cdc - código de defesa do consumidor

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CDC - Cdigo de Defesa Do Consumidor Brasileiro

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CDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDORLEI No 8.078, DE 11 DE SETEMBRO DE 1990Dispe sobre a proteo do consumidor e d outras providncias.cPublicada no DOU de 12-9-1990, edio extra, e retificada no DOU de 10-1-2007.cEsta Lei conhecida como Cdigo de Defesa do Consumidor CDC.cLei no 12.291, de 20-7-2010, torna obrigatria a manuteno de exemplar deste Cdigo nos estabelecimentos comerciais e de prestao de servios.cLei no 12.529, de 30-11-2011 (Lei do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrncia), DOU de 1o-12-2011, para vigorar 180 dias aps a data de sua publicao.cDec. no 2.181, de 20-3-1997, dispe sobre a organizao do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor SNDC, e esta-belece normas gerais de aplicao das sanes administrativas previstas nesta Lei.cDec. no 5.903, de 20-9-2006, regulamenta este Cdigo, no que se refere s formas de afixao de preos de produtos e servios para o consumidor.cDec. no 6.523, de 31-7-2008, regulamenta este Cdigo para fixar normas gerais sobre o Servio de Atendimento ao Con-sumidor SAC por telefone, no mbito dos fornecedores de servios regulados pelo Poder Pblico Federal.cPort. do MJ no 2.014, de 13-10-2008, estabelece o tempo mximo para o contato direto com o atendente e o horrio de funcionamento no Servio de Atendimento ao Consumidor SAC.cSm. no 469 do STJ.cSm. no 2/2011 do CF OAB.TTULO I DOS DIREITOS DO CONSUMIDORCAPTULO IDISPOSIES GERAISArt. 1o O presente Cdigo estabelece normas de proteo e defesa do consumidor, de ordem pblica e interesse social, nos termos dos artigos 5o, inciso XXXII, 170, inciso V, da Constituio Federal e artigo 48 de suas Disposies Transitrias.cArts. 24, VIII, 150, 5o, e 170, V, da CF.Art. 2o Consumidor toda pessoa fsica ou jurdica que adquire ou utiliza produto ou servio como destinatrio final.cArts. 17 e 29 deste Cdigo.cSm. no 321 do STJ.Pargrafo nico. Equipara-se a con su midor a coletividade de pessoas, ainda que indeterminveis, que ha ja inter-vindo nas relaes de consumo.cArt. 81, pargrafo nico, deste Cdigo.cSm. no 643 do STF.Art. 3o Fornecedor toda pessoa fsica ou jurdica, pblica ou privada, nacional ou es trangeira, bem como os entes des per sonalizados, que desenvolvem ati vi dades de pro duo, montagem, cria o, cons truo, trans forma o, im-por tao, exportao, dis tribui o ou comer cia lizao de produtos ou prestaes de servios.cArt. 28 deste Cdigo.cArt. 3o da Lei no 10.671, de 15-5-2003 (Estatuto de Defesa do Torcedor).cSm. no 297 do STJ.1o Produto qualquer bem, mvel ou imvel, material ou imaterial.2o Servio qualquer atividade forne cida no mercado de consumo, mediante remunerao, inclusive as de natu-reza bancria, financeira, de crdito e securitria, salvo as decorrentes das relaes de carter trabalhista.cSmulas nos 297 e 321 do STJ.CAPTULO IIDA POLTICA NACIONAL DE RELAES DE CONSUMOArt. 4o A Poltica Nacional das Relaes de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos con-sumidores, o respeito sua dignidade, sade e segurana, a proteo de seus interesses econmicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparncia e harmonia das relaes de consumo, atendidos os seguintes princpios:cCaput com a redao dada pela Lei no 9.008, de 21-3-1995.I reconhecimento da vulnerabi lidade do consumidor no mercado de consumo;II ao governamental no sentido de proteger efetivamente o consumidor:a) por iniciativa direta;b) por incentivos criao e desenvolvimento de associaes representativas;c)pela presena do Estado no mercado de consumo;d) pelagarantiadosprodutoseservioscompadresadequadosdequalidade,segurana,durabilidadee desempenho;III harmonizao dos interesses dos participantes das relaes de consumo e compatibilizao da proteo do consumidor com a necessidade de desenvolvimento e co n mico e tecnolgico, de mo do a via bilizar os princpios nos quais se funda a ordem econmica (artigo 170, da Constituio Federal), sempre com base na boa-f e equilbrio nas relaes entre consumidores e fornecedores;IV educao e informao de fornecedores e consumidores, quanto aos seus direitos e deveres, com vistas melhoria do mercado de consumo;V incentivo criao pelos fornecedores de meios eficientes de controle de qualidade e segurana de produtos e servios, assim como de mecanismos alternativos de soluo de conflitos de consumo;VI coibio e represso eficientes de todos os abusos praticados no mercado de consumo, inclusive a concorrncia des leal e utilizao indevida de inventos e criaes industriais, das marcas e nomes comerciais e signos distintivos, que possam causar prejuzos aos consumidores;cLei no 8.884, de 11-6-1994 (Lei Antitruste).cLei no 9.279, de 14-5-1996 (Lei da Propriedade Industrial).cLei no 12.529, de 30-11-2011 (Lei do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrncia) publicada no DOU de 1o-12-2011, para vigorar 180 dias aps a data de sua publicao, quando ficaro revogados os arts. 1o a 85 e 88 a 93 da Lei no 8.884, de 11-6-1994.VII racionalizao e melhoria dos servios