Cdigo de Normas TJ BA

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  • APRESENTAO

    As normas de servios relativas execuo das atividades notariais e de registro, os seus procedi-mentos materiais e formais e a disciplina necessria ao exerccio da funo correcional foram com-piladas em um nico instrumento por fora das determinaes contidas na Portaria Conjunta n 07/2012, editada pela Corregedoria Geral da Justia e pela Corregedoria das Comarcas do Interior do Tribunal de Justia do Estado da Bahia.

    O documento normativo composto por 1.420 artigos denominado Cdigo de Normas e Procedimen-tos dos Servios Notariais e de Registros do Estado da Bahia a primeira consolidao sobre o te-ma e pretende, na forma do art. 38, da Lei Federal n 8.935, de 18.11.94, assegurar que estes servi-os, que se constituem funes pblicas, mas executadas por meio de delegao a particulares, se-jam prestados com eficincia, segurana, celeridade, validade e legalidade.

    A aplicao efetiva dos provimentos, atos normativos, pareceres e ordens relativos aos servios auxiliares, era muito rdua em razo de no se encontrarem reunidos. A disperso destas normas prejudicava a ao dos notrios e registradores, aos quis competiam o exerccio das atividades, co-mo tambm a dos Magistrados, que detinham o dever fiscalizatrio e por fim, dificultava a ao dos usurios, que deixavam de exigir a qualificao dos prestadores dos servios por desconhecerem os atos e requisitos de regularidade.

    Desta forma, o Cdigo de Normas e Procedimentos dos Servios Notariais e de Registros do Estado da Bahia (CNP) vem atender aos reclamos sociais e trs em todo o seu processo de criao o perfil das atuais gestes das Corregedorias deste Estado, sendo fruto dos ideais mais slidos da realizao justia e do direito.

    A Corregedoria Geral da Justia e a Corregedoria das Comarcas do Interior reuniram-se no escopo no somente de sistematizar os provimentos em vigor, mas tambm buscaram o aprimoramento e a construo integral uma disciplina orgnica sobre o desenvolvimento dos servios extrajudiciais.

    Desta forma, em uma ao inovadora as Corregedorias de Justias deste Tribunal de Justia da Ba-hia procuraram de modo substancial primar pela eficcia, regularidade e segurana jurdica para realizao dos atos notariais e de Registro, assinalando em todo o percurso de elaborao deste C-digo de Normas para a necessidade crescente da modernizao das praticas adotadas no mbito des-tes servios.

    Este Cdigo de Normas contempla o que h de mais moderno e sem perder a segurana inerentes aos servios. Era necessria a analise sobre a contemporaneidade e a verificao de que as mudan-as houveram que acarretaram o desenvolvimento em todas as reas dos saberes e tais circunstanci-as refletiram diretamente nesta seara jurdica e frente ao crescente processo de informatizao, no-vas praticas deveriam ser impressas.

    Novos entendimentos jurdicos sobre os fatos da vida repercutiam diretamente neste campo trazen-do para os notrios e registradores um leque muito abrangente de atividades e a cada dia exigiam maior confiabilidade e portanto clareza quanto aos requisitos e condies de realizao uniforme quais restaram consignadas nessa compilao.

    Primou-se nesse trabalho pela legalidade e regularidade dos atos que podem e deve estar revestidos da celeridade e segurana. A modernizao dos mtodos, a implantao de sistemas so ferramentas que aliceram e indicam a eficcia e a boa prestao destes servios aos usurios, ao publico, e es-pecialmente ao povo baiano.

  • Trata-se de uma obra que contou com a colaborao de muitos seguimentos da sociedade civil. Uma obra de muitas mos e como tal reflete este novo modo de fazer na sociedade contempornea onde cada um chamado e convocado a apresentar sua parcela de contribuio por uma sociedade mais humana e fraterna.

    A elaborao e redao de cada captulo e sesso ficou a cargo de Subcomisses constitudas por notrios e registradores de notrio conhecimento, revisadas pelos MMs. Juzes Auxiliares da Corre-gedoria Geral da Justia, da Corregedoria das Comarcas do Interior e da Juza Corregedora Perma-nente dos Cartrios Extrajudicais e submetidas a aprovao em sesses abertas, onde cada artigo foi discutido e posto a aprovao mediante voto de todos os integrantes da Comisso.

    Assim, neste cdigo repousa o sonho de muitos operadores do direito que lidam direta ou indireta-mente com esses servios extrajudiciais. , certamente, um marco histrico e garantidor da plena efetividade da Lei n 12.352 de 08 de setembro de 2011, que privatizou os servios notariais e de registros no Estado da Bahia.

    Registre-se por fim, que um trabalho desta natureza no se realiza somente por objetivos prticos mas por ideais mais autnticos e profundos que servem como engrenagem e combustvel para as aes conjuntas das Corregedorias deste Estado da Bahia.

    A sentena do filsofo Antstenes a gratido a memria do corao d sentido especial a publi-cao deste instrumento normativo. Nada haver nas palavras que aqui forem depositadas que pos-sam expressar a gratido para como aqueles que percorreram este longo caminho qual exigiu uma ampla reviso terica, uma larga pesquisa doutrinaria e jurisprudencial sobre os temas para sua con-solidao.

    A todos os sinceros agradecimentos.

    Dra. Ana Conceio Barbuda Sanches Guimares Ferreira

    Juza Auxiliar da Corregedoria Geral da Justia

  • CORREGEDORA GERAL DA JUSTIA Desembargadora Ivete Caldas Silva Freitas Muniz

    CORREGEDOR DAS COMARCAS DO INTERIOR Desembargador Antonio Pessoa Cardoso

    COMISSO

    Dr. Jos Carlos Rodrigues do Nascimento Presidente

    Dra. Ana Conceio Barbuda Sanches Guimares Ferreira Juza Auxiliar da Corregedoria Geral da Justia

    Coordenadora dos Cartrios e Serventias Extrajudiciais da Capital

    Dra. Pilar Clia Tobio de Claro Juza da Vara de Registros Pblicos da Comarca de Salvador

    Dr. Mrcio Jorge de Lima Assessor Jurdico Chefe da Corregedoria Geral da Justia

    Dra. Zilene Victor de Oliveira Assessora Jurdica Chefe da Corregedoria das Comarcas do Interior

    Dra. Leila Lima Costa Secretria das Corregedorias de Justia

  • Dr. Fernando Mrio Pires Daltro Jr. Assessor Especial da Corregedoria das Comarcas do Interior

    Dra. Cristina Maria Rocha de Almeida Delegatria do 13 Tabelionato de Notas de Salvador

    Representante das Associaes dos Notrios e Registradores do Brasil ANOREG

    Dra. Emanuelle Fontes Ourives Perrota Delegatria do 2 Tabelionato de Notas da Comarca de Juazeiro-Bahia

    Presidente do Colgio Notarial do Brasil Seo Bahia

    Dra. Aracilda dos Santos Miranda Delegatria do Tabelionato de Notas com Funes de

    Protesto da Comarca de Lauro de Freitas - Bahia

    Dra. Avani Maria Macedo Giarrusso Delegatria do Cartrio de Registro de Imveis do 6 Ofcio da Comarca de Salvador

    Dr. den Mrcio Lima de Almeida Delegatrio do Cartrio de Protesto de Ttulos e

    Documentos da Comarca de Feira de Santana - Bahia Presidente do Instituto de Estudos de Protesto de Ttulos do Brasil Seo Bahia

    Dra. Ida Maria Barbosa Siqueira Sena Delegatria do Cartrio do Registro Civil com Funes Notariais do Distrito de Maria

    Quitria da Comarca de Feira de Santana - Bahia

    Maria Luiza dos Santos Silva Abdehusen Delegatria do Cartrio de Ttulos e documentos do

    2 Ofcio da Comarca de Salvador - Bahia

    Dra. Maria Rita Moreira Alves Almeida Diretora de Secretaria da 2 Vara de Famlia da Comarca de Salvador - Bahia

    Dra.Vera Lcia Ivo Vianna Servidora da Corregedoria Geral da Justia

  • COLABORADORES

    Maria Joselita do Esprito Santo Almeida Delegatria do Cartrio de Registro Civil de Pessoas Naturais com Funes Notariais do

    Distrito de Abrantes da Comarca de Camaari - Bahia

    Dra. Daniele Gomes Nascimento Tudela Suboficial Substituta do Cartrio de Ttulos e documentos

    do 2 Ofcio da Comarca de Salvador

    Adalberto Boaventura dos Santos Analista Judicirio da Corregedoria Geral da Justia

    Sara Paes

    Secretria das Associaes dos Notrios e Registradores do Brasil ANOREG

    ASSESSORIA DE INFORMTICA

    Adriano Villar Silva Santos Assessor de Informtica da Corregedoria das Comarcas do Interior

    Joo Agripino Dantas Teixeira

    Analista Judicirio da Corregedoria Geral da Justia

    Dr. Divalmir Pires de Alencar Santos Analista Judicirio da Corregedoria Geral da Justia

    SISTEMATIZAO

    Dr. Fernando Mrio Pires Daltro Jr. Adriano Villar Silva Santos

    REVISO ORTOGRFICA

    Ana Paula Menezes de Santana Graduada em Letras Vernculas e

    Especialista em Metodologia e Didtica do Ensino Superior

  • PROVIMENTO CONJUNTO N CGJ/CCI - 009/2013

    Dispe sobre o Cdigo de Normas e Procedimentos

    dos Servios Notariais e de Registro do Estado da

    Bahia.

    A DESEMBARGADORA IVETE CALDAS SILVA FREITAS MUNIZ, CORREGEDORA

    GERAL DA JUSTIA E O DESEMBARGADOR ANTONIO PESSOA CARDOSO, COR-

    REGEDOR DAS COMARCAS DO INTERIOR DO ESTADO DA BAHIA, no uso de suas

    respectivas atribuies legais e regimentais, conjuntamente, com base no art. 90, inciso VII, combi-

    nado com o art. 88, ambos do Regimento Interno do Tribunal de Justia do Estado da Bahia;

    CONSIDERANDO que compete ao Poder Judicirio estadual, como autoridade delegante dos Ser-

    vios Notariais e de Registro, zelar para que esses servios sejam prestados com rapidez, qualidade

    satisfatria e eficincia, nos termos do art. 38, da Lei Federal n 8.935/94;

    CONSIDERANDO que, de acordo com o Regimento do Tribunal de Justia da Bahia, art. 88, com-

    binado com o art. 90, inciso II, compete s Corregedorias de Justia, no apenas fiscalizar os servi-

    os cartorrios, mas tambm editar normas tcnicas que venham a assegurar o desempenho dos ser-

    vios notariais e de registro;

    CONSIDERANDO a necessidade de consolidao das normas das Corregedorias de Justia perti-

    nentes disciplina dos atos e aos procedimentos cartorrios a serem observados no mbito dos car-

    trios extrajudiciais do Estado da Bahia;

  • CONSIDERANDO que a reunio em texto nico e sistematizado de todas as normas internas rela-

    tivas aos Servios Notariais e de Registro permitir, a um s tempo, eliminar eventuais repeties

    ou divergncias entre os atos normativos, suprimir os dispositivos revogados, expressa ou tacita-

    mente, e os considerados em confronto com a Legislao Federal, a Constituio Estadual e as Leis

    de Organizao Judiciria do Estado, conferindo unidade ao corpo de nossa legislao interna;

    CONSIDERANDO a importncia que os servios pblicos notariais e de registro representam para

    a sociedade, bem como sua relevncia no mbito do comrcio jurdico e, que fundamental assegu-

    rar a publicidade, a autenticidade e a eficcia dos atos jurdicos praticados;

    RESOLVEM:

    Art. 1 - Instituir o Cdigo de Normas dos Cartrios Extrajudiciais do Estado da Bahia, com o fito

    de estabelecer regras e procedimentos tcnicos a serem observados, em carter imediato e especfi-

    co, como supletivos da legislao estadual e federal, pelos Tabelies e Oficiais de Registro do Esta-

    do da Bahia, nos termos do Anexo nico deste Provimento.

    Art. 2 - A Secretaria das Corregedorias adotar providncias no sentido de promover a divulgao

    do Cdigo de Normas ora institudo e ficar ainda encarregada de preservar a matriz eletrnica do

    respectivo texto normativo, mantendo-o ntegro e atualizado, em consonncia com eventuais altera-

    es que venham a ser futuramente editadas conjuntamente pelas Corregedorias da Justia.

    Art. 3 - Este provimento entra em vigor na data da sua publicao, ficando revogadas as disposi-

    es em contrrio.

    Salvador, 12 de agosto de 2013.

    DESEMBARGADORA IVETE CALDAS SILVA FREITAS MUNIZ

    Corregedora Geral da Justia

    DESEMBARGADOR ANTONIO PESSOA CARDOSO

    Corregedor das Comarcas do Interior

  • SUMRIO TTULO I ..................................................................................................................................... 21 DAS DISPOSIES GERAIS; DA FUNO CORRECIONAL; DAS DISPOSIES ESPECIAIS; DOS LIVROS E CLASSIFICADORES OBRIGATRIOS E DOS EMOLUMENTOS, TAXAS E DESPESAS DAS UNIDADES DO SERVIO NOTARIAL E DE REGISTRO................................................................................................................................... 21 TTULO II .................................................................................................................................... 54 DO TABELIONATO DE NOTAS ................................................................................................. 54 TTULO III................................................................................................................................. 122 DO TABELIONATO DE PROTESTO DE TTULOS ................................................................. 122 E OUTROS DOCUMENTOS DE DVIDA ................................................................................ 122 TTULO IV ................................................................................................................................ 156 DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS ................................................................. 156 TTULO V.................................................................................................................................. 225 DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS JURDICAS ................................................................ 225 TTULO VI................................................................................................................................. 237 DO REGISTRO DE TTULOS E DOCUMENTOS .................................................................... 237 TTULO VII ............................................................................................................................... 253 DO REGISTRO DE IMVEIS ................................................................................................... 253

  • NDICE SISTEMTICO

    TTULO I - DAS DISPOSIES GERAIS; DA FUNO CORRECIONAL; DAS DISPOSIES

    ESPECIAIS; DOS LIVROS E CLASSIFICADORES OBRIGATRIOS E DOS

    EMOLUMENTOS, TAXAS E DESPESAS DAS UNIDADES DO SERVIO

    NOTARIAL E DE REGISTRO.

    SEO I - DAS DISPOSIES GERAIS ARTS. 1 A 10

    SEO II - DA FUNO CORRECIONAL ARTS. 11 A 26

    SEO III - DAS DISPOSIES ESPECIAIS ARTS. 27 A 55

    SEO IV - DOS LIVROS E CLASSIFICADORES OBRIGATRIOS ARTS. 56 A 75

    SUBSEO I - DOS LIVROS OBRIGATRIOS - ARTS. 56 A 72

    SUBSEO II - DOS CLASSIFICADORES OBRIGATRIOS ARTS. 73 A 75

    SEO V - DOS EMOLUMENTOS, TAXAS, DESPESAS E DO SELO DE AUTENTICIDADE

    ARTS. 75 A 92

    SUBSEO I - DAS DISPOSIES GERAIS ARTS. 76 A 87

    SUBSEO II - DO SELO DE AUTENTICIDADE ARTS. 88 A 90

    SUBSEO III - DAS RECLAMAES E RECURSOS SOBRE EMOLUMENTOS, TAXAS E DESPESAS

    DAS UNIDADES DO SERVIO NOTARIAL E DE REGISTRO ARTS. 91 A 96

    TTULO II DO TABELIONATO DE NOTAS.

    CAPTULO I - DAS DISPOSIES GERAIS - ART. 97 A 105

    SEO I - DA FUNO NOTARIAL - ART. 97

    SEO II - DA COMPETNCIA ART. 98 A 102

    SEO III - DA ATIVIDADE NOTARIAL ART. 103 A 109

    CAPTULO II - DOS ATOS NOTARIAIS ART. 110 A 282

    SEO I - DAS DISPOSIES GERAIS ART. 110 A 115

    SEO II - DA ESCRITURA PBLICA ART. 116 A 218

    SUBSEO II - DAS DISPOSIES GENRICAS ART. 116 A 120

    SUBSEO II - DAS DISPOSIES RELATIVAS A IMVEIS ART. 121 A 126

    SUBSEO III - DAS DISPOSIES RELATIVAS A IMVEIS RURAIS ART. 127 A 136

    SUBSEO IV - DAS DISPOSIES RELATIVAS S ESCRITURAS DE INVENTRIO E PARTILHA OU

    ADJUDICAO, DIVRCIO CONSENSUAL E DECLARAO DE CONVIVNCIA DE

    UNIO ESTVEL E HOMOAFETIVA - ART. 137 A 145

    SUBSEO V - DA ESCRITURA PBLICA DE DIVRCIO CONSENSUAL - ART. 146 A 161

    SUBSEO VI - DA ESCRITURA PBLICA DE DECLARAO DE CONVIVNCIA DE UNIO ESTVEL E

    HOMOAFETIVA - ART. 162 A 176

    SUBSEO VII - DA ESCRITURA PBLICA DE INVENTRIO E PARTILHA - ART. 177 A 189

    SUBSEO VIII - DA PROCURAO PBLICA ART. 190 A 194

    SUBSEO IX - DO SUBSTABELECIMENTO DE PROCURAO - ART. 195 A 197

    SUBSEO X - DA PROCURAO EM CAUSA PRPRIA ART. 198 A 200

    SUBSEO XI - DA REVOGAO DA PROCURAO ART. 201 A 203

    SUBSEO XII - DA TRANSFERNCIA DE EMBARCAES - ART. 204 A 207

    SUBSEO XIII - DAS DOAES - ART. 208 A 214

  • SUBSEO XIV - DA INSTITUIO, CESSO E RENNCIA DO USUFRUTO ART. 215 A 218

    SEO III - DA ATA NOTARIAL ART 218 A 221

    SEO IV - DO TESTAMENTO PBLICO ART. 222 A 227

    SUBSEO I - DA REVOGAO DO TESTAMENTO ART. 224 A 226

    SUBSEO II - DA APROVAO DE TESTAMENTO CERRADO ART. 227

    SEO V - DO TRASLADO E CERTIDO ART. 228 A 234

    SEO VI - DA AUTENTICAO DE DOCUMENTOS AVULSOS E ELETRNICOS ART. 235 A 282

    SUBSEO I - DA DISPOSIO GERAL ART. 235 A 236

    SUBSEO II - DA AUTENTICAO DE CPIAS REPROGRFICAS E ELETRNICAS ART. 237 A 248

    SUBSEO III - DO RECONHECIMENTO DE LETRAS, FIRMAS E CHANCELAS ART. 249 A 263

    SUBSEO IV - DO SINAL PBLICO ART. 264 A 266

    SUBSEO V - DO REGISTRO DE ASSINATURA MECNICA ART. 267 A 271

    SEO VII - DA CERTIFICAO DIGITAL ART. 272 A 282

    SUBSEO I - DAS DISPOSIES GERAIS ART. 272 A 279

    SUBSEO II - DOS ATOS NOTARIAIS NO MEIO ELETRNICO ART. 280 A 282

    CAPTULO III - DOS LIVROS NOTARIAIS ART. 283 A 290

    CAPTULO IV - DA LAVRATURA DOS ATOS NOTARIAIS ART. 291 A 316

    SEO I - DAS DISPOSIES PRELIMINARES ART. 291 A 303

    SEO II - DA ESCRITURAO ART. 304 A 307

    SEO III - DAS DISPOSIES FINAIS ART. 308 A 314

    CAPTULO V - DO TABELIO E OFICIAL DO REGISTRO

    DE CONTRATOS MARTIMOS E FLUVIAIS ART. 315 A 316

    TTULO III - DO TABELIONATO DE PROTESTO DE TTULOS

    E OUTROS DOCUMENTOS DE DVIDA.

    CAPTULO I - DA APRESENTAO DO DOCUMENTO ART. 317 A 333

    SEO I - DO CHEQUE ART. 334 A 340

    CAPTULO II - DO APONTAMENTO ART. 341 A 343

    CAPTULO III - DA INTIMAO ART. 344 A 354

    CAPTULO IV - DA DESISTNCIA E SUSTAO DO PROTESTO ART. 355 A 360

    CAPTULO V - DO PAGAMENTO ART. 361 A 366

    CAPTULO VI - DA LAVRATURA E REGISTRO DO PROTESTO ART. 367 A 376

    CAPTULO VII - DA AVERBAO E ANOTAO DO PROTESTO ART. 377

    CAPTULO VIII - DO CANCELAMENTO DO PROTESTO ART. 378 A 385

    CAPTULO IX - DAS CERTIDES ART. 386 A 393

    CAPTULO X - DAS CERTIDES A ENTIDADES DE CLASSE ART. 394 A 398

    CAPTULO XI - DA GUARDA DOS LIVROS, ARQUIVOS E DOCUMENTOS ART. 399 A 406

    CAPTULO XII - DOS EMOLUMENTOS E DISPOSIES FINAIS ART. 407 A 416

    TTULO IV - DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS.

    SEO I - DAS DISPOSIES GERAIS ART. 417

    SEO II - DA ESCRITURAO E DA ORDEM DE SERVIO ART. 418 A 449

    SUBSEO I - DOS LIVROS ART. 418

    SUBSEO II - DA ESCRITURAO ART. 419 A 433

    SUBSEO III - DA PUBLICIDADE ART. 434 A 441

  • SUBSEO IV - DA CONSERVAO ART. 442 A 445

    SUBSEO V - DA ORDEM DO SERVIO DAS PARTES E TESTEMUNHAS ART. 446 A 449

    SEO III - DOS EMOLUMENTOS, DA GRATUIDADE E DA ISENO ART. 450 A 457

    SUBSEO I - DOS EMOLUMENTOS ART. 450 A 452

    SUBSEO II - DA GRATUIDADE E DA ISENO ART. 453 A 457

    SEO IV - DA FISCALIZAO DO SERVIO ART. 458 A 459

    SUBSEO I - DAS DISPOSIES GERAIS ART. 458 A 459

    SEO V - DO NASCIMENTO ART. 460 A 505

    SUBSEO I - DA OBRIGATORIEDADE DO REGISTRO ART. 460 A 462

    SUBSEO II - DA COMPETNCIA ART. 463 A 465

    SUBSEO III - DO PRAZO ART. 466 A 467

    SUBSEO IV - DO REGISTRO FORA DO PRAZO E DAS RESTAURAES ART. 468 A 469

    SUBSEO V - DA LEGITIMIDADE ART. 470 A 471

    SUBSEO VI - DAS FORMALIDADES PARA O REGISTRO ART. 472 A 481

    SUBSEO VII - DOS REGISTROS FEITOS NOS ESTABELECIMENTOS DE SADE QUE REALIZAM

    PARTO ART. 482 A 486

    SUBSEO VIII - DO NOME ART. 487 A 494

    SUBSEO IX - DA INDICAO DE SUPOSTO PAI ART. 495 A 497

    SUBSEO X - DO REGISTRO POR DECLARAES SUCESSIVAS ART. 498 A 500

    SUBSEO XI - DO REGISTRO POR MANDADO JUDICIAL ART. 501 A 502

    SUBSEO XII - DA INSCRIO DA SENTENA DE ADOO ART. 503 A 505

    SEO VI - DO CASAMENTO ART. 506 A 559

    SUBSEO I - DA HABILITAO ART. 506 A 525

    SUBSEO II - DA CELEBRAO E REGISTRO ART. 526 A 540

    SUBSEO III - DO CASAMENTO RELIGIOSO COM EFEITO CIVIL ART. 541 A 551

    SUBSEO IV - DA CONVERSO DE UNIO ESTVEL EM CASAMENTO ART. 552 A 558

    SUBSEO V - DO CASAMENTO OU CONVERSO DA UNIO ESTVEL EM CASAMENTO DE

    PESSOAS DO MESMO SEXO ART. 559

    SEO VII - DO BITO ART. 560 A 585

    SUBSEO I - DAS DISPOSIES GERAIS ART. 560 A 567

    SUBSEO II - DA COMPETNCIA ART. 568 A 569

    SUBSEO III - DO PRAZO ART. 570 A 571

    SUBSEO IV - DO REGISTRO TARDIO ART. 572 A 573

    SUBSEO V - DA LEGITIMIDADE ART. 574 A 575

    SUBSEO VI - DAS FORMALIDADES PARA O REGISTRO ART. 576 A 579

    SUBSEO VII - DA JUSTIFICAO PARA O REGISTRO DE BITO ART. 580 A 581

    SUBSEO VIII - DO NATIMORTO ART. 582 A 585

    SEO VIII - DA EMANCIPAO ART. 586 A 590

    SEO IX - DA INTERDIO ART. 591 A 594

    SEO X - DA AUSNCIA E DA MORTE PRESUMIDA ART. 595 A 598

    SEO XI - DOS TRASLADOS DE ASSENTOS - ART. 599 A 627

    SUBSEO I - DAS DISPOSIES GERAIS ART. 599 A 615

    SUBSEO II - DO TRASLADO DE ASSENTO DE NASCIMENTO ART. 616 A 621

    SUBSEO III - DO TRASLADO DE ASSENTO DE CASAMENTO ART. 622 A 625

    SUBSEO IV - DO TRASLADO DE ASSENTO DE BITO ART. 626 A 627

    SEO XII - DA OPO DE NACIONALIDADE ART. 628 A 631

    SEO XIII - DA INSCRIO DE SENTENAS ART. 632 A 638

  • SUBSEO I - DAS SENTENAS DE ALTERAO DE ESTADO CIVIL ART. 632 A 635

    SUBSEO II - DAS SENTENAS DE LIBERAO DO REGIME TUTELAR ART. 636 A 638

    SEO XIV - DAS AVERBAES ART. 639 A 660

    SUBSEO I - DAS DISPOSIES GERAIS ART. 639 A 647

    SUBSEO II - DAS RETIFICAES, RESTAURAES E SUPRIMENTOS ART. 648 A 657

    SUBSEO III - DO BLOQUEIO E DO CANCELAMENTO ART. 658 A 660

    SEO XV - DAS ANOTAES ART. 661 A 669

    SEO XVI - DA PUBLICIDADE ART. 670 A 680

    SUBSEO I - DAS CERTIDES ART. 670 A 678

    SUBSEO II - DAS INFORMAES ART. 679 A 680

    SEO XVII - DO PAPEL DE SEGURANA PARA CERTIDES DE TODOS OS ATOS PRPRIOS DO

    REGISTRO CIVIL DE PESSOAS NATURAIS ART. 681 A 695

    SEO XVIII - DAS DISPOSIES FINAIS ART. 696 A 701

    TTULO V - DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS JURDICAS.

    CAPTULO I - DAS FUNES ART. 702

    CAPTULO II - DOS LIVROS DE REGISTRO ART. 703 A 704

    CAPTULO III - DO REGISTRO ART. 705 A 752

    SEO I - DAS DISPOSIES GERAIS ART. 705 A 741

    SEO II - DO REGISTRO DE LIVROS FISCAIS ART. 742 A 743

    SEO III - DO REGISTRO DE JORNAIS, OFICINAS IMPRESSORAS, EMPRESAS DE

    RADIODIFUSO E AGNCIAS DE NOTCIAS ART. 744 A 747

    SEO IV - DAS DISPOSIES FINAIS ART. 748 A 752

    TTULO VI - DO REGISTRO DE TTULOS E DOCUMENTOS.

    CAPTULO I - DAS ATRIBUIES ART. 753 A 767

    CAPTULO II - DA ESCRITURAO ART. 768 A 779

    CAPTULO III - DA TRANSCRIO E DA AVERBAO ART. 780 A 783

    CAPTULO IV - DA ORDEM DOS SERVIOS ART. 783 A 798

    CAPTULO V - DAS NOTIFICAES EXTRAJUDICIAIS ART. 799 A 812

    CAPTULO VI - DO CANCELAMENTO ART. 813 A 816

    TTULO VII - DO REGISTRO DE IMVEIS.

    CAPTULO I - DA INSTITUCIONALIZAO E FINS ART. 817 A 821

    SEO I - DAS ATRIBUIES ART. 817

    SEO II - DAS DISPOSIES GERAIS ART 818 A 821

    CAPTULO II - DOS PRINCPIOS - ART. 822

    SEO I - DOS PRINCPIOS DO REGISTRO DE IMVEIS ART. 822

    CAPTULO III - DAS CERTIDES E DAS INFORMAES ART. 823 A 846

    SEO I - DAS DISPOSIES GERAIS ART. 823 A 838

    SEO II - DA CERTIDO EM DOCUMENTO FSICO ART. 839 A 840

    SEO III - DA CERTIDO ELETRNICA OU DIGITAL ART. 841 A 844

    SEO IV - DA CERTIDO ACAUTELATRIA ART. 845 A 846

    CAPTULO IV - DO PROCESSO DE REGISTRO ART. 847 A 926

    SEO I - DAS DISPOSIES GERAIS ART. 847 A 866

  • SEO II - DA PRENOTAO ART. 867 A 877

    SEO III - DA FORMULAO DE EXIGNCIAS ART. 878 A 881

    SEO IV - DO PROCEDIMENTO DE SUSCITAO DE DVIDA ART. 882 A 891

    SEO V - DA RETIFICAO DO REGISTRO ART. 892 A 909

    SEO VI - DA NULIDADE DO REGISTRO ART. 910 A 914

    SEO VII - DO CANCELAMENTO DO REGISTRO ART. 915 A 926

    CAPTULO V - DA MATRCULA ART. 927 A 967

    SEO I - DAS DISPOSIES GERAIS ART. 927 A 935

    SEO II - DA ABERTURA DA MATRCULA ART. 936 A 957

    SEO III - DA FUSO DE MATRCULAS ART. 958 A 965

    SEO IV - DO CANCELAMENTO E ENCERRAMENTO DA MATRCULA ART. 966 A 967

    CAPTULO VI - DOS LIVROS, SUA ESCRITURAO E CONSERVAO ART. 968 A 1020

    SEO I - DAS DISPOSIES GERAIS ART. 968 A 973

    SEO II - DO LIVRO 1 PROTOCOLO ART. 974 A 981

    SEO III - DO LIVRO 2 REGISTRO GERAL ART. 982 A 988

    SEO IV - DO LIVRO 3 REGISTRO AUXILIAR ART. 989 A 994

    SEO V - DO LIVRO 4 INDICADOR REAL ART. 995

    SEO VI - DO LIVRO 5 INDICADOR PESSOAL ART. 996 A 1000

    SEO VII - DO LIVRO CADASTRO DE ESTRANGEIROS (LEI N 5.709/71) ART. 1001 A 1003

    SEO VIII - DOS LIVROS SUPLEMENTARES ART. 1004 A 1009

    SEO IX - DOS ARQUIVOS E RELATRIOS DE CONTROLE DOS ATOS REGISTRAIS ART. 1010

    SEO X - DA CONSERVAO DOS LIVROS E DOCUMENTOS ART. 1011 A 1020

    CAPTULO VII - DOS TTULOS ART. 1021 A 1039

    SEO I - DAS DISPOSIES GERAIS ART 1021 A 1028

    SEO II - DOS TTULOS POR INSTRUMENTO PBLICO ART. 1029

    SEO III - DOS TTULOS PARTICULARES ART. 1030 A 1033

    SEO IV - DOS TTULOS JUDICIAIS ART. 1034 A 1039

    CAPTULO VIII - DAS PESSOAS ART. 1040 A 1047

    SEO I - DAS DISPOSIES COMUNS RELATIVAS S PESSOAS ART. 1040 A 1043

    SEO II - DAS PESSOAS FSICAS ART. 1044

    SEO III - DAS PESSOAS JURDICAS ART. 1045 A 1047

    CAPTULO IX - DO REGISTRO ART. 1048 A 1243

    SEO I - DAS DISPOSIES GERAIS ART. 1048 A 1051

    SEO II - DO BEM DE FAMLIA ART. 1052 A 1060

    SEO III - DAS HIPOTECAS ART. 1061 A 1080

    SEO IV - DOS CONTRATOS DE LOCAO ART. 1081 A 1085

    SEO V - DAS PENHORAS, ARRESTOS, SEQUESTROS DE IMVEIS E, DAS CITAES DE

    AES REAIS OU PESSOAIS REIPERSECUTRIAS RELATIVAS A IMVEIS

    ART. 1086 A 1097

    SUBSEO I - DAS PENHORAS, ARRESTOS E SEQUESTROS DE IMVEIS ORIUNDOS DA JUSTIA

    DO TRABALHO ART. 1098 A 1102

    SEO VI - DAS SERVIDES ART. 1103 A 1111

    SEO VII - DAS CONVENES OU PACTOS ANTENUPCIAIS ART. 1112 A 1113

    SEO VIII - DAS CDULAS DE CRDITO ART. 1114 A 1118

    SEO IX - DOS PR-CONTRATOS RELATIVOS A IMVEIS LOTEADOS ART. 1119 A 1120

    SEO X - DOS FORMAIS DE PARTILHA ART. 1121 A 1124

    SEO XI - DA CARTA DE SENTENA EM SEPARAO JUDICIAL OU DIVRCIO 1125 A 1129

  • SEO XII - DAS ESCRITURAS DE SEPARAO, DIVRCIO E INVENTRIO EXTRAJUDICIAL

    ART. 1130 A 1135

    SEO XIII - DAS ARREMATAES E ADJUDICAES EM HASTA PBLICA ART. 1136 A 1137

    SEO XIV - DA TRANSFERNCIA DE IMVEL PARA SOCIEDADE EMPRESRIA 1138 A 1143

    SEO XV - DA COMPRA E VENDA ART. 1144 A 1157

    SEO XVI - DA PROMESSA DE COMPRA E VENDA ART. 1158 A 1164

    SEO XVII - DA COMPRA E VENDA COM CESSO DE DIREITOS ART. 1165 A 1166

    SEO XVIII - DA ALIENAO FIDUCIRIADE BENS IMVEIS ART. 1167 A 1206

    SUBSEO I - DAS DISPOSIES GERAIS ART. 1167 A 1176

    SUBSEO II - DAS INTIMAES E DA CONSOLIDAAO DA PROPRIEDADE FIDUCURIA

    ART. 1177 A 1196

    SUBSEO III - DA CDULA DE CRDITO IMOBILIRIO ART. 1197 A 1206

    SEO XIX - DA DOAO ENTRE VIVOS ART. 1207 A 1211

    SEO XX - DA DAO EM PAGAMENTO ART. 1212 A 1214

    SEO XXI - DA PERMUTA OU TROCA ART. 1215 A 1220

    SEO XXII - DO DIREITO DE SUPERFCIE ART. 1221 A 1230

    SEO XXIII - DO USUFRUTO DE IMVEL ART. 1231 A 1238

    SEO XXIV - DO REGISTRO DE CARTA DE ARREMATAO DECORRENTE DE EXECUO

    EXTRAJUDICIAL ART. 1239 A 1243

    CAPTULO X - DA AVERBAO ART. 1244 A 1275

    SEO I - DAS DISPOSIES GERAIS ART. 1244 A 1251

    SEO II - DOS PACTOS ANTENUPCIAIS E DA ALTERAO DO REGIME DE BENS

    ART. 1252 A 1253

    SEO III - DO DESDOBRAMENTO DE IMVEIS ART. 1254

    SEO IV - DA EDIFICAO, RECONSTRUO, DEMOLIO, REFORMA OU AMPLIAO DE

    PRDIO ART. 1255

    SEO V - DA AVERBAO DE QUITAO DO PREO ART. 1256

    SEO VI - DA ALTERAO DO ESTADO CIVIL ART. 1257

    SEO VII - DAS SENTENAS DE SEPARAO JUDICIAL, DIVRCIO, NULIDADE OU ANULAO

    DE CASAMENTO ART. 1258

    SEO VIII - DA AVERBAO DE INTERDIO ART. 1259 A 1260

    SEO IX - DOS CONTRATOS DE COMPRA E VENDA COM SUBSTITUIO DE MUTURIO

    ART. 1261

    SEO X - DO TOMBAMENTO DE IMVEIS ART. 1262 A 1263

    SEO XI - DOS DECRETOS DE DESAPROPRIAO ART. 1264

    SEO XII - DA ALTERAO DO NOME E DA TRANSFORMAO DAS SOCIEDADES ART. 1265

    SEO XIII - DA ALIENAO DE IMVEIS HIPOTECADOS ART. 1266

    SEO XIV - DOS CONTRATOS DE LOCAO ART. 1267

    SEO XV - DA AVERBAO PREMONITRIA ART. 1268 A 1275

    CAPTULO XI - DAS VERIFICAES ART. 1276 A 1297

    SEO I - DAS DISPOSIES GERAIS ART. 1276

    SEO II - DO IMPOSTO DE TRANSMISSO ART. 1277 A 1281

    SEO III - DO CERTIFICADO DE CADASTRO DE IMVEL RURAL (CCIR) ART. 1282 A 1284

    SEO IV - DA DISPENSA DE CERTIDES NA CONCESSO DE CRDITO RURAL

    ART. 1285 A 1286

    SEO V - DA PROVA DE QUITAO DO ITR ART. 1287 A 1291

    SEO VI - DA ANOTAO DE RESPONSABILIDADE TCNICA (ART) E DO REGISTRO DE

  • RESPONSABILIDADE TCNICA (RRT) ART. 1292 A 1294

    SEO VII - DAS CERTIDES DO INSS DA CERTIDO NEGATIVA DE TRIBUTOS E

    CONTRIBUIES FEDERAIS DA SRF ART. 1295

    SEO VIII - DA DECLARAO DE OPERAO IMOBILIRIA ART. 1296

    SEO IX - DA UNIDADE DE CONDOMNIO ESPECIAL ART. 1297

    CAPTULO XII - DA AQUISIO DE IMVEL RURAL POR PESSOA NATURAL OU JURDICA

    ESTRANGEIRA E CIDADO PORTUGUS ART. 1298 A 1315

    SEO I - DAS DISPOSIES GERAIS ART. 1298 A 1310

    SEO II - DO CASO ESPECFICO DOS CIDADOS PORTUGUESES ART. 1311 A 1312

    SEO III - DAS COMUNICAES SOBRE AQUISIO DE IMVEL RURAL POR ESTRANGEIRO

    ART. 1313 A 1315

    CAPTULO XIII - DOS TERRENOS DA MARINHA E OUTROS IMVEIS DA UNIO FEDERAL

    ART. 1316 A 1318

    SEO I - DISPOSIES GERAIS ART. 1316 A 1318

    CAPTULO XIV - DO PARCELAMENTO DO SOLO- LOTEAMENTOS E DESMEMBRAMENTOS

    ART. 1319 A 1368

    SEO I - DAS DISPOSIES GERAIS ART. 1319 A 1346

    SEO II - DA COMPETNCIA TERRITORIAL ART. 1347 A 1348

    SEO III - DA REGULARIZAO DO PARCELAMENTO ART. 1349 A 1352

    SEO IV - DO REGISTRO DOS TTULOS INDIVIDUAIS ART. 1353 A 1355

    SEO V - DA DEMARCAO URBANSTICA ART. 1356 A 1360

    SEO VI - DO REGISTRO DO AUTO DE IMISSO NA POSSE ART. 1361 A 1363

    SEO VII - DISPOSIES GERAIS ART. 1364 A 1368

    CAPTULO XV - DO CONDOMNIO EDILCIO ART. 1369 A 1420

    SEO I - DA INCORPORAO IMOBILIRIA- DISPOSIES GERAIS ART. 1369 A 1371

    SEO II - DO MEMORIAL DE INCORPORAO ART. 1372 A 1393

    SEO III - DA INSTITUIO, DISCRIMINAO E ESPECIFICAO DE CONDOMNIO

    ART. 1394 A 1402

    SEO IV - DO HABITE-SE PARCIAL ESPECIFICAO PARCIAL DE CONDOMNIO

    ART. 1403 A 1405

    SEO V - DA CONVENO DE CONDOMNIO ART. 1406 A 1410

    SEO VI - DO PATRIMNIO DE AFETAO ART. 1411 A 1417

    CAPTULO XVI - DAS DISPOSIES FINAIS E TRANSITRIAS ART. 1418 A 1420

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 21

    TTULO I

    DAS DISPOSIES GERAIS; DA FUNO CORRECIONAL; DAS DISPOSIES

    ESPECIAIS; DOS LIVROS E CLASSIFICADORES OBRIGATRIOS E DOS

    EMOLUMENTOS, TAXAS E DESPESAS DAS UNIDADES DO SERVIO NOTARIAL E

    DE REGISTRO

    SEO I

    DAS DISPOSIES GERAIS

    Art. 1. Os servios notariais e de registro so exercidos em carter privado por profissionais do

    Direito, mediante delegao do Poder Judicirio, outorgada por meio de concurso pblico

    de provas e ttulos e, est sujeita ao regime jurdico e procedimentos estabelecidos na

    Constituio Federal, na legislao pertinente em vigor e, nos atos normativos editados

    pelo Juzo competente, os quais definem sua organizao, funcionamento, competncia e

    atribuies.

    Art. 2. As normas contidas neste cdigo visam disciplinar as atividades dos notrios e registradores que atuem por delegao ou por designao, sendo aplicadas

    subsidiariamente s disposies da legislao pertinente em vigor.

    1. A no observncia das normas institudas neste cdigo poder acarretar na apurao

    de responsabilidade do notrio ou registrador, com instaurao de procedimento

    administrativo disciplinar, na forma da lei.

    2. Os delegatrios respondero solidariamente pelos danos que eles e seus prepostos

    causarem na prtica dos atos prprios do ofcio assegurado aos primeiros o direito de

    regresso, no caso de dolo ou culpa dos prepostos.

    Art. 3. Os notrios e registradores so dotados de f pblica, razo pela qual devem pautar-se pela correo em seu exerccio profissional, cumprindo-lhes prestar os servios a seu cargo de

    modo adequado, observando rigorosamente os deveres prprios da delegao pblica de

    que esto investidos, a fim de garantir autenticidade, publicidade, segurana e eficcia dos

    atos jurdicos constitutivos, translativos ou extintivos de direitos em que intervm.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 22

    Art. 4. Para os fins do disposto no artigo anterior, servio prestado de modo adequado o que atende ao interesse pblico, observa as exigncias legais pertinentes e corresponde s

    exigncias de qualidade, celeridade, continuidade, regularidade, eficincia, atualidade,

    generalidade, modicidade, cortesia e segurana.

    1. Entende-se por atualidade do servio o uso de mtodos, instalaes e equipamentos

    que correspondam a padres de modernidade e avano tecnolgico, bem como a sua

    ampliao, na medida das necessidades dos usurios e em apoio ao labor jurdico do

    notrio e do registrador e de seus prepostos, proporcionalmente sua capacidade de

    investimentos decorrente da receita da serventia.

    2. Para os fins do disposto no pargrafo anterior os notrios e registradores adotaro,

    alm das diretrizes institudas por este cdigo e demais orientaes normativas

    editadas pela Corregedoria competente, boas prticas de governana corporativa do

    setor pblico administrativo e as que forem disseminadas pelas entidades

    institucionais representativas das atividades notariais e de registro.

    3. Para atender ao princpio da eficincia e da celeridade na prestao do servio

    pblico delegado, devero o notrio e o registrador encontrar solues que

    emprestem maior rapidez ao trmite da documentao a seu cargo, liberando-a em

    prazos inferiores aos mximos assinalados.

    4. A eficincia funcional ser aferida pela Corregedoria competente, considerado os

    fatores: produtividade e celeridade na prestao dos servios, bem como a perfeio

    do trabalho e sua adequao tcnica aos fins visados.

    5. Compete ao registrador e ao notrio apontar, de forma imparcial e independente, aos

    usurios dos servios prestados pela unidade a qual responde, os meios jurdicos

    mais adequados e a forma menos onerosa possvel para o alcance dos fins lcitos

    objetivados, instruindo-os sobre a natureza e as consequncias do ato que pretendam

    produzir.

    Art. 5. O gerenciamento administrativo e financeiro dos servios notariais e de registro da

    responsabilidade exclusiva do respectivo titular, inclusive no que diz respeito s despesas

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 23

    de custeio, investimento e pessoal, cabendo-lhe, alm do estrito cumprimento dos encargos

    legais inerentes aos vnculos que constituir, estabelecer normas, condies e obrigaes

    relativas atribuio de funes e de remunerao de seus prepostos, de modo a obter a

    melhor qualidade na prestao dos servios.

    1. Aos designados para responderem por serventia vaga, defeso contratar novos

    prepostos, aumentar salrios destes j existentes na unidade, ou contratar novas

    locaes de bens mveis ou imveis, de equipamentos ou de servios, que possam

    onerar a renda da unidade vaga de modo continuado, sem a prvia autorizao da

    Corregedoria competente.

    2. Todos os investimentos que comprometam a renda da unidade vaga no futuro

    devero ser objeto de projeto a ser encaminhado para a aprovao do Juiz corregedor

    permanente da serventia, ressalvada a contratao e majorao de salrios de

    prepostos registrados no nome pessoal do designado, o qual dever encerrar os

    respectivos contratos de trabalho, ao trmino de sua designao.

    3. Os servidores do Poder Judicirio designados temporariamente para responder por

    cartrios de titularidade vaga devero cumprir rigorosamente as orientaes da

    Corregedoria competente, observando, tambm, as diretrizes tcnicas e os

    procedimentos orientados pelos rgos executivos de arrecadao e controle do

    Tribunal de Justia.

    Art. 6. vedada a prtica de ato notarial e registral fora do territrio da circunscrio para a qual o agente recebeu delegao (Lei n 8.935/94, art. 43).

    Art. 7. Verificada a absoluta impossibilidade de se prover, por intermdio de concurso pblico, a titularidade de servio notarial ou de registro, por desinteresse ou inexistncia de

    candidatos, o servio poder ser, provisoriamente e na forma do art. 44 da Lei Federal n

    8.935/94, anexado, preferencialmente a outro da mesma localidade, por ato da

    Corregedoria competente, at que haja concurso para seu provimento.

    Art. 8. Autorizada a providncia prevista no artigo anterior, caso no seja possvel a manuteno

    da sede local da unidade, os livros sero encaminhados a um dos servios mais prximos,

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 24

    preferencialmente da mesma natureza, ou quele localizado na sede da respectiva comarca

    ou de comarca contgua, a critrio da Corregedoria competente (Lei n 8.935/94, art. 44).

    Art. 9. Os livros dos ofcios desativados sero desde logo encerrados, mediante inutilizao das

    folhas restantes e visto do juiz, bem como sero utilizados apenas para as pesquisas,

    extrao de certides e para as averbaes obrigatrias.

    Art. 10. Os delegados e os designados para responderem por serventias extrajudiciais privatizadas ou oficializadas devem cadastr-las e manter seus dados atualizados no

    Cadastro Nacional de Serventias Pblicas e Privadas do Brasil, mantido no Portal do

    Ministrio da Justia (www.mj.gov.br), no Cadastro de informaes dos servios

    extrajudiciais, mantido no Portal do Conselho Nacional de Justia - CNJ

    (www.cnj.jus.br), bem como nos portais das respectivas Centrais de Servios Eletrnicos

    Compartilhados.

    SEO II

    DA FUNO CORRECIONAL

    Art. 11. A funo correcional consiste na fiscalizao das unidades do servio notarial e de registro, sendo exercida, em todo o Estado, pelos Corregedores da Justia, e, nos limites

    de suas atribuies, pelos Juzes de Direito.

    1. A fiscalizao ser exercida de ofcio ou mediante representao de qualquer

    interessado, para observncia da regularidade e da qualidade dos atos praticados

    nos servios notariais e de registro e da forma e continuidade da prestao desses

    servios.

    . 2. Sem prejuzo das atribuies legais e regimentais das Corregedorias de Justia, a

    Corregedoria Nacional de Justia do Conselho Nacional de Justia (CNJ), no uso

    de suas atribuies constitucionais e regimentais, realizar inspees e correies

    nas serventias extrajudiciais, bem como desenvolver outras atividades inerentes

    sua competncia.

    Art. 12. O exerccio da funo correcional ser permanente, ou por meio de correies e

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 25

    inspees ordinrias ou extraordinrias, gerais ou parciais, ou, ainda, por visitas

    correcionais.

    1. A correio ordinria peridica consiste na fiscalizao normal, prevista e

    efetivada segundo estas normas e leis de organizao judiciria.

    2. A correio extraordinria consiste na fiscalizao excepcional, realizvel a

    qualquer momento, podendo ser geral ou parcial, conforme abranja todas as

    unidades do servio notarial e de registro da comarca, ou apenas algumas.

    3. A visita correcional consiste na fiscalizao direcionada verificao de

    funcionamento da unidade, verificao de saneamento de irregularidades

    constatadas em correies anteriores ou ao exame de algum aspecto da

    regularidade ou da continuidade dos servios e dos atos praticados.

    Art. 13. A Corregedoria Permanente das unidades do servio notarial e de registro caber aos Juzes das Varas de Registros Pblicos mais antigos na comarca, ou queles os quais a

    Lei de Organizao Judiciria do Estado da Bahia afetar essa atribuio.

    Art. 14. Compete aos Juzes Corregedores Permanentes, sem prejuzo das atribuies legais e regimentais das Corregedorias de Justia e do Conselho da Magistratura, apurar as

    infraes disciplinares ocorridas nas serventias extrajudiciais, bem como aplicar as

    penas correspondentes, conforme o prescrito na Lei n 8.935/1994.

    1. As sindicncias e processos administrativos relativos s unidades do servio

    notarial e de registro podero ser presididos pelos Juzes Corregedores

    Permanentes a que, na atualidade do procedimento, estiverem subordinadas.

    2. As sindicncias e processos administrativos que, antes da edio deste

    provimento j tiverem sido autuados na Corregedoria competente permanecero

    sendo processados no respectivo rgo.

    Art. 15. Os Corregedores da Justia podero avocar as sindicncias ou processos administrativos,

    em qualquer fase, a pedido ou de ofcio e, designar Juzes Corregedores, para apurao

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 26

    das faltas disciplinares, com competncia para a prtica de todos os atos investigatrios,

    inclusive a elaborao de relatrio final.

    Pargrafo nico. Quando se tratar de avocao solicitada pelo Juiz Corregedor

    Permanente, o pedido respectivo dever ser minuciosamente fundamentado, com

    explicitao dos motivos que o justifiquem.

    Art. 16. Instaurado procedimento administrativo contra notrio ou registrador, sob a forma de sindicncia ou de Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD), imediatamente ser

    remetida cpia do ato inaugural Corregedoria competente, bem como a deciso final

    proferida, com cincia do delegado e certido indicativa do trnsito em julgado.

    Pargrafo nico. Quando, em autos e papis de que conhecer o Juiz Corregedor

    Permanente, verificar a exigncia de crime de ao pblica, remeter ao Ministrio

    Pblico as cpias e os documentos necessrios, informando tambm Corregedoria

    competente.

    Art. 17. Ao trmino do procedimento, ser aplicada ao delegatrio a pena cabvel, na forma da lei, sendo que a pena de perda da delegao de aplicao privativa do Corregedor da

    Justia, podendo ser proposta pelo Juiz Corregedor Permanente.

    Pargrafo nico. Caso aplicada a pena de suspenso, a ser comunicada Corregedoria

    competente para anotaes e registro, dever constar o perodo da mesma e se

    considerada cumprida, em virtude de afastamento preventivo do delegado.

    Art. 18. Eventuais recursos devero ser entranhados nos autos originais e estes remetidos Corregedoria competente para exame de admissibilidade e adoo do procedimento

    recursal especfico de acordo com o Regimento Interno do Tribunal de Justia da Bahia.

    Art. 19. Sem prejuzo da competncia dos Juzes Corregedores Permanentes, o Corregedor de Justia competente poder aplicar originariamente as mesmas penas, bem como,

    enquanto no prescrita a infrao, reexaminar, de ofcio ou mediante provocao, as

    decises absolutrias ou de arquivamento, impondo tambm as sanes adequadas.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 27

    Art. 20. O Juiz Corregedor Permanente dever, uma vez por ano, at o ltimo dia til do ms de junho, efetuar correio ordinria, relativa a todo o ano anterior, em todas as unidades do

    servio notarial e de registro sujeitas sua fiscalizao correcional, lavrando-se o

    correspondente termo no livro prprio, remetendo a respectiva cpia Corregedoria

    competente, caso tenham sido constatadas inconformidades e ou inadequaes.

    1. Impossibilitada a realizao, no perodo estabelecido no caput, a correio

    poder ser efetuada at o ltimo dia til do ms subsequente, devendo constar no

    relatrio, a devida e respectiva justificativa.

    2. O edital dever ser publicado com pelo menos 30 (trinta) dias de antecedncia,

    para conhecimento do pblico em geral.

    Art. 21. Ao assumir a Vara ou Comarca de que seja titular, no prazo de 30 (trinta) dias, o Magistrado far visita correcional em todas as unidades do servio notarial e de registro,

    sob sua corregedoria permanente, verificando a regularidade de seu funcionamento.

    1. Essa visita correcional independer de edital ou de qualquer outra providncia,

    devendo, apenas, ser lanado sucinto termo no livro de Visitas e Correies, sem

    prejuzo das determinaes que o Magistrado fizer no momento.

    2. Cpia desse termo ser encaminhada Corregedoria da Justia competente no

    prazo de 30 (trinta) dias, caso sejam constatadas inadequaes e ou

    irregularidades.

    Art. 22. Haver, em cada unidade do servio notarial e de registro, um livro de Visitas e Correies, onde sero lavrados os respectivos termos.

    Art. 23. Na ltima folha utilizada dos autos e livros que examinar, lanar o Juiz Corregedor o seu visto em correio, que poder ser manuscrito ou em carimbo com data e

    assinatura.

    Art. 24. Em carter excepcional e autorizado pelo Corregedor competente, poder o Juiz

    Corregedor Permanente determinar que livros e processos sejam transportados para onde

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 28

    estiver a fim de serem a examinados.

    Art. 25. Os delegados do servio notarial e de registro e os responsveis por serventias vagas so obrigados a exibir ao Juiz Corregedor, no incio das correies ou quando exigido, os

    seus ttulos e provises para o cargo, nos quais sero apostos visto em correio.

    Art. 26. Ficaro disposio do Juiz Corregedor Permanente ou Juzes Corregedores, para os trabalhos de correio, todos os delegados do servio notarial ou de registro e oficiais de

    justia da comarca.

    SEO III

    DAS DISPOSIES ESPECIAIS

    Art. 27. Os servios notariais e de registro, excepcionado o registro civil, de carter ininterrupto, sero prestados, de modo eficiente e adequado, nos dias teis, respeitada a carga horria

    mnima de seis horas, prevista no art.4 da Lei Federal n 8.935/94, sem prejuzo do

    poder normativo das Corregedorias da Justia, atendidas as peculiaridades locais, em

    local de fcil acesso ao pblico e que oferea segurana para a prestao do servio e o

    arquivamento de livros, dados e documentos.

    1. Cada servio notarial ou de registro funcionar em um s local, vedada

    instalao de sucursal ou representao.

    2. Observadas as normas locais, dever ser afixada, no lado externo de cada

    unidade de servio, placa indicativa com informao precisa da delegao a que

    se refere.

    3. obrigatria a fixao, em local de visibilidade pblica, do quadro de valores

    das taxas e emolumentos estabelecidos pela Lei Estadual n 12.373, de 23 de

    dezembro de 2011, bem como das suas ulteriores alteraes.

    4. O servio de registro civil das pessoas naturais ser prestado, tambm, nos

    sbados, domingos e feriados, pelo sistema de planto.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 29

    5. O atendimento ao pblico ser, no mnimo, de seis horas dirias.

    6. Observado o volume de servio aps o trmino do horrio de expediente ao

    pblico, nas unidades de registro de imveis, ficam admitidas as ultimaes dos

    trabalhos de protocolizaes ou devolues de ttulos ou certides, desde que a

    apresentao eletrnica ou a presena dos usurios na unidade do servio tenha

    se dado at s 17h.

    7. obrigao de cada delegado disponibilizar a adequada e eficiente prestao do

    servio pblico notarial ou de registro, mantendo instalaes, equipamentos,

    meios e procedimentos de trabalho dimensionados ao bom atendimento dos

    usurios, bem como nmero suficiente de prepostos.

    8. Ao Juiz Corregedor Permanente, observadas as peculiaridades locais e critrios

    de razoabilidade, inclusive, em relao receita da serventia, caber

    verificao da ocorrncia de padres necessrios ao atendimento deste item, em

    especial quanto a:

    I - local, condies de segurana, conforto e higiene da sede da unidade do

    servio notarial ou de registro;

    II - nmero mnimo de prepostos;

    III - adequao de mveis, utenslios, mquinas e equipamentos, fixando

    prazo para a regularizao, se for o caso;

    IV - acondicionamento, conservao e arquivamento adequados de livros,

    fichas, papis e microfilmes, bem como utilizao de processos racionais

    que facilitem as buscas;

    V - adequao e segurana de softwares, dados e procedimentos de

    trabalho adotados, fixando, se for o caso, prazo para a regularizao ou a

    implantao;

    VI - fcil acessibilidade aos portadores de necessidades especiais.

    VII - existncia de computador conectado Internet e de endereo eletrnico

    da unidade para correspondncia por e-mail.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 30

    9. O Juiz Corregedor Permanente, exceto na Comarca da Capital, ao realizar a visita

    correcional referida no Art. 20 deste Cdigo, consignar no termo se esto sendo

    observadas as determinaes contidas neste artigo.

    10. Ao final de cada ano, quando da realizao de correio ordinria, o Juiz

    Corregedor Permanente analisar se as determinaes do art. 27 esto sendo

    cumpridas, consignando no termo da correio o que for necessrio para seu

    cumprimento ou aprimoramento.

    Art. 28. Na prestao dos servios delegados, os notrios e oficiais de registro devem:

    I - atender as partes com respeito, urbanidade, eficincia e presteza;

    II - atender por ordem de chegada, assegurado atendimento prioritrio s pessoas

    portadoras de deficincia fsica ou com mobilidade reduzida, pessoas com idade

    igual ou superior a sessenta anos, gestantes e pessoas com criana no colo,

    mediante garantia de lugar privilegiado em filas, distribuio de senhas com

    numerao adequada ao atendimento preferencial, alocao de espao para

    atendimento exclusivo no balco ou implantao de outro servio de atendimento

    personalizado;

    III - observar a igualdade de tratamento, vedado qualquer tipo de discriminao;

    IV - manter as instalaes limpas, sinalizadas, acessveis e adequadas ao servio ou

    atendimento, adotando, conforme e peculiaridade local exigir, medidas de

    proteo sade ou segurana dos usurios;

    V - observar as normas procedimentais e os prazos legais fixados para a prtica dos

    atos de seu ofcio;

    VI - guardar sigilo sobre a documentao e os assuntos de natureza reservada de que

    tenham conhecimento em razo do exerccio de sua profisso;

    VII - atender prioritariamente as requisies de papis, documentos, informaes ou

    providncias que lhe forem solicitadas pelas autoridades judicirias ou

    administrativas para a defesa das pessoas jurdicas de direito pblico em juzo;

    VIII - assegurar ao usurio as informaes precisas sobre o nome do delegado e dos

    prepostos que lhe atendem, procedimentos, formulrios e outros dados

    necessrios prestao dos servios.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 31

    Pargrafo nico. No caso de prenotao de ttulo no registro de imveis, para

    cumprimento do princpio da prioridade, contido no art. 186, da Lei de Registros

    Pblicos (Lei n 6.015/73), o atendimento ser efetuado rigorosamente pela ordem de

    chegada, independentemente do estado ou condio do apresentante.

    Art. 29. As serventias devero manter em suas dependncias, disposio dos interessados para consultas relacionadas aos servios prestados, edies atualizadas em formato de livro

    convencional ou eletrnico, da seguinte legislao:

    I Constituio da Repblica Federativa do Brasil;

    II Constituio do Estado da Bahia;

    III Cdigo Civil Brasileiro;

    IV Lei dos Registros Pblicos Lei Federal n 6.015, de 31 de dezembro de 1973;

    V Lei dos Notrios e Registradores Lei n 8.935, de 18 de novembro de 1994;

    VI Normas da Corregedoria Geral da Justia.

    Pargrafo nico. Cada serventia, conforme sua especialidade possuir ainda, nas mesmas

    condies, exemplares atualizados das leis, regulamentos, resolues, provimentos,

    decises normativas, ordens de servio e quaisquer atos que digam respeito sua

    atividade, como a Lei de Protestos (Lei n 9.492/1997), o Estatuto da Criana e

    do Adolescente, (Lei n 8.069/1990), o Estatuto da Cidade (Lei n 10.257/2001) e o

    Cdigo Tributrio do Municpio ou a Lei Municipal a qual regulamenta a cobrana do

    Imposto Sobre a Transmisso de Bens imveis (ITBI).

    Art. 30. As unidades do servio notarial e de registro devero possuir e escriturar todos os livros

    regulamentares, observadas as disposies gerais e especficas de cada uma.

    1. Na escriturao dos livros e certides, alm das normas gerais e das normas

    especficas de cada servio, observar-se- o seguinte:

    I - a impresso ser feita com tinta preta, resoluo e designs grficos

    ostensivos e legveis, a fim de que sejam suficientes boa leitura e

    compreenso;

    II - as folhas sero confeccionadas com papel de tamanho ofcio ou A-4,

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 32

    com gramatura no inferior a 75 g/m, salvo disposio expressa em

    contrrio ou quando adotado papel de segurana;

    III - a parte destinada impresso do texto no conter desenhos ou escritos

    de fundo que prejudiquem a leitura ou a nitidez da reproduo;

    IV - os caracteres tero dimenso mnima equivalente das fontes Times New

    Roman 12 ou Arial 12;

    V - o espaamento entre linhas (a quantidade de espao da parte inferior de

    uma linha do texto at a parte inferior da prxima linha do texto) ser de

    1,5 linha (uma vez e meia maior que o espaamento simples entre linhas),

    salvo no caso de fichas de matrculas do registro de imveis

    confeccionadas em dimenso inferior, que podero tem espaamento

    simples.

    VI - no alinhamento e justificao do texto sero observadas medidas, no

    inferiores, de 3,0 a 3,5 cm para a margem esquerda, 1,5 a 2,0 cm para a

    margem direita, 3,0 a 3,5 cm para a margem superior e 2,0 a 2,7 cm para

    a margem inferior, invertendo-se as medidas das margens direita e

    esquerda para impresso no verso da folha;

    VII - a lavratura dos atos ser sempre iniciada em folha nova, sendo vedada a

    utilizao de uma mesma folha para a lavratura de atos distintos, total ou

    parcialmente;

    VIII - o espao entre o encerramento do ato e a identificao dos signatrios

    ser o estritamente necessrio aposio das assinaturas;

    IX - o espao em branco aps as assinaturas, no verso e no anverso da folha,

    ser destinado s anotaes ou averbaes, sendo vedado o uso de

    carimbo em branco ou qualquer forma de inutilizao;

    X - fazer constar no encerramento do ato notarial e registral o valor

    efetivamente recebido pelo mesmo, especificando sua destinao.

    2. facultada a utilizao dos versos das folhas dos livros dos Tabelionatos de

    Notas, para a lavratura de escrituras pblicas, desde que consignada no termo de

    abertura, observados os critrios de escriturao do 1 deste artigo,

    especialmente dos incisos VIII e IX.

    3. As folhas soltas dos livros ainda no encadernados devero ser guardadas em

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 33

    colecionadores, de onde somente podero ser retiradas na medida em que forem

    utilizadas.

    4. As folhas utilizadas devero ser guardadas em pasta prpria, correspondente ao

    livro a que pertenam, at a encadernao.

    5. Nos livros de folhas soltas, logo que concludos, lavrar-se- termo de

    encerramento, com imediata encadernao.

    Art. 31. Os papis utilizados para escriturao dos atos, certides ou traslados, tero fundo inteiramente branco, salvo disposio expressa em contrrio ou quando adotados papel

    de segurana.

    Pargrafo nico. As certides devero ser fornecidas em papel e mediante escrita que

    permitam a sua reproduo por fotocpia ou outro processo equivalente.

    Art. 32. vedado o uso de borracha, detergente ou raspagem por qualquer meio, mecnico ou qumico para correo de texto.

    Pargrafo nico. Devero ser evitadas anotaes a lpis nos livros, mesmo que a ttulo

    provisrio.

    Art. 33. A redao dos atos far-se- em linguagem clara, precisa e lgica, mantida a ordem cronolgica, evitando-se na escriturao, erros, omisses, rasuras ou entrelinhas e, caso

    ocorram, devem ser ressalvadas no final do instrumento, antes das assinaturas e

    subscries, de forma legvel e autenticada.

    1. Mesmo que ressalvadas, ficam proibidas as entrelinhas que afetem elementos

    essenciais do ato, como, por exemplo, o preo, o objeto, as modalidades de

    negcio jurdico, dados inteiramente modificadores da identidade das partes e a

    forma de pagamento.

    2. Na redao dos atos, aos enganos cometidos, seguir-se- a palavra digo,

    prosseguindo-se corretamente, aps repetir a ltima palavra correta.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 34

    3. Os nomes so compostos por prenome e sobrenome, salvo nome empresarial,

    sendo vedadas abreviaturas de nome civil, em atos e termos notariais e registrais.

    4. As siglas menos conhecidas sero precedidas da grafia por extenso e os

    algarismos que dizem respeito aos valores envolvidos no negcio, s medidas

    lineares e de superfcie sero seguidos dos respectivos extensos, entre parnteses.

    5. Ressalvas, adies e emendas no realizadas no ato, na forma dos itens

    anteriores, s podero ser efetuadas em cumprimento de decises judiciais, nos

    termos das disposies legais de registros pblicos, atinentes a retificaes,

    restauraes e suprimentos (Lei n 6.015/73, arts. 40 e 109 a 122), ou em

    decorrncia de retificao administrativa (Lei n 6.015/73, art. 213; Resoluo

    CNJ n 35/07, art.13).

    6. Reputam-se inexistentes e sem efeitos jurdicos quaisquer emendas ou alteraes

    posteriores, no ressalvadas ou no lanadas na forma acima indicada (Lei n

    6.015/73, art. 41).

    7. Na hiptese de erro material (por exemplo: numerao de documentos ou

    endereo das partes), a falha poder ser sanada mediante certido subscrita pelo

    delegado, lanada aps as assinaturas das partes.

    Art. 34. As assinaturas devero ser apostas logo aps a lavratura do ato, no se admitindo espaos em branco e devendo todos os que no houverem sido aproveitados serem

    inutilizados com traos horizontais ou diagonais, ou com uma sequncia de traos e

    pontos.

    Art. 35. vedado abrir e escriturar novos livros, enquanto no encerrados os anteriores.

    Art. 36. O extravio, ou danificao que impea a leitura e o uso, no todo ou em parte, de qualquer livro, folha, carimbo, documento, banco de dados ou de imagens do servio

    extrajudicial de notas e de registro dever ser imediatamente comunicado ao Juiz

    Corregedor Permanente e Corregedoria competente.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 35

    1. vedada a abertura de nova matrcula para imvel tendo como base apenas

    certido de matrcula, de transcrio, ou de inscrio expedida pela mesma

    unidade do servio extrajudicial de registro de imveis em que a nova matrcula

    ser aberta, sem que se promova a prvia conferncia da existncia e do inteiro

    teor da precedente matrcula, transcrio ou inscrio contida no livro prprio.

    2. Em se tratando de registro anterior de imvel efetuado em outra circunscrio,

    aplicarse para a abertura de matrcula o disposto nos artigos 229 e 230 da Lei

    n 6.015/1973, com arquivamento da respectiva certido atualizada daquele

    registro.

    3. vedada a abertura pelo Oficial de Registro de Imveis, no Livro n 2 Registro

    Geral, de matrculas para imveis distintos com uso do mesmo nmero de

    ordem, ainda que seguido da aposio de letra do alfabeto (ex. matrcula 1,

    matrcula 1A, matrcula 1B etc.). vedada a prtica no Livro n 3 Registro

    Auxiliar, do Servio de Registro de Imveis, de ato que no lhe for atribudo por

    lei.

    I - O Oficial de Registro de Imveis que mantiver em sua serventia

    matrculas para imveis com o mesmo nmero de ordem, ainda que

    seguido da aposio de letra do alfabeto, dever comunicar o fato

    Corregedoria competente, com identificao expressa de cada uma dessas

    matrculas e do imvel a que se refere para a adoo das providncias

    cabveis.

    II - vedada a expedio de nova certido de inteiro teor ou de parte de

    registro de imvel (transcrio, inscrio, matrcula e averbao) tendo

    como nica fonte de consulta anterior certido, expedida por unidade do

    servio extrajudicial.

    III - Sendo impossvel a verificao da correspondncia entre o teor da

    certido j expedida e a respectiva matrcula, transcrio ou inscrio

    mediante consulta do livro em que contido o ato de que essa certido foi

    extrada, por encontrarse o livro (encadernado ou escriturado por meio

    de fichas), no todo ou em parte, extraviado ou deteriorado de forma a

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 36

    impedir sua leitura, dever o Oficial da unidade do Registro de Imveis

    em que expedida a certido, para a realizao de novos registros e

    averbaes e para a expedio de novas certides, promover a prvia

    restaurao da matrcula, transcrio ou inscrio mediante autorizao

    do Juiz Corregedor competente.

    IV - A autorizao para restaurao de livro do servio extrajudicial de notas e

    de registro, extraviado ou danificado, dever ser solicitada, ao Juiz

    Corregedor Permanente, pelo Oficial de Registro ou Tabelio competente

    para a restaurao, e poder ser requerida pelos demais interessados.

    V - A restaurao poder ter por objeto o todo ou parte do livro que se

    encontrar extraviado ou deteriorado, ou registro ou ato notarial

    especfico.

    4. Uma vez autorizada pelo Juiz Corregedor competente, se for possvel vista dos

    elementos constantes dos ndices, arquivos das unidades do servio extrajudicial

    de notas e de registro e dos traslados, certides e outros documentos

    apresentados pelo Oficial de Registro, ou pelo Tabelio e pelos demais

    interessados, a restaurao do livro extraviado ou danificado, ou de registro ou

    ato notarial, ser efetuada desde logo pelo Oficial de Registro ou pelo Tabelio.

    5. Para a instruo do procedimento de autorizao de restaurao poder o Juiz

    Corregedor competente requisitar, de Oficial de Registro e de Tabelio de Notas,

    novas certides e cpias de livros, assim como cpias de outros documentos

    arquivados na serventia.

    6. A restaurao do assentamento no Registro Civil a que se refere o artigo 109 e

    seus pargrafos, da Lei n 6.015/73 poder ser requerida perante o Juzo do foro

    do domiclio da pessoa legitimada para pleitela e ser processada na forma

    prevista na referida lei e nas normas editadas pela Corregedoria da Justia do

    Estado em que formulado e processado o requerimento. Quando proveniente de

    jurisdio diversa, o mandado autorizando a restaurao dever receber o

    cumpra-se do Juiz Corregedor Permanente a que estiver subordinado o

    Registro Civil das Pessoas Naturais em que lavrado o assento a ser restaurado.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 37

    Art. 37. Os delegados do servio notarial e de registro devero manter em segurana, sob sua guarda e em local adequado, ou em casa-forte ou Data Center localizado no pas,

    devidamente ordenados, os livros, microfilmes, base de dados e documentos necessrios

    prestao do servio notarial e de registro, respondendo por sua segurana, ordem e

    conservao.

    1. No procedimento de microfilmagem, devero ser atendidos os requisitos da Lei n

    5.433, de 8 de maio de 1968, do Decreto n 1.799, de 30 de janeiro de 1996 e da

    Portaria n 12, de 8 de junho de 2009, da Secretaria Nacional de Justia, do

    Ministrio da Justia, devendo ser mantida cpia de segurana em local diverso da

    serventia, cujo endereo ser comunicado ao Juiz Corregedor Permanente e

    mantido atualizado, em caso de alteraes.

    2. No procedimento de digitalizao devero ser obrigatoriamente observadas as

    seguintes etapas:

    I - os documentos que daro suporte prtica dos atos registrais os quais no

    forem nativamente eletrnicos, ou os que decorrerem desses atos, devero ser

    digitalizados por meio de processo de captura digital, a partir dos

    documentos originais. A captura dever, necessariamente, gerar

    representantes digitais de alta e baixa resolues, denominados

    respectivamente, matrizes e derivadas, conforme Recomendaes para

    Digitalizao de Documentos Arquivsticos Permanentes, publicados pelo

    Conselho Nacional de Arquivos - CONARQ (2010);

    II - para a gerao de matrizes e derivadas em formatos de arquivo digitais

    devero ser sempre adotados os formatos abertos (open sources), previstos no

    Documento de Referncia e-PING (2012) e em suas atualizaes;

    III - os arquivos decorrentes da digitalizao de documentos em substituio ao

    arquivamento de vias originais sero assinados digitalmente pelo titular da

    delegao, ou seu substituto, ou preposto devidamente autorizado, mediante

    uso de certificado digital ICP-Brasil, admitida com a incluso de carimbo de

    tempo;

    IV - a indexao dos documentos digitais ou digitalizados ser feita, no mnimo,

    com referncia aos atos (livro, folha e nmero ou nmero da prenotao)

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 38

    onde foram utilizados ou em razo do qual foram produzidos, de modo a

    facilitar sua localizao e conferncia, por sistema de Gerenciamento

    Eletrnico de Documentos (GED).

    3. Todos os dados e imagens devero ser armazenados de forma segura e eficiente,

    que garanta fcil localizao, preservao, integridade e que atenda ao Plano de

    Continuidade de Negcio (PCN), mediante solues comprovadamente eficazes de

    Recuperao de Desastres (DR Disaster Recorevy), entre eles, testes peridicos.

    I - O arquivo redundante (backup) dever ser gravado em mdia digital segura,

    local ou remota, com cpia fora do local da unidade de servio, em Data

    Center, localizado no Pas, que cumpra requisitos internacionais de segurana,

    disponibilidade, densidade e conectividade. O endereo do Data Center e o

    endereo de rede (endereo lgico IP) devero ser comunicados ao Juiz

    Corregedor Permanente da Comarca e mantidos atualizados, em caso de

    alteraes.

    II - Facultativamente, e sem prejuzo do armazenamento em backup, fica

    autorizado o armazenamento sincronizado em servidor dedicado ou virtual, em

    nuvem privada (private cloud), desde que localizados em Data Center do Pas,

    cujos endereos sero, igualmente, comunicados ao Juiz Corregedor

    Permanente da Comarca.

    4. Os documentos em meio fsico apresentados para lavratura de atos registrais

    devero ser devolvidos s partes, aps a digitalizao.

    5. Os documentos, em meios fsicos, arquivados nas unidades do servio devero ser

    microfilmados ou digitalizados, observados no caso de digitalizao, os requisitos

    estabelecidos no 3, I, II, III, deste artigo, quando, ento, podero ser destrudos

    por processo de triturao ou fragmentao de papel, resguardados e preservados o

    interesse histrico e o sigilo.

    6. vedada a incinerao dos documentos em papel, os quais devero ser destinados

    reciclagem, mediante coleta seletiva ou doao para associaes de catadores de

    papel ou entidades sem fins lucrativos.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 39

    Art. 38. Todos os atos devero ser escriturados e assinados com tinta preta ou azul, indelvel, lanando-se diante de cada assinatura, pelo prprio subscritor, o seu nome por extenso e

    de forma legvel.

    Art. 39. Na lavratura de escrituras e termos para registro devem-se qualificar precisamente as partes envolvidas, inclusive testemunhas, com endereo completo (rua, nmero,

    complemento, bairro, cidade e estado), sendo vedado utilizar expresses genricas como

    residentes nesta cidade ou residentes no distrito.

    1. Na qualificao do comparecente, se houver, poder tambm ser declinado o seu

    endereo eletrnico (e-mail).

    2. As testemunhas e as pessoas que assinam a rogo devem ser qualificadas com

    indicao do nome, do nmero do documento de identificao, nacionalidade,

    estado civil, idade ou maioridade, profisso e endereo completo.

    3. expressamente vedada aos notrios e registradores a coleta de assinaturas das

    partes ou de comparecentes em atos inacabados ou folhas em branco, total ou

    parcialmente, sob pretexto de confiana, seja qual for o motivo alegado.

    Art. 40. Se qualquer dos intervenientes no ato no souber a lngua nacional e o notrio ou registrador no entender o idioma em que se expressa, dever comparecer tradutor

    pblico para servir de intrprete, ou, no o havendo na localidade, outra pessoa capaz

    que, a juzo do delegado, tenha idoneidade e conhecimento bastantes, cuja circunstncia

    dever ser expressamente consignada no ato.

    Art. 41. Se algum dos intervenientes no for conhecido do notrio ou do registrador e nem puder identificar-se por documento de identificao legalmente aceito devero participar do

    ato, pelo menos, duas testemunhas que o conheam e expressamente atestem sua

    identidade, sob as penas da lei, cujas testemunhas devero ser devidamente advertidas de

    sua responsabilidade civil e penal na identificao do comparecente. A advertncia

    dever ser consignada no ato de forma circunstanciada e devidamente assinada por todos

    os participantes.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 40

    Art. 42. A prtica de ato por procurador ser mencionada no termo, com indicao do cartrio, livro, folha, data da lavratura e data da expedio da certido ou do traslado da

    procurao, se por instrumento pblico. A procurao deve ser arquivada em pasta

    prpria e nela anotados o livro e as folhas onde foi utilizada.

    1. Somente sero aceitas procuraes pblicas por traslado ou certido expedida a

    menos de noventa (90) dias ou apresentao da certido atualizada de no

    revogao das mesmas. Quando tiver sido lavrada em comarca diversa, o original

    dever ter a firma do tabelio subscritor, reconhecida por tabelio da mesma

    localidade onde o ato ser praticado, salvo se tiver carto de autgrafos,

    arquivado na serventia.

    2. Quando se tratar de instrumento particular, o original dever ter sua firma

    reconhecida em tabelio de notas da mesma localidade da serventia onde o ato

    ser praticado, ou que tenha carto de autgrafos arquivado na serventia.

    3. No sero aceitas procuraes por instrumentos particulares para transmisso

    (doao, venda e compra etc.) ou onerao de direitos reais imobilirios

    (alienao fiduciria, hipoteca etc.).

    Art. 43. Se algum no puder ou no souber assinar, o delegado do servio notarial e de registro ou preposto autorizado assim o declarar, assinando, por ele e a seu rogo, uma pessoa

    capaz, colhida a impresso digital do impossibilitado de assinar, sempre que possvel do

    polegar direito, exclusivamente com a utilizao de coletores de impresses digitais,

    vedado o emprego de tinta para carimbo, mediante presso leve, de maneira a se obter a

    indispensvel nitidez, com anotao dessas circunstncias no corpo do termo.

    1. Recomenda-se, por cautela, a coleta de impresses datiloscpicas das pessoas

    que assinam mal, demonstrando pouco ou no saber ler ou escrever, dispensada

    nesta hiptese assinatura rogo por outra pessoa.

    2. Em torno de cada impresso datiloscpica, dever ser escrito por extenso o nome

    do identificado.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 41

    Art. 44. Quando ao ato intervier pessoa cega ou com viso subnormal, o notrio ou registrador certificar que o deficiente visual apresentou cdula de identidade, anotando-se o

    nmero e o rgo expedidor, ao tempo em que dever fazer-lhe a leitura do documento,

    verificando suas condies pessoais para compreenso do contedo, fazendo ainda

    constar a assinatura de duas testemunhas e do prprio interessado, se souber assinar.

    Art. 45. As assinaturas constantes dos termos so aquelas usuais das partes, devendo os notrios e registradores, por cautela e para facilitar a identificao futura, fazer constar, junto s

    assinaturas, os nomes por inteiro, exarados em letra de forma ou pelo mesmo meio de

    impresso do termo, podendo, ainda, colher ao lado as assinaturas por extenso.

    Art. 46. Ao expedir certides ou traslados, o delegado do servio notarial e de registro dar a sua

    f pblica do que constar ou no dos livros ou papis a seu cargo, consignando o nmero

    e a pgina do livro onde se encontra o assento.

    Art. 47. Os delegados do servio notarial e de registro e seus prepostos so obrigados a lavrar certides do que lhes for requerido ou solicitado e a fornecer s partes as informaes

    solicitadas, salvo disposio expressa em contrrio.

    Pargrafo nico. A solicitao de certides e de informaes notariais e registrais

    podero ser feitas pessoalmente ou por via eletrnica, por meio das respectivas Centrais

    de Servios Eletrnicos Compartilhados.

    Art. 48. Qualquer pessoa pode solicitar certido ou informao notarial ou registral, sem

    informar ao tabelio ou oficial registrador ou seus prepostos o motivo ou interesse do

    pedido.

    Art. 49. O acesso ou envio de informaes aos registros pblicos e notas, quando forem realizados por meio da rede mundial de computadores (Internet) ou feitos sob a forma de

    documento eletrnico, devero ser assinados com uso de certificado digital, que atender

    os requisitos da Infraestrutura de Chaves Pblicas Brasileiras (ICP-Brasil) e aos padres

    definidos na Arquitetura de Interoperabilidade do Governo Eletrnico (e-PING).

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 42

    Art. 50. A certido ser lavrada, independentemente de despacho judicial, ressalvados os atos sob o sigilo judicial ou fiscal e as vedaes legais, devendo mencionar o livro do assento ou

    o documento arquivado, bem como a data de sua expedio e o termo final do perodo

    abrangido pela pesquisa.

    Art. 51. A certido ser lavrada em inteiro teor, em resumo, ou em relatrio, conforme quesitos, e devidamente autenticada pelo oficial ou seus substitutos legais, no podendo ser

    retardada por mais de cinco (05) dias.

    Art. 52. obrigatrio o fornecimento de protocolo do respectivo requerimento, do qual dever constar a data deste, a prevista para a entrega da certido e o valor dos emolumentos

    cobrados.

    Art. 53. vedada a prtica de propaganda comercial por parte das serventias notariais e de registro, ressalvadas somente as de cunho meramente informativo, como a divulgao da

    denominao da serventia, seu endereo, nome do delegado e de seus prepostos e o tipo

    de servios que presta.

    1. As pginas na Internet (home page) das serventias de notas e de registro

    observaro o seguinte:

    I - no permitida a divulgao de qualquer informao de cunho comercial;

    II - vedada a oferta de servios especiais.

    2. A pgina esclarecer ao pblico os atos que so praticados pela serventia,

    podendo conter:

    I - links de sites oficiais;

    II - tabelas de custas e clculos de emolumentos;

    III - endereos eletrnicos do delegado e seus prepostos (e-mails);

    IV - horrio de funcionamento e endereo da serventia;

    V - indicao da qualificao do titular e dos prepostos;

    VI - modelos de contratos e requerimentos;

    VII - links das Centrais de Servios Eletrnicos, inclusive iframe,

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 43

    VIII - notcias e informaes voltadas a divulgar a funo notarial ou registral.

    3. A serventia dever comunicar, to logo implantada, o endereo de sua home page

    s Corregedorias de Justia, as quais podero disponibiliz-las, em seu Portal

    oficial, por meio de links.

    4. A Corregedoria competente examinar o contedo do site e, uma vez constatada

    qualquer irregularidade que configure conduta atentatria s instituies notariais

    ou de registro ou que desatenda as normas estabelecidas, determinar a imediata

    desativao da pgina at sua completa adequao.

    Art. 54. Ao delegado vedado funcionar nos atos em que figure como parte, procurador ou representante legal, ou de interesse de seu cnjuge ou de parentes, na linha reta, ou na

    colateral, consanguneos ou afins, at o terceiro grau.

    1. Os critrios de impedimento que tratam neste artigo se estendem aos substitutos do

    tabelio de notas.

    2. Caso o impedimento alcance, alm do titular todos seus substitutos, poder ser

    nomeado para a prtica de ato(s) especfico(s), um novo substituto dentre os

    demais escreventes do cartrio, observada a exigncia de comunicao especfica

    Corregedoria competente.

    Art. 55. O exerccio da atividade notarial e de registro incompatvel com a de corretor de imveis, advocacia, ou da intermediao de seus servios ou o de qualquer cargo,

    emprego ou funes pblicas, ainda que em comisso.

    1. A diplomao, na hiptese de mandato eletivo e a posse, nos demais casos,

    implicaro no afastamento da atividade.

    2. O Tabelio ou o Registrador que infringir os deveres de sua funo responder

    pessoal, penal e civilmente pelos danos causados.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 44

    SEO IV

    DOS LIVROS E CLASSIFICADORES OBRIGATRIOS

    SUBSEO I

    DOS LIVROS OBRIGATRIOS

    Art. 56. As unidades do servio notarial e de registro possuiro os seguintes livros:

    I - Normas de Servio da Corregedoria Geral da Justia;

    II - Registro Dirio da Receita e da Despesa;

    III - Protocolo;

    IV - e Correies;

    Art. 57. Os livros obrigatrios sero abertos, numerados, autenticados e encerrados pelo

    delegado, podendo ser utilizados, para tal fim, processo mecnico de autenticao.

    Art. 58. O termo de abertura dever conter o nmero do livro, o fim a que se destina, o nmero de folhas que contm, o nome do delegado do servio notarial e de registro responsvel,

    a declarao de que todas as suas folhas esto rubricadas e o fecho, com data e

    assinatura.

    Art. 59. de exclusiva responsabilidade do delegado o controle da frequncia, assiduidade e

    pontualidade de seus prepostos.

    Art. 60. O livro Registro Dirio da Receita e da Despesa ser escriturado pelo Delegado, sendo direta sua responsabilidade, ainda que a tarefa seja entregue a preposto e dever ser

    mantido na serventia, somente podendo dela sair mediante expressa autorizao do Juiz

    Corregedor Permanente, a qual dever ser arquivada.

    Art. 61. O livro de que trata o artigo anterior poder ser impresso e encadernado, ou em folhas soltas, estas, com nmero fixo ou quantas bastem para a escriturao anual, ou ainda

    apenas no formato eletrnico, desde que preencha os requisitos de assinatura eletrnica,

    no padro ICP-Brasil, admitida a incluso de carimbo do tempo. Em qualquer caso, as

    folhas sero divididas em colunas, para anotao da data, do histrico da receita ou da

    despesa, obedecido o modelo usual, em forma contbil.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 45

    Art. 62. O histrico dos lanamentos ser sucinto, mas dever permitir, sempre, a identificao do ato que ensejou a cobrana ou a natureza da despesa.

    Art. 63. Os lanamentos compreendero to-somente os emolumentos percebidos como receita do delegado do servio notarial ou de registro, pelos atos praticados, de acordo com a lei

    e com a tabela de custas e emolumentos, no devendo ser includas as partes destinadas

    ao Fundo Especial de Compensao FECOM e Defensoria Pblica do Estado da

    Bahia.

    Art. 64. No lanamento da receita, alm do seu montante, haver referncia ao nmero do ato, ou do livro e da folha em que praticado, ou do protocolo, de forma que possibilite sempre a

    sua identificao.

    Pargrafo nico. Dever ser elaborada em paralelo, ainda, relao auxiliar diria, ou

    semanal para as serventias de pequeno movimento, de todos os atos praticados, contendo

    remisso individual ao Livro Protocolo (Unidades do servio de registro de imveis,

    ttulos e documentos, registro civil das pessoas jurdicas e protesto) ou, na sua falta

    (Unidades do servio notarial e de registro civil das pessoas naturais), ao livro em que

    lanados. Da referida relao devero constar tambm os valores dos emolumentos, em

    colunas separadas para cada parte a que se destina (receita do delegado e FECOM).

    Art. 65. Admite-se apenas o lanamento das despesas relacionadas com a unidade do servio notarial e de registro, sem restrio.

    Art. 66. A receita ser lanada no livro Dirio, no dia da prtica do ato, mesmo que o delegado do servio notarial e de registro no tenha ainda recebido os emolumentos.

    1 Considera-se o dia da prtica do ato o do apontamento do ttulo, para o servio de

    protesto de ttulos; o da lavratura do ato notarial com a coleta das assinaturas

    pertinentes, para o servio de notas; o do registro ou averbao, para os servios de

    registros de imveis, ttulos e documentos e civil de pessoa jurdica; e o do pedido

    da habilitao para o casamento, ou da lavratura dos assentos de nascimento ou

    bito, para o servio de registro civil das pessoas naturais.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 46

    2 Nos casos em que se admitir depsito prvio, este dever ser escriturado em livro

    prprio, ainda que eletrnico, especialmente aberto para o controle dessas

    importncias recebidas a esse ttulo, at que sejam os depsitos convertidos em

    emolumentos, ou devolvidos, conforme o caso.

    3o. Fica dispensado o lanamento no Livro Dirio da Receita e da Despesa dos atos

    em que o notrio ou registrador dispensar a cobrana de sua parte dos

    emolumentos, o que, todavia, no dispensa o recolhimento de receita devida ao

    FECOM e sua cotao no ato notarial ou registral praticado, bem como a

    respectiva referncia na relao auxiliar diria ou semanal.

    Art. 67. A despesa ser lanada no dia em que se efetivar, arquivando-se os comprovantes

    respectivos em pasta prpria.

    Art. 68. Ao final do ms, sero somadas a receita e a despesa, apurando-se separadamente a renda lquida ou o dficit de cada unidade do servio notarial e de registro.

    Art. 69. Ao final do ano, ser feito o balano, indicando-se a receita, a despesa e o lquido ms a ms, apurando-se, em seguida, a renda lquida ou o dficit de cada unidade do servio

    notarial e de registro no respectivo exerccio.

    Art. 70. As informaes contbeis e fiscais escrituradas no Livro Dirio da Receita e da Despesa gozam da proteo do sigilo fiscal e a exibio ao Juiz Corregedor Permanente do livro e

    dos comprovantes de lanamentos das despesas, se revestir sempre do mesmo carter

    sigiloso.

    Art. 71. Podero os delegados do servio notarial e de registro tambm adotar outro livro contbil, para fins de recolhimento do Imposto sobre a Renda (IR), obedecida a

    legislao especfica, o que no dispensa o livro Registro Dirio da Receita e da

    Despesa, ora disciplinado.

    Art. 72. Haver livro Protocolo, com tantos desdobramentos quantos recomendem a natureza e o

    movimento da unidade do servio notarial e de registro, destinado ao registro nos casos

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 47

    de entrega ou remessa, que no impliquem devoluo.

    Art. 73. No livro de Visitas e Correies, sero transcritos integralmente os termos das correies que forem realizadas pelo Juiz Corregedor Permanente ou pelos Corregedores da Justia.

    Pargrafo nico. Este livro, cumprindo os requisitos dos demais livros obrigatrios,

    dever ser organizado em folhas soltas, em nmero de cinquenta (50).

    SUBSEO II

    DOS CLASSIFICADORES OBRIGATRIOS

    Art. 74. As unidades do servio notarial e de registro possuiro os seguintes classificadores:

    I - para atos normativos e decises da Corregedoria Geral da Justia;

    II - para atos normativos e decises da Corregedoria Permanente;

    III - para arquivamento dos documentos relativos vida funcional do delegado e

    seus prepostos;

    IV - para cpias de ofcios expedidos;

    V - para ofcios recebidos;

    VI - para guias de recolhimento de imposto sobre a renda retido na fonte;

    VII - para as guias de recolhimento das contribuies sociais e previdencirias;

    VIII - para folhas de pagamento dos prepostos, cpias de dissdios trabalhistas e

    acordos salariais;

    IX - para documentos expedidos e/ou recebidos do FECOM.

    1. Os classificadores referidos nos incisos I, II e III reuniro apenas os atos e

    decises de interesse da unidade do servio notarial ou de registro, com ndice

    por assunto.

    2. O classificador a que alude o inciso IV destina-se ao arquivamento, em ordem

    cronolgica, das cpias de ofcios expedidos, dispondo de ndice e numerao;

    3. O classificador referido no inciso V destina-se ao arquivamento, em ordem

    cronolgica, dos ofcios recebidos, dispondo cada um de numerao e, quando

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 48

    for o caso, certido do atendimento, mantido ndice;

    4. No classificador, referido no inciso VI devero ser arquivados os

    comprovantes de reteno do imposto de renda dos prepostos e de prestadores de

    servio.

    5. No classificador, referido no inciso VII devero ser arquivados os

    comprovantes dos recolhimentos de valores a ttulo de Fundo de Garantia por

    Tempo de Servio (FGTS) e contribuio previdenciria ao Instituto Nacional do

    Seguro Social (INSS).

    Art. 75. Os arquivos, previstos neste Cdigo de Normas, e mantidos pelos notrios e registradores podero ser feitos diretamente por meio eletrnico, base de dados, ou

    microfilmados, ou digitalizados e gravados eletronicamente, salvo quando ato normativo

    exigir o arquivamento do original.

    SEO V

    DOS EMOLUMENTOS, TAXAS, DESPESAS E DO SELO DE AUTENTICIDADE

    SUBSEO I

    DAS DISPOSIES GERAIS

    Art. 76. O recolhimento dos emolumentos, taxas e despesas ser efetuado pelo contribuinte, de acordo com as diretrizes tcnicas editadas pelo Tribunal de Justia da Bahia, diretamente

    no caixa do estabelecimento bancrio credenciado pelo Tribunal de Justia do Estado da

    Bahia, por meio de dbito em conta corrente, via internet, canais de autoatendimento,

    lotricos e seus correspondentes bancrios, mediante Documento de Arrecadao

    Judicial e Extrajudicial - DAJE, em 3 (trs) vias, no prazo mximo de 5 (cinco) dias,

    contados da sua emisso.

    1. O Documento de Arrecadao Judicial e Extrajudicial - DAJE ser emitido

    destacadamente para cada ato a ser praticado.

    2. O disposto neste artigo no se aplica aos atos de reconhecimento de sinal ou

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 49

    firma, conferncia e autenticao de fotocpias, quando manifestamente

    invivel o prvio recolhimento em estabelecimento bancrio.

    3. Na hiptese prevista no 2, supra os Tabelionatos de Notas e os Cartrios de

    Registro Civil com Funo Notarial, conforme o caso, emitiro, diariamente, ao

    encerrar o expediente, Documentos de Arrecadao Judicial e Extrajudicial -

    DAJE, com os valores globais recolhidos, segundo a natureza dos atos

    praticados, em substituio ao contribuinte.

    4. Os cartrios extrajudiciais faro o recolhimento dos DAJEs de valores globais no

    dia subsequente ao da sua emisso, salvo nas localidades onde no existir

    agncia bancria ou agente bancrio credenciado, hipteses em que o

    recolhimento ser feito no prazo mximo de 3 (trs) dias, contado da

    arrecadao, de acordo com a data de validade do DAJE.

    5. privativa do servio de notas ou com funes notariais a prtica de atos de

    reconhecimento de sinal ou firmas e autenticao de documentos.

    6. O nmero do DAJE dever ser consignado nos atos praticados, exceto na

    autenticao, reconhecimento de firma e sinal pblico.

    7. vedado aos delegatrios e seus prepostos receber valores para pagamento de

    taxas de prestao de servios ou emolumentos, salvo nas hipteses previstas

    neste artigo e nos casos de fora maior, devidamente justificados.

    Art. 77. At o valor total, previsto na tabela vigente, poder o delegado do servio notarial e de registro exigir depsito prvio para a prtica de atos solicitados, entregando recibo de

    depsito provisrio.

    Pargrafo nico. Praticados os atos solicitados, o valor depositado converter-se- em

    pagamento. Nesse caso, ser lavrada, quando for o caso, conta-recibo margem do ato

    praticado, e expedido recibo definitivo do valor pago, devolvendo-se, tambm, eventual

    saldo ao interessado.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 50

    Art. 78. O Documento de Arrecadao Judicial e Extrajudicial - DAJE s poder ser emitido eletronicamente, via internet, por meio do Portal de Selo Eletrnico e do Sistema E-Selo.

    Art. 79. O DAJE eletrnico ser emitido nos termos das opes e instrues de preenchimento

    disponibilizadas na pgina eletrnica do Tribunal de Justia do Estado da Bahia, no

    endereo http://www.tjba.jus.br.

    1. A listagem dos bancos credenciados pelo Tribunal de Justia da Bahia para

    pagamento do DAJE eletrnico constar do cabealho do DAJE e ser

    disponibilizada no endereo eletrnico mencionado no caput deste artigo.

    2. Caber aos delegados e seus prepostos responsveis pelo recebimento do DAJE

    verificar a exatido do seu preenchimento e sua conformidade com as normas

    vigentes, inclusive quanto autenticao bancria, ou correspondncia da

    numerao constante do comprovante de pagamento eletrnico com a do

    respectivo DAJE, no momento da solicitao do servio judicirio, devendo

    proceder, quando necessrio, s devidas correes e suprimentos.

    3. Sero mantidos pela respectiva serventia prestadora dos servios, por cinco (05)

    anos, as cpias dos DAJEs correspondentes, podendo ser microfilmados ou

    digitalizados.

    Art. 80. Compete aos Corregedores da Justia, ao Juiz Corregedor Permanente, bem como aos delegatrios, titulares ou substitutos, a fiscalizao do cumprimento das disposies

    contidas nesta Seo, no mbito das respectivas competncias, sem prejuzo das

    atribuies inerentes Coordenao de Orientao e Fiscalizao da Controladoria do

    Judicirio.

    Pargrafo nico. obrigatria a afixao, em local visvel das serventias judicirias e

    dos cartrios extrajudiciais, das tabelas de taxas de prestao de servios e de despesas

    judiciais, emolumentos e taxa de fiscalizao, devendo os titulares, na hiptese de

    extravio ou danificao, providenciar sua imediata substituio.

    Art. 81. Para o clculo de emolumentos e taxas, em vista do enquadramento nas respectivas

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 51

    tabelas, prevalecer, dentre os parmetros seguintes, o valor que for maior: 1) preo ou

    valor econmico do negcio jurdico declarado pelas partes; 2) valor tributrio do

    imvel, estabelecido no ltimo lanamento da Prefeitura Municipal, para efeito de

    cobrana do IPTU para terrenos urbanos, ou o valor de avaliao do imvel rural aceito

    pelo rgo federal competente; 3) base de clculo utilizada para o recolhimento do

    Imposto de Transmisso de bens imveis.

    Pargrafo nico. Nos casos em que, por fora de lei, devam ser utilizados valores

    decorrentes de avaliao judicial ou fiscal estes sero os valores considerados.

    Art. 82. vedado cobrar emolumentos em decorrncia da prtica de ato de retificao ou que teve de ser refeito ou renovado em razo de erro imputvel aos respectivos servios

    notariais e de registro.

    Art. 83. A qualquer interessado, sero prestados esclarecimentos sobre a aplicao da tabela no clculo dos emolumentos, bem como sobre o valor de cada servio executado ou a

    executar.

    Art. 84. O delegado do servio notarial e de registro, bem como quaisquer contribuintes ou demais interessados, podero formular consulta por escrito, relacionadas aplicao da

    Lei das Taxas e Emolumentos, Coordenao de Orientao e Fiscalizao COFIS da

    Controladoria do Judicirio CTJUD, que dever respond-la em um prazo mximo de

    at 5 (cinco) dias teis.

    Art. 85. A assistncia judiciria gratuita um benefcio de cunho eminentemente pessoal, no

    abrangendo outras partes, para as quais no houve a expressa concesso de gratuidade

    pela Autoridade Judiciria.

    1. So gratuitos os atos praticados em cumprimento de mandados judiciais

    expedidos em favor da parte beneficiria da justia gratuita, sempre que sua

    abrangncia for expressamente determinada pelo Juzo para os atos notariais e

    registrais e o ttulo for apresentado, dentro do prazo mximo de cinco (05) anos

    de sua expedio.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 52

    2. Nos demais ttulos judiciais, onde houver a concesso da assistncia judiciria

    gratuita, a abrangncia da iseno incidir sobre custas e contribuies.

    Art. 86. Sob pena de infrao disciplinar e sem prejuzo das demais cominaes legais, vedada

    a exigncia de qualquer pagamento a ttulo de taxa de urgncia, cabendo ao titular do

    ofcio zelar pelos servios notariais e de registros, para serem prestados com rapidez,

    qualidade e eficincia, observados os prazos legais pertinentes.

    Art. 87. Quando autorizada, a antecipao de valores mediante conta recibo, destinada ao

    pagamento dos Emolumentos, da Taxa de Fiscalizao, do Fundo Especial de

    Compensao e Defensoria Pblica, devidos por certides requeridas e expedidas pela

    via telemtica, poder ser feita mediante carto de crdito, carto de dbito, transferncia

    eletrnica ou comprovante de depsito bancrio, a ser expedido automaticamente pelo

    sistema, no momento do pedido.

    SUBSEO II

    DO SELO DE AUTENTICIDADE

    Art. 88. obrigatrio o uso do selo de autenticidade, de que trata o art. 23 da Lei Estadual n 12.352/2011, por todos os servios notariais e de registros, em todas as escrituras,

    traslados, certides, comprovantes de registro ou averbaes, bem como nos atos de

    autenticao de fotocpia de documento, reconhecimento de firma e sinal pblico,

    confeco e guarda do primeiro carto de assinatura.

    Pargrafo nico. A no utilizao do selo de autenticidade de que trata o caput deste ar-

    tigo, importar na ineficcia do ato praticado, sujeitando ao infrator s sanes legais

    cabveis.

    Art. 89. Os atos gratuitos ou isentos tambm estaro sujeitos utilizao do selo de autenticidade.

    Art. 90. As caractersticas, a forma, o tipo, a aplicao, o controle e demais assuntos relacionados

    ao uso do selo de autenticidade ser objeto de regulamentao do Tribunal de Justia do

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 53

    Estado da Bahia e das Corregedorias da Justia.

    SUBSEO III

    DAS RECLAMAES E RECURSOS SOBRE EMOLUMENTOS, TAXAS E DESPESAS

    DAS UNIDADES DO SERVIO NOTARIAL E DE REGISTRO

    Art. 91. A parte interessada poder oferecer reclamao escrita ao Juiz Corregedor Permanente contra a indevida cobrana de emolumentos, taxas, contribuies e despesas.

    Art. 92. Ouvido o reclamado, em quarenta e oito (48) horas, o Juiz Corregedor Permanente, em igual prazo, proferir a deciso.

    Art. 93. Da deciso do Juiz, caber recurso, no prazo de cinco (05) dias, ao Corregedor da Justia competente.

    Art. 94. Sem prejuzo de responsabilidade disciplinar, civil e penal, os delegados do servio notarial ou de registro que, culposa ou dolosamente, receberem custas, emolumentos,

    contribuies e despesas indevidas e excessivas ou infringirem as disposies legais

    pertinentes sero obrigados a restituir em dobro a importncia cobrada em excesso ou

    indevidamente, por imposio de ofcio ou a requerimento de qualquer interessado, pelo

    Juiz Corregedor Permanente, ou pelo Corregedor da Justia competente, assegurada a

    oportunidade de prvia e ampla defesa.

    Art. 95. Junto s tabelas, tambm ser afixado nas instalaes da serventia, quadro constando os

    dados do Juzo Corregedor Permanente competente (endereo, e-mail e nmero de

    telefone), ao qual dever o usurio se reportar em caso de elogios, sugestes e/ou

    reclamaes, inclusive sobre a cobrana de emolumentos e despesas.

    Art. 96. Ser permitido, no mbito dos Cartrios extrajudiciais notarias e de registro, o fornecimento de servios acessrios; tais como, extrao de fotocpias e impresses de

    documentos e plastificao, credenciamento para servios bancrios e certificao

    digital, desde que estritamente correlacionados atividade de sua competncia e, sem

    que se comprometa a regularidade das suas rotinas.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 54

    TTULO II

    DO TABELIONATO DE NOTAS

    CAPTULO I

    DAS DISPOSIES GERAIS

    SEO I

    DA FUNO NOTARIAL

    Art. 97. Ao Tabelio atribuda a funo de:

    I) conferir f pblica s relaes de direito privado, exceto as de competncia

    exclusiva dos rgos jurisdicionais;

    II) colher, interpretar e formalizar juridicamente a vontade das partes;

    III) intervir nos negcios jurdicos, os quais as partes devam ou pretendam dar forma

    legal ou autenticidade, redigindo e autorizando os instrumentos adequados,

    conservando os originais e expedindo cpias fidedignas;

    IV) conferir autenticidade a documentos avulsos;

    V) autenticar fatos.

    SEO II

    DA COMPETNCIA

    Art. 98. Compete ao Tabelio:

    I formalizar juridicamente a vontade das partes;

    II autenticar fatos por atas notariais, autenticao de cpias, reconhecimento de firma,

    extrao de certides de instrumentos pblicos e de documentos arquivados, bem

    como traslados dos instrumentos pblicos lavrados no tabelionato, por meio

    reprogrfico, datilogrfico ou eletrnico;

    III autenticar fatos por certificao digital, reconhecimento de firma digital impressa,

    reconhecimento de servidor, reconhecimento de pgina eletrnica segura, registro

    de assinatura eletrnica, registro e reconhecimento de chancela mecnica ou

    eletrnica, autenticao eletrnica ou decorrente de qualquer meio digital e/ou de

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 55

    sistema de computao, de microfilmagem, de gravao eletrnica de imagem e as

    de quaisquer outros meios de reproduo em Direito admitidos, autenticao de

    fonte de documentos;

    IV autenticar fatos por qualquer outro meio em Direito permitido.

