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  • DT AEA 002/2016

    AEA Associao Brasileira de Engenharia Automotiva Rua Salvador Correia, 80 Aclimao, So Paulo/SP

    Tel./Fax 55 11 5908 4043 diretoria@aea.org.br / www.aea.org.br

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    CARTILHA DE CONSCIENTIZAO PBLICA

    DO USO DO ARLA 32

    DT AEA 002/16

    Rev. Descrio Data 01 Incluso do nmero de controle 19/08/2016

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    ndice: 1 Introduo ao sistema de controle de emisses P7 ................................ 3

    1.1 Sistema SCR ..................................................................................... 4

    1.2 Sistema EGR ..................................................................................... 5

    1.3 leo Diesel S10/S500 ....................................................................... 5

    1.4 ARLA32 adulterado/inadequado ..................................................... 6

    1.5 Conseqncias Ambientais/Legais................................................. 6

    2 Definio do ARLA32 .................................................................................. 7 2.1 Avaliao do ARLA32 com Refratmetro Digital .......................... 9 2.2 Procedimento para verificao de adulterao do ARLA32 ......... 9

    3 O que OBD ................................................................................................. 10 3.1 O que a LIM .................................................................................... 10 3.2 Quando e como o Limitador de Torque acionado ...................... 10 3.3 Os cdigos de falha ficam armazenados na memria do

    veculo? ................................................................................................. 10 3.4 Como o OBD pode auxiliar na fiscalizao do sistema de controle de emisses ............................................................................. 11

    Referncias ......................................................................................................... 12

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    1 Introduo ao sistema de controle de emisses P7

    A preocupao com a deteriorao da qualidade do ar nos centros urbanos do pas levou o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) a criar, em 1986, o Programa de Controle da Poluio do Ar por Veculos Automotores (Proconve). Institudo pela Resoluo CONAMA n 18/86, o Proconve tem por objetivo reduzir as emisses de poluentes de veculos novos, por meio da implantao progressiva de fases que, gradativamente, obrigam a indstria automobilstica a reduzir as emisses nos veculos que sero colocados no mercado.

    O controle pelo Proconve se d a partir da classificao dos veculos em razo de seu Peso Bruto Total - PBT, sendo que as fases so caracterizadas por "L para veculos leves e "P para veculos pesados e vem sendo implantadas segundo cronogramas diferenciados.

    A Tabela 1 e o Grfico 1, a seguir, demonstram a evoluo dos limites de emisso ao longo das fases do Proconve para veculos pesados. Observam-se redues bastante expressivas nos limites de emisso da fase P7 comparadas a fase P5 para veculos novos, uma reduo de 60% nos limites de emisso dos xidos de nitrognio (NOx) e 80% de material particulados (MP).

    Tabela 1 - Limites das emisses ao longo das fases do Proconve para veculos

    pesados

    1. No foram exigidos legalmente. 2. 0,70 para motores at 85 kW e 0,40 para motores com mais de 85 kW. 3. Motores com cilindrada unitria inferior a 0,75 dm3 e rotao potncia nominal superior a 3.000 RPM. 4. No entrou em vigor na data prevista.

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    Figura 1 Reduo dos nveis de emisso da fase P7 comparada com a fase P5.

    Para o atendimento destes novos limites que entraram em vigor a partir de 1

    de janeiro de 2012, duas tecnologias de controle de emisses de motores foram

    utilizadas, sistema SCR (Selective Catalytic Reduction ou catalisador de reduo

    seletiva) requerendo a utilizao do Agente Redutor Lquido de xidos de nitrognio

    Automotivo (ARLA32) e sistema EGR (Exhaust Gas Recirculation ou recirculao de

    gases de escapamento) combinado com filtro de material particulado ou catalisador de

    oxidao.

