capítulo 2

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CAPTULO 1 CLIMA E TEMPERATURA DO CEARO Cear est no domnio da Caatinga, um bioma semi-rido exclusivamente brasileiro, caracterizado por ter seu perodo chuvoso restrito a 3 ou 4 meses do ano e alta biodiversidade. A forte sazonalidade do bioma faz com que existam fauna e flora adaptadas a tais condies ambientais. Infelizmente, a rea protegida dessa vegetao endmica brasileira ainda muitssimo restrita, apesar de sua grande degradao. O clima predominantemente semi-rido, com pluviosidades que, em trechos da regio dos Inhamuns, podem ser menor que 500 mm, mas tambm podem se aproximar de 1.000 mm em outras reas caracterizadas pelo clima semi-rido brando (presente, por exemplo, na rea semi-rida do Cariri e nas cidades relativamente prximas faixa litornea). A temperatura mdia alta, com pequena amplitude anual de aproximadamente 5C, girando entre meados de 20C no topo das serras a at 28C nos sertes mais quentes. No interior, a amplitude trmica diria pode ser relativamente grande devido menor umidade. Em pelo menos 8 meses do ano chove muito pouco e a temperatura mdia alcana 29 graus em algumas regies do Serto. Nos meses de chuva, normalmente fevereiro a maio (devido irregularidade das pluviosidades, em alguns anos o perodo de chuvas pode extrapolar esse intervalo ou ser at menor), as temperaturas decrescem um pouco, beirando os 25 graus de mdia. As amplitudes trmicas so relativamente altas, variando desde mnimas de 17C at mximas prximas a 40C. Dependendo da localidade, as pluviosidades podem variar de menos de 500mm at perto de 1.000mm anuais, sendo, no entanto, sempre irregularmente distribudas. As condies climticas e de relevo determinam padres distintos de caatinga, desde as de porte predominantemente arbustivo at caatinga arbrea. Em especial no Norte do Estado, surgem vastos carnaubais em meio vegetao tpica da caatinga. As serras e o litoral, no entanto, gozam de um clima menos insalubre, com temperatura e umidade mais favorveis ao verdor. Nas serras midas e chapadas, a caatinga d lugar, medida que se eleva a altitude, ao cerrado e floresta tropical. As pluviosidades, bem mais intensas do que na Depresso Sertaneja, variam de 1.000mm a mais de 2.000mm anuais. Nessas regies, as temperaturas tambm variam mais que no resto do Estado: nos meses mais frios (particularmente julho), as mnimas podem chegar a menos de 15C, mas, nos meses mais quentes (notadamente dezembro), a temperatura pode atingir perto de 35C. No litoral, predominam os mangues e a vegetao litornea tpica. Mesmo com altitudes muito pouco elevadas, as pluviosidades e a umidade so maiores que na Depresso Sertaneja. As temperaturas mdias dirias variam de cerca de 22C a 32C. Em todo o estado, os dias mais frios ocorrem geralmente em junho e julho e os mais quentes, entre outubro e fevereiro. Nas reas serranas, onde impera o clima tropical semi-mido e, em altitudes mais elevadas, mido, as temperaturas so mais baixas, com mdia de 20C a 25C, podendo ter mnimas anuais entre 12C e 16C. Surgem a vegetaes de cerrado e floresta tropical, e as pluviosidades so mais altas, superando os 1.000 mm. Essas reas contm mananciais que banham os sops dessas regies, tornando-os propcios atividade agrcola. nas serras e prximo a elas, assim como nas plancies aluviais, que se concentra a maior parte da populao do interior cearense,

com densidades superiores a 100 hab./km, por exemplo, em boa parte do Cariri cearense. Temperatura mdia do litoral: 24C a 28C; Mdia das serras: 20C a 25C; Mdia da Depresso Sertaneja: 26C a 29C. a)Fortaleza - Mdia das mnimas: 23C; Mdia das Mximas: 28C / Mnima absoluta: 19C; Mxima absoluta: 32C. b)A temperatura mais baixa j registrada no estado foi verificada em Jardim: 8C.

CAPTULO 2 O RELEVO CEARENSEO Cear cercado por formaes de relevos altos, as chapadas e costas: a oeste delimitado pela Costa da Ibiapaba; a leste, pela Chapada do Apodi; ao sul pela Chapada do Araripe; e, ao Norte, pelo Oceano Atlntico. Por isso o nome de Depresso Sertaneja para a regio central do Estado. Aflorando da Depresso Sertaneja esto, por sua vez, as Serras e Inselbergs. As chapadas e costas que limitam o territrio do Cear so de formao sedimentar, enquanto as vrias serras encontradas no interior da Depresso Sertaneja, particularmente contornando distncia a faixa litornea, so macios antigos de origem cristalina. As serras midas do Cear so: o Macio de Baturit tambm conhecido como Serra de Baturit, a Serra da Meruoca, a Serra de Uruburetama, a Serra de Maranguape]] e a Serra do Machado. As serras de relevo mais alto (acima de 600m) possuem clima mais mido, maiores pluviosidades e vegetao de floresta tropical, especialmente nas vertentes de barlavento. Nas vertentes de sotavento, surgem trechos de caatingas hipoxerfilas, no to marcadamente distintas do resto da Depresso Sertaneja. Muitas das elevaes cristalinas do Serto cearense, no entanto, no so altas o suficiente para se beneficiar das chuvas orogrficas possibilitadas pela maior altitude. Alm das serras de solo cristalino, surgem em todo o Serto (e, de forma mais peculiar, na regio em torno de Quixad, onde as formaes rochosas so numerosas e de formatos s vezes curiosos) os inselbergs, resqucios de um antigo relevo mais alto e j severamente erodido da regio. Afora estes, o relevo bastante regular. Da Praia de Bitupit, a oeste do Estado, no municpio de Barroquinha, at Icapu, no extremo leste, estendem-se 573 km de costa. Um de seus aspectos mais marcantes a regularidade costeira quebrada apenas por pequenas e tranqilas enseadas e pelas estreitas fozes dos rios.Descrio Cear Nordeste Brasil Km573 3.795 7.408