    Art. 99. Aos Tabelies de Notas compete com exclusividade:

    I lavrar escrituras e procuraes pblicas;

    II lavrar testamentos pblicos e aprovar os cerrados;

    III lavrar atas notariais;

    IV autenticar cpias, mediante conferncia com os respectivos originais;

    V reconhecer letras, firmas e chancelas;

    VI confeccionar, conferir e ratificar pblicas-formas;

    VII registrar assinaturas mecnicas.

    Pargrafo nico. facultado aos Tabelies de Notas realizarem todas as gestes e

    diligncias necessrias ou convenientes ao preparo dos atos notariais, requisitando,

    parte interessada, o que couber, sem nus maiores que os emolumentos devidos pelo ato.

    Art. 100. S se extrair pblica-forma de reprodues reprogrficas se estiver reconhecida firma do signatrio da autenticao.

    Art. 101. vedada aos Tabelies a lavratura sob a forma de instrumento particular, de atos estranhos s suas atribuies, previstos neste Cdigo.

    Art. 102. Com exceo do testamento pblico, sua revogao e aprovao de testamento cerrado, os atos de competncia do Tabelio podero ser praticados, simultaneamente com este,

    pelos substitutos do tabelionato.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 56

    SEO III

    DA ATIVIDADE NOTARIAL

    Art. 103. Integra a atividade notarial:

    a) avaliar a identidade, capacidade, apresentao e representao legal das partes;

    b) assessorar e orientar, com imparcialidade e independncia, os interessados, instruindo-

    os sobre a natureza e as consequncias do ato a realizar;

    c) redigir, em estilo correto, conciso e claro, os instrumentos de sua competncia,

    utilizando os meios jurdicos mais adequados obteno dos fins visados;

    d) apreciar, em negcios imobilirios, a prova dominial;

    e) estimular e promover, desde que autorizados pelas Corregedorias competentes e

    seguindo estritamente a disciplina legal e normativa pertinente, as solues adequadas

    para controvrsias e conflitos de interesses entre particulares, a partir dos chamados

    meios consensuais; tais como, a mediao e a conciliao, prestando atendimento e

    orientao ao cidado.

    Art. 104. Cumpre ao Tabelio:

    a) remeter, logo aps sua investidura, conforme disciplina legal e normativa, aos

    rgos e servios pblicos delegados, ficha com sua assinatura e sinal pblico,

    incumbindo igual obrigao aos seus substitutos;

    b) prover fichrio de cartes de autgrafos;

    c) manter, pelo patronmico das partes, fichas, microfichas ou banco eletrnico de

    dados referentes aos atos lavrados;

    d) exigir pagamento dos impostos devidos em atos notariais e circunstanciar o

    recolhimento, de conformidade com as leis respectivas;

    e) consignar, no Livro de Testamentos ou em livro prprio, a aprovao de

    testamentos cerrados;

    f) arquivar os alvars, procuraes e outros documentos utilizados nos atos notariais;

    g) autenticar, com sinal pblico e raso, os atos expedidos em razo do ofcio;

    h) legalizar os livros do tabelionato, mediante lavratura dos termos de abertura e

    encerramento, e rubricar as respectivas folhas.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 57

    Art. 105. O Tabelio, como autor do instrumento pblico, no est vinculado a minutas, podendo revis-las ou negar-lhes curso.

    Art. 106. facultado ao Tabelio requerer e ou realizar, ante reparties pblicas em geral e

    registros pblicos, as gestes e diligncias convenientes ou necessrias ao preparo,

    validez e eficcia dos atos notariais, requerendo o que couber, sem nus maiores que os

    emolumentos devidos pelo ato.

    Art. 107. O Tabelio de Notas deve guardar sigilo sobre os documentos e os assuntos de natureza

    reservada a respeito dos quais, durante a averiguao notarial, na fase prvia

    formalizao instrumental, tomou conhecimento em razo do exerccio de sua atividade.

    Art. 108. livre s partes, independente do seu domiclio ou do lugar da situao dos bens objeto do ato ou negcio, a escolha do Tabelio de sua confiana.

    Art. 109. O Tabelio de notas, s poder exercer suas funes nos limites da circunscrio territorial para a qual recebeu a delegao, inclusive para aqueles que exercem suas

    funes em cartrios distritais.

    CAPTULO II

    DOS ATOS NOTARIAIS

    SEO I

    DAS DISPOSIES GERAIS

    Art. 110. So requisitos formais do ato notarial:

    a) a redao na lngua portuguesa;

    b) a localidade e a data de sua realizao;

    c) a nomeao ou qualificao das partes e demais comparecentes e, quando casados,

    dos respectivos cnjuges, bem como, regime de casamento e data do respectivo

    registro.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 58

    d) a nomeao ou qualificao das partes e demais comparecentes e, quando for o caso

    de unio estvel, dos respectivos companheiros, bem como, data do reconhecimento,

    judicial ou extrajudicial;

    e) a assinatura das partes e demais comparecentes, quando for o caso;

    f) a assinatura do Tabelio ou seu substituto, encerrando o ato.

    Art. 111. O Tabelio de Notas deve recusar a prtica de atos:

    a) nulos;

    b) que estiver impedido de praticar;

    c) no compreendidos em sua competncia.

    d) se o solicitante atuar ou pedir-lhe que aja contra a moral, a tica, os costumes e a lei.

    Art. 112. O Tabelio tendo dvidas sobre a integridade das faculdades mentais das partes, poder exigir atestado mdico ou laudo, que abone a sanidade mental dos participantes, com

    firma reconhecida do mdico que o subscreveu e indicao do respectivo nmero de

    registro profissional.

    Art. 113. Os Tabelies s podero lavrar ou autenticar, inclusive atravs de reconhecimento de firmas, atos conformes com a lei, o direito e a justia.

    Pargrafo nico. possvel lavrar ata notarial quando o objeto narrado constitua fato

    ilcito.

    Art. 114. Os Tabelies somente podero colher e retratar declaraes das partes destinadas a

    formar e constituir fatos jurdicos os quais tenham por finalidade adquirir, resguardar,

    transferir, modificar ou extinguir direitos, defeso queles que importem em provas a

    serem produzidas obrigatoriamente pelo rgo judicial.

    Art. 115. Em todos os atos expedidos ser datilografado, digitado ou aposto mediante carimbo o nome do subscritor, se no declarado no texto.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 59

    SEO II

    DA ESCRITURA PBLICA

    SUBSEO I

    DAS DISPOSIES GENRICAS

    Art. 116. A escritura pblica, lavrada em notas de tabelio, documento dotado de f pblica, fazendo prova plena perante qualquer Juzo, Instncia ou Tribunal.

    Art. 117. A escritura pblica, para a sua validade e solenidade, alm dos requisitos exigidos em lei especial, dever conter a precisa identificao do tabelio responsvel pela sua lavratura,

    e tambm, necessariamente:

    I - a data do ato, com indicao do local, dia, ms e ano de sua lavratura;

    II - o lugar onde foi lida e assinada, com endereo completo, se no se tratar da sede

    da serventia;

    III - o reconhecimento da identidade e capacidade das partes e de quantos hajam

    comparecido ao ato, por si, como representantes, intervenientes ou testemunhas;

    IV - o nome e qualificao completa das partes e demais comparecentes, com

    expressa referncia nacionalidade, estado civil, profisso, domiclio, residncia

    e endereo, nmero de inscrio no Cadastro de Pessoas Fsicas (CPF), nmero

    da cdula de identidade e repartio expedidora;

    V - quando se tratar de pessoa jurdica, nmero do Cadastro Nacional de Pessoas

    Jurdicas (CNPJ), a sede social, o nmero do registro do seu ato constitutivo

    junto ao rgo competente, a data do contrato social ou de outro ato constitutivo,

    referncia clusula do contrato ou do estatuto social que versa sobre as pessoas

    incumbidas da sua administrao, sua qualificao, seus poderes e atribuies, a

    autorizao para a prtica do ato, se exigvel, e a ata da assembleia geral que

    elegeu a diretoria;

    VI - quando o ato referir a bens imveis, o nome do cnjuge ou companheiro(a), sua

    nacionalidade, estado civil, profisso, domiclio, residncia e endereo, nmero

    de inscrio no Cadastro de Pessoas Fsicas (CPF), nmero da cdula de

    identidade e repartio expedidora, o regime de bens do casamento e a data do

    respectivo registro;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 60

    VII - a expressa referncia ao pacto antenupcial, se exigvel para o respectivo regime

    de casamento dos alienantes;

    VIII - a manifestao clara da vontade das partes e dos intervenientes;

    IX - a referncia ao cumprimento das exigncias legais e fiscais inerentes

    legitimidade do ato;

    X - a meno data, ao livro, folha e serventia em que foi lavrada a procurao, a

    qual ficar arquivada, de forma fsica ou digital;

    XI - se, de interesse de menores ou incapazes, a meno expressa data de

    nascimento e por quem esto assistidos ou representados; o menor relativamente

    incapaz dever comparecer ao ato pessoalmente, ainda que haja autorizao

    judicial;

    XII - a indicao clara e precisa da natureza do negcio jurdico e seu objeto;

    XIII - a declarao, quando for o caso, da forma de pagamento, se em dinheiro, ttulos

    de crdito ou cheque, este identificado pelo seu nmero e nome do banco sacado,

    ou outra forma estipulada pelas partes;

    XIV - a indicao da documentao apresentada, transcrevendo-se, de forma resumida,

    os documentos exigidos em lei;

    XV - o valor dos emolumentos conforme tabela oficial;

    XVI - a declarao de ter sido a escritura lida na presena das partes e demais

    comparecentes, ou de que todos a leram;

    XVII - o termo de encerramento;

    XVIII - a assinatura das partes e dos demais comparecentes, bem como a do tabelio ou

    seu substituto legal, encerrando o ato.

    Art. 118. Se algum dos comparecentes no puder ou no souber assinar, outra pessoa capaz

    assinar por ele, a seu rogo.

    Pargrafo nico. No podendo o comparecente por deficincia fsica apor sua impresso

    digital, participaro do ato, atestando os motivos da impossibilidade, pelo menos duas

    testemunhas, devidamente identificadas pelo Tabelio.

    Art. 119. Nas escrituras declaradas sem efeito, o Tabelio certificar as causas e motivos, datar e assinar o ato, sendo exigveis as taxas e os emolumentos respectivos, se atribuda culpa

    s partes.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 61

    1. Na ausncia de assinatura de uma das partes, aps transcorridos 30 (trinta) dias

    contados da lavratura do ato, o Tabelio declarar incompleta a escritura e

    consignar, individualizando, as assinaturas faltantes; e, advertidas as partes no

    corpo da escritura, sero devidas as taxas e os emolumentos correspondentes.

    2. Na situao descrita neste artigo proibido fornecer certido ou traslado sem

    ordem judicial.

    Art. 120. Se algum dos comparecentes no souber a lngua portuguesa e o Tabelio no compreender o idioma em que se expressa, comparecer tradutor pblico para servir de

    intrprete; ou, no o havendo na localidade, atuar outra pessoa capaz, com idoneidade e

    conhecimentos bastantes, a juzo do Tabelio.

    SUBSEO II

    DAS DISPOSIES RELATIVAS A IMVEIS

    Art. 121. As escrituras relativas a bens imveis e direitos reais a eles relativos devem conter, ainda:

    a) a localizao completa do imvel: para os bens imveis urbanos ou rurais

    georreferenciados, suficiente a meno ao nmero da matrcula e ao Registro de

    Imveis, enquanto, para os bens imveis objeto de transcrio, a descrio deve ser

    integral e pormenorizada;

    b) ttulo de aquisio do alienante, com referncia natureza do negcio jurdico, ao

    instrumento que o documenta, matrcula e ao registro anterior, ao seu nmero e ao

    Registro de Imveis;

    c) exame da documentao da propriedade do imvel, obrigando a apresentao de

    certido atualizada do Registro de Imveis competente, bem como a de aes reais e

    pessoais reipersecutrias e de nus reais, com prazo de validade de 30 (trinta) dias;

    d) transcrio dos alvars ou mandados, nas escrituras lavradas em decorrncia de

    autorizao judicial;

    e) apresentao das certides dos distribuidores do foro das Justias Estadual, Federal e

    Trabalhista;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 62

    f) prova da quitao de tributos municipais, ou a dispensa expressa pelo adquirente

    que, neste caso, dever declarar que se responsabiliza pelo pagamento dos dbitos

    fiscais existentes;

    g) quando se tratar de bem imvel urbano, a indicao do nmero de contribuinte dado

    ao imvel pela Prefeitura Municipal, se feito o lanamento;

    h) indicao das certides do INSS, da Secretaria da Receita Federal e de rgos

    pblicos, quando exigidas por lei, ou, se as partes no estiverem sujeitas s

    contribuies devidas Seguridade Social ou forem dispensadas por lei, a declarao

    desta circunstncia, sob as penas da lei;

    i) a indicao do valor do negcio jurdico, do atribudo pela Fazenda e do

    recolhimento do imposto de transmisso, ou meno imunidade e iseno, se for o

    caso e, com ressalva das hipteses nas quais a lei autoriza a efetivao do

    pagamento, aps a sua lavratura;

    j) nas escrituras relativas a transferncia de domnio til, a referncia ao comprovante

    de pagamento do laudmio e, na hiptese de aforamento, ao respectivo contrato com

    eventuais averbaes e termos de transferncia, se houver, ou no caso de ocupao, a

    certido de inscrio;

    k) a aluso ao pacto antenupcial e aos seus correspondentes ajustes, ao nmero de seu

    registro no Registro de Imveis, quando o ato disser respeito a objeto de conveno

    antenupcial, e, caso o pacto antenupcial no tenha sido registrado, a expressa meno

    necessidade do seu registro antes do relativo alienao ou onerao.

    1. Quando os contratos forem exequveis, no Brasil, no podero estipular

    pagamento em ouro, em moeda estrangeira ou por outra forma que venha a

    restringir ou a recusar, nos seus efeitos, o curso legal da moeda nacional,

    ressalvados os casos previstos no artigo 2 do Decreto-lei n 857, de 11 de

    setembro de 1969.

    2. Nada obstante o previsto nos artigos 47, I, b, da Lei n 8.212, de 24 de julho de

    1991, e no artigo 257, I, b, do Decreto n 3.048, de 6 de maio de 1999, e no

    artigo 1. do Decreto n 6.106, de 30 de abril de 2007, faculta-se aos Tabelies

    de Notas, por ocasio da qualificao notarial, dispensar, nas situaes tratadas

    nos dispositivos legais aludidos, a exibio das certides negativas de dbitos

    emitidas pelo INSS e pela Secretaria da Receita Federal do Brasil e da certido

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 63

    conjunta negativa de dbitos relativos aos tributos federais e dvida ativa da

    Unio emitida pela Secretaria da Receita Federal do Brasil e pela Procuradoria-

    Geral da Fazenda Nacional.

    3. Em caso de dispensa pelo adquirente, seguida da declarao de concordncia do

    alienante, das certides de que trata a alnea e e h deste artigo, por conta e

    responsabilidade de ambos, dever o tabelio de notas, substituto, ou

    escrevente autorizado, adverti-los dos riscos decorrentes da referida dispensa,

    consignando na escritura que assim o fez.

    Art. 122. A existncia de aes e execues atestadas nas certides dos distribuidores cveis contra o transmitente, ou de aes reais ou reipersecutrias sobre o imvel, no impede a sua

    alienao ou onerao, mas na escritura dever constar a referncia, com indicao do

    juzo e nmero do processo respectivo, devendo o adquirente declarar ter cincia das

    mesmas e das possveis consequncias jurdicas.

    1. A circunstncia do imvel estar penhorado, judicialmente, em garantia do

    pagamento de dvida, no impede a sua alienao ou onerao, mas na escritura

    dever constar a referncia, com indicao do mandado de penhora pelo juzo e

    nmero do processo respectivo, devendo o adquirente declarar ter cincia das

    mesmas e das possveis consequncias jurdicas futuras que possam implicar a

    penhora ou adjudicao do imvel pelo credor.

    2. A penhora efetivada em processo de execuo de dvida da Previdncia Social,

    nos termos do art. 53, 1, da Lei n 8.212/1991, torna o imvel indisponvel,

    no podendo ser lavrada, sob pena de responsabilidade civil e penal do tabelio,

    qualquer ato de alienao ou onerao do bem penhorado.

    3. Fica tambm indisponvel para qualquer ato de alienao ou onerao o imvel

    objeto de mandado ou ordem judicial de indisponibilidade ou bloqueio de

    matrcula, do modo como constar na certido do registro imobilirio competente.

    Art. 123. Na alienao de imvel por pessoa jurdica, de direito pblico ou privado, obrigatria a

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 64

    apresentao e transcrio, na escritura, contendo nmero, data de expedio e validade,

    da Certido Negativa de Dbito da Previdncia Social (CND) e da Certido Conjunta de

    Dbitos Relativos a Tributos Federais e Dvida Ativa da Unio, emitidas pela Receita

    Federal do Brasil.

    1. Cpias da Certido Negativa de Dbito da Previdncia Social (CND) e da

    Certido Conjunta de Dbitos Relativos a Tributos Federais e Dvida Ativa da

    Unio, j validadas, devero ficar arquivadas, pelo prazo de 5 (cinco) anos, ou

    em arquivo digital pelo mesmo prazo.

    2. Na hiptese da Certido Negativa de Dbito da Previdncia Social (CND) ou da

    Certido Conjunta de Dbitos Relativos a Tributos Federais e Dvida Ativa da

    Unio ter sido apresentada e consignada em contrato ou escritura de promessa de

    compra e venda irrevogvel e irretratvel, devidamente registrada no cartrio de

    imveis competente, aps recolhido o imposto de transmisso incidente, no ser

    necessria ou exigvel nova apresentao quando da lavratura da escritura

    definitiva em soluo da promessa de compra e venda.

    Art. 124. Fica dispensada da apresentao da Certido Negativa de Dbito da Previdncia Social (CND) e da Certido Conjunta de Dbitos Relativos a Tributos Federais e Dvida Ativa

    da Unio, na alienao ou onerao, a qualquer ttulo, de bem imvel ou direito a ele

    relativo, a empresa que explore exclusivamente atividade de compra e venda de imveis,

    locao, desmembramento ou loteamento de terrenos, incorporao imobiliria ou

    construo de imveis destinados venda, desde que o imvel objeto da transao esteja

    contabilmente lanado no ativo circulante e no conste, nem tenha constado do ativo

    permanente da empresa.

    Art. 125. Nas operaes imobilirias em que for parte pessoa menor ou incapaz, esta ser representada por seus pais, tutores ou curadores, se absolutamente incapaz, ou assistida

    por seus pais, se relativamente incapaz.

    1. Quando o menor for comprador do imvel ou da nua-propriedade, a origem dos

    recursos necessrios aquisio dever ser expressamente declarada, para os

    devidos efeitos fiscais.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 65

    2. Ser considerada como doao dos pais, cabendo o prvio recolhimento do Imposto

    de Transmisso Causa Mortis e Doao - ITCMD, o valor empregado na

    aquisio do imvel, e assim consignado na escritura, se este no se originar de

    economia prpria, por sub-rogao decorrente da venda de outro bem ou fruto de

    herana ou legado.

    3. A alienao de imvel por menor depende de autorizao especfica em alvar

    judicial e inscrio no Cadastro de Pessoas Fsicas - CPF.

    Art. 126. Na escritura pblica relativa a imvel urbano cuja descrio e caracterizao conste da Certido do Registro de Imveis, o instrumento poder consignar, a critrio do Tabelio,

    exclusivamente o nmero do registro ou matrcula no Registro de Imvel, sua completa

    localizao, logradouro, nmero, bairro, cidade, Estado.

    Pargrafo nico. Na escritura pblica relativa a imvel rural, j submetido ao

    georreferenciamento, cuja descrio e caracterizao conste da Certido do Registro de

    Imveis, o instrumento poder consignar, a critrio do Tabelio, exclusivamente o

    nmero do registro ou matrcula no Registro de Imvel, sua localizao, confrontaes

    gerais, cidade, Estado.

    SUBSEO III

    DAS DISPOSIES RELATIVAS A IMVEIS RURAIS

    Art. 127. O Tabelio no poder, sob pena de responsabilidade, lavrar escrituras de

    desmembramento de imvel rural se as reas resultantes no forem iguais ou superiores

    frao mnima de parcelamento ou mdulo, o que for menor, impressa no certificado

    de cadastro correspondente.

    1. O disposto neste artigo no se aplica alienao destinada, comprovadamente,

    anexao a outro imvel rural confinante e desde que a rea remanescente seja

    igual ou superior frao mnima de parcelamento.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 66

    2. No esto sujeitos s restries do pargrafo anterior os desmembramentos

    previstos no art. 2 do Decreto n 62.504, de 08.04.68.

    3. Nessas situaes, o Tabelio consignar, no instrumento, o inteiro teor da

    autorizao emitida pelo INCRA e, esta ser averbada no registro de Imveis.

    Art. 128. A pessoa fsica estrangeira residente no pas (portadora de RNE) somente pode adquirir imvel rural que no exceda a 50 (cinquenta) mdulos de explorao indefinida, em rea

    contnua ou descontnua.

    1. A aquisio ser livre, independente de autorizao ou licena, se o imvel

    contiver rea no superior a 3 (trs) mdulos (MEI), ressalvados, no entanto, os

    imveis situados em rea considerada indispensvel segurana nacional, cuja

    aquisio depender de assentimento prvio da Secretaria Geral do Conselho de

    Segurana Nacional.

    2. A aquisio de imvel rural com rea entre 3 (trs) e 50 (cinquenta) mdulos por

    pessoa fsica estrangeira residente no pas depender de autorizao do INCRA e,

    se a rea territorial exceder a 20 (vinte) mdulos, de aprovao do projeto de

    explorao correspondente.

    3. A aquisio de mais de um imvel rural com rea no superior a 3 (trs) mdulos

    por pessoa fsica estrangeira residente no pas depender de autorizao do

    INCRA, apenas se a soma das reas dos imveis pertencentes ao estrangeiro

    exceder a 3 (trs) mdulos.

    4. A declarao do adquirente estrangeiro residente no pas no sentido de no ser

    proprietrio de outros bens imveis rurais, emitida sob sua responsabilidade civil

    e penal, deve constar da escritura pblica.

    5. A aquisio de bem imvel rural por pessoa fsica estrangeira no residente no

    pas, cuja rea no poder exceder a 50 (cinquenta) mdulos de explorao

    indefinida, em rea contnua ou descontnua, depender, sempre, de autorizao

    do INCRA, sem prejuzo de outras exigncias determinadas em lei, ainda que sua

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 67

    rea no exceda a 3 (trs) mdulos e esteja situado fora de rea considerada

    indispensvel segurana do territrio nacional.

    Art. 129. A pessoa jurdica estrangeira autorizada a funcionar no Brasil somente pode adquirir

    bens imveis rurais, seja qual for a extenso, mediante a prvia aprovao do Ministrio

    da Agricultura.

    Pargrafo nico. A pessoa jurdica brasileira - constituda sob as leis brasileiras, com

    sede e administrao no Brasil -, no se sujeita ao regime estabelecido pela Lei n 5.709,

    de 7 de outubro de 1971, e pelo Decreto n 74.965, de 26 de novembro de 1974, ainda

    que a maioria de seu capital social e o poder de controle, em qualquer uma de suas

    manifestaes, pertena a estrangeiros residentes fora do Brasil ou a pessoas jurdicas

    estrangeiras sediadas no Exterior.

    Art. 130. A soma das reas rurais pertencentes a pessoas estrangeiras, fsicas ou jurdicas, no pode ultrapassar a 1/4 (um quarto) da superfcie dos Municpios onde se situem,

    comprovada por certido do Registro de Imveis.

    1. As pessoas de mesma nacionalidade no podem ser proprietrias, em cada

    Municpio, de mais de 10% (dez por cento) da superfcie do Municpio.

    2. Ficam excludas das restries do subitem anterior as aquisies de reas rurais:

    a) inferiores a 3 (trs) mdulos;

    b) que tiverem sido objeto de compra e venda, de promessa de compra e venda, de

    cesso ou de promessa de cesso, mediante escritura pblica ou instrumento

    particular, devidamente protocolado, no registro competente, e que tiverem

    sido cadastradas no INCRA, em nome do promitente comprador, antes de 10 de

    maro de 1969;

    c) quando o adquirente tiver filho brasileiro ou casado com pessoa brasileira, sob

    o regime de comunho de bens.

    3. O adquirente estrangeiro ter filho brasileiro ou ser casado com brasileira sob o

    regime de comunho de bens ser relevante apenas para excluir as restries

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 68

    estabelecidas no artigo 12, caput e 1., da Lei n 5.709, de 7 de outubro de

    1971, e no artigo 5., caput e 1., do Decreto n 74.965, de 26 de novembro de

    1974.

    Art. 131. As restries previstas na Lei n 5.709, de 7 de outubro de 1971, e no Decreto n 74.965, de 26 de novembro de 1974, tomam por base a frao ideal pertencente ao estrangeiro,

    ainda que caracterizado o condomnio pro indiviso.

    Art. 132. Da escritura relativa aquisio de imvel rural por pessoa fsica estrangeira constar o

    documento de identidade do adquirente, a prova de sua residncia no territrio nacional,

    com ressalva da situao tratada no art.124, pargrafo 5; e, quando for o caso, a

    autorizao do INCRA.

    Pargrafo nico - O prazo de validade da autorizao de que trata o caput deste artigo

    de 30 (trinta) dias, dentro do qual dever ser lavrada a escritura

    Art. 133. Art. 129. Quando o adquirente de imvel rural for pessoa jurdica estrangeira, da escritura pblica correspondente aquisio constar, obrigatoriamente, a aprovao

    pelo Ministrio da Agricultura, os documentos comprobatrios de sua constituio e de

    licena para seu funcionamento no Brasil e, nos casos previstos no 3. do artigo 12 da

    Lei n 5.709, de 7 de outubro de 1971, e no 3. do artigo 5. do Decreto n 74.965, de

    26 de novembro de 1974, a autorizao do Presidente da Repblica.

    Art. 134. Pargrafo nico - O prazo de validade da autorizao de 30 (trinta) dias, dentro do qual dever ser lavrada a escritura.

    Art. 135. O Tabelio de Notas, que lavrar escritura que viole as prescries legais atinentes aquisio de imvel rural por pessoa estrangeira e o Oficial de Registro de Imveis, que

    a registrar, respondero civil e criminalmente por tais atos.

    Art. 136. Para a prtica dos atos de transmisso, alienao ou onerao previstos nos arts. 167 e 168 da Lei n 6.015, relacionados a imveis rurais, obrigatria a comprovao do

    pagamento do ITR, referente aos cinco ltimos exerccios.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 69

    1. Na falta dos recibos de pagamento, essa comprovao poder ser feita, atravs de

    Certido de Quitao de Tributos e Contribuies Federais.

    2. O imposto no incide sobre pequenas glebas rurais (at 30 hectares), quando

    exploradas, s ou com sua famlia, pelo proprietrio que no possua outro imvel.

    3. Quando se tratar de imveis com rea inferior a duzentos hectares, a comprovao

    do pagamento poder ser substituda por declarao firmada pelo prprio

    interessado ou procurador bastante, sob as penas da lei, informando no existir

    dbito relativo ao imvel objeto do negcio, referente aos cinco ltimos exerccios,

    ou que o dbito se acha pendente de deciso administrativa ou judicial.

    4. O Tabelio encaminhar essa declarao Unidade Local da Secretaria da Receita

    Federal, at o dia 10 do ms subsequente, para fins de verificao da veracidade.

    5. Sem apresentao do Certificado de Cadastro de Imvel Rural CCIR, no

    podero os proprietrios, sob pena de nulidade, desmembrar, arrendar, hipotecar,

    vender ou prometer em venda imveis rurais.

    6. A apresentao do Certificado de Cadastro de Imvel Rural CCIR, exigida no

    pargrafo anterior, far-se-, sempre, acompanhada da prova de quitao do imposto

    sobre a Propriedade Territorial Rural ITR, correspondente aos ltimos cinco

    exerccios, ressalvados os casos de inexigibilidade e dispensa previstos no art. 20

    da Lei n 9.393, de 19.12.1996.

    7. Alm dos requisitos previstos no art. 215, 1, do CCB e na Lei n 7.433, de

    18.12.1985, os Servios Notariais so obrigados a mencionar nas escrituras os

    seguintes dados do CCIR:

    a) cdigo do imvel;

    b) nome do detentor;

    c) nacionalidade do detentor;

    d) denominao do imvel;

    e) localizao do imvel.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 70

    SUBSEO IV

    DAS DISPOSIES RELATIVAS S ESCRITURAS DE INVENTRIO E PARTILHA OU

    ADJUDICAO, DIVRCIO CONSENSUAL E DECLARAO DE CONVIVNCIA DE

    UNIO ESTVEL E HOMOAFETIVA

    Art. 137. O Tabelio de Notas ser livremente escolhido pelas partes, no se aplicando as regras de competncia previstas no Cdigo de Processo Civil, nas hipteses legais em que se

    admita a realizao de separao e divrcio consensuais, reconhecimento de unio

    estvel, inclusive homoafetiva, inventrio e partilha, ou adjudicao, por via

    administrativa, mediante escritura pblica.

    Pargrafo nico. Deve ser observada, no entanto, a competncia territorial, para os atos

    averbatrios, pertinentes ao registro imobilirio, assim como para o registro civil.

    Art. 138. Em se tratando dos atos previstos na Lei n 11.441/07, facultada aos interessados a opo pela via judicial ou extrajudicial, sendo-lhes autorizado, quando oportuno, desistir

    de uma para promoo da outra, vedada a simultaneidade.

    Pargrafo nico. A existncia de processo judicial em andamento, em cuja sede tenha

    sido proferida sentena, objetivando a Separao Consensual, o Divrcio Consensual, o

    Restabelecimento da Sociedade Conjugal, o Inventrio ou a Partilha, impede que o

    mesmo ato seja feito por escritura pblica, circunstncia que deve, quando for o caso, ser

    confirmada pelo Tabelio, mediante apresentao, pelo interessado, de certido emitida

    pelo cartrio da unidade jurisdicional competente, informando o trnsito em julgado da

    sentena de homologao da respectiva desistncia do procedimento judicial.

    Art. 139. As escrituras pblicas de inventrio, partilha ou adjudicao, divrcio, separao e declarao de convivncia de Unio Estvel, inclusive homoafetiva, constituem ttulos

    hbeis ao registro civil e imobilirio, no dependendo, para tanto, de homologao

    judicial, constituindo, ainda, ttulo hbil para as seguintes finalidades:

    I. levantamento e transferncias de valores existentes em contas correntes, de

    investimento e de poupana, depsitos a prazo, e aplicaes em instituies

    financeiras;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 71

    II. comprovao de convivncia pblica e duradoura, em comunho afetiva, inclusive

    entre pessoas do mesmo sexo, com ou sem compromisso patrimonial;

    III. comprovao de dependncia econmica, constituda para os efeitos

    administrativos de interesse comum perante a previdncia social, entidades

    pblicas e privadas, companhias de seguro, instituies financeiras e creditcias e

    outras similares;

    IV. formalizao de transferncia de propriedade de bens e direitos junto a rgos

    pblicos e entidades pblicas e privadas, relativos ao objeto do ato notarial e ao(s)

    titular(es) dos direitos nelas tratados.

    Art. 140. Na cobrana de emolumentos, dever ser observado o previsto nas Tabelas em vigor, do Quadro Geral de Custas institudo pela Lei Estadual vigente, assim como as Notas de

    orientao lanadas abaixo de cada tabela.

    1. Para a escritura de Divrcio e Separao Consensual sem partilha de bens e de

    Reconhecimento de Unio Estvel, inclusive homoafetiva, sem referncia a bens,

    dever ser cobrado o quanto estabelecido na Lei Estadual vigente, para a

    indicao de escritura sem valor econmico e atos ou contratos relativos a

    imveis.

    2. Nas escrituras em que houver partilha, dever ser cobrado o respectivo

    emolumento, salvo orientao especfica, contida neste Cdigo, levando-se em

    considerao o valor declarado e a faixa de variao, prevista na tabela em vigor,

    onde consta a indicao escritura com valor declarado.

    Art. 141. O recolhimento de tributos que dependam de emisso de guias por parte das Secretarias da Fazenda do Estado e do Municpio, dever obedecer aos procedimentos institudos

    pelas reparties competentes.

    1. O recolhimento dos tributos incidentes deve anteceder a lavratura da escritura.

    2. Dever ser arquivada, em meio fsico ou digital, uma cpia da guia de

    recolhimento do imposto incidente, devidamente quitada.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 72

    Art. 142. A gratuidade, prevista na Lei n 11.441/07, compreende, alm das escrituras de Divrcio Consensual, as escrituras de Inventrio e Partilha Consensual.

    Art. 143. Para a obteno da gratuidade de que trata a Lei n 11.441/07, basta a simples declarao

    do(s) interessado(s), na forma da Lei n 1.060/50, ainda que estejam as partes assistidas

    por advogado(s) constitudo(s).

    1. A declarao de pobreza ser apresentada pelo interessado diretamente ao

    notrio, devendo constar, expressamente, na escritura solicitada.

    2. Se o Tabelio de Notas, motivadamente, suspeitar da sinceridade da declarao

    de pobreza, deixar de lavrar o ato, comunicando o ato ao Juiz da Vara de

    Registros Pblicos para as providncias pertinentes.

    3. A gratuidade por assistncia judiciria concedida em escritura pblica no isenta

    a parte do recolhimento da obrigao fiscal incidente na espcie, devendo, em

    qualquer caso, ser observada a legislao prpria a respeito do tema.

    Art. 144. O tabelio somente lavrar as escrituras pblicas previstas na Lei n 11.441/07, se todas as partes interessadas estiverem assistidas por advogado comum ou advogados de cada

    uma delas, cuja assinatura, nome completo, qualificao, nmero de registro profissional

    e respectiva seco da OAB constaro do ato notarial.

    1. O advogado e o Defensor Pblico no podem acumular as funes de mandatrio e

    assistente das partes no ato do Inventrio e Partilha.

    2. O advogado no necessita exibir o instrumento de procurao para assistir as partes

    na lavratura das escrituras a que se refere a Lei n 11.441/07, devendo sua

    condio constar expressamente do ato.

    3. expressamente vedada aos Tabelies a indicao de advogado s partes, que

    devero comparecer, para a lavratura do ato notarial, acompanhadas de

    profissional de sua confiana.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 73

    4. Se as partes no dispuserem de condies econmicas para contratar advogado, o

    Tabelio dever recomendar-lhes a Defensoria Pblica, onde houver, ou, na sua

    falta, a Ordem dos Advogados do Brasil.

    Art. 145. Para lavratura dos atos previstos na Lei n 11.441/07, o Tabelio dever agrupar todos os documentos apresentados pelo(s) interessado(s), a partir da solicitao formalizada por

    escrito, indicando o tipo de escritura que se pretende seja lavrada, at o lanamento

    definitivo do respectivo ato, tudo acondicionado em pasta individual, que, ao final, ser

    entregue, definitivamente, ao(s) interessados, ou a quem os represente.

    1. Os documentos necessrios prtica de quaisquer dos atos mencionados neste

    Cdigo devem ser arquivados na respectiva serventia, na forma da lei, no

    subsistindo esta obrigao quando forem microfilmados ou digitalizados.

    2. O requerimento inicial de que trata o caput, deste artigo, necessrio e dever

    ser feito por escrito, na forma de simples petio, devendo, preferencialmente,

    ser firmado pelos interessados e por seu(s) advogado(s) e conter:

    a) todas as informaes necessrias e essenciais lavratura do ato, em especial a

    identificao e a qualificao completa das pessoas que figuraro no ato;

    b) a indicao e a descrio detalhada dos bens, se houver;

    c) os valores sugeridos para cada um deles, podendo ser levada em considerao a

    referncia do valor venal constante nos documentos de recolhimento de IPTU;

    d) plano detalhado de partilha e respectivos quinhes;

    e) outras informaes complementares, que se repute relevantes realizao do ato

    requerido.

    3. Desde que tenha por finalidade exclusiva o registro, em escrituras pblicas atos

    previstos na Lei n 11.441/07, sempre observando o direito constitucional

    inviolabilidade da vida privada, o Tabelio poder solicitar, formalmente e

    mediante ofcio da sua lavra e por ele pessoalmente firmado, informaes s

    instituies financeiras, oficiais ou no, quanto existncia de recursos

    financeiros depositados em conta corrente, poupana ou de investimento,

    inclusive a apresentao de extratos consolidados e atualizados.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 74

    SUBSEO V

    DA ESCRITURA PBLICA DE DIVRCIO CONSENSUAL

    Art. 146. O disposto nesta Subseo deve ser observado, no que couber, s escrituras pblicas de

    Divrcio Consensual, com ou sem partilha de bens.

    1. So requisitos para lavratura da escritura pblica de separao consensual:

    a) manifestao da vontade espontnea e isenta de vcios em no mais manter a

    sociedade conjugal e desejar a separao, conforme as clusulas ajustadas;

    b) ausncia de filhos menores no emancipados ou incapazes do casal;

    c) assistncia das partes por advogado, que poder ser comum.

    2. O restabelecimento de sociedade conjugal pode ser feito por escritura pblica,

    ainda que a separao tenha sido judicial. Neste caso, necessria e suficiente a

    apresentao de certido da sentena de separao ou da averbao da separao

    no assento de casamento.

    3. A averbao do restabelecimento da sociedade conjugal somente poder ser

    efetivada depois da averbao da separao no Registro Civil, podendo ser

    simultneas.

    4. Em escritura pblica de restabelecimento de sociedade conjugal, o Tabelio de

    Notas deve:

    a) fazer constar que as partes foram orientadas sobre a necessidade de

    apresentao de seu traslado no registro civil do assento de casamento, para a

    averbao devida;

    b) anotar o restabelecimento margem da escritura pblica de separao

    consensual, quando esta for de sua serventia, ou, quando de outra, comunicar o

    restabelecimento, para a anotao necessria na serventia competente;

    c) comunicar o restabelecimento ao juzo da separao judicial, se for o caso.

    5. A sociedade conjugal no pode ser restabelecida com modificaes.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 75

    Art. 147. O Divrcio Consensual, no havendo filhos menores ou incapazes do casal, poder ser realizado por escritura pblica, da qual constaro as disposies relativas descrio e

    partilha dos bens comuns e penso alimentcia e, ainda, ao acordo quanto retomada,

    pelo cnjuge, de seu nome de solteiro ou, se for o caso, manuteno do nome adotado

    quando se deu o casamento.

    1. A existncia de filhos emancipados no obsta o divrcio consensual.

    2. O comparecimento pessoal das partes dispensvel lavratura de escritura pblica

    de Divrcio consensual, sendo admissvel ao(s) divorciando(s) se fazer representar

    por mandatrio constitudo, desde que por instrumento pblico (art.657, do Cdigo

    Civil), com poderes especiais. Nesta hiptese, o mandatrio, se advogado

    habilitado e regularmente constitudo, mediante instrumento de procurao com

    validade de 30 dias poder atuar tambm como assistente das partes.

    3. A falta de anuncia de uma das partes quanto a qualquer das clusulas

    apresentadas, ou a recusa de alguma pretenso que objetivava ver consignada,

    impedir a realizao do ato, devendo, ento, ser recomendado, pelo Tabelio, o

    ingresso na via judicial.

    Art. 148. Os interessados declararo, diante do Tabelio, e este, observando os requisitos exigidos pelo art.215, do Cdigo Civil, especificar na escritura pblica de Divrcio,

    obrigatoriamente:

    I. que no tm filhos comuns ou, havendo, que so absolutamente capazes, indicando

    seus nomes e as respectivas datas de nascimento, de acordo com os documentos

    comprobatrios apresentados;

    II. o regime matrimonial de bens e a existncia de bens comuns sujeitos partilha e

    de bens particulares de cada um dos cnjuges, descrevendo-os de forma detalhada,

    com indicao da matrcula e registro imobilirio, se for o caso, atribuindo-lhes os

    respectivos valores;

    III. a partilha dos bens comuns, quando esta no for ressalvada para momento

    posterior dissoluo do casamento;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 76

    IV. retomada pelo cnjuge de seu nome de solteiro, ou, se for o caso, a manuteno do

    nome de casado;

    V. sobre qual das partes recair a responsabilidade por obrigaes pendentes, sendo

    atribuda a titularidade de direitos e aes;

    VI. o ajuste consensual de penso alimentcia, com indicao do beneficirio, valor e

    prazo de durao, condies e critrios de atualizao; a renncia do referido

    direito, quando admitida, ou a sua dispensa provisria.

    Art. 149. Da escritura, deve constar declarao das partes de que esto cientes das consequncias

    do divrcio, firmes no propsito de pr fim ao vnculo matrimonial, sem hesitao, com

    expressa recusa de reconciliao.

    Art. 150. Para lavratura das escrituras pblicas de que trata este captulo, os interessados devero

    apresentar necessariamente, os seguintes documentos:

    I. certido de casamento expedida h, no mximo, 90 (noventa) dias;

    II. documento de identidade e documento oficial com nmero do CPF/MF;

    III. pacto antenupcial, se o regime de bens no for o legal;

    IV. certido de nascimento ou outro documento de identidade oficial dos filhos

    absolutamente capazes, se houver;

    V. certides, escrituras e outros documentos comprobatrios da propriedade dos bens

    e direitos, se houver;

    VI. identificao do assistente atravs da carteira da OAB.

    Pargrafo nico. Nas escrituras de converso de Separao em Divrcio, alm dos

    documentos enumerados, neste artigo, deve ser apresentada certido da sentena de

    separao judicial, se for o caso, ou averbao da separao no respectivo assento do

    casamento.

    Art. 151. Na escritura pblica, deve constar que as partes foram orientadas sobre a necessidade de apresentao de seu traslado no registro civil do assento de casamento, assim como no

    registro imobilirio, quando houver partilha de bens, para a averbao necessria.

    Art. 152. Na partilha de bens do casal, se houver transferncia de patrimnio entre as partes, ser

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 77

    exigido o respectivo pagamento do imposto de transmisso, cuja comprovao deve ser

    apresentada antes da lavratura definitiva do ato.

    Art. 153. Havendo bens a serem partilhados na escritura, distinguir-se- o que do patrimnio

    comum do casal, conforme o regime de bens, constando isso no corpo da escritura.

    Art. 154. Havendo transmisso de propriedade entre cnjuges de bem(ns) do patrimnio separado, ou partilha de modo desigual do patrimnio comum, o Tabelio dever observar a

    necessidade de recolhimento do tributo devido, a saber: ITBI (se onerosa), conforme a

    lei municipal da localidade do imvel, ou ITD (se gratuita), conforme a legislao

    estadual pertinente.

    Art. 155. A partilha em escritura pblica de Divrcio Consensual, far-se-, no que couber,

    conforme as regras da partilha em inventrio extrajudicial, com as adaptaes

    necessrias.

    Art. 156. No h sigilo para as escrituras pblicas de Divrcio.

    Art. 157. admissvel, por consenso das partes, escritura pblica de retificao das clusulas de obrigaes alimentares ajustadas no Divrcio consensual.

    Pargrafo nico. No se admite escritura pblica de ajuste revisional de verba

    alimentcia fixada em sede de deciso judicial, ainda que consensual.

    Art. 158. Nova escritura pblica poder ser lavrada, com o fito de retificar ato anterior de

    Divrcio Consensual, quanto ao ajuste de uso do nome de casado, bastando, para tanto,

    declarao unilateral do interessado no sentido de voltar a usar o nome de solteiro,

    exigida a assistncia de advogado regularmente habilitado.

    Art. 159. Havendo fundados indcios de prejuzo a um dos cnjuges ou existindo dvida sobre a declarao de vontade, impe-se a negativa lavratura da escritura pblica de Divrcio,

    devendo o Tabelio fundamentar a recusa por escrito, desde que haja solicitao escrita

    das partes neste sentido.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 78

    Art. 160. A separao de corpos consensual no ser lavrada, para qualquer finalidade, por via de escritura pblica.

    Art. 161. O valor dos emolumentos pela lavratura de escritura pblica de Divrcio Consensual

    sem partilha de bens o mesmo valor do ato sem contedo econmico.

    Pargrafo nico. Se houver partilha de bens, sero cobrados emolumentos como um

    nico ato com contedo econmico, sobre a soma do valor de cada bem que constituir

    o monte mor.

    SUBSEO VI

    DA ESCRITURA PBLICA DE DECLARAO DE CONVIVNCIA DE UNIO

    ESTVEL E HOMOAFETIVA

    Art. 162. permitida a lavratura de escritura pblica de declarao de convivncia de unio afetiva, entre pessoas plenamente capazes, independente da identidade ou oposio de

    sexo.

    Art. 163. A escritura far prova para os casais, inclusive de pessoas do mesmo sexo, que vivam uma relao de fato duradoura, em comunho afetiva, com ou sem compromisso

    patrimonial, legitimando o relacionamento, comprovando seus direitos e disciplinando a

    convivncia de acordo com seus interesses.

    Art. 164. A unio afetiva pode ser reconhecida como entidade familiar, servindo de prova para todas as finalidades, inclusive aquelas mencionadas nos incisos I a IV, do Art. 139 deste

    Cdigo.

    Art. 165. As partes devem declarar e comprovar, mediante documento hbil, original ou em cpias autenticadas, no ato da lavratura da escritura, que so absolutamente capazes, indicando

    seus nomes e as datas de nascimento, filiao, e que no so casadas ou esto separadas

    de fato ou judicialmente, sob as penas da lei.

    Pargrafo nico. No caso de declarao de separao de fato, sero colhidos os dados

    pessoais do cnjuge conforme certido de casamento.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 79

    Art. 166. Na lavratura da escritura devero ser apresentados os seguintes documentos, os quais devero ser mencionados no respectivo ato:

    I. documento de identidade oficial e CPF das partes;

    II. certido de nascimento ou de casamento averbada a separao judicial ou divrcio;

    III. certido de propriedade de bens imveis e direitos a eles relativos;

    IV. documentos necessrios comprovao da titularidade dos bens mveis e direitos,

    se houver, bem como de semoventes.

    Pargrafo nico. Cpias dos documentos apresentados sero arquivadas em meio fsico

    ou digital.

    Art. 167. Havendo bens, distinguir-se- o patrimnio individual de cada um e o patrimnio comum das partes, podendo os declarantes estabelecerem acerca daqueles bens que

    forem adquiridos como acrscimos principal na constncia da convivncia, a exemplo

    das aquisies de imveis, mveis, direitos, crditos, aes, investimentos, e que ficaro

    na esfera patrimonial comum, susceptveis de comunicao e diviso.

    Art. 168. Havendo transmisso de propriedade do patrimnio individual de um convivente para o outro, dever ser comprovado o recolhimento do tributo devido sobre a frao

    transferida.

    Art. 169. Quanto aos bens, eventualmente referidos nos escritos de que trata esta subseo, dever constar:

    I. se imveis, descrio pormenorizada, com prova de domnio por certido de

    propriedade atualizada, observando-se eventuais nus reais e interesses de

    terceiros;

    II. se imvel urbano, meno a sua precisa localizao e ao nmero da matrcula;

    III. se imvel rural, descrio e caracterizao, de acordo com o registro imobilirio,

    havendo, ainda, necessidade de apresentao e meno na escritura do Certificado

    de Cadastro do INCRA e da prova de quitao do imposto territorial rural, relativo

    aos ltimos cinco anos (art. 22, e , da Lei n 4.947/66);

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 80

    IV. em caso de imvel descaracterizado na matrcula, por desmembramento ou

    expropriao parcial, o Tabelio deve recomendar a prvia apurao do

    remanescente;

    VI. em caso de imvel demolido, com alterao de cadastro de contribuinte, de nmero

    do prdio, de nome de rua, meno, no ttulo, da situao antiga e a atual, mediante

    apresentao do respectivo comprovante;

    VII. se mvel, apresentar documento comprobatrio de domnio e valor, se houver,

    descrevendo-os com os sinais caractersticos;

    VIII. com relao aos direitos e posse deve haver precisa indicao quanto sua

    natureza, alm de determinados e especificados;

    IX. semoventes sero indicados em nmero, espcies, marcas e sinais distintivos;

    X. dinheiro, joias, objetos de metais e pedras preciosas sero indicados com

    especificao da qualidade, peso e importncia;

    XI. aes, direitos e ttulos tambm devem ter as devidas especificaes;

    XII. dvidas ativas especificadas, inclusive com meno s datas, ttulos, origem da

    obrigao, nomes dos credores e devedores;

    XIII. nus incidentes sobre os imveis no constituem impedimento para lavratura da

    escritura pblica;

    XIV. dbitos tributrios municipais e da receita federal (certides positivas fiscais

    municipais ou federais) impedem a lavratura da escritura pblica;

    XV. a cada bem patrimonial dever constar o respectivo valor atribudo pelas partes,

    alm do valor venal quando imveis;

    Art. 170. Se um dos contratantes possuir herdeiros, devero ser obedecidas as limitaes quanto disposio dos bens segundo as normas pertinentes, sobretudo o Cdigo Civil.

    Art. 171. No corpo da escritura deve haver ressalva quanto a eventuais erros, omisses ou os direitos de terceiros, inadmitidas estipulaes que possam ferir normas de direito pblico

    e direitos alheios.

    Art. 172. Fica vedada a lavratura de escritura pblica de declarao de convivncia de unio estvel de qualquer natureza referente a bens localizados no exterior.

    Art. 173. O tabelio poder se negar a lavrar a escritura pblica de declarao de convivncia de

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 81

    unio estvel, inclusive homoafetiva, se houver fundados indcios de prejuzo para uma

    das partes, ou em caso de dvidas sobre a declarao de vontade, fundamentando a

    recusa por escrito.

    Art. 174. A escritura pblica pode ser retificada desde que haja o consentimento de todos os interessados.

    Art. 175. Os erros materiais podero ser corrigidos, de ofcio ou mediante requerimento de qualquer das partes, por averbao margem do ato notarial ou, no havendo espao,

    por escriturao prpria lanada no livro das escrituras pblicas.

    Art. 176. Aplicam-se s escrituras pblicas de reconhecimento de unio estvel, inclusive homoafetiva, no que couberem, as disposies, recomendaes e orientaes pertinentes

    s demais escrituras previstas neste cdigo.

    SUBSEO VII

    DA ESCRITURA PBLICA DE INVENTRIO E PARTILHA

    Art. 177. A partilha amigvel de bens, entre herdeiros maiores e capazes e a adjudicao, quando houver herdeiro nico maior e capaz, podem ser promovidas por escritura pblica, nos

    termos do art. 2.015, do Cdigo Civil Brasileiro, e dos arts. 982 e pargrafo nico e,

    1031 e pargrafo 1, do Cdigo de Processo Civil.

    1. O inventrio com partilha parcial e a sobrepartilha tambm podero ser lavrados

    por escritura pblica, assim como o inventrio negativo.

    2. vedada lavratura de escritura pblica de inventrio e partilha referente a bens

    localizados no estrangeiro.

    3. admissvel a sobrepartilha por escritura pblica, ainda que referente a inventrio

    e partilha judiciais j findos, mesmo que o herdeiro, hoje maior e capaz, fosse

    menor ou incapaz ao tempo do bito ou do processo judicial.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 82

    4. Admitem-se inventrio e partilha extrajudiciais, com viva(o) ou herdeiro(s)

    representado(s) por procurao, desde que formalizada por instrumento pblico

    (art. 657 do CC) e contenha poderes especiais, ainda que o procurador seja

    advogado.

    5. A escritura pblica pode ser retificada desde que haja o consentimento de todos

    interessados. Os erros materiais podero ser corrigidos, de ofcio ou mediante

    requerimento de qualquer das partes, ou de seu procurador, por averbao

    margem do ato notarial ou, no havendo espao, por escritura prpria lanada no

    livro das escrituras pblicas e anotao remissiva.

    6. possvel a promoo de inventrio extrajudicial por cessionrio, em caso de

    cesso de direitos hereditrios. Na hiptese de cessionrio de bem especfico do

    esplio e no de toda a massa, todos os herdeiros devem estar concordes, presentes

    ou representados.

    7. As escrituras de que trata o caput deste artigo podero ser lavradas, ainda que o

    bito tenha ocorrido antes da vigncia da Lei n 11.441/07.

    Art. 178. A escritura pblica de Inventrio e Partilha constitui ttulo hbil para formalizar a transmisso de domnio e direitos, conforme os termos nela expressos, no s para o

    registro imobilirio, como tambm, para promoo dos demais atos subsequentes, que se

    fizerem necessrios materializao das respectivas transferncias patrimoniais

    (DETRAN, Junta Comercial, Registro Civil de Pessoas Jurdicas, bancos, companhias

    telefnicas etc.), desde que todas as partes interessadas, maiores e capazes, estejam

    assistidas por advogado comum ou advogado de cada uma delas, cuja qualificao e

    assinatura constaro do ato notarial.

    1. A avaliao prvia dos bens ser indicada pelos interessados, mas ser objeto de

    anlise e concordncia prvia das Fazendas Estadual e Municipal, a quem caber,

    por intermdio das suas respectivas Procuradorias, procederem emisso da guia

    de recolhimento do imposto devido, de acordo com a sua competncia e com os

    critrios legais.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 83

    2. No se lavrar a escritura pblica de Inventrio e Partilha sem a comprovao do

    recolhimento do imposto de transmisso devido ITCMD, bem como da quitao

    da multa, eventualmente incidente, na espcie, pelo transcurso do prazo previsto no

    art.983, do Cdigo de Processo Civil, observadas as disposies legais vigentes.

    3. A gratuidade por assistncia judiciria em escritura pblica no isenta a parte do

    recolhimento de imposto de transmisso.

    Art. 179. obrigatria a nomeao, na escritura pblica, de pelo menos um herdeiro, para que,

    investido nos mesmos poderes de um inventariante, represente o esplio no

    cumprimento de obrigaes ativas ou passivas pendentes.

    Pargrafo nico. Havendo consenso das partes, inexiste a necessidade de seguir-se a

    ordem de nomeao do art. 990, do Cdigo de Processo Civil.

    Art. 180. A existncia de credores do esplio no impedir a realizao do inventrio e partilha, ou a adjudicao, por escritura pblica.

    Art. 181. A renncia de herdeiro poder constar na prpria escritura de partilha e, se comprovada em declarao anterior, por escritura pblica, dispensar a presena do renunciante

    quando da lavratura do ato.

    Art. 182. A escritura pblica de Inventrio e Partilha, alm de atender aos requisitos do art. 215, do Cdigo Civil, dever conter:

    I. a qualificao completa do autor da herana (nacionalidade, data de nascimento,

    filiao, profisso, estado civil, regime de bens, data do casamento, pacto

    antenupcial e seu registro imobilirio, se houver, nmero do documento de

    identidade, nmero de inscrio no CPF/MF, domiclio, residncia);

    II. dia e lugar do falecimento;

    III. livro, folhas, nmero do termo ou nmero da matrcula e unidade de servio em

    que consta o registro do bito;

    IV. data da expedio da certido de bito apresentada;

    V. meno que o falecido no deixou testamento;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 84

    VI. nomeao e qualificao completa das partes e respectivos cnjuges, devendo

    constar, dentre outros dados, a nacionalidade, profisso, idade, estado civil, regime

    de bens, data do casamento, existncia de pacto antenupcial e seu respectivo

    registro imobilirio, nmero do documento de identidade, nmero de inscrio no

    CPF/MF, domiclio, residncia.

    1. No corpo da escritura deve haver meno de que ficam ressalvados

    eventuais erros, omisses e eventuais direitos de terceiros.

    2. Na escritura pblica, dever constar expressa indicao quanto ao

    comprovado recolhimento do imposto devido, fazendo-se meno guia

    efetivamente quitada e ao arquivamento da respectiva cpia, que ser

    mantida, no Tabelionato.

    Art. 183. Incumbe ao tabelio solicitar, quando da lavratura da escritura pblica de Inventrio e Partilha, alm de outros documentos exigidos em lei:

    I. certido de bito do autor da herana;

    II. documento de identidade oficial com nmero de RG e CPF das partes e do autor da

    herana;

    III. certides comprobatrias do vnculo de parentesco dos herdeiros;

    IV. certido de casamento do cnjuge sobrevivente e dos herdeiros casados;

    V. pacto antenupcial, se houver;

    VI. certido de propriedade, nus e alienaes dos imveis, atualizada (30 dias de

    expedio) e no anterior data do bito;

    VII. certido ou documento oficial do ano em exerccio, comprobatrio do valor venal

    dos imveis;

    VIII. documentos comprobatrios do domnio e valor dos bens mveis, se houver;

    IX. certido negativa de tributos municipais que incidam sobre os bens imveis do

    esplio e do autor da herana;

    X. certido conjunta da Receita Federal, da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e

    de distribuio de aes cveis e trabalhistas;

    XI. Cadastro Constituinte de Imvel Rural e prova de quitao do imposto territorial

    rural, relativo aos ltimos cinco anos, para bens imveis rurais do esplio;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 85

    XII. declarao de inexistncia de testamento, ou certido do arquivo Central de

    Testamentos.

    1. Os documentos apresentados no ato da lavratura da escritura devem ser

    originais e acompanhadas de cpias autenticadas, para arquivamento.

    2. A escritura pblica dever fazer meno aos documentos apresentados e ao

    seu arquivamento, microfilmagem ou gravao por meio eletrnico.

    Art. 184. Quando se tratar de partilha por direito de representao ou contemplar herdeiros da classe posterior na ordem da vocao hereditria, ser exigida certido de bito do

    representado e dos herdeiros pr-mortos.

    Art. 185. Cada herdeiro, apresentando o traslado da escritura pblica de partilha, poder requerer o registro imobilirio perante o Oficial competente, recolhendo os emolumentos

    correspondentes.

    Art. 186. No se far escritura pblica de inventrio e partilha se houver testamento ou interessado incapaz.

    Pargrafo nico. possvel a lavratura de escritura de inventrio e partilha nos casos de

    testamento revogado ou caduco ou quanto houver deciso judicial, com trnsito em

    julgado, declarando a invalidade do testamento.

    Art. 187. O notrio se negar a lavrar a escritura de inventrio ou partilha se houver fundados

    indcios de fraude ou em caso de dvidas sobre a declarao de vontade de um dos

    herdeiros, fundamentando a recusa por escrito, se as partes assim desejarem.

    Art. 188. O(A) companheiro(a) que tenha direito a participar da sucesso (art.1.790, do Cdigo Civil) parte, observada a necessidade de ao judicial, caso no haja consenso de todos

    herdeiros quanto a esta condio, bem como quanto ao reconhecimento da unio estvel.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 86

    Pargrafo nico. A meao de companheiro(a) pode ser reconhecida na escritura

    pblica, desde que todos herdeiros e interessados na herana, absolutamente capazes,

    estejam de acordo.

    Art. 189. Os cnjuges dos herdeiros no so partes na escritura, mas devem comparecer ao ato como anuentes, assim que houver renncia ou algum tipo de partilha que importe em

    transmisso, salvo se casados sob o regime da comunho universal de bens - quando,

    ento, sero partes e no apenas anuentes -, ou, ainda, quando casados sob o regime da

    separao absoluta (art. 1.647, CC), sendo, em ambos os casos, necessria a

    apresentao do pacto antenupcial respectivo.

    SUBSEO VIII

    DA PROCURAO PBLICA

    Art. 190. Toda pessoa capaz considerada apta para outorgar procurao mediante instrumento pblico, desde que pessoalmente identificada e qualificada pelo tabelio, substituto ou

    preposto, com a aposio, por autenticidade, da sua assinatura no livro de procurao.

    Pargrafo nico. O maior de 16 (dezesseis) e menor de 18 (dezoito) anos no

    emancipado pode ser procurador, mas o outorgante do mandato no tem ao contra ele

    seno de conformidade com as regras gerais aplicveis s obrigaes contradas por

    menores.

    Art. 191. A pessoa jurdica somente pode outorgar poderes quando devidamente representada pelos seus rgos de direo, nos termos do contrato ou estatuto social respectivo e das

    atas de eleio dos seus administradores.

    Pargrafo nico. O scio ou acionista de sociedade pode outorgar poderes de

    representao em seu nome pessoal, como quotista, acionista ou na condio de

    administrador da sociedade, desde que assim esclarecido e formalizado no instrumento

    de mandato.

    Art. 192. Para alienar, dispor, transferir domnio, direito e ao, hipotecar, gravar ou praticar

    quaisquer outros atos que exorbitem os poderes da administrao ordinria, ser exigido

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 87

    procurao com poderes especiais.

    Art. 193. Dever constar da procurao se o mandato conferido por prazo determinado ou indeterminado e se poder ele ser objeto de substabelecimento, com o devido

    esclarecimento do outorgante quanto a tais efeitos.

    Art. 194. Uma mesma pessoa poder praticar atos notariais, simultaneamente, como representante do outorgante e do outorgado, ainda que os interesses das partes sejam aparentemente

    conflitantes, desde que investido de poderes especficos ou especiais de mandatrio pela

    parte a ser representada.

    SUBSEO IX

    DO SUBSTABELECIMENTO DE PROCURAO

    Art. 195. Nos atos de substabelecimento e naqueles em que as partes sejam representadas por procurador substabelecido, o tabelio dever exigir a apresentao dos instrumentos

    originais de procurao e substabelecimento, se estes no tiverem sido lavrados nas

    notas do cartrio, arquivando-os.

    Pargrafo nico. Ao lavrar atos de substabelecimento relativamente procurao

    outorgada em outra serventia, o tabelio dever exigir, ainda, o reconhecimento do sinal

    pblico.

    Art. 196. O Tabelio, seus substitutos ou escreventes autorizados, ao lavrar instrumento pblico de substabelecimento de procurao escriturado em sua prpria serventia, dever averbar

    essa circunstncia, imediatamente e sem nus parte, margem do ato revogado ou

    substabelecido.

    1. Quando o ato que deu origem ao substabelecimento tiver sido lavrado em outra

    serventia, o tabelio, imediatamente, comunicar essa circunstncia ao tabelio que

    lavrou o ato original, encaminhando-lhe cpia do substabelecimento de mandato

    que lavrou.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 88

    2. A cpia da escritura de substabelecimento escriturada em outra serventia, de

    procurao lavrada na sua prpria serventia, ser arquivada em pasta prpria,

    anotando o tabelio margem do ato substabelecido nessa circunstncia.

    3. A comunicao a que se refere o 1 deve ser realizada por carta registrada ou

    com aviso de recebimento (AR), mediante o pagamento pelo interessado da

    despesa postal da carta, por correio eletrnico (e-mail) ou via fax, e arquivada em

    pasta prpria.

    Art. 197. Aplicam-se ao substabelecimento as mesmas regras relativas capacidade, requisitos e contedo do mandato, previstas nas normas relativas outorga de procurao.

    SUBSEO X

    DA PROCURAO EM CAUSA PRPRIA

    Art. 198. A procurao em causa prpria pode ser outorgada em soluo definitiva de negcio jurdico pelo outorgante em favor do outorgado, com natureza contratual, autorizando a

    transferncia de domnio de bem mvel ou imvel pertencente ao outorgante.

    Art. 199. Outorgado o mandato com a clusula "em causa prpria", a sua revogao no ter eficcia, nem se extinguir pela morte de qualquer das partes, ficando o mandatrio ou

    procurador dispensado de prestar contas, e podendo transferir para si os bens mveis ou

    imveis objeto do mandato, obedecidas as formalidades legais.

    Pargrafo nico. A procurao em causa prpria deve se referir a objeto certo e

    especfico, representado por bens mveis ou imveis individualizados, devidamente

    transcritos no instrumento de mandato.

    Art. 200. A procurao em causa prpria relativa a bem imvel dever conter os mesmos requisitos e elementos exigveis para a compra e venda, como aquelas relativas ao

    objeto, preo e condies de pagamento, e por suas normas sero regidas.

    1. Para a lavratura da procurao em causa prpria, dever ser recolhido previamente

    o Imposto de Transmisso de Bens Imveis - ITBI.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 89

    2. Quando contiver todos os elementos prprios da compra e venda, os emolumentos

    de procurao em causa prpria devero corresponder aos da escritura com valor

    declarado.

    SUBSEO XI

    DA REVOGAO DA PROCURAO

    Art. 201. Quando lavrado instrumento pblico de revogao de mandato, escriturado na prpria

    serventia, o ato ser anotado imediatamente, margem do ato revogado e lanado no

    sistema informatizado, sem qualquer nus para as partes.

    Pargrafo nico. A morte do outorgante comunicada ao Tabelio de Notas por qualquer

    pessoa, comprovada por documento autntico, deve receber igual tratamento.

    Art. 202. Se o ato revocatrio versar sobre atos lavrados em outra serventia de qualquer Unidade da Federao, ser imediatamente comunicado ao notrio que lavrou o instrumento

    revogado.

    1. A comunicao a que se refere este artigo deve ser realizada por carta registrada ou

    com aviso de recebimento (AR), mediante o pagamento pelo interessado da

    despesa postal da carta, por correio eletrnico (e-mail) ou via fax, e arquivada em

    pasta prpria.

    2. As averbaes e comunicaes de que trata este artigo sero procedidas de

    imediato, independentemente do pagamento antecipado dos correspondentes

    emolumentos ou despesas.

    Art. 203. Poder ser lavrado o ato de revogao de procurao sem a presena do mandatrio, desde que inexista clusula de irrevogabilidade e o interessado expressamente assuma a

    responsabilidade de promover a notificao do outorgado, atravs de carta registrada

    e/ou de publicao nos jornais de circulao e/ou qualquer outro meio fidedigno para

    tanto, dando-lhe cincia da revogao.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 90

    Pargrafo nico. Em qualquer hiptese, dever o interessado ser alertado da necessidade

    da notificao da revogao.

    SUBSEO XII

    DA TRANSFERNCIA DE EMBARCAES

    Art. 204. Os atos relativos s promessas, cesses, compra e venda e outra qualquer modalidade de transferncia de propriedade de embarcaes sujeitas a registro sero feitos por escritura

    pblica, se na comarca no existir tabelionato privativo de contratos martimos.

    Art. 205. As disposies acima se aplicam s embarcaes brasileiras, exceto s da Marinha de Guerra, com arqueao bruta superior a 20 (vinte) toneladas, se empregadas na

    navegao martima, e aquelas com arqueao bruta superior a 50 (cinquenta) toneladas

    quando destinadas a qualquer modalidade de navegao interior.

    Art. 206. Se o outorgante for casado indispensvel o consentimento de seu cnjuge, exceto no regime da separao total de bens.

    Art. 207. O registro da propriedade de embarcaes ser deferido, exceto nos casos previstos na lei, a brasileiro nato ou sociedade constituda de acordo com a lei brasileira, com sede

    no Brasil, administrada por brasileiros natos, cujo capital votante pertena em pelo

    menos 60% (sessenta por cento) a brasileiros natos e controlada por brasileiros natos ou

    por pessoa moral brasileira a satisfazer as exigncias acima.

    SUBSEO XIII

    DAS DOAES

    Art. 208. Na escritura de doao, o doador, por liberalidade, transfere do seu patrimnio bens ou direitos para outra pessoa, denominada donatrio.

    Art. 209. A escritura de doao de bem mvel ou imvel em favor de descendente pode ser:

    I - Em adiantamento da legtima, quando o bem doado deve voltar ao monte e ser

    partilhado entre os demais herdeiros no caso de falecimento do doador;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 91

    II - Realizada em carter definitivo, desde que o bem doado saia da parte disponvel do

    doador, e este, de modo expresso na escritura, venha a dispensar o bem de colao

    em futuro inventrio.

    Pargrafo nico. Na escritura de doao de ascendente a descendente, no necessria a

    interveno ou autorizao dos demais descendentes no contemplados pelo ato de

    liberalidade.

    Art. 210. A escritura de doao pode ser celebrada em carter unilateral, sem a participao do

    donatrio, desde que o doador venha a fixar prazo para que o donatrio, por instrumento

    pblico, venha a declarar se aceita ou no o bem doado.

    1. Se o donatrio, ciente do prazo de aceitao, no vier a formalizar a declarao de

    concordncia com a doao, entender-se- que aceitou, se a doao no for sujeita

    a encargo.

    2. Se o donatrio for pessoa absolutamente incapaz, dispensa-se a aceitao, desde

    que se trate de doao pura.

    Art. 211. Pode a escritura de doao estabelecer que, se o doador sobreviver ao donatrio, os bens doados retornem ao patrimnio do doador.

    Art. 212. Na lavratura da escritura de doao, dever constar o lanamento e recolhimento do Imposto de Transmisso Causa Mortis e Doao - ITCMD, devido Fazenda Estadual,

    seja com relao a bens mveis ou imveis, inclusive nos seguintes casos:

    I - Doao de numerrio necessrio aquisio de imvel por menor;

    II - Doao de quotas ou aes de sociedade empresria, pelo valor do patrimnio

    lquido avaliado em balano especial.

    Art. 213. Ser considerada nula a escritura de doao se o doador vier a realizar a doao de bens sem reserva de parte ou de renda suficiente para a sua subsistncia.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 92

    Pargrafo nico. No poder ser lavrada escritura de doao se o bem doado exceder

    parte disponvel que o doador, no ato da liberalidade, poderia dispor atravs de

    testamento.

    Art. 214. A doao pode ser revogada por ingratido do donatrio, ou por inexecuo do encargo, atravs de escritura pblica, nas hipteses do art. 557 do Cdigo Civil.

    SUBSEO XIV

    DA INSTITUIO, CESSO E RENNCIA DO USUFRUTO

    Art. 215. O usufruto pode ser constitudo atravs de escritura pblica, por ato oneroso ou gratuito, que dever discriminar, detalhadamente, os bens que por ele sero gravados.

    Pargrafo nico. Na instituio do usufruto em ato gratuito, por doao ou sucesso, a

    escritura dever consignar o prvio recolhimento do Imposto de Transmisso Causa

    Mortis e Doao - ITCMD, devido Fazenda Estadual.

    Art. 216. No se pode transferir o usufruto por alienao, mas o seu exerccio, aps institudo e registrado no cartrio de imveis competente, pode ceder-se, atravs de escritura

    pblica, por ttulo gratuito ou oneroso.

    1. Sendo o exerccio do usufruto cedido gratuitamente, a escritura de cesso deve

    consignar o prvio recolhimento do Imposto de Transmisso Causa Mortis e

    Doao - ITCMD.

    2. Na cesso onerosa do exerccio do usufruto, a escritura pblica somente ser

    lavrada aps o recolhimento do Imposto de Transmisso de Bens Imveis - ITBI,

    com a devida transcrio dos documentos fiscais respectivos.

    Art. 217. A escritura pblica de renncia do usufruto ser lavrada quando o usufruturio, voluntariamente, decidir pela extino do gravame, de modo que a propriedade plena do

    bem fique, integralmente, consolidada no domnio do nu-proprietrio.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 93

    Pargrafo nico. Formalizada em ato gratuito, a renncia do usufruto importa no

    recolhimento do Imposto de Transmisso Causa Mortis e Doao - ITCMD, calculado

    sobre o valor atribudo pela Fazenda Estadual ao exerccio desse direito.

    SEO III

    DA ATA NOTARIAL

    Art. 218. Ata Notarial a narrao objetiva de uma ocorrncia ou fato, presenciado ou constatado pelo Tabelio.

    Art. 219. A Ata Notarial no poder deixar de conter:

    I. local, data de sua lavratura e hora;

    II. nome e qualificao do solicitante;

    III. narrao circunstanciada dos fatos;

    IV. declarao de haver sido lida ao solicitante, e, sendo o caso, s testemunhas;

    V. assinatura do solicitante, ou de algum a seu rogo, e, sendo o caso, das

    testemunhas;

    VI. assinatura e sinal pblico do Tabelio.

    Art. 220. A ata notarial ser lavrada em livro prprio.

    1. Quando se referir a documentos, o seu teor ser transcrito integralmente na ata; a

    transcrio do documento poder ser substituda pela insero de sua imagem

    diretamente no livro mediante cpia reprogrfica ou gravao eletrnica.

    2. Nas atas notariais podero ser anexados documentos, inclusive eletrnicos.

    Art. 221. O Tabelio de Notas deve recusar a prtica do ato, se o solicitante atuar ou pedir-lhe que aja contra a moral, a tica, os costumes e a lei.

    Pargrafo nico possvel lavrar ata notarial quando o objeto narrado constitua fato

    ilcito.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 94

    SEO IV

    DO TESTAMENTO PBLICO

    Art. 222. O testamento pblico ser escrito pelo notrio ou seu substituto legal, este no

    impedimento eventual ou legal do titular, observados os requisitos previstos nos arts.

    1.864 a 1.867 do Cdigo Civil.

    Art. 223. Os testamentos pblicos, suas revogaes e as aprovaes de testamentos cerrados podero ser escritos mecanicamente, ou com a utilizao de sistema informatizado.

    Pargrafo nico. Quando na lavratura do testamento pblico for adotado livro de folhas

    soltas, este ter todas as suas folhas rubricadas pelo titular do Tabelionato.

    SUBSEO I

    DA REVOGAO DO TESTAMENTO

    Art. 224. O testamento pode ser revogado, a qualquer tempo, pelo mesmo modo e forma como pode ser feito.

    Pargrafo nico. A revogao do testamento poder ser lavrada por qualquer tabelionato

    de notas de livre escolha da parte, no ficando vinculado serventia que celebrou o ato

    revogado.

    Art. 225. A revogao do testamento pode ser total ou parcial.

    Pargrafo nico. Se parcial, ou se o testamento posterior no contiver clusula

    revogatria expressa, o anterior subsiste em tudo que no for contrrio ao posterior.

    Art. 226. Ao ser lavrada escritura de revogao do Testamento, total ou parcial, a serventia responsvel pela revogao dever comunicar por carta registrada s expensas do

    interessado, fax ou correio eletrnico (e-mail) o ato, serventia que lavrou o testamento

    revogado, para que assim seja averbada a sua ineficcia.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 95

    SUBSEO II

    DA APROVAO DE TESTAMENTO CERRADO

    Art. 227. Apresentado testamento cerrado ao Tabelio, na presena de pelo menos duas

    testemunhas; este, depois de ouvir do testador ser aquele o seu testamento, e de afirm-lo

    como bom, firme e valioso e, declarar que seja aprovado, iniciar, imediatamente aps a

    ltima palavra do texto, o instrumento de aprovao, pela forma manuscrita ou

    datilografada.

    1. Se o apresentante no fizer, por iniciativa prpria, aquelas declaraes, o Tabelio

    inquiri-lo-, a fim de obter dele a confirmao dos fatos e da vontade.

    2. O Tabelio examinar o testamento, para verificar se contm emendas, rasuras,

    borres, riscaduras ou entrelinhas e consignar no instrumento.

    3. As folhas em que estiver redigido o testamento sero rubricadas pelo Tabelio.

    4. No havendo espao na ltima folha, o Tabelio nela apor seu sinal pblico e

    iniciar o instrumento em folha anexa, fazendo disso meno no termo.

    5. Lavrado o instrumento, o Tabelio o ler ao testador e testemunhas, e aps o

    testador o assinar, se puder, com as testemunhas e o Tabelio.

    6. No podendo o testador assinar, uma das testemunhas, por ele indicada, firmar a

    seu rogo, declarando faz-lo por aquele no saber ou no poder assinar.

    7. Aps as assinaturas, o Tabelio passar a cerrar e coser o testamento, pingando

    lacre derretido nos pontos onde a linha atravessar o papel e consignar, em face

    externa, o nome do testador, com a advertncia de importar, a abertura, na

    ineficcia do ato.

    8. Em seguida, aps entregar o testamento ao testador, o Tabelio lanar no livro de

    testamento nota do lugar, dia, ms e ano da aprovao e da entrega do testamento e

    consignar o nome do testador.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 96

    SEO V

    DO TRASLADO E DA CERTIDO

    Art. 228. Os traslados e certides extrados por Tabelio fazem a mesma prova do original.

    Art. 229. Traslado a primeira cpia integral e fiel da escritura pblica, extrada com a mesma data.

    Art. 230. Utilizado o livro de folhas soltas, poder constituir traslado do ato a cpia obtida por

    decalque em carbono, por meio reprogrfico ou por meio eletrnico.

    1. A cpia, com as mesmas caractersticas do instrumento original, reproduzir o

    inteiro teor do ato e os nmeros das folhas e do livro, conter a meno traslado

    e ser autenticada mediante a assinatura do Tabelio em todas as folhas,

    inutilizados os espaos em branco, a aposio do sinal pblico e do sinal raso no

    encerramento.

    2. Quando extrado decalque em carbono ou por meio reprogrfico reproduzir

    inclusive as assinaturas e, quando por meio eletrnico, dever ser expedido com a

    certificao da existncia das assinaturas constantes do ato notarial, contendo

    apenas a assinatura do Tabelio.

    Art. 231. Certido a cpia integral ou resumida de escrito existente em livro ou arquivo do tabelionato.

    Art. 232. A certido poder ser feita por meio reprogrfico ou eletrnico, certificando-se reproduzir a cpia, extrada do livro ou arquivo, com fidelidade ao original, indicada

    com preciso a localizao.

    Pargrafo nico. Se a certido por meio reprogrfico ou eletrnico contiver mais de uma

    folha, o certificado ser aposto na ltima, mencionando-se a quantidade de folhas,

    devidamente numeradas, rubricadas e coladas ou grampeadas, de modo a caracterizar

    sua unidade.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 97

    Art. 233. Qualquer pessoa poder requerer certido, verbalmente, sem importar as razes de seu interesse.

    1. Enquanto vivo o testador, s a este ou ao procurador com poderes especiais

    podero ser fornecidas informaes ou certides de testamento.

    2. Para o fornecimento de informao e de certido de testamento, no caso de o

    testador ser falecido, o requerente dever apresentar ao tabelio a certido de bito

    do testador.

    Art. 234. vedado, sob pena de responsabilidade administrativa, civil e criminal, a extrao de traslados e certides de atos ou termos incompletos, a no ser por ordem judicial.

    SEO VI

    DA AUTENTICAO DE DOCUMENTOS AVULSOS E ELETRNICOS

    SUBSEO I

    DA DISPOSIO GERAL

    Art. 235. Para fins desta Consolidao, entende-se como documento eletrnico ou digital toda informao armazenada em um dispositivo eletrnico (disco rgido, disquete, CD-

    ROM etc.) ou transmitida atravs de meio eletrnico.

    Art. 236. Sempre que um Tabelio de Notas identificar e qualificar pessoas, atestar a capacidade e enviar dados para autoridades certificadoras digitais; o certificado digital gerado a partir

    destes dados ser vlido e, sua correspondente utilizao conter a presuno de

    veracidade.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 98

    SUBSEO II

    DA AUTENTICAO DE CPIAS REPROGRFICAS E ELETRNICAS

    Art. 237. Ao Tabelio de Notas compete com exclusividade autenticar as cpias de documentos

    pblicos ou particulares a ele apresentadas ou por ele geradas.

    Art. 238. As cpias autenticadas pelo Tabelio, em meio digital ou em papel, tm o mesmo valor probante que os originais, e para todos os efeitos legais fazem prova plena.

    Pargrafo nico. Impugnada a autenticidade de cpia conferida e autenticada por

    tabelio de notas, cabe parte que a contesta provar a falsidade.

    Art. 239. A autenticao ser feita aps a conferncia da cpia com o documento originrio,

    existente no tabelionato ou exibido pelo apresentante.

    1. O Tabelio, ao autenticar cpias reprogrficas ou eletrnicas, no dever restringir-

    se mera conferncia da reproduo com o original, mas verificar se o documento

    copiado contm rasuras ou quaisquer outros sinais indicativos de possveis fraudes.

    2. Constatada rasura ou adulterao, recusar a autenticao ou, se a fizer a pedido da

    parte, descrever minuciosamente o verificado.

    3. No caso de fundada suspeita de fraude ser recusada a autenticao e o fato dever

    ser comunicado, de imediato, Corregedoria Geral da Justia e Corregedoria das

    Comarcas do Interior.

    Art. 240. No ser extrada, autenticada ou utilizada para a prtica de nenhum ato notarial reproduo reprogrfica de outra reproduo reprogrfica, autenticada ou no, de

    documento pblico ou particular.

    1. No se sujeitam a esta restrio a cpia ou o conjunto de cpias reprogrficas que,

    emanadas e autenticadas de autoridade ou repartio pblica, constituam

    documento originrio; tais como, cartas de ordem, de sentena, de arrematao, de

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 99

    adjudicao, formais de partilha, certides positivas de registros pblicos e de

    protestos, certides da Junta Comercial e post gramas.

    2. Se oriunda de outra comarca, a pblica-forma somente ser extrada se estiver

    reconhecida a firma do signatrio da autenticao.

    3. vedada a autenticao de reproduo xerogrfica de vias carbonadas, exceto para

    notas fiscais e certificados de conhecimentos de transportes de cargas.

    Art. 241. Nas reprografias de documentos, pblicos ou particulares, cujo processo de reproduo utilize recurso tecnolgico de alta definio e gerador de cpias coloridas, dever o

    tabelio, necessariamente, apor o termo "CPIA COLORIDA", atravs de carimbo

    apropriado (chancela manual) e proporcional dimenso do documento a ser extrado,

    tornando legvel a expresso que ficar centralizada no anverso da cpia.

    Pargrafo nico. O tabelio poder autenticar cpias reprogrficas reduzidas ou

    ampliadas de documentos, indicando essa situao no ato, observada a forma

    estabelecida no caput.

    Art. 242. Nos documentos em que houver mais de uma reproduo, a cada uma corresponder um instrumento de autenticao.

    Pargrafo nico. Pela autenticao de cpia de documento de identificao com

    validade em todo o territrio nacional, ou do CPF, ou do ttulo de eleitor, em que frente e

    verso sero reproduzidos na mesma face da folha, dever ser cobrado o valor de apenas

    um ato. Se frente estiver em uma face e verso na outra face da folha ser cobrado duas

    autenticaes.

    Art. 243. Sempre que possvel, o instrumento de autenticao constar do anverso da cpia. Quando tenha de constar do verso, inutilizar-se-o os espaos remanescentes atravs de

    carimbo apropriado Autenticao no verso.

    Pargrafo nico. Quando a reproduo de documentos ocorrer apenas no anverso da

    folha, no verso respectivo dever ser aposto o carimbo: Em branco.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 100

    Art. 244. De todo instrumento de autenticao, constar necessariamente o nome ou carimbo individualizado do escrevente que o firmou.

    Art. 245. O Tabelio poder autenticar microfilmes de documentos ou cpias ampliadas de imagem microfilmada, conferidas mediante aparelho leitor apropriado.

    Pargrafo nico. Para o exerccio dessa atividade, o tabelionato dever estar registrado

    no Departamento de Justia do Ministrio da Justia, obedecendo legislao especfica

    em vigor.

    Art. 246. No podem ser autenticados, dentre outros documentos:

    I. os transmitidos por fac-smile, exceto os que contenham assinatura inserida aps a

    recepo do documento em papel comum que preserve o contedo;

    II. parte ou partes de documentos cuja compreenso de seu contedo dependa de sua

    leitura integral;

    III. documentos escritos a lpis ou outro meio de impresso delvel;

    IV. documentos alterados com tinta corretiva, quando a correo implique substancial

    alterao do contedo do documento (nome completo, datas, valores etc.);

    V. mensagens eletrnicas (e-mails);

    VI. pginas impressas de stios da rede mundial de computadores.

    Art. 247. As chancelas mecnicas podero ser autenticadas, desde que registradas na serventia.

    Art. 248. Para o registro da chancela mecnica, devero ser observados os seguintes requisitos:

    I. Preenchimento do carto de chancela;

    II. Arquivamento do fac-smile ou arquivo digitalizado da chancela;

    III. Descrio pormenorizada da chancela, com especificao das caractersticas gerais

    e particulares do fundo artstico.

    SUBSEO III

    DO RECONHECIMENTO DE LETRAS, FIRMAS E CHANCELAS

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 101

    Art. 249. O reconhecimento de firma (assinatura) pode ser por autenticidade ou por semelhana.

    1. Por autenticidade, o reconhecimento com a declarao expressa de que a firma

    foi aposta na presena do notrio, seu substituto ou escrevente autorizado,

    identificado o signatrio por meio de documento.

    2. Por semelhana, o reconhecimento decorrente do confronto da assinatura

    apresentada pela parte no documento com a ficha-padro depositada no cartrio

    ou, ainda, com qualquer outro documento constante do arquivo do respectivo

    notrio e, entre elas, houver similitude.

    Art. 250. O reconhecimento de firma implica to-somente em declarar a autoria da assinatura lanada, no conferindo legalidade ao documento.

    Pargrafo nico. Pode ser feito o reconhecimento de firma lanado em documento

    redigido em lngua estrangeira. Nesse caso, alm das cautelas normais, o tabelio far

    mencionar, no prprio termo de reconhecimento ou junto a ele, que o documento, para

    produzir efeito no Brasil e para valer contra terceiros, dever ser vertido em vernculo, e

    registrada a traduo.

    Art. 251. No reconhecimento de firma mencionar-se- a sua espcie (autenticidade ou semelhana), o nome do signatrio por extenso e de modo legvel, vedada a

    substituio por outras expresses, como supra, retro, infra etc. , bem como a

    identificao do escrevente autorizado que praticou o ato.

    Pargrafo nico. Na falta de declarao expressa quanto espcie de reconhecimento,

    entender-se- como realizado por semelhana.

    Art. 252. O reconhecimento da razo social declarar a firma lanada e o nome de quem a lanou, e far-se- mediante comprovao do registro do ato constitutivo da sociedade.

    Art. 253. A ficha-padro destinada ao reconhecimento de firmas conter os seguintes elementos:

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 102

    I. nome do interessado, filiao e data de nascimento;

    II. nmero e data de emisso do documento de identificao apresentado, quando

    houver, com repartio expedidora e, tambm, os nmeros de inscrio no Registro

    Geral e no Cadastro de Pessoa Fsica;

    III. data do depsito;

    IV. assinatura do interessado, aposta 2 (duas) vezes, no mnimo;

    V. nome e assinatura do atendente que verificou e presenciou o lanamento da

    assinatura na ficha-padro;

    1. A serventia dever documentar o cumprimento dos seguintes requisitos:

    a) nome do interessado, filiao e data de nascimento;

    b) nmeros de inscrio no Registro Geral e no Cadastro de Pessoa Fsica;

    c) nmero e data de emisso do documento de identificao apresentado, quando

    houver.

    2. Cumpre ao notrio preencher na ficha-padro, mediante mera declarao da parte

    interessada, as seguintes informaes: endereo, profisso, naturalidade e estado

    civil.

    3. Apresentado documento de identificao que possua prazo de validade, este no

    poder estar vencido.

    4. Os Tabelionatos esto autorizados a registrar firmas de pessoas maiores de 16

    (dezesseis) anos de idade, sendo obrigatria a apresentao do original de

    documento de identidade (Registro Geral - Cdula de Identidade; Carteira de

    Identidade Profissional de exerccio profissional expedida pelos entes criados por

    Lei Federal, nos termos da Lei n 6.206/75; ou Carteiras de Identidade expedidas

    pelo Exrcito, Marinha e Aeronutica, Carteira de Trabalho expedida pela

    Previdncia Social, modelo atual; Cdula de Identidade de Estrangeiro; Carteira

    Nacional de Habilitao, modelo atual, com prazo de validade em vigor; ou

    Passaporte que, na hiptese de estrangeiro, dever estar com prazo do visto no

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 103

    expirado); carto ou nmero do CPF/MF (se no constar da Carteira de

    Identidade); bem como qualquer outro documento que possua, por lei, valor

    idntico. Para a abertura de ficha-padro, vedada a apresentao destes

    documentos danificados ou replastificados.

    Art. 254. Na abertura da ficha padro, poder o notrio utilizar leitura biomtrica digital e a imagem facial do interessado no sistema eletrnico.

    1. Os autgrafos e assinaturas, o registro e leitura biomtrica da impresso digital do

    dedo, para registros de firmas, sero colhidos, exclusivamente, na presena do

    Tabelio titular, ou seu substituto, ou, ainda, de escrevente regularmente autorizado

    pelo Tabelio a proceder ao reconhecimento de firmas, cujo registro e digitalizao

    sero gerados e armazenados em meio totalmente eletrnico e inviolvel,

    possibilitando, desta forma, uma maior segurana na prtica do reconhecimento de

    firma.

    2. O registro ou leitura biomtrica da impresso digital do dedo sero colhidos

    utilizando-se, inicialmente o dedo indicador, ou na sua falta, em ordem

    preferencial, o dedo polegar, mdio, anelar e mnimo, da mo direita, ou em sua

    falta, da mo esquerda.

    Art. 255. Quando o interessado for portador de deficincia visual, esta circunstncia ser anotada

    na ficha-padro.

    Art. 256. No caso de menor relativamente incapaz, maior de 16 (dezesseis) e menor de 18 (dezoito) anos, ser anotada na ficha-padro a menoridade civil.

    Art. 257. O preenchimento da ficha-padro somente poder se dar na serventia.

    1. Comprovada a impossibilidade de o interessado comparecer na serventia, o notrio

    poder preench-la e colher a assinatura em outro local, bem como proceder

    leitura biomtrica da digital se possuir adequado equipamento para tal

    cumprimento, autorizada a cobrana de emolumentos referentes diligncia e,

    quando utilizada, conduo.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 104

    2. A renovao da ficha-padro somente pode ser exigida nas hipteses de alterao

    do padro de assinatura anteriormente depositado, mudana na biometria digital ou

    necessidade de atualizao dos dados obrigatrios.

    Art. 258. obrigatrio o reconhecimento por autenticidade nos documentos e papis que visem

    alienar veculos automotores e prestar aval, ou fiana com renncia ao benefcio de

    ordem.

    Art. 259. vedado o reconhecimento de firma em documentos sem data, datas futuras,

    incompletos ou que contenham, no contexto, espaos em branco.

    1. Se o instrumento contiver todos os elementos do ato, pode o Tabelio ou escrevente

    autorizado reconhecer a firma de apenas uma das partes, no obstante faltar a

    assinatura da outra, ou das outras.

    2. O Tabelio poder efetuar o reconhecimento de letra ou firma em papel

    parcialmente preenchido, quando o preenchimento for exclusivo do rgo ou

    estabelecimento que o emitiu, descrevendo o verificado e indicando os espaos no

    preenchidos.

    Art. 260. Cuidando-se de pessoa relativamente incapaz, o reconhecimento no ser feito em documentos cuja validade exija a assistncia dos pais ou responsveis.

    Art. 261. No reconhecimento de firma por autenticidade, dever o notrio proceder ao

    preenchimento do livro ou do Termo de Comparecimento, que conter o nome e a

    assinatura do interessado, o documento de identificao, a data do comparecimento na

    serventia e a indicao do documento onde a firma foi lanada.

    1. O livro de comparecimento ou o Termo de Comparecimento sero arquivados no

    Tabelionato pelo perodo de 05 (cinco) anos.

    2. No so devidos emolumentos pelo preenchimento do Termo de Comparecimento.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 105

    Art. 262. permitida a digitalizao da ficha-padro, por meio eletrnico, para fins de reconhecimento de firma, permanecendo o original arquivado na serventia.

    Art. 263. O registro da chancela mecnica observar os seguintes requisitos:

    I. preenchimento da ficha-padro destinada ao reconhecimento de firmas;

    II. arquivamento na serventia do fac-smile da chancela;

    III. declarao do dimensionamento do clich;

    IV. descrio pormenorizada de chancela, com especificao das caractersticas gerais

    e particulares do fundo artstico.

    Pargrafo nico. A conferncia da chancela aposta em documento ato de

    reconhecimento de firma por semelhana.

    SUBSEO IV

    DO SINAL PBLICO

    Art. 264. Os documentos de outras localidades, pblicos ou particulares, referidos nos atos notariais, devero ter suas firmas reconhecidas na comarca de origem ou naquela em que

    iro produzir seus efeitos, salvo os assinados judicialmente.

    Art. 265. Os Tabelies de Notas e os Registradores Civis com atribuies notariais remetero ao Colgio Notarial do Brasil Conselho Federal (CNB-CF), por meio da Central Notarial

    de Servios Eletrnicos Compartilhados CENSEC, cartes com seus autgrafos e os

    dos seus prepostos autorizados a subscrever traslados e certides, reconhecer firmas e

    autenticar cpias reprogrficas, para o fim de confronto com as assinaturas lanadas nos

    instrumentos que forem apresentados.

    Pargrafo nico. Com idntica finalidade enviaro os cartes de autgrafos aos

    Registros de Imveis e Tabelionatos de Protestos.

    Art. 266. So consideradas vlidas as cpias dos atos notariais escriturados nos livros do servio

    consular brasileiro, produzidas por mquinas fotocopiadoras, quando autenticadas por

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 106

    assinatura original de autoridade consular brasileira.

    Pargrafo nico. No se aplicaro a estes atos as restries do Art. 264, supra.

    SUBSEO V

    DO REGISTRO DE ASSINATURA MECNICA

    Art. 267. O registro de assinatura mecnica ser no tabelionato da sede da comarca do domiclio do usurio, facultado nos tabelionatos de outras comarcas.

    Pargrafo nico. Havendo mais de um tabelionato, permite-se o registro em qualquer

    um deles e em quantos o usurio desejar.

    Art. 268. O usurio interessado no registro requerer ao Tabelio, discriminando:

    I. o nome e domiclio do requerente;

    II. o nmero de inscrio no Cadastro de Pessoa Fsica, se pessoa fsica, ou no

    Cadastro Nacional de Pessoas Jurdicas, se pessoa jurdica;

    III. a descrio pormenorizada da assinatura mecnica;

    IV. o dimensionamento do clich;

    V. as caractersticas gerais e particulares do fundo artstico;

    VI. a finalidade.

    Pargrafo nico. O requerente poder ser pessoa fsica ou jurdica.

    Art. 269. Instruir o requerimento o fac-smile da assinatura mecnica e exemplar do autgrafo de prprio punho devidamente abonado.

    Pargrafo nico. Ao exemplar da assinatura de prprio punho, abonada pelos meios

    regulares e usuais, acompanhar o nmero do registro geral da Cdula de Identidade do

    autor da assinatura.

    Art. 270. Acolhido o pedido, autuado, examinada a regularidade, o Tabelio certificar a data do

    recebimento e, nesta se considerar efetuado o registro.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 107

    Art. 271. O Tabelio arquivar os expedientes do registro de assinatura mecnica, numerados em ordem cronolgica de registro e acondicionados em classificadores apropriados.

    SEO VII

    DA CERTIFICAO DIGITAL

    SUBSEO I

    DAS DISPOSIES GERAIS

    Art. 272. Para a prtica de atos notariais no meio eletrnico, os Notrios devero observar as normas tcnicas do Instituto Nacional de Tecnologia da Informao ITI e da

    Infraestrutura de Chaves Pblicas Brasileira ICP-Brasil e legislao pertinente

    matria.

    Art. 273. Os Notrios devero dispor de um endereo postal eletrnico e de certificados digitais para o exerccio de suas atividades no meio eletrnico.

    1. Os certificados digitais devero ser emitidos por autoridade certificadora digital

    com sede no pas. Para os documentos assinados digitalmente com certificados

    emitidos fora do mbito da Infraestrutura de Chaves Pblicas Brasileira ICP -

    Brasil, a validade jurdica depender da aceitao das partes envolvidas.

    2. O documento eletrnico assinado digitalmente por Notrio goza de f pblica.

    Art. 274. Os atos notariais formados em meio eletrnico e, consequentemente seus arquivos, constituem informao autntica.

    Art. 275. O documento notarial eletrnico assinado digitalmente satisfaz os requisitos da forma escrita.

    Art. 276. Os livros e documentos notariais podem ser formados e conservados em forma eletrnica, garantida a segurana e a preservao dos dados.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 108

    Art. 277. O certificado e a assinatura digital do Notrio so vlidos, independente de selo, carimbo, tipo, marca ou autoridade certificadora emissora do certificado.

    Art. 278. O ato notarial assinado vlido e goza de f pblica derivada de lei, independe de selo,

    carimbo ou tipo de ferramenta mecnica ou eletrnica utilizada para sua lavratura.

    Art. 279. O Tabelio de Notas poder identificar e qualificar pessoas, atestar a capacidade, enviar dados para autoridades certificadoras digitais, sendo vlido o certificado digital gerado a

    partir destes dados e sua correspondente utilizao conter a presuno de veracidade.

    SUBSEO II

    DOS ATOS NOTARIAIS NO MEIO ELETRNICO

    Art. 280. O Tabelio de Notas poder efetuar atos notariais eletrnicos utilizando tecnologia de certificao digital.

    Art. 281. Entender-se- por atos notariais eletrnicos, dentre outros, os seguintes, a saber:

    I. registro de assinatura eletrnica e de certificado digital o arquivamento no

    Tabelionato de Notas de certificado digital de pessoa fsica ou jurdica e respectiva

    assinatura eletrnica;

    II. reconhecimento de firma digital impressa a declarao, pelo Tabelio de Notas,

    que a representao em papel de determinada assinatura digital, correspondente a

    certo certificado digital;

    III. reconhecimento de firma digital em documento eletrnico a declarao, pelo

    Tabelio de Notas, que determinado documento eletrnico foi assinado

    digitalmente com a utilizao de um certificado digital emitido para certa pessoa

    fsica ou jurdica;

    IV. autenticao de cpia eletrnica a atribuio de autenticidade, pelo Tabelio de

    Notas, a um documento eletrnico digitalizado, cujo original papel, ou, ainda, a

    atribuio de autenticidade a cpia eletrnica cujo original um documento

    eletrnico digital;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 109

    V. autenticao de cpia de documento com assinatura eletrnica a atribuio de

    autenticidade, pelo Tabelio de Notas, a uma cpia fsica (papel) cujo original /foi

    gerado e assinado eletronicamente;

    VI. autenticao de cpia expedida em meio digital a atribuio de autenticidade,

    pelo Tabelio de Notas, a determinada cpia de documento eletrnico digital ou

    digitalizado, expedida por ele digitalmente;

    VII. autenticao de cpia impressa de documento eletrnico web, a atribuio de

    autenticidade, pelo Tabelio de Notas, a uma cpia fsica (papel) cujo original

    uma pgina eletrnica disponvel na rede mundial de computadores (Internet);

    VIII. autenticao de cpia impressa de documento eletrnico digitalizado a atribuio

    de autenticidade, pelo Tabelio de Notas, a uma cpia fsica (papel) correspondente

    a determinado documento eletrnico digitalizado, previamente conferido e

    autenticado por Notrio;

    IX. reconhecimento de pgina eletrnica por Tabelio de Notas a declarao atravs

    de ato notarial, da existncia de determinada pgina eletrnica na rede mundial de

    computadores (Internet) e seus respectivos responsveis.

    Art. 282. O Tabelio de Notas poder solicitar busca por certides ou informaes de outros Servios Notariais ou Registrais, em seu nome ou para terceiros por meio eletrnico,

    incidindo, sobre o ato praticado, emolumentos e taxas.

    CAPTULO III

    DOS LIVROS NOTARIAIS

    Art. 283. O tabelionato ter os livros de:

    I. escrituras diversas;

    II. escrituras de Inventrios, partilhas e divrcios extrajudiciais;

    III. procuraes;

    IV. substabelecimentos de procuraes;

    V. testamentos, para escrituras pblicas de testamento, suas revogaes e para o

    registro das aprovaes de testamento cerrado;

    VI. atas notariais; e

    VII. Livro ndice, mediante fichas ou por meio de banco de dados informatizado.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 110

    Pargrafo nico. Os livros de que trata este artigo, quando gerados eletronicamente e

    mantidos em arquivos permanentes, sero abertos e encerrados, dispensado o

    encadernamento.

    Art. 284. Os notrios usaro livros no padro folhas soltas, atravs de sistema informatizado, para posterior encadernao, e para a expedio dos traslados e certides; e, devero atender

    aos modelos estabelecidos no presente Cdigo e demais normas das Corregedorias da

    Justia.

    1. As folhas dos livros devero seguir o padro de tamanho A-4, com gramatura

    mnima de 90 g/m (noventa gramas por metro quadrado), contendo no mximo de

    200 (duzentas) folhas por livro.

    2. Admitir-se- que o livro em uso ultrapasse o nmero de 200 (duzentas) folhas

    apenas na hiptese de ser necessria, para a lavratura de um ato notarial iniciado

    antes da folha 200 (duzentos), a utilizao de mais nmero de folhas para a sua

    finalizao, devendo o livro ser imediatamente encerrado, aps a lavratura do ato.

    3. Dever constar impressa, previamente, em todas as folhas soltas dos livros, a

    identificao do Servio Notarial, o nome do titular, o endereo da sede, nmero

    do telefone, o endereo eletrnico e/ou do stio na Internet, se houver, e a

    logomarca do Tabelionato.

    4. As folhas soltas dos livros, impressas segundo as especificaes determinadas no

    presente artigo, devero ser mantidas em depsito seguro no Tabelionato de Notas,

    sendo vedada a sua circulao ou retirada das instalaes do Tabelionato, salvo

    autorizao expressa da Corregedoria competente.

    5. Todo livro de folhas soltas utilizado no Servio Notarial dever conter termos de

    abertura, que ser na folha 1 (um) de encerramento, sempre que possvel, na folha

    200 (duzentos), assinados pelo titular do Servio e estar rubricado em todas as

    folhas.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 111

    Art. 285. Poder ser adotado livro de folhas soltas para testamentos.

    1. Aberto o livro de folhas soltas este ter todas as suas folhas rubricadas pelo titular

    do tabelionato.

    2. Os testamentos pblicos, suas revogaes e as aprovaes de testamentos cerrados

    podero ser escritos mecanicamente, com a utilizao de mquina de escrever ou

    sistema informatizado.

    Art. 286. Os livros de escriturao no padro de folhas soltas sero abertos sempre na ordem numrica crescente, com denominao de acordo com a espcie, contendo termo de

    abertura assinado pelo oficial titular na data de lavratura do primeiro ato, com todas as

    folhas numeradas, atravs do prprio sistema ou programa de informtica, de modo que

    assegure o cumprimento da estrita ordem cronolgica de execuo dos atos notariais.

    1. O termo de abertura de cada livro dever conter:

    a) a data da abertura do livro;

    b) os dados de identificao do Servio Notarial e do titular responsvel;

    c) o nmero de ordem do livro e a sua espcie ou destinao;

    d) a quantidade de folhas do livro;

    e) a assinatura com o sinal pblico do titular da serventia;

    2. Aps a lavratura dos atos notariais, com o nmero do protocolo e as folhas

    numeradas pelo sistema informatizado, sero estes assinados pelo tabelio, o

    escrevente que lavrou a escritura e demais pessoas que compareceram ao ato

    somente na ltima pgina, devendo o titular da serventia rubricar todas as folhas do

    livro manualmente, por chancela mecnica ou outro dispositivo eletrnico que

    assegure a inviolabilidade do ato posteriormente sua escriturao.

    3. Os nmeros de protocolo dos atos notariais no se interrompero ao final de cada

    livro, continuando ilimitadamente nos prximos da mesma ou de outra espcie ou

    destinao.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 112

    4. Ocorrendo a vacncia do Servio Notarial sem modificao da situao de

    competncia ou atribuies, a numerao dos livros posteriores dever seguir,

    rigorosamente, a ordem at ento adotada.

    5. No caso de criao de novo Servio, ou de desdobramento de competncias do

    Servio Notarial situadas em uma mesma comarca, a numerao dos livros ser

    iniciada pelo novo titular sem qualquer vinculao com a sequncia anterior.

    Art. 287. Nos Servios Notariais informatizados, nos quais a numerao e a sequncia dos livros

    sejam automaticamente determinadas pelo programa de computador utilizado, somente

    ser permitida a abertura e uso de um nico livro para cada espcie de ato notarial, que

    servir para escriturao simultnea pelo titular e por todos os seus substitutos e

    escreventes.

    Art. 288. As folhas soltas dos livros, contendo a escriturao dos atos lavrados, assinadas pelo tabelio, o escrevente que lavrou a escritura e demais pessoas as quais compareceram ao

    ato, ficaro guardadas ou acondicionadas em pastas colecionadoras, sendo somente

    retiradas quando enviadas para encadernao, aps o seu devido encerramento.

    Art. 289. Nos livros de folhas soltas, cujos atos tenham sido lavrados em sistema informatizado, logo que concludo ou formalizado o ltimo ato, lavrar-se- o respectivo termo de

    encerramento, o qual conter:

    I - a data do encerramento do livro;

    II - os dados de identificao da serventia e do titular responsvel;

    III - o nmero de ordem do livro e sua espcie ou destinao;

    IV - a quantidade de folhas do livro efetivamente preenchidas;

    V- os incidentes ou excees ocorridos na escriturao do livro;

    VI - a assinatura com o sinal pblico do titular da serventia.

    1. Aps a lavratura do termo de encerramento, o livro deve ser encadernado no prazo

    mximo de 90 (noventa) dias, aps a lavratura ou registro do ltimo ato nele

    constante.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 113

    2. A encadernao ser do tipo editorial, com lombada em material duro ou resistente,

    que identificar a espcie do livro e sua numerao, vedada a utilizao de grampo

    ou parafuso para fins de acondicionamento.

