, poder exercer o controle sobre a execuo dessas prticas cartorrias.

    Por este ltimo ngulo, o Cdigo se constitui tambm num resgate da dvida da Corre-gedoria Geral de Justia, no Estado do Piau, para com a cidadania, na medida em que garante, com a edio destas normas, os valores da segurana e da certeza dos direitos, que se adquirem ou se transformam por meio de atos que so prprios da vida civil.

    Por todas estas razes, este Cdigo um marco na histria do sistema cartorrio piauien-se e da prpria cidadania dos usurios dos servios notariais e de registro no Estado do Piau.

    Estas breves consideraes no podiam encerrar-se sem uma nota de agradecimento da Corregedoria Geral de Justia, no Estado do Piau, s associaes de classe que, a partir do Projeto Apie um Cartrio, da Corregedoria Nacional de Justia, colaboraram diretamente na elaborao deste Cdigo, tendo frente o Dr. Flauzilino Arajo dos Santos.

    Resta, agora, dar efetividade ao Cdigo, interpretando-se-lhes as normas de forma in-teligente, e, por igual, aplicando-os de modo correto para a completa realizao de suas finalidades jurdicas.

    Teresina-PI, 17 de abril de 2013.

    Francisco Antnio Paes Landim Filho

    Corregedor-Geral de Justia do Estado do Piau

  • PODER JUDICIRIO DO ESTADO DO PIAU CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIA DO ESTADO DO PIAU

    PROVIMENTO n. 09/2013

    Dispe sobre o Cdigo de Normas e Procedimentos dos Servios Notariais e de Registro do Estado do Piau.

    O Excelentssimo Senhor Desembargador Francisco Antnio Paes Landim Filho, Corregedor--Geral da Justia do Estado do Piau, no uso das atribuies legais, que lhe confere o artigo 3, inciso VI do Cdigo de Normas da Corregedoria;

    CONSIDERANDO que compete ao Poder Judicirio estadual, como autoridade delegante dos Servios Notariais e de Registro do Estado do Piau, zelar para que esses servios sejam prestados com rapidez, qualidade satisfatria e eficincia, nos termos do art. 38, da Lei Federal n. 8.935, de 18.11.94;

    CONSIDERANDO a multiplicidade de atos normativos do Poder Judicirio estadual dispondo sobre os Servios Notariais e de Registro;

    CONSIDERANDO que a reunio em texto nico e sistematizado de todas as normas internas relativas aos Servios Notariais e de Registro permitir, a um s tempo, eliminar eventuais repeties ou divergncias entre os atos normativos, suprimir os dispositivos revogados, expressa ou tacitamen-te, e os considerados em confronto com a Legislao Federal, a Constituio Estadual e as Leis de Organizao Judiciria do Estado, conferindo unidade ao corpo de nossa legislao interna;

    CONSIDERANDO que um Cdigo de Normas trar, no primeiro momento, a uniformidade de procedimentos e, no instante futuro, permitir a melhoria dos servios notariais e de registro presta-dos sociedade e ao cidado piauiense;

    CONSIDERANDO, por fim, que se insere no poder de fiscalizao da Corregedoria-Geral da Justia a competncia para editar normas tcnicas que venham a assegurar o desempenho dos servi-os notariais e de registro de modo a garantir a publicidade, a autenticidade, a segurana e a eficcia dos atos jurdicos;

    RESOLVE:

    Art. 1 - Estabelecer normas e procedimentos tcnicos que devem ser observados, em car-ter imediato e especfico, como supletivos da legislao estadual e federal, pelos Tabelies e Oficiais

  • de Registro do Estado do Piau, nos termos do Anexo nico, que ser publicado em link especfico no site da Corregedoria Geral da Justia.

    Art. 2 - Este provimento entra em vigor na data da sua publicao, ficando revogadas as disposies em contrrio.

    REGISTRE-SE. PUBLIQUE-SE. CUMPRA-SE.

    Gabinete do Corregedor Geral da Justia do Estado do Piau, em Teresina- PI, aos 17 de abril de 2013.

    Desembargador Francisco Antnio Paes Landim Filho

    Corregedor-Geral da Justia do Estado do Piau

  • PROVIMENTO N. 09, DE 17 DE ABRIL DE 2013.

    ANEXO NICO

  • SUMRIO

    CAPTULO I. DAS DISPOSIES GERAIS; DA FUNO CORREICIONAL; DAS DISPOSI-ES ESPECIAIS; DOS LIVROS E CLASSIFICADORES OBRIGATRIOS E DOS EMOLUMENTOS, CUSTAS E DESPESAS DAS UNIDADES DO SERVIO NOTA-RIAL E DE REGISTRO

    CAPTULO II. DO TABELIONATO DE NOTAS

    CAPTULO III. DO TABELIONATO DE PROTESTOS

    CAPTULO IV. DOS REGISTROS PBLICOS

    CAPTULO V. NORMAS DE SERVIO DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS

    CAPTULO VI. DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS JURDICAS

    CAPTULO VII. DO REGISTRO DE TTULOS E DOCUMENTOS DO REGISTRO DE IMVEIS

  • NDICE SISTEMTICO

    CAPTULO I DAS DISPOSIES GERAIS; DA FUNO CORREICIONAL; DAS DISPOSIES ESPE-CIAIS; DOS LIVROS E CLASSIFICADORES OBRIGATRIOS E DOS EMOLUMENTOS, CUSTAS E DESPESAS DAS UNIDADES DO SERVIO NOTARIAL E DE REGISTRO Arts. 1 a 91

    Seo I - DAS DISPOSIES GERAIS Arts 1 a 10

    Seo II - DA FUNO CORREICIONAL Arts. 11 a 26

    Seo III - DAS DISPOSIES ESPECIAIS Arts. 27 a 55

    Seo IV - DOS LIVROS E CLASSIFICADORES OBRIGATRIOS Arts. 56 a 73

    Subseo I - Dos Livros Obrigatrios - Arts. 56 a 73

    Subseo II - Dos Classificadores Obrigatrios Arts. 74 a 75

    Seo V - DOS EMOLUMENTOS, CUSTAS E DESPESAS DAS UNIDADES DO SERVIO NOTA-RIAL E DE REGISTRO Arts. 76 a 90

    Subseo I - Das Disposies Gerais Arts. 76 a 84

    Subseo II - Das Reclamaes e Recursos sobre Emolumentos, Custas e Despesas das Unidades do Servio Notarial e de Registro Arts. 85 a 90

    CAPTULO II DO TABELIONATO DE NOTAS Arts. 91 a 272

    Seo I - DO TABELIO DE NOTAS Arts. 91 a 97

    Seo II - DOS LIVROS E DO ARQUIVO Arts. 98 a 106

    Subseo I - Dos livros de Notas Arts. 98 a 103

    Subseo II - Dos arquivos, Pastas e Classificadores Arts. 104 a 106

    Seo III - DOS IMPRESSOS DE SEGURANA Arts. 107 a 113

    Subseo I - Do Papel de Segurana Arts. 107 a 113

    Seo IV - DA LAVRATURA DOS ATOS NOTARIAIS - Arts. 114 a 134

    Subseo I - Disposies Gerais Art. 114

    Subseo II - Escriturao Arts. 115 a 126

    Subseo III - Traslados e certides Arts. 127 a 129

    Subseo IV - Apostilamento Arts. 130 a 134

    Seo V - DOS ATOS NOTARIAIS Arts. 135 a 148

    Subseo I - Escritura Pblica Arts. 135 a 136

    Subseo II - Escrituras Relativas a Imveis Arts. 137 a 138

    Subseo III - Escritura de Imveis Rurais Arts. 139 a 148

    Seo VI - DAS ESCRITURAS DE SEPARAO, DIVRCIO E INVENTRIO Arts. 149 a 210

    Subseo I - Disposies de Carter Geral Arts. 149 a 158

    Subseo II - Disposies Referentes ao Inventrio e Partilha Arts. 159 a 195

    Subseo III - Disposies Pertinentes ao Divrcio Consensual Arts. 196 a 209

    Subseo IV - Disposies Referentes Converso da Separao Judicial em Divrcio Art. 210

    Seo VII - PROCURAES Arts. 211 a 217

    Seo VIII - ATAS NOTARIAIS Arts. 218 a 227

    Seo IX - TESTAMENTO PBLICO Arts. 228 a 235

    Seo X - TESTAMENTO CERRADO Arts. 236 a 239

    Seo XI - CPIAS E AUTENTICAES Arts. 240 a 255

    Seo XII - RECONHECIMENTO DE FIRMAS Arts. 256 a 272

  • CAPTULO III TABELIONATO DE PROTESTOS Arts. 273 a 341

    Seo I - DAS DISPOSIES GERAIS Arts. 273 a 274

    Seo II - DA ORDEM DOS SERVIOS EM GERAL Arts. 275 a 277

    Seo III - DA RECEPO E DA PROTOCOLIZAO DOS TTULOS Arts. 278 a 383

    Seo IV - DO PRAZO Art. 284

    Seo V - DA INTIMAO Arts. 285 a 294

    Seo VI - DA DESISTNCIA E DA SUSTAO DO PROTESTO Arts. 295 a 296

    Seo VII - DO PAGAMENTO Arts. 297 a 298

    Seo VIII - DO PROTESTO DE TTULOS E OUTROS DOCUMENTOS DE DVIDA Arts. 299 a 307

    Seo IX - DOS LIVROS E ARQUIVOS Arts. 308 a 316

    Subseo I - Das Disposies Gerais - Arts. 308 a 310

    Subseo II - Dos Livros Arts. 311 a 313

    Subseo III - Dos Arquivos nos Tabelionatos de Protesto Arts. 314 a 316

    Seo X - DAS RETIFICAES, CANCELAMENTOS E AVERBAES Arts. 317 a 324

    Subseo I - Das Retificaes Art. 317

    Subseo II - Do Cancelamento do Protesto Arts. 318 a 324

    Seo XI - DAS INFORMAES E CERTIDES Arts. 325 a 337

    Subseo I - Disposies Gerais Arts. 325 a 333

    Subseo II - Das Certides Arts. 334 a 336

    Subseo III - Dos Servios de Informaes Sobre Protesto Art. 337

    Seo XII - DAS DISPOSIES FINAIS Arts. 338 a 341

    CAPTULO IV DOS REGISTROS PBLICOS Arts. 342 a 366

    CAPTULO V DO SERVIO DE REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS Arts. 367 a 650

    Seo I - DISPOSIES GERAIS Arts. 367 a 369

    Seo II - DA ESCRITURAO E ORDEM DE SERVIO Arts. 370 a 392

    Subseo I - Dos Livros Arts. 370 a 384

    Subseo II - Da Conservao Arts. 385 a 388

    Subseo III - Das Partes e Testemunhas Arts. 389 a 392

    Seo III - DOS EMOLUMENTOS E GRATUIDADE Arts. 393 a 399

    Seo IV - DA FISCALIZAO DO SERVIO Arts. 400 a 410

    Subseo I - Disposies Gerais - Arts. 400 a 401

    Subseo II - Da Nota Devolutiva Art. 402

    Subseo III - Do Processo de Dvida Arts. 403 a 409

    Subseo IV - Do Pedido de Providncias Administrativas Art. 410

    Seo V - DO NASCIMENTO Arts. 411 a 451

    Subseo I - Da Obrigatoriedade do Registro Arts. 411 a 413

    Subseo II - Da Competncia Arts. 414 a 416

    Subseo III - Do Prazo Arts. 417 a 418

    Subseo IV - Do Registro Tardio Art. 419

    Subseo V - Da Legitimidade Arts. 420 a 421

    Subseo VI - Das Formalidades para o Registro Arts. 422 a 431

    Subseo VII - Do Nome Arts. 432 a 439

    Subseo VIII - Da Indicao de Suposto Pai Arts. 440 a 442

  • Subseo IX - Do Registro por Declaraes Sucessivas Arts. 443 a 445

    Subseo X - Do Registro na Maternidade Art. 446

    Subseo XI - Do Registro por Mandado Judicial Arts. 447 a 448

    Subseo XII - Da Inscrio da Sentena de Adoo- Arts. 449 a 451

    Seo VI - DO CASAMENTO Arts. 452 a 504

    Subseo I - Da Habilitao Arts. 452 a 471

    Subseo II - Da Celebrao e Registro Arts. 472 a 486

    Subseo III - Do Casamento Religioso com Efeitos Civis Arts. 487 a 497

    Subseo IV

    Subseo V

    - Da Converso de Unio Estvel em Casamento Arts. 498 a 504

    Do Casamento ou Converso de Unio Estvel em Casamento de Pessoas do Mesmo Sexo Art. 505

    Seo VII - DO BITO Arts. 506 a 541

    Subseo I - Disposies Gerais Arts. 506 a 513

    Subseo II - Da Competncia Arts. 514 a 515

    Subseo III - Do Prazo Arts. 516 a 517

    Subseo IV - Do Registro Tardio Arts. 518 a 519

    Subseo V - Da Legitimidade Arts. 520 a 521

    Subseo VI - Das Formalidades para o Registro Arts. 522 a 526

    Subseo VII - Da Declarao Perante o Servio Funerrio Arts. 527 a 536

    Subseo VIII - Da Justificao para o Registro de bito Arts. 537 a 538

    Subseo IX - Da Utilizao de Cadver para Fins de Ensino e Pesquisa Cientfica Arts. 539 a 541

    Seo VIII - DO NATIMORTO Arts. 542 a 545

    Seo IX - DA EMANCIPAO Arts. 546 a 550

    Seo X - DA INTERDIO Arts. 551 a 554

    Seo XI - DA AUSNCIA E DA MORTE PRESUMIDA Arts. 555 a 558

    Seo XII - DOS TRASLADOS DE ASSENTOS Arts. 559 a 587

    Subseo I - Disposies Gerais - Arts. 559 a 575

    Subseo II - Do Traslado de Assento de Nascimento Arts. 576 a 581

    Subseo III - Do Traslado de Assento de Casamento Arts. 582 a 585

    Subseo IV - Do Traslado de Assento de bito Arts. 586 a 587

    Seo XIII - DA OPO DE NACIONALIDADE Arts. 588 a 591

    Seo XIV - DA INSCRIO DE SENTENAS Arts. 592 a 598

    Subseo I - Das Sentenas de Alterao de Estado Civil Arts. 592 a 595

    Subseo II - Das Sentenas de Liberao do Regime Tutelar Arts. 596 a 598

    Seo XV - DAS AVERBAES Arts. 599 a 620

    Subseo I - Disposies Gerais Arts. 599 a 607

    Subseo II - Das Retificaes, Restauraes e Suprimentos Arts. 608 a 620

    Subseo III - Do Bloqueio e do Cancelamento Arts. 621 a 623

    Seo XVI - DAS ANOTAES Arts. 624 a 633

    Seo XVII - DA PUBLICIDADE Arts. 634 a 644

    Subseo I - Das Certides Arts 634 a 642

    Subseo II - Das Informaes Arts. 643 a 644

    Seo XVIII - DISPOSIES FINAIS Arts. 645 a 650

  • CAPTULO VI DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS JURDICAS Arts. 651 a 685

    Seo I - DAS FUNES Art. 651

    Seo II - DOS LIVROS Art. 652

    Seo III - DO REGISTRO Arts. 653 a 665

    Subseo I - Das Disposies Gerais Arts. 653 a 654

    Subseo II - Das Proibies Arts. 655 a 657

    Subseo III - Dos Requisitos Arts. 658 a 664

    Subseo IV - Do Arquivamento Art. 665

    Seo IV - DA PESSOA JURDICA Arts. 666 a 673

    Subseo I - Da Escriturao Art. 666

    Subseo II - Do Procedimento Arts. 667 a 673

    Seo V - DO REGISTRO DE JORNAIS, OFICINAS IMPRESSORAS, EMPRESAS DE RADIODIFU-SO E AGNCIAS DE NOTCIAS Arts. 674 a 678

    Seo VI - DO REGISTRO E AUTENTICAO DE LIVROS DE SOCIEDADES CIVIS Arts. 679 a 682

    Seo VII - DAS DISPOSIES FINAIS Arts. 683 a 685

    CAPTULO VII DO REGISTRO DE TTULOS E DOCUMENTOS Arts. 686 a 751

    Seo I - DAS FUNES Arts. 686 a 695

    Seo II - DOS LIVROS E DA ESCRITURAO Arts. 696 a 711

    Seo III - DO REGISTRO Arts. 712 a 718

    Seo IV - DA ORDEM DOS SERVIOS Arts. 719 a 735

    Seo V - DAS NOTIFICAES Arts. 736 a 744

    Seo VI - DO CANCELAMENTO Arts. 745 a 748

    Seo VII - DAS DISPOSIES FINAIS Arts. 749 a 751

    CAPTULO VIII DO REGISTRO DE IMVEIS Arts. 752 a 1.112

    Seo I - DAS DISPOSIES GERAIS Arts. 752 a 753

    Seo II - DAS ATRIBUIES Arts. 754 a 756

    Seo III - DOS LIVROS, SUA ESCRITURAO E PROCESSO DE REGISTRO Arts. 757 a 884

    Subseo I - Disposies Gerais Art. 757

    Subseo II - Do Livro de Recepo de Ttulos Arts. 758 a 768

    Subseo III - Do Livro n. 1 Protocolo Arts. 769 a 799

    Subseo IV - Livro n. 2 Registro Geral Arts. 800 a 830

    Subseo V - Livro n. 3 Registro Auxiliar Arts. 831 a 844

    Subseo VI - Livro n. 4 Indicador Real Arts. 845 a 852

    Subseo VII - Livro n. 5 Indicador Pessoal Arts. 853 a 855

    Subseo VIII - Livro de Registro de Aquisio de Imvel Rural por Estrangeiro Arts. 856 a 863

    Subseo IX - Controle de Indisponibilidades Arts. 864 A 872

    Subseo X - Das Pessoas Arts. 873 A 876

    Subseo XI - Dos Ttulos Arts. 877 A 884

    Seo IV - DA ALIENAO FIDUCIRIA DE BENS IMVEIS Arts. 885 a 959

    Subseo I - Das Disposies Gerais Arts. 885 a 895

    Subseo II - Das Intimaes e da Consolidao da Propriedade Fiduciria Arts. 896 a 913

  • Subseo III - Da Cdula de Crdito Imobilirio Arts. 914 a 929

    Subseo IV - Das Retificaes do Registro Arts. 930 a 959

    Seo V - DOS CLASSIFICADORES DO REGISTRO DE IMVEIS Arts. 960 a 967

    Seo VI - DAS CERTIDES E INFORMAES REGISTRAIS Arts. 968 a 1.008

    Subseo I - Disposies Gerais Arts. 968 a 987

    Subseo II - Das Certides Digitais e Informaes Eletrnicas Arts. 988 a 1.008

    Seo VII - DOS LOTEAMENTOS DE IMVEIS URBANOS E RURAIS Arts. 1.009 a 1.058

    Subseo I - Disposies Gerais Arts. 1.009 a 1.018

    Subseo II - Do Processo e Registro Arts. 1.019 a 1.039

    Subseo III - Das Intimaes e do Cancelamento Arts. 1.040 a 1.052

    Subseo IV - Dos Depsitos nos Loteamentos Urbanos Irregulares Arts. 1.053 a 1.058

    Seo VIII - DA REGULARIZAO FUNDIRIA Arts. 1.059 a 1.096

    Subseo I - Disposies Gerais Arts. 1.059 a 1.066

    Subseo II - Do Procedimento Geral do Registro do Projeto de Regularizao Arts. 1.067 a 1.076

    Subseo III - Da Regularizao de Condomnio de Fraes Ideais Arts. 1.077 a 1.079

    Subseo IV - Da Comarca Urbanstica Arts. 1.080 a 1.081

    Subseo V - Da Legitimao de Posse Arts. 1.082 a 1.083

    Subseo VI - Da Regularizao de Glebas Urbanas Parceladas antes da Lei n. 6.766/79 Art. 1.084

    Subseo VII - Da Abertura de Matrcula para rea Pblica em Parcelamento no Registrado Art. 1.085

    Subseo VIII - Da Abertura de Matrcula de Imvel Pblico do Estado Art. 1.086

    Subseo IX - Da Regularizao dos Conjuntos Habitacionais no Registrados Art. 1.087

    Subseo X - Das Disposies Finais Arts. 1.089 a 1.096

    Seo IX - INCORPORAES Art. 1.097 a 1.112

    Subseo I - Das Incorporaes Imobilirias Arts. 1.097 a 1.112

    CAPTULO IX DAS DISPOSIES TRANSITRIAS E FINAIS ARTS. 1.113 A 1.115

    Seo I - Disposies Transitrias e Finais Arts. 1.113 a 1.115

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 17

    CAPTULO I

    DAS DISPOSIES GERAIS; DA FUNO CORREICIONAL; DAS DISPOSIES ESPECIAIS; DOS LIVROS E CLASSIFICADORES OBRIGATRIOS E DOS EMOLUMENTOS, CUSTAS E DESPESAS DAS UNIDADES DO SERVIO NOTARIAL E DE REGISTRO.

    SEO I

    DAS DISPOSIES GERAIS

    Art.1. Os servios notariais e de registro so exercidos em carter privado por profissionais do Di-reito, mediante delegao do Poder Judicirio, outorgada por meio de concurso pblico de provas e ttulos, e est sujeita ao regime jurdico e procedimentos estabelecidos na Constituio Federal, na legislao pertinente em vigor e nos atos normativos editados pelo Juzo competente, os quais definem sua organizao, funcionamento, competncia e atribuies.

    Art. 2. As normas a seguir devem ser observadas pelos notrios e registradores que atuem por delegao ou oficializados e visam disciplinar suas atividades, sendo aplicadas subsidiaria-mente s disposies da legislao pertinente em vigor.

    Pargrafo nico. A no observncia destas normas acarretar a responsabilizao funcional do notrio ou registrador, com instaurao do competente procedimento administrativo disciplinar, na forma das disposies legais.

    Art. 3. Os notrios e registradores so dotados de f pblica, razo pela qual devem pautar-se pela correo em seu exerccio profissional, cumprindo-lhes prestar os servios a seu cargo de modo adequado, observando rigorosamente os deveres prprios da delegao pblica de que esto investidos, a fim de garantir autenticidade, publicidade, segurana e eficcia dos atos jurdicos constitutivos, traslativos ou extintivos de direitos em que intervm.

    Art. 4. Para os fins do disposto no item anterior, servio prestado de modo adequado o que atende ao interesse pblico e corresponde s exigncias de qualidade, continuidade, re-gularidade, eficincia, atualidade, generalidade, modicidade, cortesia e segurana.

    1. Entende-se por atualidade do servio o uso de mtodos, instalaes e equipamentos que correspondam a padres de modernidade e avano tecnolgico, bem como a sua ampliao, na medida das necessidades dos usurios e em apoio ao labor jurdico do notrio e do registrador e de seus prepostos, proporcionalmente sua capacidade de investimentos decorrente da receita da serventia.

    2. Para os fins do disposto no subitem anterior os notrios e registradores adotaro boas prticas de governana corporativa do setor pblico administrativo e as que forem disseminadas pelas entidades institucionais representativas das atividades.

    3. Para atender ao princpio da eficincia na prestao do servio pblico delegado, devero o notrio e o registrador encontrar solues para dar celeridade e maior rapidez ao trmite da documentao a seu cargo, liberando-a em prazos inferiores aos mximos assinalados.

  • 18

    4. A eficincia funcional ser aferida pela Corregedoria Geral da Justia, considerado os fatores produtividade e celeridade na prestao dos servios, bem como a perfeio do trabalho e sua adequao tcnica aos fins visados.

    5. Compete ao notrio apontar, de forma imparcial e independente, aos usurios dos servios os meios jurdicos mais adequados e a forma menos onerosa possvel para o alcance dos fins lcitos objetivados, instruindo-os sobre a natureza e as consequncias do ato que pretendam produzir.

    Art. 5. O gerenciamento administrativo e financeiro dos servios notariais e de registro da res-ponsabilidade exclusiva do respectivo titular, inclusive no que diz respeito s despesas de custeio, investimento e pessoal, cabendo-lhe estabelecer normas, condies e obrigaes relativas atribuio de funes e de remunerao de seus prepostos de modo a obter a melhor qualidade na prestao dos servios.

    Pargrafo nico. Aos designados para responderem por serventia vaga, defeso contratar novos prepostos, aumentar salrios dos prepostos j existentes na unidade, ou contratar novas locaes de bens mveis ou imveis, de equipamentos ou de servios, que possam onerar a renda da unidade vaga de modo continuado, sem a prvia autorizao da Corregedoria Geral da Justia. Todos os investimentos que comprometam a renda da unidade vaga no futuro devero ser objeto de projeto a ser encaminhado para a aprovao do juiz corregedor permanente da serventia, ressalvada a contratao e majorao de salrios de prepostos registrados no nome pessoal do designado, o qual dever encerrar os respectivos contratos de trabalho, no trmino de sua designao.

    Art. 6. vedada a prtica de ato notarial e registral fora do territrio da circunscrio para a qual o agente recebeu delegao (Lei n. 8.935/94, art. 43).

    Art. 7. Verificada a absoluta impossibilidade de se prover, por intermdio de concurso pblico, a titularidade de servio notarial ou de registro, por desinteresse ou inexistncia de candi-datos, o servio poder ser, provisoriamente, acumulado a outro da mesma localidade, por ato da Corregedoria Geral da Justia, at que haja concurso para seu provimento.

    Art. 8. Autorizada a providncia prevista no item anterior, os livros sero encaminhados ao servi-o da mesma natureza mais prximo, ou quele localizado na sede da respectiva comarca ou de municpio contguo, a critrio da Corregedoria Geral da Justia (Lei n. 8.935/94, art. 44).

    Art. 9. Os livros dos ofcios desativados sero desde logo encerrados, mediante inutilizao das folhas restantes e visto do juiz, bem como sero utilizados apenas para as pesquisas, ex-trao de certides e para as averbaes obrigatrias.

    Art. 10. Os delegados e os designados para responderem por serventias extrajudiciais privatizadas ou oficializadas devem cadastr-las e manter seus dados atualizados no Cadastro Nacional de Serventias Pblicas e Privadas do Brasil, mantido no Portal do Ministrio da Justia (http://www.mj.gov.br), no Cadastro de informaes dos servios extrajudiciais, mantido no Portal do Conselho Nacional de Justia - CNJ (http://www.cnj.jus.br), bem como nos

    CAPTULO 1 - DAS DISPOSIES GERAIS; DA FUNO CORREICIONAL; DAS DISPOSIES ESPECIAIS; DOS LIVROS E CLASSIFICADORES OBRIGA-TRIOS E DOS EMOLUMENTOS, CUSTAS E DESPESAS DAS UNIDADES DO SERVIO NOTARIAL E DE REGISTRO

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 19

    portais das respectivas Centrais de Servios Eletrnicos Compartilhados.

    SEO II

    DA FUNO CORREICIONAL

    Art. 11. A funo correicional consiste na fiscalizao das unidades do servio notarial e de registro, sendo exercida, em todo o Estado, pelo Corregedor Geral da Justia, e, nos limites de suas atribuies, pelos Juzes de Direito.

    1. A fiscalizao ser exercida de ofcio ou mediante representao de qualquer interessado, para observncia da regularidade e da qualidade dos atos praticados nos servios notariais e de registro e da forma e continuidade da prestao desses servios.

    . 2. A Corregedoria Nacional de Justia do Conselho Nacional de Justia (CNJ), no uso de suas atribuies constitucionais e regimentais, realizar inspees e correies nas serventias extrajudiciais, bem como desenvolver outras atividades inerentes sua competncia.

    Art.12. O exerccio da funo correicional ser permanente, ou por meio de correies e inspees ordinrias ou extraordinrias, gerais ou parciais, ou, ainda, por visitas correicionais.

    1. A correio ordinria peridica consiste na fiscalizao normal, prevista e efetivada segundo estas normas e leis de organizao judiciria.

    2. A correio extraordinria consiste na fiscalizao excepcional, realizvel a qualquer momento, podendo ser geral ou parcial, conforme abranja todas as unidades do servio notarial e de registro da comarca, ou apenas algumas.

    3. A visita correicional consiste na fiscalizao direcionada verificao de funcionamento da unidade, verificao de saneamento de irregularidades constatadas em correies anteriores ou ao exame de algum aspecto da regularidade ou da continuidade dos servios e dos atos praticados.

    Art.13. A Corregedoria Permanente das unidades do servio notarial e de registro caber aos Juzes a que a Lei de Organizao Judiciria do Estado do Piau e provimentos cometerem essa atribuio.

    Art.14. Compete aos Juzes Corregedores Permanentes apurar as infraes disciplinares ocorridas nas serventias extrajudiciais, bem como aplicar as penas correspondentes, conforme o prescrito na Lei n. 8.935/1994.

    . 1 As sindicncias e processos administrativos relativos s unidades do servio notarial e de registro sero presididos pelos Juzes Corregedores Permanentes a que, na atualidade do procedimento, estiverem subordinadas.

    2 As sindicncias e processos administrativos que, antes da edio deste provimento j tiverem sido autuados na Corregedoria Geral da Justia permanecero sendo processados neste rgo.

  • 20 CAPTULO 1 - DAS DISPOSIES GERAIS; DA FUNO CORREICIONAL; DAS DISPOSIES ESPECIAIS; DOS LIVROS E CLASSIFICADORES OBRIGA-TRIOS E DOS EMOLUMENTOS, CUSTAS E DESPESAS DAS UNIDADES DO SERVIO NOTARIAL E DE REGISTRO

    Art.15. O Corregedor Geral da Justia poder avocar as sindicncias ou processos administrativos, em qualquer fase, a pedido ou de ofcio, e designar Juzes Corregedores Processantes, para apurao das faltas disciplinares, com competncia para a prtica de todos os atos investigatrios, inclusive a elaborao de relatrio final.

    Pargrafo nico. Quando se tratar de avocao solicitada pelo Juiz Corregedor Permanente, o pedido respectivo dever ser minuciosamente fundamentado, com explicitao dos motivos que o justifiquem.

    Art.16. Instaurado procedimento administrativo contra notrio ou registrador, sob a forma de sindi-cncia ou de Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD), imediatamente ser remetida cpia do ato inaugural Corregedoria Geral da Justia, bem como a deciso final proferi-da, com cincia do delegado e certido indicativa do trnsito em julgado.

    Pargrafo nico. Quando, em autos e papis de que conhecer o Juiz Corregedor Permanente, verificar a exigncia de crime de ao pblica, remeter ao Ministrio Pblico as cpias e os documentos necessrios.

    Art.17. Ao trmino do procedimento ser aplicadal ao delegado a pena cabvel, na forma da Lei, sendo que a pena de perda da delegao de aplicao privativa do Corregedor Geral da Justia, podendo ser proposta pelo Juiz Corregedor Permanente.

    Pargrafo nico. Caso aplicada a pena de suspenso dever constar o perodo da mesma e se considerada cumprida, em virtude de afastamento preventivo do delegado.

    Art.18. Eventuais recursos devero ser entranhados nos autos originais e estes remetidos Correge-doria Geral da Justia.

    Art.19. Sem prejuzo da competncia dos Juzes Corregedores Permanentes, o Corregedor Geral da Justia poder aplicar originariamente as mesmas penas, bem como, enquanto no pres-crita a infrao, reexaminar, de ofcio ou mediante provocao, as decises absolutrias ou de arquivamento, impondo tambm as sanes adequadas.

    Art. 20. O Juiz Corregedor Permanente dever, uma vez por ano, de abril a maio, e relativa a todo o ano anterior, efetuar correio ordinria em todas as unidades do servio notarial e de registro, sujeitas sua fiscalizao correicional, lavrando-se o correspondente termo no livro prprio do qual ser remetida cpia Corregedoria Geral da Justia.

    1. Impossibilitada a realizao no perodo estabelecido no caput, a correio poder ser efetuada at o ms de junho do mesmo ano, devendo constar do relatrio a devida justificativa.

    2. O edital dever ser publicado com pelo menos 30 (trinta) dias de antecedncia, para conhecimento do pblico em geral.

    Art. 21. Ao assumir a Vara ou Comarca de que seja titular, no prazo de 30 (trinta) dias, o Magistrado far visita correicional em todas as unidades do servio notarial e de registro, sob sua cor-regedoria permanente, verificando a regularidade de seu funcionamento.

  • 21CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU

    1. Essa visita correicional independer de edital ou de qualquer outra providncia, devendo, apenas, ser lanado sucinto termo no livro de Visitas e Correies, sem prejuzo das determinaes que o Magistrado fizer no momento.

    2. Cpia desse termo ser encaminhada Corregedoria Geral da Justia no prazo de 30 (trinta) dias, observado o modelo disponibilizado, quando houver.

    Art. 22. Haver, em cada unidade do servio notarial e de registro, um livro de Visitas e Correi-es, onde sero lavrados os respectivos termos.

    Art. 23. Na ltima folha utilizada dos autos e livros que examinar, lanar o Juiz Corregedor o seu visto em correio que poder ser manuscrito ou em carimbo com data e assinatura.

    Art. 24. Em carter excepcional e autorizado pelo Corregedor Geral da Justia, poder o Juiz Corregedor Permanente determinar que livros e processos sejam transportados para onde estiver a fim de serem a examinados.

    Art. 25. Os delegados do servio notarial e de registro e os responsveis por serventias vagas so obrigados a exibir ao Juiz Corregedor, no incio das correies ou quando exigido, os seus ttulos e provises para o cargo, no quais sero apostos visto em correio.

    Art. 26. Ficaro disposio do Juiz Corregedor Permanente ou Juzes Corregedores, para os tra-balhos de correio, todos os delegados do servio notarial ou de registro e oficiais de justia da comarca, podendo, ainda, ser requisitada fora policial, caso necessrio.

    SEO III

    DAS DISPOSIES ESPECIAIS

    Art. 27. Os servios notariais e de registro sero prestados, de modo eficiente e adequado, em dias e horrios estabelecidos pelo Juiz Corregedor Permanente, sem prejuzo do poder norma-tivo da Corregedoria Geral da Justia, atendidas as peculiaridades locais, em local de fcil acesso ao pblico e que oferea segurana para a prestao do servio e o arquivamento de livros, dados e documentos.

    1. Cada servio notarial ou de registro funcionar em um s local, vedada instalao de sucursal ou representao.

    2. Observadas as normas locais, dever ser afixada, no lado externo de cada unidade de servio, placa indicativa com informao precisa da delegao a que se refere.

    3. O servio de registro civil das pessoas naturais ser prestado, tambm, nos sbados, domingos e feriados pelo sistema de planto, quando no houver expediente, sendo facultativo aos domingos, feriados e dias de paralisao das atividades forenses. Aos sbados o horrio de funcionamento ser das 9h s 12h.

    4. O atendimento ao pblico ser, no mnimo, de seis horas dirias. Na Comarca da

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    Capital e nas da Regio Metropolitana as unidades de notas e de registro funcionaro nos dias teis, no mnimo, das 9h s 17h horas, e, nas demais Comarcas do Estado vigorar o mesmo horrio ou outro que melhor atenda as necessidades locais e, por portaria, for estabelecido pelo Juiz Corregedor Permanente.

    5. Mediante portaria do Juiz Corregedor Permanente as unidades de registro de imveis do interior, que contarem com apenas dois escreventes, podero fechar o expediente para almoo das 12h s 13h.

    6. Observado o volume de servio aps o trmino do horrio de expediente ao pblico nas unidades de registro de imveis, ficam admitidas as ultimaes dos trabalhos de protocolizaes ou devolues de ttulos ou certides, desde que a apresentao eletrnica ou a presena dos usurios na unidade do servio tenha se dado at 17h.

    7 Encerrado o horrio de atendimento ao pblico em geral, as unidades do servio de protesto devem assegurar aos usurios sistema de planto, considerando o horrio dos servios forenses, para recepo de mandados de sustao judicial de protesto, observada a necessidade de lavratura do protesto no trduo legal.

    8. obrigao de cada delegado disponibilizar a adequada e eficiente prestao do servio pblico notarial ou de registro, mantendo instalaes, equipamentos, meios e procedimentos de trabalho dimensionados ao bom atendimento dos usurios, bem como nmero suficiente de prepostos.

    9. Ao Juiz Corregedor Permanente, observadas as peculiaridades locais e critrios de razoabilidade, inclusive, em relao receita da serventia, caber verificao da ocorrncia de padres necessrios ao atendimento deste item, em especial quanto a:

    I - local, condies de segurana, conforto e higiene da sede da unidade do servio notarial ou de registro;

    II - nmero mnimo de prepostos;

    III - adequao de mveis, utenslios, mquinas e equipamentos, fixando prazo para a regularizao, se for o caso;

    IV - acondicionamento, conservao e arquivamento adequados de livros, fichas, papeis e microfilmes, bem como utilizao de processos racionais que facilitem as buscas;

    V - adequao e segurana de softwares, dados e procedimentos de trabalho adotados, fixando, se for o caso, prazo para a regularizao ou a implantao;

    VI - fcil acessibilidade aos portadores de necessidades especiais, mediante existncia de local para atendimento no andar trreo, cujo acesso no contenha degraus ou, caso haja, disponha de rampa.

    VII - existncia de computador conectado Internet e de endereo eletrnico da

    CAPTULO 1 - DAS DISPOSIES GERAIS; DA FUNO CORREICIONAL; DAS DISPOSIES ESPECIAIS; DOS LIVROS E CLASSIFICADORES OBRIGA-TRIOS E DOS EMOLUMENTOS, CUSTAS E DESPESAS DAS UNIDADES DO SERVIO NOTARIAL E DE REGISTRO

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 23

    unidade para correspondncia por E-mail.

    10. O Juiz Corregedor Permanente, exceto na Comarca da Capital, ao realizar a visita correicional referida no art. 20, consignar no termo se esto observadas as determinaes do art. 27.

    11. Ao final de cada ano, quando da realizao de correio ordinria, o Juiz Corregedor Permanente analisar se as determinaes do art. 27 esto sendo cumpridas, consignando no termo da correio o que for necessrio para seu cumprimento ou aprimoramento.

    Art. 28. Na prestao dos servios delegados, os notrios e oficiais de registro devem:

    I - atender as partes com respeito, urbanidade, eficincia e presteza;

    II - atender por ordem de chegada, assegurado atendimento prioritrio s pessoas portadoras de deficincia fsica ou com mobilidade reduzida, pessoas com idade igual ou superior a sessenta anos, gestantes e pessoas com criana no colo, mediante garantia de lugar privilegiado em filas, distribuio de senhas com numerao adequada ao atendimento preferencial, alocao de espao para atendimento exclusivo no balco ou implantao de outro servio de atendimento personalizado;

    III - observar a igualdade de tratamento, vedado qualquer tipo de discriminao;

    IV - manter as instalaes limpas, sinalizadas, acessveis e adequadas ao servio ou atendimento, adotando, conforme e peculiaridade local exigir, medidas de proteo sade ou segurana dos usurios;

    V - observar as normas procedimentais e os prazos legais fixados para a prtica dos atos de seu ofcio;

    VI - guardar sigilo sobre a documentao e os assuntos de natureza reserva de que tenham conhecimento em razo do exerccio de sua profisso;

    VII - atender prioritariamente as requisio de papis, documentos, informaes ou providncias que lhe forem solicitadas pelas autoridades judicirias ou administrativas para a defesa das pessoas jurdicas de direito pblico em juzo;

    VIII - assegurar ao usurio as informaes precisas sobre o nome do delegado e dos prepostos que lhe atendem, procedimentos, formulrios e outros dados necessrios prestao dos servios.

    Pargrafo nico. No caso de prenotao de ttulo no registro de imveis, para cumprimento do princpio da prioridade, contido no art. 186, da Lei de Registros Pblicos (Lei n. 6.015/73), o atendimento ser efetuado rigorosamente pela ordem de chegada, independentemente do estado ou condio do apresentante.

    Art. 29. As serventias devero manter em suas dependncias, disposio dos interessados para consultas relacionadas aos servios prestados, edies atualizadas em formato de livro convencional ou eletrnico, da seguinte legislao:

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    I Constituio da Repblica Federativa do Brasil;

    II Constituio do Estado do Piau;

    III Cdigo Civil Brasileiro;

    IV Lei dos Registros Pblicos Lei n. 6.015, de 31 de dezembro de 1973;

    V Lei dos Notrios e Registradores Lei n. 8.935, de 18 de novembro de 1994;

    VI Normas da Corregedoria Geral da Justia.

    Pargrafo nico. Cada serventia, conforme sua especialidade possuir ainda, nas mesmas condies, exemplares atualizados das leis, regulamentos, resolues, provimentos, decises normativas, ordens de servio e quaisquer atos que digam respeito sua atividade, como a Lei de Protestos (Lei n. 9.492/1997), o Estatuto da Criana e do Adolescente, (Lei n. 8.069/1990), o Estatuto da Cidade (Lei n. 10.257/2001) e o Cdigo Tributrio do Municpio ou a Lei Municipal que regulamenta a cobrana do Imposto Sobre a Transmisso de Bens imveis (ITBI).

    Art. 30. As unidades do servio notarial e de registro devero possuir e escriturar todos os livros regulamentares, observadas as disposies gerais e especficas de cada uma.

    1. Na escriturao dos livros e certides, alm das normas gerais e das normas especficas de cada servio, observar-se- o seguinte:

    I a impresso ser feita com tinta preta, resoluo e designs grficos ostensivos e legveis, a fim de que sejam suficientes boa leitura e compreenso;

    II as folhas sero confeccionadas com papel de tamanho ofcio ou A-4, com gramatura no inferior a 75 g/m, salvo disposio expressa em contrrio ou quando adotado papel de segurana;

    III - a parte destinada impresso do texto no conter desenhos ou escritos de fundo que prejudiquem a leitura ou a nitidez da reproduo;

    IV os caracteres tero dimenso mnima equivalente das fontes Times New Roman 12 ou Arial 12;

    V o espaamento entre linhas (a quantidade de espao da parte inferior de uma linha do texto at a parte inferior da prxima linha do texto) ser de 1,5 linha (uma vez e meia maior que o espaamento simples entre linhas), salvo no caso de fichas de matrculas do registro de imveis confeccionadas em dimenso inferior, que podero tem espaamento simples.

    VI no alinhamento e justificao do texto sero observadas medidas, no inferiores, de 3,0 a 3,5 cm para a margem esquerda, 1,5 a 2,0 cm para a margem direita, 3,0 a 3,5 cm para a margem superior e 2,0 a 2,7 cm para a margem inferior, invertendo-se as medidas das margens direita e esquerda para impresso no verso da folha;

    VII a lavratura dos atos ser sempre iniciada em folha nova, sendo vedada a utilizao

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  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 25

    de uma mesma folha para a lavratura de atos distintos, total ou parcialmente;

    VIII o espao entre o encerramento do ato e a identificao dos signatrios ser o estritamente necessrio aposio das assinaturas;

    IX - o espao em branco aps as assinaturas, no verso e no anverso da folha, ser destinado s ano-taes ou averbaes, sendo vedado o uso de carimbo em branco ou qualquer forma de inutilizao.

    X - Fazer constar no encerramento do ato notarial e registral o valor efetivamente recebido pelo mes-mo, especificando sua destinao.

    2. facultada a utilizao dos versos das folhas dos livros dos Tabelionatos de Notas, para a lavratura de escrituras pblicas, desde que consignada no termo de abertura, observados os critrios de escriturao do 1 deste artigo, especialmente dos incisos VIII e IX.

    3. As folhas soltas dos livros ainda no encadernados devero ser guardadas em colecionadores, de onde somente podero ser retiradas na medida em que forem utilizadas.

    4. As folhas utilizadas devero ser guardadas em pasta prpria, correspondente ao livro a que pertenam, at a encadernao.

    5. Nos livros de folhas soltas, logo que concludos, lavrar-se- termo de encerramento, com imediata encadernao.

    Art. 31. Os papis utilizados para escriturao dos atos, certides ou traslados, tero fundo in-teiramente branco, salvo disposio expressa em contrrio ou quando adotados papel de segurana.

    Pargrafo nico. As certides devero ser fornecidas em papel e mediante escrita que permitam a sua reproduo por fotocpia ou outro processo equivalente.

    Art. 32. vedado o uso de borracha, detergente ou raspagem por qualquer meio, mecnico ou qumico para correo de texto.

    Pargrafo nico. Devero ser evitadas anotaes a lpis nos livros, mesmo que a ttulo provisrio.

    Art. 33. A redao dos atos se far em linguagem clara, precisa e lgica, mantida a ordem cronol-gica, evitando-se na escriturao erros, omisses, rasuras ou entrelinhas e, caso ocorram, devem ser ressalvadas no final do instrumento, antes das assinaturas e subscries, de forma legvel e autenticada.

    1. Mesmo que ressalvadas, ficam proibidas as entrelinhas que afetem elementos essenciais do ato, como, por exemplo, o preo, o objeto, as modalidades de negcio jurdico, dados inteiramente modificadores da identidade das partes e a forma de pagamento.

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    2. Na redao dos atos, aos enganos cometidos, seguir-se- a palavra digo, prosseguindo-se corretamente, aps repetir a ltima palavra correta.

    3. Os nomes so compostos por prenome e sobrenome, salvo nome empresarial, sendo vedadas abreviaturas de nome civil, em atos e termos notariais e registrais.

    4. As siglas menos conhecidas sero precedidas da grafia por extenso e os algarismos que dizem respeito aos valores envolvidos no negcio, s medidas lineares e de superfcie sero seguidos dos respectivos extensos, entre parnteses.

    5. Ressalvas, adies e emendas no efetuadas no ato, na forma dos itens anteriores, s podero ser efetuadas em cumprimento de decises judiciais, nos termos das disposies legais de registros pblicos, atinentes a retificaes, restauraes e suprimentos (Lei n. 6.015/73, arts. 40 e 109 a 122), ou em decorrncia de retificao administrativa (Lei n.6.015/73, art. 213; Resoluo CNJ n. 35/07, art. 13).

    6. Reputam-se inexistentes e sem efeitos jurdicos quaisquer emendas ou alteraes posteriores, no ressalvadas ou no lanadas na forma acima indicada (Lei n. 6.015/73, art. 41).

    7. Na hiptese de erro material (por exemplo: numerao de documentos ou endereo das partes), a falha poder ser sanada mediante certido subscrita pelo delegado, lanada aps as assinaturas das partes.

    Art. 34. As assinaturas devero ser apostas logo aps a lavratura do ato, no se admitindo espaos em branco, e devendo todos os que no houverem sido aproveitados ser inutilizados com traos horizontais ou diagonais, ou com uma sequncia de traos e pontos.

    Art. 35. vedado abrir e escriturar novos livros, enquanto no encerrados os anteriores. Poder, no entanto, ser aberto novo livro, da mesma natureza, quando utilizado mais de noventa por cento (90%) do que estiver em uso.

    Pargrafo nico. vedado manter livro paralisado por perodo superior a trinta (30) dias, com uso concomitante de outro com a mesma finalidade, j que tal situao possibilita a prtica de atos com datas anteriores sua efetivao. Havendo livros nessa condio dever o delegado promover seu encerramento, podendo ser reaberto quando se verificar a ocorrncia prevista no caput.

    Art. 36. O extravio, ou danificao que impea a leitura e o uso, no todo ou em parte, de qualquer livro, folha, carimbo, documento, banco de dados ou de imagens do servio extrajudicial de notas e de registro dever ser imediatamente comunicado ao Juiz Corregedor Perma-nente e Corregedoria Geral da Justia.

    1. vedada a abertura de nova matrcula para imvel tendo como base apenas certido de matrcula, de transcrio, ou de inscrio expedida pela mesma unidade do servio extrajudicial de registro de imveis em que a nova matrcula ser aberta, sem que se promova a prvia conferncia da existncia e do inteiro teor da precedente matrcula, transcrio ou inscrio contida no livro prprio.

    CAPTULO 1 - DAS DISPOSIES GERAIS; DA FUNO CORREICIONAL; DAS DISPOSIES ESPECIAIS; DOS LIVROS E CLASSIFICADORES OBRIGA-TRIOS E DOS EMOLUMENTOS, CUSTAS E DESPESAS DAS UNIDADES DO SERVIO NOTARIAL E DE REGISTRO

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 27

    I - Em se tratando de registro anterior de imvel efetuado em outra circunscrio, aplicarse para a abertura de matrcula o disposto nos artigos 229 e 230 da Lei n. 6.015/1973, com arquivamento da respectiva certido atualizada daquele registro.

    2. vedada a abertura pelo Oficial de Registro de Imveis, no Livro n. 2 Registro Geral, de matrculas para imveis distintos com uso do mesmo nmero de ordem, ainda que seguido da aposio de letra do alfabeto (ex. matrcula 1, matrcula 1A, matrcula 1B etc.). vedada a prtica no Livro n. 3 Registro Auxiliar, do Servio de Registro de Imveis, de ato que no lhe for atribudo por lei.

    I - O Oficial de Registro de Imveis que mantiver em sua serventia matrculas para imveis com o mesmo nmero de ordem, ainda que seguido da aposio de letra do alfabeto, dever comunicar o fato Corregedoria Geral da Justia, com identificao expressa de cada uma dessas matrculas e do imvel a que se refere para a adoo das providncias cabveis.

    II - vedada a expedio de nova certido de inteiro teor ou de parte de registro de imvel (transcrio, inscrio, matrcula e averbao) tendo como nica fonte de consulta anterior certido expedida por unidade do servio extrajudicial.

    III Sendo impossvel a verificao da correspondncia entre o teor da certido j expedida e a respectiva matrcula, transcrio ou inscrio mediante consulta do livro em que contido o ato de que essa certido foi extrada, por encontrarse o livro (encadernado ou escriturado por meio de fichas), no todo ou em parte, extraviado ou deteriorado de forma a impedir sua leitura, dever o Oficial da unidade do Registro de Imveis em que expedida a certido, para a realizao de novos registros e averbaes e para a expedio de novas certides, promover a prvia restaurao da matrcula, transcrio ou inscrio mediante autorizao do Juiz Corregedor competente.

    IV - A autorizao para restaurao de livro do servio extrajudicial de notas e de registro, extraviado ou danificado, dever ser solicitada, ao Juiz Corregedor Permanente a que se refere o art. 1 deste Cdigo, pelo Oficial de Registro ou Tabelio competente para a restaurao, e poder ser requerida pelos demais interessados.

    V - A restaurao poder ter por objeto o todo ou parte do livro que se encontrar extraviado ou deteriorado, ou registro ou ato notarial especfico.

    3. Uma vez autorizada pelo Juiz Corregedor competente, se for possvel vista dos elementos constantes dos ndices, arquivos das unidades do servio extrajudicial de notas e de registro e dos traslados, certides e outros documentos apresentados pelo Oficial de Registro, ou pelo Tabelio, e pelos demais interessados, a restaurao do livro extraviado ou danificado, ou de registro ou ato notarial, ser efetuada desde logo pelo Oficial de Registro ou pelo Tabelio.

    4 - Para a instruo do procedimento de autorizao de restaurao poder o Juiz Corregedor competente requisitar, de Oficial de Registro e de Tabelio de Notas, novas certides e cpias de livros, assim como cpias de outros documentos

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    arquivados na serventia.

    5. A restaurao do assentamento no Registro Civil a que se refere o artigo 109, e seus pargrafos, da Lei n. 6.015/73 poder ser requerida perante o Juzo do foro do domiclio da pessoa legitimada para pleitela e ser processada na forma prevista na referida lei e nas normas editadas pela Corregedoria Geral da Justia do Estado em que formulado e processado o requerimento. Quando proveniente de jurisdio diversa, o mandado autorizando a restaurao dever receber o cumprase do Juiz Corregedor a que estiver subordinado o Registro Civil das Pessoas Naturais em que lavrado o assento a ser restaurado.

    Art.37. Os delegados do servio notarial e de registro devero manter em segurana, sob sua guar-da e em local adequado, ou em casa-forte ou Data Center localizado no pas, devidamente ordenados, os livros, microfilmes, base de dados e documentos necessrios prestao do servio notarial e de registro, respondendo por sua segurana, ordem e conservao.

    1. No procedimento de microfilmagem, devero ser atendidos os requisitos da Lei n. 5.433, de 8 de maio de 1968, do Decreto n. 1.799, de 30 de janeiro de 1996 e da Portaria n. 12, de 8 de junho de 2009, da Secretaria Nacional de Justia, do Ministrio da Justia, devendo ser mantida cpia de segurana em local diverso da serventia, cujo endereo ser comunicado ao Juiz Corregedor Permanente e mantido atualizado, em caso de alteraes.

    2. No procedimento de digitalizao devero ser obrigatoriamente observadas as seguintes etapas:

    I os documentos que daro suporte prtica dos atos registrais que no forem nativamente eletrnicos, ou os que decorrerem desses atos, devero ser digitalizados por meio de processo de captura digital, a partir dos documentos originais. A captura dever, necessariamente, gerar representantes digitais de alta e baixa resolues, denominados respectivamente, matrizes e derivadas, conforme Recomendaes para Digitalizao de Documentos Arquivsticos Permanentes, publicadas pelo Conselho Nacional de Arquivos - CONARQ (2010);

    II - Para a gerao de matrizes e derivadas em formatos de arquivo digitais devero ser sempre adotados os formatos abertos (open sources), previstos no Documento de Referncia e-PING (2012) e em suas atualizaes;

    III os arquivos decorrentes da digitalizao de documentos em substituio ao arquivamento de vias originais sero assinados digitalmente pelo titular da delegao, ou seu substituto, ou preposto devidamente autorizado, mediante uso de certificado digital ICP-Brasil, inclusive com a incluso de carimbo de tempo;

    IV - a indexao dos documentos digitais ou digitalizados ser feita, no mnimo, com referncia aos atos (livro, folha e nmero ou nmero da prenotao) onde foram utilizados ou em razo do qual foram produzidos, de modo a facilitar sua localizao e conferncia, por sistema de Gerenciamento Eletrnico de Documentos (GED).

    3. Todos os dados e imagens devero ser armazenados de forma segura e eficiente,

    CAPTULO 1 - DAS DISPOSIES GERAIS; DA FUNO CORREICIONAL; DAS DISPOSIES ESPECIAIS; DOS LIVROS E CLASSIFICADORES OBRIGA-TRIOS E DOS EMOLUMENTOS, CUSTAS E DESPESAS DAS UNIDADES DO SERVIO NOTARIAL E DE REGISTRO

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 29

    que garanta fcil localizao, preservao, integridade e que atenda Plano de Continuidade de Negcio (PCN), mediante solues comprovadamente eficazes de Recuperao de Desastres (DR Disaster Recorevy), entre eles, testes peridicos.

    I - O arquivo redundante (backup) dever ser gravado em mdia digital segura, local ou remota, com cpia fora do local da unidade de servio, em Data Center localizado no Pas, que cumpra requisitos internacionais de segurana, disponibilidade, densidade e conectividade. O endereo do Data Center e o endereo de rede (endereo lgico IP) devero ser comunicados ao Juiz Corregedor Permanente da Comarca e mantidos atualizados, em caso de alteraes.

    II - Facultativamente, e sem prejuzo do armazenamento em backup, fica autorizado o armazenamento sincronizado em servidor dedicado ou virtual, em nuvem privada (private cloud), desde que localizados em Data Center do Pas, cujos endereos sero, igualmente, comunicados ao Juiz Corregedor Permanente da Comarca.

    4. Os documentos em meio fsico apresentados para lavratura de atos registrais devero ser devolvidos s partes, aps a digitalizao.

    5. Os documentos em meios fsicos arquivados nas unidades do servio devero ser microfilmados ou digitalizados, observados no caso de digitalizao, os requisitos estabelecidos no 3, I, II, III, deste artigo, quando, ento, podero ser destrudos por processo de triturao ou fragmentao de papel, resguardados e preservados o interesse histrico e o sigilo.

    6. vedada a incinerao dos documentos em papel, que devero ser destinados reciclagem, mediante coleta seletiva ou doao para associaes de catadores de papel ou entidades sem fins lucrativos.

    Art. 38. Todos os atos devero ser escriturados e assinados com tinta preta ou azul, indelvel, lanando-se diante de cada assinatura, pelo prprio subscritor, o seu nome por extenso e de forma legvel.

    Art. 39. Na lavratura de escrituras e termos para registro devem-se qualificar precisamente as par-tes envolvidas, inclusive testemunhas, com endereo completo (rua, nmero, complemen-to, bairro, cidade e estado), sendo vedado utilizar expresses genricas como residentes nesta cidade ou residentes no distrito.

    1. Na qualificao do comparecente, se houver, poder tambm ser declinado o seu endereo eletrnico (e-mail).

    2. As testemunhas e as pessoas que assinam a rogo devem ser qualificadas com indicao do nome, do nmero do documento de identificao, nacionalidade, estado civil, idade ou maioridade, profisso e endereo completo.

    3. expressamente vedada aos notrios e registradores a coleta de assinaturas das partes ou de comparecentes em atos inacabados ou folhas em branco, total ou parcialmente, sob pretexto de confiana, seja qual for o motivo alegado.

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    Art. 40. Se qualquer dos intervenientes no ato no souber a lngua nacional e o notrio ou registra-dor no entender o idioma em que se expressa, dever comparecer tradutor pblico para servir de intrprete, ou, no o havendo na localidade, outra pessoa capaz que, a juzo do delegado, tenha idoneidade e conhecimento bastantes, cuja circunstncia dever ser expressamente consignada no ato.

    Art. 41. Se algum dos intervenientes no for conhecido do notrio ou do registrador e nem puder identificar-se por documento de identificao legalmente aceito devero participar do ato, pelo menos, duas testemunhas que o conheam e expressamente atestem sua identi-dade, sob as penas da lei, cujas testemunhas devero ser devidamente advertidas de sua responsabilidade civil e penal na identificao do comparecente. A advertncia dever ser consignada no ato de forma circunstancida e devidamente assinadas por todos os partici-pantes.

    Art. 42. A prtica de ato por procurador ser mencionada no termo, com indicao do cartrio, livro, folha, data da lavratura e data da expedio da certido ou do traslado da procura-o, se por instrumento pblico. A procurao deve ser arquivada em pasta prpria e nela anotados o livro e as folhas onde foi utilizada.

    1. Somente sero aceitas procuraes pblicas por traslado ou certido expedido a menos de noventa (90) dias ou apresentao da certido atualizada de no revogao das mesmas. Quando tiver sido lavrada em comarca diversa, o original dever ter a firma do tabelio subscritor reconhecida por tabelio da mesma localidade onde o ato ser praticado, salvo se tiver carto de autgrafos arquivado na serventia.

    2. Quando se tratar de instrumento particular, o original dever ter sua firma reconhecida em tabelio de notas da mesma localidade da serventia onde o ato ser praticado, ou que tenha carto de autgrafos arquivado na serventia.

    3. No sero aceitas procuraes por instrumentos particulares para transmisso (doao, venda e compra etc.) ou onerao de direitos reais imobilirios (alienao fiduciria, hipoteca etc.).

    Art. 43. Se algum no puder ou no souber assinar, o delegado do servio notarial e de registro ou preposto autorizado assim o declarar, assinando, por ele e a seu rogo, uma pessoa capaz, colhida a impresso digital do impossibilitado de assinar, sempre que possvel do polegar direito, exclusivamente com a utilizao de coletores de impresses digitais, vedado o emprego de tinta para carimbo, mediante presso leve, de maneira a se obter a indispen-svel nitidez, com anotao dessas circunstncias no corpo do termo.

    1. Recomenda-se, por cautela, a coleta de impresses datiloscpicas das pessoas que assinam mal, demonstrando pouco ou no saber ler ou escrever, dispensada nesta hiptese assinatura rogo por outra pessoa.

    2. Em torno de cada impresso datiloscpica dever ser escrito por extenso o nome do identificado.

    Art. 44. Quando ao ato intervier pessoa cega ou com viso subnormal, o notrio ou registrador cer-

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  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 31

    tificar que o deficiente visual apresentou cdula de identidade, anotando-se o nmero e o rgo expedidor, ao tempo em que dever fazer-lhe a leitura do documento, verificando suas condies pessoais para compreenso do contedo, fazendo ainda constar a assinatu-ra de duas testemunhas e do prprio interessado, se souber assinar.

    Art. 45. As assinaturas constantes dos termos so aquelas usuais das partes, devendo os notrios e registradores, por cautela e para facilitar a identificao futura, fazer constar, junto s assinaturas, os nomes por inteiro, exarados em letra de forma ou pelo mesmo meio de impresso do termo, podendo, ainda, colher ao lado as assinaturas por extenso.

    Art. 46. Ao expedir certides ou traslados, o delegado do servio notarial e de registro dar a sua f pblica do que constar ou no dos livros ou papis a seu cargo, consignando o nmero e a pgina do livro onde se encontra o assento.

    Art. 47. Os delegados do servio notarial e de registro e seus prepostos so obrigados a lavrar certides do que lhes for requerido ou solicitado e a fornecer s partes as informaes solicitadas, salvo disposio expressa em contrrio.

    1. A solicitao de certides e de informaes notariais e registrais podero ser feitas pessoalmente ou por via eletrnica por meio das respectivas Centrais de Servios Eletrnicos Compartilhados.

    Art. 48. Qualquer pessoa pode solicitar certido ou informao notarial ou registral, sem informar ao tabelio ou oficial registrador ou seus prepostos o motivo ou interesse do pedido.

    Art. 49. O acesso ou envio de informaes aos registros pblicos e notas, quando forem realizados por meio da rede mundial de computadores (Internet) ou feitos sob a forma de documento eletrnico, devero ser assinados com uso de certificado digital, que atender os requisi-tos da Infraestrutura de Chaves Pblicas Brasileira (ICP-Brasil) e aos padres definidos na Arquitetura de Interoperabilidade do Governo Eletrnico (e-PING).

    Art. 50. A certido ser lavrada independentemente de despacho judicial, ressalvados os atos sob o sigilo judicial ou fiscal e as vedaes legais, devendo mencionar o livro do assento ou o documento arquivado, bem como a data de sua expedio e o termo final do perodo abrangido pela pesquisa.

    Art. 51. A certido ser lavrada em inteiro teor, em resumo, ou em relatrio, conforme quesitos, e devidamente autenticada pelo oficial ou seus substitutos legais, no podendo ser retarda-da por mais de cinco (05) dias.

    Art. 52. obrigatrio o fornecimento de protocolo do respectivo requerimento, do qual dever constar a data deste, a prevista para a entrega da certido e o valor dos emolumentos cobrados.

    Art. 53. vedada a prtica de propaganda comercial por parte das serventias notariais e de re-gistro, ressalvadas somente as de cunho meramente informativo, como a divulgao da denominao da serventia, seu endereo, nome do delegado e de seus prepostos e o tipo de servios que presta.

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    1. As pginas na Internet (home page) das serventias de notas e de registro observaro o seguinte:

    I - no permitida a divulgao de qualquer informao de cunho comercial;

    II - vedada a oferta de servios especiais.

    2. A pgina esclarecer ao pblico os atos que so praticados pela serventia, podendo conter:

    I - Links de sites oficiais;

    II tabelas de custas e clculos de emolumentos;

    III - endereos eletrnicos do delegado e seus prepostos (e-mails);

    IV - horrio de funcionamento e endereo da serventia;

    V - indicao da qualificao do titular e dos prepostos;

    VI modelos de contratos e requerimentos;

    VII Links das Centrais de Servios Eletrnicos, inclusive iframe,

    VIII - notcias e informaes voltadas a divulgar a funo notarial ou registral.

    3. A serventia dever comunicar, to logo implantada, o endereo de sua home page Corregedoria Geral da Justia, que poder disponibiliz-las em seu Portal oficial, por meio de links.

    4. A Corregedoria Geral da Justia examinar o contedo do site e, uma vez constatada qualquer irregularidade que configure conduta atentatria s instituies notariais ou de registro ou que desatenda as normas estabelecidas, determinar a imediata desativao da pgina at sua completa adequao.

    Art. 54. Ao delegado vedado funcionar nos atos em que figure como parte, procurador ou re-presentante legal, ou de interesse de seu cnjuge ou de parentes, na linha reta, ou na colateral, consanguneos ou afins, at o terceiro grau.

    Art. 55. O exerccio da atividade notarial e de registro incompatvel com a de corretor de im-veis, advocacia, ou da intermediao de seus servios ou o de qualquer cargo, emprego ou funo pblicos, ainda que em comisso.

    Pargrafo nico. A diplomao, na hiptese de mandato eletivo, e a posse, nos demais casos, implicaro no afastamento da atividade,

    SEO IV

    CAPTULO 1 - DAS DISPOSIES GERAIS; DA FUNO CORREICIONAL; DAS DISPOSIES ESPECIAIS; DOS LIVROS E CLASSIFICADORES OBRIGA-TRIOS E DOS EMOLUMENTOS, CUSTAS E DESPESAS DAS UNIDADES DO SERVIO NOTARIAL E DE REGISTRO

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 33

    DOS LIVROS E CLASSIFICADORES OBRIGATRIOS

    Subseo I

    Dos Livros Obrigatrios

    Art. 56. As unidades do servio notarial e de registro possuiro os seguintes livros:

    I - Normas de Servio da Corregedoria Geral da Justia;

    II - Registro Dirio da Receita e da Despesa;

    III - Protocolo;

    IV - e Correies;

    Art. 57. Os livros obrigatrios sero abertos, numerados, autenticados e encerrados pelo delegado, podendo ser utilizado, para tal fim, processo mecnico de autenticao.

    Art. 58. O termo de abertura dever conter o nmero do livro, o fim a que se destina, o nmero de folhas que contm, o nome do delegado do servio notarial e de registro responsvel, a declarao de que todas as suas folhas esto rubricadas e o fecho, com data e assinatura.

    Art. 59. de exclusiva responsabilidade do delegado o controle da frequncia, assiduidade e pon-tualidade de seus prepostos.

    Art. 60. O livro Registro Dirio da Receita e da Despesa ser escriturado pelo Delegado, sendo direta sua responsabilidade, ainda que a tarefa seja entregue a preposto, e dever ser mantido na serventia, somente podendo dela sair mediante expressa autorizao do Juiz Corregedor Permanente, que dever ser arquivada.

    Art. 61. O livro de que trata o item anterior poder ser impresso e encadernado, ou de folhas sol-tas, estas, com nmero fixo ou quantas bastem para a escriturao anual, ou ainda apenas no formato eletrnico, desde que preencha os requisitos de assinatura eletrnica no pa-dro ICP-Brasil, inclusive com incluso de carimbo do tempo. Em qualquer caso, as folhas sero divididas em colunas, para anotao da data, do histrico da receita ou da despesa, obedecido o modelo usual, em forma contbil.

    Art. 62. O histrico dos lanamentos ser sucinto, mas dever permitir, sempre, a identificao do ato que ensejou a cobrana ou a natureza da despesa.

    Art. 63. Os lanamentos compreendero to-somente os emolumentos percebidos como receita do delegado do servio notarial ou de registro, pelos atos praticados, de acordo com a lei e com a tabela de custas e emolumentos, no devendo ser includas as partes destinadas ao Fundo Especial de Reaparelhamento e Modernizao do Poder Judicirio (FERMOJUPI), bem como outras quantias recebidas em depsito para a prtica futura de atos.

    Art. 64. No lanamento da receita, alm do seu montante, haver referncia ao nmero do ato, ou do livro e da folha em que praticado, ou do protocolo, de forma que possibilite sempre a

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    sua identificao.

    Pargrafo nico. Dever ser elaborada em paralelo, ainda, relao auxiliar diria, ou semanal para as serventias de pequeno movimento, de todos os atos praticados, contendo remisso individual ao Livro Protocolo (Unidades do servio de registro de imveis, ttulos e documentos, registro civil das pessoas jurdicas e protesto) ou, na sua falta (Unidades do servio notarial e de registro civil das pessoas naturais), ao livro em que lanados. Da referida relao devero constar tambm os valores dos emolumentos, em colunas separadas para cada parte a que se destina (receita do delegado e FERMOJUPI).

    Art. 65. Admite-se apenas o lanamento das despesas relacionadas com a unidade do servio nota-rial e de registro, sem restrio.

    Art. 66. A receita ser lanada no livro Dirio no dia da prtica do ato, mesmo que o delegado do servio notarial e de registro no tenha ainda recebido os emolumentos.

    1. Considera-se o dia da prtica do ato o do apontamento do ttulo, para o servio de protesto de ttulos; o da lavratura do ato notarial com a coleta das assinaturas pertinentes, para o servio de notas; o do registro ou averbao, para os servios de registros de imveis, ttulos e documentos e civil de pessoa jurdica; e o do pedido da habilitao para o casamento, ou da lavratura dos assentos de nascimento ou bito, para o servio de registro civil das pessoas naturais.

    2. Nos casos em que se admitir depsito prvio, este dever ser escriturado em livro prprio, ainda que eletrnico, especialmente aberto para o controle dessas importncias recebidas a esse ttulo, at que sejam os depsitos convertidos em emolumentos, ou devolvidos, conforme o caso.

    3. Fica dispensado o lanamento no Livro Dirio da Receita e da Despesa dos atos em que o notrio ou registrador dispensar a cobrana de sua parte dos emolumentos, o que, todavia, no dispensa o recolhimento de receita devida ao FERMOJUPI e sua cotao no ato notarial ou registral praticado, bem como a respectiva referncia na relao auxiliar diria ou semanal.

    Art. 67. A despesa ser lanada no dia em que se efetivar, arquivando-se os comprovantes respec-tivos em pasta prpria.

    Art. 68. Ao final do ms, sero somadas a receita e a despesa, apurando-se separadamente a renda lquida ou o dficit de cada unidade do servio notarial e de registro.

