CAPITULO 5 - Recomenda..es para reformas em a ?· água fria); NBR 8160/99 (Sistemas prediais de esgoto…

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    CAPTULO 5

    5 RECOMENDAES ESPECFICAS PARA CADA FASE DE

    REFORMA EM APARTAMENTOS

    Nesta parte do trabalho, sero desdobradas algumas fases

    relacionadas reforma de apartamentos. Encontram-se listadas

    recomendaes tcnicas e cuidados necessrios para auxiliar no

    planejamento dos servios de cada etapa.

    5.1 INCIO DA REFORMA

    importante, nesta fase, providenciar a colocao de avisos para os

    moradores, em local de fcil visualizao (elevador, painel de informaes,

    etc.), relativos ao transtorno causado por futuros rudos e transporte dos

    materiais para os servios de reforma, destacando, se possvel, a data do

    incio e trmino das obras.

    Devero ser previstas despesas extras, para servios de

    empacotamento (caixas, lonas, etc.), movimentao, retirada e mudana de

    mobilirio existente, para liberar o espao a ser trabalhado, alm de custos

    adicionais para mo-de-obra e/ou locao para armazenamento.

    Fatores complicadores no canteiro de obras:

    a) O canteiro o prprio apartamento.

    b) As ferramentas e materiais tm que ser armazenados nos cmodos

    do apartamento, passando de um para o outro, gerando acrscimo

    de mo-de-obra.

    c) Necessidade de maior cuidado no armazenamento de materiais e

    ferramentas, nos cmodos j finalizados.

  • 80

    5.1.1 Quanto s instalaes provisrias

    a) Providenciar, por meio de mangueira, ligao para levar gua at o

    local de uso.

    b) Providenciar ligaes eltricas devidamente fixadas, protegidas e

    aterradas, verificando a potncia dos equipamentos para

    determinar a bitola dos fios para tais ligaes.

    c) Proteger as reas que no sero reformadas.

    d) Planejar data para a mobilizao da mo-de-obra e o transporte

    dos equipamentos.

    e) Providenciar local adequado para colocao do dirio de obras,

    dos projetos e outros documentos, todos devidamente protegidos.

    f) Proteger pisos, janelas / vidros, fachadas e reas comuns que

    possam estar ameaadas por aes decorrentes das obras de

    reforma.

    g) Todos os equipamentos eletrnicos do proprietrio devem estar

    lacrados (devido poeira).

    5.1.2 Quanto aos materiais

    Segundo Ripper (1995), a garantia de boa qualidade da construo

    assegurada pelo recebimento dos materiais, de acordo com as

    especificaes das normas legais. Caso contrrio pode ser aumentado o

    custo da obra e diminuda a sua qualidade. Devem ser observadas as

    seguintes recomendaes:

    a) No concentrar o peso de entulho ou materiais pesados sobre

    uma nica laje, os edifcios residenciais no so projetados para

    cargas concentradas elevadas.

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    b) Por conta da dificuldade de se encontrar material similar ao

    originalmente empregado (azulejos antigos, portas, etc.) e antes

    do incio das demolies deve ser providenciado rigoroso

    planejamento do que de fato vai ser substitudo, ou restaurado, e

    garantida a obteno do material necessrio.

    c) Para ser evitada a interrupo dos servios por falta de material,

    necessrio no s o planejamento para entrega dos materiais, de

    acordo com o andamento das obras, como tambm para

    organizao e estoque dos mesmos, de acordo com as

    especificaes dos fabricantes.

    d) Todo material deve ser conferido, observando-se a quantidade, a

    qualidade e o atendimento s normas. Se houver incorreo, no

    assine o recibo, nem aceite o produto, relacionando as

    irregularidades no verso da nota fiscal.

    e) Definir, exatamente, quais sero as ferramentas e os

    equipamentos oferecidos pelo profissional responsvel pela mo-

    de-obra e se haver necessidade de locao. Mo-de-obra sem

    ferramentas apropriadas improdutiva.

    5.1.3 Quanto aos cuidados gerais

    Durante todo o trabalho, isolar reas contguas regio das reformas

    (no pavimento trreo e outras reas comuns); restringir a circulao

    (horrios e locais) de operrios no edifcio, identificando-os com uniformes e

    crachs; providenciar a permanncia de engenheiro, arquiteto, ou mestre-

    de-obras, para eventuais solues de emergncias.

    Proteger metais sanitrios, pisos, vidros, esquadrias, etc. de materiais

    cidos ou alcalinos para evitar manchas. Envelopar mveis, equipamentos

    eletrnicos e outros contra poeira.

  • 82

    5.2 DEMOLIO

    Toda demolio deve ser programada. Antes de se iniciar a derrubada

    das paredes, as linhas de fornecimento de energia eltrica e as instalaes

    de gua e de gs devem ser desligadas, retiradas, protegidas e/ou

    devidamente isoladas.

    Outro cuidado importante minimizar a poeira excessiva, aspergindo,

    se possvel, gua sobre o entulho e envelopando o local, com lonas, fitas,

    sarrafos, etc. Os trabalhadores devero utilizar mscaras especficas.

    5.2.1 Recomendaes

    a) A demolio deve ser cuidadosa, evitando danificar parte no

    integrante do escopo da reforma. No contrato, se possvel, deve

    ser includa clusula para esclarecimento do assunto, com

    previso de apurao de responsabilidades e conseqentes

    custos adicionais.

    b) Adoo de precaues especficas, para no atingir instalaes de

    gs, provocar fascas, vazamentos, etc.

    c) Adoo de providncias para minimizar, ao mximo, o perodo de

    exposio dos moradores do edifcio aos rudos decorrentes da

    demolio. Para tanto, deve ser aumentado o contingente de

    trabalhadores e includa a locao de equipamentos apropriados,

    sempre com previso de custos adicionais.

    d) Reservar locais para acondicionamento do entulho, de acordo com

    as regras condominiais, bem como programar a retirada.

    Transporte feito entre 10 e 12 horas, por exemplo, em elevador a

    ser indicado pelo condomnio, ou atravs de guincho instalado

    numa fachada aprovada para tal fim.

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    e) Providenciar, planejar, ou contratar empresa especializada em

    reciclagem dos resduos de demolio, prevendo custos.

    f) Providenciar limpeza das reas comuns do edifcio, atingidas pelos

    materiais de demolio, prevendo custos adicionais.

    5.2.2 Quanto reduo de Resduos da Construo e Demolio - RCD

    Estabelecer regras de como promover a separao dos resduos

    durante as obras facilita a captao e o aproveitamento dos resduos por

    empresas especializadas em reciclagem de RCD. Alm disso, pode-se

    tambm: promover o combate ao desperdcio, atravs do controle e

    aprimoramento da mo-de-obra; promover a substituio de tecnologias

    geradoras de resduos; incentivar a adoo de hbitos, costumes, posturas

    prticas sociais e econmicas, que visem proteo do meio ambiente.

    As medidas de reduo da gerao de RCD podem ser:

    Seleo adequada de materiais e verificao das dimenses

    compatibilizando-os com o local ou projeto.

    Utilizao de ferramentas adequadas e melhoria das condies

    de estoque e transporte.

    Melhoria na gesto e racionalizao de processos.

    Utilizar alvenaria que no necessite de quebra parcial para a

    incorporao de instalaes.

    A aplicao de revestimentos internos base de gesso.

    Aumento da vida til fsica dos diferentes componentes e da

    estrutura dos edifcios.

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    5.3 ESTRUTURA

    um subsistema que deve ser respeitado. No se pode quebrar ou

    cortar (diminuio da seo do pilar ou viga) qualquer elemento de concreto

    armado com funo estrutural sem autorizao do engenheiro responsvel

    pela estrutura.

    Localizar a posio da estrutura de concreto armado (vigas, pilares,

    etc.), ou da alvenaria estrutural, por meio de equipamentos eletrnicos,

    salincias na parede (pode ser um indicio da estrutura), percusso, inspeo

    destrutiva, etc. necessria para facilitar a fase de projeto e evitar qualquer

    tipo de dano estrutura.

    importante salientar que os clculos de sobrecargas para edificaes

    de uso residencial so diferentes das de uso comercial. Cada uso possui

    uma sobrecarga estipulada por Norma por isso importante verificar qual a

    sobrecarga calculada para o apartamento, considerando a idade do edifcio

    e a norma vigente na poca (caso no exista memorial de clculo) quando

    da necessidade de acrscimo de peso (piso em granito, hidromassagem,

    piscina, etc.).

    Quanto alvenaria estrutural, segundo entrevista com o engenheiro

    Joyl (1), em projetos que no sejam de interesse social, j esto definidas as

    paredes estruturais, que no devem ser removidas, e as no estruturais, que

    podem ser removidas. prudente no realizar qualquer abertura, sem antes

    consultar o projeto, ou o projetista da construo.

    Nos casos de construo de piscina, com projeto no includo quando

    da construo do edifcio, as modificaes estruturais nos apartamentos de

    cobertura, ou a instalao de qualquer sobrecarga significativa no

    apartamento em reforma, devem ser propostas seguindo as recomendaes:

    (1) Engenheiro civil Joyl Gondim de Alencar atua como engenheiro responsvel pela Construtora Jlio Paixo

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    a) Contratar um engenheiro calculista, para providenciar os clculos

    estruturais, com o devido recolhimento da A.R.T., necessrios

    para a incorporao segura da nova sobrecarga.

    c) Os testes, ensaios, a A.R.T. e os projetos de reforma, considerando

    modificaes estruturais, so documentos importantssimos e

    podem ser utilizados como provas futuras.

    Por fim se houver a necessidade de quaisquer reparos estruturais

    essencial utilizar procedimentos, tcnicas e materiais especficos para o

    trabalho, procurar consultoria ou empresas especializadas para diagnosticar

    a raiz do problema, e estabelecer a terapia. Lembre-se que a estrutura

    responsabilidade do condomnio.

    5.4 INSTALAES HIDRULICAS

    As novas instalaes hidrosanitrias de gua fria e servida do

    apartamento em reforma devem ser projetadas e executadas, obedecendo

    as prescries das seguintes normas: NBR 5626/98 (Instalao predial de

    gua fria); NBR 8160/99 (Sistemas prediais de esgoto sanitrio - projeto e

    execuo).

    Seria prudente, no caso de vazamentos nas instalaes hidrulicas sob

    os revestimentos cermicos danificados e/ou aparentemente sos, a

    contratao de firma especializada, no s para identificar a posio do

    vazamento, a fim de minimizar os efeitos negativos gerados pela demolio

    desnecessria, como tambm para solucionar problemas, nos casos de

    aplicao de revestimentos sobre os j existentes. No deixar de prever

    custos adicionais gerados pela contratao sugerida.

    Aps o trmino da execuo das novas instalaes realizar teste de

    estanqueidade antes de promover o fechamento com o revestimento.

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    A seguir, no Quadro 8, so apresentados alguns dos problemas

    encontrados nas instalaes de gua potvel e servida em apartamentos.

    Problema Soluo Inexistncia de projetos e memoriais descritivos

    confiveis. Projeto de reforma das instalaes.

    Tubulaes antigas e enferrujadas (ferro fundido). Substituio do sistema.

    Pouca presso de gua, ocasionada por

    Incrustaes (corroses internas) diminuindo a seo da

    tubulao e atrapalhando o escoamento da gua

    Eliminar corroso de tubulao antiga,

    com produto qumico.

    ORTOPOLIFOSFATO *

    Torneira pingando, quando fechada. Substituio do "courinho".

    Vazamento da vlvula de descarga. Substituio do reparo, ou da sede da

    vlvula, ou da vlvula toda.

    Defeitos em vlvula de descarga. Substituio da vlvula.

    Problemas com o retorno de espuma em instalaes de

    esgoto (prumadas com tanques, ou mquina de lavar). Dispositivo anti-espuma.

    Vazamentos em tubos de esgoto, gua fria, sifes, etc. Simplesmente providenciar reparo.

    Retorno de gases. Refazer as instalaes, de acordo com

    a norma especfica.

    * Ortopolifosfato um produto utilizado como agente anticorrosivo e desincrustante.

