casos de sucesso e redes e centrais de negócios -

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  • BRASLIA DFSebrae2014

    CASOS DE SUCESSOSDE REDES E CENTRAIS

    DE NEGCIOS

  • 2014. Servio Brasileiro de Apoio s Micro e Pequenas Empresas SebraeTodos os direitos reservadosA reproduo no autorizada desta publicao, no todo ou em parte, constitui violao dos direitos autorais (Lei n. 9.610).

    Informaes e Contato Servio Brasileiro de Apoio s Micro e Pequenas Empresas SebraeUnidade de Acesso a Mercados e Servios FinanceirosSGAS Quadra 605, Conjunto A CEP 70200-904 Braslia DF.Telefone (61) 3348 7100 www.sebrae.com.br

    Presidente do Conselho Deliberativo NacionalRoberto Simes

    Diretor-PresidenteLuiz Eduardo Pereira Barretto Filho

    Diretor-TcnicoCarlos Alberto dos Santos

    Diretor de Administrao e Finanas Jos Claudio dos Santos

    Gerente da Unidade de Acesso a Mercados e Servios FinanceirosPaulo Cesar Rezende Carvalho Alvim

    Gerente Adjunta da Unidade de Acesso a Mercados e Servios FinanceirosPatrcia Mayana Maynart Viana

    Coordenao NacionalAdm. Eraldo Ricardo dos Santos

    Colaboraram nesta edioSuely Carvalho Santana de Paula BA, Alessandra M. T. de Carvalho Travassos PB, Algeny G. Ferreira MG, Fabiano Bassani Zortea RS, Jefferson Reis Bueno SC e Marcos Junitsi Uda PR

    Consultor Luciano Rossi Pinheiro Lenzi, Pinheiro & Titericz Consultores Associados Ltda.

    Projeto Grfico, Editorao e Reviso Ortogrfica i Comunicao

  • CASOS DE SUCESSO DE REDES E CENTRAIS DE NEGCIOS

    CASO 1 8

    CLUBE DA CASA EMPREENDEDORISMO COM ASSOCIATIVISMO 9COMO TUDO COMEOU 9LINHA DO TEMPO 10OS DESAFIOS 11AS OPORTUNIDADES 12OS DIFERENCIAIS 12LIES APRENDIDAS 14PERSPECTIVAS FUTURAS 15FOTO 15

    CASO 2 16

    REDE COSTA ESMERALDA ASSOCIATIVISMO PROMOVENDO O DESENVOLVIMENTO ECONMICO DE UMA REGIO 17COMO TUDO COMEOU 17LINHA DO TEMPO 18OS DESAFIOS 18AS OPORTUNIDADES 19OS DIFERENCIAIS 21LIES APRENDIDAS 22PERSPECTIVAS FUTURAS 22FOTOS 23

    CASO 3 26

    CREANE ELEVANDO O ASSOCIATIVISMO UM NOVO PATAMAR. 27COMO TUDO COMEOU 27LINHA DO TEMPO 28OS DESAFIOS 28AS OPORTUNIDADES 28LIES APRENDIDAS 29OS DIFERENCIAIS 29PERSPECTIVAS FUTURAS 30FOTOS 30

    NDICE

  • CASO 4 32

    REDE DO CAMPO A AGROPECURIA PARCEIRA DO PRODUTOR 33COMO TUDO COMEOU 33LINHA DO TEMPO 34OS DESAFIOS 35AS OPORTUNIDADES 35OS DIFERENCIAIS 37LIES APRENDIDAS 38PERSPECTIVAS FUTURAS 38FOTOS 40

    CASO 5 42

    REDE PRINT QUALIDADE E PRATICIDADE NA HORA DE IMPRIMIR 43COMO TUDO COMEOU 43LINHA DO TEMPO 44OS DESAFIOS 44AS OPORTUNIDADES 45LIES APRENDIDAS 47OS DIFERENCIAIS 47PERSPECTIVAS FUTURAS 48FOTOS 48

    CASO 6 50

    SUPREMA BEM PERTO DE VOC 51COMO TUDO COMEOU 51LINHA DO TEMPO 52OS DESAFIOS 52AS OPORTUNIDADES 53OS DIFERENCIAIS 54LIES APRENDIDAS 55PERSPECTIVAS FUTURAS 56FOTOS 57

