cartilha nacional da alimentação escolar

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  • PRESIDNCIA DA REPBLICA

    PresidentaDilma Rousseff

    MINISTRIO DA EDUCAO

    MinistroJos Henrique Paim Fernandes

    Secretrio ExecutivoLuiz Cludio Costa

    Secretrio Executivo AdjuntoFrancisco das Chagas Fernandes

    FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAO

    PresidenteRomeu Weliton Caputo

    DIRETORIA DE AES EDUCACIONAISDiretoraMaria Fernanda Nogueira Bittencourt

    COORDENAO GERAL DO PROGRAMA NACIONAL DE ALIMENTAO ESCOLARCoordenadoraAlbaneide Peixinho

    COMISSO PERMANENTE DA EDUCAO DO GRUPO NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS DO CONSELHO NACIONAL DOS PROCURADORES GERAIS DO MINISTRIO PBLICO DOS ESTADOS, DO DISTRITO FEDERAL E DA UNIO COPEDUC/GNDH/CNPG________________________________________________________________________________

    Organizao, Pesquisa e RedaoAlbaneide Peixinho FNDE/MECAna Cristina Ferrareze Cirne MP-RSClodoaldo Silva da Anunciao MP-BAJordanna Maria Nunes Costa FNDE/MECMaria Cristina Manella Cordeiro MPF-PFDCMaria Cristina Rocha Pimentel MP-ESPaulo Egon Wiederkehr SEA/MECSrgio Luiz Pinel Dias MPF-PFDCVera Ferraz de Arruda MP-RO

    ColaboraoRegiane Fonini FNDE/MECMaria Sineide Neres dos Santos FNDE/MEC

    Tiragem: 10.000 exemplares

  • 1

    Cartilha Nacional da Alimentao Escolar

    Ministrio da Educao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educao (FNDE)

    Conselho Nacional dos Procuradores Gerais do Ministrio Pblico dos Estados, do Distrito Federal e da Unio

    Grupo Nacional de Direitos Humanos

  • 2

    Ministrio da Educao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educao (FNDE)

    Conselho Nacional dos Procuradores Gerais do Ministrio Pblico dos Estados, do Distrito Federal e da Unio

    Grupo Nacional de Direitos Humanos

    CARTILHA NACIONAL DA

    ALIMENTAO ESCOLAR

    Braslia, DF2014

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    APRESENTAO

    Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educao

    O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educao (FNDE) tem por misso prestar assistncia tcnica e financeira e executar aes que contribuam para uma educao de qualidade a todos, visando ser referncia na implementao de polticas pblicas.

    Dessa forma, o FNDE tem compromisso com a educao; tica e transparncia; excelncia na gesto; acessibilidade e incluso social; cidadania e controle social; responsabilidade ambiental; inovao e empreendedorismo.

    O atual cenrio da educao pblica brasileira complexo e requer cada vez mais de todos os brasileiros participao social e compromisso com o bem maior de uma nao: a educao de seu povo. Entre os principais desafios do FNDE esto a eficincia na gesto dos recursos, a transparncia, a execuo dos programas institucionais e compras governamentais, parcerias estratgicas, fortalecimento institucional, alm da busca permanente de construo da cidadania, por meio dos conselhos de controle social.

    Nessa perspectiva, esta Cartilha para Conselheiros de Alimentao Escolar elaborada pela equipe do PNAE, em parceria com Promotores e Procuradores de Justia, corrobora a preocupao desta Autarquia com o carter autnomo e independente que deve conduzir a atuao de todos os conselhos de alimentao escolar do pas.

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    Ministrio Pblico Defensor da sociedade

    O Ministrio Pblico instituio permanente, essencial funo jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurdica, do regime democrtico e dos interesses sociais e individuais indisponveis.

    Em outras palavras e trazendo para o tema educao, o legislador constituinte entregou ao Ministrio Pblico a tarefa de promover a efetividade dos direitos e obrigaes estabelecidos pala Constituio Federal, tomando providncias para que a Lei seja cumprida, atuando na proteo de uma comunidade, de um grupo de pessoas ou de toda a sociedade.

    O MP protege especialmente os direitos indisponveis, ou seja, aqueles a que no se pode renunciar (liberdade, vida, sade, educao, entre outros).

    Existe Ministrio Pblico Federal e Estadual. Os membros do Ministrio Pblico Federal so os Procuradores da Repblica. Os membros do Ministrio Pblico dos Estados so os Promotores de Justia. O Ministrio Pblico integra o sistema de Justia, mas no pertence ao Poder Judicirio e nem ao Poder Executivo.

    Todo Municpio possui um Promotor de Justia e um Procurador da Repblica responsvel pela defesa de sua populao. Muitas vezes, a Promotoria de Justia e a Procuradoria da Repblica no esto localizadas no seu Municpio, mas em uma cidade prxima. Isso acontece toda vez que o Promotor e/ou Procurador atuarem em mais de um Municpio.

    O Ministrio Pblico atua na defesa de direitos em vrias reas: educao, sade, meio ambiente, urbanismo, consumidor, infncia e juventude, probidade administrativa, criminal, famlia, eleitoral, entre outras.