    Art. 69. Ao final do ano, ser feito o balano, indicando-se a receita, a despesa e o lquido ms a ms, apurando-se, em seguida, a renda lquida ou o dficit de cada unidade do servio notarial e de registro no respectivo exerccio.

    Art. 70. As informaes contbeis e fiscais escrituradas no Livro Dirio da Receita e da Despesa gozam da proteo do sigilo fiscal e a exibio ao Juiz Corregedor Permanente do livro e dos comprovantes de lanamentos das despesas, se revestir sempre do mesmo carter sigiloso.

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  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 35

    Art. 71. Podero os delegados do servio notarial e de registro tambm adotar outro livro contbil, para fins de recolhimento do Imposto sobre a Renda (IR), obedecida a legislao especfi-ca, o que no dispensa o livro Registro Dirio da Receita e da Despesa, ora disciplinado.

    Art. 72. Haver livro Protocolo, com tantos desdobramentos quantos recomendem a natureza e o movimento da unidade do servio notarial e de registro, destinado ao registro nos casos de entrega ou remessa, que no impliquem devoluo.

    Art. 73. No livro de Visitas e Correies sero transcritos integralmente os termos das correies que forem realizadas pelo Juiz Corregedor Permanente ou pelo Corregedor Geral da Justi-a.

    Pargrafo nico. Este livro, cumprindo os requisitos dos demais livros obrigatrios, dever ser organizado em folhas soltas, em nmero de cinquenta (50).

    Subseo II

    Dos Classificadores Obrigatrios

    Art. 74. As unidades do servio notarial e de registro possuiro os seguintes classificadores:

    I - para atos normativos e decises da Corregedoria Geral da Justia;

    II - para atos normativos e decises da Corregedoria Permanente;

    III - para arquivamento dos documentos relativos vida funcional do delegado e seus prepostos;

    IV - para cpias de ofcios expedidos;

    V - para ofcios recebidos;

    VI - para guias de recolhimento de imposto sobre a renda retido na fonte;

    VII - para as guias de recolhimento do FERMOJUPI;

    VIII - para folhas de pagamento dos prepostos, cpias de dissdios trabalhistas e acordos salariais.

    1. Os classificadores referidos nos incisos I, II e III reuniro apenas os atos e decises de interesse da unidade do servio notarial ou de registro, com ndice por assunto.

    2. O classificador a que alude o inciso IV destina-se ao arquivamento, em ordem cronolgica, das cpias de ofcios expedidos, dispondo de ndice e numerao;

    3. O classificador referido na o inciso V destina-se ao arquivamento, em ordem cronolgica, dos ofcios recebidos, dispondo cada um de numerao e, quando for o caso, certido do atendimento, mantido ndice;

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    4. No classificador referido no inciso VI devero ser arquivados os comprovantes de reteno do imposto de renda dos prepostos e de prestadores de servio.

    5. No classificador referido no inciso VII devero ser arquivados os comprovantes dos recolhimentos de valores a ttulo de Fundo de Garantia por Tempo de Servio (FGTS) e contribuio previdenciria ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

    Art. 75. Os arquivos previstos neste Cdigo de Normas e mantidos pelos notrios e registradores podero ser feitos diretamente por meio eletrnico, base de dados, ou microfilmados, ou digitalizados e gravados eletronicamente, salvo quando ato normativo exigir o arquiva-mento do original.

    SEO V

    DOS EMOLUMENTOS, CUSTAS E DESPESAS DAS UNIDADES DO SERVIO NOTARIAL E DE REGISTRO

    Subseo I

    Das Disposies Gerais

    Art. 76. O pagamento das custas, despesas e emolumentos, quando previstos em lei, ser feito di-retamente ao delegado do servio notarial e de registro, que dever passar cota e obriga-toriamente emitir recibo, acompanhado de contra-recibo, com especificao das parcelas relativas aos emolumentos, custas, contribuies e quaisquer outras despesas autorizadas.

    1. A cota-recibo, que obedecer ao modelo padronizado, poder ser aposta nos documentos por carimbo e subscrita pelo delegado do servio notarial e de registro, um de seus substitutos ou por preposto designado para tanto.

    2. Nos reconhecimentos de firma e nas autenticaes de documentos, a cota-recibo ser substituda pela incluso, nos carimbos utilizados, do valor total recebido na unidade do servio notarial ou de registro para a prtica dos atos (ex.: valor recebido: por firma, R$ ____; valor recebido pela autenticao: R$ ____).

    Art. 77. At valor total previsto na tabela vigente poder o delegado do servio notarial e de regis-tro exigir depsito prvio para a prtica de atos solicitados, entregando recibo de depsito provisrio.

    1. Praticados os atos solicitados, o valor depositado converter-se- em pagamento. Nesse caso, ser lavrada, quando for o caso, cota-recibo margem do ato praticado, e expedido recibo definitivo do valor pago, devolvendo-se, tambm, eventual saldo ao interessado.

    Art. 78. Alm da cota-recibo a que se refere o art. 77, os delegados do servio notarial e de regis-tro daro recibo de que constaro, obrigatoriamente, sua identificao e a do subscritor, a declarao do recebimento e o montante total e discriminado dos valores pagos.

    CAPTULO 1 - DAS DISPOSIES GERAIS; DA FUNO CORREICIONAL; DAS DISPOSIES ESPECIAIS; DOS LIVROS E CLASSIFICADORES OBRIGA-TRIOS E DOS EMOLUMENTOS, CUSTAS E DESPESAS DAS UNIDADES DO SERVIO NOTARIAL E DE REGISTRO

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 37

    1. Sero mantidos, por cinco (05) anos, os arquivamentos de cpias dos recibos, alm dos contra-recibos, comprobatrios de entrega do recibo de pagamento dos atos praticados ao interessado, podendo ser microfilmados ou digitalizados.

    2. As disposies dos arts. 77 e 78, relativamente expedio de recibos e de contra-recibos, no se aplicam ao servio de protestos de ttulos, e aos atos de reconhecimento de firmas e de autenticao de cpias de documentos.

    Art. 79. Dentro do prazo de quinze (15) dias da publicao de qualquer tabela que lhes diga res-peito, os delegados do servio notarial e de registro a afixaro na sede da unidade, em lugar bem visvel e franqueado ao pblico, alm dos dispositivos fixados pela legislao especfica e por atos normativos da Corregedoria Geral da Justia.

    Pargrafo nico. Sempre que forem alteradas ou divulgadas novas tabelas, estas no se aplicaro aos atos extrajudiciais j solicitados ao delegado do servio notarial e de registro, tenha havido ou no depsito total ou parcial das custas e emolumentos previstos.

    Art. 80. Para o clculo de custas e emolumentos, em vista do enquadramento nas respectivas tabe-las, prevalecer, dentre os parmetros seguintes, o valor que for maior: 1) preo ou valor econmico do negcio jurdico declarado pelas partes; 2) valor tributrio do imvel, esta-belecido no ltimo lanamento da Prefeitura Municipal, para efeito de cobrana do IPTU para terrenos urbanos, ou o valor de avaliao do imvel rural aceito pelo rgo federal competente; 3) base de clculo utilizada para o recolhimento do Imposto de Transmisso de bens imveis.

    Pargrafo nico. Nos casos em que, por fora de lei, devam ser utilizados valores decorrentes de avaliao judicial ou fiscal estes sero os valores considerados.

    Art. 81. vedado cobrar emolumentos em decorrncia da prtica de ato de retificao ou que teve de ser refeito ou renovado em razo de erro imputvel aos respectivos servios notariais e de registro.

    Art. 82. A qualquer interessado, sero prestados esclarecimentos sobre a aplicao da tabela no cl-culo dos emolumentos, bem como sobre o valor de cada servio executado ou a executar.

    Art. 83. O delegado do servio notarial e de registro poder formular consulta por escrito ao Juiz Corregedor Permanente para dirimir dvida de carter genrico sobre cobrana de custas, emolumentos, contribuies e despesas ou sobre concesso de gratuidade, no prazo de trs dias da apresentao documento a ser lavrado ou registrado.

    Art. 84. A assistncia judiciria gratuita um benefcio de cunho eminentemente pessoal, no abran-gendo outras partes para as quais no houve a expressa concesso de gratuidade pela Autoridade Judiciria.

    1. So gratuitos os atos praticados em cumprimento de mandados judiciais expedidos em favor da parte beneficiria da justia gratuita, sempre que sua abrangncia for expressamente determinada pelo Juzo para os atos notariais e registrais e o ttulo for apresentado dentro do prazo mximo de cinco (05) anos de sua expedio.

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    2. Nos demais ttulos judiciais, onde houver a concesso da assistncia judiciria gratuita, a abrangncia da iseno incidir sobre custas e contribuies.

    Subseo II

    Das Reclamaes e Recursos Sobre Emolumentos, Custas e Despesas das Unidades do Servio Notarial e de Registro

    Art. 85. A parte interessada poder oferecer reclamao escrita ao Juiz Corregedor Permanente contra a indevida cobrana de custas, emolumentos, contribuies e despesas.

    Art. 86. Ouvido o reclamado, em quarenta e oito (48) horas, o Juiz Corregedor Permanente, em igual prazo, proferir a deciso.

    Art. 87. Da deciso do Juiz caber recurso, no prazo de cinco (05) dias, ao Corregedor Geral da Justia.

    Art. 88. Sem prejuzo de responsabilidade disciplinar, os delegados do servio notarial ou de regis-tro que, dolosamente, receberem custas, emolumentos, contribuies e despesas indevi-das e excessivas ou infringirem as disposies legais pertinentes sero punidos com multa, nos limites previstos em lei, imposta de ofcio ou a requerimento de qualquer interessado, pelo Juiz Corregedor Permanente, ou pelo Corregedor Geral da Justia , alm da obrigao de restituir em dobro a importncia cobrada em excesso ou indevidamente.

    Art. 89. A multa ser recolhida ao FERMOJUPI, devendo seu recolhimento, bem como a restituio ao interessado serem efetuados no prazo de cinco (05) dias, a contar da deciso definitiva, pelo delegado do servio notarial e de registro, sob pena de suspenso do exerccio de suas funes, at o cumprimento da obrigao.

    Art. 90. Junto s tabelas, tambm ser afixado, nos termos do modelo disponibilizado pela Corre-gedoria Geral da Justia, quadro constando os dados do Juzo Corregedor Permanente da serventia (endereo, e-mail e nmero de telefone), ao qual dever o usurio se reportar em caso de elogios, sugestes e reclamaes, inclusive sobre a cobrana de emolumentos e despesas.

    CAPTULO II

    DO TABELIONATO DE NOTAS

    CAPTULO 1 - DAS DISPOSIES GERAIS; DA FUNO CORREICIONAL; DAS DISPOSIES ESPECIAIS; DOS LIVROS E CLASSIFICADORES OBRIGA-TRIOS E DOS EMOLUMENTOS, CUSTAS E DESPESAS DAS UNIDADES DO SERVIO NOTARIAL E DE REGISTRO

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 39

    SEO I

    DO TABELIO DE NOTAS

    Art. 91.O tabelio ou notrio o profissional do direito, dotado de f pblica, autorizado a dar f dos atos e negcios jurdicos celebrados pelas partes.

    Art. 92.Compete ao tabelio de notas:

    I - atestar e autenticar fatos;

    II - lavrar todos os atos para os quais a lei exija ou faculte a forma pblica;

    III - reconhecer firmas, letras ou chancelas, bem como autenticar cpias de documentos;

    IV - lavrar e revogar testamentos, e aprovar testamentos cerrados;

    V - expedir traslados, certides negativas ou positivas, de seus atos ou documentos arquivados, cpias reprogrficas e outros instrumentos autorizados por lei;

    VI - abrir e encerrar os livros do seu ofcio e rubricar as respectivas folhas;

    VII - assessorar as partes sobre seus atos e negcios jurdicos, orientando-as sobre o ato notarial a ser realizado.

    1. O tabelio ou seus prepostos no podem praticar atos de sua competncia fora do municpio para o qual recebeu a delegao.

    Art. 93. O documento notarial faz prova plena, inclusive quanto aos fatos que o tabelio ou preposto declarar que ocorreram em sua presena.

    1. O documento notarial autntico, salvo deciso judicial proferida em contrrio.

    2. O nus da prova incumbe a quem contesta o documento notarial.

    Art. 94. As reprodues reprogrficas ou obtidas por outros processos de repetio, inclusive de do-cumentos digitais, reputam-se autnticas sempre que o tabelio portar por f a sua con-formidade com o original.

    1. A cpia de documento particular autenticada por tabelio tem o mesmo valor probante que o original.

    Art. 95. Compreende a atividade notarial a orientao jurdica prvia para a formalizao dos atos e negcios jurdicos.

    1. dever do tabelio, ao orientar as partes na efetivao dos negcios jurdicos,

  • 40 CAPTULO II - DO TABELIONATO DE NOTAS

    buscar o menor custo, inclusive quanto incidncia tributria.

    2. O tabelio pode, fundamentadamente, negar-se a praticar atos nulos, anulveis ou ineficazes.

    Art. 96. facultado ao tabelio requerer e realizar, ante os registros e reparties pblicas em geral e perante quaisquer pessoas, as gestes e diligncias convenientes ou necessrias ao preparo, validade e eficcia dos atos notariais, requerendo o que couber.

    Art. 97. A responsabilidade notarial decorre do carter profissional, imparcial e tcnico da atividade, sem prejuzo da fiscalizao constitucionalmente prevista.

    SEO II

    DOS LIVROS E DO ARQUIVO

    Subseo I

    Dos Livros de Notas

    Art. 98. Em cada tabelionato podero ser abertos livros de uso geral para a lavratura de atos notariais, em nmero, no mximo, igual ao de escreventes incumbidos de lavrar esses atos.

    Art. 99. Os livros de notas assumiro a numerao sequencial.

    Art. 100. Os livros de notas sero escriturados em folhas soltas, confeccionadas em papel dotado de elementos e caractersticos de segurana.

    Art.101. Cada livro ser composto de 200 (duzentas) folhas.

    1. Cada folha, com impresso na frente e no verso, obedecer s seguintes especificaes:

    I - a margem superior da frente conter, impressos com tinta reagente, o braso nacional e as designaes da Repblica Federativa do Brasil, as designaes do Estado da Federao, da Comarca e do Municpio e o nmero do livro e da pgina;

    II - a margem superior do verso conter, impressas com tinta reagente, as designaes da Repblica Federativa do Brasil, do Estado da Federao, da Comarca, do Municpio e do tabelionato e o nmero do livro e da pgina;

    2. As folhas so insubstituveis e devem ser mantidas no livro para, ao final, serem encadernadas, ainda que inutilizadas.

    3. Os livros de notas, logo que concludos, sero encadernados.

    Art. 102. Os livros devero conter termos de abertura e encerramento, que sero lanados, respecti-vamente, antes da lavratura do primeiro e aps a lavratura do ltimo ato.

  • 41CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU

    Art. 103. Os ndices dos livros devero conter os nomes de todos os outorgantes e outorgados, inclu-sive os dos respectivos cnjuges, desde que comparecentes ao ato, bem como os nmeros de CPF ou CNPJ.

    1. Os ndices do tabelionato podero ser elaborados pelo sistema de fichas, livros ou banco de dados informatizado.

    Subseo II

    Dos Arquivos, Pastas e Classificadores

    Art. 104. Os Cartrios de Notas devero manter arquivos para:

    I - originais ou cpias autnticas de atos constitutivos de pessoas jurdicas e eventuais alteraes;

    II - traslados de procuraes, substabelecimentos de procuraes outorgados em notas pblicas e instrumentos particulares de mandato;

    III - alvars, mandados e ofcios judiciais;

    IV -certides expedidas por entes federativos e demais rgos pblicos, ou sua cpia autntica, quando exigidas por lei;

    V - certificados de cadastro do INCRA (CCIR) e prova de quitao do Imposto Territorial Rural (ITR);

    VI - certides de aes reais e pessoais reipersecutrias;

    VII - uma via do comprovante de recolhimento do imposto de transmisso e certido de homologao do correto recolhimento, quando houver

    VIII - informao do Colgio Notarial sobre a inexistncia de testamento e documentos de identificao do autor da herana

    IX - comprovantes de propriedades de bens moveis e dos valores a eles atribudos;

    X - as comunicaes Secretaria da Receita Federal do Ministrio da Fazenda;

    XI - documentos avulsos, tais como oramentos, mapas, atestados mdicos, imagens e outros arquivos que tenham sido utilizados na lavratura de atas notariais;

    Art. 105. Os Cartrios de Notas devero manter classificadores para o arquivamento de:

    I - cpias de substabelecimentos e revogaes de procuraes lavradas em outros Cartrios de Notas;

    II - certides de nus e alienaes do Registro de Imveis utilizadas na lavratura de atos notariais;

    III - modelos-padro de sinais pblicos utilizados;

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    IV -relao mensal de papis de segurana e fichas-padro de firmas inutilizados.

    Art. 106. As pastas para arquivo e classificadores tero, em mdia, 200 (duzentas) folhas, ao final encadernadas, exceto quando adotado o sistema eletrnico de arquivamento.

    SEO III

    DOS IMPRESSOS DE SEGURANA

    Subseo I

    Do Papel de Segurana

    Art. 107. obrigatria e integra a forma dos atos o uso do papel de segurana.

    Pargrafo nico. Fica estabelecido o prazo de oito (08) meses para que todas as serventias adotem o uso do papel de segurana .

    Art. 108. Os modelos dos papis de segurana sero desenvolvidos pela prpria serventia e aprovado pela Corregedoria Geral de Justia .

    Art. 109. Os tabelionatos sero identificados na numerao lanada no papel de segurana pelo mes-mo nmero atribudo pela Corregedoria Geral da Justia em seu cadastro.

    Art.110. vedado o repasse de impressos de segurana de uma unidade para outra.

    Art.111. Os notrios e os responsveis pelo expediente de unidades vagas velaro pela guarda dos impressos em local seguro.

    Art.112. Cada tabelio deve comunicar Corregedoria Geral da Justia a numerao dos impressos de segurana subtrados ou extraviados.

    Art. 113. O tabelio efetuar o controle permanente de utilizao dos papis de segurana, registran-do a srie e o nmero inicial e final dos utilizados e elenco dos inutilizados.

    SEO IV

    DA LAVRATURA DOS ATOS NOTARIAIS

    Subseo I

    Disposies Gerais

    Art. 114. So requisitos formais do ato notarial:

    I - redao em lngua portuguesa;

    II - a localidade e a data;

    III - a nomeao e qualificao das partes;

    CAPTULO II - DO TABELIONATO DE NOTAS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 43

    IV - a assinatura dos comparecentes;

    V - a assinatura do tabelio ou substituto;

    1. Se qualquer dos comparecentes no souber o idioma nacional e o tabelio no entender aquele em que se expressa, dever comparecer tradutor pblico para servir de intrprete ou, no o havendo na localidade, outra pessoa capaz que, a juzo do tabelio, tenha idoneidade e conhecimento suficiente.

    2. A participao do tradutor ser sempre mencionada no corpo do ato, com sua devida identificao e seu registro na Junta Comercial, ou, na hiptese de tradutor indicado pelo tabelio, tambm o devido compromisso.

    3. O tabelio poder lanar, ao final do ato, o nome das partes que o subscrevero, para que assinem sobre ele.

    4. Se o tabelio no lanar os nomes, quando a assinatura da parte for ilegvel, o signatrio ou o prprio ou o tabelio consignar ao lado o respectivo nome de modo legvel.

    Subseo II

    Escriturao

    Art. 115. Os atos notariais sero redigidos em lngua portuguesa, em caracteres de fcil leitura, ma-nuscritos, datilografados, impressos em livros de folhas soltas, confeccionados em papel de segurana especialmente fabricado para a sua lavratura.

    1. A redao ser em linguagem clara, precisa e lgica.

    2. As palavras sero empregadas no sentido usual, corrente, de modo a facilitar a compreenso e no originar dvidas s partes e a todos quantos lerem o ato.

    3. No so admitidas abreviaturas em palavras ou nomes de pessoas, seno quando previstas na ortografia ou autorizadas por lei.

    4. A data da escritura e os nmeros representativos de dimenses ou quantidades podero ser grafados sinteticamente, exceto quando seja o ato manuscrito e, neste caso, devero ser grafados por extenso, com a repetio em algarismos, para maior clareza.

    Art. 116. A escriturao far-se- exclusivamente em cor azul ou preta, indelvel, sem claros ou espa-os em branco. proibida a utilizao de produtos qumicos ou artefatos, tais como fitas corretivas de polietileno, que apaguem ou adulterem caracteres.

    Pargrafo nico. Quando o ato contiver imagens, essas podero ser coloridas.

    Art.117. O espaamento entre linhas ser rigorosamente igual, at o encerramento do ato, inclusive nas ressalvas e correes, se cabveis.

    Art.118. Evitar-se-o emendas e entrelinhas e, caso ocorram, devem ser ressalvadas no final do instru-

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    mento, antes das assinaturas das partes e do tabelio, ou seu substituto legal.

    Pargrafo nico. Mesmo que ressalvadas, fic am reprovadas as entrelinhas que afetem partes essenciais do ato, como o preo, objeto e forma de pagamento.

    Art. 119. O tabelio, as partes e demais comparecentes assinaro na ltima pgina do instrumento, necessria a aposio de rubrica nas demais folhas.

    1. Quando algum dos interessados no tenha lanado a respectiva assinatura, seja em razo do no comparecimento, desistncia ou discordncia entre as partes, o tabelio dever declarar o ato incompleto.

    2. O tabelio tambm poder declarar o ato incompleto se verificar, antes da subscrio, mesmo aps a assinatura das partes, qualquer elemento do ato que pudesse torn-lo invlido, ou que impossibilitasse sua lavratura.

    3. Na hiptese dos subitens anteriores, o tabelio dever consignar o motivo pelo qual a escritura est incompleta e individuar as assinaturas faltantes, quando for o caso. Pelo ato sero devidos emolumentos, na forma da lei, ficando proibido o fornecimento de certido ou traslado sem ordem judicial.

    Art. 120. A assinatura dos interessados somente poder ser colhida fora do cartrio pelo tabelio ou por prepostos autorizados, devendo no ato ser preenchida a ficha de assinatura, se ainda no existir no arquivo do cartrio.

    Art. 121. Para a autenticao de documentos avulsos e para outros atos que comportarem, podero ser utilizados carimbos ou etiquetas pr-impressas, com os claros datilografados ou ma-nuscritos de modo legvel.

    Art. 122. vedado inserir nos livros notariais documentos avulsos, como oramentos, mapas, atestados mdicos, etc. possvel transcrev-los ou arquiv-los, devendo ser consignado o nmero do respectivo classificador.

    Art. 123. As escrituras pblicas, como atos formados exclusivamente em decorrncia da vontade das partes, podero ser corrigidas:

    I - Por ressalva final: as emendas, rasuras, borres, riscaduras e entrelinhas sero ressalvados no fim do texto e antes da subscrio, com referncia sua natureza e localizao;

    I I - Por anotao, feita pelo tabelio, a vista de documentos arquivados em classificadores, nas hipteses mencionadas no art. 86, margem do prprio ato, realizada na folha do livro e no traslado, neste quando possvel.

    III - Por aditamento: por ato subscrito apenas pelo tabelio ou seu substituto, a vista de documentos oficiais ou da constatao do tabelio, quando ocorrer omisso ou erro evidente, nas hipteses mencionadas no art. 86, lavrado em outra folha do livro;

    IV - Por escritura de declarao retificadora assinada somente pela parte ou partes a quem se refere o erro, tais como estado civil, antigo numero de documento

    CAPTULO II - DO TABELIONATO DE NOTAS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 45

    de identidade e CPF;

    V - Por escritura prpria de retirratificao, para suprir ou corrigir elemento substancial, indispensvel eficcia plena do ato. Esta escritura conter a assinatura de todos quantos participaram do ato, permitida, em caso de falecimento, a substituio das partes, por seus sucessores legais, ou pelo inventariante, ou na cesso de direitos, pelos cessionrios.

    Pargrafo nico. Quando a correo for feita por aditamento, escritura de declarao retificadora ou por retirratificao, o tabelio dever fazer remisso recproca nos dois atos ou comunicar ao tabelio que lavrou o primeiro ato para que seja feita tal observao.

    Art. 124. Nas escrituras corrigidas ou tornadas sem efeito, em decorrncia de erro imputvel ao tabelio, dever-se- certificar os motivos, datando e assinando o ato, no sendo devidos emolumentos.

    Art. 125. Quando a numerao das pginas de cada livro, ao final, indicar a impossibilidade de se con-cluir algum ato que nelas se inicie, o tabelio deixar de utiliz-las e as cancelar com a declarao em branco, a fim de que o ato iniciado tenha prosseguimento em outro livro.

    Art. 126. As folhas do livro no podero permanecer fora do cartrio, de um dia para outro, exceto quando se tratar de ato em diligncia, aps o horrio regular de expediente.

    Subseo III

    Traslados e Certides

    Art. 127. Os traslados e certides sero expedidos integralmente em papel de segurana, sob a forma de reproduo reprogrfica, facultando-se a forma impressa, datilogrfica ou carbonada.

    1. Em qualquer caso, dever ser encerrado pela assinatura do tabelio ou preposto autorizado, que dar f de que se trata de cpia do original, seguida da numerao de todas as pginas, que sero rubricadas, indicando-se o nmero destas.

    2. permitida a expedio de traslados e certides j com a insero de emendas, ressalvas e eventuais correes contidas no instrumento original.

    3. Os traslados e certides dos atos notariais sero fornecidos no prazo mximo de cinco (05) dias teis contados da lavratura ou do pedido.

    Art. 128. vedada a extrao de traslados e certides de atos ou termos incompletos, a no ser por ordem judicial.

    Art. 129. As certides sero expedidas a vista do que constar dos livros e fichas do tabelionato. De do-cumentos arquivados na serventia podem ser expedidas cpias reprogrficas autenticadas.

    Pargrafo nico. Neste caso, quando o documento arquivado tratar-se de fotocpia autenticada, permitida nova fotocpia e respectiva autenticao,

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    devendo o tabelio atestar, no ato, esta circunstncia.

    Subseo IV

    Apostilamento

    Art. 130. O ato notarial, para produzir efeitos alm do municpio para o qual foi delegada a compe-tncia do tabelio, dever ter a firma do delegado reconhecida.

    Art. 131. Os documentos de outras localidades, pblicos ou particulares, referidos nos atos notariais, devero ter suas firmas reconhecidas no municpio em que iro produzir seus efeitos, salvo os provenientes do foro judicial, em que ser suficiente a autenticao da assinatura do Juiz pelo escrivo-diretor do feito.

    Art. 132. Os tabelies devero remeter seu sinal pblico para a Central de Sinal Pblico do Colgio Notarial do Brasil, que disponibilizar a consulta, em meio eletrnico, aos delegados nota-riais ou registrais e outros agentes pblicos, devidamente credenciados.

    Art. 133. Utilizado instrumento de mandato de origem estrangeira, este dever ser apostilado pelo Consulado Brasileiro, traduzido e registrado no Registro de Ttulos e Documentos, fazendo--se referncia, no ato notarial, quanto ao nmero do livro e folha desse mesmo registro.

    Art. 134. No h necessidade de ser registrado no Registro de Ttulos e Documentos o instrumento lavrado em Embaixada ou Consulado Brasileiro no exterior.

    SEO V

    DOS ATOS NOTARIAIS

    Subseo I

    Escritura Pblica

    Art. 135. O tabelio, antes da lavratura de quaisquer atos dever:

    I - verificar se as partes e demais interessados acham-se munidos dos documentos de identificao, nos respectivos originais, em especial cdula de identidade e CPF ou CNPJ, os quais devem ser atuais e apresentar bom estado de conservao, vedada a utilizao de documentos que, de qualquer modo, a juzo do tabelio, possam comprometer a segurana jurdica do ato notarial;

    II - exigir, na hiptese de comparecentes casados, a exibio da respectiva certido de casamento, a qual dever estar atualizada, quando o ato disser respeito a objeto afetado pela conveno antenupcial;

    III - exigir, caso se trate de pessoas jurdicas que vo figurar como partes outorgantes, seus atos constitutivos e documentos comprobatrios da respectiva apresentao;

    IV - conferir as procuraes para verificar se obedecem forma pblica ou particular, correspondente ao ato a ser praticado, se outorgam os poderes competentes e se os nomes das partes coincidem com os correspondentes ao ato a ser lavrado; sendo

    CAPTULO II - DO TABELIONATO DE NOTAS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 47

    procurao por instrumento pblico lavrado em outro cartrio, se a firma de quem assinou o traslado ou certido est reconhecida no municpio onde est produzindo efeitos e se, passada no estrangeiro, atende a todas as exigncias legais;

    V - examinar os documentos de propriedade do imvel, obrigando a apresentao da certido de aes reais e pessoais reipersecutrias, relativas ao imvel, e a de nus reais, expedidas pelo Registro de Imveis competente, com prazo de validade de trinta (30) dias;

    VI - exigir os respectivos alvars, observando se a firma do juiz est autenticada pelo escrivo-diretor do feito ou reconhecida por tabelio, quando se tratar de partes, esplio, massa falida, herana jacente ou vacante, empresrio ou sociedade empresria em recuperao judicial, incapazes e outros que dependam de autorizao judicial para dispor ou adquirir imveis ou direitos a eles relativos, bem como nas hipteses de sub-rogao de gravames;

    VII - exigir, se no dispensadas pelo adquirente, certides referentes aos tributos municipais que incidam sobre imvel urbano, no caso de escritura que implique na transferncia de domnio; comprovantes do pagamento de laudmio e prova do pagamento do imposto de transmisso quando devidos;

    VIII - exigir a apresentao do documento de identificao original, do comprovante do estado civil e da certido de bito do autor da herana e ainda a informao do Colgio Notarial do Brasil sobre a inexistncia de testamento;

    IX - exigir documentos que comprovem a propriedade de bens mveis e direitos a eles relativos e o comprovante de seus valores;

    X - verificar se o imposto de transmisso devido pelo ato notarial foi devidamente recolhido e se houve homologao do valor correto pela Fazenda Estadual, quando necessrio;

    Pargrafo nico. Quando indicar no ato notarial os elementos necessrios para a identificao das certides cuja apresentao obrigatria, o tabelio est desobrigado de seu arquivamento.

    Art. 136. As escrituras, para sua validade e solenidade, devem conter:

    I - a data e local do ato;

    II - o lugar onde foi lida e assinada, com endereo completo, se no se tratar da sede do cartrio;

    III - o nome e qualificao completa (nacionalidade, estado civil, profisso, domiclio e residncia, regime de bens, nmero do documento de identidade, repartio expedidora e nmero de inscrio no CPF ou CNPJ) das partes e respectivos cnjuges (inclusive quanto a estrangeiros residentes no exterior), ainda que no comparecentes, assim como de outros intervenientes, com expressa referncia eventual representao por procurador;

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    IV) meno data, livro e folha do cartrio em que foi lavrada a procurao, e data da expedio da certido, cujo prazo no poder ser superior a noventa (90) dias de sua emisso;

    V) quando se tratar de pessoa jurdica, a data do contrato social ou outro ato constitutivo, seu nmero de registro na Junta Comercial ou no Ofcio competente, artigo do contrato ou dos estatuto social que estabelece a representao legal, autorizao para a prtica do ato, se exigvel, e ata da assembleia geral que elegeu a diretoria;

    VI) nas escrituras de doao, o grau de parentesco entre doadores e donatrios;

    VII) se de interesse de menores ou incapazes, meno expressa idade e por quem assistidos ou representados;

    VIII) indicao clara e precisa da natureza do negcio jurdico e seu objeto;

    IX) se a escritura disser respeito a bem mvel, apresentar documento comprobatrio de domnio e valor, se houver. Se no houver, o bem deve ser descrito com os sinais caractersticos;

    X) direitos e posse devem ser precisamente indicados, quanto sua natureza, alm de determinados e especificados;

    XI) semoventes sero indicados em nmero, espcies, marcas e sinais distintivos;

    XIl) dinheiro, joias, objetos de ouro e prata e pedras preciosas sero indicados com especificao da qualidade, peso e importncia;

    XIII) aes e ttulos tambm devem ter as devidas especificaes;

    XIV) a existncia de nus ou dvidas deve ser especificada, inclusive com meno s datas, ttulos, origem da obrigao, nomes dos credores e devedores;

    XV) a declarao, quando for o caso, da forma do pagamento, se em dinheiro ou cheque, este identificado pelo seu nmero e nome do banco sacado, ou outra forma estipulada pelas partes;

    XVI) declarao de que dada quitao da quantia recebida, quando for o caso;

    XVII) indicao dos documentos apresentados, nos respectivos originais, entre os quais, obrigatoriamente em relao s pessoas fsicas, cdulas de identidade, cartes de identificao do contribuinte (CPF) e certides de casamento;

    XVIII) as ressalvas de entrelinhas e emendas, antes das assinaturas das partes e do tabelio;

    XIX) declarao de que a escritura foi lida em voz alta, s partes e demais comparecentes, ou de que todos a leram e a aceitaram, devendo o tabelio circunstanciar o ocorrido;

    CAPTULO II - DO TABELIONATO DE NOTAS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 49

    XX) cota-recibo das custas e emolumentos devidos pela prtica do ato;

    XXI) termo de encerramento;

    XXII) assinatura das partes e do tabelio, ou de seu substituto, encerrando o ato. Se alguma das partes no puder ou souber assinar, outra pessoa capaz assinar por ela, a seu rogo, devendo ser colhida a impresso digital, exclusivamente com a utilizao de coletores de impresses digitais, vedado o emprego de tinta para carimbo.

    Subseo II

    Escrituras Relativas a Imveis

    Art. 137. As escrituras relativas a imveis e direitos a eles relativos devem conter, ainda:

    I - a localizao completa do imvel. Quanto aos imveis urbanos, bastar a indicao do nmero da matrcula. Quando o imvel urbano for transcrito, a indicao do logradouro, nmero, bairro e cidade, e, ainda, quando se tratar s de terreno se este fica do lado par ou do lado mpar do logradouro, em que lote ou quadra e a que distncia mtrica da edificao ou da esquina mais prxima, bem como, com preciso, os caractersticos e as confrontaes. Quanto aos imveis rurais, a denominao e a descrio legal. As metragens sero mencionadas apenas em nmeros ordinrios, no sendo necessrio reproduzi-los por extenso;

    II - apresentao da certido de aes reais e reipersecutrias e nus reais do Ofcio de Registro Imobilirio competente;

    III - indicao dos alvars ou mandados, nas escrituras lavradas em decorrncia de autorizao judicial;

    IV - apresentao das certides dos distribuidores do foro das Justias Estadual, Federal e Trabalhista, ou a expressa dispensa pelo adquirente e declarao do alienante, sob pena de responsabilidade civil e penal, de que o imvel encontra-se livre e desembaraado de quaisquer nus reais, judiciais ou extrajudiciais, e sobre a existncia de outras aes reais e pessoais reipersecutrias, relativas ao imvel, e de outros nus reais incidentes sobre o mesmo;

    V - prova de quitao dos dbitos condominiais expedida pelo Condomnio ou declarao do alienante, sob as penas da lei, de que est quite com essa obrigao ou, ainda, declarao de que h dbitos e que o adquirente se responsabiliza pela quitao;

    VI - prova da quitao de tributos municipais, ou a dispensa expressa pelo adquirente que, neste caso, dever declarar que se responsabiliza pelo pagamento dos dbitos fiscais existentes;

    VII - quando se tratar de imvel urbano, indicao do nmero de contribuinte dado ao imvel pela Prefeitura Municipal, se houver sido feito o lanamento;

    VIII - quando se tratar de imvel rural, indicao dos dados do Certificado de Cadastro

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    de Imvel Rural CCIR, o nmero fornecido pela Secretaria da Receita Federal e prova de quitao do ITR emitida pela SRF ou apresentao dos comprovantes de pagamento relativos aos cinco ltimos exerccios;

    IX - na aquisio de imveis rurais por estrangeiros, solicitar, quando obrigatria, a autorizao das autoridades competentes;

    X - indicao das certides do INSS, da Secretaria da Receita Federal e de outros rgos pblicos, quando exigidas por lei. Se as partes no estiverem sujeitas s contribuies devidas Seguridade Social, ou forem dispensadas pelas hipteses legais, ser indispensvel a declarao desta circunstncia, sob as penas da lei;

    XI - indicao do valor atribudo pela Fazenda e do valor do recolhimento do imposto de transmisso, ou da imunidade ou iseno, ressalvadas as hipteses em que a lei autorize a efetivao do pagamento aps a sua lavratura;

    XII - nas escrituras relativas a transferncia de domnio til, meno ao comprovante de pagamento do laudmio e, no caso de aforamento, ao respectivo contrato com eventuais averbaes e termos de transferncia, se houver, ou no caso de ocupao, a certido de inscrio;

    XIII - em caso de imvel descaracterizado na matrcula, por desmembramento ou expropriao parcial, o Tabelio deve recomendar a prvia apurao do remanescente, antes da lavratura da escritura;

    XIV - imvel com construo - ou aumento de rea construda - sem prvia averbao no registro imobilirio: recomendvel a apresentao de documento comprobatrio expedido pela Prefeitura e, se o caso, CND-INSS, para a lavratura de escritura;

    XV - imvel demolido, com alterao de cadastro de contribuinte, de nmero do prdio, de nome de rua, mencionar no ttulo a situao antiga e a atual, mediante apresentao do respectivo comprovante;

    XVI - expressa referncia ao pacto antenupcial e seus respectivos ajustes, nmero de seu registro no cartrio do Registro de Imveis, quando o ato disser respeito a objeto de conveno antenupcial. Se o pacto antenupcial ainda no tiver sido registrado, a escritura dever consignar expressamente a necessidade do registro prvio;

    XVII - f do tabelio dos fatos constatados e dos documentos apresentados.

    Pargrafo nico. Para o critrio previsto no art. 108 do Cdigo Civil e o clculo de custas, emolumentos e contribuies, o tabelio dever adotar o maior valor dentre o fixado pelas partes para o negcio e o atribudo pelo lanamento da Prefeitura Municipal, quando se tratar de imvel urbano, ou pelo rgo federal competente, no caso de imvel rural.

    Art. 138. Para preservao do princpio da continuidade, recomendvel se evitem os atos relativos a imveis sem que o ttulo anterior esteja transcrito ou registrado na matrcula do imvel, exceto quando o interessado conhea a circunstncia e assuma responsabilidade pelo re-

    CAPTULO II - DO TABELIONATO DE NOTAS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 51

    gistro dos atos anteriores. Nesta hiptese, deve-se inserir declarao do vendedor de que no h mandado de indisponibilidade ou qualquer outro impedimento legal para ingresso e registro do ttulo no flio real.

    Art. 139. As escrituras de instituio ou de interesse de Fundao no sero lavradas sem a interven-o do Ministrio Pblico.

    Pargrafo nico. No esto sujeitas ao requisito acima mencionado fundaes que se enquadrem no conceito de entidade fechada de previdncia privada, como definido na Lei Federal n. 6.435/77 e posteriores alteraes.

    Subseo III

    Escritura de Imveis Rurais

    Art. 139. As escrituras relativas a imveis rurais devem conter, ainda:

    I - certificado de cadastro do INCRA com a prova de quitao e certido de quitao do Imposto Territorial Rural (ITR) ou prova de pagamento do cinco ltimos exerccios;

    II - autorizao emitida pelo INCRA para fins de desmembramento, quando exigvel, observadas as normas legais referentes frao mnima de parcelamento e reserva legal da mata;

    III - autorizao das autoridades competentes na aquisio de imveis rurais por pessoas estrangeiras, nos casos previstos em lei.

    Art. 140. O tabelio no poder, sob pena de responsabilidade, lavrar escrituras de desmembra-mento de imvel rural se a rea a ser desmembrada e a remanescente no forem iguais ou superiores frao mnima de parcelamento, impressa no certificado de cadastro corres-pondente.

    Pargrafo nico. O disposto artigo no se aplica aos casos em que a alienao se destine, comprovadamente, anexao a outro imvel rural confinante e desde que a rea remanescente seja igual ou superior frao mnima de parcelamento.

    Art. 141. No esto sujeitos s restries do art. 140 os desmembramentos previstos no art. 2 do Decreto n. 62.504, de 8 de abril de 1968.

    Pargrafo nico. Nesses casos o tabelio dever consignar, no instrumento, o inteiro teor da autorizao emitida pelo INCRA, devendo esta ser igualmente averbada margem do registro do ttulo no Registro de Imveis.

    Art. 142. A pessoa fsica estrangeira residente no pas somente poder adquirir imvel rural que no exceda a cinquenta (50) mdulos de explorao indefinida, em rea contnua ou descon-tnua.

    1. A aquisio ser livre, independente de qualquer autorizao ou licena, se o imvel contiver rea no superior a trs (03) mdulos, ressalvados, no entanto, os imveis situados em rea considerada indispensvel segurana nacional que

  • 52

    dependero de assentimento prvio da Secretaria Geral do Conselho de Segurana Nacional.

    2. A aquisio de imveis rurais entre trs (03) e cinquenta (50) mdulos depender de autorizao do INCRA.

    3. Depender tambm de autorizao a aquisio de mais de um imvel, com rea no superior a trs (03) mdulos, feita por uma pessoa fsica.

    4. O adquirente estrangeiro dever declarar, sob responsabilidade civil e penal, no ser proprietrio de outro imvel rural com rea no superior a trs (03) mdulos.

    5. A pessoa fsica estrangeira no residente no pas no poder adquirir imvel rural.

    Art. 143. A pessoa jurdica estrangeira, autorizada a funcionar no Brasil, somente poder adquirir im-veis rurais, seja qual for a extenso, mediante a aprovao do Ministrio da Agricultura.

    Pargrafo nico. A pessoa jurdica brasileira de capital estrangeiro poder adquirir livremente imveis rurais.

    Art. 144. A soma das reas rurais pertencentes a pessoas estrangeiras, fsicas ou jurdicas, no poder ultrapassar a um quarto (1/4) da superfcie dos Municpios onde se situem, comprovada por certido do Registro de Imveis.

    1. As pessoas fsicas ou jurdicas estrangeiras de mesma nacionalidade no podero ser proprietrias, em cada municpio, de rea superior a dez por cento (10%) da superfcie do municpio.

    2. As circunstncias deste artigo devem ser declaradas em todas as escrituras em que houver adquirentes estrangeiros.

    Art. 145. Ficam excludas das restries do inciso anterior as aquisies de reas rurais:

    I - inferiores a trs (03) mdulos;

    II - que tiverem sido objeto de compra e venda, de promessa de compra e venda, de cesso ou de promessa de cesso, mediante escritura pblica ou instrumento particular devidamente protocolado no registro competente, e que tiverem sido cadastradas no INCRA, em nome do promitente comprador, antes de 10.03.1969;

    III - quando o adquirente tiver filho brasileiro ou casado com pessoa brasileira, sob o regime de comunho de bens.

    1. O estrangeiro que tiver filho brasileiro, ou for casado com pessoa brasileira sob o regime da comunho universal ou parcial de bens, dever obter autorizao do INCRA para adquirir imvel rural, nos casos em que a aquisio, por expressa previso legal, no seja livre.

    2. Todas as restries e requisitos da legislao so extensivos ao brasileiro que adquira imvel rural, se for casado com estrangeiro, se o regime de bens importar

    CAPTULO II - DO TABELIONATO DE NOTAS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 53

    em comunicao do patrimnio.

    Art.146. Da escritura relativa aquisio de imvel rural por pessoa fsica estrangeira constar, obrigatoriamente, o documento de identidade do adquirente, prova de sua residncia no territrio nacional e, quando for o caso, a autorizao do INCRA.

    1. O prazo de validade da autorizao de trinta (30) dias, dentro do qual dever ser lavrada a escritura.

    Art 147. Quando o adquirente de imvel rural for pessoa jurdica estrangeira, ou a que seja a ela equiparada, dever constar, obrigatoriamente, da escritura, a aprovao pelo Ministrio da Agricultura, os documentos comprobatrios de sua constituio e de licena para seu funcionamento no Brasil, e a autorizao do Presidente da Repblica, nos casos previstos no . 3 do art. do Decreto n. 74.965, de 26 de novembro de 1974.

    1. A sociedade annima brasileira dever fazer prova da adoo da forma nominativa de suas aes.

    2. O prazo de validade do deferimento do pedido de trinta (30) dias, dentro do qual dever ser lavrada a escritura.

    Art.148. Os tabelies podero lavrar escrituras relativas a imveis rurais sem a apresentao do georreferenciamento e respectiva certificao do INCRA, devendo consignar no texto do instrumento a seguinte orientao: As partes contratantes foram orientadas pelo tabe-lio e declaram conhecer o teor do Decreto n. 4.449/2002, especialmente do art. 10, 2, que impe o dever de apresentar a documentao necessria, por ocasio do registro desta escritura.

    SEO VI

    DAS ESCRITURAS DE DIVRCIO E INVENTRIO

    Subseo I

    Disposies de Carter Geral

    Art. 149. Para a lavratura dos atos notariais de que trata a Lei n. 11.441/07, livre a escolha do ta-belio de notas, no se aplicando as regras de competncia do Cdigo de Processo Civil.

    Art. 150. facultada aos interessados a opo pela via judicial ou extrajudicial.

    Art. 151. As escrituras pblicas de inventrio , partilha e divrcio consensual no dependem de homologao judicial e so ttulos hbeis para o registro civil e o registro imobilirio, bem como para promoo de todos os atos necessrios materializao das transferncias de bens e levantamento de valores (DETRAN, Junta Comercial, Registro Civil de Pessoas Jurdicas, instituies financeiras, companhias telefnicas ).

  • 54

    Art. 152. Enquanto no houver previso especfica na Lei Estadual de Custas, a cobrana dos emolu-mentos dar-se- mediante classificao nas atuais categorias gerais da Tabela, pelo cri-trio escritura com valor declarado, quando houver partilha de bens, considerado o valor total do acervo, e pelo critrio escritura sem valor declarado, quando no houver partilha de bens.

    Art. 153. Havendo partilha, prevalecer como base para o clculo dos emolumentos, o maior valor dentre aquele atribudo pelas partes e o venal. Nesse caso, em inventrio e partilha, excluir-se- da base de clculo o valor da meao do cnjuge sobrevivente.

    Art. 154. Para a obteno da gratuidade de que trata a Lei n. 11.441/07, deve ser apresentada declarao dos interessados, firmada de prprio punho, no sentido de que cumprem os requisitos especficos e objetivos para a concesso do benefcio da assistncia judiciria gratuita, responsabilizando-se pessoalmente pelas consequncias administrativas, civis e criminais dessa afirmao.

    1. Havendo indcios de inconsistncia da declarao, em razo de sinais aparentes de patrimnio, poder ser exigida, a critrio do tabelio, a apresentao de documentos comprobatrios da situao financeira dos declarantes (v.g., cpia da declarao do imposto de renda, extratos de contas bancarias, holerites, documentos comprobatrios da propriedade de bens moveis e imveis, bem como cpia do contrato de prestao de servio, firmado com o advogado que assiste a parte).

    Art. 155. necessria a presena do advogado ou do defensor pblico, na lavratura das escrituras decorrentes da Lei n. 11.441/2007, nelas constando seu nome, qualificao completa e nmero de registro na OAB, dispensada a procurao.

    Art. 156. vedada ao tabelio a indicao de advogado s partes, que devero comparecer para o ato notarial acompanhadas de profissional de sua confiana.

    Pargrafo nico. Se as partes no dispuserem de condies econmicas para contratar advogado, o tabelio dever recomendar-lhes a Defensoria Pblica, onde houver, ou, na sua falta, a Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil.

    Art. 157. desnecessrio o registro de escritura pblica decorrente da Lei n. 11.441/2007 no Livro E de Ofcio de Registro Civil das Pessoas Naturais.

    Art. 158. Em caso de nomeao de advogado dativo, a comprovao da prestao do servio, para os fins de recebimento da verba honorria, poder ser feito mediante a apresentao de cpia autenticada do traslado da escritura.

    Subseo II

    Disposies Referentes ao Inventrio e a Partilha

    Art. 159. obrigatria a nomeao de interessado, na escritura pblica de inventrio e partilha, para representar o esplio, com poderes de inventariante, no cumprimento de obrigaes

    CAPTULO II - DO TABELIONATO DE NOTAS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 55

    ativas ou passivas pendentes, sem necessidade de seguir a ordem prevista no art. 990 do Cdigo de Processo Civil.

    Art. 160. Admitem-se inventrio e partilha extrajudiciais com vivo(a) ou herdeiro(s) capazes, inclusi-ve por emancipao, representado(s) por procurao formalizada por instrumento pblico com poderes especiais, vedada a acumulao de funes de mandatrio e de assistente das partes.

    Art. 161. A escritura pblica pode ser retificada desde que haja o consentimento de todos os interes-sados.

    Art. 162. Os erros materiais podero ser corrigidos, de ofcio ou mediante requerimento de qualquer das partes, ou de seu procurador, por averbao margem do ato notarial ou, no havendo espao, por escriturao prpria lanada no livro das escrituras pblicas e anotao remis-siva e ainda nas formas previstas no art. 123.

    Art. 163. So considerados erros materiais os equvocos ou omisses na tomada de dados, cuja cor-reo ou complementao no interfira na vontade manifestada pelas partes perante o tabelio, tais como:

    I - omisso ou erro cometido na transposio de qualquer elemento dos documentos apresentados para lavratura da escritura, que constem arquivados, microfilmados ou gravados por processo eletrnico na serventia;

    II - correo de mero clculo matemtico;

    III - correo de dados referentes descrio e caracterizao de bens individuados na escritura;

    IV - insero ou modificao dos dados de qualificao pessoal das partes, comprovada por documentos oficiais, ou mediante determinao judicial quando houver necessidade de produo de outras provas.

    Art. 164. Para as verbas previstas na Lei n. 6.858/80, tambm admissvel a escritura pblica de inventrio e partilha.

    Art. 165. At a lavratura da escritura, o esplio ser representado pelo administrador provisrio (arts 1.797 do CC e 985/986 do CPC), inclusive para reunir todos os documentos e recolher os tributos, viabilizando essa lavratura.

    Art. 166. Em sendo necessrio, preliminarmente lavratura da escritura pblica de inventrio e par-tilha, poder ser lavrada escritura de nomeao de administrador do Esplio, mediante comparecimento de todos os herdeiros interessados, o qual receber os poderes de in-ventariante, para representar o esplio no cumprimento de obrigaes ativas ou passivas pendentes, a fim de que possa adotar as medidas necessrias para viabilizar a lavratura da respectiva escritura e com autorizao para praticar atos especficos e urgentes, em nome do espolio. recomendvel que conste desta escritura a declarao de que o autor da herana no deixou testamento e que ser realizado seu inventario extrajudicial.

    Art.167. O recolhimento dos tributos incidentes deve anteceder a lavratura da escritura.

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    Art.168. Quanto ao cumprimento das obrigaes acessrias, devem ser observadas as normas emana-das da Fazenda Pblica Estadual sobre a matria.

    Art. 169. Deve haver o arquivamento de certido ou outro documento emitido pelo fisco, comprovan-do a regularidade do recolhimento do imposto, fazendo-se expressa indicao a respeito na escritura pblica.

    Art.170. A gratuidade por assistncia judiciria em escritura pblica no isenta a parte do recolhimen-to de imposto de transmisso, que tem legislao prpria a respeito do tema.

    Art. 171. possvel a promoo de inventrio extrajudicial por cessionrio de direitos hereditrios, mesmo na hiptese de cesso de parte do acervo, desde que todos os herdeiros estejam presentes e concordes.

    Art. 172. Os cnjuges dos herdeiros devero comparecer ao ato de lavratura da escritura pblica de inventrio e partilha quando houver renncia ou algum tipo de partilha que importe em transmisso, exceto se o casamento se der sob o regime da separao convencional.

    Art.173. O(A) companheiro(a) que tenha direito sucesso parte, observada a necessidade de ao judicial se o autor da herana no deixar outro sucessor ou no houver consenso de todos os herdeiros, inclusive quanto ao reconhecimento da unio estvel.

    Art. 174. A meao de companheiro (a) pode ser reconhecida na escritura pblica, desde que todos os herdeiros e interessados na herana, absolutamente capazes, estejam de acordo.

    Art. 175. As partes e respectivos cnjuges devem estar, na escritura, nomeados e qualificados (nacio-nalidade; profisso; idade; estado civil; regime de bens; data do casamento; pacto ante-nupcial e seu registro imobilirio se houver; nmero do documento de identidade; nmero de inscrio no CPF/MF; domiclio e residncia).

    Art. 176. Quanto aos bens, recomenda-se:

    I - as dvidas existentes devem ser especificadas, inclusive com meno s datas, ttulos, origem da obrigao, nomes dos credores e devedores;

    II - os nus incidentes sobre os imveis no constituem impedimento para lavratura da escritura pblica de inventrio e partilha;

    III - a existncia de dbitos tributrios municipais e da receita federal (certides positivas fiscais municipais ou federais) impedem a lavratura da escritura pblica;

    IV - a cada bem do esplio dever constar o respectivo valor atribudo pelas partes, alm do valor venal, quando imveis ou veculos automotores.

    Art. 177. A escritura pblica de inventrio e partilha conter a qualificao completa do autor da herana; o regime de bens do casamento; pacto antenupcial e seu registro imobilirio se houver; dia e lugar em que faleceu o autor da herana; data da expedio da certido de bito; livro, folha, nmero do termo e unidade de servio em que consta o registro do bito; e a meno ou declarao dos herdeiros de que o autor da herana no deixou testamento e outros herdeiros, sob as penas da lei.

    CAPTULO II - DO TABELIONATO DE NOTAS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 57

    Art. 178. Na lavratura da escritura devero ser apresentados os seguintes documentos:

    I - certido de bito do autor da herana;

    II - documento de identidade oficial e CPF das partes e do autor da herana;

    III - certido comprobatria do vnculo de parentesco dos herdeiros;

    IV - certido de casamento do cnjuge sobrevivente e dos herdeiros casados e pacto antenupcial, se houver;

    V - certido de propriedade de bens imveis e direitos a eles relativos;

    VI - documentos necessrios comprovao da titularidade dos bens mveis e direitos, se houver;

    VII - certido negativa de tributos;

    VIII - Certificado de Cadastro de Imvel Rural - CCIR, se houver imvel rural a ser partilhado;

    IX - certido negativa conjunta da Receita Federal e PGFN e;

    X - informao comprobatria da inexistncia de testamento junto Central de Testamentos, cujo registro mantido pelo Colgio Notarial do Brasil.

    Art. 179. Os documentos apresentados no ato da lavratura da escritura devem ser originais ou em c-pias autenticadas, salvo os de identidade das partes, que sempre sero originais, atuais e apresentar bom estado de conservao, vedada a utilizao de documentos que, de qual-quer modo, a juzo do tabelio, possam comprometer a segurana jurdica do ato notarial;

    Art. 180. Os documentos apresentados devem ser arquivados em classificador prprio, com ndice e remisses recprocas.

    Art. 181. Quando microfilmados ou gravados por processo eletrnico de imagens, no subsiste a obri-gatoriedade de conservao do documento no tabelionato.

    Art. 182. A escritura publica dever fazer meno aos documentos apresentados e ao seu arquivamen-to, microfilmagem ou gravao por processo eletrnico.

    Art. 183. Traslado da escritura pblica dever ser instrudo com o documento comprobatrio do reco-lhimento do ITCMD, com eventuais guias de outros recolhimentos de tributos, se houver.

    Art. 184. admissvel o inventrio com partilha parcial, embora vedada a sonegao de bens no rol inventariado, justificando-se a no incluso do(s) bem(ns) arrolado(s) na partilha.

    Art. 185. admissvel a sobrepartilha por escritura pblica, ainda que referente a inventrio e partilha judiciais j findos, mesmo que o herdeiro, hoje maior e capaz, fosse menor ou incapaz ao tempo do bito ou do processo judicial.

    Pargrafo nico. admissvel, tambm, a retificao do formal de partilha judicial, por escritura pblica, nos moldes do deste artigo.

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    Art. 186. No h restrio na aquisio, por sucesso legtima, de imvel rural por estrangeiro (art. 2 da Lei n. 5.709/71) e, portanto, desnecessria autorizao do INCRA para lavratura de escritura pblica de inventrio e partilha, salvo quando o imvel estiver situado em rea considerada indispensvel segurana nacional, que depende do assentimento prvio da Secretaria-Geral do Conselho de Segurana Nacional (art. 7 da Lei n. 5.709/71)

    Art. 187. No corpo da escritura deve haver meno de que ficam ressalvados eventuais erros, omis-ses ou os direitos de terceiros.

    Art. 188. H necessidade de emisso da DOI (Declarao de Operao Imobiliria).

    Art. 189. Havendo um s herdeiro, maior e capaz, com direito totalidade da herana, lavrar-se- escritura de inventrio e adjudicao dos bens.

    Art. 190. A existncia de credores do esplio no impedir a realizao do inventrio e partilha, ou adjudicao, por escritura pblica.

    Art. 191. admissvel inventrio negativo por escritura pblica.

    Pargrafo nico. Admite-se, tambm, o inventrio negativo para o reconhecimento de obrigaes do Esplio, notadamente para o cumprimento de compromisso de venda e compra firmado pelo autor da herana, nomeando-se, no ato notarial, pessoa interessada para representar o Esplio na outorga da escritura definitiva de venda e compra ao promitente comprador.

    Art. 192. vedada a lavratura de escritura pblica de inventrio e partilha referente a bens localizados no exterior.

    Art. 193. Aplica-se a Lei n. 11.441/07 aos casos de bitos ocorridos antes de sua vigncia.

    Art. 194. A escritura pblica de inventrio e partilha pode ser lavrada a qualquer tempo, cabendo ao tabelio observar a ordem de vocao hereditria aplicvel a poca do falecimento e fiscalizar o recolhimento de eventual multa, conforme previso em legislao tributria estadual especfica.

    Art. 195. O tabelio poder se negar a lavrar a escritura de inventrio ou partilha se houver fundados indcios de fraude ou em caso de dvidas sobre a declarao de vontade de algum dos herdeiros, fundamentando a recusa por escrito.

    Subseo III

    Disposies Pertinentes a Divrcio Consensual

    Art. 196. O Tabelio de Notas, ao atender s partes com a finalidade de lavrar escrituras pblica de divrcio consensual, deve disponibilizar s partes uma sala ou um ambiente reservado e discreto.

    Art. 197. Para a lavratura da escritura pblica de divrcio consensual, devero ser apresentados:

    I - certido de casamento;

    CAPTULO II - DO TABELIONATO DE NOTAS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 59

    II -documento de identidade oficial e CPF/MF;

    III - pacto antenupcial, se houver;

    IV - certido de nascimento ou outro documento de identidade oficial dos filhos capazes, se houver;

    V - certido de propriedade de bens imveis e direitos a eles relativos;

    VI -documentos necessrios comprovao da titularidade dos bens mveis e direitos, se houver.

    Art. 198. As partes devem declarar ao Tabelio de Notas, por ocasio da lavratura da escritura, que no tm filhos comuns ou, havendo, que so absolutamente capazes, indicando os seus nomes e as datas de nascimento.

    Pargrafo nico. Se comprovada a resoluo prvia e judicial de todas as questes referentes aos filhos menores (guarda, visitas e alimentos), o tabelio de notas poder lavrar escrituras pblicas de divrcio consensual.

    Art. 199. Da escritura, deve constar declarao das partes de que esto cientes das consequncias do divrcio, firmes no propsito de pr fim sociedade conjugal ou ao vnculo matrimonial, respectivamente, sem hesitao, com recusa de reconciliao.

    Art. 200. O comparecimento pessoal das partes dispensvel lavratura das escrituras pblicas de divrcio consensual, se os divorciandos estiverem representados por seus procuradores, constitudos por meio de instrumento pblico, com prazo de validade de trinta dias, no qual documentado a outorga de poderes especiais para o ato, com descrio das clusulas essenciais.

    1. A procurao lavrada no exterior, registrada no Registro de Ttulos e Documentos, acompanhada da respectiva traduo, caso no redigida na lngua nacional, poder ter prazo de validade de at noventa (90) dias.

    2. vedada a acumulao de funes de procurador e de advogado das partes.

    Art. 201. Se houver bens a serem partilhados na escritura, distinguir-se- o que do patrimnio in-dividual de cada cnjuge do que do patrimnio comum do casal, conforme o regime de bens, constando isso do ato notarial lavrado.

    Art. 202. Na partilha em que houver transmisso de propriedade do patrimnio individual de um cnjuge ao outro, ou a partilha desigual do patrimnio comum, dever ser comprovado o recolhimento do tributo devido sobre a frao transferida.

    Art. 203. A partilha em escritura pblica de divrcio consensual far-se- conforme as regras da parti-lha em inventrio extrajudicial, no que couber.

    Art. 204. No divrcio consensual por escritura pblica, as partes podem optar em partilhar os bens e resolver sobre a penso alimentcia, a posteriori.

    Art. 205. No h sigilo nas escrituras pblicas de divrcio consensual.

  • 60

    Art. 206. Na escritura pblica deve constar que as partes foram orientadas sobre a necessidade de apresentao de seu traslado no Registro Civil do assento de casamento, para a averbao devida.

    Art. 207. admissvel, por consenso das partes, escritura pblica de retificao das clusulas de obri-gaes alimentares ajustadas no divrcio consensual.

    Art. 208. A escritura pblica de divrcio consensual, quanto ao ajuste do uso do nome de casado, pode ser retificada mediante declarao unilateral do interessado na volta ao uso do nome de solteiro, em nova escritura pblica, com assistncia de advogado.

    Art. 209. O tabelio dever recusar, motivadamente, por escrito, a lavratura da escritura de divrcio consensual, se presentes fundados indcios de fraude lei, de prejuzos a um dos cnjuges ou dvidas sobre as manifestaes de vontade.

    Subseo IV

    Disposies Referentes Converso da Separao Judicial em Divrcio

    Art. 210. Os cnjuges separados judicialmente podem, mediante escritura pblica, converter a sepa-rao judicial ou extrajudicial em divrcio, mantendo as mesmas condies ou alterando--as.

    Pargrafo nico. Na converso da separao judicial em divrcio, dispensvel a apresentao de certido atualizada do processo judicial, bastando a certido da averbao da separao no assento de casamento.

    SEO VII

    PROCURAES

    Art. 211. A procurao outorgada para a prtica de atos em que seja exigvel o instrumento pblico tambm deve revestir a forma pblica.

    Art. 212. A procurao com poderes para doao de bens imveis dever conter expressamente o nome do donatrio e a descrio do imvel a ser doado.

    Art. 213. Ao administrador da sociedade vedado outorgar mandato para ser representado no exer-ccio da administrao.

    1. As sociedades podem constituir mandatrios, especificando no instrumento os atos autorizados.

    2. Os scios da sociedade podem outorgar mandato para se fazerem representar nos atos sociais, exceto os de administrao, mas inclusive para encerrar a empresa.

    Art. 214. Nas procuraes em que advogados figurem como mandatrios constar o nmero de suas inscries ou a declarao do outorgante de que o ignora, e nas outorgadas s sociedades de advogados constaro, como mandatrios, os advogados que as integram.

    Art. 215. Nas escrituras de substabelecimento, e naquelas em que as partes se fizerem representar

    CAPTULO II - DO TABELIONATO DE NOTAS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 61

    por procurador substabelecido, o tabelio exigir a apresentao dos instrumentos de procurao e substabelecimento, se estes no tiverem sido lavrados nas prprias notas do cartrio, arquivando-os em pasta prpria, com remisses recprocas.

    Art. 216. Os tabelies, ao lavrarem instrumento pblico de substabelecimento de procurao ou revo-gao de mandato escriturado em suas prprias serventias, averbaro essa circunstncia, imediatamente e sem nus parte, margem do ato revogado ou substabelecido.

    1. Quando o ato revocatrio ou de substabelecimento tiver sido lavrado em outra serventia, o tabelio, mediante o pagamento pelo interessado da despesa postal da carta registrada, comunicar essa circunstncia ao tabelio que lavrou o ato original.

    2. O tabelio anotar, margem do ato substabelecido ou revogado, as indicaes do cartrio, livro e folhas do ato posterior.

    3. A morte do mandante comunicada ao tabelio pelo mandatrio ou outra pessoa, comprovada por documento oficial, deve receber igual tratamento.

    Art. 217. Quando necessrio segurana do ato, o tabelio poder solicitar certido da procurao, cobrando-a da parte interessada.

    SEO VIII

    ATAS NOTARIAIS

    Art. 218. Ata notarial a narrao de fatos verificados pelo tabelio ou seus escreventes autorizados, sem imposio de juzo de valor.

    Pargrafo nico. A ata notarial documento dotado de f pblica e faz prova plena.

    Art. 219. A ata notarial poder ser lavrada de ofcio pelo Tabelio, ou a requerimento de interessado, para corrigir erros materiais em escrituras. Nesse caso, sero lanadas as remisses rec-procas.

    1. Apenas podem ser considerados como erros materiais:

    I - omisso ou erro cometido na transposio de qualquer elemento dos documentos apresentados para lavratura da escritura que constem arquivados, microfilmados ou gravados por processo eletrnico na serventia;

    II - correo de mero clculo matemtico;

    III - correo de dados referentes descrio e caracterizao de bens individuados na escritura;

    IV - insero ou modificao dos dados de qualificao pessoal das partes, comprovada por documentos oficiais, ou mediante determinao judicial quando houver necessidade de produo de outras provas.

  • 62

    Art. 220. A ata notarial conter:

    I - local, data de sua lavratura e hora;

    II - nome e qualificao do solicitante;

    III - narrao circunstanciada dos fatos;

    IV - declarao de haver sido lida ao solicitante, e, sendo o caso, s testemunhas;

    V - assinatura do solicitante, quando exigvel, ou de algum a seu rogo, e, sendo o caso e se possvel, das testemunhas;

    VI -assinatura e sinal pblico do tabelio.

    Art. 221. A ata notarial ser lavrada no livro de notas.

    Art. 222. O tabelio descrever fielmente os fatos que verificar, devendo recusar seu ofcio se o soli-citante atuar ou solicitar-lhe que aja contra a lei.

    Pargrafo nico. O Tabelio no poder lavrar atas notariais nas quais presencie fatos ou atos ilcitos, cuja apurao judicial se d por meio de ao penal pblica incondicionada;

    Art. 223. A ata notarial poder ser redigida em ordem cronolgica ao longo do tempo em que os fatos se sucederem, o que ser descrito fielmente.

    Pargrafo nico. A ata notarial poder ser lavrada a qualquer tempo, quando o momento dos fatos exigir.

    Art. 224. A ata notarial poder conter relatrios ou laudos tcnicos de profissionais ou peritos. Estes sero qualificados e, quando presentes, devero assinar o ato, juntamente com o solici-tante.

    Pargrafo nico. Esses relatrios e laudos sero transcritos no texto da ata notarial e devero ser arquivados, microfilmados ou gravados em meio digital, em classificador prprio da serventia.

    Art. 225. A ata notarial poder conter apensos fsicos como imagens, que sero impressos em colorido ou em uma cor, a critrio do solicitante, cujas cpias tambm sero arquivadas, microfil-madas ou gravadas em meio digital, em classificador prprio da serventia.

    Art. 226. A declarao da parte, sob responsabilidade civil e penal, de fato ou circunstncia sobre suas relaes pessoais ou patrimoniais, desde que ausente contedo volitivo negocial, ser caracterizada como ata notarial de declarao.

    Art. 227. A ata notarial poder ser utilizada para constatar e corrigir erros constantes em outros do-cumentos pblicos.

    SEO IX

    TESTAMENTO PBLICO

    CAPTULO II - DO TABELIONATO DE NOTAS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 63

    Art. 228. O testamento ser lavrado, ou aprovado, pelo tabelio ou por seu substituto previsto no 5 do art. 20 da Lei Federal n. 8.935/94, desde que especialmente autorizado para o ato, na presena de duas testemunhas.

    Art. 229. As declaraes do testador sero de viva-voz ou por qualquer outra forma de manifestao, a critrio do tabelio.

    1. As declaraes do testador sero realizadas perante as testemunhas e o tabelio, simultaneamente.

    2. O testador poder utilizar-se de minutas, notas ou apontamentos.

    3. O indivduo totalmente mudo, desde que seja alfabetizado, poder outorgar testamento pblico, mediante apresentao de escrito ao tabelio, desde que fique clara a sua inteno de testar pela forma pblica. Nessa hiptese dever constar do instrumento que o ato foi lido pelo tabelio, bem como pelo prprio testador, na presena das testemunhas.

    Art. 230. No podem ser testemunhas do testamento:

    I - os incapazes indicados nos arts. 3 e 4 do Cdigo Civil, exceto o prdigo e os maiores de 16 anos;

    II - o analfabeto, o cego e o surdo;

    III - o cnjuge, os ascendentes, os descendentes e os colaterais, at o terceiro grau do testador ou dos beneficirios, por consanguinidade ou afinidade.

    Art. 231. No podero estar presentes ao ato, sob pena de nulidade do testamento:

    a) o testamenteiro;

    b) o beneficirio;

    c) o administrador provisrio institudo pelo testador;

    d) o cnjuge, os ascendentes, os descendentes e os colaterais, at o terceiro grau do testador ou dos beneficirios, por consanguinidade ou afinidade.

    Art. 232. O testador poder, at o limite de sua parte disponvel, constituir renda a favor dos herdei-ros, atribuindo ao rendeiro, ou censurio, a administrao do patrimnio.

    Art. 233. O testamento poder ser revogado, exceto quanto disposio de reconhecimento da pa-ternidade.