pblicos;VIII estudo constante das modificaes do mercado de consumo.Art. 5o Para a execuo da Poltica Na cio nal das Relaes de Consumo, contar o Poder Pblico com os seguintes instrumentos, entre outros:I manuteno de assistncia jurdica, integral e gratuita para o consumidor carente;cArt. 5o, LXXIV, da CF.cLei no 1.060, de 5-2-1950 (Lei de Assistncia Judiciria).II instituio de Promotorias de Justia de Defesa do Consumidor, no mbito do Ministrio Pblico;III criao de delegacias de polcia especializadas no atendimento de consumidores vtimas de infraes penais de consumo;IV criao de Juizados Especiais de Pequenas Causas e Varas Especializadas para a soluo de litgios de consumo;cArt. 98, I, da CF.cLei no 9.099, de 26-9-1995 (Lei dos Juizados Especiais).V concesso de estmulos criao e desenvolvimento das Associaes de Defesa do Consumidor.1o e 2o VETADOS.CAPTULO IIIDOS DIREITOS BSICOS DO CONSUMIDORArt. 6o So direitos bsicos do consumidor:I a proteo da vida, sade e segurana contra os riscos provocados por prticas no fornecimento de produtos e servios considerados perigosos ou nocivos;II a educao e divulgao sobre o con sumo adequado dos produtos e servios, asseguradas a liberdade de es-colha e a igualdade nas con trataes;III a informao adequada e clara sobre os diferentes produtos e servios, com especificao correta de quanti-dade, caractersticas, composio, qualidade e preo, bem como sobre os riscos que apresentem;cArts. 31 e 66 deste Cdigo.cLei no 10.962, de 11-10-2004, dispe sobre a oferta e as formas de afixao de preos de produtos e servios para o consumidor.cDec. no 4.680, de 24-4-2003, regulamenta o direito informao quanto aos alimentos e ingredientes alimentares des-tinados ao consumo humano ou animal que contenham ou sejam produzidos a partir de organismos geneticamente modificados.cDec. no 5.903, de 20-9-2006, regulamenta a Lei no 10.962, de 11-10-2004, e dispe sobre as prticas infracionais que atentam contra o direito bsico do consumidor de obter informao clara e adequada sobre produtos e servios.IV a proteo contra a publicidade enganosa e abusiva, mtodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra prticas e clusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e servios;cArts. 37, 39 a 41, 51 a 53 e 67 deste Cdigo.V a modificao das clusulas contratuais que estabeleam prestaes desproporcionais ou sua reviso em razo de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas;cArts. 478 a 480 do CC.VI a efetiva preveno e reparao de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e di fusos;cArt. 25 deste Cdigo.cSm. no 37 do STJ.VII o acesso aos rgos judicirios e administrativos, com vistas preveno ou reparao de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos, assegurada a proteo jurdica, administrativa e tcnica aos necessitados;cLei no 1.060, de 5-2-1950 (Lei da Assistncia Judiciria).VIII a facilitao da defesa de seus direitos, inclusive com a inverso do nus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critrio do juiz, for verossmil a alegao ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinrias de experincias;cArts. 38 e 51, VI, deste Cdigo.IX VETADO;X a adequada e eficaz prestao dos servios pblicos em geral.Art. 7o Os direitos previstos neste Cdigo no excluem outros decorrentes de tratados ou convenes internacio-nais de que o Brasil seja signatrio, da legislao interna ordinria, de regulamentos expedidos pelas autoridades administrativas com petentes, bem como dos que derivem dos princpios gerais do direito, analogia, costumes e equidade.cArt. 4o da Lei de Introduo s normas do Direito Brasileiro (antiga LICC, com a redao da ementa alterada pela Lei no 12.376, de 30-12-2010).Pargrafo nico. Tendo mais de um autor a ofensa, todos respondero solidaria mente pela reparao dos danos previstos nas normas de consumo.cArts. 12, 18, 19, 25, 1o e 2o , 28, 3o, e 34 deste Cdigo.cArts. 275 a 285 do CC.CAPTULO IVDA QUALIDADE DE PRODUTOS E SERVIOS, DA PREVENO E DA REPARAO DOS DANOSSEO IDA PROTEO SADE E SEGURANAArt. 8o Os produtos e servios colocados no mercado de consumo no acarretaro riscos sade ou segurana dos consumidores, exceto os considerados normais e previsveis em decorrncia de sua natureza e fruio, obrigando-se os fornecedores, em qualquer hiptese, a dar as informaes necessrias e adequadas a seu respeito.Pargrafo nico. Em se tratando de produto industrial, ao fabricante cabe prestar as informaes a que se refere este artigo, atravs de impressos apropriados que devam acompanhar o produto.Art. 9o O fornecedor de produtos e servios potencialmente nocivos ou perigosos sade ou segurana dever in-formar, de maneira ostensiva e adequada, a respeito da sua nocividade ou periculosidade, sem prejuzo da adoo de outras medidas cabveis em cada caso concreto.cArt. 63 deste Cdigo.Art. 10. O fornecedor no poder colocar no mercado de consu mo produto ou servio que sabe ou deveria saber apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade sade ou segurana.cArt. 13, II e III, do Dec. no 2.181, de 20-3-1997, que dispe sobre a organizao do Sistema Nacional de Defesa do Con-

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