    Art. 290. Os livros, fichas, documentos, papis, microfilmes, arquivo digital e sistemas de computao devero permanecer sempre sob a guarda e responsabilidade do titular do

    Servio Notarial, que zelar por sua ordem, segurana e conservao.

    Pargrafo nico. Se houver necessidade de serem periciados, o exame dever ocorrer na

    prpria sede do Servio, em dia e hora antes designados, com cincia do titular e

    autorizao do juzo competente.

    CAPTULO IV

    DA LAVRATURA DOS ATOS NOTARIAIS

    SEO I

    DAS DISPOSIES PRELIMINARES

    Art. 291. Antes da lavratura de quaisquer atos, os Tabelies e quantos exeram funes notariais devero:

    I identificar, por qualquer meio admitido em Direito, as partes e demais

    comparecentes;

    II exigir, quando sejam partes pessoas jurdicas, os documentos comprobatrios da

    sua existncia legal, das respectivas representaes e presentaes;

    III examinar as procuraes e substabelecimentos, quando algum dos comparecentes

    for representado por procurador, para verificar a legitimidade da representao e

    se os poderes so suficientes para a prtica do ato;

    IV aferir os documentos relativos propriedade dos imveis e exigir a apresentao

    de certido atualizada do Registro de Imveis, cujo prazo de validade, para este

    fim, ser de 30 (trinta) dias da data da expedio;

    V exigir a apresentao de alvar para os atos sujeitos autorizao judicial, como

    no caso de subrogao de gravames, ou quando sejam partes esplio, massa

    falida, concordatria, herana jacente ou vacante, incapazes etc.;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 114

    VI impor a exibio, quando devida, de certides fiscais e comprovantes de

    pagamento do laudmio e do imposto de transmisso;

    VIII exigir a apresentao, nos atos relativos a imveis rurais, dos Certificados de

    Cadastro, acompanhados das provas de quitao do imposto territorial rural

    referente aos cinco ltimos exerccios;

    IX na aquisio de imveis rurais por estrangeiros, solicitar, quando obrigatria, a

    autorizao das autoridades competentes.

    Pargrafo nico. Para fins de cautela, capaz de propiciar publicidade relao negocial

    encetada em negcios imobilirios, a parte interessada ou o Tabelio, quando da

    solicitao da certido da situao jurdica do imvel, podero requer-la ao Oficial do

    Registro de Imveis por escrito, assinalando sua finalidade, se para alienao ou

    onerao, indicando as partes contratantes e a natureza do negcio, com vistas

    protocolizao e averbao na matrcula ou margem da transcrio do imvel.

    Art. 292. Ao lavrar escritura ou substabelecimento, utilizando-se procurao pblica oriunda de outra serventia, apresentada sempre no original, dever o tabelio consignar no texto a

    origem do instrumento, bem como a data e o nmero do livro e folhas onde o mandato

    foi outorgado.

    1. Caso a procurao ou substabelecimento originrios de outra serventia tenham sido

    lavrados h mais de 90 (noventa) dias, o tabelio deve exigir a apresentao de

    certido atualizada, ou confirmar, perante a serventia responsvel, por meio

    telefnico, postal, via fax ou correio eletrnico (e-mail), a validade e vigncia do

    instrumento de mandato.

    2. Quando a procurao ou substabelecimento houver sido lavrada em serventia de

    outro Municpio ou Estado, distinto da localidade de residncia das partes, ou que

    no coincida com a localizao do imvel objeto da transao, o tabelio dever

    solicitar, atravs de fax, por correio eletrnico (e-mail) ou via postal, com aviso de

    recebimento (AR), a confirmao da emisso e validade do instrumento de

    mandato, mantendo em arquivo o documento de confirmao.

    3. Os substabelecimentos sucessivos no tero limitao quanto a quantidade.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 115

    Art. 293. vedado o uso de instrumento particular de mandato ou substabelecimento para a lavratura de ato em que a lei exija escritura pblica.

    Pargrafo nico. Para atos de representao que no importem em alienao ou

    onerao de direitos reais sobre imveis, o instrumento particular de mandato ser

    admitido desde que com firma reconhecida do outorgante.

    Art. 294. O registro de procuraes pblicas oriundas de outras serventias ser feito mediante o

    arquivamento, em meio fsico ou digital, das procuraes pblicas apresentadas pelas

    partes, no original, para a lavratura de atos no tabelionato.

    Art. 295. A procurao lavrada por embaixada ou rgo consular do Brasil equiparada, para

    todos os efeitos legais, ao instrumento pblico, dispensado o reconhecimento da firma da

    autoridade diplomtica signatria.

    Art. 296. Para a lavratura de escrituras relativas a imveis, o ttulo anterior deve estar registrado no Registro de Imveis, a fim de preservar o princpio da continuidade registral.

    Pargrafo nico. Excepciona-se essa obrigatoriedade na hiptese de negcios

    simultneos ou imediatamente sucessivos, quando se observar exigncia da

    formalidade com referncia ao ttulo dominial desses negcios.

    Art. 297. Exceto nas hipteses de no-incidncia, imunidade e iseno no sero lavradas escrituras pblicas relativas a atos sujeitos ao imposto de transmisso, sem a prova do

    pagamento dos tributos devidos.

    Art. 298. Para a lavratura de escritura de cesso de direitos hereditrios, relativos bem imvel certo e determinado, necessrio o prvio recolhimento do imposto de transmisso.

    Art. 299. Para a transferncia onerosa entre vivos de domnio de terrenos da Unio (aforamento), ou de direitos sobre benfeitorias neles construdas (ocupao), ou cesso de direitos a

    eles relativos, o alienante, foreiro ou ocupante, inscrito no Servio do Patrimnio da

    Unio, quando constante do ttulo de domnio, dever:

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 116

    I. comprovar o pagamento do laudmio, taxa de 5% (cinco por cento) do valor

    declarado, equivalente ao valor do domnio pleno do terreno e das benfeitorias nele

    existentes;

    II. apresentar ao tabelionato o contrato de aforamento, a averbao ou o Termo de

    Transferncia e, em caso de ocupao, a Certido de Inscrio, em que figure o

    alienante como foreiro ou ocupante;

    III. apresentar a autorizao da Secretaria do Patrimnio da Unio, devidamente

    transcrita no corpo da escritura respectiva.

    Art. 300. No caso de transmisso de domnio til (aforamento) de imvel do Estado, quando inscrito no departamento de Patrimnio do Estado e constante do ttulo de domnio, ser

    exigvel tambm a prova do pagamento do laudmio e da concesso da licena, se

    devido.

    Art. 301. Os Tabelies devem abster-se de lavrar escrituras correlativas a negcios jurdicos de alienao de fraes ideais, quando, base de dados objetivos, constatarem ocorrncia

    de fraude ou infringncia Lei n 6.766, de 19 de dezembro de 1979 ou legislao

    especfica e ao ordenamento positivo normatizador do parcelamento do solo urbano e

    protetivo da zona rural, prejudiciais aos mananciais de fauna e de flora e a fim de

    proteger os ecossistemas contra a predao e a destruio, causadas pela ocupao

    desorganizada e sem fiscalizao na execuo dos condomnios rurais para fins de lazer.

    1. Tipifica-se como frao ideal a resultante do desdobramento do imvel em partes

    no localizadas e a permanecerem contidas dentro da rea original, mas em razo

    da alienao acarretam a formao de condomnio.

    2. As fraes podem estar expressas, indefinidamente, em percentuais, fraes

    decimais ou ordinrias ou em rea (metros quadrados, hectares etc.).

    3. Entre outros fatores objetivos a serem considerados, h os da disparidade entre a

    rea fracionada e a do todo maior, forma do pagamento do preo em prestaes,

    critrios de resciso contratual, de sorte que a interpretao de dados autorize

    reconhecer configurao de loteamento dissimulado.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 117

    4. O disposto neste item no se aplica aos condomnios institudos e constitudos sob a

    gide da Lei n 4.591/64, eis que previstos e tutelados por legislao especial.

    Art. 302. A formao de condomnios por atos inter vivos sobre imveis rurais somente ser admitida se conservada a destinao rural do imvel, para fins de explorao

    agropecuria ou extrativa.

    Art. 303. Se houver indcios suficientes ou evidncia de loteamento de fato, aos Notrios cumpre

    encaminhar notcia ao representante do Ministrio Pblico, anexando documentao

    disponvel.

    SEO II

    DA ESCRITURAO

    Art. 304. A escriturao dos livros ser realizada, atravs de programas e sistemas informatizados, com registro digital em arquivo magntico e, transferido para as folhas soltas

    padronizadas atravs de impresso eletromecnica.

    1. A impresso far-se- com tinta preta e nitidez suficiente;

    2. O papel destinado impresso do texto no conter desenhos, gravuras, brases,

    logomarcas ou quaisquer figuras e escritos de fundo, com contraste que

    impossibilite ou prejudique a nitidez do contedo do texto na reproduo por

    fotocpia;

    3. Os atos sero escriturados em letra ou fonte Arial, Times New Roman ou Verdana,

    de tamanho mnimo de 12 (doze) e mximo de 14 (quatorze) pontos;

    4. As folhas dos livros, dos traslados e certides devero ser escrituradas e impressas

    em frente e verso.

    Art. 305. A redao ser em linguagem clara, precisa e lgica, em ordem cronolgica.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 118

    1. As palavras sero empregadas no sentido usual, corrente, de modo a facilitar a

    compreenso e no originar dvidas.

    2. A escriturao deve ser seguida, sem claros ou espaos em branco.

    3. No so admitidas abreviaturas em palavras ou nomes de pessoas, seno quando

    autorizadas por lei.

    4. A data da escritura e os nmeros representativos de dimenses ou quantidades sero

    grafados por extenso, com a repetio em algarismos, para maior clareza.

    5. As medidas sero expressas em unidades do sistema mtrico decimal, sob pena de

    nulidade do ato.

    6. As emendas, rasuras, borres, riscaduras e entrelinhas sero ressalvados no fim do

    texto e antes da subscrio, com referncia sua natureza e localizao.

    7. Se o defeito ou omisso for verificado aps a assinatura, em havendo espao a

    seguir, ser feita a corrigenda em tempo e, nova subscrio; mas, se no existir,

    dever ser feita retificao em ato prprio, com a participao de todos os

    anteriores intervenientes no ato.

    Art. 306. No admissvel inserir nos livros notariais documentos avulsos, exceto no de atas notariais, como oramentos, mapas etc., mas sero transcritos na prpria escritura, ou, se

    estiverem registrados no Registro de Ttulos e Documentos, consignar-se- na escritura o

    nmero do registro.

    Art. 307. Utilizado instrumento de mandato de origem estrangeira, ser feita referncia, no ato, ao livro e folha do Registro de Ttulos e Documentos onde foi registrado, aps a sua

    devida traduo para a lngua nacional realizada por tradutor juramentado.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 119

    SEO III

    DAS DISPOSIES FINAIS

    Art. 308. Os documentos mencionados nas escrituras quando da sua lavratura sero arquivados no

    Tabelionato de Notas, de forma a assegurar pronto acesso e consulta, no sendo exigvel

    sua reapresentao no cartrio de Registro de Imveis competente.

    1. O Tabelio fica desobrigado de manter no tabelionato o original ou cpias

    autenticadas das certides fiscais e das certides de aes reais e pessoais

    reipersecutrias, relativas aos imveis e a de nus reais, uma vez que transcreva na

    escritura os elementos necessrios sua identificao, mas, nesse caso, as certides

    acompanharo o traslado da escritura.

    2. O arquivamento poder ser substitudo pela microfilmagem ou arquivo digital dos

    documentos, observada a legislao pertinente.

    Art. 309. Podero ser incinerados ou eliminados, pela forma mais conveniente, a critrio do Tabelio, os comprovantes de tributos, as certides negativas relativas a escrituras e os

    talonrios de emolumentos dos ltimos cinco (05) anos, salvo obrigao de conserv-los,

    por fora da legislao tributria.

    Art. 310. As escrituras pblicas, como atos formados exclusivamente em decorrncia da vontade das partes, podero ser corrigidas:

    I. Por aditamento: os erros, as inexatides materiais e as irregularidades, constatveis

    documentalmente e, desde que no modificada a declarao de vontade das partes

    nem a substncia do negcio jurdico realizado, de ofcio ou a requerimento das

    partes, ou de seus procuradores, devendo o aditamento ser lavrado no livro de

    notas e subscrito apenas pelo tabelio, a respeito da qual se far remisso no ato

    retificado.

    II. Por reti-ratificao: pela lavratura de escritura prpria de reti-ratificao, para

    suprir ou corrigir elemento substancial, indispensvel eficcia plena do ato. Esta

    escritura conter a assinatura de todos quantos participaram do ato, permitida, em

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 120

    caso de falecimento, a substituio das partes, por seus sucessores legais, ou pelo

    inventariante, ou na cesso de direitos, pelos cessionrios.

    1. So considerados erros, inexatides materiais e irregularidades, exclusivamente:

    a) omisses e erros cometidos na transposio de dados constantes dos

    documentos exibidos para lavratura do ato notarial, desde que arquivados na

    serventia, em papel, microfilme ou documento eletrnico;

    b) erros de clculo matemtico;

    c) omisses e erros referentes descrio e caracterizao de bens individuados

    no ato notarial;

    d) omisses e erros relativos aos dados de qualificao pessoal das partes e das

    demais pessoas que compareceram ao ato notarial, se provados por documentos

    oficiais.

    2. Quando a correo for feita por aditamento ou por reti-ratificao, o tabelio dever

    fazer remisso recproca nos dois atos, e se for o caso, comunicar, incontinenti, ao

    tabelio que lavrou o primeiro ato, para que seja feita tal observao.

    3. Nas escrituras tornadas sem efeito, ou corrigidas em decorrncia de erro imputvel

    ao tabelio, dever-se- certificar os motivos, datando e assinando o ato, observada

    a Lei de Emolumentos.

    Art. 311. Mediante ato aditivo, s por ele subscrito, e se na forma e substncia no for alterada a vontade das partes, o Tabelio poder suprir omisses e corrigir enganos ou erros de

    grafia cometidos em escritura pblica.

    Art. 312. Nas escrituras declaradas sem efeito, o Tabelio certificar as causas e motivos, datar e assinar o ato, sendo exigveis os emolumentos respectivos se atribuveis a culpa s

    partes.

    Pargrafo nico. Na situao descrita proibido fornecer certido ou traslado sem

    ordem judicial.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 121

    Art. 313. O Tabelio comunicar Secretaria da Receita Federal, mediante preenchimento da Declarao Sobre Operao Imobiliria, alienaes ou aquisies de imveis, na

    forma prescrita em lei ou atravs de Instruo da Secretaria da Receita Federal.

    Art. 314. O Tabelio dever incluir dados especficos e emitir informaes, com observncia dos procedimentos descritos no Provimento n 18 do CNJ - Conselho Nacional de Justia,

    dos atos notariais relativos a escrituras pblicas, procuraes pblicas e testamentos

    pblicos, inclusive quanto aos atos previstos na Lei n 11.441, de 4 de janeiro de 2007, e

    no art. 10 da Resoluo n 35/2007 do CNJ - Conselho Nacional de Justia, ou seja,

    inventrio, partilha, separao consensual e divrcio consensual, por ele praticados,

    viabilizando sua rpida e segura localizao, acessando o Portal do CENSEC - Central

    Notarial de Servios Eletrnicos Compartilhados, disponvel por meio do Sistema de

    Informaes e Gerenciamento Notarial SIGNO e publicada sob o domnio

    www.censec.org.br, desenvolvida, mantida e operada pelo Colgio Notarial do Brasil

    Conselho Federal (CNB/CF).

    CAPTULO V

    DO TABELIO E OFICIAL DO REGISTRO DE

    CONTRATOS MARTIMOS E FLUVIAIS

    Art. 315. Aos Tabelies e Oficiais de Registro de Contratos martimos e fluviais compete:

    I- lavrar os atos, contratos e instrumentos relativos a transaes de embarcaes a

    que as partes devam ou queiram dar forma legal de escritura pblica;

    II- registrar os documentos da mesma natureza;

    III- reconhecer firmas e documentos destinados a fins de direito martimo ou fluvial;

    IV- expedir traslados e certides;

    Pargrafo nico. No se incluem, dentre as atribuies do servio de notas e contratos

    martimos e fluviais, o registro da propriedade da embarcao.

    Art. 316. O Tabelio de Notas e Contratos Martimos e Fluviais observar, no que couber, as disposies deste Cdigo de Normas e s normas de carter geral.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 122

    TTULO III

    DO TABELIONATO DE PROTESTO DE TTULOS

    E OUTROS DOCUMENTOS DE DVIDA

    CAPTULO I

    DA APRESENTAO DO DOCUMENTO

    Art. 317. Os servios concernentes ao protesto extrajudicial, garantidores da autenticidade,

    publicidade, segurana e eficcia dos atos jurdicos, ficam sujeitos ao regime especial

    estabelecido na Lei n. 9.492, de 10 de setembro de 1997, bem como Lei n 8.935, de

    18 de novembro de 1994.

    Art. 318. Compete, privativamente, ao Tabelio de Protesto de Ttulos, na tutela dos interesses pblicos e privados:

    I. protocolar de imediato os ttulos e documentos de dvida para prova do

    descumprimento da obrigao, intimar os devedores, efetuando o acolhimento da

    devoluo ou do aceite e receber o pagamento do ttulo e de outros documentos de

    dvida;

    II. lavrar e registrar o protesto, acatar a desistncia do credor em relao ao mesmo e

    proceder ao cancelamento do protesto e s averbaes, de ofcio ou a requerimento

    do interessado, de retificaes de erros materiais pelo servio e as alteraes

    necessrias para atualizao dos registros efetuados, e;

    III. prestar informaes e fornecer certides relativas a todos os atos praticados.

    Art. 319. Qualquer documento representativo de obrigao econmica pode ser levado a protesto, para prova da inadimplncia; para fixao do termo inicial dos encargos, quando no

    houver prazo assinado; ou para interromper o prazo de prescrio.

    1. O protesto no ser tirado:

    I. se for verificada qualquer irregularidade formal antes ou aps a protocolizao

    do ttulo;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 123

    II. se o apresentante desistir do protesto;

    III. se o ttulo for pago no Tabelionato;

    IV. no caso de sustao, por ordem judicial.

    2. No se poder tirar protesto por falta de pagamento de Letra de Cmbio contra o

    sacado no aceitante.

    3. Os contratos de cmbio podero ser recepcionados por meio eletrnico, desde que

    realizada, em qualificao, conferncia das assinaturas digitais com emprego do

    aplicativo CADIC, programa especfico disponibilizado pelo Banco Central do

    Brasil, observadas as respectivas normas e instrues de uso expedidas pela

    referida instituio.

    4. Caso seja apresentado o original e ainda existam parcelas vincendas, aplicar-se- a

    disposio contida no Art. 363, 4.

    5. Os documentos de dvida assinados digitalmente podero ser enviados a protesto

    sob forma eletrnica.

    6. A indicao da Cdula de Crdito Bancrio deve conter declarao do apresentante

    de posse da nica via negocivel.

    7. Quando feito por indicao, o protesto de fatura de servios pblicos fiscalizados

    por Agncia Reguladora faculta-se declarao de que os comprovantes

    correspondentes permanecem em poder do credor, com o compromisso de exibio

    a qualquer momento se exigidos.

    8. Para apresentantes particulares, ser previamente preenchido formulrio de

    apresentao, conforme modelo padronizado, desenvolvido pelo Instituto de

    Estudos de Protesto de Ttulos do Brasil - Seo do Estado da Bahia, ou pelo

    servio de distribuio de ttulos, onde houver, em duas vias, uma para

    arquivamento e outra para lhe ser devolvida como recibo, sendo de sua

    responsabilidade as informaes consignadas, incluindo as caractersticas

    essenciais do ttulo ou documento de dvida e os dados do devedor.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 124

    9. Para o usurio j cadastrado, poder o Tabelio dispensar as formalidades

    indicadas no pargrafo anterior, observadas as demais disposies.

    10. Onde houver mais de um Tabelio de Protesto, o formulrio de apresentao ser

    entregue ao servio de distribuio, que restituir, com a devida formalizao, a via

    destinada a servir de recibo.

    11. Fica dispensado o preenchimento do formulrio de apresentao de que trata o

    8 deste artigo, se existir prvio convnio firmado entre os tabelies e os

    apresentantes-credores, especialmente a rede bancria, fixando-lhes as

    responsabilidades, bem como na hiptese de envio a protesto das indicaes dos

    ttulos e documentos de dvida por meio magntico ou de gravao eletrnica de

    dados, sendo de inteira responsabilidade do apresentante os dados fornecidos,

    ficando a cargo dos Tabelionatos a mera instrumentalizao das mesmas.

    Art. 320. O documento ser apresentado ao Tabelio de Protesto do lugar do pagamento nele declarado, ou, na falta de indicao, do lugar do domiclio do devedor, segundo se inferir

    do ttulo ou conforme indicao do apresentante.

    1. Se houver mais de um devedor, com domiclios distintos e o documento no

    declarar o lugar do pagamento, a apresentao far-se-, no lugar do domiclio de

    qualquer um deles.

    2. O protesto especial, para fins falimentares, dever ser lavrado na circunscrio do

    principal estabelecimento do devedor, o qual o apresentante indicar.

    3. Os ttulos executivos judiciais podero ser protestados na localidade de tramitao

    do processo ou no domiclio do devedor.

    Art. 321. O documento apresentado dever revestir-se dos requisitos formais previstos na legislao prpria.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 125

    1. No cabe ao Tabelio investigar a origem da dvida ou a falsidade do documento,

    nem a ocorrncia de prescrio ou de caducidade.

    2. Somente ser lavrado protesto, para fim falimentar, quando o devedor estiver

    sujeito quela legislao.

    Art. 322. No ato da apresentao do ttulo ou documento de dvida, o qual no deve conter rasura ou emenda modificadora de suas caractersticas, o apresentante declarar expressamente

    e sob sua exclusiva responsabilidade os seguintes dados:

    I. o seu nome ou o da empresa que representa, e o prprio endereo;

    II. o nome do devedor, como grafado no ttulo;

    III. o nmero de inscrio do devedor no Cadastro de Pessoas Fsicas (CPF) ou

    Cadastro Nacional de Pessoas Jurdicas (CNPJ) da Secretaria da Receita Federal;

    IV. o endereo atual do devedor para o qual ser expedida a intimao;

    V. o valor do documento com seus acrscimos legais ou convencionais, o qual no

    sofrer variao entre a data do apontamento e a do eventual pagamento ou

    protesto, salvo o acrscimo dos emolumentos e despesas devidas ao tabelionato;

    VI. se deseja o protesto para os fins da Lei de Falncias.

    1. O Tabelio ficar obrigado a adotar o endereo declarado pelo apresentante na

    remessa da intimao ao devedor, ainda que seja diferente do grafado no

    documento apresentado, ou ainda, poder adotar o que for encontrado nos termos

    do art. 338, 2.

    2. O Tabelio de Protesto poder solicitar ao apresentante documentaes que

    comprovem o endereo do devedor apresentado.

    3. O apresentante que fornecer endereo incorreto, agindo de m-f, responder por

    perdas e danos, sem prejuzos de outras sanes civis, administrativas e penais;

    Art. 323. Nos ttulos que estejam sujeitos a qualquer tipo de correo, o pagamento ser feito pelo

    valor convertido na data da apresentao, como indicado pelo apresentante.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 126

    Pargrafo nico. Os documentos de dvida cuja apurao de valor dependa de clculo

    devero ser apresentados juntamente com memria de clculo, em meio fsico ou

    eletrnico, assinada pelo apresentante, discriminando as parcelas, ndices utilizados e

    encargos eventualmente previstos expressamente no prprio documento, sendo de sua

    responsabilidade a correo de tais clculos, podendo ser entregue por meio eletrnico.

    Art. 324. Os ttulos emitidos no Pas no podero estipular pagamento em ouro, moeda estrangeira ou, por alguma forma, restringir ou recusar o curso legal da moeda brasileira,

    ressalvados:

    I. contratos e ttulos referentes importao ou exportao de mercadorias;

    II. contratos de financiamento ou de prestao de garantias relativos s operaes de

    exportao de bens de produo nacional, vendidos a crdito para o exterior;

    III. emprstimos e quaisquer outras obrigaes de compra e venda de cmbio em geral;

    IV. contratos de mtuo e quaisquer outros contratos cujo credor ou devedor seja pessoa

    residente e domiciliada no exterior, excetuados os contratos de locao de imveis

    situados no territrio nacional;

    V. contratos que tenham por objeto a cesso, transferncia, delegao, assuno ou

    modificao das obrigaes referidas no item anterior, ainda que as partes

    contratantes sejam pessoas residentes ou domiciliadas no Pas;

    VI. contratos de locao de bens mveis, desde que registrados no Banco Central do

    Brasil.

    Pargrafo nico. Os ttulos ou documentos de dvida emitidos fora do Brasil, em moeda

    estrangeira, devero ser apresentados com traduo juramentada, cumprindo, seja o

    documento e sua traduo transcritos no termo de protesto.

    Art. 325. Ao apresentante ser entregue:

    a) comprovante, contendo as caractersticas essenciais do documento apresentado,

    sendo de sua responsabilidade os dados fornecidos;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 127

    b) arquivo-confirmao, contendo os dados do inciso anterior, em meio magntico ou

    transmitido via Internet, quando a apresentao tenha sido realizada por algum

    desses meios.

    Art. 326. Sero admitidos para protesto, sem prejuzo de outras possibilidades previstas em lei:

    I - Ttulos de Crdito e Documentos de Dvida;

    II - Certides de dvida ativa da Unio, dos Estados, do Distrito Federal, dos

    Municpios e das respectivas autarquias e fundaes pblicas;

    III - Sentena judicial transitada em julgado;

    IV - Cota condominial;

    V - Contrato de aluguel residencial ou comercial;

    VI - Ttulos que satisfaam os requisitos do artigo 889 do Cdigo Civil;

    VII - Qualquer documento representativo de obrigao econmica.

    1 - Ao apresentante de ttulos ou documentos de dvidas, cuja apresentao fsica em

    papel no da essncia do documento a protestar, facultada a apresentao de

    declarao escrita, do portador do ttulo e apresentante, feita sob as penas da lei,

    assegurando que os documentos os quais deram causa ao saque sejam mantidos em

    seu poder, com o compromisso de exibi-los a qualquer momento que exigidos, no

    lugar em que for determinado, especialmente no caso de sobrevir a sustao

    judicial do protesto.

    2. Os documentos de dvida podero ser apresentados no original ou digitalizados

    eletronicamente, que tero a mesma fora probante dos originais, ressalvada a

    alegao motivada e fundamentada de adulterao antes ou durante o processo de

    digitalizao, obedecido o disposto no art. 11 da Lei n 11.419, de 19 de dezembro

    de 2006, sendo, em qualquer hiptese, de responsabilidade do apresentante o

    encaminhamento indevido ao Tabelionato.

    3. As certides da dvida ativa podero ser apresentadas a protesto no original, ou em

    meio eletrnico, ou mediante simples indicaes do rgo pblico competente,

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 128

    desde que haja declarao de que a dvida foi regularmente inscrita e que o termo

    de inscrio contm todos os requisitos legais.

    4. O pagamento dos valores correspondentes s taxas e emolumentos referentes

    distribuio, quando legalmente cabvel, intimao e eventual lavratura e registro

    de protesto das certides de dvida ativa, expedidas pela Fazenda Pblica e das

    decises dos Tribunais de Contas, demais parcelas legais e outras despesas

    autorizadas por lei, caber ao devedor, no momento do pagamento elisivo do

    protesto, da desistncia do protesto e do cancelamento do protesto.

    5. Ocorrendo parcelamento do crdito tributrio levado a protesto, ou sua extino,

    por quaisquer das hipteses do art. 156 do Cdigo Tributrio Nacional, cabero

    integralmente ao devedor o pagamento dos emolumentos previstos em lei.

    6. Havendo desistncia do apontamento a protesto da certido de dvida ativa, desde

    que efetivada antes da intimao do devedor, no incidiro as taxas e emolumentos

    previstos em lei.

    7. Para o protesto por indicao do dbito de cota condominial, dever ser

    apresentada cpia da conveno condominial, da ata de assembleia e planilha de

    clculo, salvo se restar a convico do Tabelio de Protesto de que detm o

    representante legitimidade para responder em nome do condomnio; quando, ento,

    dever apresentar declarao assegurando que os documentos comprobatrios so

    mantidos em poder do sndico ou da administradora, com o compromisso de

    exibio a qualquer momento se exigidos.

    8. Os ttulos de crdito emitidos na forma do art. 889, 3, do Cdigo Civil, podero

    ser enviados a protesto por meio eletrnico.

    9. Os dados contidos nos ttulos de crdito ou documentos de dvida a protestar

    podero, ainda, ser apresentados ao tabelionato em meio magntico ou

    transmitidos por meio eletrnico, desde que o apresentante:

    a) Firme declarao pelos mesmos meios de responsabilidade pela veracidade dos

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 129

    dados;

    b) Assine compromisso de disponibilizar o documento original ao sacado,

    mediante apresentao do recibo de pagamento do ttulo, emitido pelo Tabelio

    de Protesto;

    c) Entregue o documento original em papel, quando for da essncia do ttulo a

    protestar.

    Art. 327. Os Tabelies de Protesto podero recepcionar ttulos ou outros documentos de dvida encaminhados por via postal, ficando autorizado o repasse de despesas de devoluo de

    documentos ao apresentante, conforme a tabela de postagens da Empresa de Correios e

    Telgrafos.

    Pargrafo nico. Tambm podero ser enviados certides e outros documentos de

    protesto distncia, conforme solicitao, efetuando-se o repasse das respectivas

    despesas postais aos solicitantes.

    Art. 328. Verificada a existncia de vcios formais nos ttulos apresentados, o Tabelio de Protesto os devolver ao apresentante, com anotao da irregularidade insanvel, ficando ento,

    obstado o registro do protesto.

    Pargrafo nico. As dvidas do Tabelio de Protesto sero resolvidas pelo Juzo

    competente.

    Art. 329. Alm do Servio de Distribuio local, fica institudo pelo Instituto de Estudos de Protestos de Ttulos do Brasil Seo Bahia, uma Central de Remessa de Ttulos,

    denominada Central de Remessa de Arquivos (CRA/BA), a qual observar,

    necessariamente, as regras de competncia territorial, para o preenchimento de ttulos e

    documentos de dvida aos tabelionatos locais.

    Art. 330. Nas localidades, onde houver mais de um Tabelio de Protesto de Ttulos haver, obrigatoriamente, um servio de distribuio, instalado e mantido pelos prprios

    tabelionatos, e a participao destes tabelionatos, junto a Central de Remessa de Ttulos

    (CRA/BA) do Instituto de Estudos de Protesto de Ttulos- Seo do Estado da Bahia.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 130

    1. No interior do Estado, nas localidades onde houver Tabelionato de Protesto, a

    formalizao de convnio com a Central de Remessa de Ttulos (CRA/BA) do

    Instituto de Estudos de Protestos de Ttulos do Brasil Seo Bahia, para a

    recepo e distribuio das indicaes dos ttulos encaminhados a protesto por via

    eletrnica ou, por meio magntico pela rede bancria.

    2. Os ttulos e documentos de dvida sero recepcionados pelo servio de

    distribuio, protocolizados, distribudos e entregues na ordem de entrada, no

    prazo mximo de 24 (vinte e quatro) horas aos Tabelionatos de Protesto,

    obedecidos os critrios de quantidade e qualidade.

    Art. 331. Nos termos do disposto no pargrafo nico do artigo 7 da Lei n 9.492/1997, as despesas com distribuio de ttulos para protesto, onde houver mais de um Tabelionato,

    sero cobradas atravs de DAJEs, com cdigos dos respectivos Tabelionatos de

    Protesto, para os quais os ttulos e documentos de dvida forem distribudos.

    Art. 332. O atendimento ao pblico ser, no mnimo, de seis horas dirias.

    1. Os tabelionatos de protesto funcionaro, preferencialmente, no horrio de

    expediente bancrio.

    2. Os tabelionatos de protesto no funcionaro nos dias no teis, excepcionados

    aqueles determinados pelo Tribunal de Justia ou juzo competente, atendidas as

    peculiaridades locais.

    Art. 333. As declaraes e documentos comprobatrios de endereo previstos, neste Cdigo de Normas, podero ser arquivados em mdia eletrnica ou digital, inclusive com extrao

    de imagem mediante uso de scanner, fotografia ou outro meio hbil.

    SEO I

    DO CHEQUE

    Art. 334. O cheque poder ser protestado no lugar do pagamento, ou no domiclio do emitente e

    dever conter a prova da apresentao ao banco sacado e o motivo da recusa de

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 131

    pagamento, salvo se o protesto tiver por finalidade instruir medidas contra o

    estabelecimento de crdito.

    Pargrafo nico. Quando se tratar de cheque emitido por correntista de conta conjunta, o

    Tabelio registrar o protesto em nome daquele que o emitiu, salvo na impossibilidade

    de identificao, a que caber ao apresentante indicao correspondente.

    Art. 335. vedado o protesto de cheques, devolvidos pelo banco sacado por motivo de furto, roubo ou extravio de folhas ou talonrios, ou por fraude, nos casos dos motivos nmeros

    20, 25, 28, 30 e 35, da Resoluo n 1.682, de 31.01.1990, da Circular n 2.313, de

    26.05.1993, da Circular n 3.050, de 02.08.2001 e, da Circular n 3.535, de 16 de maio

    de 2011, do Banco Central do Brasil, desde que os ttulos no tenham circulado por meio

    de endosso, nem estejam garantidos por aval.

    1. A pessoa que figurar como emitente de cheque, referido no caput deste artigo, j

    protestado, poder solicitar diretamente ao Tabelio, sem nus, o cancelamento do

    protesto tirado por falta de pagamento, instruindo o requerimento com prova do

    motivo da devoluo do cheque pelo Banco sacado. O Tabelio, sendo suficiente a

    prova apresentada, promover, em at 30 dias, o cancelamento do protesto e a

    comunicao dessa medida ao apresentante, pelo Correio ou outro meio hbil.

    2. Existindo nos cheques referidos, no caput deste artigo, endosso ou aval, no

    constaro nos assentamentos de servios de protesto os nomes e nmeros do CPF

    dos titulares da respectiva conta corrente bancria, anotandose nos campos

    prprios que o emitente desconhecido e elaborandose, em separado, ndice pelo

    nome do apresentante.

    Art. 336. Quando o cheque for apresentado para protesto mais de um ano aps sua emisso ser obrigatria a comprovao, pelo apresentante, do endereo do emitente.

    1. Igual comprovao poder ser exigida pelo Tabelio quando o lugar de pagamento

    do cheque for diverso da comarca em que apresentado (ou do municpio em que

    sediado o Tabelio), ou houver razo para suspeitar da veracidade do endereo

    fornecido.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 132

    2. A comprovao do endereo do emitente, quando a devoluo do cheque decorrer

    dos motivos correspondentes aos nmeros 11, 12, 13, 14, 21, 22 e 31, ser

    realizada mediante apresentao de declarao do Banco sacado, em papel

    timbrado e com identificao do signatrio, fornecida nos termos do artigo 6 da

    Resoluo n 3.972, de 28 de abril de 2011, do Banco Central do Brasil.

    Certificando o Banco sacado que no pode fornecer a declarao, poder o

    apresentante comprovar o endereo do emitente por outro meio hbil, ou ainda,

    por meio da declarao do apresentante.

    3. Devolvido o cheque por outro motivo, a comprovao do endereo poder ser feita

    por meio da declarao do apresentante, ou outras provas documentais idneas.

    4. Caso o cheque apresentado para protesto possua data de emisso inferior a 01 (um)

    ano da sua emisso, a comprovao do endereo poder ser feita por meio de

    provas documentais idneas ou por declarao do apresentante.

    Art. 337. Na hiptese, prevista no artigo anterior, o apresentante de ttulo para protesto preencher formulrio de apresentao, a ser arquivado na serventia, em que informar, sob sua

    responsabilidade, as caractersticas essenciais do ttulo e os dados do devedor.

    1. O formulrio ser assinado pelo apresentante ou seu representante legal, se for

    pessoa jurdica; ou, se no comparecer pessoalmente, pela pessoa que exibir o

    ttulo ou o documento de dvida para ser protocolizado, devendo constar os nomes

    completos de ambos, os nmeros de suas cdulas de identidade, de seus endereos

    e telefones.

    2. Para a recepo do ttulo, ser conferida a cdula de identidade do apresentante,

    visando a apurao de sua correspondncia com os dados lanados no formulrio

    de apresentao.

    3. Sendo o ttulo exibido para recepo por pessoa distinta do apresentante ou de seu

    representante legal, alm de conferida sua cdula de identidade ser o formulrio

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 133

    de apresentao instrudo com cpia da cdula de identidade do apresentante, ou de

    seu representante legal, se for pessoa jurdica, a ser arquivada na serventia.

    4. Onde houver mais de um Tabelio de Protesto, o formulrio de apresentao ser

    entregue ao distribuidor de ttulos, ou ao servio de distribuio de ttulos.

    5. O formulrio poder ser preenchido em duas vias, uma para arquivamento e outra

    para servir como recibo a ser entregue ao apresentante.

    Art. 338. O Tabelio recusar o protesto de cheque, quando tiver fundada suspeita de que o endereo indicado, como sendo do devedor, incorreto.

    Pargrafo nico. O Tabelio de Protesto comunicar o fato Autoridade Policial quando

    constatar que o apresentante, agindo de m f, declarou endereo incorreto do devedor.

    Art. 339. Na hiptese em que o recolhimento dos emolumentos for diferido para data posterior da apresentao e protesto do cheque, o protesto facultativo ser recusado pelo Tabelio

    quando as circunstncias da apresentao indicarem exerccio abusivo de direito. Dentre

    outras, para tal finalidade, o Tabelio verificar as seguintes hipteses:

    I. cheques com datas antigas e valores irrisrios, apresentados, isoladamente ou em

    lote, por terceiros que no sejam seus beneficirios originais ou emitidos sem

    indicao do favorecido;

    II. indicao de endereo onde o emitente no residir, feita de modo a inviabilizar a

    intimao pessoal.

    Pargrafo nico. Para apurao da legitimidade da pretenso, o Tabelio poder exigir,

    de forma escrita e fundamentada, que o apresentante preste esclarecimentos sobre os

    motivos os quais justificam o protesto, assim como apresente provas complementares do

    endereo do emitente, arquivando na serventia a declarao e os documentos

    comprobatrios que lhe forem apresentados.

    Art. 340. A recusa da lavratura do protesto de cheque dever ser manifestada em nota devolutiva,

    por escrito, com exposio de seus fundamentos.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 134

    Pargrafo nico. No se conformando com a recusa, o apresentante poder requerer, em

    procedimento administrativo, sua reviso pelo Juiz Corregedor Permanente, na forma da

    organizao local, que poder mantla ou determinar a lavratura do instrumento de

    protesto.

    CAPTULO II

    DO APONTAMENTO

    Art. 341. Todos os documentos apresentados para protesto devero ser apontados, no Livro Protocolo, no prazo de vinte e quatro horas de seu recebimento, pelo Tabelionato de

    Protesto, obedecida a ordem cronolgica de entrega.

    Pargrafo nico. O apontamento, mediante gravao dos dados do documento

    diretamente por processo eletrnico, dispensa a existncia do Livro Protocolo e

    independe de autorizao.

    Art. 342. O Livro Protocolo poder ser escriturado mediante processo manual, mecnico, eletrnico ou informatizado, em folhas soltas e com colunas destinadas s seguintes

    anotaes: nmero de ordem, natureza do ttulo ou documento de dvida, valor, nome do

    apresentante, nome do devedor e ocorrncias.

    Pargrafo nico. A escriturao ser diria, constando do termo de encerramento o

    nmero de documentos apresentados no dia, sendo a data do apontamento a mesma do

    termo dirio de encerramento.

    Art. 343. Sero averbados no Livro Protocolo, a data e a forma do cumprimento da intimao, assim como a data do pagamento, da sustao judicial do protesto, da devoluo ou do

    protesto do documento.

    CAPTULO III

    DA INTIMAO

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 135

    Art. 344. Protocolizado o ttulo ou documento de dvida, o tabelionato expedir intimao ao devedor, no endereo fornecido pelo apresentante do documento.

    1. Compreendem-se como devedores:

    a) os emitentes de nota promissria ou cheque;

    b) os sacados na letra de cmbio e duplicata;

    c) as pessoas indicadas pelo apresentante ou credor como responsveis pelo

    cumprimento da obrigao.

    2. Havendo mais de um devedor, a intimao a qualquer deles autoriza o protesto do

    documento de responsabilidade solidria.

    3. O aviso do protesto aos coobrigados no incumbe ao Tabelio de Protesto, mas ao

    portador do ttulo cambirio, nos termos da legislao pertinente.

    Art. 345. A intimao dever conter nome e endereo do tabelionato e do devedor, elementos de identificao do documento apontado, nmero do protocolo, valor a ser pago, forma de

    realizao do pagamento e prazo limite para cumprimento da obrigao.

    Pargrafo nico. Alm dos requisitos acima, a intimao dever conter a assinatura do

    responsvel pelo tabelionato, caso emitida por processo no informatizado.

    Art. 346. Na falta de devoluo dos avisos de recebimento (AR) de intimaes, dentro do trduo legal, o tabelio renovar a remessa das intimaes.

    Art. 347. A remessa da intimao, dentro da competncia territorial do tabelionato, poder ser feita por portador do prprio tabelio ou por qualquer outro meio, desde que o

    recebimento fique assegurado e comprovado por protocolo, aviso de recepo ou

    documento equivalente.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 136

    1. O tabelio poder disponibilizar ao interessado previamente cadastrado, o acesso

    intimao por meio da rede mundial de computadores (internet), mediante

    utilizao de certificao digital ou outro meio seguro, considerando realizada a

    intimao, no dia em que o devedor ou seu procurador efetivar a consulta

    eletrnica ao teor da intimao.

    2. O tabelio poder adotar outros meios idneos para localizao do devedor.

    3. Somente ser dispensada a remessa da intimao, quando:

    a) o devedor tiver declarado expressamente a recusa ao aceite ou pagamento;

    b) o devedor seja objeto de concurso de credores ou falncia;

    c) o devedor indicado para aceitar ou pagar for residente ou domiciliado fora da

    competncia territorial do Tabelionato;

    d) o apresentante tenha solicitado expressamente o protesto por edital, por

    desconhecer o endereo atual do devedor;

    e) o endereo for insuficiente para promover a localizao do devedor.

    Art. 348. As intimaes podero ser entregues a empresas prestadoras de servios, especialmente constitudas mandatrias para esse fim.

    Art. 349. A intimao ser expedida pelo Tabelio de Protesto, inicialmente ao endereo fornecido pelo apresentante do documento, considerando-se cumprida quando comprovada a

    entrega naquele endereo, ou no que for encontrado pelo Tabelio na forma do disposto

    no Art. 347, 2.

    1. A intimao do protesto, para requerimento de falncia da empresa devedora, exige

    a identificao da pessoa que a recebeu, salvo se realizada por edital.

    2. vedada a intimao por telefone, e-mail ou fac-smile.

    3. No ato da apresentao do ttulo para Protesto Falimentar, o apresentante dever

    optar pela possibilidade de prosseguimento do protesto comum ou retirada do

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 137

    ttulo apresentado caso no ocorra a intimao efetivada nos termos do 1 deste

    artigo, pagas as devidas taxas e emolumentos.

    Art. 350. O valor das despesas com intimao, pertinentes prtica de atos da competncia dos

    Tabelionatos de Protesto de Ttulos, ser aquele fixado pela Empresa de Correios e

    Telgrafos na data da prtica do ato, de acordo com a tarifa postal correspondente.

    1. O valor mximo a ser cobrado por eventuais despesas com deslocamento para

    intimaes ser aquele fixado pela Tabela de Custas e Emolumentos, editada pelo

    Tribunal de Justia para as diligncias a cargo de Oficiais de Justia Avaliadores.

    2. Os valores do deslocamento e da despesa postal, conforme o caso, sero recolhidos

    pelo interessado, diretamente ao cartrio, mediante recibo ou boleto bancrio, a

    critrio do titular.

    3. O recolhimento do valor das despesas referidas, no caput deste artigo, perante o

    cartrio cuja titularidade esteja atribuda a servidor designado pelo Poder

    Judicirio, ser realizado mediante emisso do respectivo DAJE (Documento de

    Arrecadao Judicial e Extrajudicial).

    Art. 351. Em caso de recusa no recebimento da intimao, o fato ser certificado, expedindo-se

    edital.

    Art. 352. A intimao por edital ser feita:

    I. se o devedor ou seu endereo for desconhecido;

    II. se o devedor estiver em lugar incerto ou ignorado;

    III. se o devedor for residente ou domiciliado fora da competncia territorial do

    tabelionato.

    IV. se no houver pessoa capaz que se disponha a receber a intimao no endereo

    fornecido pelo apresentante.

    V. se ningum se dispuser a receber a intimao;

    VI. se na forma do Art. 344, caput, for tentada a intimao pessoal no endereo da

    pessoa indicada para aceitar ou pagar;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 138

    VII. se o devedor for falecido, ser intimado o seu esplio.

    1. Nos casos que autorizem a intimao por edital, o apresentante do documento

    dever autorizar a medida expressamente, ou retirar o documento apontado.

    2. O edital dever ser afixado no tabelionato e publicado pela imprensa local, onde

    houver jornal de circulao diria, facultado ainda ao tabelio, a possibilidade de

    efetuar publicao na internet, em site de propriedade do prprio cartrio, ou de

    associao dos tabelionatos.

    3. Entende-se por jornal de circulao diria, aquele que possua publicao diria no

    municpio-sede do tabelionato, mesmo havendo circulao em outros municpios

    ou na internet.

    4. O edital, no qual ser certificada a data da afixao, conter o nome do devedor, o

    nmero de seu CPF, ou cdula de identidade, ou CNPJ, a identificao do ttulo ou

    documento de dvida pela sua natureza e pelo nmero do protocolo, a indicao do

    cdigo da Tabela de Custas correspondente faixa de valor em que se insere e o

    prazo limite para cumprimento da obrigao no Tabelionato.

    5. Na hiptese de mais de um apontamento relativo ao mesmo devedor admitido o

    agrupamento para fins de publicao.

    Art. 353. O valor das despesas cobradas com publicao de editais ser aquele definido pelo Tribunal de Justia do Estado da Bahia para publicao de Edital de Protestos no Dirio

    do Poder Judicirio do Estado da Bahia.

    Pargrafo nico. As despesas com editais sero cobradas dos apresentantes ou

    devedores, conforme o caso, diretamente ao cartrio, mediante recibo, depsito ou

    boleto bancrio, a critrio do titular.

    Art. 354. O protesto lavrado em decorrncia de deciso judicial independe de nova intimao.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 139

    CAPTULO IV

    DA DESISTNCIA E SUSTAO DO PROTESTO

    Art. 355. Antes da lavratura do protesto poder o apresentante retirar o ttulo ou documento de

    dvida, pagos os emolumentos e demais despesas.

    1. A desistncia ser formalizada por pedido escrito do apresentante. Nesse caso, o

    tabelio devolver o ttulo no ato de protocolo do requerimento, que ser arquivado

    em pasta prpria e ordem cronolgica, anotando a devoluo no livro protocolo.

    2. A desistncia poder ser formalizada por meio eletrnico, com a utilizao de

    certificado digital no mbito da ICP-Brasil ou outro meio seguro disponibilizado

    pelo Tabelionato ao apresentante.

    Art. 356. No sendo materialmente possvel o cumprimento de sustaes prvias e genricas de protesto, dever o tabelio comunicar o fato de imediato autoridade judicial que

    expediu o mandado.

    Art. 357. As ordens judiciais dirigidas aos Tabelionatos de Protesto para, dentre outras medidas, mandar registrar, alterar, suspender, sustar, averbar ou cancelar registros de protesto,

    devem ser expedidas atravs de mandado judicial formalmente redigido pelo escrivo e

    assinado por ele e pela autoridade competente.

    1. O mandado a que se refere o caput deste artigo dever contemplar meios

    suficientes de identificao do devedor e dados de localizao do registro, tais

    como: nome do devedor, respectivo n do CPF/CNPJ, valor do ttulo, data do

    vencimento, data de emisso, nmero do ttulo e do protocolo do apontamento.

    2. Os mandados judiciais podero ser assinados com utilizao de certificado digital

    no mbito da ICP-Brasil, dentro dos padres definidos pelo Egrgio Tribunal de

    Justia.

    Art. 358. O ttulo cujo protesto houver sido sustado judicialmente, que permanecer disposio

    do respectivo juzo, s poder ser pago, protestado ou retirado com autorizao judicial.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 140

    1. Os mandados de sustao de protesto devem ser arquivados juntamente com os

    ttulos a que se referem; ser elaborado ndice dos ttulos os quais tenham seus

    protestos sustados, pelos nomes dos intimados.

    2. Os mandados de sustao de protesto podero ser expedidos na forma eletrnica,

    dentro dos padres definidos pelo Egrgio Tribunal de Justia, sendo arquivados

    em mdia digital.

    3. Revogada a ordem de sustao, o protesto dever ser tirado at o primeiro dia til

    subsequente ao recebimento da revogao.

    4. Tornada definitiva a ordem de sustao, o ttulo ou o documento de dvida ser

    encaminhado ao Juzo respectivo, salvo se constar determinao para quem deva

    ser entregue, ou se decorridos trinta (30) dias sem que a parte autorizada tenha

    comparecido ao Tabelionato para retir-lo.

    Art. 359. O cumprimento de mandados de sustao, recebidos aps a lavratura e o registro do protesto, ocorrer mediante averbao, ex officio, no respectivo registro, consignando

    que os efeitos do protesto foram suspensos por determinao judicial.

    I. O tabelionato proceder na forma estabelecida no caput deste artigo, na hiptese de

    receber comunicao ou determinao de suspenso dos efeitos de protesto

    registrado.

    II. Das certides expedidas, aps qualquer uma dessas averbaes, no constaro os

    registros a elas referentes, salvo por requerimento escrito do prprio devedor ou

    por ordem judicial.

    III. Os mandados de sustao de protestos devem ser arquivados juntamente com os

    ttulos a que se referem.

    Pargrafo nico. Na hiptese de concesso de tutela antecipada sustando os efeitos do

    protesto, o Tabelio proceder anotao da referida determinao, mesmo que

    provisria, na margem do registro de protesto, e ser negativa a certido em favor da

    pessoa que tenha protesto cujos efeitos estejam judicialmente suspensos.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 141

    Art. 360. Na soluo final dos processos de sustao de protesto, o Juiz de Direito expedir correspondncia ao Tabelionato de Protesto, determinando a efetivao do protesto ou a

    restituio do ttulo, sendo a deciso averbada no Livro Protocolo.

    CAPTULO V

    DO PAGAMENTO

    Art. 361. Respeitado o horrio geral de funcionamento dos estabelecimentos bancrios locais, o

    pagamento do ttulo no poder ser recusado, desde que oferecido no prazo legal, no

    Tabelionato de Protesto competente ou em estabelecimento bancrio autorizado.

    Art. 362. O valor a pagar ser o declarado pelo apresentante, na data do apontamento, dos

    emolumentos devidos ao Tabelio e do ressarcimento das despesas com porte postal,

    publicao do edital, tarifa bancria incidente sobre o pagamento, a prestao de contas

    ao apresentante do ttulo e demais despesas que ocorram.

    Art. 363. O valor do pagamento poder:

    I. ser pago por meio de cheque administrativo, emitido em favor do apresentante do

    documento e entregue ao tabelionato at o encerramento do prazo para protesto;

    II. ser recebido diretamente por estabelecimento bancrio com o qual, o tabelionato

    mantenha convnio para arrecadao e prestao de contas aos apresentantes dos

    documentos.

    1. vedado o pagamento de protesto em moeda corrente no tabelionato, salvo em

    relao ao ressarcimento das despesas previstas, no artigo anterior, quando o

    cartrio estiver investido de delegatrio.

    2. A responsabilidade pelo recebimento e liquidao do crdito perante o tabelionato,

    dentro do trduo legal, do estabelecimento no qual foi realizado o pagamento.

    3. O Tabelio, provado o pagamento realizado por meio de boleto bancrio, deixar

    disposio para entrega ao interessado ou devedor, no cartrio, o ttulo ou

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 142

    documento de dvida, com a ressalva, no recebido, de que a quitao fica

    condicionada confirmao do pagamento pela instituio financeira.

    4. O pagamento feito via boleto bancrio dever ser feito, exclusivamente, com

    dinheiro ou cheque administrativo nominal ao Tabelionato, devendo essa

    informao constar do instrumento do boleto, para conhecimento do atendente

    bancrio.

    Art. 364. A quitao ser dada pelo tabelionato no ato do recebimento do crdito bancrio,

    ressalvada a efetiva liquidao do documento de crdito eventualmente recebido.

    1. Quando houver parcela vincenda, no ttulo apontado, a quitao da parcela paga

    poder ser dada em documento separado e o ttulo apontado devolvido ao

    apresentante.

    2. O Tabelio poder inutilizar seis (06) meses depois da data do pagamento, os ttulos

    e os documentos de dvidas no retirados pelo devedor ou interessado, desde que

    conservados microfilmes e as imagens gravadas por processo eletrnico.

    Art. 365. O valor devido ser colocado disposio do apresentante, no primeiro dia til que se seguir ao do seu efetivo recebimento.

    Pargrafo nico. A responsabilidade pelo recebimento do valor expresso, na ordem

    bancria, do apresentante, salvo a ocorrncia de dolo ou de culpa do Tabelio.

    Art. 366. O Tribunal de Justia editar normas e adotar as providncias necessrias para possibilitar o cumprimento do art. 73 da Lei Complementar n 123/2006.

    Pargrafo nico. As microempresas ou empresas de pequeno porte, para se valer do

    benefcio constante do dispositivo mencionado no caput, devero demonstrar a sua

    qualidade mediante certido expedida pela Junta Comercial ou pelos Oficiais de

    Registro Civil de Pessoas Jurdicas, admitindo-se como vlidos at 31 de janeiro de cada

    ano as emitidas no curso do exerccio fiscal anterior.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 143

    CAPTULO VI

    DA LAVRATURA E REGISTRO DO PROTESTO

    Art. 367. O protesto ser lavrado e registrado:

    I. dentro de 3 (trs) dias teis, contados da protocolizao do ttulo ou do documento

    de dvida;

    II. no primeiro dia til subsequente, quando o protesto sustado por ordem judicial

    deva ser lavrado ou quando o pagamento do ttulo no se tenha consumado por

    devoluo do cheque pela Cmara de Compensao.

    1. Na contagem desse prazo, exclui-se o dia da protocolizao e inclui-se o do

    vencimento.

    2. Considera-se no til o dia em que no houver expediente pblico forense ou

    bancrio, ou em que estes no observem o seu horrio normal.

    3. Quando a intimao for efetivada, no ltimo dia do prazo ou alm dele, por motivo

    de fora maior, o protesto ser tirado no primeiro dia til subsequente.

    4. Em qualquer caso, o protesto no ser lavrado antes de decorrido o expediente ao

    pblico do dia til imediatamente posterior ao da intimao.

    5. No ato da intimao, caso o devedor esteja ausente, ser tentada nova intimao

    pelo menos mais uma vez, em dia diferente.

    Art. 368. O registro do protesto e seu instrumento devero conter:

    I. seu prprio nmero, com a indicao do nmero do livro e pgina em que foi

    lavrado;

    II. a data e o nmero do protocolo;

    III. o nome e endereo do apresentante e do credor originrio;

    IV. a transcrio do ttulo ou documento de dvida;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 144

    V. a certido das intimaes feitas e das respostas eventualmente oferecidas;

    VI. a indicao dos intervenientes voluntrios e das firmas por eles honradas;

    VII. a aquiescncia do portador ao aceite por honra;

    VIII. nome, nmero do documento de identificao do devedor, com seu endereo;

    IX. a motivao do protesto;

    X. o tipo de protesto, quando lavrado para fins especiais;

    XI. a data e a assinatura do tabelio, de seu substituto ou escrevente autorizado.

    1. A transcrio do documento no registro e instrumento de protesto, bem como as

    demais declaraes neles inseridas, as quais podem ser dispensadas quando sua

    imagem for conservada no arquivo do tabelionato mediante cpia reprogrfica,

    microgrfica ou gravao eletrnica; procedimentos cuja adoo independe de

    autorizao.

    2. Entende-se por documento de identificao o de inscrio no cadastro do

    Ministrio da Fazenda (CNPJ ou CPF) ou o do registro geral (RG) ou registro

    nacional de estrangeiros (RNE).

    Art. 369. O protesto ser transcrito no Livro Registro de Protestos ou arquivado por processamento eletrnico de dados.

    1. O Livro de Protesto ser aberto e encerrado pelo Tabelio, por seu substituto legal

    ou por escrevente especialmente autorizado, com suas folhas numeradas e, quando

    no adotado sistema de escriturao em meio eletrnico, rubricadas.

    2. Na escriturao em meio eletrnico ser mantido o sistema de numerao contnua

    de livros e folhas ou de arquivo eletrnico.

    3. Adotada sistemtica de escriturao em meio eletrnico, ser mantida cpia de

    segurana em local distinto da unidade de servio.

    4. A microfilmagem ou a gravao do protesto, diretamente por processo eletrnico,

    dispensa a existncia do Livro de Registro de Protestos e independe de

    autorizao.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 145

    5. Os sistemas de escriturao em meio eletrnico devem conter mecanismo de

    identificao de usurios, com registro dos atos praticados, e de preservao da

    integridade dos dados escriturados.

    6. O instrumento de protesto poder ser expedido por meio eletrnico, com a

    utilizao de certificado digital no mbito da ICP-Brasil ou outro meio seguro.

    7. O Livro de Registro de Protestos, quando transcrito em folhas soltas, ser

    encadernado em volume contendo duzentas (200) folhas, podendo reduzir ou

    aumentar o nmero de pginas estabelecido, at a tera parte (1/3) conforme a

    quantidade de registros, segundo o prudente critrio.

    Art. 370. O protesto comum ser tirado por falta de pagamento, por falta de aceite e por falta de devoluo; e, o protesto especial ser tirado para fins falimentares.

    Art. 371. Os assentamentos dos protestos de ttulos e outros documentos de dvida sero feitos no Livro de Protesto, que ser nico e, no qual sero lavrados os termos dos protestos

    especiais para fins falimentares, por falta de pagamento, por falta de aceite ou de

    devoluo.

    Art. 372. Na motivao do protesto, o Tabelio informar se o mesmo foi lavrado por falta de pagamento, de aceite ou de devoluo.

    1. Sempre que o ttulo estiver vencido, o protesto ser lavrado por falta de pagamento.

    2. O protesto por falta de aceite ser lavrado quando o ttulo no estiver vencido, aps

    o decurso do prazo legal para o aceite ou a devoluo.

    3. O contrato de cmbio poder ser protestado por falta de cumprimento, se no

    houver valor a pagar.

    Art. 373. O deferimento do processamento de recuperao judicial, de empresrio e de sociedade

    empresarial, no impede o protesto de ttulos e documentos de dvida relacionados com

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 146

    o requerente do benefcio legal.

    Art. 374. Os protestos podero ser indexados por sistema de fichas, de microfichas ou de arquivo informatizado.

    Pargrafo nico. O ndice conter os dados necessrios recuperao da informao do

    apontamento e do protesto.

    Art. 375. O instrumento de protesto estar disposio do apresentante, acompanhado do

    documento protestado, quando houver,no primeiro dia til seguinte ao prazo para a

    lavratura do termo de protesto, podendo ser disponibilizado ao apresentante de forma

    eletrnica, bem como assinada por este meio, independente de autorizao.

    Art. 376. Quando solicitado ao Tabelio de Protesto, poder este fornecer 2 via de Instrumento de Protesto lavrado e registrado ao apresentante, devendo fazer meno deste fato no

    documento.

    Pargrafo nico. Caso seja satisfatrio ao apresentante, poder ainda o Tabelio de

    Protesto fornecer em lugar do Instrumento de Protesto, certido de inteiro teor ou ainda

    cpia autenticada pelo prprio Tabelio, seus substitutos ou Escrevente autorizado, dos

    seus livros e registros.

    CAPTULO VII

    DA AVERBAO E ANOTAO DO PROTESTO

    Art. 377. A retificao do protesto, em razo de erro material cometido pelo tabelionato, poder ser efetuada de ofcio ou a requerimento da parte, sendo indispensvel apresentao do

    instrumento do protesto expedido e de documento que comprove o erro.

    Pargrafo nico. Quando se tratar de retificao, de dado pessoal do devedor constante

    do protesto, poder ser dispensada a apresentao do respectivo instrumento.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 147

    CAPTULO VIII

    DO CANCELAMENTO DO PROTESTO

    Art. 378. O cancelamento do protesto ser solicitado ao tabelionato por qualquer interessado, ou

    por seu procurador, mediante apresentao:

    I. do documento protestado, cuja cpia ficar arquivada;

    II. de declarao de anuncia firmado pelo credor, originrio ou por endosso

    translativo;

    III. de declarao de anuncia firmado pelo credor endossante, no caso de endosso-

    mandato;

    IV. de requerimento do apresentante;

    V. de requerimento do titular da conta-corrente bancria, acompanhado de documento

    comprobatrio, no caso de protesto de cheque nas circunstncias previstas no Art.

    334, caput.

    1. A declarao de anuncia dever conter a identificao do credor e sua assinatura

    reconhecida.

    2. A comprovao dos poderes de representao do signatrio da declarao de

    documento de quitao poder ser exigida perante o tabelionato de protesto.

    3. Admite-se o cancelamento mediante declarao de anuncia, formalizada por meio

    eletrnico, com a utilizao de certificado digital, no mbito ICP-Brasil ou outro

    meio seguro disponibilizado pelo Tabelionato.

    Art. 379. O cancelamento do protesto, fundado em outro motivo, que no o pagamento do ttulo ou documento de dvida, ser, quando no exista anuncia do apresentante ou credor,

    efetivado por determinao judicial, uma vez pagas as taxas e os emolumentos devidos

    ao Tabelio de Protesto.

    Pargrafo nico. O requerimento ser apresentado por qualquer interessado perante o

    Juzo Corregedor Permanente do respectivo Tabelionato, que considerar a possibilidade

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 148

    de atender ao pedido, independentemente de ao direta, ou encaminhar o interessado

    paras as vias ordinrias.

    Art. 380. Em hiptese de cancelamento de protesto, mediante declarao de anuncia, o Tabelio

    de Protesto poder ainda exigir, como forma de assegurar a autenticidade do ato, os

    seguintes requisitos na declarao:

    I. estar individualizada por Tabelionato de Protesto, confeccionada em papel

    timbrado original, com o carimbo constando n do CNPJ da pessoa jurdica

    credora, ou o n do CPF da pessoa fsica credora, bem como endereo atualizado e

    telefones para contato;

    II. possuir nome completo do emitente da carta, sua funo na empresa em hiptese

    de pessoa jurdica, indicao dos ns do RG e do CPF.

    III. constar identificao do devedor e o respectivo n do CPF ou CNPJ, a depender da

    hiptese de ser pessoa fsica ou jurdica.

    IV. constar os dados necessrios correta identificao do ttulo, a saber: valor, data de

    vencimento, data de emisso, nmero do ttulo e do protocolo de apontamento.

    V. acompanhar de documentos comprobatrios de poderes para assinatura; caso o

    emitente da carta seja Procurador do Credor, solicitar cpia da procurao com

    poderes para tal finalidade, ou a cpia do contrato social, ou ainda, ltima alterao

    contratual, caso seja scio da empresa credora; tambm poder ser exigido, cpias

    de estatutos sociais, atas de eleies, instrumentos de constituio empresarial ou

    documentos semelhantes para pessoas jurdicas que possuam tais documentos; e

    em caso de credor pessoa fsica, cpias de documentos pessoas que o identifiquem

    (RG e CPF).

    VI. Em caso de anuncia oriunda de outros Estados ou Comarcas, reconhecimento do

    sinal pblico por Tabelionato de Notas.

    Art. 381. Os tabelionatos de protesto podero adotar sistemas eletrnicos seguros para fins de realizao do servio de cancelamento de protesto, junto aos apresentantes e credores,

    independentemente de autorizao.

    Art. 382. Quando o cancelamento decorrer de declarao da inexistncia da dvida ou da extino

    da obrigao correspondente ao ttulo ou documento de dvida protestado, poder a

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 149

    providncia ser requerida pelo interessado, ou por procurador que o represente com

    poderes especiais, diretamente ao Tabelio de Protesto, mediante a apresentao de

    certido, expedida pelo Juzo competente, com meno do trnsito em julgado,

    substituindo a certido, neste caso, a apresentao do ttulo ou documento de dvida

    quitado, pagas as taxas e os emolumentos devidos ao Tabelio.

    Pargrafo nico. Caso o cancelamento seja realizado atravs de mandado judicial sero

    observadas as disposies dos artigos 378 e 379.

    Art. 383. As ordens judiciais, de cancelamento provisrio ou de cancelamento proferidas em sede de tutela antecipada, devero ser acatadas como sendo de suspenso provisria dos

    efeitos do protesto.

    Art. 384. Quando a extino da obrigao decorrer de processo judicial, em substituio ao ttulo, poder ser apresentada certido declaratria, expedida pelo juzo processante com

    meno ao trnsito em julgado.

    Art. 385. O cancelamento ser feito no registro do protesto ou em documento separado pelo Tabelio, seu substituto ou escrevente autorizado.

    Pargrafo nico. O Tabelionato de Protesto no responsvel pela retirada do nome do

    devedor que tenha sido inserido em cadastro das empresas a que se refere o art. 385.

    CAPTULO IX

    DAS CERTIDES

    Art. 386. As certides solicitadas devero ser expedidas no mximo em cinco (05) dias teis e abranger o perodo de (05) cinco anos contados da data do pedido, salvo se for referente

    a um protesto especfico ou a um perodo maior, por solicitao expressa do requerente.

    Pargrafo nico. As certides no retiradas, aps trinta dias da data marcada para a

    entrega, podero ser inutilizadas com perda do pagamento das taxas e emolumentos.

    Art. 387. vedada a excluso ou omisso de nomes e de protestos, ainda que em carter

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 150

    provisrio ou parcial, salvo quando decorrente do cancelamento do protesto ou por

    ordem judicial.

    1. A suspenso dos efeitos do protesto ser averbada, com a cessao da publicidade

    do protesto.

    2. Revogada a determinao judicial, averbar-se- tal determinao, voltando o

    protesto a produzir seus regulares efeitos.

    Art. 388. Os protestos cancelados no constaro de certido, salvo a pedido expresso do devedor, por ordem judicial ou no caso previsto no inciso I, do art. 380.

    Art. 389. Ser fornecida certido negativa sempre que a homonmia puder ser verificada

    simplesmente pelo confronto do nmero do documento de identificao.

    1. Se houver indcios convincentes de que o protesto pertena mesma pessoa

    independentemente da diferena no nmero de identificao constante do protesto,

    a certido negativa poder ser negada.

    2. Ser negativa a certido em favor da pessoa que tenha protesto cujos efeitos

    estejam suspensos por ordem judicial, nos casos de determinao da autoridade

    competente, na qual concede tutela antecipada, sustando os efeitos do protesto,

    tendo o Tabelio de Protesto procedido anotao das referidas determinaes,

    mesmo que provisria, na margem do registro de protesto.

    3. A certido narrativa, em favor de pessoa a qual tenha protesto que os efeitos

    estejam suspensos por ordem judicial, far expressa meno a essa determinao.

    Art. 390. Considerando o interessado que o protesto se refere a homnimo e no constando no Cadastro do Tabelionato elementos individuais identificadores, dever juntar ao pedido

    de expedio negativa:

    I. cpia autenticada da carteira de identidade;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 151

    II. atestado de duas testemunhas as quais declarem conhecer o interessado e que no

    se referem a ele aqueles protestos;

    III. declarao do interessado, sob responsabilidade civil e criminal, dessa

    circunstncia.

    Art. 391. Somente ser fornecida certido de ttulo, no protestado, por solicitao do devedor, por ordem judicial ou quando se tratar de intimao por edital.

    Pargrafo nico. vedado recusar certido negativa ao devedor de ttulo no protestado.

    Art. 392. Os Tabelionatos de Protesto podero implantar sistema de processamento de dados que permita a troca de informaes eletrnicas, assinadas digitalmente, visando expedio

    de certides ou informaes em tempo real, sendo os aspectos tcnicos de eficincia e

    segurana de inteira responsabilidade dos seus titulares.

    Art. 393. Os tabelionatos de protesto podero organizar, instalar e manter servio de informao atravs de postos avanados, administrado por suas centrais de distribuio de protestos

    ou ainda por iniciativa do Instituto de Estudos de Protesto de Ttulos do Brasil-Seo

    Bahia.

    Pargrafo nico. Nos postos avanados, referidos no caput vedada a prtica de atos

    cartorrios, podendo ser realizada solicitao de apontamento de ttulos para protesto e

    certides, bem como a entrega de certides.

    CAPTULO X

    DAS CERTIDES A ENTIDADES DE CLASSE

    Art. 394. O fornecimento de certido, em forma de relao, s entidades representativas do comrcio e da indstria, ou quelas vinculadas proteo do crdito, ficar

    condicionado ao seguinte:

    I. a certido deve referir-se apenas a protestos e cancelamentos realizados;

    II. a informao deve ser reservada, no podendo ser objeto de publicidade pela

    imprensa, nem mesmo parcialmente;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 152

    III. a informao deve ser integrada ao banco de dados do recebedor dentro de 24

    (vinte e quatro) horas de seu recebimento.

    1. Para manuteno da integridade dos cadastros, de tais entidades, devero as

    mesmas obter, obrigatoriamente, certido dos atos que modifiquem a situao de

    seu banco de dados, como as retificaes e averbaes no registro do protesto, ou

    expedio e revogao de ordens judiciais; tais como suspenso dos efeitos do

    protesto e similares.

    2. As certides em forma de relao podero ser encaminhadas em meio eletrnico,

    com a utilizao de certificado digital no mbito da ICP-Brasil ou outro meio

    seguro disponibilizado pela solicitante.

    Art. 395. As certides, informaes e relaes sero elaboradas pelo nome dos devedores, devidamente identificados e, abrangero todos os protestos, vedada a excluso ou

    omisso de nomes e de registros, ainda que provisria ou parcial.

    Art. 396. Ser suspenso o fornecimento de novas certides entidade que desatender o carter sigiloso da mesma, fornecer informao de protesto cancelado ou descumprir qualquer

    das condies previstas no Art. 394.

    Art. 397. Para atender ao interesse de entidades pblicas ou privadas, que tenham fins cientficos e por objeto a pesquisa e a estatstica, podero ainda ser fornecidas certides, caso

    solicitadas, por escrito, que indiquem o nmero de protestos tirados em um determinado

    perodo; bem como dos cancelamentos efetivados, especificando o tipo de protesto, se

    por falta de pagamento, aceite ou devoluo, ou ainda se especial para fins falimentares,

    desde que estas certides refiram-se, exclusivamente, quantidade de atos praticados,

    com omisso dos nomes daqueles que tenham figurado nos respectivos ttulos.

    Art. 398. Os Tabelies de Protesto devero enviar, gratuita e diariamente, ao Instituto de Estudos de Protestos de Ttulos do Brasil Seo Bahia relao diria dos protestos lavrados por

    falta de pagamento, bem como dos protestos cancelados, preferencialmente em meio

    eletrnico, indicando-se os seguintes dados:

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 153

    I. nome do devedor;

    II . nmero de inscrio no CNPJ ou CPF do devedor;

    III. valor e nmero do ttulo;

    IV. livro e folha de protesto.

    1. O Instituto de Estudo de Protestos de Ttulos do Brasil Seo Bahia dever

    permitir, pela rede Internet, consulta livre e gratuita aos interessados acerca da

    existncia ou no de protestos lavrados em desfavor de qualquer pessoa.

    I. a consulta somente ser permitida se feita de forma individual por cada

    interessado;

    II. a consulta ser feita apenas pelo nmero de inscrio no CNPJ ou CPF da

    pessoa pesquisada;

    III. a consulta no ter valor de certido e a resposta do sistema dever limitar-se

    informao da existncia ou no de protesto em desfavor do CNPJ ou CPF

    informado e, em caso positivo, em qual Tabelionato de Protesto consta o

    registro de protesto. Maiores detalhes do registro de protesto devero ser

    obtidos mediante pedido de certido junto ao Tabelionato competente.

    CAPTULO XI

    DA GUARDA DOS LIVROS, ARQUIVOS E DOCUMENTOS

    Art. 399. Os comprovantes de entrega de pagamentos ou ttulos aos apresentantes sero mantidos por, no mnimo, 30 (trinta) dias.

    Art. 400. As intimaes e editais, referentes a ttulos pagos ou retirados, sero mantidos por, no mnimo, 06 (seis) meses.

    Art. 401. Os documentos de cancelamento de protesto e as intimaes e editais referentes a ttulos protestados, sero mantidos por, no mnimo, 01 (um) ano.

    Art. 402. Os livros e/ou arquivos magnticos, correspondentes ao Livro Protocolo, sero mantidos por, no mnimo, 03 (trs) anos.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 154

    Art. 403. Os livros e/ou arquivos magnticos correspondentes ao Livro de Registro de Protestos e respectivos ttulos sero mantidos por, no mnimo, 10 (dez) anos.

    Art. 404. Os documentos entregues ao Tabelionato de Protesto, pelos apresentantes e no

    procurados, podero ser destrudos aps o decurso do prazo de 05 (cinco) anos da data

    do protesto.

    Art. 405. Os livros e documentos que forem microfilmados ou digitalizados no necessitam ser fisicamente conservados.

    Art. 406. O documento apontado que tenha sido microfilmado ou digitalizado, objeto de ao de sustao de protesto j arquivada, sem a comunicao a que se refere o art. 349 e 351,

    no necessita ser conservado.

    CAPTULO XII

    DOS EMOLUMENTOS E DISPOSIES FINAIS

    Art. 407. Os emolumentos, devidos pela prtica dos atos nos Tabelionatos de Protesto, sero pagos indistintamente pelas partes, na forma fixada pela Lei Estadual, exceto no cumprimento

    de ordem judicial em favor das partes beneficiadas pela Assistncia Judiciria Gratuita,

    quando dela constar a determinao de inexigibilidade do pagamento.

    Art. 408. Os atos a serem praticados por fora de mandados judiciais, ficaro isentos do pagamento das respectivas taxas e emolumentos, desde que meno expressa neste

    sentido conste no instrumento de mandado correspondente.

    Pargrafo nico. Mesmo que no conste no mandado judicial a iseno de que trata o

    caput deste artigo, o ato ser praticado, ressalvado a viabilidade da cobrana das taxas e

    emolumentos devidos.

    Art. 409. Poder ser exigido depsito prvio dos emolumentos e demais despesas devidas, que devero ser reembolsados ao apresentante quando ressarcidos pelo devedor.

    Art. 410. Fica autorizado aos tabelionatos de protesto de ttulos a celebrao de convnios atravs

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 155

    do Instituto de Estudos de Protesto de Ttulos do Brasil Seo Bahia (IEPTB-BA),

    estabelecendo que o recolhimento dos emolumentos e taxas cobrados na apresentao e

    distribuio dos ttulos ou documentos de dvidas, inclusive intimao e edital, sejam

    diferidos para as seguintes hipteses, posteriores apresentao e protesto:

    I - no momento da desistncia do pedido de protesto do ttulo ou documento de

    dvida;

    II - no momento do pagamento elisivo ou aceite pelo devedor do ttulo ou documento

    de dvida;

    III - no momento do cancelamento do protesto de ttulos ou documento de dvida;

    IV - na sustao judicial definitiva.

    1. Nos atos lavrados com recolhimento diferido dos emolumentos e taxas

    correspondentes apresentao e distribuio dos ttulos e documentos de dvida,

    ser utilizado DAJE correspondente Ato Isento, no momento do seu ingresso;

    2. Determinar que os emolumentos e taxas correspondentes aos DAJEs, inicialmente

    atribudos como Ato Isento, sejam recolhidos nas oportunidades previstas nos

    incisos deste artigo;

    3. As serventias ficam obrigadas a demonstrar nas suas prestaes de contas

    Corregedoria Geral de Justia e Corregedoria das Comarcas do Interior a

    pertinncia da utilizao dos DAJEs, destinados aos Atos Isentos.

    Art. 411. Os emolumentos devero ser cotados por suas parcelas componentes.

    Art. 412. No so devidos taxas e emolumentos pela averbao de retificao do protesto, salvo

    quando resulte de erro provocado pelo apresentante.

    Art. 413. Os formulrios de apresentao de ttulos para protesto, certides, instrumentos de protesto e outros documentos e formulrios que sejam necessrios ao servio de

    protesto, em verso fsica ou eletrnica, sero padronizados conforme modelo

    desenvolvido pelo Instituto de Estudos de Protesto de Ttulos do Brasil - Seo do

    Estado do Bahia.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 156

    Art. 414. A reproduo de microfilme ou do processamento eletrnico da imagem, do ttulo ou de qualquer documento arquivado no Tabelionato, quando autenticado pelo Tabelio de

    Protesto, por seu Substituto ou Escrevente autorizado, guarda o mesmo valor do original

    independentemente de restaurao judicial.

    Art. 415. Para os servios a seu cargo Tabelies de Protesto podero adotar, independentemente de autorizao, sistemas de computao, microfilmagem, gravao eletrnica de imagem e

    quaisquer outros meios de reproduo.

    Art. 416. Podero ser incinerados ou eliminados, pela forma mais conveniente, a critrio do Tabelio, os livros e documentos cuja conservao seja desnecessria, por hiptese de

    utilizao de microfilmagem ou gravao eletrnica, ressalvados os documentos cuja

    manuteno seja obrigatria por fora de lei.

    TTULO IV

    DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS

    SEO I

    DAS DISPOSIES GERAIS

    Art. 417. O servio de Registro Civil das Pessoas Naturais, em todo o Estado, observar o disposto nas seguintes Normas:

    I. Em cada sede municipal, haver no mnimo um registrador civil das pessoas

    naturais.

    II. Nos Municpios em que houver mais de um distrito, em cada sede distrital

    dispor no mnimo de um registrador civil das pessoas naturais que acumular

    funes notariais.

    III. Na circunscrio do 1 Ofcio, em cada comarca, haver um Oficial de Registro

    Civil das Pessoas Naturais e de Interdies e Tutelas, com competncia para

    inscrio dos demais atos relativos ao estado civil.

    IV. O servio ser prestado, de modo eficiente e adequado, todos os dias de

    segunda sexta-feira, atendendo as peculiaridades locais, em local de fcil

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 157

    acesso ao pblico e que oferea segurana para o arquivamento de livros e

    documentos.

    V. Os Registros Civis funcionaro aos sbados, domingos e feriados, e o servio

    ser prestado pelo sistema de planto.

    VI. O atendimento ao pblico ser, no mnimo, de seis (06) horas dirias.

    VII. Em cada serventia do Registro Civil das Pessoas Naturais, haver um Juiz de

    Paz e um suplente com atribuies; tais como de celebrar de casamentos.

    SEO II

    DA ESCRITURAO E DA ORDEM DE SERVIO

    SUBSEO I

    DOS LIVROS

    Art. 418. Haver, em cada serventia, os seguintes livros, todos com trezentas (300) folhas, cada um:

    I. A de registro de nascimento e inscrio de sentena de adoo;

    II. B de registro de casamento civil e de registro de converso de unio estvel em

    casamento;

    III. B auxiliar de registro de casamento religioso para efeitos civis;

    IV. C de registro de bito;

    V. C auxiliar de registro de natimorto;

    VI. D de registro de edital de proclamas;

    VII. Na serventia do 1 Ofcio, em cada Comarca, haver outro livro para inscrio dos

    demais atos relativos ao estado civil, designado sob a letra E, com cento e

    cinquenta folhas, que poder ser desdobrado em livros especiais, pela natureza dos

    atos que nele devam ser registrados, nas Comarcas de grande movimento, a critrio

    do Oficial de Registro. Esse livro privativo das Unidades do 1 Ofcio de cada

    Comarca, com a finalidade de registrar: o nascimento, o casamento e o bito de

    brasileiros j registrados no exterior e tambm as escrituras pblicas de

    emancipao, as sentena de Interdio (prodigalidade), de ausncia, de sentena

    de emancipao, alm de opo de nacionalidade.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 158

    Pargrafo nico: Para melhor organizao dos servios internos facultado aos oficiais

    adotar alm dos livros obrigatrios os seguintes:

    a) Livro Tombo;

    b) Livro de Protocolo de correspondncias recebidas e expedidas;

    c) Livro de Protocolo de vistas ao Ministrio Pblico;

    d) Inspeo.

    SUBSEO II

    DA ESCRITURAO

    Art. 419. Os livros de registro sero abertos, numerados, autenticados e encerrados pelo Oficial de Registro ou substituto legal.

    Art. 420. A escriturao ser feita em livros encadernados ou em folhas soltas, ou em meio eletrnico, sendo que conter cada um deles trezentas (300) folhas numeradas e

    rubricadas pelo Oficial, podendo utilizar a autenticao eletrnica.

    Art. 421. Os livros sero numerados e ao lado da numerao apostas s respectivas letras as quais representam as finalidades citadas no Art. 418, incisos I a VIII.

    Art. 422. Os nmeros de ordem dos registros no sero interrompidos ao final de cada livro, continuando infinitamente nos seguintes da mesma espcie.

    Art. 423. A escriturao ser feita seguidamente, em ordem cronolgica de declaraes, sem

    abreviaturas, nem algarismos; no fim de cada assento e antes da subscrio e das

    assinaturas, sero ressalvadas as emendas, entrelinhas ou outras circunstncias que

    puderem ocasionar dvidas.

    Art. 424. Os livros sero divididos em trs partes: esquerda lanado o nmero de ordem, no centro, o assento e, direita, as averbaes e anotaes.

    Art. 425. Findando-se um livro, o imediato tomar o nmero seguinte.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 159

    Art. 426. Os ndices alfabticos dos assentos devero ser lavrados e juntados a cada um dos livros e organizados pelos nomes das pessoas a quem se referirem. Podem, a critrio do Oficial

    de Registro, substitu-los por sistema de fichas ou de banco de dados eletrnicos, desde

    que preencham os requisitos de segurana, comodidade e pronta busca.

    Pargrafo nico. Os livros de ndice devero conter obrigatoriamente:

    a) o ndice de nascimento: nome do registrado, a data de nascimento, nome do pai,

    nome da me, nmero do livro, nmero de folha, nmero do termo e data do

    registro;

    b) o ndice de casamento: nome dos cnjuges, nmero do livro, nmero de folha,

    nmero do termo, data da lavratura;

    c) o ndice de bito: nome do falecido, nmero do livro, nmero de folha, nmero do

    termo, data da lavratura.

    Art. 427. s Unidades de Registros Civis das Pessoas Naturais, fica facultada a manuteno de livro de transporte de anotaes e averbaes, com as respectivas remisses aos

    assentos, em continuidade.

    Art. 428. Os Oficiais do Registro Civil das Pessoas Naturais adotaro arquivos digitais ou pastas para arquivar os seguintes documentos:

    I. As relaes das comunicaes expedidas, inclusive aquelas referentes a bitos,

    casamentos, separaes Judiciais, restabelecimentos dos casamentos, divrcios,

    interdies, emancipaes, ausncias, morte presumida, quando no for utilizado

    pela Unidade de Servio o livro de protocolo de correspondncias postais;

    II. As peties de registros tardios;

    III. Os Mandados de Averbaes, as retificaes e outros documentos que devam ser

    cumpridos;

    IV. D.O. (Declarao de bito);

    V. D.N.V. (Declarao de Nascido Vivo);

    VI. Cpias das segundas vias dos demonstrativos de atos gratuitos encaminhados a

    Unidade Gestora (FECOM/BA) para ressarcimento dos atos praticados na forma

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 160

    instituda pela Lei Estadual n 12.352/2011 art. 16 e Lei Federal n 10.169/2000

    art. 8;

    Art. 429. Os atos a que se refere s alneas do Art. 428, podero ser inutilizados, aps prvia

    reproduo por processo de microfilmagem ou mdia digital e autorizao do Juiz

    Corregedor Permanente.

    Art. 430. As partes, ou seus procuradores, bem como eventuais testemunhas, assinaro os assentos, inserindo-se neles as declaraes feitas de acordo com a lei, com a subscrio

    pelo Oficial Registro ou preposto autorizado.

    1. Se o declarante no puder, por qualquer circunstncia, assinar, far-se- declarao

    no assento, assinando a rogo outra pessoa e tomando-se a impresso dactiloscpica

    da que no assinar, margem do assento, bem como duas testemunhas assinaro

    no ato.

    2. Nos assentos ordenados por sentena ou feitos mediante declarao escrita haver

    somente a subscrio do Oficial de Registro ou preposto autorizado.

    Art. 431. O assento deve conter a declarao de ter sido lido na presena das partes e testemunhas, ou de que todos o leram.

    Art. 432. Tendo havido omisso ou erro de modo que seja necessrio fazer adio ou emenda, estas sero feitas antes da assinatura ou ainda em seguida, mas antes de outro assento,

    sendo a ressalva novamente por todos assinada.

    Art. 433. Fora da retificao feita no ato, qualquer outra s poder ser efetuada em conformidade com as disposies atinentes s retificaes.

    SUBSEO III

    DA PUBLICIDADE

    Art. 434. Os oficiais obrigar-se-o

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 161

    I. a lavrar certido do que lhes for requerido;

    II. a fornecer s partes as informaes solicitadas, respeitado o princpio da garantia

    constitucional da privacidade.

    III. a fornecer a qualquer pessoa certido do registro, respeitado o disposto no art. 227,

    6, da CF.

    IV. a fornecer certides do inteiro teor do registro ou segundas vias de documentos

    concernentes ao fato, salvo quando referentes a dados nominativos pertencentes ao

    prprio requerente da informao; nesse caso, depender de autorizao ou de

    requisio judicial, mediante deciso fundamentada, sendo asseguradas as

    garantias, os direitos e os interesses relevantes da pessoa.

    V. As certides, de inteiro teor ou no, sero fornecidas independentemente de

    despacho judicial, ressalvados os casos em que a lei e a Constituio Federal

    expressamente determinem o sigilo ou a necessidade de autorizao judicial para

    emisso, tais como, o disposto no art. 18 da Lei Federal 6.015/73 e art. 6,

    pargrafos 1 e 2, da Lei Federal 8.560/92.

    Art. 435. O Registro Civil das Pessoas Naturais expedir unicamente certides de nascimento, redigidas de forma a impossibilitar qualquer interpretao ou identificao da pessoa

    haver sido concebida da relao extramatrimonial ou de adoo, segundo a Constituio

    vigente (art. 5, inc. X, c/c o art. 227, 6, da CF) e o regulado nesta Consolidao.

    Art. 436. No se retardar a expedio da certido por mais de 05 (cinco) dias teis.

    Art. 437. Os pedidos de certido por via postal, telegrfica, bancria ou correio eletrnico sero

    obrigatoriamente atendidos, satisfeitas as despesas postais, diligncias para postagem,

    bem como os emolumentos devidos.

    Pargrafo nico. Os pedidos de certides feitos de qualquer parte do pas, por ordem

    judicial, Ministrios Pblicos, Defensorias Pblicas e outros rgos Pblicos, sero

    atendidos e as certides fornecidas, independente de pagamento de emolumentos, sendo

    esses atos ressarcidos aos Oficiais pelo FECOM (Fundo Especial de Compensao).

    Art. 438. A certido ser expedida e assinada pelo Oficial de Registro ou preposto autorizado.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 162

    1. facultada a expedio de certides eletrnicas, com assinatura do Oficial de

    Registro ou preposto autorizado, no mbito da Infraestrutura de Chaves Pblicas

    Brasileira (ICP-Brasil).

    2. Pode a certido ser solicitada em serventias diversas daquela que detm o registro,

    tendo o requerente livre escolha para fazer o pedido, utilizando os meios

    eletrnicos, telefones, remessas postais, desde que ambas serventias disponham de

    sistemas eletrnicos e de certificado digital. Neste caso, a serventia detentora do

    registro emite a certido eletronicamente, nos termos do subitem anterior e a

    remete serventia em que se faz a solicitao. Esta ltima materializa a certido

    por meio de impresso e certifica a autenticidade da assinatura eletrnica e de sua

    origem, outorgando-lhe f pblica, mediante aposio da assinatura fsica do

    oficial ou de seu preposto. Cada serventia receber os emolumentos pelo ato

    praticado (emisso de certido/certificao da autenticidade) e ser responsvel

    pelo que certifica.

    Art. 439. Sempre que houver qualquer alterao posterior ao ato cuja certido pedida, deve o Oficial de Registro mencion-la, obrigatoriamente, no obstante as especificaes do

    pedido, sob pena de responsabilidade civil e penal, ressalvado o disposto nos arts. 45,

    57, 7, e 95, da Lei n 6.015, de 31 de dezembro de 1973, e art. 47, da Lei n 8.069, de

    13 de julho de 1990.

    Art. 440. A alterao a que se refere o item anterior dever ser anotada na prpria certido, contendo a inscrio de que a presente certido envolve elementos de averbao

    margem do termo.

    Art. 441. Os pedidos de certido feitos por via postal, telegrfica, eletrnica ou bancria sero obrigatoriamente atendidos pelo Oficial de Registro, satisfeitos os emolumentos devidos,

    sob as penas previstas na legislao prpria. De igual forma, as pessoas

    comprovadamente pobres tero tambm seus pedidos atendidos, desde que comprovem

    seu estado, apresentando declarao de hipossuficincia.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 163

    SUBSEO IV

    DA CONSERVAO

    Art. 442. Os Oficiais de Registro devem manter em segurana, permanentemente, os livros e

    documentos e devem responder pela sua ordem e conservao.

    Pargrafo nico. A responsabilidade aduzida no caput no exime o Tribunal de Justia

    do Estado da Bahia da responsabilidade solidria da restaurao e conservao do

    acervo.

    Art. 443. Os livros e documentos referentes ao servio de registro sero arquivados na serventia, mediante a utilizao de processos racionais que facilitem as buscas, podendo ser

    inutilizados aps prvia reproduo em microfilme ou por processamento eletrnico da

    imagem, com exceo dos livros obrigatrios.

    Pargrafo nico. Podem ser inutilizados sem prvia reproduo os editais de proclamas

    provenientes de outras serventias, aps afixao e registro e as comunicaes recebidas

    para fins de anotao.

    Art. 444. Quando for criada nova serventia e, enquanto esta no for instalada, os registros continuaro a ser feitos na circunscrio que sofreu o desmembramento, no sendo

    necessrio repeti-los na nova serventia.

    Pargrafo nico. O arquivo da antiga serventia continuar a lhe pertencer.

    Art. 445. Se houver necessidade de percia em livros e documentos, o exame dever ocorrer na prpria serventia, em dia e hora adrede designados, com cincia do titular e autorizao

    do juzo competente.

    SUBSEO V

    DA ORDEM DO SERVIO

    DAS PARTES E TESTEMUNHAS

    Art. 446. As partes e testemunhas sero identificadas no ato de registro, com a apresentao de

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 164

    documento de identidade.

    1. Considera-se documento de identidade:

    I- a carteira de identidade;

    II- a carteira emitida pelos rgos criados por lei federal, controladores do

    exerccio profissional;

    III- a carteira nacional de habilitao;

    IV- o modelo atual da Carteira de Trabalho e Previdncia Social Informatizada e

    o Carto de Identificao do Trabalhador (Portaria n 210, de 29 de abril de

    2008, do Ministro de Estado do Trabalho e Emprego);

    V- o passaporte nacional ou estrangeiro;

    VI- o registro nacional de estrangeiro;

    VII- o documento nacional de identificao expedido pela Repblica Argentina,

    pela Repblica Oriental do Uruguai, pela Repblica do Paraguai, pela

    Repblica do Chile, pela Repblica do Peru, pela Repblica da Bolvia e

    demais Estados com os quais a Repblica Federativa do Brasil tenha firmado

    tratado, conveno ou ato internacional nesse sentido.

    2. Os documentos mencionados no subitem anterior devem estar dentro do prazo de

    validade, no se admitindo cpia, ainda que autenticada.

    3. Se qualquer dos comparecentes no for conhecido do Oficial de Registro, nem

    puder se identificar por documento, devero participar do ato pelo menos duas

    testemunhas que o conheam e atestem sua identidade.

    4. No caso do 3, ser colhida impresso dactiloscpica do comparecente, margem

    do assento.

    5. Caso haja dvida quanto veracidade da atestao das testemunhas, o caso ser

    encaminhado ao Juzo competente para esclarecimento do fato, sem que seja

    lavrado o assento.

    Art. 447. As procuraes e declaraes de reconhecimento de filho ou anuncia ao registro sero

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 165

    arquivadas, mencionando-se no termo a data, o livro, a folha e a serventia em que foram

    lavradas, quando constarem de instrumento pblico.

    1. Ser exigido reconhecimento da firma do signatrio na procurao ou declarao

    feita por instrumento particular.

    2. Quando se tratar de ru preso ter validade a procurao ou declarao, em que a

    assinatura tenha sido abonada pelo diretor do presdio ou autoridade policial

    competente.

    Art. 448. A testemunha para os assentos de registro deve satisfazer s condies exigidas pela lei civil, sendo admitido o parente, em qualquer grau, do registrado.

    Art. 449. Se qualquer dos comparecentes no souber ou no puder se expressar na lngua nacional e o Oficial de Registro no entender o idioma em que se expressa, dever comparecer

    tradutor pblico para servir de intrprete, ou, no havendo na localidade, outra pessoa

    capaz que, a juzo do Oficial de Registro, tenha idoneidade e conhecimentos bastantes.

    SEO III

    DOS EMOLUMENTOS, DA GRATUIDADE E DA ISENO

    SUBSEO I

    DOS EMOLUMENTOS

    Art. 450. Os Oficiais de Registro tm direito percepo dos emolumentos integrais pelos atos

    praticados na serventia, conforme definido na legislao estadual.

    Art. 451. Os Oficiais de Registro daro recibo dos emolumentos percebidos, sem prejuzo da indicao definitiva e obrigatria dos respectivos valores margem do documento

    entregue ao interessado, em conformidade com a tabela vigente ao tempo da prtica do

    ato.

    Art. 452. vedado cobrar emolumentos em decorrncia da prtica de ato de retificao ou que

    teve de ser refeito ou renovado em razo de erro imputvel ao respectivo servio de

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 166

    registro.

    SUBSEO II

    DA GRATUIDADE E DA ISENO

    Art. 453. So gratuitos os atos do registro civil de nascimento e o de bito, bem como a primeira certido respectiva.

    Pargrafo nico. Para os reconhecidamente pobres no sero cobrados emolumentos

    pelas certides a que se refere este artigo.

    Art. 454. O estado de pobreza ser comprovado por declarao do prprio interessado ou a rogo, tratando-se de analfabeto, neste caso, acompanhada da assinatura de duas testemunhas.

    1. A falsidade da declarao ensejar a responsabilidade civil e criminal do

    interessado.

    2. proibida a insero nas certides de que trata o art. 33 pargrafo nico, de

    expresses as quais indiquem condio de pobreza, podendo constar o carimbo

    isento de emolumentos.

    Art. 455. A habilitao para o casamento, o registro e a primeira certido sero isentos de selos, emolumentos e custas, para as pessoas cuja pobreza for declarada, sob as penas da lei.

    1. Na impossibilidade de publicao gratuita do edital de proclamas, o Oficial de

    Registro encaminhar o edital ao Juzo competente para publicao.

    2. Caso haja dvida quanto veracidade da declarao, o caso ser encaminhado ao

    Juzo competente para esclarecimento do fato.

    3. Aos beneficirios da habilitao de casamento de que trata este artigo, fica

    dispensado o reconhecimento das assinaturas por tabelio.

    Art. 456. Os Oficiais de Registro Civil das Pessoas Naturais devero at o 2 dia subsequente ao

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 167

    de referncia, encaminhar ao FECOM (Fundo Especial de Compensao), planilhas dos

    atos gratuitos e isentos por eles praticados, bem como a relao das correspondncias e

    das comunicaes obrigatrias enviadas pelos correios, conforme estabelecido na Lei n

    12.352/2011, para ressarcimento dos mesmos.

    Pargrafo nico. A planilha a que se refere este artigo dever observar modelo

    padronizado pela entidade gestora dos recursos e ser apresentada em duas vias, uma

    ser encaminhada unidade gestora e a outra via ser arquivada em pasta prpria.

    Art. 457. exclusiva do Oficial Registrador a responsabilidade civil, criminal e administrativa, pela correo e regularidade dos atos declarados na planilha para fins de compensao.

    SEO IV

    DA FISCALIZAO DO SERVIO

    SUBSEO I

    DISPOSIES GERAIS

    Art. 458. A fiscalizao judiciria dos atos de registro ser exercida pelas Corregedorias da Justia e pelo Juiz Corregedor Permanente, assim definido na Organizao Judiciria do Estado,

    sempre que necessrio, ou mediante representao de qualquer interessado, quando da

    inobservncia de obrigao legal por parte de Oficial de Registro ou de seus prepostos.

    Art. 459. As Corregedorias da Justia e o Juiz Corregedor Permanente zelaro para que os servios de registro sejam prestados com rapidez, qualidade satisfatria e de modo

    eficiente, podendo sugerir autoridade competente a elaborao de planos de adequada

    e melhor prestao desses servios, observados, tambm, critrios populacionais e

    socioeconmicos, publicados, regularmente, pela Fundao Instituto Brasileiro de

    Geografia e Estatstica.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 168

    SEO V

    DO NASCIMENTO

    SUBSEO I

    DA OBRIGATORIEDADE DO REGISTRO

    Art. 460. Todo nascimento que ocorrer no territrio nacional dever ser registrado.

    Art. 461. Quando se tratar de registro de nascimento de indgena, devero ser observadas as

    Regras estabelecidas na Resoluo Conjunta n 03/2012 do Conselho Nacional de

    Justia.

    Art. 462. Decorrido o prazo legal sem registro, qualquer interessado poder levar o fato ao

    conhecimento do Juzo da Infncia e da Juventude, o qual adotar as providncias

    cabveis para a regularizao do Registro Civil.

    SUBSEO II

    DA COMPETNCIA

    Art. 463. O registro de nascimento deve ser feito na circunscrio do lugar em que tiver ocorrido o parto ou no lugar da residncia dos pais.

    Pargrafo nico. Decorrido o prazo legal, o registro deve ser feito na circunscrio de

    residncia do interessado.

    Art. 464. Quando for diverso o lugar da residncia dos pais, a circunscrio competente a da residncia do genitor declarante.

    Art. 465. Em se tratando de criana menor de um ano falecida e ainda no registrada, o registro de nascimento competir circunscrio do local do bito, sendo feito o nascimento e, em

    seguida, o bito do mesmo.

    SUBSEO III

    DO PRAZO

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 169

    Art. 466. A declarao para o registro de nascimento deve ser feita no prazo de quinze (15) dias.

    Pargrafo nico. Se a me for a declarante, o prazo prorrogado por mais quarenta e

    cinco (45) dias.

    Art. 467. O prazo ser ampliado em at trs (03) meses para os lugares distantes mais de trinta (30) quilmetros da sede da serventia.

    SUBSEO IV

    DO REGISTRO FORA DO PRAZO E DAS RESTAURAES

    Art. 468. As declaraes de nascimento feitas aps o decurso do prazo legal devero observar as regras estabelecidas no Provimento n 28 do Conselho Nacional de Justia, de 05 de

    fevereiro de 2013.

    Art. 469. Nos casos em que tenha sido fornecida a certido sem efetuar o devido registro, o interessado pode dirigir-se ao Oficial e requerer por escrito, para que seja lavrado um

    novo termo, observando os seguintes requisitos:

    I. Apresentao de documentos os quais atestem o lapso, requerendo ao Oficial que o

    registre no livro atual, com todos os dados do documento apresentado;

    II. Para comprovao da veracidade dos fatos, o Oficial far buscas nos arquivos de

    nascimento da serventia em loco e requerer buscas nas serventias dentro da

    Comarca, evitando-se assim duplicidade de registro;

    III. Constatando-se a evidncia do erro material, o Oficial tomar por termo os dados

    da documentao apresentada e registrar o interessado no livro atual em

    andamento, com fundamento na documentao apresentada;

    IV. Lavrado o assento no respectivo livro, haver anotao na certido atual, com

    indicao sempre que possvel do livro, folhas e termo da certido anterior para

    futuras constataes da veracidade dos fatos;

    V. Os documentos apresentados sero arquivados juntamente com os termos de

    declaraes colhidas no requerimento e demais provas apresentadas;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 170

    VI. Quando o requerente for maior de idade assinar o requerimento juntamente com

    duas testemunhas; no sabendo ou no podendo assinar por qualquer motivo,

    assinar a seu rogo trs testemunhas, maiores e capazes;

    VII. sendo menor o interessado, seu representante legal assinar, juntamente com duas

    testemunhas;

    VIII. O Oficial certificar a autenticidade das firmas do interessado ou do seu

    representante legal, bem como das testemunhas que forem lanadas em sua

    presena ou na presena de preposto autorizado.

    SUBSEO V

    DA LEGITIMIDADE

    Art. 470. So obrigados a fazer declarao de nascimento:

    I. os pais;

    II. no impedimento de ambos, o parente mais prximo, sendo maior e achando-se

    presente;

    III. em falta ou impedimento do parente referido no nmero anterior os

    administradores de hospitais ou os mdicos e parteiras, que tiverem assistido o

    parto;

    IV. pessoa idnea da casa em que ocorrer, sendo fora da residncia da me;

    V. finalmente, as pessoas encarregadas da guarda do menor.

    Art. 471. Aps a maioridade, o pedido de registro caber somente ao prprio registrando, que, no

    caso de incapacidade, ser representado pelo curador, pelo ascendente ou pelo irmo.

    Pargrafo nico. Os maiores de dezesseis anos podero requerer pessoalmente o registro

    de seu nascimento.

    SUBSEO VI

    DAS FORMALIDADES PARA O REGISTRO

    Art. 472. O registro de nascimento ser feito mediante:

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 171

    I. declarao verbal e apresentao da DNV e documentos de identificao dos

    genitores;

    II. requerimento escrito, nos casos de registro fora do prazo;

    III. mandado judicial.

    Art. 473. Quando o Oficial de Registro tiver motivo para duvidar da declarao, poder ir casa do recm-nascido verificar a sua existncia, solicitar a apresentao de documentos e a

    presena do recm-nascido e exigir a atestao do mdico, ou parteira, que tiver

    assistido o parto.

    Pargrafo nico. Poder, ainda, ser solicitado o testemunho de duas pessoas que no

    forem os pais e tiverem visto o recm-nascido.

    Art. 474. No caso de ter a criana nascido morta ou no de ter morrido na ocasio do parto, ser, no obstante, feito o assento com os elementos que couberem e com remisso ao do

    bito.

    1. No caso de ter a criana nascido morta, o registro ser feito no Livro C auxiliar

    de registro de natimorto, com os elementos que couberem.

    2. No caso da criana ter morrido na ocasio do parto, tendo, entretanto, respirado,

    sero feitos os dois assentos, o de nascimento e o de bito, com os elementos

    cabveis e com remisses recprocas.

    Art. 475. No caso de gmeos, ser declarada no assento especial de cada um a ordem de nascimento. Os gmeos que tiverem o prenome igual devero ser inscritos com duplo

    prenome ou nome completo diverso, de modo que possam distinguir-se.

    Pargrafo nico. Tambm sero obrigados a duplo prenome, ou a nome completo

    diverso, os irmos a que se pretender dar o mesmo prenome.

    Art. 476. O assento do nascimento dever conter:

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 172

    I. dia, ms, ano, lugar e hora certa ou aproximada do nascimento;

    II. o sexo do registrando;

    III. o fato de ser gmeo, quando assim tiver acontecido;

    IV. o prenome e o sobrenome da criana;

    V. os prenomes e os sobrenomes, a naturalidade, a profisso dos pais, a idade da

    genitora do registrando em anos completos, na ocasio do parto, e o domiclio ou a

    residncia dos pais;

    VI. os prenomes e os sobrenomes dos avs paternos e maternos;

    VII. os prenomes e os sobrenomes, a profisso, nmero de documento de identidade e a

    residncia das duas testemunhas do assento, que no so necessariamente as

    testemunhas do nascimento, mas que ao menos conheam a me e a existncia da

    gravidez, nas hipteses em que o nascimento tenha ocorrido sem assistncia

    mdica, em residncia, ou fora de unidade hospitalar ou casa de sade.

    Art. 477. A lavratura de assento de nascimento ser acompanhada do arquivamento do formulrio da Declarao de Nascido Vivo, expedida pela maternidade ou estabelecimento

    hospitalar, de onde se possam extrair ou conferir os dados do nascido.