    Quadro 8 - Alguns problemas e respectivas solues para as instalaes hidrulicas de esgoto e de gua potvel

    Fonte: Autor, 2006

    5.4.1 Diagnstico

    a) Providenciar o projeto das instalaes hidrulicas do apartamento

    tipo e memorial descritivo (o mesmo vale para as outras instalaes).

    b) Verificar a existncia de registros de vistorias, ou inspees no

    local, alm de laudos tcnicos.

    c) Verificar: caractersticas da edificao, salincias e cantos

    diagonais prximos a sanitrios, cozinhas, reas de servio,

    varandas, pois constituem forte indcio da presena das prumadas

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    de instalaes hidrulicas. Entrevistas com o zelador, sndico, ou

    moradores podem ajudar no diagnstico.

    d) Verificar as instalaes prediais e os seus componentes

    construtivos: gua fria e quente, esgotos sanitrios e guas

    pluviais.

    e) Analisar interferncias quanto aos nveis, para determinao: da

    declividade, nveis dos ralos (nvel do piso acabado), posio da

    laje, etc. Considerar se possvel, um ponto referencial.

    f) Apurar a identificao das companhias concessionrias e verificar

    as normas estabelecidas pelo Corpo de Bombeiros, alm das

    especficas para: abastecimento de gua potvel e fornecimento

    de gs combustvel.

    h) Verificar as necessidades do proprietrio, determinando os

    atributos funcionais, formais e tcnicos, que forem estabelecidos

    para cada instalao: gua fria, gua quente, esgotos sanitrios,

    captao de guas pluviais (varandas e terraos) e providenciar

    projeto, contendo as exigncias prescritivas e de desempenho,

    dimensionamento, caracterizao, localizao, traado das

    instalaes, com identificao das interferncias.

    i) Analisar a viabilidade de possveis alternativas para conservar o

    traado antigo, ou modific-lo (mantendo, ou substituindo os

    materiais) quanto a: gua fria; gua quente, esgotos sanitrios e

    guas pluviais.

    j) Para instalaes sobre forros de gesso, o procedimento de reforma

    mais simples. Providenciar vistoria no apartamento abaixo, fazer

    uma abertura no forro (de gesso, lambri, etc.), verificar a situao

    e calcular os custos. Para lajes rebaixadas, os servios e os

    custos so mais dispendiosos.

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    recomendada, tambm, a atribuio de responsabilidades para

    vazamentos provenientes de outros apartamentos, ou reparos em partes de

    responsabilidade do condomnio.

    A data e o local para o fechamento provisrio do registro da prumada

    devem ser programados, para que os condminos possam ser avisados.

    De acordo com o Projeto da Norma de julho de 2004 n 02:136.01.008

    - Desempenho de edifcios habitacionais de at cinco pavimentos - Parte 6:

    Sistemas hidrosanitrios seguem algumas recomendaes para melhoria do

    desempenho:

    a) Nas juntas das tubulaes de gua, no devem ser utilizados

    zarco, chumbo, ou outro material de vedao que possa

    contaminar a gua.

    b) Os componentes da instalao hidrulica no devem permitir o

    empoamento de gua, que possa ser foco de desenvolvimento

    de atividades biolgicas.

    c) Devem ser observadas as declividades mnimas recomendadas

    para as tubulaes horizontais.

    d) As bacias sanitrias utilizadas devem ser de volume de descarga

    reduzido, de acordo com as especificaes da norma NBR

    6452/97.

    e) As instalaes hidrosanitrias devem privilegiar a adoo de

    solues que minimizem o consumo de gua.

    5.4.2 Quanto s prumadas antigas de ferro fundido

    Em edifcios antigos, considerando prumadas em ferro fundido, deve

    ser verificada a possibilidade de substituio parcial (no andar do

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    apartamento) e tambm a possibilidade de ocorrer substituio total da

    tubulao antiga por PVC.

    Sabe-se que a responsabilidade pela substituio desta tubulao do

    condomnio, por isso prudente antes de realizar qualquer reparo, entrar em

    acordo com o condomnio contabilizando os custos dos reparos dos

    possveis danos causados pela substituio. Lembre-se que os reparos

    podem atingir vrios apartamentos que se utilizam da mesma prumada.

    Nesses casos, sempre recomendvel a substituio total do maior

    nmero de componentes danificados e/ou envelhecidos, aproveitando a

    oportunidade de a famlia no estar em casa, e de estar com a mo na

    massa.

    Mesmo que sua reforma tenha terminado e o condomnio no

    providenciara as devidas substituies das prumadas importante reservar

    peas cermicas, para futura substituio.

    Segundo Alceste Turassi Jnior, da Assistncia Tcnica da Tigre, para

    ser realizada uma boa emenda entre tubulaes de ferro fundido e PVC (em

    uma substituio parcial de prumada de esgoto), os tubos da linha de rosca

    podem ser unidos atravs de uma luva de metal, ou ser utilizado um

    adaptador de rosca e com bolsa, no caso de tubos da linha soldvel. As

    roscas so padronizadas e, em ambos os casos, a rosca macho deve estar

    sempre no PVC. Deve ser utilizada fita veda rosca, ou veda rosca lquida.

    Ainda segundo Alceste Turassi Jnior, Atravs da linha soldvel,

    utilizar no momento da transio adaptador soldvel curto, com bolsa e

    rosca; existem vrios tamanhos (desde 20 mm x at 110 x 4 de um lado

    rosca macho e do outro soldvel). Importante no aquecer o tubo.

    Em ambos os casos, para emendas ou substituies em tubulao

    contnua, devem ser utilizadas duas luvas de correr, para facilitar o encaixe.

  • 90

    5.5 INSTALAES PARA GS

    Quando se utiliza ou manipula gs, o principal risco de acidentes

    quanto h vazamentos, diz Herculano Gonzaga de Carvalho, administrador

    de condomnios e coronel reformado do Corpo de Bombeiros. Para a

    execuo de reparos nos equipamentos de gs, deve-se contratar empresa

    especializada.

    No Brasil, as distribuidoras de gs combustvel tm o dever legal de

    disponibilizar a todos os consumidores: apoio, orientao e assistncia

    tcnica - prestada por uma equipe de profissionais qualificados, que deve

    estar apta a atender as eventuais reclamaes do consumidor.

    extremamente importante que as instalaes de gs devam ser

    projetadas e executadas de acordo com as normas, por exemplo: NBR

    13103 - Adequao de ambientes residenciais para instalao de aparelhos

    que utilizam gs combustvel; NBR 13523 - Central de gs liquefeito de

    petrleo - Procedimento; NBR 13932 - Instalaes internas de gs liquefeito

    de petrleo (GLP) - Projeto e execuo; NBR 13933 - Instalaes internas

    de gs natural (GN) - Projeto e execuo; NBR 14024 - Centrais prediais e

    industriais de gs liquefeito de petrleo (GLP) - Sistema de abastecimento a

    granel.

    5.5.1 Recomendaes

    a) Nos sistemas que se utilizam de componentes vazados (blocos,

    painis alveolares para paredes ou lajes), deve-se ter especial

    ateno para prevenir confinamento de gs nos vazios dos

    componentes, bem como em shafts ou outros elementos.

    b) Na colocao de armrios de cozinha, ou na realizao de

    qualquer perfurao na alvenaria, verificar o projeto da instalao

  • 91

    de gs. Evitar a falta de acesso torneira de fechamento do gs

    nos apartamentos, devido instalao de armrios.

    c) Providenciar reviso geral nos equipamentos e instalaes de gs

    do apartamento, junto concessionria local.

    d) Checar vazamentos em todos os pontos que existam emendas de

    tubulao e nos controles do fogo utilizando espuma de sabo.

    Para fazer essa verificao, o indicado procurar a companhia

    fornecedora de gs.

    f) Um ponto crtico costuma ser a mangueira que liga o ponto de gs

    ao fogo.

    g) Se for necessrio, passar a mangueira atrs do forno, colocando

    um flexvel de cobre, para melhor proteo. No caso dos foges

    com gs natural, a instalao feita com flexvel de cobre,

    conforme padres da Companhia de Gs de So Paulo -

    COMGS.

    h) Em torno da cabine de botijes ou cilindros, deve ser mantida uma

    rea de segurana com pelo menos 1,20 m de largura de modo

    que nesse espao no haja qualquer instalao em nvel mais

    baixo, que possa armazenar o gs que escape (sendo o gs duas

    vezes mais denso que o ar, tenderia a se acumular em nvel mais

    baixo). Ento, nessa rea no seria permitido haver, caixas de

    inspeo, ralos, canaletas, caixas de gordura, etc.

    i) Considerando botijes de 13 kg, estes devem estar afastados, no

    mnimo, 1,5 m de tomadas, interruptores, chaves eltricas, ou

    qualquer aparelho sujeito a centelha ou chama.

    j) vedada a utilizao de instalaes de gs em sistema dry-wall.

  • 92

    5.5.2 Quanto utilizao e adequaes dos aparelhos a gs aos ambientes

    a) Todo ambiente que contiver aparelhos domsticos a gs dever

    ter uma rea total mnima permanente de ventilao de 800 cm,

    constituda por duas aberturas; uma superior, comunicando-se

    diretamente com o ar livre ou prisma de ventilao acima de 1,5 m

    de altura, de forma a permitir a circulao do ar ambiente,

    devendo a abertura inferior variar de 200 a 400 cm.

    b) Na instalao de aquecedores, toda a gua dever utilizar chamin

    destinada a conduzir os produtos de combusto para o ar livre ou

    para o prisma de ventilao. Os aquecedores de gua no

    podero ser instalados no interior de boxes ou acima de banheira

    com chuveiro. S so permitidos aquecedores que tenham

    vlvulas termostticas de segurana do queimador principal.

    c) Nos banheiros permitida a abertura superior em comunicao

    direta com o exterior, atravs de rebaixos, desde que haja seo

    livre mnima de 1.600 cm at o comprimento mximo de 4 m.

    d) Os banheiros com ventilao mecnica devem ter na parte inferior

    da porta uma rea de ventilao permanente igual a 600 cm.

    e) Dependncias com menos de 6 m no podem ter aparelhos em

    seu interior.

    5.5.3 Instrues para emergncias

    Considerando a possibilidade de perfurao das instalaes (por meio

    de furadeira, ponteiro, etc.) seguir os procedimentos: fechar a vlvula de gs

    do apartamento ou do condomnio, promover a ventilao natural do

    ambiente e providenciar o reparo com profissionais especializados,

    dependendo da gravidade, acionar o corpo de bombeiros.

  • 93

    5.6 INSTALAES ELTRICAS

    Em geral, as instalaes eltricas residenciais antigas no foram

    dimensionadas para as atuais necessidades de consumo. Muitas vezes

    esto sobrecarregadas, gerando desperdcio de energia eltrica e aumento

    das situaes de choques eltricos e incndios.

    Nesses casos, a instalao eltrica deve ser revista, sendo projetada

    de acordo com a NBR 5410 - Instalaes eltricas de baixa tenso.

    Atualmente, as instalaes eltricas so projetadas juntamente com os

    sistemas de segurana.

    De acordo com o engenheiro eltrico Milton Amaral Netto, Diretor

    Presidente da SISTENG - Engenharia de Sistemas de Segurana LTDA,

    importante projetar o sistema eltrico, juntamente com os sistemas de

    segurana e automao.

    Os sistemas de segurana podem compreender: alarme, incndio,

    monitoramento, CFTV - circuito fechado de TV, CATV - circuito aberto de TV

    (antena coletiva).

    Os sistemas de automao podem compreender: persianas,

    iluminao, home theater, equipamentos acionados com controle remoto,

    alm do controle da temperatura ambiente.

    Recomendaes

    a) Analisar as necessidades e anseios do cliente. boa prtica prever

    pontos eltricos, que possam ser utilizados futuramente, por

    exemplo: triturador de alimentos, mquina de lavar loua,

    exaustor, condicionamento de ar de janela ou split (evaporador

    mais condensador), hidromassagem, home theater (pontos para

    som), etc.

  • 94

    c) Devem ser previstos circuitos separados para iluminao, tomadas,

    chuveiros, ar condicionado, etc.

    d) Os materiais empregados nas instalaes eltricas, caso sejam

    combustveis (plsticos), devem ser retardantes de chamas.

    e) As instalaes eltricas devem privilegiar a adoo de solues

    que minimizem o consumo de energia, dentre elas a utilizao de

    iluminao e ventilao naturais.

    f) Os quadros de luz e/ou fora e as caixas de passagem de material

    combustvel (madeira) devero ser substitudos por materiais

    metlicos, ou revestidos internamente com material incombustvel

    (chapa metlica).

    g) Utilizar equipamentos especiais para detectar circuitos

    energizados.

    h) Eliminar fugas de corrente causadas por falhas de isolao,

    aparelhos danificados, podendo se transformar em focos de

    incndios, curtos-circuitos e perdas de energia aumentando o

    consumo.

    i) Recomenda-se o uso de dispositivos a corrente diferencial-residual

    (dispositivos DR) de alta sensibilidade, isto , com corrente

    diferencial-residual nominal I n 30mA, como medida adicional

    na proteo contra contatos diretos.

    j) Mantenha sempre o espao de ventilao dos eletrodutos.

    l) Conferir se a entrada de energia comporta aumento de carga.

  • 95

    5.7 VEDAO / ALVENARIA

    Existem, no mercado, vrias opes de sistemas de vedao e cabe ao

    profissional, de acordo com as decises do proprietrio, a escolha dos

    materiais: blocos, revestimentos, gesso acartonado, etc.

    preciso prever o comportamento do novo material ao local, observar

    as caractersticas fsicas e mecnicas, alm dos detalhes construtivos, para

    evitar, ou minimizar, a ocorrncia de patologias.