Participao (%) Brasil Nordeste 7,73 15,10 51,23 -

O litoral cearense, importante fator moderador das condies climticas, banhado por guas de tonalidade verde-azulada e de temperatura que oscila entre 25 e 28C, sem falar na pureza das fontes de gua doce beira-mar e nas guas translcidas das lagoas interdunares. Extensas so as dunas que lhe molduram, alternadas por terras ou rochas altas e ngremes denominadas falsias. Suas praias so longas, geralmente baixas e em suave declive, ora primitivas, ora com razovel infra-estrutura e equipamentos de apoio

ao turismo, ensombradas por coqueiros onde se abrigam as inmeras colnias de pescadores.

Chapadas,costas e serrasA Chapada do Araripe, ao sul do Estado estende-se, no sentido leste-oeste, por entre 30 km e 70 km e, no eixo norte-sul, por cerca de 180 km de comprimento. Alm do Cear, compreende reas de Pernambuco e Piau. O relevo tabular e marcantemente horizontalizado, atingindo, na sua poro mais alta, altitudes mdias de 750m, mas chega a apresentar, entre as cidades de Crato, Exu (em Pernambuco) e Jardim, altitudes superiores a 900m. As condies climticas e fitogrficas variam de acordo com a morfologia e geografia do local, o que constitui uma vegetao variada, incluindo caatinga, carrasco, cerrado e floresta tropical. Das escarpas da Chapada do Araripe surgem fontes naturais e mananciais que irrigam o sop do altiplano, uma vez que no topo a drenagem superficial escassa, dados solos muito permeveis. Da mesma forma, os solos se revelam de maior fertilidade no sop da chapada do que nas reas vizinhas. Devido a isso, forma-se um verdadeiro "brejo" que faz do Vale do Cariri uma das reas mais densamente povoadas do Estado. A Costa da Ibiapaba atravessa de norte a sul o extremo oeste do Estado, limitando-o com o Piau. Caracterizando-se como uma cuesta, seu relevo possui uma escarpa ngrime (voltada para o Cear) e outra cujo declive bastante suave e gradual em direo ao oeste (voltada para o Piau). As altitudes mdias so de 750m. De norte a sul e de leste a oeste, ocorrem variaes ntidas de condies climticas. Na sua vertente voltada para a Depresso Sertaneja cearense, em especial na parte nordeste de Cuesta, possui vegetao tropical frondosa e densa. Na cidade de So Benedito, ocorre a mais intensa pluviosidade do territrio cearense, superior a 2.000m. Por outro lado, percorrendo-se alguns quilmetros para oeste, as chuvas orogrficas no so mais to intensas e configuram um clima semi-rido com vegetao de carrasco. Da mesma forma, do norte para o sul, vo diminuindo as pluviosidades, o que resulta na predominncia da caatinga na parte sul da Cuesta, particularmente aps o boqueiro constitudo pelo Rio Poti. Um destino turstico famoso da regio a Serra de Ubajara, famosa por seu bondinho, cachoeiras e grutas. H tambm uma abundncia de cursos e quedas d'gua, destacando-se a Bica do Ipu, cujas guas lanam-se do Pico Angelim, na Serra da Amontada, a 130m de altitude. A Chapada do Apodi apresenta tambm relevo tabular e de origem sedimentar e ocupa o extremo leste do Estado. Suas altitudes, no entanto, no ultrapassam os 250m de altitude. Devido a isso, no se beneficia de maiores pluviosidades (ocasionadas pelo advento de chuvas orogrficas), temperaturas mais amenas e maior umidade como as serras e planaltos de relevo mais alto. Caracteriza-se como uma rea de transio entre a Zona da Mata e a Depresso Sertaneja, compreendendo tambm reas do Rio Grande do Norte. No que tange ocorrncia dos tipos de solos, o Estado do Cear possui trs tipos preponderantes de solos, sendo o de maior ocorrncia os solos do tipo Neossolos com cerca de 53.525,5 km2 ou 35,96% da rea do Estado. O segundo tipo de solos com maior ocorrncia so os Argissolos com 36.720,6 km2 ou 24,67% e o terceiro refere-se aos Luvissolos com 16,72% da rea total do Estado ou 24.885,6 km. O conhecimento do local de ocorrncia dos diversos tipos solos importante, na medida que apresenta utilidade ao contexto social e econmico, estando ligado aos demais recursos fsicos ou quando integrado a um levantamento de recursos naturais. No Cear, de uma forma geral os solos apresentam-se com pouca profundidade, deficincias hdricas,

pedregosidade e, principalmente, susceptibilidade a eroso, o que exige a prtica de aes conservacionistas para melhor aproveitamento de suas potencialidades. No que se refere geol