    Pargrafo nico. Para a revogao, so exigveis as mesmas formalidades necessrias para sua outorga.

    Art. 234. obrigatria a rubrica do testador em todas as pginas se o testamento for escrito por meio de insero de declarao de vontade em partes impressas de livro de notas.

    Art. 235. Considerando a natureza dos interesses envolvidos, bem como a funo pacificadora do ato

  • 64

    notarial, o tabelio somente poder emitir certido do testamento ao prprio testador, ou a terceiros interessados, mediante apresentao do bito do testador ou por ordem judicial.

    SEO X

    TESTAMENTO CERRADO

    Art. 236. Aps receber o testamento cerrado com a declarao do testador de que aquele o seu testamento e que o deseja aprovado, na presena de duas testemunhas o tabelio iniciar, imediatamente aps a ltima palavra, o instrumento de aprovao, manuscrito ou dati-lografado.

    1. No havendo espao em branco, o tabelio rubricar as folhas e iniciar o instrumento em folha separada, fazendo disso circunstanciada meno.

    2. O tabelio dever numerar e rubricar todas as pginas do testamento.

    3. Lavrado o instrumento de aprovao, o tabelio o ler na presena do testador, que o assinar com as testemunhas do ato.

    4. Se o testador no puder assinar uma das testemunhas escolhidas por ele assinar a seu rogo, devendo ser colhida a impresso digital exclusivamente com a utilizao de coletores de impresses digitais, vedado o emprego de tinta para carimbo.

    Art. 237. Em seguida, depois de assinado, o tabelio passar a cerrar e coser o testamento da se-guinte forma:

    I - o testamento ser colocado em um envelope cujas aberturas sero coladas;

    II - o tabelio costurar o testamento e o envelope nas quatro bordas;

    III - recomenda-se a aposio de lacre sobre os pontos de costura.

    Art. 238. Costurado e entregue o testamento ao testador, o tabelio, sem necessidade da presena das testemunhas, lanar no Livro de Notas, termo do lugar, dia, ms e ano em que o tes-tamento foi aprovado e entregue, sugerindo-se na ausncia de outra forma consagrada o modelo seguinte: Aprovao de testamento cerrado - Declaro, de acordo com o disposto no art. 1.874 do Cdigo Civil, ter lavrado hoje, em cartrio (ou no lugar onde tiver sido aprovado), nesta cidade de...... o instrumento de aprovao de testamento de ......., que pelo mesmo me foi apresentado na presena das testemunhas ... que com ele o assinaram. Depois de lacrado e costurado, guardadas as demais formalidades legais, entreguei-o ao testador. Data e assinatura do tabelio.

    Art. 239. O tabelio no poder arquivar o testamento cerrado.

    SEO XI

    CAPTULO II - DO TABELIONATO DE NOTAS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 65

    CPIAS E AUTENTICAES

    Art. 240. A cpia autenticada pelo tabelio, em papel ou meio digital, faz prova plena, tendo a mesma validade do documento apresentado.

    1 Somente quando o documento apresentado contiver declarao de vontade e a cpia autenticada for contestada em juzo, dever ser exibido o original.

    2 Quem contesta documento pblico notarial ou documento particular autenticado pelo tabelio tem o nus da prova.

    3 A autenticao ter validade perante todas as reparties pblicas que no podero recus-la.

    Art. 241. Pelo sistema reprogrfico ou equivalente podero ser extradas cpias de documentos p-blicos ou particulares. Entende-se por reprografia o processo de reproduo que recorre tcnica da cpia reprogrfica, xerocpia, eletrocpia, termocpia, microfilmagem, digita-lizao, computao eletrnica, heliografia, eletrosttica, etc.

    Art. 242. Os tabelies, ao autenticarem cpias reprogrficas, no devero restringir-se mera con-ferncia dos textos ou ao aspecto morfolgico da escrita, mas verificar, com cautela, se o documento copiado contm rasuras, supresso de palavras ou linhas, ou ainda quaisquer outros sinais suspeitos indicativos de possveis fraudes.

    Art. 243. Nos documentos em que houver mais de uma reproduo, a cada uma corresponder um instrumento de autenticao.

    1. Sempre que possvel, o instrumento de autenticao constar da face da cpia. Quando tenha de constar do verso, inutilizar-se-o os espaos remanescentes atravs de carimbo apropriado.

    2 O instrumento de autenticao dever conter a identificao do escrevente que o firmou.

    Art. 244. Na extrao e autenticao de cpias reprogrficas de documentos de reduzido tamanho, o tabelio poder inutilizar os espaos em branco, cortando e reduzindo a reproduo, de acordo com as dimenses do documento, de modo que ali caibam somente a reproduo e a autenticao.

    Art. 245. O tabelio poder autenticar cpia reprogrficas reduzidas ou ampliadas de documentos, indicando esta situao no ato.

    Art. 246. No ser extrada, autenticada ou utilizada para a prtica de nenhum ato notarial repro-duo reprogrfica de outra reproduo reprogrfica, autenticada ou no, de documento pblico ou particular.

    Pargrafo nico. No se sujeitam a esta restrio a cpia ou o conjunto de cpias reprogrficas que, emanadas e autenticadas de autoridade ou repartio pblica,

  • 66

    constituam documento originrio, tais como cartas de ordem, de sentena, de arrematao, de adjudicao, formais de partilha, certides positivas de registros pblicos e de protestos, certides da Junta Comercial e post gramas.

    Art. 247. As cpias reprogrficas autenticadas por autoridade administrativa, em razo de seu ofcio, e do foro judicial independem de autenticao notarial, uma vez que constituem docu-mentos originrios.

    Art. 248. vedado autenticar documentos j autenticados pelo Juzos e Tribunais, exceto a requeri-mento expresso e motivado da parte interessada.

    Art. 249. O tabelio poder autenticar documentos copiados em microfilmes ou em suporte digital, ou cpias ampliadas de imagem microfilmadas ou digitalizadas, conferidas mediante aparelho leitor apropriado.

    Art. 250. No podem ser autenticados, dentre outros documentos:

    I - documentos escritos em idioma que o tabelio no domine, exceto quando a fotocpia for extrada pelo prprio tabelio, ou quando o original vier acompanhado de traduo juramentada;

    II - fax, exceto o que contenha assinatura inserida aps a recepo do documento. Nesse caso, na cpia autenticada dever ser aposta observao de que o documento fotossensvel, sujeito a desaparecimento no decorrer do tempo;

    III - parte ou partes de um documento cuja compreenso do contedo dependa de sua leitura integral (contratos particulares, dentre outros). Se o usurio insistir, todas as pginas, ainda que no autenticadas, devero ser carimbadas e rubricadas com o sinal do tabelio ou de seus prepostos;

    IV - parte de jornal ou outro impresso, se nela faltar a data e o nome da publicao;

    V - documento escrito a lpis ou outro meio de impresso delvel, salvo o que contenha assinatura inserida tinta. Nesse caso, na cpia autenticada dever ser aposta observao de que o documento foi escrito a lpis;

    VII - documentos rasurados ou alterados, com tinta corretiva, quando a correo implique em alterao que, a critrio do tabelio, comprometa a segurana jurdica. O documento poder ser autenticado desde que o usurio assine e escreva que a correo encontra-se no documento original;

    VIII - mensagem eletrnica (e-mail), exceto a que contenha assinatura inserida aps o envio ou a recepo do documento;

    Art. 251. Podem ser autenticados, dentre outras, cpias de documentos:

    I - extratos bancrios emitidos por impresso trmica. Nesse caso, na cpia autenticada dever ser aposta observao de que o documento fotossensvel, sujeito ao desaparecimento no decorrer do tempo;

    CAPTULO II - DO TABELIONATO DE NOTAS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 67

    II - diplomas, certificados e outros documentos em que as assinaturas sejam apostas por chancela ou reproduo digitalizada;

    III - parte ou partes de um documento quando seu contedo for relevante e possa produzir efeitos jurdicos isoladamente (contas de consumo como gua, luz, telefone, etc, passaporte, carteira de trabalho, dentre outros). Neste caso, o tabelio dever apor a ressalva A presente cpia parte de um documento;

    IV - parte ou partes de um processo judicial, formal de partilha, carta de arrematao, carta de adjudicao, dentre outros, quando contenha a rubrica do escrivo. Neste caso, o tabelio dever apor a ressalva A presente cpia parte de um documento judicial;

    V - certides expedidas por rgos administrativos (CREA, Junta Comercial, IML, etc) que contenham cpias;

    Art. 252. Somente por ata notarial ser autenticada a existncia de mensagens eletrnicas (e-mails), cujo contedo dever ser acessado diretamente junto conta de usurio do interessado, em equipamento do prprio tabelionato, fazendo-se meno circunstanciada dessa cau-tela.

    Art. 253. A autenticao de documentos expedidos atravs da internet por agentes pblicos ou por particulares somente permitida por ata notarial autenticatria com a seguinte expres-so: Autntico esta cpia de um documento digital que est conforme ao documento verificado por acesso internet em www. domnio. Dou f.

    Pargrafo nico.Nessa hiptese, o custo da ata notarial autenticatria ser equivalente a 5% (cinco por cento) do valor previsto na tabela de emolumentos para as demais atas notariais.

    Art. 254. O registro da chancela mecnica do tabelio observar os seguintes requisitos:

    I - preenchimento da ficha-padro destinada ao reconhecimento de firmas;

    II - arquivamento na serventia do fac-smile da chancela;

    III - declarao do dimensionamento do clich;

    IV - descrio pormenorizada de chancela, com especificao das caractersticas gerais e particulares do fundo artstico.

    Art. 255. O uso da chancela mecnica nos itens de autenticao das cpias de documentos particu-lares e certides ou traslados de instrumentos do foro judicial, extrados pelo sistema reprogrfico, observar os requisitos dos demais atos de autenticao.

    SEO XII

  • 68

    RECONHECIMENTO DE FIRMAS

    Art. 256. A ficha de assinaturas fornecida em impresso padronizado e destinada ao reconhecimento de firmas conter, no mnimo, os seguintes elementos:

    I - nome do depositante, endereo, profisso, nacionalidade, estado civil;

    II - indicao do nmero de inscrio no CPF, quando for o caso;

    III -Nmero presente na carteira de identidade (RG);

    IV - data do depsito da firma;

    V - assinatura do depositante, aposta duas vezes;

    VI - rubrica e identificao do tabelio ou escrevente que verificou a regularidade do preenchimento;

    VII - no caso de depositante cego ou portador de viso subnormal, e do semialfabetizado, o tabelio preencher a ficha e consignar esta circunstncia.

    1. O preenchimento do carto de firmas dever ser feito na presena do tabelio ou de preposto que dever conferi-lo e vis-lo.

    2 . O tabelio est autorizado a extrair, s expensas do interessado, cpia reprogrfica do documento de identidade apresentado para preenchimento da ficha-padro. A cpia ser devidamente arquivada com a ficha-padro para fcil verificao.

    3. O tabelio poder recusar a abertura da ficha quando o documento de identidade contenha caracteres morfolgicos geradores de insegurana (replastificao, foto muito antiga, ou indcios de adulterao, dentre outros).

    4. No sero aceitas, como carteira de identidade, as identificaes funcionais ou outras sem eficcia prevista em lei.

    5. Os maiores de 16 anos podero abrir ficha-padro, devendo o tabelio consignar a incapacidade relativa do menor de 18 anos.

    6. O estrangeiro no residente no territrio nacional ser identificado por seu passaporte, salvo quando haja tratado entre os pases permitindo a aceitao do documento civil de identificao de seu pas.

    7. Fica proibida e constitui falta grave a entrega ou remessa de fichas-padro para terceiros.

    Art. 257. O reconhecimento, com a meno de ser a firma autntica ou de ter sido feito por seme-lhana, deve conter o nome da pessoa signatria.

    Art. 258. O tabelio, a seu critrio, poder exigir a renovao das assinaturas ou o preenchimento de uma ficha-padro atual.

    CAPTULO II - DO TABELIONATO DE NOTAS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 69

    Art. 259. vedado o reconhecimento por abono, salvo no caso de documento firmado por ru preso, desde que visado pelo Diretor do Presdio, com sinal ou carimbo de identificao.

    Art. 260. O instrumento de reconhecimento dever conter a identificao do escrevente que o firmou.

    Art. 261. Para o reconhecimento de firma por semelhana poder-se- exigir a presena do signatrio. Nesse caso, este dever preencher campo especfico no livro de controle de firmas autn-ticas.

    Art. 262. O reconhecimento da firma de pessoas em representao ou representao de pessoa jur-dica poder ser feito com a declarao de que o tabelio verificou o contrato e atesta os poderes atribudos ao signatrio. O reconhecimento dever declarar: Reconheo a firma de x, que assina pela empresa y. Contrato arquivado em .../.../...... Dou f.

    1. O tabelio, neste caso, arquivar o contrato que, para este ato, ser apresentado por certido expedida pelo rgo de registro a menos de cento e oitenta (180) dias.

    2. O tabelio poder exigir certido atualizada do rgo de registro ou ressalvar a data da expedio da certido.

    Art. 263. vedado o reconhecimento de firma em documentos sem data, incompletos ou que contenham, no contexto, espaos em branco. A pedido expresso da parte interessada, o tabelio poder realizar o ato, ressalvando no instrumento de reconhecimento tais ocor-rncias e arquivando cpia do documento apresentado.

    1. Nos documentos sem data, o reconhecimento autorizado desde que o usurio aponha data igual ou anterior do reconhecimento.

    Art. 264. Se o instrumento contiver todos os elementos do ato, pode o tabelio ou escrevente auto-rizado reconhecer a firma de apenas uma das partes, no obstante faltar a assinatura da outra, ou das outras.

    Art. 265. O reconhecimento de firmas de Juzes de Direito, quando autenticadas por Ofcio de Justia, somente ser exigido nas hipteses previstas em lei ou se houver dvida em relao sua autenticidade.

    Art. 266. autorizado o reconhecimento de firmas em escrito de obrigao redigido em lngua estrangeira, uma vez adotados os caracteres comuns, ou em idioma que o tabelio domine.

    Pargrafo nico. Nesse caso, alm das cautelas normais, o tabelio informar parte que o documento, para produzir efeito no Brasil e para valer contra terceiros, dever ser vertido em vernculo, e registrada a traduo.

    Art. 267. No momento da abertura da ficha-padro, a pessoa interessada, a pedido expresso, poder solicitar ao tabelio que sua assinatura somente seja reconhecida por autenticidade.

    Pargrafo nico. Neste caso, somente por ordem judicial, o tabelio far o reconhecimento da firma por semelhana.

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    Art. 268. As procuraes utilizadas nos atos de reconhecimento de firma por autenticidade devem ser pblicas ou, quando particulares, terem sua firma reconhecida por autenticidade.

    Art. 269. possvel o reconhecimento por semelhana de firma de pessoa j falecida.

    Art. 270. A pedido expresso e motivado, o tabelio fornecer certido do contedo da ficha-padro, vedado o fornecimento do padro grfico da assinatura.

    Art. 271. Fica autorizada a adoo do processo de chancela mecnica, com o mesmo valor da assina-tura de prprio punho do tabelio, nos termos destinados ao reconhecimento de firmas, autenticao de cpias de documentos extrados mediante sistema reprogrfico e auten-ticao de chancelas mecnicas registradas na serventia.

    1. A chancela mecnica conter os seguintes dados e requisitos:

    I - designao do Cartrio e da Comarca;

    II - termo referente respectiva autenticao de cpias de documentos e da chancela mecnica, ou ao reconhecimento de firma, com os claros a serem preenchidos; e

    III - gravao da assinatura autorizada sobreposta ao nome por extenso, respectivo cargo e nmero da cdula de identidade (RG).

    2. A mquina empregada para a impresso da chancela mecnica dever possuir as seguintes condies tcnicas:

    I - disparador de impresso de chancela acionado eletronicamente;

    II - tinta lquida, de cor preta, indelvel, destituda de componentes magnetizveis, para impresso macerada, de maneira a no permitir cpias;

    III - dispositivo de segurana acionado por meio de trs (03) chaves;

    IV - contador eltrico numrico das chancelas efetuadas, selado, inviolvel e irreversvel;

    V - trava de sobrecarga de cpias extras.

    3. As chaves que acionam a mquina de chancelar, de que trata este artigo ficaro sob a guarda, respectivamente, do tabelio, substituto ou escrevente autorizado a oper-la, sendo todos responsveis, solidariamente, pela regularidade do chancelamento dos documentos e inclusive pelo uso indevido de tal processo, por quem quer que seja.

    Art. 272. A autorizao para o uso de chancela mecnica ser dada pelo Juiz Corregedor Permanente do respectivo tabelionato, o qual far, em seguida, comunicao Corregedoria Geral da Justia.

    1. O pedido do tabelio ser dirigido ao Juiz Corregedor Permanente, que, aps verificar se a mquina e o clich atendem s exigncias, se manifestar, expressamente, sobre a convenincia da medida, a organizao e o movimento da

    CAPTULO II - DO TABELIONATO DE NOTAS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 71

    serventia, o zelo do titular e dos escreventes, e todas as demais condies, pessoais e materiais, que capacitem avaliar-se se o pretendente pode utilizar o sistema. O expediente dever vir acompanhado de impresses dos clichs a serem adotados.

    2. O Juiz Corregedor Permanente, ou o Corregedor Geral da Justia, ex officio, podero suspender ou revogar a autorizao concedida, inclusive apreendendo mquinas e clichs, quando necessrio.

    CAPTULO III

    DO TABELIONATO DE PROTESTOS

    SEO I

    DAS DISPOSIES GERAIS

    Art. 273. O servio de protesto de ttulos e outros documentos de dvida est sujeito ao regime jur-dico estabelecido nas Leis Federais n. 8.935, de 18 de novembro de 1994 e n. 9.492, de 10 de setembro de 1997, que definem a competncia e atribuies dos Tabelies de Protesto de Ttulos.

    Art. 74. Aos Tabelies de Protesto de Ttulos e outros documentos de dvida cumpre prestar os servios a seu cargo, observando rigorosamente os deveres prprios da delegao pblica de que esto investidos, de modo a garantir a autenticidade, publicidade, segurana e eficcia dos atos jurdicos.

    SEO II

    DA ORDEM DOS SERVIOS EM GERAL

    Art. 275. O atendimento ao pblico dos Tabelionatos de Protesto de Ttulos, em todo o Estado do Piau, ser, no mnimo, de seis (06) horas dirias, e ser fixado pelo Juiz Corregedor Per-manente da comarca, atendidas as peculiaridades locais.

    Art. 276. Os ttulos e outros documentos de dvida devem ser protocolizados to logo apresentados ao Tabelionato de Protestos, obedecendo estrita ordem cronolgica de entrada.

    1. Para apresentantes particulares ser previamente preenchido formulrio de apresentao, conforme modelo padronizado desenvolvido pelo Instituto de Estudos de Protesto de Ttulos do Brasil - Seo do Estado do Piau, ou pelo servio de distribuio de ttulos, onde houver, em duas vias, uma para arquivamento e outra para lhe ser devolvida como recibo, sendo de sua responsabilidade as informaes consignadas, incluindo as caractersticas essenciais do ttulo ou documento de dvida e os dados do devedor.

    2. O Tabelio de Protesto, sempre que constatar ter sido fornecido endereo incorreto do devedor, com indcios de m-f, comunicar o fato autoridade policial

  • 72

    para a feitura de Boletim de Ocorrncia e apurao.

    3 No sendo possvel a protocolizao imediata, desde que justificadamente, sero os ttulos, ou outros documentos de dvida, protocolizados no prazo mximo de vinte e quatro (24) horas, a contar de sua entrega pelo apresentante, sendo, de qualquer modo, irregular o lanamento no Livro Protocolo depois de expedida a intimao.

    4. Os Tabelies de Protesto ou, onde houver mais de um, os Servios de Distribuio podero recepcionar ttulos ou outros documentos de dvida encaminhados por via postal, desde que sejam remetidos pelo apresentante, alm dos documentos pertinentes e formulrio de apresentao, requerimento de apresentao por via postal, que conter o endereo para a devoluo dos documentos em caso de irregularidade que impea a protocolizao ou o protesto, ou daqueles e do instrumento de protesto caso este se efetive. A postagem de retorno ser feita por meio de correspondncia registrada e com aviso de recebimento (AR), pagas previamente pelo apresentante as despesas dela decorrentes.

    5. Para o usurio j cadastrado, poder o Tabelio dispensar as formalidades indicadas nos pargrafos anteriores, deste artigo, observadas as demais disposies estabelecidas neste Captulo.

    6. Onde houver mais de um Tabelio de Protesto, o formulrio de apresentao ser entregue ao servio de distribuio, que restituir, com a devida formalizao, a via destinada a servir de recibo.

    7. No sendo possvel a protocolizao imediata, desde que justificadamente, sero os ttulos, ou outros documentos de dvida, protocolizados no prazo mximo de vinte e quatro (24) horas, a contar de sua entrega pelo apresentante, sendo, de qualquer modo, irregular o lanamento no livro protocolo depois de expedida a intimao.

    8. Fica dispensado o preenchimento do formulrio de apresentao de que trata o 1 se existir prvio convnio firmado entre os tabelies e os apresentantes-credores, especialmente a rede bancria, fixando-lhes as responsabilidades, bem como na hiptese de envio a protesto das indicaes dos ttulos e documentos de dvida por meio magntico ou de gravao eletrnica de dados, sendo de inteira responsabilidade do apresentante os dados fornecidos, ficando a cargo dos Tabelionatos a mera instrumentalizao das mesmas.

    Art. 277. Nas localidades onde houver mais de um Tabelio de Protesto de Ttulos haver, obrigatoria-mente, um servio de distribuio, instalado e mantido pelos prprios Tabelionatos, ou a participao destes tabelionatos junto a Central de Distribuio de Ttulos do Instituto de Protesto de Ttulos- Seo do Estado do Piau.

    1 No interior do Estado, nas localidades onde houver um ou mais de um Tabelionato de Protesto, a formalizao de convnio com o Servio de Distribuio de Ttulos da Capital e o Instituto de Estudos de Protestos de Ttulos do Brasil

    CAPTULO III - DO TABELIONATO DE PROTESTOS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 73

    Seo Piau, para a recepo e distribuio das indicaes dos ttulos encaminhados a protesto por via eletrnica ou, por meio magntico pela rede bancria.

    2. Os ttulos e documentos de dvida, recepcionados no Servio de Distribuio de Ttulos da Capital, sero entregues na mesma data ao Tabelionato de Protesto competente, mediante distribuio equitativa, observado os critrios quantitativo e qualitativo.

    3 Alm do Servio de Distribuio local, poder ser institudo pelo Instituto de Estudos de Protestos de Ttulos do Brasil Seo Piau uma Central de Remessa de Ttulos, denominada Central de Remessa de Arquivos (CRA/PI), a qual observar, necessariamente as regras de competncia territorial, para o preenchimento de ttulos e documentos de dvida aos tabelionatos locais.

    SEO III

    DA RECEPO E DA PROTOCOLIZAO DOS TTULOS

    Art. 278. Qualquer documento representativo de obrigao econmica pode ser levado a protesto, para prova da inadimplncia; para fixao do termo inicial dos encargos, quando no hou-ver prazo assinado; ou para interromper o prazo de prescrio.

    1. Na qualificao dos ttulos apresentados no servio de Protesto de Ttulos e outros documentos de dvida, cumprir aos Tabelies o exame dos seus caracteres formais, no lhes cabendo investigar acerca da prescrio ou caducidade.

    2. Verificada a existncia de vcios formais, os ttulos sero devolvidos ao apresentante, com anotao da irregularidade, ficando obstado o registro do protesto.

    3. O protesto tambm no ser tirado:

    I - se for verificada qualquer irregularidade formal aps a protocolizao do ttulo;

    II - se o apresentante desistir do protesto;

    III - se o ttulo for pago no Tabelionato;

    IV - no caso de sustao, por ordem judicial.

    4 Nose poder tirar protesto por falta de pagamento de Letra de Cmbio contra o sacado no aceitante.

    5. Os contratos de cmbio podero ser recepcionados por meio eletrnico, desde que realizada, em qualificao, conferncia das assinaturas digitais com emprego do aplicativo CADIC, programa especfico disponibilizado pelo Banco Central do

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    Brasil, observadas as respectivas normas e instrues de uso expedidas pela referida instituio.

    6. Sero admitidos a protesto os ttulos que satisfaam os requisitos do art. 889 do Cdigo Civil.

    7. Os ttulos de crdito emitidos na forma do art. 889, 3, do Cdigo Civil, podero ser enviados a protesto por meio eletrnico.

    8. Os documentos de dvida podero ser apresentados no original ou digitalizados eletronicamente, que tero a mesma fora probante dos originais, ressalvada a alegao motivada e fundamentada de adulterao antes ou durante o processo de digitalizao, obedecido o disposto no art. 11 da Lei n. 11.419, de 19 de dezembro de 2006, sendo, em qualquer hiptese, de responsabilidade do apresentante o encaminhamento indevido ao Tabelionato.

    9 Caso seja apresentado o original e ainda existam parcelas vincendas, aplicar-se- a disposio contida no art. 297, 5.

    10. Os documentos de dvida assinados digitalmente podero ser enviados a protesto sob forma eletrnica.

    Art. 279. Somente podero ser protestados os ttulos e documentos de dvida pagveis ou indicados para aceite nas praas localizadas no territrio da comarca.

    Pargrafo nico. Quando no for requisito do ttulo ou do documento de dvida e no havendo indicao da praa de pagamento ou aceite, ser considerada a praa do estabelecimento do sacado ou devedor; caso, ainda, no constem tais indicaes, observar-se- a praa do credor ou sacador.

    Art. 280. Os ttulos emitidos fora do Brasil, em moeda estrangeira, devero ser apresentados com traduo juramentada, cumprindo seja o documento e sua traduo transcritos no termo de protesto.

    1. Nos ttulos emitidos no Brasil, em moeda estrangeira, ser observado pelo Tabelio as disposies do Decreto-Lei n. 857, de 11 de setembro de 1969 e legislao complementar.

    2. Em caso de pagamento, este ser efetuado em moeda corrente nacional, cumprindo ao apresentante a converso na data de apresentao do documento para protesto.

    Art. 281. Nos ttulos que estejam sujeitos a qualquer tipo de correo, o pagamento ser feito pelo valor convertido na data da apresentao, como indicado pelo apresentante.

    Pargrafo nico.Os documentos de dvida cuja apurao de valor dependa de clculo devero ser apresentados juntamente com memria de clculo assinada pelo apresentante, discriminando as parcelas, ndices utilizados e encargos eventualmente previstos expressamente no prprio documento, sendo de sua responsabilidade a correo de tais clculos.

    CAPTULO III - DO TABELIONATO DE PROTESTOS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 75

    Art. 282. Tratando-se de cheque, poder o protesto ser lavrado no lugar do pagamento ou do domi-clio do emitente.

    1. O cheque a ser protestado dever conter a prova da apresentao ao banco sacado e o motivo da recusa do pagamento, salvo se o protesto tiver por fim instruir medidas pleiteadas contra o estabelecimento de crdito.

    2. vedado o protesto de cheques quando estes tiverem sido devolvidos pelo estabelecimento bancrio sacado por motivo de furto, roubo ou extravio das folhas ou dos talonrios, ou por fraude, nos casos dos motivos nmeros 20, 25, 28, 30 e 35, da Resoluo n. 1.682, de 31.01.1990, da Circular n. 2.313, de 26.05.1993, da Circular n. 2.655, de 18.01.1996, COMPE 96/45, e da Circular n. 3.050, de 02.08.2001, do Banco Central do Brasil.

    Art. 283. As duplicatas, mercantis ou de prestao de servios, no aceitas, somente podero ser pro-testadas, mediante a apresentao de documento que comprove a entrega da mercadoria ou a efetiva prestao do servio, , respectivamente.

    1 Podero ser recepcionadas as indicaes a protestos nas duplicatas mercantis e de prestao de servios, feitas por meio magntico ou eletrnico, sendo de inteira responsabilidade do apresentante os dados fornecidos, ficando a cargo dos Tabelionatos a mera instrumentalizao das mesmas.

    2. Ao apresentante da duplicata, seja mercantil ou de prestao de servios, facultado que a apresentao dos documentos previstos no caput seja substituda por simples declarao escrita, do portador do ttulo e apresentante, feita sob as penas da lei, assegurando que aqueles documentos comprobatrios da causa do saque da duplicata so mantidos em seu poder, com o compromisso de exibi-los a qualquer momento que exigidos.

    3. A declarao de que trata o pargrafo 2 poder estar relacionada a uma ou mais duplicatas, desde que sejam esses ttulos precisamente especificados.

    4. A indicao da Cdula de Crdito Bancrio deve conter declarao do apresentante de posse da nica via negocivel.

    .5 Quando feito por indicao o protesto de fatura de servios pblicos fiscalizados por Agncia Reguladora, faculta-se declarao de que os comprovantes correspondentes permanecem em poder do credor, com o compromisso de exibio a qualquer momento se exigidos.

    6. Tratando-se de apresentao feita por mandatrio, o apresentante poder firmar declarao de que age por conta e risco do mandante, com o qual os documentos permanecem arquivados para oportuno uso, em sendo necessrio.

    SEO IV

    DO PRAZO

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    Art. 284. O prazo para tirada do protesto de trs (03) dias teis, contados da protocolizao do ttulo ou do documento de dvida.

    1. Na contagem desse prazo exclui-se o dia da protocolizao e inclui-se o do vencimento.

    2. Considera-se no til o dia em que no houver expediente pblico forense ou bancrio, ou em que estes no observem o seu horrio normal.

    3. Quando a intimao for efetivada no ltimo dia do prazo ou alm dele, por motivo de fora maior, o protesto ser tirado no primeiro dia til subsequente.

    4. Em qualquer caso, o protesto no ser lavrado antes do trmino do expediente ao pblico do dia til imediatamente posterior ao da intimao.

    5. Quando o trduo legal para a tirada do protesto for excedido, a circunstncia dever ser mencionada no instrumento, com o motivo do atraso.

    SEO V

    DA INTIMAO

    Art. 285. A intimao ser expedida pelo Tabelio inicialmente ao endereo fornecido pelo portador do documento, considerando-se cumprida quando comprovada a entrega naquele endere-o, ou no que for encontrado pelo Tabelio na forma do disposto no art. 291.

    1. A remessa da intimao poder ser feita por meio de portador do prprio tabelio, ou por qualquer outro meio, desde que o recebimento fique assegurado e comprovado por meio de protocolo, aviso de recebimento (AR) ou documento equivalente.

    Art. 286. As intimaes devero conter:

    I - o nome dos devedores ou sacados no aceitantes com seus respectivos endereos;

    II as formas permitidas de pagamento do ttulo ou documento de dvida;

    III - a advertncia, quando o caso, de que o apontamento foi para protesto por falta de aceite, e no de pagamento, assim intimando-se o sacado a vir aceitar ou justificar a recusa;

    IV - a data para o pagamento;

    V - o nome do apresentante do ttulo;

    VI - natureza do ttulo, nmero, data da emisso, valor e data do vencimento;

    VII - endereo do Tabelionato;

    CAPTULO III - DO TABELIONATO DE PROTESTOS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 77

    VIII - a data da apresentao do ttulo e o nmero do respectivo protocolo;

    IX - tipo de protesto, se comum ou para fins falimentares, na hiptese de protesto por falta de pagamento.

    Art. 287. Na falta de devoluo dos avisos de recebimento (AR) de intimaes, dentro do trduo legal, o tabelio renovar a remessa das intimaes.

    Art. 288. As despesas de conduo nas intimaes devem ser fixadas pelo Juiz Corregedor Permanente que atender s peculiaridades da comarca, incumbindo ao tabelio provocar essa provi-dncia.

    Pargrafo nico. A conduo ser cobrada em importncia igual s tarifas vigorantes para passagens de ida e volta em transporte coletivo e, onde no houver, pelo meio mais econmico disponvel.

    Art. 289. Nas intimaes por via postal sero cobradas da parte as quantias efetivamente despendidas com a EBCT, consoante o contrato de tarifa com esta mantido, ou, no havendo contrato, conforme as tarifas em vigor.

    Pargrafo nico. Utilizada outra empresa para a entrega o valor mximo das despesas, a ser exigido do interessado, ser o previsto no caput.

    Art. 290. As intimaes podero ser entregues a empresas prestadoras de servio, especialmente constitudas mandatrias para esse fim, desde que as procuraes sejam previamente ar-quivadas na respectiva unidade do servio de protesto de ttulos pelos interessados.

    1. Quando o mandante for pessoa jurdica, a procurao dever ser acompanhada de certido atualizada de seus atos constitutivos que comprove a representao legal da sociedade, as quais sero arquivadas em classificador prprio, na respectiva unidade do servio de protesto, junto com a procurao, dispensada a certido se o mandato for outorgado por instrumento pblico.

    2. As empresas de assessoria entregaro, nas respectivas unidades do servio de protesto de ttulos, em ordem alfabtica, relao de seus representados, que contero todos os nomes que possam constar nos ttulos ou indicaes, os respectivos nmeros do CNPJ ou do CPF, bem como os endereos dessas pessoas.

    3. Das procuraes dever constar clusula com poderes especiais para que a mandatria possa receber as intimaes em nome do mandante, com exclusividade, sendo obrigatoriamente outorgada por trinta (30) dias, cujo prazo ser considerado prorrogado, por outro perodo igual, sempre que no houver expressa e prvia comunicao de eventual revogao.

    4. As intimaes sero entregues diariamente s empresas de assessoria, no Tabelionato ou no Servio de Distribuio de Ttulos, mediante recibo ou em meio eletrnico, com certificado digital, no mbito da ICP-Brasil ou outro meio seguro.

    5. As mandatrias faro indicao escrita respectiva unidade do servio de protesto de ttulos, do nome e qualificao das pessoas, que devero ser maiores

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    e capazes, por elas credenciadas para retirarem as intimaes diariamente junto sede do servio.

    6. Ao servio de protesto facultado realizar a intimao diretamente a quem estiver obrigado no ttulo, considerando-se suficiente, no entanto, a intimao entregue mandatria na forma acima.

    Art. 291. O Tabelio poder adotar outros meios idneos para localizao do devedor.

    Art. 292. Em caso de recusa no recebimento da intimao, o fato ser certificado, expedindo-se edi-tal.

    Art. 293. A intimao ser feita por edital, ainda, se a pessoa indicada para aceitar ou pagar for des-conhecida, incerta, ou ignorada, ou, ainda, quando, na forma do art. 285, for tentada a intimao pessoal no seu endereo ou naquele localizado pelo Tabelio.

    1. O edital ser afixado no Tabelionato e publicado pela imprensa local, com indicao do endereo deste, onde houver jornal de circulao diria.

    2 Na hiptese de mais de um apontamento relativo ao mesmo devedor admitido o agrupamento para fins de publicao.

    3. O edital, no qual ser certificada a data da afixao, conter o nome do devedor, o nmero de seu CPF, ou cdula de identidade, ou CNPJ, a identificao do ttulo ou documento de dvida pela sua natureza e pelo nmero do protocolo, a indicao do cdigo da Tabela de Custas correspondente faixa de valor em que se insere e o prazo limite para cumprimento da obrigao no Tabelionato.

    4. Os editais devem ser arquivados em ordem cronolgica.

    Art. 294. Dispensa-se a intimao do sacado ou aceitante, caso tenham firmado no ttulo declarao da recusa do aceite ou do pagamento e, na hiptese de protesto, por causa de falncia do aceitante.

    SEO VI

    DA DESISTNCIA E DA SUSTAO DO PROTESTO

    Art. 295. Antes da lavratura do protesto poder o apresentante retirar o ttulo ou documento de dvi-da, pagos os emolumentos e demais despesas.

    1. A desistncia ser formalizada por pedido escrito do apresentante. Nesse caso, o tabelio devolver o ttulo no ato de protocolo do requerimento, que ser arquivado em pasta prpria e ordem cronolgica, anotando a devoluo no livro protocolo.

    2. A desistncia poder ser formalizada por meio eletrnico, com a utilizao de certificado digital no mbito da ICP-Brasil ou outro meio seguro disponibilizado pelo Tabelionato ao apresentante.

    Art. 296. O ttulo cujo protesto houver sido sustado judicialmente, que permanecer disposio

    CAPTULO III - DO TABELIONATO DE PROTESTOS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 79

    do respectivo juzo, s poder ser pago, protestado ou retirado com autorizao judicial.

    1. Os mandados de sustao de protesto devem ser arquivados juntamente com os ttulos a que se referem; ser elaborado ndice dos ttulos que tenham seus protestos sustados, pelos nomes dos intimados.

    2. Os mandados de sustao de protesto podero ser expedidos na forma eletrnica, dentro dos padres definidos pelo Egrgio Tribunal de Justia, sendo arquivados em mdia digital.

    3. Os mandados de sustao de protesto podero ser transmitidos por meio de fax e devero ser provisoriamente cumpridos pela respectiva unidade do servio de protesto de ttulos.

    4. Ao receber o mandado que tenha sido transmitido na forma do pargrafo anterior, o servio de protesto dever, por telefone, confirmar a sua procedncia imediatamente, ou, no sendo possvel, no dia til seguinte.

    5. Caber aos interessados, no prazo de dois (02) dias teis, a contar da transmisso da ordem por fax, apresentar, no respectivo Tabelionato de Protesto, os originais do mandado de sustao, a fim de manter a eficcia da medida efetivada provisoriamente a vista do fac-smile.

    6. No sendo apresentado o original do mandado, no prazo indicado no 5, o ttulo ou documento de dvida ser apresentado no terceiro dia til, a contar da transmisso da ordem por fax.

    7. Revogada a ordem de sustao, o protesto dever ser tirado at o primeiro dia til subsequente ao recebimento da revogao.

    8. Tornada definitiva a ordem de sustao, o ttulo ou o documento de dvida ser encaminhado ao Juzo respectivo, salvo se constar determinao para quem deva ser entregue, ou se decorridos trinta (30) dias sem que a parte autorizada tenha comparecido ao Tabelionato para retir-lo.

    SEO VII

    DO PAGAMENTO

    Art. 297. O pagamento do ttulo e do documento de dvida apresentado para protesto ser feito di-retamente no Tabelionato competente, no valor igual ao declarado pelo apresentante, acrescido das e dos emolumentos e demais despesas comprovadas.

    1. No poder ser recusado pagamento oferecido dentro do prazo legal, desde que feito no Tabelionato de Protesto competente e no horrio de funcionamento dos servios, sendo que, no ato do pagamento, ser dada a respectiva quitao, e o valor devido ser colocado disposio do apresentante do 1 dia til subsequente ao do recebido.

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    2 Faculta-se ao interessado o pagamento por meio de cheque administrativo, ou visado, ou via boleto bancrio, com cdigo de barras recebvel, preferencialmente, em instituio bancria conveniada com os Tabelionatos de Protestos, desde que observadas as cautelas legais e as normas do Banco Central do Brasil, e que no acarrete nenhum prejuzo ao usurio. Em qualquer forma de pagamento, o valor devido ser colocado disposio do apresentante no 1 dia til subsequente ao do recebimento.

    3. O cheque administrativo ou visado dever ser emitido em nome e ordem do apresentante e pagvel na mesma praa. Optando o interessado efetuar o pagamento por essa modalidade, as custas e emolumentos e demais despesas devero ser pagas em dinheiro e apartado. O Tabelio entregar o ttulo ou documento de dvida ao devedor ou interessado, com a ressalva de que a quitao fica condicionada liquidao do cheque.

    4. O Tabelio, provado o pagamento realizado por meio de boleto bancrio, deixar disposio para entrega ao interessado ou devedor, no cartrio, o ttulo ou documento de dvida, com a ressalva, no recebido, de que a quitao fica condicionada confirmao do pagamento pela instituio financeira.

    5. O pagamento feito via boleto bancrio dever ser feito, exclusivamente, com dinheiro ou cheque administrativo nominal ao Tabelionato, devendo essa informao constar do instrumento do boleto, para conhecimento do atendente bancrio.

    6. O Tabelio poder inutilizar, seis (06) meses depois da data do pagamento, os ttulos e os documentos de dvidas no retirados pelo devedor ou interessado, desde que conservados microfilmes e as imagens gravadas por processo eletrnico.

    7.Na hiptese ou documento de dvida ser pago em dinheiro no Tabelionato ou por boleto bancrio, o Tabelio poder creditar o valor em conta bancria indicada pelo apresentante, mediante transferncia eletrnica (TED ou DOC), ou depsito, e arquivar cpia do comprovante de transferncia ou depsito.

    8 As microempresas ou empresas de pequeno porte, para se valer dos benefcios do art. 73 da Lei Complementar n. 123/2006, devero demonstrar a sua qualidade mediante certido expedida pela Junta Comercial ou pelos Oficiais de Registro Civil de Pessoa Jurdica, admitindo-se como vlidos at trinta e um (31) de janeiro de cada ano as emitidas no curso do exerccio fiscal anterior.

    9 Efetuado o pagamento por microempresas e empresas de pequeno porte por cheque sem a devida proviso de fundos, sero, automaticamente, suspensos pelos Cartrios de Protestos, pelo prazo de um (01) ano, todos os benefcios para o devedor previstos no art. 73 da Lei Complementar n. 123/2006, independentemente da lavratura e registro do respectivo protesto.

    10. Quando pagamento for feito com cheque que no o administrativo, o cheque dever ser, obrigatoriamente, de emisso de emisso do devedor e nominal ao apresentante, devendo o Tabelio deixar claro, no documento de quitao, que

    CAPTULO III - DO TABELIONATO DE PROTESTOS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 81

    esta ficar condicionada liquidao do cheque, entregando ao devedor o ttulo ou documento de dvida. Sendo devolvido o cheque sem a devida proviso de fundos, o ttulo, ou documento de dvida, ser imediatamente protestado.

    11 Quando do pagamento ainda subsistirem parcelas vincendas, ser dada quitao da parcela paga em apartado, devolvendo-se o original ao apresentante.

    Art. 298. No sero levados em conta os juros e a comisso de permanncia para clculo da importn-cia total da dvida e encargos que devem ser pagos pelo devedor, salvo nos casos permiti-dos por lei e no contrato entre as partes.

    SEO VIII

    DO PROTESTO DE TTULOS E OUTROS DOCUMENTOS DE DVIDA

    Art. 299. No sendo pago, aceito ou retirado o ttulo ou sustado o protesto na forma das sees precedentes, ser lavrado o protesto entregando-se o instrumento respectivo ao apresen-tante.

    Pargrafo nico. O referido instrumento dever estar disposio do apresentante no primeiro dia til seguinte ao prazo para a lavratura do termo de protesto.

    Art. 300. O protesto comum ser tirado por falta de pagamento, por falta de aceite e por falta de devoluo; e o protesto especial ser tirado para fins falimentares.

    Art. 301. O protesto por falta de aceite somente poder ser lavrado antes do vencimento da obrigao representada no ttulo, e desde que decorrido o prazo legal para o aceite ou a devoluo.

    Pargrafo nico. Aps o vencimento da obrigao o protesto sempre ser lavrado por falta de pagamento.

    Art. 302. Quando o sacado retiver a letra de cmbio ou a duplicata enviada para aceite alm do prazo legal, o protesto por tais fundamentos poder ser baseado nas indicaes da duplicata ou por segunda via da letra de cmbio, vedada a exigncia de qualquer formalidade no prevista na lei que regula a emisso e circulao das duplicatas.

    Art. 303. Os devedores, assim compreendidos os emitentes de notas promissrias e cheques e os saca-dos nas letras de cmbio e duplicatas, no podero deixar de figurar no Termo de Protesto.

    Pargrafo nico. No se define como devedor e obrigado pelo ttulo, o correntista que tenha seu nome grafado em cheques devolvidos por motivo de furto, roubo ou extravio, cujos documentos no podero ser apontados, na forma estabelecida no art. 283, 2.

    Art. 304. O termo do protesto deve conter:

    I - data e o nmero de protocolizao;

    II - nome e endereo do apresentante;

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    III - transcrio do ttulo ou documento de dvida e das declaraes nele inseridas, ou reproduo das indicaes feitas pelo apresentante do ttulo;

    IV - certido da intimao feita e da resposta eventualmente oferecida;

    V - certido de no haver sido encontrada ou de ser desconhecida a pessoa indicada para aceitar ou para pagar;

    VI - indicao dos intervenientes voluntrios e das firmas por eles honradas;

    VII - aquiescncia do portador do aceite por honra;

    VIII -nmero do documento de identificao do devedor, com seu endereo;

    IX -data e assinatura do tabelio, de seu substituto legal, ou escrevente autorizado;

    X - tipo do protesto, se comum ou para fins falimentares;

    XI - motivo do protesto, se por falta de pagamento, falta de aceite ou falta de devoluo.

    Pargrafo nico. Entende-se por documento de identificao o de inscrio no cadastro do Ministrio da Fazenda (CNPJ ou CPF) ou o do registro geral (RG) ou registro nacional de estrangeiros (RNE).

    Art. 305. Quando o Tabelionato conservar em seus arquivos gravao eletrnica da imagem, cpia reprogrfica, cpia de microfilme, ou cpia digitalizada eletronicamente do ttulo ou do-cumento de dvida, dispensa-se, no termo e no instrumento, a sua transcrio literal, bem como das demais declaraes nele inseridas.

    Art. 306. O protesto para fins falimentares est sujeito s mesmas regras do protesto comum, com as seguintes alteraes:

    I - a competncia territorial do Tabelionato do domiclio do devedor, ainda que outra seja a praa de pagamento;

    II - o protesto especial depende de comprovao do prvio cancelamento de eventual protesto lavrado anteriormente para fins comuns;

    III - o termo de protesto especial deve indicar o nome completo de quem recebeu a intimao, salvo se realizada por edital.

    Art. 307. O deferimento do processamento de recuperao judicial de empresrio e de sociedade empresria no impede o protesto de ttulos e documentos de dvida relacionados com o requerente do benefcio legal.

    SEO IX

    DOS LIVROS E ARQUIVOS

    Subseo I

    CAPTULO III - DO TABELIONATO DE PROTESTOS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 83

    Das Disposies Gerais

    Art. 308. Alm dos livros obrigatrios e comuns aos demais servios, o de Protesto de Ttulos e outros documentos de dvida devem dispor dos livros seguintes:

    I - o Livro Protocolo dos ttulos e documentos de dvida apresentados;

    II - o Livro de Protestos, com ndice.

    Pargrafo nico. Os livros podem ser feitos mediante folhas soltas, banco eletrnico de dados, nele anotando-se os eventuais cancelamentos, ficando vedada a excluso de nomes de devedores.

    Art. 309. Os ndices de protesto de ttulos e outros documentos de dvida sero elaborados pelos nomes dos devedores, ou sacados no aceitantes, conforme o caso, deles constando seu nmero de cadastro no Ministrio da Fazenda (CNPJ ou CPF) ou, em sendo pessoa fsica, seu nmero de registro geral (RG), alm da referncia ao livro e folha ou ao microfilme ou ao arquivo eletrnico onde estiver registrado o protesto.

    Pargrafo nico. Os ndices podero ser elaborados pelo sistema de fichas, microfichas, ou banco eletrnico de dados, nele anotando-se os eventuais cancelamentos, ficando vedada a excluso de nomes de devedores.

    Art. 310. A escriturao dos livros deve ficar a cargo do tabelio, de seu substituto legal ou de escre-vente devidamente autorizado na forma da Lei Federal n. 8.935/94.

    Subseo II

    Dos Livros

    Art. 311. O Livro Protocolo poder ser escriturado mediante processo manual, mecnico, ou informa-tizado, em folhas soltas, ou em meio eletrnico, contendo as seguintes anotaes:

    I - nmero de ordem;

    II - natureza do ttulo ou documento de dvida;

    III - valor;

    IV - nome do apresentante;

    V - nome do devedor;

    VI - tipo do protesto;

    VII - ocorrncias.

    1. A escriturao deste livro dever ser diria, lavrando-se no final de cada expediente o termo de encerramento, que indicar o nmero de ttulos apresentados no dia, cumprindo que a data da protocolizao coincida com a do termo de

  • 84

    encerramento.

    2. Na hiptese de ser adotada a escriturao da coluna de anotao de ocorrncias mediante processo informatizado, do termo de encerramento dever constar, alm da data do encerramento, a data da impresso, que coincidir com a data da ltima ocorrncia anotada.

    Art. 312. O Livro de Protesto ser aberto e encerrado pelo tabelio, por seu substituto legal ou por escrevente especialmente autorizado, com suas folhas numeradas e rubricadas e, quando no adotado sistema de escriturao em meio eletrnico, rubricadas.

    1. Na escriturao em meio eletrnico ser mantido o sistema de numerao contnua de livros e folhas ou de arquivo eletrnico.

    2. Adotada sistemtica de escriturao em meio eletrnico, ser mantida cpia de segurana em local distinto da unidade de servio.

    3. Os sistemas de escriturao em meio eletrnico devem conter mecanismo de identificao de usurios, com registro dos atos praticados, e de preservao da integridade dos dados escriturados.

    4. O instrumento de protesto poder ser expedido por meio eletrnico, com a utilizao de certificado digital no mbito da ICP-Brasil ou outro meio seguro.

    Art. 313. Os assentamentos dos protestos de ttulos e outros documentos de dvida sero feitos no Livro de Protesto, que ser nico, e no qual sero lavrados os termos dos protestos espe-ciais para fins falimentares, por falta de pagamento, por falta de aceite ou de devoluo.

    SUBSEO III

    Dos Arquivos nos Tabelionatos de Protesto

    Art. 314. Sero arquivados nos Tabelionatos de Protestos os documentos seguintes:

    I - intimaes;

    II - editais;

    III - documentos apresentados para averbaes e cancelamentos de protestos;

    IV - mandados de cancelamentos e de sustao de protestos;

    V - ordens de retirada de ttulos pelo apresentante;

    VI - comprovantes de entrega dos pagamentos aos credores;

    VII - comprovantes de devoluo dos ttulos ou documentos de dvida irregulares, que no possam ser apontados;

    VIII - procuraes e respectivos atos constitutivos que comprovem a representao

    CAPTULO III - DO TABELIONATO DE PROTESTOS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 85

    legal, quando outorgantes ou outorgados forem pessoas jurdicas;

    IX - documentos comprobatrios da causa das duplicatas de servios, nota fiscal-fatura ou respectivo contrato de prestao de servio, alm do comprovante da prestao do servio, quando inexistentes declaraes substitutivas previstas no art. 283, 1 deste cdigo.

    X - declaraes substitutivas previstas no art. 283, 1.

    Art. 315. Os livros e arquivos sero conservados pelo Tabelio de Protesto de Ttulos e de outros do-cumentos de dvida, durante o prazo previsto nos arts. ns. 35 e 36 da Lei n. 9.492/1997.

    Pargrafo nico. Permanecero disposio dos interessados, por dez (10) anos, contados da protocolizao, os ttulos e documentos de dvidas protestados e respectivos instrumentos, assim tambm os devolvidos por irregularidade formal. Decorrido esse prazo, fica autorizada sua eliminao.

    Art. 316. Decorridos os prazos legais mnimos estabelecidos para que os livros e documentos sejam conservados, a eliminao do acervo ser comunicada ao Juzo Corregedor Permanente encarregado da fiscalizao da respectiva unidade.

    Pargrafo nico. Para os livros e documentos microfilmados ou gravados por processo eletrnico de imagens no subsiste a obrigatoriedade de sua conservao.

    SEO X

    DAS RETIFICAES, CANCELAMENTOS E AVERBAES

    Subseo I

    Das Retificaes

    Art. 317. De ofcio ou a requerimento de interessados, o Tabelio de Protesto de Ttulos poder efetuar a retificao de erros materiais, sob sua inteira responsabilidade, realizando as necessrias averbaes no respectivo termo de protesto.

    1. As retificaes que sejam realizadas de ofcio devero fundar-se necessariamente em assentamentos do prprio servio ou em documentos que estejam regularmente arquivados, cumprindo, sejam estes mencionados na averbao retificatria.

    2. A averbao da retificao prevista neste item, quando requerida pelo interessado, depender da apresentao, com o requerimento, do respectivo instrumento de protesto eventualmente expedido e dos documentos que comprovem o erro.

    3. No sero cobrados emolumentos para as averbaes de retificaes decorrentes de erros materiais.

  • 86

    Subseo II

    Do Cancelamento do Protesto

    Art. 318. O cancelamento do protesto ser solicitado diretamente ao Tabelionato por qualquer inte-ressado, ou por seu procurador, mediante apresentao do documento protestado, cuja cpia ser arquivada, ou mediante simples solicitao do credor ou do apresentante.

    1. Quando o cancelamento for fundado no pagamento ou outra relevante razo de direito e no for possvel demonstr-lo pelo ttulo ou documento de dvida, ser dele exigida prova, mediante apresentao de declarao de anuncia com o cancelamento, oferecida pelo credor originrio ou na hiptese do endosso-mandato, pelo endossatrio-mandatrio, que dever estar suficientemente identificado na declarao, exigindo-se a sua firma reconhecida.

    2. Se o anuente for pessoa jurdica, o requerente do cancelamento se responsabilizar, sob as penas da lei, por obter na declarao de anuncia a assinatura de quem efetivamente possa assinar por tal pessoa.

    3. Quando o ttulo ou documento de dvida protestado tiver sido apresentado por endossatrio que agir na qualidade de mandatrio, ser bastante a declarao de anuncia do credor endossante ou do apresentante/endossatrio.

    4. Admite-se o cancelamento mediante declarao de anuncia formalizada por meio eletrnico, com a utilizao de certificado digital no mbito ICP-Brasil ou outro meio seguro disponibilizado pelo Tabelionato.

    5. Havendo dvida quanto autenticidade da declarao de anuncia, com indcios de m-f, poder ser exigida prova da condio de representante legal do signatrio.

    Art. 319. O cancelamento do protesto fundado em outro motivo que no o pagamento do ttulo ou documento de dvida, ser, quando no exista anuncia do apresentante ou credor, efe-tivado por determinao judicial, uma vez pagos os emolumentos devidos ao Tabelio de Protesto.

    1. O requerimento ser apresentado por qualquer interessado perante o Juzo Corregedor Permanente do respectivo Tabelionato, que considerar a possibilidade de atender o pedido, independentemente de ao direta, ou encaminhar o interessado paras as vias ordinrias.

    2. Quando o cancelamento decorrer de declarao da inexistncia da dvida ou da extino da obrigao correspondente ao ttulo ou documento de dvida protestado, poder a providncia ser requerida pelo interessado, ou por procurador que o represente com poderes especiais, diretamente ao Tabelio de Protesto, mediante a apresentao de certido, expedida pelo Juzo competente, com meno do trnsito em julgado, substituindo a certido, neste caso, a apresentao do ttulo

    CAPTULO III - DO TABELIONATO DE PROTESTOS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 87

    ou documento de dvida quitado.

    3. O cancelamento do protesto comum poder ser requerido pelo credor ou pelo apresentante, mediante solicitao direta ao Tabelio, para fins de posterior protesto especial para fim falimentar, pagos os emolumentos devidos e demais despesas.

    Art. 320. O cancelamento ser efetuado pelo prprio Tabelio, por seu substituto, ou por escrevente que esteja especialmente autorizado para esse fim.

    1. O cancelamento do protesto ser averbado no termo respectivo e anotado no ndice.

    2. Quando tiver sido microfilmado ou gravado eletronicamente o protesto lavrado, o termo de cancelamento ser lanado em documento apartado, que ser arquivado juntamente com os documentos que instruram o pedido, anotando-se a providncia no ndice respectivo.

    Art. 321. Os expedientes de cancelamento, com os respectivos documentos, devero ser arquivados no Tabelionato, de forma a facilitar a sua localizao.

    Art. 322. Cancelado o protesto, no mais constaro das certides expedidas o protesto ou seu can-celamento, a no ser mediante requerimento escrito do devedor ou requisio judicial.

    Art. 323. O cancelamento do protesto ser comunicado, por certido, s entidades referidas no art. 355, deste cdigo, e, por simples relao, para o Instituto de Estudo de Protesto de Ttulos de do Brasil/ Seo Piau, nos termos do art. 357 e para os fins do disposto no art. 358.

    Art. 324. As averbaes de pagamento feitas at a data da vigncia da Lei n. 6.690, de 25 de setembro de 1979, sero havidas como cancelamento.

    SEO XI

    DAS INFORMAES E CERTIDES

    Subseo I

    Disposies Gerais

    Art. 325. O fornecimento das informaes do protesto da competncia privativa dos Tabelies de Protesto, na forma da Lei n. 9.492, de 10 de setembro de 1997.

    Art. 326. Do Livro Protocolo somente sero fornecidas informaes ou certides mediante solicitao ou do apresentante, ou do credor, ou do devedor ou do sacado no aceitante ou por de-terminao judicial.

    Art. 327. Podero ser fornecidas certides, individuais ou em forma de relao, de protestos no can-celados, a quaisquer interessados, desde que requeridas por escrito.

    1. Os Tabelies podero, ainda, fornecer a qualquer pessoa interessada

  • 88

    informaes e cpias dos documentos arquivados relativos a protestos ainda no cancelados.

    2. Referidas informaes e cpias podero ser feitas eletronicamente.

    Art. 328. Para atender ao interesse de entidades pblicas ou privadas, que tenham fins cientficos e por objeto a pesquisa e a estatstica, podero ainda ser fornecidas certides, caso solicita-das por escrito, que indiquem o nmero de protestos tirados em um determinado perodo, bem como dos cancelamentos efetivados, especificando o tipo de protesto, se por falta de pagamento, aceite ou devoluo, ou ainda se especial para fins falimentares, desde que estas certides refiram-se exclusivamente quantidade de atos praticados, com omisso dos nomes daqueles que tenham figurado nos respectivos ttulos.

    Art. 329. Das certides no constaro os protestos que tenham sido cancelados, salvo se houver re-querimento escrito do prprio devedor, ou for para atender ordem judicial.

    Art. 330. As certides em forma de relao podero ter o seu fornecimento s entidades solicitantes suspenso pela Corregedoria Geral da Justia, quando por sua culpa houver violao do sigilo que se impe s informaes sobre protestos.

    Art.331. Sem prejuzo da responsabilidade disciplinar, os Tabelies de Protestos so civilmente res-ponsveis pelos danos que causarem, por culpa ou dolo, pessoalmente ou por seus prepos-tos, na forma da lei.

    Art. 332. Sempre que a homonmia puder ser verificada com segurana a partir de elementos de iden-tificao que constem dos assentamentos, o Tabelio de Protesto far expedir certido negativa.

    Art. 333. Considerando o interessado que o protesto se refere a homnimo, e no constando do Ca-dastro do Tabelionato elementos individuais identificadores, dever juntar ao pedido de expedio negativa:

    I - Cpia autenticada da carteira de identidade;

    II - atestado de duas testemunhas que declarem conhecer o interessado e que no se referem a ele aqueles protestos;

    III - declarao do interessado, sob responsabilidade civil e criminal, dessa circunstncia.

    SUBSEO II

    Das Certides

    Art. 334. As certides individuais sero fornecidas pelo Tabelio de Protesto, no prazo mximo de cinco (05) dias teis, mediante solicitao do interessado nela identificado, abrangendo perodo mnimo dos cinco (05) anos anteriores ao pedido, salvo quando solicitado perodo maior ou referente a protesto especfico.

    CAPTULO III - DO TABELIONATO DE PROTESTOS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 89

    Pargrafo nico. facultada a expedio de certides eletrnicas de protesto.

    Art. 335. As certides, em forma de relao, sero expedidas, no mesmo prazo do art. 352 deste cdigo, mediante solicitao de entidades representativas dos diversos segmentos da ati-vidade econmica, do comrcio, da indstria e das instituies financeiras, e sero desti-nadas ao uso institucional exclusivo da entidade solicitante, que dever ser devidamente identificada na prpria certido que for expedida, com nota de se tratar de informao reservada, da qual no se poder dar divulgao.

    1. Poder o interessado requerer que a certido seja expedida em forma de relao, com todos os nomes que tenham figurado como devedores nos ttulos protestados em determinada data, com indicao da natureza dos ttulos ou documentos de dvida, mediante pagamento das custas e emolumentos devidos.

    2. As certides em forma de relao podero ser encaminhadas em meio eletrnico, com a utilizao de certificado digital no mbito da ICP-Brasil ou outro meio seguro disponibilizado pela solicitante.

    Art. 336. As certides expedidas pelo servio de protesto de ttulos e outros documentos de dvida, inclusive as referentes prvia distribuio devero obrigatoriamente indicar:

    I - o nome do solicitante e o nmero de seu registro geral constante de sua cdula de identidade (RG);

    II - o nome do devedor, devidamente identificado pelo seu registro geral constante da cdula de identidade (RG) ou registro nacional de estrangeiros (RNE), ou o nmero de sua inscrio no cadastro de pessoas fsicas (CPF), se pessoa fsica, e o nmero de inscrio no cadastro nacional de pessoa jurdica (CNPJ), se pessoa jurdica;

    III o tipo de protesto, se comum ou para fins falimentares, e o motivo do protesto, se por falta de pagamento, ou por falta de aceite ou falta de devoluo.

    1. Na elaborao das informaes e certides, vedada a excluso ou omisso do nome de quaisquer devedores, ressalvada a hiptese de determinao judicial de suspenso dos efeitos do protesto.

    2. A suspenso dos efeitos do protesto ser averbada, com a cessao da publicidade do protesto.

    3. Revogada a determinao judicial, averbar-se- tal determinao, voltando o protesto a produzir seus regulares efeitos.

    4. As certides individuais devero sempre conter observao relativa persistncia de outros assentamentos, quando presente semelhana bastante pronunciada entre os dados identificadores fornecidos pelo requerente e os constantes dos ndices e livros do tabelionato, tais quais a simples alterao de uma letra ou a inverso de um nico nmero do RG, do RNE, do CPF ou do CNPJ.

  • 90

    SUBSEO III

    Dos Servios de Informaes sobre Protestos

    Art. 337. Os Tabelionatos de Protesto devero enviar, isento de qualquer pagamento, ao Instituto de Estudo de Protestos de Ttulos do Brasil Seo Piau relao diria dos protestos lavrados por falta de pagamento, bem como dos protestos cancelados, indicando-se os seguintes dados:

    I nome do devedor;

    II nmero de inscrio no CNPJ ou CPF do devedor;

    III valor e nmero do ttulo;

    IV livro e folha de protesto.

    1 O Instituto de Estudo de Protestos de Ttulos do Brasil Seo Piau dever permitir, pela rede Internet, consulta livre e gratuita aos interessados acerca da existncia ou no de protestos lavrados em desfavor de qualquer pessoa.

    I a consulta somente ser permitida se feita de forma individual por cada interessado;

    II a consulta ser feita apenas pelo nmero de inscrio no CNPJ ou CPF da pessoa pesquisada;

    III a consulta no ter valor de certido e a resposta do sistema dever limitar-se informao da existncia ou no de protesto em desfavor do CNPJ ou CPF informado e, em caso positivo, em qual Tabelionato de Protesto consta o registro de protesto. Maiores detalhes do registro de protesto devero ser obtidos mediante pedido de certido junto ao Tabelionato competente.

    SEO XII

    DAS DISPOSIES FINAIS

    Art. 338. Todo e qualquer ato praticado pelo Tabelio de Protesto ser cotado, indicando-se as parce-las componentes do total.

    1. Ser lcito ao Tabelio de Protesto exigir depsito prvio dos emolumentos e demais despesas devidas, caso em que igual importncia dever ser devolvida ao apresentante, por ocasio da prestao de contas, quando esta tiver sido ressarcida pelo devedor ao Tabelionato.

    Art. 339. A reproduo de microfilme ou do processamento eletrnico da imagem, do ttulo ou de qualquer documento arquivado no Tabelionato, quando autenticado pelo Tabelio de Pro-testo, por seu Substituto ou Escrevente autorizado, guarda o mesmo valor do original

    CAPTULO IV - DOS REGISTROS PBLICOS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 91

    independentemente de restaurao judicial.

    Art. 340. Para os servios a seu cargo Tabelies de Protesto podero adotar, independentemente de autorizao, sistemas de computao, microfilmagem, gravao eletrnica de imagem e quaisquer outros meios de reproduo.

    Pargrafo nico. Pela adoo de rotinas ou procedimentos inadequados ou imprprios, voltados prtica de atos a seu cargo, os Tabelies de Protesto tm responsabilidade disciplinar e civil, na forma das Leis Federais n. 8.935/94 e n. 9.492/97, quer pelos prejuzos causados aos interessados, quer por no assegurar, no exerccio de seu mister, a autenticidade, publicidade, segurana e eficcia dos atos jurdicos, como indispensvel.

    Art. 341. O Juzo Corregedor Permanente respectivo, ou a Corregedoria Geral da Justia, resolvero as dvidas apresentadas pelos interessados.

    1. No exigindo a matria submetida na dvida a interveno ou a regulamentao por parte do rgo correcional competente, no se conhecer da representao que tiver dado origem ao expediente instaurado para aquela providncia administrativa.

    .2. Sendo a matria de interesse geral, e antevendo que a questo exigir tratamento uniforme, o Juzo Corregedor Permanente submeter a questo Corregedoria Geral da Justia, encaminhando o expediente para que, uma vez proferida deciso, tenha esta efeito normativo em todo o Estado do Piau.

    3. Suscitada dvida, cumprir ao Juzo Corregedor Permanente encaminhar cpia da promoo Corregedoria Geral da Justia, para acompanhamento.

    CAPTULO IV

    DOS REGISTROS PBLICOS

    Art. 342. A escriturao dos registros pblicos ser feita em livros encadernados, ou em folhas soltas, banco de dados digital ou em meio eletrnico, conforme disposto nestas normas.

    Art.343. O sistema de registro eletrnico ser institudo nos prazos e condies previstas na Lei n. 11.977, de 07 de julho de 2009 e em seu regulamento.

    Art. 344. At a implantao plena do sistema de registro eletrnico, a escriturao em meio eletrni-co, sem impresso em papel, restringe-se aos atos previstos nestas normas.

    Art. 345. Os documentos eletrnicos apresentados aos servios de registros pblicos ou por eles expe-didos devero atender aos requisitos da Infraestrutura de Chaves Pblicas Brasileira (ICP Brasil) e arquitetura e-PING (Padres de Interoperabilidade de Governo Eletrnico).

    Art. 346. Os servios de registros pblicos disponibilizaro servios de recepo de ttulos e de forne-cimento de informaes e certides em meio eletrnico, por meio das respectivas Centrais de Servios Eletrnicos Compartilhados.

  • 92

    Art. 347. O Oficial de Registro, considerando a quantidade dos registros, segundo o prudente critrio, poder reduzir ou aumentar o nmero de pginas dos livros respectivos, at a tera parte (1/3) do consignado na Lei de Registros Pblicos.

    Art. 348. Os nmeros de ordem dos registros sero ininterruptos, continuando, sempre, indefinida-mente.

    Art. 349. O horrio de expediente dos cartrios de Registros Pblicos ser o estabelecido nestas Nor-mas e, na falta, aquele determinado pelo Juiz Corregedor Permanente.

    Art.350. Os ttulos sero registrados, preferencialmente, na ordem de apresentao, no podendo o registro civil das pessoas naturais ser adiado de um dia para outro.

    Art. 351. Os oficiais devero assegurar s partes a ordem de precedncia na apresentao dos ttulos, com nmero de ordem, podendo para tanto adotar livros auxiliares de protocolo.

    Art. 352. Somente os ttulos apresentados para exame e clculos de custas e emolumentos indepen-dem de prenotao.

    Art. 353. Das comunicaes que lhe so feitas e forem apresentadas por usurios podem os oficiais do Registro Civil das Pessoas Naturais exigir o reconhecimento de firmas.

    Pargarafo nico Considera-se reconhecida a firma do juiz se o escrivo-diretor do ofcio de justia que expediu o documento certificar-lhe a autenticidade.

    Art. 354. A emancipao concedida por sentena judicial ser anotada as expensas do interessado.

    Art. 355. Quando o interessado no registro for o oficial encarregado de faz-lo, ou algum parente seu, em grau que determine impedimento, o ato incumbe ao substituto legal do oficial.

    Art. 356. A certido ser lavrada em inteiro teor, em resumo, ou em relatrio, conforme quesitos, e devidamente autenticada pelo oficial, seus substitutos legais ou preposto autorizado e ser expedida com a maior brevidade possvel, no podendo seu fornecimento ser retar-dado por mais de cinco (05) dias.

    Art. 357. A certido de inteiro teor poder ser extrada por meio datilogrfico, impresso, reprogrfico, ou digital.

    1. Cabe exclusivamente aos oficiais a escolha da melhor forma para a expedio das certides dos documentos registrados e atos praticados no Cartrio, respeitado o disposto no art. 346, deste cdigo, em que a escolha cabe ao requerente.

    2. Faculta-se a opo, a ser exercida no momento do requerimento, de solicitao de entrega das certides no prprio domiclio do usurio, via postal (SEDEX), caso em que o custo de postagem a ser despendido pela serventia ser acrescido ao preo da certido.

    Art.358. As certides do Registro Civil de Pessoas Naturais mencionaro, sempre, a data em que foi lavrado o assento e sero manuscritas, datilografadas, impressas ou digitais. No caso de adoo de papis impressos, os claros sero preenchidos tambm em manuscritos ou da-

    CAPTULO V - DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 93

    tilografados.

    Art.359. Quando no houver adoo de papel de segurana padro, as certides devero ser forne-cidas em papel de fundo branco e mediante escrita que permitam a sua reproduo por fotocpia ou outro sistema reprogrfico equivalente.