    Destaca-se a importncia da verificao da resistncia da alvenaria

    quanto s cargas suspensas: fixao de estantes, prateleiras, suportes para

    TV, etc.

    5.7.1 Diagnstico

    1) Observar se o sistema tem funo estrutural, ou no.

    2) Verificar a existncia de rachaduras, trincas, ou fissuras (ativas ou

    passivas), analisando suas origens para propor solues.

    3) Estudar a possibilidade de utilizao de sistemas leves de

    construo (dry-wall, blocos leves), reduzindo as cargas e,

    conseqentemente, as deformaes da estrutura.

    4) Verificar as dimenses do vo, ao ser construda a parede

    (compatibilizar a dimenso do bloco ao vo, se possvel). H

    necessidade de serem mantidas modulaes horizontal e vertical,

    acabamentos embutidos, etc.

    5) Verificar conforto acstico e conforto trmico, propondo terapias.

    6) Descrever os procedimentos, detalhes tcnicos e custos.

  • 96

    5.7.2 Recomendaes

    a) Evitar uso de blocos com dimenses maiores, quanto maior a

    dimenso do bloco, menor o nmero de juntas, e

    comparativamente menor o poder de absoro de

    movimentaes. (THOMAZ, 2001, p. 199).

    b) Utilizar materiais leves, para minimizar os efeitos de sobrecarga na

    estrutura.

    c) Observar o desempenho trmico e acstico do material: em relao

    ao desempenho trmico a inrcia trmica e, em relao ao

    desempenho acstico a presena de camada confinada de ar.

    e) Especificar o trao da argamassa de assentamento, de acordo com

    as caractersticas do material. Ver Tabela 2.

    f) Nas emendas entre alvenarias, procurar usar materiais com as

    mesmas caractersticas (materiais diferentes = comportamentos

    diferentes).

    g) Para disfarar emendas, utilizar frisos, ou juntas de trabalho, pois

    conduzem fissurao, para sees localizadas, e tm a

    caracterstica esttica de dissimular defeitos nas emendas da

    massa. Atenuar defeitos de colorao, que possam existir em

    funo da tinta empregada, para efeito decorativo. No caso de

    ampliaes, criar juntas nos encontros do material existente com o

    que vai ser construdo.

    h) As paredes externas e internas das habitaes, suas ligaes e

    vinculaes devem permitir o acoplamento de portas resistentes

    ao de fechamentos bruscos das folhas de portas e de impactos

    nas folhas de portas.

  • 97

    Tabela 2 - Escolha do trao de argamassa para execuo de alvenaria

    Alvenarias cim cal areia areiaElementos vazados de concreto 1 _ 3 ML Pedras irregulares 1 _ 4 GL Tijolos comuns espessura mais de tijolo Tijolos comuns

    _

    1

    4

    GL

    Tijolos comuns, paredes, alicerces, e tijolo 1 2 8 GL Tijolos prensados , tijolo. Blocos vazados cermicas

    1

    1

    5

    ML

    Tijolos prensados, 1 tijolo, Bloco slico -calcrios 1 1 6 ML Blocos de vidro 1 5 ML Blocos de concreto, 6.5 cm e 11.5 cm Pedras regulares

    1

    6

    ML

    Blocos de concreto, enchimento, 14 cm e 19 cm 1 8 ML Blocos de concretos estruturais 1 3 ML

    GL = grossa lavada; ML = mdia lavada; FL = fina lavada.

    Fonte: RIPPER, 1996, p. 167

    i) Os elementos construtivos de paredes internas estruturais, de

    compartimentao, de vedao, entre unidades autnomas, etc.

    Devem ter resistncia ao fogo, nos requisitos de estanqueidade,

    estabilidade e isolamento trmico de, no mnimo, meia hora.

    j) Considerar outras caractersticas, como: a capacidade de fixao de

    peas suspensas (armrios, etc.), a efetividade de ligaes com

    marcos e contra-marcos, a facilidade de embutimento de

    instalaes (evitar excesso de recortes) e a diminuio do entulho.

    l) Evitar perdas e entulho, atravs da correta coordenao

    dimensional: tamanho compatvel dos blocos com os vos,

    tamanho dos caixilhos, etc.

    m) Verificar infiltraes, ou pequenas manchas de umidade, causadas

    pela no estanqueidade da fachada; nesse caso, atribuir

    responsabilidade ao condomnio.

    n) Descrever as tcnicas, processos, equipamentos, especificando

    detalhadamente, todos os materiais a serem empregados: meios,

    blocos, ganchos de ligao, selantes, materiais isolantes trmicos,

    trao da argamassa e outros.

  • 98

    importante salientar que ao retirar paredes de vedao podem surgir

    patologias no apartamento superior devido a uma possvel acomodao da

    laje ou viga.

    Ao fazer, por exemplo, a vedao do vo de uma porta, a unio entre

    uma parede nova e outra antiga requer cuidados de amarrao, para evitar o

    aparecimento de fissuras e rachaduras provindas de: movimentaes

    higroscpicas, movimentaes trmicas e deformaes diversas. Ver Fig. 3

    na pagina seguinte.

    Figura 3 - (A) Emenda para fechamento do vo de porta

    (B) Unio entre parede antiga e nova

    Fonte: Autor, 2006

    5.7.3 Ligaes entre alvenaria e pilar

    Ligaes entre paredes novas a pilares antigos, sem os devidos

    cuidados, podem gerar destacamentos, que podem ser evitados, se forem

    tomados os seguintes cuidados:

    a) Introduo de tela metlica na argamassa de revestimento (ver

    figura 3).

  • 99

    b) Aplicao de ponte de aderncia entre o pilar e a alvenaria

    (chapiscofix ou outros produtos), aps rigorosa limpeza da face

    do pilar, removendo a nata de cimento, que reflui at a superfcie

    da forma, deixando muito lisa a parede do pilar.

    c) Ancoragem de ferro-cabelo nos pilares (ver outras informaes

    sobre ancoragem); eventual ligao com telas metlicas fixadas

    com pinos cravados, ver foto 5; percusso dos pilares a cada duas

    ou quatro fiadas (tiros).

    Foto 5 - Utilizao de telas metlicas na ligao parede/pilar Fonte: Revista Tchne 112 - julho de 2006, pg. 80

    5.7.4 Encunhamento

    Segundo resposta de THOMAZ 2002 (1), para serem evitados os

    destacamentos nos encontros com vigas, ou lajes, aps o levantamento da

    parede, deve-se retardar, ao mximo, o encunhamento das paredes, at que

    a retrao plstica da argamassa de assentamento de alvenaria j tenha

    ocorrido.

    A aplicao de chapisco no local de encontro e a vigorosa

    compactao da argamassa de encunhamento (com baixo mdulo de

    elasticidade) tambm so timas medidas para se evitar os destacamentos.

    (1) Ligao alvenaria/concreto - Celso Henrique Darini pergunta e IPT responde na Revista Tchne 66, setembro

    de 2002 - p. 16 - rcio Thomaz

  • 100

    5.7.5 Gesso acartonado

    um sistema com caractersticas excelentes e apropriadas para

    reformas em apartamentos. Qualidades como: a rapidez de instalao, a

    diminuio da sujeira, a possibilidade de aproveitamento de retalhos e a

    facilidade de reparos fazem desse sistema uma tima alternativa de

    utilizao de vedao interna para apartamento.

    O termo dry-wall do presente trabalho adotado para designar,

    genericamente, sistemas construtivos de paredes internas no-estruturais,

    constitudas de chapas de gesso acartonado, fixadas em perfis de ao

    zincado. O sistema composto, basicamente, pelos seguintes materiais, de

    acordo com o Quadro 9.

    Componente Tipo Uso Standart (ST) Ambientes secos Resistentes a umidade (RU) Ambientes sujeitos ao de umidade

    Chapas de gesso acartonado

    (atender a NBR 14715) Resistentes ao fogo (RF) Uso especfico p/ reas secas

    Guias, montantes, Estrutura das paredes Estrutura suporte das

    paredes em perfis de ao

    zincado (NBR 15217) Cantoneiras Arremates de canto

    Ponta agulha (cabea lentilha

    ou trombeta) Parafusos Ponta broca, (cabea lentilha ou

    trombeta)

    Fixao de chapas de gesso a perfis,

    como guias e montantes

    Massas prontas Massas para juntas

    Em p (preparo na obra)

    Tratamento e acabamento das juntas

    entre as chapas de gesso

    De papel microperfurado Fitas para juntas De papel microperfurado,

    com reforo metlico

    Tratamento das juntas

    Absorvente acstico L mineral Isolamento sonoro das paredes

    Quadro 9 - Materiais e componentes para sistema dry-wall Fonte: Revista Tchne 100 - julho de 2005

    importante salientar que vetada a passagem de instalaes de gs

    no interior das paredes dry-wall.

  • 101

    Foto 6 - Gesso acartonado ou dry-wall Fonte: Acesso em 06 / 01 / 2006. Disponvel em:

    http://www.escolher-e-construir.eng.br/Constrseco/GessoAcart/pag2.htm

    5.7.5.1 Fixao de peas suspensas em paredes dry-wall

    A verificao da resistncia da alvenaria quanto s cargas suspensas

    de extrema importncia, pois h riscos de queda de estantes, prateleiras,

    suportes para TV que so fixados em locais no planejados para tais fins. A

    tabela 3 ilustra algumas situaes.

    A forma de fixao de peas nas paredes dry-wall deve ser prevista em

    projeto, observando-se as seguintes caractersticas:

    a) O peso da carga a ser fixada.

    b) O tipo de carga, ou seja, seu afastamento do acabamento da

    parede, definindo um reforo de cisalhamento ou de momento.

    c) O tipo de fixador a ser utilizado.

  • 102

    Tabela 3 - Instalao de reforos no interior de paredes dry-wall

    Fixao de carga

    Ao sobre a parede

    Distncia

    do elemento a parede

    Exemplo de elemento de

    fixao

    Carga mxima Tipo de fixador

    Quadros e espelhos leves

    Esforo

    de cisalham

    ento

    Rente parede

    Quadros e espelhos pesados

    7,5cm

    Toalheiro, suporte para extintor de incndio

    Em 1 ou 2 chapas

    de gesso

    Esforo de

    momento

    30cm

    Prateleira, suporte de vaso

    para flores, armrio pequeno

    Em reforo

    metlico 30cm

    Armrio de cozinha e tanque

    com coluna

    Em

    reforo de madeira

    tratada ou suporte metlico especial

    Esforo de

    momento

    60cm

    Suporte de TV, armrio grande,

    bancada de cozinha ou de

    banheiro

    Observaes * Para 2 chapas de gesso utilizar buchas de expanso com tronco duplo ou maior. Espaamento mnimo de 40cm entre pontos de fixao. Respeitar os valores mximos para as cargas a serem fixadas.

    Fonte: Manual de projeto de sistemas dry-wall, 2006, p. 33

  • 103

    5.7.5.2 Reparos em dry-wall

    De acordo com reportagem sobre gesso acartonado, na Revista

    Tchne 84 (2004, p. 46-48), para problemas localizados, pode-se efetuar

    apenas a substituio parcial da placa, ou a substituio total.

    Ambos os processos so rpidos e prticos; somente a placa afetada

    manipulada. O conjunto da parede s ser afetado, em razo do

    revestimento utilizado. Seguem as orientaes da equipe tcnica da

    empresa Placo do Brasil.

    Reparo parcial em dry-wall

    1) Deve ser realizado entre dois montantes, identificados por um

    localizador magntico, a fim de delimitar a rea de corte.

    2) Recortar a rea avariada com um serrote de ponta, com cuidado,

    para no danificar a placa do outro lado. Possivelmente, uma das

    laterais no exigir recorte (juno de uma placa com outra).

    Retirar a fita adesiva, que esconde a junta, a placa e os parafusos,

    na seqncia.

    3) A parte a ser colocada no lugar do reparo deve ter as mesmas

    medidas da abertura. O ajuste fino das bordas feito com uma

    plaina.

    4) A colocao dos parafusos feita com o uso de uma parafusadeira

    eltrica. Devem ser colocados, normalmente, a cada 30 cm de

    distncia. Os parafusos executam, automaticamente, os furos nos

    perfis.

    5) Para tratamento das juntas, feita a aplicao da massa com uma

    esptula, em toda a extenso, cobrindo-as totalmente.

  • 104

    6) Sobre a primeira demo de massa, colocada uma fita para juntas

    especficas (evita trincas), devendo ser pressionada com uma

    esptula, para aderir perfeitamente ao conjunto. A massa tambm

    deve ser aplicada sobre as fitas. A secagem leva cerca de 14

    horas. Aps esse perodo, necessrio aplicar a segunda demo

    de massa, que seca em aproximadamente 4 horas. Aps a

    secagem, basta lixar e pintar.

