cartilha de orçamento doméstico curso

Download Cartilha de orçamento doméstico curso

Post on 07-Jul-2015

1.174 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • 1. Cartilha de Oramento Domstico Proteja a sade do seu dinheiro!Enquanto isso, o SINTEST/RN continuar lutando pormelhor qualidade de vida para voc e sua famlia, traduzida, en-tre outras coisas, em melhores salrios.

2. CAPA: Edson Lima EDITORAO: Livia Cavalcanti AUTORES: William Eufrsio Nunes Pereira e Alaize de Paiva Martins 1. Economista, especialista em gesto dos recursos humanos, mestre em economia, doutor emcincias sociais, editor da revista INTERFACE, professor do DEPEC/UFRN. Coordenador do Grupode estudos e pesquisas em espao, trabalho, inovao e sustentabilidade. Membro do conselho editorial daEdufrn, coordenador do projeto de extenso sobre oramento domstico. 2. Farmacutica do DAS/UFRN, mestre em cincias farmacuticas, coordenadora de aposenta-dos do SINTEST/RN, colaboradora do projeto de extenso sobre oramento domstico. ExpedienteCoordenao GeralCoordenao JurdicaCoord. de Polticas Sociais Conselho EditorialSandro de Oliveira PimentelJane Suely C. Damasceno Maria Aparecida Dantas deVnia Machado de AguiarIsmael Martiniano Silva ArajoSandro de Oliveira PimentelCunha Guerra Maria da Conceio Nasci- Edson Nascimento de Lima Coord. de Educ.e Form.mento Alaze Paiva MartinsCoordenao Financeira SindicalLivia CavalcantiLuz Antnio do Nascimento Cristina de M. Arajo Coordenao dosNilberto Ferreira Galvo Jos Messias da Silva Trabalhadores Privados Marcos Alcntara da Silva Informaes:Coord.de Administrao e Coordenao de Integrao Manoel Amncio de LiraTiragem: 2000 exemplaresPatrimnio e Poltica Sindical Impresso: ImpressoLuciano Carlos Ribeiro Ana Luiz Ronaldo da Silva Suplentes Grfica e Editora LTDAValmir F. CardosoFrancisco L. da Silva Filho Jos Fernandes de Lima Jornalista ResponsvelCoord. de ComunicaoCoord. dos AposentadosLivia Cavalcanti - RNEdson Nascimento de Lima Alaze Paiva Martins01168/JPMaria Margarete L. de Arajo Carlos Alberto da Silva 3. Introduo O endividamento tornou-se uma doena, vivemos obcecados peloconsumo, para manter um padro de vida ditado pelo marketing do ca-pitalismo. O governo estimula o crdito consignado em folha, num pra-zo de 60 meses, quer ampliar o nmero de parcelas e diminuir a taxa dejuros, fazendo com que milhes de servidores federais aposentados epensionistas se envolvam num emaranhado de emprstimos seduzidospela oferta do crdito fcil. Os efeitos adversos so imediatos, perda dopoder aquisitivo e queda na qualidade de vida comprometendo os as-pectos biopsicossociais como sade fsica e mental, lazer, assistnciamdica, provocando adoecimento, queda na produtividade, invalidezou mesmo a morte. Para honrar as dvidas adquiridas os servidores ativos e inativos,fazem emprstimos para quitar emprstimos, comprometendo a suarenda, s vezes, de forma irreversvel. As instituies financeiras de-liram de tanto prazer com os lucros auferidos pelos juros abusivos. Oconsumidor desorientado, muitas vezes no consegue procurar ajuda,no vendo sada para a situao humilhante na qual se envolveu, pas-sando a ser rotulado de caloteiro, irresponsvel e tendo que manteruma imagem positiva perante a sociedade. As situaes so as maiscalamitosas, o indivduo perde casa, automvel, no pode pagar umplano de sade, adoece vai para o Sistema nico de Sade, com aten-dimento precrio, gera um problema de sade pblica com hospitaispblicos abarrotados, sucateados trazendo gastos cada vez maiorespara o governo, cujos recursos poderiam ser investidos na medicinapreventiva. O SINTEST/RN preocupado com essa calamitosa situao dos sin-dicalizados resolveu investir nessa rea, criando uma consultoria finan-ceira, ministrando cursos palestras para fazer com que o servidor tenha3 4. um conhecimento efetivo das receitas e despesas mensais da famlia, ouseja, do seu oramento domstico. Com esta informao bsica, podergerenciar melhor sua situao econmica equilibrando os gastos, econo-mizando para sair da inadimplncia ou mesmo fazendo uma poupanapara realizar algum sonho. Essa cartilha aborda temas que envolvem va-lores pessoais, mudanas de hbito, de padres de pensamento e com-portamento. Aqui voc encontrar dicas de economia para um consumoconsciente, o porqu do superendividamento da populao e soluessimples para livrar-se das garras sedutoras do dinheiro fcil. Alaize Martins4 5. Compreendendo a sua situao econmicaInicialmente, voc deve saberque o capitalista, o governo e o tra-balhador apresentam em comum, no que sereferem as suas finanas, um nvel de receitae um de despesas. As receitas so recursosde variadas fontes que so utilizadas para fazerfrente a uma grande diversidade de despesas.Diferente dos capitalistas e do governo, o tra-balhador apresenta-se como o segmento maisfraco dos agentes econmicos que compe a so-ciedade. Dessa forma, por ser o mais fraco deveredobrar seus esforos, organizar-se em associa-es e aumentar sua ateno nas relaes econmi-cas que mantm com os demais agentes econmicos.Evitando assim incidir em aes ou omisses que oprejudiquem