cct trabalhadores administrativos

Download CCT Trabalhadores Administrativos

Post on 21-Jul-2015

1.605 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

Portaria de Regulamentao do Trabalho para os Trabalhadores Administrativos:Publicado em Dirio da Repblica atravs da Portaria n. 736/2006, de 26 de Julho Publicado tambm no Boletim do Trabalho e Emprego n. 27, de 22 de Julho de 2006.Rectificado no Boletim do Trabalho e Emprego n. 37, de 8 de Outubro de 2006. Alterado pelo Boletim do Trabalho e Emprego n. 46, de 15 de Dezembro de 2007 e Portaria n. 1636/2007, de 31 de Dezembro Alterado pelo Boletim do Trabalho e Emprego n. 2, de 15 de Janeiro de 2009 e Portaria n. 1548/2008, de 31 de Dezembro Alterado pelo Boletim do Trabalho e Emprego n. 14, de 15 de Abril de 2010 e Portaria n. 191/2010, de 8 de Abril Alterado pelo Boletim do Trabalho e Emprego n. 39, de 22 de Outubro de 2010 e Portaria n. 1068/2010, de 19 de Outubro

Abono para falhas Subsdio de refeio Diuturnidades Deslocaes Alteraes s categorias Entrada em vigor e retroactivos Categorias profissionais Tabela Salarial

Antiga Portaria de Regulamentao do Trabalho para os Trabalhadores Administrativos (2005)

Ministrios da Administrao Interna, da Justia, da Economia e da Inovao, da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, das Obras Pblicas, Transportes e Comunicaes, do Trabalho e da Solidariedade Social, da Sade e da CulturaPortaria n. 736/2006, de 26 de JulhoAlterado pela Dec Rectificao n 64/2006, de 21 de Setembro Alterado pela Dec Rectificao n 64-A/2006, de 22 de Setembro Alterado pelo Boletim do Trabalho e Emprego n. 46, de 15 de Dezembro de 2007 e Portaria n. 1636/2007, de 31 de Dezembro Alterado pelo Boletim do Trabalho e Emprego n. 2, de 15 de Janeiro de 2009 e Portaria n. 1548/2008, de 31 de Dezembro Alterado pelo Boletim do Trabalho e Emprego n. 14, de 15 de Abril de 2010 e Portaria n. 191/2010, de 8 de Abril Alterado pelo Boletim do Trabalho e Emprego n. 39, de 22 de Outubro de 2010 e Portaria n. 1068/2010, de 19 de Outubro

Aprova o regulamento de condies mnimas para os trabalhadores administrativos.As condies de trabalho dos trabalhadores administrativos no abrangidos por regulamentao colectiva especfica so reguladas por portaria de regulamentao de trabalho publicada no Boletim do Trabalho e Emprego, 1. srie, n. 48, de 29 de Dezembro de 2002, com rectificao inserta no Boletim do Trabalho e Emprego, 1. srie, n. 7, de 22 de Fevereiro de 2003, actualizada por portaria publicada no Boletim do Trabalho e Emprego, 1. srie, n. 3, de 22 de Janeiro de 2004, e pelo regulamento de condies mnimas publicado no Dirio da Repblica, 1. srie-B, n. 226, de 24 de Novembro de 2005. Verificando-se os pressupostos de emisso de regulamento de condies mnimas previstos no artigo 578. do Cdigo do Trabalho, concretamente a inexistncia de associaes de empregadores, a impossibilidade de recurso a regulamento de extenso em virtude da diversidade das actividades a abranger e a ocorrncia de circunstncias sociais e econmicas que o justificam, o Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social constituiu uma comisso tcnica incumbida de proceder aos estudos preparatrios da actualizao da regulamentao colectiva, por despacho de 2 de Dezembro de 2005, publicado no Boletim do Trabalho e Emprego, 1. srie, n. 47, de 22 de Dezembro de 2005. As associaes sindicais representadas na comisso tcnica preconizaram, nomeadamente, a actualizao das retribuies mnimas e do subsdio de refeio, a reduo da durao do trabalho, o aumento do perodo de frias e a consagrao do feriado municipal e da tera-feira de Carnaval como feriados obrigatrios e de uma carreira profissional para as diversas categorias de tcnicos.