    Substituio da placa

    1) Localizar os montantes.

    2) Ao retirar as caixinhas da instalao eltrica, deve-se ter cuidado

    para no danificar as travas plsticas, pois sero inutilizadas.

    3) O ideal retirar os parafusos aps a remoo da placa, que

    literalmente arrancada, pois no afeta as placas vizinhas.

    4) Na impossibilidade de transportar a placa inteira, pode-se executar

    o servio em duas etapas, com o recorte de duas, ou mais placas,

    sem prejudicar o resultado.

    5) A placa no pode ficar em contato direto com o cho, devido

    umidade. Antes do parafusamento, levantar a placa, mantendo-a

    levantada at o final do processo.

    6) Colocar as caixinhas, em qualquer lugar da parede, entre os

    montantes. Abrir com uma serra-copo e retirar as rebarbas.

    Centralizar o eixo com as guias da caixinha, fix-las com as travas

    plsticas e fazer os acabamentos.

  • 105

    5.7.5.3 Detalhes de execuo para dry-wall

    Para encontros entre paredes dry-wall e vigas, ou lajes, ou pilares, ou

    paredes de alvenaria, recomenda-se que as chapas de gesso passem

    continuamente sobre as faces laterais das vigas (ou pilares), conforme

    Figura 4-A.

    Outra alternativa, se necessrio, seria interromper as chapas no

    encontro com a face inferior das vigas, ou face de topo de pilares, formando

    uma espcie de "dente", e tratar a junta conforme o procedimento utilizado

    para cantos internos. Figura 4-B e Foto C na pagina seguinte.

    Figura 4 - Encontro entre parede dry-wall e viga (ou pilar) Fonte: Revista Tchne 100 - julho de 2005

    No recomendvel interromper a chapa no encontro com fundos de

    vigas, faces de pilares, ou paredes de alvenaria, no mesmo alinhamento,

    como pode ser visto na Figura 5-A. Tal medida pode gerar fissuras nessa

    regio, como ilustra a Foto B.

    Figura 5 - Modo no recomendvel de executar encontro entre parede dry-wall e fundo de viga, emenda com paredes e/ou pilares

    Fonte: Revista Tchne 100 - julho de 2005

  • 106

    Recomenda-se que os encontros das chapas de gesso com alvenarias,

    ou elementos estruturais, como vigas ou pilares, sejam sempre

    perpendiculares, e no em linha, possibilitando, caso necessrio, o emprego

    de selantes flexveis nas juntas formadas. Fotos 7-A e 7-B

    Foto 7 - Encontro entre parede dry-wall e parede de alvenaria Fonte: Revista Tchne 100 - julho de 2005

    Para juntas em cantos internos, aplicar uma camada de massa de cada

    lado do canto (Figura 6-A). Dobrar a fita de papel, no eixo pr-marcado,

    pressionando-a no canto, para aderir massa (Figura 6-B). Quando a

    primeira camada estiver seca, aplicar a segunda camada de massa, com

    largura de, pelo menos, 75 mm maior do que a primeira camada

    (Figura 6-C).

    Figura 6 - Tratamento das juntas em cantos internos Fonte: Revista Tchne 100 - julho de 2005

  • 107

    Para juntas em cantos externos, proteger da ao de choques

    mecnicos, utilizando cantoneira metlica (Figura 7). Para regies de

    aberturas internas, com pouca probabilidade de impacto, pode-se utilizar

    cantoneira metlica, ou fita de papel microperfurado, com reforo metlico. A

    fita deve ser dobrada, no eixo pr-marcado, colocada sobre o canto e

    comprimida com o auxlio de uma esptula. A cantoneira deve ser aplicada

    com a ajuda de uma rgua, de forma a comprimi-la em todo o seu

    comprimento. Aplicar as camadas de massa para tratamento das juntas;

    nunca aplicar em uma nica camada espessa, pois podem ocorrer fissuras

    na massa.

    Figura 7 - Tratamento das juntas em cantos externos Fonte: Revista Tchne 100 - julho de 2005

    Nas juntas entre paredes de dry-wall e forros em dry-wall, ou entre

    paredes dry-wall e lajes de concreto, o tratamento deve ser executado da

    forma indicada para cantos internos, sempre com o emprego da fita de papel

    microperfurada e massa para juntas. Dependendo da forma executiva da

    parede, caso haja folga entre a chapa de gesso e o forro ou a laje, podem

    ser aplicadas molduras decorativas, tomando-se o cuidado de fixar as

    molduras somente no forro, ou na laje.

  • 108

    5.8 REVESTIMENTOS, PISOS E AZULEJOS

    Nessa etapa, sero observados os seguintes itens:

    A) Revestimento de gesso

    B) Revestimento de argamassa

    C) Contrapisos

    D) Pisos e Azulejos

    5.8.1 Revestimento de gesso

    Hoje em dia, muito difundida a tcnica de aplicao de gesso,

    substituindo o reboco, pois so eliminadas vrias fases e custos

    construtivos. Segundo artigo da Revista Tchne 68 (2002, p. 18): Como

    regra geral, o gesso no indicado para revestimento de reas molhveis.

    Segundo Thomaz (1) pode haver dificuldade de aderncia do gesso

    alvenaria, nos seguintes casos:

    1) Base suja, empoeirada e/ou com acentuada presena de

    eflorescncias, devido ao teor de sais solveis presentes nos

    blocos e ao grau de umidificao das peas no estoque, ou na

    prpria obra.

    2) Blocos com superfcie muito lisa e/ou com absoro de gua muito

    baixa (blocos requeimados, por exemplo).

    3) Blocos com absoro de gua muito elevada (acima de 20%).

    (1) Respostas do Eng Dr. rcioThomaz, da Diviso de Engenharia Civil do IPT, s perguntas realizadas pelo de Steffen &

    Drehmer LTDA Que precaues deve-se adotar para que o gesso tenha uma boa aderncia na alvenaria?

    recomendada a aplicao de selador acrlico com areia, para melhorar aderncia? a Revista Tchne 76, julho de

    2003 - p. 16.

  • 109

    Segundo Thomaz, onde o gesso foi aplicado diretamente sobre os

    blocos cermicos, em alguns casos ocorreram problemas de descolamento.

    A aplicao de ponte de aderncia constituda por cimento, areia, gua e

    resina acrlica boa. Entretanto, o teor de resina no deve ser muito

    elevado, e a areia dever apresentar granulometria de mdia a grossa.

    Para reformar, ou revestir paredes com gesso, deve ser contratada

    empresa especializada na aplicao desse revestimento e/ou tomar

    cuidados, tais como:

    1. Delimitar a rea a ser reformada em formatos regulares.

    2. Cortar o revestimento da rea delimitada, em ngulo de 45 em

    relao parede (voltado para o interior).

    3. Retirar as reas danificadas at as marcaes.

    4. Sanar a patologia que originou o dano (umidade, vazamentos,

    etc.).

    5. Em superfcies lisas, providenciar ponte da aderncia (chapisco),

    respeitando o tempo de cura do material.

    6. Aplicar revestimento de gesso, evitando salincias que evidenciem

    o local de aplicao do novo revestimento.

    7. Aps a secagem do revestimento, providenciar a pintura.

    5.8.2 Revestimento de argamassa

    Mesmo com as novas tcnicas de racionalizao como a aplicao de

    gesso citado anteriormente, o revestimento em argamassa possui uma

    grande participao na construo civil. Sendo devidamente dosado e

    controlado sua aplicao recomendada em todas as partes de uma

    edificao, diferente do gesso que em reas molhveis no recomendado.

  • 110

    Para a correta execuo desses revestimentos, devem ser seguidas

    recomendaes existentes na NBR 13749/96 - Revestimentos de paredes e

    tetos de argamassas inorgnicas - Especificao.

    Recomendaes

    a) Analisar as condies do reboco (reforma parcial, ou total), trincas,

    umidade, desagregao, som cavo etc.

    b) Analisar as caractersticas como: condies de exposio e de

    execuo, possibilidades de melhoria do desempenho acstico,

    caractersticas da base, exigncias do usurio.

    c) Eliminar possveis desaprumos, principalmente nos locais em que

    sero instalados trabalhos em marcenaria.

    d) recomendada a utilizao de produtos previamente ensacados

    (argamassas industrializadas, ou no), facilitam o armazenamento,

    o manuseio do material e o transporte ao apartamento.

    e) Para reparos isolados, ateno especial para no haver salincias

    nas emendas entre revestimento novo e antigo.

    f) Para a melhoria do desempenho contra a umidade, utilizar aditivos

    hidrfugos. No possvel impermeabilizar somente pedaos

    danificados de revestimento, deve-se fazer a substituio em toda

    a extenso da alvenaria.

    g) Realizar taliscas em V, nos cantos das paredes e pilares, para

    minimizar erros de prumo.

    h) Considerar a espessura dos revestimentos, levando em conta o

    acabamento em batentes, registros, torneiras, etc.

  • 111

    i) Descrever os processos, equipamentos, especificao e previso

    quantitativa de todos os materiais necessrios.

    De acordo com a Tabela 4, os traos para argamassas podem ser:

    Tabela 4 - Traos de argamassa para revestimentos

    Revestimentos cim cal areia areia Ancoragens e chumbadores 1 _ 1 GL

    Barra lisa cimentada Rejuntamento de blocos de concreto 1 _ 1 FL

    Rejuntamento de ladrilhos e lajotas 1 _ 2 ML

    Chapisco sobre superfcies de concreto Chapisco sobre forros

    1

    _

    3

    GL

    Chapisco sobre tijolos e blocos de concreto Emboo para revestimentos colados Assentamento de peitoris, capeamentos, embutimentos de peas

    1 _ 4

    GL ML ML

    Emboo externo reforado para reboco Reboco para forros _ 1 2

    ML FL

    Reboco externo para pintura Revestimento interno de uma demo _ 1 3

    ML ML

    Emboo interno para reboco Idem mais saco de cimento para azulejos Reboco interno para pintura

    _ 1 4 ML ML ML

    Emboo interno para cermicas Revestimento externo de uma demo 1 2 8

    ML ML

    Emboo para forros Emboo externo para reboco Emboo interno para pastilhas

    1 2 9 ML ML ML

    Emboo externo para placas de mrmore , pedras, etc. Rejuntamento de tijolos aparentes 1 1 4

    ML ML

    Assentamento externo de cermica Assentamento de pastilhas 1 1 5

    ML FL

    Assentamentos de pastilhas internas 1 1 6 ML

    Assentamento de cermica externa 1 1/2 5 ML

    GL = grossa lavada; ML = mdia lavada; FL = fina lavada

    Fonte: RIPPER, 1996, p. 167

  • 112

    5.8.3 Contrapisos

    Nessa etapa, devem ser seguidas as recomendaes:

    a) Analisar as condies de execuo (caractersticas da base, do

    local, exigncias do usurio, etc.). Verificar o trao mais indicado

    para cada uso (madeira, cermica, pedra, etc.). Ver Tabela 5.

    b) Estudar a possibilidade de camada com espessuras variadas, nos

    diversos pontos, demandando mais ou menos argamassa,

    conforme o acabamento da laje (problemas de consumo e

    considerando camadas espessas o problema da sobrecarga na

    estrutura).

    c) Verificar as necessidades para melhoria no desempenho acstico,

    em apartamentos possivelmente prejudicados.

    d) Verificar recomendaes listadas quanto fase demolio.

    e) Utilizar insumos ensacados, para facilitar o transporte.

    f) Para apartamentos no pavimento trreo, providenciar camada

    impermeabilizante, caso exista ascenso de umidade do solo.

    g) Descrever os processos, equipamentos, especificaes e previses

    quantitativas de todos os materiais necessrios.

    h) prudente executar taliscas, nos nveis necessrios para cada

    ambiente, utilizadas como referncia, durante a instalao de

    batentes, pontos de hidrulica, pontos de eltrica e outros.

    i) No caso da substituio de pisos (cermica, etc), examinar e/ou

    aproveitar tudo o que est embutido no contrapiso.

    j) Tomar cuidado com as espessuras das novas placas. Verificar a

    obedincia s cotas de soleiras e eventual necessidade do recorte

  • 113

    da base de folhas de porta. Cuidar da manuteno, ou correo,

    de caimentos existentes, etc.

    Tabela 5 - Traos de argamassa para uso em piso

    Pisos cim cal areia areiaAssentamentos de placas de borracha 1 _ 2 FL Rejuntamento de ladrilhos 1 _ 2 ML

    Cimentado Base para ladrilhos, pisos monolticos de borracha, PVC, etc.

    1

    _ 3 GL GL

    Base para tacos vinlicos e pastilhas Base para mrmore e cacos Assentamento de tacos

    1

    _

    4

    GL ML GL

    Base para cermica Base para carpete

    1

    _ 5

    GL ML

    Assentamento de granito e mrmore pr- moldado 1 1 4 ML Assentamento de ladrilhos e de cacos 1 1/2 5 ML

    GL = grossa lavada; ML = mdia lavada; FL = fina lavada.

