Cariri Revista - Edição 3

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A Cariri Revista um veculo voltado para a disseminao da cultura, economia, meio-ambiente e desenvolvimento caririense. A Cariri Revista oferece ao leitor grandes reportagens que refletem os contrastes e nuances que tornam o Cariri um lugar to especial. Crnicas revelam perfis humanizados que narram os grandes feitos de homens e mulheres resistentes em sua cultura original. Sua misso estabelecer conexes entre a ancestralidade das tradies caririenses e o Cariri contemporneo que cresce e pede passagem. Assim, a Cariri Revista hoje essa grande vitrine que leva o Cariri para o mundo e o mundo para o Cariri!

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<ul><li><p>CARIRI REVISTA 1CARIRI REVISTA 1</p><p>caririreViStaO Mundo para o cariri. O cariri para o Mundo</p><p>edio 03</p><p>@caririrevista</p><p>MASTIGANDO HUMANOS</p><p>daniel peixoto lana disco solo, deglutindo msica eletrnica</p><p>e infl uncias caririenses</p><p>ONDE ANDABRBARA?</p><p>na memria, na histriae nos caminhos do serto,</p><p>os passos de brbara de alencar desafi am o esquecimento</p></li><li><p>2 CARIRI REVISTA</p></li><li><p>CARIRI REVISTA 3</p></li><li><p>4 CARIRI REVISTA</p></li><li><p>CARIRI REVISTA 5</p></li><li><p>6 CARIRI REVISTA</p><p>A nossa terceira edio da CARIRI revista conta hist-rias de diferentes brilhos, vindos de diferentes tempos e personagens. O maravilhoso trabalho de Alemberg Quindins e de Rosiane junto com os meninos incrveis da Fundao Casa Grande, projeto social que muda destinos pelos trilhos da cultura. </p><p>Leonardo Boff e sua lcida expresso da religio-sidade contempornea numa conversa com Raquel Paris. Indcios de Brbara de Alencar, cujos rastros fo-mos buscar pelo Cariri e por outras paragens, no Cear e nos estados vizinhos, por onde andou a mulher forte que lutou e padeceu por ideais polticos no sculo XIX.</p><p>#caririeditorial</p><p>Gente pequena,Gente Grande,Gente brilhante...</p><p>Daniel Peixoto, na capa, conta a sua histria inicia-da no Crato, em direo ao mundo. Msica eletrnica ouvida em Londres que volta s origens do Cariri no l-timo lbum. Mostramos tambm um panorama da edu-cao superior na regio, as ltimas novidades do polo caladista e o olhar sobre o serto da ministra Ellen Gra-ce. Muita arte com Ricardo Salmito e Rafael Limaverde. E viva a leitura, alento da inteligncia e da sensibilidade!</p><p>Editora-Geral: Tuty Osrio</p></li><li><p>CARIRI REVISTA 7</p><p>por email: Caros conterrneos da Cariri, um forte abrao e parabns pela brilhante revista!</p><p>Ricardo Lotif</p><p>por ser apaixonado pelo Cariri estou feliz por uma revista to bem pensada! bravo!</p><p>Marquinhos</p><p>Chegou s minhas mos exemplar da revista Cariri cuja capa estampa espedito Seleiro. Como carirense da Cepa, nascido em milagres-Ce, residindo em Fortaleza h anos, muito me emociona e vibro com tudo de bom que divulga nossa querida regio. e no foi diferente desta vez. a revista, o seu contedo, as matrias, a qualidade est excelente. parabns a todos que criaram e trabalharam em to belo exemplar!</p><p>Rudson Coelho </p><p>a revista est mais uma vez muito bonita. Gostei mui-to de como ficou a entrevista. acho que diz coisas que no ficam claras nos artigos. parabns mais uma vez.