    Art.360. Quando a certido no for expedida no momento da solicitao, obrigatrio o forneci-mento de protocolo do respectivo pedido, do qual devero constar, alm dos dados da certido solicitada, a data e hora do pedido, a data e hora prevista para retirada da certido, bem como o valor dos emolumentos cobrados.

    Art.361. Sempre que houver qualquer alterao posterior ao ato cuja certido pedida, deve o ofi-cial mencion-la, obrigatoriamente, no obstante as especificaes do pedido, sob sua responsabilidade civil e penal, ressalvado o disposto nos arts. 45 e 94 da Lei de Registros Pblicos.

    Pargrafo nico. A alterao a que se refere este item dever ser anotada na prpria certido, contendo a inscrio de que a presente certido envolve elementos de averbao margem do termo.

    Art.362. Os oficiais devem manter, em segurana, permanentemente, os livros, papis, documentos, sistemas de computao, bancos de dados e de imagens e respondem por sua ordem e conservao.

    Art.363. Os livros de registro, bem como as fichas que os substituam, inclusive o Livro Dirio da Re-ceita e da Despesa, somente sairo do respectivo cartrio mediante autorizao judicial.

    Art.364. Todas as diligncias judiciais e extrajudiciais, inclusive fiscal, que exigirem a apresentao de qualquer livro, ficha substitutiva de livro ou documento, sistemas informatizados, ban-co de dados e de imagens, efetuar-se-o no prprio cartrio.

    Art.365. Os livros, papis, documentos, sistemas de informatizao, bancos de dados e de imagens pertencentes ao arquivo do cartrio ali permanecero indefinidamente.

    Art.366. Sempre que ocorra fundada dvida sobre a autenticidade de firma constante de documento pblico ou particular, o oficial do Registro dever, sob sua responsabilidade, exigir o reco-nhecimento em tabelio de notas da prpria comarca, valendo aquele feito pelo escrivo--diretor do processo nos documentos judiciais.

    CAPTULO V

    DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS

    SEO I

    DISPOSIES GERAIS

    Art. 367. O servio de Registro Civil das Pessoas Naturais, em todo o Estado, observar o disposto nestas Normas.

  • 94

    Art. 368. Em cada sede municipal haver no mnimo um registrador civil das pessoas naturais.

    1 Nos Municpios em que houver mais de um distrito cada sede distrital dispor no mnimo de um registrador civil das pessoas naturais.

    2 Na circunscrio do 1 Ofcio, em cada Comarca, haver um Oficial de Registro Civil das Pessoas Naturais e de Interdies e Tutelas, com competncia para inscrio dos demais atos relativos ao estado civil.

    Art. 369 O servio ser prestado, de modo eficiente e adequado, em dias e horrios estabelecidos pelo juzo competente, atendidas as peculiaridades locais, em local de fcil acesso ao pblico e que oferea segurana para o arquivamento de livros e documentos.

    1. Nos sbados, domingos e feriados, o servio ser prestado pelo sistema de planto.

    2. O atendimento ao pblico ser, no mnimo, de seis (06) horas dirias.

    SEO II

    DA ESCRITURAO E ORDEM DE SERVIO

    SUBSEO I

    Dos Livros

    Art. 370. A escriturao ser feita em livros, encadernados ou em folhas soltas, ou em meio eletr-nico.

    Pargrafo nico. A escriturao em meio eletrnico respeitar o disposto no Capitulo IV destas normas.

    Art. 371. Os ndices alfabticos dos assentos lavrados juntados a cada um dos livros e organizados pelos nomes das pessoas a quem se referirem, podem, a critrio do Oficial de Registro, ser substitudos por sistema de fichas ou de banco de dados eletrnico, desde que preencham os requisitos de segurana, comodidade e pronta busca.

    Art. 372 Os livros encadernados ou em folhas soltas podero ser inutilizados aps prvia reproduo por microfilme ou por processamento eletrnico da imagem, desde que mantido ndice dos respectivos registros por sistema de banco de dados eletrnico, no qual se anotar a existncia de eventuais averbaes e anotaes.

    Pargrafo nico. Aps a inutilizao do livro, as averbaes e anotaes sero escrituradas em meio eletrnico ou em termo apartado, arquivado na forma acima indicada.

    Art. 373. Adotada sistemtica de escriturao em meio eletrnico ou de conservao dos livros em mi-crofilme ou por processamento eletrnico da imagem, dever o Oficial de Registro manter cpia de segurana em local distinto da sede da serventia.

    CAPTULO V - DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 95

    Pargrafo nico. Os sistemas de escriturao em meio eletrnico devem conter mecanismo de identificao de usurios, com registro dos atos praticados, e de preservao da integridade dos dados escriturados.

    Art. 374. Haver, em cada serventia, os seguintes livros, todos com trezentas (300)folhas, cada um:

    I A de registro de nascimento e inscrio de sentena de adoo;

    II B de registro de casamento e de registro de converso de unio estvel em casamento;

    III B-Auxiliar de registro de casamento religioso para efeitos civis;

    IV C de registro de bito;

    V C-Auxiliar de registro de natimorto;

    VI D de registro de edital de proclamas.

    VII Protocolo, destinado aos atos que no possam ser lavrados imediatamente.

    Pargrafo nico. Na serventia do 1 Ofcio, em cada Comarca, haver outro livro para inscrio dos demais atos relativos ao estado civil, designado sob a letra E, com cento e cinquenta folhas, que poder ser desdobrado em livros especiais, pela natureza dos atos que nele devam ser registrados, nas Comarcas de grande movimento, a critrio do Oficial de Registro.

    Art. 375. Considerando a quantidade dos registros, segundo o prudente critrio do Oficial de Registro, poder ser reduzido o nmero de pginas dos livros respectivos, at a tera parte (1/3) do consignado no art. 374.

    Art. 376. Findando-se um livro, o imediato tomar o nmero seguinte, acrescido respectiva letra.

    Pargrafo nico. Os nmeros de ordem dos registros no sero interrompidos no fim de cada livro, mas continuaro, indefinidamente, nos seguintes da mesma espcie.

    Art. 377. A escriturao ser feita seguidamente, em ordem cronolgica de declaraes, sem abre-viaturas, nem algarismos; no fim de cada assento e antes da subscrio e das assinaturas, sero ressalvadas as emendas, entrelinhas ou outras circunstncias que puderem ocasionar dvidas.

    Art. 378. Os livros de registro sero abertos, autenticados e encerrados pelo Oficial de Registro ou substituto legal.

    Pargrafo nico. Os livros de registro encadernados ou em folhas soltas sero ainda numerados e autenticados pelo Oficial de Registro ou substituto legal, podendo ser utilizado, para tal fim, processo mecnico de autenticao.

    Art. 379. Os livros mencionados no Pargrafo nico do art. 378 sero divididos em trs partes, sendo na da esquerda lanado o nmero de ordem e na central o assento, ficando, na da direita, espao para as averbaes e anotaes.

  • 96

    Art. 380. As partes, ou seus procuradores, bem como eventuais testemunhas, assinaro os assentos, inserindo-se neles as declaraes feitas de acordo com a lei, com a subscrio pelo Oficial de Registro ou preposto autorizado.

    1 Se o declarante ou a testemunha no puder, por qualquer circunstncia, assinar, far-se- declarao no assento, assinando a rogo outra pessoa e tomando-se a impresso dactiloscpica da que no assinar, margem do assento.

    2 Nos assentos ordenados por sentena ou feitos mediante declarao escrita haver somente a subscrio do Oficial de Registro ou preposto autorizado.

    Art. 381. O assento deve conter a declarao de ter sido lido na presena das partes e testemunhas, ou de que todos o leram.

    Art. 382. Tendo havido omisso ou erro de modo que seja necessrio fazer adio ou emenda, estas sero feitas antes da assinatura ou ainda em seguida, mas antes de outro assento, sendo a ressalva novamente por todos assinada.

    Art. 383. Fora da retificao feita no ato, qualquer outra s poder ser efetuada em conformidade com as disposies atinentes s retificaes.

    Art. 384. Reputam-se inexistentes e sem efeitos jurdicos quaisquer emendas ou alteraes posterio-res, no ressalvadas ou no lanadas na forma indicada nos nesta subseo.

    SUBSEO II

    Da Conservao

    Art. 385. Os Oficiais de Registro devem manter em segurana, permanentemente, os livros e docu-mentos e respondem pela sua ordem e conservao.

    Art. 386. Os livros e documentos referentes ao servio de registro sero arquivados na serventia me-diante a utilizao de processos racionais que facilitem as buscas, podendo ser inutilizados aps prvia reproduo em microfilme ou por processamento eletrnico da imagem, com exceo dos livros obrigatrios.

    Pargrafo nico. Podem ser inutilizados sem prvia reproduo os editais de proclamas provenientes de outras serventias, aps afixao e registro, e as comunicaes recebidas para fins de anotao.

    Art. 387. Quando for criada nova serventia, e enquanto esta no for instalada, os registros continu-aro a ser feitos na circunscrio que sofreu o desmembramento, no sendo necessrio repeti-los na nova serventia.

    Pargrafo nico. O arquivo da antiga serventia continuar a lhe pertencer.

    Art. 388. Se houver necessidade de percia em livros e documentos, o exame dever ocorrer na pr-pria serventia, em dia e hora adrede designados, com cincia do titular e autorizao do juzo competente.

    CAPTULO V - DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 97

    Subseo III

    Das Partes e Testemunhas

    Art. 389. As partes e testemunhas sero identificadas no ato de registro, com a apresentao de do-cumento de identidade.

    1 Considera-se documento de identidade:

    I a carteira de identidade;

    II a carteira emitida pelos rgos criados por lei federal, controladores do exerccio profissional;

    III a carteira nacional de habilitao;

    IV o modelo atual da Carteira de Trabalho e Previdncia Social Informatizada e o Carto de Identificao do Trabalhador (Portaria n. 210, de 29 de abril de 2008, do Ministro de Estado do Trabalho e Emprego);

    V o passaporte nacional ou estrangeiro;

    VI o registro nacional de estrangeiro;

    VII o documento nacional de identificao expedido pela Repblica Argentina, pela Repblica Oriental do Uruguai, pela Repblica do Paraguai, pela Repblica do Chile, pela Repblica do Peru, pela Repblica da Bolvia e demais Estados com os quais a Repblica Federativa do Brasil tenha firmado tratado, conveno ou ato internacional nesse sentido.

    2 Os documentos mencionados no subitem anterior devem estar dentro do prazo de validade, no se admitindo cpia, ainda que autenticada.

    3 Se qualquer dos comparecentes no for conhecido do Oficial de Registro, nem puder se identificar por documento, devero participar do ato pelo menos duas testemunhas que o conheam e atestem sua identidade.

    4 No caso do 3, ser colhida impresso dactiloscpica do comparecente, margem do assento.

    5 Caso haja dvida quanto veracidade da atestao das testemunhas, o caso ser encaminhado ao Juzo competente para esclarecimento do fato, sem que seja lavrado o assento.

    Art. 390. As procuraes e declaraes de reconhecimento de filho ou anuncia ao registro sero arquivadas, mencionando-se no termo a data, o livro, a folha e a serventia em que foram lavradas, quando constarem de instrumento pblico.

    1 Ser exigido reconhecimento da firma do signatrio na procurao ou declarao

  • 98

    feita por instrumento particular.

    2 Quando se tratar de ru preso, ter validade a procurao ou declarao, em que a assinatura tenha sido abonada pelo diretor do presdio ou autoridade policial competente.

    Art. 391. A testemunha para os assentos de registro deve satisfazer s condies exigidas pela lei civil, sendo admitido o parente, em qualquer grau, do registrado.

    Art. 392. Se qualquer dos comparecentes no souber ou no puder se expressar na lngua nacional e o Oficial de Registro no entender o idioma em que se expressa, dever comparecer tradutor pblico para servir de intrprete, ou, no havendo na localidade, outra pessoa capaz que, a juzo do Oficial de Registro, tenha idoneidade e conhecimentos bastantes.

    SEO III

    DOS EMOLUMENTOS E GRATUIDADE

    Art. 393. Os Oficiais de Registro tm direito percepo dos emolumentos integrais pelos atos prati-cados na serventia, conforme definido na legislao estadual.

    Art. 394. Os Oficiais de Registro daro recibo dos emolumentos percebidos, sem prejuzo da indicao definitiva e obrigatria dos respectivos valores margem do documento entregue ao inte-ressado, em conformidade com a tabela vigente ao tempo da prtica do ato.

    Art. 395. vedado cobrar emolumentos em decorrncia da prtica de ato de retificao ou que teve de ser refeito ou renovado em razo de erro imputvel ao respectivo servio de registro.

    Art. 396. So gratuitos os assentos do registro civil de nascimento e o de bito, bem como a primeira certido respectiva.

    Pargrafo nico. Para os reconhecidamente pobres no sero cobrados emolumentos pelas certides a que se refere este artigo.

    Art. 397. O estado de pobreza ser comprovado por declarao do prprio interessado ou a rogo, tratando-se de analfabeto, neste caso, acompanhada da assinatura de duas testemunhas.

    1 A falsidade da declarao ensejar a responsabilidade civil e criminal do interessado.

    2 proibida a insero nas certides de que trata o art. 412 de expresses que indiquem condio de pobreza ou semelhantes.

    Art. 398. A habilitao para o casamento, o registro e a primeira certido sero isentos de selos, emolumentos e custas, para as pessoas cuja pobreza for declarada, sob as penas da lei, na forma do art. 413, 1.

    1 Na impossibilidade de publicao gratuita do edital de proclamas, o Oficial de Registro encaminhar o edital ao Juzo competente para publicao.

    CAPTULO V - DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS

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    2 Caso haja dvida quanto veracidade da declarao, o caso ser encaminhado ao Juzo competente para esclarecimento do fato.

    Art. 399. O Estado, no mbito de sua competncia, estabelecer forma de compensao aos Oficiais de Registro Civil das Pessoas Naturais pelos atos gratuitos, por eles praticados, conforme estabelecido em lei federal.

    1 O disposto no caput no poder gerar nus para o Poder Pblico.

    SEO IV

    DA FISCALIZAO DO SERVIO

    SUBSEO I

    Disposies Gerais

    Art. 400. A fiscalizao judiciria dos atos de registro ser exercida pelo juzo competente, assim definido na Organizao Judiciria do Estado, sempre que necessrio, ou mediante repre-sentao de qualquer interessado, quando da inobservncia de obrigao legal por parte de Oficial de Registro ou de seus prepostos.

    Art. 401. O juzo competente zelar para que os servios de registro sejam prestados com rapidez, qualidade satisfatria e de modo eficiente, podendo sugerir autoridade competente a elaborao de planos de adequada e melhor prestao desses servios, observados, tam-bm, critrios populacionais e socioeconmicos, publicados regularmente pela Fundao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica.

    Subseo II

    Da Nota Devolutiva

    Art. 402. Quando, por qualquer motivo, no for possvel efetuar o registro, averbao, anotao ou fornecer certides, o Oficial de Registro dever certificar a recusa no prprio requerimen-to ou dar nota explicativa para que o interessado possa, conhecendo os motivos, lev-los ao conhecimento do Juiz competente.

    Subseo III

    Do Processo de Dvida

    Art. 403. Havendo exigncia a ser satisfeita para o ato de registro, o Oficial de Registro indic-la- por escrito. No se conformando o apresentante com a exigncia do Oficial, ou no a podendo satisfazer, ser remetida a documentao, a seu requerimento e com a declarao de d-vida, ao juzo competente para dirimi-la, obedecendo-se ao seguinte:

  • 100

    I no Livro Protocolo anotar-se- a ocorrncia da dvida;

    II o Oficial de Registro far a suscitao de dvida, autuando a documentao;

    III em seguida, o Oficial de Registro dar cincia dos termos da dvida ao apresentante, fornecendo-lhe cpia da suscitao e notificando-o para impugn-la, perante o juzo competente, no prazo de quinze (15) dias;

    IV certificado o cumprimento do disposto no item anterior, remeter-se-o ao juzo competente, mediante carga, as razes da dvida, acompanhadas da documentao.

    Art. 404. Se o interessado no impugnar a dvida no prazo referido no art. 403, ser ela, ainda assim, julgada por sentena.

    Art. 405. Impugnada a dvida com os documentos que o interessado apresentar, ser ouvido o Minis-trio Pblico, no prazo de dez (10) dias.

    Art. 406. Se no forem requeridas diligncias, o juiz proferir deciso no prazo de quinze (15) dias, com base nos elementos constantes dos autos.

    Art. 407. Da sentena, podero interpor apelao, com os efeitos devolutivo e suspensivo, o interes-sado, o Ministrio Pblico e o terceiro prejudicado.

    Art. 408. Transitada em julgado a deciso da dvida, proceder-se- do seguinte modo:

    I se for julgada procedente, os documentos sero restitudos parte, independentemente de traslado, dando-se cincia da deciso ao Oficial de Registro, para que a consigne no Protocolo;

    II se for julgada improcedente, o interessado apresentar, de novo, os seus documentos, com o respectivo mandado, ou certido da sentena, que ficaro arquivados, para que, desde logo, se proceda ao registro, declarando o Oficial de Registro o fato na coluna de anotaes do Protocolo.

    Art. 409. A deciso da dvida tem natureza administrativa e no impede o uso do processo contencio-so competente.

    SUBSEO IV

    Do Pedido de Providncias Administrativas

    Art. 410. Nos casos de reclamao dos interessados, motivada por recusa ou retardamento de regis-tro, averbao ou anotao, ou ainda de fornecimento de certido, o Juiz competente ouvir o Oficial de Registro, decidindo dentro de cinco (05) dias.

    1 Verificando o Juiz que se trata de caso de dvida, adotar-se- o procedimento prprio.

    2 O Oficial de Registro poder formular pedido de providncias administrativas

    CAPTULO V - DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 101

    ao Juiz competente sempre que houver necessidade de esclarecimento de fatos ou adoo de providncias que dependam de determinao judicial.

    SEO V

    DO NASCIMENTO

    SUBSEO I

    Da Obrigatoriedade do Registro

    Art. 411. Todo nascimento que ocorrer no territrio nacional dever ser registrado.

    Art. 412. Quando se tratar de registro de nascimento de indgena, devero ser observadas as regras estabelecidas na Resoluo Conjunta n. 03/2012 do Conselho Nacional de Justia.

    Art. 413. Decorrido o prazo legal sem registro, qualquer interessado poder levar o fato ao conheci-mento do Juzo da Infncia e da Juventude, o qual adotar as providncias cabveis para a regularizao do Registro Civil.

    SUBSEO II

    Da Competncia

    Art. 414. O registro de nascimento deve ser feito na circunscrio do lugar em que tiver ocorrido o parto ou no lugar da residncia dos pais.

    Pargrafo nico. Decorrido o prazo legal, o registro deve ser feito na circunscrio de residncia do interessado.

    Art. 415. Quando for diverso o lugar da residncia dos pais, a circunscrio competente a da resi-dncia do genitor declarante.

    Art. 416. Em se tratando de criana menor de um ano falecida e ainda no registrada, o registro de nascimento competir circunscrio do local do bito.

    SUBSEO III

    Do Prazo

    Art. 417. A declarao para o registro de nascimento deve ser feita no prazo de quinze (15) dias.

    Pargrafo nico.Se a me for a declarante o prazo prorrogado por mais quarenta e cinco (45) dias.

    Art. 418. O prazo ser ampliado em at trs (03) meses para os lugares distantes mais de trinta qui-lmetros da sede da serventia.

  • 102

    Subseo IV

    Do Registro Tardio

    Art. 419. As declaraes de nascimento feitas aps o decurso do prazo legal devero observar as re-gras estabelecidas no Provimento n. 28 do Conselho Nacional de Justia.

    Subseo V

    Da Legitimidade

    Art. 420. So obrigados a fazer declarao de nascimento:

    I os pais;

    II no impedimento de ambos, o parente mais prximo, sendo maior e achando-se presente;

    III em falta ou impedimento do parente referido no nmero anterior os administradores de hospitais ou os mdicos e parteiras, que tiverem assistido o parto;

    IV pessoa idnea da casa em que ocorrer, sendo fora da residncia da me;

    V finalmente, as pessoas encarregadas da guarda do menor.

    Art. 421. Aps a maioridade, o pedido de registro caber somente ao prprio registrando, que, no caso de incapacidade, ser representado pelo curador, pelo ascendente ou pelo irmo.

    Pargrafo nico. Os maiores de dezesseis anos podero requerer pessoalmente o registro de seu nascimento.

    SUBSEO VI

    Das Formalidades Para o Registro

    Art. 422. O registro de nascimento ser feito mediante:

    I declarao verbal;

    II declarao escrita;

    III mandado judicial.

    Pargrafo nico. A escriturao ser feita em conformidade com as regras da deste captulo.

    Art. 423. Quando o Oficial de Registro tiver motivo para duvidar da declarao, poder ir casa do

    CAPTULO V - DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS

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    recm-nascido verificar a sua existncia, solicitar a apresentao de documentos e a pre-sena do recm-nascido e exigir a atestao do mdico, ou parteira, que tiver assistido o parto.

    Pargrafo nico. Poder, ainda, ser solicitado o testemunho de duas pessoas que no forem os pais e tiverem visto o recm-nascido.

    Art. 424. No caso de ter a criana nascido morta ou no de ter morrido na ocasio do parto, ser, no obstante, feito o assento com os elementos que couberem e com remisso ao do bito.

    1 No caso de ter a criana nascido morta, o registro ser feito no Livro C-Auxiliar de registro de natimorto, com os elementos que couberem.

    2 No caso de a criana morrer na ocasio do parto, tendo, entretanto, respirado, sero feitos os dois assentos, o de nascimento e o de bito, com os elementos cabveis e com remisses recprocas.

    Art. 425. No caso de gmeos, ser declarada no assento especial de cada um a ordem de nascimento. Os gmeos que tiverem o prenome igual devero ser inscritos com duplo prenome ou nome completo diverso, de modo que possam distinguir-se.

    Pargrafo nico. Tambm sero obrigados a duplo prenome, ou a nome completo diverso, os irmos a que se pretender dar o mesmo prenome.

    Art. 426. O assento do nascimento dever conter:

    I dia, ms, ano, lugar e hora certa ou aproximada do nascimento;

    II o sexo do registrando;

    III o fato de ser gmeo, quando assim tiver acontecido;

    IV o prenome e o sobrenome da criana;

    V os prenomes e os sobrenomes, a naturalidade, a profisso dos pais, a idade da genitora do registrando em anos completos, na ocasio do parto, e o domiclio ou a residncia dos pais;

    VI os prenomes e os sobrenomes dos avs paternos e maternos;

    VII os prenomes e os sobrenomes, a profisso, nmero de documento de identidade e a residncia das duas testemunhas do assento, que no so necessariamente as testemunhas do nascimento, mas que ao menos conheam a me e a existncia da gravidez, nas hipteses em que o nascimento tenha ocorrido sem assistncia mdica, em residncia, ou fora de unidade hospitalar ou casa de sade.

    Art. 427. A lavratura de assento de nascimento ser acompanhada do arquivamento do formulrio da Declarao de Nascido Vivo, expedida pela maternidade ou estabelecimento hospitalar, de onde se possam extrair ou conferir os dados do nascido.

    1 Ocorrendo o nascimento fora de maternidade ou estabelecimento hospitalar,

  • 104

    ou onde no haja a expedio do formulrio referido no item anterior, o Oficial de Registro preencher o formulrio, que ser assinado pelo declarante.

    2 Sempre que o Oficial de Registro tiver motivo para duvidar da declarao de nascimento, especialmente nos nascimentos ocorridos fora de maternidade ou estabelecimento hospitalar, poder solicitar a apresentao de documentos, a presena do registrando e de duas testemunhas, bem como outras provas que permitam apurar a veracidade da declarao.

    3 Persistindo dvida quanto veracidade da declarao, o caso ser encaminhado ao Juzo competente para esclarecimento do fato, sem que seja lavrado o assento.

    Art. 428. Na hiptese de reproduo assistida com utilizao da tcnica de gestao por substituio, o registro poder ser feito consignando-se o nome da doadora gentica como me, desde que tenha sido firmada anuncia ao registro pela mulher cujo nome consta do formulrio da Declarao de Nascido Vivo e seja apresentado relatrio mdico dos procedimentos adotados, respeitadas as normas da tica mdica, editadas pelo Conselho Federal de Me-dicina.

    Pargrafo nico. Havendo motivo para duvidar das declaraes, o caso ser encaminhado ao Juzo competente para esclarecimento do fato, sem que seja lavrado o assento.

    Art. 429. No registro de filho havido na constncia do casamento, a paternidade poder ser consignada desde que comprovada a respectiva presuno legal.

    Art. 430. No registro de filhos havidos fora do casamento no sero considerados o estado civil ou eventual parentesco dos genitores, mas a consignao da paternidade depende de reco-nhecimento voluntrio, no ato do registro ou por outra forma prevista em lei.

    1 O reconhecimento de paternidade poder ser efetuado no ato de registro pelo relativamente incapaz sem assistncia de seus pais ou tutor.

    2 O reconhecimento da paternidade por absolutamente incapaz somente poder ser efetivado por deciso judicial.

    Art. 431. O pai poder declarar o nascimento de filho havido fora do casamento, independentemente da presena da me, quando apresentado formulrio da Declarao de Nascido Vivo, ex-pedida pela maternidade ou estabelecimento hospitalar.

    Subseo VII

    Do Nome

    Art. 432. Toda pessoa tem direito ao nome, nele compreendidos o prenome e o sobrenome.

    CAPTULO V - DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 105

    Art. 433. livre a escolha do prenome, desde que no seja suscetvel de expor a pessoa ao ridculo.

    Pargrafo nico. Quando os pais no se conformarem com a recusa, o Oficial de Registro submeter por escrito o caso, independente da cobrana de quaisquer emolumentos, deciso do Juiz competente.

    Art. 434. Podero ser adotados sobrenomes do pai, da me ou de ambos, em qualquer ordem, desde que no haja intercalao.

    Pargrafo nico. Admite-se a incluso, junto ao sobrenome do genitor, de sobrenomes de outros ascendentes do registrado, desde que comprovado o parentesco.

    Art. 435. Os Oficiais de Registro podero orientar os pais acerca da convenincia de acrescer um so-brenome, a fim de se evitar prejuzos pessoa em razo da homonmia.

    Art. 436. Quando o declarante no indicar o nome completo, o Oficial de Registro lanar adiante do prenome escolhido o nome do pai, e na falta, o da me.

    Art. 437. O interessado, no primeiro ano aps ter atingido a maioridade civil, poder, pessoalmente ou por procurador bastante, alterar o nome, desde que no prejudique os sobrenomes, averbando-se a alterao que ser publicada pela imprensa.

    Pargrafo nico. O pedido, formulado diretamente na serventia, ser encaminhado apreciao do Juiz competente.

    Art. 438. Qualquer outra alterao de nome, somente por exceo e motivadamente, aps audincia do Ministrio Pblico, ser permitida por sentena judicial, arquivando-se o mandado e publicando-se a alterao pela imprensa.

    1 Poder, tambm, ser averbado, nos mesmos termos, o nome abreviado, usado como firma comercial registrada ou em qualquer atividade profissional.

    2 A pessoa em unio estvel, excepcionalmente e havendo motivo pondervel, poder requerer ao juiz competente que, no registro de nascimento, seja averbado o aditamento do sobrenome de seu companheiro ao seu, desde que haja impedimento legal para o casamento, decorrente do estado civil de qualquer das partes ou de ambas.

    3 O juiz competente somente processar o pedido se houver concordncia expressa do companheiro.

    4 O aditamento ser cancelado a requerimento de uma das partes, ouvida a outra.

    5 Tanto o aditamento quanto o cancelamento da averbao previstos neste item sero processados em segredo de justia.

    6 Quando a alterao de nome for concedida em razo de fundada coao ou ameaa decorrente de colaborao com a apurao de crime, o juiz competente determinar que haja a averbao no registro de origem de meno da existncia de sentena concessiva da alterao, sem a averbao do nome alterado, que somente

  • 106

    poder ser procedida mediante determinao posterior, que levar em considerao a cessao da coao ou ameaa que deu causa alterao.

    7 O enteado ou a enteada, havendo motivo pondervel, poder requerer ao juiz competente que, no registro de nascimento, seja averbado o nome de famlia de seu padrasto ou de sua madrasta, desde que haja expressa concordncia destes, sem prejuzo de seus apelidos de famlia.

    Art. 439. O prenome ser definitivo, admitindo-se, todavia, a sua substituio por apelidos pblicos notrios.

    Pargrafo nico. A substituio do prenome ser ainda admitida em razo de fundada coao ou ameaa decorrente da colaborao com a apurao de crime, por determinao, em sentena, de juiz competente, ouvido o Ministrio Pblico.

    SUBSEO VIII

    Da Indicao de Suposto Pai

    Art. 440. No ato do registro de nascimento sem a paternidade estabelecida, dever do Oficial de Re-gistro ou preposto autorizado orientar a me sobre a possibilidade de indicao do suposto pai.

    1 A indicao para que o suposto pai se manifeste perante o Juiz sobre a paternidade que lhe atribuda, deve conter sua qualificao e endereo.

    2 Nesses casos, o Oficial de Registro encaminhar certido do registro e a manifestao da me ao Juiz competente, para a expedio de notificao.

    Art. 441. No caso de confirmao expressa da paternidade em Juzo, ser lavrado termo de reconhe-cimento e remetido mandado ao Oficial do Registro para averbao, independentemente do recolhimento de emolumentos no caso de pobreza declarada.

    Art. 442. Negada a paternidade, ou no atendendo o suposto pai notificao em trinta dias, sero os autos remetidos ao Ministrio Pblico para as providncias cabveis.

    SUBSEO IX

    Do Registro por Declaraes Sucessivas

    Art. 443. Tratando-se de filiao havida fora do casamento, a me poder firmar declarao de nasci-mento, contendo todos os requisitos para o ato, incluindo os dados relativos paternida-de, para posterior registro.

    1 Nesse caso, o Oficial de Registro ou preposto autorizado protocolar a declarao e entregar me comprovante para que, no prazo de quinze dias, o pai comparea serventia para declarao sucessiva de nascimento.

    CAPTULO V - DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 107

    2 Durante referido prazo a declarao escrita de nascimento e o formulrio da Declarao de Nascido Vivo permanecero sob a custdia do Oficial de Registro.

    Art. 444. Comparecendo o pai no referido prazo, lavrar-se- o registro, colhendo-se sua assinatura.

    Art. 445. Decorrido tal prazo sem o comparecimento, o registro ser lavrado sem indicao da pater-nidade.

    SUBSEO X

    Do Registro na Maternidade

    Art. 446. Os Oficiais de Registro podero realizar o registro e emitir a certido de nascimento direta-mente nos estabelecimentos de sade que realizam partos, nos moldes do Provimento n. 13, de 3 de setembro de 2010, da Corregedoria Nacional de Justia e o Provimento n. 002, de 5 de maro de 2013.

    Subseo XI

    Do Registro Por Mandado Judicial

    Art. 447. O registro de nascimento poder ser feito, vista dos elementos disponveis, mediante re-quisio da autoridade judiciria, arquivando-se o mandado na serventia.

    1 Tratando-se de criana ou adolescente sem registro, em situao de risco ou abandono, o caso ser encaminhado ao Juzo da Infncia e da Juventude para a regularizao do Registro Civil, fazendo-se o registro por mandado judicial.

    2 No caso do subitem anterior aplicvel o procedimento de indicao de suposto pai.

    Art. 448. No registro, alm da indicao minuciosa do ato que o determinou, constar a observao de que nenhuma informao sobre a origem do ato ser fornecida sem prvia autorizao judicial.

    Subseo XII

    Da Inscrio da Sentena de Adoo

    Art. 449. A inscrio de sentena judicial de adoo de criana ou adolescente ser feita no Livro A de registro de nascimento e inscrio de sentena de adoo, mediante mandado judicial que ficar arquivado na serventia.

    Pargrafo nico. Ressalva-se a hiptese de determinao judicial especfica de averbao no caso de adoo unilateral com a preservao dos vnculos com um dos genitores.

  • 108

    Art. 450. O registro conter, alm dos requisitos do registro de nascimento, a indicao do Juzo que expediu a ordem, o nmero do processo respectivo e a observao de que nenhuma infor-mao sobre a origem do ato ser fornecida sem prvia autorizao judicial.

    Art. 451. O registro original ser previamente cancelado, aps o trnsito em julgado da sentena, mediante mandado especfico ou determinao no prprio mandado de adoo.

    SEO VI

    DO CASAMENTO

    Subseo I

    Da Habilitao

    Art. 452. Na habilitao para o casamento, os interessados, pessoalmente ou mediante procurao, apresentando os documentos exigidos pela lei civil (art. 1.525 do Cdigo Civil), requerero ao Oficial de Registro da circunscrio de residncia de um dos nubentes, que lhes expea certificado de que se acham habilitados para se casarem.

    Pargrafo nico. Residindo o outro nubente em circunscrio diversa, expedir-se- edital de proclamas para registro, afixao e publicao na serventia respectiva.

    Art. 453. O homem e a mulher com dezesseis anos podem casar, exigindo-se autorizao de ambos os pais, ou de seus representantes legais, enquanto no atingida a maioridade civil.

    1 At a celebrao do casamento podem os pais, tutores ou curadores revogar a autorizao.

    2 A denegao da autorizao, quando injusta, pode ser suprida pelo juiz.

    Art. 454. Excepcionalmente, ser permitido pelo juiz competente o casamento de quem ainda no atingiu a idade nbil, em caso de gravidez.

    Art. 455. dever do Oficial de Registro esclarecer os nubentes a respeito dos fatos que podem ocasionar a invalidade do casamento, bem como sobre os diversos regimes de bens.

    Art. 456. lcito aos nubentes, antes de celebrado o casamento, estipular, quanto aos seus bens, o que lhes aprouver.

    Art. 457. Podero os nubentes, no processo de habilitao, optar por qualquer dos regimes regulados pelo Cdigo Civil.

    1 Quanto forma, reduzir-se- a termo a opo pela comunho parcial, fazendo-se o pacto antenupcial, por escritura pblica, nas demais escolhas, salvo quando imposto por lei o regime da separao obrigatria de bens no casamento (art. 1.641 do Cdigo Civil).

    2 No ato da habilitao dever ser indicado o regime previsto para o casamento, o

    CAPTULO V - DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 109

    qual poder ser alterado, mediante requerimento devidamente instrudo, at a data da celebrao.

    3 A hiptese do art. 45 da Lei n. 6.515, de 26 de dezembro de 1977, no dispensa a lavratura de pacto antenupcial.

    Art. 458. Qualquer dos nubentes, querendo, poder acrescer ao seu o sobrenome do outro.

    1 vedada supresso total do sobrenome anterior.

    2 Admite-se a alterao do sobrenome de ambos, desde que adotado, no todo ou em parte, sobrenome comum.

    Art. 459. Na habilitao para o casamento, alm do documento de identificao dos nubentes, deve-ro ser apresentados:

    I certido de nascimento, preferencialmente atualizada, ou documento equivalente;

    II declarao do estado, do domiclio e da residncia atual dos contraentes e de seus pais, se forem conhecidos;

    III declarao de duas testemunhas maiores, parentes ou no, que atestem conhec-los e afirmem no existir impedimento que os iniba de casar.

    Pargrafo nico. Devero ainda ser apresentados, se for o caso:

    I autorizao das pessoas sob cuja dependncia legal estiver, ou ato judicial que a supra;

    II certido comprobatria da dissoluo de vnculo matrimonial anterior.

    Art. 460. Os estrangeiros podero fazer a prova de idade e filiao por cdula especial de identidade ou passaporte, atestado consular e certido de nascimento traduzida e registrada por Oficial de Registro de Ttulos e Documentos, e prova de estado civil por declarao de testemunhas ou atestado consular.

    Art. 461. Todos os documentos estrangeiros devero ser legalizados pela autoridade consular do local onde se originaram, registrados por Oficial de Registro de Ttulos e Documentos e, se no escritos em lngua portuguesa, traduzidos no Brasil por tradutor pblico juramentado.

    Art. 462. A sentena estrangeira de divrcio resultante de casamento realizado entre brasileiros ou entre brasileiro e estrangeiro, dever ser homologada no Brasil pelo Superior Tribunal de Justia.

    Pargrafo nico. Tratando-se de habilitao de casamento de estrangeiro divorciado no exterior dispensada a homologao da sentena de divrcio, desde que o casamento anteriormente contrado no exterior no tenha sido com brasileiro.

    Art. 463. Estando em ordem a documentao, o Oficial de Registro expedir edital que ser registrado no Livro D de registro de editais de proclamas, e se afixar durante quinze dias nas circunscries do Registro Civil de ambos os nubentes, em lugar ostensivo, e se publicar

  • 110

    na imprensa local, se houver.

    1 A publicao poder ser feita somente pela internet, em pgina mantida por entidade representativa dos Oficiais de Registro, desde que no implique nus aos interessados.

    2 Os livros de registro de editais de proclamas sero escriturados cronologicamente com o resumo do que constar dos editais expedidos pela prpria serventia ou recebidos de outras, todos assinados pelo Oficial de Registro ou preposto autorizado.

    3 O registro do edital, que poder ser feito em meio eletrnico ou formado por uma das vias do prprio edital, conter todas as indicaes quanto poca de publicao e aos documentos apresentados, alm da qualificao dos nubentes.

    Art. 464. Uma vez procedido na forma do item anterior, ser aberta vista dos autos ao rgo do Mi-nistrio Pblico, para manifestar-se sobre o pedido e requerer o que for necessrio sua regularidade, podendo exigir a apresentao de comprovante de residncia.

    1 O rgo do Ministrio Pblico poder indicar ao Oficial de Registro, mediante ato ordinatrio, hipteses de dispensa da referida remessa.

    2 Caso seja dispensada a remessa, o Oficial de Registro ou preposto autorizado certificar tal fato nos autos.

    Art. 465. Se o rgo do Ministrio Pblico impugnar o pedido ou a documentao, os autos sero en-caminhados ao Juiz, que decidir sem recurso.

    Art. 466. O Oficial de Registro dar aos nubentes ou a seus representantes nota da oposio, indicando os fundamentos, as provas e o nome de quem a ofereceu.

    1 Podem os nubentes requerer prazo razovel para fazer em juzo prova contrria aos fatos alegados, e promover as aes civis e criminais contra o oponente de m-f.

    2 Remetidos os autos a juzo, produzidas as provas pelo oponente e pelos nubentes, com cincia do Ministrio Pblico, e ouvidos os interessados e o rgo do Ministrio Pblico em cinco (05) dias, decidir o Juiz em igual prazo.

    Art. 467. Se o interessado quiser justificar fato necessrio habilitao para o casamento, deduzir sua inteno perante o Juiz competente, em petio circunstanciada, indicando testemu-nhas e apresentando documentos que comprovem as alegaes.

    1 Ouvidas as testemunhas, se houver, dentro do prazo de cinco dias, com a cincia do rgo do Ministrio Pblico, este ter o prazo de vinte e quatro (24) horas para manifestar-se, decidindo o Juiz em igual prazo, sem recurso.

    2 Os autos da justificao sero encaminhados ao Oficial de Registro para serem anexados ao processo da habilitao matrimonial.

    Art. 468. A autoridade competente, havendo urgncia, poder dispensar a publicao.

    CAPTULO V - DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 111

    1 Para a dispensa de proclamas os nubentes, em petio dirigida ao Juiz, deduziro os motivos de urgncia do casamento, provando-a, desde logo, com documentos ou indicando outras provas para demonstrao do alegado.

    2 Produzidas as provas dentro de cinco dias, com a cincia do rgo do Ministrio Pblico, que poder manifestar-se, a seguir, em vinte e quatro (24) horas, o Juiz decidir, em igual prazo, sem recurso, remetendo os autos para serem anexados ao processo de habilitao matrimonial.

    Art. 469. Caso haja impugnao do oficial, do Ministrio Pblico ou de terceiro, a habilitao ser submetida ao juiz, sendo, nos demais casos, dispensada a homologao do juiz.

    Art. 470. O Oficial de Registro da circunscrio de residncia do outro nubente, transcorrido o prazo de afixao do edital e promovida eventual publicao, certificar o cumprimento das for-malidades legais e a existncia ou no de impedimentos, remetendo a certido respectiva.

    Pargrafo nico. Nesses casos, a expedio do certificado de habilitao depende da prvia juntada aos autos do processo da certido expedida na outra circunscrio.

    Art. 471. Cumpridas as formalidades dos itens anteriores e verificada a inexistncia de fato obstativo, o Oficial de Registro extrair o certificado de habilitao.

    Pargrafo nico. A eficcia da habilitao ser de noventa dias, a contar da data em que foi extrado o certificado, salvo demora atribuda aos nubentes no encaminhamento da certido relativa edital afixado noutra circunscrio, caso em que o prazo comea a correr da data em que certificado teria sido extrado.

    Subseo II

    Da Celebrao e Registro

    Art. 472. Celebrar-se- o casamento, no dia, hora e lugar previamente designados pela autoridade que houver de presidir o ato, mediante petio dos nubentes, que comprovem a habilita-o para o casamento.

    Art. 473. A solenidade realizar-se- na sede da serventia, com toda publicidade, a portas abertas, presentes pelo menos duas testemunhas, parentes ou no dos contraentes, ou, querendo as partes e consentindo a autoridade celebrante, noutro edifcio pblico ou particular.

    Art. 474. Quando o casamento for em edifcio particular, ficar este de portas abertas durante o ato, incumbindo a celebrao e o registro s autoridades da circunscrio do lugar.

    Pargrafo nico. Sero quatro as testemunhas quando algum dos contraentes no souber ou no puder escrever.

    Art. 475. O casamento pode celebrar-se mediante procurao, por instrumento pblico, com poderes especiais.

    1 A eficcia do mandato no ultrapassar noventa dias.

  • 112

    2 Somente por instrumento pblico se poder revogar o mandato.

    Art. 476. A autoridade celebrante, aps anunciar o propsito da reunio, presentes o Oficial de Re-gistro ou preposto autorizado, os nubentes, testemunhas e demais pessoas que se fizerem presentes, indagar aos nubentes, cada um por sua vez, se da sua livre e espontnea vontade receber o outro como contraente.

    Pargrafo nico. A falta ou impedimento da autoridade celebrante ou de seu substituto legal ser suprida por outro, nomeado pelo Juiz Corregedor Permanente para o ato dentre eleitores residentes no distrito, no pertencentes a rgo de direo ou de ao de partido poltico, dotados de requisitos compatveis de ordem moral e cultural.

    Art. 477. As respostas devem ser concedidas em voz alta, com seriedade e sem hesitao, de maneira que as ouam todos os presentes.

    Art. 478. Ouvida a afirmao dos nubentes de que pretendem se casar por livre e espontnea vonta-de, a autoridade celebrante declarar: De acordo com a vontade que ambos acabais de afirmar perante mim, de vos receberdes por marido e mulher, eu, em nome da lei, vos declaro casados.

    Art. 479. Em seguida, o Oficial de Registro ou preposto autorizado far a leitura do assento, ao trmi-no da qual segue a assinatura da autoridade celebrante, dos contraentes e das testemu-nhas, abrindo-se o livro a quantos dos presentes o queiram assinar.

    Pargrafo nico. Ao final, o ato ser subscrito pelo Oficial de Registro ou preposto autorizado.

    Art. 480. Ocorrendo vacilao ou hesitao na resposta dos contraentes que induza a autoridade ce-lebrante a admitir a possibilidade de coao, ou se algum dos presentes indicar conhecer impedimento, a celebrao ser imediatamente suspensa, certificando-se nos autos, de forma circunstanciada, a ocorrncia.

    Art. 481. O assento de casamento indicar:

    I os nomes, nacionalidade, data e lugar do nascimento, estado civil, profisso, domiclio e residncia atual dos cnjuges;

    II os nomes, nacionalidade, data de nascimento ou de morte, domiclio e residncia atual dos pais;

    III o nome do cnjuge precedente e a data de dissoluo do casamento anterior, quando for o caso;

    IV a data da publicao dos proclamas e da celebrao do casamento;

    V a relao dos documentos apresentados ao Oficial de Registro;

    VI os nomes, nacionalidade, profisso, domiclio e residncia atual das testemunhas;

    VII o regime de casamento, com declarao da data e da serventia em cujas notas

    CAPTULO V - DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 113

    foi lavrada a escritura de pacto antenupcial, quando o regime no for o da comunho parcial ou o obrigatoriamente estabelecido;

    VIII o nome que passa a ter os nubentes, em virtude do casamento.

    Pargrafo nico. A realizao do ato ser certificada nos autos, com indicao da data, do livro e folhas em que foi lavrado.

    Art. 482. No caso de molstia grave de um dos nubentes, o presidente do ato ir celebr-lo onde se encontrar o impedido, sendo urgente, ainda que noite, perante duas testemunhas que saibam ler e escrever.

    1 A falta ou impedimento da autoridade competente para presidir o casamento suprir-se- por qualquer dos seus substitutos legais, e a do Oficial de Registro por outro ad hoc, nomeado pelo presidente do ato.

    2 O termo avulso, lavrado pelo Oficial ad hoc, ser registrado na serventia da respectiva circunscrio, no Livro B de registro de casamento e de registro de converso de unio estvel em casamento, dentro em cinco (05) dias, perante duas testemunhas, ficando arquivado.

    Art. 483. Quando algum dos contraentes estiver em iminente risco de vida, no obtendo a presena da autoridade qual incumba presidir o ato, nem a de seu substituto, poder o casamento ser celebrado na presena de seis testemunhas, que com os nubentes no tenham parentesco em linha reta, ou, na colateral, at segundo grau.

    Pargrafo nico. O nubente que no estiver em iminente risco de vida poder fazer-se representar no casamento nuncupativo.

    Art. 484. Realizado o casamento, devem as testemunhas comparecer perante a autoridade judicial mais prxima, dentro em dez (10) dias, pedindo que lhes tome por termo a declarao de:

    I que foram convocadas por parte do enfermo;

    II que este parecia em perigo de vida, mas em seu juzo;

    III que, em sua presena, declararam os contraentes, livre e espontaneamente, receber-se por marido e mulher.

    Pargrafo nico. No comparecendo as testemunhas, espontaneamente, poder qualquer interessado requerer a sua intimao.

    Art. 485. Autuado o pedido e tomadas as declaraes, o Juiz proceder s diligncias necessrias para verificar se os contraentes podiam ter-se habilitado, na forma ordinria, ouvidos os inte-ressados que o requererem, dentro em quinze (15) dias.

    1 Verificada a idoneidade dos cnjuges para o casamento, assim o decidir a autoridade competente, com recurso voluntrio s partes.

  • 114

    2 Se da deciso no se tiver recorrido, ou se ela passar em julgado, apesar dos recursos interpostos, o Juiz mandar registr-la no Livro B de registro de casamento e de registro de converso de unio estvel em casamento.

    3 O assento assim lavrado retrotrair os efeitos do casamento, quanto ao estado dos cnjuges, data da celebrao.

    Art. 486. Sero dispensadas as formalidades dos arts. 483, 484 e 485 se o enfermo convalescer e puder ratificar o casamento na presena da autoridade competente e do Oficial de Registro.

    Subseo III

    Do Casamento Religioso Com Efeitos Civis

    Art. 487. O casamento religioso, que atender s exigncias da lei para a validade do casamento civil, equipara-se a este, desde que registrado no registro prprio, produzindo efeitos a partir da data de sua celebrao.

    Art. 488. O registro do casamento religioso submete-se aos mesmos requisitos exigidos para o casa-mento civil.

    Art. 489. Os nubentes habilitados para o casamento podero pedir ao Oficial de Registro que lhe for-nea o respectivo certificado, para se casarem perante autoridade ou ministro religioso, nele mencionando o prazo legal de validade da habilitao.

    Art. 490. O termo ou assento do casamento religioso conter a data da celebrao, o lugar, o culto religioso, o nome do celebrante, sua qualidade, a serventia que expediu a habilitao, sua data, os nomes, profisses, residncias, nacionalidades das testemunhas que o assinarem e os nomes dos contraentes.

    Pargrafo nico. Para o registro do termo ou assento do casamento religioso exige-se o reconhecimento da firma do celebrante.

    Art. 491. A autoridade ou ministro celebrante arquivar o certificado de habilitao que lhe foi apre-sentado, devendo nele anotar a data da celebrao do casamento.

    Art. 492. O registro civil do casamento religioso dever ser promovido dentro de noventa (90) dias de sua realizao, mediante comunicao do celebrante serventia competente, ou por iniciativa de qualquer interessado, desde que haja sido homologada previamente a habi-litao para o casamento.

    Pargrafo nico. Aps o referido prazo, o registro depender de nova habilitao.

    Art. 493. Anotada a entrada do requerimento, o Oficial de Registro ou preposto autorizado far o re-gistro no prazo de vinte e quatro (24) horas.

    Art. 494. Se o documento referente celebrao do casamento religioso omitir requisito que dele deva constar, os contraentes supriro a falta mediante declarao por ambos assinada ou declarao tomada por termo pelo Oficial de Registro ou preposto autorizado.

    CAPTULO V - DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 115

    Art. 495. O registro, feito no Livro B-Auxiliar de registro de casamento religioso para efeitos civis, da serventia onde foi processada a habilitao, conter, no que couber, os mesmos ele-mentos do registro de casamento civil, alm da indicao da data de celebrao, do culto religioso, do nome do celebrante e sua qualidade.

    Art. 496. O casamento religioso, celebrado sem a prvia habilitao, ter efeitos civis se, a reque-rimento do casal, for registrado, a qualquer tempo, no Registro Civil, mediante prvia habilitao perante a autoridade competente.

    Art. 497. Ser nulo o registro civil do casamento religioso se, antes dele, qualquer dos consorciados houver contrado com outrem casamento civil.

    Subseo IV

    Da Converso de Unio Estvel em Casamento

    Art. 498. A unio estvel poder converter-se em casamento, mediante pedido dos companheiros.

    Art. 499. O pedido ser formulado:

    I em Juzo, fazendo-se o registro no Registro Civil competente, mediante mandado a ser arquivado na serventia; ou

    II perante o Oficial de Registro da circunscrio de residncia dos companheiros.

    Pargrafo nico. Na hiptese do inciso II sero adotados os procedimentos descritos nos artigos seguintes desta subseo.

    Art. 500. Na converso da unio estvel em casamento requerida pelos companheiros perante o Ofi-cial de Registro, recebido o requerimento, ser iniciado o processo de habilitao, deven-do constar dos editais que se trata de converso de unio estvel em casamento.

    Pargrafo nico. Aplicam-se, no que couber, as mesmas regras do processo de habilitao para o casamento, includas as disposies sobre a dispensa de remessa dos autos.

    Art. 501. Encerrada a habilitao, lavrar-se- o assento da converso da unio estvel em casamento, independentemente de qualquer solenidade, prescindindo o ato da celebrao do matri-mnio ou da presena dos companheiros.

    Art. 502. O assento da converso da unio estvel em casamento ser lavrado no Livro B de regis-tro de casamento e de registro de converso de unio estvel em casamento.

    Pargrafo nico. O assento indicar que se trata de converso de unio estvel em casamento, contendo no que couber os mesmos elementos para o registro de casamento.

    Art. 503. No assento da converso requerida perante o Oficial de Registro no constar, em nenhuma hiptese, a data do incio, perodo ou durao desta, salvo no caso do art. 514, I, deste

  • 116

    cdigo.

    Art. 504. A converso da unio estvel depender da superao dos impedimentos legais para o ca-samento, sujeitando-se adoo do regime matrimonial de bens, na forma e segundo os preceitos da lei civil.

    Subseo V

    Do casamento ou Converso da Unio Estvel em casamento de pessoas do mesmo sexo.

    Art. 505. Aplicar-se- ao casamento ou a converso de unio estvel em casamento de pessoas do mesmo sexo as normas disciplinadas nesta Seo.

    SEO VII

    DO BITO

    Subseo I

    Disposies Gerais

    Art. 506. Nenhum sepultamento ser feito sem certido do Oficial de Registro do lugar do falecimen-to, extrada aps a lavratura do assento de bito, em vista do atestado mdico, se houver no lugar, ou, em caso contrrio, de duas pessoas qualificadas que tiverem presenciado ou verificado a morte.

    Art. 507. O mdico atestar o bito por meio do formulrio da Declarao de bito, fornecida pelo rgo competente.

    Art. 508. No caso de bito de causa natural, sem assistncia mdica, o formulrio da Declarao de bito ser preenchido pelo mdico do Servio de Verificao de bitos ou, onde no existir esse servio, por mdico da localidade.

    Art. 509. Sendo acidental ou violenta a causa do bito, o formulrio da Declarao de bito ser pre-enchido pelo mdico legista do Instituto Mdico Legal da localidade ou perito designado para tal finalidade onde inexista tal rgo.

    Art. 510. Inexistindo mdico na localidade e tendo o bito causa natural, o responsvel pelo falecido, acompanhado das duas testemunhas, comparecer serventia solicitando o preenchimen-to do formulrio da Declarao de bito.

    Art. 511. Antes de proceder ao assento de bito de criana de menos de um ano, o Oficial de Registro verificar se houve registro de nascimento, que, em caso de falta, ser previamente feito.

    Art. 512. A cremao de cadver somente ser feita daquele que houver manifestado a vontade de ser incinerado ou no interesse da sade pblica e se o atestado de bito houver sido firmado por dois mdicos ou por um mdico legista e, no caso de morte violenta, depois de auto-

    CAPTULO V - DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 117

    rizada pela autoridade judiciria.

    Art. 513. Quando o assento for posterior ao enterro, faltando atestado de mdico ou de duas pessoas qualificadas, assinaro, com a que fizer a declarao, duas testemunhas que tiverem as-sistido ao falecimento ou ao funeral e puderem atestar, por conhecimento prprio ou por informao que tiverem colhido, a identidade do cadver.

    Pargrafo nico. Referido registro ser comunicado ao Juiz competente, a fim de ser apurada eventual prtica da contraveno penal prevista no art. 67 do Decreto-Lei n. 3.688, de 3 de outubro de 1941, com a adoo das providncias cabveis.

    Subseo II

    Da Competncia

    Art. 514. O registro de bito ser feito pelo Oficial de Registro da circunscrio do lugar do faleci-mento.

    Art. 515. No sendo possvel definir com preciso o lugar do falecimento, o registro ser feito pelo Oficial de Registro da circunscrio onde tenha sido encontrado o cadver ou constatado o bito.

    Subseo III

    Do Prazo

    Art. 516. O prazo para registro de bito de vinte e quatro (24) horas do falecimento.

    Art. 517. Na impossibilidade de ser feito o registro dentro de vinte e quatro (24) horas do falecimento, pela distncia ou qualquer outro motivo relevante, o assento ser lavrado depois, com a maior urgncia, no prazo mximo de quinze (15) dias.

    Pargrafo nico. O prazo ser ampliado em at trs (03) meses para os lugares distantes mais de trinta quilmetros da sede da serventia.

    Subseo IV

    Do Registro Tardio

    Art. 518. Nas declaraes de bito feitas aps o decurso do prazo legal, se o Oficial suspeitar da fal-sidade da declarao, poder exigir prova suficiente.

    Art. 519. Persistindo a suspeita, o Oficial de Registro encaminhar o pedido ao Juzo competente para despacho.

    Pargrafo nico. O Juiz poder exigir justificao ou outra prova suficiente se suspeitar da falsidade da declarao.

  • 118

    SUBSEO V

    Da Legitimidade

    Art. 520. So obrigados a fazer declarao de bito:

    I o homem e a mulher, a respeito de seu cnjuge ou companheiro, filhos, hspedes, agregados e fmulos;

    II o filho, a respeito do pai ou da me;

    III o irmo, a respeito dos irmos e demais pessoas de casa;

    IV o parente mais prximo maior e presente;

    V o administrador, diretor ou gerente de qualquer estabelecimento pblico ou particular, a respeito dos que nele faleceram, salvo se estiver presente algum parente em grau acima indicado;

    VI na falta de pessoa competente, nos termos dos nmeros anteriores, a que tiver assistido aos ltimos momentos do finado, o mdico, o sacerdote ou vizinho que do falecimento tiver notcia;

    VII a autoridade policial, a respeito de pessoas encontradas mortas.

    Pargrafo nico. A declarao poder ser feita por meio de mandatrio, autorizando-o o declarante em escrito, de que constem os elementos necessrios ao assento de bito.

    Art. 521. O assentamento de bito ocorrido em hospital, priso ou outro qualquer estabelecimento pblico ser feito, em falta de declarao de parentes, segundo a da respectiva adminis-trao; e o relativo a pessoa encontrada acidental ou violentamente morta, segundo a co-municao, ex oficio, das autoridades policiais, s quais incumbe faz-la logo que tenham conhecimento do fato.

    Subseo VI

    Das Formalidades Para o Registro

    Art. 522. O registro de bito ser feito mediante:

    I declarao verbal;

    II declarao escrita;

    III mandado judicial.

    Pargrafo nico. A escriturao ser feita em conformidade com as regras da Seo

    CAPTULO V - DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 119

    II deste captulo.

    Art. 523. O assento de bito dever conter:

    I a hora, se possvel, dia, ms e ano do falecimento;

    II o lugar do falecimento, com indicao precisa;

    III o prenome e o sobrenome, sexo, idade, cor, estado, profisso, naturalidade, domiclio e residncia do morto;

    IV se era casado, o nome do cnjuge sobrevivente, mesmo quando desquitado ou separado; se vivo, o do cnjuge pr-defunto; se divorciado, o nome do ex-cnjuge; e a serventia de casamento nesses casos;

    V os nomes dos pais, profisso, naturalidade e residncia, se ainda no falecidos;

    VI se faleceu com testamento conhecido;

    VII se deixou filhos, nome e idade de cada um;

    VIII se a morte foi natural ou violenta e a causa conhecida, com o nome dos atestantes;

    IX o lugar do sepultamento, da cremao ou onde o cadver estar disponvel para fins de ensino e pesquisa de carter cientfico;

    X se deixou bens e filhos menores ou interditos;

    XI se era eleitor;

    XII pelo menos uma das informaes a seguir arroladas: nmero de inscrio do PIS/ PASEP; nmero de inscrio no Instituto Nacional do Seguro Social INSS, se contribuinte individual; nmero de benefcio previdencirio NB, se a pessoa falecida for titular de qualquer benefcio pago pelo INSS; nmero do CPF; nmero de registro da Carteira de Identidade e respectivo rgo emissor; nmero do ttulo de eleitor; nmero do registro de nascimento ou casamento, com informao do livro, da folha e do termo; nmero e srie da Carteira de Trabalho.

    Pargrafo nico. Quando no for possvel fazer constar do assento de bito todos os elementos referidos, o Oficial de Registro ou preposto autorizado far meno, no corpo do registro, de que o declarante ignorava os elementos faltantes.

    Art. 524. vedada meno, no assento de bito, existncia de unio estvel.

    Art. 525. Sendo o finado desconhecido, o assento dever conter o nmero do registro do cadver no Instituto Mdico Legal, alm da declarao de estatura ou medida, se for possvel, cor, sinais aparentes, idade presumida, vesturio e qualquer outra indicao que possa auxiliar de futuro o seu reconhecimento; e, no caso de ter sido encontrado morto, sero mencio-nados esta circunstncia e o lugar em que se achava e o da necropsia, se tiver havido.

  • 120

    Pargrafo nico. Neste caso, ser extrada a individual dactiloscpica, se no local existir esse servio.

    Art. 526. O assento, se feito por declarao verbal, dever ser assinado pela pessoa que fizer a comu-nicao ou por algum a seu rogo, se no souber ou no puder assinar.

    Subseo VII

    Da Declarao Perante o Servio Funerrio

    Art. 527. Os Oficiais de Registro podero celebrar convnio com o Servio Funerrio Municipal para a implantao de sistemtica de registro de bito por declarao prestada em postos de atendimento do Servio Funerrio, respeitadas as regras de competncia para o registro.

    Pargrafo nico. A implantao da sistemtica depende da prvia homologao do convnio pelo Juiz competente.

    Art. 528. O preenchimento das declaraes de bito nos postos de atendimento ser feito por fun-cionrios qualificados e credenciados pelo prprio Servio Funerrio, respondendo civil, criminal e administrativamente pelos atos que praticarem.

    Art. 529. O Servio Funerrio do Municpio receber as declaraes de bito, ininterruptamente, nos postos de atendimento, em locais indicados e previamente divulgados para o conhecimen-to do pblico.

    Art. 530. As declaraes sero formalizadas em impresso prprio, em quatro vias, contendo todos os requisitos exigidos para o registro de bito, alm da indicao e endereo da serventia da circunscrio do lugar do falecimento, onde ser lavrado o registro.

    Art. 531. O impresso conter a observao de que a declarao vlida para fins de sepultamento e, se necessrio, remoo do corpo para fora do Municpio, fazendo remisso s presentes Normas, alm da qualificao do declarante, seu endereo e nmero do documento de identificao

    Art. 532. As vias tero a seguinte destinao:

    I serventia de Registro Civil, para o registro;

    II cemitrio ou crematrio, para remoo do cadver e sepultamento;

    III declarante, para comprovao e conferncia dos dados;

    IV Servio Funerrio Municipal, para fins de arquivo.

    Pargrafo nico. A via destinada serventia ser retirada pelo Oficial de Registro ou preposto autorizado da circunscrio competente para o registro, juntamente com o atestado mdico respectivo.

    Art. 533. O registro ser feito at o dia til seguinte ao recebimento dos documentos, mediante

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    declarao escrita de bito, assinada pelo declarante perante o funcionrio do Servio Funerrio, que poder ser retificada ou complementada antes do registro.

    Pargrafo nico.A declarao ser arquivada na serventia juntamente com o atestado mdico.

    Art. 534. A certido de bito ser entregue, na serventia, ao declarante ou pessoa autorizada no prazo de cinco (05) dias teis.

    Art. 535. Faculta-se o registro diretamente na serventia competente.

    Art. 536. No caso de nascimento sem vida ou de bito logo aps o parto, poder ser feita declarao de natimorto ou declarao de nascimento e bito, na forma prevista nesta subseo.

    Subseo VIII

    Da Justificao Para o Registro de bito

    Art. 537. Podero os Juzes de Direito admitir justificao para o assento de bito de pessoas desa-parecidas em naufrgio, inundao, incndio, terremoto ou qualquer outra catstrofe, quando estiver provada a sua presena no local do desastre e no for possvel encontrar-se o cadver para exame.

    Art. 538. O registro ser feito no Livro C de registro de bito, mediante mandado judicial, que ficar arquivado na serventia.

    Subseo IX

    Da Utilizao de Cadver Para Fins de Ensino e de Pesquisa Cientfica

    Art. 539. O cadver no reclamado junto s autoridades pblicas, no prazo de trinta dias, poder ser destinado s escolas de medicina, para fins de ensino e de pesquisa de carter cientfico, nos termos da Lei n. 8.501, de 30 de novembro de 1992.

    Art. 540. A utilizao do cadver para esses fins s ficar disponvel aps a lavratura do assento de bito correspondente.

    Pargrafo nico. O assento de bito consignar o destino especfico do cadver.

    Art. 541. Aps a lavratura do assento de bito, o sepultamento ou a cremao do cadver ser comu-nicado serventia, para fins de averbao.

    SEO VIII

    DO NATIMORTO

  • 122

    Art. 542. No caso de ter a criana nascido morta ser feito o assento no Livro C-Auxiliar de registro de natimorto.

    Art. 543. O registro ser feito de acordo com as regras definidas para o registro de bito, com a apre-sentao do formulrio da Declarao de bito assinado pelo mdico atestante.

    Art. 544. No ser dado nome ao natimorto, indicando-se no assento apenas o sexo.

    Pargrafo nico.Para fins de consignao da paternidade, aplicam-se as normas relativas ao registro de nascimento.

    Art. 545. O assento de natimorto indicar:

    I a hora, se possvel, dia, ms e ano do nascimento sem vida;

    II o lugar da ocorrncia, com indicao precisa;

    III o sexo, durao da gestao e cor do natimorto;

    IV o fato de ser gmeo, quando assim tiver acontecido;

    V os nomes, profisso, naturalidade e residncia dos pais;

    VI os nomes dos avs paternos e maternos;

    VII se a morte foi natural ou violenta e a causa conhecida, com o nome dos atestantes;

    VIII o lugar do sepultamento, da cremao ou onde o cadver estar disponvel para fins de ensino e pesquisa de carter cientfico.

    SEO IX

    DA EMANCIPAO

    Art. 546. Na serventia do 1 Ofcio ou da 1 subdiviso judiciria, em cada Comarca, sero registradas, no Livro E, as sentenas de emancipao, bem como os atos dos pais que a concederem, em relao aos menores nela domiciliados.

    Pargrafo nico. O registro de emancipao concedida pelos pais independe de interveno judicial.

    Art. 547. O registro ser feito mediante trasladao da sentena oferecida em certido ou do instru-mento, limitando-se s referncias da data, livro, folha e serventia em que foi lavrada, independentemente da presena de testemunhas.

    Pargrafo nico. Para fins de anotao, ser apresentada certido do registro de nascimento do emancipado.

    Art. 548. O registro de emancipao conter:

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    I a data do registro e da emancipao;

    II o prenome e sobrenome, idade, filiao, profisso, naturalidade e residncia do emancipado;

    III a data e serventia em que foi registrado o seu nascimento;

    IV o nome, profisso, naturalidade e residncia dos pais ou do tutor.

    Pargrafo nico.O assento ser assinado pelo apresentante.

    Art. 549. Quando o Juiz conceder emancipao, dever comunic-la, de ofcio, ao Oficial de Registro, se no constar dos autos que este tenha sido efetuado dentro de oito (08) dias.

    Art. 550. Antes do registro, a emancipao, em qualquer caso, no produzir efeito.

    SEO X

    DA INTERDIO

    Art. 551. As sentenas de interdio sero inscritas no Livro E da serventia do 1 Ofcio ou da 1 subdiviso judiciria da Comarca de domiclio do interdito.

    Art. 552. O registro de interdio conter:

    I a data do registro;

    II o prenome e sobrenome, idade, estado civil, profisso, naturalidade, domiclio e residncia do interdito;

    III a data e serventia onde foram registrados o nascimento e o casamento, bem como o nome do cnjuge, se casado;

    IV a data da sentena, nome e vara do Juiz que a proferiu;

    V o nome, profisso, estado civil, domiclio e residncia do curador;

    VI o nome do requerente da interdio e causa desta;

    VII os limites da curadoria, quando for parcial a interdio;

    VIII o lugar onde eventualmente est internado o interdito.

    Pargrafo nico. A inscrio ser subscrita apenas pelo Oficial de Registro ou preposto autorizado.

    Art. 553. O mandado, com os dados necessrios, acompanhada de certido de sentena, ser remeti-da pelo Juiz ao Oficial de Registro para a inscrio de ofcio, se o curador ou promovente no o tiver feito dentro de oito (08) dias.

    Art. 554. Antes de registrada a sentena, no poder o curador assinar o respectivo termo.

  • 124

    SEO XI

    DA AUSNCIA E DA MORTE PRESUMIDA

    Art. 555. As sentenas declaratrias de ausncia e morte presumida sero inscritas no Livro E da serventia do 1 Ofcio ou da 1 subdiviso judiciria da Comarca do ltimo domiclio do ausente ou pessoa presumidamente falecida.

    Art. 556. O registro de ausncia conter:

    I a data do registro;

    II o nome, idade, estado civil, profisso e domiclio anterior do ausente;

    III a data e serventia onde foram registrados o nascimento e o casamento, bem como o nome do cnjuge, se casado;

    IV o tempo de ausncia at a data da sentena;

    V o nome do requerente do processo;

    VI a data da sentena, meno ao trnsito em julgado, nome e vara do Juiz que a proferiu;

    VII o nome, estado, profisso, domiclio e residncia do curador e os limites da curatela.

    Pargrafo nico. A inscrio ser subscrita apenas pelo Oficial de Registro ou preposto autorizado.

    Art. 557. O registro de morte presumida conter:

    I a data do registro;

    II o nome, idade, estado civil, profisso e domiclio anterior da pessoa presumidamente morta;

    III a data e serventia onde foram registrados o nascimento e o casamento, bem como o nome do cnjuge, se casado;

    IV a data provvel do falecimento;

    V o nome do requerente do processo;

    VI a data da sentena, meno ao trnsito em julgado, nome e vara do Juiz que a proferiu.

    Art. 558. Com relao ao registro de morte presumida, a inscrio ser subscrita apenas pelo Oficial de Registro ou preposto autorizado.

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    SEO XII

    DOS TRASLADOS DE ASSENTOS

    Subseo I

    Disposies Gerais

    Art. 559. competente para a inscrio da opo de nacionalidade o Registro Civil das Pessoas Natu-rais do 1 Ofcio da Comarca da residncia do optante, ou de seus pais.

    Art. 560. O traslado de assentos de nascimento, casamento e bito de brasileiros em pas estrangei-ro, tomados por autoridade consular brasileira, nos termos do regulamento consular, ou por autoridade estrangeira competente, a que se refere o caput do art. 32 da Lei n. 6.015/73, ser efetuado no Livro E do Registro Civil das Pessoas Naturais da sede da Comarca do domiclio do interessado ou do 1 Ofcio de Registro Civil das Pessoas Naturais do Distrito Federal, sem a necessidade de autorizao judicial.

    1 Os assentos de nascimento, casamento e bito de brasileiros lavrados por autoridade estrangeira competente, que no tenham sido previamente registrados em repartio consular brasileira, somente podero ser trasladados no Brasil se estiverem legalizados por autoridade consular brasileira que tenha jurisdio sobre o local em que foram emitidas.