    Fonte: RIPPER, 1996, p.167.

    5.8.4 Pisos e azulejos

    Com relao aos pisos e azulejos, caractersticas importantes devem

    ser observadas, no diagnstico, na especificao e na execuo dos

    mesmos em uma reforma. comum, por exemplo, que, por falta de peas

    idnticas no mercado, seja necessrio substituir grandes trechos de piso, ou

    mesmo o piso inteiro (normalmente fica mais barato do que comprarmos

    peas em cemitrio de azulejos). O mesmo ocorre para os revestimentos de

    paredes.

    5.8.4.1 Recomendaes

    a) Observar patologias existentes.

    b) Conhecer as necessidades e anseios do cliente.

  • 114

    c) Verificar as condies, analisando as possveis alternativas, para:

    substituio parcial, aplicao sobre revestimentos cermicos

    existentes, ou substituio total.

    d) Verificar o tipo de material a ser utilizado e suas necessidades e

    condies de aplicao (madeira, pedras naturais,cermica, etc.).

    e) Aproveitar servios localizados (troca de azulejos, piso, etc.) para

    inspecionar e eventualmente substituir/ampliar circuitos,

    tubulaes de gua, etc.

    5.8.4.2 Quanto substituio parcial de pisos ou azulejos

    Para o caso da substituio parcial de revestimentos cermicos

    danificados, analisar o revestimento, tambm atravs de percusso,

    identificando locais, ou reas com som cavo. Nesse caso, substituir o

    trecho do contra piso, ou emboo.

    Cuidados na substituio / retirada de peas isoladas: introduzir corte

    em x e comear as quebras do centro em direo s bordas da placa, para

    no correr o risco de quebrar todas as placas que esto em volta.

    Para os reparos localizados, retirar o rejunte em volta da rea

    danificada, com extremo cuidado, para no danificar as peas adjacentes.

    Posteriormente, retirar o revestimento cermico e a argamassa, de modo

    que tenha a profundidade adequada para comportar a nova argamassa e o

    novo revestimento, ficando nivelados com o antigo. Manter os alinhamentos,

    nivelamentos, caimentos e espessuras do rejunte de acordo com o

    revestimento existente.

    Quando h necessidade de complementao do revestimento antigo,

    surge a dificuldade de encontrar pisos idnticos, devido s variaes de

    tonalidade e/ou tamanho. O custo de reposio para pisos mais antigos

  • 115

    alto, no caso de estarem fora de linha, pois o preo por pea e no por

    metro quadrado.

    O reparo parcial poder no apresentar o mesmo padro esttico

    anterior. Portanto, sugere-se substituir uma rea maior, com panos

    independentes (uma parede, etc.), de forma a manter a homogeneidade da

    rea.

    So importantes cuidados para no desvirtuar o partido arquitetnico /

    poca da construo (porcelanato ao lado de lajoto colonial).

    5.8.4.3 Quanto aplicao de revestimentos sobre os existentes

    Para a aplicao de revestimento sobre outro j existente, alm de

    utilizar argamassa colante especifica, deve-se verificar possveis

    interferncias como: materiais que no aceitam aplicaes sobrepostas;

    confirmao positiva do nivelamento, prumo, caimento; ausncia de

    qualquer som cavo; necessidade de cortar a base das portas; etc. Todos

    so aspectos indispensveis.

    5.8.4.4 Quanto substituio total de pisos ou azulejos

    Para substituio total, necessrio observar as normas tcnicas

    brasileiras, que definem os parmetros de segurana e desempenho, alm

    de considerar as condies de utilizao do revestimento, como por

    exemplo: NBR 13753/96 - Revestimento de piso interno ou externo com

    placas cermicas e com utilizao de argamassa colante - Procedimentos e

    NBR 8214 - Assentamento de azulejos - Procedimentos que no se aplicam

    em piscinas. Tambm considerar a sobrecarga adicional estrutura.

  • 116

    A especificao deve considerar a adequao do sistema (placas e

    argamassas de assentamento e de rejuntamento) ao uso previsto e ir alm

    dos fatores estticos.

    Tambm h normas prprias para a especificao de argamassas

    colantes, atualmente em reviso. Em breve, ainda devem ser publicadas as

    primeiras Normas Brasileiras para rejuntamento, abordando caractersticas

    do material e mtodo de execuo.

    5.8.4.5 Quanto s aes corretivas contra o desperdcio

    O controle sobre as etapas, como: recebimento, estocagem, transporte,

    manuseio e colocao dos materiais so fundamentais para a diminuio de

    perdas. A seguir, algumas aes corretivas contra o desperdcio (1) :

    a) Estudo da paginao das placas cermicas em cada ambiente.

    b) Deve ser buscada a compatibilizao entre as dimenses das

    placas e das faces revestidas.

    c) Placas grandes, usadas sobre paredes, ou pisos pequenos,

    costumam demandar maiores porcentagens de corte.

    d) Monitoramento contnuo das perdas.

    e) Sensibilizao e treinamento dos operrios quanto minimizao

    das perdas de placas.

    f) Reaproveitamento de placas cortadas no prprio ambiente, ou em

    outros ambientes.

    (1) Aes corretivas adotadas por construtoras, para reduzir desperdcios de materiais em canteiro.

  • 117

    5.8.4.6 Recomendaes gerais

    a) Verificar os seguintes itens constantes na NBR: Resistncia a

    manchas (classes de 1 a 5); Resistncia qumica (classes A, B, e

    C); Resistncia abraso (PEI 1 ao 5); Classificao das

    cermicas para revestimento; Grupos de absoro de gua (Bla,

    Blb, Blla, Bllb e Blll) e outros.

    b) Os pisos de reas molhveis devem resistir exposio aos

    agentes qumicos (produtos de limpeza domstica) e atrito (piso

    antiderrapante). Evitar superfcies escorregadias, irregularidades,

    descontinuidades, ou outras falhas que possam provocar quedas.

    c) Procurar proteger a regio prxima (caixilhos em geral, pinturas,

    outros revestimentos, etc.).

    d) O estudo da paginao e a escolha da dimenso adequada do

    revestimento evitam desperdcios e minimizam RCD.

    Revestimentos aplicados na diagonal disfaram paredes e

    elementos fora de esquadro.

    e) Executar pontos de referncia para os nveis, caimentos, instalao

    e altura das portas, etc.

    f) Aps finalizar o piso, se necessrio, utilizar proteo mecnica

    provisria contra quedas de ferramentas e materiais.

    g) Descrever as tcnicas, processos, equipamentos, especificao e

    previso quantitativa de todos os materiais necessrios e realizar

    projeto especifico de paginao.

    h) Em qualquer situao, deve-se evitar a ocorrncia de frestas e

    irregularidades que favoream a deposio de sujeira e a

    proliferao de microorganismos.

    i) Verificar aspectos importantes como: durabilidade, comportamento

    acstico e comportamento dos materiais frente ao do fogo.

  • 118

    j) Adequar os caimentos de pisos e dos detalhes de execuo e

    controle, para evitar empoamentos de gua no corpo do piso, ou

    nos encontros com paredes.

    l) Os pisos de habitaes destinadas moradia de pessoa portadora

    de deficincia fsica, ou pessoa com mobilidade reduzida (pmr)

    devem receber as adaptaes necessrias para tal finalidade,

    obedecendo s especificaes da norma NBR 9050/94 -

    Acessibilidade de pessoas portadoras de deficincias a

    edificaes, espaos, mobilirios e equipamentos urbanos.

    5.9 PINTURA

    Na reforma, a pintura das paredes pode ser total (de todo o

    apartamento, ou ambiente), ou parcial (uma parede). No entanto, para a

    realizao de ambas, necessrio um diagnstico das condies do

    substrato, para fazer as devidas correes.

    A pintura, tecnicamente, alm de ter efeito esttico, tem as funes de

    impermeabilizao, proteo (pelcula de sacrifcio), alm de retardar o

    envelhecimento dos materiais.

    Recomendaes

    a) Antes da pintura, examinar e substituir componentes danificados,

    ou envelhecidos: calhas, tubos, etc.

    b) Escolher o tipo de tinta em funo do material que

    compe o substrato (alvenaria, gesso, madeira, ferro

    galvanizado, etc).

    c) Para qualquer pintura, seguir as recomendaes feitas nas

    embalagens. Quando o contedo das embalagens no for

  • 119

    suficientemente claro, solicitar maiores esclarecimentos empresa

    fabricante.

    d) Camadas excessivas de pintura podem distorcer cantos, etc.

    Nesse caso, verificar a necessidade de remoo da tinta anterior,

    para se ter um bom acabamento.

    e) Eliminar, no substrato, problemas que podem repercutir na pintura.

    f) Para superfcies caiadas, considerando a utilizao de outro tipo de

    material, remover, ao mximo, a caiao.

    g) Para reformar peas especiais antigas, como lustres, fechaduras,

    torneiras, etc., recomenda-se contratar profissional especializado.

    h) Para pinturas em alvenaria, madeira, ferro, superfcies texturizadas,

    etc., recomendada a pintura total de uma face, para no

    aparecer emendas, nem diferenas de textura e tonalidades.

    i) Descrever os processos, equipamentos, especificao e previso

    quantitativa de todos os materiais necessrios.

  • 120

    5.10 TRATAMENTO ACSTICO

    Para esse trabalho, sero considerados somente aspectos de

    melhoramento acstico, atravs da reforma em apartamentos.

    De acordo com a norma de desempenho (1), a edificao submetida

    aos limites de estmulos sonoros externos especificados na Norma 10151,

    deve atender aos limites especificados pela NBR 10152, no que se refere

    aos nveis de rudo de seus ambientes internos (Dormitrios 35 - 45 dB (A) e

    salas de estar 40 - 50 dB (A) ).

    Segundo Walter Galvo: As patologias no mbito da acstica so

    perniciosas porque o usurio no coloca a culpa no edifcio, mas sim no

    vizinho (2).

    Para Nepomuceno (3) (2005), as diferenas se concentram na

    necessidade de diminuir o rudo de fundo em residncias, principalmente em

    dormitrios, e os barulhos decorrentes de impactos.

    Na opinio de Walter Galvo, no diagnstico do problema, importante

    identificar os seus mecanismos. Podem ser areos, quando o canal

    transmissor, interno ou externo, no depende de contato com a estrutura. E

    podem ser de impacto, quando o canal transmissor, interno ou externo, a

    prpria laje, as paredes, ou os pilares.

    Em todos os casos, o desconforto causado depende:

    - do volume em decibis;

    - da quantidade de ocorrncias, ao longo do tempo;

    - da freqncia de onda.

    _______________ (

    1) Projeto de norma 02:136.01.001: Desempenho de edifcios habitacionais de at cinco pavimentos: Parte 1: Requisitos

    Gerais. Rio de Janeiro, 2004. 38p

    (2) Anlise do arquiteto e especialista em conforto ambiental, Walter Galvo, no artigo Barulho Domado, escrito por Bruno

    Loturco Revista Tchne, Edio 96, maro 2005, p. 36.

    (3) Anlise do consultor Augusto Nepomuceno, no artigo Barulho Domado, acima citado.

  • 121

    O diagnstico para tratamento acstico, em condies gerais, implica

    no conhecimento dos valores das condies locais (entorno), em funo do

    conjunto de condies do recinto, a saber:

    - Voltar-se para o tipo e o nvel de rudo existente no local;

    - Se possvel, direcionar as aberturas e/ou ambientes em sentido

    contrrio ao da origem dos rudos;

    - Verificar as dimenses e tipos dos materiais das paredes, lajes e

    portas existentes;

    - Analisar, posteriormente, o ndice de reduo que os materiais

    podem, ou devem, alcanar, de acordo com as especificaes,

    empregando-os no recinto.

    Os elementos utilizados para reduzir a transmisso sonora podem ser

    isolantes, ou absorventes.

    Como regra geral, paredes mais pesadas para proteo de rudos

    areos (lei das Massas), ocorrendo o inverso em relao aos rudos por

    impacto (THOMAZ, 2001, p. 200). Segundo Thomaz, a eliminao de

    frestas, ou descontinuidades nas juntas de assentamento, minimizar a

    influncia negativa no desempenho acstico.

    A isolao aos sons areos (Ia) para elementos macios pode ser estimada atravs da massa da parede, aplicando-se a seguinte frmula:

    Ia = 12 + 5,3 m ( dBA)

    m = massa da parede, em kg/m.

    Ressalve-se que esta equao no se aplica s paredes com vazios

    internos, nos quais a presena de cmaras de ar pode alterar,

    substancialmente, a isolao acstica desses elementos.