</p><p>Frederico Lustosa</p><p>no FaCebooK da Cariri reViSta: Milene Moraes, bibliotecria: parabns pelo belssimo trabalho,achei muitssimo linda!</p><p>Verinha Torres, secretaria: no vejo a hora de deleitar meus olhos nessas matrias! a Cariri revista ser mais uma fonte bibliogrfica... ansiosa!!!!! (...) desse tipo de iniciativa que o Cariri Cearense necessita! parabns pelo trabalho.</p><p>Sandemberg Pontes, jornalista visual: perfeita essa fotode capa. parabns para toda equipe :d</p><p>tweets</p><p>#caririconexo</p><p>@danfidelisDaniel Fidelis</p><p>Ganhei minha edio da @caririre-vista e j estou lendo... material de primeira.. parabns. realmente uma reViSta.</p><p>@a_dcarvalhoAnderson Carvalho</p><p>@caririrevista estou enviando por dm meu endereo.. obrigado... o trabalho de vcs demais, parabns pela iniciativa e pela revista...</p><p>@andersonweiserAnderson M. Alves</p><p>@caririrevista tima surpresa: rece-bi a revista #01 e j t destrinchan-do-a. pedir demais a nmero #02 tambm? parabns pelo trabalho!</p><p>@pegemorais1PauloGilbertoMorais</p><p>quem no conhece ainda a@caririrevista, precisa conhecer. muito boa publicao.</p><p>@flaviacastro_Flavia Castro</p><p>@caririrevista chegou minha 2 edio, adorei! parabnS todos da equipe!Envie sua mensagem para Cariri Revista pelo e-mail: contato@caririrevista.com.br, pelo </p><p>Twitter: www.twitter.com/caririrevista ou Facebook: www.facebook.com/caririrevista</p><p>Estudante de Design</p></li><li><p>8 CARIRI REVISTA</p><p>#edio o3</p><p>MEMRIA</p><p>EducAO</p><p>18</p><p>24</p><p>pERfIl</p><p>54</p><p>CAPA DESTA EDIO Daniel Peixoto FOTO: Bruno Zanardo</p><p>EXPEDIENTE</p><p>DIrETOrES Isabela BezerraRenato Fernandes</p><p>EDITOrA-GErAL Tuty Osrio | tuty@caririrevista.com.br</p><p>EDIO DE TEXTOS E rEDAOClaudia Albuquerque</p><p>PrOjETO GrFICO E DIAGrAmAO Fernando Brito rEPOrTAGEm E rEDAO Raquel ParisSarah CoelhoRoger Pires</p><p>FOTOGrAFIARafael Vilarouca</p><p>rEDES SOCIAISLara Costa</p><p>DIrEO DE ArTE Em PubLICIDADERubnio Lima</p><p>PubLICIDADE88 | 3085.1323 88 | 8855.3013comercial@caririrevista.com.br</p><p>rEDAOredao@caririrevista.com.brwww.twitter.com/caririrevistawww.facebook.com/caririrevista</p><p>COLABORARAM NESTA EDIO</p><p>Kiko Bloc-BorisRicardo SalmitoRafael Limaverde</p></li><li><p>cIdAdANIA</p><p>44</p><p>CARIRI REVISTA 9</p><p>pIcOTAdO</p><p>pERSONA</p><p>EcONOMIA</p><p>12 e 13</p><p>30</p><p>14</p><p>ConVerSa</p><p>Sade</p><p>6069</p><p>GaStronomia</p><p>CaririanaS</p><p>7073</p></li><li><p>10 CARIRI REVISTA</p></li><li><p>CARIRI REVISTA 11</p></li><li><p>12 CARIRI REVISTA</p><p>Tabu (de F. W. Murnau), um filme mudo da dcada de 1930, hoje tido como um clssico do expressionismo alemo, foi projetado no ano de 1951 em Juazeiro do Norte. Na plateia, um menino atendo ia s lgrimas. Foi o primeiro filme que assisti, aos sete anos, e o nico em que chorei, relembra Svio Leite Pereira, juiz de Direito aposentado, ex-secretrio de Cultu-ra de Juazeiro e cinfilo desde o primeiro foto-grama. Grande admirador de Stanley Kubrick (2001 Uma Odisseia no Espao o filme preferido), Svio cresceu assistindo as pelcu-las do Cine Eldorado e anotando impresses em cadernos, que se acumularam no tempo e no espao. Com oito anos j fazia meus resu-mos: o nome do filme, diretor, sinopse e nota de 0 a 5. Os rabiscos acompanharam o juiz ci-nfilo em suas andanas por Farias Brito, Crato, Barbalha, Sobral, Caririau, Misso Velha, For-taleza