Cargo 17 Perito Vermelho

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<p>UnB / CESPE DPF / DGP Concurso Pblico Nacional Aplicao: 9/10/2004 permitida a reproduo apenas para fins didticos, desde que citada a fonte.Cargo 17: Perito Criminal Federal / rea 16 1 CADERNO VERMELHO De acordo com o comando a que cada um dos itens de 1 a 120 se refira, marque, na folha de respostas, para cada item: o campodesignado com o cdigo C, caso julgue o item CERTO; ou o campo designado com o cdigo E, caso julgue o item ERRADO.A ausncia de marcao ou a marcao de ambos os campos no sero apenadas, ou seja, no recebero pontuao negativa. Para asdevidas marcaes, use a folha de rascunho e, posteriormente, a folha de respostas, que o nico documento vlido para a correodas suas provas. Nos itens que avaliam Conhecimentos de Informtica, a menos que seja explicitamente informado o contrrio, considere quetodos os programas mencionados esto em configurao-padro, em portugus, que o mouse est configurado para pessoas destrase que expresses como clicar, clique simples e clique duplo referem-se a cliques com o boto esquerdo do mouse. Considere tambmquenohrestriesdeproteo,defuncionamentoedeusoemrelaoaosprogramas,arquivos,diretrioseequipamentosmencionados.CONHECIMENTOS BSICOSOhomem,comoserhistrico,oconstrutorda 1sociedade e o responsvel pelo rumo que ela venha a tomar.Tornamo-nossereshumanosnadialticamesmadahominizao,aoproduzirmosetransformarmos 4coletivamente a cultura e nos construirmos como sujeitos. A nossa cultura atual, eivada de violncias fsicas esimblicas, tem levado os seres humanos massificao, 7desumanizaoeautodestruio.Fazendofrenteaessacrise, a Cultura da Paz surge como uma proposta da ONUquetemporobjetivoconscientizaratodosgovernose 10sociedades civis para que se unam em busca da superaoda falncia do nosso paradigma atual, conclamando para aconstruo de um novo modelo substitutivo, assentado em 13aes,valoreseprincpioscalcadosemumanovaticasocial, no respeito diversidade cultural e na diminuio dasdesigualdades e injustias. 16Editorial. Revista da Faculdade de Educao do Estadoda Bahia. Ano 10, n. 14, jan./jun., 2001 (com adaptaes).Julgue os itens seguintes, acerca do texto acima.1 O aposto como ser histrico (R.1) esclarece ou justifica asrazes das caractersticas de homem que o perodo sintticoapresenta a seguir.2 A idia de hiptese que o emprego de venha (R.2) confereao texto pode ser alternativamente expressa por porventuravem,semprejuzodaargumentatividadeedacorreogramatical do texto.3 Preservam-se a correo gramatical e a coerncia do textoaosesubstituiroapostoeivada(...)simblicas(R.6-7)pela seguinte orao subordinada: de que foi infectada porviolncias fsicas e simblicas.4 AinserodeumavrgulalogodepoisdeONU(R.9)respeitariaasregrasgramaticais,masprovocariaambigidade de interpretao sobre quem teria por objetivoconscientizar (R.10).5 Asexpressesparadigmaatual(R.12)enovomodelo(R.13)correspondemaduaspossibilidadesdiferentesdeticassociais:aprimeiralevadesumanizaoeautodestruio;asegundabuscaasuperaodaviolnciapela paz.Texto I itens de 6 a 16A polmica sobre o porte de armas pela populao 1no tem consenso nem mesmo dentro da esfera jurdica, naqual h vrios entendimentos como: o cidado tem direitoareagiremlegtimadefesaenopodetercerceadoseu 4acesso aos instrumentos de defesa, ou a utilizao da fora direito exclusivo do Estadoou o armamento da populaomostraqueoEstadoincapazdegarantirasegurana 7pblica. Independente de quo caloroso seja o debate, asestatsticasestocorretas:maisarmaspotencializamaocorrnciadecrimes,sobretudoemumambienteemque 10essassejamobtidaspormeiosclandestinos.Apartirda,qualquerfatocorriqueiropodetornar-seletal.Oportedearmapelocidadopodedarumafalsasensaode 13segurana, mas na realidade o caminho mais curto para osregistros de