As confederaes de empregadores pronunciaram-se sobre a actualizao das retribuies mnimas e do subsdio de refeio, em termos diferenciados mas preconizando maioritariamente a actualizao das retribuies em 1,5% e a no actualizao do subsdio de refeio. A Confederao do Comrcio e Servios de Portugal sugeriu, ainda, a regulamentao do registo das horas de trabalho, da noo de tempo de trabalho, dos horrios de trabalho com adaptabilidade, dos horrios de trabalho e intervalos de descanso, do descanso semanal obrigatrio e complementar, do conceito de trabalho a tempo parcial, do trabalho nocturno e do trabalho suplementar, embora sem fundamentar a necessidade de regular estas matrias, nomeadamente, em funo de caractersticas das actividades desenvolvidas pelos empregadores abrangidos. Estas sugestes foram contestadas pela generalidade das outras associaes, sindicais e de empregadores, representadas na comisso tcnica. A generalidade das convenes colectivas no consagra actualmente redues da durao do trabalho nem aumentos do perodo de frias. A legislao prev, alis, que o perodo anual de frias pode ser aumentado em at trs dias teis em funo da assiduidade e conveniente manter este incentivo assiduidade dos trabalhadores. Nas diversas profisses de tcnico, actualmente sem qualquer carreira profissional, passa a haver trs categorias de modo a permitir estimular e compensar a qualificao e o desempenho profissional dos trabalhadores. O empregador deve ponderar o acesso destes trabalhadores aps trs anos de servio, com base nos critrios gerais estabelecidos e, se acaso o mesmo no se justificar, deve fundamentar a deciso. Procede-se, tambm, criao da profisso de assistente de consultrio, tendo em considerao que um nmero significativo destes trabalhadores em servio em consultrios mdicos, de medicina dentria, odontologia, fisiatria, radiologia, policlnicas e centros de enfermagem no abrangido pelo regulamento de extenso do contrato colectivo dos analistas clnicos. O regulamento acompanha o regime de numerosas convenes colectivas e consagra como feriados o dia de feriado municipal e a tera-feira de Carnaval. A portaria de regulamentao do trabalho agora revista regula o subsdio de Natal de modo igual ao Cdigo do Trabalho, pelo que no se justifica que esse regime continue a constar da regulamentao colectiva. A tabela salarial passa a ter mais um nvel, resultante da instituio da carreira profissional dos tcnicos. As retribuies mnimas so actualizadas em 2,7%, valor este igual ao aumento mdio das tabelas salariais das convenes colectivas em 2005, que ligeiramente inferior ao acrscimo de 3% da retribuio mnima mensal garantida e que supera o valor de 2,6% da inflao esperada para 2006. Tem-se, ainda, em considerao que, segundo a informao estatstica mais recente baseada nos quadros de pessoal, em Outubro de 2003, no mbito da portaria de regulamentao do trabalho agora revista, os trabalhadores de todas as profisses e categorias auferiam retribuies de base em mdia superiores s da tabela salarial. A actualizao do subsdio de refeio segue a tendncia da contratao colectiva de actualizar essa prestao em percentagens superiores s das retribuies; no obstante, o seu valor continua prximo dos subsdios mais reduzidos consagrados nas convenes colectivas. Foi publicado o aviso relativo ao presente regulamento no Boletim do Trabalho e Emprego, 1. srie, n. 11, de 22 de Maro de 2006, na sequncia do qual a FEPCES - Federao Portuguesa dos Sindicatos do Comrcio, Escritrios e Servios deduziu oposio, pretendendo que as disposies de contedo pecunirio tivessem aplicao retroactiva, uma vez que com a publicao da Lei n. 9/2006, de 20 de Maro, que alterou, entre outros, o artigo 533., n. 1, alnea c), do Cdigo do Trabalho, deixou de haver distino, para efeitos de retroactividade, entre instrumentos de regulamentao colectiva de trabalho negocial e no negocial. Com efeito, a impossibilidade de os instrumentos de regulamentao colectiva no negociais conferirem eficcia retroactiva s disposies de contedo pecunirio foi eliminada com a entrada em vigor da Lei n. 9/2006, de 20 de Maro, que alterou o Cdigo do Trabalho. Assim, e tendo em considerao que as portarias de regulamentao de trabalho emitidas ao abrigo da legislao anterior ao Cdigo do Trabalho asseguravam a anualizao das tabelas salariais, fixando a sua produo de efeitos em 1 de Janeiro de cada ano, foram ouvidos os assessores designados pelos parceiros sociais includos na comisso tcnica para se pronunciarem sobre a inteno de se retomar no presente regulamento essa prtica, fazendo retroagir a tabela salarial e prestaes de contedo pecunirio a partir de

1 de Janeiro de 2006. Em resposta, a FETESE - Federao dos Sindicatos dos Trabalhadores de Servios considerou que os efeitos pecunirios do regulamento deveriam reportar-se a 1 de Janeiro de 2006. Por sua vez, a CIP - Confederao da Indstria Portuguesa discordou da atribuio de efeitos retroactivos, alegando, nomeadamente, que os aumentos salariais previstos no projecto de regulamento se basearam sempre no pressuposto da sua irretroactividade e, ainda, que o respectivo aviso no tinha contemplado tal eficcia. Os restantes parceiros sociais com representao na comisso tcnica no se pronunciaram. Sendo actualmente possvel atribuir eficcia retroactiva tabela salarial e s disposies de contedo pecunirio e na perspectiva de se retomar a prtica anterior de anualizao da retroactividade a 1 de Janeiro de cada ano, considera-se, no entanto, que essa prtica deve ser retomada de forma gradativa. Assim e tendo presente que a tabela salarial publicada no Dirio da Repblica, 1. srie-B, n. 226, de 24 de Novembro de 2005, foi elaborada no pressuposto de que iria produzir efeitos a partir de 1 de Julho de 2005, o presente regulamento fixa em 1 de Julho de 2006 a produo de efeitos da tabela salarial e das disposies de contedo pecunirio. No entanto, as compensaes das despesas com deslocaes previstas no artigo 13. no so objecto de retroactividade uma vez que se destinam a compensar despesas j feitas para assegurar a prestao do trabalho. O regulamento de condies mnimas tem o efeito de melhorar as condies de trabalho de um conjunto significativo de trabalhadores e de promover, na medida do possvel, a aproximao das condies de concorrncia. Tendo em considerao a extenso das alteraes e a convenincia de sistematizar num nico texto a regulamentao colectiva, procede-se publicao integral do regulamento