e Juazeiro do Norte, at que se transfor-maram no livro Volta ao Mundo dos Filmes em 50 Anos, lanado pelas Edies Livro Tcnico em 2001, com dicas preciosas, prosa elegan-te e anlises breves sobre centenas de filmes. Svio, que lamenta a infantilizao do atual cinema americano, segue esperando pelos no-vos Bergman, Buuel, Godart, Truffaut, Fellini, Antonioni e Chabrol, dentre outras feras euro-peias de pelculas eternas. </p><p>O jornal O POVO lanou em agosto um alma-naque em homenagem ao centenrio de Juazei-ro do Norte. Ricamente ilustrado com fotos do precioso arquivo do banco de dados do jornal e dos fotgrafos que acompanham a histria do Cear, a publicao passeia pela saga da cidade nos seus aspectos polticos, econmicos, cultu-rais e religiosos. Uma programao visual que alude expansiva-mente s cores vivas das romarias e da Chapada do Araripe emoldura as informaes diversas do almanaque. Dos nmeros da economia revela-o da trajetria dos artistas que a terra produz com generosidade. Um dos destaques a entre-vista com o escritor Gilmar de Carvalho falando do seu romance Parablum (relanado em ju-nho) e de sua relao apaixonada com o Cariri.</p><p>#cariripicotado</p><p>RAFA</p><p>EL V</p><p>ILAR</p><p>OuCA</p><p>JUAZEIROEM ALMANAQUE</p><p>A LUZ DA TELA GRANDE</p></li><li><p>ARTE REVERSAA fotgrafa Angela Moraes j est envolvida em novos projetos, mas ainda colhe os bons frutos da exposio Arte Reversa: Para os Ro-meiros, Romaria, que seduziu e encantou olha-res no CCBN-Cariri entre julho e agosto. Como uma grande feira mgica, ou uma procisso de cores em diferentes suportes, Angela montou barracas-estandartes em que imagens de ro-marias se projetavam, revelando um universo de formas, cones e tons singulares. O peque-no comrcio de objetos religiosos, as lonas das barracas improvisadas e as redes que acolhem a populao flutuante ganharam uma repentina expresso plstica no registro fotogrfico de Angela, que fundiu imagens e testou misturas cromticas para criar a arte reversa do ttulo. Eu na verdade pinto com a mquina fotogr-fica. Quem sabe depois dessa exposio eu co-mece a fazer fotografia?, brinca a juazeirense radicada em Fortaleza, que durante trs anos utilizou uma antiga e analgica Kodak Pro Star 100 como instrumento de captao das imagens de romarias. </p><p>NO MATARS!Juazeiro do Norte recebeu no dia 12 de agosto o I Seminrio Internacional de Direitos da Mulher sobre o enfrentamento Violncia. O Semin-rio contou com presenas de ilustres militantes no combate violncia, como a jurista, advoga-da de intensa atuao e defensora pblica Mni-ca Barroso. Alacoque Bezerra, primeira mulher senadora do Cear, foi homenageada pelos par-ticipantes, por sua trajetria passada e presente em defesa dos direitos humanos. A ministra do Supremo Tribunal Federal, Ellen Grace, profe-riu a palestra de encerramento, ressaltando os ensinamentos do Padre Ccero em prol da paz e destacando a imperativa necessidade de se combater a violncia domstica no Brasil. </p><p>VISO DE RAIO-XNasci em Recife e fiquei boa em Juazeiro, co-menta Maria do Carmo Alves da Silva, com um jeito peculiar de resumir informaes. Isso signi-fica que ela veio ao Cear com a famlia de reti-rantes, sem conseguir andar, mas aqui se curou e nunca mais voltou para Pernambuco. Transfor-mou-se na Maria Raio-X, uma curandeira espiri-tual capaz de ver com o toque das mos o que se passa no corpo de uma pessoa. Isso o que garantem seus pacientes, que chegam de todas as partes do Cariri e de outros estados. Na Rua de Todos os Santos, a casinha de Maria Raio-X est sempre cheia. Vem gente de Recife, Bra-slia. Joo Pessoa, Fortaleza. J tratei de poltico e j consultei na casa do vigrio, garante Dona Maria do Carmo, uma figura frgil, de fala man-sa, repleta de exclamaes religiosas, que hoje mais uma figura emblemtica da vasta galeria de tipos curiosos de Juazeiro do Norte.