    Procure saber onde fica a Promotoria de Justia e a Procuradoria da Repblica responsveis pela sua cidade!

    na Constituio que se encontra estabelecido o dever do Poder Pblico de proporcionar o acesso educao e de oferecer escolas pblicas com ensino de qualidade (Arts. 23 e 227).

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    SUMRIO

    Introduo 61. O Programa Nacional de Alimentao Escolar 9

    Objetivos e Diretrizes do PNAE 10Participantes do Programa 12

    2. O Conselho de Alimentao Escolar 14Composio do CAE 15

    Eleio dos Membros do Cae 16Substituies e Renncias 18Licena 18Incompatibilidades e Impedimentos Supervenientes 18Trmino do Mandato 20Competncias e Atribuies do CAE 20Monitorar e Fiscalizar 26Como adquirir alimentos (Tipos de compra Licitao, Dispensa, Chamada Pblica) 27

    3. A Prestao de Contas pela Entidade Executora 29Fluxo da Prestao de Contas do PNAE 31PASSO a PASSO da Prestao de Contas 32O Sistema de Gesto de Conselhos 32A Suspenso do Repasse dos Recursos do PNAE 36O Restabelecimento do Repasse dos Recursos do PNAE 37

    4. Interao e Cooperao com outros Atores e Instituies 38Interao com a Sociedade 38

    I - CAE e Mdia 38II CAE e Conselhos Escolares e Comunitrios 39III - CAE e Sociedade Civil 40

    Interao e Cooperao entre CAE Estadual com CAE Municipal (Rede) 40Interao e Cooperao entre o CAE e outros Conselhos Sociais 42Interao do CAE e o Conselho Nacional de Segurana Alimentar E Nutricional CONSEA 43Interao com as Instituies de Vigilncia Sade 44Interao do CAE e o Conselho Regional de Nutricionistas 46Interao do CAE e o FNDE 49Interao do CAE com o Centro Colaborador de Alimentao e Nutrio Escolar 50Interao do CAE com o Ministrio Pblico 51

    REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS 53ANEXOS 54

  • 6

    INTRODUOPara que esta publicao possa cumprir seu propsito, necessrio

    entender a importncia do controle social para a formulao e implementao de polticas pblicas no Brasil e sua ligao com a construo de uma sociedade democrtica.

    De forma breve, vale lembrar que somente a partir da dcada de 1980 o Brasil retomou a democracia representativa, aps um longo perodo de ditadura militar. Com a instituio da democracia representativa, os dirigentes (vereadores, prefeitos, deputados, governadores, presidente) passaram a ser eleitos pelo povo para representar seus interesses e assegurar os direitos sociais e individuais, tomando decises em nome daqueles que os elegeram.

    Por sua vez, estas decises podem e devem ser fundamentadas em um processo participativo, incorporando elementos da democracia direta, na qual alm do voto possvel que o povo tenha parte em decises importantes do pas, formando assim uma democracia participativa. Alguns dos instrumentos para participao popular no processo democrtico so os plebiscitos, referendos, projetos de Lei de iniciativa popular (assegurados pela Constituio Federal de 1988), convocao de audincias pblicas e construo de oramentos participativos. Outra forma de participao popular ocorre por meio dos conselhos de controle social de polticas pblicas, de especial relevncia e que sero ressaltados nesta publicao.

    Desse modo, a participao poltica do povo brasileiro na luta pelos direitos humanos se fortaleceu, com o advento da Constituio Federal de 1988, na qual se consagraram formas democrticas de participao como parte de nosso ordenamento jurdico, alm de possibilitar uma governana mais prxima do povo por meio de mecanismos de participao direta.

    No contexto da luta pela redemocratizao do pas, os movimentos sociais e as jovens lideranas tiveram e tm especial importncia na criao de novas formas de participao popular na gesto das polticas pblicas. Entre essas, destaca-se a organizao de conselhos integrados com representantes de entidades da sociedade civil e dos governos, a fim de ouvir as demandas da populao e transform-las em polticas pblicas.

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    Desta forma, estes conselhos tm como principal desafio apostar na intensificao e na institucionalizao do dilogo entre governo e sociedade, exercendo assim o seu papel de controle social das polticas pblicas.

    Por controle social entende-se a participao da sociedade no acompanhamento e verificao das aes da gesto pblica na execuo das polticas pblicas sociais, avaliando os objetivos, os processos e os resultados (BRASIL, 2011).

    Em geral, os conselhos de controle social de polticas pblicas so rgos colegiados organizados para o acompanhamento e fiscalizao de polticas pblicas das mais diversas reas, como sade, educao, desenvolvimento rural, assistncia social, entre outros. Compostos por representantes da sociedade civil organizada e do governo, estes conselhos so espaos pluralistas de tomada de deciso, discusso e articulao que influenciam a construo de polticas a partir do recebimento das demandas sociais.

    Estes conselhos diferenciam-se pela sua natureza consultiva, deliberativa, normativa e/ou fiscalizadora.

    Atribuio normativa se d por meio da elaborao de resolues e pareceres;Atribuio deliberativa conselho com competncia especfica para decidir, em instncia final, sobre determinadas questes;Atribuio consultiva tem o carter de assessoramento e aconselhamento;Atribuio