assaltos com morte de seu portador.Internet: .Acessoem28/9/2004(comadapt aes).A respeito do texto I, julgue os itens a seguir. Nalinha1,oempregodapreposiopor,queregepopulao,estabelecearelaoentreporteepopulao.1 Aretiradadaexpressonemmesmo(R.2)preservariaacoernciaeacorreogramaticaldotexto,masenfraqueceriaoargumentoquemostraafragilidadedoconsenso.8 O emprego das aspas indica vozes que representam opiniesparadigmticas a respeito do porte de armas.9 No perodo de que faz parte, o termo Independente (R.8)exerceafunodeadjetivoeestnosingularporqueserefere a debate (R.8).10 Deacordocomodesenvolvimentodasidiasnotexto,oadvrbio da (R.11) marca o momento do debate.11 Pelotema,impessoalidadeeclareza,otextopoderiaconstituirpartedeumdocumentooficialcomo,porexemplo, um relatrio ou um parecer , mas o emprego dasaspaslheconfereumacoloquialidadequeotornainadequado s normas da redao oficial.UnB / CESPE DPF / DGP Concurso Pblico Nacional Aplicao: 9/10/2004 permitida a reproduo apenas para fins didticos, desde que citada a fonte.Cargo 17: Perito Criminal Federal / rea 16 2 CADERNO VERMELHO Os itens abaixo apresentam opinies ou relatos acerca do porte dearmas, extrados e adaptados de publicaes recentes da imprensanacional.Julguecadaitemcomocertoseaidianelecontidaenfraquece o argumento defendido no texto I.12 O fcil acesso s armas deu um novo status aos pequenosdelitos,quepassaramaserletais,almdeaumentarconsideravelmente o poderio da marginalidade frente ao dospoliciais.13 Embora as camadas de menor poder aquisitivo sejam maisafetadas pelos efeitos da violncia, claro que os jovens dasclassesAeBtambmnoestolivresdessaameaa.Na nsia de dar um basta situao, a maioria deles defendemedidascomoareduodaidadepenalparamenosde18 anos e a proibio de venda de armas.14 Com o desarmamento civil, ir se conseguir apenas privar apopulao do seu legtimo direito autodefesa, verdadeiroatentadoaumprincpioconsagradopelaleinaturaldohomem. Vrios pases tentaram reduzir o nvel de violnciapormeiododesarmamentodapopulao,creditandosarmasdefogoportadaspelasociedadecivilaresponsabilidade final pelo aumento do nmero de atentadoscontra a vida humana. Nada mais falacioso.15 Menosdeduashorasdepoisdaaberturadeumpostoderecolhimentodearmas,s9h,aPolciaFederaljhaviarecebido 15 revlveres e trs espingardas. Cada pessoa quedevolvia uma arma ganhava uma rosa.1 A gente tem de refletir se a arma em casa serve para algumacoisa, afirmou o chefe do Servio Nacional de Armas daPolcia Federal. Onde os bandidos compraram essas armas?No mercado negro, que, por sua vez, roubou das pessoas debem, porque nenhum ladro jamais comprou arma em loja.Acerca do direito administrativo, julgue o item a seguir.11 Associedadesdeeconomiamistapodemserempresaspblicas, caso em que integram a administrao indireta doentefederativoaquepertencem,mastambmpodemserempresasprivadas,casoemquenofazempartedaadministrao pblica.Em cada um dos itens que se seguem, apresentada uma situaohipottica, seguida de uma assertiva a ser julgada.18 Umperitooficial,ocupantedecargopblicofederal,acusado de ter recebido dinheiro para emitir um laudo falso,sofreuinvestigaomedianteprocessoadministrativodisciplinar que resultou em sua demisso. Posteriormente,elefoijulgadopenalmentepelaprticadacondutaquemotivousuademisso,tendosidoabsolvidoporfaltadeprovas. Nessa situao, o resultado da ao penal em nadarepercutirnapenalidadeadministrativaanteriormenteaplicada.19 Nocursodedeterminadoprocessopenal,ojuizdacausaverificou que um laudo pericialno havia observado umaformalidadedefinidaemleie,porisso,determinouosuprimento da formalidade. Nessa situao, a determinaoilcitaporque,comosoabsolutamentenulososlaudospericiais que no cumprem todas as formalidades legais, ojuiz deveria ter nomeado outros peritos para realizarem novoexame pericial.20 