</p><p>MUITOS VOOS VISTA!A ampliao do aeroporto regional do Cariri, h tanto tempo sonhada e reivindicada, final-mente vai acontecer. Os terminas de embarque e desembarque sero reformados e o horrio de funcionamento 24 horas j est em vigor. Para completar as boas notcias, alm das com-panhias Gol, Avianca e Azul, que j operam na regio, a Passaredo acaba de chegar com inte-ressante oferta de voos diretos.Quando as obras estiverem concludas, o ae-roporto ter capacidade para receber 500.000 passageiros por ano. A ampliao da pista para 2.700m, possibilitando a incorporao de aero-naves do porte do Boeing 767-300, a reivin-dicao da comunidade para a internacionaliza-o do aeroporto e a consolidao de fluxo do turismo cientfico e ecolgico.</p><p>RAFAEL VILAROuCA</p><p>RAFA</p><p>EL V</p><p>ILAR</p><p>OuCA</p></li><li><p>14 CARIRI REVISTA</p><p>a primeira imagem que vem cabea quando se fala em calados do Cariri certamente so as sandlias de couro, famosas nos ps de cangaceiros e apro-priadas pelo mestre da cultura Espedito Seleiro. Po-rm a primazia dessa imagem tradicional est sendo disputada por calados mais modernos, em razo da produo industrial significativa que move a regio. </p><p>Apenas Franca, em So Paulo, e Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, ultrapassam o maior polo pro-dutor do Norte-Nordeste brasileiro formado por Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha. Muitos brasileiros e es-trangeiros nem sabem, mas j tm um, ou melhor, dois pezinhos no Cariri.</p><p>Destaque na produo principalmente de sand-lias microporosas (estilo Havaianas) e injetadas de PVC (as de plstico), a regio do Cariri representa o Cear nesse ramo pelo mundo. O nmero de inds-trias chega a aproximadamente 250, e 80% da pro-duo destinada aos calados femininos, sendo o restante dividido entre o pblico masculino e infantil. Mas no so apenas as sandlias, to requisitadas pela vaidade feminina, que tomam conta do mercado.</p><p>H indstrias que produzem apenas matrias-pri-mas e exportam, contando com a facilidade e rapidez de transporte para os portos cearenses do Mucuripe e do Pecm. Alm das condies favorveis e da </p><p>tradio regional na rea, subsdios e facilidades ofe-recidas pelo governo e instituies parceiras atraem investidores de outros estados e pases, o que movi-menta a economia e gera empregos. </p><p>INVESTINDO NO jEITO CErTO DE FAZEr Alm de atingir nmeros excepcionais, a regio inves-te na qualidade. Principal responsvel pelo Cear ser o segundo maior exportador de calados (o Rio Grande do Sul est em primeiro e So Paulo em terceiro), o Cariri ainda importa mo-de-obra qualificada de outros estados, mas a previso que essas vagas sejam ocu-padas por pessoas da regio. </p><p>A professora do curso de Design de Produto da uFC-Cariri, Juliana Loss, justifica que o curso preten-de formar profissionais capacitados para suprir esta necessidade, contribuindo para que o Cear tambm </p><p>#caririeconomia</p><p> Por Roger pires</p><p>nada de pedraS noS SapatoS CaririenSeSDestaque nacional na produo de calados, a regio do Cariri busca ampliar a participao no setor, qualificar a mo-de-obra e oferecer pisantesde qualidade ao consumidor final. Segundo maior exportador no ramo, o Cear conta como Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha para continuar no topo desse ranking.