    1. Ocorrendo o nascimento fora de maternidade ou estabelecimento hospitalar, ou

    onde no haja a expedio do formulrio referido no item anterior, o Oficial de

    Registro preencher o formulrio, que ser assinado pelo declarante.

    2. Sempre que o Oficial de Registro tiver motivo para duvidar da declarao de

    nascimento, especialmente nos nascimentos ocorridos fora de maternidade ou

    estabelecimento hospitalar, poder solicitar a apresentao de documentos, a

    presena do registrando e de duas testemunhas, bem como outras provas que

    permitam apurar a veracidade da declarao.

    3. Persistindo dvida quanto veracidade da declarao, o caso ser encaminhado ao

    Juzo competente para esclarecimento do fato, sem que seja lavrado o assento.

    Art. 478. Na hiptese de reproduo assistida com utilizao da tcnica de gestao por substituio, o registro poder ser feito consignando-se o nome da doadora gentica

    como me, desde que tenha sido firmada anuncia ao registro pela mulher cujo nome

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 173

    consta do formulrio da Declarao de Nascido Vivo e seja apresentado relatrio mdico

    dos procedimentos adotados, respeitadas as normas da tica mdica, editadas pelo

    Conselho Federal de Medicina.

    Pargrafo nico. Havendo motivo para duvidar das declaraes, o caso ser

    encaminhado ao Juzo competente para esclarecimento do fato, sem que seja lavrado o

    assento.

    Art. 479. No registro de filho, havido na constncia do casamento, a paternidade poder ser

    consignada desde que comprovada a respectiva presuno legal.

    Art. 480. No registro de filhos havidos fora do casamento no sero considerados o estado civil ou eventual parentesco dos genitores; porm a consignao da paternidade depende de

    reconhecimento voluntrio, no ato do registro ou por outra forma prevista em lei.

    1. O reconhecimento de paternidade poder ser efetuado no ato de registro pelo

    relativamente incapaz sem assistncia de seus pais ou tutor.

    2. O reconhecimento da paternidade por absolutamente incapaz somente poder ser

    efetivado por deciso judicial.

    Art. 481. O pai poder declarar o nascimento de filho havido fora do casamento, independentemente da presena da me, quando apresentado formulrio da Declarao

    de Nascido Vivo, expedida pela maternidade ou estabelecimento hospitalar.

    SUBSEO VII

    DOS REGISTROS FEITOS NOS ESTABELECIMENTOS

    DE SADE QUE REALIZAM PARTO

    Art. 482. O primeiro registro de nascimento bem como a sua respectiva certido que foram feitos em maternidades ou nos estabelecimentos de sade os quais realizaram partos, devem

    obedecer ao disposto no Provimento n 13, de 03 de setembro de 2010 e suas

    modificaes apontadas no Provimento n 17, de 10 de agosto de 2012, ambos do

    Conselho Nacional de Justia.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 174

    1. A implantao das Unidades Interligadas dar-se- mediante convnio firmado

    entre o estabelecimento de sade e o(s) registrador(es) do Municpio ou Distrito

    onde estiver localizado o estabelecimento, com a superviso e a fiscalizao das

    Corregedorias de Justia dos Estados e Distrito Federal, bem como da

    Corregedoria Nacional de Justia.

    2. O convnio acima referido dever ser informado ao Juiz Corregedor Permanente,

    que comunicar, por sua vez, Corregedoria competente.

    Art. 483. A manifestao de vontade dos genitores ser colhida por escrito, em impresso prprio, conforme modelo Oficial, prestando-se tal documento a substituir a declarao constante

    do assento.

    Art. 484. Havendo mais de uma Serventia, na cidade ou Distrito, faculta-se aos Oficiais Registradores estabelecerem de comum acordo a competncia de qual serventia ficar

    responsvel pelos registros nas referidas maternidades.

    Art. 485. A critrio do interessado, este poder fazer o registro de nascimento diretamente no Cartrio da circunscrio correspondente ao local do nascimento da criana ou do

    Municpio do seu domiclio.

    Art. 486. Quando os genitores no forem casados e o pai no se encontrar presente ao ato, o Oficial colher a informao com a genitora do possvel genitor da criana, lavrar o

    registro de nascimento sem indicao da paternidade e, em seguida, comunicar ao Juiz

    Corregedor a indicao fornecida pela genitora de que a paternidade da criana

    registrada.

    SUBSEO VIII

    DO NOME

    Art. 487. Toda pessoa tem direito ao nome, nele compreendidos o prenome e o sobrenome.

    Art. 488. livre a escolha do prenome, desde que no seja suscetvel de expor a pessoa ao

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 175

    ridculo.

    Pargrafo nico. Quando os pais no se conformarem com a recusa, o Oficial de

    Registro submeter por escrito o caso, independente da cobrana de quaisquer

    emolumentos, deciso do Juiz competente.

    Art. 489. Podero ser adotados sobrenomes do pai, da me ou de ambos, em qualquer ordem, desde que no haja intercalao.

    Pargrafo nico. Admite-se a incluso, junto ao sobrenome do genitor, de sobrenomes de

    outros ascendentes do registrado, desde que comprovado o parentesco.

    Art. 490. Os Oficiais de Registro podero orientar os pais acerca da convenincia de acrescer um

    sobrenome, a fim de se evitar prejuzos pessoa em razo da homonmia.

    Art. 491. Quando o declarante no indicar o nome completo, o Oficial de Registro lanar adiante do prenome escolhido o nome do pai, e na falta, o da me.

    Art. 492. O interessado, no primeiro ano aps ter atingido a maioridade civil, poder, pessoalmente ou por procurador bastante, alterar o nome, desde que no prejudique os

    sobrenomes, averbando-se a alterao que ser publicada pela imprensa.

    Pargrafo nico. O pedido, formulado diretamente na serventia, ser encaminhado

    apreciao do Juiz competente.

    Art. 493. Qualquer outra alterao de nome, somente por exceo e motivadamente, aps audincia do Ministrio Pblico, ser permitida por sentena judicial, arquivando-se o

    mandado e publicando-se a alterao pela imprensa.

    1. Poder, tambm, ser averbado, nos mesmos termos, o nome abreviado, usado

    como firma comercial registrada ou em qualquer atividade profissional.

    2. A pessoa em unio estvel, excepcionalmente e havendo motivo pondervel,

    poder requerer ao juiz competente que, no registro de nascimento, seja averbado o

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 176

    aditamento do sobrenome de seu companheiro ao seu, desde que haja impedimento

    legal para o casamento, decorrente do estado civil de qualquer das partes ou de

    ambas.

    3. O Juiz competente somente processar o pedido se houver concordncia expressa

    do companheiro.

    4. O aditamento ser cancelado a requerimento de uma das partes, ouvida a outra.

    5. Tanto o aditamento quanto o cancelamento da averbao previstos neste item sero

    processados em segredo de justia.

    6. Quando a alterao de nome for concedida em razo de fundada coao ou ameaa

    decorrente de colaborao com a apurao de crime, o Juiz competente

    determinar que haja a averbao no registro de origem de meno da existncia de

    sentena concessiva da alterao, sem a averbao do nome alterado, que somente

    poder ser procedida mediante determinao posterior, que levar em considerao

    a cessao da coao ou ameaa que deu causa alterao.

    7. O enteado ou a enteada, havendo motivo pondervel, poder requerer ao juiz

    competente que, no registro de nascimento, seja averbado o nome de famlia de seu

    padrasto ou de sua madrasta, desde que haja expressa concordncia destes, sem

    prejuzo de seus apelidos de famlia.

    Art. 494. O prenome ser definitivo, admitindo-se, todavia, a sua substituio por apelidos

    pblicos notrios.

    Pargrafo nico. A substituio do prenome ser ainda admitida em razo de fundada

    coao ou ameaa decorrente da colaborao com a apurao de crime, por

    determinao, em sentena, de juiz competente, ouvido o Ministrio Pblico.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 177

    SUBSEO IX

    DA INDICAO DE SUPOSTO PAI

    Art. 495. No ato do registro de nascimento sem a paternidade estabelecida, dever do Oficial de

    Registro ou preposto autorizado orientar a me sobre a possibilidade de indicao do

    suposto pai.

    1. A indicao para que o suposto pai se manifeste perante o Juiz sobre a paternidade

    que lhe atribuda, deve conter sua qualificao e endereo.

    2. Nesses casos, o Oficial de Registro encaminhar certido do registro e a

    manifestao da me ao Juiz competente, para a expedio de notificao.

    Art. 496. No caso de confirmao expressa da paternidade em Juzo, ser lavrado termo de reconhecimento e remetido mandado ao Oficial do Registro para averbao,

    independentemente do recolhimento de emolumentos no caso de pobreza declarada.

    Art. 497. Negada a paternidade, ou no atendendo o suposto pai notificao em trinta (30) dias, sero os autos remetidos ao Ministrio Pblico para as providncias cabveis.

    SUBSEO X

    DO REGISTRO POR DECLARAES SUCESSIVAS

    Art. 498. Tratando-se de filiao havida fora do casamento, a me poder firmar declarao de nascimento, contendo todos os requisitos para o ato, incluindo os dados relativos

    paternidade, para posterior registro.

    1. Nesse caso, o Oficial de Registro ou preposto autorizado protocolar a declarao e

    entregar me comprovante para que, no prazo de quinze dias, o pai comparea

    serventia para declarao sucessiva de nascimento.

    2 Durante referido prazo, a declarao escrita de nascimento e o formulrio da

    Declarao de Nascido Vivo permanecero sob a custdia do Oficial de Registro.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 178

    Art. 499. Comparecendo o pai no referido prazo, lavrar-se- o registro, colhendo-se sua assinatura.

    Art. 500. Decorrido tal prazo sem o comparecimento, o registro ser lavrado sem indicao da paternidade.

    SUBSEO XI

    DO REGISTRO POR MANDADO JUDICIAL

    Art. 501. O registro de nascimento poder ser feito, vista dos elementos disponveis, mediante

    requisio da autoridade judiciria, arquivando-se o mandado na serventia.

    1. Tratando-se de criana ou adolescente sem registro, em situao de risco ou

    abandono, o caso ser encaminhado ao Juzo da Infncia e da Juventude para a

    regularizao do Registro Civil, fazendo-se o registro por mandado judicial.

    2. No caso do subitem anterior, aplicvel o procedimento de indicao de suposto

    pai.

    Art. 502. No registro, alm da indicao minuciosa do ato que o determinou, constar a observao de que nenhuma informao sobre a origem do ato ser fornecida sem prvia

    autorizao judicial.

    SUBSEO XII

    DA INSCRIO DA SENTENA DE ADOO

    Art. 503. A inscrio de sentena judicial de adoo de criana ou adolescente ser feita no Livro A de registro de nascimento e inscrio de sentena de adoo, mediante mandado

    judicial o qual ficar arquivado na serventia.

    Pargrafo nico. Ressalva-se a hiptese de determinao judicial especfica de

    averbao no caso de adoo unilateral com a preservao dos vnculos com um dos

    genitores.

    Art. 504. O registro conter, alm dos requisitos do registro de nascimento, a indicao do Juzo

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 179

    que expediu a ordem, o nmero do processo respectivo e a observao de que nenhuma

    informao sobre a origem do ato ser fornecida sem prvia autorizao judicial.

    Art. 505. O registro original ser previamente cancelado, aps o trnsito em julgado da sentena,

    mediante mandado especfico ou determinao no prprio mandado de adoo.

    SEO VI

    DO CASAMENTO

    SUBSEO I

    DA HABILITAO

    Art. 506. Na habilitao para o casamento, os interessados, pessoalmente ou mediante procurao,

    apresentando os documentos exigidos pela Lei Civil (art. 1.525 do Cdigo Civil),

    requerero ao Oficial de Registro da circunscrio de residncia de um dos nubentes,

    que lhes expea certificado de que se acham habilitados para se casarem.

    Pargrafo nico. Residindo o outro nubente em circunscrio diversa, expedir-se- edital

    de proclamas para registro, afixao e publicao na serventia respectiva.

    Art. 507. O homem e a mulher com dezesseis anos podem casar, exigindo-se autorizao de

    ambos os pais, ou de seus representantes legais, enquanto no atingida a maioridade

    civil.

    1. At a celebrao do casamento podem os pais, tutores ou curadores revogar a

    autorizao.

    2. A denegao da autorizao, quando injusta, pode ser suprida pelo juiz.

    Art. 508. Excepcionalmente, ser permitido pelo Juiz competente o casamento de quem ainda no atingiu a idade nbil.

    Art. 509. dever do Oficial de Registro esclarecer os nubentes a respeito dos fatos que podem

    ocasionar a invalidade do casamento, bem como sobre os diversos regimes de bens.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 180

    Art. 510. lcito aos nubentes, antes de celebrado o casamento, estipular, quanto aos seus bens, o que lhes aprouver.

    Art. 511. Podero os nubentes, no processo de habilitao, optar por qualquer dos regimes regulados pelo Cdigo Civil.

    1. Quanto forma, reduzir-se- a termo a opo pela comunho parcial, fazendo-se o

    pacto antenupcial, por escritura pblica, nas demais escolhas, salvo quando

    imposto por lei o regime da separao obrigatria de bens no casamento (art. 1.641

    do Cdigo Civil).

    2. No ato da habilitao dever ser indicado o regime previsto para o casamento, o

    qual poder ser alterado, mediante requerimento devidamente instrudo, at a data

    da celebrao.

    3. A hiptese do art. 45 da Lei n 6.515, de 26 de dezembro de 1977, no dispensa a

    lavratura de pacto antenupcial.

    Art. 512. Qualquer dos nubentes, querendo, poder acrescer ao seu o sobrenome do outro.

    1. vedada supresso total do sobrenome anterior.

    2. Admite-se a alterao do sobrenome de ambos, desde que adotado, no todo ou em

    parte, sobrenome comum.

    Art. 513. Na habilitao para o casamento, alm do documento de identificao dos nubentes, devero ser apresentados:

    I. certido de nascimento atualizada, RG e CPF de ambos;

    II. declarao do estado, do domiclio e da residncia atual dos contraentes e de seus

    pais, se forem conhecidos;

    III. declarao de duas testemunhas maiores, parentes ou no, os quais atestem

    conhec-los e afirmem no existir impedimento que os inibam de casar.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 181

    Pargrafo nico. Devero ainda ser apresentados, se for o caso:

    I. autorizao das pessoas sob cuja dependncia legal estiver, ou ato

    judicial que a supra;

    II. certido comprobatria da dissoluo de vnculo matrimonial

    anterior.

    Art. 514. Os estrangeiros podero fazer a prova de idade e filiao por cdula especial de

    identidade ou passaporte, atestado consular e certido de nascimento traduzida e

    registrada por Oficial de Registro de Ttulos e Documentos, e prova de estado civil por

    declarao de testemunhas ou atestado consular.

    Art. 515. Todos os documentos estrangeiros devero ser legalizados pela autoridade consular do local onde se originaram, registrados por Oficial de Registro de Ttulos e Documentos e,

    se no escritos em lngua portuguesa, traduzidos no Brasil por tradutor pblico

    juramentado.

    Art. 516. A sentena estrangeira de divrcio resultante de casamento realizado entre brasileiros ou entre brasileiro e estrangeiro, dever ser homologada no Brasil pelo Superior Tribunal de

    Justia.

    Pargrafo nico. Tratando-se de habilitao de casamento de estrangeiro divorciado no

    exterior dispensada a homologao da sentena de divrcio, desde que o casamento

    anteriormente contrado no exterior no tenha sido com brasileiro.

    Art. 517. Estando em ordem a documentao, o Oficial de Registro expedir edital que ser registrado no Livro D de registro de editais de proclamas e se afixar, durante quinze

    dias, nas circunscries do Registro Civil de ambos os nubentes, em lugar ostensivo e, se

    publicar na imprensa local, se houver.

    1. A publicao poder ser feita somente pela internet, em pgina mantida por

    entidade representativa dos Oficiais de Registro.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 182

    2. Os livros de registro de editais de proclamas sero escriturados, cronologicamente,

    com o resumo do que constar dos editais expedidos pela prpria serventia ou

    recebidos de outras, todos assinados pelo Oficial de Registro ou preposto

    autorizado.

    3. O registro do edital, que poder ser feito em meio eletrnico ou formado por uma

    das vias do prprio edital, conter todas as indicaes quanto poca de

    publicao e aos documentos apresentados, alm da qualificao dos nubentes.

    Art. 518. Uma vez procedido na forma do item anterior, ser aberta vista dos autos ao rgo do Ministrio Pblico, para manifestar-se sobre o pedido e requerer o que for necessrio

    sua regularidade, podendo exigir a apresentao de comprovante de residncia.

    1. O rgo do Ministrio Pblico poder indicar ao Oficial de Registro, mediante ato

    ordinatrio, hipteses de dispensa da referida remessa.

    2. Caso seja dispensada a remessa, o Oficial de Registro ou preposto autorizado

    certificar tal fato nos autos.

    Art. 519. Se o rgo do Ministrio Pblico impugnar o pedido ou a documentao, os autos sero encaminhados ao Juiz, que decidir sem recurso.

    Art. 520. O Oficial de Registro dar aos nubentes ou aos seus representantes nota da oposio, indicando os fundamentos, as provas e o nome de quem as ofereceram.

    1. Podem os nubentes requerer prazo razovel para fazer em juzo prova contrria aos

    fatos alegados, e promover as aes civis e criminais contra o oponente de m-f.

    2. Remetidos os autos a juzo, produzidas as provas pelo oponente e pelos nubentes,

    com cincia do Ministrio Pblico, e ouvidos os interessados e, tambm, o rgo

    do Ministrio Pblico em cinco (05) dias, decidir o Juiz em igual prazo.

    Art. 521. Se o interessado quiser justificar fato necessrio habilitao para o casamento,

    deduzir sua inteno perante o Juiz competente, em petio circunstanciada, indicando

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 183

    testemunhas e apresentando documentos que comprovem as alegaes.

    1. Ouvidas as testemunhas, se houver, dentro do prazo de cinco dias, com a cincia do

    rgo do Ministrio Pblico, este ter o prazo de vinte e quatro (24) horas para

    manifestar-se, decidindo o Juiz em igual prazo, sem recurso.

    2. Os autos da justificao sero encaminhados ao Oficial de Registro para serem

    anexados ao processo da habilitao matrimonial.

    Art. 522. A autoridade competente, havendo urgncia, poder dispensar a publicao dos proclamas.

    1. Para a dispensa de proclamas os nubentes, em petio dirigida ao Juiz, deduziro os

    motivos de urgncia do casamento, provando-a, desde logo, com documentos ou

    indicando outras provas para demonstrao do alegado.

    2. Produzidas s provas dentro de cinco dias, com a cincia do rgo do Ministrio

    Pblico, que poder manifestar-se, a seguir, em vinte e quatro (24) horas, o Juiz

    decidir, em igual prazo, sem recurso, remetendo os autos para serem anexados ao

    processo de habilitao matrimonial.

    Art. 523. Caso haja impugnao do oficial, do Ministrio Pblico ou de terceiro, a habilitao ser submetida ao juiz, sendo, nos demais casos, dispensada a homologao deste.

    Art. 524. O Oficial de Registro da circunscrio de residncia do outro nubente, transcorrido o

    prazo de afixao do edital e promovida eventual publicao, certificar o cumprimento

    das formalidades legais e a existncia ou no de impedimentos, remetendo a certido

    respectiva.

    Pargrafo nico. Nesses casos, a expedio do certificado de habilitao depende da

    prvia juntada aos autos do processo da certido expedida na outra circunscrio.

    Art. 525. Cumpridas as formalidades dos itens anteriores e verificada a inexistncia de fato

    obstativo, o Oficial de Registro extrair o certificado de habilitao.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 184

    Pargrafo nico. A eficcia da habilitao ser de noventa dias, a contar da data em que

    foi extrado o certificado, salvo demora atribuda aos nubentes no encaminhamento da

    certido relativa edital afixado noutra circunscrio, caso em que o prazo comea a

    correr da data em que certificado teria sido extrado.

    SUBSEO II

    DA CELEBRAO E REGISTRO

    Art. 526. Os casamentos sero celebrados pelo Juiz de Paz ou suplente, que observaro o procedimento e as diretrizes legais de suas atribuies:

    I. Observar o procedimento legal e as diretrizes normativas incidentes;

    II. Presidir os procedimentos de habilitao para casamento, verificando a sua

    regularidade, de ofcio ou mediante impugnao, submetendo ao Juiz de Direito

    competente as irregularidades eventuais detectadas;

    III. Celebrar-se- o casamento, no dia, hora e lugar previamente designados presidir o

    ato, mediante petio dos nubentes, que comprovem a habilitao para o

    casamento.

    Art. 527. A solenidade realizar-se-, na sede da serventia, com toda publicidade, a portas abertas,

    presentes pelo menos duas testemunhas, parentes ou no dos contraentes, ou, querendo

    as partes e consentindo a autoridade celebrante, noutro edifcio pblico ou particular,

    nesse caso, obedecendo s taxas previstas na tabela de emolumentos.

    Art. 528. Quando o casamento for em edifcio particular, ficar este de portas abertas durante o ato, incumbindo a celebrao e o registro s autoridades da circunscrio do lugar.

    Pargrafo nico. Sero quatro as testemunhas quando algum dos contraentes no souber

    ou no puder assinar.

    Art. 529. O casamento pode celebrar-se mediante procurao, por instrumento pblico, com poderes especficos.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 185

    1. A eficcia do mandato no ultrapassar noventa dias.

    2. Somente por instrumento pblico se poder revogar o mandato.

    Art. 530. A autoridade celebrante, aps anunciar o propsito da reunio, presentes o Oficial de Registro ou preposto autorizado, os nubentes, testemunhas e demais pessoas que se

    fizerem presentes, indagar aos nubentes, cada um por sua vez, se da sua livre e

    espontnea vontade receber o outro como contraente.

    Pargrafo nico. A falta ou impedimento da autoridade celebrante ou de seu substituto

    legal ser suprida por outro, nomeado pelo Juiz Corregedor Permanente para o ato dentre

    eleitores residentes no distrito, no pertencentes a rgo de direo ou de ao de partido

    poltico, dotados de requisitos compatveis de ordem moral e cultural.

    Art. 531. As respostas devem ser concedidas em voz alta, com seriedade e sem hesitao, de maneira que as ouam todos os presentes.

    Art. 532. Ouvida a afirmao dos nubentes de que pretendem se casar por livre e espontnea vontade, a autoridade celebrante declarar: De acordo com a vontade que ambos

    acabais de afirmar perante mim, de vos receberdes como cnjuges, eu, em nome da lei,

    vos declaro casados.

    Art. 533. Em seguida, o Oficial de Registro ou preposto autorizado far a leitura do assento, ao trmino da qual segue a assinatura da autoridade celebrante, dos contraentes e das

    testemunhas, abrindo-se o livro para que quantos dos presentes forem possveis assinar.

    Pargrafo nico. Ao final, o ato ser subscrito pelo Oficial de Registro ou preposto

    autorizado.

    Art. 534. Ocorrendo vacilao ou hesitao na resposta dos contraentes que induza a autoridade celebrante a admitir a possibilidade de coao, ou se algum dos presentes indicar

    conhecer impedimento, a celebrao ser imediatamente suspensa, certificando-se nos

    autos, de forma circunstanciada, a ocorrncia.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 186

    Art. 535. O assento de casamento indicar:

    I. os nomes, nacionalidade, data e lugar do nascimento, estado civil, profisso,

    domiclio e residncia atual dos cnjuges;

    II. o nome do cnjuge precedente e a data de dissoluo do casamento anterior,

    quando for o caso;

    III. a data da publicao dos proclamas e da celebrao do casamento;

    IV. a relao dos documentos apresentados ao Oficial de Registro;

    V. os nomes, nacionalidade, profisso, domiclio e residncia atual das testemunhas;

    VI. o regime de casamento, com declarao da data e da serventia em cujas notas foi

    lavrada a escritura de pacto antenupcial, quando o regime no for o da comunho

    parcial ou o obrigatoriamente estabelecido;

    VII. o nome que passa a ter os nubentes, em virtude do casamento.

    Pargrafo nico. A realizao do ato ser certificada nos autos, com indicao da data,

    do livro e folhas em que foi lavrado.

    Art. 536. No caso de molstia grave de um dos nubentes, o presidente do ato ir celebr-lo onde se encontrar o impedido, sendo urgente, ainda que noite, perante duas testemunhas que

    saibam ler e escrever, nos termos previstos na tabela de emolumentos, quanto a taxas de

    deslocamento e celebrao fora do cartrio.

    1. A falta ou impedimento da autoridade competente para presidir o casamento suprir-

    se- por qualquer dos seus substitutos legais, e a do Oficial de Registro por outro

    ad hoc, nomeado pelo presidente do ato.

    2. O termo avulso, lavrado pelo Oficial ad hoc, ser registrado na serventia da

    respectiva circunscrio, no Livro B de registro de casamento e de registro de

    converso da unio estvel em casamento, dentro em cinco (05) dias, perante duas

    testemunhas, ficando arquivado.

    Art. 537. Quando algum dos contraentes estiver em iminente risco de vida, no obtendo a presena da autoridade qual incumba presidir o ato, nem a de seu substituto, poder o

    casamento ser celebrado na presena de seis testemunhas, que com os nubentes no

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 187

    tenham parentesco em linha reta, ou, na colateral, at segundo grau.

    Pargrafo nico. O nubente que no estiver em iminente risco de vida poder fazer-se

    representar no casamento nuncupativo.

    Art. 538. Realizado o casamento, devem as testemunhas comparecer perante a autoridade judicial mais prxima, dentro em dez (10) dias, pedindo que lhes tome por termo a declarao

    de:

    I. que foram convocadas por parte do enfermo;

    II. que este parecia em perigo de vida, mas em seu juzo;

    III. que, em sua presena, declararam os contraentes, livre e espontaneamente, receber-

    se por marido e mulher.

    Pargrafo nico. No comparecendo as testemunhas, espontaneamente, poder qualquer

    interessado requerer a sua intimao.

    Art. 539. Autuado o pedido e tomadas as declaraes, o Juiz proceder s diligncias necessrias para verificar se os contraentes podiam ter-se habilitado, na forma ordinria, ouvidos os

    interessados quero requererem, dentro em quinze (15) dias.

    1. Verificada a idoneidade dos cnjuges para o casamento, assim o decidir a

    autoridade competente, com recurso voluntrio s partes.

    2. Se da deciso no se tiver recorrido, ou se ela passar em julgado, apesar dos

    recursos interpostos, o Juiz mandar registr-la no Livro B de registro de

    casamento e de registro de converso da unio estvel em casamento.

    3. O assento assim lavrado retrotrair os efeitos do casamento, quanto ao estado dos

    cnjuges, data da celebrao.

    Art. 540. Sero dispensadas as formalidades legais exigidas no processo inicial da habilitao, se o enfermo convalescer e puder ratificar o casamento na presena da autoridade

    competente e do Oficial de Registro.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 188

    SUBSEO III

    DO CASAMENTO RELIGIOSO COM EFEITO CIVIL

    Art. 541. O casamento religioso, que atender s exigncias da lei para validade do casamento civil, equipara-se a este, desde que registrado no registro prprio, produzindo efeitos a

    partir da data de sua celebrao.

    Art. 542. O registro do casamento religioso submete-se aos mesmos requisitos exigidos para o

    casamento civil.

    Art. 543. Os nubentes habilitados para o casamento podero pedir ao Oficial de Registro que lhe fornea o respectivo certificado, para se casarem perante autoridade ou ministro

    religioso, nele mencionando o prazo legal de validade da habilitao.

    Art. 544. O termo ou assento do casamento religioso conter a data da celebrao, o lugar, o culto religioso, o nome do celebrante, sua qualificao, a serventia que expediu a habilitao,

    sua data, os nomes, profisses, residncias, nacionalidades das testemunhas que o

    assinarem e os nomes dos contraentes.

    Pargrafo nico. Para o registro do termo ou assento do casamento religioso exige-se o

    reconhecimento da firma do celebrante.

    Art. 545. A autoridade ou ministro celebrante arquivar o certificado de habilitao que lhe foi apresentado, devendo nele anotar a data da celebrao do casamento.

    Art. 546. O registro civil do casamento religioso dever ser promovido dentro de noventa (90) dias de sua realizao, mediante comunicao do celebrante serventia competente, ou

    por iniciativa de qualquer interessado, desde que tenha sido homologada previamente a

    habilitao para o casamento.

    Pargrafo nico. Aps o referido prazo, o registro depender de nova habilitao.

    Art. 547. Anotada a entrada do requerimento, o Oficial de Registro ou preposto autorizado far o

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 189

    registro no prazo de vinte e quatro (24) horas.

    Art. 548. Se o documento referente celebrao do casamento religioso omitir requisito que dele deva constar, os contraentes supriro a falta mediante declarao por ambos assinada ou

    declarao tomada por termo pelo Oficial de Registro ou preposto autorizado.

    Art. 549. O registro, feito no Livro B auxiliar de registro de casamento religioso para efeitos civis, da serventia onde foi processada a habilitao, conter, no que couber, os mesmos

    elementos do registro de casamento civil, alm da indicao da data de celebrao, do

    culto religioso, do nome do celebrante e sua qualificao.

    Art. 550. O casamento religioso, celebrado sem a prvia habilitao, ter efeitos civis se, a requerimento do casal, for registrado, a qualquer tempo, no Registro Civil, mediante

    prvia habilitao perante a autoridade competente.

    Art. 551. Ser nulo o registro civil do casamento religioso se, antes dele, qualquer dos consorciados houver contrado com outrem casamento civil.

    SUBSEO IV

    DA CONVERSO DE UNIO ESTVEL EM CASAMENTO

    Art. 552. A unio estvel poder converter-se em casamento, mediante pedido dos companheiros.

    Art. 553. O pedido ser formulado:

    I. em Juzo, quando os conviventes desejarem que conste a data do incio da

    convivncia, fazendo-se o registro no Registro Civil competente, mediante

    mandado a ser arquivado na serventia;

    II. perante o Oficial de Registro da circunscrio de residncia dos companheiros.

    1. Na hiptese do inciso II, sero adotados os procedimentos descritos nos artigos

    seguintes desta subseo.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 190

    2. As converses anteriormente registradas em livro diverso daquele indicado no Art.

    418, ficam preservados em sua validade.

    Art. 554. Na converso da unio estvel em casamento requerida pelos companheiros perante o

    Oficial de Registro, recebido o requerimento, ser iniciado o processo de habilitao,

    devendo constar dos editais que se trata de converso de unio estvel em casamento.

    Pargrafo nico. Aplicam-se, no que couber, as mesmas regras do processo de

    habilitao para o casamento, inclusive vistas ao Ministrio Publico.

    Art. 555. Encerrada a habilitao, lavrar-se- o assento da converso da unio estvel em casamento, independentemente de qualquer solenidade, prescindindo o ato da celebrao

    do matrimnio ou da presena dos companheiros.

    Art. 556. O assento da converso da unio estvel em casamento ser lavrado no Livro B de registro de casamento e de registro de converso de unio estvel em casamento.

    Pargrafo nico. O assento indicar que se trata de converso de unio estvel em

    casamento, contendo no que couber os mesmos elementos para o registro de casamento.

    Art. 557. No assento da converso requerida perante o Oficial de Registro no constar, em

    nenhuma hiptese, a data do incio, perodo ou durao desta; nesse caso, sendo o desejo

    dos conviventes ser requerido em juzo.

    Art. 558. A converso da unio estvel depender da superao dos impedimentos legais para o

    casamento, sujeitando-se adoo do regime matrimonial de bens, na forma e segundo

    os preceitos da lei civil.

    SUBSEO V

    DO CASAMENTO OU CONVERSO DA UNIO ESTVEL

    EM CASAMENTO DE PESSOAS DO MESMO SEXO

    Art. 559. Aplicar-se- ao casamento ou a converso de unio estvel em casamento de pessoas do

    mesmo sexo as normas disciplinadas nesta Seo.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 191

    SEO VII

    DO BITO

    SUBSEO I

    DAS DISPOSIES GERAIS

    Art. 560. Nenhum sepultamento ser feito sem a certido fornecida pelo Oficial do Registro do lugar do falecimento, extrada aps a lavratura do assento de bito, em vista do atestado

    mdico, se houver no lugar, ou, em caso contrrio, de duas pessoas qualificadas que

    tiverem presenciado ou verificado a morte.

    Art. 561. O mdico atestar o bito por meio do formulrio da Declarao de bito, fornecida

    pelo rgo competente.

    Art. 562. No caso de bito de causa natural, sem assistncia mdica, o formulrio da Declarao de bito ser preenchido pelo mdico do Servio de Verificao de bitos ou, onde no

    existir esse servio, por mdico da localidade.

    Art. 563. Sendo acidental ou violenta a causa do bito, o formulrio da Declarao de bito ser preenchido pelo mdico legista do Instituto Mdico Legal, da localidade ou perito

    designado para tal finalidade onde inexista tal rgo.

    Art. 564. Inexistindo mdico na localidade e tendo o bito causa natural, o responsvel pelo falecido, acompanhado das duas testemunhas, comparecer serventia solicitando o

    preenchimento do formulrio da Declarao de bito.

    Art. 565. Antes de proceder ao assento de bito de criana de menos de um ano, o Oficial de Registro verificar se houve registro de nascimento, que, em caso de falta, ser

    previamente feito.

    Art. 566. A cremao de cadver somente ser feita daquele que houver manifestado a vontade de ser incinerado ou no interesse da sade pblica e se o atestado de bito houver sido

    firmado por dois mdicos ou por um mdico legista e, no caso de morte violenta, depois

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 192

    de liberada pela autoridade judiciria.

    Art. 567. Quando o assento for posterior ao enterro, faltando atestado de mdico ou de duas pessoas qualificadas, assinaro, com a que fizer a declarao, duas testemunhas as quais

    tiverem assistido ao falecimento ou ao funeral e puderem atestar, por conhecimento

    prprio ou por informao que tiverem colhido, a identidade do cadver.

    Pargrafo nico. Referido registro ser comunicado ao Juiz competente, a fim de ser

    apurada eventual prtica da contraveno penal prevista no art. 67 do Decreto-Lei n

    3.688, de 3 de outubro de 1941, com a adoo das providncias cabveis.

    SUBSEO II

    DA COMPETNCIA

    Art. 568. O registro de bito ser feito pelo Oficial de Registro da circunscrio do lugar do falecimento.

    Art. 569. No sendo possvel definir com preciso o lugar do falecimento, o registro ser feito

    pelo Oficial de Registro da circunscrio onde tenha sido encontrado o cadver ou

    constatado o bito.

    SUBSEO III

    DO PRAZO

    Art. 570. O prazo para registro de bito de vinte e quatro (24) horas do falecimento.

    Art. 571. Na impossibilidade de ser feito o registro dentro de vinte e quatro (24) horas do falecimento, pela distncia ou qualquer outro motivo relevante, o assento ser lavrado

    depois, com a maior urgncia, no prazo mximo de quinze (15) dias.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 193

    Pargrafo nico. O prazo ser ampliado em at trs (03) meses para os lugares distantes

    mais de trinta quilmetros da sede da serventia.

    SUBSEO IV

    DO REGISTRO TARDIO

    Art. 572. Nas declaraes de bito feitas aps o decurso do prazo legal, se o Oficial suspeitar da falsidade da declarao, poder exigir prova suficiente.

    Art. 573. Persistindo a suspeita, o Oficial de Registro encaminhar o pedido ao Juzo competente para despacho.

    Pargrafo nico. O Juiz poder exigir justificao ou outra prova suficiente se suspeitar

    da falsidade da declarao.

    SUBSEO V

    DA LEGITIMIDADE

    Art. 574. So obrigados a fazer declarao de bito:

    I. o homem e a mulher, a respeito de seu cnjuge ou companheiro, filhos, hspedes,

    agregados e fmulos;

    II. o filho, a respeito do pai ou da me;

    III. o irmo, a respeito dos irmos e demais pessoas de casa;

    IV. o parente mais prximo maior e presente;

    V. o administrador, diretor ou gerente de qualquer estabelecimento pblico ou

    particular, a respeito dos que nele faleceram, salvo se estiver presente algum

    parente em grau acima indicado;

    VI. na falta de pessoa competente, nos termos dos nmeros anteriores, a que tiver

    assistido aos ltimos momentos do finado, o mdico, o sacerdote ou vizinho que

    do falecimento tiver notcia;

    VII. a autoridade policial, a respeito de pessoas encontradas mortas.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 194

    Pargrafo nico. A declarao poder ser feita por meio de mandatrio, autorizando-o o

    declarante em escrito, de que constem os elementos necessrios ao assento de bito.

    Art. 575. O assentamento de bito ocorrido em hospital, priso ou outro qualquer estabelecimento

    pblico ser feito, em falta de declarao de parentes, segundo a da respectiva

    administrao; e o relativo a pessoa encontrada acidental ou violentamente morta,

    segundo a comunicao, ex officio, das autoridades policiais, s quais incumbe faz-la

    logo que tenham conhecimento do fato.

    SUBSEO VI

    DAS FORMALIDADES PARA O REGISTRO

    Art. 576. O registro de bito ser feito mediante:

    I. declarao escrita;

    II. mandado judicial.

    Art. 577. O assento de bito dever conter:

    I. a hora, se possvel, dia, ms e ano do falecimento;

    II. o lugar do falecimento, com indicao precisa;

    III. o prenome e o sobrenome, sexo, idade, cor, estado, profisso, naturalidade,

    domiclio e residncia do morto;

    IV. se era casado, o nome do cnjuge sobrevivente, mesmo quando separado

    judicialmente; se vivo, o do cnjuge pr-defunto; se divorciado, o nome do ex-

    cnjuge; e a serventia de casamento nesses casos;

    V. os nomes dos pais, profisso, naturalidade e residncia, se ainda no falecidos;

    VI. se faleceu com testamento conhecido;

    VII. se deixou filhos, nome e idade de cada um;

    VIII. se a morte foi natural ou violenta e a causa conhecida, com o nome dos atestantes;

    IX. o lugar do sepultamento, da cremao ou onde o cadver estar disponvel para

    fins de ensino e pesquisa de carter cientfico;

    X. se deixou bens e filhos menores ou interditos;

    XI. se era eleitor;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 195

    XII. pelo menos uma das informaes a seguir arroladas: nmero de inscrio do PIS/

    PASEP; nmero de inscrio no Instituto Nacional do Seguro Social INSS, se

    contribuinte individual; nmero de benefcio previdencirio NB, se a pessoa

    falecida for titular de qualquer benefcio pago pelo INSS; nmero do CPF; nmero

    de registro da Carteira de Identidade e respectivo rgo emissor; nmero do ttulo

    de eleitor; nmero do registro de nascimento ou casamento, com informao do

    livro, da folha e do termo; nmero e srie da Carteira de Trabalho.

    Pargrafo nico. Quando no for possvel fazer constar do assento de bito todos os

    elementos referidos, o Oficial de Registro ou preposto autorizado far meno, no corpo

    do registro, de que o declarante ignorava os elementos faltantes.

    Art. 578. vedada meno, no assento de bito, existncia de unio estvel.

    Art. 579. Sendo o finado desconhecido, o assento dever conter o nmero do registro do cadver no Instituto Mdico Legal, alm da declarao de estatura ou medida, se for possvel,

    cor, sinais aparentes, idade presumida, vesturio e qualquer outra indicao que possa

    auxiliar de futuro o seu reconhecimento; e, no caso de ter sido encontrado morto, sero

    mencionados esta circunstncia e o lugar em que se achava e o da necropsia, se tiver

    havido.

    Pargrafo nico. Neste caso, ser extrada a individual dactiloscpica, se no local existir

    esse servio.

    SUBSEO VII

    DA JUSTIFICAO PARA O REGISTRO DE BITO

    Art. 580. Podero os Juzes de Direito admitir justificao para o assento de bito de pessoas desaparecidas em naufrgio, inundao, incndio, terremoto ou qualquer outra

    catstrofe, quando estiver provada a sua presena no local do desastre e no for possvel

    encontrar-se o cadver para exame.

    Art. 581. O registro ser feito no Livro C de registro de bito, mediante mandado judicial, que

    ficar arquivado na serventia.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 196

    SUBSEO VIII

    DO NATIMORTO

    Art. 582. No caso de ter a criana nascido morta ser feito o assento no Livro C auxiliar de registro de natimorto.

    Art. 583. O registro ser feito de acordo com as regras definidas para o registro de bito, com a apresentao do formulrio da Declarao de bito assinado pelo mdico atestante.

    Art. 584. No ser dado nome ao natimorto, indicando-se no assento apenas o sexo e a indicao Natimorto de fulana de tal (nome da me).

    Pargrafo nico. Para fins de consignao da paternidade, aplicam-se as normas relativas

    ao registro de nascimento.

    Art. 585. O assento de natimorto indicar:

    I. a hora, se possvel, dia, ms e ano do nascimento sem vida;

    II. o lugar da ocorrncia, com indicao precisa;

    III. o sexo, durao da gestao e cor do natimorto;

    IV. o fato de ser gmeo, quando assim tiver acontecido;

    V. os nomes, profisso, naturalidade e residncia dos pais;

    VI. os nomes dos avs paternos e maternos;

    VII. se a morte foi natural ou violenta e a causa conhecida, com o nome dos atestantes;

    VIII. o lugar do sepultamento ou da cremao.

    SEO VIII

    DA EMANCIPAO

    Art. 586. Na serventia do 1 Ofcio, em cada comarca, sero registradas, no Livro E, as sentenas de emancipao, bem como os atos dos pais que a concederem, em relao aos

    menores nela domiciliados.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 197

    Pargrafo nico. O registro de emancipao concedida pelos pais independe de

    interveno judicial.

    Art. 587. O registro ser feito mediante trasladao da sentena oferecida em certido ou do

    instrumento, limitando-se s referncias da data, livro, folha e serventia em que foi

    lavrada, independentemente da presena de testemunhas.

    Pargrafo nico. Para fins de anotao, ser apresentada certido do registro de

    nascimento do emancipado.

    Art. 588. O registro de emancipao conter:

    I. a data do registro e da emancipao;

    II. o prenome e sobrenome, idade, filiao, profisso, naturalidade e residncia do

    emancipado;

    III. a data e serventia em que foi registrado o seu nascimento;

    IV. o nome, profisso, naturalidade e residncia dos pais ou do tutor.

    Pargrafo nico. O assento ser assinado pelo apresentante.

    Art. 589. Quando o Juiz conceder emancipao dever comunic-la, de ofcio, ao Oficial de

    Registro, se no constar dos autos que este tenha sido efetuado dentro de oito (08) dias.

    Art. 590. Antes do registro, a emancipao, em qualquer caso, no produzir efeito.

    SEO IX

    DA INTERDIO

    Art. 591. As sentenas de interdio sero inscritas no Livro E da serventia do 1 Ofcio da Comarca de domiclio do interdito.

    Art. 592. O registro de interdio conter:

    I. a data do registro;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 198

    II. o prenome e sobrenome, idade, estado civil, profisso, naturalidade, domiclio e

    residncia do interdito;

    III. a data e serventia onde foram registrados o nascimento e o casamento, bem como o

    nome do cnjuge, se casado;

    IV. a data da sentena, nome e vara do Juiz que a proferiu;

    V. o nome, profisso, estado civil, domiclio e residncia do curador;

    VI. o nome do requerente da interdio e causa desta;

    VII. os limites da curadoria, quando for parcial a interdio;

    VIII. o lugar onde eventualmente est internado o interdito.

    Pargrafo nico. A inscrio ser subscrita apenas pelo Oficial de Registro ou preposto

    autorizado.

    Art. 593. O mandado, com os dados necessrios, acompanhado da certido de sentena, a qual ser remetida pelo Juiz ao Oficial de Registro para a inscrio de ofcio, se o curador ou

    promovente no o tiver feito dentro de oito (08) dias.

    Art. 594. Antes de registrada a sentena, no poder o curador assinar o respectivo termo.

    SEO X

    DA AUSNCIA E DA MORTE PRESUMIDA

    Art. 595. As sentenas declaratrias de ausncia e morte presumida sero inscritas no Livro E da serventia do 1 Ofcio da Comarca do ltimo domiclio do ausente ou pessoa

    presumidamente falecida.

    Art. 596. O registro de ausncia conter:

    I. a data do registro;

    II. o nome, idade, estado civil, profisso e domiclio anterior do ausente;

    III. a data e serventia onde foram registrados o nascimento e o casamento, bem como o

    nome do cnjuge, se casado;

    IV. o tempo de ausncia at a data da sentena;

    V. o nome do requerente do processo;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 199

    VI. a data da sentena, meno ao trnsito em julgado, nome e vara do Juiz que a

    proferiu;

    VII. o nome, estado, profisso, domiclio e residncia do curador e os limites da

    curatela.

    Pargrafo nico. A inscrio ser subscrita apenas pelo Oficial de Registro ou preposto

    autorizado.

    Art. 597. O registro de morte presumida conter:

    I. a data do registro;

    II. o nome, idade, estado civil, profisso e domiclio anterior da pessoa

    presumidamente morta;

    III. a data e serventia onde foram registrados o nascimento e o casamento, bem como o

    nome do cnjuge, se casado;

    IV. a data provvel do falecimento;

    V. o nome do requerente do processo;

    VI. a data da sentena, meno ao trnsito em julgado, nome e vara do Juiz que a

    proferiu.

    Art. 598. Com relao ao registro de morte presumida, a inscrio ser subscrita apenas pelo

    Oficial de Registro ou preposto autorizado.

    SEO XI

    DOS TRASLADOS DE ASSENTOS

    SUBSEO I

    DAS DISPOSIES GERAIS

    Art. 599. competente para a inscrio da opo de nacionalidade o Registro Civil das Pessoas Naturais do 1 Ofcio da Comarca da residncia do optante, ou de seus pais.

    Art. 600. O traslado de assentos de nascimento, casamento e bito de brasileiros em pas

    estrangeiro, tomados por autoridade consular brasileira, nos termos do regulamento

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 200

    consular, ou por autoridade estrangeira competente, a que se refere o caput do art. 32

    da Lei n 6.015/73, ser efetuado no Livro E do Registro Civil das Pessoas Naturais da

    sede da Comarca do domiclio do interessado ou do 1 Ofcio de Registro Civil das

    Pessoas Naturais do Distrito Federal, sem a necessidade de autorizao judicial.

    1. Os assentos de nascimento, casamento e bito de brasileiros lavrados por

    autoridade estrangeira competente, que no tenham sido previamente registrados

    em repartio consular brasileira, somente podero ser trasladados no Brasil se

    estiverem legalizados por autoridade consular brasileira que tenha jurisdio sobre

    o local em que foram emitidas.

    2. Antes de serem trasladados, tais assentos tambm devero ser traduzidos por

    tradutor pblico juramentado, inscrito em junta comercial brasileira.

    3. A legalizao efetuada por autoridade consular brasileira consiste no

    reconhecimento da assinatura de notrio ou autoridade estrangeira competente,

    aposta em documento original ou fotocpia autenticada ou na declarao de

    autenticidade de documento original no assinado, nos termos do regulamento

    consular. O reconhecimento, no Brasil, da assinatura da autoridade consular

    brasileira no documento ser dispensado, conforme previsto no art. 2 do Decreto

    n 84.451/80.

    4. Os Oficiais de Registro Civis das Pessoas Naturais devero observar a eventual

    existncia de acordos multilaterais ou bilaterais, de que o Brasil seja parte, os quais

    prevejam a dispensa de legalizao de documentos pblicos originados, em um

    Estado, a serem apresentados no territrio do outro Estado, ou a facilitao dos

    trmites para a sua legalizao.

    5. Os Oficiais de Registro Civil das Pessoas Naturais devero efetuar o traslado das

    certides de assentos de nascimento, casamento e bito de brasileiros ocorridos em

    pas estrangeiro, ainda que o requerente relate a eventual necessidade de retificao

    do seu contedo. Aps a efetivao do traslado, para os erros que no exijam

    qualquer indagao para a constatao imediata de necessidade de sua correo, o

    Oficial dever proceder retificao conforme art. 110 da Lei n 6.015/73.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 201

    6. Para os demais erros, aplica-se o disposto no art. 109 da referida Lei.

    7. As certides dos traslados de nascimento, de casamento e de bito, emitidas pelo

    Registro Civil das Pessoas Naturais da sede da Comarca devero seguir os padres

    e modelos estabelecidos pelo Provimento do CNJ n 2, de 27 de abril de 2009 e

    pelo Provimento do CNJ n 3, de 17 de novembro de 2009, bem como por outros

    subsequentes os quais venham a alter-los ou complement-los, com as adaptaes

    que se fizerem necessrias.

    Art. 601. O registrado em repartio diplomtica ou consular brasileira competente brasileiro nato, independentemente de qualquer ato ou condio.

    1. Dever constar do assento e da respectiva certido do traslado a seguinte

    observao: Brasileiro nato, conforme os termos da alnea c, do inciso I, do art.

    12, da Constituio Federal.

    2. Na hiptese de nascimento registrado em repartio estrangeira e legalizado por

    autoridade consular brasileira, a condio da nacionalidade brasileira depende de

    opo.

    3. Dever constar do assento e da respectiva certido do traslado a seguinte

    observao: Nos termos do artigo 12, inciso I, alnea c, in fine, da Constituio

    Federal, a confirmao da nacionalidade brasileira depende de residncia no Brasil

    e de opo, depois de atingida a maioridade, em qualquer tempo, pela

    nacionalidade brasileira, perante a Justia Federal.

    4. Na hiptese de nascimento no exterior sem registro, o Oficial observar no que

    couber, o disposto neste Captulo, no que se refere ao Registro Tardio de

    Nascimento e dever fazer constar do termo bem como das respectivas certides,

    que a condio de nacionalidade brasileira depende de opo, depois de atingida a

    maioridade, a qualquer tempo, perante a Justia Federal.

    Art. 602. Os registros de nascimento de nascidos no territrio nacional em que ambos os genitores

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 202

    sejam estrangeiros e, em que pelo menos, um deles esteja a servio de seu pas no Brasil

    devero ser efetuados no Livro E do Registro Civil das Pessoas Naturais do 1 Ofcio

    da Comarca, devendo constar do assento e da respectiva certido a seguinte observao:

    O registrando no possui a nacionalidade brasileira, conforme art. 12, inciso I, alnea

    a, in fine, da Constituio Federal.

    Art. 603. A transcrio do assento de nascimento de filho de brasileiro ocorrido no estrangeiro, desde que qualquer deles esteja a servio da Repblica Federativa do Brasil, residentes

    ou no no territrio nacional, ser lavrada no Livro E, do Registro Civil das Pessoas

    Naturais do 1 Ofcio da Comarca de seu domiclio. Dever constar do termo e das

    respectivas certides, que a nacionalidade brasileira independe de qualquer ato ou

    condio.

    Art. 604. Por fora da redao atual da alnea c, do inciso I, do art. 2 da Constituio Federal e do art. 95 do Ato das Disposies Constitucionais Transitrias (Emenda Constitucional

    n 54, de 20 de setembro de 2007), o Oficial de Registro Civil das Pessoas Naturais

    dever, de ofcio ou a requerimento do interessado e, ou, procurador, sem a necessidade

    de autorizao judicial, efetuar averbao em traslado de assento consular de

    nascimento, cujo registro em repartio consular brasileira tenha sido lavrado entre 7 de

    junho de 1994 e 21 de setembro de 2007, em que se declara que o registrado :

    Brasileiro nato de acordo com o disposto no art. 12, inciso I, alnea c, e do art. 95 do

    ADCT da Constituio Federal.

    Pargrafo nico: A averbao tambm dever tornar sem efeito eventuais informaes as

    quais indiquem a necessidade de residncia no Brasil e a opo pela nacionalidade

    brasileira perante a Justia Federal, ou ainda expresses que indiquem tratar-se de um

    registro provisrio, que no mais devero constar na respectiva certido.

    Art. 605. Os traslados dos assentos podero ser requeridos a qualquer tempo.

    Art. 606. Os traslados de certides de assentos de nascimento, casamento e bito de brasileiros lavrados em pas estrangeiro sero efetuados, mediante apresentao de documentos

    originais.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 203

    Art. 607. O arquivamento de tais documentos poder ser feito por cpia reprogrfica conferida pelo Oficial de Registro Civil das Pessoas Naturais.

    Art. 608. Sempre que o traslado for indeferido pelo Oficial, ser feita nota com os motivos do

    indeferimento, cumprindo-se, quando for o caso, o art. 198 c/c o art. 296 da Lei n

    6.015/73.

    Art. 609. O traslado do assento de casamento de brasileiro ocorrido em pas estrangeiro dever ser efetuado, mediante a apresentao dos seguintes documentos:

    I. certido de assento de casamento emitida por autoridade consular brasileira ou

    certido estrangeira de casamento legalizada por autoridade consular brasileira e

    traduzida por tradutor pblico juramentado;

    II. certido de nascimento do cnjuge brasileiro, ou certido de casamento anterior

    com prova da sua dissoluo, para fins do art. 106, da Lei n 6.015/73;

    III. declarao de domiclio do contraente na Comarca ou comprovante de residncia

    ou domiclio, a critrio do interessado. Na falta de domiclio no Brasil, o traslado

    dever ser efetuado no 1. Ofcio do Distrito Federal;

    IV. requerimento assinado por um dos cnjuges ou por procurador.

    1. Se o assento de casamento a ser trasladado referir-se a brasileiro naturalizado, ser

    obrigatria tambm a apresentao do certificado de naturalizao ou outro

    documento que comprove a nacionalidade brasileira.

    2. A omisso do regime de bens no assento de casamento, lavrado por autoridade

    consular brasileira ou autoridade estrangeira competente, no obstar o traslado.

    3. Faculta-se a averbao do regime de bens posteriormente, sem a necessidade de

    autorizao judicial, mediante apresentao de documentao comprobatria.

    4. Dever sempre constar do assento e da respectiva certido a seguinte observao:

    Aplica-se o disposto no art. 7, 4 do Decreto-Lei n 4.657/42 (Lei de Introduo

    ao Cdigo Civil).

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 204

    5. Na eventual existncia de pacto antenupcial, lavrado perante autoridade estrangeira

    competente, o Oficial dever, antes de efetuar o traslado, solicitar que os

    interessados providenciem o seu registro em Registro de Ttulos e Documentos no

    Brasil, alertando-os que o documento dever estar previamente legalizado por

    autoridade consular brasileira a qual tenha jurisdio sobre o local em que foi

    emitido, devendo, tambm, estar traduzido por tradutor pblico juramentado.

    6. A omisso do nome adotado pelos cnjuges, aps o matrimnio no assento de

    casamento ocorrido em pas estrangeiro no obstar o traslado.

    7. Nesse caso, devero ser mantidos os nomes de solteiro dos cnjuges. Facultasse a

    averbao posterior, sem a necessidade de autorizao judicial, mediante

    apresentao de documentao comprobatria de que os nomes foram modificados

    aps o matrimnio, em conformidade com a legislao do pas em que os nubentes

    tinham domiclio, nos termos do art. 7 do Decreto-Lei n 4.657/42.

    8. A omisso no assento de casamento ocorrido em pas estrangeiro de outros dados

    previstos no art. 70 da Lei n 6.015/1973 no obstar o traslado.

    9. Os dados faltantes podero ser inseridos posteriormente por averbao, mediante a

    apresentao de documentao comprobatria, sem a necessidade de autorizao

    judicial.

    10. Os casamentos celebrados por autoridades estrangeiras so considerados

    autnticos, nos termos da lei do local de celebrao, conforme previsto no caput

    do art. 32, da Lei n 6.015/73, inclusive no que respeita aos possveis

    impedimentos, desde que no ofendam a soberania nacional, a ordem pblica e os

    bons costumes, nos termos do art. 17, do Decreto n 4.657/1942.

    11. O traslado no Brasil, a que se refere o 1, do artigo 32, da Lei n 6.015/73,

    efetuado junto ao Registro Civil das Pessoas Naturais do 1 Ofcio da Comarca,

    tem o objetivo de dar publicidade e eficcia ao casamento, j reconhecido vlido

    para o ordenamento brasileiro, possibilitando que produza efeitos jurdicos plenos

    no territrio nacional.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 205

    Art. 610. O traslado do assento de bito de brasileiro, ocorrido em pas estrangeiro, dever ser efetuado mediante a apresentao da seguinte documentao:

    I. certido do assento de bito emitida por autoridade consular brasileira ou certido

    estrangeira de bito, legalizada por autoridade consular brasileira e traduzida por

    tradutor pblico juramentado;

    II. certido de nascimento e, se for o caso, de casamento do falecido, para fins do

    artigo 106, da Lei n 6.015/73;

    III. requerimento assinado por familiar ou por procurador.

    1. A omisso no assento de bito ocorrido em pas estrangeiro, de dados previstos no

    art. 80, da Lei n 6.015/73 no obstar o traslado.

    2. Os dados faltantes podero ser inseridos posteriormente por averbao, mediante a

    apresentao de documentao comprobatria, sem a necessidade de autorizao

    judicial.

    3. Se o assento de bito a trasladar se referir a brasileiro naturalizado, ser obrigatria

    tambm a apresentao do certificado de naturalizao ou documento que

    comprove a nacionalidade brasileira.

    Art. 611. O traslado de assento estrangeiro de nascimento de brasileiro, que no tenha sido previamente registrado em repartio consular brasileira, dever ser efetuado mediante a

    apresentao dos seguintes documentos:

    I. certido do assento estrangeiro de nascimento, legalizada por autoridade consular

    brasileira e traduzida por tradutor pblico juramentado;

    II. declarao de domiclio do registrando na Comarca ou comprovante de residncia

    ou domiclio, a critrio do interessado. Na falta de domiclio no Brasil, o traslado

    dever ser efetuado no 1 Ofcio do Distrito Federal;

    III. requerimento assinado pelo registrando, por um dos seus genitores, pelo

    responsvel legal ou por procurador;

    IV. documento que comprove a nacionalidade brasileira de um dos genitores.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 206

    Pargrafo nico. Dever constar do assento e da respectiva certido do traslado a

    seguinte observao: Nos termos do artigo 12, inciso I, alnea c, in fine, da

    Constituio Federal, a confirmao da nacionalidade brasileira depende de residncia

    no Brasil e de opo, depois de atingida a maioridade, em qualquer tempo, pela

    nacionalidade brasileira, perante a Justia Federal.

    Art. 612. O traslado de assento de nascimento, lavrado por autoridade consular brasileira, dever ser efetuado mediante a apresentao dos seguintes documentos:

    I. certido de assento de nascimento emitida por autoridade consular brasileira;

    II. declarao de domiclio do registrando na Comarca ou comprovante de residncia

    ou domiclio, a critrio do interessado. Na falta de domiclio no Brasil, o traslado

    dever ser efetuado no 1 Ofcio do Distrito Federal;

    III. requerimento assinado pelo registrando, por um dos seus genitores, pelo

    responsvel legal ou por procurador.

    Pargrafo nico. Dever constar do assento e da respectiva certido do traslado a

    seguinte observao: Brasileiro nato, conforme os termos da alnea c do inciso I do art.

    12, da Constituio Federal.

    Art. 613. Caso no conste o sobrenome do registrando no assento de nascimento, ocorrido em pas estrangeiro, faculta-se ao requerente a sua indicao, mediante declarao escrita que

    ser arquivada.

    Art. 614. A omisso no assento de nascimento ocorrido em pas estrangeiro de dados previstos no art. 54, da Lei n 6.015/73 no obstar o traslado.

    Pargrafo nico. Os dados faltantes podero ser inseridos posteriormente por averbao,

    mediante a apresentao de documentao comprobatria, sem a necessidade de

    autorizao judicial.

    Art. 615. As sentenas de opo de nacionalidade sero inscritas no livro E do Registro Civil

    das Pessoas Naturais da Comarca de residncia do optante, ou de seus pais, mediante

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 207

    mandado que ficar arquivado.

    Pargrafo nico. Do registro da opo de nacionalidade dever constar:

    a) data do registro;

    b) nome completo data de nascimento, naturalidade e filiao;

    c) data da sentena e seu trnsito em julgado, Vara e nome do Juiz que a

    proferiu;

    d) o Registro Civil das Pessoas Naturais que lavrou o assento de transcrio

    de nascimento, se conhecido;

    e) data do mandado.

    SUBSEO II

    DO TRASLADO DE ASSENTO DE NASCIMENTO

    Art. 616. Os filhos de pai brasileiro ou de me brasileira, nascidos no exterior e registrados em repartio diplomtica ou consular brasileira so brasileiros natos, independentemente de

    qualquer ato ou condio.

    Pargrafo nico. Nos traslados de nascimento, realizado antes da edio da Emenda

    Constitucional n 54, de 21 de setembro de 2007, esta condio poder ser averbada.

    Art. 617. Para o traslado de assento de nascimento lavrado por autoridade consular brasileira exige-se:

    I. certido expedida pela autoridade consular;

    II. prova de domiclio do registrando na Comarca.

    Pargrafo nico. Caso no apresentada prova de domiclio o traslado ser feito no 1

    Ofcio do Distrito Federal.

    Art. 618. Para o traslado de assento lavrado em repartio estrangeira, exige-se:

    I. certido expedida pela autoridade estrangeira, requerida a qualquer tempo;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 208

    II. prova da condio de nacionalidade brasileira do pai ou da me;

    III. prova de domiclio do registrando na Comarca.

    Pargrafo nico. Caso no apresentada prova de domiclio, constar do traslado, que ser

    feito no 1 Ofcio do Distrito Federal, a observao de que a condio de nacionalidade

    brasileira depende de prova de residncia no pas e opo perante a Justia Federal.

    Art. 619. Se o assento de nascimento no mencionar o sobrenome do registrado ou qualquer elemento relevante, ser apresentada declarao indicativa, a qual ser arquivada,

    fazendo-se meno circunstanciada no registro.

    Art. 620. Aps a maioridade, o traslado requerido a qualquer tempo fica condicionado prvia opo de nacionalidade.

    Art. 621. O traslado poder ser feito mediante mandado expedido pelo Juzo competente, que ficar arquivado na serventia.

    SUBSEO III

    DO TRASLADO DE ASSENTO DE CASAMENTO

    Art. 622. O casamento de brasileiro, celebrado no estrangeiro, perante as respectivas autoridades

    ou os cnsules brasileiros, dever ser registrado em cento e oitenta dias, a contar da volta

    de um ou de ambos os cnjuges ao Brasil, na serventia do 1 Ofcio da Comarca do

    respectivo domiclio.

    1. Na falta de domiclio, o traslado ser feito no 1 Ofcio da Capital do Estado em

    que os cnjuges passarem a residir.

    2. No ocorrendo nenhuma das hipteses acima, o registro poder ser feito no 1

    Ofcio do Distrito Federal.

    3. Os traslados requeridos depois de findo o prazo produziro efeitos a partir da data

    da apresentao.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 209

    Art. 623. Para o traslado de assento de casamento, exige-se:

    I. certido expedida pela autoridade consular brasileira ou certido expedida pela

    autoridade estrangeira, observando-se o disposto no Art. 266, deste Cdigo;

    II. certido de nascimento do cnjuge brasileiro, atualizada no mximo h seis meses,

    ou certificado de naturalizao, se for o caso;

    III. prova de domiclio na Comarca;

    IV. prova do regime de bens adotado, se no constar da certido;

    V. comprovante ou declarao da volta de um ou de ambos os cnjuges ao Brasil.

    Pargrafo nico. Exige-se ainda, se for o caso, certido comprobatria da dissoluo de

    vnculo matrimonial anterior.

    Art. 624. Se o assento de casamento no mencionar eventual alterao no sobrenome dos cnjuges ou qualquer elemento relevante, ser apresentada declarao indicativa, a qual ser

    arquivada, fazendo-se meno circunstanciada no registro.

    Art. 625. Na omisso do assento quanto ao regime de bens do casamento, dever ser apresentada declarao do Consulado do pas sobre qual regime foi o casamento efetivado, segundo

    as leis locais.

    Pargrafo nico. Inexistindo previso legal no pas de celebrao quanto ao regime de

    bens, ser apresentada declarao consular, ou de ambos os contraentes, nesse sentido.

    SUBSEO IV

    DO TRASLADO DE ASSENTO DE BITO

    Art. 626. O traslado de registro de bito de brasileiro falecido no exterior ser feito no Livro E da serventia do 1 Ofcio ou da 1 subdiviso judiciria da Comarca do ltimo domiclio

    do falecido no pas.

    Pargrafo nico. Na falta de domiclio, o registro ser feito no 1 Ofcio do Distrito

    Federal.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 210

    Art. 627. Para o traslado de assento de bito, exige-se:

    I. certido expedida pela autoridade consular brasileira ou certido expedida pela

    autoridade estrangeira, observando-se o disposto no Art. 266 deste Cdigo;

    II. certido de nascimento e de casamento do falecido;

    III. declarao complementar para o registro, contendo os dados previstos no art. 80,

    da Lei n 6.015, de 31 de dezembro de 1973, se a certido for omissa.

    Pargrafo nico. Quando a declarao de bito, expedida pelo pas estrangeiro no

    contiver a causa mortis, dever ser apresentada declarao ou documento do mdico

    que atestou o falecimento contendo a sua causa, devidamente traduzida e regularizada

    sua autenticidade.

    SEO XII

    DA OPO DE NACIONALIDADE

    Art. 628. As sentenas de opo de nacionalidade sero inscritas no Livro E da serventia do 1 Ofcio da Comarca de residncia do optante ou de seus pais.

    Pargrafo nico. Se forem residentes no estrangeiro, far-se- o registro no Distrito

    Federal.

    Art. 629. O filho de pai brasileiro ou de me brasileira nascido no exterior, o qual no tenha sido registrado em repartio diplomtica ou consular brasileira, e que venha a residir no

    pas, poder manifestar a sua opo pela nacionalidade brasileira, em qualquer tempo,

    depois de atingida a maioridade, perante a Justia Federal.

    Art. 630. Deferido o pedido, proceder-se- inscrio da sentena, mediante mandado judicial, que ser arquivado.

    Art. 631. O registro de opo de nacionalidade conter:

    I. a data do registro;

    II. o nome, idade, filiao, profisso, naturalidade e residncia do optante;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 211

    III. a data e serventia em que foi trasladado o registro de seu nascimento;

    IV. a data da sentena, meno ao trnsito em julgado, nome e vara do Juiz que a

    proferiu.

    Pargrafo nico. A inscrio ser subscrita apenas pelo Oficial de Registro ou preposto

    autorizado.

    SEO XIII

    DA INSCRIO DE SENTENAS

    SUBSEO I

    DAS SENTENAS DE ALTERAO DE ESTADO CIVIL

    Art. 632. As sentenas, proferidas por autoridade jurisdicional brasileira, de alterao de estado civil de casal estrangeiro, relativas a casamentos contrados no exterior, sero inscritas

    no Livro E da serventia do 1 Ofcio da Comarca de domiclio das partes.

    Pargrafo nico. Esto sujeitas a inscrio, para produo de efeitos no pas, as

    sentenas de separao, reconciliao, divrcio, nulidade e anulao de casamento.

    Art. 633. Na hiptese de casamento contrado ou trasladado no Brasil, far-se- somente a

    competente averbao margem do assento, sendo dispensada a inscrio.

    Art. 634. A inscrio ser feita mediante mandado expedido pelo Juzo competente, que ficar arquivado na serventia.

    Art. 635. O registro de alterao do estado civil conter:

    I. a data do registro;

    II. a qualificao do casal;

    III. dados relativos ao casamento; tais como, data, local e regime de bens;

    IV. a determinao judicial;

    V. a data da sentena, meno ao trnsito em julgado, nome e vara do Juiz que a

    proferiu.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 212

    Pargrafo nico. A inscrio ser subscrita apenas pelo Oficial de Registro ou preposto

    autorizado.

    SUBSEO II

    DAS SENTENAS DE LIBERAO DO REGIME TUTELAR

    Art. 636. As sentenas de liberao do regime tutelar e investidura na plenitude da capacidade civil de ndios no integrados comunho nacional sero inscritas no Registro Civil, na

    forma do art. 9, Pargrafo nico, da Lei n 6.001, de 19 de dezembro de 1973.

    Pargrafo nico. As sentenas de liberao do regime tutelar sero inscritas no Livro E

    da serventia do 1 Ofcio da Comarca de residncia do interessado.

    Art. 637. O registro de liberao do regime tutelar conter:

    I. a data do registro;

    II. nome, idade, filiao, naturalidade e residncia do ndio;

    III. a determinao judicial;

    IV. a data da sentena, nome e vara do Juiz que a proferiu.

    Pargrafo nico. A inscrio ser subscrita apenas pelo Oficial de Registro ou preposto

    autorizado.

    Art. 638. Ser inscrito no Registro Civil, ainda, o ato do rgo de assistncia, homologado

    judicialmente, que reconhecer ao ndio, mediante declarao formal, a condio de

    integrado, cessando toda restrio capacidade.

    Pargrafo nico. Aplicam-se inscrio do ato, no que couber, as disposies relativas

    inscrio de sentena de liberao do regime tutelar.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 213

    SEO XIV

    DAS AVERBAES

    SUBSEO I

    DAS DISPOSIES GERAIS

    Art. 639. A averbao ser feita na serventia em que constar o registro, mediante:

    I. carta de sentena ou mandado;

    II. petio acompanhada de certido ou documento legal e autntico, com audincia

    do Ministrio Pblico (Retificaes administrativas);

    III. traslado de escritura pblica de separao, divrcio e reconciliao consensuais,

    nos termos da Lei n 11.441/2007.

    1. O rgo do Ministrio Pblico poder indicar ao Oficial de Registro, mediante ato

    ordinatrio, hipteses de dispensa da remessa referida no inciso II.

    2. Caso seja dispensada a remessa, o Oficial de Registro ou preposto autorizado

    certificar tal fato nos autos.

    3. O Juiz competente poder, mediante ato ordinatrio, definir a necessidade de

    prvio despacho nos pedidos de averbao feitos na forma do inciso II.

    4. A averbao efetuada mediante apresentao do traslado referido no inciso III

    independe de autorizao judicial e audincia do Ministrio Pblico.

    Art. 640. As averbaes abrangero, alm dos casos expressamente indicados em lei, todas as ocorrncias que, por qualquer modo, alterem o teor dos registros, bem como os efeitos

    deles decorrentes.

    Art. 641. A averbao ser feita margem do assento e, quando no houver espao, no livro corrente ou no livro de transporte, com as notas e remisses recprocas, que facilitem a

    busca.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 214

    Pargrafo nico. Caso a averbao seja escriturada em meio eletrnico, anotar-se- a

    ocorrncia no ndice do respectivo registro.

    Art. 642. A averbao ser feita mediante a indicao minuciosa da sentena ou ato que a

    determinar.

    Pargrafo nico. Antes de averbadas, as sentenas no produziro efeito contra terceiros.

    Art. 643. A averbao fundada em sentena judicial indicar:

    I. a data da averbao, nmero do processo;

    II. a data da sentena, nome e vara do Juiz que a proferiu;

    III. a determinao judicial;

    IV. a meno ao trnsito em julgado, salvo as excees legais.

    Pargrafo nico. A averbao ser subscrita apenas pelo Oficial de Registro ou preposto

    autorizado, arquivando-se o mandado ou carta de sentena.

    Art. 644. As demais averbaes indicaro:

    I. a data da averbao;

    II. o ato que a determinou;

    III. a alterao promovida.

    Pargrafo nico. A averbao ser subscrita apenas pelo Oficial de Registro ou preposto

    autorizado, arquivando-se a documentao apresentada.

    Art. 645. No registro de nascimento sero averbados:

    I. as sentenas declaratrias da filiao;

    II. as sentenas de adoo de pessoas maiores;

    III. a perda e a suspenso do ptrio poder;

    IV. o reconhecimento judicial ou voluntrio de filho;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 215

    V. a reaquisio de nacionalidade brasileira, quando comunicada pelo Ministrio da

    Justia;

    VI. as alteraes de nomes;

    VII. a perda, a suspenso e a destituio do poder familiar;

    VIII. termo de guarda ou responsabilidade;

    IX. nomeao de tutor.

    Art. 646. No registro de casamento sero averbadas:

    I. as sentenas de nulidade e anulao de casamento;

    II . as sentenas ou escrituras pblicas de separao;

    III. as sentenas ou escrituras pblicas de reconciliao;

    IV. as sentenas ou escrituras pblicas de divrcio;

    V. as sentenas de alterao do regime de bens.

    Pargrafo nico. As averbaes ficam obstadas enquanto as sentenas estiverem sujeitas

    a recurso, qualquer que seja o seu efeito.

    Art. 647. Nos registros de emancipao, interdio e ausncia, ser feita a averbao das sentenas que puserem termo interdio, das substituies dos curadores de interditos ou

    ausentes, das alteraes dos limites de curatela, da cessao ou mudana de internao,

    bem como da cessao da ausncia pelo aparecimento do ausente.

    Pargrafo nico. Averbar-se-, tambm, no assento de ausncia, a sentena de abertura

    de sucesso provisria, aps o trnsito em julgado, com referncia especial ao

    testamento do ausente se houver e indicao de seus herdeiros habilitados, bem como a

    sentena de sucesso definitiva.

    SUBSEO II

    DAS RETIFICAES, RESTAURAES E SUPRIMENTOS

    Art. 648. Quem pretender que se restaure, supra ou retifique assentamento no Registro Civil, requerer, em petio fundamentada e instruda com documentos ou com indicao de

    testemunhas, que o Juiz o ordene, ouvido o rgo do Ministrio Pblico e os

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 216

    interessados, no prazo de cinco (05) dias, que correr em cartrio.

    Art. 649. Se qualquer interessado ou o rgo do Ministrio Pblico impugnar o pedido, o Juiz determinar a produo da prova, dentro do prazo de dez dias e ouvidos,

    sucessivamente, em trs dias, os interessados e o rgo do Ministrio Pblico, decidir

    em cinco (05) dias.

    Art. 650. Se no houver impugnao ou necessidade de mais provas, o Juiz decidir no prazo de cinco (05) dias.

    Art. 651. Da deciso do Juiz, caber o recurso de apelao com ambos os efeitos.

    Art. 652. Julgado procedente o pedido, o Juiz ordenar que se expea mandado para que seja

    lavrado, restaurado e retificado o assentamento, indicando, com preciso, os fatos ou

    circunstncias que devam ser retificados e, em que sentido, ou os que devam ser objeto

    do novo assentamento.

    Pargrafo nico. Se houver de ser cumprido em jurisdio diversa, o mandado ser

    remetido, por ofcio, ao Juiz competente da serventia de Registro Civil e, com o seu

    cumpra-se, executar-se-.

    Art. 653. Os erros que no exijam qualquer indagao para a constatao imediata de necessidade de sua correo podero ser corrigidos de ofcio pelo oficial de registro no prprio

    cartrio onde se encontrar o assentamento, mediante petio assinada pelo interessado,

    representante legal ou procurador, independentemente de pagamento de selos e taxas,

    aps manifestao conclusiva do Ministrio Pblico.

    1. Recebido o requerimento instrudo com os documentos os quais comprovem o

    erro, o oficial submet-lo- ao rgo do Ministrio Pblico que o despachar em

    cinco (05) dias.

    2. Quando a prova depender de dados existentes no prprio cartrio, poder o oficial

    certific-lo nos autos.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 217

    Art. 654. Entendendo o rgo do Ministrio Pblico que o pedido exige maior indagao, caso em que se processar a retificao, com assistncia de advogado, ou encaminhado

    Defensoria Pblica.

    Art. 655. Deferido o pedido, o oficial averbar a retificao margem do registro, mencionando o nmero do protocolo e a data da sentena e seu trnsito em julgado, quando for o caso.

    Art. 656. O rgo do Ministrio Pblico poder indicar ao Oficial de Registro, mediante ato ordinatrio, hipteses de dispensa da referida manifestao.

    Art. 657. Nenhuma justificao em matria de Registro Civil, para retificao, restaurao ou abertura de assento, ser entregue parte.

    SUBSEO III

    DO BLOQUEIO E DO CANCELAMENTO

    Art. 658. Se o Juiz entender que a supervenincia de novos atos ou a expedio de certido causar danos de difcil reparao, poder determinar de ofcio, a qualquer momento,

    ainda que sem a oitiva das partes, o bloqueio integral ou parcial do registro.

    Pargrafo nico. Bloqueado o registro, o Oficial de Registro no poder mais praticar

    nenhum ato ou expedir nenhuma certido, salvo autorizao judicial.

    Art. 659. O registro, enquanto no cancelado, produz todos os seus efeitos legais.

    Art. 660. O cancelamento ser averbado mediante determinao judicial, no podendo ser feito em virtude de sentena ainda sujeita a recurso.

    SEO XV

    DAS ANOTAES

    Art. 661. Sempre que o Oficial de Registro ou preposto autorizado fizer algum registro ou averbao, dever, no prazo de cinco dias, anot-lo nos atos anteriores, com remisses

    recprocas, se lanados na serventia, ou far comunicao, com resumo do assento,

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 218

    serventia onde estiverem os registros primitivos.

    Art. 662. A anotao ser feita margem do assento e, quando no houver espao, no livro corrente, com as notas e remisses recprocas, que facilitem a busca, salvo se mantida

    escriturao em meio eletrnico.

    Pargrafo nico. Caso a anotao seja escriturada em meio eletrnico, lanar-se- a

    ocorrncia no ndice do respectivo registro.

    Art. 663. A anotao conter indicao minuciosa do ato que a ensejar, contendo:

    I. a data da anotao;

    II. a indicao do registro ou averbao promovida;

    III. a serventia, livro, folha e nmero do registro.

    Art. 664. As comunicaes sero feitas mediante cartas relacionadas em protocolo ou por meio eletrnico seguro.

    Pargrafo nico. A anotao poder ser feita, a requerimento da parte interessada, vista

    de certido, ainda que a comunicao no tenha sido recebida.

    Art. 665. O bito dever ser anotado, com as remisses recprocas, nos assentos de casamento e nascimento.

    Pargrafo nico. O casamento ser anotado no registro de nascimento e nos registros

    anteriores de casamento.

    Art. 666. A emancipao, a interdio, a ausncia e a morte presumida sero anotadas pela mesma forma, nos assentos de nascimento e casamento, bem como a mudana do nome em

    virtude de casamento.

    Art. 667. Sero anotados, nos registros de nascimento ou anteriores casamentos dos cnjuges, a anulao e nulidade do casamento, a separao, a reconciliao e o divrcio.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 219

    Art. 668. As averbaes das sentenas que puserem termo interdio, das alteraes dos limites de curatela, da cessao da ausncia pelo aparecimento do ausente e da sucesso

    definitiva sero anotadas nos registros de casamento e nascimento.

    Art. 669. A opo de nacionalidade ser anotada no traslado do assento de nascimento do optante.

    SEO XVI

    DA PUBLICIDADE

    SUBSEO I

    DAS CERTIDES

    Art. 670. Os Oficiais de Registro so obrigados a lavrar certido do que lhes for requerido, desde

    que fornecidos dados essenciais para a busca, como nome e perodo aproximado.

    Pargrafo nico. s partes sero fornecidas, ainda, as informaes solicitadas e cpias

    dos documentos arquivados na serventia.

    Art. 671. Qualquer pessoa pode requerer certido sem informar ao Oficial de Registro ou ao funcionrio o motivo ou interesse do pedido.

    Pargrafo nico. Poder ser exigido documento de identificao do solicitante, caso em

    que a certido mencionar o nome e o nmero do documento apresentado.

    Art. 672. Ressalvadas as excees legais e os casos de bloqueio parcial do registro, a certido ser

    lavrada independentemente de despacho judicial, devendo mencionar o Livro de

    registro, folha e nmero do assento.

    Pargrafo nico. As certides mencionaro, sempre, a data em que foi lavrado o assento

    e, sendo extradas de assento de nascimento, indicaro a data, por extenso, do

    nascimento e, ainda, expressamente, o lugar onde o fato houver ocorrido.

    Art. 673. Nas certides de nascimento no se mencionar, salvo a requerimento do prprio

    interessado ou em virtude de determinao ou autorizao judicial, as seguintes

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 220

    circunstncias:

    I. indcios de a concepo haver sido decorrente de relao extraconjugal;

    II. o reconhecimento de filho;

    III. o estado civil dos pais;

    IV. a natureza da filiao;

    V. o lugar e serventia do casamento.

    Art. 674. A certido ser, no prazo mximo de cinco (05) dias, lavrada:

    I. em inteiro teor;

    II. em breve relatrio;

    III. conforme quesitos.

    Art. 675. A certido ser expedida e assinada pelo Oficial de Registro ou preposto autorizado.

    1. facultada a expedio de certides eletrnicas, com assinatura do Oficial de

    Registro ou preposto autorizado, no mbito da Infraestrutura de Chaves Pblicas

    Brasileira (ICP-Brasil).

    2. Pode a certido ser solicitada em serventia diversa daquela que detm o registro,

    desde que ambas disponham de sistemas eletrnicos e de certificado digital. Neste

    caso, a serventia detentora do registro emite a certido eletronicamente, nos termos

    do subitem anterior, e a remete serventia em que se faz a solicitao. Esta ltima

    materializa a certido por meio de impresso e certifica a autenticidade da

    assinatura eletrnica e de sua origem, outorgando-lhe f pblica, mediante

    aposio da assinatura fsica do oficial ou de seu preposto. Cada serventia receber

    os emolumentos pelo ato praticado (emisso de certido/certificao da

    autenticidade), e ser responsvel pelo que certifica.

    Art. 676. Sempre que houver qualquer alterao posterior ao ato cuja certido pedida, deve o Oficial de Registro mencion-la, obrigatoriamente, no obstante as especificaes do

    pedido, sob pena de responsabilidade civil e penal, ressalvado o disposto nos arts. 45,

    57, 7, e 95, da Lei n 6.015, de 31 de dezembro de 1973, e art. 47, da Lei n 8.069, de

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 221

    13 de julho de 1990.

    Art. 677. A alterao a que se refere o item anterior dever ser anotada na prpria certido, contendo a inscrio de que a presente certido envolve elementos de averbao

    margem do termo.

    Art. 678. Os pedidos de certido feitos por via postal, telegrfica, eletrnica ou bancria sero obrigatoriamente atendidos pelo Oficial de Registro, satisfeitos os emolumentos devidos,

    sob as penas previstas na legislao prpria.

    SUBSEO II

    DAS INFORMAES

    Art. 679. Os Oficiais de Registro remetero Fundao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica, dentro dos primeiros oito dias dos meses de janeiro, abril, julho e outubro de

    cada ano, um mapa dos nascimentos, casamentos e bitos ocorridos no trimestre

    anterior.

    1. A Fundao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica fornecer mapas para a

    execuo do disposto neste item, podendo requisitar aos Oficiais de Registro que

    faam as correes que forem necessrias.

    2. A remessa poder ser feita a rgo Estadual e com frequncia mensal, na forma de

    eventual convnio.

    Art. 680. Os Oficiais de Registro comunicaro ainda:

    I. ao Instituto Nacional do Seguro Social, at o dia dez (10) de cada ms, os bitos

    registrados no ms anterior;

    II. Justia Eleitoral, at o dia quinze (15) de cada ms, os bitos de cidados

    alistveis, ocorridos no ms anterior, para cancelamento das inscries;

    III. ao Ministrio da Justia, mensalmente, os casamentos e bitos de estrangeiros

    registrados no ms anterior;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 222

    IV. ao Ministrio da Defesa, mensalmente, os bitos de cidados do sexo masculino

    com idade entre dezessete e quarenta e cinco (45) anos, registrados no ms

    anterior;

    V. Fundao Nacional do ndio, mensalmente, os registros de nascimento de

    crianas indgenas feitos no ms anterior.

    SEO XVII

    DO PAPEL DE SEGURANA PARA CERTIDES DE TODOS OS ATOS PRPRIOS DO

    REGISTRO CIVIL DE PESSOAS NATURAIS

    Art. 681. obrigatria a utilizao de papel de segurana para validade das certides expedidas pelo registro civil das pessoas naturais.

    Art. 682. O papel para certides ser dotado de elementos e caractersticas tcnicas de segurana, observadas as regulamentaes baixadas pelo Conselho Nacional de Justia CNJ e

    pelas Corregedorias da Justia.

    Art. 683. A escolha da empresa fornecedora ser submetida homologao desta Corregedoria Geral da Justia, assim como os modelos a serem adotados, sendo ento procedida a

    verificao de atendimento dos requisitos de segurana acima propostos.

    Art. 684. Associao dos Registradores de Pessoas Naturais - ARPEN-BA manter um cadastro de todos os Oficiais de Registro Civil de Pessoas Naturais, bem como dos responsveis

    pelo expediente de unidades vagas, junto ao fabricante.

    Art. 685. A Associao dos Registradores de Pessoas Naturais - ARPEN-BA, se encarregar de atualizar, junto ao fabricante, o nome dos responsveis pelos expedientes das unidades

    mencionadas no item anterior.

    Art. 686. O cadastramento inicial ser comunicado a esta Corregedoria Geral da Justia. A cada bimestre sero comunicadas as modificaes.

    Art. 687. A Corregedoria Geral da Justia noticiar Associao dos Registradores de Pessoas

    Naturais do Estado da Bahia todas as designaes e posteriores alteraes para responder

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 223

    pelos expedientes vagos de Unidades dos Servios de Registro Civil das Pessoas

    Naturais.

    Art. 688. A aquisio do papel de segurana ser sempre feita, exclusiva e diretamente, junto ao

    fornecedor.

    Art. 689. Em cada uma das Unidades do Servio extrajudicial ser mantido pasta prpria para arquivamento de todos os documentos referentes requisio e ao recebimento do papel

    de segurana para certides, do qual constar o nmero de folhas recebidas, utilizadas e

    o estoque existente.

    Art. 690. vedado o repasse de folhas do papel de segurana de uma Unidade para outra do servio extrajudicial.

    Art. 691. Os Registradores Civis de Pessoas Naturais e os responsveis pelo expediente de unidades vagas velaro pela guarda das folhas de papel de segurana em local seguro.

    Art. 692. O fabricante dever fornecer mensalmente Corregedoria Geral da Justia inventrio completo, com os dados relativos a aquisies feitas pelas vrias Serventias, para

    insero no banco de dados da Corregedoria Geral da Justia, em disquete e impresso,

    que ficaro arquivados.

    Art. 693. As Serventias sero identificadas na numerao lanada no papel de segurana e parte desta dever conter o mesmo nmero atribudo s Serventias pela Corregedoria Geral da

    Justia no cadastro de que dispe.

    Art. 694. O extravio e subtrao do papel de segurana para a certido ser imediatamente comunicado Corregedoria Permanente respectiva, que informar Corregedoria Geral

    da Justia a numerao respectiva, visando a publicao na imprensa oficial.

    Art. 695. Cada Oficial delegado ou designado obrigatoriamente comunicar, ao final de cada bimestre, Corregedoria Permanente e esta Corregedoria Geral da Justia, a

    quantidade a numerao de papis de segurana danificados.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 224

    SEO XVIII

    DAS DISPOSIES FINAIS

    Art. 696. Os mandados judiciais e cartas de sentena podero ser expedidos na forma eletrnica,

    dentro dos padres definidos pelos Tribunais competentes, sendo arquivados em mdia

    digital.

    Art. 697. As remessas de comunicaes, editais e certides entre as serventias podero ser feitas em meio eletrnico, com a utilizao de certificado digital no mbito da ICP-Brasil ou

    outro meio seguro disponibilizado pelas entidades representativas dos Oficiais de

    Registro.

    Art. 698. Os padres dos arquivos eletrnicos de certides, comunicaes e editais em meio

    eletrnico sero definidos pelas entidades representativas dos Oficiais de Registro.

    Art. 699. As entidades representativas dos Oficiais de Registro podero instituir sistema, de mbito local, regional ou nacional, de informaes meramente indicativas da existncia

    de registros e respectivas serventias, por sistema eletrnico de comunicao, caso em

    que tais entidades no esto sujeitas ao pagamento de qualquer valor pelos dados

    recebidos.

    Art. 700. As entidades representativas dos Oficiais de Registro podero instituir servio itinerante de atendimento aos usurios, respeitadas as normas de competncia para registro.

    Art. 701. Os atos ordinatrios dos Juzes Corregedores Permanentes e das Corregedorias da

    Justia do Estado sero adaptados s disposies destas Normas.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 225

    TTULO V

    DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS JURDICAS

    CAPTULO I

    DAS FUNES

    Art. 702. Aos Oficiais do Registro Civil de Pessoas Jurdicas compete:

    I. registrar os atos constitutivos ou os estatutos das associaes, das organizaes

    religiosas, dos sindicatos e das fundaes, exceto as de direito pblico;

    II. registrar os contratos sociais das sociedades simples, independente de seu objeto,

    quer adotem o tipo simples (simples pura) quer adotem os tipos empresrios, com

    exceo da sociedade annima e da sociedade em comandita por aes, bem como

    das cooperativas e das empresas individuais de responsabilidade limitada de

    natureza simples;

    III. registrar jornais e demais publicaes peridicas, oficinas impressoras, empresas

    de radiodifuso que mantenham servios de notcias, reportagens, comentrios,

    debates e entrevistas, e empresas que tenham por objeto o agenciamento de

    notcias;

    IV. averbar, nas respectivas inscries e matrculas, todas as alteraes supervenientes,

    atendidas as exigncias das leis especficas em vigor;

    V. fornecer certides dos atos praticados em papel ou digitalmente;

    VI. registrar, averbando e autenticando livros das sociedades simples, das empresas

    individuais de responsabilidade limitada de natureza simples, associaes,

    fundaes, organizaes religiosas e cooperativas.

    CAPTULO II

    DOS LIVROS DE REGISTRO

    Art. 703. Deve o Servio do Registro Civil das Pessoas Jurdicas manter os seguintes livros:

    I. "A", para os fins indicados nos nmeros I e II do art. 114 da Lei de Registros

    Pblicos, com 300 (trezentas) folhas;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 226

    II. "B", para a matrcula de oficinas, impressoras, jornais, peridicos, empresas de

    radiodifuso e agncias de notcias, com 150 (cento e cinquenta) folhas;

    III. Protocolo, para lanamento de atos, e prenotao dos ttulos no registrados

    imediatamente, com 300 folhas;

    1. O nmero de folhas dos Livros A e B poder ser reduzido ou aumentado, a

    pedido do Oficial o Juiz Corregedor Permanente.

    2. Os livros obrigatrios devero ser encadernados conforme previsto na legislao,

    ou mantidos eletronicamente, disponveis para impresso.

    3. Os livros escriturados eletronicamente devem apresentar cada lanamento

    associado s imagens dos documentos gravados digitalmente, disponveis para

    impresso.

    4. Sendo os livros eletrnicos, obrigatria a manuteno de sistema de backup

    atualizado em local diverso da serventia, a fim de garantir a integridade dos dados,

    na hiptese de caso fortuito ou fora maior que danifique o acervo eletrnico

    existente na serventia.

    Art. 704. Sero lanados no livro Protocolo todos os requerimentos, documentos, papis e ttulos

    ingressados, que digam respeito a atos de registro ou averbao.

    1. Os instrumentos apresentados para fins de exame e registro sero protocolizados

    observando-se numerao sequencial pela ordem cronolgica de apresentao.

    2. A escriturao do livro Protocolo de Pessoas Jurdicas dever ser independente do

    Livro Protocolo do Registro de Ttulos e Documentos.

    3. A natureza formal do documento poder ser indicada abreviadamente no respectivo

    livro.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 227

    CAPTULO III

    DO REGISTRO

    SEO I

    DAS DISPOSIES GERAIS

    Art. 705. A existncia legal das pessoas jurdicas s comea com o registro de seus atos constitutivos.

    Art. 706. O registro das associaes, organizaes religiosas, sindicatos, fundaes e sociedades simples consistir da declarao feita no livro, pelo Oficial, do nmero de ordem, data

    da apresentao e espcie do ato constitutivo, que dever conter as seguintes indicaes:

    I. a denominao, os fins, a sede, o tempo de durao e o fundo social, quando

    houver;

    II. o modo por que se administra e representa a sociedade, a associao, organizaes

    religiosas, sindicatos e fundaes, ativa e passivamente, judicial e

    extrajudicialmente;

    III. se o estatuto, o contrato ou o compromisso reformvel quanto administrao, e

    de que modo;

    IV. se os membros respondem, ou no, subsidiariamente, pelas obrigaes sociais;

    V. as condies de extino da pessoa jurdica e, nesse caso, o destino do seu

    patrimnio;

    VI. os nomes dos fundadores ou instituidores e dos membros da diretoria, provisria

    ou definitiva, com a individualizao de cada um deles, e residncia do

    apresentante.

    Art. 707. Os documentos gerados por certificao digital sero registrados e mantidos integralmente em arquivo eletrnico com as assinaturas eletrnicas necessrias para o

    registro da pessoa jurdica, inclusive a assinatura do Oficial ou do seu substituto, com

    certificao digital.

    Art. 708. Para o registro das fundaes e averbao das alteraes de seus estatutos, exigir-se-

    aprovao prvia do Ministrio Pblico da respectiva Unidade da Federao.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 228

    Art. 709. No registro de atos constitutivos e estatutos de entidades sindicais, o controle da unicidade sindical e sua rea de atuao no ser feito pelo Registrador, cabendo ao

    Ministrio do Trabalho zelar pela observncia do princpio da unicidade, nos termos da

    Smula n 677, do Supremo Tribunal Federal.

    Art. 710. Para o registro das pessoas jurdicas, o seu representante legal formular petio ao Oficial, acompanhada de 02 (dois) exemplares do estatuto, compromisso ou contrato.

    1. Os documentos quando apresentados em apenas uma via, a original ser arquivada

    obrigatoriamente no Servio, admitida a solicitao de certido respectiva,

    cobrados as taxas e emolumentos incidentes.

    2. Para registro de ata de pessoa jurdica em livro manuscrito encadernado, ser

    exigida cpia reprogrfica para arquivo no Servio.

    3. A critrio do Oficial, para fins do registro a que se refere o pargrafo anterior, a

    cpia reprogrfica poder ser providenciada pela prpria unidade de registro,

    mediante o pagamento das despesas pela parte interessada.

    Art. 711. Tratando-se de sociedade simples, tanto na sua forma tpica quanto se adotando uma das

    formas das sociedades empresrias, as folhas do contrato social sero, obrigatoriamente,

    rubricadas por todos os scios.

    Art. 712. Tratando-se de sociedade simples na sua forma tpica ser obrigatrio o reconhecimento

    de firmas dos scios; no caso de sociedade simples que adote tipo empresrio, o

    reconhecimento de firmas anteriormente mencionado facultativo, eis que, neste caso, o

    registrador deve observar as regras atinentes ao Registro Pblico das Empresas

    Mercantis, que o dispensa (art. 1.150 do Cdigo Civil).

    Art. 713. A declarao firmada pelos contratantes quanto natureza simples da sociedade no poder ser questionada pelo Registrador.

    Art. 714. A exigncia de aprovao ou autorizao para a constituio ou para o funcionamento de

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 229

    sociedade ser admitida, desde que, expressamente, prevista em Lei Federal.

    Art. 715. O registro de sociedade independe de sua inscrio, ou de seus associados, em rgos de fiscalizao profissional.

    Art. 716. Quando o funcionamento de sociedade depender de aprovao da autoridade, sem esta no se far o registro.

    Art. 717. O empresrio e a sociedade empresria vinculam-se ao Registro Pblico de Empresas

    Mercantis a cargo das Juntas Comerciais e a sociedade simples ao Registro Civil das

    Pessoas Jurdicas, o qual dever obedecer s normas fixadas para aquele registro, se a

    sociedade simples adotar um dos tipos de sociedade empresria.

    Art. 718. Os atos iniciais de constituio de sociedades, bem como de fuso, ciso, dissoluo ou transformao do tipo societrio, s sero admitidos a registro e arquivamento quando

    visados por advogados, em regular exerccio da profisso, sendo necessria a indicao

    do nome e nmero de inscrio do signatrio.

    Pargrafo nico. Fica dispensado o visto de advogado no contrato social da sociedade

    que tenha apresentado declarao de enquadramento como microempresa ou empresa de

    pequeno porte.

    Art. 719. vedado, no mesmo cartrio, o registro de pessoas jurdicas com a mesma denominao ou razo social.

    Art. 720. No mbito do Registro Civil das Pessoas Jurdicas, vedado o registro de constituio de sociedades de advogados.

    Art. 721. No caso de transferncia de registro por mudana de sede, o ato de alterao dever ser registrado primeiro no registro primitivo e depois no Registro Civil das Pessoas Jurdicas

    da nova sede.

    1. Nas hipteses de transferncia de sede, o requerimento para registro no cartrio de

    destino dever estar instrudo com certido de breve relato de todos os registros,

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 230

    duas vias (em certido) de todos os atos registrados na unidade de registro de

    origem, alm do registro da sua transferncia no cartrio de origem.

    2. Os documentos a que se referem o pargrafo anterior, quando apresentados em

    apenas uma via, a original ser arquivada obrigatoriamente no Servio, admitida a

    solicitao de certido respectiva, cobrados as taxas e emolumentos incidentes.

    Art. 722. No caso de registro de filial, o ato que autorizou a abertura de filial, sucursal ou agncia, dever ser primeiro registrado no Registro Civil das Pessoas Jurdicas da sede, para

    depois servir como documento de abertura de registro no Registro Civil das Pessoas

    Jurdicas onde a filial se estabelecer.

    Art. 723. O servio do novo registro por transferncia ou de abertura de filial cobrar

    emolumentos como registro inicial.

    Pargrafo nico: Em se tratando de retorno ou reabertura de filial, sero cobrados

    emolumentos correspondentes averbao.

    Art. 724. Sempre que houver juntada de publicaes da imprensa devero ser juntadas por pgina inteira (original ou cpia autenticada).

    Art. 725. Os registros e averbaes posteriores constituio sero concentrados no servio de Registro Civil das Pessoas Jurdicas, onde foi arquivado seu ato constitutivo, vedando-se

    seu arquivamento em qualquer outro servio.

    Art. 726. Os atos constitutivos de pessoas jurdicas e suas alteraes no podero ser registrados quando seu objeto ou circunstncias relevantes indicarem destino ou atividades ilcitos,

    contrrios, nocivos ou perigosos ao bem pblico, segurana do Estado ou da

    coletividade, ordem pblica ou social, moral ou aos bons costumes.

    Pargrafo nico. Ocorrendo quaisquer desses motivos, o Oficial Registrador, de ofcio

    ou por provocao de qualquer autoridade, sobrestar o processo de registro, e suscitar

    dvida para o Juiz, que a decidir.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 231

    Art. 727. Em sendo constatada falsificao de documentos pelo Oficial, encaminhar-se- o mesmo ao Juiz Corregedor Permanente, para as providncias cabveis.

    Art. 728. Se o registro no puder ser efetuado imediatamente, o oficial prenotar o ttulo

    atribuindo-lhe o respectivo nmero de ordem e informar ao apresentante, por escrito e

    com recibo, o prazo mximo em que o ttulo estar registrado e disponvel ou com a

    indicao dos motivos por que no o efetuou.

    Art. 729. Havendo exigncia a ser satisfeita, o Oficial a indicar, por escrito, ao apresentante, que,

    no prazo de trinta dias, contados de seu lanamento no protocolo, poder satisfaz-la ou

    requerer a suscitao de dvida.

    Pargrafo nico. A via registrada da parte interessada, ou a que estiver em exigncia, se

    no retirada no prazo de 180 dias, poder ser eliminada pelo registrador.

    Art. 730. No satisfeita a exigncia nem requerida a suscitao de dvida, no prazo de trinta dias, o oficial cancelar a prenotao.

    Art. 731. As exigncias devero ser formuladas em papel timbrado, com identificao do oficial ou do escrevente responsvel.

    Art. 732. Na hiptese de dvida, o oficial dar cincia de seus termos ao apresentante, fornecendo-lhe cpia da suscitao e notificando-o para impugn-la perante o juzo

    competente, no prazo de quinze dias.

    Art. 733. Certificado o cumprimento do disposto no artigo anterior, remeter-se-o ao juzo competente, mediante carga, as razes da dvida, acompanhadas do ttulo.

    Art. 734. Os instrumentos de contratos sociais, estatutos, atos constitutivos, atas, publicaes e demais atos registrados sero arquivados e indexados de forma lgica e cronolgica, de

    modo que facilite sua localizao.

    Art. 735. Todas as averbaes registradas sero juntadas ao expediente originrio do registro, com

    a respectiva certido do ato realizado.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 232

    Pargrafo nico. Arquivadas separadamente do expediente original, suas alteraes

    reportar-se-o obrigatoriamente a ele, com referncias recprocas.

    Art. 736. Sempre que exigido pelo apresentante, e desde que pagas as taxas e emolumentos, ser o documento apresentado recebido para fins de prenotao.

    Art. 737. Em sendo apresentado para registro fundao ou constituio de pessoa jurdica, aps realizado o protocolo, no ser possvel a transferncia de custas para outra unidade de

    servio.

    Art. 738. Em sendo apresentado para registro fundao ou constituio de pessoa jurdica, aps formulada exigncia pelo Cartrio, no ser devida a restituio de emolumentos.

    Art. 739. As ordens judiciais para averbao de atos no gratuitos sero registradas, devendo o registrador comunicar ao juzo o qual emitiu a ordem, o aviso do registro e do prazo de

    caducidade de 30 dias do registro, caso o interessado no recolha os emolumentos e

    acrscimos para averbao do ato.

    Pargrafo nico. No recolhendo o interessado as custas devidas no prazo a que se

    refere o caput deste artigo, dever o Titular encaminhar expediente Vara de Registros

    Pblicos para, se for o caso, vir a ser declarado o cancelamento do registro.

    Art. 740. Nas averbaes de pessoas jurdicas que versem sobre extino, fuso, incorporao, ciso total ou parcial e reduo do capital social, dever ser comprovada sua

    regularidade fiscal, apresentando as seguintes certides:

    I. Certificado de Regularidade perante o FGTS, expedido pela Caixa Econmica

    Federal;

    II. Certido Negativa de Dbito junto ao INSS, emitida pelo Instituto Nacional de

    Seguro Social (com fins especficos para a prtica do ato);

    III. Certido Negativa de Dbito de Tributos e Contribuies para com a Fazenda

    Nacional emitida pela Receita Federal;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 233

    IV. Certido Negativa de Inscrio de Dvida Ativa da Unio emitida pela

    Procuradoria Geral da Fazenda Nacional;

    1. As sociedades enquadradas no regime da Lei Complementar n 123/06 esto

    dispensadas desta comprovao.

    2. No caso de reduo do capital, alm da apresentao das Certides de regularidade

    fiscal, o registro depender tambm da juntada da publicao a que se referem os

    artigos 1.084, 1 e 1152, 1 do Cdigo Civil.

    Art. 741. As ordens judiciais para averbao de atos que dependam de apresentao das certides a que se refere o artigo anterior sero, independentemente da apresentao das mesmas,

    registradas, devendo o Registrador comunicar ao juzo que emitiu a ordem, o aviso do

    registro e do prazo de sua caducidade de trinta (30) dias, caso o interessado no

    apresente as certides.

    Pargrafo nico. No apresentando o interessado as certides de regularidade fiscal,

    dever o Titular encaminhar expediente ao Juiz Corregedor Permanente para fins de

    declarao do cancelamento do registro efetuado.

    SEO II

    DO REGISTRO DE LIVROS FISCAIS

    Art. 742. Para registro e autenticao de livros fiscais, ser exigida a apresentao do livro anterior, observando-se sua rigorosa sequncia numrica, bem como uma cpia

    reprogrfica do termo de abertura e de encerramento, alm da Certido de Regularidade

    Profissional para arquivo no Servio.

    1. O registro e autenticao de livros sero requeridos por escrito pelo interessado.

    2. Podero ser registrados livros digitais, seja pelo SPED (Escriturao Fiscal Digital)

    da Receita Federal ou outro sistema digital que permita a segurana e

    imutabilidade.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 234

    3. Ser dispensada a apresentao do livro anterior quando o mesmo for processado

    por meio eletrnico.

    4. vedado o registro e autenticao de livros de pessoas jurdicas cujos atos

    constitutivos no estejam registrados no Servio.

    Art. 743. Os livros contbeis averbados e autenticados devero ter suas folhas rubricadas, facultando o uso de chancela ou carimbos, constando no registro o nome do funcionrio

    responsvel pelo ato.

    SEO III

    DO REGISTRO DE JORNAIS, OFICINAS IMPRESSORAS, EMPRESAS DE

    RADIODIFUSO E AGNCIAS DE NOTCIAS

    Art. 744. Os pedidos de matrcula contero as informaes e documentos seguintes:

    I. Em relao a jornais e outros peridicos:

    a) ttulo do jornal ou peridico, sede da redao, administrao e oficinas

    impressoras, esclarecendo, quanto a estas, se so prprias ou de terceiros,

    indicando, neste caso, os respectivos proprietrios;

    b) nome, idade, residncia e prova de nacionalidade do diretor ou redator-chefe e do

    proprietrio;

    c) se propriedade de pessoa jurdica, exemplar do respectivo estatuto ou contrato

    social, e nome, idade, residncia e prova de nacionalidade dos diretores, gerentes e

    scios da pessoa jurdica proprietria.