  • 122

    Para os blocos vazados, os testes citados por THOMAZ (2001)

    evidenciam os melhores tipos para isolao area, indicados na Tabela 6:

    Tabela 6 - Caractersticas termo-acsticas de paredes constitudas por blocos vazados

    Caractersticas da parede Tipo do bloco

    Largura do bloco (cm)

    Largura (cm)

    Massa (kg/m)

    Resistncia Trmica (m . C/W)

    Ia (dBA)

    9 90 * * 9 12 130 0,22 42

    14 17 180 0,30 *

    9 130 * * 9 12 170 0,11 42

    14 17 215 * 46

    14 120 0,31 36

    14

    17 160 * 40

    14 175 0,16 44

    14

    17 215 * *

    Fonte: THOMAZ, E. - Tecnologia, Gerenciamento e Qualidade na Construo

    So Paulo - Pini, 2001, p. 204

    Segundo Becker (1), no caso de paredes de dry-wall em gesso e

    estrutura de ao:

    a) Paredes de 70mm (uma placa de gesso com 10mm de espessura

    em cada lado) possuem, em isolao acstica, (Ia) = 33 dBA.

    b) Paredes de 70mm (uma placa de gesso com 10mm de espessura

    em cada face da parede, insero no vazio interno de manta de l

    de rocha com 25mm de espessura) possuem (Ia) = 46 dBA.

    (1) Becker apud Thomaz, E. - Tecnologia, Gerenciamento e Qualidade na Construo - p. 205

  • 123

    c) Paredes de 90mm (duas placas de gesso com 10mm de espessura

    em cada face da parede, insero no vazio interno de manta de l

    de rocha com 25mm de espessura) possuem (Ia) = 51 dBA.

    Deve ser evitado o uso de assoalho de carpete de madeira fina, pois,

    ao andar com salto alto, ocorre ressonncia no piso residencial

    imediatamente abaixo, ou providenciar tratamento acstico, alm de tratar

    das aberturas de ar condicionado.

    Segundo a norma de desempenho, os isolamentos termos-acsticos

    empregados na face interna dos elementos do edifcio devem ter as

    caractersticas de propagao de chamas controladas.

    Quando as fontes externas de rudo intenso forem casas de show, ou

    equipamentos de prdios vizinhos, deve ser consultada a Resoluo do

    Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA, que atribui ao

    responsvel a soluo do problema.

    Componente Problema Soluo

    Lajes

    Transmisso de rudo areo e de impacto. A reduo de som areo varia com a espessura, mas o de impacto depende mais do amortecimento.

    Piso flutuante, carpete, forro suspenso, aumento da espessura.

    Piso Influncia na transmisso de som de impacto.

    Uso de carpete, piso de madeira macia, aplicao de isolante acstico abaixo do contrapiso, protegido por lona plstica.

    Janelas Transmisso de rudos de trfego. Escolha do vidro em funo do rudo externo ou colocao de vidros duplos, ou vidros laminados.

    Portas Transmisso de rudos de reas externas. Portas mais espessas e com vedaes para os quartos

    Paredes Transmisso de rudos areos. Aplicao de materiais de proteo acstica na face do ambiente prejudicado, aumento da espessura.

    Quadro 10 - Problemas mais freqentes e exemplos de solues para tratamento acstico

    Fonte: Jos Augusto Nepomuceno, apud Revista Tchne [S.I.] Ed. 96, maro 2005, p. 38

  • 124

    5.10.1 Quanto ao tratamento acstico: piso ou forro

    a) Para realizar tratamento acstico no piso, verificar:

    a.1 Tipo de soluo: substituio do piso, colocao de piso

    flutuante com camada isolante, etc.

    a.2 Existncia de problemas geomtricos de nivelamento, altura

    de portas e batentes, caimentos.

    a.3 Aumento de sobrecarga devido possibilidade de aumento

    da espessura do contrapiso.

    a.4 Viabilidade das alternativas.

    a.5 Gerao de resduos no caso de demolies.

    a.6 Eliminao da raiz do problema, considerando rudos por

    impactos transmitidos para a estrutura.

    b) Para realizar tratamento acstico sob a laje (forro), verifica-se:

    b.1 Maiores facilidades no tratamento de ambientes isolados

    (somente no quarto, por exemplo).

    b.2 Diminuio de entulho (ausncia de demolio).

    b.3 Uso de materiais mais leves.

    b.4 No eliminao da raiz do problema, considerando rudos por

    impacto transmitidos para a estrutura.

    5.10.2 Quanto ao tratamento acstico em esquadrias

    Segundo a Revista Finestra Brasil (2000), ano 6, nmeros 22 e 23,

    para a melhoria do desempenho acstico da esquadria do apartamento em

    reforma, verificar: o tipo de vidro utilizado, o modo de colocao e fixao do

  • 125

    vidro, a estanqueidade entre marco e as folhas, marco ou contramarco e

    alvenaria, e o tipo de material que constitui o caixilho.

    5.10.3 Quanto aos vidros

    a) Utilizar os vidros apropriados (maior rea exposta):

    a.1 A escolha depende da intensidade e da faixa de freqncia.

    a.2 Quanto mais grosso o vidro simples, melhor o isolamento;

    a.3 O vidro laminado possui melhor desempenho do que o vidro

    simples. Se possvel, usar laminados com vrias camadas e

    com espessuras diferentes (para freqncias diferentes).

    b) Os vidros duplos (ou vidros insulados) so chamados de vidros

    termo-acstico, pois dependendo da sua composio, podem

    oferecer isolamento trmico e isolamento acstico.

    O isolamento trmico se d, pois a cmara de ar serve como

    isolante para a passagem de calor do vidro externo para o interior

    do ambiente. Para melhorar o desempenho trmico, pode-se

    utilizar um vidro refletivo. Com relao ao isolamento acstico, o

    desempenho pode ser melhorado utilizando um dos vidros

    laminados ou vidros de diferentes massas.

    5.10.4 Quanto aos perfis

    a) Ajustar o fechamento, para minimizar as frestas.

    b) Verificar um tipo de caixilho compatvel com a espessura do vidro e

    composio da fachada.

  • 126

    c) Entre os materiais mais utilizados, a madeira o mais eficiente,

    seguido pelo ao e pelo alumnio.

    d) A composio de materiais melhora o isolamento (alumnio com

    madeira, internamente).

    e) Utilizar esquadrias com bitolas superiores a 40mm e com

    assessrios adequados (acomodam melhor os vidros mais

    espessos e pesados).

    f) Evitar contato entre metais (para impedir a transmisso de

    vibraes pode ser usada borracha, etc.).

    Descrever os itens escolhidos para essa fase, os processos, os

    equipamentos, alm da especificao e previso quantitativa de todos os

    materiais necessrios.

    5.11 DESEMPENHO TRMICO

    Segundo Flvio Vittorino (1), a temperatura, no interior de uma

    edificao, no depende somente dos materiais utilizados nas vedaes,

    mas tambm da orientao solar, cor das paredes, penetrao de ar nos

    recintos, etc. Diz, ainda, que o isolamento trmico fornecido pelo material

    que contenha a maior quantidade de ar no seu interior. No caso da cidade

    de So Paulo, quanto maior a inrcia trmica mais adequada edificao.

    necessrio fazer um diagnstico de cada caso, para serem

    identificadas as causas do desconforto trmico em cada situao e contratar

    profissional especializado para fazer avaliaes quantitativas das condies

    de conforto trmico no interior do apartamento.

    (1) Flvio Vittorino - Chefe do Agrupamento de Componentes e Sistemas Construtivos do IPT e professor do

    Mestrado Profissional em Habitao do IPT, acessado em: 10/04/2006, disponvel em: .

  • 127

    Aps identificar o grau do desconforto trmico, verificar a possibilidade

    de propor a terapia mais adequada:

    a) Aumento da espessura das paredes (face interna) com maior

    incidncia de sol, escolhendo o tipo de material e os detalhes

    tcnicos mais apropriados.

    b) Instalao de caixilhos e vidros especiais:

    b.1 Utilizar vidros refletivos, tambm chamados de vidros

    metalizados (recebem um tratamento com xidos metlicos,

    com a finalidade de refletir os raios solares, reduzindo a

    entrada de calor).

    b.2 Utilizar vidros insulados (vidros duplos ou mltiplos); a cmara

    de ar serve como isolante para a passagem de calor do vidro

    externo para o interior do ambiente.

    b.3 Instalar pelculas refletivas sobre vidros colocados.

    b.4 Ajustar o fechamento, para minimizar as frestas.

    b.5 Verificar um tipo de caixilho compatvel com a espessura do

    vidro e composio da fachada.

    c) Criao de sistemas de climatizao (no caso de split, sistema

    duplo com uma unidade condensadora e outra evaporadora,

    prever pontos eltricos; ponto hidrulico para sada da gua

    condensada e instalao de tubulao de cobre), optando por

    sistemas que diminuam o consumo de energia.

  • 128

    5.12 COMPONENTES METLICOS

    Considerando as caractersticas de agressividade do meio em que o

    apartamento est implantado, os caixilhos, gradis, tubulaes e outros

    componentes, com ou sem exposio direta s intempries, devem ser

    convenientemente protegidos contra a corroso (1).

    5.12.1 Recomendaes

    a) Nos novos reparos, os processos de soldagem no devem induzir

    a sensibilizao do ao, ou diferenas de potencial, que levem a

    processos eletroqumicos de corroso.

    b) Evitar que os componentes em ao mantenham contato com

    materiais que podem provocar corroso, como certos plsticos, ou

    madeiras.

    c) Componentes constitudos por ao carbono devem ser protegidos

    por adequado sistema de pintura; a limpeza da superfcie, a

    formulao das tintas e a aplicao das pinturas devem atender s

    respectivas normas da ABNT / INMETRO.

    d) A aplicao de pinturas orgnicas, em qualquer componente de

    ao galvanizado, deve ser precedida de rigorosa limpeza,

    desengorduramento (utilizao de solventes orgnicos, tais como

    acetona, tricloroetileno, etc). A menos que haja um pr-tratamento

    da superfcie do revestimento (fosfatizao, cromatizao, etc),

    deve ser aplicado um primer de aderncia, composto, por

    exemplo, por tetroxicromato de zinco, polivinil butiral, ou epoxi-

    isocianato.

    (1) Projeto de norma 02:136.01.001 - 2004 - Desempenho de edifcios habitacionais de at cinco pavimentos -

    Parte 1: Requisitos gerais

  • 129

    e) Caixilhos, telhas e outros componentes em alumnio anodizado, na

    armazenagem, e aps a aplicao, no devem entrar em contato

    com materiais alcalinos como argamassas e concretos. No

    devem, tambm, sofrer processo de limpeza com objetos

    contundentes, produtos abrasivos, cido muritico (cido clordrico

    dissolvido), ou outras substncias cidas.

    5.12.2 Quanto proteo contra a corroso bimetlica

    Verificar corroses decorrentes do contato direto entre metais de

    diferentes naturezas (ao / cobre, caixilho de alumnio / parafusos de ao

    etc), pois a diferena de potencial possibilita o desenvolvimento de corroso

    galvnica. Analisar a correo e observar que:

    a) No so admitidos contatos diretos entre cobre / ferro, cobre /

    alumnio, zinco / ferro, ferro / alumnio, zinco / cobre.

    b) O contato direto pode ser evitado com a galvanizao dos

    elementos de ferro e/ou a introduo de isoladores de borracha ou

    plstico, etc.

  • 130

    5.13 ESQUADRIAS

    Realizar uma vistoria prvia para constatar a necessidade de reparos,

    ou substituio, em janelas e portas, tambm de grande importncia na

    estimativa de custos e na qualidade final da reforma.

    Recomendaes

    a) Verificar se a durabilidade no pode ser aumentada com a

    introduo de pingadeiras nas fachadas, rejuntamentos entre

    marcos e paredes, introduo ou substituio de peitoris etc.

    b) Instalar, se possvel, na entrada do apartamento, porta do tipo

    corta-fogo, com resistncia mnima de meia hora.

    c) Providenciar anteparos s folhas de porta dos dormitrios e da

    cozinha, que dificultem os riscos de propagao da fumaa e do

    fogo.

    d) Pode ser utilizada espuma expansvel de poliuretano, para fixar

    portas e janelas de reas internas (verificar a procedncia).

    e) Verificar nvel e prumo.

    f) Analisar a situao das janelas e portas, quanto ao desempenho

    trmico e acstico.

    g) Verificar a necessidade de reaplicao de selantes, nos encontros

    de caixilhos com as paredes.

    h) Verificar a presena de drenos entupidos, ou a falta deles.

    i) Observar as condies de rejuntamento entre marcos e paredes de fachada, etc.