</p></li><li><p>CARIRI REVISTA 15</p><p>POLO DECALADOSDO CARIRI</p><p>seja destaque em criatividade e qualidade. Alm dis-so, Juliana lembra que o calado est ligado direta-mente sade do usurio.</p><p>Para o presidente do Sindicato de Trabalhadores de Calados de Crato, Barbalha e Juazeiro do Norte, importantes sairmos dos fundos de quintais e mos-trarmos nossa cara, mas queremos crescer junto com os outros estados e pases, e no ser explorados por eles. Antnio Cledmilson pontua que o setor vem crescendo rapidamente em alguns anos e que por isso merece ateno.</p><p>NEGOCIAES SuPErAm EXPECTATIVAE na Feira de Tecnologia de Calados do Cariri (FE-TECC) que todos os envolvidos nos negcios, alm dos curiosos e adoradores de calados, se encontram. No mercado h doze anos, a FETECC cresce a cada </p><p> Formado na sua maioria por pequenas e mdias empresas, o polo caladista do Cariri tem cerca de 250 fbricas</p><p> Gera 16 000 empregos formais 80% da produo de peas femininas e 20% </p><p>de peas masculinas e infantis. responsvel por cerca de 50% da produo </p><p>cearense de calados. a produo mensal chega a alcanar 8,8 milhes </p><p>de pares exportao para o mercosul, europa </p><p>e estados unidos no ano passado, o laboratrio do Senai* </p><p>atendeu 49 empresas e realizou mais de 500 ensaios para controle de qualidade da matria-prima, calados prontos e acessrios</p><p>*Servio nacional de aprendizagem industrial do Cear</p><p>produo mensal chega a 8,8 milhes de pares</p><p>RAFAEL VILAROuCA</p></li><li><p>16 CARIRI REVISTA</p><p>edio, e em 2011 recebeu 10 mil pessoas em trs dias de evento, movimentando R$ 50 milhes em neg-cios entre produtores, investidores e consumidores.</p><p>A EBM Consultoria e Investimentos um exemplo de como a FETECC consegue agitar a economia no s do setor de calados. Prestando servios para a maioria das indstrias e lojas do ramo na regio, a EBM aproveita a Feira para fortalecer a atividade dos clien-tes atuais, alm de negociar com os novos. Este ano, houve um cliente em potencial que ficou interessado em instalar uma unidade fabril e uma loja no Cariri. Ele nos convidou para visitas, l em Franca, em So Pau-lo, revela Samara Mendona, administradora da EBM.</p><p>Para o presidente do Sindicato das Indstrias de Calados e Vesturios de Juazeiro do Norte e Regio (Sindindstria), Antnio Barbosa Mendona, as expectativas foram superadas. Segundo dados do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), as negociaes ultrapassaram o previsto. Esses resultados nos dei-xam realizados e motivados para organizar a prxima Feira!, conclui Mendona. </p><p>RAFAEL VILAROuCA</p></li><li><p>CARIRI REVISTA 17</p><p>Hoje, a diversidade de opes algo corriqueiro. Sapatos, sandlias, chinelos, botas e produtos os mais modernos e ousados so facilmente encontrados nas lojas de calados, espalhadas em grande escala nos centros...</p></li></ul>