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  • 25/11/13 PROVIMENTO N 1, DE 27 DE JANEIRO DE 2003

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    PROVIMENTO N. 1, DE 27 DE JANEIRO DE 2003

    Dispe sobre a atualizao do Cdigo de Normas da Corregedoria-Geral de Justia e d outrasprovidncias.

    O DESEMBARGADOR JOSU DE OLIVEIRA, CORREGEDOR-GERAL DE JUSTIA DO ESTADO DEMATO GROSSO DO SUL, no uso de suas atribuies legais, e

    CONSIDERANDO a necessidade de adequar as Normas de Servio da Corregedoria-Geral de Justia doEstado de Mato Grosso do Sul, diante das alteraes introduzidas no ordenamento jurdico ptrio;

    RESOLVE:

    Art. 1 Aprovar a atualizao do Cdigo de Normas da Corregedoria-Geral de Justia do Estado de MatoGrosso do Sul, institudo pelo Provimento n. 10, de 21 de dezembro de 2000, que regula os servios dos foros judicial e

    extrajudicial, na forma das disposies contidas em anexo.

    Art. 2 Este provimento entrar em vigor na data de sua publicao, revogadas as disposies em contrrio.

    Campo Grande, 27 de janeiro de 2.003.

    Des. Josu de Oliveira

    Corregedor-Geral de Justia

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    CDIGO DE NORMAS DA CORREGEDORIA-GERAL DE JUSTIA DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL

    Captulo I

    Do Cdigo de Normas e da Estrutura Correicional

    Seo I

    Do Cdigo de Normas

    Art. 1 O Cdigo de Normas da Corregedoria-Geral de Justia do Estado de Mato Grosso do Sul consolida, demaneira sistemtica e uniforme, os provimentos, portarias, circulares, despachos normativos, instrues, orientaes, ordens

    de servio e comunicaes.

    Pargrafo nico. Para atender s peculiaridades locais, o juiz da vara ou da comarca poder expedir normascomplementares, mediante portaria ou outro ato administrativo, e remeter cpia para anlise Corregedoria-Geral de Justia.

    Seo II

    Da Corregedoria-Geral de Justia

    Art. 2 A Corregedoria-Geral de Justia, rgo de orientao, controle e fiscalizao disciplinar dos serviosforenses, com atribuio em todo o Estado, compe-se de um desembargador denominado Corregedor-Geral de Justia e

    juzes auxiliares.

    Pargrafo nico. A estrutura da Corregedoria-Geral de Justia est prevista no Regimento Interno da Secretariado Tribunal de Justia. As atribuies e as competncias do Corregedor-Geral de Justia e dos respectivos juzes auxiliares

    esto definidas no Cdigo de Organizao e Diviso Judicirias e no Regimento Interno do Tribunal de Justia do Estado de

    Mato Grosso do Sul.

    Art. 3 Os atos do Corregedor-Geral de Justia sero:

    I - provimento: ato de carter normativo, com a finalidade de regulamentar, esclarecer ou interpretar a aplicaode dispositivos genricos de lei; aprovar ou expedir regulamentos e regimentos internos dos organismos e estruturas

    administrativas; e autorizar e regulamentar as correies do foro;

    II - portaria: ato de carter no normativo, que visa aplicar, em casos concretos, os dispositivos legais atinentes

    ao regime jurdico dos servidores da Justia;

    III - circular: instrumento em que se divulga matria normativa ou administrativa, para conhecimento geral;

    IV - ordem de servio: ato de providncia interno e circunscrito ao plano administrativo;

    V - deciso: soluo da controvrsia prolatada em autos;

    VI - ofcio: ato de comunicao externa;

    VII - ofcio-circular: forma de comunicao em carter especfico, de menor generalidade que as circulares,

    destinado ao ordenamento do servio.

    Art. 4 Ser publicada apenas a parte dispositiva das decises proferidas em procedimentos de naturezadisciplinar ou em processos de dvida. Pode o Corregedor-Geral de Justia, se entender necessrio, determinar a publicao

    dessas decises na ntegra.

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    Seo III

    Da Funo Correicional

    Art. 5 A funo correicional consiste na fiscalizao e na inspeo das serventias judiciais e extrajudiciais e deseus servios auxiliares, exercida, em todo o Estado, pelo Corregedor-Geral de Justia, pelos juzes auxiliares da

    Corregedoria-Geral de Justia, pelos juzes diretores do foro, pelos juzes corregedores permanentes e pelos juzes, noslimites de suas atribuies.

    Pargrafo nico. No mbito de sua competncia, o juiz corregedor permanente poder praticar os mesmos atos

    do Corregedor-Geral de Justia.

    Art. 6 As correies feitas pelo Corregedor Geral de Justia, pelos juzes auxiliares e pelos juzes corregedores,na rea de sua responsabilidade, sero ordinrias, extraordinrias e permanentes. (Alterado pelo art. 1 do Provimento n.

    57, de 26/1/2011 DJMS, de 28/1/2011.)

    1 A correio ordinria a fiscalizao feita, habitualmente, em razo do dever funcional, sem que haja

    qualquer motivo especial.