frente a seus adversrios econmicos.Agentes Econmicos - trabalhadores, capitalistas GovernoOs agentes econmicos podem incorrer em TRS SITUAESDE EQUILBRIO FINANCEIRO, quando observamos suas finanas, ouseja, o conjunto das receitas e das despesas.A primeira situao pode ser caracterizada como positiva e ideal,consistindo em um contexto no qual as receitas so maiores que asdespesas, ou seja, o salrio maior do que as despesas.A segunda situao, embora no seja ideal, mais confortvel doque a terceira. Podemos dizer que uma situao intermediria entrea primeira e a terceira. Consiste na situao em que as receitas soiguais s despesas, ou seja, que o salrio igual s despesas.A terceira situao a menos confortvel para qualquer agenteeconmico, principalmente para os trabalhadores.5 6. Essa situao gera enormes complicaes financeiras, mal estar,queda na qualidade de vida, estresse, conflito e tende a se agravarconstantemente caso no seja revertido a tempo. Essa situao con-siste no fato das receitas serem menores do que as despesas, ou seja,o salrio menor do que as despesas.Das trs situaes acima, a primeira sempre a melhor. A se-gunda razovel, pois a ocorrncia de um fato que exija um maiordispndio provocaria o desequilbrio e o dficit financeiro, e a terceiraconstitui-se em um grande problema. Vamos analis-las por partes.Se possvel, diversifique seu investimento. Faa uma pequenapoupana, participe de uma cooperativa de crdito, adquira um con-srcio de uma casa ou terreno etc. Lembre-se que no se deve portodos os ovos em uma nica cesta. No invista seu dinheiro no escuro,lembre-se que voc pode ficar a ver navios. Se no tiver os conheci-mentos necessrios para investir, procure quem entende do assunto.6 7. Saldos negativos no oramento familiarDetalhando o que antes apresentamos sobre os nveis de dficitoramentrio familiar, podemos classificar os diversos tipos de dficits(saldos negativos) do oramento familiar em trs tipos: Os pequenos e ocasionais Os mdios e constantes Os grandes e persistentes Os dficits pequenos e ocasionais podem ser resolvidos facilmen-te; por exemplo, diminuindo as visitas ao restaurante ou ao cinema,falando menos ao telefone (principalmente ao celular), diminuindo gas-tos com tv paga ou internet, pagando em dia as contas, evitando pagarjuros etc. Essa situao fcil de ser resolvida, at mesmo em curtoprazo, exigindo apenas o bom senso do indivduo. Solucionar saldos negativos persistentes no oramento familiarno fcil. Se fosse, muitos problemas sociais e familiares j teriam sidoresolvidos. O trabalhador deve sempre se lembrar que existem diversoscaminhos que podem ser trilhados para solucionar o seu problema finan-ceiro. A escolha sua. Apresentamos aqui trs opes. Escolha uma de-las e se esforce para chegar ao final e ser um vencedor. Lembre-se quenem sempre o caminho mais curto e mais fcil o melhor.Primeira opo - poupar mais, evitando despesas desnecessriasEste caminho indicado para as famlias quetem pequenos e ocasionais dficits no oramentofamiliar. Por serem pequenos e ocasionais, muitasvezes so relegados a um segundo plano comono importantes. Mas o fato de serem pequenos eocasionais no significa que no possam crescere se tornarem preocupantes.7 8. Suponha um dficit em umms anterior ao de um ms degrandes dispndios, por exem-plo, novembro ou dezembro.No fim e no inicio do ano, nor-malmente as famlias tem gran-des despesas, independente doacrscimo renda ocorrida pelodcimo terceiro ou pelas frias.Alguns gastos pequenos podem se tornar grandes quando incide sobreos mesmos juros. Os dbitos no carto de crdito so assim. De peque-nos tornam-se monstros em pouco tempo. Evite dficits em contas quetem a possibilidade de crescer como uma bola de neve.Procure mudar seus hbitos de consumo. Cancele os suprfluos.Diminua os gastos bsicos. Sempre possvel fazer alguma economia.Pode-se diminuir (ou cancelar):a) a cervejinha do fim de semanab) o cigarroc) a ida ao cinema, ao restaurante ou ao cabelereirod) as sobremesas e os docese) as sadas com o automvelf) as compras desnecessrias e suprfluasA mudana de hbitos pode favorecer a economia domstica, seo trabalhador e sua famlia alterar comportamentos dispendiosos porparcimoniosos ou econmicos. A reflexo familiar pode contribuir parauma soluo conjunta e menos dolorosa do saldo negativo familiar.Segunda opo - trabalhar mais e adquirir novas fontes de receitasEssa segunda opo indicada para as famlias com saldos negativosmdios e constantes. Como o dficit maior, maior deve ser o esforo familiarpara equilibrar as contas. Toda a famlia deve participar do esforo de conten-o e poupana para se alcanar o sucesso no equilbrio oramentrio fami-8 9. liar. Afinal no adianta um poupar enquanto outros gastam excessivamente. O trabalhador deve sempre estar atento s chances de auferir no-vas rendas, pois se existe a possibilidade de exercer uma nova ativida-de que lhe traga uma renda adicional, deve realiz-la. E sempre existeessa possibilidade. Ns que estamos desacostumados a no pensarem formas de ganhar dinheiro na sociedade capitalista. Historicamente,o trabalhad