    2 Antes de serem trasladados, tais assentos tambm devero ser traduzidos por tradutor pblico juramentado, inscrito em junta comercial brasileira.

    3 A legalizao efetuada por autoridade consular brasileira consiste no reconhecimento da assinatura de notrio ou autoridade estrangeira competente aposta em documento original ou fotocpia autenticada ou na declarao de autenticidade de documento original no assinado, nos termos do regulamento consular. O reconhecimento, no Brasil, da assinatura da autoridade consular brasileira no documento ser dispensado, conforme previsto no art. 2 do Decreto n. 84.451/80.

    4 Os Oficiais de Registro Civis das Pessoas Naturais devero observar a eventual existncia de acordos multilaterais ou bilaterais, de que o Brasil seja parte, que prevejam a dispensa de legalizao de documentos pblicos originados em um Estado a serem apresentados no territrio do outro Estado, ou a facilitao dos trmites para a sua legalizao.

    5 Os Oficiais de Registro Civil das Pessoas Naturais devero efetuar o traslado das certides de assentos de nascimento, casamento e bito de brasileiros ocorridos em pas estrangeiro, ainda que o requerente relate a eventual necessidade de retificao do seu contedo. Aps a efetivao do traslado, para os erros que no exijam qualquer indagao para a constatao imediata de necessidade de sua correo, o Oficial de dever proceder retificao conforme art. 110 da Lei n. 6.015/73.

    6 Para os demais erros, aplica-se o disposto no art. 109 da referida Lei.

  • 126

    7 As certides dos traslados de nascimento, de casamento e de bito, emitidas pelo Registro Civil das Pessoas Naturais da sede da Comarca devero seguir os padres e modelos estabelecidos pelo Provimento CNJ n. 2, de 27 de abril de 2009, e pelo Provimento CNJ n. 3, de 17 de novembro de 2009, bem como por outros subsequentes que venham a alter-los ou complement-los, com as adaptaes que se fizerem necessrias.

    Art. 561. O registrado em repartio diplomtica ou consular brasileira competente brasileiro nato, independentemente de qualquer ato ou condio.

    1 Dever constar do assento e da respectiva certido do traslado a seguinte observao: Brasileiro nato, conforme os termos da alnea c, do inciso I, do art. 12, in limine, da Constituio Federal.

    2 Na hiptese de nascimento registrado em repartio estrangeira e legalizado por autoridade consular brasileira, a condio da nacionalidade brasileira depende de opo.

    3 Dever constar do assento e da respectiva certido do traslado a seguinte observao: Nos termos do artigo 12, inciso I, alnea c, in fine, da Constituio Federal, a confirmao da nacionalidade brasileira depende de residncia no Brasil e de opo, depois de atingida a maioridade, em qualquer tempo, pela nacionalidade brasileira, perante a Justia Federal.

    4 Na hiptese de nascimento no exterior sem registro, o Oficial observar no que couber, o disposto neste Captulo, no que se refere ao Registro Tardio de Nascimento e dever fazer constar do termo bem como das respectivas certides, que a condio de nacionalidade brasileira depende de opo, depois de atingida a maioridade, a qualquer tempo, perante a Justia Federal.

    Art. 562. Os registros de nascimento de nascidos no territrio nacional em que ambos os genitores sejam estrangeiros e em que pelo menos um deles esteja a servio de seu pas no Brasil devero ser efetuados no Livro E do Registro Civil das Pessoas Naturais do 1 Ofcio da Comarca, devendo constar do assento e da respectiva certido a seguinte observao: O registrando no possui a nacionalidade brasileira, conforme art. 12, inciso I, alnea a, in fine, da Constituio Federal.

    Art. 563. A transcrio do assento de nascimento de filho de brasileiro ocorrido no estrangeiro, desde que qualquer deles esteja a servio da Repblica Federativa do Brasil, residentes ou no no territrio nacional, ser lavrada no Livro E, do Registro Civil das Pessoas Naturais do 1 Ofcio da Comarca de seu domicilio. Dever constar do termo e das respectivas certi-des, que a nacionalidade brasileira independe de qualquer ato ou condio.

    Art. 564. Por fora da redao atual da alnea c, do inciso I, do art. 2 da Constituio Federal e do art. 95 do Ato das Disposies Constitucionais Transitrias (Emenda Constitucional n. 54, de 20 de setembro de 2007), o Oficial de Registro Civil das Pessoas Naturais dever, de ofcio ou a requerimento do interessado e, ou, procurador, sem a necessidade de auto-rizao judicial, efetuar averbao em traslado de assento consular de nascimento, cujo

    CAPTULO V - DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS

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    registro em repartio consular brasileira tenha sido lavrado entre 7 de junho de 1994 e 21 de setembro de 2007, em que se declara que o registrado : Brasileiro nato de acordo com o disposto no art. 12, inciso I, alnea c, in limine, e do art. 95 dos ADCTs da Cons-tituio Federal.

    1 A averbao tambm dever tornar sem efeito eventuais informaes que indiquem a necessidade de residncia no Brasil e a opo pela nacionalidade brasileira perante a Justia Federal, ou ainda expresses que indiquem tratar-se de um registro provisrio, que no mais devero constar na respectiva certido.

    Art. 565. Os traslados dos assentos podero ser requeridos a qualquer tempo.

    Art. 566. Os traslados de certides de assentos de nascimento, casamento e bito de brasileiros lavra-dos em pas estrangeiro sero efetuados mediante apresentao de documentos originais.

    Art. 567. O arquivamento de tais documentos poder ser feito por cpia re

    progrfica conferida pelo Oficial de Registro Civil das Pessoas Naturais.

    Art. 568. Sempre que o traslado for indeferido pelo Oficial, ser feita nota com os motivos do indefe-rimento, cumprindo-se, quando for o caso, o art. 198 c/c. o art. 296 da Lei n. 6.015/73.

    Art. 569. O traslado do assento de casamento de brasileiro ocorrido em pas estrangeiro dever ser efetuado mediante a apresentao dos seguintes documentos:

    I - certido de assento de casamento emitida por autoridade consular brasileira ou certido estrangeira de casamento legalizada por autoridade consular brasileira e traduzida por tradutor pblico juramentado;

    II - certido de nascimento do cnjuge brasileiro, ou certido de casamento anterior com prova da sua dissoluo, para fins do art. 106, da Lei n. 6.015/73;

    III - declarao de domiclio do contraente na Comarca ou comprovante de residncia ou domiclio, a critrio do interessado. Na falta de domiclio no Brasil, o traslado dever ser efetuado no 1. Ofcio do Distrito Federal;

    IV - requerimento assinado por um dos cnjuges ou por procurador.

    1 Se o assento de casamento a ser trasladado referir-se a brasileiro naturalizado, ser obrigatria tambm a apresentao do certificado de naturalizao ou outro documento que comprove a nacionalidade brasileira.

    2 A omisso do regime de bens no assento de casamento, lavrado por autoridade consular brasileira ou autoridade estrangeira competente, no obstar o traslado.

    3 Faculta-se a averbao do regime de bens posteriormente, sem a necessidade de autorizao judicial, mediante apresentao de documentao comprobatria.

    4 Dever sempre constar do assento e da respectiva certido a seguinte observao: Aplica-se o disposto no art. 7, 4 do Decreto-Lei n. 4.657/42 (Lei de Introduo ao Cdigo Civil).

  • 128

    5 Na eventual existncia de pacto antenupcial, lavrado perante autoridade estrangeira competente, o Oficial dever, antes de efetuar o traslado, solicitar que os interessados providenciem o seu registro em Registro de Ttulos e Documentos no Brasil, alertando-os que o documento dever estar previamente legalizado por autoridade consular brasileira que tenha jurisdio sobre o local em que foi emitido, devendo, tambm, estar traduzido por tradutor pblico juramentado.

    6 A omisso do nome adotado pelos cnjuges aps o matrimnio no assento de casamento ocorrido em pas estrangeiro no obstar o traslado.

    7 Nesse caso, devero ser mantidos os nomes de solteiro dos cnjuges. Faculta-se a averbao posterior, sem a necessidade de autorizao judicial, mediante apresentao de documentao comprobatria de que os nomes foram modificados aps o matrimnio, em conformidade com a legislao do pas em que os nubentes tinham domiclio, nos termos do art. 7 do Decreto-Lei n. 4.657/42.

    8 A omisso no assento de casamento ocorrido em pas estrangeiro de outros dados previstos no art. 70 da Lei n 6.015/1973 no obstar o traslado.

    9 Os dados faltantes podero ser inseridos posteriormente por averbao, mediante a apresentao de documentao comprobatria, sem a necessidade de autorizao judicial.

    10 Os casamentos celebrados por autoridades estrangeiras so considerados autnticos, nos termos da lei do local de celebrao, conforme previsto no caput do art. 32, da Lei n. 6.015/73, inclusive no que respeita aos possveis impedimentos, desde que no ofendam a soberania nacional, a ordem pblica e os bons costumes, nos termos do art. 17, do Decreto n. 4.657/1942.

    11 O traslado no Brasil, a que se refere o 1, do artigo 32, da Lei n. 6.015/73, efetuado junto ao Registro Civil das Pessoas Naturais do 1 Ofcio da Comarca, tem o objetivo de dar publicidade e eficcia ao casamento, j reconhecido vlido para o ordenamento brasileiro, possibilitando que produza efeitos jurdicos plenos no territrio nacional.

    Art. 570. O traslado do assento de bito de brasileiro, ocorrido em pas estrangeiro, dever ser efetu-ado mediante a apresentao da seguinte documentao:

    I - certido do assento de bito emitida por autoridade consular brasileira ou certido estrangeira de bito, legalizada por autoridade consular brasileira e traduzida por tradutor pblico juramentado;

    II - certido de nascimento e, se for o caso, de casamento do falecido, para fins do artigo 106, da Lei n. 6.015/73;

    III - requerimento assinado por familiar ou por procurador.

    1 A omisso no assento de bito ocorrido em pas estrangeiro, de dados previstos no art. 80, da Lei n. 6.015/73 no obstar o traslado.

    CAPTULO V - DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 129

    2 Os dados faltantes podero ser inseridos posteriormente por averbao, mediante a apresentao de documentao comprobatria, sem a necessidade de autorizao judicial.

    3 Se o assento de bito a trasladar se referir a brasileiro naturalizado, ser obrigatria tambm a apresentao do certificado de naturalizao ou documento que comprove a nacionalidade brasileira.

    Art. 571. O traslado de assento estrangeiro de nascimento de brasileiro, que no tenha sido previa-mente registrado em repartio consular brasileira, dever ser efetuado mediante a apre-sentao dos seguintes documentos:

    I - certido do assento estrangeiro de nascimento, legalizada por autoridade consular brasileira e traduzida por tradutor pblico juramentado;

    II - declarao de domiclio do registrando na Comarca ou comprovante de residncia ou domiclio, a critrio do interessado. Na falta de domiclio no Brasil, o traslado dever ser efetuado no 1 Ofcio do Distrito Federal;

    III - requerimento assinado pelo registrando, por um dos seus genitores, pelo responsvel legal ou por procurador;

    IV - documento que comprove a nacionalidade brasileira de um dos genitores.

    Pargrafo nico. Dever constar do assento e da respectiva certido do traslado a seguinte observao: Nos termos do artigo 12, inciso I, alnea c, in fine, da Constituio Federal, a confirmao da nacionalidade brasileira depende de residncia no Brasil e de opo, depois de atingida a maioridade, em qualquer tempo, pela nacionalidade brasileira, perante a Justia Federal.

    Art. 572. O traslado de assento de nascimento, lavrado por autoridade consular brasileira, dever ser efetuado mediante a apresentao dos seguintes documentos:

    I - certido de assento de nascimento emitida por autoridade consular brasileira;

    II - declarao de domiclio do registrando na Comarca ou comprovante de residncia ou domiclio, a critrio do interessado. Na falta de domiclio no Brasil, o traslado dever ser efetuado no 1 Ofcio do Distrito Federal;

    III - requerimento assinado pelo registrando, por um dos seus genitores, pelo responsvel legal ou por procurador.

    Pargrafo nico. Dever constar do assento e da respectiva certido do traslado a seguinte observao: Brasileiro nato, conforme os termos da alnea c do inciso I do art. 12, in limine, da Constituio Federal.

    Art. 573.Caso no conste o sobrenome do registrando no assento de nascimento ocorrido em pas estrangeiro, faculta-se ao requerente a sua indicao, mediante declarao escrita que ser arquivada.

  • 130

    Art. 574. A omisso no assento de nascimento ocorrido em pas estrangeiro de dados previstos no art. 54, da Lei n. 6.015/73 no obstar o traslado.

    Pargrafo nico. Os dados faltantes podero ser inseridos posteriormente por averbao, mediante a apresentao de documentao comprobatria, sem a necessidade de autorizao judicial.

    Art. 575. As sentenas de opo de nacionalidade sero inscritas no livro E do Registro Civil das Pes-soas Naturais da Comarca de residncia do optante, ou de seus pais, mediante mandado que ficar arquivado.

    Pargrafo nico. Do registro da opo de nacionalidade dever constar:

    a) data do registro;

    b) nome completo, data de nascimento, naturalidade e filiao;

    c) data da sentena e seu trnsito em julgado, Vara e nome do Juiz que a proferiu;

    d) o Registro Civil das Pessoas Naturais que lavrou o assento de transcrio de nascimento, se conhe-cido;

    e) data do mandado.

    SUBSEO II

    Do Traslado de Assento de Nascimento

    Art. 576. Os filhos de pai brasileiro ou de me brasileira, nascidos no exterior e registrados em re-partio diplomtica ou consular brasileira so brasileiros natos, independentemente de qualquer ato ou condio.

    Pargrafo nico Nos traslados de nascimento realizado antes da edio da Emenda Constitucional n 54, de 21 de setembro de 2007, esta condio poder ser averbada.

    Art. 577. Para o traslado de assento de nascimento lavrado por autoridade consular brasileira exige--se:

    I certido expedida pela autoridade consular;

    II prova de domiclio do registrando na Comarca.

    Pargrafo nico. Caso no apresentada prova de domiclio o traslado ser feito no 1 Ofcio do Distrito Federal.

    Art. 578. Para o traslado de assento lavrado em repartio estrangeira exige-se:

    I certido expedida pela autoridade estrangeira, observando-se o disposto no art. 565, deste cdigo;

    CAPTULO V - DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 131

    II prova da condio de nacionalidade brasileira do pai ou da me;

    III prova de domiclio do registrando na Comarca.

    Pargrafo nico. Caso no apresentada prova de domiclio, constar do traslado, que ser feito no 1 Ofcio do Distrito Federal, a observao de que a condio de nacionalidade brasileira depende de prova de residncia no pas e opo perante a Justia Federal.

    Art. 579. Se o assento de nascimento no mencionar o sobrenome do registrado ou qualquer elemen-to relevante, ser apresentada declarao indicativa, a qual ser arquivada, fazendo-se meno circunstanciada no registro.

    Art. 580. Aps a maioridade, o traslado referido no Art. 565 fica condicionado prvia opo de na-cionalidade.

    Art. 581. O traslado poder ser feito mediante mandado expedido pelo Juzo competente, que ficar arquivado na serventia.

    Subseo III

    Do Traslado de Assento de Casamento

    Art. 582. O casamento de brasileiro, celebrado no estrangeiro, perante as respectivas autoridades ou os cnsules brasileiros, dever ser registrado em cento e oitenta dias, a contar da volta de um ou de ambos os cnjuges ao Brasil, na serventia do 1 Ofcio ou da 1 subdiviso judiciria da Comarca do respectivo domiclio.

    1 Na falta de domiclio, o traslado ser feito no 1 Ofcio da Capital do Estado em que os cnjuges passarem a residir.

    2 No ocorrendo nenhuma das hipteses acima, o registro poder ser feito no 1 Ofcio do Distrito Federal.

    3 Os traslados requeridos depois de findo o prazo produziro efeitos a partir da data da apresentao.

    Art. 583. Para o traslado de assento de casamento exige-se:

    I certido expedida pela autoridade consular brasileira ou certido expedida pela autoridade estrangeira, observando-se o disposto no 581, deste cdigo;

    II certido de nascimento do cnjuge brasileiro, atualizada no mximo h seis meses, ou certificado de naturalizao, se for o caso;

    III prova de domiclio na Comarca;

    IV prova do regime de bens adotado, se no constar da certido;

    V comprovante ou declarao da volta de um ou de ambos os cnjuges ao Brasil.

  • 132

    Pargrafo nico. Exige-se ainda, se for o caso, certido comprobatria da dissoluo de vnculo matrimonial anterior.

    Art. 584. Se o assento de casamento no mencionar eventual alterao no sobrenome dos cnjuges ou qualquer elemento relevante, ser apresentada declarao indicativa, a qual ser arqui-vada, fazendo-se meno circunstanciada no registro.

    Art. 585. Na omisso do assento quanto ao regime de bens do casamento, dever ser apresentada declarao do Consulado do pas sobre qual regime foi o casamento efetivado, segundo as leis locais.

    Pargrafo nico. Inexistindo previso legal no pas de celebrao quanto ao regime de bens, ser apresentada declarao consular, ou de ambos os contraentes, nesse sentido.

    Subseo IV

    Do Traslado de Assento de bito

    Art. 586. O traslado de registro de bito de brasileiro falecido no exterior ser feito no Livro E da serventia do 1 Ofcio ou da 1 subdiviso judiciria da Comarca do ltimo domiclio do falecido no pas.

    Pargrafo nico. Na falta de domiclio, o registro ser feito no 1 Ofcio do Distrito Federal.

    Art. 587. Para o traslado de assento de bito exige-se:

    I certido expedida pela autoridade consular brasileira ou certido expedida pela autoridade estrangeira, observando-se o disposto no art. 565;

    II certido de nascimento e de casamento do falecido;

    III declarao complementar para o registro contendo os dados previstos no art. 80, da Lei n. 6.015, de 31 de dezembro de 1973, se a certido for omissa.

    Pargrafo nico. Quando a declarao de bito, expedida pelo pas estrangeiro no contiver a causa mortis, dever ser apresentada declarao ou documento do mdico que atestou o falecimento contendo a sua causa, devidamente traduzida e regularizada sua autenticidade.

    SEO XIII

    DA OPO DE NACIONALIDADE

    Art. 588. As sentenas de opo de nacionalidade sero inscritas no Livro E da serventia do 1 Ofcio

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    ou da 1 subdiviso judiciria da Comarca de residncia do optante ou de seus pais.

    Pargrafo nico. Se forem residentes no estrangeiro, far-se- o registro no Distrito Federal.

    Art. 589. O filho de pai brasileiro ou de me brasileira nascido no exterior, que no tenha sido registra-do em repartio em repartio diplomtica ou consular brasileira, e que venha a residir no pas, poder manifestar a sua opo pela nacionalidade brasileira, em qualquer tempo, aps atingida a maioridade, perante a Justia Federal.

    Art. 590. Deferido o pedido, proceder-se- inscrio da sentena, mediante mandado judicial, que ser arquivado.

    Art. 591. O registro de opo de nacionalidade conter:

    I a data do registro;

    II o nome, idade, filiao, profisso, naturalidade e residncia do optante;

    III a data e serventia em que foi trasladado o registro de seu nascimento;

    IV a data da sentena, meno ao trnsito em julgado, nome e vara do Juiz que a proferiu.

    Pargrafo nico. A inscrio ser subscrita apenas pelo Oficial de Registro ou preposto autorizado.

    SEO XIV

    DA INSCRIO DE SENTENAS

    SUBSEO I

    Das Sentenas de Alterao de Estado Civil

    Art. 592. As sentenas, proferidas por autoridade jurisdicional brasileira, de alterao de estado ci-vil de casal estrangeiro, relativas a casamentos contrados no exterior, sero inscritas no Livro E da serventia do 1 Ofcio ou da 1 subdiviso judiciria da Comarca de domiclio das partes.

    Pargrafo nico. Esto sujeitas a inscrio, para produo de efeitos no pas, as sentenas de separao, reconciliao, divrcio, nulidade e anulao de casamento.

    Art. 593. Na hiptese de casamento contrado ou trasladado no Brasil, far-se- somente a competente averbao margem do assento, sendo dispensada a inscrio.

    Art. 594. A inscrio ser feita mediante mandado expedido pelo Juzo competente, que ficar arqui-vado na serventia.

    Art. 595. O registro de alterao do estado civil conter:

  • 134

    I a data do registro;

    II a qualificao do casal;

    III dados relativos ao casamento, tais como data, local e regime de bens;

    IV a determinao judicial;

    V a data da sentena, meno ao trnsito em julgado, nome e vara do Juiz que a proferiu.

    Pargrafo nico. A inscrio ser subscrita apenas pelo Oficial de Registro ou preposto autorizado.

    SUBSEO II

    Das Sentenas de Liberao do Regime Tutelar

    Art. 596. As sentenas de liberao do regime tutelar e investidura na plenitude da capacidade civil de ndios no integrados comunho nacional sero inscritas no Registro Civil, na forma do art. 9, Pargrafo nico, da Lei 6.001, de 19 de dezembro de 1973.

    Pargrafo nico. As sentenas de liberao do regime tutelar sero inscritas no Livro E da serventia do 1 Ofcio ou da 1 subdiviso judiciria da Comarca de residncia do interessado.

    Art. 597. O registro de liberao do regime tutelar conter:

    I a data do registro;

    II nome, idade, filiao, naturalidade e residncia do ndio;

    III a determinao judicial;

    IV a data da sentena, nome e vara do Juiz que a proferiu.

    Pargrafo nico. A inscrio ser subscrita apenas pelo Oficial de Registro ou preposto autorizado.

    Art. 598. Ser inscrito no Registro Civil, ainda, o ato do rgo de assistncia, homologado judicial-mente, que reconhecer ao ndio, mediante declarao formal, a condio de integrado, cessando toda restrio capacidade.

    Pargrafo nico. Aplicam-se inscrio do ato, no que couber, as disposies relativas inscrio de sentena de liberao do regime tutelar.

    SEO XV

    CAPTULO V - DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS

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    DAS AVERBAES

    SUBSEO I

    Disposies Gerais

    Art. 599. A averbao ser feita na serventia em que constar o registro, mediante:

    I carta de sentena ou mandado;

    II petio acompanhada de certido ou documento legal e autntico, com audincia do Ministrio Pblico;

    III traslado de escritura pblica de separao, divrcio e reconciliao consensuais, nos termos da Lei n. 11.441/2007.

    1 O rgo do Ministrio Pblico poder indicar ao Oficial de Registro, mediante ato ordinatrio, hipteses de dispensa da remessa referida no inciso II.

    2 Caso seja dispensada a remessa, o Oficial de Registro ou preposto autorizado certificar tal fato nos autos.

    3 O Juiz competente poder, mediante ato ordinatrio, definir a necessidade de prvio despacho nos pedidos de averbao feitos na forma do inciso II.

    4 A averbao efetuada mediante apresentao do traslado referido no inciso III independe de autorizao judicial e audincia do Ministrio Pblico.

    Art. 600. As averbaes abrangero, alm dos casos expressamente indicados em lei, todas as ocor-rncias que, por qualquer modo, alterem o teor dos registros, bem como os efeitos deles decorrentes.

    Art. 601. A averbao ser feita margem do assento e, quando no houver espao, no livro corrente ou no livro de transporte, com as notas e remisses recprocas, que facilitem a busca.

    Pargrafo nico. Caso a averbao seja escriturada em meio eletrnico, anotar-se- a ocorrncia no ndice do respectivo registro.

    Art. 602. A averbao ser feita mediante a indicao minuciosa da sentena ou ato que a determinar.

    Pargrafo nico. Antes de averbadas, as sentenas no produziro efeito contra terceiros.

    Art. 603. A averbao fundada em sentena judicial indicar:

    I a data da averbao, nmero do processo;

    II a data da sentena, nome e vara do Juiz que a proferiu;

    III a determinao judicial;

    IV a meno ao trnsito em julgado, salvo as excees legais.

  • 136

    Pargrafo nico. A averbao ser subscrita apenas pelo Oficial de Registro ou preposto autorizado, arquivando-se o mandado ou carta de sentena.

    Art. 604. As demais averbaes indicaro:

    I a data da averbao;

    II o ato que a determinou;

    III a alterao promovida.

    Pargrafo nico. A averbao ser subscrita apenas pelo Oficial de Registro ou preposto autorizado, arquivando-se a documentao apresentada.

    Art. 605. No registro de nascimento sero averbados:

    I as sentenas declaratrias da filiao;

    II as sentenas de adoo de pessoas maiores;

    III a perda e a suspenso do ptrio poder;

    IV o reconhecimento judicial ou voluntrio de filho;

    V - a reaquisio de nacionalidade brasileira, quando comunicada pelo Ministrio da Justia;

    VI as alteraes de nomes;

    VII a perda, a suspenso e a destituio do poder familiar;

    VIII termo de guarda ou responsabilidade;

    IX nomeao de tutor.

    Art. 606. No registro de casamento sero averbadas:

    I as sentenas de nulidade e anulao de casamento;

    II as sentenas ou escrituras pblicas de separao;

    III as sentenas ou escrituras pblicas de reconciliao;

    IV as sentenas ou escrituras pblicas de divrcio;

    V as sentenas de alterao do regime de bens.

    Pargrafo nico. As averbaes ficam obstadas enquanto as sentenas estiverem sujeitas a recurso, qualquer que seja o seu efeito.

    Art. 607. Nos registros de emancipao, interdio e ausncia, ser feita a averbao das sentenas que puserem termo interdio, das substituies dos curadores de interditos ou ausen-

    CAPTULO V - DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS

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    tes, das alteraes dos limites de curatela, da cessao ou mudana de internao, bem como da cessao da ausncia pelo aparecimento do ausente.

    Pargrafo nico. Averbar-se-, tambm, no assento de ausncia, a sentena de abertura de sucesso provisria, aps o trnsito em julgado, com referncia especial ao testamento do ausente se houver e indicao de seus herdeiros habilitados, bem como a sentena de sucesso definitiva.

    SUBSEO II

    Das Retificaes, Restauraes e Suprimentos

    Art. 608. Quem pretender que se restaure, supra ou retifique assentamento no Registro Civil, reque-rer, em petio fundamentada e instruda com documentos ou com indicao de teste-munhas, que o Juiz o ordene, ouvido o rgo do Ministrio Pblico e os interessados, no prazo de cinco (05) dias, que correr em cartrio.

    Art. 609. Se qualquer interessado ou o rgo do Ministrio Pblico impugnar o pedido, o Juiz determi-nar a produo da prova, dentro do prazo de dez dias e ouvidos, sucessivamente, em trs dias, os interessados e o rgo do Ministrio Pblico, decidir em cinco (05) dias.

    Art. 610. Se no houver impugnao ou necessidade de mais provas, o Juiz decidir no prazo de cinco (05) dias.

    Art. 611. Da deciso do Juiz, caber o recurso de apelao com ambos os efeitos.

    Art. 612. Julgado procedente o pedido, o Juiz ordenar que se expea mandado para que seja lavra-do, restaurado e retificado o assentamento, indicando, com preciso, os fatos ou circuns-tncias que devam ser retificados, e em que sentido, ou os que devam ser objeto do novo assentamento.

    Pargrafo nico. Se houver de ser cumprido em jurisdio diversa, o mandado ser remetido, por ofcio, ao Juiz competente da serventia de Registro Civil e, com o seu cumpra-se, executar-se-.

    Art. 613. Os erros que no exijam qualquer indagao para a constatao imediata de necessidade de sua correo podero ser corrigidos de ofcio pelo oficial de registro no prprio cartrio onde se encontrar o assentamento, mediante petio assinada pelo interessado, repre-sentante legal ou procurador, independentemente de pagamento de selos e taxas, aps manifestao conclusiva do Ministrio Pblico.

    1 Recebido o requerimento instrudo com os documentos que comprovem o erro, o oficial submet-lo- ao rgo do Ministrio Pblico que o despachar em cinco (05) dias.

    2 Quando a prova depender de dados existentes no prprio cartrio, poder o oficial certific-lo nos autos.

  • 138

    Art. 614. Entendendo o rgo do Ministrio Pblico que o pedido exige maior indagao, requerer ao juiz a distribuio dos autos a um dos cartrios da circunscrio, caso em que se processa-r a retificao, com assistncia de advogado, observado o rito sumarssimo.

    Art. 615. Deferido o pedido, o oficial averbar a retificao margem do registro, mencionando o nmero do protocolo e a data da sentena e seu trnsito em julgado, quando for o caso.

    Art. 616. O rgo do Ministrio Pblico poder indicar ao Oficial de Registro, mediante ato ordinat-rio, hipteses de dispensa da referida manifestao.

    Art. 617. As retificaes sero feitas por averbao, na forma estabelecida na Subseo I desta seo.

    Art. 618. Nenhuma justificao em matria de Registro Civil, para retificao, restaurao ou abertu-ra de assento, ser entregue parte.

    Art. 619. Em qualquer tempo poder ser apreciado o valor probante da justificao, em original ou por traslado, pela autoridade judiciria competente ao conhecer de aes que se relacio-narem com os fatos justificados.

    Art. 620. As questes relativas filiao sero decididas em processo contencioso para anulao ou reforma de assento.

    Subseo III

    Do Bloqueio e do Cancelamento

    Art. 621. Se o Juiz entender que a supervenincia de novos atos ou a expedio de certido causar danos de difcil reparao, poder determinar de ofcio, a qualquer momento, ainda que sem a oitiva das partes, o bloqueio integral ou parcial do registro.

    Pargrafo nico. Bloqueado o registro, o Oficial de Registro no poder mais praticar nenhum ato ou expedir nenhuma certido, salvo autorizao judicial.

    Art. 622. O registro, enquanto no cancelado, produz todos os seus efeitos legais.

    Art. 623. O cancelamento ser averbado mediante determinao judicial, no podendo ser feito em virtude de sentena ainda sujeita a recurso.

    SEO XVI

    DAS ANOTAES

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    Art. 624. Sempre que o Oficial de Registro ou preposto autorizado fizer algum registro ou averbao, dever, no prazo de cinco dias, anot-lo nos atos anteriores, com remisses recprocas, se lanados na serventia, ou far comunicao, com resumo do assento, serventia onde estiverem os registros primitivos.

    Art. 625. A anotao ser feita margem do assento e, quando no houver espao, no livro corrente, com as notas e remisses recprocas, que facilitem a busca, salvo se mantida escriturao em meio eletrnico.

    Pargrafo nico. Caso a anotao seja escriturada em meio eletrnico, lanar-se- a ocorrncia no ndice do respectivo registro.

    Art. 626. A anotao conter indicao minuciosa do ato que a ensejar, contendo:

    I a data da anotao;

    II a indicao do registro ou averbao promovida;

    III a serventia, livro, folha e nmero do registro.

    Pargrafo nico. A anotao ser subscrita apenas pelo Oficial de Registro ou preposto autorizado.

    Art. 627. Antes de proceder anotao, incumbe ao Oficial de Registro ou preposto autorizado obser-var a compatibilidade dos atos registrrios.

    Pargrafo nico. Em sendo necessrio, o Oficial de Registro solicitar informaes s serventias envolvidas e far as anotaes necessrias para manter a continuidade do registro.

    Art. 628. As comunicaes sero feitas mediante cartas relacionadas em protocolo ou por meio ele-trnico seguro.

    Pargrafo nico. A anotao poder ser feita, a requerimento da parte interessada, vista de certido, ainda que a comunicao no tenha sido recebida.

    Art. 629. O bito dever ser anotado, com as remisses recprocas, nos assentos de casamento e nascimento.

    Pargrafo nico. O casamento ser anotado no registro de nascimento e nos registros anteriores de casamento.

    Art. 630. A emancipao, a interdio, a ausncia e a morte presumida sero anotadas pela mesma forma, nos assentos de nascimento e casamento, bem como a mudana do nome em vir-tude de casamento.

    Art. 631. Sero anotados, nos registros de nascimento ou anteriores casamentos dos cnjuges, a anu-lao e nulidade do casamento, a separao, a reconciliao e o divrcio.

    Art. 632. As averbaes das sentenas que puserem termo interdio, das alteraes dos limites de curatela, da cessao da ausncia pelo aparecimento do ausente e da sucesso definitiva

  • 140

    sero anotadas nos registros de casamento e nascimento.

    Art. 633. A opo de nacionalidade ser anotada no traslado do assento de nascimento do optante.

    SEO XVII

    DA PUBLICIDADE

    Subseo I

    Das Certides

    Art. 634. Os Oficiais de Registro so obrigados a lavrar certido do que lhes for requerido, desde que fornecidos dados essenciais para a busca, como nome e perodo aproximado.

    Pargrafo nico. s partes sero fornecidas, ainda, as informaes solicitadas e cpias dos documentos arquivados na serventia.

    Art. 635. Qualquer pessoa pode requerer certido sem informar ao Oficial de Registro ou ao funcion-rio o motivo ou interesse do pedido.

    Pargrafo nico. Poder ser exigido documento de identificao do solicitante, caso em que a certido mencionar o nome e o nmero do documento apresentado.

    Art. 636. Ressalvadas as excees legais e os casos de bloqueio parcial do registro, a certido ser lavrada independentemente de despacho judicial, devendo mencionar o Livro de registro, folha e nmero do assento.

    Pargrafo nico. As certides mencionaro, sempre, a data em que foi lavrado o assento e, sendo extradas de assento de nascimento, indicaro a data, por extenso, do nascimento e, ainda, expressamente, o lugar onde o fato houver ocorrido.

    Art. 637. Nas certides de nascimento no se mencionar, salvo a requerimento do prprio interes-sado ou em virtude de determinao ou autorizao judicial, as seguintes circunstncias:

    I indcios de a concepo haver sido decorrente de relao extraconjugal;

    II o reconhecimento de filho;

    III o estado civil dos pais;

    IV a natureza da filiao;

    V o lugar e serventia do casamento.

    Art. 638. A certido ser, no prazo mximo de cinco (05) dias, lavrada:

    I em inteiro teor;

    II em breve relatrio;

    CAPTULO V - DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS

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    III conforme quesitos.

    1. As certides em breve relatrio devero conter as informaes indicadas nos Provimentos n. 2 e n. 3 da Corregedoria Nacional de Justia, bem como nos eventuais atos normativos que o alterem.

    2 A certido em inteiro teor poder ser extrada por meio reprogrfico ou datilogrfico.

    Art. 639. A certido ser expedida e assinada pelo Oficial de Registro ou preposto autorizado.

    1 facultada a expedio de certides eletrnicas, com assinatura do Oficial de Registro ou preposto autorizado, no mbito da Infraestrutura de Chaves Pblicas Brasileira (ICP-Brasil).

    2 Pode a certido ser solicitada em serventia diversa daquela que detm o registro, desde que ambas disponham de sistemas eletrnicos e de certificado digital. Neste caso, a serventia detentora do registro emite a certido eletronicamente, nos termos do subitem anterior, e a remete serventia em que se faz a solicitao. Esta ltima materializa a certido por meio de impresso e certifica a autenticidade da assinatura eletrnica e de sua origem, outorgando-lhe f pblica, mediante aposio da assinatura fsica do oficial ou de seu preposto. Cada serventia receber os emolumentos pelo ato praticado (emisso de certido/certificao da autenticidade), e ser responsvel pelo que certifica.

    Art. 640. Sempre que houver qualquer alterao posterior ao ato cuja certido pedida, deve o Oficial de Registro mencion-la, obrigatoriamente, no obstante as especificaes do pedido, sob pena de responsabilidade civil e penal, ressalvado o disposto nos arts. 45, 57, 7, e 95, da Lei n. 6.015, de 31 de dezembro de 1973, e art. 47, da Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990.

    Art. 641. A alterao a que se refere o item anterior dever ser anotada na prpria certido, conten-do a inscrio de que a presente certido envolve elementos de averbao margem do termo.

    Art. 642. Os pedidos de certido feitos por via postal, telegrfica, eletrnica ou bancria sero obri-gatoriamente atendidos pelo Oficial de Registro, satisfeitos os emolumentos devidos, sob as penas previstas na legislao prpria.

    SUBSEO II

    Das Informaes

    Art. 643. Os Oficiais de Registro remetero Fundao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica, dentro dos primeiros oito dias dos meses de janeiro, abril, julho e outubro de cada ano, um mapa dos nascimentos, casamentos e bitos ocorridos no trimestre anterior.

    1 A Fundao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica fornecer mapas para

  • 142

    a execuo do disposto neste item, podendo requisitar aos Oficiais de Registro que faam as correes que forem necessrias.

    2 A remessa poder ser feita a rgo Estadual e com frequncia mensal, na forma de eventual convnio.

    Art. 644. Os Oficiais de Registro comunicaro ainda:

    I ao Instituto Nacional do Seguro Social, at o dia dez (10) de cada ms, os bitos registrados no ms anterior;

    II Justia Eleitoral, at o dia quinze (15) de cada ms, os bitos de cidados alistveis, ocorridos no ms anterior, para cancelamento das inscries;

    III ao Ministrio da Justia, mensalmente, os casamentos e bitos de estrangeiros registrados no ms anterior;

    IV ao Ministrio da Defesa, mensalmente, os bitos de cidados do sexo masculino com idade entre dezessete e quarenta e cinco (45) anos, registrados no ms anterior;

    V Fundao Nacional do ndio, mensalmente, os registros de nascimento de crianas indgenas feitos no ms anterior.

    SEO XVIII

    DISPOSIES FINAIS

    Art. 645. Os mandados judiciais e cartas de sentena podero ser expedidos na forma eletrnica, den-tro dos padres definidos pelos Tribunais competentes, sendo arquivados em mdia digital.

    Art. 646. As remessas de comunicaes, editais e certides entre as serventias podero ser feitas em meio eletrnico, com a utilizao de certificado digital no mbito da ICP-Brasil ou outro meio seguro disponibilizado pelas entidades representativas dos Oficiais de Registro.

    Art. 647. Os padres dos arquivos eletrnicos de certides, comunicaes e editais em meio eletrni-co sero definidos pelas entidades representativas dos Oficiais de Registro.

    Art. 648. As entidades representativas dos Oficiais de Registro podero instituir sistema, de mbito local, regional ou nacional, de informaes meramente indicativas da existncia de re-gistros e respectivas serventias, por sistema eletrnico de comunicao, caso em que tais entidades no esto sujeitas ao pagamento de qualquer valor pelos dados recebidos.

    Art. 649. As entidades representativas dos Oficiais de Registro podero instituir servio itinerante de atendimento aos usurios, respeitadas as normas de competncia para registro.

    Art. 650. Os atos ordinatrios dos Juzos Corregedores Permanentes e Corregedoria da Justia do Es-tado sero adaptados s disposies destas Normas.

    CAPTULO V - DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS

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    CAPTULO VI

    DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS JURDICAS

    SEO I

    DAS FUNES

    Art. 651. Aos Oficiais do Registro Civil de Pessoas Jurdicas compete:

    I - registrar os atos constitutivos (ata de constituio e estatuto) das associaes, das organizaes religiosas, dos sindicatos, das fundaes de direito privado e dos partidos polticos;

    II - registrar os contratos sociais das sociedades simples, independente de seu objeto, quer adotem o tipo simples (simples pura) quer adotem os tipos empresrios, com exceo da sociedade annima e da sociedade em comandita por aes, bem como das cooperativas;

    III - matricular jornais e demais publicaes peridicas, oficinas impressoras, empresas de radiodifuso que mantenham servios de notcias, reportagens, comentrios, debates e entrevistas, e empresas que executam o agenciamento de notcias;

    IV - averbar, nas respectivas inscries e matrculas, todas as alteraes supervenientes que importem modificaes das circunstncias constantes do registro, atendidas as exigncias das leis especficas em vigor;

    V - registrar e autenticar livros das pessoas jurdicas elencadas nos itens I e II deste artigo, observado o disposto na Seo VI, deste captulo;

    VI fornecer certides dos atos praticados.

    SEO II

    DOS LIVROS

    Art. 652. Alm dos obrigatrios e comuns a todos os Servios, o Registro Civil de Pessoas Jurdicas manter os livros:

    I - A, para os fins indicados nos incisos I e II do artigo 667, com 300 folhas;

    II - B, para matrcula de oficinas impressoras, jornais, peridicos, empresas de radiodifuso e agncias de notcias, com 150 folhas.

    Pargrafo nico. O nmero de folhas dos Livros A e B poder ser reduzido ou aumentado, a pedido do Oficial, podendo os mesmos serem por meios informatizados.

  • 144

    SEO III

    DO REGISTRO

    SUBSEO I

    Das Disposies Gerais

    Art. 653. As peties de registro e averbao no Registro Civil de Pessoas Jurdicas, nos Servios ane-xados, devem ser objeto de protocolo em livro prprio, no podendo ser protocolizadas no Livro Protocolo do Registro de Ttulos e Documentos.

    Art. 654. A natureza formal do documento poder ser indicada abreviadamente.

    SUBSEO II

    Das Proibies

    Art. 655. vedado:

    I Averbao de quaisquer atos relativos s associaes, organizaes religiosas, sindicatos, fundaes e sociedades simples, se os respectivos atos constitutivos no estiverem registrados no Ofcio do Registro;

    II Registro de empresrios individuais;

    III Registro no mesmo Ofcio do Registro de Pessoas Jurdicas, de sociedades simples, associaes, organizaes religiosas, sindicatos e fundaes com idntica denominao, ou com qualificaes semelhantes, suscetveis de confundi-los;

    IV Registro dos servios concernentes ao Registro Pblico de Empresas Mercantis e Atividades Afins, por constituir atribuio exclusiva das Juntas Comerciais;

    V Registro em qualquer Ofcio do Registro de Pessoas Jurdicas, de sociedades civis de prestao de servios de advocacia, tambm chamadas sociedades de advogados, bem como aquelas que incluam, entre suas finalidades, qualquer atividade de advocacia.

    Art. 656. Os atos constitutivos de pessoas jurdicas e suas alteraes no sero registrados quando o seu objeto ou circunstncias relevantes indiquem destino ou atividades ilcitas ou contr-rias, nocivas e perigosas ao bem pblico, segurana do Estado e da coletividade, ordem pblica ou social, moral e aos bons costumes e realizao da justia.

    Art. 657. Ocorrendo quaisquer desses motivos, o Oficial, voluntariamente ou por provocao de qual-quer autoridade, sobrestar o processo de registro e suscitar dvida ao Juiz da Vara dos Registros Pblicos, ou ao Juiz com tais atribuies na forma da lei de organizao judici-ria da Unidade da Federao.

    CAPTULO VI - DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS JURDICAS

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    Subseo III

    Dos Requisitos

    Art. 658. A exigncia de aprovao ou autorizao para a constituio ou para o funcionamento de sociedade, prvia ao registro, dever constar, expressamente, em lei federal.

    Art. 659. O registro de sociedade independe de sua inscrio, ou da de seus associados, em rgos de fiscalizao profissional.

    Art. 660. Quando o funcionamento de sociedade depender de aprovao da autoridade, sem esta no se far o registro.

    Art. 661. Para o registro das fundaes e averbao das alteraes de seus estatutos, exigir-se- aprovao prvia do Ministrio Pblico da respectiva Unidade da Federao.

    Art. 662. O registro dos estatutos das entidades de previdncia privada de carter complementar, assim como as inscries e averbaes de modificaes estatutrias, inclusive quanto aos integrantes de seus rgos, depende de prvia aprovao, do Ministrio da Previdncia e Assistncia Social, relativamente s entidades fechadas, quer estejam constitudas sob a forma de fundao ou associao.

    Art. 663. Somente sero efetuados registros dos atos constitutivos das empresas especializadas em prestao de servio de vigilncia armada ou desarmada e dos cursos de formao de vigi-lantes se estiverem de acordo com as determinaes legais.

    Pargrafo nico. Cabe ao Ministrio da Justia, por intermdio do Departamento de Polcia Federal, autorizar o funcionamento das empresas especializadas, dos cursos de formao de vigilantes e das empresas que exercem servios orgnicos de segurana.

    Art. 664. Os contratos sociais das sociedades simples e cooperativas, bem como os estatutos das asso-ciaes, das organizaes religiosas, dos sindicatos, das fundaes e dos partidos polticos s sero admitidos a registro e arquivamento quando visados por advogados legalmente inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil.

    Pargrafo nico. Ficam dispensadas dessa formalidade as pessoas jurdicas enquadradas, nos termos da legislao vigente, como Microempresa (ME) ou Empresa de Pequeno Porte (EPP).

    Subseo IV

    Do Arquivamento

    Art. 665. Os exemplares de contratos, atos, estatutos e publicaes registrados sero arquivados e encadernados, identificados por perodo certo, ou microfilmados, com ndice em ordem cronolgica e alfabtica, permitida a adoo do sistema de fichas , ou arquivo eletrnico de imagens.

    1 Elaborar-se- idntico ndice ou fichas para todos os registros lavrados.

  • 146

    2 Entende-se como perodo certo, para fins do disposto no caput, o ano civil ou meses nele compreendidos.

    SEO IV

    DA PESSOA JURDICA

    Subseo I

    Da Escriturao

    Art. 666. Para o registro das associaes, organizaes religiosas, partidos polticos, fundaes de direito privado, sindicatos e sociedades simples, o representante legal da pessoa jurdica formular petio ao Oficial do Registro, acompanhada de dois exemplares do estatuto, compromisso ou contrato, devidamente rubricadas por todos os scios.

    Pargrafo nico.Tratando-se de sociedade simples na sua forma tpica ser obrigatrio o reconhecimento de firmas dos scios e das duas testemunhas, quando estas comparecerem no instrumento; no caso de sociedade simples que adote tipo empresrio o reconhecimento de firmas anteriormente mencionado facultativo, eis que, neste caso, o registrador deve observar as regras atinentes ao Registro Pblico de Empresas Mercantis, que o dispensa (art. 1.150 do Cdigo Civil).

    Subseo II

    Do Procedimento

    Art. 667. Pelo ato constitutivo ser feito o registro, lanando, o Oficial, nas duas vias, a competente certido, com o respectivo nmero de ordem, livro e folha.

    Art. 668. Uma das vias ser entregue ao apresentante, e a outra, depois de capeada juntamente com o requerimento e mais documentos apresentados, formando um expediente, com suas folhas numeradas e rubricadas pelo Oficial, ser arquivada no Servio.

    Art. 669. O registro das pessoas jurdicas mencionadas no art. 666,observadas as caractersticas de cada uma delas, consistir na gravao em arquivo eletrnico dos documentos ou na de-clarao, feita pelo registrador, do nmero de ordem, data da apresentao e espcie do ato constitutivo, com as seguintes indicaes:

    I a denominao, os fins, a sede, o tempo de durao e o fundo social, quando houver;

    II o modo por que se administra e representa a sociedade, a associao, organizaes religiosas, sindicatos e fundaes, ativa e passivamente, judicial e extrajudicialmente;

    III se o estatuto, o contrato ou o compromisso reformvel quanto administrao,

    CAPTULO VI - DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS JURDICAS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 147

    e de que modo;

    IV se os membros respondem, ou no, subsidiariamente, pelas obrigaes sociais;

    V as condies de extino da pessoa jurdica e, nesse caso, o destino do seu patrimnio;

    VI os nomes dos fundadores ou instituidores e dos membros da diretoria, provisria ou definitiva, com a individualizao de cada um deles, e residncia do apresentante.

    1 Tratando-se de registro de associaes, devero ser observados, tambm, os arts. 54 e seguintes do Cdigo Civil, com as alteraes introduzidas pela Lei n. 11.127, de 28.06.2005.

    2 Tratando-se de registro de cooperativas, devero ser observados os requisitos previstos na Lei n. 5.764, de 16.12.1971.

    Art. 670. Todos os documentos que posteriormente autorizarem averbaes sero juntados ao expe-diente originrio do registro, com a respectiva certido do ato realizado.

    Pargrafo nico. Arquivadas separadamente do expediente original, suas alteraes reportar-se-o obrigatoriamente a ele, com referncias recprocas.

    Art. 671. Havendo scio estrangeiro, apresentar-se- prova de sua permanncia legal no Pas.

    1 Participando pessoa solteira na associao, organizao religiosa, sindicato ou sociedade simples, exigir-se- declarao a respeito de sua capacidade civil, relativamente idade.

    2 Participando pessoa jurdica da associao, organizao religiosa, sindicato ou sociedade simples levada a registro, indicar-se-o os dados do seu assento no rgo de registro competente, bem assim o seu nmero de inscrio no CNPJ.

    Art. 672. Para a averbao de alteraes estatutrias ou contratuais, exigir-se- requerimento da pessoa obrigada em lei, e, no caso de omisso ou demora, pelo scio, em se tratando de sociedade, ou qualquer interessado, o qual dever ser instrudo com os documentos com-probatrios das alteraes, cpia da ata ou alterao contratual, devidamente assinadas.

    1 Nas averbaes, aplica-se o disposto no art. 686 deste cdigo.

    2 No caso de transferncia de sede da pessoa jurdica para outra Comarca, primeiramente ser promovida a averbao do ato correspondente na Comarca de origem, que expedir, a pedido e s custas do interessado, certido de inteiro teor dos atos registrados, para posterior inscrio na nova Comarca.

    3. A conferncia da exatido das certides negativas expedidas por meio da Internet obrigatria, devendo ser feita pelo Oficial do Registro, atravs do acesso ao site dos rgos fiscalizadores, vencendo-se emolumentos pelo ato.

    Art. 673. O requerimento do cancelamento do registro da associao, organizao religiosa, sindi-cato, fundao ou sociedade simples ser instrudo com:

  • 148

    I cpia da ata de dissoluo ou do distrato social;

    II Certificado de Regularidade perante o FGTS, expedido pela Caixa Econmica Federal, obtido atravs da pgina da CEF na Internet no endereo www.caixa.gov.br (art. 44, inc. V, do Decreto n. 99.684/90 e Circular CEF n. 229, de 21.11.2001);

    III Certido Negativa de Tributos Federais (art. 1, inc. V, do Decreto-Lei n 1.715/79), no endereo www.receita.fazenda.gov.br; no caso de reduo do capital e em outras hipteses previstas em lei;

    IV Certido Negativa de Inscrio de Dvida Ativa da Unio, expedida pela Procuradoria da Fazenda Nacional competente (art. 62 do Decreto-Lei n. 147, de 03.02.1967), no endereo www.pgfn.fazenda.gov.br (em todos os casos nos quais for exigida a Certido Negativa de Tributos Federais);

    V Certido Negativa de Dbito do INSS, com finalidade especfica para o ato (letras a e c do Pargrafo nico do art. 16 do Decreto n. 356/91 e letra d do inc. I do art. 47 da Lei n. 8.212, de 24.07.1991).

    Pargrafo nico. A conferncia da exatido das certides negativas expedidas por meio da Internet obrigatria, devendo ser feita pelo Oficial do Registro, atravs do acesso ao site dos rgos fiscalizadores, vencendo-se emolumentos pelo ato.

    SEO V

    DO REGISTRO DE JORNAIS, OFICINAS IMPRESSORAS, EMPRESAS DE RADIODIFUSO E AGNCIAS DE NOTCIAS

    Art. 674. Os pedidos de matrcula contero as informaes e documentos seguintes:

    I Tratando-se de jornais e outros peridicos:

    a) ttulo do jornal ou peridico, sede da redao, administrao e oficinas impressoras, esclarecendo, quanto a estas, se so prprias ou de terceiros, indicando, neste caso, os respectivos proprietrios;

    b) nome, idade, residncia e prova de nacionalidade do diretor ou redator-chefe e do proprietrio;

    c) se propriedade de pessoa jurdica, exemplar do respectivo estatuto ou contrato social, e nome, idade, residncia e prova de nacionalidade dos diretores, gerentes e scios da pessoa jurdica proprietria.

    II Tratando-se de oficinas impressoras:

    a) nome, nacionalidade, idade e residncia do gerente e do proprietrio, se pessoa fsica;

    b) sede da administrao, lugar, rua e nmero onde funcionam as oficinas e

    CAPTULO VI - DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS JURDICAS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 149

    denominao destas;

    c) exemplar do contrato ou estatuto social, se pertencentes pessoa jurdica.

    III Tratando-se de empresas de radiodifuso:

    a) designao da emissora, sede de sua administrao e local das instalaes do estdio;

    b) nome, idade, residncia e prova de nacionalidade do diretor, ou redator-chefe responsvel pelos servios, reportagens, comentrios, debates e entrevistas.

    IV Tratando-se de empresas noticiosas:

    a) nome, nacionalidade, idade e residncia do gerente e do proprietrio, se pessoa fsica;

    b) sede da administrao;

    c) exemplar do contrato ou estatuto social, se pessoa jurdica.

    Art. 675. As alteraes nas informaes ou documentos sero averbadas na matrcula, no prazo de oito dias e, a cada declarao a ser averbada, corresponder um requerimento.

    Art. 676. Verificando o Oficial a intempestividade dos requerimentos de averbao, ou que os pedi-dos de matrcula se referem a publicaes em circulao h muito tempo, representar ao Juiz competente, para considerar sobre a aplicao de multa.

    Pargrafo nico. As multas aplicadas com base no art. 124, 1, da Lei n. 6.015, de 31.12.1973 (Lei dos Registros Pblicos) devem ser recolhidas para crdito da Unio.

    Art. 677. O pedido de matrcula, mediante requerimento com firma reconhecida, conter as infor-maes e documentos exigidos no art. 674, deste cdigo, apresentadas as declaraes em duas vias, ficando uma via arquivada no processo e a outra devolvida ao requerente depois do registro.

    Art. 678. O Oficial rubricar as folhas e certificar os atos praticados.

    SEO VI

    DO REGISTRO E AUTENTICAO DE LIVROS DE SOCIEDADES CIVIS

    Art. 679. Sem prejuzo da competncia da Secretaria da Receita Federal do Brasil (SRF), os Oficiais podero registrar e autenticar os livros contbeis ou no obrigatrios da associao, orga-nizao religiosa, sindicato, partido poltico, fundao ou sociedade simples, ou as fichas ou microfilmes substitutivos dos livros, cujos atos constitutivos estiverem registrados na comarca do Servio.

    Pargrafo nico. A autenticao de novo livro far-se- mediante a exibio do termo

  • 150

    de encerramento do livro anterior a ser registrado, a qual ser dispensada quando o mesmo for processado por meio eletrnico, e j tiver sido objeto de autenticao no cartrio competente.

    Art. 680. Faculta-se o uso de chancela para a rubrica dos livros, mas constar do termo o nome do funcionrio responsvel pelo ato.

    Art. 681. necessria petio fundamentada solicitando o registro e a rubrica de livros j escriturados.

    Art. 682. Sero averbados os termos de abertura e encerramento no Livro A do Registro de Pes-soas Jurdicas, facultada a adoo de fichrio especial pelo nome das sociedades, cujos livros foram submetidos a registro e autenticao.

    SEO VII

    DAS DISPOSIES FINAIS

    Art. 683. fixado em at dez (10) dias teis o prazo para os Oficiais procederem ao exame da docu-mentao apresentada para registro e clculo dos respectivos emolumentos.

    1 Se o registro no puder ser efetuado imediatamente, o oficial prenotar o ttulo atribuindo-lhe o respectivo nmero de ordem e informar ao apresentante, por escrito e com recibo, o dia em que o mesmo estar registrado e disponvel ou com a indicao dos motivos por que no o efetuou.

    2 Sempre que exigido pelo apresentante, ser dada entrada em documento para fins de prenotao.

    3 Havendo exigncia a ser satisfeita, o oficial a indicar, por escrito, ao apresentante, que, no prazo de trinta (30) dias contados de seu lanamento no protocolo, poder satisfaz-la ou requerer a suscitao de dvida.

    4 As exigncias devero ser formuladas de uma s vez, de forma clara, precisa, objetiva e fundamentada, em papel timbrado, com identificao e assinatura do oficial ou do preposto responsvel.

    5 A cpia da nota de devoluo, com o recibo do apresentante, ser arquivada em pasta, por ordem cronolgica, ou sistema eletrnico similar, a fim de possibilitar o controle das exigncias e a observncia dos prazos.

    6 A ocorrncia da devoluo com exigncia ser lanada na coluna prpria do Livro de Protocolo.

    7 No satisfeita a exigncia nem requerida a suscitao de dvida no prazo, o oficial cancelar a prenotao.

    8 Satisfeita a exigncia no prazo, o reingresso do ttulo ser lanado na mesma coluna referida acima; se o ttulo for reapresentado sem o cumprimento da exigncia ou fora do prazo, proceder-se- nova prenotao.

    CAPTULO VI - DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS JURDICAS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 151

    9 Na hiptese de dvida, observar-se- o disposto no art. 198 e seguintes da Lei n. 6.015/73.

    Art. 684. Os Servios adotaro um talonrio, que poder ser substitudo por controle informatizado, destinado a fornecer ao interessado uma nota de entrega dos pedidos de certido e dos documentos apresentados.

    Art. 685. competente para conhecer de reclamao sobre recusa ou retardamento na expedio de certido, o Juiz da Vara de Registros Pblicos, ou aquele com tais atribuies, na forma da legislao de organizao judiciria estadual.

    CAPTULO VII

    DO REGISTRO DE TTULOS E DOCUMENTOS

    SEO I

    DAS FUNES

    Art. 686. No Registro de Ttulos e Documentos proceder-se- ao registro:

    I dos instrumentos particulares, para a prova das obrigaes convencionais de qualquer valor;

    II do penhor comum sobre coisas mveis;

    III da cauo de ttulos de crdito pessoal e da dvida pblica federal, estadual ou municipal, ou de bolsa ao portador;

    IV do contrato de penhor de animais, no compreendido nas disposies do art. 10, da Lei n. 492, de 30.08.1934;

    V do contrato de parceria agrcola ou pecuria;

    VI do mandado judicial de renovao de contrato de arrendamento;

    VII facultativamente, de quaisquer documentos ou imagens, para sua conservao.

    Art. 687. No carimbo ou em outra qualquer indicao em documento registrado ou expedido por Ser-vios de Registro anexados, constar, expressamente, em qual deles praticou-se o ato.

    Art. 688. Caber ao Registro de Ttulos e Documentos a realizao de qualquer registro no atribudo expressamente a outro Servio; includo o registro de documentos eletrnicos.

    Art. 689. Em se tratando de documentos que tenham por objeto a transmisso, constituio ou extin-o de direitos reais sobre imveis, poder ser feito o seu registro, desde que consignado expressamente que este se destina unicamente conservao e fixao da data, no ge-rando a constituio de domnio ou outro direito real.

    1 Com observncia dessas cautelas, admitido o registro de contratos

  • 152

    particulares de promessa de compra-e-venda de propriedade imobiliria que impliquem loteamento ou parcelamento irregular do solo urbano ou fracionamento incabvel de rea rural.

    2 Em tal hiptese, deve o Oficial fazer comunicao ao Juiz da Vara dos Registros Pblicos, ou ao Juiz da respectiva Comarca com tais atribuies, nos termos da legislao de organizao judiciria estadual, que encaminhar o expediente ao Ministrio Pblico.

    Art. 690. Devem ser registrados, para surtir efeitos em relao a terceiros:

    I os contratos de locao de prdios, sem prejuzo de serem levados ao Registro Imobilirio, quando consignada clusula de vigncia, no caso de alienao de coisa locada;

    II os documentos decorrentes de depsitos ou de caues instrumentalizadas em garantia de cumprimento de obrigaes contratuais, ainda que em separado dos respectivos atos constitutivos;

    III as cartas de fiana em geral, formalizadas por instrumentos particulares, independente da natureza do compromisso por elas abonado;

    IV os contratos de locao de servios no atribudos a outras reparties;

    V os contratos de compra e venda em prestaes, com ou sem reserva de domnio, qualquer que seja a forma revestida, os de alienao ou de promessa de venda referentes a bens mveis e os de alienao fiduciria;

    VI todos os documentos de procedncia estrangeira, acompanhados das respectivas tradues, para produzirem efeitos em reparties da Unio, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territrios e dos Municpios, ou em qualquer Juzo ou Tribunal;

    VII as quitaes, recibos e contratos de compra-e-venda de automveis e o penhor destes, qualquer que seja a forma que revistam;

    VIII os atos administrativos expedidos para cumprimento de decises judiciais, sem trnsito em julgado, pelos quais for determinada a entrega, pelas alfndegas e mesas de renda, de bens e mercadorias procedentes do exterior;

    IX os instrumentos de cesso de direitos e de crditos, de sub-rogao e de dao em pagamento;

    X as cdulas de crdito que consignam garantia de alienao fiduciria, sem prejuzo de seu registro no Registro Imobilirio.

    Art. 691. Os atos enumerados nos itens anteriores sero registrados, dentro de vinte (20) dias da sua assinatura pelas partes, no domiclio dos contratantes e, quando residirem em circunscri-es territoriais diversas, no domiclio de todos.

    Art. 692. Registrar-se-o, ainda, os documentos apresentados depois de findo o prazo, para produzi-

    CAPTULO VII - DO REGISTRO DE TTULOS E DOCUMENTOS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 153

    rem efeitos a partir da data de apresentao.

    Art. 693. Todos os registros sero feitos independentemente de prvia distribuio.

    Art. 694. margem dos respectivos registros, sero averbados quaisquer atos ou fatos constitutivos ou desconstitutivos, inovadores ou modificadores, seja em relao s obrigaes, seja em relao s pessoas participantes dos atos, inclusive quanto prorrogao dos prazos.

    Art. 695. Apresentada pela parte a Certido Negativa de Dbito (CND) do INSS, no caso de pedido de registro de contrato de alienao de bens mveis, quando esses estiverem incorporados ao ativo imobilizado na contabilidade da empresa devedora e forem de valor superior ao fixado pela legislao previdenciria, visando a alien-los ou oner-los, o Oficial arquivar a certido, aps sua conferncia no endereo da Previdncia Social na Internet, obedecen-do ordem do registro dos documentos.

    SEO II

    DOS LIVROS E DA ESCRITURAO

    Art. 696. Alm dos obrigatrios e comuns a todos os Servios, no Registro de Ttulos e Documentos, haver os seguintes livros, com trezentas (300) folhas. Ou em numero maior ou menor desde que solicitado Corregedoria Geral de Justia

    I A, destinado ao protocolo para apontamentos de todos os ttulos, documentos e papis apresentados, diariamente, visando ao registro ou averbao;

    II B, destinado trasladao integral de ttulos e documentos, sua conservao, validade e eficcia contra terceiros, embora registrados, por extrato, em outros livros ou microfilme;

    III C, destinado inscrio, por extrato, de ttulos e documentos, a fim de surtir efeitos em relao a terceiros, bem como autenticao da data;

    IV D, destinado a constituir indicador pessoal, em livro ou microfilme.

    Art. 697. Faculta-se o desdobramento dos livros, para escriturao das vrias espcies de atos, sem prejuzo da unidade do protocolo e de sua numerao, com menes recprocas.

    Pargrafo nico. Os livros desdobrados sero denominados alfabeticamente, em ordem seqencial, a partir da letra E.

    Art. 698. O Livro A conter colunas para constarem o nmero de ordem, contnuo at o infinito, dia e ms, natureza do ttulo e qualidade do lanamento, nome do apresentante, comple-to ou abreviado, e suas anotaes e averbaes.

    Art. 699. O Livro A poder ser escriturado pelo sistema de folhas soltas ou meio digital

    Art. 700. Em seguida ao registro, far-se-, no protocolo, remisso ao nmero da pgina do livro em que foi lanado.

  • 154

    Pargrafo nico. Mencionar-se-o, ainda, o nmero e a pgina de outros livros que contenham qualquer nota ou declarao concernente ao mesmo ato.

    Art. 701. No Livro B, lanar-se-o, antes de cada registro, o nmero de ordem, a data do protocolo e o nome do apresentante.

    Pargrafo nico. Haver colunas para as declaraes do nmero de ordem, dia e ms, transcrio, anotaes e averbaes.

    Art. 702. O registro integral no Livro B poder ser realizado atravs de folhas soltas, mediante pro-cesso reprogrfico ou digitalizado que lhe assegurem legibilidade permanente.

    Art. 703. Declarar-se-, no registro e nas certides, se for o caso, que, alm do registro feito, ficou arquivado o original ou imagem do documento registrado em mdia que possibilite a sua impresso a qualquer tempo.

    Art. 704. O Livro C conter colunas para a declarao do nmero de ordem, dia e ms, espcie e resumo do ttulo, anotaes e averbaes.

    Art. 705. O Livro D ser dividido alfabeticamente para a indicao do nome de todas as pessoas, ativa ou passivamente, individual ou coletivamente, que figurarem nos livros de registro.

    Pargrafo nico. Indicar-se-, se possvel, o nmero da Carteira de Identidade e o do CPF, fazendo-se referncia, tambm, aos nmeros de ordem e s pginas dos outros livros e anotaes.

    Art. 706. Na escriturao do Livro D, facultar-se- a adoo de um sistema de fichas, ou a elabora-o de ndice, mediante processamento eletrnico de dados, em papel ou microfichas, ou a substituio do fichrio pela sua microfilmagem anual.

    Pargrafo nico.A escolha ficar a critrio e sob a responsabilidade do Oficial, cumprindo-lhe fornecer, com presteza, as certides pedidas pelos nomes das partes que figurem nos livros de registro.

    Art. 707. Se a pessoa j estiver mencionada no indicador pessoal, somente se far, na coluna de ano-taes, uma referncia ao nmero de ordem, pgina e ao nmero do livro que contenha o registro ou averbao.

    Art. 708 Figurando mais de uma pessoa, ativa ou passivamente, no mesmo registro ou averbao, lanar-se-, distintamente, no indicador, com referncia recproca na coluna de anota-es, o nome de cada uma delas.

    Art. 709. Permitir-se- ao Oficial efetuar o registro por meio de microfilmagem contanto que, por lanamentos remissivos, com meno ao protocolo, ao nome dos contratantes, data e natureza dos documentos apresentados, sejam os microfilmes havidos como partes inte-grantes dos livros de registro, nos seus termos de abertura e encerramento.

    1 O Oficial poder contratar, para a consecuo dos servios, empresas especializadas, devidamente aprovadas pelo Ministrio da Justia.

    CAPTULO VII - DO REGISTRO DE TTULOS E DOCUMENTOS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 155

    2 Para a incinerao, destruio ou outro processo de desintegrao de documentos arquivados, na hiptese de ter sido adotado sistema de microfilmagem ou digitalizao necessria autorizao do rgo fiscalizador da atividade notarial e registral pertencente estrutura do respectivo Tribunal de Justia.

    Art. 710. Os documentos sero protocolizados no Livro A na ordem de sua apresentao, sendo microfilmados ou digitalizados em seguida.

    1 Os fotogramas constituiro os respectivos registros.

    2 A declarao de que os microfilmes passam a integrar os livros de registro ser lavrada no Livro A, nos termos de abertura e encerramento.

    3 Os lanamentos remissivos, indicados no art. 708, sero efetuados no Livro D, ou nos ndices que o substiturem.

    4 Far-se-o remisses das averbaes procedidas atravs de microfilmagem ou digitalizao na coluna de anotao do Livro A ou somente no Livro D, ou nos ndices.

    Art. 711. Os Livros B e C, no sistema de folhas soltas, quando no microfilmados ou digitalizados, tero 24 cm de largura por 35,5cm de altura, com margens interiores e superiores de 4 cm, exteriores de 1,5cm e inferiores de 2 cm.

    SEO III

    DO REGISTRO

    Art. 712. O registro consistir na trasladao integral dos documentos, por meio datilogrfico, cpia reprogrfica, microfilme ou digitalizao, com igual ortografia e pontuao, referncia s entrelinhas, acrscimos, alteraes, defeitos ou vcios existentes no original apresentado e meno s suas caractersticas exteriores e s formalidades legais.

    Pargrafo nico. Uma vez adotada pelo Oficial a transcrio do documento pelos meios acima mencionados, dispensar-se- a exigncia de requerimento escrito das partes para registro integral.

    Art. 713. O registro dos documentos mercantis poder ser feito na mesma disposio grfica em que estiverem escritos, se o interessado assim o desejar.

    Art. 714. Feita a trasladao no Livro B, no se deixar, em seguida, nenhum espao em branco, procedendo-se ao encerramento na ltima linha, lanando-se, por inteiro, logo aps, o termo de encerramento, a data e a assinatura do Oficial, seu substituto legal ou escreven-te designado.

    Art. 715. Quando o documento for impresso e idntico a outro j anteriormente registrado integral-mente, poder o registro limitar-se a consignar os nomes das partes-contratantes, as ca-ractersticas do objeto e os demais dados constantes dos claros preenchidos, fazendo-se

  • 156

    remisso, quanto ao restante, quele j registrado.

    Art. 716. O registro resumido consistir na declarao da natureza do ttulo, documento ou papel, valor, prazo, lugar de formalizao, nome e condio jurdica das partes, nome das tes-temunhas, data da assinatura e do reconhecimento de firma, com indicao do Ofcio, da data e do autor do ato notarial, o nome do apresentante, o nmero de ordem e da data do protocolo, da averbao, a importncia e a qualidade do imposto pago.

    Pargrafo nico. O registro resumido ser datado, rubricado e encerrado pela mesma forma prevista para o registro integral.

    Art. 717. Para o registro de contrato de constituio de sociedade simples, no Livro B de Ttulos e Documentos, exigir-se- a comprovao do registro da prpria sociedade no rgo com-petente.

    1 Regularmente registrada a pessoa jurdica, dispensa-se o registro integral do contrato de constituio.

    2 Por nenhuma forma ser feito o registro de contrato constitutivo, desconstitutivo ou de qualquer alterao contratual, quando a sociedade no estiver regularmente registrada no Registro Civil das Pessoas Jurdicas ou na Junta Comercial.