    II. Se forem oficinas impressoras:

    a) nome, nacionalidade, idade e residncia do gerente e do proprietrio, se pessoa

    fsica;

    b) sede da administrao, lugar, rua e nmero onde funcionam as oficinas e

    denominao destas;

    c) exemplar do contrato ou estatuto social, se pertencentes a pessoa jurdica.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 235

    III. Cuidando de empresas de radiodifuso:

    a) designao da emissora, sede de sua administrao e local das instalaes do

    estdio;

    b) nome, idade, residncia e prova de nacionalidade do diretor, ou redator-chefe

    responsvel pelos servios, reportagens, comentrios, debates e entrevistas.

    IV. Em caso de empresa noticiosa:

    a) nome, nacionalidade, idade e residncia do gerente e do proprietrio, se pessoa

    fsica;

    b) sede da administrao;

    c) exemplar do contrato ou estatuto social, se pessoa jurdica.

    Art. 745. As alteraes nas informaes ou documentos sero averbadas na matrcula, no prazo de 08 (oito) dias e, a cada declarao a ser averbada, corresponder um requerimento.

    Art. 746. Verificando o Oficial a intempestividade dos requerimentos de averbao, ou que os pedidos de matrcula se referem a publicaes j em circulao, representar ao Juiz

    competente, para considerar sobre a aplicao de multa.

    Art. 747. O pedido de matrcula, mediante requerimento com firma reconhecida, conter as informaes e documentos exigidos, apresentadas as declaraes em 02 (duas) vias,

    ficando uma via arquivada no processo e a outra devolvida ao requerente aps o registro.

    Pargrafo nico. O Oficial rubricar as folhas e certificar os atos praticados.

    SEO IV

    DAS DISPOSIES FINAIS

    Art. 748. As associaes, sociedades e fundaes, constitudas na forma das leis anteriores, somente podero efetuar averbaes nos seus atos constitutivos se estes estiverem

    devidamente adaptados s disposies da Lei 10.406, de 10 de janeiro de 2002.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 236

    Pargrafo nico. O disposto neste artigo no se aplica s organizaes religiosas nem aos

    partidos polticos.

    Art. 749. Se a administrao da pessoa jurdica vier a faltar, o juiz, a requerimento de qualquer interessado, nomear-lhe- administrador provisrio.

    Art. 750. Em caso de morte de um dos scios da sociedade simples e dispondo o contrato social pelo prosseguimento da sociedade com os herdeiros ou sucessores do scio pr-morto, o

    esplio, devidamente representado por seu inventariante, ou por representante, nomeado

    pelo Juzo, exercer os direitos e obrigaes do falecido na sociedade at que seja

    definida e homologada a partilha.

    1. Para exercer a representao, o representante dever anexar a certido de sua

    nomeao para o cargo.

    2. No caso de alienao, cesso, transferncia, transformao, incorporao, fuso e

    ciso parcial ou total e extino, ser indispensvel a apresentao do respectivo

    alvar judicial especfico para a prtica do ato.

    3. A escritura pblica de Inventrio e Partilha constitui ttulo hbil para formalizar a

    transmisso de domnio e direitos, conforme os termos nela expressos, no s para

    o registro imobilirio, como tambm, para promoo dos demais atos

    subsequentes, que se fizerem necessrios materializao das transferncias

    (DETRAN, Junta Comercial, Registro Civil de Pessoas Jurdicas, bancos,

    companhias telefnicas etc.), desde que todas as partes interessadas, maiores e

    capazes, estejam assistidas por advogado comum ou advogado de cada uma delas,

    cuja qualificao e assinatura constaro do ato notarial.

    4. Caso o inventrio j esteja encerrado, os herdeiros ou sucessores assumiro seus

    respectivos direitos, instruindo-se o ato de sua admisso, conforme o caso, com a

    carta de adjudicao de bens, a escritura de inventrio ou formal de partilha.

    Art. 751. No caso de alterao contratual no assinada por todos os scios, a sociedade dever

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 237

    levar a registro, concomitantemente, prova de convocao do scio ausente.

    Art. 752. O scio poder ser representado na reunio ou assembleia por outro scio, ou por advogado, mediante outorga de mandato, devendo o instrumento respectivo ser levado

    tambm a registro.

    TTULO VI

    DO REGISTRO DE TTULOS E DOCUMENTOS

    CAPTULO I

    DAS ATRIBUIES

    Art. 753. O registro de ttulos e documentos, no mbito de suas atribuies, o servio de organizao tcnica e administrativa que tem por finalidade assegurar a autenticidade,

    segurana, publicidade e eficcia dos atos e negcios jurdicos, constituindo ou

    declarando direitos e obrigaes, para prova de sua existncia e data, alm da

    conservao perptua de seu contedo.

    Art. 754. So princpios informadores do registro de ttulos e documentos, dentre outros gerais de

    Direito Pblico, os da segurana jurdica, legalidade, compatibilidade, preponderncia e

    finalidade.

    Art. 755. No Registro de Ttulos e Documentos ser feito o registro:

    I. dos documentos particulares, para a prova das obrigaes convencionais de

    qualquer valor;

    II. do penhor comum sobre bens mveis;

    III. da cauo de ttulos de crdito pessoal e da dvida pblica federal, estadual ou

    municipal, ou de bolsa ao portador;

    IV. do contrato de penhor de animais, no compreendido nas disposies do art. 10 da

    Lei n 492, de 30.08.1934;

    V. de parceria agrcola ou pecuria;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 238

    VI. do mandado judicial de renovao do contrato de arrendamento;

    VII. de quaisquer ttulos e documentos, cuja competncia para registro no esteja

    expressamente atribuda a outro servio, includo o registro de documentos

    eletrnicos, a fim de assegurar autenticidade, publicidade ou eficcia contra

    terceiros, alm de sua conservao;

    VIII. facultativamente, de quaisquer documentos ou imagens, para sua conservao.

    1. As pessoas plenamente capazes, independente da identidade ou oposio de sexo,

    que vivam uma relao de fato duradoura, em comunho afetiva, com ou sem

    compromisso patrimonial, podero registrar documentos os quais digam respeito a

    tal relao. As pessoas que pretendam constituir unio afetiva, na forma

    anteriormente referida tambm podero registrar os documentos que a isso digam

    respeito.

    2. O registro do contrato com alienao fiduciria em garantia de veculos, do

    contrato de penhor de veculos e congneres, do contrato de compra e venda de

    veculos com reserva de domnio e do contrato de arrendamento mercantil

    leasing de veculos, de que tratam os artigos 522, 1.361, 1 e 1462, todos, do

    Cdigo Civil e artigo 6, caput, da Lei n 11.882/2008, somente propiciar o efeito

    constitutivo da propriedade fiduciria e sua aquisio e dos demais direitos reais,

    quando for o caso, alm da produo plena de efeitos probatrios contra terceiros,

    quando for realizado, respectivamente, no Cartrio de Registro de Ttulos e

    Documentos do domiclio do devedor, comprador e arrendatrio, observando-se,

    assim, a fiscalizao judiciria exclusiva, estabelecida pelo artigo 236, 1, da

    Constituio Federal, independentemente da posterior anotao no certificado

    expedido pela repartio competente para o licenciamento de veculos, de ndole

    meramente cadastral e gerador de publicidade simples.

    Art. 756. Em se tratando de documentos que tenham por objeto a transmisso, constituio ou extino de direitos reais sobre imveis, poder ser feito o seu registro, desde que

    consignado expressamente que este se destina unicamente sua conservao e fixao

    de data, no gerando a constituio de domnio ou outro direito real.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 239

    Pargrafo nico. Com observncia dessas cautelas, admitido o registro de contratos

    particulares de promessa de compra e venda de propriedade imobiliria que impliquem

    loteamento ou parcelamento irregular do solo urbano ou fracionamento incabvel de rea

    rural.

    Art. 757. No carimbo ou em qualquer outra indicao constante no documento registrado ou expedido por serventias com servios anexados, constar, expressamente, em qual deles

    praticou-se o ato.

    Art. 758. Para surtir efeitos em relao a terceiros, devero ser registrados no Registro de Ttulos e Documentos, dentre outros documentos:

    I. os contratos de locao de prdios, sem prejuzo de serem levados ao Registro

    Imobilirio, quando consignada clusula de vigncia, no caso de alienao de coisa

    locada;

    II. os documentos decorrentes de depsitos ou de caues instrumentalizados em

    garantia de cumprimento de obrigaes contratuais, ainda que em separado dos

    respectivos atos constitutivos;

    III. as cartas de fiana, em geral, formalizadas por instrumento particular, seja qual for

    a natureza do compromisso por elas abonado;

    IV. os contratos de locao de servios no atribudos a outras especialidades de

    registro;

    V. os contratos de compra e venda em prestaes, com reserva de domnio ou no,

    qualquer que seja a forma revestida, os de alienao ou de promessas de venda

    referentes a bens mveis e os de alienao fiduciria;

    VI. todos os documentos de procedncia estrangeira, acompanhados das respectivas

    tradues, para produzirem efeitos em reparties da Unio, dos Estados, do

    Distrito Federal, dos Territrios e dos Municpios, ou em qualquer juzo ou

    tribunal;

    VII. as quitaes, recibos e contratos de compra e venda de automveis, e o penhor

    destes, qualquer que seja a forma de que se revistam;

    VIII. os atos administrativos expedidos para cumprimento de decises judiciais, sem

    trnsito em julgado, pelas quais for determinada a entrega, pelas alfndegas e

    mesas de renda, de bens e mercadorias procedentes do exterior;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 240

    IX. os instrumentos de cesso de direito e de crdito, de sub-rogao e de dao em

    pagamento.

    X. as cdulas de crdito a consignarem a garantia da alienao fiduciria, sem

    prejuzo de seu registro no Registro Imobilirio.

    XI. os contratos de locao de coisa mvel, os quais devero ser registrados no Servio

    do domiclio do locador.

    Art. 759. Os atos enumerados nos itens anteriores sero registrados, dentro de 20 (vinte) dias da sua assinatura pelas partes, no domiclio dos contratantes e, quando residam em

    circunscries territoriais diversas, no domiclio de todos.

    Pargrafo nico. Registrar-se-o, ainda, os documentos apresentados depois de findo o

    prazo, para produzirem efeitos a partir da data de apresentao.

    Art. 760. Compete privativamente aos oficiais de registro de ttulos e documentos do domiclio da pessoa fsica ou jurdica legitimamente interessada, o registro de papis, microfilmes e

    de mdias ticas, analgicas, eletrnicas ou digitais, bem como de documentos

    elaborados sob qualquer outra forma tecnolgica.

    Art. 761. Quando se tratar de registro facultativo, ser feita expressa meno a essa circunstncia, consignando-se livro e nmero de registro, bem como que se trata de ato praticado no

    Registro de Ttulos e Documentos.

    Art. 762. O interessado dever ser previamente esclarecido de que o registro facultativo exclusivamente para fins de mera conservao prova apenas a existncia, data e

    contedo do documento, no gerando publicidade nem efeitos em relao a terceiros,

    sendo vedada qualquer indicao que possa ensejar dvida sobre a natureza do registro

    ou confuso com a eficcia decorrente de outras espcies de atos registrais.

    Pargrafo nico. Ser aposto, obrigatoriamente, no registro do ttulo ou documento,

    carimbo com os seguintes termos: registro efetuado de acordo com o artigo 127, inciso

    VII, da Lei n 6015/1973.

    Art. 763. Caber ao Registro de Ttulos e Documentos a realizao de quaisquer registros no

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 241

    atribudos expressamente a outro Servio.

    Art. 764. margem dos respectivos registros, sero averbados quaisquer atos ou fatos constitutivos ou desconstitutivos, inovadores ou modificadores, seja em relao s

    obrigaes, seja em relao s pessoas participantes dos atos, inclusive quanto

    prorrogao dos prazos.

    Art. 765. vedado o registro em Ttulos e Documentos de quaisquer contratos e estatutos, ou suas alteraes, sujeitos competncia exclusiva do Registro Civil das Pessoas Jurdicas,

    ainda que os atos constitutivos das pessoas jurdicas estejam registrados na mesma

    serventia extrajudicial.

    Art. 766. desnecessria a assinatura de testemunhas instrumentrias.

    Art. 767. Quando se tratar de documentos legalizados por autoridade consular brasileira, ou expedidos por autoridades de outros pases e encaminhados por via diplomtica ao

    governo brasileiro, no se exigir o reconhecimento da respectiva firma.

    1. O documento redigido em lngua estrangeira, destinado ao registro, dever estar

    acompanhado da respectiva traduo para o vernculo, feita por tradutor

    juramentado, salvo nos casos de documentos elaborados, desde sua formao, j

    com uma verso em portugus.

    2. Poder ser realizado o registro de documento estrangeiro, traduzido com base em

    fotocpia autenticada por notrio do lugar da sua celebrao, desde que instrudo

    de autenticao ou reconhecimento consular brasileiro.

    CAPTULO II

    DA ESCRITURAO

    Art. 768. Alm dos livros obrigatrios e comuns a todas as serventias, no Registro de Ttulos e Documentos, haver os seguintes livros:

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 242

    I. A, protocolo para apontamento de todos os ttulos, documentos e papis

    apresentados, diariamente, para serem registrados ou averbados;

    II. B, para registro integral de ttulos e documentos, visando assegurar sua

    autenticidade, publicidade e eficcia em relao a terceiros, ainda que registrados,

    por extratos, em outros livros;

    III. C, para registro, por extratos, de ttulos e documentos, visando assegurar a

    autenticidade de sua data, publicidade e eficcia em relao a terceiros;

    IV. D, indicador pessoal.

    Art. 769. dispensado o livro C para os Servios que se utilizarem do sistema de microfilmagem ou digitalizao.

    Art. 770. Ser obrigatria a manuteno de sistema de backup atualizado em local diverso da

    serventia, a fim de garantir a integridade dos dados, na hiptese de caso fortuito ou fora

    maior que danifique o acervo eletrnico existente na serventia.

    Art. 771. Todos os livros do Registro de Ttulos e Documentos podero ser escriturados em papel ou em meio eletrnico, e tero 300 (trezentas) folhas, ou mais as necessrias para que se

    complete o expediente do dia em que esse nmero for atingido.

    1. Na parte superior de cada pgina do livro constaro o ttulo, a letra com o nmero e

    o ano em que comear.

    2. Os livros obrigatrios devero ser encadernados conforme previsto na legislao,

    ou mantidos eletronicamente, disponveis para impresso.

    3. Os livros escriturados eletronicamente devem apresentar cada lanamento

    associado s imagens dos documentos gravados digitalmente, disponveis para

    impresso.

    Art. 772. O livro "A" dever conter colunas para a indicao do nmero de ordem, dia e ms, natureza do ttulo e qualidade do lanamento, nome do apresentante, e para anotaes e

    averbaes.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 243

    1. A numerao de ordem ser contnua e indefinida.

    2. Em seguida ao registro, far-se-, no protocolo, remisso ao nmero da pgina do

    livro em que foi ele lanado.

    Art. 773. O livro "B" ter lanado, antes de cada registro, o nmero de ordem, a data do protocolo, a natureza do ttulo, nomes das partes com respectivas inscries no CPF ou CNPJ, e

    conter colunas para as declaraes de nmero de ordem, dia e ms, transcrio e,

    finalmente, anotaes e averbaes. Sem prejuzo dessas informaes obrigatrias,

    outros elementos do documento podero ser informados para fins de cadastro e busca.

    Pargrafo nico. A escriturao do livro "B" contnua, vedando a lei que, no registro

    de folhas soltas, seja reservada uma folha para cada registro.

    Art. 774. Caso no seja adotada escriturao em formato eletrnico, poder ser implantado, como livro auxiliar do livro "B" e em carter facultativo, pasta classificadora de cpias

    reprogrficas ou digitais, autenticadas, dos ttulos, documentos ou papis levados a

    registro integral.

    1. As pastas devero ser numeradas, em correspondncia com o livro "B" atinente,

    devendo ainda, quando em folhas soltas, ser encadernadas assim que encerradas.

    2. A adoo desse sistema no implica em dispensa de qualquer anotao necessria,

    prevista para o protocolo ou para o livro "B".

    3. Sempre que efetuado o arquivamento de cpias, em livro auxiliar do livro "B", essa

    circunstncia dever ser declarada no registro e nas certides.

    Art. 775. O livro "C" conter colunas para declarao de nmero de ordem, dia e ms, espcie e resumo do ttulo e, finalmente, anotaes e averbaes.

    Art. 776. O livro "D" ser dividido alfabeticamente para a indicao do nome de todas as pessoas que, ativa ou passivamente, individual ou coletivamente, figurarem nos livros de registro

    e dever conter, alm dos nomes das pessoas, se no documento constar, os respectivos

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 244

    RG e CPF ou CNPJ, com referncias aos nmeros de ordem e pginas dos outros livros

    e anotaes.

    Pargrafo nico. recomendvel a substituio do livro "D" por sistema informatizado,

    a critrio e sob a responsabilidade do oficial, o qual obrigado a fornecer, com presteza,

    as certides pedidas, pelos nomes das partes que figurarem, por qualquer modo, nos

    livros de registros; tambm facultada a elaborao de ndice mediante utilizao de

    fichas em papel ou microfichas.

    Art. 777. Se a mesma pessoa j estiver mencionada no indicador pessoal, somente ser feita, na

    coluna de anotaes, uma referncia ao nmero de ordem, pgina e nmero do livro em

    que estiver lanado o novo registro ou averbao.

    Art. 778. Ser lanado distintamente, no indicador pessoal, o nome de cada pessoa, com referncias recprocas na coluna de anotaes, quando do mesmo registro, ou averbao,

    figurar mais de uma, ativa ou passivamente.

    Art. 779. Ao oficial que no optar pelo sistema de escriturao eletrnica dos livros, facultado

    efetuar o registro por meio de microfilmagem, desde que, por lanamentos remissivos,

    com meno ao protocolo, ao nome dos contratantes, data e natureza dos documentos

    apresentados, sejam os microfilmes havidos como partes integrantes dos livros de

    registro, nos seus termos de abertura e encerramento.

    1. Nesse caso, os documentos sero lanados pela ordem de apresentao no livro "A"

    e, a seguir, microfilmados, resultando cada fotograma como uma folha solta do

    livro correspondente ao registro.

    2. Das averbaes procedidas, sero feitas remisses na coluna apropriada do livro

    "A", facultando-se tambm que as remisses sejam feitas apenas no livro "D", em

    nome de todos os interessados.

    CAPTULO III

    DA TRANSCRIO E DA AVERBAO

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 245

    Art. 780. Caso no seja adotado o formato eletrnico, o registro integral dos documentos consistir na trasladao dos mesmos, com a mesma ortografia e pontuao, com

    referncias s entrelinhas ou quaisquer acrscimos, alteraes, defeitos ou vcios que

    tiver o original apresentado e, bem assim, com meno precisa aos seus caractersticos

    exteriores e s formalidades legais.

    1. A transcrio dos documentos mercantis, quando levados a registro, poder ser

    feita na mesma disposio grfica em que estiverem escritos, se o interessado

    assim o desejar.

    2. Feita a trasladao do livro "B", no dever ser deixado, em seguida, nenhum

    espao em branco, procedendo-se ao encerramento na ltima linha; a seguir ser

    lanada a assinatura do oficial, seu substituto legal ou escrevente designado e

    autorizado.

    3. As folhas do ttulo, documento ou papel que tiver sido registrado, e as respectivas

    certides, sero rubricadas, fisicamente ou por meio digital ou eletrnico, pelo

    oficial ou seus substitutos, antes da sua entrega ao apresentante.

    4. Quando o documento a ser registrado no livro "B" for impresso e idntico a outro

    j anteriormente registrado na ntegra, poder o registro limitar-se consignao

    dos nomes das partes contratantes, das caractersticas do objeto e dos demais dados

    constantes de claros preenchidos no documento, procedendo-se quanto ao mais, a

    simples remisso quele outro j registrado.

    Art. 781. O registro resumido consistir na declarao da natureza do ttulo, documento ou papel, valor, prazo, lugar em que tenha sido feito, nome e condio jurdica das partes, nomes

    das testemunhas (quando houver), nome do apresentante, data da assinatura e do

    reconhecimento de firma (se houver, indicando-se o tabelio responsvel), os nmeros

    de ordem e as datas do protocolo e da averbao, a importncia e a qualidade do imposto

    pago.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 246

    Pargrafo nico. O registro resumido ser encerrado, datado e assinado pela mesma

    forma prevista para o registro integral.

    Art. 782. O registro de contratos de garantia em geral, de penhor, cauo e parceria, ser feito com

    declarao do nome, profisso e domiclio do credor e do devedor, valor da dvida, juros,

    penas, vencimentos e especificaes dos objetos empenhados, da pessoa em poder de

    quem fica, da espcie do ttulo, das condies do contrato, data e nmero de ordem.

    1. Recomenda-se que esses registros sejam feitos, todavia, no livro "B".

    2. Nos contratos de parceria, ser considerado credor, para fim do registro, o parceiro

    proprietrio e devedor o parceiro cultivador, criador ou de qualquer modo

    exercente da atividade produtiva.

    Art. 783. exceo das notificaes ou avisos em que figurarem como destinatrias, o registro ou a averbao de documentos em geral, em que tenham interesse as fundaes, no sero

    efetuados sem a interveno do Ministrio Pblico.

    CAPTULO IV

    DA ORDEM DOS SERVIOS

    Art. 784. Apresentado o documento, sob qualquer forma, para registro ou averbao, sero anotados, no protocolo, a data da apresentao, sob o nmero de ordem que se seguir

    imediatamente, a natureza do instrumento, a espcie de lanamento a fazer e o nome do

    apresentante.

    1. Sero reproduzidas, no ttulo, documento ou papel, as declaraes relativas ao

    nmero de ordem, data e espcie de lanamento a fazer.

    2. As anotaes previstas no item anterior podero ser feitas nos seguintes moldes:

    "Protocolado em ../../.. sob n ...., para registro (ou averbao). Data e assinatura".

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 247

    3. As anotaes podero ser manuscritas, datilografadas, por carimbo, etiqueta ou

    chancela mecnica, ou, ainda, digitadas ou inseridas por processo eletrnico,

    magntico ou digital.

    Art. 785. Em seguida, far-se- o registro no livro prprio, aps o qual ser feita a respectiva declarao no documento, constando sempre o nmero de ordem e a data do

    procedimento no livro competente.

    Pargrafo nico. Essa declarao ser feita de forma semelhante prevista para as

    anotaes subsequentes protocolizao e ser assinada pelo oficial ou por seus

    substitutos.

    Art. 786. Depois de concludos os lanamentos, nos livros respectivos, ser feita, no protocolo, referncia ao nmero de ordem sob o qual tiver sido feito o registro ou a averbao.

    Art. 787. O apontamento do ttulo, documento ou papel, no protocolo, ser feito, seguida e imediatamente, um aps o outro.

    Pargrafo nico. Ser lavrado, no fim do expediente dirio, termo de encerramento,

    datado e subscrito pelo oficial ou seus substitutos.

    Art. 788. Os registros e averbaes devero ser lanados nos livros respectivos, seguidamente, em

    obedincia ordem de prioridade dos apontamentos, salvo se obstados os lanamentos

    por ordem da autoridade judiciria competente, por dvida superveniente, ou nota de

    exigncia formulada pelo oficial.

    Pargrafo nico. Nesses ltimos casos, seguir-se-o os registros ou averbaes dos

    ttulos, documentos ou papis protocolizados imediatamente aps, sem prejuzo da data

    autenticada do apontamento do que tiver sido obstado.

    Art. 789. Todo registro ou averbao dever ser datado e assinado pelo oficial, seus substitutos ou escrevente designado e autorizado, individualizando-se a identificao de ambos.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 248

    Pargrafo nico. Adotada a escriturao em formato eletrnico, as averbaes sero

    feitas por meio de novo registro eletrnico, que ser arquivado conjuntamente com o

    arquivo original, com as devidas anotaes no protocolo e nos indicadores.

    Art. 790. Os ttulos devero ter sempre um nmero diferente, segundo a ordem de apresentao, ainda que se refiram mesma pessoa.

    Art. 791. O registro e a averbao devero ser feitos no prazo mximo de 15 (quinze) dias teis, contado a partir da protocolizao.

    1. Em qualquer caso, dever ser fornecido ao apresentante, aps a protocolizao,

    recibo contendo declarao da data da apresentao, do nmero de ordem no

    protocolo e indicao do dia em que o ttulo dever ser entregue, devidamente

    legalizado.

    2. Esse recibo ser restitudo pelo apresentante contra a devoluo do ttulo.

    Art. 792. Dever ser recusado registro a documento que no se revista das formalidades legais exigveis, devendo a respectiva nota devolutiva indicar o vcio extrnseco obstativo do

    registro.

    Pargrafo nico. Quando houver suspeita de falsificao, o documento ser

    encaminhado, aps protocolizado, ao Juiz Corregedor Permanente, para as providncias

    cabveis.

    Art. 793. Quando o ttulo, j registrado por extrato, for levado ao registro integral, ou quando for exigido simultaneamente, pelo apresentante, o duplo registro, tal circunstncia ser

    mencionada no lanamento posterior.

    Pargrafo nico. Igualmente, nas anotaes do protocolo, sero feitas referncias

    recprocas para verificao das diversas espcies de lanamento do mesmo ttulo.

    Art. 794. As procuraes levadas ao Registro de Ttulos e Documentos devero trazer, sempre, as

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 249

    firmas reconhecidas dos outorgantes, exceto as procuraes ad judicia e aquelas

    assinadas digitalmente, de acordo com o padro ICP-Brasil.

    Pargrafo nico. Em se tratando de traslado de instrumento pblico lavrado em comarca

    diversa, dever ser reconhecido o sinal pblico de quem o tiver assinado.

    Art. 795. Quando em papel, o documento registrado conter indicao do registrador, devendo ser

    rubricadas todas as suas folhas, bem como as folhas das certides fornecidas, facultado o

    uso de chancela mecnica, antes da sua entrega aos apresentantes; quando em arquivo

    eletrnico ou mdia tica ou digital, a assinatura eletrnica poder ser aposta uma nica

    vez, apenas no fechamento do documento respectivo, observadas as regras pertinentes

    segurana digital.

    Art. 796. As ordens judiciais para registro e averbao de atos no gratuitos sero registradas, devendo o registrador comunicar ao juzo que emitiu a ordem, o aviso do registro e do

    prazo de caducidade de 30 (trinta) dias do registro, caso o interessado no recolha os

    emolumentos e acrscimos para prtica do ato.

    Pargrafo nico. No recolhendo o interessado as Taxas e Emolumentos devidos no

    prazo a que se refere o caput deste artigo, dever o Titular encaminhar expediente ao

    Juiz Corregedor Permanente para fins de declarao do cancelamento do registro.

    Art. 797. Em sendo apresentado ttulo ou documento para registro, aps realizado o protocolo, no ser possvel a transferncia de custas para outra unidade de servio.

    Art. 798. O apresentante e ou interessado pelo registro do ttulo arcar com as despesas postais pertinentes ao ato.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 250

    CAPTULO V

    DAS NOTIFICAES EXTRAJUDICIAIS

    Art. 799. O oficial ser obrigado, quando o apresentante o requerer, a notificar do registro, ou da

    averbao, os demais interessados os quais figurem no ttulo, documento ou papel

    apresentado, e quaisquer terceiros que lhe sejam indicados.

    1. Por esse processo, tambm, podero ser feitos avisos, denncias, comunicaes e

    notificaes, quando no for exigida a interveno judicial, independente do

    documento que substancia a notificao no ter sido registrado na serventia.

    2. As certides de notificao ou da entrega de registros devero ser lavradas nas

    colunas de anotaes, no livro competente, margem dos respectivos registros.

    Art. 800. As comunicaes extrajudiciais podero ser efetivadas pessoalmente, por meio eletrnico, via postal, por edital, afixado em local prprio da serventia e publicado pela

    imprensa local.

    Art. 801. O oficial poder, mediante expresso requerimento do apresentante do ttulo, promover notificaes por meio do envio de carta registrada, entendendo-se perfeito o ato quando

    da devoluo do aviso de recebimento (AR).

    1. Na modalidade de Notificao Extrajudicial de que trata o caput, a sua finalizao

    depender da devoluo do Aviso de Recebimento, afastada a responsabilidade da

    serventia por eventuais atrasos, atribudos Empresa de Correios e Telgrafos.

    2. Do mesmo modo, o extravio do Carto de AR - Aviso de Recebimento - pela

    Empresa de Correios e Telgrafos, impede a finalizao da notificao, hiptese

    em que dever o apresentante ou interessado realizar o pagamento de nova

    postagem.

    Art. 802. No caso de cumprimento da Notificao Extrajudicial, via pessoal, sero efetuadas 3 (trs) diligncias, em dias e horrios alternados, e ser averbado o resultado, positivo ou

    negativo, da notificao.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 251

    1. As diligncias sero realizadas em dias teis, das 6 (seis) s 20 (vinte) horas e, aos

    sbados das 7 (sete) s 13 (treze) horas.

    2. Para garantia da lisura no processo de cumprimento da notificao, defeso

    qualquer contato do notificante com o escrevente encarregado de cumprir a

    Notificao Extrajudicial.

    3. Cada Notificao Extrajudicial dever conter apenas um notificado e, apenas um

    endereo para seu cumprimento, ainda que os notificados sejam casados ou

    residam no mesmo endereo.

    Art. 803. O oficial para fins de cumprimento de Notificao Extrajudicial, aviso ou comunicao, poder convocar o notificado por escrito, a comparecer na serventia, no prazo de 3 (trs)

    dias, pessoalmente ou por procurador, para tomar cincia dos termos da notificao.

    Art. 804. Se o apresentante ou interessado no apresentar vias suficientes da notificao, o Oficial emitir certides do registro efetuado, em quantidade suficiente para viabilizar a seu

    cumprimento.

    Art. 805. As notificaes previstas no artigo 160 da Lei de Registros Pblicos sero efetuadas apenas com os documentos e anexos registrados, qualquer que seja o meio de sua

    apresentao (papel, digital, eletrnico ou similar), no se admitindo, entretanto, a

    anexao de objetos corpreos.

    Art. 806. Nenhuma certido das notificaes ser fornecida antes do perfazimento do registro.

    Art. 807. Considera-se perfeito o registro do documento que d origem a uma notificao independentemente da averbao do cumprimento da diligncia, ou da impossibilidade

    de sua realizao.

    Art. 808. Estando pendente a notificao, o oficial no poder fornecer a terceiros informaes

    pertinentes ao registro, que possam frustrar a efetivao da diligncia.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 252

    Art. 809. As certides de documentos registrados, que forem expedidas a pedido de terceiros, estando ainda pendente a notificao, no contero informaes que permitam vincular

    tais registros s notificaes pendentes.

    Art. 810. As certides de notificao ou de entrega de registros sero arquivadas e anotadas, reciprocamente, junto ao registro originrio, para sua localizao.

    Art. 811. O servio das notificaes e demais diligncias poder ser realizado por escreventes designados pelo oficial, vedada a atribuio de tais funes a quaisquer servidores

    pblicos do quadro efetivo do Poder Judicirio.

    Art. 812. Dever o Servio organizar sistema de controle, que permita, com segurana, comprovar a entrega das notificaes ou assemelhados.

    CAPTULO VI

    DO CANCELAMENTO

    Art. 813. O cancelamento de registro ou averbao ser feito em virtude de sentena, ou de documento autntico de quitao, ou de exonerao do ttulo registrado.

    Art. 814. Apresentado documento hbil, o oficial certificar, na coluna das averbaes do livro respectivo, o cancelamento, mencionando o documento que o autorizou, datando e

    assinando a certido e de tudo fazendo referncia nas anotaes do protocolo.

    Art. 815. Para o cancelamento de registro de penhor, dever ser exigida a quitao do credor com firma reconhecida, se o respectivo documento exibido for particular.

    Art. 816. Os requerimentos de cancelamento sero arquivados com os documentos que os instrurem.

    Pargrafo nico. Adotada a escriturao em formato eletrnico, a averbao de

    cancelamento do registro originrio ser feita por meio de novo registro eletrnico, do

    qual constaro o requerimento e demais documentos que o instruam.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 253

    TTULO VII

    DO REGISTRO DE IMVEIS

    CAPTULO I

    DA INSTITUCIONALIZAO E FINS

    SEO I

    DAS ATRIBUIES

    Art. 817. No Registro de Imveis sero feitos o registro e averbao dos ttulos ou atos constitutivos, declaratrios, translativos e extintivos de direitos reais sobre imveis

    reconhecidos em lei, inter-vivos ou mortis causa, quer para sua constituio,

    transferncia e extino, quer para sua validade em relao a terceiros, quer para a sua

    disponibilidade, obedecidas as disposies do Cdigo Civil, da Lei de Registros

    Pblicos (Lei n 6.015/1973), demais normativos aplicveis e pelas normas da

    Corregedoria Geral da Justia.

    SEO II

    DAS DISPOSIES GERAIS

    Art. 818. Cumpre ao Oficial do Registro de Imveis a inscrio, a transcrio e a averbao dos ttulos ou atos constitutivos, declaratrios, translativos e extintivos de direitos reais sobre

    imveis, o preenchimento e envio Receita Federal da Declarao de Operao

    Imobiliria - DOI, a expedio, no prazo de 5 (cinco) dias contados da solicitao, de

    certides dos seus registros e atos, alm do exerccio das atribuies as quais lhe forem

    conferidas pela legislao especfica e pelas normas das Corregedorias da Justia.

    Art. 819. A alterao territorial das circunscries ou zonas dos registros pblicos, decorrente da Lei de Organizao Judiciria estadual, no retira a alada dos titulares do Ofcio para

    atos de averbao, retificao e cancelamento dos registros anteriormente lanados em

    seus livros, permanecendo esta competncia residual at que a respectiva transcrio ou

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 254

    matrcula seja encerrada, em razo da abertura de matrcula no novo Servio de

    Registro, continuando com poderes para a expedio das respectivas certides.

    Art. 820. Ao final dos registros, das averbaes ou matrculas, o Oficial far consignar o valor dos

    emolumentos e taxas pagos, repetindo a indicao, obrigatoriamente, ao lanar no

    traslado da escritura os nmeros do protocolo e do registro, sob pena de multa de at o

    dobro da taxa devida.

    Art. 821. No exerccio de suas funes, cumpre aos oficiais de registro fazer rigorosa fiscalizao

    do pagamento dos impostos devidos, por fora dos atos que lhes forem apresentados em

    razo do ofcio registral.

    CAPTULO II

    DOS PRINCPIOS

    SEO I

    DOS PRINCPIOS DO REGISTRO DE IMVEIS

    Art. 822. Dentre os princpios que do base de sustentao teoria dos registros pblicos que fundamentam e formatam o servio, a funo e a atividade registral imobiliria, temos:

    I. Princpio da F Pblica ou Legitimao Registral: a assegurar autenticidade dos

    atos emanados do Registro e dos Servios, gerando presuno de validade juris

    tantum, produzindo o ato de registro todos os efeitos legais, somente podendo ser

    desconstitudo, anulado ou cancelado por deciso judicial ou por provocao das

    partes interessadas.

    II. Princpio da Publicidade: a garantir os direitos submetidos ao registro a

    oponibilidade erga omnes. Todos os atos e fatos, objeto do registro, so pblicos e

    acessveis a qualquer pessoa, sem necessidade de demonstrar interesse.

    III. Princpio da Obrigatoriedade: a impor o registro dos atos previstos em lei, embora

    inexistam prazos ou sanes pelo seu descumprimento.

    IV. Princpio da Legalidade: a impor prvio exame da legalidade, validade e eficcia

    dos ttulos, somente podendo ser admitidos ao registro os ttulos e documentos que

    estiverem de acordo com a lei e em perfeita harmonia com o que se encontra

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 255

    lanado na matrcula, a fim de obstar o registro de ttulos invlidos, ineficazes ou

    imperfeitos;

    V. Princpio da Titularidade: a submeter a validade do ato registral condio de

    haver sido praticado por agente legitimamente investido na funo.

    VI. Princpio da Territorialidade: a delimitar a atuao do Registrador imobilirio,

    circunscreve o exerccio das funes delegadas do Ofcio Imobilirio rea

    territorial definida em lei, sob pena de nulidade;

    VII. Princpio da Continuidade: a impedir o lanamento de qualquer ato de registro sem

    a existncia de registro anterior que lhe d suporte formal e a obrigar as referncias

    originrias, derivadas e sucessivas; preconiza um encadeamento entre os

    assentamentos registrais pertinentes aos sujeitos e direitos

    VIII. Princpio da Prioridade e Preferncia: a outorgar ao primeiro a apresentar o ttulo

    no protocolo do cartrio de Registro de Imveis, a prioridade erga omnes do

    direito e a preferncia na ordem de efetivao do registro, independentemente da

    cronologia da sua lavratura, celebrao ou data da ordem judicial.

    IX. Princpio da Instncia ou Reserva de Iniciativa: a definir o ato registral como de

    iniciativa exclusiva do interessado, vedada a prtica de atos de averbao e de

    registro ex officio, com exceo do previsto no art. 167, II, item 13, e no art. 213, I,

    ambos da Lei dos Registros Pblicos.

    X. Princpio da Tipicidade: a afirmar serem registrveis apenas ttulos previstos em

    lei;

    XI. Princpio da Especialidade objetiva: a exigir que os ttulos, judiciais ou

    extrajudiciais, pblicos ou particulares, apresentados para registro, contenham a

    plena e perfeita identificao do imvel, da maneira como constante da respectiva

    matrcula, de modo a evitar registros contraditrios ou que possam incidir sobre

    direitos de terceiros;

    XII. Princpio da Especialidade Subjetiva: a exigir que os ttulos, judiciais ou

    extrajudiciais, pblicos ou particulares, apresentados para registro, de maneira

    precisa e corretamente descrevam a perfeita identificao e qualificao das

    pessoas nomeadas, participantes ou intervenientes nos ttulos respectivos;

    XIII. Princpio da Disponibilidade: a precisar que ningum pode transferir mais direitos

    do que os constitudos pelo Registro Imobilirio, a compreender as

    disponibilidades fsicas (rea disponvel do imvel) e a jurdica (a vincular o ato de

    disposio situao jurdica do imvel e da pessoa);

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 256

    XIV. Princpio da Unicidade Matricial ou da Unitariedade: a estabelecer que um imvel

    no possa ser matriculado mais de uma vez, cada imvel deve possuir uma nica

    matrcula.

    CAPTULO III

    DAS CERTIDES E DAS INFORMAES

    SEO I

    DAS DISPOSIES GERAIS

    Art. 823. O registrador ou seus prepostos so obrigados a lavrar certido de tudo que lhes for requerido sobre os imveis registrados no respectivo Cartrio e a fornecer s partes,

    verbalmente ou por escrito, as informaes e esclarecimentos solicitados.

    Pargrafo nico. obrigatrio o uso do selo de autenticidade nas certides expedidas.

    Art. 824. Os cartrios devero utilizar, em relao aos pedidos de certides, sistema de protocolo e controle semelhante ao previsto para a recepo de ttulos.

    Pargrafo nico. obrigatrio o fornecimento, pelo cartrio, de protocolo do

    requerimento de certido, do qual dever constar a identificao da Serventia, com

    endereo da sede, nmero de telefone e endereo eletrnico, a data do pedido e a data

    prevista para a entrega da certido, bem como, o valor dos emolumentos e taxas pagos.

    Art. 825. defeso s partes, bem como aos advogados ou pessoas interessadas procederem buscas em livros ou retir-los das serventias.

    Art. 826. Qualquer pessoa pode requerer certido do registro ou da ficha de inteiro teor da matrcula do imvel, sem necessidade de informar o motivo ou o interesse do pedido.

    Pargrafo nico. Os pedidos de certido por via postal, telegrfica, bancria ou correio

    eletrnico sero, obrigatoriamente, atendidos, satisfeitas as despesas postais, diligncias

    para postagem, bem como as taxas e os emolumentos devidos.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 257

    Art. 827. As certides emitidas pelas serventias sero lavradas em inteiro teor, em resumo ou em relatrio, conforme quesitos, devidamente autenticadas pelo oficial, seu substituto ou

    preposto autorizado, expedidas no prazo de 5 (cinco) dias teis a contar do protocolo do

    pedido e dever ser fornecida em papel e, mediante escrita que permita a sua reproduo

    por fotocpia, ou outro processo equivalente.

    1. A certido de inteiro teor poder ser extrada por meio datilogrfico, manuscrito,

    reprogrfico ou informatizado.

    2. Com exceo da certido que reproduz a ficha de inteiro teor da matrcula, as

    demais certides podero ter seu prazo de entrega prorrogado, por at 10 (dez)

    dias, quando relativas a:

    a) imveis ainda sujeitos ao regime de registro anterior Lei n 6.015/1973;

    b) pedidos de certido com buscas nos Livros 3 - Auxiliar, 4 - Indicador Real e 5 -

    Indicador Pessoal.

    c) pedidos de certides cuja expedio dependa de buscas que importem em

    levantamentos.

    3. No caso de retardamento injustificado ou mesmo de recusa na expedio da

    certido, o interessado poder reclamar Corregedoria Competente ou diretamente

    ao Juiz competente da Comarca.

    4. Para a verificao do retardamento, ao receber algum pedido, o Oficial fornecer

    parte uma nota de entrega.

    Art. 828. A certido mencionar, alm da descrio detalhada do imvel, a data em que foi lavrado o assento, o livro do registro ou o documento arquivado na serventia.

    1. Emitir-se-o as certides mediante escrita capaz de permitir a sua reproduo por

    fotocpia ou outro processo equivalente.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 258

    2. As certides sero devidamente conferidas com os atos respectivos antes de serem

    entregues aos interessados.

    3. vedado o fornecimento de certido com rasura, emenda ou entrelinha no

    ressalvada expressamente.

    Art. 829. O prazo de validade das certides expedidas pelo Registro de Imveis de 30(trinta) dias e ser, obrigatoriamente, nelas consignado.

    Pargrafo nico. A certido de nus expedida ser atualizada, no prazo de 30 (trinta)

    dias, comprovando o registro anterior, bem como a existncia ou inexistncia de nus ou

    gravames constantes dos assentamentos.

    Art. 830. Sempre que houver qualquer alterao posterior ao ato cuja certido pedida, deve o oficial mencion-la, obrigatoriamente, no obstante as especificaes do pedido, sob

    pena de responsabilidade civil e criminal, ressalvadas as restries legais.

    1. A alterao a que se refere este artigo dever ser anotada na prpria certido,

    contendo a inscrio: "a presente certido envolve elementos de averbao

    margem do termo feitos em data de ...".

    2. Idntica providncia ser adotada ainda que a alterao no modifique a situao

    jurdica do fato registrado.

    3. Quando da expedio de certides negativas de nus e alienaes, os registradores

    de imveis devero abster-se de ressalvar prenotaes, caso no constem dos livros

    especficos. Em caso contrrio, devero as prenotaes ser detalhadamente

    descritas no instrumento de certificao.

    Art. 831. A extrao de cpias reprogrficas conferidas somente se far dos originais.

    1. Facultar-se- a reproduo de cpias se estas estiverem arquivadas no Ofcio e

    devidamente autenticadas.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 259

    2. Nesse caso a reproduo declarar expressamente ser cpia de cpia arquivada na

    serventia e reproduzir tambm a conferncia.

    3. Para conferncia e certido podero ser utilizados carimbos especficos.

    Art. 832. Apenas quando expressamente solicitado pela parte, o Oficial dever consignar nas certides de inteiro teor da matrcula a existncia de nus ou gravames incidentes sobre

    o imvel.

    Art. 833. Existindo qualquer alterao posterior ao ato cuja certido pedida, o Oficial a mencionar, obrigatoriamente, no obstante as especificaes do pedido, sob pena de

    responsabilidade administrativa, civil e penal.

    Art. 834. Em toda certido expedida, o Registrador ou seus prepostos faro constar, obrigatoriamente, se for o caso, a informao de que o imvel passou circunscrio de

    outra serventia, em decorrncia de desmembramento territorial.

    Art. 835. Quando solicitada com base no Livro 4 - Indicador Real, o cartrio somente expedir certido aps cuidadosas buscas, efetuadas com os elementos de indicao constantes da

    descrio do imvel.

    Art. 836. Deve ser evitado fazer constar imvel que, evidentemente, no coincida com o objetivado no pedido, bem assim o uso de expresses as quais aparentem ausncia ou

    insegurana das buscas.

    Art. 837. vedada a expedio de nova certido de inteiro teor ou de parte de registro de imvel (transcrio, inscrio, matrcula e averbao) tendo como nica fonte de consulta

    certido anteriormente expedida.

    Art. 838. Sendo impossvel a verificao da correspondncia entre o teor da certido j expedida e a respectiva matrcula, transcrio ou inscrio mediante consulta do livro em que esteja

    contido o ato de que essa certido foi extrada, por encontrarse o livro (encadernado ou

    escriturado por meio de fichas), no todo ou em parte, extraviado ou deteriorado de forma

    a impedir sua leitura, dever o Oficial da unidade do Registro de Imveis em que

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 260

    expedida a certido, para a realizao de novos registros e averbaes e para a expedio

    de novas certides, promover a prvia restaurao da matrcula, transcrio ou inscrio

    mediante autorizao do Juiz da Vara de Registros Pblicos.

    SEO II

    DA CERTIDO EM DOCUMENTO FSICO

    Art. 839. Nos imveis com matrcula no Livro 2 - Registro Geral, a certido ser expedida diretamente por cpia reprogrfica da matrcula e, aps o ltimo ato, ser lavrado o

    termo de encerramento, que poder ser impresso por computador, datilografado ou

    carimbado, com a assinatura do Oficial ou preposto autorizado.

    1. A certido da matrcula por cpia reprogrfica somente poder ser reproduzida a

    partir do documento original.

    2. A certido de inteiro teor ser emitida, preferencialmente, por meio eletrnico,

    reprogrfico ou, de modo excepcional, at a informatizao da Serventia, por meio

    datilogrfico.

    Art. 840. A certido ser expedida em papel com a identificao completa da Serventia, do Oficial, do livro do registro e do documento arquivado.

    Pargrafo nico. vedada a emisso de certido em papel e por impresso a qual

    impossibilite ou dificulte a sua reproduo por digitalizao, fotocpia ou outro meio

    equivalente.

    SEO III

    DA CERTIDO ELETRNICA OU DIGITAL

    Art. 841. Os Ofcios de Registro Imobilirio que utilizam sistemas de informatizao estruturados em rede, com programas computadorizados e acesso rede mundial de computadores

    (internet), com homepage ou stio prprio, dotados de requisitos de segurana, podero

    emitir certides de inteiro teor da matrcula, atravs de documentos ou arquivos

    eletrnicos.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 261

    1. As certides produzidas eletronicamente e emitidas com garantia da origem, atravs

    de certificao ou assinatura digital do Oficial de Registro, na forma prevista na

    Lei n 11.419/2006 e na Medida Provisria n 2.220/2001, so equiparadas aos

    documentos originais para todos os efeitos legais.

    2. As certides digitalizadas, enviadas atravs da rede mundial de computadores

    (Internet) para o endereo eletrnico ou e-mail fornecido pelo interessado, devem

    conter o selo de autenticidade emitido eletronicamente, para efeitos de controle dos

    atos e do recolhimento dos Emolumentos, da Taxa de Fiscalizao, do Fundo

    Especial de Compensao e Defensoria Pblica.

    3. Os cartrios capacitados, tecnologicamente, para emitir certides eletrnicas

    atravs da Internet, devero manter em suas homepages ou stios recursos de

    consulta da autenticidade das certides eletrnicas expedidas.

    Art. 842. Para fins de conhecimento do teor da ficha de matrcula, sem valor probatrio e para efeito de anlise da situao de regularidade do imvel, o cartrio poder permitir o

    acesso do interessado sua base de dados, atravs da Internet, com a visualizao, na

    tela, de todos os atos de registro e averbao constantes da matrcula respectiva.

    Pargrafo nico. Na consulta on-line da ficha de matrcula do imvel, a serventia dever

    utilizar programas ou recursos de segurana que impossibilitem a gravao ou impresso

    do arquivo eletrnico, o qual somente ser acessvel para efeitos de certido com valor

    legal, aps o pagamento dos respectivos Emolumentos, da Taxa de Fiscalizao, do

    Fundo Especial de Compensao e Defensoria Pblica.

    Art. 843. O pedido de emisso de certido realizado atravs da Internet, por opo do interessado, poder ser efetivado por meio da entrega do documento fsico em papel, para retirada

    junto prpria Serventia emitente ou para envio ao domiclio do solicitante, por via

    postal, caso em que o custo de postagem despendido pela Serventia ser acrescido ao

    preo da certido.

    Art. 844. O prazo mximo para a expedio da certido por meio eletrnico ser de 48 (quarenta e

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 262

    oito) horas, quando solicitada e fornecida, exclusivamente, em arquivo digital, acrescido

    de mais 3 (trs) dias teis para a postagem, se houver opo pelo documento fsico

    enviado por via postal.

    SEO IV

    DA CERTIDO ACAUTELATRIA

    Art. 845. dever dos que exercem a funo notarial (Tabelies de Notas, Oficiais Municipais e Oficiais Distritais) e dos Escrives/ Diretores de Secretarias Judiciais, na lavratura de

    escrituras ou atos, ou no prosseguimento dos feitos, em documentos de transmisso,

    constituio, modificao ou cesso de direitos reais sobre imveis, a exigncia da

    exibio da certido atualizada do Registro Imobilirio, aludida no art. 1, IV, do Decreto

    n 93.240, de 09-09-86.

    Pargrafo nico. Ao magistrado cumpre a devida cautela ao dar curso aos processos de

    sua competncia, em especial naqueles atos que envolverem alienao judicial.

    Art. 846. Considera-se atualizada a certido cuja data de expedio no seja superior a 30 (trinta) dias da data em que foi formalizado o negcio imobilirio.

    CAPTULO IV

    DO PROCESSO DE REGISTRO

    SEO I

    DAS DISPOSIES GERAIS

    Art. 847. Protocolizado o ttulo, proceder-se- ao registro dentro de 30 (trinta) dias, salvo disposio legal em contrrio.

    1. Os emolumentos e demais acrscimos para o registro/averbao sero pagos na

    apresentao do ttulo.

    2. Se o ttulo, uma vez prenotado, no puder ser registrado ou o apresentante desistir

    do seu registro, a importncia relativa aos emolumentos pagos de modo adiantado

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 263

    ser restituda, deduzida a quantia correspondente s buscas e prenotao, pelo

    valor mnimo dos emolumentos previsto para o ato na tabela em vigor.

    3. O Oficial dever examinar a legalidade e a validade do ttulo nos primeiros 15

    (quinze) dias corridos do prazo previsto no caput.

    4. As Cdulas de Crdito Rural, Cdulas de Crdito Industrial, Cdulas de Crdito

    Comercial, Cdulas de Crdito Exportao e Cdulas do Produto Rural devero

    ser registradas no prazo de 03 (trs) dias teis a contar da apresentao do ttulo.

    5. fixado em 15 (quinze) dias o prazo para execuo dos servios previstos na Lei

    n 10.931/04 e na Lei n 9.514/97, tais como:

    a) averbao relativa instituio de Patrimnio de Afetao junto ao registro da

    incorporao imobiliria;

    b) averbao da Cdula de Crdito Imobilirio junto aos registros das garantias

    reais imobilirias;

    c) registro da garantia real imobiliria contida em Cdula de Crdito Bancrio;

    d) registros ou averbaes de ttulos decorrentes de negcios que envolvam

    alienao fiduciria de imvel; tais como, compra e venda com alienao

    fiduciria, venda em leilo, intimao do fiduciante, cesso de crdito ou

    cesso fiduciria de crdito garantido por propriedade fiduciria.

    6. Nos registros decorrentes de processo de parcelamento do solo ou de incorporao

    imobiliria, o registrador dever observar o prazo mximo de 15 (quinze) dias para

    o fornecimento do nmero do registro ao interessado ou a indicao das

    pendncias a serem satisfeitas para sua efetivao.

    Art. 848. Nos atos registrais relativos ao Programa Minha Casa Minha Vida, o prazo para qualificao do ttulo e respectivo registro, averbao ou devoluo com indicao das

    pendncias a serem satisfeitas para sua efetivao no poder ultrapassar a 15 (quinze)

    dias, contados da data em que ingressar na serventia.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 264

    1. Havendo exigncias de qualquer ordem, elas devero ser formuladas de uma s

    vez, por escrito, articuladamente, de forma clara e objetiva, para que o interessado

    possa satisfaz-las, ou, no se conformando, requerer a suscitao de dvida.

    2. Reingressando o ttulo dentro da vigncia da prenotao e, estando em ordem, o

    registro ou averbao ser feito no prazo de 10 (dez) dias.

    3. Em caso de inobservncia do disposto neste artigo, ser aplicada multa, na forma

    do inciso II do caput do art.32 da Lei n 8.935, de 18 de novembro de 1994, com

    valor mnimo de 20% (vinte por cento) dos respectivos emolumentos, sem prejuzo

    de outras sanes cabveis.

    Art. 849. Todos os atos registrais enumerados no Art.167 da Lei n 6.015/73, so obrigatrios e

    devem ser efetuados no cartrio da situao do imvel, salvo:

    I. as averbaes, as quais sero efetuadas na matrcula ou margem do registro a que

    se referirem, ainda que o imvel tenha passado a pertencer a outra circunscrio,

    salvo se no houver matrcula aberta no novo cartrio;

    II. os registros relativos a imveis situados em Comarcas ou Circunscries

    limtrofes, que sero feitos em todas elas, referindo-se sua rea total.

    1. O Oficial no proceder a novo registro de imvel situado em Comarcas ou

    circunscries limtrofes, sem haver cumprido o disposto neste artigo.

    2. Na hiptese do registro j haver sido feito, os elementos necessrios sua

    identificao figuraro, mediante averbao, no registro requerido.

    3. Na hiptese do registro no haver sido feito, o Oficial dar cincia expressa ao

    requerente do dever legal de faz-lo nas demais Comarcas ou circunscries, e

    comunicar a efetivao do registro aos Servios competentes, que o anotaro.

    Art. 850. No caso de desmembramento territorial posterior ao registro, com criao de novo Servio com atribuio de registro de imveis, s ser aberta nova matrcula no Servio

    Extrajudicial criado, quando houver requerimento de novo ato de registro a ser

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 265

    praticado.

    1. Enquanto no houver matrcula aberta no novo Servio, as averbaes sero

    efetuadas na matrcula ou margem do registro a que se referirem, perante o

    Servio de origem.

    2. O desmembramento territorial posterior ao registro no implica a repetio deste no

    novo Servio.

    3. A abertura de matrcula decorrente de desmembramento da circunscrio registral

    imobiliria ser comunicada ao cartrio de origem, a fim de que este proceda

    averbao devida.

    Art. 851. O registro ser feito pela simples exibio do ttulo.

    Art. 852. O Oficial de Registro poder realizar as diligncias necessrias para confirmar a autenticidade dos ttulos e documentos que lhes forem apresentados.

    Art. 853. O registro e a averbao podero ser requeridos por qualquer pessoa, incumbindo-lhe o pagamento dos emolumentos e taxas respectivos.

    Art. 854. Nenhum registro poder ser feito sem que o imvel a que se referir esteja matriculado.

    Art. 855. Se o imvel no estiver matriculado ou registrado em nome do outorgante, o registrador exigir a prvia matrcula e o registro do ttulo anterior, qualquer que seja a sua natureza,

    para manter a continuidade do registro.

    Art. 856. vedado o registro de documento pblico ou particular sem a comprovao do recolhimento dos tributos incidentes.

    Pargrafo nico. O recolhimento dos tributos, ou sua dispensa, nas hipteses legais,

    dever constar, destacadamente, do corpo das escrituras pblicas, sendo desnecessria

    nova apresentao dos respectivos comprovantes.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 266

    Art. 857. O registro da anticrese no Livro Registro Geral declarar, tambm, o prazo, a poca do pagamento e a forma de administrao.

    Art. 858. O testamento, em qualquer das suas formas, no ttulo que enseje registro de

    transmisso.

    Art. 859. vedado o registro da cesso, cujo objeto tenha sido prometido em compra e venda, enquanto no registrado o respectivo compromisso.

    Art. 860. O protesto contra alienao de bens, o arrendamento e o comodato so atos insuscetveis de registro, admitindo-se que sejam averbados to somente para efeito de publicidade,

    sendo a averbao do protesto contra alienao de bens em face de determinao judicial

    expressa.

    Art. 861. As procuraes em causa prpria, as quais se referirem a imveis no podero ser registradas para fins de transmisso de propriedade, ainda que lavradas por instrumentos

    pblicos, e mesmo que satisfeitas as obrigaes fiscais e contenham os requisitos

    essenciais compra e venda (coisa, preo e consentimento) e os indispensveis

    abertura da matrcula do imvel (artigos 176 e 225 da Lei n 6.015/73).

    Art. 862. No caso de ttulos pblicos ou particulares lavrados anteriormente vigncia da Lei n

    6.015/1973 e que, contendo omisses quanto caracterizao do imvel, no puderem

    ser aditados ou complementados pelas partes, tais omisses podero ser supridas por

    meio de documentos oficiais, com as devidas cautelas.

    Art. 863. Em observncia ao que dispe o art. 1.246 do Cdigo Civil Brasileiro, necessrio consignar no registro a data e o nmero da prenotao, que, igualmente, devero ser

    inseridos no ttulo (art. 183 da Lei n 6.015, de 31.12.1973).

    1. Se a data do registro no corresponder da prenotao, o ttulo conter, tambm,

    referncia ao dia em que foi registrado.

    2. Nas vias dos ttulos restitudas aos apresentantes, sero declarados resumidamente,

    os atos praticados.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 267

    Art. 864. Estando em ordem o ttulo e documentos e satisfeitos os requisitos legais, o Oficial responsvel dever promover o registro ou averbao na respectiva matrcula

    imobiliria, devolvendo parte interessada o ttulo com o lanamento do registro

    informatizado, em etiqueta impressa, carimbo ou outra modalidade de consignao, para

    a produo de todos os efeitos legais.

    Art. 865. Quando o interessado no registro for o Oficial encarregado de faz-lo, ou algum parente seu, em grau a determinar impedimento, o ato incumbe ao seu Substituto legal.

    Pargrafo nico. No caso em que o impedimento alcance, alm do titular, todos os seus

    substitutos, poder ser nomeado temporariamente um novo substituto dentre os

    escreventes do cartrio, para a finalidade especfica da prtica dos respectivos atos,

    observada a exigncia de comunicao Corregedoria competente.

    Art. 866. O registro eficaz desde o momento em que se apresentar o ttulo ao oficial do registro, e este o prenotar no Livro 1- Protocolo.

    SEO II

    DA PRENOTAO

    Art. 867. Todos os ttulos apresentados na Serventia sero prenotados no Livro 1- Protocolo, onde tomaro nmero de ordem sequencial.

    1. Protocolizado o ttulo, proceder-se- ao registro, dentro do prazo de trinta dias,

    salvo nos casos excepcionados em lei.

    2. Em caso de permuta e pertencendo os imveis mesma circunscrio, sero feitos

    os registros nas matrculas correspondentes, sob um nico nmero de ordem no

    Protocolo.

    Art. 868. Todo ttulo individualmente considerado receber sempre um nmero de protocolo diferente, segundo a ordem de apresentao, ainda que se refira mesma pessoa ou ao

    mesmo imvel, no importando a quantidade de atos correspondentes os quais possam

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 268

    ser gerados em razo do contedo e do nmero de pactos contidos no ttulo.

    Pargrafo nico. Sendo um mesmo ttulo em vrias vias, o nmero do protocolo ser

    apenas um, inclusive nos casos de permuta.

    Art. 869. O nmero de ordem, no Livro 1 - Protocolo, determinar a prioridade do ttulo para efeito de prenotao, e esta, a preferncia dos direitos reais, ainda que apresentados pela

    mesma pessoa mais de um ttulo simultaneamente.

    Art. 870. Apresentado ttulo de segunda hipoteca, com referncia expressa existncia de outra anterior, o registrador, depois de prenot-lo, aguardar durante trinta dias que os

    interessados na primeira promovam a inscrio. Esgotado esse prazo, que correr da data

    da prenotao, sem que seja apresentado o ttulo anterior, o segundo ser inscrito e

    obter preferncia sobre aquele.

    Art. 871. No sero registrados, no mesmo dia, ttulos pelos quais se constituam direitos reais contraditrios sobre o mesmo imvel.

    1. Consideram-se ttulos contendo direitos reais contraditrios aqueles que sejam

    incompatveis entre si para efeito de qualificao e da aplicao do princpio da

    continuidade registral.

    2. Prevalecero, para efeito de prioridade de registro, quando apresentados no mesmo

    dia, os ttulos prenotados no Protocolo sob nmero de ordem mais baixo,

    protelando-se o registro dos apresentados posteriormente, pelo prazo

    correspondente a, pelo menos, um dia til.

    3. O disposto no caput e no 2 deste artigo, no se aplica s escrituras pblicas, da

    mesma data e apresentadas no mesmo dia, as quais determinem, taxativamente, a

    hora da sua lavratura, prevalecendo, para efeito de prioridade, a que foi lavrada em

    primeiro lugar.

    Art. 872. Para garantir a prioridade do ttulo, o Registrador, depois de haver dado entrada no Livro

    1 - Protocolo e lanado no seu corpo o nmero de ordem e a data respectivos, fornecer

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 269

    parte, documento/recibo comprobatrio do protocolo dos ttulos, que dever conter,

    ressalvadas as disposies legais e normativas em contrrio:

    I - a identificao completa da serventia, com o nome do oficial titular, endereo,

    telefone, correio eletrnico e pgina na Internet, se houver;

    II - o nmero de ordem no protocolo;

    III - a data prevista para eventual devoluo do ttulo com exigncias, observado o

    prazo mximo de 15 (quinze) dias;

    IV - a data prevista para a prtica do ato se no houver exigncias.

    Pargrafo nico. A documentao apresentada para registro ou averbao s ser

    entregue ao portador do recibo original ou s pessoas que figurarem no ttulo como

    interessadas, ou por estas autorizadas.

    Art. 873. Apresentado o ttulo, o Registrador deve efetuar a prenotao no Livro 1 - Protocolo, e no prazo mximo de 15 (quinze) dias, contados da data da apresentao, verificar sua

    validade e legalidade, comunicando ao interessado as exigncias porventura constatadas.

    1. Eventuais exigncias pertinentes ao ttulo, bem como aos documentos apresentados

    ao Registro Imobilirio, far-se-o de uma s vez, por escrito, de maneira clara,

    objetiva e fundamentada atravs de Nota de Exigncia.

    2. Presentes fundadas razes, ao Oficial facultar-se- fazer novas exigncias, para a

    adequao do ttulo s necessidades ftico-legais.

    3. No sendo satisfeitas as exigncias por omisso do interessado, dentro do prazo de

    30 (trinta) dias de validade da prenotao, cessaro, automaticamente, os seus

    efeitos.

    4. Cumpridas as exigncias dentro do prazo original de 30 (trinta) dias, a eficcia da

    prenotao ficar prorrogada at a efetivao do ato requerido.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 270

    5. O prazo para o registro comear a fluir da data da reapresentao do ttulo em

    ordem e apto para o registro, ou da data em que for satisfeita a exigncia, se o

    ttulo no tiver sido retirado do cartrio.

    Art. 874. Cessaro automaticamente os efeitos da prenotao se, decorridos 30 (trinta) dias do seu lanamento no Livro 1 - Protocolo, o ttulo no tiver sido registrado por omisso do

    interessado em atender s exigncias legais.

    Pargrafo nico. Nos procedimentos de regularizao fundiria de interesse social, os

    efeitos da prenotao cessaro decorridos 60 (sessenta) dias de seu lanamento no

    protocolo.

    Art. 875. Cessados os efeitos da prenotao, se o ttulo for reapresentado, este tomar um novo

    nmero no Livro 1 - Protocolo e, ser processado de modo autnomo, sem referncia ou

    remisso prenotao no registrada ou averbada.

    Art. 876. O registrador lanar no sistema informatizado, de ofcio, a perda da eficcia das

    prenotaes dos ttulos que no forem registrados ou averbados por omisso do

    interessado em atender s exigncias legais.

    Pargrafo nico. O registrador cancelar, de ofcio, indicando a causa do cancelamento,

    as prenotaes lanadas errnea e indevidamente, inclusive aquelas oriundas de ttulos

    apresentados na serventia, mas que neles no sero registradas por pertencer o imvel a

    outra circunscrio.

    Art. 877. Ser lavrado no final do expediente dirio, o termo de encerramento do livro protocolo, mencionando-se o nmero de ttulos protocolizados.

    Pargrafo nico. Ser lavrado o termo de encerramento diariamente, ainda que no

    tenha sido apresentado ttulo, documento ou papel para apontamento.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 271

    SEO III

    DA FORMULAO DE EXIGNCIAS

    Art. 878. Existindo e sendo verificados problemas legais impeditivos para o registro ou averbao

    de qualquer ttulo, judicial ou extrajudicial, devero ser formuladas as exigncias perante

    o interessado, em uma mesma ocasio e de uma s vez, por escrito, em meio mecnico

    ou informatizado, de forma clara, objetiva e fundamentada, em papel timbrado do

    cartrio, com identificao e assinatura do titular, preposto ou servidor responsvel,

    dentro do prazo de 15 (quinze) dias, contados da protocolizao ou prenotao do ttulo.

    1. Na formulao de exigncias para o registro ou averbao do ttulo, dever constar

    da nota devolutiva, a fundamentao legal, com remisso expressa s disposies

    da legislao e deste Cdigo de Normas impeditivas ou restritivas ao deferimento

    do ato registral, relativamente a cada uma das exigncias opostas.

    2. Na hiptese de ocorrncia de devoluo do ttulo com exigncia, aps a elaborao

    da nota respectiva, esta dever ser imediatamente lanada na coluna prpria do

    Livro 1 - Protocolo, no sistema informatizado.

    3. Reingressando o ttulo no prazo de vigncia da prenotao, este ser objeto do

    mesmo lanamento no Livro 1 - Protocolo, no sistema informatizado, em coluna

    prpria, recebendo igual nmero de ordem.

    4. A entrega de documentos aos interessados, com registro ou exigncia, dever ficar

    documentada na serventia, exigindo-se o competente recibo.

    5. No caso de pagamento antecipado do valor dos emolumentos, idntica providncia

    prevista no pargrafo anterior ser adotada em relao restituio, total ou

    parcial, dos valores correspondentes ao recolhimento prvio.

    Art. 879. As exigncias devero ser formuladas de modo unitrio, em um s documento ou nota devolutiva, no sendo admitidas exigncias posteriores ou supervenientes apresentadas

    com a finalidade de adiar ou postergar o cumprimento do prazo mximo legal, quando

    deveriam ter sido verificadas ou constatadas pelo Oficial no momento da primeira

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 272

    apresentao do ttulo.

    1. No sero consideradas, para efeito de suspenso do prazo improrrogvel do

    registro, as exigncias adicionais, supervenientes ou complementares que deveriam

    ter sido constatadas e inseridas na nota devolutiva, quando do primeiro exame do

    ttulo.

    2. Somente no caso do interessado no cumprir, integralmente, as exigncias

    formuladas por ocasio da primeira apresentao do ttulo; as exigncias

    originrias podero ser repetidas ou renovadas, para fins de suspenso do prazo

    improrrogvel do registro.

    Art. 880. As notas de devoluo sero redigidas ou elaboradas em linguagem clara e acessvel a

    qualquer pessoa, emitidas com cpia para entrega ao interessado, as quais devero ser

    arquivadas em pasta ou arquivo eletrnico, segundo a ordem cronolgica, de modo a

    possibilitar o controle das exigncias formuladas e a observncia do prazo legal.

    Art. 881. As exigncias podero ser satisfeitas:

    I. pela reapresentao do ttulo, pblico ou particular, judicial ou extrajudicial, com

    as devidas correes ou retificaes exigidas pelo Oficial de Registro;

    II. mediante requerimento escrito e assinado pela parte interessada, por advogado ou

    procurador, constitudo mediante instrumento pblico ou particular, com firma

    reconhecida, juntando documento necessrio ou contendo justificao, com

    fundamentao jurdica, para a superao ou desconsiderao da exigncia.

    Pargrafo nico. A exigncia poder ser considerada satisfeita ou superada, de ofcio,

    quando verificado mero erro material de grafia, acentuao ou numerao de

    documentos no ttulo, que possa ser esclarecido por documento que acompanhar o

    processo de registro.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 273

    SEO IV

    DO PROCEDIMENTO DE SUSCITAO DE DVIDA

    Art. 882. No se conformando o interessado com os termos das exigncias formuladas pelo

    Oficial Registrador, ou no podendo atend-las, poder ele requerer suscitao de

    dvida, caso em que dever ser anotado endereo do interessado para efeito de

    notificao pelos meios legais de comunicao.

    Art. 883. A competncia para dirimir dvidas dos Oficiais de Registro do Juiz de Direito da Vara

    dos Registros Pblicos, se houver na organizao judiciria da Comarca, ou do Juiz

    Diretor do Foro local.

    Art. 884. O procedimento de suscitao de dvida dever ser instaurado atravs de petio ou

    requerimento assinado pelo interessado ou procurador com instrumento de mandato,

    com firma reconhecida, dirigido ao Oficial, contendo as razes ou justificativas de

    oposio s exigncias.

    I. Recebido o requerimento do interessado, o Oficial anotar no Livro 1 - Protocolo,

    margem da prenotao, a ocorrncia da dvida, reservando espao para a

    anotao do resultado.

    II. Aps certificar, no ttulo, a prenotao e a suscitao da dvida, o Oficial rubricar

    todas as suas folhas do processo e dos documentos anexados.

    III. Recebido e certificado no ttulo o requerimento da dvida, o Oficial dar cincia

    dos termos da dvida ao apresentante, fornecendo-lhe cpia da suscitao e

    notificando-o para impugnar a dvida, perante o juzo competente, no prazo de 15

    (quinze) dias.

    IV. Com o cumprimento do disposto no item antecedente, com ou sem impugnao do

    interessado, o Oficial deve remeter o procedimento administrativo ao juzo

    competente, mediante carga, com as razes da dvida, acompanhadas do ttulo

    respectivo.

    V. Mesmo se o interessado no impugnar a dvida no prazo referido no pargrafo

    anterior, ser ela, ainda assim, julgada por sentena.

    Art. 885. Impugnada a dvida com os documentos que o interessado apresentar, ser ouvido o

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 274

    Ministrio Pblico, no prazo de 10 (dez) dias.

    Art. 886. Se no forem requeridas diligncias, o juiz proferir deciso no prazo de 15 (quinze) dias, com base nos elementos constantes dos autos.

    Pargrafo nico. O juiz prolator da deciso dever comunicar ao Oficial o resultado da

    dvida, aps o trnsito em julgado da deciso.

    Art. 887. Da sentena, podero interpor apelao dirigida ao Tribunal de Justia do Estado, com

    efeito devolutivo e suspensivo, o interessado, o Ministrio Pblico e o terceiro

    prejudicado.

    Art. 888. Transitada em julgado a deciso da dvida, proceder-se- do seguinte modo:

    I. se for julgada procedente, os documentos sero restitudos parte,

    independentemente de translado, dando-se cincia da deciso ao Oficial, para que a

    consigne no Protocolo e cancele a prenotao;

    II. se for julgada improcedente, o interessado apresentar, de novo, os seus

    documentos, com o respectivo mandado, ou certido da sentena, os quais ficaro

    arquivados, para que, desde logo, se proceda ao registro, declarando o oficial o fato

    na coluna de anotaes do Protocolo.

    Art. 889. A deciso da dvida tem natureza administrativa e no impede o uso do processo contencioso competente.

    Art. 890. No processo de dvida, somente sero devidas custas, a serem pagas pelo interessado, quando a dvida for julgada procedente.

    Art. 891. Se o Oficial no encaminhar ao Juzo competente, no prazo de 15 (quinze) dias, o pedido de dvida devidamente protocolado e instrudo, a parte interessada poder suscitar

    dvida inversa, atravs de petio dirigida ao Juiz Corregedor Permanente.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 275

    1. Ocorrendo suscitao direta pelo prprio interessado como dvida inversa, o ttulo

    tambm dever ser prenotado, assim que o Oficial receber do Juzo notificao

    para prestar suas informaes.

    2. Aps a manifestao do Oficial, no prazo de 15 (quinze) dias, sobre a dvida

    inversa, o procedimento administrativo dever seguir o mesmo trmite aplicvel

    duvida acionada pelo cartrio de registro imobilirio.

    SEO V

    DA RETIFICAO DO REGISTRO

    Art. 892. Se a transcrio, a matrcula, o registro ou a averbao forem omissos, imprecisos ou no exprimirem a verdade, a retificao ser feita pelo Oficial do Registro de Imveis

    competente, a requerimento do interessado, por meio do procedimento administrativo

    previsto nos artigos 212 e 213, da Lei n 6.015/1973, com a redao da Lei n

    10.931/2004.

    Pargrafo nico. A opo pelo procedimento administrativo no exclui a prestao

    jurisdicional, a requerimento da parte prejudicada.

    Art. 893. O Oficial promover a retificao do registro ou da averbao, de ofcio ou a

    requerimento do interessado, quando se tratar de erro evidente e nos casos de:

    I. omisso ou erro cometido na transposio de qualquer elemento do ttulo;

    II. i ndicao ou atualizao de confrontao;

    III. alterao de denominao de logradouro pblico, comprovada por documento

    oficial;

    IV. retificao que vise indicao de rumos, ngulos de deflexo ou insero de

    coordenadas georreferenciadas, em que no haja alterao das medidas

    perimetrais;

    V. alterao ou insero que resulte de mero clculo matemtico feito a partir das

    medidas perimetrais constantes do registro;

    VI. reproduo de descrio de linha divisria de imvel confrontante que j tenha

    sido objeto de retificao;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 276

    VII. insero ou modificao dos dados de qualificao pessoal das partes, comprovada

    por documentos oficiais, ou mediante despacho judicial, quando houver

    necessidade de produo de outras provas;

    Art. 894. A retificao ocorrer independentemente de requerimento, quando o prprio Oficial identificar o erro, ou, ainda, quando o interessado detectar o erro e apontar ao Oficial,

    requerendo-lhe a necessria correo.

    1. As retificaes a requerimento escrito do interessado dependem de reconhecimento

    de firma.

    2. Na retificao de ofcio, em face da omisso ou erro cometido na transposio de

    qualquer elemento do ttulo, irrelevante a data em que as omisses ou erros

    foram cometidos, ressalvada a responsabilidade dos atuais titulares dos Servios.

    3. Quando houver erro no ttulo que originou o assento registrrio; primeiro, deve-se

    buscar a retificao do ttulo, para depois promover a retificao no assento.

    4. Os documentos em que se fundarem a retificao, bem como a motivao do ato

    pelo oficial registrador nos casos dos incisos IV, V, VI e VII do Art. 893 deste

    Normativo, devero ser arquivados em classificador prprio, microfilme ou

    sistema informatizado, com remisses recprocas que permitam sua identificao e

    localizao. Efetuada a retificao com base nos assentamentos j existentes no

    registro imobilirio, dever ser feita remisso na matrcula ou transcrio, tambm

    de modo a permitir sua identificao e localizao.

    5. Promovida de ofcio a retificao prevista nos incisos IV, V, VI e VII do Art. 893

    deste Normativo, devero ser notificados os proprietrios do imvel, arquivando-se

    comprovante da notificao ou dos atos praticados em classificador prprio,

    microfilme ou arquivo informatizado, com ndice nominal. A notificao ser feita

    pessoalmente pelo oficial registrador ou preposto para isso designado, pelo Correio

    com aviso de recebimento, ou pelo Oficial de Registro de Ttulos e Documentos,

    dispensada a notificao por edital quando no localizado o destinatrio pelas

    demais formas indicadas.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 277

    Art. 895. A retificao do Registro de Imveis, no caso de insero ou alterao de medida perimetral de que resulte, ou no, alterao de rea, poder ser feita a requerimento do

    interessado, instrudo com planta e memorial descritivo assinados pelo requerente, pelos

    confrontantes e por profissional legalmente habilitado, com prova de Anotao de

    Responsabilidade Tcnica (ART) e/ou Registro de Responsabilidade Tcnica (RRT) no

    competente Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura CREA, com firma

    reconhecida de todos os signatrios,

    1. As assinaturas sero identificadas com a qualificao e a indicao da qualidade de

    quem as lanou (confinante tabular, possuidor de imvel contguo ou requerente da

    retificao).

    2. considerado profissional habilitado para elaborar a planta e o memorial

    descritivo todo aquele que apresentar prova de anotao da responsabilidade

    tcnica no competente Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura - CREA.

    Art. 896. O requerimento de retificao ser lanado no Livro n 1 - Protocolo, observada rigorosamente a ordem cronolgica de apresentao dos ttulos.

    Pargrafo nico. Protocolado o requerimento de retificao de registro de que trata o

    artigo 213, inciso II, da Lei n 6.015/73, dever sua existncia constar em todas as

    certides da matrcula, at que efetuada a averbao ou negada a pretenso pelo oficial

    registrador.

    Art. 897. Uma vez atendidos os requisitos do art. 225, da Lei n 6.015/1973, quanto correta e precisa caracterizao do imvel constante da planta e do memorial descritivo, sem

    oposio de terceiros, o Oficial averbar a retificao, no prazo mximo de 30 dias,

    contados da data do protocolo do requerimento.

    Pargrafo nico. A prtica do ato ser lanada, resumidamente, na coluna do Livro n 1 -

    Protocolo, destinada a anotao dos atos formalizados, e dever ser certificada no

    procedimento administrativo da retificao.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 278

    Art. 898. A retificao ser negada pelo Oficial de Registro de Imveis sempre que no for possvel:

    I. Verificar que o registro corresponde ao imvel descrito na planta e no memorial

    descritivo;

    II. identificar todos os confinantes tabulares do registro a ser retificado;

    III. ou implicar transposio de imvel ou parcela de imvel de domnio pblico, ainda

    que, neste ltimo caso, no seja impugnada.

    Art. 899. Se a planta no contiver a assinatura de algum confrontante, este ser notificado diretamente pelo Oficial de Registro de Imveis, a requerimento do interessado, para se

    manifestar em 15 (quinze) dias, promovendo-se a notificao pessoalmente ou pelo

    correio, com aviso de recebimento ou por solicitao do Oficial de Registro de Imveis,

    pelo Oficial de Registro de Ttulos e Documentos da comarca da situao do imvel ou

    do domiclio de quem deva receb-la, ou, ainda, por edital, na hiptese do confrontante

    no ser encontrado, ou estando em lugar incerto e desconhecido.

    1. Entendem-se como confrontantes tanto os proprietrios quanto os ocupantes dos

    imveis contguos.

    2. Na manifestao de anuncia dos confrontantes, ou para efeito de notificao:

    a) o condomnio geral, de que tratam os arts. 1.314 e seguintes do Cdigo Civil,

    ser representado por qualquer dos condminos;

    b) o condomnio edilcio, de que tratam os artigos 1.331 e seguintes do Cdigo

    Civil, ser representado pelo sndico ou pela Comisso de Representantes;

    c) sendo os proprietrios ou os ocupantes dos imveis contguos casados entre si

    e incidindo sobre o imvel comunho ou composse, bastar a manifestao de

    anuncia ou a notificao de um dos cnjuges;

    d) sendo o casamento pelo regime da separao de bens ou no estando o imvel

    sujeito comunho decorrente do regime de bens, ou composse, bastar a

    notificao do cnjuge que tenha a propriedade ou a posse exclusiva;

    e) a Unio, o Estado, o Municpio, suas autarquias e fundaes podero ser

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 279

    notificadas por intermdio de sua Advocacia-Geral ou Procuradoria que tiver

    atribuio para receber citao em ao judicial. Podero tais pessoas de direito

    pblico, ainda, indicar previamente, junto a cada Juzo Competente, os

    procuradores responsveis pelo recebimento das notificaes e o endereo para

    onde devero ser encaminhadas.

    3. As pessoas jurdicas de direito pblico sero notificadas, caso no tenham

    manifestado prvia anuncia, sempre que o imvel objeto do registro a ser

    retificado confrontar com outro pblico, ainda que dominical.

    4. A manifestao de anuncia ou a notificao do Municpio ser desnecessria

    quando o imvel urbano estiver voltado somente para rua ou avenida oficial e a

    retificao no importar em aumento de rea ou de medida perimetral, ou em

    alterao da configurao fsica do imvel, que possam faz-lo avanar sobre o

    bem municipal de uso comum do povo.

    5. A notificao deve ser precedida de investigao por parte do Registrador

    Imobilirio que dever identificar e colher prova de quem possui os poderes de

    representao para o fim de receber notificao nos casos de pessoas jurdicas em

    geral, aplicando-se subsidiariamente os termos do art. 12 e incisos do Cdigo de

    Processo Civil.

    6. O envio da notificao ao confrontante no depende do cumprimento das demais

    exigncias porventura apresentadas pelo Oficial.

    7. A notificao ser dirigida ao endereo do confrontante constante do Registro de

    Imveis, podendo ser dirigida ao prprio imvel contguo ou quele fornecido pelo

    requerente, que poder demonstrar a sua concordncia, atravs de carta ou

    declarao de anuncia, com firma reconhecida.

    8. No sendo encontrado o confrontante ou estando em lugar incerto e no sabido, tal

    fato ser certificado pelo Oficial encarregado da diligncia, promovendo-se a

    notificao do confrontante mediante edital, publicado por 2 (duas) vezes em

    jornal local de grande circulao com intervalo inferior a prazo 15 dias, para que se

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 280

    manifeste em quinze dias que sero contados da primeira publicao. O edital

    conter os nomes dos destinatrios e, resumidamente, a finalidade da retificao.

    9. Sero anexados ao procedimento de retificao os comprovantes de notificao

    pelo Correio ou pelo Oficial de Registro de Ttulos e Documentos e cpias das

    publicaes dos editais. Caso promovida pelo Oficial de Registro de Imveis,

    dever ser por este anexada ao procedimento a prova da entrega da notificao ao

    destinatrio, com a nota de cincia por este emitida.

    10. Ser presumida a anuncia do confrontante que deixar de apresentar impugnao

    no prazo da notificao.

    11. A anuncia dos confrontantes proprietrios deve ser dada diretamente na planta,

    com a reserva de espao adequado para tanto, contendo a exata qualificao do

    subscritor e a indicao de seu imvel, com a localizao e o nmero da matrcula

    ou da transcrio.

    12. Na hiptese do Oficial de Registro estiver em dvida se o ocupante anuente

    realmente confrontante, poder fazer constatao no local.

    13. Todas as anuncias devem ter suas firmas reconhecidas.

    14. Sendo necessrio para a retificao, o Oficial de Registro de Imveis realizar

    diligncias e vistorias externas e utilizar documentos e livros mantidos no acervo

    da serventia, independente da cobrana de emolumentos, lanando no

    procedimento da retificao certido relativa aos assentamentos consultados.

    Tambm poder o oficial, por meio de ato fundamentado, intimar o requerente e o

    profissional habilitado para que esclaream dvidas e complementem ou corrijam a

    planta e o memorial descritivo do imvel, quando os apresentados contiverem erro

    ou lacuna.

    15. As diligncias e as vistorias externas, assim como a conferncia do memorial e

    planta, podero ser realizadas pessoalmente pelo Oficial de Registro de Imveis,

    ou sob sua responsabilidade, por preposto ou por tcnico que contratar, devendo o

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 281

    resultado ser certificado no procedimento de retificao, com assinatura e

    identificao de quem efetuou a diligncia ou a vistoria. Consistindo a prova

    complementar na simples confrontao do requerimento apresentado com

    elementos contidos em documentos e livros mantidos no acervo da prpria

    serventia, competir ao oficial registrador promov-la ex officio, sem incidncia

    de emolumentos, lanando no procedimento respectivo certido relativa aos

    documentos e livros consultados.

    16. Findo o prazo sem impugnao e ausente impedimento para sua realizao, o

    oficial averbar a retificao em, no mximo, trinta dias. Averbada a retificao,

    ser a prtica do ato lanada, resumidamente, na coluna do Livro n 1 - Protocolo,

    destinada a anotao dos atos formalizados, e certificada no procedimento

    administrativo da retificao.

    17. Averbada a retificao pelo oficial, ser o procedimento respectivo, formado pelo

    requerimento inicial, planta, memorial descritivo, comprovante de notificao,

    manifestaes dos interessados, certides e demais atos que lhe forem lanados,

    arquivado em fichrio, classificador ou caixa numerada, com ndice alfabtico

    organizado pelo nome do requerente seguido do nmero do requerimento no Livro

    Protocolo. Este classificador poder ser substitudo, a critrio do oficial registrador,

    respeitadas as condies de segurana, mediante utilizao de sistema que preserve

    as informaes e permita futura atualizao, modernizao ou substituio, por

    arquivo em microfilme ou mdia digital.

    Art. 900. Oferecida impugnao motivada por confrontante, o oficial intimar o requerente e o

    profissional que houver assinado a planta e o memorial a fim de que se manifestem no

    prazo de 5 (cinco) dias.

    1. No alcanada a transao para solucionar a divergncia, em dez dias, contados do

    encerramento do prazo de manifestao referido no caput e prorrogvel uma nica

    vez a pedido, o Oficial de Registros de Imveis:

    a) se a impugnao for infundada, rejeit-la- de plano por meio de ato motivado,

    do qual constem expressamente as razes pelas quais assim a considerou, e

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 282

    prosseguir na retificao caso o impugnante no recorra no prazo de dez dias.

    Em caso de recurso, o impugnante apresentar suas razes ao Oficial de

    Registro de Imveis, que intimar o requerente para, querendo, apresentar

    contrarrazes no prazo de 10 dias e, em seguida, encaminhar os autos,

    acompanhados de suas informaes complementares, ao Juiz Corregedor

    Permanente da circunscrio em que situado o imvel; ou

    b) se a impugnao for fundamentada, depois de ouvir o requerente e o

    profissional que houver assinado a planta, na forma do caput, desta Seo,

    encaminhar os autos ao Juiz Corregedor Permanente da circunscrio, em que

    est situado o imvel.

    2. Considera-se infundada a impugnao j examinada e refutada em casos iguais ou

    semelhantes pelo Juzo Corregedor Permanente ou pela Corregedoria Geral da

    Justia:

    a) a que o interessado se limita a dizer que a retificao causar avano na sua

    propriedade sem indicar, de forma plausvel, onde e de que forma isso ocorrer;

    b) a que no contm exposio, ainda que sumria, dos motivos da discordncia

    manifestada;

    c) a que ventila matria absolutamente estranha retificao;

    d) a que o Oficial de Registro de Imveis, pautado pelos critrios da prudncia e

    da razoabilidade, assim reputar.

    3. Em qualquer das hipteses previstas no 1, os autos da retificao sero

    encaminhados ao Juiz Corregedor Permanente que, de plano ou aps instruo

    sumria, examinar apenas a pertinncia da impugnao e, em seguida,

    determinar o retorno dos autos ao Oficial de Registro de Imveis, que prosseguir

    na retificao se a impugnao for rejeitada, ou a extinguir em cumprimento da

    deciso do juzo o qual acolheu a impugnao e remeteu os interessados s vias

    ordinrias.

    4. O Oficial de Registro de Imveis manter prova em classificador com ndice

    organizado pelo nome do requerente seguido do nmero do protocolo do

    requerimento no Livro n 1, e lanar na coluna de atos formalizados contida no

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 283

    mesmo Livro anotao das remessas efetuadas ao Juzo Corregedor Permanente.

    Este classificador poder ser substitudo por microfilme ou arquivo em mdia

    digital.

    5. O Oficial de Registro de Imveis poder exigir o prvio depsito das despesas com

    notificao e do valor dos emolumentos e taxas correspondentes ao ato de

    averbao da retificao, emitindo recibo discriminado, cuja cpia dever ser

    mantida no procedimento de retificao.

    6. Para a notificao pelo Oficial de Registro de Imveis ou pelo Oficial de Registro

    de Ttulos e Documentos ser cobrado o valor dos emolumentos e taxas devidos,

    conforme a legislao vigente.

    7. Promovida a retificao, sero os emolumentos e taxas lanados, por cota, no

    procedimento respectivo. No efetuada a retificao sero restitudos, mediante

    procedimento prprio, aos interessados, os emolumentos e taxas efetivamente

    pagos, ressalvadas as despesas incorridas por decorrncia do requerimento.

    8. Importando a transao em transferncia de rea, devero ser atendidos os

    requisitos do artigo 213, inciso II, pargrafo 9, da Lei n 6.015/73, exceto no que

    se refere exigncia de escritura pblica.

    9. O Juiz Corregedor Permanente do Registro de Imveis da circunscrio em que

    situado o imvel decidir o requerimento administrativo de retificao que lhe for

    originariamente formulado, bem como a impugnao e o recurso referidos no 1

    deste artigo.

    10. Determinada a retificao pelo Juiz Corregedor Permanente, o mandado

    respectivo ser protocolado no Livro n 1 - Protocolo, observada rigorosamente a

    ordem cronolgica de apresentao dos ttulos.

    Art. 901. A documentao necessria propositura do procedimento de retificao deve ser apresentada no original, acompanhada de outra via ou cpia autenticada.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 284

    Pargrafo nico. As plantas e memoriais descritivos devem ser apresentados por meio

    de cpia autenticada, em nmero suficiente para a notificao de todos os envolvidos.

    Art. 902. Os prazos, salvo disposio legal em contrrio, so computados, excluindo o dia do

    incio e incluindo o do vencimento.

    1. Os prazos somente comeam a correr do primeiro dia til aps a cincia inequvoca

    da parte ou do Oficial.

    2. Os prazos so contnuos, no se interrompendo nos feriados.

    3. Considera-se prorrogado o prazo at o primeiro dia til, se o vencimento cair em

    feriado ou em dia que:

    I. for determinado o fechamento do Servio de Registro de Imvel, e

    II. o expediente cartorrio tiver sido encerrado antes do horrio normal.

    Art. 903. Tanto o prazo em dias, como os artigos de lei que o estabelecem, bem como a advertncia prevista no art. 213, pargrafo 4, da Lei n 6.015/73, devem constar de

    forma objetiva e explcita do documento de notificao.

    Art. 904. A retificao tem efeito declaratrio e retroage data da prenotao do ttulo que deu causa ao registro.

    Art. 905. Pelo mesmo procedimento administrativo, previsto no art. 213, II, da Lei n 6.015/73,

    podero ser apurados os remanescentes de reas parcialmente alienadas, caso em que

    sero considerados como confrontantes to somente os confinantes das reas

    remanescentes.

    Art. 906. As reas pblicas podero ser demarcadas ou ter seus registros retificados pelo mesmo procedimento previsto no art. 213, II, da Lei n 6.015/73, desde que constem do registro

    ou sejam logradouros devidamente averbados.

    Art. 907. Independentemente de retificao, dois ou mais confrontantes podero, por meio de

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 285

    escritura pblica, alterar ou estabelecer as divisas entre si e, se houver transferncia de

    rea, com o recolhimento do devido Imposto de Transmisso - ITIV, e desde que

    preservadas, se rural o imvel, a frao mnima de parcelamento e, quando urbano, a

    legislao urbanstica.

    Art. 908. Independe de retificao:

    I. a regularizao fundiria de interesse social, realizada em Zonas Especiais de

    Interesse Social, promovida por Municpio ou pelo Distrito Federal, quando os

    lotes j estiverem cadastrados individualmente ou com lanamento fiscal h mais

    de 10 (dez) anos;

    II. a adequao da descrio de imvel rural s exigncias dos arts. 176, 3 e 4, e

    225, 3, da Lei n 6.015/73. Na retificao de que trata este inciso, sero

    considerados confrontantes somente os confinantes de divisas que forem

    alcanadas pela insero ou alterao de medidas perimetrais;

    III. a adequao da descrio de imvel urbano decorrente de transformao de

    coordenadas geodsicas entre os sistemas de georreferenciamento oficiais;

    IV. a averbao do auto de demarcao urbanstica e o registro do parcelamento

    decorrente de projeto de regularizao fundiria de interesse social de que trata a

    Lei n 11.977, de 7 de julho de 2009; e

    V. o registro do parcelamento de glebas para fins urbanos anterior a 19 de dezembro

    de 1979, que esteja implantado e integrado cidade, nos termos do art. 71 da Lei

    n 11.977, de 7 de julho de 2009.

    Art. 909. Verificado, a qualquer tempo, no serem verdadeiros os fatos constantes do memorial

    descritivo, respondero os requerentes e o profissional que o elaborou pelos prejuzos

    causados, independentemente das sanes disciplinares e penais.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 286

    SEO VI

    DA NULIDADE DO REGISTRO

    Art. 910. As nulidades de pleno direito do registro, uma vez provadas, invalidam-no,

    independentemente de ao direta.

    1. A nulidade somente poder ser decretada depois de ouvidos todos os interessados.

    2. Da deciso judicial no caso do pargrafo anterior caber apelao ou agravo

    conforme o caso.

    Art. 911. Se a Corregedoria ou a autoridade judiciria competente entender que a supervenincia de novos registros poder causar, danos de difcil reparao, poder determinar, de

    ofcio, a qualquer momento, ainda que sem a ouvida das partes, o bloqueio da matrcula

    do imvel.

    Pargrafo nico. Bloqueada a matrcula, o Oficial no poder mais nela praticar

    qualquer ato, salvo por determinao da Corregedoria ou por autorizao judicial,

    permitindo-se, todavia, aos interessados a prenotao de seus ttulos, que ficaro com o

    prazo prorrogado at a soluo do bloqueio.

    Art. 912. A nulidade no ser decretada se atingir terceiro de boa-f que j tiver preenchido as condies de usucapio do imvel.

    Art. 913. So nulos os registros efetuados aps sentena de abertura de falncia, ou do termo legal

    nele fixado, salvo se a apresentao tiver sido feita anteriormente.

    Art. 914. O registro poder tambm ser retificado ou anulado por sentena em processo contencioso, ou por efeito do julgado em ao de anulao ou de declarao de nulidade

    de ato jurdico, ou de julgado sobre fraude execuo.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 287

    SEO VII

    DO CANCELAMENTO DO REGISTRO

    Art. 915. A averbao dos cancelamentos efetuar-se- margem do registro ou na matrcula onde

    constarem.

    Pargrafo nico. Tendo havido o efetivo transporte do registro, por averbao, para uma

    nova matrcula do mesmo ou de outro Servio, o cancelamento ser feito nessa ltima.

    Art. 916. O cancelamento poder ser total ou parcial e se referir a qualquer dos atos do registro, e efetivar-se- mediante averbao, declarando-se o motivo determinante e o ttulo

    gerador.

    Art. 917. Far-se- o cancelamento:

    I. em cumprimento de deciso judicial transitada em julgado;

    II. a requerimento unnime das partes que integraram o ato registrado, se capazes,

    com firmas reconhecidas e;

    III. a requerimento do interessado, instrudo com documento hbil;

    IV. a requerimento da Fazenda Pblica, instrudo com certido de concluso de

    processo administrativo que declarou, na forma da lei, a resciso do ttulo de

    domnio ou de concesso de direito real de uso de imvel rural, expedido para fins

    de regularizao fundiria e a reverso do imvel ao patrimnio pblico.

    Art. 918. O registro no cancelado produzir todos os seus efeitos legais, ainda que, por qualquer

    modo, se prove estar o ttulo desconstitudo, anulado, extinto ou rescindido.

    Art. 919. Se, cancelado o registro, subsistirem o ttulo e os direitos dele decorrentes, o credor poder promover outro registro, mas este apenas produzir efeitos a partir da nova data

    do registro.

    Art. 920. Alm dos casos previstos em lei, o registro de incorporao ou de loteamento s poder ser cancelado em face de requerimento do incorporador ou loteador, enquanto nenhuma

    unidade for objeto de transao averbada, ou mediante o consentimento de todos os

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 288

    compromissrios ou cessionrios.

    1. O registro do loteamento poder, ainda, ser alterado ou cancelado parcialmente,

    desde que haja acordo expresso entre o loteador e os adquirentes de lotes atingidos

    pela alterao, bem como aprovao do Municpio, quando for o caso.

    2. O Oficial somente proceder ao cancelamento do registro do loteamento, mediante

    a comprovao da desafetao, realizada pelo Municpio, das reas destinadas a

    espaos livres de uso comum, vias e praas, edifcios pblicos e outros

    equipamentos urbanos, constantes do projeto e do memorial descritivo.

    Art. 921. O cancelamento do registro de servido, quando o prdio dominante estiver hipotecado, s se far com a aquiescncia do credor, expressamente manifestada.

    Art. 922. No caso de duplicidade de matrcula por inofensivo erro interno, o cancelamento recair sobre a mais nova, prevalecendo a matrcula mais antiga, com o transporte dos atos nela

    praticados para a primeira.

    Art. 923. Ao terceiro prejudicado lcito, em juzo, fazer prova da extino dos nus reais, e promover o cancelamento do seu registro.

    Art. 924. O dono do prdio serviente ter, nos termos da lei, direito a cancelar a servido.

    Art. 925. O foreiro poder, nos termos da lei, averbar a renncia de seu direito, sem dependncia do consentimento do senhorio direto.

    Art. 926. O cancelamento no pode ser feito em virtude de sentena sujeita, ainda, a recurso.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 289

    CAPTULO V

    DA MATRCULA

    SEO I

    DAS DISPOSIES GERAIS

    Art. 927. A matrcula compreende o registro individualizado do imvel, do modo como deve constar no Livro 2 - Registro Geral, compreendendo as suas caractersticas

    identificadoras, de natureza pessoal e material, como o nome do proprietrio ou titular

    do domnio e dos direitos reais de garantia ou fruio, as especificaes de reas,

    cmodos, se houver, e regime jurdico, estando representada pela respectiva ficha

    reproduzida ou duplicada em arquivo eletrnico ou fsico.

    Art. 928. So requisitos da matrcula, do modo como deve constar do lanamento ou escriturao informatizada no Livro 2 - Registro Geral e da ficha respectiva no arquivo fsico:

    I. o nmero de ordem, que seguir ao infinito;

    II. a data de abertura da matrcula;

    III. a identificao precisa e detalhada do imvel;

    IV. o nome e a qualificao do proprietrio, inclusive do domnio direto, quando

    houver;

    V. o nmero e a data do registro anterior.

    Art. 929. Para a identificao precisa e detalhada do imvel na matrcula, esta dever conter:

    I. nos imveis urbanos:

    a) as caractersticas bsicas definidoras do imvel, se de natureza residencial,

    comercial ou industrial e a sua individualizao como unidade imobiliria

    autnoma, seja casa, apartamento, sala, loja, box, galpo, terreno ou tipo de

    construo, se averbada a licena de habite-se;

    b) o nmero de identificao do imvel no logradouro, quando se tratar de prdio, ou

    o nmero da unidade imobiliria autnoma, com o nome do respectivo edifcio,

    conjunto ou empreendimento;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 290

    c) o endereo completo do imvel, com o nome do logradouro, bairro, e municpio;

    d) a descrio dos cmodos, sua diviso interna, rea construda, rea exclusiva, rea

    comum e frao ideal de terreno, neste caso em se tratando de condomnio edilcio;

    e) sendo terreno sem construo, a descrio na matrcula dever indicar se fica do

    lado par ou mpar do logradouro, em que quadra e a que distncia mtrica da

    edificao ou da esquina mais prxima, ou nmero do lote e da quadra, se houver;

    f) a situao jurdica do terreno, se alodial ou prprio, enfitutico ou terreno de

    Marinha ou acrescido e respectivo regime de ocupao ou aforamento;

    g) em se tratando de casa, lote ou imvel individual, as suas confrontaes, com os

    terrenos contguos e reas ou logradouros pblicos, sua localizao, metragem da

    frente, dos lados e fundos, ngulos do permetro, se irregular, e rea total do

    terreno e rea construda;

    h) o nmero do cadastro imobilirio na Prefeitura Municipal.

    II. nos imveis rurais:

    a) a caracterizao e localizao do imvel rural e sua denominao como empresa

    rural, fazenda, stio, granja ou chcara, se houver; o endereo do imvel, com o

    nome do logradouro ou rodovia de acesso, cdigo de endereamento postal (CEP),

    localidade, distrito e municpio;

    b) o cdigo de cadastro de imvel rural (CCIR) do INCRA; a definio como

    propriedade produtiva, se aplicvel, contendo a descrio das plantaes, culturas e

    destinao agrcola, pastoril ou agropecuria e da rea explorada, conforme os

    dados do cadastro de imvel rural (CCIR) do INCRA; as confrontaes, reas,

    limites e rumos do imvel, obtidas atravs de sistema de coordenadas geodsicas

    ou georreferenciamento, com Anotao de Responsabilidade Tcnica (ART), e

    Registro de Responsabilidade Tcnica (RRT) do profissional responsvel;

    c) a referncia e identificao dos recursos e acidentes naturais existentes no imvel

    rural, como recursos hdricos representados por rios, lagos, lagoas, audes ou

    nascentes, assim como reas de preservao ambiental;

    d) a descrio das benfeitorias e construes e bens de raiz; tais como, casas, galpes,

    depsitos, reservatrios, poos, viveiros, currais e outras acesses, com referncia,

    se existente, da rea construda;

    e) a rea de reserva florestal ou reserva ambiental especificada nos cadastros dos

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 291

    rgos federais e estaduais competentes.

    1. A identificao dos confrontantes dever ter como referncia a caracterizao do

    imvel e sua denominao, no podendo ser empregados termos variveis,

    equvocos ou imprecisos, suscetveis de alterao; tais como, plantaes, acesses

    ou outros indicadores no registrveis na matrcula do confrontante.

    2. Na matrcula, preferencialmente, no existindo registro correlato do imvel

    lindeiro, devem ser mencionados, como confrontantes, os prprios prdios e suas

    respectivas matrculas e no, o nome dos seus proprietrios.

    3. O nome ou identificao dos proprietrios ou possuidores confrontantes poder ser

    referido na matrcula dos imveis rurais se assim estiver registrado na matrcula do

    imvel lindeiro ou confinante.

    4. Na especificao e descrio das confrontaes dos imveis urbanos ou rurais

    vedado o uso de expresses genricas, tais como com quem de direito, ou com

    sucessores de determinadas pessoas.

    5. Nos loteamentos regulares, a indicao dos confrontantes dever ter como

    referncia os lotes contguos da mesma quadra, com a indicao do nmero da

    matrcula respectiva no Livro 2 Registro Geral.

    Art. 930. Para os fins do disposto no art. 225, 2, da Lei n 6.015/1973, entende-se por caracterizao do imvel a indicao, as medidas e a rea, no devendo ser

    considerados irregulares os ttulos apresentados para correo de omisses ou para

    atualizao do nome dos confrontantes.

    Pargrafo nico. Ocorrer a atualizao dos nomes dos confrontantes quando, nos

    ttulos, houver referncia expressa aos anteriores e aos que os substiturem ou

    sucederem.

    Art. 931. Se, por qualquer motivo, no constar, do ttulo e do registro anterior, os elementos

    indispensveis caracterizao do imvel, poder o proprietrio ou interessado, para

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 292

    fins de descrio e especificao na matrcula, solicitar a sua complementao, mediante

    a apresentao de documentos oficiais.

    1. Consideram-se, para efeitos deste artigo, como documentos oficiais:

    a) para os imveis urbanos, a certido narrativa expedida pela Prefeitura Municipal

    e/ou a licena de habite-se para os imveis construdos;

    b) para os imveis rurais, os dados da certido de cadastro de imvel rural (CCIR)

    emitida pelo INCRA.

    2. Havendo necessidade de alterao, retificao ou insero da rea do imvel e dos

    dados de permetro e confrontaes, esta poder ser promovida atravs de processo

    judicial ou administrativo, de acordo com os procedimentos da Lei n 10.931/2004.

    3. Verificada a existncia de erros na descrio das divisas ou da rea do imvel

    registrado, a sua retificao s poder ser realizada mediante os procedimentos

    previstos nos artigos 212 e 213 da Lei n 6.015/73, com a redao da Lei n

    10.931/2004.

    Art. 932. Somente em cumprimento de ordem ou mandado de juiz com competncia em Registros Pblicos, o oficial proceder a registro ou averbao de ttulo relativo a imvel com

    caractersticas ou elementos divergentes daqueles constantes dos assentamentos da

    respectiva matrcula.

    Art. 933. A descrio do imvel no poder incluir construo a qual no conste do registro

    anterior ou que nele no tenha sido regularmente averbada.

    Art. 934. No deve constar da matrcula a indicao de rua ou qualquer outro logradouro pblico, sem que tal circunstncia conste do registro anterior, ainda que ocorra alterao no nome

    do logradouro, salvo se constar de ttulo pblico.