Marcelo um perito oficial que participou da realizao deexamepericialocorridonocursodeuminquritoqueapuravadeterminadocrime.Posteriormente,nocursodaao penal relativa a esse crime, Marcelo foi convocado pelojuizdacausaaprestaresclarecimentosacercadealgunspontosdareferidapercia.Nessecaso,seriavedadoaMarcelo prestar os referidos esclarecimentos porque ele impedidodeatuaremjulgamentosrelativosacrimesapuradoseminquritospoliciaisdosquaiseletenhaparticipado na qualidade de perito.21 Um exame de corpo de delito foi realizado, conjuntamente,por dois peritos oficiais, mas, posteriormente, verificou-seque um deles era impedido de atuar no caso. Nessa situao,o laudo permanece vlido, pois a legislao somente exigeaparticipaodeaomenosdoisperitosnosexamesrealizados por peritos no-oficiais.22 Naqualidadedeperitocriminalfederal,Oscaravaliouaautenticidadedaassinaturadeumdosindiciadoseminqurito que apurava caso de lavagem de dinheiro. Apesardeconsiderarqueaassinaturaeraautntica,Oscarestavaconvencido de que o indiciado havia sido coagido a assinaroreferidodocumento,motivopeloqual,emseulaudopericial,atestouafalsidadedaassinatura.Nessasituao,Oscar cometeu crime de condescendncia criminosa.23 Lindomarfoirecentementecontratadoporumaautarquiafederal para exercer funo que envolve exerccio de poderdepolcia,sendoquetalcontrataosedeumediantecontratoportempodeterminadoparaatendernecessidadetemporria de excepcional interesse pblico. Posteriormente,ele praticou conduta penalmente tipificada como peculato.Nessa situao, apesar de no ocupar cargo nem empregopblicos, Lindomar poder vir a ser penalmente condenadopor crime de peculato.24 Robertofoijulgadoporterferidoumapessoa,masfoiabsolvido porque agiu em legtima defesa. Descrevendo essefato,umjornalistaafirmouqueRobertofoijulgadopenalmente inimputvel pelo crime de leses corporais quelheeraatribudo,porqueferiuseuagressoremlegtimadefesa.Nessasituao,ojornalistautilizoudemaneiraequivocada o conceito de imputabilidade penal.25 Um policial militar prendeu em flagrante um traficante dedrogaseprometeulibert-loimediatamente,emtrocadopagamento de cinqenta mil reais. Nesse caso, o policial sujeito ativo do crime de corrupo passiva.2 Duranteaconduodeumcriminosoemumaviaturapolicial,ocorreuumacolisoautomobilsticaquecausoulesescorporaisatodososocupantesdaviatura.Nessasituaohipottica,paraterdireitoareceberdoEstadoindenizao por danos materiais decorrentes do acidente, ocriminoso no precisa comprovar que a coliso foi causadaculposamente pelo agente pblico que dirigia a viatura.UnB / CESPE DPF / DGP Concurso Pblico Nacional Aplicao: 9/10/2004 permitida a reproduo apenas para fins didticos, desde que citada a fonte.Cargo 17: Perito Criminal Federal / rea 16 3 CADERNO VERMELHO Em meio a tanta notcia ruim, acaba de aparecer uma queainda consegue ser pior, porque ameaa no apenas o presente,masofuturodenossofuturo,ouseja,ascrianaseosadolescentes. Se hoje suas vidas j so o que so, a perspectivaparaosprximosanosdeaumentodaviolnciaedadesnutrio, e de queda na qualidade da educao. No relatriodivulgadopelaOrganizaodasNaesUnidas(ONU),essatalvez seja a revelao mais inquietante. O que ser o amanh emque meninos e meninas estaro mais desnutridos, menos educadose mais violentos?Odiagnsticofoielaboradopor27ONGsquemonitorampolticaspblicasnessareaentreasquaisUNESCO, UNICEF, fundaes ORSA e ABRINQ depois deanalisarem o cumprimento das 21 metas do plano Um MundoparaCrianas,ratificadaspeloBrasilepormais188pases.Quanto educao, h pelo menos duas previses desanimadoras:taxadeescolarizaonoensinomdio15,73%abaixodoprometidoeatendimentonaprimeirainfnciaaqumdoesperado.Emrelaoviolncia,oquadroatprevisvel.De1992a2002,oshomicdiosdepessoasdeat17anosdeidadeaumentaram136%de3para7,1mortespor100milhabitantes.Zuenir Ventura. O que ser o