    1.1 Sistema SCR

    O SCR equipa motores que, em sua estratgia de combusto, priorizam a

    reduo da formao do material particulado (MP) e a otimizao do consumo de

    combustvel. Esta estratgia ocasiona uma emisso com teores de NOx mais

    elevados, acima dos padres estabelecidos e, para reduzi-lo, o ARLA32 injetado no

    sistema de exausto antes do SCR e transformado em gs de amnia que reage com

    o NOx na presena do catalisador de reduo seletiva(SCR), produzindo nitrognio e

    vapor de agua, e s ento so lanados na atmosfera, cumprindo com os limites legais

    da fase P7.

    Figura 2 Principio de funcionamento do sistema SCR

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    1.2 Sistema EGR

    Os sistemas de EGR reduzem a formao de NOx (xidos de nitrognio) entre

    25% e 40%, por meio da reintroduo de parte dos gases da exausto do motor na cmara de combusto. No entanto, tal estratgia faz com que os ndices de MP se elevem acima do tolerado. Para reduzir o MP, os gases de escapamento passam pelo filtro de partculas de motores diesel (DPF) e so ento filtrados antes de serem lanados atmosfera. Conforme o tipo de motor, os gases podem ser tratados por um catalisador de oxidao (DOC) reduzindo o tamanho das partculas, atingindo, assim, padres de emisso aceitveis pela fase P7. Os motores fase P7 equipados somente com sistema EGR no utilizam o ARLA 32.

    Figura 3 Principio de funcionamento do sistema EGR + Filtro de particulados.

    1.3 leo Diesel S10/S500

    Para que a fase P7 ocorresse, foi necessria uma melhora significativa da

    qualidade dos combustveis diesel. Principalmente a reduo do teor de enxofre foi necessria para viabilizar a aplicao das tecnologias de ps-tratamento e garantir a sua durabilidade. As tecnologias aplicadas no EGR e SCR (ps-tratamento dos gases de escapamento) dos motores so sensveis presena de elevado teor de enxofre no combustvel. O uso do diesel S-10 provoca menos emisses de poluentes, como material particulado e xidos de nitrognio, alm de possuir outras propriedades que melhoram a partida a frio do veculo, diminuir a formao de depsitos na cmara de combusto e reduzir a contaminao do lubrificante.

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    No mercado existem dois tipos de diesel, o S10 com teor de enxofre mximo de 10 ppm (partes por milho) e o S500 com teor de enxofre mximo de 500 ppm. Para os veculos Proconve P7 mandatrio o uso do diesel S10. O uso do diesel S500 reduz a vida til do sistema EGR e do SCR (sistema de ps-tratamento), que foram desenvolvidos para terem mesma vida til dos motores, resultando em aumento do consumo de combustvel e de leo lubrificante, perda de desempenho e aumento dos nveis de emisses, provocando a desconformidade do veculo com as exigncias ambientais a ele aplicveis.

    1.4 ARLA32 adulterado/inadequado

    ARLA 32 uma soluo aquosa com uma concentrao de 32,5% ureia

    tcnica de alta pureza em gua desmineralizada, conforme NBR ISO 22.241. O uso de ARLA32 em desconformidade com a NBR ISO 22.241 ou a falta de

    sua utilizao causa danos ambientais, pois eleva o nvel de emisso de NOx dos motores Diesel em at 5 vezes. Alm disso, a presena de impurezas no ARLA provenientes de gua e/ou ureia inadequadas provoca a formao de depsitos nos injetores de ARLA32 e nos catalisadores SCR e impede o funcionamento correto do sistema SCR, colocando o veculo em desconformidade com a legislao. Da mesma forma que a utilizao de combustvel inadequado, tambm ocorre aumento do consumo de combustvel, perda de desempenho, aumento dos nveis de emisses ocasionando o acendimento da LIM no painel e, por fim danos irreversveis que fazem necessria a troca de injetores e catalisadores, veja figura 4.

    Normal Com depsitos

    Figura 4 Danos causados aos injetores de ARLA32 e catalisador SCR pelo uso de produto no conforme/homologado.

    1.5 Consequncias Ambientais/Legais

    A utilizao de ARLA 32 em desconformidade com a especificao ou a

    utilizao de dispositivos ilegais aumenta a emisso de poluentes e causa danos ao veculo.

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    Se constatadas essas irregularidades, o re

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