    Art. 935. Quando, na matrcula de unidade autnoma condominial, constar a inscrio fiscal de todo o terreno e no ttulo pblico figurar o nmero de inscrio fiscal da unidade, a

    averbao da nova inscrio independer de apresentao de certido ou guia expedida

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 293

    pelo rgo fiscalizador, podendo ser feita com base nos elementos e dados constantes do

    ttulo.

    SEO II

    DA ABERTURA DA MATRCULA

    Art. 936. Todo imvel objeto de ttulo a ser registrado deve estar matriculado no Livro de Registro Geral.

    Art. 937. A matrcula ser efetuada por ocasio do primeiro registro, mediante os elementos constantes do ttulo apresentado e do registro anterior nele mencionado.

    Art. 938. Se o registro anterior foi efetuado em outra circunscrio, a matrcula ser aberta com os

    elementos constantes do ttulo apresentado e da certido atualizada daquele registro.

    1. A certido prevista no caput valer por 30 (trinta) dias.

    2. Se na certido constar nus ou aes, o oficial far a matrcula, e, logo em seguida

    ao registro, averbar a existncia do gravame, sua natureza e valor, certificando o

    fato no ttulo que devolver parte, o que ocorrer, tambm, quando o nus estiver

    lanado no prprio cartrio.

    3. Efetuado o registro, arquivar-se- a certido no Servio.

    4. A validade da certido prevista no 1 deste artigo ser verificada no momento em

    que o documento for apresentado ao Oficial do registro, ainda que o ato do registro

    seja praticado em data posterior, desde que inexistam outras exigncias legais a

    serem cumpridas pelo requerente, diante do que dispe o art. 205 da Lei Federal n

    6.015/73.

    Art. 939. O Ofcio do Registro de Imveis, criado mediante desmembramento territorial de outros Ofcios j existentes, comunicar a abertura da matrcula com o novo registro, para

    efeitos de averbao, ao Ofcio da procedncia anterior, no prazo mximo de 5 (cinco)

    dias.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 294

    1. Essa comunicao poder efetivar-se mediante ofcio acompanhado de certido,

    com aviso de recebimento, podendo realizar-se por fac-smile ou, ainda, por

    transmisso de dados em tempo real (Internet), mediante arquivamento do

    comprovante de transmisso e recepo, a qual dever ser acusada, contendo a

    completa caracterizao do imvel e dados concernentes a seu registro.

    2. O Ofcio do anterior registro titular direito a exigir emolumentos e taxas referentes

    averbao, que sero cobrados pelos Servios do novo Ofcio Registral e

    remetidos junto com a comunicao.

    3. O Servio do registro anterior (primitivo), recebidos a comunicao e os

    emolumentos e taxas, far a devida averbao, considerando-se encerrado o

    registro antecedente, sem qualquer averbao adicional.

    4. Com o desmembramento, o acervo do antigo Servio permanecer vlido.

    Art. 940. Recebidos o ofcio e a certido ou outro documento veicular da comunicao a que se refere o 1 do Art. 939 deste Cdigo, o oficial da circunscrio primitiva providenciar,

    no prazo de 48h (quarenta e oito horas), a contar do recebimento, o encerramento do

    registro do imvel, fazendo dele constar o nmero de matrcula do imvel perante a

    outra circunscrio.

    Art. 941. As providncias a que se referem os artigos anteriores devero ser adotadas apenas com relao s matrculas que forem abertas na nova circunscrio imobiliria.

    Art. 942. A matrcula ser aberta nos seguintes casos:

    I. fuso;

    II. unificao, desmembramento, partilhas e glebas destacadas de maior poro;

    III. averbao, quando no houver mais espao na coluna prpria da respectiva

    transcrio;

    IV. a requerimento do proprietrio:

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 295

    a) Quando se tratar de terreno dividido em fraes ideais, vinculadas a unidades

    condominiais (incorporao imobiliria), as matrculas das unidades autnomas

    sero abertas quando o primeiro ato a elas referente (compra de venda), promessa

    de venda, cesso ou promessa de cesso), conforme o disposto no art. 32, 2, da

    Lei n 4.591/64, c/c os arts. 167, I, 18 e 176, l., I da LRP, com a redao dada

    pela Lei n 6.688/79.

    b) A matrcula aberta na hiptese, prevista no item anterior ter como objeto a

    unidade autnoma a ser construda ou em construo, conforme constar do ttulo

    registrado, com sua designao numrica ou alfabtica e o edifcio que integra

    reas de construo privativa, comum e total, os cmodos internos de que se

    compor e a frao ideal do terreno a que se acha vinculada, mencionando-se que

    os caractersticos e confrontaes deste so os constantes da matrcula matriz,

    onde foi registrada a respectiva Incorporao Imobiliria, dispensada assim a

    repetio.

    1. facultada a abertura da matrcula, de ofcio, desde que no acarrete despesas para

    os interessados, nas seguintes hipteses:

    a) para cada lote ou unidade autnoma, logo em seguida ao registro de loteamento,

    desmembramento, instituio de condomnio ou incorporao imobiliria;

    b) no interesse do Servio.

    2. A matrcula, no interesse do servio, ser aberta com os elementos constantes da

    transcrio do imvel que lhe servir de objeto, lanado no protocolo sob o ttulo

    "Matrcula de Ofcio" e arquivado pela ordem cronolgica, averbando-se no

    protocolo e na transcrio utilizada, o nmero de ordem da matrcula aberta,

    observando mais o seguinte:

    a) nessa matrcula sero previamente averbados, no s os nus reais e gravames

    outros que acaso preexistirem, como, tambm, qualquer alterao posterior que

    haja sofrido o imvel de que trata a transcrio utilizada;

    b) as possveis omisses da transcrio do imvel a ser matriculado de ofcio, face

    ao que prescreve o art. l76 l., II, da Lei de Registros Pblicos, no impedem

    a abertura da matrcula, suprindo-se tais omisses, oportunamente, com os

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 296

    elementos constantes do instrumento pblico ou particular que tiver como

    objeto o imvel assim matriculado, mediante ato averbatrio que preceder o

    registro ou a averbao.

    3. A carta-proposta ou o documento de ajuste preliminar aquisio de unidade

    autnoma condominial poder ser averbado ao p da matrcula onde foi registrada

    a correspondente Incorporao Imobiliria, ex-vi do que estabelece o 4, do art.

    35, da Lei n 4.591/64.

    Art. 943. O registrador abrir matrcula de imvel, a requerimento escrito do proprietrio, independentemente de ser lanado qualquer registro ou averbao, desde que existam,

    no registro anterior, todos os elementos caracterizadores do imvel.

    Art. 944. Sendo omisso o registro anterior quanto s caractersticas e confrontaes do imvel, a matrcula somente poder ser aberta mediante requerimento firmado pelo interessado,

    instruindo o pedido com certido narrativa, emitida pela Prefeitura Municipal.

    1. Se o registro anterior for omisso apenas quanto rea total, poder ser feita a

    averbao mediante requerimento firmado pelo interessado, acompanhado de

    certido narrativa emitida pelo rgo competente do Municpio e pelo Servio do

    Patrimnio da Unio, quando for o caso, que descreva as medidas lineares

    coincidentes com o registro.

    2. No constando, por qualquer motivo, do ttulo, da certido ou do registro anterior,

    os elementos indispensveis matrcula, podero os interessados complet-los

    exclusivamente com documentos oficiais, emitidos pela Prefeitura Municipal,

    Secretaria do Patrimnio da Unio, Instituto Nacional de Colonizao e Reforma

    Agrria - INCRA e outros rgos pblicos.

    3. No se aplicar o disposto neste artigo quando a omisso a ser suprida implique na

    alterao de medida ou rea do imvel, o que dever ser feito por meio do processo

    de retificao previsto no art. 213, da Lei de Registros Pblicos.

    Art. 945. No fracionamento de um imvel, ser aberta matrcula para cada uma das partes

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 297

    destacadas e, em cada matrcula, ser registrado o ttulo da diviso. Na matrcula

    originria ser averbado o respectivo desmembramento, com a transferncia dos nus

    porventura existentes.

    Art. 946. vedada a abertura de nova matrcula para imvel tendo como base apenas certido de matrcula, de transcrio, ou de inscrio expedida pela mesma unidade do servio

    extrajudicial de registro de imveis em que a nova matrcula ser aberta, sem que se

    promova a prvia conferncia da existncia e do inteiro teor da precedente matrcula,

    transcrio ou inscrio contida no livro prprio.

    Pargrafo nico. Em se tratando de registro anterior de imvel efetuado em outra

    circunscrio, aplicarse para a abertura de matrcula o disposto nos artigos 229 e 230

    da Lei n 6.015/1973, com arquivamento da respectiva certido atualizada daquele

    registro.

    Art. 947. vedada a abertura pelo Oficial de Registro de Imveis, no Livro n 2 Registro Geral, de matrculas para imveis distintos com uso do mesmo nmero de ordem, ainda que

    seguido da aposio de letra do alfabeto (ex. matrcula 1, matrcula 1A, matrcula 1B

    etc.). vedada a prtica no Livro n 3 Registro Auxiliar, do Servio de Registro de

    Imveis, de ato que no lhe for atribudo por lei.

    Pargrafo nico. O Oficial de Registro de Imveis que mantiver em sua serventia

    matrculas para imveis com o mesmo nmero de ordem, ainda que seguido da aposio

    de letra do alfabeto, dever comunicar o fato Corregedoria Geral da Justia, com

    identificao expressa de cada uma dessas matrculas e do imvel a que se refere, para a

    adoo das providncias cabveis.

    Art. 948. Podem, ainda, ser unificados, com abertura de matrcula nica:

    I. dois ou mais imveis constantes de transcries anteriores Lei dos Registros

    Pblicos, margem das quais ser averbada a abertura da matrcula que os

    unificar; e

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 298

    II. dois ou mais imveis, registrados por ambos os sistemas, caso em que, nas

    transcries, ser feita a averbao prevista no item anterior, e as matrculas sero

    encerradas.

    III. dois ou mais imveis contguos objeto de imisso provisria na posse registrada

    em nome da Unio, Estado, Municpio ou Distrito Federal.

    IV. dois ou mais imveis contguos registrados ou no em ambos os sistemas e em

    cartrios diferentes, caso em que, proceder-se- da seguinte forma:

    a) ser aberta a matrcula no cartrio ao qual pertence atualmente a circunscrio,

    vista de certido da serventia de origem e a requerimento do interessado, para

    transposio do registro do imvel;

    b) averbar-se- a unificao, com abertura de matrcula nica para o imvel

    unificado, encerrando-se as matrculas ou transcries primitivas.

    c) no prazo de 05 (cinco) dias ser comunicada a abertura da matrcula ao cartrio

    de origem, nos termos do Art. 939, deste captulo, para os procedimentos

    cabveis.

    1. Os imveis de que trata este artigo, bem como os oriundos de desmembramentos,

    partilha e glebas destacadas de maior poro, sero desdobrados em novas

    matrculas, juntamente com os nus que sobre eles existirem, sempre que ocorrer a

    transferncia de 1 (uma) ou mais unidades, procedendo-se, em seguida, ao

    cancelamento, quando o imvel for inteiramente transferido a outros proprietrios.

    2. A hiptese de que trata o inciso III somente poder ser utilizada nos casos de

    imveis inseridos em rea urbana ou de expanso urbana e com a finalidade de

    implementar programas habitacionais ou de regularizao fundiria, o que dever

    ser informado no requerimento de unificao.

    3. Na hiptese de que trata o inciso III, a unificao das matrculas poder abranger

    um ou mais imveis de domnio pblico que sejam contguos rea objeto da

    imisso provisria na posse.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 299

    Art. 949. Consideram-se elementos individualizadores do imvel:

    I a indicao do nmero do lote na planta, do logradouro, da localizao, do

    respectivo nmero predial e da inscrio no cadastro municipal urbano; e

    II a indicao cadastral no INCRA, a indicao de quilmetro de sinalizao quando

    fronteirios a estrada sinalizada e a determinao, se houver, quando rural.

    Art. 950. Sendo requerida a unificao ou a subdiviso de dois ou mais imveis com registros em

    diferentes circunscries de cartrios imobilirios, ser promovida a averbao nas

    respectivas matrculas.

    Art. 951. obrigatria a unificao, com abertura de uma nica matrcula, quando dois ou mais

    imveis, lotes ou terrenos forem destinados instituio de condomnio edilcio na

    forma da legislao vigente e demais regras legais aplicveis, em especial sob o regime

    da Lei n 4.591/1964.

    Art. 952. Na matrcula, relativa unidade autnoma, o registro dever consignar o nmero da unidade, fazendo referncia descrio dos cmodos, rea total, rea privativa, rea de

    uso comum e respectiva frao ideal do terreno, bem como ao nome do edifcio ou

    empreendimento imobilirio, dispensados os elementos de confrontaes com outras

    unidades.

    Art. 953. Tratando-se de unificao de imveis transcritos e registrados sob o regime anterior Lei n 6.015/1973, no se proceder prvia abertura de matrculas para cada um deles,

    mas sim, averbao da unificao nas transcries respectivas, devendo ser aberta

    matricula nica para o imvel resultante.

    Pargrafo nico. Para a unificao de matrculas ou transcries diversas, no ser

    aceito requerimento formulado por apenas um dos vrios titulares de partes ideais.

    Art. 954. Demolido o prdio objeto de condomnio entre unidades autnomas, averbar-se-o, simultaneamente, a demolio e a fuso das matrculas, encerrando-se as primitivas e

    abrindo-se outra com novo nmero, relativamente ao terreno.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 300

    Art. 955. No se admitiro para matrcula no registro geral ttulos pblicos ou particulares que contenham omisses quanto perfeita caracterizao dos imveis a que se referirem ou

    que as medidas ou reas sejam enunciadas de forma imprecisa, mediante a utilizao de

    expresses tais como mais ou menos, aproximadamente e cerca de.

    Pargrafo nico. As alteraes da rea ou medidas dos imveis j matriculados nas

    condies citadas somente sero admitidas por meio do processo de retificao previsto

    na Lei dos Registros Pblicos.

    Art. 956. O Municpio poder solicitar ao registro de imveis competente a abertura de matrcula de parte ou da totalidade de imveis pblicos oriundos de parcelamento do solo urbano,

    ainda que no inscrito ou registrado, por meio de requerimento acompanhado dos

    seguintes documentos:

    I. planta e memorial descritivo do imvel pblico a ser matriculado, dos quais

    constem a sua descrio, com medidas perimetrais, rea total, localizao,

    confrontantes e coordenadas preferencialmente georreferenciadas dos vrtices

    definidores de seus limites;

    II. comprovao de intimao dos confrontantes para que informem, no prazo de 15

    (quinze) dias, se os limites definidos na planta e no memorial descritivo do imvel

    pblico a ser matriculado se sobrepem s suas respectivas reas, se for o caso;

    III. as respostas intimao prevista no inciso II, quando houver; e

    IV. planta de parcelamento assinada pelo loteador ou aprovada pela prefeitura,

    acompanhada de declarao de que o parcelamento se encontra implantado, na

    hiptese deste no ter sido inscrito ou registrado.

    1. Apresentados pelo Municpio os documentos relacionados no caput, o registro de

    imveis dever proceder ao registro dos imveis pblicos decorrentes do

    parcelamento do solo urbano na matrcula ou transcrio da gleba objeto de

    parcelamento.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 301

    2. Na abertura de matrcula de imvel pblico oriundo de parcelamento do solo

    urbano, havendo divergncia nas medidas perimetrais de que resulte, ou no,

    alterao de rea, a situao de fato implantada do bem dever prevalecer sobre a

    situao constante do registro ou da planta de parcelamento, respeitados os limites

    dos particulares lindeiros.

    3. No ser exigido, para transferncia de domnio, formalizao da doao de reas

    pblicas pelo loteador nos casos de parcelamentos urbanos realizados na vigncia do

    Decreto-Lei n 58, de 10 de dezembro de 1937.

    4. Recebido o requerimento e verificado o atendimento aos requisitos previstos neste

    artigo, o oficial do registro de imveis abrir a matrcula em nome do Municpio.

    5. A abertura de matrcula de que trata o caput independe do regime jurdico do bem

    pblico.

    Art. 957. A Unio, os Estados e o Distrito Federal podero solicitar ao registro de imveis

    competente a abertura de matrcula de parte ou da totalidade de imveis urbanos sem

    registro anterior, cujo domnio lhe tenha sido assegurado pela legislao, por meio de

    requerimento acompanhado dos documentos previstos nos incisos I, II e III do art. 195-A

    da Lei n 6.015/73.

    1. Recebido o requerimento na forma prevista no caput, o oficial de registro de

    imveis abrir a matrcula em nome do requerente, observado o disposto no 5 do

    art. 195-A da Lei n 6.015/73.

    2. O Municpio poder realizar, em acordo com o Estado, o procedimento de que trata

    este artigo e requerer, em nome deste, no registro de imveis competente a abertura

    de matrcula de imveis urbanos situados nos limites do respectivo territrio

    municipal.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 302

    SEO III

    DA FUSO DE MATRCULAS

    Art. 958. Quando dois ou mais imveis contguos, urbanos ou rurais, pertencentes ao mesmo proprietrio, constarem em matrculas autnomas, poder ele requerer a fuso destas em

    uma s, com novo nmero, encerrando-se as primitivas.

    Art. 959. Podero, ainda, fundir-se, com abertura de matrcula nica:

    I. dois ou mais imveis constantes em transcries anteriores Lei n 6.015/73,

    margem das quais se anotar a abertura da matrcula unificada;

    II. dois ou mais imveis, registrados por ambos os sistemas, efetuando-se, nas

    transcries, a anotao prevista no inciso anterior e com o encerramento, por

    averbao, das matrculas primitivas.

    Art. 960. No caso de fuso de matrculas de imveis pertencentes ao mesmo proprietrio, por remembramento, o Oficial de Registro Imobilirio dever:

    I. exigir a planta ou comprovante da aprovao, pelo rgo competente do Municpio,

    do projeto de remembramento;

    II. verificar a rea, as medidas, as caractersticas e confrontaes do imvel resultante

    da fuso, no podendo realizar a retificao de rea sem o procedimento legal

    prprio.

    Art. 961. Na fuso ou unificao de imveis rurais exigido a apresentao de Certificado de Cadastro de Imvel Rural - CCIR, expedido pelo INCRA, acompanhado de planta

    elaborada por sistema de georreferenciamento, nos termos da Lei n 10.267/2001 e do

    Decreto n. 4.449/2002.

    Art. 962. A fuso de matrculas e os desmembramentos observaro a legislao pertinente natureza do imvel, se prprio ou sujeito a regime de aforamento ou enfiteuse, pblica

    ou privada.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 303

    Art. 963. Em caso de desmembramento com abertura de matrcula, sero descritas, com os requisitos exigidos pela Lei n 6.015/1973, a rea desmembrada e a rea remanescente.

    Art. 964. Para esses imveis, e os oriundos de desmembramento, partilha e glebas destacadas de maior poro, abrir-se-o novas matrculas, averbando-se os nus incidentes sobre eles,

    sempre que ocorrer a transferncia de uma ou mais unidades, procedendo-se, em

    seguida, conforme o previsto no art. 233, II, da Lei n 6.015/73.

    Art. 965. Nos casos de unificao ou de fuso de matrculas, os Oficiais devero adotar cautelas na verificao da rea, medidas, caractersticas e confrontaes do imvel resultante, a

    fim de evitar que se faam retificaes sem o devido procedimento legal.

    SEO IV

    DO CANCELAMENTO E ENCERRAMENTO DA MATRCULA

    Art. 966. A matrcula do imvel, aps aberta pelo cartrio da jurisdio respectiva, na forma da lei, somente poder ser cancelada por deciso judicial emanada de juiz com competncia

    em matria de Registros Pblicos.

    Art. 967. A matrcula ser encerrada:

    I. quando, em virtude de alienaes parciais, o imvel for inteiramente transferido a

    outros proprietrios;

    II. pela fuso, unificao ou remembramento de dois ou mais imveis;

    III. no caso de constatao de erro evidente na sua abertura, tal como duplicidade de

    matrcula, desde que no acarrete prejuzo a terceiros.

    IV. pela comunicao de abertura de matrcula na nova circunscrio imobiliria.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 304

    CAPTULO VI

    DOS LIVROS, SUA ESCRITURAO E CONSERVAO

    SEO I

    DAS DISPOSIES GERAIS

    Art. 968. Cada Servio de Registro de Imveis dever organizar, manter e escriturar os seguintes livros, em arquivos fsicos ou eletrnicos:

    I. Livro 1 - Protocolo;

    II. Livro 2 - Registro Geral;

    III. Livro 3 - Registro Auxiliar;

    IV. Livro 4 - Indicador Real;

    V. Livro 5 - Indicador Pessoal;

    VI. Livro Cadastro de Aquisio de Imvel Rural por Estrangeiro.

    Pargrafo nico. Alm dos livros atinentes ao registro, referidos no presente artigo e na

    Lei n 6.015/73, devero ser mantidos em cartrio, em meio eletrnico ou fsico, para os

    assentamentos das seguintes ocorrncias e dados: Livro de Inspees e Correies, Livro

    de Receita e Despesa.

    Art. 969. Os livros do Registro de Imveis devem ser escriturados atravs de fichas, planilhas ou formulrios impressos eletrnica ou mecanicamente, por sistema informatizado,

    mantidas as vias ou exemplares fsicos em arquivo seguro, que garanta a sua

    conservao contra deteriorao, perda ou extravio dos registros.

    Art. 970. Os Livros 2, 3, 4, e 5 podero ser substitudos por fichas, e todos eles, inclusive o Livro 1 e o Livro de Cadastro de Aquisio de Imvel Rural por Estrangeiro, podero adotar o

    sistema informatizado, desde que contenham os requisitos legais e administrativos.

    Art. 971. As fichas, planilhas ou formulrios, adotados para a escriturao do Livro 2 - Registro Geral, e do Livro 3 - Registro Auxiliar, sero impressos em formulrio prprio,

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 305

    conforme modelo aprovado pela Corregedoria Geral da Justia.

    1. Para a conservao das fichas de escriturao do Livro 2 - Registro Geral, e do

    Livro 3 Registro Auxiliar, em arquivo fsico, recomenda-se a utilizao de

    envelope ou invlucro em material plstico ou derivado dispostos em pastas

    prprias, devendo ser mantida cpia digitalizada em arquivo eletrnico.

    2. As fichas impressas de escriturao devero possuir dimenses que permitam a

    extrao de cpias reprogrficas ou digitalizadas e facilitem o seu manuseio.

    3. A escriturao e a impresso do Livro 1 - Protocolo, do Livro 4 - Indicador Real e

    do Livro 5 - Indicador Pessoal podero ser feitas em papel tipo ofcio ou A-4, com

    gramatura que preserve a integridade e a conservao necessria aos documentos

    registrais no arquivo da serventia.

    4. As fichas escrituradas em processamento eletrnico de dados que substiturem o

    Livro 2 Registro Geral, Livro 3 - Registro Auxiliar, Livro 4 - Indicador Real e

    Livro 5 - Indicador Pessoal, dispensam os termos de abertura e encerramento.

    5. Todos os registros e lanamentos constantes dos livros e fichas impressas sero

    rubricados pelo registrador ou escrevente autorizado.

    Art. 972. Os arquivos eletrnicos ou em mdia digital utilizados para o registro e escriturao dos livros devem ser mantidos em cpia de segurana ou back-up, extrada e gravada

    diariamente, ao final de cada expediente, em equipamento ou servidor apropriado.

    Art. 973. Os livros de registros e as fichas, a substitu-los, somente sairo do respectivo Ofcio mediante autorizao judicial.

    Pargrafo nico. Os livros, fichas, documentos, papis, microfilmes e sistemas de

    computao devero permanecer sempre sob a guarda e responsabilidade do titular do

    Servio de Registro, que zelar por sua ordem, segurana e conservao.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 306

    SEO II

    DO LIVRO 1 PROTOCOLO

    Art. 974. O Livro 1 - Livro Protocolo servir para apontamento de todos os ttulos apresentados diariamente, que tomaro o nmero de ordem que lhes competir em razo da sequncia

    rigorosa de sua apresentao.

    Pargrafo nico. No sendo do interesse declarado pela parte o lanamento imediato do

    ttulo no Livro 1 - Protocolo, com a consequente prenotao, o documento apresentado

    apenas para exame preliminar e clculo dos emolumentos dever ser objeto de registro

    eletrnico ou fsico.

    Art. 975. Nenhuma exigncia fiscal, ou dvida, obstar a apresentao de um ttulo e o seu lanamento do Protocolo com o respectivo nmero de ordem, nos casos em que da

    precedncia decorra prioridade de direitos para o apresentante.

    Pargrafo nico. Independem de apontamento no Protocolo os ttulos apresentados

    apenas para exame e clculo dos respectivos emolumentos.

    Art. 976. So requisitos da escriturao do Livro de Protocolo:

    I. o nmero de ordem, que seguir indefinidamente nos livros da mesma espcie;

    II. a data da apresentao;

    III. o nome do apresentante;

    IV. a natureza formal do ttulo e, em se tratando de escritura pblica, a Unidade da

    Federao em que tenha sido lavrada;

    V. os atos que formalizar, resumidamente mencionados.

    Art. 977. O Livro 1 - Protocolo, escriturado em meio eletrnico ou fsico, dever conter termo dirio de encerramento, no qual ficar registrado o nmero de ttulos protocolados em

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 307

    cada dia.

    1. Sendo os dados e registros do Livro 1 - Protocolo, escriturados em sistema

    informatizado, dever ser fornecido parte interessada recibo impresso com os

    dados essenciais lanados no referido livro, para efeitos de prenotao e de

    pagamento dos emolumentos iniciais e taxas devidas.

    2. A serventia que ainda adote, excepcionalmente, o Livro 1 - Protocolo, em meio

    fsico, com escriturao datilogrfica ou manual, dever tambm fornecer ao

    interessado recibo de identificao do ttulo apresentado, contendo os dados do seu

    ingresso no processo registral.

    Art. 978. O nmero de ordem determinar a prioridade do ttulo e, esta a preferncia dos direitos

    reais, ainda que apresentados pela mesma pessoa com mais de um ttulo

    simultaneamente.

    Art. 979. Para assegurar s partes a ordem de precedncia dos seus ttulos, o registrador adotar o

    melhor regime interno que propicie o correto funcionamento do protocolo.

    1. O regime interno a que se refere o caput dever proporcionar ao registrador o

    conhecimento fcil e imediato de todos os ttulos apresentados na serventia,

    prenotados ou no.

    2. Para garantir a prioridade do ttulo, o registrador, depois de haver dado entrada no

    protocolo e lanado no seu corpo o nmero e a data respectiva, fornecer um recibo

    declarando a data prevista para eventual devoluo do ttulo com exigncias (no

    prazo mximo de quinze dias), a data prevista para a prtica do ato se no houver

    exigncias, a data em que cessaro automaticamente os efeitos da prenotao e o

    nmero de ordem desta no protocolo; o recibo ser restitudo pelo apresentante

    contra a devoluo do documento.

    Art. 980. A escriturao do protocolo incumbir tanto ao oficial titular como ao seu substituto

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 308

    legal, podendo, ser feita, ainda, por escrevente auxiliar expressamente designado pelo

    oficial titular ou pelo seu substituto legal, ainda que os primeiros no estejam nem

    afastados nem impedidos.

    Art. 981. Na escriturao do Livro Protocolo, observar-se-o as seguintes normas:

    I. no anverso de cada folha, direita do topo, ser mencionado o ano em curso;

    II. indicar-se- o nmero de ordem dos lanamentos ou prenotaes, que comear de

    um (01) e seguir, infinitamente, nos livros da mesma espcie, sem interrupo at

    o final de cada livro;

    III. na especificao da data podero ser indicados somente o dia e o ms de

    lanamento;

    IV. o nome do apresentante dever ser grafado por extenso;

    V. na coluna natureza formal do ttulo, indicar-se- escritura pblica,

    instrumento particular e o ato principal que ele encerra, e quanto aos ttulos

    judiciais, far-se- indicao de sua espcie (formal de partilha, carta de adjudicao

    etc.);

    VI. na coluna dos atos que formalizar ser mencionado resumidamente o ato praticado;

    se no for suficiente o espao, dever continuar o lanamento no dia em que for

    efetuar o registro ou a averbao, na coluna respectiva.

    SEO III-

    DO LIVRO 2 - REGISTRO GERAL

    Art. 982. O Livro de Registro Geral ser destinado matrcula dos imveis e ao registro ou

    averbao dos atos atribudos ao Registro de Imveis e no atribudos ao Livro Registro

    Auxiliar, previstos no art. 167 da Lei n 6.015/1973.

    1. A escriturao do Livro Registro Geral obedecer s seguintes normas:

    I cada imvel ter matrcula prpria, que ser aberta por ocasio do primeiro registro a

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 309

    ser feito na vigncia da Lei dos Registros Pblicos;

    II so requisitos da matrcula:

    1) nmero de ordem, que seguir ao infinito;

    2) data;

    3) identificao do imvel, que ser feita com indicao:

    a) se rural, do cdigo do imvel, dos dados constantes do Certificado de

    Cadastro de Imvel Rural CCIR, da denominao e de suas caractersticas,

    confrontaes, localizao e rea; e

    b) se urbano, de suas caractersticas e confrontaes, localizao, rea,

    logradouro, nmero e de sua designao cadastral, se houver;

    4) o nome, domiclio e nacionalidade do proprietrio, bem como:

    a) tratando-se de pessoa fsica, o estado civil, a profisso e o nmero do CPF,

    documento de identificao ou, falta deste, sua filiao,

    b) se casado ou em unio estvel, dever constar a qualificao completa do

    cnjuge ou companheiro;

    c) tratando-se de pessoa jurdica, a sede social e o nmero do CNPJ.

    5) o nmero do registro anterior.

    III so requisitos do registro:

    1) a data do protocolo e do registro;

    2) o nome, domiclio, residncia e nacionalidade do transmitente, ou do devedor, e

    do adquirente, ou credor, bem como:

    a) tratando-se de pessoa fsica, o estado civil, a profisso e o nmero do CPF,

    documento de identificao ou, falta deste, sua filiao;

    b) se casado ou em unio estvel, dever constar a qualificao completa do

    cnjuge ou companheiro;

    c) devero ser qualificados nos mesmos moldes os comparecentes nos

    respectivos Ttulos.

    d) tratando-se de pessoa jurdica, a sede social e o nmero do CNPJ e a

    qualificao dos seus representantes.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 310

    3) o ttulo da transmisso ou do nus;

    4) a forma do ttulo, sua procedncia e caracterizao; e

    5) o valor do contrato, da coisa ou da dvida, prazo desta, condies e mais

    especificaes, inclusive os juros, se houver.

    Art. 983. Para a matrcula e registro das escrituras e partilhas, lavradas ou homologadas na vigncia do Decreto Federal n 4.857, de 09 de novembro de 1939, no sero observadas

    as exigncias da atual legislao, devendo tais atos obedecer ao disposto na legislao

    anterior.

    Art. 984. Neste livro no poder ser realizado qualquer outro tipo de lanamento, por certido, anotao, comunicao ou observao, pois o ato deve ser registrado ou averbado,

    inexistindo previso legal diversa.

    Art. 985. Podero ser abertos e escriturados, concomitantemente, at dez livros de Registro Geral, obedecendo, neste caso, a sua escriturao ao algarismo final da matrcula, sendo as

    matrculas de nmero final 1 feitas no Livro 2-1, as de final 2 no livro 2-2 e as de final 3

    no Livro 2-3, e assim sucessivamente.

    Pargrafo nico. Tambm podero ser desdobrados, a critrio do registrador, os livros

    Registro Auxiliar, Indicador Real e Indicador Pessoal.

    Art. 986. Cada lanamento de registro ser precedido pela letra R e o da averbao pelas letras AV, seguindo-se o nmero de ordem do lanamento e o da matrcula (ex.: R-1-1, R-2-1, AV-

    3-1, R-4-1, AV-5-1 etc.), e em cada ato constar a data e o nmero do protocolo, devendo

    ser datado e subscrito pelo registrador.

    Art. 987. O lanamento e escriturao dos atos nas fichas ou formulrios do Livro 2 - Registro Geral, por sistema ou programa informatizado, devem observar as seguintes regras:

    I. se esgotado o espao no anverso da ficha e for necessria a utilizao do verso,

    consignar-se- ao final da ficha impressa a expresso "continua no verso ";

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 311

    II. se necessrio o transporte para nova ficha, proceder-se- assim:

    a) na base do verso da ficha anterior, usar-se- a expresso "continua na ficha ou na

    folha n ...";

    b) repetir-se- o nmero da matrcula na ficha ou na folha seguinte, acrescendo-se,

    tambm, a ordem sequencial correspondente ficha (exemplo: matrcula n 325,

    na 2 ficha, o nmero ser 325/2; na 3, ser 325/3 e, assim sucessivamente);

    c) a nova ficha ou folha, iniciar-se- a escriturao, indicando-se continuao da

    matrcula n...

    1. No sistema ou programa informatizado de escriturao do Livro 2 - Registro Geral,

    a verificao das regras e procedimentos constantes deste artigo dever estar

    armazenada nos arquivos eletrnicos das fichas respectivas, assim apresentada em

    tela ou relatrio impresso correspondente ficha de cada matrcula.

    2. Os modelos de fichas ou registro em banco de dados informatizado sero

    elaborados de forma a permitir a escriturao correta e completa dos requisitos

    exigidos pela Lei de Registros Pblicos e por este Cdigo de Normas.

    Art. 988. No caso de ser utilizado livro encadernado ou de folhas soltas para a escriturao do Livro 2 - Registro Geral, com preenchimento mecanizado ou manual, devero ser

    atendidas as regras seguintes:

    I. no alto da face de cada folha, ser lanada a matrcula do imvel, com seus

    requisitos previstos em lei e, no espao restante e no verso sero lanados por ordem

    cronolgica e em forma narrativa, os registros e averbaes dos atos pertinentes aos

    imveis matriculados;

    II. preenchida uma folha, ser feito o transporte para a primeira folha em branco do

    mesmo livro ou do livro da mesma srie que estiver em uso, onde continuaro os

    lanamentos, com remisses recprocas.

    III. o nmero da matrcula ser repetido na nova folha, sem necessidade do transporte

    dos dados constantes da folha anterior.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 312

    SEO IV

    DO LIVRO 3 - REGISTRO AUXILIAR

    Art. 989. O Livro 3 - Registro Auxiliar destina-se ao registro dos atos que, sendo atribudos ao Registro de imveis por disposio legal, no digam respeito diretamente aos imveis

    matriculados.

    Art. 990. O Livro 3 - Registro Auxiliar ser escriturado no sistema de fichas ou programa informatizado e, o seu arquivamento ser feito segundo a ordem numrica dos prprios

    registros.

    Art. 991. Registrar-se-o no Livro Registro Auxiliar:

    I. a emisso de debntures, sem prejuzo do registro eventual e definitivo, na

    matrcula do imvel, da hipoteca, anticrese ou penhor que abonarem especialmente

    tais emisses, firmando-se pela ordem do registro a prioridade entre as sries de

    obrigaes emitidas pela sociedade;

    II. as cdulas de crdito rural e de crdito industrial, sem prejuzo do registro da

    hipoteca cedular;

    III. as convenes de condomnio;

    IV. o penhor de mquinas e de aparelhos utilizados na indstria, instalados e em

    funcionamento, com os respectivos pertences ou sem eles;

    V. as convenes antenupciais;

    VI. os contratos de penhor rural; e

    VII. os ttulos que, a requerimento do interessado, forem registrados no seu inteiro teor,

    sem prejuzo do ato praticado no Livro 2.

    Art. 992. vedada a prtica no Livro n 3 Registro Auxiliar, do Servio de Registro de Imveis, de ato que no lhe for atribudo por lei.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 313

    Art. 993. O registro do tombamento definitivo de bem imvel decretado pela Unio, Estado ou Municpio, requerido atravs de ofcio do rgo competente, ser efetuado no Livro 3,

    de Registro Auxiliar, alm de averbado margem da respectiva transcrio e na

    matrcula, na qual constar a remisso ao registro.

    Pargrafo nico. Averbar-se- margem da transcrio ou na matrcula o tombamento

    provisrio de bem imvel.

    Art. 994. No Livro 3, os atos sero lanados em resumo, arquivando-se no Registro de Imveis a

    via original do instrumento particular e outros ttulos que os originarem, caso o Servio

    no disponha de microfilmagem ou processo de digitalizao, e certificando-se o ato

    praticado na cpia devolvida parte.

    SEO V

    DO LIVRO 4 - INDICADOR REAL

    Art. 995. O Livro 4 - Indicador Real constitui o repositrio de todos os imveis registrados nos demais livros, devendo conter sua identificao, referncia aos nmeros de ordem dos

    outros livros e anotaes necessrias.

    1. Se no for utilizado o sistema de fichas, o Livro 4 conter, ainda, o nmero de

    ordem, que seguir indefinidamente, nos livros da mesma espcie.

    2. Adotado o sistema previsto no pargrafo precedente, os oficiais devero ter, para

    auxiliar a consulta, um livro-ndice ou fichas pelas ruas, quando se tratar de

    imveis urbanos e, pelos nomes e situaes, quando rurais.

    3. O Livro 4 - Indicador Real dever ser escriturado de forma a identificar os

    imveis por suas denominaes e caractersticas, organizado pelo nome das ruas,

    quando se tratar de imveis urbanos e, pelos nomes identificadores da sua

    situao, quando rurais, de modo que facilite a busca.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 314

    4. A serventia que utilizar o sistema de fichas, quando houver mudana do nome do

    logradouro ou de numerao do imvel, dever abrir nova ficha onde sero

    anotadas as novas ocorrncias, tambm ser feita referncia recproca em ambas,

    anterior e atual, para possibilitar a correta e gil identificao do imvel;

    5. Idntico procedimento ao previsto no pargrafo anterior dever ser adotado

    quando o imvel passar a ter seu cadastramento imobilirio municipal vinculado

    a outro logradouro preexistente.

    6. Os programas informatizados dos Ofcios de Registro Imobilirio devem

    assegurar que o programa de processamento de dados utilizado realize a mesma

    rotina de identificao recproca dos imveis os quais venham a ser alterados por

    mudana de nome do logradouro ou de numerao.

    SEO VI

    DO LIVRO 5 - INDICADOR PESSOAL

    Art. 996. O Livro 5 - Indicador Pessoal, organizado alfabeticamente, o repositrio dos nomes de todas as pessoas, fsicas ou jurdicas que, individual ou coletivamente, ativa ou

    passivamente, direta ou indiretamente, figurarem nos demais livros do Registro

    Imobilirio, fazendo-se referncia ao respectivo nmero de ordem.

    Art. 997. A escriturao do Livro 5 - Indicador Pessoal deve ser realizado atravs de fichas ou registros informatizados em programa ou aplicativo prprio, organizados na estrita

    ordem alfabtica.

    1. Os cartrios de Registro Imobilirio devero adotar, para auxiliar e facilitar as

    buscas, um livro-ndice ou fichas em ordem alfabtica, ou rotina de pesquisa ou

    busca atravs do sistema informatizado.

    2. As serventias que no possuam sistema ou programa informatizado de registro

    podero, excepcionalmente, por autorizao da Corregedoria Geral da Justia,

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 315

    utilizar os fichrios manuais ou mecnicos existentes.

    Art. 998. Para facilitar as buscas, dever constar nos registros e remisses do Livro 5 - Indicador Pessoal, ao lado do nome do interessado, o nmero de inscrio no Cadastro de Pessoas

    Fsicas (CPF), ou de Registro Geral da cdula de identidade, quando se tratar de pessoa

    fsica, ou o nmero de inscrio no Cadastro Nacional de Pessoas Jurdicas (CNPJ),

    quando pessoa jurdica.

    1. Sempre que houver alterao no nome da pessoa, deve ser aberta nova ficha com o

    novo nome adotado, fazendo-se remisso ao nome antigo, cuja indicao ser

    mantida.

    2. Se alguma das partes for casada, ou conviver em regime de unio estvel, assim

    declarado ou juridicamente reconhecido, ser lanado no Livro 5 - Indicador

    Pessoal o nome do respectivo cnjuge ou convivente.

    Art. 999. obrigatrio o lanamento, no Livro 5 - Indicador Pessoal ou a organizao de fichrio, com criao de procedimento ou rotina no programa informatizado, de controle de

    tramitao simultnea de ttulos contraditrios ou excludentes de direitos sobre um

    mesmo imvel.

    Pargrafo nico. As fichas e os registros sero finalizados medida que os ttulos

    correspondentes forem registrados ou devolvidos com exigncia.

    Art. 1000. Quando o registrador receber comunicaes de indisponibilidade de bens, dever efetuar

    o lanamento no Livro 5 (Indicador Pessoal), ainda que a pessoa no possua imvel ou

    direitos reais sobre imveis registrados na serventia.

    SEO VII

    DO LIVRO CADASTRO DE ESTRANGEIROS (LEI N 5.709/71)

    Art. 1001. Os cartrios de Registro de Imveis em cuja jurisdio existam imveis rurais devero manter cadastro especial, em livro auxiliar, das aquisies de terras rurais por pessoas

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 316

    estrangeiras, fsicas e jurdicas, na forma do art. 10, da Lei 5.709/71, no qual dever

    constar:

    I. meno do documento de identidade das partes contratantes ou dos respectivos

    atos de constituio, se pessoas jurdicas;

    II. memorial descritivo do imvel, com rea, caractersticas, limites e confrontaes,

    observada a necessidade de georreferenciamento, prevista na Lei n 10.267/2001;

    III. apresentao do Certificado de Cadastro de Imvel Rural (CCIR), emitido pelo

    Instituto Nacional de Colonizao e Reforma Agrria INCRA;

    IV. transcrio da autorizao do rgo competente, quando for o caso.

    Art. 1002. O lanamento desse registro no dispensa a devida escriturao no Livro 2 - Registro Geral e na respectiva ficha de matrcula.

    Art. 1003. O Livro de registro de aquisio de imveis rurais por estrangeiros dever ser escriturado pelo sistema de fichas em sistema informatizado, adotados os mesmos

    elementos de autenticidade das matrculas constantes do Livro 2 - Registro Geral.

    Pargrafo nico. O cartrio que ainda no esteja operando com sistema informatizado

    de escriturao poder, excepcionalmente, adotar livro mecnico ou manual de registro

    de aquisio de imveis rurais por pessoas estrangeiras.

    SEO VIII

    DOS LIVROS SUPLEMENTARES

    Art. 1004. Alm dos livros obrigatrios e necessrios ao exerccio das funes registrais, toda

    serventia dever lanar e manter os seguintes livros suplementares, organizados em

    pastas, em meio eletrnico ou fsico:

    I. Arquivamento de Indisponibilidades Judiciais e Extrajudiciais;

    II. Do Livro de Registro de Correies e Inspees;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 317

    III. Dados de Receitas e Despesas.

    Art. 1005. Os cartrios de Registro Imobilirio devero manter em arquivo eletrnico ou meio fsico, escriturado por fichas, denominado das Indisponibilidades Judiciais e

    Extrajudiciais, destinado aos ofcios e/ou mandados das Corregedorias da Justia, dos

    Juzes Federais, do Trabalho e Estaduais e dos interventores e liquidantes de instituies

    financeiras em interveno ou liquidao extrajudicial, comunicando a indisponibilidade

    dos bens de scios, diretores e administradores das referidas sociedades.

    Pargrafo nico. As hipteses e procedimentos de indisponibilidade de bens em

    processo de interveno e liquidao extrajudicial so aquelas previstas e reguladas na

    Lei n 6.024/1974.

    Art. 1006. O Registrador, a partir da comunicao publicada no Dirio de Justia Eletrnico ou do recebimento da ordem judicial, relativa indisponibilidade de bens decretada pela

    autoridade competente, efetuar as buscas no prazo mximo de 5(cinco) dias teis.

    1. Em sendo positiva, realizar a averbao e, no mesmo prazo, encaminhar a

    certido pelo meio fsico ao Juzo do processo.

    2. A averbao de indisponibilidade de bens e do levantamento, bem como a remessa

    de certido, por requisio judicial, est isenta de pagamento de taxas e

    emolumentos.

    Art. 1007. Os registros, constantes de sistema informatizado ou lanados em fichas mecnicas ou

    excepcionalmente em livro manual, contero o nmero de ordem, a data de sua

    efetivao, a indicao do ofcio que lhe deu origem, os nomes e a qualificao das

    pessoas cujos bens foram declarados indisponveis.

    1. A indisponibilidade de bens ser averbada margem da respectiva matrcula dos

    imveis.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 318

    2. Todas as comunicaes sero arquivadas em arquivo eletrnico ou em pasta ou

    classificador prprio, depois de certificado, no verso da via fsica ou impressa, o

    respectivo registro ou averbao.

    3. Os nomes das pessoas os quais figurem no registro de indisponibilidade tambm

    devero constar do Livro 5 - Indicador Pessoal.

    Art. 1008. Os cartrios de Registro Imobilirio devero manter um livro, em arquivo eletrnico ou meio fsico, escriturado por fichas, denominado Livro de Registro das Correies e

    Inspees destinado ao registro e arquivamento dos relatrios e documentos resultantes

    de Inspees e Correies realizadas no Cartrio.

    Art. 1009. Os cartrios de Registro Imobilirio devero manter em arquivo eletrnico ou meio

    fsico, com os registros relativos s Incorporaes e Loteamentos, com remisso aos

    respectivos arquivamentos dos relatrios e documentos, plantas etc. pertinentes.

    SEO IX

    DOS ARQUIVOS E RELATRIOS

    DE CONTROLE DOS ATOS REGISTRAIS

    Art. 1010. Alm dos livros obrigatrios e necessrios ao exerccio das funes registrais, toda

    serventia dever lanar e manter os seguintes registros, organizados em pastas, em meio

    eletrnico ou fsico:

    I. arquivo de leis, normas, comunicados, portarias, provimentos, intimaes, ofcios

    circulares e atos normativos da Corregedoria Geral da Justia;

    II. arquivo de documentos legais e tributrios relativos situao de

    regularidade jurdica da serventia;

    III. registros dos procedimentos de suscitao de dvida;

    IV. arquivo e relatrio das guias de recolhimento da Taxa de Prestao de Servios

    VII. arquivo das Certides Negativas de Dbitos da Previdncia Social - CND e de

    Certides Conjuntas da Receita Federal e Procuradoria Geral da Fazenda Nacional;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 319

    VIII. arquivo das Declaraes de Operaes Imobilirias (DOI), enviadas mensalmente,

    por meio eletrnico, Receita Federal do Brasil;

    IX. arquivo das Cdulas de Crdito Rural, Industrial, Comercial, Exportao e de

    Produtor Rural, seus cancelamentos e aditivos;

    X. relao remetida ao INCRA das aquisies feitas por pessoas naturais e jurdicas

    estrangeiras e as relaes referentes s comunicaes mensais das modificaes

    ocorridas nas matrculas, envolvendo imveis rurais, inclusive os destacados no

    patrimnio pblico;

    XI. cpias de comunicaes feitas Corregedoria Geral da Justia, relativas s

    aquisies de imveis rurais por estrangeiros;

    XII. arquivo dos ttulos lavrados por instrumento particular e particulares com fora de

    escritura pblica;

    XIII. registros de diligncias externas e arquivo dos processos de retificao

    administrativa;

    XIV. recomendaes da Corregedoria Geral da Justia feitas aos Cartrios de Notas e do

    Registro de Imveis do Estado, para que no pratiquem atos com base em

    procuraes lavradas em locais expressamente indicados, nem lavrem ou registrem

    escrituras fundadas em atos praticados nos locais tambm especificados;

    XV. arquivo das informaes semestrais pertinentes produtividade e arrecadao da

    respectiva serventia, encaminhadas ao Conselho Nacional de Justia - CNJ, por

    intermdio do Sistema Justia Aberta, de que esto obrigados a prestar.

    SEO X

    DA CONSERVAO DOS LIVROS E DOCUMENTOS

    Art. 1011. Os livros e as fichas de registro das matrculas imobilirias e dos documentos e arquivos fsicos e eletrnicos dos atos praticados devem permanecer sob a guarda do Oficial

    Registrador, que zelar por sua ordem, segurana e conservao, e somente podem ser

    retirados da serventia mediante autorizao judicial.

    1. Havendo necessidade de realizao de percia documental, o exame dever ocorrer

    em dia e hora previamente designados, com cincia do Oficial titular e autorizao

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 320

    do Juiz Corregedor Permanente.

    2. A apresentao ou exame de qualquer livro, ficha, documento, arquivo, programa

    ou registro eletrnico, determinada judicialmente, dever ser realizada na prpria

    sede do cartrio.

    Art. 1012. Os livros, fichas, documentos, arquivos e registros eletrnicos permanecero no cartrio de imveis, por tempo indeterminado, como registro imprescritvel.

    Art. 1013. Incumbe aos Notrios e aos Oficiais de Registro praticar, independentemente de autorizao,todos os atos previstos em lei necessrios organizao e execuo dos

    servios, podendo, ainda, adotar sistemas de computao, microfilmagem, disco tico e

    outros meios de reproduo.

    Art. 1014. Os livros do Registro Imobilirio, as fichas, seus arquivos, documentos e papis relativos aos atos registrados devem ser arquivados mediante utilizao de processos

    racionais a facilitarem as buscas, facultada a utilizao de microfilmagem ou outros

    meios de reproduo autorizados por lei.

    1. Quando adotado o arquivamento atravs de mdia digital ou eletrnica, o Oficial

    dever manter cpia de segurana ou back-up em local diverso da sede da unidade

    do servio, atualizado, ao menos, semanalmente.

    2. Mediante prvia comunicao e autorizao da Corregedoria Geral da Justia,

    poder o Oficial eliminar ou descartar, atravs de inutilizao por incinerao, os

    documentos fsicos aps realizado o arquivamento eletrnico dos dados ou sua

    digitalizao, assegurados, em qualquer hiptese, o sigilo e a segurana das

    informaes existentes nos documentos inutilizados.

    Art. 1015. Quando por lei ou ato competente for criado novo Ofcio de Registro Imobilirio por desmembramento de jurisdio, permanecero vlidos no antigo Ofcio os livros e

    documentos que se encontrem nessa serventia arquivados.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 321

    Art. 1016. O extravio, ou danificao que impea a leitura e o uso, no todo ou em parte, de qualquer livro do servio extrajudicial de notas e de registro dever ser imediatamente

    comunicado ao Juiz Corregedor, assim considerado aquele definido na rbita estadual e

    do Distrito Federal como competente para a fiscalizao judiciria dos atos notariais e de

    registro, e Corregedoria Geral da Justia.

    Art. 1017. A autorizao para restaurao de livro do servio extrajudicial de notas e de registro, extraviado ou danificado, dever ser solicitada, ao Juiz Corregedor, assim considerado

    aquele definido na rbita estadual e do Distrito Federal como competente para a

    fiscalizao judiciria dos atos notariais e de registro e Corregedoria Geral da Justia,

    pelo Oficial de Registro ou Tabelio competente para a restaurao e, poder ser

    requerida pelos demais interessados.

    Pargrafo nico. A restaurao poder ter por objeto o todo ou parte do livro que se

    encontrar extraviado ou deteriorado, ou registro ou ato notarial especfico.

    Art. 1018. Uma vez autorizada pelo Juiz Corregedor competente, se for possvel vista dos elementos constantes dos ndices, arquivos das unidades do servio extrajudicial de

    notas e de registro e dos traslados, certides e outros documentos apresentados pelo

    Oficial de Registro, ou pelo Tabelio e, pelos demais interessados, a restaurao do livro

    extraviado ou danificado, ou de registro ou ato notarial, ser efetuada desde logo pelo

    Oficial de Registro ou pelo Tabelio.

    Art. 1019. Para a instruo do procedimento de autorizao de restaurao poder o Juiz

    Corregedor competente requisitar, de Oficial de Registro e de Tabelio de Notas, novas

    certides e cpias de livros, assim como cpias de outros documentos arquivados na

    serventia.

    Art. 1020. Salvo por autorizao judicial, o acesso ao contedo e modo de escriturao das informaes dos livros, fichas e registros somente poder ser obtido atravs de certido.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 322

    CAPTULO VII

    DOS TTULOS

    SEO I

    DAS DISPOSIES GERAIS

    Art. 1021. Admitir-se-o a registro ou averbao, dentre outros ttulos previstos em lei:

    I. escrituras pblicas, inclusive as lavradas em consulados brasileiros;

    II. escritos particulares autorizados em lei, assinados pelas partes e testemunhas, com

    as firmas reconhecidas por autenticidade, dispensado o reconhecimento quando se

    tratar de atos praticados por entidades vinculadas ao Sistema Financeiro da

    Habitao ou quando conter expressa previso legal;

    III. sentenas proferidas por tribunais estrangeiros, aps homologao pelo Supremo

    Tribunal Federal;

    IV. documentos constitudos em pases estrangeiros, com fora de instrumento

    pblico, legalizados e traduzidos na forma da lei e registrados no Registro de

    Ttulos e Documentos;

    V. cartas de sentenas, formais de partilhas, certides e mandados extrados de autos

    de processo judicial;

    VI. documentos pblicos previstos em lei, emanados de autoridades da Administrao

    Pblica;

    VII. contratos ou termos administrativos, assinados com a Unio, Estados, Municpios

    ou o Distrito Federal, no mbito de programas de regularizao fundiria e de

    programas habitacionais de interesse social, dispensado o reconhecimento de

    firma.

    1. Sero registrados os contratos e termos mencionados no inciso VII do caput

    assinados a rogo com a impresso dactiloscpica do beneficirio, quando este for

    analfabeto ou no puder assinar, acompanhados da assinatura de 2 (duas)

    testemunhas.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 323

    2. Os contratos ou termos administrativos mencionados no inciso VII do caput

    podero ser celebrados constando apenas o nome e o nmero de documento oficial

    do beneficirio, podendo sua qualificao completa ser efetuada posteriormente, no

    momento do registro do termo ou contrato, mediante simples requerimento do

    interessado dirigido ao registro de imveis.

    Art. 1022. Considerar-se-o irregulares, para efeito de matrcula, os ttulos nos quais a caracterizao do imvel no coincida com a constante no registro anterior.

    Art. 1023. No se reputaro imperfeitos os ttulos que corrigirem omisses ou atualizarem nomes de confrontantes mencionados em ttulos presentes, respeitado o princpio da

    continuidade.

    1. Entender-se- como atualizao dos confrontantes a referncia expressa aos

    anteriores e aos que os substituram.

    2. Sendo possvel, mencionar-se-o como confrontantes os prdios ou imveis

    confinantes, mediante indicao do nmero da matrcula ou do lote, desde que

    integrante de loteamento devidamente aprovado, ou da edificao, e no os seus

    proprietrios, observado o disposto no pargrafo antecedente.

    Art. 1024. Podero ser registrados, independente de devoluo ao apresentante para complementao ou retificao, os ttulos levados a registro com eventuais omisses de

    elementos determinados pela Lei n 6.015/73, se a lei no os exigia poca do negcio

    jurdico e de sua produo, bem como nos casos previstos no art. 213, inc. II, 13, da

    mesma lei.

    Art. 1025. Em todas as escrituras e em todos os atos relativos a imveis, bem como nas cartas de sentena e formais de partilha, o tabelio ou escrivo deve fazer referncia matrcula

    ou ao registro anterior, seu nmero e cartrio.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 324

    Pargrafo nico. Ficam sujeitas obrigao as partes que, por instrumento particular,

    celebrarem atos relativos a imveis.

    Art. 1026. Nas escrituras, lavradas em decorrncia de autorizao judicial, sero mencionados por

    certido, em breve relatrio com todas as mincias que permitam identific-los, os

    respectivos alvars.

    Art. 1027. O registrador exigir que, dos ttulos judiciais e extrajudiciais, pblicos ou particulares, destinados matrcula, registro ou averbao, constem todos os requisitos e elementos

    previstos na da Lei n 6.015/73.

    Art. 1028. Consideram-se irregulares os ttulos nos quais a caracterizao do imvel ou do titular do direito real no coincida com a que consta do registro da matrcula respectiva, ainda

    que tais erros ou omisses constem dos registros anteriores formalizados na vigncia da

    Lei de Registros Pblicos revogada.

    SEO II

    DOS TTULOS POR INSTRUMENTO PBLICO

    Art. 1029. Ser exigvel o instrumento ou a forma pblica dos ttulos para os seguintes atos de registro ou averbao:

    I. os negcios jurdicos que visem constituio, transferncia, modificao ou

    renncia de direitos reais sobre imveis de valor superior a 30 (trinta) vezes o

    maior salrio mnimo vigente no Pas, de acordo com o disposto no art. 108 do

    Cdigo Civil, no abrangidos pelas excees do artigo antecedente;

    II. os atos e instrumentos de permuta de terreno por rea construda nos contratos de

    incorporao imobiliria, regidos pela Lei n 4.591/1964;

    III. os atos e instrumentos de diviso do terreno em fraes ideais, destinao,

    especificao e atribuio de unidades imobilirias autnomas para a constituio

    de condomnio edilcio, de acordo com a exigncia do art. 108 do Cdigo Civil e

    da Lei n 4.591/1964;

    IV. os atos de desincorporao ou partilha de imveis em sociedade empresria, para

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 325

    retorno ou reverso dos bens ao patrimnio do scio ou acionista, para os efeitos

    do disposto no art. 1.055 do Cdigo Civil;

    V. as cartas ou documentos de arrematao ou adjudicao de imveis em leilo ou

    praa realizada sob a modalidade extrajudicial, em que no exista disposio legal,

    dispensando a celebrao por instrumento pblico;

    VI. os atos e contratos de alienao de imveis rurais a pessoa estrangeira, fsica ou

    jurdica, por fora do disposto no art. 8, da Lei n 5.709/1971

    SEO III

    DOS TTULOS PARTICULARES

    Art. 1030. Os ttulos particulares admitidos para os atos de registro ou averbao so os seguintes:

    I. os instrumentos relativos a negcios jurdicos que visem constituio,

    transferncia, modificao ou renncia de direitos reais sobre imveis de valor

    igual ou inferior a 30 (trinta) vezes o maior salrio mnimo vigente no Pas,

    prevalecendo, nesta hiptese, o valor de avaliao fiscal;

    II. os instrumentos particulares de promessa de compra e venda, cesso ou promessa

    de cesso, de acordo com o previsto no art. 25, da Lei n 6.766/1979;

    III. os contratos formalizados pelas entidades integrantes do Sistema Financeiro da

    Habitao - SFH, nos termos do art. 61, 5, da Lei n 4.380/1964;

    IV. os memoriais de incorporao de que trata o art. 32, da Lei n 4.591/1964;

    V. as convenes de condomnio edilcio e os respectivos regimentos internos,

    conforme disposto no art. 1.334, 1, do Cdigo Civil de 2002, que podero ser

    feitos por escritura pblica ou por instrumento particular;

    VI. as cartas de arrematao extradas de processo de leilo em execuo hipotecria

    extrajudicial, a teor do art. 37, do Decreto-Lei n 70/1966;

    VII. as cdulas de crdito rural constantes do art. 30 do Decreto-Lei n 167/1967;

    VIII. as cdulas de crdito industrial, de crdito exportao e de crdito comercial

    referidas no art. 29 do Decreto-Lei n 413/1969, na Lei n 6.313/1975 e na Lei n

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 326

    6.840/1980;

    IX. as cdulas de crdito bancrio reguladas na Lei n 10.931/2004;

    X. as cdulas hipotecrias sujeitas a averbao margem da matrcula

    correspondente, de acordo com os artigos 13 e 26 do Decreto-Lei n 70/1966;

    XI. os instrumentos de cauo e de cesso fiduciria de direitos relativos a imveis,

    regulados no Decreto-Lei n 70/1966;

    XII. os instrumentos particulares de contratos de compra e venda com pacto de

    alienao fiduciria, celebrado por empresas ou entidades integrantes do Sistema

    Financeiro Imobilirio - SFI, como previsto pela Lei n 9.514/1997;

    XIII. os contratos de compra e venda, quando parte do pagamento do preo seja

    decorrente de saldo da conta do adquirente no Fundo de Garantia por Tempo de

    Servio - FGTS, ainda que no exista parcela de financiamento pelo Sistema

    Financeiro da Habitao - SFH, regulada pela Lei n 4.380/1964 ou pelo Sistema

    de Financiamento Imobilirio - SFI nos termos da Lei n 9.514/1997;

    XIV. os contratos de mtuo com alienao fiduciria, de arrendamento mercantil e de

    cesso de crdito com garantia real, regulados pelo art. 38 da Lei n 9.514/1997,

    com a redao da Lei n 10.931/2004;

    XV. os contratos de compra e venda de imvel atravs de sistema de consrcio de

    bens, conforme previsto no art. 45, pargrafo nico, da Lei n 11.795/2008;

    XVI. as cdulas de crdito imobilirio - CCI, para averbao na matrcula

    correspondente, de acordo com o art. 18, 5, da Lei n 10.931/2004;

    XVII. os termos de securitizao de crditos imobilirios, quando submetidos a

    regime fiducirio conforme previsto no art. 23, da Lei n 10.931/2004;

    XVIII. o termo ou documento de constituio de patrimnio de afetao, referido no

    art. 31-B, da Lei n 4.591/1964, com a redao da Lei n 10.931/2004;

    XIX. os contratos particulares de locao de imvel, para fins de vigncia do

    contrato de locao, em caso de alienao, nos termos do art. 8, ou de

    adjudicao, quando no observado o direito de preferncia previsto no art. 33,

    ambos da Lei n 8.245/1991;

    XX. os ttulos de constituio e contratos de penhor industrial, mercantil, rural e

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 327

    pecurio, ou penhor de mquinas, equipamentos, animais e produtos

    industrializados, nos termos do previsto nos artigos 1.438, 1.447 e 1.448 do

    Cdigo Civil;

    XXI. as atas de assemblias gerais registradas na Junta Comercial ou certido dos

    atos constitutivos de companhia, emitida pelo Registro do Comrcio em que

    foram arquivados, contendo a descrio dos bens com que o subscritor tiver

    contribudo para a formao do capital social por incorporao ou conferncia

    nas sociedades annimas, conforme previso do art. 98, da Lei n 6.404/1976;

    XXII. as certides emitidas pelo Registro do Comrcio, da incorporao, fuso ou

    ciso, referentes aos efeitos da sucesso, decorrente da operao, nos bens,

    direitos e obrigaes das sociedades annimas, a teor do art. 234, da Lei n

    6.404/1976;

    XXIII. as certides dos atos de constituio e de alterao de sociedades empresrias,

    emitidas pela Junta Comercial, que ser o documento hbil para a transferncia

    dos bens com que o subscritor tiver contribudo para a formao ou aumento

    do capital social, nos termos do art. 64, da Lei n 8.934/1994;

    XXIV. os requerimentos ou peties protocolados para fins de averbao de mudana

    do estado civil ou da situao pessoal das partes, bem como para alterao da

    situao do imvel por acesso ou descrio de cmodos, benfeitorias,

    plantaes e culturas em imveis rurais ou retificao de rea, limites e

    confrontaes.

    Art. 1031. Quando o ato registral (matrcula, registro e averbao) for oriundo de instrumento particular, o registrador dever exigir o original e arquivar uma via, inclusive dos

    documentos com ele apresentados, os quais devero ser apresentados em cpias

    autenticadas.

    1. Nos instrumentos particulares formalizados por fora de autorizao judicial, esta

    dever ser apresentada em via original.

    2. O ttulo de natureza particular, apresentado em uma s via, ficar arquivado no

    cartrio, em cpia fsica ou eletrnica, fornecendo o oficial, a pedido, certido de

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 328

    inteiro teor do referido ttulo.

    3. O instrumento particular dever estar acompanhado de cpia autenticada dos

    documentos de identificao das partes e da certido de propriedade e nus do

    imvel.

    4. O ttulo ou instrumento particular, firmado por pessoa jurdica ou procurador de

    pessoa natural, somente ser admitido a registro mediante prova da representao

    legal do signatrio, por procurao pblica ou instrumento particular com firma

    reconhecida.

    5. A procurao ou mandato ter a mesma forma exigida para o ato a ser praticado,

    por instrumento pblico, quando exigvel a forma pblica, ou instrumento

    particular, se admissvel o registro com a parte representada por procurao

    particular.

    6. Os escritos particulares autorizados em lei, assinados pelas partes e testemunhas,

    devem ser apresentados com as firmas reconhecidas, dispensado o

    reconhecimento quando se tratar de atos praticados por entidades vinculadas ao

    Sistema Financeiro da Habitao.

    7. No ser admitido o registro ou averbao de instrumento particular se um dos

    interessados:

    a) no puder ou no souber escrever;

    b) no souber a lngua nacional;

    c) necessitar de representante a rogo;

    d) ou se lhe faltar quaisquer dos requisitos para sua validade elencados no art.

    166, do Cdigo Civil Brasileiro.

    Art. 1032. admissvel o registro de instrumento particular relativo a negcios jurdicos que visem

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 329

    constituio, transferncia, modificao ou renncia de direitos reais sobre imveis de

    valor igual ou inferior a 30 (trinta) vezes o maior salrio mnimo vigente no Pas,

    prevalecendo, nesta hiptese, o valor de avaliao fiscal;

    Pargrafo nico. Para efeito do caput deste artigo, prevalecer o maior valor, entre

    aquele atribudo pelas partes e o da avaliao fiscal.

    Art. 1033. O instrumento particular, no que couber, dever obedecer aos requisitos de contedo do art. 215, 1 e incisos do Cdigo Civil, dele devendo constar, em especial:

    I. para as pessoas fsicas, o nome, nacionalidade, estado civil, profisso, domiclio

    e residncia das partes, testemunhas e demais comparecentes, com a indicao do

    regime de bens do casamento e o nome do outro cnjuge ou do companheiro, e o

    nmero das cdulas de identidade no Registro Geral e de inscrio no Cadastro

    de Pessoas Fsicas (CPF);

    II. para as pessoas jurdicas, o nome empresarial, a sede e o seu endereo completo,

    nmero de inscrio no Cadastro Nacional de Pessoas Jurdicas (CNPJ) e o nome

    e qualificao completa dos seus diretores, administradores, representantes legais

    e procuradores, com os mesmos requisitos para a identificao das pessoas

    fsicas, previsto no inciso anterior;

    III. a descrio precisa e detalhada do imvel, de acordo com o constante na

    respectiva matrcula, em respeito ao princpio da especialidade objetiva;

    IV. declarao dos vendedores, alienantes ou garantidores, sob as penas da lei, da

    plena e integral disponibilidade sobre o imvel objeto do negcio jurdico;

    V. o valor declarado do negcio jurdico e as condies de pagamento, com os

    instrumentos e clusulas de garantia real, se houver;

    VI. a referncia ao cumprimento das exigncias legais e fiscais inerentes prtica do

    ato, inclusive declarao de regularidade perante a Previdncia Social e

    transcrio, no corpo do contrato, dos dados bsicos dos processos

    administrativos de recolhimento do imposto de transmisso incidente e do

    laudmio e da certido de transferncia do aforamento, no caso de terreno de

    Marinha;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 330

    VII. assinatura das partes e dos demais comparecentes;

    VIII. a presena de 2 (duas) testemunhas do ato, devidamente qualificadas de acordo

    com o inciso I deste artigo;

    IX. a data e o local de sua celebrao.

    Pargrafo nico. Nos ttulos e documentos particulares, mesmo com fora de escritura

    pblica, apresentados para registro ou averbao, ser sempre obrigatrio o

    reconhecimento de firma, sendo esta dispensada, para registro, se neles intervier

    agente do Sistema Financeiro da Habitao SFH, ou quando houver previso legal.

    SEO IV

    DOS TTULOS JUDICIAIS

    Art. 1034. Os ttulos judiciais admitidos a registro, so os seguintes, extrados dos respectivos processos:

    a) cartas de arrematao e de adjudicao em hasta pblica;

    b) cartas de sentena;

    c) formais de partilha;

    d) mandados;

    e) certides.

    Art. 1035. Os Ttulos judiciais sero recepcionados e prenotados para surtir todos os efeitos legais, atendidos os requisitos essenciais de qualificao registral, em particular os da

    especialidade objetiva e subjetiva e da continuidade.

    1. Havendo necessidade de orientao ao registrador para cumprimento da ordem

    judicial, esta ser dirigida ao Juzo que a proferiu, ficando a prenotao

    prorrogada at a resposta daquele Juzo.

    2. No existindo fato impeditivo ao registro e no tendo sido remetido ou informado o

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 331

    valor dos emolumentos e taxas devidas, no sendo caso de iseno ou de

    dispensa do seu adiantamento, dever essa situao ser comunicada ao Juzo que

    expediu o mandado, esclarecendo que a formalizao do registro ser efetivada

    mediante o pagamento dos emolumentos correspondentes, cujo valor dever ser

    desde logo indicado.

    3. A prenotao dos mandados ficar, automaticamente, prorrogada at a soluo

    definitiva da pendncia judicial, com as providncias que forem, ento,

    determinadas ou a revogao da ordem neles contida.

    4. Sempre que houver razo impeditiva do cumprimento da ordem judicial, cabe ao

    Oficial suscitar o incidente de dvida ao Juzo da Vara de Registros Pblicos,

    independentemente de requerimento da parte.

    5. Fica dispensada a exigncia de reconhecimento de firma dos signatrios de

    Mandados Judiciais.

    6. As determinaes judiciais formalizadas por certido, desde que contenham os

    requisitos necessrios passveis de cumprimento pelos Oficiais de Registro,

    substituem os Mandados Judiciais.

    7. No sendo procedido o pagamento dos emolumentos no prazo legal, a

    prenotao ser cancelada, salvo no caso do exequente interessado ser

    beneficirio da gratuidade ou representado por defensor pblico ou de assistncia

    judiciria.

    Art. 1036. O Oficial de Registro recepcionar como vlido o mandado assinado por chefe, diretor de secretaria ou escrivo, quando autorizado pelo Juiz, devendo esta informao constar

    do prprio mandado.

    Art. 1037. Os mandados oriundos de outras comarcas e os mandados da Justia do Trabalho e da

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 332

    Justia Federal, somente, sero submetidos jurisdio do Juiz da Vara dos Registros

    Pblicos na Capital ou do Juiz Corregedor Permanente, nas comarcas do interior, quando

    houver razo impeditiva do cumprimento da ordem, cabendo ao Oficial suscitar o

    incidente de dvida, independentemente de requerimento.

    Art. 1038. No caso de usucapio, os requisitos da matrcula devem constar do mandado judicial.

    Pargrafo nico. Na ao de usucapio especial, se deferida a assistncia judiciria

    gratuita, o benefcio extensivo ao registro imobilirio.

    Art. 1039. Quando o registrador receber comunicaes de indisponibilidade de bens, inclusive as relativas a diretores e ex-administradores de sociedades em regime de interveno ou

    liquidao extrajudicial, dever efetuar o lanamento no Livro 5 (Indicador Pessoal),

    ainda que a pessoa no possua imvel ou direitos reais sobre imveis registrados na

    serventia.

    CAPTULO VIII

    DAS PESSOAS

    SEO I

    DAS DISPOSIES COMUNS RELATIVAS S PESSOAS

    Art. 1040. O registro e a averbao podero ser provocados ou requeridos perante o Cartrio de Registro Imobilirio por qualquer pessoa com interesse no ato, incumbindo-lhe as

    despesas respectivas.

    1. Nos atos a ttulo gratuito, o registro pode tambm ser promovido pelo

    transferente ou alienante, acompanhado da prova de aceitao do beneficiado.

    2. O registro do penhor rural independe do consentimento do credor hipotecrio.

    Art. 1041. Os ttulos apresentados para registro devem conter a perfeita identificao e qualificao das pessoas, fsicas ou jurdicas, nele referidas, em atendimento ao princpio da

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 333

    especialidade subjetiva.

    Art. 1042. So considerados, para fins de escriturao na matrcula, credores e devedores, respectivamente:

    I. nas servides, o dono do prdio dominante, como credor e, o dono do prdio

    serviente, como devedor;

    II. no uso, o usurio, como credor e, o proprietrio, como devedor;

    III. na habitao, o habitante, como credor e, o proprietrio, como devedor;

    IV. na anticrese, o mutuante, como credor e, o muturio, como devedor;

    V. no usufruto, o usufruturio, como credor e, o nu-proprietrio, como devedor;

    VI. na enfiteuse, o senhorio, como credor e, o enfiteuta, como devedor;

    VII. na constituio de renda, o beneficirio, como credor e, o rendeiro censurio,

    como devedor;

    VIII. na locao, o locatrio, como credor, e o locador, como devedor;

    IX. nas promessas de compra e venda, o promitente comprador, como credor, e o

    promitente vendedor, como devedor;

    X. nas penhoras e aes, o autor, como credor e, o ru, como devedor;

    XI. nas cesses de direitos, o cessionrio, como credor e, o cedente, como devedor;

    XII. nas promessas de cesso de direitos, o promitente cessionrio, como credor, e o

    promitente cedente, como devedor.

    Art. 1043. No constando, por qualquer motivo, do ttulo, da certido ou do registro anterior, os elementos indispensveis identificao das pessoas, podero os interessados requerer

    sua complementao, mediante apresentao dos documentos oficiais, no original ou em

    cpia autenticada.

    Pargrafo nico. Havendo necessidade de produo de outras provas, a insero dos

    elementos identificadores das pessoas ser feita mediante retificao, por despacho

    judicial.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 334

    SEO II

    DAS PESSOAS FSICAS

    Art. 1044. A qualificao do proprietrio ou titular de direito real sobre o imvel, pessoa fsica, dever conter os seguintes dados:

    I. nome completo, sem abreviaturas;

    II. nacionalidade;

    III. estado civil e, sendo casado, o nome e qualificao do cnjuge, o regime de bens

    e a data do casamento;

    IV. se conviver em unio estvel, assim declarado ou judicialmente comprovado,o

    nome e qualificao do companheiro(a);

    V. profisso ou ocupao principal;

    VI. nmero de inscrio no Cadastro das Pessoas Fsicas (CPF) da Receita Federal;

    VII. nmero da cdula de identidade no Registro Geral (RG) ou documento de

    identidade profissional;

    VIII. municpio de domiclio residencial ou profissional.

    1. O nmero de inscrio no Cadastro de Pessoas Fsicas (CPF) do Ministrio da

    Fazenda obrigatrio para o registro dos atos de transmisso ou onerao de

    bens imveis ou de direitos a eles relativos, dos quais o Notrio ou Registrador

    de Imveis devam expedir a Declarao sobre Operao Imobiliria - DOI.

    2. obrigatria a inscrio no Cadastro de Pessoas Fsicas (CPF) das pessoas fsicas

    estrangeiras, ainda que residentes no exterior, quando forem titulares de bens e

    direitos sujeitos a registro pblico, inclusive imveis.

    3. No caso de menor de idade, alm da filiao e data de nascimento, obrigatrio o

    lanamento do nmero de inscrio no Cadastro das Pessoas Fsicas (CPF) do

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 335

    Ministrio da Fazenda.

    4. Havendo pacto antenupcial dever ser mencionado o nmero de seu registro no

    Livro 3 Registro Auxiliar, perante o Cartrio de Registro de Imveis

    competente.

    5. dispensvel a anuncia do cnjuge no ttulo sujeito ao registro quando casado

    pelo regime da separao consensual de bens, ainda que o casamento tenha sido

    celebrado anteriormente vigncia do Cdigo Civil de 2002.

    SEO III

    DAS PESSOAS JURDICAS

    Art. 1045. A qualificao da pessoa jurdica de direito privado compreende:

    I. nome completo, admitidas as abreviaturas e siglas de uso corrente e a sua

    natureza jurdica, como associao civil, fundao, sociedade empresria,

    sociedade simples, organizao no governamental (ONG) ou organizao da

    sociedade civil de interesse social (OSCIP);

    II. nacionalidade, o municpio de domiclio da sua sede social, da matriz ou

    estabelecimento filial em que estiver registrado o imvel, sem necessidade de se

    referir ao endereo;

    III. o nome completo com as respectivas qualificaes do representante legal da

    Pessoa Jurdica;

    IV. o nmero de inscrio no Cadastro Nacional de Pessoas Jurdicas (CNPJ) da

    Receita Federal.

    1. A representao da pessoa jurdica ou de seu procurador dever ser demonstrada

    atravs do contrato social ou do estatuto e suas ltimas alteraes, com ata de

    eleio dos seus dirigentes ou administradores, se for o caso, ou certido

    atualizada, com prazo de at 30(trinta) dias, expedida pela Junta Comercial ou

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 336

    Cartrio de Registro Civil das Pessoas Jurdicas.

    2. Na hiptese de o imvel ser adquirido com recursos e em nome de empresa

    individual, equiparada, pela legislao tributria, s pessoas jurdicas, alm dos

    requisitos constantes neste artigo, a matrcula dever fazer meno aos dados de

    qualificao do empresrio titular da firma individual, do modo como exigido

    para a qualificao das pessoas fsicas.

    Art. 1046. A pessoa jurdica de direito pblico dever ser qualificada do seguinte modo:

    I. o nome do ente federativo da administrao direta ou a denominao da entidade

    da administrao indireta autrquica ou fundacional;

    II. o municpio de domiclio da sua sede;

    III. o nmero de inscrio do Cadastro Nacional de Pessoas Jurdicas (CNPJ) da

    Receita Federal.

    1. A representao da pessoa jurdica de direito pblico dever constar de ato ou

    portaria de nomeao ou designao, publicado no dirio oficial ou dirio

    eletrnico, expedida pela autoridade competente.

    2. Para os efeitos registrais, o proprietrio do imvel de ente federativo da

    administrao direta, como a Unio, Estados ou Municpios, ser registrado em

    nome do prprio ente, ainda que seu uso ou destinao venha a ser afetado a um

    determinado rgo do Poder, como o Executivo, Legislativo ou Judicirio ou,

    ainda, aos rgos auxiliares como o Ministrio Pblico ou o Tribunal de Contas.

    Art. 1047. obrigatria a inscrio no Cadastro Nacional das Pessoas Jurdicas (CNPJ) da pessoa jurdica com sede no exterior que adquirir ou alienar imvel sujeito a registro

    imobilirio.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 337

    CAPTULO IX

    DO REGISTRO

    SEO I

    DAS DISPOSIES GERAIS

    Art. 1048. Na designao genrica de registro, consideram-se englobadas a inscrio e a transcrio a que se referem s leis civis.

    Art. 1049. Nenhum registro poder ser feito sem que o imvel a que se referir esteja matriculado.

    Art. 1050. Ainda que o imvel esteja matriculado, no se far registro que dependa da apresentao de ttulo anterior, a fim de que se preserve a continuidade do registro.

    Art. 1051. No Registro de Imveis, alm da matrcula, sero feitos os registros dos atos previstos em lei, dentre os quais:

    1) instituio de bem de famlia;

    2) hipotecas legais, judiciais e convencionais:

    hipoteca comum;

    hipoteca cedular:

    cdula de crdito rural;

    cdula de crdito industrial;

    cdula de crdito comercial;

    cdula de crdito exportao;

    cdula do produto rural;

    cdula de crdito bancrio;

    hipoteca judicial;

    hipoteca de vias frreas;

    3) contratos de locao de prdios, nos quais tenha sido consignada clusula de

    vigncia em caso de alienao da coisa locada;

    4) penhor de mquinas e de aparelhos utilizados na indstria, instalados e em

    funcionamento, com os respectivos pertences ou sem eles (penhor industrial);

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 338

    5) penhoras, arrestos e sequestros de imveis;

    6) servides em geral;

    7) usufruto e uso sobre imveis e habitao, quando no resultarem do direito de

    famlia;

    8) rendas constitudas sobre imveis ou a eles vinculadas por disposio de ltima

    vontade;

    9) contratos de compromisso de compra e venda de cesso deste e de promessa de

    cesso, com ou sem clusula de arrependimento, que tenham por objeto imveis

    no-loteados e cujo preo tenha sido pago no ato de sua celebrao, ou deva s-lo

    a prazo, de uma s vez ou em prestaes;

    10) anticrese;

    11) convenes antenupciais;

    12) cdulas de crdito rural;

    13) cdulas de crdito industrial;

    14) cdulas de crdito exportao;

    15) cdulas de crdito comercial;

    16) cdulas do produto rural;

    17) contratos de penhor rural;

    18) incorporaes, instituies e convenes de condomnio;

    19) contratos de promessa de venda, cesso ou promessa de cesso de unidades

    autnomas condominiais a que alude a Lei n 4.591, de 16.12.1964, quando a

    incorporao ou a instituio de condomnio se formalizar na vigncia da Lei n

    6.015/73;

    20) dos loteamentos urbanos e rurais;

    21) contratos de promessa de compra-e-venda de terrenos loteados em conformidade

    com o Decreto-Lei n 58, de 10.12.1937 e, respectiva cesso e promessa de

    cesso, quando o loteamento se formalizar na vigncia da Lei n 6.015/73;

    22) citaes de aes reais ou pessoais reipersecutrias, relativas a imveis;

    23) julgados e atos jurdicos entre vivos que dividirem imveis ou os demarcarem

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 339

    inclusive nos casos de incorporao que resultarem em constituio de

    condomnio e atriburem uma ou mais unidades aos incorporadores;

    24) das sentenas que nos inventrios, arrolamentos e partilhas, adjudicarem bens de

    raiz em pagamento das dvidas da herana;

    25) dos atos de entrega de legados de imveis, dos formais de partilha e das

    sentenas de adjudicao em inventrio ou arrolamento quando no houver

    partilha;

    26) da arrematao e da adjudicao em hasta pblica;

    27) das sentenas declaratrias de usucapio;

    28) compra-e-venda pura e condicional;

    29) permuta;

    30) dao em pagamento;

    31) transferncia de imvel sociedade, para integralizar quota de capital;

    32) doao entre vivos;

    33) desapropriao amigvel e das sentenas que, em processo de desapropriao,

    fixarem o valor da indenizao;

    34) remio;

    35) alienao fiduciria em garantia de coisa imvel;

    36) imisso provisria na posse e respectiva cesso e promessa de cesso, quando

    concedido Unio, Estados, Distrito Federal, Municpios ou suas entidades

    delegadas, para a execuo de parcelamento popular, com finalidade urbana,

    destinado s classes de menor renda;

    37) termos administrativos ou das sentenas declaratrias da concesso de uso

    especial para fins de moradia;

    38) constituio do direito de superfcie de imvel urbano;

    39) contrato de concesso de direito real de uso de imvel pblico;

    40) penhor mercantil;

    41) da legitimao de posse;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 340

    42) da converso da legitimao de posse em propriedade, prevista no art. 60 da Lei

    n 11.977, de 7 de julho de 2009;

    43) outros atos, fatos ou ttulos previstos em lei.

    SEO II

    DO BEM DE FAMLIA

    Art. 1052. O bem de famlia voluntrio ou convencional far-se- por escritura pblica declarando o instituidor que determinado prdio se destina a domiclio de sua famlia e ficar

    isento de execuo por dvidas posteriores sua instituio, salvo as que provierem de

    tributos relativos ao prdio, ou de despesas de condomnio, devendo o Oficial de

    Registro Imobilirio recusar qualquer ato de penhora ou constrio sobre o imvel

    institudo como bem de famlia, salvo por determinao judicial que tenha por objeto a

    desconstituio do bem de famlia.

    1. A iseno ou imunidade de garantia do bem de famlia previsto neste artigo

    durar enquanto viver um dos cnjuges ou, na falta destes, at que os filhos

    completem a maioridade.

    2. A dissoluo da sociedade conjugal, averbada no Cartrio de Registro

    Imobilirio, no extingue o bem de famlia.

    3. Dissolvida a sociedade conjugal pela morte de um dos cnjuges, o sobrevivente

    poder pedir a extino do bem de famlia, se for o nico bem do casal.

    4. Extingue-se o bem de famlia a opo dos interessados, com a morte de ambos os

    cnjuges e a maioridade dos filhos, desde que no sujeitos a curatela, mediante

    instrumento prprio ou autorizao judicial nos casos previstos em lei.

    Art. 1053. O imvel constitudo como bem da famlia deve servir como domiclio familiar, e somente pode ser alienado por autorizao judicial, com o consentimento dos

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 341

    interessados e seus representantes legais, ouvido o Ministrio Pblico.

    Art. 1054. O imvel residencial prprio do casal, ou da entidade familiar, impenhorvel e no responder por qualquer tipo de dvida civil, comercial, fiscal, previdenciria ou de

    outra natureza, contrada pelos cnjuges ou pelos pais ou filhos que sejam seus

    proprietrios e nele residam, reconhecido como bem de famlia legal, nos termos da

    Lei n 8.009/1990.

    Pargrafo nico. O bem de famlia legal no ser objeto de registro ou averbao no

    Cartrio de Imveis.

    Art. 1055. Para inscrio do bem de famlia, o instituidor apresentar ao oficial do registro a escritura pblica de instituio:

    I. Recebida a escritura, o ttulo ser imediatamente prenotado, recebendo o nmero

    de ordem, no Livro Um, conforme preceitua o artigo 182 da Lei n 6.015/73 e

    independentemente de requerimento expresso do instituidor ou interessado, o

    oficial dar recibo ao apresentante.

    II. Protocolizado, ter o oficial, segundo a lei, prazo de 30 dias para o exame formal

    do ttulo, no estando em termos, apresentar por escrito, de forma clara e

    objetiva e de uma s vez, todos os motivos da recusa, para que o apresentante

    cumpra as exigncias necessrias para a regularizao do ttulo, se quiser.

    III. No se conformando com elas ou no podendo cumpri-las, poder requerer a

    suscitao de dvida para ser dirimida pelo juzo competente, nos termos do

    artigo 198 e seguintes da Lei n 6.015/73.

    IV. No existindo dvidas ou se elas tiverem sido sanadas pelo interessado, ou ainda,

    se ocorrer de a dvida ter sido julgada improcedente, o oficial, nos termos do

    artigo 262 da Lei n 6.015/73, elaborar o edital a ser publicado, que conter os

    requisitos impostos pelo artigo 262, I e II, da mencionada lei.

    Art. 1056. Inexistindo razo para dvida, far-se- a publicao, em forma de edital, contendo:

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 342

    I. o resumo da escritura, nome, naturalidade e profisso do instituidor, data do

    instrumento e nome do Tabelio responsvel pela lavratura, situao e

    caractersticas do imvel, e

    II. o aviso de que, julgando-se algum prejudicado, dever, dentro de 30 (trinta)

    dias, contados da data da publicao, reclamar contra a instituio, por escrito e

    perante o Oficial.

    Pargrafo nico: A publicao do edital de que trata este artigo ser feita por uma

    nica vez em jornal local de grande circulao e, falta, na imprensa da Capital do

    Estado.

    Art. 1057. Findo o prazo de 30 dias, no ocorrendo reclamao:

    I. O oficial levar a termo o registro da escritura, registrando-a integralmente no

    Livro 3 - Registro Auxiliar

    II. Proceder-se- ao registro no Livro 2, na matrcula do imvel objeto da

    instituio, com remisses recprocas,

    III. Arquivar-se- um exemplar do jornal em que a publicao exigida houver sido

    feita juntamente com cpia da escritura de instituio.

    IV. Restituir-se- o instrumento ao apresentante, com a nota de registro.

    Art. 1058. Apresentada a reclamao, dela fornecer-se-, ao instituidor, cpia autntica, restituindo-se-lhe a escritura, com a declarao de suspenso do registro e

    cancelamento da prenotao.

    1. O instituidor poder requerer ao Juiz que ordene o registro, sem embargo da

    reclamao.

    2. Se o magistrado determinar o registro, ressalvar ao reclamante o direito de

    recorrer ao competente para anular a instituio, ou de fazer execuo sobre

    o prdio institudo, na hiptese de tratar-se de dvida anterior e cuja soluo

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 343

    restou inexequvel, em virtude do ato da instituio.

    3. A deciso do Juiz que determinar o registro da instituio ser irrecorrvel e, se

    deferir o pedido ser transcrito integralmente, juntamente com o instrumento.

    Art. 1059. Quando o bem de famlia for institudo juntamente com a transmisso da propriedade (Decreto-Lei n 3.200, de 19 de abril de 1941, art. 8, 5), a inscrio far-se-

    imediatamente aps o registro da transmisso ou, se for o caso, com a matrcula.

    Pargrafo nico. A clusula do bem de famlia poder ser cancelada por sentena

    judicial.

    Art. 1060. O Oficial dever observar se no ato da escritura foi apresentada certido do imvel

    objeto da instituio, devidamente atualizada, bem como declarao do instituidor

    sobre a existncia de dvidas de quaisquer naturezas.

    Pargrafo nico. Responder o instituidor, sob as penas da lei, acerca da declarao

    firmada na escritura pblica.

    SEO III

    DAS HIPOTECAS

    Art. 1061. O registro de hipoteca convencional valer pelo prazo de vinte anos, findo o qual somente ser mantido o nmero anterior se reconstituda por novo ttulo e novo

    registro.

    Pargrafo nico. Mediante simples averbao, requerida por ambas as partes, poder

    prorrogar-se a hipoteca, at 20 (vinte) anos da data do contrato original.

    Art. 1062. O Registrador recusar pedido de registro de escritura pblica de hipoteca lavrada com o descumprir do disposto no art. 1.424 do Cdigo Civil Brasileiro, se no expressar o

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 344

    valor do crdito, sua estimao ou valor mximo.

    Art. 1063. O registro da hipoteca representa, em favor do credor, direito real de garantia, somente podendo ser constituda pelo proprietrio com poderes de disposio e onerao sobre

    o imvel.

    1. A hipoteca abrange todas as acesses, benfeitorias, melhoramentos ou

    construes do imvel, inclusive das unidades imobilirias autnomas edificadas

    sobre o lote de terreno, antes ou depois da constituio da garantia real.

    2. Subsistem os nus reais constitudos e registrados, anteriormente hipoteca,

    sobre o mesmo imvel.

    Art. 1064. Podem ser objeto de hipoteca, para fins de registro no Cartrio de Imveis:

    I. os imveis e os acessrios dos imveis, conjuntamente com eles;

    II. o domnio direto;

    III. o domnio til;

    IV. as estradas de ferro;

    V. os recursos naturais a que se refere o art. 1.230 do Cdigo Civil,

    independentemente do solo onde se acham;

    VI. os navios;

    VII. as aeronaves;

    VIII. o direito de uso especial, para fins de moradia;

    IX. o direito real de uso;

    X. a propriedade superficiria.

    Art. 1065. A hipoteca ser registrada no cartrio do lugar do imvel ou no de cada um deles, se o ttulo se referir a mais de um.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 345

    Pargrafo nico. Compete ao credor ou interessado, exibindo o ttulo, requerer o

    registro da hipoteca.

    Art. 1066. Os registros e averbaes sobre o imvel hipotecado seguiro a ordem em que forem

    requeridos, verificados pela numerao sucessiva no Livro 1 - Protocolo.

    Pargrafo nico. O nmero de ordem no Livro 1 - Protocolo determina a prioridade e

    esta, a preferncia entre as hipotecas.

    Art. 1067. O proprietrio ou titular do domnio sobre o imvel hipotecado pode constituir outra hipoteca sobre ele, mediante novo ttulo, em favor do mesmo ou de outro credor.

    1. As hipotecas sero graduadas de acordo com a ordem estabelecida no ttulo de

    constituio, por um ou diferentes credores, como hipoteca de primeiro grau,

    segundo grau, terceiro grau e, assim por diante.

    2. Somente podero ser constitudas novas hipotecas sobre as anteriores no caso de

    o valor do imvel ser igual ou superior soma das dvidas garantidas pela

    hipoteca, sendo vedado o registro de hipotecas sucessivas quando o somatrio

    das dvidas, perante um mesmo ou diverso credor, ultrapassar ou for superior ao

    valor do imvel.

    3. Para efeito de determinao do valor do imvel hipotecado, conforme previsto no

    pargrafo antecedente, dever ser observado um dos seguintes critrios de

    avaliao:

    a) o valor venal fixado pelo cadastro imobilirio da Prefeitura Municipal;

    b) o valor constante do inventrio no balano patrimonial da pessoa jurdica ou

    sociedade empresria, assinado por profissional contabilista e autenticado

    pela Junta Comercial;

    c) o valor constante da declarao do imposto de renda da pessoa fsica;

    d) o valor declarado pelo devedor, se constante de laudo de avaliao elaborado

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 346

    por profissional habilitado ou empresa especializada, com a expressa

    anuncia do credor.

    Art. 1068. Apresentado ttulo de segunda hipoteca, com referncia expressa existncia de outra

    anterior, o oficial, depois de prenot-lo, aguardar durante 30 (trinta) dias que os

    interessados na primeira promovam a inscrio.

    Pargrafo nico. Esgotado o prazo previsto neste artigo, que correr da data da

    prenotao, sem que seja apresentado o ttulo anterior, o segundo ttulo da hipoteca

    ser inscrito e obter preferncia sobre o primeiro ttulo.

    Art. 1069. No sero registradas, no mesmo dia, duas hipotecas, ou uma hipoteca e outro direito real, sobre o mesmo imvel, em favor de pessoas diversas, salvo se as escrituras, do

    mesmo dia, indicarem, em carter excepcional, a hora em que foram lavradas.

    Art. 1070. Na escritura ou contrato de constituio da hipoteca, devero constar, sob pena de no ter eficcia e no ser admitida para registro:

    I. o valor do crdito, sua estimao ou valor mximo;

    II. o prazo fixado para pagamento da dvida;

    III. a taxa dos juros e atualizao monetria, se pactuada;

    IV. o bem dado em garantia com as suas especificaes;

    V. o valor do imvel hipotecado, o qual, devidamente atualizado, servir de base

    para a arrematao, adjudicao e remio, dispensada nova avaliao.

    Pargrafo nico. No caso do proprietrio do imvel, dado em hipoteca ser pessoa

    jurdica, dever este apresentar, na celebrao da escritura, a Certido Negativa de

    Dbito da Previdncia Social (CND) e a Certido conjunta da Receita Federal do

    Brasil e Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, no sendo exigveis para a empresa

    devedora quando no seja a hipotecante do imvel.

    Art. 1071. O Oficial do Registro far a prenotao do pedido de registro de hipoteca, ainda que

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 347

    exista dvida sobre a legalidade .

    1. Se a dvida, dentro em 90 (noventa) dias, for julgada improcedente, o registro

    ser efetuado com o mesmo nmero que teria na data da prenotao.

    2. Em caso contrrio, sendo julgada procedente a dvida e cancelada a hipoteca,

    esta receber o registro com o nmero correspondente data em que se tornar a

    requerer.

    Art. 1072. A hipoteca convencional livremente constituda pelo proprietrio, por meio de acordo entre credor e devedor da obrigao principal, podendo ser submetida ao

    registro imobilirio.

    Art. 1073. A hipoteca legal ser registrada mediante a apresentao do mandado judicial.

    Art. 1074. A hipoteca decorrente de deciso judicial prevista no art. 466 do Cdigo de Processo Civil.

    Pargrafo nico. A hipoteca judicial ser registrada mediante a apresentao do

    mandado judicial.

    Art. 1075. So requisitos do mandado para o registro da hipoteca legal ou judicial:

    I. nome do juiz que a determinar;

    II. natureza e nmero do processo;

    III. nome e qualificao das partes envolvidas, de forma completa (CPF, identidade,

    regime de casamento, profisso, residncia e domiclio etc.);

    IV. indicao do imvel, com suas caractersticas essenciais, inclusive o nmero da

    matrcula e/ou transcrio/inscrio;

    V. especificao do valor do dbito que se pretende garantir, e

    VI. conferncia das peas que acompanharem o mandado, assinadas pelo Juiz ou

    Escrivo.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 348

    Art. 1076. A hipoteca extingue-se:

    I. pela extino da obrigao principal;

    II. pelo perecimento da coisa;

    III. pela resoluo da propriedade;

    IV. pela renncia do credor;

    V. pela remio;

    VI. pela arrematao ou adjudicao.

    Art. 1077. Extingue-se, ainda, a hipoteca com a averbao, no Cartrio de Imveis, do cancelamento do registro, vista da respectiva prova.

    Art. 1078. Para o cancelamento da hipoteca proveniente de financiamento do Sistema Financeiro Habitacional, Sistema Hipotecrio, Cdulas de Crditos Hipotecrios (Rural,

    Comercial, Industrial, e de Exportao), basta a simples apresentao do ofcio do

    Credor Hipotecrio, determinando expressamente o nmero do registro, cdula ou

    averbao a ser cancelado.

    1. O ofcio do Credor dever estar assinado por pessoa devidamente habilitada para

    autorizar o cancelamento do nus hipotecrio, com firma reconhecida, juntando-

    se cpia autenticada da procurao onde estejam especificados, com clareza, os

    poderes do representante do Credor Hipotecrio,

    2. Ficam dispensados do reconhecimento de firmas, quando se tratar de atos

    praticados por entidades vinculadas ao Sistema Financeiro da Habitao,

    conforme ressalvado pelo disposto no art. 221, inciso II, da Lei n. 6.015/73.

    Art. 1079. No extinguir a hipoteca, devidamente registrada, a arrematao ou adjudicao, sem

    que tenham sido notificados judicialmente os respectivos credores hipotecrios, que

    no forem de qualquer modo partes na execuo.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 349

    Art. 1080. O cancelamento da hipoteca somente pode ser promovido:

    I. vista de autorizao expressa ou declarao de quitao outorgada pelo credor

    ou seu sucessor, em instrumento pblico ou particular, com firma reconhecida;

    II. em razo de procedimento administrativo ou contencioso, no qual o credor tenha

    sido intimado;

    III. na conformidade da legislao referente s cdulas hipotecrias.

    Pargrafo nico. Decorridos 20 (vinte) anos sem a renovao da hipoteca, esta poder

    ser cancelada, por requerimento do devedor ou terceiro interessado.

    SEO IV

    DOS CONTRATOS DE LOCAO

    Art. 1081. O contrato de locao, com clusula expressa de vigncia no caso de alienao do imvel, ser registrado no 2 - Livro Registro Geral e consignar, tambm, o seu valor,

    a renda, o prazo, o tempo e o lugar do pagamento, bem como pena convencional.

    1. O contrato de locao pode ser ajustado por qualquer prazo, dependendo de vnia

    conjugal se igual ou superior a 10 (dez) anos.

    2. O registro ser feito mediante a apresentao de qualquer das vias do contrato,

    assinado pelas partes e subscrito por duas testemunhas, com firmas reconhecidas,

    bastando a coincidncia entre o nome de um dos proprietrios e o locador.

    Art. 1082. facultado o registro de contrato de arrendamento rural, com efeito meramente

    publicista, desde que atenda aos requisitos registrais definidos na Lei n 6.015/1973.

    Pargrafo nico. Nos contratos de arrendamento poder dispensar-se a existncia de

    clusula de vigncia em caso de alienao do imvel, porque esta decorre da lei.

    Art. 1083. Os contratos de locao sem clusula de vigncia podero ser averbados para

    possibilitar ao locatrio o exerccio do direito de preferncia, mediante a apresentao

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 350

    de qualquer das vias do contrato, desde que subscrito por 2 (duas) testemunhas, com

    firmas reconhecidas.

    Art. 1084. O registro dos contratos de locao de prdios, com clusula de vigncia no caso de

    alienao da coisa locada, previsto no art. 167, inciso I, item 3, da Lei n 6.015/73 e a

    averbao do contrato de locao, para fins de exerccio de direito de preferncia,

    prevista no mesmo art. 167, inciso II, item 16, sero efetuados no cartrio onde o

    imvel esteja matriculado, mediante apresentao de via original do contrato, assinado

    pelas partes e com a participao de 2 (duas) testemunhas.

    Art. 1085. Exigir-se- alvar judicial para o registro de instrumento relativo a locao, com clusula de vigncia em caso de alienao do imvel locado, quando figurar como

    locador a massa falida, o concordatrio, a herana vacante ou jacente, o curatelado ou

    menor sob tutela, e o esplio, este salvo no caso de renovao de contrato que j

    contivesse essa clusula.

    1. Quando o locador se fizer representar por procurador, verificar-se- se o

    instrumento de mandato o autoriza a contratar com a clusula de vigncia, no

    caso de alienao da coisa locada.

    2. Independentemente do registro do contrato de locao, o locatrio poder

    requerer sua averbao para o fim exclusivo de pleitear o direito de preferncia

    compra do imvel.

    SEO V

    DAS PENHORAS, ARRESTOS E SEQUESTROS DE IMVEIS E DAS CITAES DE

    AES REAIS OU PESSOAIS REIPERSECUTRIAS RELATIVAS A IMVEIS

    Art. 1086. Competir ao interessado encaminhar ao Cartrio de Imveis a ordem judicial ou a

    certido comprobatria do auto ou termo de penhora, arresto ou sequestro, para feitura

    do respectivo ato registral, para presuno absoluta de conhecimento por terceiros,

    salvo no executivo fiscal.

    Pargrafo nico. A penhora de bens imveis realizar-se- mediante apresentao de

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 351

    certido de inteiro teor do ato (auto ou termo de penhora), e independentemente de

    mandado judicial.

    Art. 1087. As penhoras, arrestos e sequestros de imveis sero registrados depois de pagos os

    emolumentos pelo interessado, em cumprimento de ordem judicial ou vista de

    certido do Escrivo, exceto se o interessado estiver ao abrigo da Assistncia

    Judiciria Gratuita e na ordem ou certido constar expressamente a determinao de

    dispensa do pagamento, alm dos requisitos exigidos para o registro, os nomes do Juiz,

    das partes e a natureza do processo.

    1. Os emolumentos pelo registro da constrio judicial deve ser calculado sobre o

    valor da dvida ou o valor da causa. Caso esses superem o valor de avaliao do

    imvel consignado no ttulo, sobre este ltimo devem ser calculados os

    emolumentos.

    2. Por existir evidente incompatibilidade entre as funes, a nomeao de

    depositrio dos bens penhorados, arrestados ou sequestrados no poder recair,

    sob nenhuma hiptese, na pessoa do Oficial do Registro Imobilirio.

    Art. 1088. Se o imvel objeto da penhora, arresto ou sequestro no estiver em nome do executado constante da respectiva ordem, auto ou mandado, o registro no deve ser efetuado,

    cabendo ao Oficial devolver a ordem ao Juzo de origem, acompanhada de certido

    com a informao, justificando a impossibilidade do registro, sempre observando os

    princpios da continuidade registral e da especialidade subjetiva e aguardar-se- novas

    prescries judiciais.

    1. Diante da inviabilidade do registro e insistindo o Juzo de origem em fazer

    cumprir o mandado a penhora, arresto ou sequestro, o Oficial dever cumpri-lo

    nos moldes determinado, fazendo constar do registro a advertncia feita ao Juzo

    da ordem.

    2. Na impossibilidade de se proceder ao registro da penhora, arresto ou sequestro

    por falta de requisitos formais no ttulo apresentado, poder o Registrador

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 352

    noticiar a existncia da ordem de penhora, arresto ou sequestro atravs de ato de

    averbao, com fundamento no art. 167, inciso II, item 5, parte final, da Lei n

    6.015/73, sendo que tal averbao no prejudicar posterior registro do

    documento judicial, devidamente corrigido. Os emolumentos do ato de

    averbao equivalero a uma averbao sem valor declarado.

    Art. 1089. As penhoras, arrestos e sequestros de imveis e, bem assim, as citaes de aes reais

    ou pessoais reipersecutrias relativas a imveis so objeto de registro no Livro 2 -

    Registro Geral.

    1. No ser admitida, para efetivao desses atos, a averbao, ainda que

    expressamente conste do ttulo judicial apresentado, salvo nos casos de

    publicidade, previstos no 2 do Art. 1088, deste Cdigo de Normas.

    2. O registro ser lavrado, depois de pagas as custas pela parte interessada, em

    cumprimento de Mandado ou vista de Certido ou Ofcio expedidos pelo

    respectivo Juzo, com a declarao do fim especial a que se destina, aps a

    entrega em Cartrio e de que constem:

    a) os nomes do Juiz, do depositrio, das partes e a natureza do processo;

    b) a qualificao completa das partes; tratando-se de pessoa fsica: a

    nacionalidade, estado civil, profisso, domiclio e nmero de inscrio no

    Cadastro Geral de Pessoas Fsicas do Ministrio da Fazenda e do Registro

    Geral da cdula de identidade, ou falta deste, sua filiao; tratando-se de

    pessoa jurdica: a sede social e o nmero de inscrio no Cadastro Geral de

    Contribuintes do Ministrio da Fazenda;

    c) o valor do contrato, da coisa ou da dvida, prazo desta, condies e mais

    especificaes, inclusive juros, se houver;

    d) a identificao do imvel, feita mediante a indicao de suas caractersticas e

    confrontaes, rea e denominao, se rural, ou logradouro e nmero, se

    urbano, e sua designao cadastral, se houver, assim como referncia

    matrcula ou ao registro, seu nmero e Cartrio quando se tratar s de

    terreno, se esse fica do lado par ou mpar do logradouro, em que quadra e a

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 353

    que distncia mtrica da edificao ou da esquina mais prxima.