    Art. 718. O registro de contratos de penhor, cauo e parceria efetivar-se- com a declarao do nome, profisso e domiclio do credor e do devedor, valor da dvida, juros, penas, ven-cimentos e especificaes dos objetos apenhados, da pessoa depositria, da espcie do ttulo, das condies do contrato, data e nmero de ordem.

    1 Nas hipteses acima mencionadas recomendvel o registro no Livro B.

    2 Para fim de registro, nos contratos de parceria, considerar-se- credor o parceiro-proprietrio, e devedor o parceiro-cultivador, criador ou de qualquer modo exercente da atividade produtiva.

    SEO IV

    DA ORDEM DOS SERVIOS

    Art. 719. Apresentado o ttulo, ou documento por meio escrito ou eletrnico, para registro ou aver-bao, anotar-se-o, no protocolo, sob o nmero de ordem imediatamente seqencial que lhe caiba, a data da apresentao, a natureza do instrumento, a espcie de lanamento a executar e o nome do apresentante.

    1 Reproduzir-se-o, no ttulo, documento ou certido, as declaraes relativas ao nmero de ordem, data e espcie de lanamento.

    2 As anotaes podero ser expressas da seguinte forma: Apresentado no dia . . ./ . . ./ . . . . , para registro (ou averbao), apontado sob nmero de ordem . . . . . . . . . . . no Protocolo, no dia . . ./ . . ./ . . . . . Data e Assinatura.

    CAPTULO VII - DO REGISTRO DE TTULOS E DOCUMENTOS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 157

    3 As anotaes podero ser realizadas de forma datilogrfica ou digitadas, tambm, o uso de carimbo e chancela mecnica.

    Art. 720. Feito o registro no livro prprio, firmar-se- a declarao no corpo do ttulo, documento ou papel, e consignar-se- sempre o nmero de ordem e a data do procedimento no livro correspondente.

    Pargrafo nico. Far-se- a declarao de forma semelhante prevista para as anotaes protocolizao, assinada pelo servidor incumbido de firmar o registro.

    Art. 721. Os ttulos, documentos ou papis escritos em lngua estrangeira, se adotados os caracteres comuns, podero ser registrados, no original, no Livro B, para o efeito de sua conserva-o ou perpetuidade.

    Pargrafo nico. Para o registro no Livro C, sero sempre apresentados regularmente traduzidos.

    Art. 722. Os documentos de procedncia estrangeira, para produzirem efeitos legais no Pas e para valerem contra terceiros, devero ser vertidos em vernculo e ser registrada sua traduo.

    1 Observar-se- igual procedimento quanto s procuraes lavradas em lngua estrangeira.

    2 Nos documentos legalizados por autoridade consular inexigvel o reconhecimento da respectiva firma.

    Art. 723. Concludos os lanamentos nos livros respectivos, consignar-se-, no protocolo, a referncia ao nmero de ordem relativo ao registro ou averbao.

    Art. 724. O apontamento dos ttulos ou documentos por meio escrito ou eletrnico, no protocolo, far--se-, seguida e imediatamente, um aps o outro.

    Pargrafo nico. Sero lanados no protocolo, englobadamente, sem prejuzo da numerao individual que caiba a cada um, os diversos documentos de idntica natureza, apresentados, simultaneamente, pelo mesmo interessado, para registro de igual espcie.

    Art. 725. No fim do expediente dirio ser lavrado o termo de encerramento sendo datado e assinado pelo Oficial.

    Pargrafo nico. No termo mencionar-se-o, pelos respectivos nmeros, os ttulos apresentados, cujos registros ficaram adiados, com declarao dos motivos do protelamento.

    Art. 726. Encerrado o expediente, mesmo se prolongado o funcionamento do Servio para ultimao de servios, nenhuma nova apresentao ser admitida.

    Art. 727. Os registros e averbaes lanar-se-o nos livros respectivos, seguidamente, em obedincia ordem de prioridade dos apontamentos.

    1 Excetuam-se os lanamentos obstados por ordem judicial competente, ou por

  • 158

    dvida superveniente.

    2 Nas hipteses previstas no subitem anterior, seguir-se-o os registros ou averbaes dos ttulos, documentos ou papis protocolizados imediatamente aps, sem prejuzo da data autenti-cada do apontamento daquele obstado.

    Art. 728. O registro ou averbao ser, encerrada a transcrio, datado e assinado, por inteiro, pelo Oficial, seu Substituto legal ou Escrevente designado, separando-se-os por meio de uma linha horizontal.

    Art. 729. Os ttulos recebero sempre um nmero diferente, segundo a ordem de apresentao, embora referentes mesma pessoa.

    Art. 730. O registro e a averbao sero imediatos.

    1 Ressalvam-se as hipteses de acmulo de servio, obedecido, no entanto, prazo razovel e sem prejuzo da ordem de prenotao.

    2 Em qualquer caso, fornecer-se-o ao apresentante, aps a protocolizao e o lanamento das declaraes contidas no corpo do ttulo, nota de entrega onde conste a data da apresentao, nmero de ordem no protocolo e a indicao do dia para a entrega do ttulo devidamente legalizado.

    3 A nota de entrega ser restituda pelo apresentante mediante a devoluo do ttulo.

    Art. 731. Recusar-se- o registro de ttulo, documento ou papel no revestido das formalidades legais exigveis.

    Art. 732. Havendo indcios de falsificao, o Oficial poder sobrestar o registro e, depois de pro-tocolizar o ttulo, documento ou papel, notificar o apresentante acerca das causas da suspenso do ato.

    Pargrafo nico. Evidenciada a falsificao, encaminhar-se- o documento, depois de protocolado, ao Juiz da Vara dos Registros Pblicos ou ao Juiz da respectiva Comarca ao qual sejam conferidas tais atribuies, na forma da legislao de organizao judiciria estadual, para as providncias cabveis.

    Art. 733. Quando o ttulo, registrado por extrato, for tambm registrado integralmente, ser mencio-nada essa circunstncia no lanamento posterior.

    1 Idntico procedimento ser adotado no caso de o apresentante exigir, simultaneamente, o duplo registro.

    2 Nas anotaes do protocolo, far-se-o, igualmente, referncias recprocas, para verificao das diversas espcies de lanamento do mesmo ttulo.

    Art. 734. As procuraes levadas a registro traro, sempre, as firmas reconhecidas dos outorgantes.

    Art. 735. As folhas dos ttulos, documentos ou papis registrados e as das certides fornecidas con-tero a identificao do Servio e a rubrica do servidor, facultado o emprego de chancela

    CAPTULO VII - DO REGISTRO DE TTULOS E DOCUMENTOS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 159

    mecnica, na forma regulamentar.

    SEO V

    DAS NOTIFICAES

    Art. 736. O Oficial, requerendo o apresentante, notificar do registro ou da averbao os demais interessados, figurantes no ttulo, documento ou papel exibido, e os terceiros indicados.

    Art. 737. As notificaes restringem-se entrega de carta ou de cpia de documentos registrados, no permitindo a anexao, para entrega ao destinatrio, de objetos ou de documentos originais.

    Pargrafo nico. As notificaes de que trata o 2 do art. 2, do Decreto-Lei n. 911, de 01.10.1969, podero ser realizadas atravs de carta registrada com aviso de recebimento, expedida pelo cartrio do domiclio do devedor.

    Art. 738. Poder o Oficial solicitar aos Registradores de outras Comarcas que procedam s notificaes necessrias.

    1 Para efetuar a notificao, o Oficial proceder ao registro do documento, averbando, margem, o cumprimento da diligncia ou a impossibilidade de sua realizao e devolver, ao Servio remetente, o documento com a certido.

    2 Recebendo a notificao, o Servio remetente far a averbao devida margem do seu registro e prestar contas ao requerente, fornecendo-lhe os comprovantes das despesas dos atos praticados.

    Art. 739. As certides de notificaes ou de entrega de registro sero lavradas na coluna de anota-es, no livro competente, margem dos respectivos registros.

    Art. 740. Podem ser realizadas notificaes de avisos e denncias, na forma estabelecida nos itens anteriores, se inexigvel interveno judicial.

    Art. 741. A primeira diligncia de notificao realizar-se- no prazo mximo de 15 (quinze) dias, e as demais, em nmero no inferior a trs (03), efetuar-se-o, preferencialmente, em hor-rios diferentes.

    1 Excepcionalmente, naqueles casos em que as diligncias para a efetivao da notificao restarem inexitosas, podero ser realizadas diligncias em horrio diverso daquele do funcionamento da Serventia, compreendendo o horrio entre seis (06) horas e vinte e duas (22) horas.

    2 Independentemente das diligncias pessoais, poder o destinatrio ser convidado, por carta, para comparecer no Servio onde dar-se-lhe- cincia da notificao, pessoalmente, por procurador ou por outra pessoa devidamente autorizada.

    Art. 742. Em qualquer tempo, se lhe for solicitado, o Oficial obrigar-se- a certificar o inteiro teor da notificao, a cincia do destinatrio ou sua recusa em receb-la, assim como as dilign-

  • 160

    cias de resultado negativo.

    Art. 743. As notificaes e demais diligncias podero ser realizadas por escreventes designados pelo Oficial.

    Art. 744. O Servio organizar sistema de controle, de modo a permitir, com segurana, a comprova-o de entrega das notificaes.

    SEO VI

    DO CANCELAMENTO

    Art. 745. O cancelamento de registro ou averbao far-se- em razo de sentena judicial, documen-to autntico de quitao ou exonerao do ttulo registrado.

    Art. 746. Apresentado o documento hbil, o Oficial certificar, na coluna das averbaes do livro respectivo, o cancelamento e a sua razo, mencionar o documento autorizador, datar e assinar a certido.

    1 Idntico procedimento far nas anotaes do protocolo.

    2 Sendo insuficiente o espao na coluna das averbaes, proceder-se- a novo registro, com referncias recprocas, na coluna prpria.

    Art. 747. Para o cancelamento do registro, exigir-se- a quitao do credor, com firma reconhecida se o respectivo documento exibido for particular.

    Art. 748. Os requerimentos de cancelamento sero arquivados, digitalizados ou microfilmados, junta-mente com os documentos que os instrurem.

    SEO VII

    DAS DISPOSIES FINAIS

    Art. 749. fixado em dez (10) dias teis o prazo para que os Oficiais procedam ao exame dos docu-mentos e ao clculo dos respectivos emolumentos.

    Art. 750. O prazo mximo para a expedio de certido de cinco (05) dias teis, salvo se, no perodo de busca, forem encontrados diversos registros envolvendo a mesma pessoa e no houver o interessado indicado expressamente o documento de seu interesse.

    Art. 751. Para efeito do clculo de emolumentos de registro de contratos sem valor expresso que tenham por objeto a negociao de mercadorias, o valor do contrato ser obtido atravs da multiplicao das quantidades contratadas pelo valor unitrio fixado pela Bolsa e publi-cado em jornal do dia da apresentao, ou, na falta, do constante de declarao passada por cooperativa do ramo do negcio, a ser apresentada pela parte.

    Pargrafo nico. Do registro dever constar meno expressa ao valor unitrio na

    CAPTULO VII - DO REGISTRO DE TTULOS E DOCUMENTOS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 161

    data da apresentao, sem nus para o apresentante.

    CAPTULO VIII

    DO REGISTRO DE IMVEIS

    SEO I

    DAS DISPOSIES GERAIS

    Art. 752. O Servio de Registro de Imveis est sujeito ao regime jurdico e aos procedimentos esta-belecidos na Constituio Federal, na legislao pertinente e nas normas tcnicas editadas pelo Juzo competente, os quais definem sua competncia, atribuies, organizao e funcionamento.

    Pargrafo nico. Os oficiais de Registro de Imveis gozam de independncia jurdica no exerccio de suas funes. Quando o Oficial interpreta disposio legal ou normativa, para permitir o acesso de ttulo ao flio real, est no exerccio regular dessa prerrogativa. A responsabilizao pelos danos que eles e seus prepostos causem a terceiros, na prtica de atos prprios da serventia, independe da responsabilizao administrativa e somente ser considerada falta disciplinar, a ser punida na forma lei, se agiu dolosamente, ou com imprudncia, negligncia ou impercia.

    Art. 753. Quando a complementao de dados de ttulo depender de informaes existentes na pr-pria serventia ou em servios de informaes de rgos oficiais publicadas na Internet, dever o Oficial certificar o acesso de referidos elementos, se evitando a devoluo do ttulo para cumprimento de exigncias. Havendo incidncia de taxas ou emolumentos em referidas consultas, estes podero ser pagos na retirada do ttulo, desde que previamente autorizados pelo apresentante.

    SEO II

    DAS ATRIBUIES

    Art. 754. No Registro de Imveis, alm da matrcula, sero feitos:

    I - o registro:

    1- da instituio de bem de famlia (Livros 2 e 3);

    2 - das hipotecas legais, judiciais e convencionais (Livro 2);

    3 - dos contratos de locao de prdios, nos quais tenha sido consignada clusula de vigncia no caso de alienao da coisa locada (Livro 2);

    4 - do penhor de mquinas e de aparelhos utilizados na indstria, instalados e em

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    funcionamento, com os respectivos pertences ou sem eles (Livro 3);

    5 - das servides em geral (Livro 2);

    6 - do usufruto e do uso sobre imveis e da habitao, quando no resultarem do direito de famlia (Livro 2);

    7 - das rendas constitudas sobre imveis ou a eles vinculadas por disposio de ltima vontade (Livro 2);

    8 - dos contratos de compromisso de compra e venda de cesso deste e de promessa de cesso, com ou sem clusula de arrependimento, que tenham por objeto imveis no loteados e cujo preo tenha sido pago no ato de sua celebrao, ou deva s-lo a prazo, de uma s vez ou em prestaes (Livro 2);

    9 - da enfiteuse (Livro 2);

    10 - da anticrese (Livro 2);

    11 - das convenes antenupciais (Livro 3);

    12 - das cdulas de crdito rural (Livro 3);

    13 - das cdulas de crdito industrial, exportao e comercial (Livro 3);

    14 - dos contratos de penhor rural (Livro 3);

    15 - dos emprstimos por obrigaes ao portador ou debntures, inclusive as conversveis em aes (Livro 3);

    16 - das incorporaes (Livro 2), instituies (Livro 2) e convenes de condomnio edilcio (Livro 3);

    17 - dos contratos de promessa de venda, cesso ou promessa de cesso de unidades autnomas condominiais a que alude a Lei n. 4.591, de 16 de dezembro de 1964, quando a incorporao ou a instituio de condomnio se formalizar na vigncia desta Lei (Livro 2);

    18 - dos loteamentos urbanos e rurais e desmembramentos urbanos (Livro 2);

    19 - dos contratos de promessa de compra e venda de terrenos loteados em conformidade com o Decreto-Lei n. 58, de 10 de dezembro de 1937, e respectiva cesso e promessa de cesso, quando o loteamento se formalizar na vigncia desta Lei (Livro 2);

    20 - das citaes de aes reais ou pessoais reipersecutrias, relativas a Imveis (Livro 2);

    21 - dos julgados e atos jurdicos entre vivos que dividirem imveis ou os demarcarem inclusive nos casos de incorporao que resultarem em constituio de condomnio e atriburem uma ou mais unidades aos incorporadores (Livro 2);

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 163

    22 - das escrituras pblicas e das sentenas que nos inventrios, arrolamentos e partilhas, adjudicarem bens de raiz em pagamento das dvidas da herana (Livro 2);

    23 - dos atos de entrega de legados de imveis, das escrituras pblicas, dos formais de partilha e das sentenas de adjudicao em inventrio ou arrolamento quando no houver partilha (Livro 2);

    NOTA A escritura pblica de separao ou divrcio, ou a sentena de separao judicial, divrcio ou que anular o casamento s ser objeto de registro, quando decidir sobre a partilha de bens imveis ou direitos reais registrrios.

    24 - da arrematao e da adjudicao em hasta pblica (Livro 2);

    25 - do dote (Livro 2);

    26 - das sentenas declaratrias de usucapio (Livro 2);

    27 - da compra e venda pura e da condicional (Livro 2);

    28 - da permuta (Livro 2);

    29 - da dao em pagamento (Livro 2);

    30 - da transferncia, de imvel a sociedade, quando integrar quota social (Livro 2);

    31 - da doao entre vivos (Livro 2);

    32 - da desapropriao amigvel e das sentenas que, em processo de desapropriao, fixarem o valor da indenizao (Livro 2);

    33 - da alienao fiduciria em garantia de coisa imvel (Livro 2);

    34 - da imisso provisria na posse, e respectiva cesso e promessa de cesso, quando concedido Unio, Estados, Distrito Federal, Municpios ou suas entidades delegadas, para a execuo de parcelamento popular, com finalidade urbana, destinado s classes de menor renda (Livro 2);

    35 - dos termos administrativos ou das sentenas declaratrias da concesso de uso especial para fins de moradia (Livro 2);

    36 - da constituio do direito de superfcie de imvel urbano (Livro 2);

    37 - do contrato de concesso de direito real de uso de imvel pblico (Livro 2);

    38 - dos atos de tombamento definitivo de bens imveis, requerido pelo rgo competente federal, estadual ou municipal, do servio de proteo ao patrimnio histrico e artstico (Livro 2);

    39 - de outros atos, fatos ou ttulos previstos em lei.

    II - a averbao:

  • 164

    1 - das convenes antenupciais dos regimes de bens diversos do legal e suas alteraes, nos registros referentes a imveis ou a direitos reais pertencentes a qualquer dos cnjuges, inclusive os adquiridos posteriormente ao casamento;

    2 - por cancelamento, da extino dos nus e direitos reais;

    3 - dos contratos de promessa de compra e venda, das cesses e das promessas de cesso a que alude o Decreto-Lei n. 58, de 10 de dezembro de 1937, quando o loteamento se tiver formalizado anteriormente vigncia da Lei n. 6.015, de 31 de dezembro de 1973;

    4 - da mudana de denominao e de numerao dos prdios, da edificao, da reconstruo, da demolio e do desmembramento de imveis;

    5 - da alterao do nome por casamento ou por separao judicial, ou, ainda, de outras circunstncias que, de qualquer modo, tenham influncia no registro ou nas pessoas nele interessadas;

    6 - dos atos pertinentes a unidades autnomas condominiais a que alude a Lei n. 4.591, de 16 de dezembro de 1964, quando a incorporao tiver sido formalizada anteriormente vigncia da Lei n. 6.015, de 31 de dezembro de 1973;

    7 - das cdulas hipotecrias;

    8 - da cauo e da cesso fiduciria de direitos relativos a imveis;

    9 - das sentenas de separao de dote;

    10 - do restabelecimento da sociedade conjugal;

    11 - das clusulas de inalienabilidade,

    12 - das clusulas de inalienabilidade, impenhorabilidade e incomunicabilidade impostas a imveis, bem como da constituio de fideicomisso;

    13 - das decises, recursos e seus efeitos, que tenham por objeto atos ou ttulos registrados ou averbados;

    14- ex offcio, dos nomes dos logradouros, decretados pelo poder pblico;

    15 - das escrituras pblicas de separao e divrcio e das sentenas de separao judicial, de divrcio e de nulidade ou anulao de casamento, quando nas respectivas partilhas existirem imveis ou direitos reais sujeitos a registro (Includo pela Lei n. 6.850, de 1980).

    NOTA A escritura pblica de separao ou divrcio, a sentena de separao judicial, ou de nulidade ou anulao de casamento ser objeto de averbao, quando no decidir sobre a partilha de bens dos cnjuges, ou apenas afirmar permanecerem estes, em sua totalidade, em comunho, atentando-se, neste caso, para a mudana de seu carter jurdico, com a dissoluo da sociedade conjugal e surgimento de condomnio pro indiviso.

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 165

    16 - da rerratificao do contrato de mtuo com pacto adjeto de hipoteca em favor de entidade integrante do Sistema Financeiro da Habitao, ainda que importando elevao da dvida, desde que mantidas as mesmas partes e que inexista outra hipoteca registrada em favor de terceiros (Includo pela Lei n. 6.941, de 1981);

    17 - da fuso, ciso e incorporao de sociedades;

    18 - do arquivamento de documentos comprobatrios de inexistncia de dbitos para com a Previdncia Social;

    19 - da indisponibilidade de bens que constituem reservas tcnicas das Companhias Seguradoras;

    20 - do tombamento provisrio e definitivo de bens imveis, declarado por ato administrativo ou legislativo ou por deciso judicial;

    21 - Restries prprias dos Imveis reconhecidos como integrantes do patrimnio cultural, por forma diversa do tombamento, em decorrncia de ato administrativo ou legislativo ou deciso judicial especficos;

    22 - Restries prprias dos Imveis situados na vizinhana dos bens tombados ou reconhecidos como integrantes do patrimnio cultural;

    23 - do contrato de locao, para os fins de exerccio de direito de preferncia (Includo pela Lei n. 8.245, de 1991);

    24 - do Termo de Securitizao de crditos imobilirios, quando submetidos a regime fiducirio (Includo pela Lei n. 9.514, de 1997);

    25 - da notificao para parcelamento, edificao ou utilizao compulsrios de imvel urbano (includo pela Lei n. 10.257, de 2001);

    26 - da extino da concesso de uso especial para fins de moradia (includo pela Lei n. 10.257, de 2001);

    27 - da extino do direito de superfcie do imvel urbano (includo pela Lei n. 10.257, de 2001);

    28 - da cesso de crdito imobilirio (includo pela Lei n. 10.931, de 2004);

    29 - da reserva legal (includo pela Lei n. 11.284, de 2006);

    30 - da servido ambiental (includo pela Lei n. 11.284, de 2006);

    31- do ajuizamento de execuo (Averbao premonitria CPC, art. 615-A);

    32 - das penhoras, arrestos e sequestros de imveis (Livro 2);

    33 - do destaque de imvel de gleba pblica originria (includo pela Lei n. 11.952, de 2009);

    34 - do auto de demarcao urbanstica (includo pela MP n. 459, de 2009, convertida

  • 166

    na Lei n. 11.977/2009);

    35 - da legitimao de posse (includo pela MP n. 459, de 2009, convertida na Lei n. 11.977/2009).

    36 - das ordens judiciais e administrativas que determinem a indisponibilidade de bens.

    NOTA: Todos os atos enumerados no inciso acima so obrigatrios e efetuar-se-o no Registro de Imveis da situao do imvel, salvo as averbaes, que sero efetuadas na matrcula ou margem do registro a que se referirem, ainda que o imvel tenha passado a pertencer a outra circunscrio, e os registros relativos a imveis situados em comarcas ou circunscries limtrofes, que sero feitos em todas elas, devendo constar dos atos tal ocorrncia.

    1 O acesso ao flio real de atos de transferncia, desmembramento, parcelamento ou remembramento de imveis rurais depender de apresentao de memorial descritivo elaborado, executado e assinado por profissional habilitado e com a devida Anotao de Responsabilidade Tcnica ART, contendo as coordenadas dos vrtices definidores dos limites dos Imveis rurais, georreferenciadas ao Sistema Geodsico Brasileiro e com preciso posicional estabelecida pelo INCRA.

    2 O memorial descritivo devidamente certificado pelo INCRA ser arquivado em classificador prprio, com ndice no qual haver remisso ao nmero da matrcula correspondente.

    3 Para os fins e efeitos do 2, do art. 225, da Lei n. 6.015, de 31 de dezembro de 1973, uma vez apresentado o memorial descritivo segundo os ditames do 3, do art. 176, e do 3 do art. 225 da mesma lei, o registro de subsequente transferncia da totalidade do imvel independer de novo memorial descritivo.

    4 O desmembramento territorial posterior ao registro no exige sua repetio no novo cartrio.

    Art. 755. Os atos relativos s vias frreas devero ser registrados no cartrio correspondente estao inicial da respectiva linha.

    Art. 756. Na designao genrica de registro, consideram-se englobadas a inscrio e a transcrio a que se referem as leis civis.

    SEO III

    DOS LIVROS, SUA ESCRITURAO E PROCESSO DO REGISTRO

    Subseo I

    Disposies Gerais

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 167

    Art. 757. Haver no Registro de Imveis, alm dos livros comuns a todas as serventias, os se-guintes:

    I - Livro de Recepo de Ttulos;

    II - Livro n. 1 - Protocolo;

    III - Livro n. 2 - Registro Geral;

    IV - Livro n. 3 - Registro Auxiliar;

    V - Livro n. 4 - Indicador Real;

    VI - Livro n. 5 - Indicador Pessoal;

    VII - Livro de Cadastro de Aquisies de Imveis Rurais por Estrangeiros.

    1 Os Livros 2, 3, 4, e 5 sero escriturados mecanicamente na forma de fichas. O Livro de Recepo de Ttulos e o Livro n. 1 (Protocolo) podero ser escriturados eletronicamente, desde que contenham os requisitos previstos para o sistema de registro eletrnico (Lei n. 11.977/2009), devendo ser emitidos relatrios impressos dirios. Os livros 4, 5 e o Livro de Cadastro de Aquisies de Imveis Rurais por Estrangeiros podero adotar sistema informatizado de base de dados.

    2 Entende-se por registro eletrnico a escriturao dos atos registrais em mdia totalmente eletrnica.

    3 A migrao para escriturao registral no sistema de registro eletrnico ser feita de forma gradativa, nos prazos e condies previstos na Lei n. 11.977, de 7 de julho de 2009 e em seu regulamento, sempre atendidos os critrios de segurana da informao.

    4 At a implantao plena do sistema de registro eletrnico, a escriturao em meio eletrnico, sem impresso em papel, restringe-se aos indicadores reais e pessoais, controle de ttulos contraditrios, certides e informaes registrais, mantidos os demais livros na forma e modelos previstos na Lei n. 6.015/1973.

    5 O Livro 2 de Registro Geral e o Livro 3 de Registro Auxiliar sero compostos por fichas, escrituradas nos termos do pargrafo nico, do art. 173, da Lei n. 6.015/1973, ou eletronicamente;

    6 As fichas devero ser escrituradas com esmero, arquivadas com segurana e, de preferncia, em invlucros de plsticos transparentes, vedada sua plastificao.

    7 As fichas devero possuir dimenses que permitam a digitalizao e extrao de cpias reprogrficas e facilitem o manuseio, a boa compreenso da sequncia lgica dos atos e o arquivamento, podendo ser utilizadas cores distintas para facilitar a visualizao.

    8 As fichas dos livros ns. 2 e 3 devero ser autenticadas pelo oficial ou quem o substitua, e os atos assinados pelo escrevente autorizado que os tenha praticado,

  • 168

    podendo serem subscritos pelo oficial ou seu substituto legal.

    Subseo II

    Do Livro de Recepo de Ttulos

    Art. 758. No Livro de Recepo de Ttulos sero lanados os ttulos apresentados exclusivamente para exame e clculo dos respectivos emolumentos, a teor do art. 12, Pargrafo nico, da Lei n. 6.015/73, que no gozam dos efeitos da prioridade.

    Art. 759. O Livro de Recepo de Ttulos ser escriturado, mesmo quando eletronicamente, em colu-nas, das quais constaro, pelo menos, os seguintes elementos:

    I - nmero de ordem, que seguir indefinidamente;

    II - data da apresentao, apenas no primeiro lanamento dirio;

    III - nome do apresentante;

    IV - natureza formal do ttulo;

    V - data da devoluo do ttulo;

    VI - data da entrega ao interessado.

    Art. 760. A recepo de ttulos somente para exame e clculo excepcional e sempre depender de requerimento escrito e expresso do apresentante onde declare ter cincia que a apresen-tao do ttulo na forma escolhida no implica na prioridade e preferncia dos direitos, cujo requerimento ser arquivado em pasta prpria.

    Pargrafo nico. A serventia poder fornecer requerimento para preenchimento de claros, dispensado o reconhecimento de firma quando firmado na presena do registrador ou de seu preposto.

    Art. 761. Quando a apresentao de ttulos for exclusivamente para exame e clculo, os emolumentos devidos sero os correspondentes ao valor da prenotao, ficando vedada a cobrana de emolumentos pelos atos registrais futuros.

    Art. 762. Dever ser fornecido s partes recibo-protocolo de todos os documentos ingressados para exame e clculo, contendo numerao de ordem idntica lanada no Livro de Re-cepo de Ttulos a qual, necessariamente, constar anotada, ainda que por cpia do mencionado recibo, nos ttulos em tramitao.

    Art. 763. O recibo-protocolo de ttulos ingressados excepcionalmente na serventia apenas para exa-me e clculo dever conter a data em que foi expedida a prevista para devoluo (m-ximo de 10 dias teis) e a expressa advertncia de que no implica na prioridade prevista no art. 186, da Lei n. 6.015/73.

    Art. 764. vedado lanar no Livro n. 1 Protocolo, ttulos apresentados exclusivamente para exame

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 169

    e clculo.

    Art. 765. O prazo para exame ou qualificao do ttulo, clculo dos emolumentos e disponibilizao para retirada pelo apresentante ser de no mximo dez (10) dias teis, contados da data em que ingressou na serventia.

    Art. 766. Dever o Registrador proceder ao exame exaustivo do ttulo apresentado e ao clculo inte-gral dos emolumentos, expedindo nota, de forma clara e objetiva, em papel timbrado do cartrio que dever ser datada e assinada pelo servidor responsvel. A qualificao deve abranger completamente a situao examinada, em todos os seus aspectos relevantes para a registrao, complementao ou seu indeferimento, permitindo quer a certeza correspondente aptido registrria (Ttulo apto), quer a indicao integral das deficin-cias para a inscrio registral e o modo de suprimento (Ttulo no apto), ou a negao de acesso do registro (Ttulo no apto).

    Pargrafo nico. Quando o livro de recepo de ttulos for escriturado por sistema informatizado com impresso do termo de encerramento dirio e no houver possibilidade de lanamento do resultado da qualificao na coluna da prpria (Ttulo apto ou Ttulo no apto), seu lanamento ser feito no termo de encerramento do dia em que for praticado, mediante remisso da data para facilitar sua localizao. O mesmo procedimento dever ser observado na escriturao eletrnica do livro de recepo de ttulos, hiptese em que a remisso data ser feita pela base de dados

    Art. 767. A devoluo do ttulo ao apresentante com a competente nota do exame e clculo dever ficar documentada em cartrio, mediante recibo.

    Art. 768. Aps a devoluo do ttulo ao apresentante podero o requerimento e o recibo de entrega permanecer arquivados somente em microfilme ou mdia digital.

    Subseo III

    Do Livro n. 1 - Protocolo

    Art. 769. O livro n 1 de Protocolo servir para prenotao de todos os ttulos apresentados diariamen-te, com exceo daqueles que o tiverem sido, a requerimento expresso e escrito da parte, apenas para exame e clculo dos respectivos emolumentos.

    1 Apresentado ao cartrio o ttulo, este imediatamente protocolizado e tomar o nmero de ordem que lhe competir, em razo da sequncia rigorosa de sua apresentao.

    2 A cada ttulo corresponder um nmero de ordem do protocolo, independentemente da quantidade de atos que gerar. Aps cada apontamento ser traada uma linha horizontal, separando-o do seguinte.

    3 Sendo um mesmo ttulo em vrias vias, o nmero do protocolo ser apenas um.

    4 Nenhuma exigncia fiscal, ou dvida, obstar a apresentao de um ttulo e o

  • 170

    seu lanamento no Protocolo, com o respectivo nmero de ordem.

    Art. 770. So elementos necessrios na escriturao do Protocolo, mesmo eletronicamente:

    I - nmero de ordem, que seguir indefinidamente;

    II - data da apresentao, apenas no primeiro lanamento;

    III - nome do apresentante;

    IV - natureza formal do ttulo;

    V - atos formalizados, resumidamente lanados, com meno de sua data;

    VI - devoluo com exigncia e sua data;

    VII - data de reingresso do ttulo, se na vigncia da prenotao;

    VIII - valor do depsito prvio, quando houver.

    Art. 771. Dever ser fornecido s partes recibo-protocolo de todos os documentos ingressados, con-tendo numerao de ordem idntica lanada no Livro 01 Protocolo, para garantir a prioridade do ttulo e a preferncia do direito real, a qual, necessariamente, constar anotada, ainda que por cpia do mencionado recibo-protocolo, nos ttulos em tramita-o.

    Pargrafo nico. O recibo-protocolo dever conter, necessariamente, o nome e o endereo do apresentante, inclusive nmero de telefone e e-mail, quando houver, os nomes das partes, a natureza e a origem do ttulo, o valor do depsito prvio, a data e hora em que foi expedido, a data prevista para eventual devoluo do ttulo com exigncias (mximo de 10 dias teis), a data prevista para a prtica do ato e a data em que cessaro automaticamente os efeitos da prenotao.

    Art. 772. obrigatrio o lanamento no indicador pessoal, ou a organizao de fichrio, ou criao de mecanismo informatizado de controle de tramitao simultnea de ttulos contraditrios ou excludentes de direitos sobre um mesmo imvel.

    Pargrafo nico. As fichas sero inutilizadas na medida em que os ttulos correspondentes forem registrados ou cessarem os efeitos da prenotao.

    Art. 773. A escriturao do Livro n. 1 de Protocolo incumbe ao Oficial, seus substitutos ou escreventes autorizados.

    Art. 774. Deve ser lavrado no final do expediente dirio o termo de encerramento no livro protocolo, mencionando-se o nmero de ttulos protocolizados (v.g. Certifico e dou f haver encerra-do o expediente hora regimental tendo prenotado xxx os ttulos de nmeros xxx a xxx. Local, data e assinatura do oficial).

    Pargrafo nico. O termo ser lavrado ainda que no tenha sido apresentado

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 171

    ttulo para apontamento (Certifico e dou f haver encerrado o expediente hora regimental, no tendo prenotado nenhum ttulo. Local, data e assinatura do oficial).

    Art. 775. dispensvel lavrar-se termo dirio de abertura de Protocolo.

    Art. 776. Na coluna natureza formal do ttulo, bastar referncia circunstncia de se tratar de es-critura pblica, de instrumento particular, ou de ttulo judicial. Apenas os ttulos judiciais devero ser identificados por sua espcie (Formal de Partilha, Carta de Adjudicao, Carta de Arrematao, Mandado Judicial etc.).

    Art. 777. Na coluna destinada anotao dos atos formalizados, sero lanados, em forma resumi-da, os atos praticados nos Livros ns. 2 e 3, bem como as averbaes efetuadas nos livros anteriores ao atual sistema de registro (Exemplos: R.1/457; Av. 4/1950; R.758; Av.1 na T. 3.789-L3D). Quando o Protocolo for escriturado por sistema informatizado com impresso do termo de encerramento dirio e no houver possibilidade de lanamento dos atos for-malizados na coluna da prpria prenotao, os atos sero relatados no termo de encer-ramento do dia em que forem praticados, mediante remisso da data para facilitar sua localizao. O mesmo procedimento dever ser observado na escriturao eletrnica do Protocolo, hiptese em que a remisso data ser feita pela base de dados.

    Art. 778. O nmero de ordem determinar a prioridade do ttulo, e esta, a preferncia dos direitos reais, ainda que apresentados pela mesma pessoa mais de um ttulo simultaneamente.

    Art. 779. Em caso de permuta, e pertencendo os imveis mesma circunscrio, sero feitos os regis-tros nas matrculas correspondentes, sob um nico nmero de ordem no Protocolo.

    Art. 780. No caso de prenotaes sucessivas de ttulos contraditrios ou excludentes, criar-se- uma fila de precedncia. Cessados os efeitos da prenotao, poder retornar fila, mas aps os outros, que nela j se encontravam no momento da cessao.

    Pargrafo nico. O exame do segundo ttulo subordina-se ao resultado do procedimento de registro do ttulo que goza da prioridade. Somente se inaugurar novo procedimento registrrio, ao cessarem os efeitos da prenotao do primeiro.

    Art. 781. No registro ou na averbao ser sempre indicado o nmero e a data do protocolo do docu-mento apresentado.

    Art. 782. dever do Registrador de Imveis proceder ao exame exaustivo do ttulo apresentado e havendo exigncias de qualquer ordem. Estas devero ser formuladas de uma s vez, por escrito, articuladamente, de forma clara e objetiva, em papel timbrado do cartrio, com data, identificao e assinatura do servidor responsvel, para que o interessado possa satisfaz-las, ou, no se conformando, requerer a suscitao de dvida.

    1 A nota de exigncia deve conter a exposio das razes e dos fundamentos em que o Registrador se apoiou para qualificao negativa do ttulo, vedadas justificativas de devoluo com expresses genricas, tais como para os devidos fins, para fins de direito e outras congneres.

    2 Ressalva-se a emisso de segunda nota de exigncia apenas na hiptese de,

  • 172

    cumpridas as exigncias primitivamente formuladas, surgirem elementos que no constavam do titulo anteriormente qualificado.

    3 Elaborada a nota de exigncia, ser esta imediatamente postada em ambiente de Internet onde possa ser consultada pelo interessado, e encaminhada ao endereo eletrnico (e-mail) do apresentante, quando houver, sem prejuzo de sua manuteno na serventia para entrega concomitante com a devoluo do ttulo e dos valores correspondentes ao depsito prvio.

    Art. 783. As notas de devoluo sero feitas com cpias, as quais devero ser arquivadas em pastas, segundo a ordem cronolgica, a fim de possibilitar o controle das exigncias formuladas e a observncia do prazo legal.

    Art. 784. A ocorrncia de devoluo com exigncia, aps a elaborao da nota, ser imediatamente lanada na coluna prpria do Livro Protocolo. Reingressando o ttulo no prazo de vigncia da prenotao, ser objeto do mesmo lanamento, em coluna prpria, recebendo igual nmero de ordem.

    Art. 785. A entrega do ttulo ao apresentante, com registro ou a competente nota de exigncia, deve-r ficar documentada em Cartrio, mediante recibo.

    Pargrafo nico. Idntica providncia ser adotada em relao restituio, total ou parcial, dos valores correspondentes ao depsito prvio, vedada sua reteno quando o ttulo for devolvido com exigncia.

    Art. 786. As cpias das notas de exigncia e os comprovantes de entrega do ttulo e de restituio de depsito prvio ao apresentante podero permanecer arquivados somente em microfilme ou mdia digital.

    Art. 787. No se conformando o apresentante com a exigncia, ou no a podendo satisfazer, ser o t-tulo, a as eu requerimento e com a declarao de dvida formulada pelo oficial, remetido ao Juzo competente para dirimi-la, obedecendo-se ao seguinte:

    I - o ttulo ser prenotado;

    II - ser anotada, na coluna atos formalizados, margem da prenotao, a observao dvida suscitada, reservando-se espao para anotao do resultado;

    III - aps certificadas, no ttulo, a prenotao e a suscitao da dvida, ser aquele rubricado em todas as suas folhas;

    IV - em seguida, o oficial dar cincia dos termos da dvida ao apresentante, fornecendo-lhe cpia da suscitao e notificando-o para impugn-la, diretamente perante o Juzo competente, no prazo de quinze (15) dias; e

    V - certificado o cumprimento do acima disposto, as razes da dvida sero remetidas ao Juzo competente, acompanhadas do ttulo, mediante carga.

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 173

    1 Ocorrendo direta suscitao pelo prprio interessado (dvida inversa), o ttulo tambm dever ser prenotado, assim que o oficial a receber do Juzo para prestar informaes, observando-se, ainda, o disposto nos incisos II e III.

    2 Se o interessado no impugnar a dvida no prazo, ser ela, ainda assim, julgada por sentena.

    3 Impugnada a dvida com os documentos que o interessado apresentar, ser ouvido o Ministrio Pblico, no prazo de dez (10) dias.

    4 Se no forem requeridas diligncias, o juiz proferir deciso no prazo de quinze (15) dias, com base nos elementos constantes dos autos.

    5 Da sentena, podero interpor apelao, com efeitos devolutivo e suspensivo, o interessado, o Ministrio Pblico e o terceiro prejudicado.

    Art. 788. Transitada em julgado a deciso da dvida, proceder-se- do seguinte modo:

    I se for julgada procedente, os documentos sero restitudos parte, independentemente de translado, dando-se cincia da deciso ao registrador, para que a consigne no Protocolo e cancele a prenotao; e

    II se for julgada improcedente, o interessado apresentar, de novo, os seus documentos, com o respectivo mandado, ou certido da sentena, que ficaro arquivados, para que, desde logo, se proceda ao registro, declarando o registrador o fato na coluna de anotaes do Protocolo.

    1 A deciso da dvida tem natureza administrativa e no impede o uso do processo contencioso competente.

    2 Somente sero devidas custas, a serem pagas pelo interessado, quando a dvida for julgada procedente.

    3 Aos Juzes Corregedores sempre caber comunicar aos cartrios o resultado da dvida, aps seu julgamento definitivo.

    Art. 789. O prazo para exame, qualificao e devoluo do ttulo com exigncias ao apresentante ser de, no mximo, quinze dias, e o prazo para registro do ttulo no poder ultrapassar a trinta (30) dias, contados da data em que ingressou na serventia e foi prenotado no Livro Protocolo.

    Pargrafo nico. Os oficiais de Registro dotaro das serventias de recursos humanos e tecnolgicos, e envidaro esforos para reduo desses prazos, visando celeridade na prtica dos atos registrais, devendo comunicar trimestralmente Corregedoria Permanente sobre o desempenho alcanado.

    Art. 790. Apresentado ttulo de segunda hipoteca, com referncia expressa existncia de outra anterior, o oficial, depois de prenot-lo, aguardar, durante trinta (30) dias, que os inte-ressados na primeira promovam o registro. Esgotado esse prazo, que correr da data da prenotao, sem que seja apresentado o ttulo anterior, o segundo ser registrado.

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    Art. 791. No sero registrados, no mesmo dia, ttulos pelos quais se constituam direitos reais contra-ditrios sobre o mesmo imvel.

    Art. 792. Prevalecero, para efeito de prioridade de registro, quando apresentados no mesmo dia, os ttulos prenotados sob nmero de ordem mais baixo, protelando-se o registro dos apre-sentados posteriormente, pelo prazo correspondente a, pelo menos, um (01) dia til.

    Art. 793. O disposto nos arts. 807 e 808 no se aplica s escrituras pblicas da mesma data e apresen-tadas no mesmo dia, que determinem taxativamente, a hora de sua lavratura, prevalecen-do, para efeito de prioridade, a que foi lavrada em primeiro lugar.

    Art. 794. Cessaro automaticamente os efeitos da prenotao, salvo prorrogao por previso legal ou normativa, se, decorridos trinta (30) dias do seu lanamento no livro protocolo, o ttulo no tiver sido registrado por omisso do interessado em atender as exigncias legais.

    1 Na coluna de atos praticados do Livro 1 dever ser anotado que os efeitos da prenotao foram cessados.

    2 Ser prorrogado o prazo da prenotao nos casos dos arts. 189, 198 e 260, da Lei n. 6.015/73 e do art. 18, da Lei n. 6.766/79.

    3 Ser tambm automaticamente prorrogado o prazo da prenotao se a protocolizao de reingresso do ttulo, com todas as exigncias cumpridas, der-se na vigncia da fora da primeira prenotao.

    Art. 795. Se o documento, uma vez prenotado, no puder ser registrado, ou o apresentante desistir de seu registro, a importncia relativa aos emolumentos ser restituda, deduzida a quantia correspondente s buscas e prenotao.

    Art. 796. Para a averbao de arresto ou penhora decorrente de execues fiscais, indispensvel a apresentao da contra-f e cpia do termo ou auto respectivo, fornecendo-se recibo ao encarregado da diligncia.

    1 Havendo exigncias a cumprir, o oficial do Registro as comunicar, por escrito e em cinco (05) dias, ao Juzo competente, mantendo o ttulo em cartrio, para que a Fazenda Pblica, intimada, possa, diretamente perante o cartrio, satisfaz-las, ou, no se conformando, requerer a suscitao de dvida.

    2 Decorrido o prazo de validade da prenotao sem o cumprimento das exigncias formuladas, o ttulo ser devolvido ao Juzo de origem, com a informao da inrcia da Fazenda Pblica.

    3 Os emolumentos devidos pela averbao da penhora efetivada em execuo fiscal sero pagos a final ou quando da efetivao do registro da arrematao ou adjudicao do imvel, ou do cancelamento da penhora, pelos valores vigentes poca do pagamento.

    Art. 797. Se o imvel no estiver matriculado ou registrado em nome do outorgante, o oficial exigir a prvia matrcula e o registro do ttulo anterior, qualquer que seja a sua natureza.

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 175

    Art. 798. Todos os atos sero assinados e encerrados pelo oficial ou por seu substituto legal, podendo faz-lo escrevente expressamente designado e autorizado, ainda que os primeiros no estejam afastados ou impedidos.

    Art. 799. Nas vias dos ttulos restitudos aos apresentantes, sero declarados, resumidamente, o nmero e a data da prenotao, os atos praticados, bem como discriminados os valores correspondentes aos emolumentos.

    Subseo IV

    Livro n. 2 Registro Geral

    Art. 800. O Livro 2 de Registro Geral ser destinado s matrculas dos imveis onde sero lanados os registros e as averbaes dos atos inscritveis atribudos ao Registro de Imveis e no atribudos ao Livro 3 de Registro Auxiliar.

    Art. 801. No preenchimento das fichas das matrculas que comporo o Livro 2 de Registro Geral sero observadas as seguintes normas:

    I - a ficha da matrcula dever conter a expresso Livro 2 - Registro Geral e a identificao da respectiva unidade de registro de imveis, inclusive com o nmero de seu cdigo atribudo pelo Conselho Nacional de Justia;

    II - no alto da face do anverso de cada ficha sero lanados o nmero da matrcula, o da ficha e a data de abertura desta; no verso apenas o nmero da matrcula e o da ficha, com a informao de tratar-se de seu verso;

    III - No espao restante da ficha e em seu verso sero lanados por ordem cronolgica e em forma narrativa, os registros e as averbaes dos atos pertinentes ao imvel matriculado;

    IV - ao se esgotar o espao no anverso da ficha e se tornar necessria a utilizao do verso, ser consignada, ao p da ficha, a expresso continua no verso;

    V - se for necessrio o transporte para nova ficha, proceder-se- da seguinte maneira:

    a) na base do verso da ficha anterior, usar-se- a expresso continua na ficha n. xx;

    b) o nmero da matrcula ser repetido na ficha seguinte, que levar o nmero de ordem cor-respondente (ex: Matrcula n 325 - Ficha n. 2, Matrcula n. 325 - Ficha n. 3, e assim sucessivamente);

    VI - cada lanamento de registro ser precedido pela letra R e o de averbao pelas letras AV, seguindo-se o nmero sequencial do ato e o da matrcula. O nmero do ato ser lanado por rigorosa ordem sequencial, de sorte que inicia-se no nmero 1 e segue-se ao infinito ((exemplos: R. 1/780; R. 2/780; AV. 3/780; AV. 4/780; R.5/780; AV6/780 e assim, sucessivamente).

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    VII - opcional a repetio do nmero da matrcula em seguida ao nmero de ordem sequencial de lanamento do ato.

    VIII - No registro ou na averbao ser sempre indicado o nmero e a data do protocolo do documento apresentado;

    IX - Na matrcula no poder ser feito qualquer lanamento sob a rubrica de certido, anotao ou observao, visto que o ato deve ser unicamente objeto de registro (R) ou de aver-bao (AV), inexistindo previso legal para lanamento diverso.

    X - a cada imvel deve corresponder uma nica matrcula (ou seja, um imvel no pode ser matricu-lado mais de uma vez) e a cada matrcula deve corresponder um nico imvel (isto , no possvel que a matrcula descreva e se refira a mais de um imvel). Caso haja mais de uma descrio para o mesmo imvel no sistema de transcrio ou na circunscrio imobi-liria anterior, antes da abertura de nova matrcula, dever ser promovida sua unificao.

    Art. 802. Todo imvel objeto de ttulo a ser registrado deve estar matriculado no Livro de Registro Geral. Caso o imvel no tenha matrcula prpria, esta ser obrigatoriamente aberta por ocasio do primeiro registro, ou, ainda:

    I - quando se tratar de averbao que deva ser feita no antigo Livro de Transcrio das Transmisses e neste no houver espao, margem da qual ser anotada a abertura da matrcula, desde que o imvel continue em rea de competncia registral da mesma serventia;

    II - nos casos de fuso de matrculas ou unificao de imveis;

    III - a requerimento do proprietrio.

    Art. 803. facultada a abertura de matrcula de ofcio, desde que no acarrete despesas para os interessados, nas seguintes hipteses:

    I - para cada lote ou unidade de uso exclusivo, logo em seguida ao registro de loteamento, desmembramento ou condomnio edilcio;

    II - no interesse do servio.

    Art. 804. A matrcula ser aberta com os elementos constantes do ttulo apresentado e do regis-tro anterior. Se este tiver sido efetuado em outra circunscrio, dever ser apresentada certido expedida a menos de trinta (30) dias pelo respectivo cartrio, a qual ficar arquivada, de forma a permitir fcil localizao.

    1 Se na certido constar nus ou aes, o oficial far a abertura da matrcula e em seguida (AV.1) averbar sua existncia, consignando sua origem, natureza e valor, o que ocorrer, tambm, quando o nus estiver lanado no prprio cartrio.

    2 Devendo a matrcula compreender o imvel em sua integralidade, irregular a abertura de matrcula para parte ideal de imvel.

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 177

    3 Ser, igualmente, irregular a abertura de matrcula de parte do imvel sobre a qual tenha sido instituda servido, que, corretamente, dever ser registrada na matrcula do imvel todo.

    4 O nus que gravar parte do imvel deve ser registrado na matrcula do imvel todo, sendo incorreta a abertura de matrcula da parte onerada.

    5 No deve constar da matrcula a indicao de rua ou qualquer outro logradouro pblico, sem que tal circunstncia conste do registro anterior.

    6 Facultativamente a qualquer momento e obrigatoriamente por ocasio do primeiro ato a ser praticado na vigncia destas normas, o Oficial do Registro de Imveis transportar a matrcula do sistema de livros encadernados ou de folhas soltas para o de fichas, conservada a mesma numerao. O Oficial poder optar entre transcrever todos os atos constantes da matrcula ou somente os direitos vigentes. Nesta hiptese, logo aps a descrio do imvel devero ser consignados os titulares de domnio (proprietrios) e seus ttulos aquisitivos e em seguida averbar a existncia de nus, quando houver, mantendo a rigorosa ordem sequencial numrica dos atos.

    Art. 805. So requisitos da matrcula:

    I - o nmero da ordem, que seguir ao infinito;

    II - a data;

    III - a identificao e a caracterizao do imvel;

    IV - o nome e a qualificao do proprietrio;

    V - o nmero e a data do registro anterior ou, em se tratando de imvel oriundo de loteamento, o nmero do registro ou inscrio do loteamento.

    Art. 806. A identificao e caracterizao do imvel compreendem:

    I - se urbano:

    localizao e nome do logradouro para o qual faz frente;

    o nmero, quando se tratar de prdio; ou, sendo terreno, se fica do lado par ou mpar do logradou-ro, em que quadra e a que distncia mtrica da edificao ou da esquina mais prxima; ou nmero do lote e da quadra, se houver;

    a designao cadastral, se houver.

    II - se rural, o cdigo do imvel e os dados constantes do Certificado de Cadastro de Imvel Rural - CCIR, a localizao e denominao;

    III - o distrito em que se situa o imvel;

    IV - as confrontaes, com meno correta do lado em que se situam, inadmitidas

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    expresses genricas, tais como com quem de direito, ou com sucessores de determinadas pessoas e assim por diante;

    V - a rea do imvel.

    1 obrigatria a apresentao do certificado de cadastro dos imveis rurais, transcrevendo-se, na matrcula os elementos dele constantes (rea, mdulo, frao mnima de parcelamento).

    2 A descrio georreferenciada constante do memorial descritivo certificado pelo INCRA ser averbada para o fim da alnea a do item 3, do inciso II, do 1, do art. 176, da Lei n. 6.015, de 31 de dezembro de 1973, mediante requerimento do titular do domnio nos termos do 5, do art. 9, do Decreto n. 4.449, de 30 de outubro de 2002, e apresentao de documento de aquiescncia da unanimidade dos confrontantes tabulares na forma do 6, do mesmo artigo, exigido o reconhecimento de todas as suas firmas.

    3 No sendo apresentadas as declaraes constantes do 6 e a certido prevista no 1, ambos do art. 9, do Decreto n. 4.449, de 30 de outubro de 2002, o Oficial, caso haja requerimento do interessado nos termos do inciso II art. 213, da Lei n. 6.015, de 31 de dezembro de 1973, providenciar o necessrio para que a retificao seja processada na forma deste ltimo dispositivo.

    Art. 807. Para os fins do disposto no art. 225, 2, da Lei n. 6.015, de 31 de dezembro de 1973, entende-se por caracterizao do imvel apenas a indicao, as medidas e a rea, no devendo ser considerados irregulares ttulos que corrijam omisses ou que atualizem nomes de confrontantes, respeitado o princpio da continuidade.

    Pargrafo nico. Entende-se ocorrer atualizao de nomes de confrontantes quando, nos ttulos, houver referncia expressa aos anteriores e aos que os substiturem.

    Art. 808. Sempre que possvel, nos ttulos devem ser mencionados, como confrontantes, os prprios prdios e no os seus proprietrios.

    Art. 809. Se, por qualquer motivo, no constarem, do ttulo e do registro anterior, os elementos indispensveis caracterizao do imvel (v.g., se o imvel est do lado par ou mpar, distncia da esquina mais prxima, etc.), podero os interessados, para fins de matrcula, complet-los, servindo-se exclusivamente de documentos oficiais.

    Art. 810. A qualificao do proprietrio, quando se tratar de pessoa fsica, referir ao seu nome civil completo, sem abreviaturas, nacionalidade, estado civil, profisso, domiclio e residncia, nmero de inscrio no Cadastro das Pessoas Fsicas do Ministrio da Fazenda (CPF), nme-ro do Registro Geral de sua cdula de identidade ( R G ) ou, falta deste, sua filiao e, sendo casado, o nome e a qualificao do cnjuge e o regime de bens no casamento, bem como se este se realizou antes ou depois da Lei n. 6.515, de 26 de dezembro de 1977.

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 179

    1 Sendo o proprietrio casado sob regime de bens diverso do legal, dever ser mencionado o nmero do registro do pacto antenupcial no Registro de Imveis competente, ou o dispositivo legal impositivo do regime.

    2 As partes sero identificadas por seus nomes corretos, no se admitindo referncias dbias, ou que no coincidam com as que constem dos registros imobilirios anteriores (p.ex., que tambm assina ou conhecido) a no ser que tenham sido precedentemente averbadas no Registro Civil das Pessoas Naturais e seja comprovada por certido ou que de forma inequvoca indique tratar-se da mesma pessoa.

    3 O nmero de inscrio no CPF obrigatrio para as pessoas fsicas participantes de operaes imobilirias, inclusive a constituio de garantia real sobre imvel (Instruo Normativa RFB n. 864, de 25 de julho de 2008, art. 3, IV).

    4 igualmente obrigatria a inscrio no CPF das pessoas fsicas estrangeiras, ainda que domiciliadas no exterior, quando titularem bens e direitos sujeitos ao registro pblico, inclusive imvel (Instruo Normativa RFB n. 864, de 25 de julho de 2008, art. 3, XII, a).

    Art. 811. Quando se tratar de pessoa jurdica, alm do nome empresarial, ser mencionada a sede social e o nmero de inscrio do Cadastro Nacional da Pessoa Jurdica do Ministrio da Fazenda (CNPJ).

    Pargrafo nico. obrigatria a inscrio no CNPJ das pessoas jurdicas domiciliadas no exterior que no Pas possuam imveis ou direitos reais a eles relativos (Instruo Normativa RFB n. 748, de 28 de junho de 2007, art. 11, XIV, a, 1).

    Art. 812. No constando do ttulo, da certido ou do registro anterior, os elementos indispensveis identificao das partes, podem os interessados complet-los exclusivamente com docu-mentos oficiais.

    Pargrafo nico. Havendo necessidade de produo de provas, a insero dos elementos identificadores das pessoas ser feita mediante retificao do ttulo ou por despacho judicial.

    Art. 813. As averbaes das circunstncias atualmente previstas no art. 167, II, 4, 5, 10 e 13, da Lei n. 6.015, de 31 de dezembro de 1973, constantes margem de transcries, devero ser, quando da respectiva matrcula, incorporadas descrio do imvel. Irregular, portanto, venha a ser o imvel matriculado com a mesma descrio anterior, mencionando-se, em seguida, o contedo das averbaes precedentemente efetuadas.

    Art. 814. A descrio do imvel no poder incluir construo que no conste do registro anterior ou que nele no tenha sido regularmente averbada. Permite-se seja a averbao feita logo aps a abertura da matrcula, se o registro anterior estiver em outro cartrio.

    Pargrafo nico. Logo aps a abertura da matrcula, tambm podero ser averbadas, no cartrio a que atualmente pertencer o imvel, as circunstncias previstas no art. 167, II, 4, 5, 10 e 13, da Lei n. 6.015, de 31 de dezembro de 1973.

  • 180

    Art. 815. Tambm no dever ser feita, na descrio do imvel, referncia a lotes e respectivos nmeros, quando no se trate de loteamento ou desmembramento registrado ou regu-larizado, ou, ainda, de subdiviso de imvel constante de planta arquivada no cartrio anteriormente Lei n. 6.766, de 19 de dezembro de 1979.

    Art. 816. Quando houver diviso de imvel, dever ser aberta matrcula para cada uma das partes resultantes, sendo registrado, em cada matrcula, o ttulo da diviso. Na originria, averbar-se- a circunstncia, com subsequente encerramento.

    Art. 817. Ao se abrir matrcula para registro de sentena de usucapio, ser mencionado o nmero do registro ou transcrio anterior, se houver, devendo nesta ser averbado que o imvel foi usucapido, total ou parcialmente.

    Pargrafo nico. A abertura de matrcula para registro de terras indgenas demarcadas ser promovida pela Unio Federal, em seu nome, devendo ser realizada simultnea averbao, a requerimento e diante da comprovao no processo demarcatrio, da existncia de domnio privado nos limites do imvel.

    Art. 818. Se o imvel estiver onerado, o oficial, logo em seguida abertura da matrcula e antes do primeiro registro, averbar a existncia do nus, sua natureza e valor, certificando o fato no ttulo que devolver parte.

    Pargrafo nico. Por tais averbaes no so devidos emolumentos e custas.

    Art. 819. Uma vez aberta matrcula, no mais podero ser feitas averbaes margem da transcri-o anterior, devendo ser feita a devida referncia ao nmero da matrcula aberta para o imvel.

    Art. 820. Quando for apresentado ttulo anterior vigncia do Cdigo Civil de 1916, referente im-vel ainda no registrado, a matrcula ser aberta com os elementos constantes desse ttulo e aqueles constantes de outros documentos oficiais.

    Art. 821. A inocorrncia dos requisitos previstos nos itens 53 e 54 no impedir a matrcula e registro das escrituras e partilhas, lavradas ou homologadas na vigncia do Decreto n. 4.857, de 9 de novembro de 1939, devendo tais atos obedecer ao disposto na legislao anterior.

    Art. 822. A matrcula s ser cancelada por deciso judicial.

    Art. 823. A matrcula ser encerrada:

    I - quando, em virtude de alienaes parciais, o imvel for inteiramente transferido a outros proprietrios;

    II - pela fuso.

    Art. 824. Quando dois (02) ou mais imveis contguos, pertencentes ao mesmo proprietrio, consta-rem de matrculas autnomas, pode ele requerer a fuso destas em uma s, com novo nmero, encerrando-se as primitivas.

    Art. 825. Podem, ainda, ser unificados com abertura de matrcula nica:

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 181

    I - Dois (02) ou mais imveis constantes de transcries anteriores Lei dos Registros Pblicos, margem das quais ser averbada a abertura de matrcula que os unificar;

    II - Dois (02) ou mais imveis registrados por ambos os sistemas, caso em que, nas transcries, ser feita a averbao prevista na alnea anterior, e as matrculas sero encerradas.

    Art. 826. No caso de fuso de matrculas, dever ser adotada rigorosa cautela na verificao da rea, medidas, caractersticas e confrontaes do imvel que dela poder resultar, a fim de se evitarem, a tal pretexto, retificaes sem o devido procedimento legal, ou efeitos s alcanveis mediante processo de usucapio.

    1 Alm isso, para esse propsito, ser recomendvel que o requerimento seja instrudo com prova de autorizao da Prefeitura Municipal, que poder ser a aprovao de planta da edificao a ser erguida no imvel resultante da fuso.

    2 Para a unificao de diversas transcries e matrculas, no deve ser aceito requerimento formulado por apenas um (01) dos vrios titulares de partes ideais.

    3 A fuso e a unificao no devem ser admitidas, quando o requerimento vier acompanhado de simples memorial, cujos dados tornem difcil a verificao da regularidade do ato pretendido.

    4 Tratando-se de unificao de imveis transcritos, no se far prvia abertura de matrculas para cada um deles, mas sim a averbao da fuso nas transcries respectivas e abertura de matrcula nica.

    Art. 827. So requisitos do registro no Livro n. 2:

    I - a data do ato;

    II - o nmero e a data da prenotao.

    III - o nome do transmitente, ou do devedor, e do adquirente, ou credor, com as respectivas qualificaes;

    IV - o ttulo da transmisso ou do nus;

    V - a forma do ttulo, sua procedncia e caracterizao;

    VI - o valor do contrato, da coisa ou da dvida, prazo desta, condies e mais especificaes, inclusive juros, se houver.

    Art. 828. O testamento no ttulo que enseje registro de transmisso.

    Art. 829. vedado o registro da cesso, enquanto no registrado o respectivo compromisso de com-pra e venda.

    Art. 830. O protesto contra alienao de bens, o arrendamento e o comodato so atos insuscetveis de registro, admitindo-se a averbao do protesto contra alienao de bens diante de determinao judicial expressa do juiz do processo, consubstanciada em Mandado dirigido

  • 182

    ao Oficial do Registro de Imveis.

    SUBSEO V

    Livro n. 3 Registro Auxiliar

    Art. 831. O Livro n. 3 ser destinado ao registro dos atos que, sendo atribudos ao Registro de Im-veis por disposio legal, no digam respeito diretamente a imvel matriculado.

    Art. 832. Sero registrados no Livro n. 3:

    I - a emisso de debntures, sem prejuzo do registro eventual e definitivo, na matrcula do imvel, da hipoteca, anticrese ou penhor que abonarem especialmente tais emisses, firmando-se pela ordem do registro a prioridade entre as sries de obrigaes emitidas pela sociedade;

    II - as cdulas de crdito rural, de crdito industrial, de crdito exportao e de crdito comercial, sem prejuzo do registro da hipoteca cedular;

    III - as convenes de condomnio edilcio;

    IV - o penhor de mquinas e de aparelhos utilizados na indstria, instalados e em funcionamento, com os respectivos pertences ou sem eles;

    V - as convenes antenupciais;

    VII - os contratos de penhor rural;

    VIII - os ttulos que, a requerimento do interessado, forem registrados no seu inteiro teor, sem prejuzo do ato praticado no livro n. 2;

    IX - transcrio integral da escritura de instituio do bem de famlia, sem prejuzo do seu registro no Livro n. 2;

    X - tombamento definitivo de imvel.

    Art. 833. Os registros do Livro n. 3 sero feitos de forma resumida, arquivando- se no cartrio uma via dos instrumentos que os originarem.

    Art. 834. O arquivamento das fichas ser feito segundo a ordem numrica dos prprios registros.

    Art. 835. Ao registrar conveno de condomnio edilcio, dever o cartrio referir expressamente o nmero do registro de especificao do condomnio feito na matrcula do imvel. No regis-tro da especificao, far remisso ao nmero do registro da conveno.

    Art. 836. A alterao da conveno de condomnio edilcio depende de aprovao, em assembleia regularmente convocada, de pelo menos dois teros (2/3) dos titulares dos direitos reais registrados, salvo se a conveno a ser alterada exigir qurum superior.

    Art. 837. A alterao da especificao exige a anuncia da totalidade dos condminos.

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 183

    Art. 838. As escrituras antenupciais sero registradas no cartrio do domiclio conjugal, sem prejuzo de sua averbao obrigatria no lugar da situao dos imveis de propriedade dos cnju-ges, ou dos que forem sendo adquiridos e sujeitos a regime de bens diverso do comum.

    Art. 839. O registro da conveno antenupcial mencionar, obrigatoriamente, os nomes e a qua-lificao dos cnjuges, as disposies ajustadas quanto ao regime de bens e a data em que se realizou o casamento, constantes de certido que dever ser apresentada com a escritura. Se essa certido no for arquivada em cartrio, devero ainda ser menciona-dos no registro o cartrio em que se realizou o casamento, o nmero do assento, o livro e a folha em que tiver sido lavrado.

    Art. 840. Os atos de tombamento definitivo de bens imveis, requeridos pelo rgo competente, federal, estadual ou municipal, do servio de proteo ao patrimnio histrico e artsti-co, sero registrados, em seu inteiro teor, no Livro 3, alm de averbada a circunstncia margem das transcries ou nas matrculas respectivas, sempre com as devidas remisses.

    1 Havendo posterior transmisso, inter vivos ou causa mortis, dos bens tombados, recomendvel que o cartrio comunique imediatamente o fato ao respectivo rgo federal, estadual ou municipal competente.

    2 Podero ser averbados margem das transcries ou nas matrculas:

    I - o tombamento provisrio de bens imveis;

    II - as restries prprias dos imveis reconhecidos como integrantes do patrimnio cultural, por forma diversa do tombamento, mediante ato administrativo ou legislativo ou deciso judicial;

    III - as restries prprias dos imveis situados na vizinhana dos bens tombados ou reconhecidos como integrantes do patrimnio cultural.

    3 O registro e as averbaes de que tratam este artigo e seu 2 sero efetuados mediante apresentao de certido do correspondente ato administrativo ou legislativo ou de mandado judicial, conforme o caso, com as seguintes e mnimas referncias:

    I - localizao do imvel e sua descrio, admitindo-se esta por remisso ao nmero da matrcula ou transcrio;

    II - s restries a que o bem imvel est sujeito;

    III - quando certido de ato administrativo ou legislativo, indicao precisa do rgo emissor e da lei que lhe d suporte, bem como natureza do ato, se tombamento (provisrio ou definitivo) ou forma diversa de preservao e acautelamento de bem imvel reconhecido como integrante do patrimnio cultural (especificando-a);

    IV - quando mandado judicial, indicao precisa do Juzo e do processo judicial correspondente, natureza do provimento jurisdicional (sentena ou deciso cautelar ou antecipatria) e seu carter definitivo ou provisrio, bem como especificao da ordem do juiz do processo em relao ao ato de averbao a ser efetivado;

  • 184

    V - na hiptese de tombamento administrativo, provisrio ou definitivo, notificao efetivada dos proprietrios.

    Art. 841. Para o registro das cdulas de crdito industrial, rural, exportao e comercial, bem como de seus aditivos, dispensvel o reconhecimento de firmas. No entanto, tal providncia deve ser exigida, para fins de averbao, em relao aos respectivos instrumentos de quitao.

    Art. 842. Nas cdulas de crdito hipotecrias, alm de seu registro no Livro n. 3, ser efetuado o da hipoteca no Livro n. 2, aps a indispensvel matrcula do imvel.

    1 No registro efetuado na matrcula ser feita remisso ao nmero do registro da cdula. Neste, por sua vez, ser feita remisso ao nmero do registro da hipoteca.

    2 Quando o cartrio entender conveniente efetuar tais remisses por meio de averbaes, estas no podero ser cobradas.

    Art. 843. Os emolumentos devidos pelos registros das cdulas de crdito rural so os previstos na legislao federal, tomando-se por base o salrio-referncia, com teto fixado em um quarto (1/4) daquele valor, no importando quantos registros, averbaes ou outros atos (incluindo abertura de matrcula, microfilmagem, certido da matrcula, vias excedentes de documentos, etc.) tenham sido praticados.

    Art. 844. Os emolumentos devidos pelos registros das cdulas de crdito industrial, de crdito ex-portao e de crdito comercial no Livro n. 3, no incluem aqueles atinentes ao registro da hipoteca, no Livro n. 2, que sero cobrados na forma do Regimento de Custas e Emo-lumentos do Estado.

    Pargrafo nico. O recolhimento da parcela cabente Unio dever ser efetuado, atravs de guia prpria, no dia imediato ao da prtica do ato, salvo se o nmero de registros for reduzido, quando poder ser feito semanalmente.

    Subseo VI

    Livro n. 4 Indicador Real

    Art. 845. O Livro n. 4 ser o repositrio das indicaes de todos os imveis que figurarem no Livro n. 2, devendo conter sua identificao, o nmero de cadastro fiscal e o nmero da matrcula e ser feito por sistema de banco de dados.

    Art. 846. Enquanto no for utilizado sistema de banco de dados as fichas sero arquivadas conforme os municpios, distritos, subdistritos e logradouros em que se situem os imveis a que cor-respondem, por ordem rigorosamente alfabtica.

    Art. 847. O mesmo critrio ser seguido para pesquisa em banco de dados.

    Art. 848. Na escriturao do Livro n. 4 sero observados critrios uniformes para evitar que imveis

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 185

    assemelhados tenham indicaes discrepantes.

    Art. 849. Tratando-se de imvel localizado em esquina, devem ser abertas indicaes para todas as ruas confluentes.