    CASO 7 58

    SUPERAMA A REDE AMIGA DE SUPERMERCADOS 59COMO TUDO COMEOU 59LINHA DO TEMPO 60OS DESAFIOS 60AS OPORTUNIDADES 60OS DIFERENCIAIS 61LIES APRENDIDAS 61PERSPECTIVAS FUTURAS 62FOTOS 62

  • CASO 8 64

    MIX BAHIA A REDE DO SEU CORAO 65COMO TUDO COMEOU 65LINHA DO TEMPO 66OS DESAFIOS 66AS OPORTUNIDADES 67OS DIFERENCIAIS 68LIES APRENDIDAS 69PERSPECTIVAS FUTURAS 69FOTOS 70

    CASO 9 72

    SINVESPAR NO H LIMITES PARA O ASSOCIATIVISMO 73COMO TUDO COMEOU 73LINHA DO TEMPO 74OS DESAFIOS 74AS OPORTUNIDADES 75 OS DIFERENCIAIS 77LIES APRENDIDAS 77PERSPECTIVAS FUTURAS 78FOTOS 78

    CASO 10 80

    REDE LABFORTE O MAIOR CONGLOMERADO DE ANLISES 81LABORATORIAIS DO NORDESTE 81COMO TUDO COMEOU 81LINHA DO TEMPO 82OS DESAFIOS 83AS OPORTUNIDADES 83OS DIFERENCIAIS 84LIES APRENDIDAS 85PERSPECTIVAS FUTURAS 85FOTOS 86

  • CASO

    1

  • 9

    CASOS DE SUCESSO DE REDES E CENTRAIS DE NEGCIOS

    CASO

    CLUBE DA CASAEMPREENDEDORISMO COM ASSOCIATIVISMO

    Em um contexto de mercado marcado pelo aumento da competitividade entre empresas do mesmo segmento, lojistas de material de construo do Sul de Minas, buscavam uma alternativa para melhorar a competitividade, com o objetivo de manter um crescimento satisfatrio que possibilitasse a sua perenidade e desenvolvimento no mercado. Surgiram lideranas unindo lojistas que compartilhavam do mesmo pensamento, e o grupo inicial formado buscou ento auxilio atravs do Sebrae de Varginha, Minas Gerais, materializando a ideia. Acreditamos que isso faz com que qualquer empresrio deseje participar ou formar. uma Central de Negcios.

    Agenor Garcia Presidente do Clube da Casa

    CENTRAL DE NEGCIOS CLUBE DA CASASegmento Comrcio Varejista na rea da Construo Civil

    Nmero Empresas Atualmente 45 Associados

    Regio Sul de Minas e Zona da Mata

    Expectativa Fortalecer as pequenas empresas do segmento e torn-las competitivas

    Objetivo Inicial Comprar de forma coletiva

    Resultados (At 2013) 39 PDVs e R$ 76,3 milhes de faturamento (Janeiro a Maio)

    Orientador Sebrae em Minas Gerais

    COMO TUDO COMEOU

    A histria do Clube da Casa comea da necessidade em comum de gestores que precisavam manter seus negcios frente s diversas difi culdades que apresentadas no mercado no qual atuam. A iniciativa comea a tomar. fora quando nove empresrios trocam informaes e percebem que tem um objetivo em comum: sobreviver no mercado.

    Os varejistas, aos poucos, estavam perdendo mercado em virtude de algumas empresas multinacionais do ramo instalando-se no Brasil e das empresas grandes do ramo de construo que passaram a atuar em mbito nacional.

    A ideia de implantao ocorreu ainda em 2001 por meio de uma reunio entre empresrios onde se discutiu a formao de um grupo associativista, mas pouco avanou. Foi s em 2007, durante um encontro de lojistas de material de construo patrocinado pela empresa Holcim que a ideia ganhou novamente fora.