    3. Para atender aos requisitos de identificao do imvel (supra n II, alnea b), caso

    ainda no constem do respectivo processo, os Juzes e Escrives exigiro dos

    interessados certido atualizada do Registro Imobilirio.

    4. A expedio da Certido para o registro (supra no II, caput), bem como a feitura

    deste, pode efetivar-se a requerimento verbal do interessado, independendo,

    assim, de requerimento escrito e despacho judicial.

    5. Determinado o registro pelo Juiz, atravs do mandado, certido ou ofcio, estes

    devero ser recepcionados em duas vias e entregue no Ofcio Imobilirio

    competente, cumprindo parte interessada acompanhar o processo do registro,

    inclusive para receber a guia necessria ao recolhimento prvio das custas

    devidas, observado mais o seguinte:

    a) prenotado o ttulo e estando em conformidade com a lei, e pagas as custas

    devidas, o Oficial, observado o prazo legal, far o registro, arquivando-o em

    Cartrio e comunicando o seu cumprimento, ao juzo que o expediu;

    b) havendo diligncias a atender e decorridos quinze (15) dias, contados da data

    da prenotao, sem que a parte interessada haja comparecido a Cartrio, o

    Oficial as comunicar, por escrito, ao Juiz expedidor para que, intimada,

    possa a parte interessada, diretamente perante o Registro Imobilirio, atender

    s diligncias, ou, no se conformando, requerer a suscitao da dvida, que

    ser encaminhada ao Juzo competente para dirimi-la;

    c) intimada a parte interessada, imediatamente o Escrivo do feito comunicar,

    por escrito, ao Oficial do Registro de Imveis a data em que a intimao se

    efetivou, para efeito da contagem do prazo de trinta (30) dias, findo o qual

    cessaro automaticamente os efeitos da prenotao, se o mandado no tiver

    sido registrado por omisso do interessado em atender s exigncias legais.

    Art. 1090. O registro de penhoras, arrestos ou sequestros decorrentes de execues fiscais ser

    feito vista de contraf do mandado ou cpia do termo ou auto de penhora, arresto ou

    sequestro, devidamente autenticadas, apresentados ao Ofcio Imobilirio competente

    pelo Oficial de Justia incumbido da diligncia, devendo constar, de qualquer das

    citadas peas processuais, os requisitos necessrios ao registro.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 354

    1. Esse registro independe do pagamento de emolumentos ou outras despesas,

    podendo o Registrador anexar comprovante do valor dos emolumentos, para

    integrar o clculo final das custas do processo, a serem pagos posteriormente ao

    Registro de Imveis, quando o vencido no for a Fazenda Pblica.

    2. Quando a parte for beneficiria da assistncia judiciria gratuita, no se aplica o

    disposto no pargrafo anterior, procedendo-se remessa da conta apenas para os

    fins do artigo 12, da Lei n 1.060/50.

    3. Havendo diligncia a atender, a Fazenda Pblica ser intimada de acordo e para

    os fins discriminados nas alneas b e c, do 5 do Art. 1089 deste Cdigo de

    Normas.

    Art. 1091. Sob pena de responsabilidade, incumbe ao Escrivo redigir, em forma legal, todos os

    atos e termos que pertencem ao seu Ofcio, e ao Oficial de Registro de Imveis

    impedir o registro de ttulo, judicial ou extrajudicial, no formalmente vlido ou que

    no satisfaa os requisitos exigidos pela lei.

    Art. 1092. O benefcio da assistncia judiciria gratuita para o registro da penhora, arresto ou sequestro abrange tambm os respectivos cancelamentos, sendo inexigveis

    emolumentos do arrematante por estes atos.

    Art. 1093. A penhora, arresto ou sequestro incidentes sobre a totalidade da gleba loteada ou a integralidade do imvel objeto de incorporao sero registrados na matrcula original

    do imvel ou nas matrculas individuais dos lotes.

    1. Caso o Registrador opte pelo registro na matrcula original da gleba ou do terreno

    incorporado, ser ressalvada a excluso constrio judicial, dos lotes ou fraes

    ideais j compromissados e, nos loteamentos, das reas integrantes do domnio

    pblico.

    2. O ttulo destinado ao registro da penhora, nestes casos, poder descrever somente

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 355

    a gleba loteada ou o terreno incorporado, dispensando-se a discriminao

    individualizada dos lotes ou fraes ideais constantes do respectivo registro.

    3. A excluso dos lotes ou fraes ideais j compromissados far-se- pelo

    Registrador, de modo que a constrio judicial recaia apenas sobre as partes

    livres e disponveis, salvo manifestao judicial expressa e mais abrangente.

    4. Aps o registro o Oficial, ao certificar sua feitura, identificar os lotes ou fraes

    ideais sujeitos penhora, arresto e sequestro e os excludos.

    5. A certido far-se- no prprio ttulo a ser devolvido ao apresentante.

    6. A opo pelo registro somente na matrcula principal da gleba loteada facultada

    apenas aos Oficiais que ainda no abriram matrculas individuais prvias.

    7. Na ocorrncia de abertura de matrculas individuais, o registro ser realizado,

    obrigatoriamente, em cada uma delas.

    Art. 1094. O registro da penhora poder ser promovido por meio eletrnico, ordenado pelo Juzo

    em que esteja sendo processada a ao de execuo, nos termos da Lei n 11.382/06,

    desde que o Cartrio de Registro Imobilirio mantenha stio ou homepage na Internet,

    com programa especfico de penhora eletrnica homologado pela Corregedoria Geral

    da Justia.

    Pargrafo nico. A comunicao dos atos processuais para fins de penhora eletrnica

    dever ser promovida, para a devida segurana, com a utilizao de certificado ou

    assinatura digital, emitido pelo sistema de Infraestrutura de Chaves Pblicas - ICP-

    Brasil.

    Art. 1095. Salvo as Excees previstas em lei, no se registrar a penhora, arresto ou sequestro de

    imvel gravado com clusula de bem de famlia voluntrio ou consensual, durante o

    viger da instituio.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 356

    1. So absolutamente impenhorveis o bem de famlia, os bens inalienveis ou

    declarados impenhorveis, por ato voluntrio, que no esto sujeitos execuo.

    2. Idntica proibio aplica-se a imvel hipotecado por Cdula de Crdito Rural,

    Industrial, Comercial, Exportao ou do Produto Rural, excepcionadas as

    hipteses em que a constrio judicial tenha por fundamento a satisfao de

    crdito fiscal ou trabalhista ou a do prprio crdito garantido pela hipoteca.

    3. Com exceo do previsto no anterior, o imvel penhorado pode ser objeto de

    novas e sucessivas penhoras, desde que a soma dos valores dos crditos dos

    exequentes no ultrapasse o limite do valor de avaliao venal ou fiscal do

    imvel.

    Art. 1096. O imvel objeto de penhora, arresto ou sequestro no fica indisponvel e pode ser

    alienado em negcio de compra e venda, permuta, dao em pagamento ou doao,

    desde que esteja consignada na escritura pblica a existncia da constrio judicial e o

    adquirente declare pleno conhecimento do risco da operao.

    Pargrafo nico. Por fora do art. 53, 1, da Lei n 8.212/91, a penhora em execuo

    de dvida previdenciria torna o imvel indisponvel, no podendo ser objeto de

    registro de alienao ou onerao.

    Art. 1097. O registro da penhora faz prova quanto fraude de qualquer transao posterior.

    SUBSEO I

    DAS PENHORAS, ARRESTOS E SEQUESTROS DE IMVEIS

    ORIUNDOS DA JUSTIA DO TRABALHO

    Art. 1098. Ofcio firmado pelos senhores Juzes do Trabalho, instrudo com a respectiva certido

    de penhora, arresto ou sequestro de bem imvel, servir para o registro ou inscrio do

    ato constritivo, junto ao Registro Imobilirio da situao da coisa, independentemente

    do despacho de cumpra-se do Juiz de Direito competente.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 357

    1. O Ofcio de que trata o caput deste artigo poder ser apresentado para

    cumprimento diretamente pela parte interessada ou remetido via postal pelas

    Secretarias das Varas do Trabalho ao Oficial do Cartrio Registro Imobilirio

    pertinente.

    2. O procedimento, ora regulamentado, em hiptese alguma, coloca os senhores

    Oficias do Registro Imobilirio sob a jurisdio dos senhores Juzes da Justia do

    Trabalho.

    Art. 1099. Para merecer o pronto registro, a certido referida no artigo anterior dever conter:

    I. perfeita individualizao do imvel, na forma do art. 176, 1, II, item 3, a

    saber: a identificao do imvel, feita mediante indicao de suas caractersticas

    e confrontaes, nomes dos confortantes, localizao, rea e denominao, se

    rural, ou logradouro e nmero, se urbano, e sua designao cadastral se houver;

    II. tratando-se de terreno sem edificaes mencionar se fica do lado par ou mpar do

    logradouro, em que quadra e a que distncia mtrica da edificao ou esquina

    mais prxima (art. 255 da Lei citada);

    III. se a constrio versar sobre parte ideal do imvel, a certido dever indicar

    quantitativamente a frao alcanada pelo ato constritivo;

    IV. o nome e completa qualificao do credor e devedor, com a indicao da filiao,

    CPF e nmero da identidade, se pessoa fsica ou, se jurdica, o nmero do CGC e

    razo social;

    V. pagamento antecipado das custas cartorrias, salvo se a parte interessada gozar

    formalmente do benefcio da justia gratuita, circunstncia a ser destacada na

    certido.

    Art. 1100. O pagamento das custas cartorrias, quando devidas, por ocasio da inscrio ou

    registro da penhora, arresto ou sequestro de que trata este Provimento, dar-se- da

    forma seguinte:

    I. Antecipadamente prtica do ato, segundo a Tabela de Custas Cartorrias

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 358

    vigente na poca do registro.

    II. Ser dispensado o pagamento das mencionadas custas, quando se constatar que a

    parte interessada goza formalmente do benefcio da justia gratuita.

    III. No caso em que a parte interessada esteja representada pelo respectivo sindicato

    (CLT, art. 789, 7), a cobrana recair sobre ele, desde que haja obrigao

    solidria neste sentido.

    IV. Na hiptese prevista no inciso segundo deste artigo, ser expedido o documento

    de arrecadao judiciria, com o valor das custas para anexao aos autos da

    execuo, a fim de serem pagas oportunamente pelo vencido.

    Art. 1101. Verificando na certido irregularidade que, segundo as normas do Registro Pblico,

    impossibilite o registro ou inscrio da penhora, arresto ou sequestro, dever o Oficial

    do Registro Imobilirio sobrestar a execuo da ordem, para:

    I. oficiar ao Diretor da Secretaria da Vara do Trabalho noticiando a impossibilidade

    de cumprimento do ato, especificando o motivo e solicitando a complementao

    das informaes ou documentos, para fiel execuo do ato, devendo a

    correspondncia ser postada com aviso de recebimento (AR);

    II. caso a correspondncia no seja respondida em 30 (trinta) dias, contados da

    devoluo do AR, o Oficial do Registro devolver o expediente ao Juiz do

    processo, tambm mediante ofcio;

    III. efetivado o registro, o Oficial do Registro oficiar ao Diretor da Secretaria da Vara

    do Trabalho noticiando a providncia.

    Pargrafo nico. No se convencendo finalmente o Oficial do Registro da regularidade

    do ttulo, para fins de registro, dever suscitar a dvida perante o Juiz de Direito

    competente para os feitos do Registro Pblico, comunicando o fato ao Juiz do

    Trabalho.

    Art. 1102. Recusando-se, injustificadamente, o Oficial do Registro Imobilirio a dar

    cumprimento ao Ofcio de inscrio ou registro de penhora, arresto ou sequestro,

    proveniente da Justia do Trabalho, a parte interessada ou Juiz expedidor do

    documento provocar o Juiz de Direito competente para a efetivao do registro

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 359

    pretendido, a fim de que este adote as providncias necessrias para o cumprimento da

    ordem e tome as medidas disciplinares pertinentes, se for o caso.

    SEO VI

    DAS SERVIDES

    Art. 1103. Para o registro da servido, ser indispensvel consignar o documento a descrio dos

    prdios dominante e serviente.

    Art. 1104. O registro da servido predial ser feito na matrcula do imvel serviente, averbando-se o crdito na do imvel dominante.

    Art. 1105. Nas servides de oleoduto, gasoduto, eletroduto, aqueduto e assemelhadas, que tiverem como credor o Poder Pblico, rgo pblico ou empresa concessionria de

    servio pblico ou afim, e nas quais no haja como dominante um imvel especfico,

    far-se- apenas o registro na matrcula do imvel serviente.

    Art. 1106. A servido predial acessria do imvel, no existindo sem o prdio a que adere. No pode ser penhorada, hipotecada ou cedida isoladamente. Acompanha a sorte do

    prdio como elemento da individualidade jurdica do mesmo.

    Art. 1107. Procedidos a matrcula e o registro do imvel no Livro 2, os requisitos para o registro so os contidos no art.176 da Lei n 6.015/73, acrescentando-se, caso necessrio, as

    demais clusulas e condies constantes do contrato.

    Art. 1108. O exerccio incontestado e contnuo de uma servido aparente, por 10 (dez) anos, nos termos do art. 1.242 do Cdigo Civil, autoriza o interessado a promover o registro em

    seu nome no Cartrio de Imveis, valendo como ttulo a sentena que julgar

    consumado a usucapio.

    Art. 1109. Salvo nas desapropriaes, a servido, uma vez registrada, s se extingue, com respeito a terceiros, quando cancelada.

    Pargrafo nico. Se o prdio dominante estiver hipotecado e a servido se mencionar

    no ttulo hipotecrio, ser tambm preciso, para o seu cancelamento, o consentimento

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 360

    do credor.

    Art. 1110. Ser considerada extinta a servido, cabendo ao dono do prdio serviente promover o seu cancelamento na matrcula respectiva, quando ocorrer a reunio dos dois imveis

    no domnio da mesma pessoa.

    Pargrafo nico. Depende de autorizao judicial a extino da servido decorrente da

    supresso das respectivas obras por efeito de contrato ou de outro ttulo expresso, ou

    pelo no uso, durante 10 (dez) anos contnuos.

    Art. 1111. A constituio da servido ser objeto de ato de registro e o seu cancelamento ser

    promovido como ato de averbao.

    SEO VII

    DAS CONVENES OU PACTOS ANTENUPCIAIS

    Art. 1112. As escrituras antenupciais sero registradas no Livro 3 - Registro Auxiliar - do Servio relativo ao domiclio conjugal, sem prejuzo de sua averbao obrigatria no lugar da

    situao dos imveis de propriedade do casal, ou dos aquestos adquiridos e sujeitos a

    regime de bens diverso do comum, com a declarao das respectivas clusulas, para

    cincia de terceiros.

    1. obrigatria a apresentao da certido de casamento no ato do registro do pacto

    antenupcial (Livro 3 - Auxiliar).

    2. O pacto antenupcial s ser registrado com a declarao expressa de um dos

    nubentes, do primeiro domiclio conjugal, no Registro de Imveis ao qual

    pertena o imvel declarado.

    3. A responsabilidade por essa declarao exclusiva dos nubentes, no cabendo ao

    Oficial do Registro pedir qualquer documento comprobatrio.

    Art. 1113. Em vista do princpio da publicidade, ser averbada nas matrculas dos imveis

    presentes e futuros do casal, sem prejuzo do registro previsto no artigo anterior, do

    primeiro domicilio do casal, a comunicao do registro da escritura de pacto.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 361

    1. Quando o regime de bens for o da separao legal ou obrigatria, ser averbada

    na matrcula do imvel essa circunstncia mediante apresentao do original ou

    cpia autenticada da respectiva certido de casamento.

    2. Com a averbao do casamento, se for o caso, ser feita indicao do nome

    adotado pelo cnjuge, com remisso ao nome antigo, que ser mantido no

    registro.

    SEO VIII

    DAS CDULAS DE CRDITO

    Art. 1114. Integrando garantia hipotecria ou de alienao fiduciria de imvel cdula de

    crdito rural, industrial, exportao, comercial ou do produto rural, o registro far-se-

    no Livro 3 Registro da Cdula e no Livro 2 Registro da Garantia Cedular

    Imobiliria.

    1. Nos atos de registro das cdulas de crdito com garantia hipotecria, devero ser

    observadas pelo Registrador as normas especficas incidentes, a saber:

    a) Cdula de crdito rural - Decreto-Lei n 167/1967;

    b) Cdula de crdito industrial - Decreto-Lei n 413/1969;

    c) Cdula de crdito exportao - Lei n 6.313/1975;

    d) Cdula de crdito comercial - Lei n 6.840/1980;

    e) Cdula de produto rural - Lei n 8.929/1994;

    f) Cdula de crdito bancrio - Lei n 10.931/2004;

    g) Cdula de crdito imobilirio - Lei n 10.931/2004.

    2. No caso de cdula de crdito bancrio, o registro ser feito apenas da garantia no

    Livro 2 Registro Geral, dispensando o registro da cdula no Livro 3 - Registro

    Auxiliar, exceto se houver requerimento expresso do emitente ou credor.

    3. Na cdula de crdito imobilirio, sua emisso ser apenas averbada na matrcula

    em que constar o registro da hipoteca ou da alienao fiduciria.

    Art. 1115. No ser exigida a Certido Negativa de Dbito da Previdncia Social (CND) e a

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 362

    Certido conjunta, emitida pela Receita Federal do Brasil e Procuradoria-Geral da

    Fazenda Nacional (PGFN), relativa a tributos federais e Dvida Ativa da Unio na

    constituio de garantia para a concesso de crdito rural, industrial, comercial ou

    exportao, em qualquer de suas modalidades, por instituies financeiras pblicas ou

    privadas.

    Art. 1116. A concesso do crdito rural em todas as suas modalidades, bem como a constituio das suas garantias, pelas instituies de crdito, pblicas e privadas, independer da

    exibio de comprovante de cumprimento de obrigaes fiscais (exceto do ITR) ou da

    previdncia social, ou declarao de bens ou certido negativa de multas por

    infringncia do Cdigo Florestal.

    Art. 1117. As cdulas de crdito rural, industrial, exportao, comercial, bancrio, imobilirio e

    de produto rural, para o seu registro, devero ser apresentadas em sua via original ou

    com declarao impressa "no negocivel", sendo desnecessrio o reconhecimento de

    firma como condio para o registro, no Ofcio Imobilirio, de cdulas de crdito rural,

    industrial, exportao, comercial, bancrio, imobilirio e de produto rural, bem como

    de seus aditivos. No entanto, tal providncia deve ser exigida, para fins de averbao,

    em relao aos respectivos instrumentos de quitao.

    Art. 1118. As cdulas, depois de rubricadas ou chanceladas, sero agrupadas em arquivo prprio,

    fsico ou eletrnico, em ordem cronolgica, reunidas em nmero de 200 (duzentas).

    SEO IX

    DOS PR-CONTRATOS RELATIVOS A IMVEIS LOTEADOS

    Art. 1119. facultado o registro de pr-contratos relativos a imveis loteados, se consignarem a manifestao de vontade das partes, indicao do lote, preo, modalidade de

    pagamento e promessa de contratar.

    1. Os pr-contratos previstos no art. 27 da Lei n 6.766/79, sero levados a registro

    acompanhados da prova de prvia notificao, prevista no invocado preceito

    legal.

    2. A possibilidade de registro de pr-contratos aplica-se apenas aos contratos

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 363

    celebrados aps o advento da Lei n 6.766/79.

    Art. 1120. No se recusar registro a contratos, a pretexto de metragem mnima, se o imvel

    destinar-se edificao de conjuntos habitacionais de interesse social, previamente

    aprovados pelos rgos pblicos competentes, consoante dispe o art. 4, II, da Lei n

    6.766/79.

    SEO X

    DO FORMAL DE PARTILHA

    Art. 1121. O formal de partilha judicial expedido pelo Juzo competente em decorrncia de

    sucesso causa mortis, nos processos de inventrio ou arrolamento, dever conter:

    a) folha de rosto e encerramento nos originais e as demais peas atravs de cpias

    autenticadas ou conferidas, contendo:

    b) qualificao completa do falecido e do cnjuge sobrevivente;

    c) nome e qualificao completa dos herdeiros ou legatrios e respectivos cnjuges,

    indicando o regime de bens adotado;

    d) certido de testamento, se houver;

    e) termo de inventariante e a qualidade dos herdeiros e o grau de seu parentesco com

    o inventariado;

    f) relao completa e individualizada dos bens imveis, com a indicao dos

    eventuais nus que os gravam e a descrio precisa do bem, de conformidade com

    o art. 225, da Lei n 6.015/73;

    g) avaliao dos bens do esplio;

    h) modo de pagamento do quinho hereditrio;

    i) quitao dos impostos e cpia autenticada da guia do Imposto de Transmisso

    Causa Mortis e Doao - ITCD, com o respectivo demonstrativo do processo;

    j) certido negativa de dbito emitida pela Receita Federal em nome do esplio;

    k) certido de autorizao da transferncia dos imveis situados em terrenos de

    Marinha emitidas, pela Secretaria de Patrimnio da Unio;

    l) certido negativa de dbito do Imposto Predial e Territorial Urbano - IPTU,

    emitida pela Prefeitura Municipal;

    m) sentena e certido do trnsito em julgado do processo de inventrio.

    Art. 1122. O formal de partilha poder ser substitudo por certido do pagamento ou adjudicao

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 364

    do quinho hereditrio, quando este no exceder 5 (cinco) vezes o valor do salrio

    mnimo.

    1. A certido de que trata este artigo dever conter a identificao do Juzo por onde

    tramitou o inventrio ou arrolamento, o nmero do processo, a identificao

    completa do herdeiro, a caracterizao completa do imvel objeto da herana e

    sua avaliao, a quitao dos impostos e a transcrio integral da sentena, com a

    certificao do seu trnsito em julgado.

    2. Por ocasio do registro da certido referida no caput deste artigo, o interessado

    dever apresentar a certido de quitao ou regularidade do Imposto Predial e

    Territorial Urbano - IPTU, emitida pela Prefeitura Municipal, do imvel

    partilhado ou adjudicado e, estando este sob regime de aforamento ou ocupao,

    a certido de quitao de dbitos emitida pela Secretaria do Patrimnio da Unio,

    bem como a prova de pagamento do imposto de transmisso incidente.

    Art. 1123. Havendo diferena de pagamento do quinho hereditrio, aquele a quem coube o

    excesso dever apresentar a via original da guia paga do Imposto de Transmisso

    Causa Mortis e Doao - ITCD, juntamente com o demonstrativo do processo, se for

    gratuito negcio jurdico, ou do Imposto de Transmisso Inter Vivos - ITIV, caso

    tenha sido oneroso o acrscimo patrimonial.

    Art. 1124. Nos formais de partilha em que se processem inventrios de mais de um autor da

    herana, exigir-se-o os tributos relativos a cada inventrio e sero devidos

    emolumentos relativos a cada transmisso, mesmo que instrumentalizados em um

    nico documento/ttulo, onde sero apostos tantos selos quantos forem os atos de

    registro ou averbao requeridos.

    Pargrafo nico. O registro do formal de partilha s ocorrer aps a devida

    conferncia, pelo Oficial, do recolhimento dos impostos devidos.

    SEO XI

    DA CARTA DE SENTENA EM SEPARAO JUDICIAL OU DIVRCIO

    Art. 1125. Os ttulos judiciais expedidos nos autos de separao, converso de separao em

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 365

    divrcio, divrcio direto, de nulidade ou anulao de casamento e mudana de regime

    de bens, que decidam sobre a partilha de bens imveis, sero objeto de registro e

    devero conter:

    a) folha de rosto e encerramento nos originais e as demais peas em cpias que

    instruem o ttulo sero conferidas pelo Escrivo ou Diretor de Secretaria, ou

    autenticadas por Tabelio de Notas;

    b) nome e qualificao completa dos separandos ou divorciandos;

    c) relao completa e individualizada dos bens, com a indicao dos eventuais nus

    que os gravam e a descrio de conformidade com o disposto no art. 225, da Lei n

    6.015/1973;

    d) valor de avaliao dos bens atribudo pelas partes;

    e) quitao dos impostos se couber;

    f) modo de partilha dos bens;

    g) sentena e certificao do trnsito em julgado.

    Art. 1126. Quando o acordo de partilha homologado em Juzo estabelecer a doao de imvel

    para algum dos separandos ou divorciandos ou para os filhos, o cumprimento do

    acordo depende de escritura prpria de doao, com ou sem instituio de usufruto, e

    recolhimento do Imposto de Transmisso Causa Mortis e Doao - ITCD incidente.

    Art. 1127. Estando a carta de sentena homologada pelo Juiz competente, com a partilha realizada de acordo com a vontade das partes, no cabe ao Oficial questionar ou

    impugnar o valor dos bens atribudos pelas partes, nem o critrio adotado na partilha

    dos bens, com alegao de eventual excesso, para efeito de incidncia de imposto de

    transmisso.

    Art. 1128. A sentena de separao judicial, divrcio ou que anular o casamento s ser objeto de registro, quando decidir sobre a partilha de bens imveis ou direitos reais registrrios.

    Art. 1129. A sentena de separao judicial, ou de nulidade ou anulao de casamento ser objeto de averbao, quando no decidir sobre a partilha de bens dos cnjuges, ou apenas

    afirmar permanecerem estes, em sua totalidade, em comunho, atentando-se, neste

    caso, para a mudana de seu carter jurdico, com a dissoluo da sociedade conjugal e

    surgimento do condomnio "pro indiviso".

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 366

    SEO XII

    DAS ESCRITURAS DE SEPARAO, DIVRCIO E INVENTRIO EXTRAJUDICIAL

    Art. 1130. As escrituras pblicas de inventrio e partilha ou adjudicao decorrentes de sucesso causa mortis, ou de separao ou divrcio consensual ou de Restabelecimento da

    Sociedade Conjugal extrajudicial, alm dos requisitos formais referidos na Lei n

    7.433/85, na Resoluo n 35/07, alterada pela Resoluo n 120/10, do Conselho

    Nacional de Justia e neste Cdigo de Normas, devem descrever os imveis com

    preciso, atendendo ao princpio da especialidade objetiva.

    Art. 1131. As escrituras pblicas de inventrio e partilha, separao e divrcio consensuais no

    dependem de homologao judicial e so ttulos hbeis para o registro imobilirio,

    visando transferncia de bens e direitos, observado o princpio da continuidade

    registral.

    Art. 1132. Havendo eventual excesso de quinho hereditrio ou meao, ser exigvel o recolhimento do Imposto de Transmisso Causa Mortis ou Doao - ITCD, nos

    processos de inventrio, ou do Imposto de Transmisso Inter Vivos - ITIV, se

    onerosa da transmisso ou na partilha decorrente de separao ou divrcio consensual.

    Art. 1133. Constatado erro ou equvoco na descrio dos imveis, dever ser apresentado o termo de aditamento ou instrumento de retiratificao quando o ttulo for celebrado por

    escritura pblica.

    Art. 1134. Para fins de registro, a sobrepartilha obedecer aos mesmos requisitos formais do ttulo representativo da partilha.

    Art. 1135. No possvel o registro de cesso da meao, que dever observar a forma instrumental para o negcio jurdico correspondente, especialmente como doao.

    SEO XIII

    DAS ARREMATAES E ADJUDICAES EM HASTA PBLICA

    Art. 1136. O Juiz, antes de proceder venda judicial de imvel, verificar quanto existncia de

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 367

    outras penhoras, nus, recurso ou causa pendente sobre os bens a serem arrematados

    (art. 686, V, do CPC), o que dever ser verificado atravs de certides expedidas pelo

    Registro de Imveis competente.

    1. As certides a que se refere este artigo, quando no abrangidas pela gratuidade,

    sero providenciadas pelo exequente, mediante o necessrio pagamento dos emo-

    lumentos, da Taxa de Fiscalizao e do FECOM.

    2. Nos processos da justia gratuita, informao que deve constar nas solicitaes,

    os valores correspondentes aos emolumentos devero ser informados nas certi-

    des para que sejam satisfeitas por ocasio da arrematao ou adjudicao ou in-

    cluda na conta final do processo.

    3. Nas cartas de arrematao ou adjudicao sero mencionados os nus ou grava-

    mes que incidam sobre o bem levado a hasta pblica, em conformidade com a

    certido positiva emitida pelo Registro de Imveis, bem como os emolumentos e

    taxas devidos.

    4. Na carta de arrematao, transcrever-se-, na ntegra, a certido positiva ou nega-

    tiva emanada do Registro de Imveis.

    5. O Juiz somente autorizar o levantamento do produto, no caso de existir outra

    penhora registrada, aps a certeza de que o credor concorrente tenha tido a opor-

    tunidade para se habilitar na disputa do preo, atentando s prelaes de Direito

    Material e de Direito Processual.

    6. Havendo mais de um credor concorrendo na disputa do preo, o Juiz, de ofcio ou

    provocado, dever instaurar o concurso de preferncia, nos termos da lei proces-

    sual (art. 711 do CPC).

    7. Ultimada a alienao judicial, o Juiz da execuo far expedir a respectiva carta.

    Art. 1137. Tratando-se de bem imvel, os ttulos (cartas) devem conter, necessariamente, todos os

    elementos exigidos pelo Cdigo de Processo Civil, alm dos requisitos de

    registrabilidade contidos na Lei n. 6.015/73 e na Lei de Organizao Judiciria:

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 368

    I. autuao;

    II. ttulo executivo;

    III. auto de arrematao/adjudicao;

    IV. avaliao;

    V. prova de quitao dos impostos, correspondentes ao ITIV devido

    Municipalidade;

    VI. descrio do imvel, com todas as suas caractersticas e de conformidade com a

    descrio contida na transcrio, inscrio ou matrcula;

    VII. identificao completa do arrematante ou adjudicante, pelo nome, estado civil,

    regime de casamento, se antes da lei do divrcio, nacionalidade, profisso, CPF e

    cdula de identidade.

    1. A carta de adjudicao, alm de conter os requisitos do art. 225, da Lei n

    6.015/73, indicar o Juzo que a expediu, o nmero e a natureza do processo, o

    nome do Juiz e a data do trnsito em julgado e dever determinar, expressamente,

    o cancelamento da penhora que originou aquela execuo.

    2. As demais medidas constritivas, eventualmente existentes sobre o imvel, sero

    canceladas vista da respectiva carta.

    3. As cpias que instruem as cartas sero conferidas pelo Escrivo.

    SEO XIV

    DA TRANSFERNCIA DE IMVEL PARA SOCIEDADE EMPRESRIA

    Art. 1138. O documento hbil para a transferncia de bens imveis, para fins de formao ou

    aumento do capital social de sociedade empresria, a certido de inteiro teor emitida

    pela Junta Comercial, atendidas as demais exigncias legais, especialmente de

    natureza tributria.

    Pargrafo nico. Admite-se certido simplificada desde que acompanhada da escritura

    pblica de incorporao ou de cpia autenticada do instrumento societrio,

    devidamente registrado na Junta Comercial, que deliberou sobre a transferncia dos

    bens.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 369

    Art. 1139. Na transferncia de imvel do scio para a sociedade, no incide o Imposto de

    Transmisso de Bens Imveis - ITBI, que dever ser comprovado por certido emitida

    pela Prefeitura Municipal, para apresentao perante o Cartrio de Imveis.

    1. No caso da sociedade ter no seu objeto atividade imobiliria, de compra e venda

    de imveis, locao, incorporao ou assemelhadas, exigvel o recolhimento do

    Imposto de Transmisso de Bens Imveis - ITBI.

    2. Em se tratando de terreno de Marinha, nas transmisses onerosas, ser exigvel a

    certido de transferncia do aforamento ou de ocupao (CAT) emitida pela Se-

    cretaria do Patrimnio da Unio, bem como o recolhimento do laudmio.

    Art. 1140. O instrumento de incorporao dever atender aos requisitos do art. 225 da Lei n

    6.015/73, no que se refere completa e detalhada descrio do imvel, de acordo com

    os dados constantes da respectiva matrcula.

    Art. 1141. Sendo o scio casado pelo regime da comunho de bens ou da comunho parcial, e fazendo parte o bem incorporado do patrimnio comum, o cnjuge dever anuir com a

    transferncia do imvel sociedade, passando a integrar o patrimnio comum s

    quotas societrias.

    1. Podero os cnjuges integralizar o capital da sociedade com o patrimnio co-

    mum, tornando-se ambos scios na proporo da respectiva meao, desde que

    no sejam casados pelo regime da comunho total de bens e a sociedade, neste

    caso, tenha sido constituda aps a vigncia do Cdigo Civil de 2002.

    2. Se o scio for casado pelo regime da separao total ou legal de bens, no ne-

    cessria a anuncia do cnjuge, mesmo se casados anteriormente ao Cdigo Civil

    de 2002.

    Art. 1142. Os atos de transferncia de imveis para empresas comerciais, decorrentes de

    integralizao de cota de capital sero objeto de registro.

    1. Os atos de transferncia de imveis decorrentes de fuso ou ciso de empresa se-

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 370

    ro objeto de registro.

    2. Os atos de transferncia de imveis decorrentes de incorporao total de empresa

    sero objeto de averbao.

    Art. 1143. Para averbao da alterao do nome e da transformao das pessoas jurdicas, o

    documento hbil o original da certido emitida pela Junta Comercial ou da certido

    do Registro Civil das Pessoas Jurdicas, conforme o caso.

    SEO XV

    DA COMPRA E VENDA

    Art. 1144. A compra e venda, para pagamento vista ou a prazo, com ou sem garantia hipotecria, somente ser registrada se houver sido celebrada por escritura pblica,

    ressalvadas as hipteses legais expressas de dispensa do instrumento pblico,

    conforme autorizadas em lei e referidas neste Cdigo de Normas.

    1. As condies negociais dos contratos de compra e venda, que instituam clusula

    resolutiva, como acontece nos pagamentos a prazo, devem ser, obrigatoriamente,

    consignadas no prprio registro.

    2. A cada escritura de compra e venda deve corresponder um ato de registro, como

    requisito de observncia do princpio da continuidade registral.

    3. O registro da escritura ou contrato de compra e venda deve ser promovido como

    ato nico, ainda que a escritura venha a fazer meno anterior promessa de

    compra e venda celebrada entre as mesmas partes, sendo dispensvel consignar

    na matrcula a existncia do pacto anterior ou preparatrio da compra e venda de-

    finitiva, em soluo da correspondente promessa.

    4. Podem ser apresentadas, simultaneamente, para registro, desde que observada a

    ordem cronolgica dos atos para efeito de prenotao, duas ou mais escrituras de

    compra e venda relativas ao mesmo imvel, situao em que o registro da escri-

    tura subsequente depender do registro da escritura antecedente, sem necessidade

    de remisso certido da matrcula atualizada.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 371

    5. Contratados dois ou mais atos numa mesma escritura, (ex. venda e compra e doa-

    o, doao, usufruto e clusulas) dever proceder ao registro ou averbao per-

    tinente a cada um deles, cobrados os emolumentos e taxas correspondentes a ca-

    da um dos atos praticados.

    Art. 1145. As condies negociais pactuadas em escritura de compra e venda, com clusula

    resolutiva expressa, como ocorre nos pagamentos a prazo, devem ser,

    obrigatoriamente, consignadas no prprio registro da compra e venda, sem necessidade

    de averbao em ato separado.

    Art. 1146. Devem ser objeto de ato de registro prprio lanado na matrcula, as clusulas

    especiais constantes da compra e venda, quando relativas a:

    I. alienao fiduciria em garantia;

    II. venda com reserva de domnio;

    III. retrovenda;

    IV. preempo ou preferncia;

    V. pacto comissrio.

    Art. 1147. Para o registro da compra e venda, necessrio que na escritura pblica constem os

    seguintes elementos e referncias:

    I. qualificao completa das partes, de acordo com os requisitos do Captulo VIII do

    Ttulo VII deste Cdigo de Normas e da Lei de Registros Pblicos;

    II. descrio do imvel, conforme os dados da certido de matrcula respectiva,

    expedida pelo Cartrio de Registro Imobilirio competente, com validade de 30

    (trinta) dias, com referncia expressa sua data de emisso;

    III. determinao do valor do negcio jurdico e condies de pagamento, fixado em

    moeda legal e corrente;

    IV. declarao de quitao do preo do imvel pelos alienantes, no caso de pagamento

    vista;

    V. referncia certido negativa de dbito tributrio do Imposto Predial ou Territorial

    Urbano - IPTU, no caso de imvel urbano;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 372

    VI. Certido de Cadastro de Imvel Rural - CCIR, emitida pelo Instituto Nacional de

    Colonizao e Reforma Agrria - INCRA, e da Certido Negativa de Imposto

    Territorial Rural - ITR, da Secretaria da Receita Federal do Brasil, no caso de

    imvel rural;

    VII. Certido negativa de terreno de Marinha ou certido de autorizao para

    transferncia do aforamento ou ocupao, expedida pela SPU - Secretaria do

    Patrimnio da Unio, quando se tratar de imvel de Marinha;

    VIII. comprovante de recolhimento do Imposto de Transmisso "Inter-Vivos" - ITIV,

    devido ao Municpio de situao do imvel, com indicao do nmero da inscrio

    municipal, sequencial, nmero do processo, valor de avaliao fiscal, valor do

    imposto, data do pagamento e agente arrecadador do imposto, podendo ser

    substitudo pela correspondente certido negativa de ITIV;

    IX. certides de aes e execues existentes contra o vendedor, na Comarca de

    situao do imvel e na Comarca do seu domiclio, expedidas pelos distribuidores

    da Justia Estadual e da Justia Federal, e certido da Justia do Trabalho;

    X. Certido Negativa de Dbitos Trabalhistas - CNDT;

    XI. declarao de quitao das taxas de condomnio, no caso de unidades imobilirias

    autnomas reguladas pelo regime de condomnio edilcio;

    XII. referncia do registro e lanamento da compra e venda na Declarao de Operaes

    Imobilirias - DOI, da Secretaria da Receita Federal do Brasil;

    XIII. declarao de recolhimento da Taxa de Fiscalizao TF, devida ao Poder Judicirio

    pela prtica do ato notarial, com o respectivo valor e agente de arrecadao;

    XIV. consignao do valor cobrado pelo Tabelionato ou Cartrio de Notas a ttulo de

    emolumentos, conforme tabela em vigor, bem como do valor reservado e destinado

    ao pagamento do Fundo Especial de Compensao - FECOM;

    XV. assinatura do Tabelio ou Substituto legal designado.

    1. Ressalvadas possveis pendncias de averbao na respectiva matrcula, vedada

    a formulao de exigncias, pelo cartrio de Registro de Imveis, de outros re-

    quisitos e documentos alm dos expressamente constantes neste artigo.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 373

    2. Os instrumentos e contratos particulares de compra e venda devero observar, pa-

    ra a viabilizao do seu registro, no que couber e no for legalmente excepciona-

    do, as mesmas exigncias previstas para a escritura pblica,

    3. Os requisitos do ttulo de compra e venda, previstos neste artigo, aplicam-se, no

    que couber, aos demais ttulos de alienao de imveis, de carter oneroso ou

    gratuito.

    Art. 1148. vedada, em qualquer hiptese, a lavratura e registro de escritura de compra e venda

    relativa a bem imvel de propriedade da Unio, sob regime de aforamento ou

    ocupao de terreno de Marinha, ou que contenha, ainda que parcialmente, rea de seu

    domnio, sem a apresentao de certido especfica e vlida da Secretaria do

    Patrimnio da Unio - SPU, que declare ter o interessado recolhido o laudmio devido,

    de estar o transmitente em dia com as demais obrigaes junto ao Patrimnio da Unio

    e estar autorizada a transferncia do imvel, em virtude de no se encontrar em rea de

    interesse do servio pblico.

    Art. 1149. O comprador ou adquirente poder dispensar, por sua conta e responsabilidade, assumindo os dbitos porventura existentes, a certido negativa do Imposto Predial e

    Territorial Urbano - IPTU, conforme 2, do art. 1, do Decreto n 93.240/86.

    Pargrafo nico. O comprador poder tambm dispensar, expressamente, a

    apresentao da declarao de dbitos condominiais, desde que assuma, nos termos do

    art. 1.345, do Cdigo Civil, os dbitos do alienante perante o condomnio.

    Art. 1150. O comprador ou adquirente poder dispensar, expressamente, por sua conta e responsabilidade, e advertido pelo Tabelio ou Oficial, dos riscos decorrentes,

    inclusive de eventual anulao do negcio jurdico, por caracterizao de fraude

    execuo, caso existam aes ou execues ajuizadas contra o vendedor, a

    apresentao das certides dos feitos ajuizados, conforme previso contida neste

    Cdigo de Normas.

    Pargrafo nico. O comprador poder tambm dispensar, expressamente, a Certido

    Negativa de Dbitos Trabalhistas (CNDT), prevista no art. 642-A da Consolidao das

    Leis do Trabalho - CLT, com redao dada pela Lei n 12.440/11, devendo constar da

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 374

    escritura lavrada ou de declarao que acompanhar o ttulo apresentado, a

    cientificao referida no caput deste artigo.

    Art. 1151. Na hiptese da existncia de aes ou execues certificadas pelos distribuidores

    Cveis da Justia Estadual e Federal, estas devero ser consignadas na escritura, para

    cincia do comprador, no devendo o cartrio de Registro de Imveis promover

    qualquer ato de registro, averbao, anotao ou comunicao, na matrcula respectiva,

    relativamente a aes e execues que no sejam formalmente comunicadas pelo Juzo

    competente para efeito de onerao judicial ou indisponibilidade.

    Pargrafo nico. Por sua exclusiva conta e responsabilidade e advertido pelo Tabelio,

    Substituto ou escrevente autorizado dos riscos decorrentes, e assim consignado na

    escritura, o comprador poder dispensar, expressamente, a apresentao das certides

    de aes e execues ajuizadas contra o vendedor.

    Art. 1152. Nos contratos particulares, com fora de escritura pblica, nos quais no estejam

    assinaladas as certides exigidas pela Lei n 7.433/85, regulamentada pelo Decreto n.

    93.240/86, dever o Oficial do Registro de Imveis exigi-las do interessado e, quando

    no forem negativas, dever o interessado fazer declarao de cincia das mesmas,

    isentando o Registro de Imveis de quaisquer responsabilidades.

    1. O instrumento particular, para ser acolhido no registro imobilirio, dever estar

    revestido das formalidades e obedecer disciplina que a lei e as normas regula-

    mentares estabelecerem para lavratura de escritura pblica.

    2. O instrumento particular, firmado por pessoa jurdica, ser instrudo com prova

    da legitimidade da representao do signatrio.

    Art. 1153. Os Registradores de Imveis no exigiro nova apresentao de certides e de

    documentos que j se encontrem descritos ou com apresentao certificada, em

    escritura pblica, por Tabelio de Notas, ou em contratos particulares, com fora de

    escritura pblica.

    1. Se constar certificado nos ttulos a dispensa da apresentao das certides, con-

    forme previso contida neste Cdigo de Normas, o registrador fica desobrigado

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 375

    de exigi-las, para a efetivao do respectivo ato registral.

    2. quando a exigncia das certides competir ao Registro Imobilirio e, em hiptese

    de dispensa, nos termos do art. 1.156, o registrador exigir declarao expressa

    do(s) comprador(es), com firma reconhecida, consignando no instrumento, que

    foi advertido pelo Oficial dos riscos decorrentes, procedendo ao seu arquiva-

    mento.

    Art. 1154. Sendo o vendedor pessoa jurdica, de direito pblico ou privado, dever tambm

    apresentar e, assim, expressamente constar na escritura pblica ou contrato de compra

    e venda:

    I. a Certido Negativa de Dbito (CND) da Previdncia Social;

    II. a Certido conjunta, emitida pela Receita Federal do Brasil e Procuradoria-Geral

    da Fazenda Nacional (PGFN), relativa a tributos federais e Dvida Ativa da

    Unio.

    1. A escritura ou contrato dever consignar, com relao a cada uma dessas certi-

    des emitidas atravs da Internet, a sua denominao, se certido negativa ou

    certido positiva com efeitos de negativa, o seu cdigo respectivo, data de emis-

    so e data de validade.

    2. dispensada a apresentao da Certido Negativa de Dbito da Previdncia So-

    cial (CND) e da Certido conjunta da Receita Federal do Brasil e da Dvida Ativa

    na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, quando se tratar de empresa que ex-

    plore, exclusivamente, atividade de compra e venda de imveis, locao, des-

    membramento ou loteamento de terrenos, incorporao imobiliria ou construo

    de imveis destinados venda, desde que o imvel objeto da transao esteja

    contabilmente lanado no ativo circulante e no conste, nem tenha constado, do

    ativo permanente da empresa, devendo tal declarao ser consignada expressa-

    mente na escritura.

    Art. 1155. Os instrumentos e contratos particulares de compra e venda devero observar, para a

    viabilizao do seu registro, no que couber e no for legalmente excepcionado, as

    mesmas exigncias previstas para a escritura pblica, cabendo ao cartrio imobilirio o

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 376

    arquivamento, fsico ou digital, dos respectivos ttulos e documentos comprobatrios,

    exigidos para o registro.

    1. O DAM, documento de arrecadao municipal do ITIV, ser apresentado no ori-

    ginal, ou certido de ITIV comprobatria do recebimento, fornecida pela Prefei-

    tura Municipal da situao do imvel.

    2. Para o registro de imveis adquiridos, para fins residenciais, com financiamento

    do Sistema Financeiro da Habitao, dever ser exigida, caso a circunstncia no

    conste expressamente do prprio ttulo, declarao escrita do interessado, com

    firma reconhecida, a qual permanecer arquivada em cartrio, esclarecendo tra-

    tar-se, ou no, de primeira aquisio, a fim de possibilitar o exato cumprimento

    do disposto no artigo 290, da Lei n 6.015, de 31 de dezembro de 1973, e seu

    posterior controle.

    Art. 1156. Para o registro da compra e venda de ascendente em favor de descendente, devero

    intervir, como anuentes, no ttulo respectivo, todos os demais descendentes e o cnjuge

    do alienante.

    Pargrafo nico. dispensvel o consentimento do cnjuge do alienante se casado

    pelo regime da separao de bens, consensual ou obrigatrio, ainda que casados

    anteriormente ao Cdigo Civil de 2002.

    Art. 1157. Nas escrituras pblicas lavradas em comarcas distintas da competente para o registro,

    dever ser reconhecido o sinal pblico do Tabelio que lavrou o ato, procedendo ao

    arquivamento fsico ou eletrnico do ttulo.

    SEO XVI

    DA PROMESSA DE COMPRA E VENDA

    Art. 1158. O contrato de promessa de compra e venda, celebrado por instrumento pblico ou

    particular, em carter irretratvel ou retratvel, pode ser registrado no Cartrio de

    Imveis.

    Pargrafo nico. Sendo celebrado em carter irretratvel e sem clusula de

    arrependimento, o registro imobilirio confere ao promitente comprador direito real

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 377

    aquisio do imvel, nos termos do art. 1.417, do Cdigo Civil.

    Art. 1159. O contrato de promessa de compra e venda dever conter os seguintes requisitos ou clusulas essenciais para o seu registro:

    I. qualificao completa das partes,

    II. descrio do imvel conforme os dados da matrcula respectiva constante no

    Cartrio de Registro Imobilirio;

    III. determinao do valor do negcio jurdico, importncia paga a ttulo de sinal,

    prazo e condies de pagamento, fixado em moeda legal e corrente;

    IV. critrio de atualizao monetria das parcelas de pagamento do preo, juros e

    encargos moratrios incidentes;

    V. clusula expressa de irretratabilidade, com direito a adjudicao compulsria, ou

    hiptese de arrependimento, com a estipulao de prazo para o desfazimento do

    negcio e restituio da posse do imvel ao promitente vendedor, estipulada por

    opo das partes;

    VI. assinatura das partes e de 2 (duas) testemunhas, com firmas reconhecidas.

    1. Na promessa de compra e venda celebrada por instrumento pblico, devem ser

    observados, no que couber, os mesmos requisitos exigidos para a escritura ou

    contrato de compra de venda.

    2. Sendo o promitente vendedor pessoa jurdica e no sendo o caso de dispensa, de-

    ver apresentar, no ato de registro, a Certido Negativa de Dbito da Previdncia

    Social (CND) e a Certido conjunta da Receita Federal do Brasil e da Dvida A-

    tiva na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, ou positiva com efeito de nega-

    tiva.

    3. Celebrada a promessa de compra e venda por escritura pblica, o instrumento de-

    ver consignar a apresentao das certides referidas no pargrafo antecedente.

    Art. 1160. O registro da promessa de compra e venda no depende do prvio recolhimento do

    Imposto de Imposto de Transmisso "Inter-Vivos" - ITIV, o qual se considera devido,

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 378

    apenas, no ato da celebrao da escritura definitiva de compra e venda ou do registro

    no cartrio imobilirio competente, se for o caso.

    Art. 1161. Ainda que celebrado em carter irrevogvel e irretratvel, o contrato de promessa de

    compra e venda pode prever clusula de resciso em razo de inadimplemento do

    promitente comprador, com a aplicao das sanes contratuais e clusulas penais

    cabveis, inclusive para efeito de perda do valor do sinal pago e retomada do imvel

    pelo promitente comprador.

    Art. 1162. Os contratos de promessa ou compromisso de compra e venda, as cesses ou promessas de cesso relativamente a imveis loteados podero ser celebrados por

    escritura pblica ou por instrumento particular, de acordo com o modelo depositado na

    forma do art. 18, inciso VI, da Lei n 6.766/79 e contero, pelo menos, as seguintes

    indicaes:

    I. nome, registro civil, inscrio no CPF, nacionalidade, estado civil e residncia dos

    contratantes;

    II. denominao e situao do loteamento, nmero e data da inscrio;

    III. descrio do lote ou dos lotes que forem objeto de compromissos, confrontaes,

    rea e outras caractersticas;

    IV. preo, prazo, forma e local de pagamento bem como a importncia do sinal;

    V. taxa de juros incidentes sobre o dbito em aberto e sobre as prestaes vencidas e

    no pagas, bem como a clusula penal, nunca excedente a 10% (dez por cento) do

    dbito e s exigvel nos casos de interveno judicial ou de mora superior a 3

    (trs) meses;

    VI. indicao sobre a quem incumbe o pagamento dos impostos e taxas incidentes

    sobre o lote compromissado;

    VII. declarao das restries urbansticas convencionais do loteamento, supletivas da

    legislao pertinente.

    Art. 1163. O desfazimento do negcio jurdico sob a forma contratual de promessa de compra e

    venda, por arrependimento voluntrio ou inadimplemento da parte, ser objeto de ato

    de averbao, promovendo-se o cancelamento do direito real do promitente

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 379

    comprador.

    Art. 1164. dispensvel a averbao de cancelamento do registro de compromisso de compra e venda, quando ocorra o registro da escritura definitiva.

    Pargrafo nico. Se a averbao vier a ser efetuada, dever sempre suceder ao registro

    da escritura definitiva.

    SEO XVII

    DA COMPRA E VENDA COM CESSO DE DIREITOS

    Art. 1165. O imvel que tenha sido objeto de promessa de compra e venda registrada poder ter os seus direitos aquisitivos cedidos a terceira pessoa, que ser o comprador definitivo,

    devendo figurar na relao contratual as seguintes partes:

    I. o proprietrio e vendedor do imvel;

    II. o promitente comprador e cedente dos direitos aquisitivos;

    III. o comprador final e cessionrio dos direitos aquisitivos.

    1. Os direitos aquisitivos do promitente comprador somente podero ser cedidos se

    o preo da promessa de compra e venda estiver integralmente quitado.

    2. Em uma mesma escritura, podero ser realizadas uma ou mais cesses de direitos

    aquisitivos, desde que assinem o ato todas as partes na devida ordem de trans-

    misso de direitos, em respeito ao princpio da continuidade registral.

    3. Para cada operao de cesso ou transferncia de direitos ser devido o corres-

    pondente Imposto de Transmisso "Inter Vivos" - ITIV, cujo comprovante de re-

    colhimento ou quitao dever ser apresentado por ocasio da lavratura da escri-

    tura pblica de compra e venda com cesso.

    Art. 1166. A cesso de direitos aquisitivos, sem a transferncia definitiva da propriedade ou

    domnio, poder ser celebrada por instrumento pblico ou particular, desde que:

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 380

    I. a promessa de compra e venda objeto da cesso tenha sido registrada;

    II. tenha sido recolhido o Imposto de Transmisso "Inter Vivos" - ITIV sobre ambos

    os negcios jurdicos, da promessa de compra e venda e da cesso.

    SEO XVIII

    DA ALIENAO FIDUCIRIA DE BENS IMVEIS

    SUBSEAO I

    DAS DISPOSIES GERAIS

    Art. 1167. A alienao fiduciria regulada pela Lei n 9.514, de 20 de novembro de 1997, e suas alteraes, o negcio jurdico pelo qual o devedor, ou fiduciante, com o escopo de

    garantia, contrata a transferncia ao credor, ou fiducirio, da propriedade resolvel de

    coisa imvel.

    Art. 1168. A alienao fiduciria compreende pacto adjeto da compra e venda de imvel, para transferncia da propriedade plena, podendo ser, ainda, instrumento de garantia nas

    operaes que tenham por objeto:

    I. a transferncia do domnio til de bens enfituticos e terrenos de Marinha;

    II. o direito de uso especial para fins de moradia;

    III. o direito real de uso, desde que suscetvel de alienao;

    IV. a propriedade superficiria.

    1. No caso de bens enfituticos e terrenos de Marinha, exigvel o pagamento do

    laudmio no ato da compra e venda em nome do devedor fiduciante, bem como

    na consolidao do domnio no fiducirio, caso ocorra o inadimplemento no pa-

    gamento da dvida.

    2. Para o registro da escritura ou contrato de compra e venda com alienao fiduci-

    ria dever ser tambm apresentado, no ato da celebrao do contrato particular

    ou escritura pblica, e nele estarem consignados, os dados relativos ao recolhi-

    mento do Imposto de Transmisso "Inter Vivos" - ITIV.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 381

    3. Ser tambm considerado devido, para fins de registro, na consolidao do im-

    vel em nome do credor fiducirio, o recolhimento do Imposto de Transmisso

    "Inter Vivos" ITIV.

    Art. 1169. A alienao fiduciria poder ser contratada por pessoa fsica ou jurdica, no sendo

    privativa das entidades que operam no Sistema Financeiro Imobilirio - SFI.

    1. Os atos e contratos referidos na Lei n 9.514/1997, ou resultantes da sua aplica-

    o, mesmo aqueles que visem constituio, transferncia, modificao ou re-

    nncia de direitos reais sobre imveis, podero ser celebrados por escritura p-

    blica ou por instrumento particular com efeitos de escritura pblica.

    2. exigvel a escritura pblica na compra e venda com pacto de alienao fiduci-

    ria em garantia, sobre imveis de valor superior a trinta vezes o maior salrio

    mnimo vigente no pas, se celebrada entre particulares ou pessoas jurdicas no

    integrantes do Sistema Financeiro Imobilirio - SFI.

    3. As entidades vinculadas ao Sistema Financeiro da Habitao esto dispensadas

    do reconhecimento de firma.

    Art. 1170. Constitui-se a propriedade fiduciria imobiliria mediante o registro, no Cartrio de

    Imveis, da escritura ou contrato respectivo.

    1. O contrato ou escritura de compra e venda com alienao fiduciria ser objeto

    de dois atos de registro:

    I. o registro da operao de compra e venda, tendo por base o valor de

    avaliao fiscal do imvel;

    II. o registro da alienao fiduciria, que tomar por base o valor financiado da

    operao em garantia.

    2. Com a constituio da propriedade fiduciria, ocorre o desdobramento da posse,

    tornando-se o devedor fiduciante possuidor direto e o credor fiducirio possuidor

    indireto da coisa imvel.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 382

    Art. 1171. So clusulas essenciais do pacto de alienao fiduciria, alm daquelas previstas para

    o negcio jurdico da compra e venda:

    I. o valor do principal da dvida;

    II. o prazo e as condies de reposio do emprstimo ou do crdito do credor

    fiducirio;

    III. a taxa de juros e os encargos incidentes;

    IV. a clusula de constituio da propriedade fiduciria, com a descrio do imvel

    objeto da alienao fiduciria e a indicao do ttulo e modo de aquisio;

    V. a clusula assegurando ao devedor fiduciante, enquanto adimplente, a livre

    utilizao do imvel objeto da alienao fiduciria;

    VI. a indicao, para efeito de venda em leilo pblico, do valor do imvel e dos

    critrios para a respectiva reviso;

    VII. o prazo de carncia a ser observado antes que seja expedida intimao para

    purgao de mora ao devedor, ou fiduciante, inadimplente;

    VIII. a clusula dispondo sobre a aplicao dos procedimentos para a realizao do

    leilo pblico destinado alienao do imvel, se consolidada, por

    inadimplemento, a propriedade em nome do credor fiducirio, sendo suficiente

    a remisso expressa ao art. 27, da Lei n 9.514/97, dispensando-se a transcrio

    desses procedimentos no ttulo de constituio da garantia fiduciria.

    Pargrafo nico. No ser necessria a descrio detalhada do imvel na clusula ou

    pacto de alienao fiduciria, se esta j estiver contida no ato da compra e venda ou do

    negcio jurdico principal, de acordo com os dados da matrcula respectiva.

    Art. 1172. Com o pagamento integral da dvida e seus encargos, a propriedade fiduciria do

    imvel ser cancelada, consolidando-se a propriedade plena do imvel em nome do

    devedor fiduciante, que passa condio de proprietrio ou titular do domnio.

    1. O termo de quitao emitido pelo credor fiducirio, com firma reconhecida, o

    documento hbil para averbar a reverso da propriedade plena para o nome do

    devedor fiduciante, mediante cancelamento do registro da propriedade fiduciria,

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 383

    s substituvel por escritura pblica de quitao ou sentena judicial, transitada

    em julgado.

    2. O termo de quitao da propriedade fiduciria poder ser emitido por documento

    eletrnico, com assinatura do credor fiducirio atravs de certificao digital.

    3. O cancelamento da propriedade fiduciria ser promovido como ato de averba-

    o.

    Art. 1173. O devedor fiduciante, com anuncia expressa do credor fiducirio, poder transmitir

    seu direito real de aquisio sobre o imvel objeto da alienao fiduciria em garantia,

    assumindo o cessionrio adquirente as respectivas obrigaes, na condio de novo

    devedor fiduciante.

    Art. 1174. O ttulo que instrumenta a transferncia de direitos e obrigaes dever ingressar para ato de averbao na matrcula do imvel, cabendo ao Oficial observar a regularidade

    do recolhimento do imposto de transmisso.

    Art. 1175. A cesso do crdito objeto da alienao fiduciria implicar a transferncia ao cessionrio de todos os direitos e obrigaes inerentes propriedade fiduciria em

    garantia e independe de anuncia do devedor fiduciante.

    Pargrafo nico. Havendo cesso da posio do credor fiducirio, indispensvel prvia

    averbao dessa circunstncia na matrcula do imvel, para fins de substituio do

    credor e proprietrio fiducirio originrio da relao contratual pelo cessionrio, o qual

    fica integralmente sub-rogado nos direitos e obrigaes do contrato de alienao

    fiduciria.

    Art. 1176. Dispensvel a averbao da cesso de que trata o subitem anterior no caso de crdito negociado no mercado secundrio de crditos imobilirios, representado por Cdula de

    Crdito Imobilirio sob a forma escritural, hiptese em que o credor ser o indicado

    pela entidade custodiante mencionada na cdula.

    SUBSEO II

    DAS INTIMAES E DA CONSOLIDAO DA PROPRIEDADE FIDUCIRIA

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 384

    Art. 1177. Do requerimento do credor fiducirio dirigido ao Oficial do Registro de Imveis

    devem constar as seguintes informaes:

    a) nmero do CPF e nome do devedor fiduciante (e de seu cnjuge, se for casado em

    regime de bens que exija a intimao), dispensada a indicao de outros dados

    qualificativos;

    b) endereo residencial atual, e anterior, se houver;

    c) endereo comercial, se houver;

    d) declarao de que decorreu o prazo de carncia estipulado no contrato;

    e) demonstrativo do dbito e projeo de valores para pagamento da dvida, ou do valor

    total a ser pago pelo fiduciante por perodos de vencimento;

    f) nmero do CPF e nome do credor fiducirio, dispensada a indicao de outros dados

    qualificativos;

    g) comprovante de representao legal do credor fiducirio pelo signatrio do

    requerimento, quando for o caso.

    1. No demonstrativo do dbito ou na projeo da dvida, vedada a incluso de

    valores que correspondam ao vencimento antecipado da obrigao.

    2. No cabe ao Oficial do Registro de Imveis examinar a regularidade do clculo,

    salvo a hiptese do subitem anterior.

    Art. 1178. O requerimento poder ser apresentado em uma nica via, dispensado o

    reconhecimento de firma quando se tratar de entidade vinculada ao Sistema Financeiro

    da Habitao.

    Art. 1179. Prenotado e encontrando-se em ordem, o requerimento dever ser autuado com as peas que o acompanharam, formando um processo para cada execuo extrajudicial.

    Art. 1180. Poder ser exigido, no ato do requerimento, depsito prvio dos emolumentos e

    demais despesas estabelecidas em lei, importncia que dever ser reembolsada ao

    apresentante, por ocasio da prestao de contas, quando ressarcidas pelo devedor

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 385

    fiduciante.

    Pargrafo nico. As despesas devero ser cotadas, de forma discriminada.

    Art. 1181. O requerimento de intimao dever ser lanado no controle geral de ttulos

    contraditrios, a fim de que, em caso de expedio de certido da matrcula, seja

    consignada a existncia da prenotao do requerimento.

    Pargrafo nico. O prazo de vigncia da prenotao ficar prorrogado at a finalizao

    do procedimento.

    Art. 1182. Incumbir ao Oficial verificar a regularidade da representao e, especialmente, se

    quem requer a intimao tem poderes para tanto.

    Art. 1183. Dever o Oficial de Registro de Imveis expedir intimao a ser cumprida em cada um dos endereos fornecidos pelo credor fiducirio, da qual constaro:

    a) os dados relativos ao imvel e ao contrato de alienao fiduciria;

    b) o demonstrativo do dbito decorrente das prestaes vencidas e no pagas e das

    que se vencerem at a data do pagamento, os juros convencionais, as penalidades e

    os demais encargos contratuais, os encargos legais, inclusive tributos e as

    contribuies condominiais imputveis ao imvel, bem como a projeo da dvida,

    em valores atualizados, para purgao da mora;

    c) a indicao dos valores correspondentes s despesas de cobrana e de intimao;

    d) a informao de que o pagamento poder ser efetuado no Cartrio de Registro de

    Imveis, consignando-se o seu endereo, dias e horrios de funcionamento, ou por

    boleto bancrio, que acompanhar a intimao ou poder ser retirado na serventia;

    e) a advertncia de que o pagamento do dbito dever ser feito no prazo

    improrrogvel de quinze (15) dias, contado da data do recebimento da intimao;

    f) a advertncia de que o no pagamento garante o direito de consolidao da

    propriedade plena do imvel em favor do credor fiducirio, nos termos do 7, do

    art. 26, da Lei n 9.514/97.

    Art. 1184. A intimao far-se- pessoalmente ao fiduciante, ao seu representante legal ou ao seu

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 386

    procurador, e poder ser promovida por Oficial de Registro de Ttulos e Documentos

    da Comarca da situao do imvel ou do domiclio de quem deva receb-la, mediante

    solicitao do Oficial do Registro de Imveis, ou ainda, pelo correio, com Aviso de

    Recebimento (AR), salvo regra previamente estabelecida no contrato de

    financiamento.

    Art. 1185. Preferencialmente, a intimao dever ser feita pelo servio extrajudicial. Quando o Oficial de Registro de Imveis optar pela via postal, dever utilizar-se de Sedex

    registrado, com aviso de recebimento (AR), e do servio denominado mo prpria

    (MP), a afim de que a correspondncia seja entregue, exclusivamente, ao destinatrio.

    Art. 1186. Ocorrendo o comparecimento espontneo do devedor em cartrio, a notificao ser feita diretamente pelo Oficial do Registro de Imveis ou seu preposto, ficando as

    despesas circunscritas aos emolumentos referentes prenotao e notificao,

    vedada a cobrana de despesas postais ou com diligncias. Ocorrendo o pronto

    pagamento, ficaro excludos, tambm, os emolumentos relativos intimao.

    Art. 1187. Cuidando-se de vrios devedores, ou cessionrios, inclusive cnjuges, necessria a promoo da intimao individual e pessoal de todos eles.

    1. Na hiptese de falecimento do devedor, a intimao ser feita ao inventariante,

    devendo ser apresentadas cpias autnticas da certido de bito e do termo de

    compromisso de inventariante, ou certido passada pelo ofcio judicial ou tabeli-

    o de notas.

    2. No tendo havido abertura de inventrio, sero intimados todos os herdeiros e le-

    gatrios do devedor, os quais sero indicados pelo credor-fiducirio. Neste caso,

    sero apresentadas cpias autnticas da certido de bito e do testamento, quan-

    do houver, ou declarao de inexistncia de testamento, emitida pelo Registro

    Central de Testamentos On-Line RCTO.

    3. As intimaes de pessoas jurdicas sero feitas aos seus representantes legais, in-

    dicados pelo credor-fiducirio.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 387

    4. Quando o devedor no for encontrado nos endereos indicados pelo credor, tenta-

    tiva de intimao dever ser feita no endereo do imvel dado em garantia.

    5. Quando o devedor, seu representante legal, ou procurador se encontrar em local

    incerto ou no sabido, o Oficial incumbido da intimao certificar o fato, e o

    Oficial do Registro de Imveis promover intimao por edital, publicado por

    trs dias, pelo menos, em um dos jornais de maior circulao local ou noutro de

    Comarca de fcil acesso, se no local no houver imprensa diria.

    6. Na hiptese do devedor, seu representante legal, ou procurador se ocultar de for-

    ma a no permitir a intimao, o Oficial do Registro de Imveis certificar essa

    circunstncia, a fim de que o credor fiducirio promova a intimao pela via ju-

    dicial. O procedimento extrajudicial ser mantido aberto por 60 (sessenta) dias,

    findos os quais, se no houver manifestao do credor fiducirio, ser arquivado.

    7. A intimao judicial dever conter os requisitos do item 387.

    a) Os autos de intimao judicial, entregues parte na forma do art. 872 do CPC,

    sero juntados aos autos do procedimento em curso no Registro de Imveis para

    fins de controle da purgao da mora.

    b) No caso de no localizao ou de ocultao do devedor, a publicao de editais e

    controle da purgao da mora depender de haver constado na certido do Oficial

    de Justia, na notificao judicial, que o intimando foi procurado nos endereos

    fornecidos pelo credor fiducirio e no do prprio imvel objeto da alienao

    fiduciria.

    Art. 1188. Caso os requisitos da letra b, do 7, do artigo anterior, no tenham constado na notificao judicial, o Oficial de Registro de Imveis dever elaborar nota de

    devoluo, a fim de que o credor fiducirio promova nova notificao judicial.

    Art. 1189. Purgada a mora perante o Registro de Imveis, o Oficial entregar recibo ao devedor e, nos trs dias teis seguintes, comunicar esse fato ao credor fiducirio para

    recebimento na serventia das importncias recebidas, ou proceder transferncia

    diretamente ao fiducirio.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 388

    Art. 1190. Decorrido o prazo da intimao sem purgao da mora, o Oficial do Registro de Imveis lanar Certido de Transcurso de Prazo Sem Purgao Da Mora e dar

    cincia ao requerente.

    Art. 1191. A consolidao da plena propriedade ser feita vista da prova do pagamento do imposto de transmisso inter vivos e, se for o caso, do laudmio. Para tais fins, ser

    considerado o preo ou valor econmico declarado pelas partes ou o valor tributrio do

    imvel, independentemente do valor remanescente da dvida.

    Pargrafo nico. Decorrido o prazo de 120 (centro e vinte) dias sem as providncias

    elencadas no subitem anterior, os autos sero arquivados. Ultrapassado esse prazo, a

    consolidao da propriedade fiduciria exigir novo procedimento de execuo

    extrajudicial, ser exigido, no ato do requerimento, depsito prvio dos emolumentos e

    demais despesas estabelecidas em lei, importncia que dever ser reembolsada ao

    apresentante, por ocasio da prestao de contas, quando ressarcidas pelo devedor

    fiduciante.

    Art. 1192. O fiduciante pode, com anuncia do fiducirio, dar seu direito eventual ao imvel em

    pagamento da dvida, dispensada a realizao do leilo.

    Art. 1193. A dao em pagamento enseja o recolhimento do imposto de transmisso de bens imveis, calculado sobre o valor do saldo devedor e demais encargos, ou sobre o valor

    venal do imvel, prevalecendo o maior, podendo ser adotada a forma pblica ou

    particular.

    Art. 1194. Uma vez consolidada a propriedade em nome do fiducirio, este dever promover a

    realizao de leilo pblico para venda do imvel, nos 30 (trinta) dias subsequentes,

    contados da data da averbao da consolidao da propriedade, no cabendo ao Oficial

    do Registro de Imveis o controle desse prazo.

    1. Havendo lance vencedor, a transmisso do imvel ao licitante ser feita por meio

    de registro do respectivo ttulo.

    2. Sero praticados dois atos no Registro de Imveis:

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 389

    a) uma averbao do termo de quitao nos termos do 4, art. 27 da Lei n

    9.514 de 20/11/1997.

    b) o registro do ttulo, devidamente acompanhado do comprovante do imposto

    de transmisso.

    Art. 1195. Realizados os leiles e, sendo negativos, ocorrer a consolidao da propriedade plena

    na pessoa do fiducirio e a extino da dvida.

    1. A averbao da quitao da dvida, ser feita a requerimento do credor fiducirio

    ou de pessoa interessada, esclarecendo a realizao dos leiles e a no arremata-

    o do bem, ocorrncia que dever constar expressamente da respectiva averba-

    o, inclusive para atender o disposto no art. 248 da Lei n 6.015/73, e ser ins-

    trudo com cpias autnticas das publicaes dos leiles e dos autos negativos,

    assinados por leiloeiro oficial.

    2. O fiducirio no poder dispor do bem antes de requerer a averbao da extino

    da dvida, nos termos do 6 da Lei n 9.514/97 e do art. 248 da Lei de Registros

    Pblicos, tendo em vista o princpio da continuidade registral, nos termos dos

    artigos 195 e 237 do mesmo diploma legal.

    Art. 1196. Na contagem dos prazos do contrato de alienao fiduciria, exclui-se o dia do comeo

    e inclui-se o dia do vencimento. Encerrando-se o prazo regulamentar em sbado,

    domingo ou feriado, prorroga-se para o primeiro dia til subsequente.

    SUBSEO III

    DA CDULA DE CRDITO IMOBILIRIO

    Art. 1197. A Cdula de Crdito Imobilirio (CCI) emitida para representar crdito imobilirio

    decorrente de financiamento ou de outro contrato imobilirio.

    1. A CCI ser emitida pelo credor do crdito imobilirio, e poder ser integral,

    quando representar a totalidade do crdito, ou fracionria, quando representar

    parte dele, no podendo a soma das CCIs fracionrias emitidas em relao a ca-

    da crdito, exceder o valor total do crdito que representam.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 390

    2. As CCIs fracionrias podero ser emitidas simultaneamente ou no, a qualquer

    momento antes do vencimento do crdito que representam.

    3. Sendo o crdito imobilirio garantido por direito real, a emisso da CCI ser a-

    verbada no Registro de Imveis, na respectiva matrcula, devendo dela constar,

    exclusivamente, o nmero, a srie e a instituio custodiante.

    Art. 1198. A averbao da emisso da CCI e o registro da garantia do respectivo crdito, quando

    solicitados simultaneamente, sero considerados como ato nico para efeito de

    cobrana de emolumentos.

    Pargrafo nico. Quando a CCI for apresentada isolada e posteriormente, os

    emolumentos devidos pela averbao de sua emisso sero cobrados como averbao

    sem valor declarado.

    Art. 1199. A CCI dever conter:

    I. a denominao Cdula de Crdito Imobilirio, quando emitida cartularmente;

    II. o nome, a qualificao e o endereo do credor e do devedor e, no caso de emisso

    escritural, tambm o do custodiante;

    III. a identificao do imvel objeto do crdito imobilirio, com a indicao da matrcula

    e do registro da constituio da garantia, se for o caso;

    IV. a modalidade da garantia, se for o caso;

    V. o nmero e a srie da cdula;

    VI. o valor do crdito que representa;

    VII. a condio de integral ou fracionria e, nessa ltima hiptese, tambm a indicao da

    frao que representa;

    VIII. o prazo, a data de vencimento, o valor da prestao total, nela includas as parcelas

    de amortizao e juros, as taxas, seguros e demais encargos contratuais de

    responsabilidade do devedor, a forma de reajuste e o valor das multas previstas

    contratualmente, com a indicao do local de pagamento;

    IX. o local e a data da emisso;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 391

    X. a assinatura do credor, quando emitida cartularmente;

    XI. a autenticao pelo Oficial do Registro de Imveis, no caso de contar com garantia

    real; e

    XII. clusula ordem, se endossvel.

    Art. 1200. A emisso e a negociao de CCI independem de autorizao do devedor do crdito

    imobilirio que ela representa.

    Pargrafo nico. A cesso do crdito representado por CCI implica automtica

    transmisso das respectivas garantias ao cessionrio, que se sub-roga em todos os

    direitos representados pela cdula, ficando o cessionrio, no caso de contrato de

    alienao fiduciria, investido na propriedade fiduciria.

    Art. 1201. Cesso de crdito garantido por direito real, quando representado por CCI emitida sob a forma escritural, dispensada de averbao no Registro de Imveis, aplicando-se, no

    que a Lei n 10.931 de 2 de agosto de 2004 no contrarie, o disposto nos arts. 286 e

    seguintes do Cdigo Civil Brasileiro.

    1. Como a cesso de crdito por CCI implica automtica transmisso das respecti-

    vas garantias e direitos ao cessionrio, incluindo a propriedade fiduciria, em ca-

    so de requerimento de consolidao, as respectivas cesses devero ser previa-

    mente averbadas na matrcula do imvel, em ato nico.

    2. No caso de CCI emitida sob a forma escritural, caber instituio custodiante

    identificar o atual credor fiducirio para fins de prvia averbao da cesso, em

    ato nico.

    Art. 1202. A CCI, objeto de securitizao nos termos da Lei n 9.514, de 20 de novembro de

    1997, ser identificada no respectivo Termo de Securitizao de Crditos, mediante

    indicao do seu valor, nmero, srie e instituio custodiante, dispensada a

    enunciao das informaes j constantes da Cdula ou do seu registro na instituio

    custodiante.

    Art. 1203. O regime fiducirio de que trata a Seo VI do Captulo I da Lei n 9.514, de 1997, no caso de emisso de Certificados de Recebveis Imobilirios lastreados em crditos

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 392

    representados por CCI, ser registrado na instituio custodiante.

    Art. 1204. O resgate da dvida representada pela CCI prova-se com a declarao de quitao, emitida pelo atual credor, identificado pela instituio custodiante, ou na falta desta,

    por outros meios admitidos em Direito, aos quais, o Oficial far meno no corpo da

    averbao, dispensada averbao autnoma da cesso.

    Art. 1205. Os emolumentos devidos para o cancelamento do regime fiducirio e das garantias reais sero cobrados como ato nico.

    Art. 1206. Vedada a averbao da emisso de CCI com garantia real quando houver prenotao ou registro de qualquer outro nus real sobre os direitos imobilirios, inclusive

    penhora ou averbao de qualquer mandado ou ao judicial.

    SEO XIX

    DA DOAO ENTRE VIVOS

    Art. 1207. Nos atos de doao a ttulo gratuito, o registro poder ser promovido pelo doador,

    podendo ou no estar declarado no ttulo a aceitao da doao pelo donatrio,

    conforme disposto no art. 539 do Cdigo Civil.

    1. dispensada a prova de aceitao na doao pura feita em benefcio de incapaz

    ou quando o doador fixar prazo ao donatrio, para declarar se aceita ou no a li-

    beralidade.

    2. Para os efeitos registrais, considera-se doao pura aquela instituda com reserva

    de usufruto ou com clusula de incomunicabilidade, inalienabilidade ou impe-

    nhorabilidade.

    Art. 1208. So modalidades bsicas de doao:

    I. a doao feita por ascendente a descendente direto, ou de um cnjuge a outro, que

    importa em adiantamento da herana;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 393

    II. a doao feita por ascendente a descendente, que sair da parte disponvel do

    doador, realizada em carter definitivo e com expressa dispensa de colao do

    bem em futuro inventrio;

    III. a doao pura e simples ou com encargo, em favor de terceiro, pessoa fsica ou

    jurdica, sem relao de sucesso.

    1. O registro deve consignar a natureza da doao, se de carter temporrio e reso-

    lvel, como no adiantamento da herana, de carter definitivo, ou na doao sem

    relao de sucesso.

    2. Somente pode ser objeto de registro a escritura de doao quando o doador decla-

    re que ele proprietrio de outros bens que assegurem a sua subsistncia, salvo

    se a doao estiver sendo realizada com reserva de usufruto.

    Art. 1209. Considera-se ato de doao, para efeito de incidncia do Imposto Causa Mortis e

    Doao - ITCMD, a compra e venda realizada pelos pais em nome de menor ou

    incapaz, sem a comprovao da origem de renda para a aquisio.

    Art. 1210. Constitui requisito essencial da escritura de doao a consignao do recolhimento do Imposto Causa Mortis e Doao - ITCMD, base de clculo, valor do imposto, data e

    agente de pagamento.

    Art. 1211. Os Oficiais de Registro de Imveis devero remeter, nos termos de regulamento

    prprio, Secretaria da Fazenda, a relao dos atos de registro de doao de bens

    imveis.

    SEO XX

    DA DAO EM PAGAMENTO

    Art. 1212. O registro da escritura pblica de dao em pagamento de imvel depende da declarao e demonstrao, no ttulo correspondente, de que o negcio est sendo

    efetivado para a soluo de dvida financeira ou creditcia anterior, contrada pelo

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 394

    devedor perante o credor, de natureza no imobiliria.

    1. O ttulo respectivo dever declarar que o devedor contratou com o credor opera-

    o exclusivamente financeira ou creditcia e, que a dao em pagamento se rea-

    liza em soluo da dvida, aplicando-se a essa operao, em tudo o que no for

    contrrio lei, as disposies da compra e venda.

    2. Somente se considera dao em pagamento, para efeitos registrais, o negcio em

    que o credor consentir, expressamente, em receber prestao diversa da que lhe

    devida, em operao de natureza financeira ou creditcia.

    3. Sendo caracterizada a dvida originria como de natureza imobiliria, a soluo

    do negcio jurdico dever ser formalizada, atravs dos modelos legais de com-

    pra e venda, permuta com torna ou empreitada por administrao.

    Art. 1213. No ser admitida como dao em pagamento, para efeitos imobilirios, o negcio

    jurdico em que o adquirente do imvel, por termo de adeso ou contrato de promessa

    de compra e venda, realiza o pagamento do preo empresa construtora ou

    incorporadora, visando aquisio de imvel, sendo o adquirente considerado, nesse

    instrumento, como devedor e no como credor da operao.

    Art. 1214. Aplicam-se dao em pagamento, no que couber, as mesmas normas e requisitos que regulam a compra e venda.

    SEO XXI

    DA PERMUTA OU TROCA

    Art. 1215. Constituem modalidades de permuta de bens imveis para fins de registro imobilirio:

    I. permuta ou troca simples de imveis com mesmo valor;

    II. permuta com torna, para imveis de distintos valores;

    III. permuta de frao de terreno, para fins de remembramento;

    IV. permuta de terreno por rea construda futura.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 395

    Art. 1216. Na permuta simples, o ttulo respectivo dever descrever os imveis objeto da permuta, podendo determinado imvel ser permutado por outro ou mais imveis,

    desde que a soma de valores seja equivalente e os permutantes deem entre si total e

    recproca quitao.

    1. O valor de equivalncia dos imveis permutados ser aquele atribudo ou decla-

    rado pelas partes, independentemente do valor de avaliao fiscal.

    2. Na permuta de imveis, para efeitos do imposto de transmisso imobiliria, con-

    sideram-se duas as operaes de alienao, sendo devido o pagamento de ambas

    as transmisses e, assim, consignado na escritura de permuta.

    Art. 1217. Na permuta com torna, a parte proprietria do imvel de menor valor dever declarar o

    pagamento, no mesmo ttulo, da diferena entre o valor do seu imvel em relao ao

    imvel de maior valor, operando-se a dupla transmisso para efeitos imobilirios e de

    tributao.

    Art. 1218. A permuta de frao mnima de terreno entre dois ou mais proprietrios de imveis contguos, para efeitos de remembramento posterior, tambm denominada de permuta

    jurdica, importa na constituio de condomnio voluntrio ou civil indiviso, declarado

    no ttulo respectivo.

    Art. 1219. Pargrafo nico. Na permuta jurdica, esta compreender a troca de frao do imvel da ordem de 1 % (um por cento) da rea do respectivo terreno.

    Art. 1220. A permuta de terreno por rea construda o negcio imobilirio em que o proprietrio do terreno contrata com terceiro, empresa construtora, incorporadora ou grupo de

    condminos a troca de frao ideal de imvel presente e objeto de registro regular,

    para a entrega futura de unidades imobilirias autnomas as quais sero edificadas

    pelo construtor ou incorporador.

    1. A determinao da frao permutada ser expressa em percentual sobre a rea do

    terreno e com a especificao e atribuio das unidades autnomas que cabero

    ao proprietrio do imvel, integrais ou fracionadas, conforme livremente pactua-

    do entre as partes.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 396

    2. A escritura pblica de permuta de terreno por rea construda dever conter e in-

    dicar, para a necessria segurana jurdica do proprietrio do imvel, alm do ato

    de transmisso de domnio e demais direitos, na seguinte ordem:

    a) o ato de permuta, com a reserva de frao no domnio do proprietrio do terreno e

    a constituio de regime de condomnio voluntrio ou indiviso sobre o terreno

    entre as partes permutantes;

    b) a destinao exclusiva do terreno para a construo de empreendimento

    imobilirio;

    c) a diviso das fraes ideais do terreno em tantas unidades autnomas que sero

    edificadas no empreendimento;

    d) a constituio de condomnio pro-diviso entre as partes permutantes, conforme a

    destinao do terreno para a edificao de unidades autnomas;

    e) a descrio e especificao da construo, com as suas caractersticas, nmero de

    pavimentos, detalhamento dos cmodos,unidades autnomas, nmero de vagas

    de garagens e reas de uso exclusivo e uso comum determinadas de acordo com

    o respectivo quadro da ABNT;

    f) a identificao e atribuio das unidades imobilirias autnomas que cabero ao

    proprietrio do terreno e empresa construtora ou incorporadora;

    g) o valor da frao de terreno permutada, que dever corresponder soma do valor

    das unidades imobilirias autnomas as quais sero construdas;

    h) as obrigaes, prazo de construo e clusulas moratrias e penais constantes do

    contrato de construo respectivo;

    i) a clusula resolutiva expressa, objeto de registro prprio, que poder considerar

    rescindido o negcio jurdico, com a reverso integral do imvel ao proprietrio

    original, no caso de no cumprimento dos prazos e das condies estabelecidas

    para a construo do empreendimento imobilirio.

    3. No obrigatrio constar, na escritura de permuta de terreno por rea construda

    destinada construo de empreendimento imobilirio, a conveno e o regi-

    mento interno do condomnio, que podem ser celebrados em instrumento pr-

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 397

    prio, pblico ou particular, para registro posterior.

    4. A base de clculo do imposto de transmisso incidente dever estar consignada

    sobre as fraes ideais de terreno e respectivas unidades imobilirias autnomas

    que foram atribudas empresa construtora ou incorporadora ou ao condomnio,

    no incidindo o imposto sobre as fraes reservadas pelo proprietrio do terreno.

    5. A obrigao de entrega das unidades imobilirias autnomas ao permutante pro-

    prietrio do terreno somente se considera cumprida, para efeito de cancelamento

    da clusula resolutiva, com a averbao da licena de habite-se da construo

    expedida pela Prefeitura Municipal.

    6. Aps o registro da escritura de permuta de terreno por rea construda, obrigat-

    rio o registro do memorial de incorporao, na construo sujeita a regime de in-

    corporao por empreitada ou por administrao, de acordo com as exigncias do

    art. 32, da Lei n 4.591/1964, para assim viabilizar o registro das escrituras ou

    contratos de alienao, por compra e venda ou cesso, das unidades autnomas.

    SEO XXII

    DO DIREITO DE SUPERFCIE

    Art. 1221. O proprietrio pode conceder a outrem, denominado superficirio, o direito de

    construir ou de plantar em seu terreno, por tempo determinado, mediante escritura

    pblica devidamente registrada no Cartrio de Registro de Imveis.

    Art. 1222. A concesso da superfcie ser gratuita ou onerosa e, caso seja onerosa, estipularo as partes se o pagamento ser feito de uma s vez ou parceladamente, devendo assim ser

    consignado no registro da matrcula.

    Art. 1223. Se o proprietrio do imvel objeto do direito de superfcie for pessoa jurdica, exigvel a consignao, na escritura de constituio, da Certido Negativa de Dbito

    (CND) da Previdncia Social e a Certido conjunta emitida pela Receita Federal do

    Brasil e Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), relativa a tributos federais e

    Dvida Ativa da Unio.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 398

    Art. 1224. O direito de superfcie pode transferir-se a terceiros e, por morte do superficirio, aos seus herdeiros.

    Art. 1225. O direito de superfcie abrange o direito de utilizar a construo previamente existente,

    o solo, o subsolo ou o espao areo relativo ao imvel, conforme estabelecido no

    contrato, observada a respectiva legislao urbanstica. Abaixo desses limites o

    domnio reservado ao proprietrio do solo.

    Art. 1226. Em caso de alienao do imvel ou do direito de superfcie, o superficirio ou o

    proprietrio tm direito de preferncia, em igualdade de condies com terceiros,

    aquisio e consolidao da propriedade plena.

    1. Ser exigvel na escritura pblica de alienao do imvel ou da cesso do direito

    de superfcie, o comparecimento de ambas as partes, com a declarao expressa

    de renncia ao direito de preferncia.

    2. No incide sobre a operao de alienao do imvel ou de cesso do direito de

    superfcie qualquer pagamento a ttulo de transferncia ou laudmio sobre a su-

    perfcie.

    Art. 1227. Antes do termo final, a concesso poder ser extinta se o superficirio der ao terreno destinao diversa daquela para que for concedida, conforme assim reconhecido em

    deciso judicial.

    Art. 1228. Extinta a concesso, o proprietrio passar a ter a propriedade plena sobre o terreno, construo ou plantao, independentemente de indenizao, se as partes no

    houverem estipulado o contrrio.

    Art. 1229. A constituio do direito de superfcie ser objeto de ato de registro e a sua extino ser promovida atravs de ato de averbao, na forma da Lei 6.015/73.

    Art. 1230. O direito de superfcie, constitudo por pessoa jurdica de direito pblico interno, rege-se pelo Cdigo Civil de 2002, no que no for diversamente disciplinado em lei

    especial .

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 399

    SEO XXIII

    DO USUFRUTO DE IMVEL

    Art. 1231. O usufruto de imvel constitudo por conveno dever ser, obrigatoriamente, registrado no ofcio imobilirio.

    Art. 1232. A averbao do cancelamento do registro de usufruto ser feita a requerimento do interessado, por simples petio dirigida ao registrador, a quem competir a

    conferncia da prova, suscitando eventual dvida ao juiz.

    Art. 1233. O usufruto de imvel constitui-se por ato gratuito, constante de escritura pblica de doao, de inventrio extrajudicial ou testamento.

    Pargrafo nico. Uma vez institudo, salvo disposio em contrrio, o usufruto

    estende-se aos acessrios, benfeitorias e acesses do imvel.

    Art. 1234. Na lavratura do ttulo de usufruto de imvel, assim como do ato de registro respectivo, dever consignar se este resulta:

    I. de reserva de usufruto, quando originrio de ato de doao;

    II. de instituio quando da doao de dinheiro para aquisio do imvel;

    III. em caso de constituio por ato prprio ou por testamento;

    IV. da cesso onerosa do direito de usufruto destacado da propriedade em operao de

    compra e venda;

    V. da instituio de usufruto legal, resultante do direito de famlia, quando venha a

    ser registrado por fora de ordem judicial.

    Art. 1235. Na escritura de doao com reserva de usufruto, deve ser objeto de registro autnomo

    o primeiro ato, como registro da doao da nua-propriedade do imvel e o segundo ato

    to-s de reserva do usufruto em favor do doador.

    1. O mesmo procedimento do presente artigo ser aplicvel s escrituras de invent-

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 400

    rio e partilha extrajudicial, quando o cnjuge sobrevivente ou herdeiro venha a

    renunciar propriedade, mas reservando para si o usufruto sobre o imvel.

    2. Aplica-se tambm o mesmo procedimento na escritura de doao com instituio

    de usufruto, com um registro autnomo para o primeiro ato, e outro para a insti-

    tuio.

    Art. 1236. No se pode transferir o usufruto por alienao, mas o seu exerccio pode ceder-se por ttulo gratuito ou oneroso.

    1. A cesso do direito de usufruto deve ser realizada por escritura pblica, ficando

    consignado no registro que o cessionrio do usufruto deve exercer os mesmos di-

    reitos do cedente.

    2. A cesso do direito de usufruto no pode ser promovida em favor do prprio nu-

    proprietrio, situao jurdica que importar a consolidao do direito de propri-

    edade e na consequente extino do usufruto.

    Art. 1237. O usufruto extingue-se, cancelando-se o registro no Cartrio de Imveis:

    I. pela renncia, mediante apresentao da escritura pblica de renncia;

    II. por morte do usufruturio, ser feita mediante requerimento do interessado, com

    firma reconhecida e instruda com documento comprobatrio do bito;

    III. pelo termo de sua durao, cujo cancelamento se dar mediante requerimento do

    interessado, com firma reconhecida e instruda com documento comprobatrio;

    IV. pela extino da pessoa jurdica, em favor de quem o usufruto foi constitudo ou,

    se ela perdurar, pelo decurso de 30 (trinta) anos da data em que se comeou a

    exercer;

    V. pela cessao do motivo de que se origina, do modo como determinado no ato de

    instituio, provado por requerimento apresentado pelo interessado;

    VI. pela destruio da coisa, provada em requerimento apresentado pelo interessado,

    acompanhada de certido narrativa emitida pela Prefeitura Municipal;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 401

    VII. pela consolidao do usufruto e da nua-propriedade na mesma pessoa;

    VIII. por culpa do usufruturio, quando aliena, deteriora ou deixa arruinar os bens, no

    lhes acudindo com os reparos de conservao, provada por sentena judicial;

    IX. pelo no uso ou no fruio, da coisa em que o usufruto recai, provada por

    sentena judicial.

    Pargrafo nico. H incidncia do Imposto de Transmisso - ITD, devido ao Estado,

    na instituio do usufruto e sua extino, por consolidao na pessoa do nu-

    proprietrio.

    Art. 1238. Constitudo o usufruto em favor de duas ou mais pessoas, extinguir-se- a parte em

    relao a cada uma das que falecerem, salvo se, por estipulao expressa, o quinho

    desses couber ao sobrevivente.

    SEO XXIV

    DO REGISTRO DE CARTA DE ARREMATAO DECORRENTE DE EXECUO

    EXTRAJUDICIAL

    Art. 1239. A carta de arrematao expedida por instrumento particular ttulo hbil para transferncia de imvel hipotecado levado a leilo pelo agente fiducirio, nos termos

    do Dec. Lei n 70/66.

    Art. 1240. A carta dever vir assinada pelo agente fiducirio, pelo leiloeiro, pelo credor exequente, por cinco testemunhas fsicas idneas, identificadas e qualificadas.

    Art. 1241. O devedor tambm dever assinar a carta, salvo se recusar ou se no estiver presente ao leilo.

    Art. 1242. A carta dever ser apresentada em duas vias, sendo uma delas arquivada na serventia e a outra entregue parte interessada e conter:

    I. a clusula contratual que designar o agente fiducirio ou, na falta desta, o ato que

    o tiver designado para representar a instituio ;

    II. a transcrio dos avisos enviados pelo credor ou seu agente fiducirio ao devedor

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 402

    e respectivo cnjuge; na ausncia do recibo assinado pelo devedor, a publicao

    dos editais de notificao;

    III. a carta de autorizao do leiloeiro;

    IV. o inteiro teor do edital do leilo, com indicao das datas de sua publicao e dos

    rgos em que essa publicao se deu;

    V. a transcrio do auto de leilo;

    VI. a transcrio do recibo do pagamento do preo da arrematao;

    VII. a quitao dos dbitos fiscais, ITIV, laudmio, e respectivo alvar, se for o caso;

    VIII. a prestao de contas do leiloeiro;

    IX. a descrio do imvel alienado e a referncia a suas confrontaes e metragens,

    bem como ao ttulo anterior de propriedade, s respectivas transcries e

    averbaes no registro imobilirio e ao instrumento de cesso do crdito, se

    houver.

    Art. 1243. Do registro dever constar as especificaes da transmisso, tais como o adquirente,

    transmitente, o ttulo, a forma do ttulo, leiloeiro, agente fiducirio, credor, valor e o

    recolhimento do ITIV.

    CAPTULO X

    DA AVERBAO

    SEO I

    DAS DISPOSIES GERAIS

    Art. 1244. No Registro de Imveis, ser feita a averbao dos seguintes atos previstos em lei:

    1) convenes antenupciais, os regimes de bens diversos do legal e a alterao do

    regime de bens do casamento, nos registros pertinentes a imveis ou a direitos reais

    pertencentes a um dos cnjuges, inclusive os adquiridos posteriormente ao

    casamento;

    2) por cancelamento, da extino dos nus e direitos reais;

    3) contratos de promessa de compra e venda, das cesses e das promessas de cesso a

    que alude o Decreto-Lei n 58, de 10.12.1937, quando o loteamento se tiver

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 403

    formalizado anteriormente vigncia da Lei n 6.015/73;

    4) mudana de denominao e de numerao dos prdios, da edificao, da

    reconstruo, da demolio, do desmembramento e do loteamento de imveis;

    5) alterao do nome por casamento, por separao ou por divrcio, ou, ainda, de

    outras circunstncias que, de qualquer modo, tenham influncia no registro ou nas

    pessoas nele interessadas;

    6) atos pertinentes a unidades autnomas condominiais a que alude a Lei n 4.591, de

    16.12.1964, quando a incorporao tiver sido formalizada anteriormente vigncia

    desta Lei n 6.015/73;

    7) cdulas hipotecrias:

    8) do Sistema Financeiro da Habitao e outros contratos;

    9) da Cdula de Crdito Imobilirio.

    10) cauo e da cesso fiduciria de direitos relativos a imveis;

    11) restabelecimento da sociedade conjugal;

    12) clusulas de inalienabilidade, impenhorabilidade e incomunicabilidade impostas a

    imveis, bem como da constituio de fideicomisso;

    13) decises, recursos e seus efeitos, que tenham por objeto atos ou ttulos registrados

    ou averbados;

    14) ex officio, dos nomes dos logradouros, decretados pelo Poder Pblico;

    15) sentenas de separao judicial, de divrcio e de nulidade ou anulao de

    casamento, quando nas respectivas partilhas existirem imveis ou direitos reais

    sujeitos a registro e desde que os imveis ou direitos reais permaneam em

    condomnio, em partes iguais, entre os separados ou divorciados;

    16) re-ratificao do contrato de mtuo com pacto adjeto de hipoteca em favor de

    entidade integrante do Sistema Financeiro da Habitao, ainda que importando

    elevao da dvida, desde que mantidas as mesmas partes e que inexista outra

    hipoteca registrada em favor de terceiros;

    17) contrato de locao, para os fins de exerccio de direito de preferncia;

    18) Termo de Securitizao de crditos imobilirios, quando submetidos a regime

    fiducirio;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 404

    19) notificao para parcelamento, edificao ou utilizao compulsrios de imvel

    urbano;

    20) extino da concesso de uso especial para fins de moradia;

    21) extino do direito de superfcie do imvel urbano;

    22) cesso de crdito imobilirio;

    23) constituio de patrimnio de afetao, nas incorporaes imobilirias;

    24) sub-rogaes e outras ocorrncias que alterarem o registro;

    25) indisponibilidade de bens decretada judicialmente;

    26) indisponibilidade de bens dos administradores, gerentes e conselheiros fiscais das

    sociedades sujeitas ao regime de liquidao extrajudicial;

    27) protestos, notificaes e interpelaes normatizadas nos arts. 867 e segs. do CPC,

    mediante ordem judicial, na observncia do item 12 do inciso II do art. 167 da Lei n

    6015/73;

    28) sentenas definitivas de interdio;

    29) alterao do nome das pessoas jurdicas e a transformao do tipo societrio;

    30) incorporao total de uma empresa por outra;

    31) termos de acordo entre proprietrio de terras e o IBAMA, a teor dos preceitos

    contidos no Cdigo Florestal e legislao complementar;

    32) existncia de floresta plantada;

    33) substituio de muturio, nos contratos de compra e venda celebrados segundo as

    normas do Sistema Financeiro da Habitao, com ocorrncia, ou no, de novao,

    quando o adquirente assume a dvida e a garantia hipotecria do muturio anterior;

    34) documentos de ajuste preliminar ou a carta-proposta, prevista no 4 do art. 35 da

    Lei n 4.591, de 16-12-64, na hiptese ali contemplada e para constituio de direito

    real oponvel a terceiros;

    35) Termo de Securitizao de crditos imobilirios, quando submetidos a regime

    fiducirio;

    36) consolidao da propriedade do imvel em nome do fiducirio, a vista da prova do

    pagamento do imposto de transmisso e, se for o caso, tambm do laudmio;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 405

    37) retificaes processadas nos termos previstos nos arts. 212 e ss. da Lei dos Registros

    Pblicos;

    38) arrolamento de bens solicitados pela receita Federal previsto na Lei n 9.532/97;

    39) bloqueio de matrcula, determinado judicialmente;

    40) da notificao para parcelamento, edificao ou utilizao compulsrios de imvel

    urbano;

    41) da extino da concesso de uso especial para fins de moradia;

    42) da extino do direito de superfcie do imvel urbano;

    43) da cesso de crdito imobilirio;

    44) da reserva legal;

    45) da servido ambiental;

    46) do destaque de imvel de gleba pblica originria;

    47) do auto de demarcao urbanstica;

    48) da extino da legitimao de posse;

    49) da extino da concesso de uso especial para fins de moradia;

    50) da extino da concesso de direito real de uso;

    51) da sub-rogao de dvida, da respectiva garantia fiduciria ou hipotecria e da

    alterao das condies contratuais, em nome do credor que venha a assumir tal

    condio na forma do disposto pelo art. 31 da Lei n 9.514, de 20 de novembro de

    1997, ou do art. 347 da Lei n 10.406, de 10 de janeiro de 2002 - Cdigo Civil,

    realizada em ato nico, a requerimento do interessado instrudo com documento

    comprobatrio firmado pelo credor original e pelo muturio.

    52) Certido Premonitria - certido comprobatria do ajuizamento da execuo, nos

    termos do art. 615-A do CPC;

    53) outros ttulos, atos ou fatos que venham a ser definidos em lei.

    Art. 1245. Com o advento da Lei Federal n 12.651/12, que instituiu o Cdigo Florestal, a Reserva Legal dever ser registrada no rgo ambiental competente por meio de

    inscrio no Cadastro Ambiental Rural CAR, sendo vedada a alterao de sua

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 406

    destinao, nos casos de transmisso, a qualquer ttulo, ou de desmembramento,

    ressalvadas as excees previstas na prpria lei.

    1. O registro da Reserva Legal no CAR desobriga a averbao no Registro de

    Imveis;

    2. Admite-se, todavia, a sua averbao na matrcula, nos termos expressamente

    consignados no art. 167, II, 22, da Lei n 6.015/73, ou para se dar publicidade

    de ocorrncias que visem a tutela ambiental.

    Art. 1246. Averbar-se-o, ainda, na matrcula ou no registro, para o simples efeito de dar

    conhecimento aos interessados requerentes de certido:

    1) os atos de tombamento definitivo ou provisrio de imveis, promovidos pelo Poder

    Pblico;

    2) os decretos que declararem imveis como sendo de utilidade ou necessidade

    pblica, para fins de desapropriao;

    3) a notcia de penhora, quando do adiamento da feitura do registro, por falta de

    requisitos formais no ttulo apresentado, exigidos pela legislao em vigor;

    4) o arrendamento sem clusula de vigncia em caso de alienao do imvel

    arrendado e os contratos de comodato, satisfeitas as condies gerais de contedo e

    forma;

    5) as escrituras pblicas e as sentenas de constituio ou dissoluo de unio estvel.

    Art. 1247. Ter legitimidade para requer a averbao qualquer pessoa (incumbindo-lhe as

    despesas respectivas) que tenha algum interesse jurdico no lanamento das mutaes

    subjetivas e objetivas dos registros imobilirios.

    1. Tero legitimidade para exigi-la no s os titulares do direito real, na qualidade

    de alienantes ou de adquirentes, como tambm os anuentes ou intervenientes no

    negcio jurdico.

    2. As averbaes, salvo nos casos em que podero ser feitas ex officio, dependero

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 407

    de requerimento escrito, que poder ser realizado em formulrio padronizado do

    prprio Servio, acompanhado de documentao comprobatria, fornecida pela

    autoridade competente.

    3. Para os fins previstos neste artigo, a parte interessada poder fazer-se representar

    por advogado, munido de procurao com poderes especficos e reconhecimento

    de firma do mandante, hiptese em que dever ficar arquivada na serventia o ins-

    trumento de mandato (ou sua cpia autenticada) e cpia no autenticada do do-

    cumento de identificao profissional do advogado. Nas hipteses previstas no

    pargrafo anterior, o reconhecimento de firma do mandante no instrumento de

    procurao supre a necessidade do reconhecimento de firma no requerimento de

    averbao.

    Art. 1248. Averbar-se-, sem nus, retificao de numerao de imvel e de nomenclatura do logradouro, com base em comunicao do rgo administrativo competente.

    Art. 1249. Por ocasio da transmisso da propriedade ou direito real, as clusulas de inalienabilidade, incomunicabilidade ou impenhorabilidade sero objeto de uma s

    averbao, no caso em que mais de um gravame for imposto.

    Art. 1250. A averbao da emancipao depender de prova de haver sido anotada no Registro Civil das Pessoas Naturais.

    Art. 1251. Todos os atos enumerados no art. 167 da Lei de Registros Pblicos, so obrigatrios e efetuar-se-o na serventia da situao do imvel, salvo as averbaes, que sero

    efetuadas na matrcula ou margem do registro a que se referirem, ainda que o imvel

    tenha passado a pertencer a outra circunscrio, se no houver matrcula aberta no

    cartrio a qual pertence a zona circunscricional;

    SEO II

    DOS PACTOS ANTENUPCIAIS E DA ALTERAO DO REGIME DE BENS

    Art. 1252. Ser noticiado, por averbao, margem de todos os registros e nas matrculas em que figurarem os contraentes, o registro de pacto antenupcial previsto no art. 167, I, 12, da

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 408

    Lei n 6.015/1973, sem prejuzo do registro no Livro 3 - Registro Auxiliar.

    Art. 1253. A modificao do regime de bens do casamento, processada judicialmente, ser averbada margem da transcrio ou na matrcula em que estiverem registrados bens

    ou direitos sobre imveis de um ou de ambos os cnjuges, mediante a apresentao de

    mandado ou, a requerimento do interessado, com a apresentao de certido do

    Registro Civil das Pessoas Naturais, da qual conste a alterao do regime de bens e a

    declarao de que a mesma deu-se por ordem judicial.

    SEO III

    DO DESDOBRAMENTO DE IMVEIS

    Art. 1254. Nas hipteses de desdobramento de imveis urbanos e rurais, os Oficiais devero

    adotar cautelas na verificao da rea, medidas, caractersticas e confrontaes dos

    imveis resultantes, a fim de evitar que se faam retificaes sem o devido

    procedimento legal.

    SEO IV

    DA EDIFICAO, RECONSTRUO, DEMOLIO,

    REFORMA OU AMPLIAO DE PRDIO

    Art. 1255. A averbao de obra de construo civil; tais como, construo, reconstruo, demolio, reforma ou ampliao de prdios, ser feita a requerimento do interessado,

    com firma reconhecida, instrudo com documento comprobatrio fornecido pela

    autoridade competente, observada a legislao previdenciria reguladora da matria

    (ex: habite-se, certido, alvar, certido narrativa da demolio) ou outro documento

    oficial, no original, emitido pela Prefeitura Municipal.

    Pargrafo nico. O ttulo dever fazer referncia CND, quer da sua apresentao ou

    da sua dispensa, na forma prevista neste normativo.