amanh? In: O Globo, 11/8/2004, p. 7 (com adaptaes).A partir do texto acima e considerando as mltiplas implicaesdo tema por ele abordado, julgue os itens subseqentes.21 O texto reporta-se a trabalho realizado por organizaes no-governamentais, as quais traduzem um modo de atuao nasociedademuitoprpriodomundocontemporneo,cujapresenaemescalaplanetriaafirma-sedemaneiracrescente,emespecialapartirdasltimasdcadasdosculo XX.28 Provavelmente pela forte demanda, materializada sobretudonos pases emergentes, nos quais o quadro de desigualdadetendeasermaior,asONGsconcentramsuaatuaonocamposocial,emparticularnossetoresdaeducaoedasade.29 Exaustivosestudostcnicosdemonstramqueabaixaincidncia de ONGs em pases em desenvolvimento, comooBrasil,esuaconseqenteinopernciadecorremdadificuldadeatagoraintransponvelqueencontramparafirmarparceriascomosetorgovernamental,oquepraticamente inviabiliza seu acesso a recursos pblicos.30 DoisrgosespecializadosdaONUaUNESCOeoUNICEFsocitadosnotexto.Emboraambosestejamvoltados para a rea social, nenhum deles tem na educaoum dos alvos centrais de sua atuao.31 O quadro de vulnerabilidade social a que o texto alude, emlargamedidaresponsvelpeloconsidervelaumentodonmero de homicdios de brasileiros com menos de 17 anosdeidade,excluiasdeficinciaseducacionais,adesestruturaofamiliareasreduzidaspossibilidadesdeacesso aos bens culturais, ao lazer e ao mercado de trabalho,explicando-se pelo cenrio de violncia presente na periferiados centros urbanos.32 Entre as razes de desnimo que o autor do texto demonstrasentiremrelaoaoporvir,estaprecriaassistnciaprestadapeloBrasilprimeirainfncia.Defato,sabe-seque, entre outros aspectos, a deficincia alimentar, cognitivae afetiva nessa faixa etria evidenciar seus efeitos negativosao longo da vida.33 A existncia de um plano assinado por quase duas centenasdepases,comoocitadonotexto,independentementedograudexitooudeinsucessoquepossaapresentar,configura um cenrio mundial relativamente novo, em quetemas eminentemente sociais so alados ao primeiro planoda agenda poltica internacional contempornea.34 Emmeioatantanotciaruim,htambmaspectospositivos aos quais o texto confere o devido destaque, comoo fato de que, ao longo da dcada focalizada no estudo, onmerodebrasileirosqueconseguiuconcluiraeducaobsicacorrespondeuaouniversodeestudantesqueteveacesso ao ensino fundamental.35 UmadasprincipaisrazespelasquaisoBrasilnotemconseguidocumprirasmetaspropostasnoplanoUmMundo para Crianas a instabilidade financeira vividapelopasde1992a2002,oquecomprometeusuacredibilidade externa.3 Aindagaofeitapelotextologoaofinaldoprimeiropargrafo permite as mais diversas respostas, entre as quaisa possibilidade de que as mltiplas formas de carncia queenvolvemmeninosemeninasdehojeostornempresasfceisdasdiversificadasformasderedescriminosas,aexemplo do narcotrfico.31 Almdoimpressionanteaumentodonmerodemortesviolentas envolvendo brasileiros com menos de 17 anos deidade,queotextoapontaaofalardehomicdios,pode-seagregaratragdiaquantoavidashumanaseprejuzosmateriais em que se tm transformado os acidentes comveculosautomotores,quernasrodovias,quernasviaspblicas urbanas.38 Em2002,emumacidadede1milhodehabitantes,achance de um jovem de 16 anos de idade ser vtima de umcrimedehomicdioera,deacordocomotexto,iguala 0,071%.39 Casoosnmerosrelativosviolnciamencionadosnoltimo perodo do texto estivessem em uma planilha Excel2000 em execuo, de forma que o contedo da clula D4fosse 3 e o da clula D5 fosse 7,1, para se determinar,pormeiodasferramentasdisponibilizadaspeloExcel,opercentual de 136% de aumento de homicdios de pessoas deat 17 anos de idade, mencionado no texto, seria suficienterealizaraseguinteseqnciadeoperaesnajaneladoExcel 2000: clicar a clula D6; clicar o boto (Estilo deporcentagem);clicaraclulaD4;teclar;clicarn...</p>