    Art. 850. Sempre que forem averbadas a mudana da denominao do logradouro para o qual o im-vel faa frente, a construo de prdio ou a mudana de sua numerao, dever ser feita nova indicao no Livro n. 4. Se forem utilizadas fichas, ser aberta outra e conservada a anterior, com remisses recprocas.

    Art. 851. Os imveis rurais devero ser indicados no Livro n. 4, no s por sua denominao, mas tam-bm por todos os demais elementos disponveis para permitir a sua precisa localizao.

    1 Dentre os elementos recomendados, devem figurar aqueles atinentes a acidentes geogrficos conhecidos e mencionados nas respectivas matrculas.

    2 Cada elemento de identificao utilizado deve ensejar uma indicao.

    Art. 852. A meno do nmero de inscrio no cadastro do INCRA (CCIR) obrigatria, devendo, em casos de omisso, ser includa, sempre quando realizado novo assentamento.

    Subseo VII

    Livro n. 5 Indicador Pessoal

    Art. 853. O Livro n. 5 ser o repositrio dos nomes de todas as pessoas que, individual ou coletiva-mente, ativa ou passivamente, direta ou indiretamente, inclusive os cnjuges, figurarem nos demais livros, fazendo-se referncia aos respectivos nmeros de registros e ser feito por sistema de banco de dados.

    Pargrafo nico. Enquanto no for utilizado sistema de banco de dados dever ser feito por fichas que sero arquivadas por ordem alfabtica rigorosa.

    Art. 854. Ao lado do nome do interessado, dever constar o nmero de inscrio no Cadastro de Pessoas Fsicas (CPF), o do Registro Geral ( R G ) da cdula de identidade, ou a filia-o respectiva, quando se tratar de pessoa fsica; ou o nmero de inscrio no Cadastro Nacional da Pessoa Jurdica (CNPJ), quando pessoa jurdica.

    Pargrafo nico. O mesmo critrio ser seguido para pesquisa em banco de dados, a fim de facilitar a pesquisa pelo nmero do CPF ou do CNPJ.

    Art. 855. Aps a averbao de casamento, em sendo caso, deve ser aberta indicao do nome adotado pela mulher, com remisso ao nome antigo, cuja indicao ser mantida.

    Subseo VIII

    Livro de Registro de Aquisio de Imvel Rural Por Estrangeiro

  • 186

    Art. 856. O Livro de Registro de Aquisio de Imvel Rural por Estrangeiro servir para o cadastro especial das aquisies de terras rurais por pessoas fsicas (residentes no pas) e jurdicas estrangeiras, e dever conter:

    I meno do documento de identidade da parte contratante e da prova de residncia no territrio nacional, ou, se pessoa jurdica estrangeira ou a ela equiparada, os documentos comprobatrios de sua constituio e de licena para funcionar no BrasiL;

    II memorial descritivo do imvel, com rea, caractersticas, limites e confrontaes;

    III transcrio da autorizao do rgo competente, quando for o caso; e

    IV Meno ao nmero e a data do registro no Livro 2.

    Pargrafo nico. A escriturao do Livro de Registro de Aquisio de Imveis no dispensa a correspondente no Livro n. 2.

    Art. 857. Este livro poder ser escriturado pelo sistema de fichas, desde que adotados os mesmos elementos de autenticidade das matrculas.

    Art. 858. Todas as aquisies de imveis rurais por estrangeiros devero ser obrigatria e trimestral-mente comunicadas ao INCRA e Corregedoria Geral da Justia, cuja comunicao dever ocorrer at o dcimo dia dos meses de janeiro, abril, julho e outubro, mencionando-se os meses do trimestre findo.

    1 Na hiptese de inexistncia de aquisio de imvel rural por estrangeiro, a comunicao negativa tambm obrigatria e ser feita trimestralmente Corregedoria Geral da Justia.

    2 As comunicaes sero realizadas mediante a utilizao de planilhas previamente aprovadas pela Corregedoria Geral da Justia, acompanhadas de cpia reprogrfica da respectiva matrcula do imvel ento adquirido.

    3 . Sero tambm obrigatoriamente comunicadas Corregedoria Geral da Justia do Estado, to logo ocorram, com cpias reprogrficas das respectivas matrculas atualizadas, mas sem necessidade de preenchimento de novas planilhas, as transferncias, a brasileiros, de imveis rurais anteriormente adquiridos por estrangeiros.

    Art. 859. Na aquisio de imvel rural por pessoa estrangeira, fsica ou jurdica, da essncia do ato a escritura pblica, sendo vedado ao registrador, sob pena de responsabilidade, registrar escrituras que no atendam aos requisitos legais.

    Art. 860. O registrador dever manter controle atualizado quanto dimenso das reas adquiridas por pessoas estrangeiras, e destas, a dimenso dos da mesma nacionalidade, visando cumprir as restries impostas pela Lei n. 5.709/71, regulamentada pelo Decreto n. 74.965/74.

    Art. 861. A pessoa fsica estrangeira, ainda que casada com brasileiro (a) e mesmo residindo no Brasil e com filhos brasileiros, para adquirir imvel rural, submete-se s exigncias da Lei n.

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 187

    5.701/71, regulamentada pelo Decreto n. 74.965/74.

    Art. 862. O cidado portugus declarado titular de direitos civis em igualdade de condies com os brasileiros (CF, art. 12, 1) poder livremente adquirir imveis rurais, mediante comprovao dessa condio com apresentao da carteira de identidade perante o tabelio de notas ou o registrador, consignando-se o fato no registro.

    Art. 863. Aplicam-se as mesmas restries relativas aquisio de imvel rural por estrangeiros aos casos de fuso ou incorporao de empresas, de alterao de controle acionrio da socie-dade, ou de transformao de pessoa jurdica nacional para pessoa jurdica estrangeira.

    Subseo IX

    Controle de Indisponibilidade de Bens

    Art. 864. Os delegados do servio de Registro de Imveis devero manter registro em base de dados informatizada destinada ao controle das indisponibilidades de bens comunicadas pela Cor-regedoria Geral da Justia e por autoridades judiciais e administrativas que detenham essa competncia legal.

    Art. 865. Os registros contero a data da comunicao ou ordem judicial, a indicao do Juzo ou rgo emissor, o nmero do mandado ou do ofcio que lhe deu origem, os nomes e os n-meros dos CPFs ou CNPJs das pessoas cujos bens foram declarados indisponveis.

    Art. 866. Verificada a existncia de imveis no nome comunicado, a indisponibilidade de bens ser averbada margem da respectiva transcrio, inscrio ou na matrcula.

    Pargrafo nico. As indisponibilidades averbadas em decorrncia de deciso administrativa ou judicial do 1 do art. 53, da Lei n. 8.212, de 24 de julho de 1991, no impedem a alienao, onerao e constries judiciais do imvel.

    Art. 867. comunicaes que determinarem cancelamento total ou parcial sero efetivadas na matr-cula do imvel.

    Art. 868. Todas as comunicaes sero arquivadas em pasta ou classificador prprio, depois de certi-ficado, no verso, o respectivo registro ou averbao, ou que realizada a pesquisa, consta-tou-se a inexistncia de imveis no nome indicado.

    Art. 869. Enquanto no for implantado sistema informatizado na forma do art. 864, os nomes das pessoas cujos bens foram tornados indisponveis devero constar em fichas do Indicador Pessoal (Livro n. 5) para consulta simultnea com a de ttulos contraditrios.

    Art. 870. Em caso de aquisio de imvel por pessoa cujos bens foram atingidos por indisponibilidade dever o Oficial, imediatamente aps o lanamento do registro aquisitivo na matrcula do imvel, promover a averbao da indisponibilidade, independentemente de prvia con-sulta ao adquirente, comunicando a prtica do ato a autoridade que imps a constrio.

  • 188

    Art. 871. No caso de indisponibilidade de bens requerida pelo Ministrio Pblico, se a liberao de restrio do imvel decorreu de deciso que no constatou em Ao Civil Pblica a respon-sabilidade do interessado, proprietrio do bem imvel, o cancelamento dever ser isento de custas e emolumentos, considerando que decorre de atos de funo institucional do Ministrio Pblico (CF, art. 129, III).

    Art. 872. No caso de liberao de restrio de imvel em que advm por assumir o proprietrio a responsabilidade, ou em virtude de proviso administrativa ou judicial, sero devidos os respectivos emolumentos, de acordo com o que prev a legislao de regncia (Lei de Registros Pblicos, art. 14).

    Subseo X

    Das Pessoas

    Art. 873. O registro e a averbao podero ser provocados por qualquer pessoa, incumbindo-lhe as despesas respectivas.

    Art. 874. Nos atos a ttulo gratuito, o registro pode tambm ser promovido pelo transferente, acom-panhado da prova de aceitao do beneficiado.

    Art. 875. O registro do penhor rural independe do consentimento do credor hipotecrio.

    Art. 876. So considerados, para fins de escriturao, credores e devedores, respectivamente:

    I - nas servides, o dono do prdio dominante e o do prdio serviente;

    II - no uso, o usurio e o proprietrio;

    III - na habitao, o habitante e o proprietrio;

    IV - na anticrese, o mutuante e o muturio;

    V - no usufruto, o usufruturio e o proprietrio;

    VII - na enfiteuse, o senhorio e o enfiteuta;

    VIII - na constituio de renda, o beneficirio e o rendeiro censurio;

    IX - na locao, o locatrio e o locador;

    X - nas promessas de compra e venda, o promitente comprador e o promitente vendedor;

    XI - nas penhoras e aes, o autor e o ru;

    XII - nas cesses de direito, o cessionrio e o cedente;

    XIII - nas promessas de cesso de direitos, o promitente cessionrio e o promitente cedente.

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 189

    Subseo XI

    Dos Ttulos

    Art. 877. Somente so admitidos registros:

    I - as escrituras pblicas, inclusive as lavradas em consulados brasileiros;

    II os escritos particulares autorizados em lei, assinados pelas partes e testemunhas, com as firmas reconhecidas, sendo dispensado o reconhecimento de firmas quando se tratar de atos praticados por entidades vinculadas ao Sistema Financeiro da Habitao;

    III os atos autnticos de pases estrangeiros com fora de instrumento pblico, legalizados e traduzidos na forma da lei, e registrados no cartrio do Registro de Ttulos e Documentos, assim como sentenas proferidas por tribunais estrangeiros aps homologao pelo Superior Tribunal de Justia;

    IV as cartas de sentena, formais de partilha, certides e mandados extrados de autos de processo.

    V os contratos ou termos administrativos, assinados com a Unio, Estados e Municpios no mbito de programas de regularizao fundiria, dispensado o reconhecimento de firma. (Includo pela Medida Provisria n. 459, de 2009).

    Art. 878. O ttulo de natureza particular, apresentado em uma s via, ser devidamente arquivado em cartrio, fornecendo o oficial, a pedido, certido do mesmo.

    Pargrafo nico. Deve ser adotado sistema de arquivamento adequado e compatvel com o movimento do cartrio, de forma a permitir rpida localizao e fcil consulta.

    Art. 879. Se adotado sistema autorizado de microfilmagem (Lei n. 5.433, de 8.5.1968) ou de arqui-vamento digital que atenda aos requisitos da Infraestrutura de Chaves Pblicas Brasileira (ICP-Brasil) e arquitetura e-PING (Padres de Interoperabilidade de Governo Eletrnico), ser dispensvel o arquivamento dos documentos particulares, que podero ser devolvi-dos aos interessados.

    Art. 880. Para o registro de imveis adquiridos para fins residenciais, com financiamento do Sistema Financeiro da Habitao, dever ser exigida, caso a circunstncia no conste expressa-mente do prprio ttulo, declarao escrita do interessado, a qual permanecer arquivada em cartrio, esclarecendo tratar-se de primeira aquisio, a fim de possibilitar o exato cumprimento do disposto no art. 290, da Lei n. 6.015, de 31 de dezembro de 1973, e seu posterior controle.

    1 Em caso positivo, a reduo prevista para cobrana dos emolumentos incidir exclusivamente sobre o financiamento.

    2 Quando do registro de escrituras ou escritos particulares autorizados por lei, que tenham por objeto os imveis hipotecados a entidades do Sistema Financeiro da Habitao (SFH) os oficiais, sob pena de responsabilidade, procedero na forma do

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    disposto no art. 292, da Lei n. 6.015, de 31 de dezembro de 1973.

    Art. 881. A formalizao de venda, promessa de venda, cesso ou promessa de cesso relativas a imvel financiado atravs do SFH dar-se- em ato concomitante transferncia do finan-ciamento respectivo, com a intervenincia obrigatria da instituio financiadora (Lei n. 8.004, de 14 de maro de 1990).

    Art. 882. Tratando-se de usucapio, os requisitos da matrcula e do registro devem constar do man-dado judicial.

    1 Quando se tratar de imvel transcrito, total ou parcialmente, caber ao Oficial fazer as remisses e averbaes, margem dos registros (transcries, inscries) relativamente a matricula que abrir para registrar o mandado de usucapio.

    2 Se o imvel transcrito ou matriculado foi objeto da usucapio integralmente e, do mandado e peas constam a mesma descrio do ato registrrio anterior, basta remisso, na transcrio, indicando a abertura da matricula, com as referncias indispensveis no Indicador Pessoal.

    3 Se o imvel matriculado for usucapido e a descrio se identificar com a constante da matricula, o mandado ser registrado na matricula j existente, considerado o princpio da unitariedade da matricula, embora no haja impedimento para abertura de nova matrcula e registro da sentena judicial, encerrando-se aquela.

    4 Quando se tratar de mandado de usucapio que diga respeito a imvel aparentemente no transcrito ou matriculado, isto , quando os dados relativos ao registro anterior no constarem do mandado, ainda assim dever o oficial fazer as verificaes que entender cabveis, para apurar se do mesmo foi omitido o nmero de transcrio ou matricula, para os fins de que tratam os pargrafos deste artigo.

    Art. 883. Incumbe ao oficial impedir o registro de ttulo que no satisfaa os requisitos exigidos pela lei, quer sejam consubstanciados em instrumento pblico ou particular, quer em atos judiciais.

    Art. 884. Com exceo do recolhimento do imposto de transmisso, quando devido, nenhuma exign-cia relativa quitao de dbitos para com a Fazenda Pblica far o oficial, para o registro de ttulos judiciais.

    SEO IV

    DA ALIENAO FIDUCIRIA DE BENS IMVEIS

    SUBSEO I

    Das Disposies Gerais

    Art. 885. A alienao fiduciria regulada pela Lei n. 9.514, de 20 de novembro de 1997 e alteraes posteriores o negcio jurdico pelo qual o devedor, ou fiduciante, com o escopo de ga-

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 191

    rantia, contrata a transferncia ao credor, ou fiducirio, da propriedade resolvel de coisa imvel e pode ser contratada por qualquer pessoa, fsica ou jurdica, no sendo privativa das entidades que operam no Sistema de Financiamento Imobilirio (SFI).

    Art. 886. A alienao fiduciria ser constituda mediante registro do contrato na matrcula do imvel objeto do negcio, no Registro de Imveis competente.

    Art. 887. Com a constituio da propriedade fiduciria, d-se o desdobramento da posse, tornando-se o fiduciante possuidor direto e o fiducirio possuidor indireto da coisa imvel.

    Art. 888. O imvel enfitutico pode ser objeto de alienao fiduciria, no havendo necessidade de anuncia do senhorio e do pagamento do laudmio, porque a transmisso se faz somente em carter fiducirio, com escopo de garantia.

    Art. 889. O pagamento do laudmio ocorrer se e quando houver a transmisso da propriedade plena, mediante sua consolidao em favor do credor fiducirio.

    Art. 890. Os atos e contratos referidos na Lei n. 9.514/1997 ou resultantes da sua aplicao, mesmo aqueles que visem constituio, transferncia, modificao ou renncia de direitos reais sobre imveis, podero ser celebrados por escritura pblica ou por instrumento particular com efeitos de escritura pblica.

    Pargrafo nico. Os agentes financeiros autorizados a funcionar pelo Banco Central do Brasil esto dispensados do reconhecimento de firma.

    Art. 891. O contrato que serve de ttulo ao negcio fiducirio dever conter os seguintes requisitos, previstos no artigo 24, da Lei n. 9.514/1997:

    I o valor do principal da dvida;

    II o prazo e as condies de reposio do emprstimo ou do crdito do fiducirio;

    III a taxa de juros e os encargos incidentes;

    IV a clusula de constituio da propriedade fiduciria, com a descrio do imvel objeto da alienao fiduciria e a indicao do ttulo e modo de aquisio;

    V a clusula assegurando ao fiduciante, enquanto adimplente, a livre utilizao, por sua conta e risco, do imvel objeto da alienao fiduciria;

    VI a indicao, para efeito de venda em pblico leilo, do valor do imvel e dos critrios para a respectiva reviso;

    VII a clusula dispondo sobre os procedimentos do eventual leilo do imvel alienado fiduciariamente;

    VIII O prazo de carncia a ser observado antes que seja expedida intimao para purgao de mora ao devedor, ou fiduciante, inadimplente.

    Art. 892. O termo de quitao emitido pelo credor fiducirio o ttulo hbil para averbar a reverso da propriedade plena para o nome do devedor fiduciante, mediante cancelamento do

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    registro da propriedade fiduciria, s podendo ser substitudo por escritura pblica de quitao ou sentena judicial transitada em julgado.

    Art. 893. O devedor fiduciante, com anuncia expressa do credor fiducirio, poder transmitir seu direito real de aquisio sobre o imvel objeto da alienao fiduciria em garantia, assu-mindo o cessionrio adquirente as respectivas obrigaes, na condio de novo devedor fiduciante.

    Art. 894. Para efeito de assentamento no Registro de Imveis, o ttulo que instrumenta a transfern-cia de direitos e obrigaes dever ingressar para ato de registro na matrcula do imvel, cabendo ao Oficial observar a regularidade do recolhimento do imposto de transmisso respectivo.

    Art. 895. A cesso do crdito objeto da alienao fiduciria implicar na transferncia ao cessionrio de todos os direitos e obrigaes inerentes propriedade fiduciria em garantia e inde-pende de anuncia do devedor fiduciante.

    1 Havendo cesso da posio do credor fiducirio, indispensvel prvia averbao da cesso de crdito na matrcula do imvel, para fins de substituio do credor e proprietrio fiducirio originrio da relao contratual pelo cessionrio, o qual fica integralmente sub-rogado nos direitos e obrigaes do contrato de alienao fiduciria.

    2 A cesso da posio do credor fiducirio no constitui hiptese de incidncia de imposto de transmisso inter vivos, que somente ser devido quando da consolidao da propriedade em favor do credor fiducirio, se ocorrer o inadimplemento do devedor fiduciante.

    3 Dispensvel a averbao da cesso de que trata o subitem anterior no caso do crdito ter sido negociado no mercado secundrio de crditos imobilirios, representado por Cdula de Crdito Imobilirio (CCI) sob a forma escritural, hiptese em que o credor ser indicado pela entidade custodiante mencionada na cdula.

    Subseo II

    Das Intimaes e da Consolidao da Propriedade Fiduciria

    Art. 896. Em caso de falta de pagamento de prestaes por parte do devedor fiduciante, para os fins previstos no art. 26 da Lei Federal n. 9.514/1997, os Oficiais de Registro de Imveis somente aceitaro e faro intimaes quando a alienao fiduciria esteja devidamente registrada e j tenha decorrido o prazo de carncia previsto no contrato, de conformidade com 2 do mencionado art. 26.

    1 Do requerimento do credor fiducirio dirigido ao Oficial do Registro de Imveis competente (aquele em que estiver matriculado o imvel objeto do negcio) devem constar, necessria e discriminadamente, as seguintes informaes:

    I - Nome e nmero do CPF do devedor fiduciante (e de seu cnjuge, se for casado for

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 193

    em regime de bens que exija concomitante intimao), dispensada a indicao de outros elementos qualificativos;

    II - Endereo residencial atual e anterior, se houver;

    III - Endereo comercial, se houver;

    IV - Nmeros de telefones residencial, comercial e mvel para contato, se houver;

    V - Endereo eletrnico (e-mail), se houver;

    VI - Declarao de que j decorreu o prazo de carncia estipulado no contrato;

    VII - Planilha com demonstrativo do dbito e projeo de valores atualizados para pagamento da dvida, ou o valor total a ser pago pelo fiduciante por perodos de vencimento, hiptese esta em que fica dispensada a apresentao da planilha;

    VIII - indicao do local, data, nome por extenso e nmero do CPF do credor fiducirio ou seu representante legal, dispensada a indicao de outros elementos qualificativos;

    IX - Comprovante de representao legal do credor fiducirio pelo signatrio do requerimento, quando for o caso;

    2 Da planilha com demonstrativo do dbito e projeo de valores atualizados para purgao da mora dentro dos trinta (30) dias subsequentes data do requerimento, no caso de dvida com juros calculados pro rata die, dever constar de forma discriminada indicaes sobre as prestaes vencidas e as que se vencerem at a data do pagamento, os juros convencionais, as penalidades e os demais encargos contratuais, os encargos legais, inclusive tributos e as contribuies condominiais imputveis ao imvel. Faculta-se ao credor fiducirio apresentar o valor total a ser pago pelo devedor fiduciante, por perodos de vencimento, hiptese em que fica dispensada a apresentao de planilha.

    3 vedada a incluso na planilha ou demonstrativo do valor a ser pago por perodos de vencimento de valores que correspondem ao vencimento antecipado da dvida, em decorrncia de clusula contratual.

    4 No cabe ao Oficial do registro de Imveis examinar a regularidade do clculo apresentado, salvo a hiptese do subitem anterior.

    5 O requerimento poder ser apresentado em uma nica via, dispensado o reconhecimento de firma quando se tratar de agente financeiro autorizado a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Prenotado e encontrando-se em ordem, dever ser autuado com todas as peas apresentadas, formando-se um processo para cada procedimento de execuo extrajudicial.

    6 Poder ser exigido no ato do requerimento depsito prvio dos emolumentos e demais despesas, caso em que, igual importncia dever ser reembolsada ao apresentante, por ocasio da prestao de contas, quando ressarcidas pelo devedor

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    fiduciante. As despesas devero ser cotadas, de forma discriminada.

    7 O requerimento de intimao dever ser lanado no controle geral de ttulos contraditrios, a fim de que, em caso de eventual expedio de certido da matrcula do imvel, seja consignada a existncia da prenotao do requerimento, cuja prenotao dever ser prorrogada at finalizao dos procedimentos.

    8. Quando o credor fiducirio for pessoa jurdica, incumbir ao oficial verificar, com base no estatuto social, a regularidade da representao societria, especialmente se quem requer a intimao tem poderes para tanto.

    9 Dever o Oficial de Registro de Imveis expedir intimao para ser cumprida em cada um dos endereos fornecidos pelo credor fiducirio onde conste, necessria e discriminadamente, o seguinte:

    I - Os dados relativos ao imvel e ao contrato de alienao fiduciria;

    II - O demonstrativo do dbito decorrente das prestaes vencidas e no pagas e das que se vencerem at a data do pagamento, os juros convencionais, as penalidades e os demais encargos contratuais, os encargos legais, inclusive tributos e as contribuies condominiais imputveis ao imvel, bem como a projeo dos valores atualizados para purgao da mora. Poder incluir cpia da planilha apresentada, quando houver, ou o valor total a ser pago pelo devedor fiduciante por perodos de vencimento.

    III - Os valores correspondentes s despesas de cobrana e de intimao que devero ser pagos diretamente ao Cartrio de Registro de Imveis, no ato e em dinheiro ou cheque administrativo ou visado, salvo se o devedor fiduciante optar pelo pagamento diretamente ao credor fiducirio por intermdio de boleto bancrio, hiptese em que as despesas sero pagas por este ltimo.

    IV - A informao de que o pagamento dever ser efetuado no Cartrio de Registro de Imveis ou por boleto bancrio que acompanhar intimao ou poder ser retirado na serventia, consignando-se o seu endereo, dias e horrios de funcionamento;

    V - A advertncia de que o pagamento do dbito discriminado dever ser feito no prazo improrrogvel de quinze (15) dias, contado da data do recebimento da intimao;

    VI - A advertncia de que o no pagamento no prazo estipulado garante o direito de consolidao da propriedade do imvel em favor do credor fiducirio, nos termos do 7, do art. 26, da Lei n. 9.514/97.

    10 A intimao far-se- pessoalmente ao fiduciante, ou ao seu representante legal ou ao procurador regularmente constitudo, podendo ser promovida, por solicitao do Oficial do Registro de Imveis, por Oficial de Registro de Ttulos e Documentos da comarca da situao do imvel ou do domiclio de quem deva receb-la, ou pelo correio, com aviso de recebimento (AR), salvo regra previamente estabelecida no contrato de financiamento.

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 195

    11 Preferente a intimao dever ser feita pelo servio extrajudicial. Quando o Oficial de Registro de Imveis optar pela via postal, dever utilizar-se de Sedex registrado, com aviso de recebimento (AR), alm do servio denominado mo prpria (MP), a afim de que a correspondncia seja entregue, exclusivamente, ao destinatrio.

    12 Ocorrendo o comparecimento espontneo do devedor fiduciante, a notificao ser feita diretamente pelo Oficial do Registro de Imveis ou seu preposto, ficando as despesas circunscritas aos emolumentos referentes prenotao e notificao, vedada a cobrana de eventuais despesas postais ou com diligncias. Ocorrendo o pronto pagamento, ficaro excludos, tambm, os emolumentos relativos notificao.

    13 Cuidando-se de vrios devedores fiduciantes, ou cessionrios, inclusive cnjuges, necessria a promoo da intimao individual de todos eles.

    14 Na hiptese de falecimento do fiduciante a intimao dever ser feita ao inventariante, caso haja inventrio ou arrolamento em trmite judicial, devendo ser apresentados cpias autnticas da certido de bito e do termo de compromisso de inventariante, ou certido passada pelo ofcio judicial. No tendo havido abertura de inventrio ou arrolamento judicial, sero devidamente intimados todos os herdeiros e legatrios do fiduciante, os quais devero ser indicados pelo credor-fiducirio. Neste caso devero ser apresentadas cpias autnticas da certido de bito e do testamento, quando houver ou declarao de inexistncia de testamento emitida pelo Registro Central de Testamentos Online RCTO ou cpia da escritura pblica de inventrio e partilha.

    15 As intimaes de pessoas jurdicas sero feitas aos seus representantes legais, indicados pelo credor fiducirio, dispensada a apresentao dos respectivos atos constitutivos.

    Art. 897. A tentativa de intimao de devedor fiduciante que no for encontrado nos endereos indi-cados pelo credor, dever ser feita no endereo de seu domiclio constante do contrato e no do respectivo imvel.

    Art. 898. Quando o fiduciante, ou seu representante legal ou procurador regularmente constitudo se encontrar em local incerto e no sabido, o oficial incumbido da intimao certificar o fato e o oficial do Registro de Imveis promover a intimao por edital, publicado por trs dias, pelo menos, em um dos jornais de maior circulao local ou noutro de comarca de fcil acesso, se no local no houver imprensa diria.

    Art. 899. Na hiptese de o devedor fiduciante, ou seu representante legal ou procurador regularmente constitudo se ocultar de forma a no permitir a intimao, o oficial de Registro de Imveis certificar essa circunstncia, a fim de que o credor fiducirio promova a intimao do fiduciante, pela via judicial. O procedimento extrajudicial ser mantido aberto por mais sessenta (60) dias, findo os quais ser arquivado, se no houver manifestao do credor fiducirio.

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    Art. 900. A intimao judicial dever conter os requisitos do art. 896, 9.

    Art. 901. Os autos de intimao judicial, entregues parte na forma do art. 872, do CPC, sero jun-tos aos autos do procedimento em curso no Registro de Imveis, para fins de controle da purgao da mora.

    Art. 902. No caso de no localizao ou de ocultao do devedor, a notificao judicial somente ser aceita para fins de publicao de editais e controle da purgao da mora, se constar da certido do oficial de justia que o intimando foi procurado nos endereos fornecidos pelo credor fiducirio, alm daquele mencionado no contrato e no do prprio imvel objeto da alienao fiduciria.

    Art. 903. Verificada ocorrncia de qualquer irregularidade ou omisso na intimao judicial, o Oficial de Registro de Imveis dever elaborar nota de devoluo circunstanciada, a fim de que o credor fiducirio promova nova notificao judicial.

    Art. 904. Purgada a mora perante o Registro de Imveis competente, mediante pagamento dos valo-res informados no demonstrativo e na respectiva projeo, o oficial entregar recibo ao devedor fiduciante e, nos trs dias teis seguintes, comunicar esse fato ao credor fiduci-rio para retirada na serventia das importncias ento recebidas, ou proceder entrega diretamente para o fiducirio.

    Art. 905. Embora seja recomendvel que o pagamento seja feito por meio de cheque administrativo ou visado, nominal ao credor fiducirio, no poder o Oficial de Registro de Imveis recu-sar o recebimento, quando feito em espcie, na moeda corrente nacional.

    Art. 906. Decorrido o prazo da intimao sem purgao da mora, o oficial do Registro de Imveis, lan-ar Certido de Transcurso de Prazo Sem Purgao da Mora e dar cincia ao requerente, para eventual requerimento de consolidao da propriedade fiduciria, no prazo de cento e vinte (120) dias.

    Art. 907. A consolidao da plena propriedade ser feita vista de requerimento escrito, instrudo com a prova do pagamento do imposto de transmisso inter vivos e, se for o caso, do lau-dmio, e de eventual depsito prvio dos emolumentos. Para tais fins, ser considerado o preo ou valor econmico declaro pelas partes ou valor tributrio do imvel, independen-temente do valor remanescente da dvida.

    Pargrafo nico. O requerimento para consolidao da propriedade fiduciria ser juntado aos autos do procedimento extrajudicial. Decorrido o prazo de cento e vinte (120) dias sem as providncias elencadas no item anterior, os autos sero arquivados. Ultrapassado esse prazo, a consolidao da propriedade fiduciria exigir novo procedimento de execuo extrajudicial.

    Art. 908. O fiduciante pode, com anuncia do fiducirio, dar seu direito eventual ao imvel em pagamento da dvida, dispensada a realizao do leilo (Lei n. 9.514/97, art. 26, 8).

    Art. 909. A dao em pagamento enseja o recolhimento do imposto de transmisso de bens imveis, calculado sobre o valor do saldo devedor e demais encargos, ou sobre o valor venal do

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 197

    imvel, prevalecendo o maior, podendo ser adotada para sua elaborao a forma pblica ou particular.

    Art. 910. Uma vez consolidada a propriedade em nome do fiducirio, este dever promover a realizao de leilo pblico para venda do imvel, nos trinta dias (30) subsequentes, contados da data do registro da consolidao da propriedade, no cabendo ao oficial do Registro de Imveis o controle desse prazo (Lei n. 9.514/97, art. 26, 7).

    Pargrafo nico. Havendo lance vencedor, a transmisso do imvel ao licitante ser feita por meio de contrato de compra e venda que poder ser celebrado por instrumento pblico ou particular (Lei n. 9.514/97, art. 38) e respectivo registro no Registro de Imveis competente. No ttulo dever figurar, de um lado, como vendedor, o antigo credor fiducirio e, de outro, como comprador, o licitante vencedor.

    Art. 911. A averbao dos leiles negativos ser feita a requerimento do antigo credor fiducirio ou de pessoa interessada, instrudo com cpias autnticas das publicaes dos leiles, dos autos negativos, assinados por leiloeiro oficial.

    Art. 912. Na contagem dos prazos do contrato de alienao fiduciria, exclui-se o dia do comeo e inclui-se o dia do vencimento. Encerrando-se o prazo regulamentar em sbado, domingo ou feriado, prorroga-se para o primeiro dia til subsequente.

    Art. 913. Os procedimentos previstos nesta subseo podero ser feitos sob a forma eletrnica, por meio da Central de Servios Eletrnicos Compartilhados dos Registradores de Imveis (Central Registradores de Imveis), cumpridos os requisitos previstos para o acesso de ttulos ao Protocolo Eletrnico de Ttulos (e-Protocolo).

    Subseo III

    Da Cdula de Crdito Imobilirio

    Art. 914. A Cdula de Crdito Imobilirio (CCI) emitida para representar crdito imobilirio decor-rente de financiamento ou de outro contrato imobilirio.

    Art. 915. A CCI ser emitida pelo credor do crdito imobilirio e poder ser integral, quando represen-tar a totalidade do crdito, ou fracionria, quando representar parte dele, no podendo a soma das CCIs fracionrias emitidas em relao a cada crdito, exceder o valor total do crdito que representam.

    Art. 916. As CCIs fracionrias podero ser emitidas simultaneamente ou no, a qualquer momento antes do vencimento do crdito que representam.

    Art. 917. Sendo o crdito imobilirio garantido por direito real, a emisso da CCI ser averbada no Registro de Imveis, na respectiva matrcula, devendo dela constar, exclusivamente, o nmero, a srie e a instituio custodiante.

    Art. 918. A averbao da emisso da CCI e o registro da garantia do crdito respectivo, quando soli-

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    citados simultaneamente, sero considerados como ato nico para efeito de cobrana de emolumentos.

    Art. 919. Quando a CCI for apresentada isolada e posteriormente, os emolumentos devidos pela aver-bao de sua emisso sero cobrados como averbao sem valor declarado.

    Art. 920. A CCI dever conter:

    I a denominao Cdula de Crdito Imobilirio, quando emitida cartularmente;

    II o nome, a qualificao e o endereo do credor e do devedor e, no caso de emisso escritural, tambm o do custodiante;

    III a identificao do imvel objeto do crdito imobilirio, com a indicao da respectiva matrcula no Registro de Imveis competente e do registro da constituio da garantia, se for o caso;

    IV a modalidade da garantia, se for o caso;

    V o nmero e a srie da cdula;

    VI o valor do crdito que representa;

    VII a condio de integral ou fracionria e, nessa ltima hiptese, tambm a indicao da frao que representa;

    VIII o prazo, a data de vencimento, o valor da prestao total, nela includas as parcelas de amortizao e juros, as taxas, seguros e demais encargos contratuais de responsabilidade do devedor, a forma de reajuste e o valor das multas previstas contratualmente, com a indicao do local de pagamento;

    IX o local e a data da emisso;

    X a assinatura do credor, quando emitida cartularmente;

    XI a autenticao pelo Oficial do Registro de Imveis competente, no caso de contar com garantia real; e

    XII clusula ordem, se endossvel.

    Art. 921. A emisso e a negociao de CCI independem de autorizao do devedor do crdito imobili-rio que ela representa.

    Art. 922. A cesso do crdito representado por CCI implica automtica transmisso das respectivas garantias ao cessionrio, sub-rogando-o em todos os direitos representados pela cdula, ficando o cessionrio, no caso de contrato de alienao fiduciria, investido na proprieda-de fiduciria.

    Art. 923. A cesso de crdito garantido por direito real, quando representado por CCI emitida sob a forma escritural, est dispensada de averbao no Registro de Imveis, aplicando-se, no que a Lei n. 10.931, de 02 de agosto de 2004 no contrarie o disposto no art. 286 e seguin-

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 199

    tes do Cdigo Civil Brasileiro.

    Art. 924. Como a cesso de crdito por CCI implica automtica transmisso das respectivas garantias e direitos ao cessionrio, incluindo a propriedade fiduciria, em caso de requerimento de consolidao, as respectivas cesses devero ser previamente averbadas na matrcula do imvel, em ato nico.

    Pargrafo nico. No caso de CCI emitida sob a forma escritural, caber instituio custodiante identificar o atual credor fiducirio, para fins de previa averbao da cesso, em ato nico.

    Art. 925. A CCI, objeto de securitizao nos termos da Lei n. 9.514, de 20 de novembro de 1997, ser identificada no respectivo Termo de Securitizao de Crditos, mediante indicao do seu valor, nmero, srie e instituio custodiante, dispensada a enunciao das informaes j constantes da Cdula ou do seu registro na instituio custodiante.

    Art. 926. O regime fiducirio de que trata a Seo VI, do Captulo I, da Lei n 9.514, de 20 de novem-bro de 1997, no caso de emisso de Certificados de Recebveis Imobilirios lastreados em crditos representados por CCI, ser registrado na instituio custodiante.

    Art. 927. O resgate da dvida representada pela CCI prova-se com a declarao de quitao, emitida pelo atual credor, identificado pela instituio custodiante, ou na falta desta, por outros meios admitidos em Direito, qual o Oficial far meno no corpo da averbao, dispen-sada averbao autnoma da cesso.

    Art. 928. Os emolumentos devidos aos Cartrios de Registro de Imveis para cancelamento do regime fiducirio e das garantias reais existentes sero cobrados como ato nico.

    Art. 929. vedada a averbao da emisso de CCI com garantia real quando houver prenotao ou registro de qualquer outro nus real sobre os direitos imobilirios, inclusive penhora ou averbao de qualquer mandado ou ao judicial.

    Subseo IV

    Das Retificaes do Registro

    Art. 930. A retificao administrativa de erro constante do registro ser feita pelo Oficial de Registro de Imveis ou por meio de procedimento judicial, a requerimento do interessado.

    1 O oficial retificar o registro ou a averbao, de ofcio ou a requerimento do interessado, quando se tratar de erro evidente e nos casos de:

    I - omisso ou erro cometido na transposio de qualquer elemento do ttulo;

    II - indicao ou atualizao de confrontao;

    III - alterao de denominao de logradouro pblico, comprovada por documento

  • 200

    oficial;

    IV - retificao que vise a indicao de rumos, ngulos de deflexo ou insero de coordenadas georreferenciadas, em que no haja alterao das medidas perimetrais, cuidando para que a retificao no altere a conformidade fsica do imvel, e para que na insero de coordenadas georreferenciadas seja observado o previsto no art. 806, 2 e 3;

    V - alterao ou insero que resulte de mero clculo aritmtico, feito a partir das medidas perimetrais constantes do registro;

    VI - reproduo de descrio de linha divisria de imvel confrontante que j tenha sido objeto de retificao;

    VII - insero ou modificao dos dados de qualificao pessoal das partes, comprovada por documentos oficiais, exigido despacho judicial quando houver necessidade de produo de outras provas.

    2 Os documentos em que se fundarem a retificao, bem como a motivao do ato pelo oficial registrador nos casos dos incisos I, II, III e IV do 1, devero ser arquivados em classificador prprio, microfilme ou sistema informatizado, com remisses recprocas que permitam sua identificao e localizao. Efetuada a retificao com base nos assentamentos j existentes no registro imobilirio, dever ser feita remisso na matrcula ou transcrio, tambm de modo a permitir sua identificao e localizao.

    3 Promovida de ofcio a retificao prevista nos incisos I, II, III e IV, do 1, devero ser notificados os proprietrios do imvel, arquivando-se comprovante da notificao ou dos atos praticados em classificador prprio, microfilme ou arquivo informatizado, com ndice nominal. A notificao ser feita pessoalmente pelo oficial registrador ou preposto para isso designado, pelo Correio com aviso de recebimento, ou pelo Oficial de Registro de Ttulos e Documentos, dispensada a notificao por edital quando no localizado o destinatrio pelas demais formas indicadas.

    Art. 931. A retificao do Registro de Imveis, no caso de insero ou alterao de medida perimetral de que resulte, ou no, alterao de rea, poder ser feita a requerimento do interessado, instrudo com planta e memorial descritivo, assinados pelo requerente, pelos confrontan-tes e por profissional legalmente habilitado, com prova de Anotao de Responsabilidade Tcnica (ART), no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura CREA ou Registro de Responsabilidade Tcnica (RRT), no Conselho de Arquitetura e Urbanismo CAU.

    Art. 932. As assinaturas sero identificadas com a qualificao e a indicao da qualidade de quem as lanou (confinante tabular, possuidor de imvel contguo ou requerente da retificao).

    Art. 933. O requerimento de retificao ser lanado no Livro n. 1 - Protocolo, observada rigorosa-mente a ordem cronolgica de apresentao dos ttulos.

    Art. 934. O protocolo do requerimento de retificao de registro formulado com fundamento no art. 213, inciso II, da Lei n. 6.015/73 no gera prioridade nem impede a qualificao e o regis-

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 201

    tro, ou averbao, dos demais ttulos no excludentes ou contraditrios, nos casos em que da precedncia destes ltimos decorra prioridade de direitos para o apresentante.

    Art. 935. Protocolado o requerimento de retificao de registro de que trata o art. 213, inciso II, da Lei n. 6.015/73, dever sua existncia constar em todas as certides da matrcula, at que efetuada a averbao ou negada a pretenso pelo oficial registrador.

    Art. 936. Ocorrida a transmisso do domnio do imvel para quem no formulou, no manifestou sua cincia ou no foi notificado do requerimento de retificao, dever o adquirente ser no-tificado do procedimento em curso para que se manifeste em quinze (15) dias.

    Art. 937. considerado profissional habilitado para elaborar a planta e o memorial descritivo todo aquele que apresentar prova de Anotao de Responsabilidade Tcnica (ART), no Conse-lho Regional de Engenharia e Arquitetura CREA ou Registro de Responsabilidade Tcnica (RRT), no Conselho de Arquitetura e Urbanismo CAU.

    Art. 938. Uma vez atendidos os requisitos de que trata o inciso II, 1, do art. 213, da Lei n. 6.015/73 o oficial averbar a retificao no prazo mximo de trinta( 30) dias contados da data do protocolo do requerimento. A prtica do ato ser lanada, resumidamente, na coluna do Livro n. 1 - Protocolo, destinada a anotao dos atos formalizados, e dever ser certificada no procedimento administrativo da retificao.

    Art. 939. A retificao ser negada pelo Oficial de Registro de Imveis sempre que no for possvel verificar que a descrio na transcrio ou na matrcula a ser retificada corresponde ao imvel descrito na planta e no memorial descritivo (retificao intramuros), identificar todos os confinantes tabulares do registro a ser retificado, ou implicar transposio ou sobreposio de imvel ou parcela de imvel de domnio pblico, ainda que, neste ltimo caso, no seja impugnada.

    Art. 940. Se a planta no contiver a assinatura de algum confrontante, este ser notificado pelo Oficial de Registro de Imveis, a requerimento do interessado, para se manifestar em quinze dias, promovendo-se a notificao pessoalmente ou pelo correio, com aviso de recebimento, ou, por solicitao do Oficial de Registro de Imveis, pelo Oficial de Registro de Ttulos e Documentos da comarca da situao do imvel ou do domiclio de quem deva receb-la, ou por edital na hiptese do art. 952 deste cdigo.

    Art. 941. Os titulares do domnio do imvel objeto do registro retificando sero notificados para se manifestar em quinze (15) dias quando no tiverem requerido ou manifestado, voluntaria-mente, sua anuncia com a retificao.

    Art. 942. Entendem-se como confrontantes os proprietrios e os ocupantes dos imveis contguos. Na manifestao de anuncia, ou para efeito de notificao:

    I - o condomnio geral, de que tratam o art. 1.314 e seguintes do Cdigo Civil, ser representado por qualquer dos condminos;

    II - o condomnio edilcio, de que tratam o art. 1.331 e seguintes do Cdigo Civil, ser representado pelo sndico ou pela Comisso de Representantes;

  • 202

    III - sendo os proprietrios ou os ocupantes dos imveis contguos casados entre si e incidindo sobre o imvel comunho ou composse, bastar a manifestao de anuncia ou a notificao de um dos cnjuges;

    IV - sendo o casamento pelo regime da separao de bens ou no estando o imvel sujeito comunho decorrente do regime de bens, ou composse, bastar a notificao do cnjuge que tenha a propriedade ou a posse exclusiva;

    V - a Unio, o Estado, o Municpio, suas autarquias e fundaes podero ser notificadas por intermdio de sua Advocacia-Geral ou Procuradoria que tiver atribuio para receber citao em ao judicial. Podero tais pessoas de direito pblico, ainda, indicar previamente, junto a cada Juzo Corregedor Permanente, os procuradores responsveis pelo recebimento das notificaes e o endereo para onde devero ser encaminhadas.

    Art. 943. As pessoas jurdicas de direito pblico sero notificadas, caso no tenham manifestado pr-via anuncia, sempre que o imvel objeto do registro a ser retificado confrontar com outro pblico, ainda que dominical.

    Art. 944. A manifestao de anuncia ou a notificao do Municpio ser desnecessria quando o im-vel urbano estiver voltado somente para logradouro oficial e a retificao no importar em aumento de medida linear ou em alterao da configurao fsica do imvel, que possam faz-lo avanar sobre o bem municipal de uso comum do povo.

    Art. 945. A notificao poder ser dirigida ao endereo do confrontante constante no Registro de Im-veis, ao prprio imvel contguo ou quele fornecido pelo requerente.

    Art. 946. No sendo encontrado o confrontante nos endereos mencionados no item anterior, ou estando em lugar incerto e no sabido, tal fato ser certificado pelo oficial encarregado da diligncia, promovendo-se a notificao do confrontante mediante edital publicado por duas vezes em jornal local de grande circulao, com intervalo inferior a quinze (15) dias, para que se manifeste em quinze dias que sero contados da primeira publicao. O edital conter os nomes dos destinatrios e, resumidamente, a finalidade da retificao.

    Art. 947. Sero anexados ao procedimento de retificao os comprovantes de notificao pelo Correio ou pelo Oficial de Registro de Ttulos e Documentos e cpias das publicaes dos editais. Caso promovida pelo Oficial de Registro de Imveis, dever ser por este anexada ao pro-cedimento a prova da entrega da notificao ao destinatrio, com a nota de cincia por este emitida.

    Art. 948. Ser presumida a anuncia do confrontante que deixar de apresentar impugnao no prazo da notificao.

    Art. 949. Sendo necessrio para a retificao, o Oficial de Registro de Imveis realizar diligncias e vistorias externas e utilizar documentos e livros mantidos no acervo da serventia, inde-pendente da cobrana de emolumentos, lanando no procedimento da retificao certido relativa aos assentamentos consultados. Tambm poder o oficial, por meio de ato funda-mentado, intimar o requerente e o profissional habilitado para que esclaream dvidas e complementem ou corrijam a planta e o memorial descritivo do imvel, quando os apre-

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 203

    sentados contiverem erro ou lacuna.

    Pargrafo nico. As diligncias e as vistorias externas, assim como a conferncia do memorial e planta, podero ser realizadas pessoalmente pelo Oficial de Registro de Imveis, ou sob sua responsabilidade, por preposto ou por tcnico que contratar, devendo o resultado ser certificado no procedimento de retificao, com assinatura e identificao de quem efetuou a diligncia ou a vistoria. Consistindo a prova complementar na simples confrontao do requerimento apresentado com elementos contidos em documentos e livros mantidos no acervo da prpria serventia, competir ao oficial registrador indicar as certides e documentos que devero ser anexados ao procedimento.

    Art. 950. Findo o prazo sem impugnao e ausente impedimento para sua realizao, o oficial averba-r a retificao em, no mximo, trinta (30) dias. Averbada a retificao, ser a prtica do ato lanada, resumidamente, na coluna do Livro n. 1 - Protocolo, destinada anotao dos atos formalizados, e certificada no procedimento administrativo da retificao.

    Art. 951. Averbada a retificao pelo oficial, ser o procedimento respectivo, formado pelo reque-rimento inicial, planta, memorial descritivo, comprovante de notificao, manifestaes dos interessados, certides e demais atos que lhe forem lanados, arquivado em fichrio, classificador ou caixa numerada, com ndice alfabtico organizado pelo nome do reque-rente seguido do nmero do requerimento no Livro Protocolo. Este classificador poder ser substitudo, a critrio do oficial registrador, respeitadas as condies de segurana, mediante utilizao de sistema que preserve as informaes e permita futura atualizao, modernizao ou substituio, por arquivo em microfilme ou mdia digital.

    Art. 952. Oferecida impugnao motivada por confrontante ou pelo titular do domnio do imvel objeto do registro de que foi requerida a retificao, o oficial intimar o requerente e o profissional que houver assinado a planta e o memorial a fim de que se manifestem no prazo de dez (10) dias.

    1 Tratando-se de imvel urbano, decorrido o prazo de dez dias, prorrogvel uma nica vez pelo mesmo perodo a pedido, sem a formalizao de transao para solucionar a divergncia, o Oficial de Registro de Imveis:

    I - se a impugnao for infundada, rejeit-la- de plano por meio de ato motivado, do qual constem expressamente as razes pelas quais assim a considerou, e prosseguir na retificao caso o impugnante no recorra no prazo de dez (10) dias. Em caso de recurso, o impugnante apresentar suas razes ao Oficial de Registro de Imveis, que intimar o requerente para, querendo, apresentar contrarrazes no prazo de dez (10) dias e, em seguida, encaminhar os autos, acompanhados de suas informaes complementares, ao Juiz Corregedor Permanente da circunscrio em que situado o imvel; ou

    II - se a impugnao for fundamentada, depois de ouvir o requerente e o profissional que houver assinado a planta, na forma do item anterior, desta Subseo, encaminhar os autos ao Juiz Corregedor Permanente da circunscrio em que situado o imvel.

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    NOTA - Consideram-se infundadas a impugnao j examinada e refutada em casos iguais ou seme-lhantes pelo Juzo Corregedor Permanente ou pela Corregedoria Geral da Justia; a que o interessado se limita a dizer que a retificao causar avano na sua propriedade sem indicar, de forma plausvel, onde e de que forma isso ocorrer; a que no contm exposi-o, ainda que sumria, dos motivos da discordncia manifestada; a que ventila matria absolutamente estranha retificao; e a que o Oficial de Registro de Imveis, pautado pelos critrios da prudncia e da razoabilidade, assim reputar.

    2 Em qualquer das hipteses previstas no 1 deste artigo, os autos da retificao sero encaminhados ao Juiz Corregedor Permanente, que, de plano ou aps instruo sumria, examinar apenas a pertinncia da impugnao e, em seguida, determinar o retorno dos autos ao Oficial de Registro de Imveis, que prosseguir na retificao se a impugnao for rejeitada, ou a extinguir em cumprimento da deciso do juzo que acolheu a impugnao e remeteu os interessados s vias ordinrias.

    Art. 953. Em se tratando de imvel rural, decorrido o prazo de dez (10) dias sem a formalizao de transao para solucionar a divergncia, ou constatando a existncia de impedimento para a retificao, o oficial remeter o procedimento ao Juiz Corregedor Permanente do Registro de Imveis da circunscrio em que situado o imvel, para a finalidade prevista no art. 213, inciso II, 6, da Lei n. 6.015/73.

    Pargrafo nico. O prazo para a remessa do procedimento ao Juiz Corregedor Permanente poder ser prorrogado a requerimento do interessado, para permitir que seja celebrada transao destinada a afastar a impugnao.

    Art. 954. A remessa do procedimento administrativo de retificao ao Juiz Corregedor permanente ser efetuada por meio de ato fundamentado, em que sero prestadas todas as informa-es de que o Oficial de Registro de Imveis dispuser em seus assentamentos, relativas ao imvel objeto do registro a ser retificado e aos imveis confinantes, bem como outras que puderem influenciar na soluo do requerimento, juntando aos autos certides atualizadas das matrculas respectivas e cpias de plantas, croquis, e outros documentos que forem pertinentes para esta finalidade.

    1 O Oficial de Registro de Imveis manter prova em classificador com ndice organizado pelo nome do requerente seguido do nmero do protocolo do requerimento no Livro n. 1, e lanar na coluna de atos formalizados contida no mesmo Livro anotao das remessas efetuadas para o Juiz Corregedor Permanente. Este classificador poder ser substitudo por microfilme ou arquivo em mdia digital.

    Art. 955. Pelo procedimento administrativo da retificao o Oficial do Registro de Imveis far jus aos emolumentos do valor correspondente a averbao de retificao, inclusive na hiptese do procedimento ser remetido ao Juiz Corregedor Permanente.

    1 O Oficial de Registro de Imveis poder exigir, na prenotao do requerimento de retificao, o pagamento dos emolumentos relativos ao procedimento, bem como o valor do depsito prvio referente as despesas com notificaes e emolumentos correspondentes ao ato de averbao da retificao, emitindo recibo discriminado, cuja cpia dever ser mantida no procedimento de retificao.

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 205

    2 Para a notificao pelo Oficial de Registro de Imveis ou pelo Oficial de Registro de Ttulos e Documentos ser cobrado o valor dos emolumentos devidos a este ltimo, conforme a legislao vigente. Para a notificao por edital ser cobrado valor correspondente ao das publicaes respectivas.

    3 Promovida a retificao, sero os emolumentos lanados, por cota, no procedimento respectivo. No efetuada a retificao sero os emolumentos restitudos ao interessado, assim como os valores adiantados para as despesas com notificao que no forem utilizados, mediante recibo cuja cpia permanecer arquivada em classificador prprio que poder ser substitudo por arquivo em microfilme ou em mdia digital.

    Art. 956. Importando a transao em transferncia de rea, devero ser atendidos os requisitos do art. 213, inciso II, 9, da Lei n. 6.015/73, exceto no que se refere exigncia de escritura pblica.

    Art. 957. O Juiz Corregedor Permanente do Registro de Imveis da circunscrio em que encontra-se situado o imvel decidir o requerimento administrativo de retificao que lhe for origi-nariamente formulado, bem como a impugnao e o recurso encaminhados pelo Oficial de Registro de Imveis.

    Art. 958. Determinada a retificao pelo Juiz Corregedor Permanente, o mandado respectivo ser protocolado no Livro n. 1 - Protocolo, observada rigorosamente a ordem cronolgica de apresentao dos ttulos.

    Art. 959. De todas as retificaes de imveis rurais averbadas o Oficial de Registro de Imveis remete-r cpias para a Corregedoria Geral da Justia no prazo improrrogvel de cinco (05) teis, contados partir da averbao na transcrio ou matrcula respectiva.

    1 Caso a retificao tenha se processado judicialmente devero ser remetidas certido de inteiro teor da transcrio ou matrcula onde conste a descrio antiga e a nova descrio, bem como cpia do Mandado Judicial e de documentos eventualmente anexos.

    2 Caso a retificao tenha se processado na prpria unidade de registro de imveis devero ser remetidas certido de inteiro teor da transcrio ou matrcula onde conste a descrio antiga e a nova descrio, bem como cpia do requerimento, da planta e respectivo memorial descritivo, de eventual impugnao, bem como da deciso do Oficial do Registro de Imveis que deferiu a retificao.

    SEO V

    DOS CLASSIFICADORES DO REGISTRO DE IMVEIS

    Art. 960. Os Oficiais de Registro de Imveis, alm dos classificadores comuns a todas as serventias, devero manter pastas , ou por meio eletrnico para arquivar:

    I - cpias de cdulas de crdito rural;

  • 206

    II - cpias de cdulas de crdito industrial;

    III - cpias de cdulas de crdito exportao;

    IV - cpias de cdulas de crdito comercial;

    V - comunicaes relativas as indisponibilidades de bens;

    VI - cpias de comunicaes feitas ao INCRA, relativas s aquisies de imveis rurais por estrangeiros;

    VII - cpias de comunicaes feitas Corregedoria Geral da Justia, relativas s aquisies de imveis rurais por estrangeiros;

    VIII - documentos comprobatrios de inexistncia de dbitos para com a Previdncia Social;

    IX - recibos e cpias das comunicaes s Prefeituras Municipais dos registros translativos de proprie-dade;

    X - Recibos e cpias das Declaraes Sobre Operaes Imobilirias (DOIs) encaminhadas ao rgo da Receita Federal do Brasil;

    XI - leis e decretos municipais relativos denominao de logradouros pblicos e de suas alteraes;

    XII - recomendaes da Corregedoria Geral da Justia feitas aos Cartrios de Notas e do Registro de Imveis do Estado, para que no pratiquem atos com base em procuraes lavradas em locais expressamente indicados, nem lavrem ou registrem escrituras fundadas em atos praticados nos locais tambm especificados;

    XIII - notas de devoluo de que tratam o art. 782 e seu 1 deste cdigo;

    XIV - comunicaes mensais enviadas ao INCRA relativas a mudanas de titularidade, parcelamento, desmembramento, loteamento, remembramento, retificao de rea, reserva legal e particular do patrimnio natural e outras limitaes e restries de carter ambiental, envolvendo os imveis rurais, inclusive os destacados do patrimnio pblico;

    XV - comunicaes recebidas do INCRA relativas aos atos descritos na alnea anterior;

    XVI - memoriais descritivos de imveis rurais certificados pelo INCRA.

    Art. 961. Ficam dispensados do arquivamento das cdulas, na forma suprarreferida, os cartrios que adotem sistema autorizado de microfilmagem dos documentos, ou armazenagem de ima-gens Nesta hiptese, devero ser microfilmados todos os documentos apresentados com as cdulas, sendo obrigatria a manuteno, em cartrio, de aparelho leitor ou leitor--copiador ou outros meios de reproduo.

    Art. 962. Os livros de cdulas existentes, tambm podero ser microfilmados ou armazenados por ima-gens Sua destruio, entretanto, depender de autorizao expressa do Juiz Corregedor

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 207

    Permanente, aps inspeo do novo sistema de arquivamento.

    Art. 963. Devero ser sempre comunicados os negcios imobilirios s Prefeituras Municipais, atravs de entendimento com estas mantido, para efeito de atualizao de seus cadastros.

    Art. 964. As comunicaes contero, em resumo, os dados necessrios atualizao cadastral, poden-do ser feitas por sistema de listagem diria, semanal ou mensal, segundo o movimento do cartrio no setor, ou por remessa de dados eletrnicos.

    Art. 965.As comunicaes relativas as indisponibilidades de bens, as cpias das comunicaes ao INCRA e Corregedoria Geral da Justia relativas s aquisies de imveis rurais por es-trangeiros, bem como as cpias e recibos das comunicaes s Prefeituras Municipais dos negcios imobilirios, devero ser arquivados em ordem cronolgica, ou microfilmadas ou digitalizadas.

    Art. 966. O oficial comunicar Receita Federal do Brasil mediante preenchimento da Declarao sobre Operao Imobiliria - DOI (modelo prprio), nas hipteses previstas nas instrues normativas do Fisco Federal.

    Art. 967. As cpias dos ofcios, que encaminharem essas comunicaes ao rgo da Receita Federal, devero ser arquivadas, juntamente com os respectivos comprovantes de entrega ou re-messa.

    SEO VI

    DAS CERTIDES E INFORMAES REGISTRAIS

    Subseo I

    Disposies Gerais

    Art. 968. Os Registradores de Imveis so obrigados a lavrar certides do que lhes for requerido e a fornecer s partes as informaes solicitadas.

    Art. 969. Qualquer pessoa pode requerer certido do registro sem informar ao oficial ou ao funcion-rio que o atendeu o motivo ou interesse do pedido, satisfeitos os emolumentos devidos, no ato do requerimento.

    Art. 970. expressamente proibido s partes, advogados e outros interessados procederem s buscas ou pesquisas diretamente nos livros, manuse-los ou retir-los das serventias.

    Art. 971. Os livros, fichas, documentos, papis, microfilmes, dados, imagens e sistemas e computa-o devero permanecer sempre sob a guarda e responsabilidade do titular ou designado responsvel pela unidade de registro de imveis, que zelar por sua ordem, segurana e conservao e somente sairo da serventia, mediante autorizao do Juiz Corregedor Permanente.

  • 208

    Art. 972. Se houver necessidade serem periciados, o exame dever ocorrer na prpria sede do servio, em dia e hora adrede designados, com cincia do titular e autorizao do Juiz Corregedor Permanente.

    Art. 973. A certido ser lavrada independentemente de despacho judicial, devendo mencionar o livro do registro ou o documento arquivado no cartrio, salvo quando for de documentos arquivados na serventia que gozem de sigilo judicial ou fiscal, para as quais se exigir or-dem judicial ou requerimento formulado por todas as pessoas destinatrias da proteo.

    Art. 974. A certido ser expedida com a maior brevidade possvel, no podendo seu fornecimento ser retardado por mais de cinco (05) dias.

    1 A certido solicitada durante o horrio de expediente, com indicao do nmero da matrcula ou do registro no livro 3 ser emitida e disponibilizada dentro de, no mximo, duas horas teis ou at seu encerramento, prevalecendo o menor perodo de espera, salvo se forem solicitadas mais de dez (10) certides pelo mesmo interessado, hiptese em que o prazo poder ser prorrogado para o incio do expediente do primeiro dia til.

    2 Exclusivamente para as serventias que as matrculas e registros do Livro 3 foram feitos em livros encadernados o prazo fica estipulado em vinte e quatro (24) horas, contadas do momento do pedido, salvo se forem solicitadas mais de dez (10) certides pelo mesmo interessado, hiptese em que o prazo poder ser prorrogado por mais vinte e quatro (24) horas.

    Art. 975. vedado ao Registrador expedir certido com data anterior do pedido.

    Art. 976. No caso de recusa ou retardamento na expedio da certido, o interessado poder reclamar diretamente ao Juiz Corregedor Permanente, que tomar a declarao por termo, caso seja feita na forma verbal.

    Art. 977. Segundo a convenincia do servio, a serventia dever empregar, em relao aos pedidos de certides, sistema de controle semelhante ao previsto para a recepo de ttulos, a fim de assegurar s partes ordem de precedncia na expedio das certides.

    Art. 978. Quando a certido no for expedida no momento da solicitao, obrigatrio o fornecimen-to de protocolo do respectivo pedido, do qual devero constar, alm dos dados da certido solicitada, a data e hora do pedido, a data e hora prevista para retirada da certido, bem como o valor dos emolumentos cobrados.

    Art. 979. A certido ser lavrada em inteiro teor, em resumo, ou em relatrio, conforme quesitos, e devidamente autenticada pelo oficial ou seus substitutos legais.

    Art. 980. A certido de inteiro teor poder ser extrada por meio datilogrfico, impresso ou reprogr-fico.

    Art. 981. Na certido de inteiro teor de matrcula, aps o ltimo ato, lavrar-se- o encerramento, que poder ser datilografado ou carimbado, mencionando-se a existncia de ttulos con-traditrios em tramitao na serventia, quando houver.

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 209

    Art. 982. De toda certido devero constar, conforme o caso, a data em que o imvel passou ou deixou de pertencer circunscrio imobiliria, bem assim a qual cartrio pertencia ou passou a pertencer.

    Art. 983. As certides devero ser fornecidas em papel de segurana padro e mediante escrita que permita a sua reproduo por meio reprogrfico ou outro processo equivalente, vedado o uso de impressos no oficiais.

    1 O papel ter elementos e caractersticas tcnicas de segurana.

    2 Em cada unidade de servio extrajudicial haver classificador prprio para arquivamento da documentao referente solicitao e recebimento do papel de segurana, com discriminao da quantidade de folhas entregues, utilizadas e estoque existente.

    3 defeso o repasse de folhas de papel de segurana entre unidades de servio extrajudicial.

    4 Os oficiais de registro de imveis e os substitutos designados para responder pelo expediente de unidades vagas velaro pela guarda e conservao das folhas de papel de segurana em local adequado.

    5 As serventias sero identificadas na numerao lanada no papel de segurana e parte dever conter o mesmo numeral atribudo pela Corregedoria Geral da Justia.

    6 O extravio ou subtrao de papel de segurana, com a respectiva numerao, ser objeto de comunicao ao Corregedor Permanente, o qual por sua vez comunicar a Corregedoria Geral da Justia para fins de publicao.

    7. No final de cada bimestre o oficial de registro titular ou designado comunicar ao Corregedor Permanente a quantidade e a numerao de papis de segurana danificados e a informao dever ser repassada pelo Corregedor Permanente Corregedoria Geral da Justia.

    8. Fica estabelecido o prazo de doze(12) meses para que todas as serventias adotem o uso do papel de segurana padro, inclusive, se for o caso, contato e organizao junto Central dos Registradores de Imveis.

    Art. 984. Sempre que houver qualquer alterao no ato cuja certido pedida, deve o oficial mencio-n-la, obrigatoriamente, no obstante as especificaes do pedido, sob pena de respon-sabilidade civil, penal e administrativa, ressalvadas as certides de transcries que no faro prova de propriedade e de inexistncia de nus, a no ser que sejam concomitante-mente solicitadas as respectivas certides negativas de nus e alienaes.

    Art. 985. Quando solicitada com base no Indicador Real, o cartrio s expedir certido aps cuida-dosas buscas, efetuadas com os elementos de indicao constantes da descrio do imvel apresentados pelo interessado.

    Art. 986. Deve ser evitado fazer constar imvel que, evidentemente, no coincida com o objetivado no pedido, bem assim o uso de expresses que aparentem ausncia ou insegurana das

  • 210

    buscas.

    Art. 987. Faculta-se a opo, a ser exercida no momento do requerimento, de solicitao de entrega das certides no prprio domiclio do usurio, via postal (SEDEX), caso em que o custo de postagem a ser despendido pela serventia ser acrescido ao preo da certido.

    Subseo II

    Das Certides Digitais e Informaes Eletrnicas

    Art. 988. A certido digital expedida pelo Oficial de Registro de Imveis ser gerada unicamente sob forma de documento eletrnico de longa durao, que dever ser assinado com Certifi-cado Digital ICP-Brasil tipo A-3 ou superior, incluindo-se em seu contedo a atribuio de metadados, com base em estruturas terminolgicas (taxonomias) que organizem e clas-sifiquem as informaes do arquivo digital no padro Dublin Core (DC), atendidos ainda os requisitos da Infra Estrutura de Chaves Pblicas Brasileira (ICP-Brasil) e arquitetura e-PING (Padres de Interoperabilidade de Governo Eletrnico), em especial o conjunto normativo relativo aos Padres Brasileiros de Assinatura Digital.

    Art. 989. Enquanto o certificado digital no contiver atributo funcional identificador de funo ou cargo, para fins de incluso dos dados relativos serventia expedidora, do cargo ou fun-o do subscritor e de outros elementos de controle, as certides digitais sero assinadas mediante utilizao da verso para cartrios do software Assinador Digital Registral, desenvolvido pela Associao dos Registradores Imobilirios de So Paulo (ARISP) e dispo-nvel para download gratuito.

    Art. 990. A serventia poder arquivar a certido digital somente em mdia digital nova (CD, pen drive etc), devidamente formatada, por esta oferecida, sem qualquer custo adicional para o usurio.

    Art. 991 A solicitao e remessa da certido digital pela Internet sero feitas exclusivamente por meio de Sistema operado pelo Instituto de Registro Imobilirio do Brasil (IRIB) e pela Associao dos Registradores de Imveis do Estado de So Paulo (ARISP), na Central de Servios Eletr-nicos Compartilhados dos Registradores de Imveis (Central dos Registradores de Imveis).

    Art. 992. expressamente vedada a utilizao pela serventia registral de correio eletrnico (e-mail) ou similar para remessa de certido digital ou sua postagem em outros sites ou ambientes de Internet.

    Art. 993. Para a interligao das serventias com o Poder Judicirio, rgos da Administrao Pblica e pessoas fsicas e jurdicas privadas, com o fim de proporcionar o acesso online s infor-maes registrais, devem as serventias compor repositrio eletrnico na infraestrutura de banco de dados (Banco de Dados Light - BDL) do Sistema de Ofcio Eletrnico da Central ARISP, que dever ser mantido atualizado, ou manter estrutura de comunicao via Web-Service.

    Art. 994. Os dados para composio da base de dados BDL sero fornecidos no formato XML e com-pem-se, exclusivamente, de quatro campos indicadores (nmero da serventia, CPF ou CNPJ, nome do titular do direito real e nmero da matrcula) que permitam identificar

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 211

    a ocorrncia, positiva ou negativa, de registros de bens e direitos e, quando positiva, a respectiva Serventia.

    Art. 995. Os dados fornecidos compreendero, obrigatoriamente, o interregno que se inaugura com o advento da matrcula (1 de janeiro de 1976) at o dia til imediatamente anterior data da remessa.

    Art. 996. Diariamente, a base de dados BDL dever ser atualizada pelas Serventias, que se obrigam a depositar os dados nos repositrios eletrnicos at as vinte e quatro (24) horas de cada dia til.

    Art. 997. No sendo atualizada a base de dados BDL, as requisies sero repassadas diretamente Serventia, que se encarregar, dentro do mesmo prazo, de responder s requisies, e de postar informao justificada no prprio sistema, para fins de composio do relatrio gerencial.

    Art. 998. O controle de atualizao diria da base de dados BDL ser feito automaticamente pelo sis-tema, com relatrio dirio a ser encaminhado a todas as Serventias por e-mail.

    Art. 999. Ao acessar o sistema o requisitante dever receber, instantaneamente (em tempo real), a informao registral de ocorrncia positiva ou negativa. Revelando-se positiva a ocor-rncia de quaisquer bens ou direitos registrados em nome do pesquisado em qualquer Serventia, por meio de seu CPF ou CNPJ, poder o requisitante, no mesmo ato, solicitar a expedio da respectiva certido, que lhe ser enviada em formato eletrnico, na forma prevista nesta subseo.

    Art. 1.000. Fica estabelecido o prazo de doze (12) meses para que as serventias enviem os dados re-feridos nesta subcesso , para fins de sua integrao Base de Dados Light (BDL), exceto quando for estabelecido menor prazo pela Corregedoria Geral da Justia.

    Art. 1.001. A prestao pela Internet de informaes do Indicador Pessoal no formato eletrnico e a visualizao de imagens de matrculas ou de outro documento arquivado na Serventia, dar-se-o igualmente na forma descrita no art. 1.007.

    Art. 1.002. Fica ressalvada a hiptese de a Serventia disponibilizar as informaes diretamente aos interessados, em terminal de autoatendimento (quiosque multimdia ou quaisquer outros dispositivos eletrnicos), desde que operados e mantidos exclusivamente nas dependn-cias fsicas da prpria Serventia.