  • 131

    j) Verificar as vedaes dos caixilhos (borrachas ressecadas e/ou

    falta de massa).

    l) Ajustar o fechamento das esquadrias, para minimizar as frestas.

    m) Verificar o estado de roldanas, escovas, massas de

    vedao, fechaduras, dobradias e outros componentes dos

    caixilhos.

    n) Constatar a presena de corroso, e a necessidade de substituio

    parcial, ou total, do caixilho.

    o) Descrever os itens definidos para essa fase, os detalhes,

    equipamentos, alm da especificao e previso quantitativa dos

    materiais.

    Falhas no funcionamento de portas e janelas podem ser decorrentes

    de deformaes, fissuraes e falhas nas paredes externas e internas, em

    funo das combinaes de aes caractersticas, que podem ocorrer

    durante a vida til do edifcio.

    Para substituies de vidros, de acordo com a NR 18, os locais abaixo

    das reas de colocao de vidro, devem ser interditados, ou protegidos

    contra a queda de material.

    Para fechamentos de sacadas em vidro temperado, a Lei Federal

    4591/64 probe qualquer alterao que prejudique a esttica do prdio. No

    entanto, decises judiciais tm entendido que instalaes de protetores

    (redes e grades) no modificam a fachada, j que visam a segurana. Antes

    da instalao, recomenda-se consultar a conveno do condomnio. Existe

    jurisprudncia permitindo essa mudana, desde que no esteja especificada

    na conveno do condomnio a proibio do envidraamento da sacada.

    Pedro Baldorchi (1)

    (1) Diretor da Paulividros - Comrcio e Instalao de vIdros, Revista Arquitetura e Construo, ano 13,

    n 9, setembro 1997, p. 20.

  • 132

    5.14 IMPERMEABILIZAES

    comum o leigo achar que o revestimento cermico (piso e azulejo),

    suficiente para impedir a passagem de gua. Porm, esse material apenas

    facilita o escoamento do fludo.

    No exerccio da reforma, os locais sujeitos impermeabilizao em

    reas molhveis so: cozinhas, banheiros, reas de servio, terraos e

    varandas, lajes de cobertura, jardineiras e piscinas. Segundo o Quadro 11,

    os erros mais comuns no trato das reas molhveis, so:

    Quanto s cotas e caimentos: Cota insuficiente para acomodar as camadas de impermeabilizao. Falta de condies para a execuo de caimentos. Igualar as cotas das reas no impermeabilizadas e impermeabilizadas. Altura insuficiente da impermeabilizao do rodap.Quanto s tubulaes: Posicionamento inadequado de tubos e ralos. Fixao incorreta da tubulao na laje. Ralos sem condies de arremate do sistema impermeabilizante. Perfurao da impermeabilizao, durante a colocao do box. Quanto aos revestimentos: Proteo mecnica com pouca espessura. Inexistncia de juntas perimetrais, nas protees mecnicas.Quanto execuo de impermeabilizao: Suprimir a impermeabilizao das reas frias. Impermeabilizao parcial, principalmente em box e ralos. Execuo inadequada. Impermeabilizao rgida em lajes sujeitas a fissuras. No execuo de barreiras contra vapores.

    Quadro 11 - Os erros mais comuns no trato das reas molhveis Fonte: Revista Tchne 2003, edio 79, ano 11, p. 24, Artigo: O tratamento de reas

    molhveis. Informe: Petrobras e IBI (Instituto Brasileiro de Impermeabilizao).

    Todos esses erros geram servios de reformas, mas o agravante no

    conhecer as condies existentes, antes das demolies. Alm dos reparos

    necessrios, podem aparecer servios extras, que atrapalhem o incio da

    impermeabilizao, como por exemplo: recuperar corroso em armaduras,

    constatar problemas nas instalaes hidrulicas, fissuras, etc.

  • 133

    Devem ser atribudas responsabilidades para vazamentos provenientes

    de problemas de impermeabilizao de outros apartamentos, em reas de

    responsabilidade do condomnio.

    Para se obter um desempenho satisfatrio, no podem ser ignorados

    tais problemas. indispensvel tratar e recuperar todas as patologias

    importante mencionar, no contrato, itens que descrevam tais

    situaes e salientar que esses servios podem gerar custos adicionais,

    apresentando, se possvel, lista de preos. No momento da execuo, esteja

    preparado para que esses e outros imprevistos no atrapalhem o

    planejamento e a satisfao do cliente.

    Para o profissional, extremamente prudente contratar uma empresa

    especializada em impermeabilizao e exigir um projeto especfico, com

    Anotao de Responsabilidade Tcnica, fiscalizao e garantia dos servios

    a serem executados, pois assim no se responsabiliza por servios

    realizados por profissionais no especializados.

    5.14.1 Quanto impermeabilizaes de reas molhveis

    Vantagens Desvantagens Consumo

    Membrana asfltica

    - No necessita de mo-de - obra especializada

    - Sistema a frio e sem emendas - Maior facilidade de aplicao

    em reas com muitas interferncias

    - Tempo de execuo maior - Espessura no

    homognea

    Aproximadamente 1 Kg/m

    (por duas demos)

    Manta asfltica

    - Maior velocidade de aplicao - Espessura constante

    - Requer mo de obra especializada

    - Sistema com emendas - Dificuldade de aplicao em

    reas com muitas interferncias

    Aproximadamente 1,15 m/m

    Cimento polimrico

    - No necessita de mo - de - obra especializada

    - Sistema monoltico - Maior facilidade de aplicao

    em reas com muitas interferncias

    - Inconstncia na espessura - Baixa flexibilidade

    Aproximadamente 3 a 4 Kg/m

    Quadro 12 - Sistemas mais indicados para impermeabilizaes em reas molhveis

    Fonte: Tchne 66, setembro 2002, p. 6 / 7

  • 134

    Para elaborao do projeto de impermeabilizao, a NBR 9575 d as

    principais diretrizes. A norma orienta a respeito de detalhes construtivos,

    como inclinaes, ralos, rodaps, ancoragem e chumbamento, passagem de

    tubulaes, emendas, protees e reforos, juntas, soleiras, entre outros. No

    quadro 13 so listadas algumas normas relativas impermeabilizao.

    NBR 8083-Materiais e sistemas utilizados em impermeabilizao NBR 9574 - Execuo de Impermeabilizao. NBR 9575 - Elaborao de projetos de impermeabilizao. NBR 9685 - Emulses asflticas sem carga para impermeabilizao. NBR 9686 - Soluo asfltica como primer na impermeabilizao. NBR 9689-Materiais e sistemas de impermeabilizao NBR 9910 - Asfaltos modificados para impermeabilizao. NBR 9952 - Mantas asflticas com armadura para impermeabilizao. NBR 12190-Seleo da impermeabilizao NBR 13121 - Asfalto elastomrico para impermeabilizao. NBR 13724 - Membrana asfltica para impermeabilizao, moldada no local, com

    estruturantes.

    Quadro 13 - Normas de projeto, execuo, materiais e especificao de servios em impermeabilizao

    Fonte: Autor, 2006

    Para realizar o chumbamento das tubulaes entre a laje, observando-

    se a foto 8, recomenda-se a utilizao de "graute", para uma melhor fixao.

    Ver foto adiante.

    Foto 8 - Grauteamento da tubulao com a laje Fonte: engenheiro Marcelo Ming

  • 135

    Prever o afastamento das tubulaes - 15 cm - das paredes, ou outras

    interferncias. Os dimetros dos ralos devem ter 25 mm a mais do que o

    previsto em clculo de vazo.

    A impermeabilizao do box deve subir at uma altura de 1,5 m, acima

    do piso acabado.

    Evitar mudanas de ltima hora, que podem prejudicar, alm de outros

    servios, os servios de impermeabilizao.

    Para ambientes vedados com dry-wa//, a camada de regularizao

    deve ser aplicada apenas no piso, pois a superfcie vertical j est pronta

    para receber a impermeabilizao (no restante, seguir os procedimentos de

    impermeabilizao e proteo mecnica, em ambientes com paredes de

    alvenaria) (1).

    Segundo a Revista Tchne (2002) (2), na rea do box quando a

    impermeabilizao for executada com membrana moldada in loco

    (membrana asfltica), deve-se aspergir areia de granulometria mdia seca e

    peneirada sobre a ltima demo do produto, para aumentar a aderncia

    entre a impermeabilizao e a argamassa de assentamento do revestimento.

    Para os sistemas de manta pr-fabricada, deve-se tomar o cuidado de

    estruturar a proteo mecnica com a colocao de uma tela galvanizada,

    ou plstica. Fixar os perfis do box somente nas paredes, evitando a

    perfurao da impermeabilizao do piso.

    No caso de cimentos polimricos, so cuidados importantes: reforar

    os ralos, pontos de hidrulica e as meias-canas com estruturante e estender

    um cordo de mstique de poliuretano na superfcie em que ser fixado o

    caixilho do box.

    (1) Artigo sobre impermeabilizaes de reas frias Revista Tchne 66, setembro de 2002, p. 6 / 7.

    (2) Idem

  • 136

    Para banheiras, deve-se impermeabilizar todo o piso do banheiro e a

    base onde sero instaladas. As paredes adjacentes da banheira devero ser

    impermeabilizadas a uma altura de um metro. Caso tenha chuveiro,

    impermeabilizar a parede at 1,5 m acima do nvel da banheira. Prever um

    ralo de escoamento na caixa de instalao, embaixo da banheira.

    importante fixar rigidamente as tubulaes eltrica e hidrulica, reforando

    os pontos com cimento asfltico elastomrico. Todo esse procedimento

    dever ser executado antes do bero amortecedor, para no danificar a

    impermeabilizao.

    O produto deve ser aplicado em local ventilado, longe de fonte de calor

    e com EPIs adequados (mscara com filtro para gases, culos e luvas).

    Deve ser mantido fora do alcance de crianas e animais, tomando cuidado

    com o manuseio do maarico a gs, observando a existncia de eventuais

    vazamentos e instalaes eltricas danificadas, prximos ao local da

    aplicao.

    Tabela 7 Tipos de trao de argamassa para uso em impermeabilizaes

    Impermeabilizaes cim cal areia AreiaAcabamento de impermeabilizao rgida 1 _ 1 FL Barra lisa impermevel 1 _ 1 1/2 FL Chapisco para impermeabilizao, meia cana em cantos de impermeabilizao 1 _ 2 GL

    Subsolos e coberturas 1 _ 2 1/2 ML Caixas d gua, impermeabilizao horizontal de alvenaria 1 _ 3 ML

    Revestimento impermevel 1 2 4 ML Emboco impermevel 1 2 8 ML Reboco impermevel 1 2 9 FL

    GL = grossa lavada; ML = mdia lavada; FL = fina lavada

    Fonte: RIPPER, 1996, p.167.

    5.14.2 Quanto aos procedimentos iniciais em reformas

    Demolir os pisos e impermeabilizaes existentes, inclusive argamassa

    de regularizao e assentamento, impermeabilizao e todo o enchimento

  • 137

    existente, os pavimentos devero ficar no "osso", no nvel da laje de

    concreto, perfeitamente limpa e nivelada, para execuo das regularizaes,

    impermeabilizaes, instalaes, protees e acabamentos previstos no

    projeto.

    Aps a remoo do entulho (acabamento, proteo, impermeabilizao

    e regularizao existente), proteger a rea exposta com lona plstica, para

    evitar possveis infiltraes da gua nos perodos de chuvas, durante

    execuo dos novos servios. A cada final de dia de servios, cobrir a rea

    com lona plstica.

    5.14.3 Procedimento passo a passo

    Procedimentos de execuo da preparao da superfcie e do sistema

    impermeabilizante:

    1. Para regularizao, utilizar argamassa de cimento e areia, trao 1:3

    em volume, com uma espessura mnima de 2 cm e caimento

    mnimo de 1% em direo aos ralos.

    2. Nos rodaps, ancorar a impermeabilizao 30 cm na rea vertical,

    prendendo a ponta da manta a uma profundidade de 3 cm. Utilizar

    uma tela galvanizada, ou plstica, para aplicar o acabamento. No

    box de banheiro, a impermeabilizao deve subir at uma altura

    de 1,5 m acima do piso acabado, ou da altura da banheira.

    3. Os ralos devem ser instalados em uma caixa de 40 x 40 cm, com 1

    cm de rebaixamento em relao ao nvel da regularizao. Os

    dimetros dos ralos devem ter 25 mm a mais do que o previsto em

    clculo de vazo e a tubulao dever ficar 10 cm afastada das

    paredes e outras interferncias.

    4. Os cantos vivos e arestas devem ser arredondados com raio

    mnimo de 5 cm.

  • 138

    5. Aplicar o primer ( um promotor de aderncia entre o substrato e o

    sistema de impermeabilizao de base asfltica) sobre a

    superfcie e deixar secar. A colagem da manta pode ser realizada

    de duas formas:

    a) Com maarico: direcionar a chama no polietileno da manta at

    que ele comece a derreter, e no primer do substrato at

    aquec-lo, para que ocorra uma perfeita aderncia.

    b) Com cimento asfltico quente: aplicar uma demo de Cimento

    Asfltico Policondensado LW 90/20, em temperatura no

    inferior a 190C, e colar a manta sobre a superfcie.