    SEO V

    DA AVERBAO DE QUITAO DO PREO

    Art. 1256. Para a averbao de quitao do preo, acompanhar o requerimento a declarao

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 409

    expressa do credor, ou os ttulos emitidos devidamente quitados, a provar,

    inequivocamente, sua vinculao ao contrato ou ao ato gerador ou obrigao.

    1. Tais documentos devero ser apresentados com a firma do credor reconhecida.

    2. Nos casos de impossibilidade da apresentao da quitao por qualquer das for-

    mas, previstas no caput, a quitao do preo somente ser averbada por determi-

    nao judicial.

    SEO VI

    DA ALTERAO DO ESTADO CIVIL

    Art. 1257. Para a averbao da alterao do estado civil, o registrador exigir a apresentao da

    certido expedida pelo registro civil das pessoas naturais. Quando se tratar de divrcio,

    separao judicial ou restabelecimento da sociedade conjugal, tal circunstncia dever

    estar averbada na respectiva certido.

    I. A alterao do nome s poder ser averbada quando devidamente comprovada por

    certido do Registro Civil;

    II. O casamento, separao, divrcio ou bito de brasileiros em pases estrangeiros, a

    certido de registro civil, indicada no 1 do art. 32 da Lei n 6.015/73, constitui-

    se documento hbil para o ato de averbao.

    SEO VII

    DAS SENTENAS DE SEPARAO JUDICIAL, DIVRCIO, NULIDADE OU

    ANULAO DE CASAMENTO

    Art. 1258. A averbao prevista no art. 167, inciso II, item 14, da Lei n. 6.015/73, somente se

    proceder se os imveis ou direitos reais permanecerem em condomnio, em partes

    iguais entre os separados ou divorciados. Caso contrrio, o ato a ser praticado ser de

    registro.

    SEO VIII

    DA AVERBAO DE INTERDIO

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 410

    Art. 1259. A averbao das sentenas ou acrdos de interdio far-se- em razo de

    comunicao do juzo, por carta de ordem, mandado, certido ou ofcio, instrudo com

    cpia autenticada do ato jurisdicional.

    Art. 1260. Ser feita, tambm, a averbao da interdio, mediante requerimento com firma reconhecida e cpia autenticada da certido de registro civil pertinente.

    SEO IX

    DOS CONTRATOS DE COMPRA E VENDA COM SUBSTITUIO DE MUTURIO

    Art. 1261. A substituio de muturio, nos contratos de compra e venda celebrados segundo as normas do Sistema Financeiro da Habitao, com ocorrncia ou no de novao,

    quando o adquirente assume a dvida e a garantia hipotecria do muturio anterior, ser

    averbada sem que se exija o cancelamento da primeira hipoteca, vedado cancelar essa,

    como se extinta fosse, e o registro de outra, salvo se constar, expressamente, no ttulo,

    disposio impositiva.

    Pargrafo nico. Essa averbao depender do prvio registro do contrato de compra e

    venda.

    SEO X

    DO TOMBAMENTO DE IMVEIS

    Art. 1262. Averbar-se-o, ainda, na matrcula ou no registro, para o simples efeito de dar conhecimento aos interessados requerentes de certido, os atos de tombamento de

    imveis, promovidos pelo Poder Pblico.

    Pargrafo nico. A averbao de tombamento de imvel ser realizada a pedido do

    interessado, instrudo com certido expedida pela autoridade competente ou com cpia

    da publicao do ato oficial correspondente.

    Art. 1263. Os atos de tombamento definitivo de bens imveis, requeridos pelo rgo competente, federal, estadual ou municipal, do servio de proteo ao patrimnio histrico e

    artstico, sero registrados, em seu inteiro teor, no Livro 3, alm de averbada a

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 411

    circunstncia margem das transcries ou nas matrculas respectivas, sempre com as

    devidas remisses.

    1. Havendo posterior transmisso, "inter-vivos" ou "causa mortis", dos bens tomba-

    dos, recomendvel que o cartrio comunique imediatamente o fato ao respecti-

    vo rgo federal, estadual ou municipal competente.

    2. Podero ser averbados margem das transcries ou nas matrculas:

    a) o tombamento provisrio de bens imveis;

    b) as restries prprias dos imveis reconhecidos como integrantes do

    patrimnio cultural, por forma diversa do tombamento, mediante ato

    administrativo ou legislativo ou deciso judicial;

    c) as restries prprias dos imveis situados na vizinhana dos bens

    tombados ou reconhecidos como integrantes do patrimnio cultural.

    3. O registro e as averbaes de que tratam o caput e o 2 deste artigo sero efetu-

    ados mediante apresentao de certido do correspondente ato administrativo ou

    legislativo ou de mandado judicial, conforme o caso, com as seguintes e mnimas

    referncias:

    a) localizao do imvel e sua descrio, admitindo-se esta por remisso ao

    nmero da matrcula ou transcrio;

    b) s restries a que o bem imvel est sujeito;

    c) quando certido de ato administrativo ou legislativo, indicao precisa do

    rgo emissor e da lei que lhe d suporte, bem como natureza do ato, se

    tombamento (provisrio ou definitivo) ou forma diversa de preservao e

    acautelamento de bem imvel reconhecido como integrante do patrimnio

    cultural (especificando-a);

    d) quando mandado judicial, indicao precisa do Juzo e do processo

    judicial correspondente, natureza do provimento jurisdicional (sentena

    ou deciso cautelar ou antecipatria) e seu carter definitivo ou provisrio,

    bem como especificao da ordem do juiz do processo em relao ao ato

    de averbao a ser efetivado;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 412

    e) na hiptese de tombamento administrativo, provisrio ou definitivo,

    notificao efetivada dos proprietrios.

    SEO XI

    DOS DECRETOS DE DESAPROPRIAO

    Art. 1264. A averbao dos decretos que declararem imveis como sendo de utilidade ou

    necessidade pblica, para fins de desapropriao, ser feita a requerimento do rgo

    expropriante ou do expropriado, instrudo com exemplar do decreto ou de sua

    publicao, em via original.

    SEO XII

    DA ALTERAO DO NOME E DA TRANSFORMAO DAS SOCIEDADES

    Art. 1265. Para averbao da alterao do nome e da transformao das sociedades o documento hbil :

    I. cuidando-se de sociedades comerciais, a certido emitida pela Junta de Comrcio

    ou exemplar da publicao no Dirio Oficial;

    II. em relao aos demais tipos societrios, a certido do Registro Civil das Pessoas

    Jurdicas.

    SEO XIII

    DA ALIENAO DE IMVEIS HIPOTECADOS

    Art. 1266. No se averbaro clusulas contratuais relativas inalienabilidade de imvel constantes em contratos de hipoteca, mesmo nos instrumentos firmados perante agente

    do Sistema Financeiro da Habitao.

    Pargrafo nico. Tais clusulas no sero consignadas em certides expedidas pelo

    Ofcio, excetuando-se o fornecimento, a pedido da parte, de cpia integral da via de

    contrato arquivada na serventia predial.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 413

    SEO XIV

    DOS CONTRATOS DE LOCAO

    Art. 1267. Podero ser averbados os contratos de locao sem clusula de vigncia, para

    possibilitar ao inquilino o exerccio do direito de preferncia, assegurado no art. 27 da

    Lei n 8.245/91.

    1. O contrato de locao pode ser ajustado por qualquer prazo, dependendo de vnia

    conjugal se igual ou superior a 10 (dez) anos.

    2. A averbao ser feita mediante a apresentao de qualquer das vias do contrato,

    assinado pelas partes e subscrito por duas testemunhas, com firmas reconhecidas,

    bastando a coincidncia entre o nome de um dos proprietrios e o locador.

    3. Na averbao constar a ressalva de haver sido feita unicamente para os fins do

    art. 27 e seguintes da Lei n 8.245/91.

    SEO XV

    DA AVERBAO PREMONITRIA

    Art. 1268. O exequente poder, no ato da distribuio, obter certido comprobatria do

    ajuizamento da execuo, com identificao das partes e valor da causa, para fins de

    averbao no registro de imveis, registro de veculos ou registro de outros bens

    sujeitos penhora ou arresto, nos termos do Art.615-A do Cdigo de Processo Civil,

    acrescentado pela Lei n 11.383/2006.

    Art. 1269. O exequente dever comunicar ao juzo as averbaes efetivadas, no prazo de 10 (dez) dias de sua concretizao.

    Art. 1270. A finalidade da certido premonitria , com espeque no princpio da concentrao, noticiar e prevenir quanto ao ajuizamento e distribuio regular de processo de

    execuo, que, em sua consecuo, poder alterar ou modificar o direito de

    propriedade de bens imveis que integram o acervo patrimonial do devedor acionado,

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 414

    assegurando, assim, no mbito registral, permanente atualizao quanto real situao

    jurdica dos mesmos.

    Art. 1271. A iniciativa de requerer a averbao da certido acautelatria facultativa e deve,

    necessariamente, ser do(s) credor(es) exequente(s), podendo este(s), em seu

    requerimento, fazer-se representado(s), mediante instrumento pblico ou particular,

    firmado pessoalmente, sem necessidade de reconhecimento da respectiva firma.

    Art. 1272. So requisitos essenciais para a efetuao do ato averbatrio a apresentao de

    certido emitida pelo Juzo da Execuo, com prazo de emisso igual ou inferior a 15

    (quinze) dias, constando o nome das partes figurantes da ao distribuda e o

    respectivo valor da causa.

    Pargrafo nico. A certido de que trata este artigo exige o recolhimento do

    emolumento respectivo e deve ser assinada pelo Juiz da Execuo, ou pelo servidor

    encarregado do setor responsvel, ou por seu substituto.

    Art. 1273. A averbao no flio real do(s) imvel(is), nestes casos, provisria, devendo o

    interessado informar, quando do requerimento, qual(is) o(s) imvel(is), em cuja

    matricula deseja seja(m) procedida(s) a(s) averbao(es).

    1. Sero cobradas as despesas pertinentes, de acordo com o nmero de atos averba-

    trios procedidos.

    2. Os emolumentos referentes a averbao premonitria sero cobrados de acordo

    com a tabela de custas dos servios de registro, como sendo Averbao sem Va-

    lor Declarado.

    Art. 1274. O Oficial do Registro Imobilirio competente expedir, a pedido, certido

    comprobatria da realizao do ato, emitindo o respectivo Documento de Arrecadao

    Judiciria -DAJE.

    Art. 1275. O cancelamento de averbao de certido premonitria se dar, alternativamente, a pedido do exequente, ainda que por representao, dirigido ao titular da unidade

    cartorria competente e desde que devidamente formalizado, ou por determinao da

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 415

    autoridade judiciria que preside a ao executiva cujo ajuizamento deu ensejo ao ato

    averbatrio.

    CAPTULO XI

    DAS VERIFICAES

    SEO I

    DAS DISPOSIES GERAIS

    Art. 1276. dever do Registrador de Imveis manter-se atualizado em relao aos ditames legais

    ou de regulamentos, verificando e observando suas edies, alteraes ou revogaes,

    de modo que sejam aplicadas sempre as normas em vigor.

    1. A aplicao das novas normas legais ou regulamentares independe de prvia revi-

    so dos termos da presente Consolidao Normativa.

    2. A observao de regularidade do ato notarial no est restrita ao notrio, sendo

    tambm inerente ao registrador, que dever exercer fiscalizao sobre o cumpri-

    mento das disposies contidas na Lei n 7.433/85, regulamentada pelo Decreto

    n 93.240/86.

    SEO II

    DO IMPOSTO DE TRANSMISSO

    Art. 1277. Cumprir aos registradores fiscalizar o pagamento dos impostos devidos, em relao

    aos fatos geradores, inclusive no registro de cartas de arrematao, adjudicao e

    outros ttulos judiciais que implicam transmisso onerosa da propriedade imvel.

    Art. 1278. As inexigibilidades tributrias por imunidade, no-incidncia e iseno ficaro condicionadas ao seu reconhecimento pelo rgo arrecadador competente.

    Pargrafo nico. Nos casos em que a sentena judicial tiver procedido anlise da

    inexigibilidade tributria, como, exemplificativamente, nos processos de inventrio,

    arrolamento e usucapio, o registro do mandado ou do formal de partilha expedidos

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 416

    nestes feitos no depender da manifestao da autoridade tributria.

    Art. 1279. A prova do recolhimento do imposto de transmisso, decorrente de ato formalizado em

    escritura pblica ou equivalente, consistir na certificao, feita pelo notrio, no

    prprio instrumento, de que o imvel foi submetido avaliao fiscal e que o imposto

    foi pago ou exonerado.

    Art. 1280. Os instrumentos particulares, com carter de escritura pblica, ou autorizados por lei como hbeis a formalizar transmisses de imveis, devero ser apresentados ao

    registro acompanhados da guia de pagamento ou de exonerao do imposto de

    transmisso.

    Pargrafo nico. Incumbir aos Oficiais a fiscalizao do atendimento das obrigaes

    tributrias em contratos ajustados ou com intervenincia da Caixa Econmica Federal

    e dos agentes do Sistema Financeiro da Habitao.

    Art. 1281. Havendo dvida sobre o recolhimento do tributo, o Oficial diligenciar a fim de obter

    segurana quanto sua procedncia ou, se for o caso, submeter a matria apreciao

    do Juiz Corregedor Permanente, nas comarcas do Interior, ou ao Juiz dos Registros

    Pblicos, na Capital.

    Pargrafo nico. Tipificada a evaso da receita destinada aos cofres pblicos, por ao

    ou omisso do Oficial Registrador no fiscalizar o recolhimento dos tributos, importar

    na sua corresponsabilidade.

    SEO III

    DO CERTIFICADO DE CADASTRO DE IMVEL RURAL (CCIR)

    Art. 1282. O Oficial observar as normas legais relativas necessidade de apresentao do Certificado de Cadastro de Imvel Rural (CCIR) para os ttulos submetidos a registro.

    Art. 1283. Sem a apresentao do CCIR - Certificado de Cadastro de Imvel Rural, no podero os proprietrios, sob pena de nulidade, desmembrar, arrendar, hipotecar, vender ou

    prometer vender ou homologar partilha amigvel ou judicial que tenha por objeto

    imveis rurais.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 417

    Art. 1284. Na impossibilidade de apresentao do CCIR, tal documento poder ser substitudo pela prova do encaminhamento do cadastramento ou recadastramento junto ao rgo

    competente, acompanhado, na segunda hiptese, do certificado de cadastro

    anteriormente emitido.

    Pargrafo nico. No obstar a realizao do ato eventual divergncia existente entre

    os certificados emitidos pelo INCRA e os documentos emitidos pela Receita Federal,

    para comprovao do pagamento do ITR.

    SEO IV

    DA DISPENSA DE CERTIDES NA CONCESSO DE CRDITO RURAL

    Art. 1285. O oficial dever observar as regras legais para a dispensa de certides obrigatrias, nas

    hipteses de atos de registro de crdito rural (Lei n 4.829/67 e Lei n 9.393/96).

    Art. 1286. A concesso de incentivos fiscais e de crdito rural, em todas as suas modalidades, bem como a constituio das respectivas contrapartidas ou garantias, ficam

    condicionadas comprovao do recolhimento do ITR, relativo ao imvel rural,

    correspondente aos ltimos cinco exerccios, ressalvados os casos em que a

    exigibilidade do imposto esteja suspensa, ou em curso de cobrana executiva em que

    tenha sido efetivada a penhora.

    SEO V

    DA PROVA DE QUITAO DO ITR

    Art. 1287. O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural ITR, de apurao anual, tem como

    fato gerador a propriedade, o domnio til ou a posse de imvel por natureza,

    localizado fora da zona urbana do Municpio, em 1 de janeiro de cada ano.

    Art. 1288. obrigatria a comprovao do pagamento do ITR, referente aos 05 (cinco) ltimos exerccios, antes da prtica de quaisquer dos atos previstos nos artigos 167 e 168 da

    Lei n 6.015/73, inclusive na concesso de incentivos fiscais e de crdito rural, em

    todas as suas modalidades, bem como a constituio das respectivas contrapartidas ou

    garantias, ressalvados os casos em que a exigibilidade do imposto esteja suspensa, ou

    em curso de cobrana executiva em que tenha sido efetivada a penhora.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 418

    Art. 1289. A prova de pagamento do ITR, para os efeitos do disposto no artigo anterior, poder ser feita mediante a apresentao das guias de DARF, em via original ou por cpia

    autenticada, relativas ao recolhimento do imposto, referente aos ltimos 05 (cinco)

    anos.

    Art. 1290. A prova da regularidade fiscal do imvel rural tambm poder ser obtida atravs de Certido Negativa de Dbitos de Imvel Rural ou de Certido Positiva de Dbitos de

    Imvel Rural, com Efeitos de Negativa, expedidas pela Secretaria da Receita Federal

    (SRF).

    1. O prazo de validade da certido de que trata este artigo de seis meses, contados

    da data de sua emisso.

    2. As certides comprobatrias de regularidade fiscal de imvel rural, emitidas pela

    SRF, somente produziro efeitos mediante confirmao de autenticidade no en-

    dereo eletrnico correspondente.

    Art. 1291. So solidariamente responsveis pelo imposto e pelos acrscimos legais, nos termos do

    art. 134 da Lei n 5.172/66, os Oficiais que descumprirem o disposto no referido

    artigo, sem prejuzo de outras sanes legais.

    SEO VI

    DA ANOTAO DE RESPONSABILIDADE TCNICA (ART) E DO REGISTRO DE

    RESPONSABILIDADE TCNICA (RRT).

    Art. 1292. A Anotao de Responsabilidade Tcnica (ART) ser exigida sempre que houver

    tarefas a serem executadas por profissionais habilitados, para os trabalhos includos em

    expedientes do Registro Imobilirio.

    1. considerado profissional habilitado para elaborar a planta e o memorial descri-

    tivo todo aquele que apresentar prova de ART no competente Conselho Regional

    de Engenharia e Arquitetura (CREA).

    2. Na ART, dever constar o reconhecimento da firma do interessado e do profissio-

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 419

    nal contratado.

    Art. 1293. Os Ofcios de Registros de Imveis, quando da apresentao para registro, de atos

    relacionados com trabalhos do ramo de Engenharia, Arquitetura e Agronomia e demais

    profissionais da rea, tais como desmembramentos, demarcao de reas, divises e

    loteamentos, contratos de crditos rurais, levantamentos topogrficos, avaliaes e

    percia, devem exigir a competente via da Anotao de Responsabilidade Tcnica

    (ART), que define, para os efeitos legais, os responsveis tcnicos pelo

    empreendimento de engenharia, arquitetura e agronomia (art. 2 da Lei n 6.495/77).

    Art. 1294. Os Ofcios de Registros de Imveis, em caso de registro ou averbao de atos relacionados a competncia privativa de arquitetos e urbanistas, ou, ainda, de atuao

    compartilhada com outras profisses regulamentadas, devem exigir o Registro de

    Responsabilidade Tcnica (RRT).

    SEO VII

    DAS CERTIDES DO INSS E DA CERTIDO NEGATIVA DE TRIBUTOS E

    CONTRIBUIES FEDERAIS DA SRF

    Art. 1295. No se pode mais exigir a comprovao da quitao dos crditos tributrios para os

    registros de contratos ou outros documentos em cartrios de Registros de Ttulos e

    Documentos e Cartrios de Registro de Imveis, por constituir-se, tal prtica, em

    sano poltica vedada pela Constituio Federal de 1988.

    1. Os Cartrios de Registros de Ttulos e Documentos e Cartrios de Registro de

    Imveis, independentemente da comprovao da quitao de crditos tributrios,

    podem realizar o registro de contratos ou outros documentos pertinentes s suas

    atividades.

    2. A dispensa da CND do INSS na transao imobiliria (alienao ou constituio

    de nus real) e, no posterior registro, ser substituda por declarao, que consta-

    r no ttulo, prestada pela pessoa (fsica ou jurdica) alienante, sob as penas da

    lei, de que deixa de apresent-la, alusiva legislao pertinente e, conforme as

    normas definidas no presente regulamento.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 420

    3. A declarao a que alude o 1 deste artigo, far referncia tambm quanto a dis-

    pensa da Certido Negativa de Tributos e Contribuies Federais da Secretaria da

    Receita Federal - SRF.

    SEO VIII

    DA DECLARAO DE OPERAO IMOBILIRIA

    Art. 1296. Os Oficiais de Registro de Imveis esto obrigados a comunicar a Secretaria da Receita Federal sobre os documentos matriculados, registrados e averbados em seus

    Servios, e que caracterizem aquisio ou alienao de imveis, realizadas por pessoa

    fsica ou jurdica, independentemente de seu valor, atravs da remessa da Declarao

    Sobre Operaes Imobilirias (DOI), quando o documento tiver sido:

    a) celebrado por instrumento particular e pblico;

    b) celebrado por autoridade particular com fora de escritura pblica;

    c) emitido por autoridade judicial (adjudicao, herana, legado ou meao);

    d) decorrente de arrematao em hasta pblica;

    e) lavrado pelo Cartrio de Ofcio de Notas, independentemente de ter havido

    emisso anterior de DOI.

    1. O registrador dever remeter, por arquivo eletrnico via internet, a Declarao da

    Operao Imobiliria DOI, Secretaria da Receita Federal do Brasil, at o l-

    timo dia til do ms subsequente ao do registro do ato, independentemente do

    valor da operao imobiliria.

    2. Em caso de dvida acerca da obrigatoriedade da emisso da DOI, dever ser con-

    sultada a Receita Federal, no site www.receita.fazenda.gov.br .

    SEO IX

    DA UNIDADE DE CONDOMNIO ESPECIAL

    Art. 1297. A alienao ou transferncia de direitos pertinentes aquisio de unidade de

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 421

    condomnio especial, criada pela Lei n 4.591/64, e a constituio de direitos reais

    sobre ela, dependero de prova de quitao das obrigaes do alienante para com o

    respectivo condomnio, cumprindo ao registrador exigir a apresentao dos

    documentos comprobatrios.

    Pargrafo nico. Considerar-se- prova de quitao das obrigaes condominiais a ser

    expressamente consignada nos instrumentos de alienao ou de transferncia de

    direitos:

    a) declarao fornecida pelo Sndico, dando quitao das taxas condominiais de

    referncia a respectiva unidade imobiliria;

    b) declarao feita pelo alienante ou seu procurador, com assentimento do comprador,

    sob as penas da lei, de que as obrigaes condominiais se encontram quitadas;

    c) declarao expressa do comprador ou adquirente de que dispensa, por sua conta e

    responsabilidade, a certido de quitao das obrigaes condominiais, desde que

    assuma, nos termos do art. 1.345, do Cdigo Civil, os dbitos do alienante perante

    o condomnio.

    CAPTULO XII

    DA AQUISIO DE IMVEL RURAL POR PESSOA NATURAL OU

    JURDICA ESTRANGEIRA E CIDADO PORTUGUS

    SEO I

    DAS DISPOSIES GERAIS

    Art. 1298. O Oficial observar as restries legais relativas aquisio de imvel por pessoa fsica ou jurdica estrangeira.

    Art. 1299. O Oficial dever observar que a soma das reas rurais pertencentes a pessoas estrangeiras no poder ultrapassar 1/4 (um quarto) da superfcie dos Municpios onde

    se situem, comprovada por certido do Registro de Imveis, com base no Livro

    Cadastro de Estrangeiro.

    1. As pessoas da mesma nacionalidade no podero ser proprietrias, em cada

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 422

    Municpio, de mais de 40% (quarenta por cento) da area de 1/4 (um quarto) da

    superfcie dos Municpios.

    2. Excluem-se dessas restries as compras de reas rurais:

    a) inferiores a 03 (trs) mdulos;

    b) objeto de compra e venda, de promessa de compra e venda, de cesso ou de

    promessa de cesso, formalizados por escritura pblica ou instrumento

    particular, devidamente protocolado no Registro competente, e cadastradas

    no INCRA em nome do promitente-comprador, antes de 10 de abril de 1969;

    c) por adquirentes com filho brasileiro, ou casado com pessoa brasileira, sob o

    regime de comunho de bens.

    Art. 1300. O Oficial dever observar que na aquisio ou promessa de aquisio, e na

    constituio de direitos reais relativos a imvel rural, em favor de pessoa estrangeira,

    da essncia do ato a escritura pblica.

    Art. 1301. A aquisio de imvel rural por estrangeiro a violar as prescries legais ser nula de pleno direito.

    Pargrafo nico. O Oficial que, contra a lei, registrar escritura, responder civil, penal

    e administrativamente.

    Art. 1302. Na escritura constaro, obrigatoriamente:

    a) os dados do documento de identidade do adquirente;

    b) prova de residncia no territrio nacional;

    c) quando for o caso, autorizao do rgo competente, ou assentimento prvio do

    Conselho de Defesa Nacional.

    Pargrafo nico. O prazo de validade da autorizao de 30 (trinta) dias dentro do

    qual dever ser lavrada a escritura pblica, seguindo-se a transcrio na Circunscrio

    Imobiliria no prazo de 15 (quinze) dias.

    Art. 1303. Ressalvados os casos de sucesso hereditria, somente a pessoa natural estrangeira,

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 423

    residente no Brasil, poder adquirir a propriedade de imvel rural.

    1. A mesma norma aplica-se pessoa brasileira, casada com pessoa estrangeira em

    regime diverso ao da completa separao de bens.

    2. Em nenhuma hiptese, a aquisio poder exceder a 50 (cinquenta) mdulos, de

    explorao indefinida, em rea contnua ou descontnua.

    3. A aquisio de rea no superior a 03 (trs) mdulos no depende de autorizao

    ou licena, ressalvadas as exigncias gerais, determinadas em lei.

    Art. 1304. Tratando-se de pessoa jurdica estrangeira, a escritura conter a transcrio do ato que

    lhe concedeu autorizao para a aquisio da rea rural, dos documentos

    comprobatrios de sua constituio e da licena para seu funcionamento no Brasil.

    1. No se considera pessoa jurdica estrangeira, para os fins deste dispositivo, a em-

    presa constituda de acordo com as leis brasileiras, mesmo que a maioria do seu

    capital social esteja em mos de pessoas estrangeiras, fsicas ou jurdicas, no

    tendo o art. 1, 1, da Lei n 5.709/71 sido recepcionado pela Constituio Fe-

    deral de 1988.

    2. Considera-se pessoa jurdica estrangeira a pessoa jurdica brasileira da qual parti-

    cipem, a qualquer ttulo, pessoas estrangeiras fsicas ou jurdicas as quais tenham

    a maioria do seu capital social e residam ou tenham sede no exterior.

    Art. 1305. As normas definidas na lei e no presente regulamento aplicam-se, tambm,

    transformao de pessoa jurdica nacional para pessoa jurdica estrangeira.

    Art. 1306. As pessoas jurdicas estrangeiras autorizadas a funcionar no Brasil somente podero adquirir imveis rurais destinados implantao de projetos agrcolas, pecurios,

    industriais ou de colonizao, vinculados aos seus objetivos estatutrios.

    1. Para o registro de escritura de alienao ou de constituio de direito real, refe-

    rente imvel rural situado em faixa de fronteira, sendo o outorgado pessoa jur-

    dica, ser verificado se dela participa, como scio ou acionista, pessoa natural ou

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 424

    jurdica estrangeira, mediante:

    I. cuidando-se de sociedade annima, vista de relao nominal dos acionistas,

    contendo a nacionalidade, o nmero de aes com direito a voto e a soma do

    capital dos participantes, devendo o resultado coincidir com o valor

    declarado no estatuto social;

    II. tratando-se de sociedade de outra natureza, vista do contrato social e de

    suas alteraes.

    2. A relao prevista no inciso I, do 1 deste artigo ser firmada pelos diretores da

    empresa, com a declarao de que foi feita de conformidade com os dados exis-

    tentes no livro de registro de aes da sociedade.

    3. Para a aquisio de imvel rural por empresas constitudas no Brasil sob a gide

    das leis brasileiras, com sede e foro no territrio nacional, ainda que dela partici-

    pe capital estrangeiro, no necessria a autorizao do INCRA.

    Art. 1307. A aquisio, por pessoa estrangeira, de imvel situado em rea considerada

    indispensvel segurana nacional, mesmo por sucesso legtima, depender do

    assentimento prvio do Conselho de Defesa Nacional.

    1. Considerar-se- rea indispensvel segurana nacional a faixa interna de 150

    Km (cento e cinquenta quilmetros) de largura, paralela linha divisria terrestre

    do territrio nacional, designada como Faixa de Fronteira.

    2. Sem o assentimento prvio do Conselho de Defesa Nacional no poder ser prati-

    cado na faixa de fronteira, atos relativos transao com imvel rural, destinados

    aquisio por pessoa estrangeira, do domnio, posse ou outro direito real sobre

    o imvel.

    Art. 1308. Ficam incumbidos os Juzes de Direito Titulares ou Substitutos de fiscalizar e comunicar aos Cartrios de Registro de Imveis e Hipotecas e aos Tabelionatos de

    Notas das suas respectivas jurisdies, que cumpram as determinaes do INCRA e do

    Conselho Nacional de Justia, acerca da necessidade da observncia dos requisitos

    legais constantes das Leis n 5.709/71 e n 8.629/93, que vedam a aquisio e o

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 425

    arrendamento de imveis rurais ao estrangeiro no residente no Pas e pessoa jurdica

    estrangeira no autorizada a funcionar no Brasil.

    Pargrafo nico. s pessoas fsicas ou jurdicas estrangeiras, residentes ou autorizadas

    a funcionar no Pas, aplicam-se as limitaes para aquisio ou arrendamento de

    imveis rurais previstas na Lei n 5.709/71, especialmente em seus arts. 3, 5, 7, 8 e

    9.

    Art. 1309. As empresas brasileiras cuja participao majoritria no capital social pertena,

    qualquer ttulo, a estrangeiros no residentes ou a pessoas jurdicas estrangeiras com

    sede no exterior, estaro igualmente sujeitas s limitaes para aquisio ou

    arrendamento de imveis rurais impostas pela Lei n 5.709/71, especialmente em seus

    arts. 3, 5, 7, 8 e 9.

    Art. 1310. As Serventias Extrajudiciais devem, ainda, observar a vedao legal de diviso do imvel rural em reas de dimenso inferior constitutiva do mdulo de propriedade

    rural, nos termos do art. 65, da Lei n 4.504/64, ou frao mnima de parcelamento

    fixada pelo 1, do art. 8, da Lei n 5.868/72, prevalecendo a de menor rea.

    SEO II

    DO CASO ESPECFICO DOS CIDADOS PORTUGUESES

    Art. 1311. Ao cidado portugus aplicam-se as mesmas normas relativas a aquisio de imvel rural por pessoa fsica estrangeira, previstas neste regulamento.

    Art. 1312. O cidado portugus que se valer do Estatuto da Igualdade e vier a titular direitos civis em igualdade de condies com os brasileiros natos, poder adquirir livremente

    imveis rurais.

    Pargrafo nico. Para isso, dever comprovar o implemento das condies previstas

    em lei e apresentar a carteira de identidade, consignando-se o fato no ttulo a ser

    registrado.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 426

    SEO III

    DAS COMUNICAES SOBRE AQUISIO DE IMVEL RURAL POR ESTRANGEIRO

    Art. 1313. Os Cartrios de Registros de Imveis ficam incumbidos de remeter Corregedoria

    Geral da Justia e ao Instituto Nacional de Colonizao e Reforma Agrria -

    INCRA/Ministrio do Desenvolvimento Agrrio, (a/c da sede estadual do INCRA),

    com frequncia trimestral, a relao das aquisies de reas rurais por estrangeiros, a

    inclusas as empresas brasileiras com participao estrangeira majoritria em seu

    capital social, inclusive pessoas fsicas quando casadas ou em unio estvel com

    estrangeiro, em comunho de bens, nos termos do art. 11, da Lei n 5.709/71.

    Pargrafo nico. As Corregedorias de Justia devero viabilizar a criao e

    implantao de cadastro informatizado centralizado para armazenar as informaes

    relativas aquisio de imveis rurais por estrangeiros no Estado.

    Art. 1314. As comunicaes sero realizadas mediante a utilizao de planilhas previamente aprovadas pela Corregedoria Geral da Justia, acompanhadas de cpia reprogrfica da

    respectiva matrcula do imvel ento adquirido.

    1. Nos Municpios, situados na Faixa de Fronteira, a relao ser tambm encami-

    nhada ao Conselho da Defesa Nacional.

    2. A remessa de que trata o caput, para a Corregedoria-Geral da Justia, ser feita

    por meio eletrnico ou ofcio, que arquivar em pasta eletrnica prpria e enca-

    minhar para Corregedoria Nacional de Justia.

    3. Dispensar-se- a remessa de relao negativa.

    Art. 1315. Sero obrigatoriamente comunicadas Corregedoria competente, to logo ocorram,

    com cpias reprogrficas das respectivas matrculas atualizadas, mas sem necessidade

    de preenchimento de novas planilhas, as transferncias, a brasileiros, de imveis rurais

    anteriormente adquiridos por estrangeiros.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 427

    CAPTULO XIII

    DOS TERRENOS DA MARINHA E OUTROS IMVEIS DA UNIO FEDERAL

    SEO I

    DISPOSIES GERAIS

    Art. 1316. Os imveis relativos a bens de propriedade da Unio, ou que contenham, ainda que

    parcialmente, rea de seu domnio, no podero ser registrados sem a apresentao da

    certido da Secretaria do Patrimnio da Unio (SPU), que declare:

    I. ter o vendedor recolhido o laudmio devido, nas transferncias onerosas entre

    vivos;

    II. estar o vendedor em dia com as demais obrigaes perante o patrimnio da Unio;

    III. estar autorizada a transferncia do imvel, em virtude de no se encontrar em rea

    de interesse do servio pblico.

    Art. 1317. Quando se tratar de transaes envolvendo imveis de propriedade da Unio Federal,

    especialmente terrenos da Marinha, os Oficiais de Registro de Imveis devero se

    abster de proceder a registros de documentos sem a rigorosa autorizao da Secretaria

    do Patrimnio da Unio, assim como o recolhimento do laudmio correspondente.

    Art. 1318. Os procedimentos para a obteno de certides e fichas de clculo de laudmios (FL), nos casos de transferncia de aforamentos e ocupaes, de que trata o art. 3 do

    Decreto-Lei n 2.398/87, alterado pelo art. 33 da Lei n 9.636/98 e pela Portaria n

    19/04, da Secretaria de Patrimnio da Unio, podero ser obtidos no site da SPU

    (www.spu.planejamento.gov.br).

    1. No mesmo site, encontra-se o novo modelo de certido autorizativa de transfe-

    rncia onerosa, permanecendo ainda em utilizao as certides na forma tradi-

    cional, nos casos de transferncia no-onerosa (herana, doaes etc.).

    2. Nos casos encaminhados de forma tradicional, que necessitam de emisso da Cer-

    tido de Autorizao para Transferncia CAT, quando o cidado encaminha-se

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 428

    Gerncia Regional de Patrimnio da Unio - GRPU e solicita clculo de lau-

    dmio via Folha de Avaliao do Terreno - FATE, ou via Ficha de clculo de

    Laudmio - FCL, por meio da internet, a GRPU emitir a CAT manualmente.

    CAPTULO XIV

    DO PARCELAMENTO DO SOLO- LOTEAMENTOS E DESMEMBRAMENTOS

    SEO I

    DAS DISPOSIES GERAIS

    Art. 1319. O parcelamento do solo urbano poder ser feito mediante loteamento ou

    desmembramento, com observncia das normas, previstas na Lei Federal n 6.766, de

    19 de dezembro de 1979 e nas legislaes estaduais e municipais pertinentes.

    Art. 1320. Considera-se loteamento a subdiviso de gleba em lotes destinados edificao, com abertura de novas vias de circulao, de logradouros pblicos ou prolongamento,

    modificao ou ampliao das vias existentes.

    Art. 1321. Considera-se desmembramento a subdiviso de gleba em lotes destinados edificao, com aproveitamento do sistema virio existente, desde que no implique na abertura

    de novas vias e logradouros pblicos, nem no prolongamento, modificao ou

    ampliao dos j existentes.

    Art. 1322. O desmembramento, tambm denominado desdobro, a que se refere o art. 167, inciso II, item 4, da Lei n 6.015/1973, no est sujeito ao registro especial previsto no art.

    18, da Lei n 6.766/1979.

    1. Para a averbao do desdobro de que trata este artigo, o proprietrio apresentar,

    ao Cartrio de Registro de Imveis da situao do lote, requerimento com firma

    reconhecida contendo, a descrio completa do imvel primitivo e a dos resul-

    tantes do desmembramento, juntamente com planta aprovada pela Prefeitura lo-

    cal e cpia autenticada da Anotao de Responsabilidade Tcnica - ART, e/ou

    RRT o responsvel tcnico que subscreveu a planta.

    2. Nos desmembramentos, o Oficial, sempre com o propsito de obstar expedientes

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 429

    ou artifcios que visem a afastar a aplicao da Lei n 6.766/1979, dever exami-

    nar, com seu prudente critrio e baseado em elementos de ordem objetiva, espe-

    cialmente na quantidade de lotes parcelados, se se trata ou no de hiptese de in-

    cidncia do registro especial. Na dvida, submeter o caso apreciao do Juiz

    da Vara de Registros Pblicos.

    Art. 1323. Para o registro dos atos relativos aos loteamentos ou desmembramentos, o registrador

    alm de exigir os documentos enumerados no art. 18 da Lei n 6.766, de 19.12.1979,

    devem atentar para o que regulamenta o presente normativo disciplinador da matria.

    Art. 1324. O registro dos loteamentos e desmembramentos, assim conceituados no art. 2 e seus pargrafos da Lei n 6.766/79, depender da aprovao pelas Prefeituras Municipais

    dos respectivos projetos.

    Art. 1325. Este registro, que se efetuar por extrato no Livro n 2 (pargrafo nico do art. 20 da Lei n 6.766/79 e 167, I, n 19 e 176 da Lei n 6.015/73), dever ser precedido do

    procedimento capitulado nos arts. 18 e 19 da Lei n 6.766/79, e conter uma indicao

    para cada lote e a averbao das alteraes, das ruas e praas e das reas destinadas a

    espaos livres ou a equipamentos urbanos.

    Art. 1326. Ao proceder ao registro, o Oficial do Registro de Imveis far uma nica matrcula das vias e praas, dos espaos livres e dos edifcios pblicos e outros equipamentos

    urbanos constantes do projeto e do memorial descritivo, registrando a transmisso do

    domnio em favor do Municpio, constituindo o pedido de registro ttulo de

    transmisso.

    Art. 1327. S podero ser registrados os ttulos de alienao ou onerao dos imveis adquiridos desta forma pelo Municpio, aps a perda da sua inalienabilidade, mediante

    autorizao legislativa pertinente.

    Art. 1328. Igualmente, uma vez registrado o loteamento, no sero registradas escrituras de doao de ruas, espaos livres, reas destinadas a edifcios pblicos e outros

    equipamentos, a no ser que a doao vise a alterao do alinhamento das vias

    pblicas.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 430

    Art. 1329. Nos loteamentos registrados na vigncia do Decreto-lei n 58/37 e do Decreto n 3.079/38, os loteadores devero depositar em Cartrio novo contrato tipo contendo os

    requisitos do art. 26 da Lei n 6.766/79, para o efeito da averbao ou registro,

    conforme o caso, dos contratos de compromisso de compra e venda formalizados aps

    20.12.1979.

    Art. 1330. S remetero os Oficiais do Registro de Imveis ao Juiz o pedido de cancelamento de loteamento para homologao, se instrudos com a anuncia da Prefeitura Municipal e

    do Estado.

    Art. 1331. O contrato particular pode ser transferido por simples trespasse, lanado no verso das vias em poder das partes, ou por instrumento em separado, declarando-se o nmero do

    registro do loteamento, o valor da cesso e a qualificao do cessionrio, para o devido

    registro ou a averbao, conforme o caso, nos termos dos arts. 167, I, 20 ou 167, II, 3,

    da Lei n 6.015/73, devolvendo ao apresentante a via original contendo a certido

    daqueles atos.

    Art. 1332. No caso de resciso de contratos de compromissos de compra e venda, os Cartrios de Registro de Imveis s faro intimaes para o efeito de mora e sua purgao (arts. 32

    e 33 da Lei n 6.766/79) e de cancelamento (arts. 35 e 36), se tratar de

    desmembramento ou loteamentos registrados, e se acharem tambm registrados ou

    averbados os aludidos contratos.

    Art. 1333. Tratando-se de requerimento de promitentes cedentes, dever o mesmo conter

    referncia s prestaes atrasadas, aos juros, multas, prazo para pagamento, nmero

    das prestaes pagas e seu montante, circunstncias estas que devero constar tambm

    das intimaes, para o fiel cumprimento do art. 35 da Lei n 6.766/79.

    1. As intimaes s sero expedidas, se os promitentes cedentes forem os requeren-

    tes do loteamento ou desmembramento regularmente registrado.

    2. No sendo o compromissrio comprador encontrado no endereo indicado no re-

    querimento, no constante do contrato nem no prprio lote, ou configurando-se a

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 431

    hiptese do pargrafo 1 do art. 49 da Lei n 6.766/79 e certificada a ocorrncia,

    far-se- a sua intimao por edital, na forma do pargrafo 3 do art. 19 da Lei n

    6.766/79, considerando-se feita a intimao, transcorridos dez dias da ltima pu-

    blicao (pargrafo 3 do art. 14 do Decreto n 3.079, de 15.09.38).

    3. O edital dever conter os elementos referidos no caput deste artigo e ainda o n-

    mero do registro do loteamento ou desmembramento, o nmero do registro ou

    averbao do contrato e a individuao do intimado.

    4. Os pagamentos devero ser feitos em Cartrio, em moeda corrente e legal do pa-

    s em qualquer de suas modalidades.

    5. Na hiptese contrria, o Oficial do Registro de Imveis, aps certificar no ter

    sido feito o pagamento em Cartrio, nos 30 dias depois de consumada a intima-

    o, efetuar o cancelamento do registro.

    6. S se efetivar o cancelamento do registro ou averbao do compromisso de

    compra e venda por intimao judicial, constando desta meno que o intimado

    foi procurado no endereo do contrato e no prprio lote, e ainda certido do Es-

    crivo do Juzo de que no foi feito o pagamento das prestaes e seus acess-

    rios.

    7. Escapam da incidncia dos arts. 32 e 36 da Lei n 6.766/79 os compromissos de

    compra e venda no oriundos de loteamento ou desmembramento registrados, s

    podendo fazer o cancelamento daqueles contratos vista de mandado judicial.

    Art. 1334. No ato do cancelamento do compromisso de compra e venda por inadimplemento

    contratual, com pagamento de mais de um tero das prestaes, mencionar o Oficial

    esta circunstncia, s podendo fazer o registro de novo contrato, comprovada a

    restituio daquele valor pelo promitente vendedor, ou mediante seu depsito em

    dinheiro no Cartrio do Registro de Imveis, disposio do compromissrio

    comprador, procedendo o Oficial, neste ltimo caso, nos termos dos pargrafos 1 e 2

    do art. 35 da Lei n 6.766/79.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 432

    Pargrafo nico. Para os fins do pargrafo 1 do art. 35 da Lei n 6.766/79, no se

    admitiro intimaes judiciais ou feitas pelo Cartrio do Registro de Ttulos e

    Documentos.

    Art. 1335. Sujeita-se disciplina do artigo anterior, o cancelamento do registro ou averbao de

    compromisso de compra e venda, processado na vigncia da Lei n 6.766/79, oriundos

    de loteamentos registrados ou inscritos antes da mesma lei.

    Art. 1336. No caso de loteamento ou desmembramento no registrado, suspenso o pagamento das prestaes pelo compromissrio comprador, dever este, para o fim do depsito das

    prestaes restantes no Cartrio do Registro de Imveis, instruir o pedido com o

    contrato de promessa de venda e uma cpia para arquivamento e, comprovar que o

    imvel esteja registrado em nome do promitente vendedor (art. 38, pargrafo 1 da Lei

    n 6.766/79).

    1. Tratando-se de loteamento executado irregularmente, dever o compromissrio

    comprador, para o fim previsto, neste artigo, comprovar ter sido o loteador noti-

    ficado pelo depositante, pela Prefeitura Municipal ou pelo Ministrio Pblico.

    2. O depsito em estabelecimento de crdito previsto no pargrafo 1 do art. 38 e no

    pargrafo 2 do art. 35 da Lei n 6.766/79 far-se- segundo a ordem prevista no

    inciso I do artigo 666 do Cdigo de Processo Civil, em conta conjunta, em nome

    do compromissrio comprador e do Cartrio do Registro de Imveis, com juros e

    correo monetria, que s poder ser movimentada com autorizao judicial.

    3. No caso de depsito decorrente de loteamentos ou desmembramentos no regis-

    trados, o Cartrio remeter ao Juzo da Vara de Registros Pblicos cpia do con-

    trato de compromisso de compra e venda para as medidas penais pertinentes.

    Art. 1337. O disposto no art. 41 da Lei n 6.766/79 diz respeito exclusivamente aos casos de

    loteamentos ou desmembramentos regularizados pela Prefeitura Municipal, nos termos

    do art. 40 e seus pargrafos.

    Art. 1338. Excetuam-se da incidncia da Lei n 6.766179, no se sujeitando ao registro previsto

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 433

    no seu art. 18:

    I. as divises inter-vivos, realizadas em data anterior a 20.12.79;

    II. as divises resultantes de partilhas judiciais;

    III. as cartas de arrematao, de adjudicao, os mandados de aes de usucapio e

    demais ttulos de execuo de decises judiciais definitivas passadas em julgado;

    IV. as alienaes ou promessas de alienao de partes de glebas, cujos ttulos visem a

    unificao do imvel com outro contguo, de propriedade do adquirente (art. 235

    da Lei de Registros Pblicos), no sendo exigvel a testada mnima de 5 metros

    nem a rea mnima de 125 m (Lei n 6.766, art. 4, II, para o imvel

    desmembrado, mas to-s para o remanescente do imvel que sofre o

    desmembramento;

    V. o desdobro de lote, ou seja, o parcelamento de lote de loteamento ou

    desmembramento regularmente inscrito ou registrado, respeitados os limites

    mnimos de testada para a via pblica e de rea (Lei n 6.766/79, art.4, II);

    VI. as escrituras relativas a compromissos formalizados at 20.12.79;

    VII. a cesso e a promessa de cesso de compromisso de venda e compra formalizados

    antes de 20.12.79;

    VIII. os terrenos em que houver construo comprovada por auto de concluso ou

    vistoria (Habite-se), ou alvar de conservao, ou ainda, quando haja expressa

    referncia edificao no aviso-recibo do imposto municipal;

    IX. os terrenos individualmente lanados at o exerccio de 1979, para pagamento de

    imposto predial e territorial urbano.

    Pargrafo nico. Consideram-se formalizados para fins dos incisos VII e VIII os

    instrumentos que tenham sido averbados ou inscritos no Cartrio de Registro de

    Imveis ou registrados em Cartrio de Registro de Ttulos e Documentos e aqueles em

    que tiver sido recolhido antecipadamente o imposto de transmisso.

    Art. 1339. O parcelamento de imvel rural para fins urbanos deve ser precedido de:

    I. Lei municipal que o inclua na zona urbana ou de expanso urbana do Municpio;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 434

    II. Averbao de alterao de destinao do imvel, de rural para urbano, com

    apresentao de certido expedida pelo INCRA.

    Art. 1340. Aprovado o projeto de loteamento ou de desmembramento, o loteador dever submet-

    lo ao Registro Imobilirio dentro de 180 (cento e oitenta) dias, sob pena de caducidade

    da aprovao, acompanhado dos seguintes documentos:

    I. ttulo de propriedade do imvel ou certido da matrcula, ressalvado o disposto nos

    4 e 5;

    II. histrico dos ttulos de propriedade do imvel, abrangendo os ltimos 20 (vinte)

    anos, acompanhado dos respectivos comprovantes;

    III. certides negativas:

    a) de tributos federais, estaduais e municipais incidentes sobre o imvel;

    b) de aes reais referentes ao imvel, pelo perodo de 10 (dez) anos;

    c) de aes penais com respeito ao crime contra o patrimnio e contra a

    Administrao Pblica.

    IV. certides:

    a) dos Cartrios de Protestos de Ttulos, em nome do loteador, pelo perodo de

    10 (dez) anos;

    b) de aes pessoais relativas ao loteador, pelo perodo de 10 (dez) anos;

    c) de nus reais relativos ao imvel;

    d) de aes penais contra o loteador, pelo perodo de 10 (dez) anos;

    e) da Secretaria do Patrimnio da Unio, se tratar de terreno de Marinha.

    V. cpia do ato de aprovao do loteamento e comprovante do termo de verificao

    pela Prefeitura Municipal, da execuo das obras exigidas por legislao

    municipal, que incluiro, no mnimo, a execuo das vias de circulao do

    loteamento, demarcao dos lotes, quadras e logradouros e das obras de

    escoamento das guas pluviais ou da aprovao de um cronograma, com a durao

    mxima de quatro anos, acompanhado de competente instrumento de garantia para

    a execuo das obras;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 435

    VI. exemplar do contrato-padro de promessa de venda ou de cesso ou de promessa

    de cesso, do qual constaro, obrigatoriamente, as indicaes previstas no art. 26,

    da Lei n 6.766/1979;

    VII. declarao do cnjuge do requerente de que consente no registro do loteamento;

    VIII. aprovao da Gerncia do Patrimnio da Unio, quando se tratar de terreno de

    Marinha.

    1. Os perodos referidos nos incisos III, b e IV, a, b e d tomaro por base a

    data do pedido de registro do loteamento, devendo todas elas ser extradas em

    nome daqueles que, nos mencionados perodos, tenham sido titulares de direitos

    reais sobre o imvel.

    2. A existncia de protestos, de aes pessoais ou de aes penais, exceto as referen-

    tes a crime contra o patrimnio e contra a administrao, no impedir o registro

    do loteamento, se o requerente comprovar que esses protestos ou aes no pode-

    ro prejudicar os adquirentes dos lotes.

    3. A declarao a que se refere o inciso VII deste artigo no dispensar o consenti-

    mento do declarante para os atos de alienao ou promessa de alienao de lotes,

    ou de direitos a eles relativos, que venham a ser praticados pelo seu cnjuge.

    4. O ttulo de propriedade ser dispensado quando se tratar de parcelamento popular,

    destinado s classes de menor renda, em imvel declarado de utilidade pblica,

    com processo de desapropriao judicial em curso e imisso provisria na posse,

    desde que promovido pela Unio, Estados, Municpios ou suas entidades delega-

    das, autorizadas por lei a implantar projetos de habitao.

    5. No caso de que trata o 4, o pedido de registro do parcelamento, alm dos do-

    cumentos mencionados nos incisos V e VI deste artigo ser instrudo com cpias

    autnticas da deciso que tenha concedido a imisso provisria na posse, do de-

    creto de desapropriao, do comprovante de sua publicao na imprensa oficial

    e, quando formulado por entidades delegadas, da lei de criao e de seus atos

    constitutivos.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 436

    Art. 1341. Examinada a documentao e encontrada em ordem, o Oficial do Registro de Imveis

    encaminhar comunicao Prefeitura e far publicar, em resumo e com pequeno

    desenho de localizao da rea, edital do pedido de registro em 3 (trs) dias

    consecutivos, podendo este ser impugnado no prazo de 15 (quinze) dias contados da

    data da ltima publicao.

    1. Findo o prazo sem impugnao, ser feito imediatamente o registro.

    2. Se houver impugnao de terceiros, o Oficial do Registro de Imveis intimar o

    requerente e a Prefeitura Municipal, para que sobre ela se manifestem no prazo

    de 5 (cinco) dias, sob pena de arquivamento do processo.

    3. Com as manifestaes previstas no pargrafo antecedente, o processo ser envia-

    do ao juiz competente para deciso.

    4. Ouvido o Ministrio Pblico, no prazo de 5 (cinco) dias, o juiz decidir de plano

    ou aps instruo sumria, devendo remeter o interessado as vias ordinrias caso

    a matria exija maior indagao.

    5. Nas capitais, a publicao do edital se far no Dirio Oficial do Estado e num

    dos jornais de circulao diria e, nos demais Municpios, a publicao se far

    apenas num dos jornais locais, se houver ou, no havendo, em jornal da regio.

    6. O Oficial do Registro de Imveis que efetuar, dolosamente, o registro em desa-

    cordo com as exigncias da Lei n 6.766/1979 ficar sujeito multa equivalente a

    10 (dez) vezes os emolumentos regimentais fixados para o registro, na poca em

    que for aplicada a penalidade pelo juiz corregedor do cartrio, sem prejuzo das

    sanes penais e administrativas cabveis.

    7. Registrado o loteamento, o Oficial de Registro comunicar, por certido, o seu

    registro Prefeitura.

    Art. 1342. Quando a rea loteada estiver situada em mais de uma circunscrio imobiliria, o

    registro ser requerido, primeiramente, perante aquele Cartrio de Registro de Imveis

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 437

    em que estiver localizada a maior parte da rea loteada.

    1. Procedido o registro nessa circunscrio, o interessado requerer, sucessivamen-

    te, o registro do loteamento em cada uma das demais, comprovando perante cada

    qual o registro efetuado na anterior, at que o loteamento seja registrado em to-

    das.

    2. Denegado o registro em qualquer das circunscries, essa deciso ser comuni-

    cada, pelo Oficial do Registro de Imveis, s demais para efeito de cancelamento

    dos registros feitos, salvo se ocorrer a hiptese prevista no 6 deste artigo.

    3. Nenhum lote poder situar-se em mais de uma circunscrio.

    4. No permitido ao interessado processar, simultaneamente, perante diferentes

    circunscries, pedidos de registro do mesmo loteamento, sendo nulos os atos

    praticados com infrao a esta norma.

    5. Enquanto no procedidos todos os registros de que trata este artigo, ser conside-

    rado como no registrado o loteamento para os efeitos da Lei n 6.766/1979.

    6. O indeferimento do registro do loteamento em uma circunscrio no determinar

    o cancelamento do registro procedido em outra, se o motivo do indeferimento

    naquela no se estender rea situada sob a competncia desta, e desde que o in-

    teressado requeira a manuteno do registro obtido, submetido o remanescente

    do loteamento a uma aprovao prvia, perante a Prefeitura Municipal.

    Art. 1343. Qualquer alterao ou cancelamento parcial do loteamento registrado depender de

    acordo entre o loteador e os adquirentes de lotes atingidos pela alterao, bem como da

    aprovao pelos rgos pblicos que aprovaram o parcelamento, devendo ser

    depositada no Registro de Imveis, em complemento ao projeto original, com a devida

    averbao.

    Art. 1344. Os loteamentos ou desmembramentos requeridos pelas entidades poltico-administrativas, como Unio, Estado e Municpios, esto sujeitos ao processo do

    registro especial, dispensando-se, porm, os documentos mencionados no art. 18,

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 438

    incisos II, III, IV e VII, da Lei n 6.766/1979.

    Art. 1345. vedado vender ou prometer vender parcela de loteamento ou desmembramento no Registrado.

    Art. 1346. Os processos de loteamento ou de desmembramento de imveis devero ter suas folhas numeradas e rubricadas pelo registrador ou substituto, devendo os documentos

    exigidos por lei figurarem na ordem que ela estabelece, ser registrados nos livros

    prprios e arquivados.

    SEO II

    DA COMPETNCIA TERRITORIAL

    Art. 1347. A regularizao e registro de loteamento, desmembramento ou desdobro de imveis localizados no permetro urbano definido por lei municipal, bem como, aqueles

    includos no permetro urbano por lei municipal especfica, obedecer ao disposto na

    legislao pertinente e ao disposto neste Normativo.

    Art. 1348. A regularizao fundiria de interesse social competncia atribuda ao Municpio pelo art. 30 da Constituio Federal e disciplinado pelo art. 49 da Lei n 11.977/09,

    como decorrncia do direito de legislar sobre assuntos de interesse local e o dever de

    promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e

    controle do uso, parcelamento e da ocupao do solo urbano.

    1. Para fins de registro da planta de regularizao fundiria, considera-se de interes-

    se social toda a regularizao fundiria de assentamentos irregulares ocupados,

    predominantemente, por populao de baixa renda, consolidados, datando a ocu-

    pao, mansa e pacfica, de prazo superior a 5 anos, inseridas em permetros de-

    finidos pela lei municipal como Zonas Especiais de Interesse Social - ZEIS ou

    reas da Unio, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municpios declaradas de

    interesse para implantao de projetos de regularizao fundiria de interesse so-

    cial.

    2. Para comprovao da caracterizao da rea como de interesse social, dever ser

    apresentada junto com a planta de regularizao aprovada, uma declarao da au-

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 439

    toridade municipal competente, quanto ao preenchimento dos requisitos defini-

    dos no art. 47, VII, da Lei n 11.977/09.

    SEO III

    DA REGULARIZAO DO PARCELAMENTO

    Art. 1349. No se aplicam os artigos 18 e 19, da Lei n 6.766, de 19 de dezembro de 1979, aos registros de loteamentos ou desmembramentos para regularizar situaes de fato j

    existentes, sejam elas anteriores ou posteriores quele diploma legal.

    Pargrafo nico. Os registros podero ser requeridos pelas Prefeituras Municipais,

    pelos beneficirios, individual ou coletivamente, por cooperativas habitacionais,

    associaes de moradores, fundaes, organizaes sociais, organizaes da sociedade

    civil de interesse pblico ou outras associaes civis que tenham por finalidade

    atividades nas reas de desenvolvimento urbano ou regularizao fundiria.

    Art. 1350. O requerimento ser dirigido ao Oficial do Cartrio competente, instrudo com os

    seguintes documentos:

    I. planta do loteamento ou desmembramento, devidamente aprovada pela Prefeitura,

    contendo as subdivises das quadras, as dimenses e numerao dos lotes,

    logradouros, espaos livres e outras reas com destinao especfica;

    II. quadro indicativo das reas ocupadas pelos lotes, logradouros, espaos livres e

    outras reas com destinao especfica;

    III. certido de propriedade, com meno de alienaes e nus, nos casos em que o

    imvel tenha passado para outra circunscrio imobiliria;

    IV. anuncia da autoridade competente, quando o parcelamento for localizado em rea

    limtrofe de municpios, a rea parcelada possuir mais de 1 milho de metros

    quadrados, quando localizado em rea de proteo aos mananciais ou de proteo

    ambiental. Quando localizado em regio metropolitana, somente naquelas

    hipteses em que ocorrer impacto regional;

    V. anuncia da autoridade competente para o licenciamento ambiental quando o

    parcelamento for localizado em rea de proteo aos mananciais ou de proteo

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 440

    ambiental.

    1. Em se tratando de requerimento apresentado pelas pessoas jurdicas relacionadas

    no pargrafo nico do art. 3 da Lei n 6.766/79, dever ser apresentada certido

    atualizada de seus atos constitutivos que demonstrem sua legitimidade para pro-

    mover a regularizao fundiria.

    2. O ato de aprovao municipal dever consignar que o parcelamento se encontra

    consolidado, informando quando se tratar de regularizao fundiria de interesse

    social e, neste caso, se:

    I. o assentamento regularizado situa-se em rea de Preservao Permanente,

    admitida a regularizao em razo de estudo tcnico realizado na forma da lei

    (art. 54, 1, da Lei n 11.977/09 );

    II. esto pendentes a execuo de obras de infraestrutura e a responsabilidade

    por sua realizao.

    3. Tratando-se de regularizao fundiria de interesse social a cargo da administra-

    o pblica, no sero devidos custas ou emolumentos notariais ou de registro.

    Art. 1351. Quando o parcelamento regularizado abranger vrios imveis do mesmo proprietrio o

    requerimento de registro poder incluir o pedido de prvia unificao de matrculas ou

    transcries.

    Pargrafo nico. No sendo requerida a prvia unificao, o registro da regularizao

    dever compreender a averbao do desfalque em cada matrcula ou transcrio

    atingida, devendo constar da planta de regularizao os permetros de cada ttulo

    atingido e os desfalques havidos em cada matrcula ou transcrio.

    Art. 1352. Quando o parcelamento no abranger a totalidade da gleba objeto da matrcula, dever

    ser providenciado:

    I. a averbao do desfalque na matrcula atingida, considerando-se a rea total do

    parcelamento;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 441

    II. o desmembramento da rea parcelada, com a abertura de nova matrcula, na qual

    ser registrada a regularizao.

    SEO IV

    DO REGISTRO DOS TTULOS INDIVIDUAIS

    Art. 1353. Regularizado o parcelamento, os adquirentes de lote podero requerer o registro na

    forma do artigo 41 da Lei n 6.766/79, valendo o contrato de compromisso de venda e

    compra celebrado antes da regularizao como ttulo hbil para a transferncia de

    propriedade.

    1. O interessado dever comprovar o pagamento integral do preo ajustado, valendo

    para tanto o recibo de quitao assinado pelo loteador ou os recibos das presta-

    es ajustadas ou o comprovante de depsito das prestaes, realizado na forma

    do artigo 38 da Lei n 6.766/79.

    2. Quando os contratos de compromisso de compra e venda ou de cesso no conti-

    verem as qualificaes dos signatrios, sero complementados por requerimento

    do interessado, acompanhado de cpias autenticadas de cdulas de identidade,

    CPF e certido de casamento, se o caso.

    3. A imprecisa descrio do lote constante do ttulo ser complementada pelos dados

    extrados da planta de regularizao, arquivada em cartrio.

    4. No sero devidas custas ou emolumentos notariais ou pelo registro em favor de

    beneficirio de regularizao fundiria de interesse social, devendo ser conside-

    rados como ato nico o compromisso de compra e venda e eventuais cesses a-

    presentados a registro nos termos do artigo 41 da Lei n 6.766/79.

    Art. 1354. Nos casos de regularizao fundiria de interesse social, em que haja a expedio de Termos de Concesso de Uso Especial para fins de Moradia, de Concesso de Direito

    Real de Uso, de Cesso de Uso, de Legitimao de Posse ou outras formas que visem

    assegurar a consolidao de direito moradia, no ser exigido o reconhecimento de

    firma, desde que o documento oficial possua a participao de servidor pblico

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 442

    responsvel pelo acompanhamento do ato.

    Pargrafo nico. Sendo o beneficirio, pessoa analfabeta, ser admitido a registro o

    instrumento que contenha a aposio de impresso digital do beneficirio e a

    assinatura de duas testemunhas identificveis pelo nome, documento de identidade e o

    nmero do Cadastro de Pessoa Fsica, alm da assinatura do agente pblico presente

    ao ato, devidamente identificado.

    Art. 1355. O mandado judicial expedido em Ao de Usucapio dever conter os elementos necessrios abertura da matrcula.

    1. Alm da abertura de nova matrcula dever ser averbado, margem do ttulo de

    origem, o desfalque da rea maior, em razo da procedncia da ao.

    2. O registro da aquisio por usucapio independente da regularidade do parcela-

    mento.

    3. Os benefcios da Justia Gratuita concedidos no processo judicial compreendem

    os atos extrajudiciais necessrios ao cumprimento do mandado, no sendo devi-

    dos custas ou emolumentos em razo do registro.

    SEO V

    DA DEMARCAO URBANSTICA

    Art. 1356. A demarcao urbanstica para fins de regularizao fundiria de interesse social ser requerida pelo Poder Pblico ao Oficial do Cartrio competente, instrudo com os

    seguintes documentos:

    I. auto de demarcao urbanstica;

    II. planta e memorial descritivo da rea a ser regularizada nos quais constem sua

    medidas perimetrais, rea total, confrontantes e matrculas ou transcries

    atingidas;

    III. planta de sobreposio do imvel demarcado com a situao da rea constante

    do registro imobilirio;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 443

    IV. certides das matrculas ou transcries atingidas;

    V. cpia das notificaes expedidas aos rgos responsveis pela administrao

    patrimonial dos demais entes federados e certido quanto inexistncia de

    impugnao dos notificados.

    Art. 1357. Recebido o auto de demarcao urbanstica o oficial registrador, a partir dos elementos

    fornecidos pelo Poder Pblico requerente, dever proceder s buscas para identificao

    do proprietrio da rea a ser demarcada e de matrculas ou transcries que a tenham

    por objeto.

    1. Constada a interferncia de outros ttulos alm dos j indicados, o oficial regis-

    trador, indicando os elementos que permitiram a identificao, remeter cpias

    ao Poder Pblico para estudos e, se o caso, retificao do auto elaborado.

    2. O mesmo procedimento constante do pargrafo anterior dever ser observado ca-

    so o Oficial verifique que os ttulos indicados no guardam relao com a rea a

    ser regularizada.

    Art. 1358. Concludas as buscas, o oficial do registro de imveis dever notificar o proprietrio e os confrontantes da rea demarcada para apresentar impugnao averbao da

    demarcao urbanstica no prazo de 15 (quinze) dias.

    1. As notificaes devero ser dirigidas aos endereos constantes do registro de im-

    veis ou naqueles fornecidos pelo poder pblico. No localizado o proprietrio

    nos endereos indicados, a notificao do proprietrio ser realizada por edital.

    2. Resultando negativas, o Poder Pblico requerente dever providenciar a publica-

    o de editais dos proprietrios e confrontantes no localizados, alm dos even-

    tuais interessados, observando-se:

    I. o prazo de 15 dias para eventual impugnao;

    II. a publicao atravs da imprensa oficial e uma vez em jornal de grande

    circulao local;

    III. a indicao da rea, com seu desenho simplificado e com os elementos que

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 444

    permitam a sua identificao.

    3. Concludo o prazo fixado no edital, o Poder Pblico requerente providenciar a

    juntada das cpias dos editais publicados, devendo ser constatado pelo Oficial

    registrador o decurso do prazo para impugnaes.

    Art. 1359. Decorrido o prazo sem impugnaes, dever ser providenciado o registro do auto de

    demarcao observando-se:

    I. quando a rea em regularizao abranger mais de uma matrcula ou transcrio, o

    auto dever ser averbado em cada um deles, indicando-se a rea atingida em cada

    registro;

    II. a demarcao urbanstica ser averbada ainda que a rea atingida pelo auto supere

    a rea disponvel nos registros anteriores, no se aplicando neste caso o disposto

    no art. 225, 2, da Lei n 6.015/73.

    III. no se exigir, para a averbao da demarcao urbanstica, a retificao do

    memorial descritivo da rea no atingida pelo auto, ficando a apurao de

    remanescente sob a responsabilidade do proprietrio do imvel atingido.

    Art. 1360. A perfeita identificao da rea demarcada permitir o seu desmembramento da rea maior, sem necessidade da identificao do permetro desta, bastando a averbao do

    destaque do ttulo original e a abertura de matrcula prpria para a rea demarcada.

    SEO VI

    DO REGISTRO DO AUTO DE IMISSO NA POSSE

    Art. 1361. Para fins de registro, o ttulo de propriedade ser dispensado quando se tratar de parcelamento de interesse social, destinado s classes de menor renda, em imvel

    declarado de utilidade pblica ou de interesse social, com processo de desapropriao

    judicial em curso e imisso provisria na posse, desde que promovido pela Unio,

    Estados, Distrito Federal, Municpios ou suas entidades delegadas, autorizadas por lei

    a implantar projetos de habitao.

    Pargrafo nico. O registro se processar tanto em face da aprovao de parcelamento

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 445

    do solo quanto de regularizao fundiria de interesse social.

    Art. 1362. O mesmo procedimento se estende para os casos identificados como de desapropriao

    indireta, em que o Poder Pblico diretamente ou por suas entidades delegadas, tenha o

    apossamento da rea sob litgio e sobre ela tenha iniciado ou at concludo as obras

    que caracterizam a afetao ao bem pblico.

    1. Dever ser apresentado ao Servio de Registro de Imveis, cpia autenticada pelo

    Tribunal, da petio inicial, do laudo pericial e da sentena que reconheceu o a-

    possamento administrativo, acompanhado de certido de que a rea se encontra

    afetada ao uso pblico definitivamente em decorrncia do incio ou concluso

    das obras referentes ao projeto de urbanizao.

    2. No havendo sentena judicial, dever ser requerido ao juzo da causa, que expe-

    a mandado judicial em que determine o registro da Imisso na Posse, posto que

    ao judicial proposta atende aos interesses do proprietrio atingido, em face de

    apossamento administrativo consumado.

    Art. 1363. O registro do Auto de Imisso na Posse acompanhado da certido expedida pelo Poder

    Pblico de que a rea se encontra afetada definitivamente ao uso pblico, em

    decorrncia do parcelamento do solo; do incio ou concluso de obras, permitir que se

    promova a transferncia de titularidade em favor do Poder Pblico.

    1. O registro do auto de imisso na posse e a transferncia de domnio ao Poder P-

    blico permitir que essa rea seja unificada com reas contguas, desde que per-

    tenam essas ao mesmo ente.

    2. A certificao pelo Poder Pblico de que a rea se encontra afetada definitiva-

    mente ao uso pblico, em decorrncia do incio ou concluso das obras permitir

    que se promova a transferncia de titularidade em face da irreversibilidade.

    SEO VII

    DISPOSIES GERAIS

    Art. 1364. No cumprimento de sua funo social os Servios de Registro de Imveis devem

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 446

    desenvolver trabalhos em parceria com os rgos pblicos, de forma a exercer um

    papel ativo para a resoluo dos problemas de ordem registrria, buscando a

    construo de alternativas que envolvam o Poder Executivo, Legislativo e Judicirio.

    Art. 1365. O acesso s informaes de cunho registral constantes dos arquivos dos cartrios deve ser franqueado a todo aquele que justifique o seu interesse na obteno de informaes

    complementares que a simples certido no seja suficiente para sanar, especialmente

    por representantes dos rgos pblicos, para o desenvolvimento de estudos

    relacionados ao aprimoramento da base cadastral e do controle territorial.

    1. Visando a instruo de procedimentos administrativos de regularizao fundiria

    a Municipalidade dever credenciar servidores municipais junto Serventia I-

    mobilirias aos quais incumbir o auxilio nas buscas e pesquisa do acervo cons-

    tante do registro imobilirio.

    2. A Serventia solicitar a municipalidade as informaes constantes de seu cadastro

    que possam auxiliar as buscas dos ttulos e titulares de domnio das glebas nas

    quais se encontram implantados os assentamentos irregulares.

    Art. 1366. Constatada a irregularidade do parcelamento, a Serventia solicitar a Municipalidade

    que providencie a notificao do responsvel com a finalidade de dar-lhe cincia de

    que deve se abster de realizar novas vendas e de receber as prestaes devidas em

    razo da alienao dos lotes, alm de suspender qualquer ato que importe em

    ampliao e consolidao do parcelamento irregular.

    Pargrafo nico. Aps a notificao do parcelador faltoso, a Municipalidade deve

    adotar as medidas necessrias cientificao dos adquirentes de lotes quanto

    irregularidade do parcelamento e o direito suspenso do pagamento das prestaes

    ajustadas no contrato, bem como, o seu depsito na forma do artigo 38 da Lei n

    6.766/79.

    Art. 1367. A Serventia Imobiliria, a Municipalidade e a instituio bancria na qual sero

    realizados os depsitos judiciais podero celebrar convnio que discipline o

    procedimento a ser observado para viabilizar o depsito previsto no artigo 38 da Lei n

    6.766/79.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 447

    Pargrafo nico. Fica a cargo da Municipalidade examinar os instrumentos

    formalizados para a alienao dos lotes orientando os adquirentes e expedindo os

    documentos necessrios para o depsito junto instituio bancria.

    Art. 1368. A existncia de parcelamento irregular dever ser comunicada ao Ministrio Pblico

    para as providncias pertinentes.

    1. Fica a cargo da Municipalidade instruir a comunicao com os elementos dispo-

    nveis, certificando a inexistncia de aprovao municipal e a expedio de noti-

    ficao realizada na forma do artigo 16, da Lei n 6.766/79.

    2. Se disponvel, devero ser enviadas cpias dos documentos que comprovem a a-

    lienao de lotes e relatrio elaborado por agente pblico que ateste a implanta-

    o do parcelamento, com a abertura de novas vias ou demarcao de lotes.

    CAPTULO XV

    DO CONDOMNIO EDILCIO

    SEO I

    DA INCORPORAO IMOBILIRIA- DISPOSIES GERAIS

    Art. 1369. A incorporao imobiliria a atividade empresarial, de natureza mercantil ou comercial, exercida com a finalidade de promover e realizar a construo, para

    alienao total ou parcial, de edificaes ou conjunto de edificaes compostas de

    unidades autnomas, para oferta ao pblico antes da concluso do empreendimento,

    sendo regulada nos termos da Lei n 4.591/1964.

    Pargrafo nico. No se considera incorporao imobiliria a execuo de

    empreendimento imobilirio ou de construo de prdio integrado por unidades

    autnomas com finalidade residencial ou comercial, com recursos exclusivos da

    empresa construtora.

    Art. 1370. Para efeito de caracterizao da incorporao imobiliria, ser esta assim considerada,

    para o devido enquadramento legal e submisso ao regime jurdico da Lei n 4.591/64,

    sempre que a construo do empreendimento venha a ser financiada, total ou

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 448

    parcialmente, com recursos de terceiros, e com oferta ao pblico das unidades

    imobilirias autnomas, atravs de propaganda ou anncios em jornais, cartazes,

    panfletos, divulgao pela Internet ou correio eletrnico, montagem de stands de

    vendas, campanhas publicitrias ou qualquer outra modalidade de publicidade pblica.

    Art. 1371. Considera-se incorporador a pessoa fsica ou jurdica, empresrio ou no, que embora no efetuando a construo, compromisso ou efetive a venda de fraes ideais de

    terreno, objetivando a vinculao de tais fraes a unidades autnomas, em edificaes

    a serem construdas ou em construo sob regime condominial, ou que meramente

    aceite propostas para efetivao de tais transaes, coordenando e levando a termo a

    incorporao e responsabilizando-se, conforme o caso, pela entrega, a certo prazo,

    preo e determinadas condies, das obras concludas.

    SEO II

    DO MEMORIAL DE INCORPORAO

    Art. 1372. A incorporao somente pode ser considerada regular aps o registro do memorial de incorporao no Cartrio de situao do imvel, de acordo com o previsto na Lei n

    4.591/1964.

    Art. 1373. Os requerimentos de registro de incorporao devem ser autuados em processos, que tero suas folhas numeradas e rubricadas, figurando os documentos pertinentes na

    ordem estabelecida na lei.

    Pargrafo nico. Logo que autuados, certificar-se-o, aps o ltimo documento

    integrante do processo, a protocolizao e, a final, o registro.

    Art. 1374. Quando o incorporador for pessoa jurdica, incumbir ao oficial verificar, com base no

    estatuto social, a regularidade da representao societria, especialmente se quem

    requer o registro tem poderes para tanto.

    Art. 1375. Para o registro de incorporao imobiliria, far-se- necessria a apresentao do memorial, acompanhado dos seguintes documentos, conforme exigido pelo art. 32, da

    Lei n 4.591/64:

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 449

    I. memorial e requerimento em que constem a qualificao completa do

    incorporador e do proprietrio, nos casos do art. 31, 1 da Lei n

    4.591/1964, solicitando o registro da incorporao imobiliria, bem como a

    descrio do imvel conforme consta do Registro Imobilirio, indicando sua

    origem; a caracterizao do prdio, descrevendo o imvel em linhas gerais; a

    caracterizao das unidades autnomas, com rea privativa, rea comum e a

    frao ideal da unidade, e a indicao das reas de uso comum do

    empreendimento, observando-se o seguinte:

    a) se os cnjuges forem os incorporadores do empreendimento, ambos

    devero assinar o requerimento; caso o incorporador seja apenas um deles,

    somente este assinar o requerimento, mas, neste caso, dever apresentar o

    instrumento de mandato referido no art. 31, 1, c/c o art. 32 da Lei n

    4.591, de 16.12.1964, outorgado pelo outro cnjuge. Igual exigncia dever

    ser observada em relao aos alienantes do terreno, se no forem, ao

    mesmo tempo, incorporadores;

    b) se o incorporador for pessoa jurdica, o requerimento dever estar instrudo

    com cpia reprogrfica autenticada do contrato social devidamente

    registrado na Junta Comercial, Registro Civil das Pessoas Jurdicas, ou

    outro rgo competente, juntamente com certido atualizada dos atos

    constitutivos, devendo este fato estar devidamente comprovado, inclusive

    para verificao da capacidade dos signatrios do requerimento.

    II. ttulo de propriedade do terreno, o qual poder ser um ttulo de promessa

    irrevogvel e irretratvel, de compra e venda ou de cesso de direitos ou de

    permuta, do qual conste clusula de imisso na posse do imvel e

    consentimento para demolio e construo, devidamente registrado, no

    podendo haver estipulaes impeditivas de sua alienao em fraes ideais.

    III. certides negativas referentes ao imvel, ao proprietrio do terreno e ao

    incorporador:

    1) certides federais:

    a) conjunta de tributos federais administrados pela Receita Federal e da

    Dvida Ativa da Unio;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 450

    b) Justia do Trabalho, se pessoa jurdica ou equiparada;

    c) Justia Federal, cvel e criminal da pessoa fsica;

    d) de quitao de dbitos patrimoniais, emitida pela Delegacia da

    Secretaria do Patrimnio da Unio, quando se tratar de imvel de

    Marinha;

    e) relativa ao certificado de regularidade de FGTS, se pessoa jurdica ou

    equiparada.

    2) certides estaduais:

    a) da Fazenda Estadual;

    b) da Justia Estadual, cvel, execues e criminal da pessoa fsica.

    3) certides municipais:

    a) relativa ao imvel;

    b) relativa a tributos diversos.

    4) certido negativa de dbitos relativa s contribuies previdencirias e de

    terceiros, do titular de direitos sobre o terreno e do incorporador, sempre

    que forem responsveis pela arrecadao das respectivas contribuies,

    pessoa jurdica ou equiparada;

    5) Registro de Imveis: certido vintenria negativa de nus e aes;

    6) Tabelionatos de Protesto de Ttulos: negativa de protesto de ttulos;

    7) as certides da Justia Federal, da Justia Estadual, da Justia do Trabalho e

    do Tabelionato de Protesto de Ttulos devero ser extradas no domiclio

    do proprietrio e do incorporador, bem como na circunscrio onde se

    localiza o imvel incorporado;

    IV. histrico vintenrio dos ttulos de propriedade do imvel(art. 32, c, da Lei n

    4.591, de 16.12.64), abrangendo os ltimos 20 (vinte) anos, acompanhado de

    certides integrais dos respectivos registros;

    V. documento comprobatrio da aprovao do projeto arquitetnico de

    construo perante a municipalidade, acompanhado das plantas, ou cpias

    das plantas, autenticadas pelo responsvel tcnico, acompanhadas da licena

    de construo, que descrevam o empreendimento, nas quais devero constar

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 451

    as assinaturas dos proprietrios, incorporador e responsvel tcnico, todos

    com firma reconhecida, observando o prazo de validade em conformidade

    com a legislao municipal;

    VI. clculo das reas das edificaes, discriminando, alm da global, a das partes

    comuns e indicando, para cada tipo de unidade, a respectiva metragem de

    rea construda;

    VII. memorial descritivo das especificaes da obra projetada, segundo modelo a

    que se refere o inc. IV, do art. 53, da Lei n 4.591/1964 (quadros I, II, III, IV,

    V, VI, VII e VIII da ABNT-NBE n. 12721); este documento descreve todo o

    edifcio, inclusive a rea do terreno, subsolo, trreo, estacionamentos,

    pavimentos, fundaes, tipo de material, acabamentos e acessos;

    VIII. avaliao do custo global da obra, atualizada data do arquivamento,

    calculada de acordo com a norma do inc. III do art. 53, da Lei n 4.591/1964,

    com base nos custos unitrios referidos no art. 54, discriminando-se, tambm,

    o custo de construo de cada unidade, devidamente autenticada pelo

    profissional responsvel pela obra;

    IX. discriminaes das fraes ideais de terreno com as unidades autnomas que

    a elas correspondero;

    X. minuta da futura conveno de condomnio que reger a edificao ou o

    conjunto de edificaes, contendo a individuao das unidades e a

    caracterizao das reas de uso comum, alm das normas gerais do

    condomnio, sendo dispensvel o Regimento Interno;

    XI. declarao em que se defina a parcela do preo de que trata o art. 39, II, da

    Lei n 4.591/1964;

    XII. certido de instrumento pblico de mandato quando o incorporador no for o

    proprietrio, outorgando poderes ao incorporador para a alienao de fraes

    ideais do terreno, quando for o caso;

    XIII. declarao expressa em que se fixe se o empreendimento est ou no sujeito

    prazo de carncia de at 180 (cento e oitenta) dias;

    XIV. atestado de idoneidade financeira, fornecido por estabelecimento de crdito

    que opere no pas h mais de 5 (cinco) anos, dizendo que o incorporador

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 452

    possui idoneidade;

    XV. declarao, acompanhada de plantas elucidativas, sobre o nmero de veculos

    que a garagem comporta e os locais destinados guarda dos mesmos,

    mencionando se as vagas de estacionamento, garagens ou boxes esto ou no

    vinculados aos apartamentos;

    XVI. Anotao de Responsabilidade Tcnica ART relativa ao projeto de

    construo;

    XVII. contrato-padro, que ficar arquivado no Cartrio de Imveis, conforme

    previsto no art. 67, 3 e 4, da Lei n 4.591/1964, sendo sua apresentao

    facultativa.

    1. Os documentos sero apresentados em 2 (duas) vias, com as firmas de seus subs-

    critores reconhecidas nos documentos de ordem particular.

    2. A apresentao dos documentos ser feita vista dos originais, admitindo-se c-

    pias reprogrficas autenticadas.

    3. Ser de 90 (noventa) dias o prazo de validade das certides, salvo se outro prazo

    constar expressamente do documento, segundo norma adotada pelo rgo expe-

    didor, exceto as fiscais, que sero por exerccio.

    4. As certides forenses abrangero 10 (dez) anos e as de protestos de ttulos, 05

    (cinco) anos.

    5. As certides positivas do Distribuidor Forense sero narratrias e complementa-

    das com a do juzo respectivo, a fim de possibilitar conhecer da relevncia eco-

    nmica da pretenso ou pertinncia com o imvel objeto da incorporao.

    6. No poder ser aceito contrato social registrado somente no Cartrio de Registro

    de Ttulos e Documentos.

    7. facultado apresentar as plantas do projeto aprovado, em cpia autenticada pelo

    profissional responsvel pela obra, acompanhada de cpia de licena de constru-

    o.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 453

    Art. 1376. Sendo o incorporador pessoa jurdica, as certides dos distribuidores criminais devero

    referir-se aos seus representantes legais.

    Art. 1377. Todas as certides que devem acompanhar o memorial de incorporao, da Justia Federal, da Justia Estadual, da Justia do Trabalho e de Protesto de Ttulos devero

    ser extradas no domiclio do proprietrio e do incorporador, bem como na

    circunscrio onde se localiza o imvel incorporado.

    Art. 1378. Somente aps o registro da incorporao, realizado segundo as normas da Lei n 4.591/64 e da Lei n 6.015/73, sero aceitos e examinados os pedidos de registro ou de

    averbao dos atos negociais do incorporador sobre unidades autnomas.

    Art. 1379. Verificada sua regularidade, o requerimento da incorporao e os documentos pertinentes sero autuados em processo, com suas folhas numeradas e chanceladas,

    para arquivamento em cartrio.

    Art. 1380. Sendo apresentadas certides positivas fiscais, de protestos cambiais e as de aes judiciais, o Oficial apenas consignar no ato do registro do memorial de incorporao

    a existncia destas, no lhe cabendo avaliar a relevncia ou a possibilidade de provocar

    impugnaes ou gerar litgios futuros aos adquirentes de unidades na incorporao.

    Art. 1381. No registro da incorporao, ficar mencionado o arquivamento das certides positivas e as positivas com efeito de negativas,que instruram o processo, quando for

    o caso.

    Art. 1382. Ser promovida, obrigatoriamente, antes do registro do memorial de incorporao, a unificao de imveis, com a abertura de matrcula, quando mais de um imvel for

    utilizado para a incorporao imobiliria.

    1. Quando a futura edificao for construda em parte do imvel registrado, dever

    ser realizado antes da incorporao o respectivo desmembramento.

    2. Sero abertas matrculas novas, em ambos os casos citados no presente artigo, pa-

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 454

    ra o registro da incorporao.

    3. A unificao ou desmembramento do terreno somente podero ser requeridas por

    quem for proprietrio do imvel, no cabendo ser promovida por cessionrio ou

    promissrio comprador.

    Art. 1383. O cancelamento do registro da incorporao poder ser feito a requerimento do

    incorporador e, se alguma unidade tiver sido objeto de negociao registrada, ficar

    tambm condicionado anuncia dos compromissrios ou cessionrios.

    Art. 1384. O registro da incorporao conter os seguintes dados especficos:

    I. nome e qualificao do incorporador, com indicao de seu ttulo, se no for o

    proprietrio;

    II. denominao do edifcio ou empreendimento, quando houver;

    III. descrio das unidades autnomas, com suas localizaes, reas reais, privativas,

    comuns e totais, e fraes ideais;

    IV. definio sobre o prazo de carncia e, quando fixado, seu prazo e as condies a

    autorizarem o incorporador a desistir do empreendimento;

    V. regime de incorporao, se por empreitada, a preo fixo ou a preo varivel, ou por

    administrao ou a preo de custo;

    VI. custo global da construo e custos de cada unidade autnoma;

    VII. preo das fraes ideais do terreno, conforme declarado pelas partes.

    Pargrafo nico. A descrio interna das unidades autnomas, com a descrio dos

    cmodos, rea privativa ou exclusiva, rea comum, rea total e respectiva frao ideal

    obrigatria, sendo dispensvel a referncia s suas confrontaes dentro do edifcio.

    Art. 1385. admissvel o registro de escritura pblica de compra e venda de unidade autnoma

    em que figure o Condomnio como adquirente, em decorrncia do leilo a que se refere

    o art. 63, da Lei n 4.591/1964 ou em razo de deciso judicial.

    Art. 1386. Ser sempre indispensvel a correspondncia da descrio e da rea do imvel a ser

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 455

    incorporado com as que constarem da transcrio ou da matrcula respectiva, exigindo-

    se, caso contrrio, prvia retificao.

    Art. 1387. No poder o cartrio registrar pedido de incorporao sem que o apresentante exiba

    planta ou croqui dos espaos destinados guarda de veculos.

    Art. 1388. Aps o registro do parcelamento do solo ou da incorporao imobiliria, at a emisso da carta de habite-se, as averbaes e registros relativos pessoa do incorporador ou

    referentes a direitos reais de garantias, cesses ou demais negcios jurdicos que

    envolvam o empreendimento sero realizados na matrcula de origem do imvel e em

    cada uma das matrculas das unidades autnomas eventualmente abertas.

    1. Para efeito de cobrana de custas e emolumentos, as averbaes e os registros re-

    lativos ao mesmo ato jurdico ou negcio jurdico e realizados com base no caput

    sero considerados como ato de registro nico, no importando a quantidade de

    unidades autnomas envolvidas ou de atos intermedirios existentes.

    2. Nos registros decorrentes de processo de parcelamento do solo ou de incorpora-

    o imobiliria, o registrador dever observar o prazo mximo de 15 (quinze) di-

    as para o fornecimento do nmero do registro ao interessado ou a indicao das

    pendncias a serem satisfeitas para sua efetivao.

    3. O registro da instituio de condomnio ou da especificao do empreendimento

    constituir ato nico para fins de cobrana de custas e emolumentos.

    Art. 1389. Ao proceder ao registro de incorporao, fica vedado o desdobrar de ofcio da

    matrcula em tantas quantas forem as unidades autnomas integrantes do

    empreendimento.

    1. Com o registro da incorporao imobiliria, a qualquer tempo facultado ao in-

    corporador requerer a abertura de tantas matrculas quantas sejam as unidades

    decorrentes do registro da incorporao realizada, entendida a a descrio da fu-

    tura unidade autnoma.

    2. Na hiptese do 1, no prprio texto da matrcula ou por averbao, dever ser

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 456

    feita a ressalva de que se trata de obra projetada e pendente de regularizao re-

    gistral no que tange sua concluso.

    3. Neste caso, sero devidos os emolumentos referentes ao registro da incorporao

    e os relativos abertura das matrculas, descabendo cogitar de cobrana ttulo

    de individuao.

    Art. 1390. Os atos negociais referentes especificamente a uma futura unidade autnoma sero

    registrados na matrcula de origem ou em matrcula prpria da unidade, aberta com a

    ressalva contida no 2 do artigo anterior.

    Art. 1391. Concluda a obra com a licena de "habite-se", proceder-se- sua averbao, assim

    como a das eventuais alteraes decorrentes da construo, na matrcula de cada

    unidade autnoma.

    1. Neste caso, sero devidos os emolumentos da averbao por unidade autnoma.

    2. Caso ainda no efetuado o desdobramento em matrculas individuais, a averbao

    de que trata este artigo ser levada a efeito na matrcula matriz.

    Art. 1392. Para averbao da construo e registro de instituio cujo plano inicial no tenha sido

    modificado, ser suficiente requerimento que enumere as unidades, com remisso

    documentao arquivada com o registro da incorporao, acompanhado de certificado

    de concluso da edificao e desnecessria anuncia unnime dos condminos.

    Art. 1393. Averbada a construo, ser feito o registro da instituio do condomnio edilcio, nos

    termos definidos no art. 1.332 do Cdigo Civil.

    1. A averbao de construo de prdio s poder ser feita mediante a licena de

    "habite-se", expedida pela Prefeitura Municipal.

    2. Ser exigido que do "habite-se" conste a rea construda, que dever ser conferida

    com a da planta aprovada e j arquivada.

    3. Quando houver divergncia, o registro no poder ser feito antes que se esclarea

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 457

    e corrija a situao.

    SEO III

    DA INSTITUIO, DISCRIMINAO E ESPECIFICAO DE CONDOMNIO

    Art. 1394. Institui-se o condomnio de edilcio por instrumento pblico ou particular, ou testamento, registrado no Cartrio de Registro de Imveis, devendo constar daquele

    ato, alm do disposto em lei especial e da qualificao completa dos instituidores e

    indicao precisa do respectivo ttulo de domnio e seu registro:

    I. a discriminao e individualizao das unidades de propriedade exclusiva,

    estremadas uma das outras e das partes comuns;

    II. a determinao da frao ideal atribuda a cada unidade, relativamente ao terreno e

    partes comuns;

    III. o fim a que as unidades se destinam;

    IV. o original da planta aprovada pela Prefeitura do Municpio da situao do imvel.

    Art. 1395. Quando, em terreno onde no houver edificao, o proprietrio, o promitente

    comprador, o cessionrio deste ou o promitente cessionrio sobre ele desejar erigir

    mais de uma edificao, dever ser observado o seguinte:

    I. em relao s unidades autnomas que se constiturem em casas trreas ou

    assobradadas, ser discriminada a parte do terreno ocupada pela edificao e

    tambm aquela, eventualmente, reservada como;

    II. de utilizao exclusiva dessas casas, como jardim e quintal, bem assim a frao

    ideal do todo do terreno e de partes comuns, que correspondero s unidades;

    III. em relao s unidades autnomas que constiturem edifcios de dois ou mais

    pavimentos, ser discriminada a parte do terreno ocupada pela edificao, aquela

    que eventualmente for reservada como de utilizao exclusiva, correspondente s

    unidades do edifcio, e ainda a frao ideal do todo do terreno e de partes comuns,

    que correspondero a cada uma das unidades;

    IV. sero discriminadas as partes do total do terreno que podero ser utilizadas em

    comum pelos titulares de direito sobre os vrios tipos de unidades autnomas;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 458

    V. sero discriminadas as reas que se constiturem em passagem comum para as vias

    pblicas ou para as unidades entre si.

    Art. 1396. Quando, sobre um mesmo terreno, houver a construo de mais de um imvel sem

    possibilidade legal de seu desdobro, admitir-se- a instituio do condomnio para

    possibilitar o registro do ttulo aquisitivo, em obedincia ao princpio da unicidade da

    matrcula.

    1. Por absoluta impossibilidade fsica do desdobro, igual procedimento se adotar

    quando a construo for sobreposta.

    2. A impossibilidade do desmembramento ser certificada pela Prefeitura Munici-

    pal.

    3. Constaro do instrumento de instituio do condomnio, alm da qualificao

    completa do ou dos instituidores e indicao precisa do respectivo ttulo de do-

    mnio e seu registro:

    a) a discriminao e individualizao das unidades de propriedade exclusiva,

    estremadas uma das outras e das partes comuns;

    b) a determinao da frao ideal atribuda a cada unidade, relativamente ao

    terreno e partes comuns;

    c) o fim a que as unidades se destinam.

    Art. 1397. Nos registros de instituio de condomnio em que seja averbada alterao da

    finalidade da construo, de industrial ou comercial para residencial, ou vice-versa,

    ser exigida a aprovao do municpio.

    Art. 1398. Quando a instituio de condomnio for precedida de registro de incorporao imobiliria, aquela ser feita a requerimento do incorporador, instrudo com:

    I. o memorial descritivo com as especificaes da obra e individualizao das

    unidades autnomas, podendo ser substitudo pelo documento previsto no 2;

    II. a carta de habitao fornecida pela Prefeitura Municipal;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 459

    III. a CND do INSS;

    IV. ART do CREA relativa execuo da obra.

    1. Quando a obra tiver sido executada por empresa, dever ser tambm exigida a res-

    pectiva certido negativa de dbitos para com a Receita Federal.

    2. Caso no tenha havido alterao nas especificaes da obra e na individualizao

    das unidades autnomas, constantes no memorial de incorporao, o memorial

    descritivo da instituio de condomnio poder ser substitudo por declarao fir-

    mada conjuntamente pelo incorporador, o construtor e o profissional responsvel

    pela obra, confirmando, sob as penas da lei, a manuteno de todas as especifica-

    es j registradas.

    Art. 1399. Quando a instituio de condomnio no for precedida da incorporao registrada,

    todos os proprietrios devero requer-la, exigindo-se-lhes:

    I. o memorial descritivo com as especificaes da obra e individualizao das

    unidades autnomas;

    II. a carta de habitao fornecida pela Prefeitura Municipal;

    III. a CND do INSS;

    IV. o projeto arquitetnico aprovado pelo Municpio;

    V. o quadro de custos das unidades autnomas e a planilha de reas e fraes ideais,

    subscrita pelo engenheiro responsvel pelo clculo;

    VI. a ART do CREA relativa execuo da obra.

    1. Quando a obra tiver sido executada por empresa, dever ser tambm exigida a res-

    pectiva certido negativa de dbitos para com a Receita Federal.

    2. O quadro de custos e a planilha de reas podem ser substitudos pela assinatura do

    profissional nos requerimentos, desde que neles constem esses dados.

    Art. 1400. Uma vez expedida a CND e o habite-se pelos rgos competentes, descabida a

    negativa de registro ou averbao da obra pela eventual falta de coincidncia das reas

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 460

    ali descritas em relao quelas constantes da planilha de construo arquivada no

    Ofcio Imobilirio.

    Art. 1401. Quando se tratar de registro de hipoteca abrangendo todas as unidades ou parte delas,

    de edifcio cuja incorporao esteja registrada, os emolumentos sero calculados pelo

    valor da garantia de um registro.

    Pargrafo nico. No caso de serem feitos, outros lanamentos nas matrculas das

    unidades, para cada um destes, os emolumentos sero cobrados como atos sem valor

    declarado.

    Art. 1402. Fica vedado o registro da venda definitiva de unidade autnoma enquanto no houver

    o denominado habite-se, total ou parcial, devendo, nesses casos, o registro ser feito

    apenas da frao ideal com vinculao expressa futura unidade correspondente.

    SEO IV

    DO HABITE-SE PARCIAL

    ESPECIFICAO PARCIAL DE CONDOMNIO

    Art. 1403. Faculta-se a averbao parcial da construo com especificao parcial do condomnio, mediante apresentao de habite-se parcial fornecido pelo Poder

    Pblico Municipal, bem como da CND do INSS, em hipteses como as seguintes:

    I. construo de uma ou mais casas, em empreendimento do tipo vila de casas ou

    condomnio fechado;

    II. construo de um bloco em uma incorporao que preveja dois ou mais blocos;

    III. construo da parte trrea do edifcio, constituda de uma ou mais lojas, estando

    em construo o restante do prdio.

    Pargrafo nico. A averbao parcial, em tais hipteses, ser precedida do registro da

    incorporao imobiliria, procedendo-se, em seguida, ao registro da instituio de

    condomnio contendo a especificao parcial das unidades prontas, na matrcula de

    cada unidade autnoma.

    Art. 1404. Ocorrida a hiptese do artigo anterior, quando da concesso de outro habite-se, seja

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 461

    novamente parcial ou de todas as unidades restantes, nova averbao de habite-se

    parcial dever ser promovida.

    1. Este procedimento ser repetido tantas vezes quantas forem necessrias at a

    concluso da obra e especificao de todas as unidades autnomas.

    2. Caso ainda no efetuado o desdobramento em matrculas individuais, a averbao

    de que trata esse artigo ser levada a efeito na matrcula matriz.

    Art. 1405. Sero devidos os emolumentos correspondentes averbao do habite-se parcial, ao

    registro da instituio de condomnio (a ser feito apenas uma vez) e da especificao

    das unidades concludas, vencendo emolumentos por unidade autnoma. Novas

    averbaes de habite-se parcial, bem como o registro da especificao parcial

    decorrente de novo habite-se parcial (ou total), incidiro emolumentos tambm por

    unidade autnoma.

    SEO V

    DA CONVENO DE CONDOMNIO

    Art. 1406. A conveno que constitui o condomnio edilcio, formalizada por instrumento pblico ou particular, deve ser subscrita pelos titulares de, no mnimo, 2/3 (dois teros) das

    fraes ideais com ttulos registrados e torna-se, desde logo, obrigatria para esses

    titulares de direito sobre as unidades e para quantos sobre elas tenham posse ou

    deteno.

    Pargrafo nico. Para ser oponvel contra terceiros, a conveno do condomnio dever

    ser registrada no Cartrio de Registro de Imveis competente.

    Art. 1407. O registro da conveno de condomnio ser feito no Livro 3-RA do Registro de

    Imveis e ser precedido da conferncia do quorum e atendimento das regras fixadas

    em lei.

    1. Aps o registro da conveno previsto no art. 178, III, da Lei n 6.015/73, ser

    procedida sua averbao nas matrculas das unidades autnomas.

    2. Pelo registro sero devidos os emolumentos previstos na Tabela de Emolumentos

    vigente; as averbaes sero cobradas como ato sem valor declarado.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 462

    Art. 1408. Quando do registro da conveno de condomnio, na apurao do quorum necessrio

    sua aprovao ou alteraes, considerar-se-o apenas os nomes dos figurantes no

    registro como proprietrios ou promitentes-compradores ou cessionrios destes,

    presumindo-se que represente o casal, qualquer um dos cnjuges signatrios.

    Art. 1409. Alm de constar a discriminao e individualizao das unidades de propriedade

    exclusiva, estremadas uma das outras e das partes comuns, a determinao da frao

    ideal atribuda a cada unidade, relativamente ao terreno e partes comuns, o fim a que

    as unidades se destinam e das clusulas que os interessados houverem por bem

    estipular, a conveno determinar:

    I. a quota proporcional e o modo de pagamento das contribuies dos condminos

    para atender s despesas ordinrias e extraordinrias do condomnio;

    II. sua forma de administrao;

    III. a competncia das assemblias, forma de sua convocao e quorum exigido para

    as deliberaes;

    IV. as sanes a que esto sujeitos os condminos ou possuidores;

    V. o regimento interno.

    1. A conveno poder ser celebrada por escritura pblica ou por instrumento parti-

    cular.

    2. So equiparados aos proprietrios, para os fins deste artigo, salvo disposio em

    contrrio, os promitentes compradores e os cessionrios de direitos relativos s

    unidades autnomas.

    Art. 1410. Alm de outras normas aprovadas pelos interessados, a Conveno dever conter:

    a) a discriminao das partes de propriedade exclusiva, e as de condomnio, com

    especificaes das diferentes reas;

    b) o destino das diferentes partes;

    c) o modo de usar as coisas e servios comuns;

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 463

    d) encargos, forma e proporo das contribuies dos condminos para as despesas

    de custeio e para as extraordinrias;

    e) o modo de escolher o sndico e o Conselho Consultivo;

    f) as atribuies do sndico, alm das legais;

    g) a definio da natureza gratuita ou remunerada de suas funes;

    h) o modo e o prazo de convocao das assembleias gerais dos condminos;

    i) o quorum para os diversos tipos de votaes;

    j) a forma de contribuio para constituio de fundo de reserva;

    k) a forma e o quorum para as alteraes de conveno;

    l) a forma e o quorum para a aprovao do Regimento Interno quando no

    includos na prpria Conveno.

    SEO VI

    DO PATRIMNIO DE AFETAO

    Art. 1411. A critrio do incorporador, a incorporao poder ser submetida ao regime da afetao,

    pelo qual o terreno e as acesses objeto de incorporao imobiliria, bem como os

    demais bens e direitos a ela vinculados, manter-se-o apartados do patrimnio do

    incorporador e constituiro patrimnio de afetao, destinado consecuo da

    incorporao correspondente e entrega das unidades imobilirias aos respectivos

    adquirentes.

    Art. 1412. Mediante requerimento ou termo com firma reconhecida, subscrito pelo incorporador e, quando for o caso, tambm pelos titulares de direitos reais de aquisio sobre o

    terreno, ser averbada na matrcula do imvel a constituio do patrimnio de

    afetao.

    Pargrafo nico. A averbao no ser obstada pela existncia de nus reais que

    tenham sido constitudos sobre o imvel objeto da incorporao para garantia do

    pagamento do preo de sua aquisio ou do cumprimento de obrigao de construir o

    empreendimento.

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 464

    Art. 1413. A constituio de patrimnios de afetao separados de que trata o art. 31-A, 9, da Lei n 4.591/64, dever estar declarada no memorial de incorporao.

    Art. 1414. Quando o pedido de constituio do patrimnio de afetao no for formulado,

    concomitantemente com o do registro do Memorial de Incorporao, o solicitante deve

    apresentar todas as certides relacionadas no art. 32, da Lei n 4.591/64.

    Art. 1415. Uma vez averbada a constituio do patrimnio de afetao, os bens e direitos segregados no patrimnio tornam-se indisponveis e somente podero ser objeto de

    garantia real em operaes de crdito para captao de recursos, integralmente,

    destinados consecuo do empreendimento.

    Art. 1416. Constitui impedimento averbao da constituio do patrimnio de afetao as

    seguintes circunstncias, isolada ou cumulativamente ocorrentes:

    I. existncia de nus reais sobre o imvel, exceto os constitudos para garantia do

    pagamento do preo de sua aquisio para a incorporao ou cumprimento de

    obrigao de construir o empreendimento;

    II. ausncia de assinatura, no termo de constituio, dos proprietrios do terreno,

    quando ficar reservada na sua esfera patrimonial percentual do imvel, ou de

    eventuais adquirentes com os respectivos ttulos registrados;

    III. existncia de clusula de inalienabilidade, gravando o imvel;

    IV. registro de hipoteca cedular;

    V. registro de penhora decorrente de execuo judicial da dvida ativa da Previdncia

    Social;

    VI. registro de arresto, penhora e sequestro;

    VII. quando forem positivas a Certido Negativa de Dbito - CND da Previdncia

    Social e a certido conjunta de tributos federais e dvida ativa da Unio;

    VIII. sendo positiva a certido de decretao de falncia;

    IX. quando, cumulativamente, estiver averbada a construo do empreendimento,

    registrados os ttulos de domnio ou de direito de aquisio em nome dos

    respectivos adquirentes e, quando for o caso, confirmada a extino das obrigaes

  • CDIGO DE NORMAS DE SERVIOS DOS OFCIOS EXTRAJUDICIAIS - BAHIA 465

    do incorporador perante a instituio financiadora do empreendimento.

    Art. 1417. O patrimnio de afetao extinguir-se- pela:

    I. averbao da construo, registro dos ttulos de domnio ou de direito de aquisio

    em nome dos respectivos adquirentes e, quando for o caso, extino das obrigaes

    do incorporador perante a instituio financiadora do empreendimento;

    II. revogao em razo de denncia da incorporao, depois de restitudas aos

    adquirentes as quantias por eles pagas (art. 36 da Lei n. 4.591/64), ou de outras

    hipteses previstas em lei, e

    III. liquidao deliberada pela assembleia geral, nos termos do art. 31-F, 1, da Lei n

    4.591/64.

    CAPTULO XVI

    DAS DISPOSIES TRANSITRIAS E FINAIS

    Art. 1418. As Corregedorias da Justia formalizaro os acordos e convnios necessrios efetivao deste Cdigo.

    Art. 1419. Fica estabelecido o prazo de doze (12) meses para adequao de todas as serventias extrajudiciais aos termos deste Cdigo de Normas e de Procedimentos.

    Art. 1420. Este cdigo entrar em vigor em todo o territrio estadual, na data da sua publicao, revogadas as disposies em contrrio, cabendo s Corregedorias da Justia dar-lhe

    ampla divulgao.

    Republicao corretiva dos artigos: 429, 319, 330 e 349