    2 A correio extraordinria a fiscalizao levada a efeito de ofcio, ou mediante denncia do interessado, oupor determinao do Conselho Superior da Magistratura ou do Corregedor-Geral de Justia sempre que se tenha

    conhecimento de irregularidades ou transgresses da disciplina judicial, praticada por juzes de paz, servidores da justia,delegados das serventias extrajudiciais e seus prepostos ou autoridades policiais, para o fim de corrigir ou sanar aquelas

    irregularidades e transgresses, sem prejuzo das medidas disciplinares e/ou penais cabveis.

    3 A correio permanente, pelos juzes de direito, compreende a inspeo de cartrios e demais reparties

    relacionadas diretamente com os servios judiciais e sobre a atividade dos servidores que lhe sejam subordinados.(Acrescentado pelo art. 1 do Provimento n. 57, de 26/1/2011 DJMS, de 28/1/2011.)

    Art. 7 Anualmente, o juiz diretor do foro realizar correio ordinria:

    I - nos cartrios distritais, at o ms de agosto;

    II - nos cartrios extrajudiciais da sede da comarca, nos meses de abril e outubro, ou coincidentemente com a

    correio realizada pela Corregedoria-Geral de Justia.

    Pargrafo nico. A mesma atribuio caber ao magistrado que estiver exercendo substituio em outra

    comarca, como diretor do foro, nos meses acima fixados.

    Art. 8 O magistrado far inspees peridicas no cartrio judicial correspondente ao juzo ou vara da qual sejao titular, visando o acompanhamento e controle dos servios judicirios e efetivar levantamento sumrio da realidade da

    unidade, consignando em termo qualquer irregularidade praticada pelos serventurios.

    1 A inspeo poder ser feita de forma virtual, mediante extrao de relatrios do sistema informatizado.

    2 Os relatrios gerenciais extrados do Sistema de Automao do Judicirio de Primeiro Grau (SAJ/PG) sero

    adotados como instrumentos de fiscalizao das unidades judicirias, devendo o tcnico de suporte em informtica dacomarca gerar e disponibilizar, pelo menos uma vez ao ms, os relatrios aos magistrados.

    3 Os magistrados, com o auxlio do chefe de cartrio, tero a incumbncia de analisar os dados dos relatriose adotar medidas direcionadas impulsionar os feitos e adequar o acervo virtual realidade da vara, sem prejuzo de

    promover eventuais providncias disciplinares que se fizerem necessrias.

    (Art. 8 Alterado pelo art. 2 do Provimento n. 57, de 26/1/2011 DJMS, de 28/1/2011.)

    Art. 8-A. A Corregedoria-Geral de Justia exercer constante monitoramento virtual das unidades judicirias,

    exigindo, em prazo a ser estipulado, a correo e os ajustes que se fizerem necessrios. (Acrescentado pelo art. 3 do

    Provimento n. 57, de 26/1/2011 DJMS, de 28/1/2011.)

  • 25/11/13 PROVIMENTO N 1, DE 27 DE JANEIRO DE 2003

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    Art. 9 O juiz, ao assumir a comarca ou vara como efetivo ou em substituio legal, por mais de trinta dias,

    dever efetuar, no prazo de dez dias, correio no cartrio do foro judicial a ele sujeito.

    Pargrafo nico. Nas correies e inspees ser prioritrio o exame da exatido do nmero de sentenas de

    mrito anotadas nos mapas estatsticos mensais com o nmero daquelas arquivadas em cartrio.

    Art. 10. Na correio realizada, o juiz verificar se todos os processos esto sob o controle da escrivania,

    anotando-lhes a falta ou o extravio, mediante relao a ser arquivada no prprio cartrio.

    1 Encontrando-se o processo fora do cartrio sem justificativa legal, determinar sua pronta restituio e, se

    extraviado, sua restaurao.

    2 Encontrada qualquer rasura em processo ou livro do cartrio, com indcio de m f ou fraude, o juiz

    comunicar o fato imediatamente Corregedoria-Geral de Justia e far lavrar termo no livro prprio e o arquivar com orelatrio em cartrio.

    Art. 11. De toda correio ser lavrado um termo, em que constaro todas as ocorrncias, determinaes e

    recomendaes havidas, em trs vias, assinadas pelo juiz, pelo titular do cartrio e pelo secretrio designado para a correio,se houver.

    1 Haver, em cada serventia, e constituir o Livro das Correies, pasta destinada ao arquivamento da

    primeira via dos termos de correio que forem lavrados.

    2 A segunda via do termo de correio ficar arquivada na secretaria da direo do foro; a terceira via ser

    remetida Corregedoria-Geral de Justia.

    3 Na ltima folha utilizada dos autos e dos livros que examinar, lanar o juiz o seu "visto em correio".

    Art. 12. O juiz diretor do foro poder determinar que os livros e os processos sejam transportados para onde

    estiver, a fim de examin-los.

    Art. 13. Ficaro disposio do Corregedor-Geral de Justia, dos juzes auxiliares da Corregedoria-Geral deJustia e do juiz diretor do foro, para o servio de correio, todos os servidores da justia da comarca. Poder-se-, ainda,

    requisitar fora policial, caso seja necessrio.

    Art. 1