    6. Para a sobreposio da segunda manta, desenrolar a bobina

    paralelamente primeira, independentemente do sistema de aplicao

    adotado (maarico ou asfalto quente), deixando 10 cm de sobreposio.

    Depois, enrolar a bobina e comear a aplicar a manta dos ralos para as

    cotas mais elevadas.

    7. Fazer o teste de estanqueidade, para verificao da total

    impermeabilidade do sistema aplicado, de acordo com a Norma NBR 9574,

    com lmina de gua de 10 a 15 cm, por 72 horas, no mnimo.

    8. Proteo Mecnica: aps a impermeabilizao, aplicar a camada

    separadora (filme de polietileno ou papel Kraft), sobre a superfcie horizontal.

    Executar argamassa de proteo de cimento e areia peneirada, trao 1:6 em

    volume e espessura de 3,0 cm, no mnimo. O piso final deve ser executado

    de acordo com o projeto.

    5.14.4 Quanto impermeabilizao em jardineiras

    As jardineiras podem ser enterradas, suspensas, ou apoiadas em lajes.

    No h uma classificao formal, mas essas caractersticas vo orientar o

    projeto de impermeabilizao. Se a floreira (jardineira de pequenas

  • 139

    dimenses) for apoiada na laje, a impermeabilizao servir para evitar a

    infiltrao para o piso. Suspensa, exigir a impermeabilizao das paredes,

    para evitar manchas e soltura do revestimento externo. Se estiver enterrada

    e sem nada embaixo, dispensa-se a impermeabilizao.

    Recomendaes

    a) Providenciar proteo mecnica armada com tela.

    b) Se possvel, providenciar mureta em concreto e chumbar na laje.

    c) Providenciar pontos de ralos para drenagem com argila expandida,

    ou brita envelopada com geotxtil e tubulaes perfuradas, para

    captar a gua (elevar essa tubulao na vertical at a superfcie,

    para atuar como um ladro de emergncia).

    d) Sobre a proteo primria, aps a cura, efetuar uma pintura base

    de alcatro de hulha como inibidor de razes.

    e) O sistema de impermeabilizao a ser utilizado depender de

    fatores como o desenho e a dimenso da jardineira, ou floreira.

    f) Emulses e solues asflticas elastomricas moldadas in loco

    (asfalto elastomrico em soluo) podem ser uma opo, se a

    floreira apresentar muitas interferncias, ou espao reduzido.

    Os resultados da impermeabilizao dependem, tambm, das plantas

    que vo ocupar a jardineira. Geralmente, so recomendadas plantas com

    razes superficiais, evitando a colocao de arbustos e rvores que tenham

    razes muito profundas. Plantas de pequeno e mdio porte so as mais

    indicadas para um jardim situado sobre uma laje.

  • 140

    CONSIDERAES FINAIS

    A informalidade das reformas no pas mostra como essa atividade no

    possui instrumentos balizadores eficientes.

    So comuns os proprietrios de apartamentos lesados por servios de

    baixa qualidade e desempenho insatisfatrio.

    H tambm carncia de mo-de-obra qualificada, que respeite

    integralmente as especificaes tcnicas existentes em normas tcnicas

    brasileiras.

    Realizar um bom trabalho importante; portanto, a inobservncia das

    regras poder gerar responsabilidades civis, criminais e trabalhistas aos

    contratantes e contratados. Todo aquele que trabalha com atividade de risco

    (pessoa jurdica de direito pblico ou privado) responde pela sade, ou

    segurana do pblico em geral, independentemente de ser culpado.

    O trabalho aponta que, alm das construtoras e dos profissionais

    liberais habilitados (engenheiros e arquitetos), so tambm prestadores de

    servios os trabalhadores autnomos da Construo Civil, como: pedreiros,

    pintores, eletricistas, encanadores, empreiteiros, etc. Esses profissionais

    tm, tambm, suas atividades reguladas pelo CDC, quando prestam

    servios ao mercado de consumo, mediante remunerao.

    O respeito aos direitos bsicos do consumidor e a observncia das leis

    e normas brasileiras relativas Construo Civil so a base de um processo

    de aprimoramento coletivo, tanto para o ramo de reformas, como para o da

    Construo Civil, em geral.

    Portanto, priorizar investimentos na Construo Civil, direcionados aos

    trabalhadores com carncias de qualificao, seria uma deciso consistente,

    no sentido de desenvolver e aprimorar as condies de trabalho desse

    segmento informal.

  • 141

    Polticas pblicas que considerem os trabalhadores autnomos como

    agentes de desenvolvimento econmico e social e que garantam um suporte

    tecnolgico e organizacional, melhorariam em grande escala as relaes de

    trabalho entre os envolvidos nas reformas (engenheiros, arquitetos,

    pedreiros, pintores, eletricistas, proprietrios, etc).

    Essas polticas de desenvolvimento e de qualificao da mo-de-obra

    informal podem ser desenvolvidas por Sindicatos da Construo Civil,

    Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura, empresas construtoras,

    etc.

    indispensvel comentar sobre o papel do Governo, em todas as suas

    instncias: federal, estadual e municipal. O mais importante e difcil

    conseguir fazer com que exista a vontade poltica, que vai mobilizar todos

    os setores para a concretizao dos projetos idealizados para o setor da

    Construo Civil em geral.

    Devemos nos lembrar tambm dos setores educacionais, pblicos e/ou

    privados, que so altamente eficazes na implementao das polticas

    pblicas, a saber: SESI, SENAI, SENAC e escolas tcnicas estaduais.

    As aes de polticas pblicas podem:

    Nos cursos tcnicos e profissionalizantes, introduzir disciplinas

    que incluam, na parte prtica, unidades que enfoquem o

    aperfeioamento da mo-de-obra.

    Atravs das Associaes de Condomnios, criar instrumentos

    balizadores, como manuais, com a finalidade de informar os

    proprietrios de apartamentos sobre direitos, deveres e

    fundamentaes legais.

    Aumentar os investimentos pblicos em sistemas de construo

    mais rpidos, atravs da destinao de verbas especficas para

    esse fim.

  • 142

    Essas e outras alternativas podem gerar, em um determinado tempo,

    um contingente de mo-de-obra mais qualificada e preparada para

    desenvolver trabalhos junto a construtoras, engenheiros e arquitetos, ou at

    diretamente com proprietrios de imveis. Profissionais informais e

    desqualificados de hoje podem ser parceiros qualificados e terceirizados de

    amanh.

    Conclui-se, tambm, que a atividade da reforma deve ser mais

    valorizada. Caractersticas como: ambiente de trabalho difcil, imprevistos

    ocultos, cuidados com transtornos aos vizinhos (rudos, etc.), transporte de

    mobilirio, cuidados na demolio, etc., demonstram servios com

    caractersticas especficas, que demandam cuidados especiais.

    Entende-se que a reforma pode ser definida como a renovao parcial

    ou total de sistemas ou subsistemas com o nvel de desempenho

    insatisfatrio.

    O conhecimento das caractersticas de reforma em apartamentos

    facilita o planejamento das etapas da obra e pode minimizar os erros na

    previso dos custos e, ainda, melhorar a relao entre obra e condomnio,

    atravs de cuidados especiais no trato desse assunto.

    Para melhorar o processo de reforma em apartamentos, necessrio:

    Contratar um arquiteto ou engenheiro.

    Elaborar um contrato com clusulas realmente importantes, que

    balizem as obrigaes das partes.

    Realizar um projeto extremamente detalhado e cuidadoso, a fim

    de diminuir o tempo de exposio ao processo de reforma.

    Realizar, para o apartamento a ser reformado, um conjunto de

    diagnsticos detalhados quanto:

    - s patologias existentes;

  • 143

    - construo do edifcio;

    - aos desejos e anseios do proprietrio;

    - s regras do condomnio.

    Pensar e trabalhar, primeiramente, em termos do objetivo que

    se pretende alcanar, em lugar de pensar nos meios. Em

    seguida, definir as alternativas existentes sobre materiais,

    tcnicas e ferramentas, com apresentao de solues rpidas

    e prticas.

    Planejar e gerenciar todo o processo.

    No modificar o escopo dos servios, durante o andamento da

    obra. Se isso ocorrer, importante se reportar ao contrato e,

    como salientado anteriormente, localizar as clusulas

    contratuais que definam os critrios e/ou os custos adicionais.

    Priorizar a segurana no trabalho.

    Manter o condomnio ciente das datas previstas para incio e

    trmino dos servios, no esquecendo de comunicar possveis

    alteraes do cronograma.

    Este trabalho trouxe, tambm, uma srie de recomendaes, relativas

    s fases de obra em um apartamento.

    Outra caracterstica importante apontada pelo trabalho o diagnstico

    das patologias referentes aos desempenhos acstico e trmico da unidade

    habitacional. Esses aspectos tambm devem ser considerados, durante o

    projeto de reforma.

    O trabalho aponta, ainda, limitaes no sistema RAIS/CAGED do MTE,

    que no considera o trabalho informal. Assim, a principal ferramenta

  • 144

    utilizada para desenhar as estratgias dos gestores de poltica pblica exclui

    uma grande fatia do setor da Construo Civil.

    Uma alternativa para se saber a percentagem de reformas em

    apartamentos, casas, comrcios, etc. realizar pesquisas junto s empresas

    de coleta de entulho (caambas), que podem, atravs de um simples e

    rpido questionrio, caracteriz-las.

    Para averiguao prvia sobre quem ir reformar, pode ser aumentado

    o nmero de inscries nos rgos pblicos. Para tal fim, esse procedimento

    deve ser atrativo e, para tanto, diminuir, ou eliminar, os custos de licenas e

    legalizaes, considerando que as regulamentaes municipais so criadas,

    fundamentalmente, para assegurar ou, pelo menos, facilitar as arrecadaes

    de impostos.

    Acredita-se que boa parte da movimentao de materiais de

    construo empregada em reformas com mo-de-obra informal.

    O trabalho indica a influncia que a massa do mercado formiga

    possui na compra de materiais de construo, mas est longe de ser exata.

    Trabalhos direcionados ao conhecimento das dimenses desse mercado

    formiga podem servir de base para pesquisas futuras.

    Recomenda-se, tambm, para futuros trabalhos na rea, a

    caracterizao de reformas em ambientes comerciais, industriais, etc.

    A criao de um instrumento que possa balizar esse processo, como

    um livro, ou um manual, ou algo a que o profissional possa recorrer, pode

    ser uma proposta interessante para futuros trabalhos.

    Espera-se que este trabalho possa contribuir no planejamento de

    reformas em apartamentos, diminuindo a lacuna existente quanto s

    desinformaes relacionadas s reformas na Construo Civil.

  • 145

    REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS

    ACEVEDO, C. R. Monografia no curso de administrao: guia completo de contedo e forma, So Paulo, Atlas, 2004, 181 p.

    NGULO, S. C.; ZORDAN, S. E.; JOHN, V. M. Desenvolvimento sustentvel e a reciclagem de resduos na construo civil: publicado no site do Departamento Engenharia de Construo Civil da Escola

    Politcnica/EPUSP, So Paulo, Disponvel em: . Acesso em

    15 de abril de 2005.

    ARANTES, E. C. Diretrizes para reabilitao de edifcios - uso residencial em reas centrais: o bairro de Santa Ceclia, 2001, 182f. Dissertao (Mestrado profissional em habitao - rea de concentrao:

    Planejamento Gesto e Projeto) - Instituto de Pesquisas Tecnolgicas do

    Estado de So Paulo, So Paulo, 2001.

    ASSOCIAO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND - ABCP. Consulta

    geral homepage oficial. Disponvel em: < http://www.abcp.org.br/ >.

    Acesso em 20 de maro de 2005.

    ASSOCIAO BRASILEIRA DE NORMAS TCNICAS. Projeto de norma 02:136.01.001: Desempenho de edifcios habitacionais de at cinco pavimentos: Parte 1: Requisitos Gerais, Rio de Janeiro, 2004. 38 p.

    ___. Projeto de norma 02:136.01.001/1: Edifcios habitacionais de at cinco pavimentos - Desempenho: Parte 1: Requisitos Gerais, Rio de Janeiro,

    2006,. 41 p.

  • 146

    ___. Projeto de norma 02:136.01.002: Desempenho de edifcios habitacionais de at cinco pavimentos: Parte 2: Estrutura, Rio de Janeiro,

    2004,. 20 p.

    ___. Projeto de norma 02:136.01.003: Desempenho de edifcios habitacionais de at cinco pavimentos: Parte 3: Pisos internos, Rio de

    Janeiro, 2004, 18 p.

    ___. Projeto de norma 02:136.01.004: Desempenho de edifcios habitacionais de at cinco pavimentos: Parte 4: Fachadas e paredes

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