    Art. 1.003. Para o resguardo e proteo da privacidade dos titulares de direitos registrados e fixao da responsabilidade do requisitante, as requisies feitas por autoridades, ou servidores designados, e as pesquisas sero feitas no Sistema de Ofcio Eletrnico, exclusivamente, a partir do nmero de contribuinte da pessoa fsica (CPF) ou jurdica (CNPJ).

    Art. 1.004. No dispondo o requisitante destes elementos identificadores, poder dirigir o pedido de pesquisa diretamente s Serventias respectivas, que estaro obrigadas a responder de-manda nos termos da legislao vigente.

    Art. 1.005. Os sistemas computacionais e de fluxo eletrnico de informaes da Central de Servios

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    Eletrnicos Compartilhados, referidos no art. 1.016, devero atender aos padres de autenticidade, integridade, validade e interoperabilidade da Infraestrutura de Chaves Pblicas Brasileira - ICP-Brasil, bem como s determinaes e normas tcnicas e de segu-rana institudas para implantao e operao do sistema, e, ainda, contar com mdulo de gerao de relatrios gerenciais, para efeito de contnuo acompanhamento, controle e fiscalizao pela Corregedoria Nacional de Justia (CNJ), a Corregedoria Geral da Justia do Estado e Juzos Corregedores Permanentes das Comarcas, cujo acesso seguro se dar mediante certificado digital.

    Art. 1.006. O relatrio de acompanhamento dever trazer, pelo menos, os seguintes campos: a) data e hora do pedido; b) nome do solicitante; c) documento de identificao do solicitante (RG, CPF ou CNPJ); d) tipo do pedido; e) registro de imveis que vai responder; f) nmero da matrcula; g) data e hora da resposta; h) situao do pedido (respondido ou em andamen-to); i) data e hora do download; e j) ocorrncias.

    Art. 1.007. A certido digital solicitada durante o horrio de expiente, com indicao do nmero da matrcula ou do registro no Livro 3 de Registro Auxiliar ser emitida e disponibilizada dentro de, no mximo, duas (02) horas teis e ficar disponvel para download pelo reque-rente pelo prazo mnimo de trinta (30) dias.

    Art. 1.008. A requisio e prestao de informaes no formato eletrnico, bem como a expedio de certides, quando rogados por entes ou rgos pblicos, estaro isentas do pagamento de custas e emolumentos, ou somente de custas, conforme as hipteses contempladas na Lei de Custas Judiciais e Emolumentos do Estado do Piau

    SEO VII

    DOS LOTEAMENTOS DE IMVEIS URBANOS E RURAIS

    Subseo I

    Disposies Gerais

    Art. 1.009. Os loteamentos de imveis urbanos so regidos pela Lei n. 6.766, de 19 de dezembro de 1979 e suas alteraes posteriores, enquanto que os rurais continuam a s-lo pelo Decreto--Lei n. 58, de 10 de dezembro de 1937.

    Art. 1.010. O parcelamento de imvel rural para fins urbanos deve ser precedido de:

    I - lei municipal que o inclua na zona urbana ou de expanso urbana do Municpio;

    II - averbao de alterao de destinao do imvel, de rural para urbano, com apresentao de certido expedida pelo INCRA.

    Art. 1.011. So, porm , dispensados do registro especial:

    I - as divises inter vivos celebradas anteriormente a 20 de dezembro de 1979;

    II - as divises inter vivos extintivas de condomnios formados antes da vigncia da

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 213

    Lei n. 6.766, de 19 de dezembro de 1979;

    III - as divises consequentes de partilhas judiciais, qualquer que seja a poca de sua homologao ou celebrao;

    IV - as cartas de arrematao, de adjudicao ou mandados, expedidos em cumprimento de decises definitivas transitadas em julgado, as alienaes ou promessas de alienaes de partes de glebas, desde que, no prprio ttulo ou em requerimento que o acompanhe, seja requerida, pelo adquirente ou compromissrio, a unificao do imvel com outro, contguo, de sua propriedade. Nestes casos, a observncia dos limites mnimos de rea e de testada para a via pblica no exigvel para a parcela desmembrada, mas sim para o remanescente do imvel que sofreu o desmembramento;

    NOTA - Consideram-se limites mnimos de rea e de testada para a via pblica os previstos no art. 4, II, da Lei n. 6.766, de 19 de dezembro de 1979, salvo quando outros forem fixados pela legislao dos municpios interessados, que, ento, prevalecero.

    V - os negcios que cumpram compromissos formalizados at 20 de dezembro de 1979;

    VI - as cesses e as promessas de cesso integral de compromissos de compra e venda formalizados anteriormente a 20 de dezembro de 1979;

    NOTA - Consideram-se formalizados, para fins das letras e e f, os instrumentos que tenham sido registrados no Cartrio de Registro de Ttulos e Documentos; ou em que a firma de, pelo menos, um dos contratantes tenha sido reconhecida, ou em que tenha havido o reco-lhimento antecipado do imposto de transmisso; ou, enfim, quando, por qualquer outra forma segura, esteja comprovada a anterioridade dos contratos.

    VII - os terrenos que, at o exerccio de 1979, tenham sido individualmente lanados para pagamento de imposto territorial.

    Art. 1.012. Nas divises, em geral, o registro especial somente ser dispensado se o nmero de im-veis originados no ultrapassar o nmero de condminos aos quais forem atribudos.

    Art. 1.013. Os desmembramentos de terrenos situados em vias e logradouros pblicos oficiais, in-tegralmente urbanizados, ainda que aprovados pela Prefeitura Municipal, com expressa dispensa de o parcelador realizar quaisquer melhoramentos pblicos, ficam, tambm, su-jeitos ao registro especial do art. 18, da Lei n. 6.766, de 19 de dezembro de 1979.

    Art. 1.014. Igualmente subordinados ao mesmo registro especial estaro os desmembramentos de terrenos em que houver construo, ainda que comprovada por documento pblico ade-quado.

    Art. 1.015. Nos desmembramentos, o oficial, sempre com o propsito de obstar expedientes ou artif-cios que visem a afastar a aplicao da Lei n. 6.766, de 19 de dezembro de 1979, cuidar de examinar, com seu prudente critrio e baseado em elementos de ordem objetiva,

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    especialmente na quantidade de lotes parcelados, se trata ou no de hiptese de inci-dncia do registro especial. Na dvida, submeter o caso apreciao do Juiz Corregedor Permanente.

    Art. 1.016. Em qualquer das hipteses de desmembramentos no subordinados ao registro especial do art. 18, da Lei n. 6.766, de 19 de dezembro de 1979, sempre se exigir a prvia aprovao da Prefeitura Municipal.

    Art. 1.017. Os loteamentos ou desmembramentos requeridos pelas entidades poltico-administrativas (Unio, Estado e Municpios) esto sujeitos ao processo do registro especial, dispensando--se, porm, os documentos mencionados nos incisos II, III, IV e VII, do art. 18, da Lei n. 6.766, de 19 de dezembro de 1979.

    Art. 1.018. vedado proceder ao registro de venda de fraes ideais, com localizao, numerao e metragem certa, ou de qualquer outra forma de instituio de condomnio ordinrio que desatenda aos princpios da legislao civil, caracterizadores, de modo oblquo e irregular, de loteamentos ou desmembramentos.

    Subseo II

    Do Processo e Registro

    Art. 1.019. O requerimento de registro de loteamento ou desmembramento deve ser feito pelo pro-prietrio da gleba. Autuado em processos que tero suas folhas numeradas e rubricadas, figurando os documentos pertinentes na ordem estabelecida na lei.

    1 Logo que autuados, certificar-se-o, aps o ltimo documento integrante do processo, a data da apresentao do requerimento e, em seguida, sempre antes da publicao dos editais, sua protocolizao e o correspondente nmero de ordem.

    2 Tambm sero certificados a expedio e publicao dos editais, o decurso do prazo para impugnaes, as comunicaes Prefeitura e o registro.

    3 Tendo em vista o intervalo temporal necessariamente decorrente da publicao dos editais, as datas da apresentao e da protocolizao jamais podero coincidir com a do registro.

    Art. 1.020. Quando, eventualmente, o loteamento abranger, vrios imveis do mesmo proprietrio, com transcries e matrculas diversas, imprescindvel que se proceda, previamente, sua unificao.

    Art. 1.021. Ser sempre indispensvel a correspondncia da descrio e da rea do imvel a ser lo-teado com as que constarem da transcrio ou da matrcula respectiva, exigindo-se, caso contrrio, prvia retificao.

    Art. 1.022. Quando o loteador for pessoa jurdica, incumbir ao oficial verificar, com base no estatuto social, a regularidade da representao societria, especialmente se quem requer o regis-tro tem poderes para tanto.

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 215

    Art. 1.023. Os documentos apresentados para registro do loteamento devero vir, sempre que poss-vel, no original, podendo ser aceitas, porm, cpias reprogrficas, desde que autentica-das.

    Pargrafo nico. Se o oficial suspeitar da autenticidade de qualquer delas, poder exigir a exibio do original.

    Art. 1.024. As certides de aes pessoais e penais, inclusive da Justia Federal, e as de protestos devem referir-se ao loteador e a todos aqueles que, no perodo de dez (10) anos, tenham sido titulares de direitos reais sobre o imvel; sero extradas, outrossim, na comarca da situao do imvel e, se distintas, naquelas onde domiciliados o loteador e os antecessores abrangidos pelo decnio, exigindo-se que as certides no tenham sido expedidas h mais de trs (03) meses.

    1 Tratando-se de pessoa jurdica, as certides dos distribuidores criminais devero referir-se alm dela, aos representantes legais da loteadora.

    2 Tratando-se de empresa constituda por outras pessoas jurdicas, tais certides devero referir-se tambm aos representantes legais destas ltimas.

    Art. 1.025. Para as finalidades previstas no art. 18, 2, da Lei n. 6.766, de 19 de dezembro de 1979, sempre que das certides pessoais e reais constar a distribuio de aes cveis, deve ser exigida certido complementar, esclarecedora de seu desfecho ou estado atual (certido de objeto e p).

    Pargrafo nico. Tal complementao ser desnecessria quando se trate de ao que, pela sua prpria natureza, desde logo aferida da certido do distribuidor, no tenha qualquer repercusso econmica, ou, de outra parte, relao com o imvel objeto do loteamento.

    Art. 1.026. Cuidando-se de imvel urbano que, h menos de cinco (05) anos, era considerado rural, dever ser exigida a respectiva certido negativa de dbito relativamente ao ITR.

    Art. 1.027. Desde que o registro do loteamento ou desmembramento seja requerido apenas com o cronograma de execuo das obras, o cartrio tambm providenciar, conforme o caso, o registro da garantia real oferecida, nas matrculas dos imveis ou lotes correspondentes.

    Art. 1.028. A circunstncia tambm ser, de forma resumida, averbada na matrcula em que registra-do o loteamento ou desmembramento.

    Art. 1.029. dever do oficial proceder a exame cuidadoso do teor de todas as clusulas do contrato-padro, a fim de se evitar contenham estipulaes frontalmente contrrias aos dispositivos, a esse respeito, contidos na Lei n. 6.766, de 19 de dezembro de 1979 (arts. 26, 31, . 1 e 2, 34 e 35) e clusulas abusivas.

    Pargrafo nico. Nos loteamentos registrados antes de 20 de dezembro de 1979, para permitir a averbao ou o registro de compromissos de compra e venda formalizado depois daquela data, os loteadores devero depositar em cartrio novo exemplar do contrato-padro, que conter, necessariamente, os elementos previstos no art. 26,

  • 216

    da Lei n. 6.766, de 19 de dezembro de 1979.

    Art. 1.030. Tratando-se de loteamento urbano, o edital ser publicado apenas no jornal local, ou, no havendo, em jornal da regio. Se o jornal local no for dirio, a publicao nele ser feita em trs (03) dias consecutivos de circulao. Na Capital, a publicao se far, tambm, no Dirio Oficial.

    Art. 1.031. Nos loteamentos rurais, a publicao do edital continua sendo obrigatria no Dirio Ofi-cial, mesmo para aqueles situados fora da Capital.

    Art. 1.032. Todas as restries presentes no loteamento, impostas pelo loteador ou pelo Poder Pbli-co, devero ser, obrigatoriamente, mencionadas no registro. No caber ao oficial, porm, fiscalizar sua observncia.

    Art. 1.033. Registrado o loteamento, o oficial poder, a seu critrio, abrir em nome do Municpio ma-trcula para as vias e praas, espaos livres e outros equipamentos urbanos constantes do memorial descritivo e do projeto.

    1 Tratando-se de providncia dispensvel e, portanto, facultativa, efetuada segundo o interesse ou a convenincia dos servios, jamais poder implicar em nus ou despesas para os interessados.

    2 vedado o registro de qualquer ttulo de alienao ou onerao das reas do Municpio, sem que, previamente, seja averbada, aps regular processo legislativo a respectiva desafetao e esteja a transao autorizada por lei municipal.

    Art. 1.034. O registro de escrituras de doao de ruas, espaos livres e outras reas destinadas a equipamentos urbanos, salvo quando o sejam para fins de alterao do alinhamento das vias pblicas, mesmo que ocorrido anteriormente a 20 de dezembro de 1979, no eximir o proprietrio-doador de proceder, de futuro, o registro especial, obedecidas as formali-dades legais.

    Art. 1.035. No registro do loteamento no ser necessrio descrever todos os lotes, com suas caracte-rsticas e confrontaes, bastando elaborar um quadro resumido, indicando o nmero de quadras e a quantidade de lotes que compem cada uma delas.

    Art. 1.036. Recomenda-se a elaborao de uma ficha auxiliar de controle de disponibilidade, na qual constaro, em ordem numrica e verticalmente, as quadras e os nmeros dos lotes; anotar-se-: M_______, cujo espao ser preenchido assim que for aberta a matrcula correspondente.

    Art. 1.037. Para o registro da cesso de compromisso de compra e venda, desde que formalizado o trespasse no verso das vias em poder das partes, o oficial, examinando a documentao e achando-a em ordem, praticar os atos que lhe competir, arquivando uma via do ttulo. Se a documentao for microfilmada, poder ser devolvida, com a anotao do nmero do microfilme.

    Art. 1.038. O cancelamento do registro de loteamentos urbanos depender sempre deciso judicial.

    Art. 1.039. Aplicam-se aos loteamentos de imveis rurais, no que couberem, as normas constantes

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 217

    desta subseo.

    Subseo III

    Das Intimaes e do Cancelamento

    Art. 1.040. Para os fins previstos nos arts. 32 e 36, III, da Lei n. 6.766, de 19 de dezembro de 1979, os oficiais somente aceitaro e faro intimaes de compromissrios compradores, ou cessio-nrios, se o respectivo loteamento ou desmembramento estiver regularmente registrado e os correspondentes contratos de compromisso de venda e compra, ou cesso, dos lotes, averbados ou registrados.

    1 Do requerimento do loteador e das intimaes devem constar, necessria e discriminadamente, o valor da dvida, incluindo juros e despesas, e o prazo para o pagamento, alm da informao de que este dever ser efetuado em cartrio, cujo endereo completo ser destacado.

    2 Constaro, tambm, o valor do contrato, o nmero das parcelas pagas e o seu montante, para que o cartrio possa, ao efetuar o eventual cancelamento, proceder na forma do disposto no art. 35, da Lei n. 6.766, de 19 de dezembro de 1979.

    3 Cumpre examinar, com o devido cuidado, o teor de todas as intimaes requeridas, obstando-se o processamento das que no atendam s formalidades legais, especialmente as que incluam verbas descabidas ou inexigveis.

    Art. 1.041. Devem ser efetuadas pessoalmente, pelo oficial, preposto regularmente autorizado, ou, ainda, por meio dos Cartrios do Registro de Ttulos e Documentos da Comarca da situa-o do imvel ou do domiclio dos intimados, sendo absolutamente vedadas as intimaes postais, ainda que por carta com aviso de recebimento.

    1 Cuidando-se de vrios compromissrios compradores, ou cessionrios, inclusive cnjuges, necessria a promoo da intimao individual de todos, sem exceo.

    2 As intimaes s pessoas jurdicas sero feitas aos seus representantes legais, exigindo-se a apresentao, pelo loteador, de certido atualizada do contrato ou estatuto social, fornecida pela Junta Comercial ou pelo Cartrio do Registro Civil das Pessoas Jurdicas.

    3 As intimaes de compromissrio comprador, ou cessionrio, que no for encontrado no endereo indicado no requerimento, devero ser feitas mediante procura do interessado no endereo de seu domiclio, constante do prprio contrato, e, ainda, no do respectivo lote.

    Art. 1.043. Recusando-se o destinatrio a receb-la, ou a dar recibo, ou, ainda, sendo desconheci-do o seu paradeiro, a intimao, devidamente certificada a circunstncia, ser feita por edital, publicado, por trs (03) dias consecutivos, na Comarca da situao do imvel. Na

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    Capital, a publicao far-se- no Dirio Oficial e num dos jornais de circulao diria. Nas demais Comarcas, bastar a publicao num dos jornais locais, ou, no havendo, em jornal da regio. Se o jornal local no for dirio, a publicao nele ser feita em trs (03) dias consecutivos de circulao.

    1 Tratando-se de loteamento rural, o edital ser publicado na forma do regulamento do Decreto-Lei n. 58, de 10 de dezembro de 1937.

    2 No edital, individual ou coletivo, devero constar, alm dos elementos especificados para as intimaes, o nmero do registro do loteamento ou desmembramento, o nmero do registro ou averbao do compromisso de venda e compra, ou da cesso, bem como o nome, a nacionalidade, o estado civil, o nmero do CPF ou CNPJ, caso constantes do registro, e o local de residncia do intimado.

    3 Decorridos dez (10) dias da ltima publicao, devidamente certificado o fato pelo oficial, considerar-se- aperfeioada a intimao.

    4 O cancelamento s se far, mediante requerimento do loteador, se o compromissrio comprador, ou cessionrio, no efetuar o pagamento at trinta (30) dias depois do aperfeioamento da intimao.

    5 Os prazos sero contados a partir do primeiro dia til seguinte ao do aperfeioamento da intimao e, recaindo o ltimo em sbado, domingo ou feriado, sero prorrogados at o primeiro dia til.

    Art. 1.044. O cancelamento do registro ou da averbao de compromisso de compra e venda, ou da cesso, pode ser requerido vista da intimao judicial; mas, tal s ser admitido se desta constar certido do oficial de justia de que o intimando foi procurado no endereo men-cionado no contrato e no do prprio lote, alm de certido do escrivo-diretor do Juzo, comprovando a inocorrncia de pagamento dos valores reclamados.

    Pargrafo nico. Verificada qualquer irregularidade na intimao judicial, o cancelamento dever ser recusado, elaborando-se nota de devoluo.

    Art. 1.045. Ressalvados os casos de intimao judicial, no devem ser aceitos requerimentos de can-celamento em que a intimao efetuada tenha consignado, para pagamento das presta-es, qualquer outro local que no o Cartrio do Registro de Imveis.

    Art. 1.046. A averbao de cancelamento do registro, por inadimplemento do comprador, dever consignar se ocorreu, ou no, a hiptese prevista no art. 35, da Lei n. 6.766, de 19 de dezembro de 1979.

    Art. 1.047. As despesas decorrentes da intimao so as estabelecidas na tabela prpria. Os gastos com conduo devero ser fixados pelo Juiz Corregedor Permanente, que atender s pe-culiaridades da Comarca, competindo ao oficial provocar a providncia.

    Art. 1.048. Cumpre deixar documentado, atravs da emisso de recibo, a satisfao das despesas de intimao, por parte dos interessados que efetuarem pagamento em cartrio, bem assim

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 219

    o seu efetivo reembolso aos vendedores, que, eventualmente, as tenham antecipado.

    Art. 1.049. Os cartrios devero adotar sistema adequado e eficiente para arquivamento das inti-maes efetuadas, de molde a garantir a segurana de sua conservao e a facilidade de buscas.

    Pargrafo nico. Recomenda-se, para esse fim, sejam as intimaes arquivadas em pastas separadas, caso por caso, lanando-se, nos expedientes formados, as certides devidas e toda a documentao pertinente, sendo inconveniente junt-las aos processos de loteamentos correspondentes.

    Art. 1.050. As intimaes referidas no art. 33, da Lei n. 6.766, de 19 de dezembro de 1979, s sero feitas se o interessado apresentar, com o requerimento, cheque administrativo nominal ao credor.

    Art. 1.051. A restituio ou o depsito previsto no art. 35, da Lei n. 6.766, de 19 de dezembro de 1979, ser feito sem qualquer acrscimo, no importando o tempo transcorrido da data do cancelamento do registro ou da averbao.

    1 Os juros e a correo monetria s tero incidncia na hiptese do depsito efetuado na forma do 2, do referido art. 35.

    2 Nesse caso, o depsito ser feito em conta conjunta bancria, preferencialmente em estabelecimento de crdito oficial, em nome do credor e do cartrio, a qual somente ser movimentada com autorizao do Juzo.

    3 Para cada depositante ser aberta conta distinta.

    Art. 1.052. As normas constantes desta subseo aplicam-se, no que couberem, aos loteamentos de imveis rurais.

    Subseo IV

    Dos Depsitos nos Loteamentos Urbanos Irregulares

    Art. 1.053. O depsito previsto no art. 38, 1, da Lei n. 6.766, de 19 de dezembro de 1979, s ser admissvel quando o loteamento ou desmembramento no se achar registrado ou regularmente executado pelo loteador.

    1 Em qualquer das hipteses, estar condicionado apresentao de prova de que o loteador foi notificado pelo adquirente do lote, pela Prefeitura Municipal ou pelo Ministrio Pblico. Tal comprovao ser dispensada se o interessado demonstrar haver sido notificado pela Municipalidade para suspender o pagamento das prestaes.

    2 Em se tratando de loteamento ou desmembramento no registrado, o depsito depender, ainda, da apresentao do contrato de compromisso de compra e venda, ou de cesso, e de prova de que o imvel est transcrito ou registrado em nome do

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    promitente vendedor.

    Art. 1.054. Os depsitos sero feitos:

    I - em conta conjunta bancria, em nome do interessado e do Cartrio do Registro de Imveis;

    II - preferencialmente, onde houver, em estabelecimento de crdito oficial;

    III - vencendo juros e correo monetria.

    Pargrafo nico. As contas assim abertas s podero ser movimentadas com expressa autorizao judicial.

    Art. 1.055. Admitidos os depsitos, o adquirente do lote poder efetuar os recolhimentos indepen-dentemente de pagamento de juros ou quaisquer acrscimos, mesmo que em atraso com as prestaes.

    Pargrafo nico. De todos os recolhimentos efetuados devem ser fornecidos recibos ou cpias das guias correspondentes, para os fins do art. 41, da Lei n. 6.766, de 19 de dezembro de 1979.

    Art. 1.056. Os cartrios devero dispor, conforme seu movimento, de um setor destinado ao cum-primento das atribuies previstas nesta subseo, contando, pelo menos, com um (01) servidor apto ao atendimento dos interessados, a quem prestaro as devidas informaes, especialmente sobre a documentao necessria admissibilidade dos depsitos iniciais.

    Art. 1.057. Aos Juzes Corregedores Permanentes caber disciplinar por instrues e portarias, a orga-nizao e desenvolvimento desses servios, podendo, inclusive, estabelecer, em ateno s peculiaridades locais e convenincia dos interessados, outro sistema de recolhimento dos depsitos, sempre observado, porm, o disposto nesta subseo.

    Art. 1.058. Se ocorrer o reconhecimento judicial da regularidade do loteamento antes do vencimento de todas as prestaes, o adquirente do lote, uma vez notificado pelo loteador, atravs do Cartrio do Registro de Imveis, passar a pagar as remanescentes diretamente ao vende-dor, retendo consigo os comprovantes dos depsitos at ento efetuadas.

    Pargrafo nico. O levantamento dos depsitos, nesse caso, depender do processo previsto no 3, do art. 38, da Lei n. 6.766, de 19 de dezembro de 1979.

    SEO VIII

    DA REGULARIZAO FUNDIRIA

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 221

    Subseo I

    Das Disposies Gerais

    Art. 1.059. A presente seo destina-se a viabilizar o registro da regularizao fundiria de assenta-mentos com destinao urbana, ainda que localizado em zona rural, e a conferir titulao de seus ocupantes, de modo a garantir o direito social moradia, o pleno desenvolvimento das funes sociais da propriedade urbana e o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.

    1 Os procedimentos de regularizao fundiria de interesse social e especfico so processados no Registro de Imveis, independentemente de manifestao judicial, exceto nos casos previstos nos 3 a 6, do art. 1.085.

    2 A regularizao de imveis que contenham reas ambientalmente protegidas dever observar os dispositivos previstos em legislao cabvel, especialmente o disposto no art. 54, 1 e 3 da Lei n. 11.977, de 2009.

    Art. 1.060. Considera-se situao consolidada aquela em que o prazo de ocupao da rea, a natu-reza das edificaes existentes, a localizao das vias de circulao ou comunicao, os equipamentos pblicos disponveis, urbanos ou comunitrios, dentre outras circunstncias peculiares, indiquem a irreversibilidade da posse que induza ao domnio.

    Pargrafo nico. Na aferio da situao jurdica consolidada, sem prejuzo de outros meios de prova, sero valorizados quaisquer documentos provenientes do Poder Pblico, em especial do Municpio, presumindo-se que o rgo emissor, sob sua exclusiva responsabilidade, observou os requisitos legais.

    Art. 1.061. A regularizao fundiria de interesse social caracteriza-se na presena dos seguintes requisitos:

    I - em terras particulares, quando haja ocupao, titulada ou no, predominantemente de populao de baixa renda e para fins residenciais, de forma mansa e pacfica, por, pelo menos, cinco (05) anos; ou

    II - em imveis situados em terras pblicas declaradas de interesse social para implantao de projetos de regularizao fundiria pela Unio, Estado ou Municpio, dispensada averbao especfica para tais fins;

    Art. 1.062. O procedimento de registro do projeto de regularizao fundiria de interesse social ou especfico uno e deve observar o disposto na Lei n. 11.977, de 7 de julho de 2009, no Captulo XII, do Ttulo V, da Lei n. 6.015, de 31 de dezembro de 1973 e nas normas tcni-cas desta subseo, cabendo ao Oficial do Registro de Imveis a realizao do controle de legalidade meramente formal acerca das aprovaes dos rgos competentes.

    Art. 1.063. No ser exigido reconhecimento de firma nos requerimentos e projetos de regularizao

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    fundiria apresentados pela Unio, Estado e Municpios.

    Art. 1.064. O registro do parcelamento decorrente do projeto de regularizao fundiria de interesse social e especfico importar na abertura de matrcula para toda a rea objeto de regu-larizao, se no houver, e para cada uma das parcelas resultantes, inclusive dos bens pblicos.

    Art. 1.065. Havendo fraes ideais registradas, as novas matrculas sero abertas mediante requeri-mento de especializao formulado pelo titular da frao ideal ou seus legtimos sucesso-res, dispensada a outorga de escritura de rerratificao para indicao da quadra e lote respectivos.

    Art. 1.066. Na hiptese da regularizao fundiria implementada por etapas ou trechos, o registro ser feito com base em planta referente totalidade da rea inscrita, que defina seu permetro e que, tanto quanto o memorial descritivo,especifique a rea objeto da regula-rizao em anlise e demarque a rea remanescente.

    Subseo II

    Do procedimento Geral do Registro do Projeto de Regularizao

    Art. 1.067. O requerimento de registro do projeto de regularizao fundiria de interesse social ou especfico dever ser apresentado diretamente ao Oficial do Registro de Imveis, acompa-nhado de uma via dos seguintes documentos:

    I - planta do parcelamento assinada por profissional legalmente habilitado, com prova de Anotao de Responsabilidade Tcnica (ART), no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia CREA, ou Registro de Responsabilidade Tcnica (RRT), no Conselho de Arquitetura e Urbanismo - CAU, devidamente aprovada pelo Municpio, contendo as subdivises das quadras, as dimenses e numerao dos lotes, logradouros, espaos livres e outras reas com destinao especfica, dispensada a ART ou RRT, quando o responsvel tcnico for servidor ou empregado pblico;

    II - quadro indicativo das reas ocupadas pelos lotes, logradouros, espaos livres e outras reas com destinao especfica;

    III - memorial descritivo da gleba, dos lotes, dos bens pblicos e das demais reas;

    IV - certido atualizada da matrcula ou transcrio do imvel;

    V - instrumento de instituio, especificao e conveno de condomnio, se for o caso.

    VI - auto de regularizao municipal, ou documento equivalente;

    1 No caso de cooperativas habitacionais, associaes de moradores, fundaes, organizaes sociais, organizaes da sociedade civil de interesse pblico ou outras associaes civis que tenham por finalidade atividades nas reas de desenvolvimento

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 223

    urbano ou regularizao fundiria dever ser apresentada certido atualizada de seus atos constitutivos que demonstrem sua legitimidade para promover a regularizao fundiria.

    2 A aprovao municipal corresponde ao licenciamento urbanstico do projeto de regularizao fundiria, bem como ao licenciamento ambiental, se o Municpio tiver conselho de meio ambiente e rgo ambiental capacitado.

    3 Presume-se capacitado o rgo Municipal que emitir o licenciamento ambiental, ficando dispensado o Oficial do Registro de Imveis da verificar a composio de seu conselho de meio ambiente e a capacitao do rgo ambiental municipal.

    4 No sendo apresentado o licenciamento ambiental pelo Municpio, ser exigido licenciamento emitido pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hdricos.

    Art. 1.068. Os padres dos memoriais descritivos, das plantas e demais representaes grficas, in-clusive as escalas adotadas e outros detalhes tcnicos, seguiro as diretrizes estabelecidas pela autoridade municipal competente, considerando-se atendidas com a emisso do res-pectivo auto de regularizao ou documento equivalente.

    Art. 1.069. Prenotado o requerimento e os documentos que o instruem, o Oficial de Registro o autuar e efetuar as buscas em seus assentos.

    Art. 1.070. Constatada expanso do parcelamento para alm da rea descrita na matrcula, o Oficial de Registro de Imveis aproveitar o procedimento em curso para notificar o confrontante em tese atingido e proceder necessria retificao do registro.

    1 O confrontante ser notificado para, querendo, apresentar impugnao no prazo de quinze (15) dias. A notificao ser pessoal, pelo correio com aviso de recebimento, ou pelo Oficial do Registro de Ttulos e Documentos da comarca da situao do imvel ou do domiclio de quem deva receb-la.

    2 A notificao ser dirigida ao endereo do notificando constante do Registro de Imveis, podendo ser dirigida ao prprio imvel contguo ou quele fornecido pelo requerente. No sendo encontrado ou estando em lugar incerto e no sabido, tal fato ser certificado pelo oficial encarregado da diligncia, promovendo-se a notificao mediante edital, com o mesmo prazo fixado no 1 deste artigo, publicado por duas vezes em jornal local de grande circulao e afixado na Unidade de Registro de Imveis.

    3 Findo o prazo sem impugnao, o oficial praticar os atos cabveis e requeridos, como o registro do parcelamento do solo ou da instituio e especificao de condomnio e a respectiva conveno, com a consequente abertura das matrculas das unidades imobilirias e registro da atribuio de unidades nas matrculas correspondentes.

    4 Se houver impugnao, o Oficial intimar o requerente e o profissional que houver assinado a documentao tcnica para que se manifestem no prazo de dez

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    (10) dias. Se as partes no formalizarem transao para solucion-la, o oficial de registro de imveis designar audincia de conciliao no prazo de quinze (15) dias.

    5. Infrutfera a conciliao, proceder o oficial da seguinte forma:

    I - se a impugnao for infundada, rejeit-la- de plano por meio de ato motivado do qual constem expressamente as razes pelas quais assim a considerou e dar seguimento ao procedimento caso o impugnante no recorra no prazo de dez (10) dias. Em caso de recurso, o impugnante apresentar suas razes ao oficial de registro de imveis, que intimar o requerente para, querendo, apresentar contrarrazes no prazo de dez( 10) dias e, em seguida, encaminhar os autos, acompanhados de suas informaes complementares, ao Juiz Corregedor Permanente da circunscrio em que situado o imvel; ou

    II - se a impugnao for fundamentada, depois de ouvir o requerente no prazo de dez (10) dias, encaminhar os autos ao Juiz Corregedor Permanente da circunscrio em que situado o imvel.

    6 Consideram-se infundadas a impugnao j examinada e refutada em casos iguais ou semelhantes pelo Juzo Corregedor Permanente ou pela Corregedoria Geral da Justia; a que o impugnante se limita a dizer que ao procedimento causar avano na sua propriedade sem indicar, de forma plausvel, onde e de que forma isso ocorrer; a que no contm exposio, ainda que sumria, dos motivos da discordncia manifestada; a que ventila matria absolutamente estranha ao pedido formulado; e a que o oficial de registro de imveis, pautado pelos critrios da prudncia e da razoabilidade, assim reputar.

    7 Em qualquer das hipteses previstas no 5 os autos sero encaminhados ao Juiz Corregedor Permanente que, de plano ou aps instruo sumria, examinar apenas a pertinncia da impugnao e, em seguida, determinar o retorno dos autos ao oficial de registro de imveis para as providncias que indicar, isto , extino ou continuidade do procedimento, no todo ou em parte.

    Art. 1.071. Quando a rea objeto da regularizao atingir dois ou mais imveis, total ou parcial-mente, ainda que de proprietrios distintos, o Oficial do Registro de Imveis proceder unificao das reas respectivas, mediante fuso de todas as matrculas ou averbao dos destaques nas matrculas ou transcries originrias e abertura de nova matrcula para a rea resultante, efetivando-se, a seguir, o registro do projeto de regularizao.

    1 Tambm ser possvel a unificao quando dois ou mais imveis contguos forem objeto de imisso provisria na posse registrada em nome do poder pblico expropriante, diretamente ou por entidade delegada, podendo a unificao abranger um ou mais imveis de domnio pblico que sejam contguos rea objeto da imisso provisria na posse.

    2. A existncia de registros de direitos reais ou constries judiciais sobre os imveis no obstar a unificao das reas.

    3. Ocorrendo unificao de imveis de proprietrios distintos, o oficial do registro

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 225

    de imveis, logo aps a abertura da matrcula, averbar as parcelas correspondentes aos titulares de domnio, juntamente com os nus e constries judiciais, legais ou convencionais que sobre elas existirem, independente de prvia anuncia do beneficirio, do credor, do exequente ou de manifestao judicial.

    Art. 1.072. Registrado o projeto de regularizao fundiria, os compradores, compromissrios ou cessionrios podero requerer o registro dos seus contratos, padronizados ou no, apre-sentando o respectivo instrumento junto ao Oficial do Registro de Imveis competente.

    1 Os compromissos de compra e venda, as cesses e as promessas de cesso valero como ttulo hbil para transmisso da propriedade, quando acompanhados da respectiva prova de quitao das obrigaes do adquirente e sero registrados nas matrculas das correspondentes unidades imobilirias resultantes da regularizao fundiria.

    2 O registro de transmisso da propriedade poder ser obtido, ainda, mediante a comprovao idnea, perante o oficial do registro de imveis, da existncia de pr-contrato, promessa de cesso, proposta de compra, reserva de lote ou outro instrumento do qual constem a manifestao da vontade das partes, a indicao da frao ideal, lote ou unidade, o preo e modo de pagamento e a promessa de contratar.

    3. A prova de quitao dar-se- por meio de declarao escrita ou recibo assinado pelo loteador, com firma reconhecida, ou com a apresentao da quitao da ltima parcela do preo avenado.

    4. Equivale prova de quitao a certido emitida aps cinco (05) anos do vencimento da ltima prestao pelo Distribuidor Cvel da comarca de localizao do imvel e a da comarca do domiclio do adquirente, se diversa (CC, art. 206, 5, I), que explicite a inexistncia de ao judicial contra o adquirente ou seus cessionrios.

    Art. 1.073. Quando constar do ttulo que o parcelador foi representado por procurador, dever ser apresentada a respectiva prova da regularidade de sua representao na data do contrato.

    Art. 1.074. Protocolizado o ttulo, o Oficial do Registro de Imveis expedir notificao ao proprietrio ou seus sucessores, seguindo o rito previsto no art. 1.085 e seus . Estando a documentao em ordem e rejeitada a impugnao, se houver, o oficial de registro de imveis efetuar o registro da transmisso de propriedade, arquivando uma via do ttulo e os comprovantes do pagamento.

    1 Se a documentao for microfilmada, de conformidade com a Lei n. 5.433, de 8 de maio de 1.968, ou armazenada em mdia digital, na forma prevista no art. 38, da Lei n. 11.977, de 7 de julho de 2009, poder ser devolvida ao apresentante.

    2 Os requisitos de qualificao das partes necessrios ao registro podero ser comprovados por meio da apresentao de cpias autenticadas da cdula de identidade (RG) ou documento equivalente, do CPF, da certido de casamento e de eventual certido de registro da escritura de pacto antenupcial, podendo os demais

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    dados ser complementados mediante simples declarao firmada pelo beneficirio, dispensado o reconhecimento de firma quando firmada em presena do Oficial ou de seu preposto.

    Art. 1.075. Quando a descrio do imvel constante do ttulo de transmisso for imperfeita em relao ao projeto de regularizao fundiria registrado, mas no houver dvida quanto sua identificao e localizao, o interessado poder requerer seu registro, de conformidade com a nova descrio, com base no disposto no art. 213, 13 da Lei n. 6.015/73.

    Art. 1.076. Caso o ttulo de transmisso ou os documentos de quitao ostentem imperfeies ou desajustes no que diz respeito aos aspectos ligados especialidade registrria, poder o interessado requerer sua validao ao Juiz Corregedor Permanente para habilit-lo ao registro.

    Pargrafo nico. Para a validao do ttulo de transmisso, o interessado poder produzir prova documental ou tcnica, notificando, se for o caso, o titular do domnio ou o empreendedor.

    Subseo III

    Da Regularizao de Condomnio de Fraes Ideais

    Art. 1.077. Na hiptese de a irregularidade fundiria consistir na ocupao individualizada de fato, cuja propriedade esteja idealmente fracionada, as novas matrculas sero abertas a re-querimento dos titulares das fraes ideais ou de seus legtimos sucessores, em conjunto ou individualmente, aplicando-se, conforme o caso concreto, o disposto no art. 3, do Decreto-Lei n. 271/67, o art. 1, da Lei n. 4.591/64, ou o art. 2 da Lei n. 6.766/79.

    Pargrafo nico. O requerimento dever especificar a modalidade de regularizao pretendida, se parcelamento do solo ou instituio e especificao de condomnio de casas ou lotes, com as respectivas atribuies de unidades autnomas ou lotes, obedecidas as condies abaixo.

    Art. 1.078. O interessado na especializao de frao ideal, contida em parcelamento regularizado nos moldes desta subseo, apresentar requerimento dirigido ao Oficial de Registro de Imveis competente, instrudo com os seguintes documentos:

    I - certido atualizada da matrcula do imvel;

    II - anuncia dos confrontantes da frao do imvel que pretende localizar, expressa em instrumento pblico ou particular, neste caso, com as assinaturas dos signatrios reconhecidas;

    III - a identificao da frao, em conformidade com o projeto de regularizao registrado, por meio de certido atualizada expedida pelo Municpio;

    IV - certido de lanamento fiscal.

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 227

    1 Nos casos de fraes ideais localizadas em parcelamentos do solo consolidados e ainda no regularizados, admitida a cindibilidade da regularizao, alm da anuncia elencada no inciso I acima, o interessado dever anexar ao requerimento:

    I - planta da rea total matriculada com a localizao da frao ideal, assinada por profissional legalmente habilitado, com prova de Anotao de Responsabilidade Tcnica (ART), no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia - CREA ou Registro de Responsabilidade Tcnica (RRT), no Conselho de Arquitetura e Urbanismo - CAU;

    II - memorial descritivo da frao localizada;

    2 Em ambos os casos, examinada a documentao e encontrada em ordem, o Oficial do Registro de Imveis far publicar, em jornal de circulao local, em resumo e com pequeno desenho de localizao da rea, edital do pedido de registro em dois (02) dias consecutivos, podendo este ato ser impugnado no prazo de quinze (15) dias contados da data da ltima publicao.

    3 Nas hipteses descritas no 1, dever o Oficial do Registro de Imveis notificar o Municpio para manifestao em quinze (15) dias.

    4. Findo o prazo sem impugnao, o Oficial de Registro de Imveis abrir nova matrcula para a frao destacada e averbar o destaque na matrcula matriz; se houver impugnao seguir o rito previsto nos 4 a 7 do art. 1.085.

    Art. 1.079. O requerimento de regularizao como condomnio dever vir subscrito por todos os titula-res de frao ideal registrada ou seus legtimos sucessores, nos termos da Lei n. 4.591/64 ou no art. 3, do Decreto- Lei n. 271/67, e instrudo com:

    I - certido atualizada da matrcula do imvel;

    II - instrumento de instituio e especificao de condomnio;

    III - plantas e memorial descritivo com a descrio sucinta do empreendimento, a identificao das unidades autnomas com as respectivas fraes ideais de terreno e as restries incidentes sobre elas, bem como das reas comuns, ambos assinados por profissional legalmente habilitado e aprovados pelo Municpio;

    IV - clculo das reas das edificaes e dos lotes, discriminando, alm da global, a das partes comuns, inclusive reas de circulao interna, quando houver, e indicando para cada tipo de unidade a respectiva metragem de rea construda ou a metragem de cada lote;

    VI - conveno de condomnio, acompanhada do respectivo regimento interno;

    VII - auto de regularizao municipal ou de vistoria (habite-se) ou, ainda, documento equivalente das construes existentes;

    VIII - certido negativa de dbito para com a Previdncia Social, relativamente s construes existentes, dispensada a apresentao mediante declarao de preenchimento dos requisitos previstos nos arts. 322, XXV e 370, III, da Instruo

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    Normativa n. 971, de 13 de novembro de 2009, da Receita Federal do Brasil.

    IX - licena de instalao emitida pelo Municpio, ou pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hdricos, quando exigida por lei; e

    X - instrumento de atribuio de unidades autnomas.

    1 Na hiptese de o requerimento previsto no caput deste artigo no ser subscrito pela totalidade dos titulares do domnio, e estando a documentao em ordem, os faltantes sero notificados pelo Oficial de Registro de Imveis competente, a requerimento dos interessados, para se manifestar em quinze (15) dias. A notificao ser pessoal, pelo correio com aviso de recebimento, ou pelo Oficial de Registro de Ttulos e Documentos da comarca da situao do imvel ou do domiclio de quem deva receb-la.

    2. A notificao ser dirigida ao endereo do notificando constante do Registro de Imveis ou quele fornecido pelo requerente; no sendo encontrado ou estando em lugar incerto e no sabido, tal fato ser certificado pelo oficial encarregado da diligncia, promovendo-se a notificao mediante edital, com o mesmo prazo fixado no 1, publicado por duas (02) vezes em jornal local de grande circulao.

    3. Findo o prazo sem impugnao, o oficial praticar os atos cabveis e requeridos; se houver impugnao, o oficial de registro de imveis seguir o rito previsto nos 4 a 7 do art. 1.085.

    4. Para fins da regularizao prevista nessa subseo, desnecessria a outorga de escritura de rerratificao do ttulo aquisitivo para indicao de quadra e lote ou de escritura de diviso entre os coproprietrios.

    Subseo IV

    Da Comarca Urbanstica

    Art. 1.080. O procedimento de demarcao urbanstica, indispensvel para a regularizao fundiria de reas ainda no matriculadas facultativo para as demais situaes de regularizao fundiria de interesse social ou especfico.

    1 O auto de demarcao urbanstica poder abranger parte ou a totalidade de um ou mais imveis inseridos em uma ou mais das seguintes situaes:

    I- domnio privado com proprietrios no identificados, em razo de descries imprecisas dos regis-tros anteriores;

    II - domnio privado objeto do devido registro no Registro de Imveis competente, ainda que de proprietrios distintos; ou

    III - domnio pblico.

    2. O auto de demarcao urbanstica deve ser instrudo com:

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 229

    I - planta e memorial descritivo da rea a ser regularizada, nos quais constem suas medidas perimetrais, rea total, confrontantes, coordenadas preferencialmente georreferenciadas dos vrtices definidores de seus limites, nmero das matrculas ou transcries atingidas, indicao dos proprietrios identificados e ocorrncia de situaes mencionadas no I, do 1 deste artigo;

    II - planta de sobreposio do imvel demarcado com a situao da rea constante do registro de imveis, quando esta o permitir, e, quando possvel, com a identificao das situaes mencionadas no inciso I, do 1 deste artigo; e

    III certido da matrcula ou transcrio da rea a ser regularizada, emitida pelo registro de imveis, ou, diante de sua inexistncia, das circunscries imobilirias anteriormente competentes.

    3 Antes de encaminhar o auto de demarcao urbanstica ao registro de imveis, o poder pblico poder colher a anuncia dos rgos responsveis pela administrao patrimonial dos demais entes federados ou notific-los, atravs do Registro de Imveis, por correspondncia com aviso de recebimento, para que se manifestem no prazo de trinta (30) dias quanto:

    I - anuncia ou oposio ao procedimento, na hiptese de a rea a ser demarcada abranger imvel pblico;

    II - aos limites definidos no auto de demarcao urbanstica, na hiptese de a rea a ser demarcada confrontar com imvel pblico; e,

    III - eventual titularidade pblica da rea, na hiptese de inexistncia de registro anterior ou de impossibilidade de identificao dos proprietrios em razo de impreciso dos registros existentes.

    4 Aps a notificao, na ausncia de manifestao no prazo previsto no 3 deste artigo, presumir-se- a anuncia do notificado e o procedimento de demarcao urbanstica ter continuidade.

    5 No que se refere s reas de domnio da Unio, aplicar-se- o disposto na Seo III-A, do Decreto-Lei n. 9.760, de 5 de setembro de 1946, inserida pela Lei n. 11.481, de 31 de maio de 2007, e, nas reas de domnio dos Estados, Distrito Federal ou Municpios, a respectiva legislao patrimonial.

    Art. 1.081. Encaminhado o auto de demarcao urbanstica ao registro de imveis, ser imediata-mente prenotao e autuado. Em seguida, o oficial dever proceder s buscas para iden-tificao do proprietrio da rea a ser regularizada e de matrculas ou transcries que a tenham por objeto. Na impossibilidade de identificao da totalidade dos titulares do domnio da rea em questo, as buscas devero se estender s circunscries imobilirias anteriores.

    1 Realizadas as buscas, o oficial do registro de imveis dever notificar o proprietrio e os confrontantes da rea demarcada, pessoalmente, pelo correio, com aviso de recebimento, ou, ainda, por solicitao ao oficial de registro de ttulos

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    e documentos da comarca da situao do imvel ou do domiclio de quem deva receb-la, para, querendo, apresentarem impugnao averbao da demarcao urbanstica, no prazo de quinze (15) dias.

    2 O poder pblico responsvel pela regularizao, em todas as hipteses contempladas neste item - especialmente se a descrio constante de transcrio ou matrcula relativa rea objeto de demarcao urbanstica for imprecisa ou omissa, de modo que impossibilite a segura identificao dos titulares do domnio de toda a rea -, dever notificar, por edital, eventuais interessados, bem como o proprietrio e os confrontantes da rea demarcada, estes se no forem localizados nos endereos constantes do registro de imveis ou naqueles fornecidos pelo poder pblico para notificao na forma estabelecida no 1 do art. 1.070.

    3 So requisitos para a notificao por edital:

    I resumo do auto de demarcao urbanstica, com a descrio que permita a identificao da rea a ser demarcada e seu desenho simplificado;

    II publicao do edital, no prazo mximo de sessenta (60) dias, uma vez pela imprensa oficial e imprensa oficial e uma vez em jornal de grande circulao local; e

    III determinao do prazo de quinze (15) dias para apresentao de impugnao averbao da demarcao urbanstica perante o Registro de Imveis.

    4. Decorrido o prazo sem impugnao, a demarcao urbanstica ser averbada nas matrculas ou transcries alcanadas pela planta e memorial indicados no inciso I, do 2, do art. 1.080, abrindo-se matrcula para a rea objeto da demarcao, salvo se a rea demarcada coincidir exatamente com a do imvel objeto da matrcula ou transcrio.

    5 Havendo impugnao, o oficial do registro de imveis dever notificar o poder pblico para que se manifeste no prazo de sessenta (60) dias, oportunidade em que poder propor a alterao do auto de demarcao urbanstica ou adotar qualquer outra medida que possa afastar a oposio do proprietrio ou dos confrontantes regularizao da rea ocupada, podendo apresentar nova planta para fins da averbao da demarcao.

    6 Persistindo a divergncia, o oficial de registro de imveis promover audincia de conciliao entre o impugnante e o poder pblico no prazo de quinze (15) dias. No havendo acordo, proceder-se- na forma dos 5 a 7 do art. 1.070, prosseguindo-se em relao no impugnada, para a qual o poder pblico dever apresentar planta que a retrate.

    7 Na matrcula aberta para a rea objeto da demarcao urbanstica e depois, nas matrculas abertas para cada parcela decorrente da regularizao fundiria, devero constar nos campos referentes ao registro anterior e ao proprietrio:

    I - quando for possvel identificar a exata origem da parcela matriculada, por meio de planta de sobreposio do parcelamento com os registros existentes, a matrcula

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 231

    anterior e o nome de seu proprietrio;

    II - quando no for possvel identificar a exata origem da parcela matriculada, todas as matrculas anteriores atingidas pelo auto, a expresso proprietrio no identificado e, em sendo o caso, os nomes dos proprietrios identificados, dispensando-se, neste caso, os requisitos dos itens 4 e 5 do inciso II do art. 176, da Lei n. 6.015/73; e

    III - na hiptese de multiplicidade de proprietrios, no prembulo da matrcula da unidade imobiliria resultante da regularizao fundiria dever constar no campo destinado indicao do proprietrio: proprietrios indicados na matrcula de origem ao invs do determinado no inciso II.

    Subseo V

    Da Legitimao de Posse

    Art. 1.082. Na regularizao fundiria iniciada por demarcao urbanstica e aps a regularizao das unidades imobilirias, com a abertura das matrculas respectivas, nelas sero registrados os ttulos de direito real ou de legitimao de posse apresentados e aptos a registro.

    1 O ttulo de legitimao de posse apresentado ao Registro de Imveis dever ser acompanhado de declarao do ocupante, com firma reconhecida, de que:

    I - no concessionrio, foreiro ou proprietrio de outro imvel urbano ou rural;

    II no beneficirio de legitimao de posse concedida anteriormente.

    2 A legitimao de posse pode ser concedida ao coproprietrio da gleba, titular de cotas ou de fraes ideais devidamente cadastradas pelo poder pblico, desde que exera seu direito de propriedade em um lote individualizado e identificado no parcelamento registrado ou ao ocupante de lote em parcelamento ou unidade autnoma em condomnio edilcio regular.

    Art. 1.083. O detentor do ttulo de legitimao de posse, aps cinco (05) anos de seu registro, poder requerer ao Oficial do Registro de Imveis a converso desse ttulo em registro de proprie-dade, tendo em vista sua aquisio por usucapio, nos termos do art. 183 da Constituio Federal.

    1. O pedido de converso dever ser instrudo dos seguintes documentos:

    I certides do cartrio distribuidor demonstrando a inexistncia de aes em andamento que versem sobre a posse ou a propriedade do imvel;

    II declarao do legitimado de que no possui outro imvel urbano ou rural;

    III declarao do legitimado de que o imvel utilizado para sua moradia ou de sua famlia; e

    IV declarao do legitimado de que no teve reconhecido anteriormente o direito

  • 232

    usucapio de imveis em reas urbanas.

    2 As certides previstas no inciso I do 1 so as relativas ao titular da legitimao de posse.

    3 No caso de rea urbana de mais de 250m (duzentos e cinquenta metros quadrados) e no de legitimao de posse decorrente de projeto de regularizao fundiria de interesse especfico, o prazo para requerimento da converso do ttulo de legitimao de posse em propriedade ser o estabelecido na legislao pertinente sobre usucapio.

    4 O ttulo de legitimao de posse poder ser extinto pelo poder pblico emitente quando constatado que o beneficirio no est na posse do imvel e no houve registro da cesso de direitos. O poder pblico, aps o procedimento para extino do ttulo, solicitar ao oficial de registro de imveis a averbao do cancelamento de seu registro na forma do art. 250, III, da Lei n. 6.015, de 31 de dezembro de 1973.

    Subseo VI

    Da Regularizao de Glebas Urbanas

    Parceladas Antes da Lei n. 6.766/79

    Art. 1.084. O pedido de regularizao fundiria, fundado no art. 71, da Lei n. 11.977/09, dever ser instrudo com os seguintes documentos:

    I - certido do Municpio atestando que o loteamento foi implantado antes de 19 de dezembro de 1979 e que est integrado cidade.

    II - planta da rea regularizanda, assinada por profissional legalmente habilitado, com prova de Anotao de Responsabilidade Tcnica (ART), no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia - CREA ou Registro de Responsabilidade Tcnica (RRT), no Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), contendo as subdivises das quadras, as dimenses e numerao dos lotes, logradouros, espaos livres e outras reas com destinao especfica, dispensada a ART ou o RRT, quando o responsvel tcnico for servidor ou empregado pblico;

    III - certido de matrcula ou transcrio da rea regularizada.

    Pargrafo nico. Esta modalidade de regularizao tambm pode ser feita por trechos ou etapas, independente de retificao.

    Subseo VII

    Da Abertura de Matrcula Para rea Pblica

    Em Parcelamento No Registrado

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 233

    Art. 1.085. O Municpio poder solicitar ao registro de imveis a abertura de matrcula de parte ou da totalidade de imveis pblicos, assim considerados pela destinao dada e consolidada, oriundos de parcelamento do solo urbano no inscrito ou registrado, por meio de requeri-mento acompanhado dos seguintes documentos:

    I - planta e memorial descritivo do imvel pblico a ser matriculado, dos quais constem a sua descrio, com medidas perimetrais, rea total, localizao, confrontantes e coordenadas preferencialmente georreferenciadas dos vrtices definidores de seus limites;

    II anuncia dos confrontantes; e

    III- planta de parcelamento assinada pelo loteador ou confeccionada e aprovada pelo Municpio, acompanhada da declarao de que o parcelamento se encontra implantado, quando houver.

    1. Na hiptese de o requerimento no estar subscrito ou instrudo com anuncia de todos os confrontantes, e estando a documentao em ordem, os faltantes sero notificados pelo Oficial de Registro de Imveis competente, a requerimento do Municpio, para se manifestarem em quinze(15) dias, promovendo-se a notificao pessoalmente, pelo correio com aviso de recebimento, ou pelo Oficial de Registro de Ttulos e Documentos da comarca da situao do imvel ou do domiclio de quem deva receb-la.

    2. A notificao ser dirigida ao endereo do notificando constante do Registro de Imveis, podendo ser dirigida endereo do prprio imvel contguo ou quele fornecido pelo requerente; no sendo encontrado ou estando em lugar incerto e no sabido, tal fato ser certificado pelo oficial encarregado da diligncia, promovendo-se a notificao mediante edital, com o mesmo prazo fixado no 1, publicado por duas (02) vezes em jornal local de grande circulao.

    3 Findo o prazo sem impugnao, o Oficial abrir a matrcula respectiva em nome do Municpio, independentemente do regime jurdico do bem pblico, e efetuar a averbao remissiva na matrcula ou transcrio da rea original para controle de disponibilidade, salvo tratar-se de aquisio imemorial, o que deve ser expressamente declarado pelo Municpio.

    4 Se houver impugnao fundamentada por parte de algum confrontante, o Oficial de Registro de Imveis seguir o rito previsto nos 4 a 7 do art. 1.070.

    5 Na abertura de matrcula de imvel pblico oriundo de parcelamento do solo urbano, havendo divergncia nas medidas perimetrais de que resulte, ou no, alterao de rea, a situao de fato implantada do bem dever prevalecer sobre a situao constante do registro ou da planta de parcelamento, respeitados os limites dos particulares lindeiros.

    6. Nos casos de parcelamentos urbanos regularizados nos termos desta seo, ainda que realizados na vigncia do Decreto-Lei n. 58/37, no se exigir a formalizao da doao de reas pblicas pelo loteador para a transferncia de domnio.

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    Subseo VIII

    Da Abertura de Matrcula de Imvel Pblico do Estado

    Art. 1.086. O requerimento do Estado para abertura de matrcula de parte ou da totalidade de im-veis urbanos sem registro anterior, cujo domnio lhe tenha sido assegurado pela legislao, dever ser acompanhado dos documentos mencionados no art. 1.084.

    1 Recebido o requerimento na forma prevista no caput, o oficial de registro de imveis abrir a matrcula em nome do requerente, observado o disposto no 5o do art. 195-A, da Lei Federal n. 6.015/1976.

    2 O Municpio poder realizar, em acordo com o Estado, o procedimento de que trata este artigo e requerer, em nome deste, no registro de imveis competente, a abertura de matrcula de imveis urbanos situados nos limites do respectivo territrio municipal.

    3. Na hiptese de o requerimento no estar subscrito ou instrudo com anuncia de todos os confrontantes, aplica-se o procedimento previsto neste cdigo.

    Subseo IX

    Da Regularizao dos Conjuntos Habitacionais No Registrados

    Art. 1.087. Entende-se como conjunto habitacional o empreendimento em que o parcelamento do imvel urbano, com ou sem abertura de ruas, feito para alienao de unidades habita-cionais edificadas pelo prprio empreendedor.

    1. A regularizao dos conjuntos habitacionais compreende:

    I - o registro ou averbao do parcelamento do solo, quando couber, com as aberturas das respectivas matrculas de lotes e reas pblicas;

    I I - a averbao de construo na matrcula decorrente do parcelamento;

    III - o registro de instituio e especificao do condomnio e de conveno do condomnio, quando houver duas ou mais unidades no mesmo imvel;

    IV - a abertura de matrcula das unidades autnomas.

    2 Para regularizao de conjunto habitacional, o interessado instruir seu requerimento de registro com os seguintes documentos:

    I - planta do conjunto, emitida ou aprovada pelo Municpio e assinada por profissional legalmente habilitado, com prova de Anotao de Responsabilidade Tcnica (ART), no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia - CREA ou Registro de Responsabilidade Tcnica (RRT), no Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU),

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 235

    contendo as edificaes, subdivises das quadras, as dimenses, rea e numerao dos lotes, logradouros, espaos livres e outras reas com destinao especfica, inclusive garagem para veculos e unidades autnomas se houver, dispensada a ART ou o RRT quando o responsvel tcnico for servidor ou empregado pblico;

    II - clculo das reas das edificaes, discriminando, alm da global a das partes comuns, e indicando cada tipo de unidade e a respectiva metragem de rea construda, tudo de conformidade com as normas da Associao Brasileira de Normas Tcnicas - ABNT, aplicveis ao caso;

    III - discriminao das fraes ideais de terreno com as unidades de uso exclusivo que a elas correspondero;

    IV - memorial descritivo com a descrio sucinta do empreendimento, a identificao das unidades e as restries incidentes, assinado por profissional legalmente habilitado, na forma prevista no inciso I deste pargrafo.

    V - conveno de condomnio acompanhada do respectivo regimento interno;

    VI - prova do ato constitutivo do agente empreendedor, observados o art. 8, da Lei n. 4.380, de 21 de agosto de 1964, e o art. 18, da Lei n. 5.764, de 16 de dezembro de 1971;

    VII - auto de regularizao ou vistoria (habite-se) ou documento municipal equivalente relativo s construes existentes;

    VIII - certido negativa de dbito para com a Previdncia Social, relativamente construo, dispensada a apresentao mediante declarao de preenchimento dos requisitos previstos nos arts. 322, XXV e 370, III, da Instruo Normativa n. 971, de 13 de novembro de 2009, da Receita Federal do Brasil;

    IX - licena ambiental emitida pelo Municpio ou pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hdri-cos, quando exigida por lei.

    3. O requerimento do interessado e os documentos assim apresentados sero autuados, numerados e rubricados, formando processo respectivo. O oficial de registro, ento, proceder s buscas e qualificao da documentao apresentada.

    4. Procedido o registro do conjunto habitacional e arquivado o processo respectivo com a identificao do conjunto regularizado, o oficial de registro elaborar ficha auxiliar, que far parte integrante da matrcula, da qual constaro todas as unidades, reservando-se espao para anotao do nmero da matrcula a ser aberta quando do primeiro ato de registro relativo a cada uma delas.

    5. A requerimento do interessado podero ser abertas todas as matrculas das unidades integrantes do conjunto regularizado, averbando-se esse fato na matrcula matriz para comprovao do esgotamento da disponibilidade imobiliria.

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    Subseo X

    Das Disposies Finais

    Art. 1.088. No sero cobrados custas e emolumentos para o registro do auto de demarcao urbans-tica, do ttulo de legitimao e de sua converso em ttulo de propriedade e dos parcela-mentos oriundos da regularizao fundiria de interesse social.

    Art. 1.089. Nos procedimentos para registro de parcelamentos implantados diretamente pela Unio, Estado e Municpios, inclusive, pelas companhias de habitao integrantes da administra-o pblica, os oficiais de registro de imveis no exigiro as certides previstas no art. 18 da Lei n. 6.766/79, que forem incompatveis com a natureza pblica do empreendimento.

    Art. 1.090. A Unio, Estado, Municpios e companhias de habitao integrantes da administrao pblica, bem como as Instituies Financeiras autorizadas pelo Banco Central do Brasil, podero usar chancela mecnica para firmar contratos com seus muturios, no mbito do SFH e do SFI.

    Art. 1.091. A certido negativa de dbitos relativa construo, emitida pela previdncia social, no precisar ser revalidada, depois de expirado seu prazo de validade, desde que mantida a mesma rea construda.

    Art. 1.092. Em todas as situaes descritas nesta seo, considera-se confrontante o titular de direito real ou o ocupante, a qualquer ttulo, da rea lindeira da frao demarcada, integrante ou no do condomnio da rea maior.

    Art. 1.093. Aplica-se o 10, do art. 213 ,da Lei n. 6.015/73 para todas as situaes, nesta seo, em que exista pluralidade de proprietrios ou confrontantes, em situao de condomnio, notificando apenas um deles de cada matrcula.

    Art. 1.094. Nos procedimentos de regularizao fundiria, os efeitos da prenotao cessaro automa-ticamente se decorridos sessenta (60) dias de seu lanamento no protocolo, o ttulo no tiver sido registrado por omisso do interessado em atender as devidas exigncias, salvo outras hipteses de prorrogao por previso legal ou normativa.

    Art. 1.095. O registro da regularizao fundiria no exime o parcelador faltoso da responsabilidade civil, administrativa ou criminal.

    Art. 1.096. Quando houver seccionamento da rea original do imvel por ato do poder pblico para criao ou ampliao de sistema virio, ou em decorrncia de alienaes parciais, dando origem a mais de uma rea remanescente, a apurao conjunta ou individual de cada uma delas poder ser feita em procedimento autnomo, caso em que sero considerados como confrontantes to somente os confinantes das reas remanescentes, procedendo-se ne-cessria averbao dos desfalques na matrcula ou transcrio aquisitiva, para controle da disponibilidade.

    SEO IX

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 237

    INCORPORAES

    Subseo I

    Das Incorporaes Imobilirias

    Art. 1.097. Os requerimentos para registro de incorporaes imobilirias disciplinadas na Lei n. 4.591/64, devem ser autuados em processos que tero suas folhas numeradas e rubrica-das, figurando os documentos pertinentes na ordem estabelecida na lei.

    1 Logo que autuados, certificar-se- aps o ltimo documento integrante do processo a protocolizao e a final o arquivamento e respectivo registro na matrcula do imvel.

    2. Nos registros decorrentes de incorporao imobiliria, o registrador dever observar o prazo mximo de quinze (15) dias para o fornecimento do nmero do registro ao interessado ou a indicao das pendncias a serem satisfeitas para sua efetivao.

    Art. 1.098. Quando o incorporador for pessoa jurdica, incumbir ao oficial verificar, com base nos atos constitutivos, a regularidade da representao societria, especialmente se quem requer o registro tem poderes para tanto.

    Art. 1.099. Os documentos apresentados para registro da incorporao devero vir, sempre que poss-vel, no original, podendo ser aceitas cpias reprogrficas, desde que devidamente auten-ticadas por notrio.

    Pargrafo nico. Se o oficial suspeitar da autenticidade de qualquer delas, poder exigir a exibio do original.

    Art. 1.100. As certides dos distribuidores cveis e criminais, as negativas de impostos e as de protes-tos devem referir-se aos alienantes do terreno, quando o incorporador for compromissrio comprador, ou aos atuais proprietrios, inclusive seus cnjuges, bem como ao incorpora-dor.

    1 As certides cveis e criminais sero extradas pelo perodo de dez (10) anos e as de protesto pelo perodo de cinco (05) anos.

    2 As certides de impostos relativas ao imvel urbano so as municipais.

    3 Tratando-se de pessoa jurdica, as certides dos distribuidores criminais devero referir-se aos representantes legais da incorporadora.

    4 Tratando-se de empresa constituda por outras pessoas jurdicas, tais certides devero referir-se aos representantes legais destas ltimas.

    5 Todas as certides devero ser extradas na Comarca da situao do imvel e, se distintas, naquelas onde domiciliadas as pessoas supra mencionadas, exigindo-se que no tenham sido expedidas h mais de trs (03) meses.

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    Art. 1.101. Sempre que das certides dos distribuidores constarem aes cveis, dever ser exigida a apresentao de certides complementares, esclarecedoras do desfecho ou estado atual das aes.

    Pargrafo nico. Tal complementao ser desnecessria, quando se tratar de ao que, pela sua prpria natureza, desde logo aferida da certido do distribuidor, no tenha qualquer repercusso econmica, ou relao com o imvel objeto da incorporao.

    Art. 1.102. Por ocasio do requerimento de registro de incorporaes, dever ser exigido, das empre-sas em geral, apresentao da Certido Conjunta de Dbitos Relativos a Tributos Federais e Dvida Ativa da Unio e a Certido Negativa de Dbitos Relativos a Contribuies Pre-videncirias.

    Art. 1.103. Ser sempre indispensvel a correspondncia da descrio e da rea do imvel a ser in-corporado com as que constarem da transcrio ou da matrcula respectiva, exigindo-se, caso contrrio, prvia retificao.

    Art. 1.104. No poder o cartrio registrar pedido de incorporao sem que o apresentante exiba planta ou croqui dos espaos destinados guarda de veculos.

    Art. 1.105. Se a legislao da Prefeitura local exigir que a demarcao dos espaos conste da planta aprovada, no ser aceitvel a simples exibio de croqui.

    Art. 1.106. O atestado de idoneidade financeira dever conter o endereo e a denominao do em-preendimento e deve ser expressamente expedido para fins de registro de incorporao imobiliria especfica.

    Art. 1.107. O quadro de reas dever obedecer as medidas que constarem do registro, no se admitin-do, em caso de divergncia, que ele se refira s constantes da planta aprovada.

    Art. 1.108. A averbao de construo de prdio s poder ser feita mediante documento hbil (habi-te-se ou alvar de conservao), expedido pela Prefeitura Municipal. Ser exigido que do habite-se conste a rea construda, que dever ser conferida com a da planta aprovada e j arquivada. Quando houver divergncia, o registro no poder ser feito antes que se esclarea e corrija a situao.

    Art. 1.109. A instituio e especificao de condomnio sero registradas mediante a apresentao do respectivo instrumento (pblico ou particular), que caracterize e identifique as unidades autnomas, acompanhado do projeto aprovado e do habite-se.

    1 Para averbao da construo e registro de instituio cujo plano inicial no tenha sido modificado ser suficiente requerimento que enumere as unidades, com remisso documentao arquivada com o registro da incorporao, acompanhado de certificado de concluso da edificao e desnecessria anuncia unnime dos condminos.

    2. Quando do registro da instituio, deve ser exigida, tambm, a conveno do condomnio, que ser registrada no Livro n. 3 de Registro Auxiliar.

    CAPTULO VIII - DO REGISTRO DE IMVEIS

  • CDIGO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DOS SERVIOS NOTARIAIS E DE REGISTRO DO ESTADO DO PIAU 239

    Art. 1.110. Recomenda-se a elaborao de uma ficha auxiliar de controle de disponibilidade, na qual constaro, em ordem numrica e verticalmente, as unidades autnomas, a exemplo do estabelecido para os loteamentos, conforme o art. 1.036.

    Art. 1.111. Antes de averbada a construo e registrada a instituio do condomnio ser irregular a abertura de matrculas para o registro de atos relativos a futuras unidades autnomas, devendo todos os atos serem lanados na matrcula do empreendimento.

    Art. 1.112. Uma vez averbada a construo e efetuado o registro da instituio e especificao do condomnio, alm da meno do nmero do registro da conveno de condomnio no Livro 3, dever ser averbada na matrcula matriz referncia s matrculas abertas para as uni-dades autnomas.

    CAPTULO IX

    DAS DISPOSIES TRANSITRIAS E FINAIS

    SEO I

    Das Disposies Transitrias e Finais

    Art. 1.113. A Corregedoria Geral da Justia formalizar os acordos e convnios necessrios efetiva-o deste Cdigo.

    Art. 1.114. Fica estabelecido o prazo de doze (12) meses para adequao de todas as serventias ex-trajudiciais aos termos deste Cdigo de Normas e de Procedimentos.

    Art. 1.115. Este cdigo entrar em vigor em todo o territrio estadual, na data da sua publicao, revogadas as disposies em contrrio, cabendo Corregedoria Geral da Justia dar-lhe ampla divulgao.