  • 10

    Com uma formao de 21 membros, a dedicao das mentes que assumiram a liderana naquele momento e a intensificao da problemtica foi como plvora e fogo, fazendo com que todos os convidados a participar da formao do grupo inicial, prvia e devidamente analisados de maneira criteriosa, aceitaram ingressar neste novo empreendimento.

    As atividades pr-operacionais duraram dois anos, antes do lanamento da Rede para o mercado.

    Antes de iniciar o Clube da Casa, as empresas tinham marcas individuais pequenas, porm consolidadas em suas cidades, investimento reduzido em marketing, percepes difusas do mercado, relaes isoladas com fornecedores, ou seja, estavam sozinhos e com pouca estrutura para crescer.

    Com a unio destes micro e pequenos empreendedores, compartilhando seus problemas e solues, nus e bnus, vantagens e desvantagens, enfrentando as mesmas situaes, encontraram uma maneira de uniformizar as condies de trabalho para ganhos estratgicos e no s pontuais.

    LINHA DO TEMPO

    Nov. 2007 Reunio dos nove empresrios que iniciaram a ideia da Central de Negcios

    Jan. 2008 Incio do projeto com a orientao do Sebrae

    Abr. 2008 Troca de informaes: visitas entre os lojistas a todos os PDVs

    Jun. 2008 Trabalhos de Cultura da Cooperao

    Jan. 2009 Estudo de Mercado: Identificao do ponto de partida

    Abr. 2009 Definio da Marca nica para os associados

    Nov. 2009 Lanamento oficial para o mercado

  • 11

    CASOS DE SUCESSO DE REDES E CENTRAIS DE NEGCIOS

    OS DESAFIOS

    Primeiramente, o maior desafio foi a mudana da logomarca. As empresas j possuam as suas e muitas vezes, levando o nome da famlia. A partir do momento que a empresa entrou para a Rede sua marca passou a ser exclusivamente Clube da Casa, mas todos aceitaram em prol de uma atividade comum e principalmente para seu desenvolvimento no mercado.

    No incio tambm houve o preconceito por parte de grandes fornecedores em aceitar negociar com uma rede de lojas, eles entendiam que seria uma relao equivalente a um Clube de Compras, unindo-se somente para barganhar preo.

    O tempo e a prtica diferenciada de mercado acabaram com estas barreiras aproximando os fornecedores da Rede e hoje, todos entenderam que no se negocia preos, mas condies de compra.

    As compras so negociadas uma vez por ano e durante esse perodo so praticadas aes com o intuito de superar as dificuldades do setor e modernizar os processos.

    Os preos praticados com os fornecedores so unificados e a negociao comercial ocorre de maneira centralizada pela equipe nomeada para este fim, sendo composta por lojistas escolhidos pela Rede.

    Outros desafios tambm contriburam para o incio do Clube da Casa:

    Aumento da concorrncia de outros segmentos, influenciando a deciso de compra do consumidor: troco o carro ou reformo a casa? (Share of pocket);

    Pulverizao de produtos e marcas em diversas revendas de material de construo, eliminando o privilgio de termos marcas exclusivas em nossas cidades;

    Necessidade do grupo em ganhar velocidade no crescimento e expanso;

    Necessidade de saber onde estamos?;

    Empresas Multinacionais passaram a estudar e entender melhor o nosso principal mercado (Classes C, D e E).

  • 12

    AS OPORTUNIDADES

    As aes foram facilitadas, pois todas as negociaes partiam de um nico CNPJ como se todas as lojas fizessem parte de um nico grupo, assim a Rede ficou mais forte e com mais credibilidade no mercado.

    Na Rede Clube da Casa, alm das reunies que acontecem semanalmente onde se discute novas estratgias de mercado, aes diferenciadas, novas ideias, os associados abrem seus nmeros e fazem comparaes horizontais de indicadores, trocando as boas prticas executadas por cada empresrio.

    Periodicamente o grupo faz confraternizaes, participa de fruns e reunies do setor da construo civil com o intuito de aprimorar a convivncia dos empresrios.

    O grupo tambm faz visitas aos PDVs (lojas e pontos de venda) uns dos outros. Estas visitas so propositais para estimular a conversa, intercmbio e conhecer a realidade e situaes vividas no dia-a-dia.

    OS DIFEREN