Caldeiras e Vasos Pressao

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Caldeiras a vapor

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  • HIGIENE E SEGURANA DO TRABALHO

    Muito embora o trabalho organizado no mundo civilizado tenha surgido a milhares e milhares de anos, como podemos ver testemunhado em diversas obras histricas, como as Pirmides do Egito antigo, a Acrpole de Atenas, o Coliseu de Roma, a Muralha da China, bem como, muitas outras Construes Medievais de grande porte, como Igrejas, Castelos, Monumentos e Tmulos, historicamente parece no ter havido, ao longo deste perodo de tempo, uma preocupao maior dos Povos destas pocas, no que se refere a Segurana de seus Trabalhadores annimos e desconhecidos que empenharam-se em promover toda a construo do nosso Mundo Civilizado. Cumpre lembrar ainda que a maioria destas obras monumentais empregou trabalho fornecidopor Mo de Obra escrava.

    Assim historicamente, por incrvel que parea, o surgimento oficial de Aes Coordenadas ligadas a Segurana e Higiene do Trabalho somente ocorreram no ano de 1.921, quando a Organizao Internacional do Trabalho - OIT, que havia sido fundada em Genebra, na Sua, em 1.919, organizou um Comit para o Estudo de Assuntos referentes a Segurana e a Higiene no Trabalho.

    Nesta poca o Comit da OIT estabelecido em Genebra na Sua, estudando as condies de trabalho e vida dos trabalhadores no mundo, tornou obrigatria a constituio de Comisses, compostas de representantes do empregador e dos empregados, com o objetivo de zelar pela preveno dos acidentes do trabalho, quando as empresas tivessem 25 ou mais empregados.

    HISTRICO

  • Documentrios antigos focalizando as condies de trabalho existentes nos EUA, no final do sculo XIX e incio do sculo XX, como os recentemente exibidos no CNT, Discovery e outros canais de TV a Cabo, alm de artigos publicados em Enciclopdias,impressionam pelas cenas onde podem ser vistas as precrias condies de trabalho que existiam naquela poca nos EUA.

    Alm disto respeitveis obras literrias publicadas, atestaram as precrias e desumanas condies de trabalho a que eram submetidos os trabalhadores, como os que trabalhavam nas minas de carvo na Inglaterra, nas Fbricas e na Construo Civil.

    Enfim no faltam exemplos das deplorveis condies de trabalho existentes naquela poca.

    No Brasil, Getlio Vargas, um dos polticos de maior expresso em nossa Histria, conhecido como o Pai dos Trabalhadores, 21 anos aps a recomendao feita pela OIT, promulgou em 10.11.1944, o DecretoLei n o 7.036, fixando a obrigatoriedade da criao de Comits de Segurana em Empresas que tivessem 100 ou mais empregados.

    O decreto acima ficou conhecido como Nova Lei de Preveno de Acidentes.

    Em 27.11.1953 a Portaria 155 oficializava a sigla CIPA Comisso Interna de Preveno de Acidentes.HISTRICO

  • ETAPAS INTERMEDIRIAS OCORRIDAS NO BRASIL

    Em 26.02.1967 , o Decreto-Lei n o 229 modificou o texto do Captulo V , ttulo II , da CLT, o qual dispunha de assuntos de Segurana e de Higiene no Trabalho.

    Com esta modificao, o artigo 164 da CLT que tratava de assuntos referentes a CIPA foi alterado e ficou conforme o seguinte texto:

    Art. 164 As empresas que, a critrio da autoridade competente em matria de Segurana e Higiene no Trabalho, estiverem enquadradas em condies estabelecidas nas normas expedidas pelo Departamento Nacional de Segurana e Higiene do Trabalho, devero manter obrigatoriamente, o Servio Especializado em Segurana e em Higiene do Trabalho e constituir Comisses Internas de Preveno de Acidentes CIPAs.

    1. 0 O Departamento Nacional de Segurana e Higiene do Trabalho definir as Caractersticas do pessoal especializado em Segurana e Higiene do Trabalho, quanto as atribuies , qualificao e a proporo relacionada ao nmero de empregadosdas empresas compreendidas no presente artigo.

    2. 0 As Comisses Internas de Preveno de Acidentes (CIPAS) sero compostas de representantes de empregadores e empregados e funcionaro segundo normas fixadas pelo Departamento Nacional de Segurana e Higiene do Trabalho.

    Portaria 3.456: - Em 29 de novembro de 1968, a Portaria 3.456 reduziu o nmero de 100 para 50 empregados como o limite em que torna-se obrigatrio a criao das CIPAs em cada Empresa.HISTRICO

  • SITUAO ATUAL EM TERMOS DAS LEIS, NORMAS, PORTARIAS E REGULAMENTAES

    A regulamentao referente Segurana e Medicina do Trabalho atualmente regida pelas seguintes Leis, Normas e Portarias abaixo colocadas, entre outras:

    Constituio Federal de 1988;

    Consolidao das Leis do Trabalho CLT, Captulo V Segurana e Medicina do Trabalho, (Decreto Lei n o 5.452 de 01.05.1943, atualizada pela Lei Lei n. 0 6.514, de 22 de janeiro de 1977);

    Lei n. 0 6.514, de 22 de janeiro de 1977 (D.O.U. 23.12.1977);

    Normas Regulamentadoras (NRs) , aprovadas pela Portaria n. 0 3.214 , de 08 de junho de 1978;

    Normas Regulamentadoras Rurais (NRRs) , aprovadas pela Portaria n. 0 3.067, de 12 de abril de 1988.

    A melhoria das condies de Segurana, Higiene e Sade do Trabalho constitui hoje uma preocupao generalizada, quer por razes de natureza humana, quer por motivos de ordemestritamente econmica.

    As Normas Regulamentadoras so fundamentais para execuo e o exerccio da Higiene e Segurana do Trabalho. Elas norteiam as aes que devem ser tomadas nas mais diversas reas que formam o universo da Higiene e Segurana do Trabalho.HISTRICO

  • A melhoria das condies de Segurana, Higiene e Sade do Trabalho constitui hoje uma preocupao generalizada, quer por razes de natureza humana, quer por motivos de ordem estritamente econmica.HISTRICOAs Normas Regulamentadoras so fundamentais para execuo e o exerccio da Higiene e Segurana do Trabalho. Elas norteiam as aes que devem ser tomadas nas mais diversas reas que formam o universo da Higiene e Segurana do Trabalho.

  • CALDEIRAS

    Em 130 AC Heron de Alexandria criou a EOLPILA uma forma primitiva de turbina a vapor que foi responsvel, sculos mais tarde, pr uma verdadeira Revoluo Industrial com a inveno da MQUINA A VAPOR.A MQUINA A VAPOR foi utilizada, em seus primeiros anos de vida, pr THOMAS SAVENY no trabalho de extrao de guas das minas e sofreu aperfeioamentos passando a funcionar, a partir de 1705, com cilindro e mbolo.JAMES WATT, em 1763, inventou o seu prprio tipo de caldeira que corresponde, hoje, aproximadamente moderna MQUINA A VAPOR. Em 1782 ele patenteou um novo modelo de mquina rotativa de ao dupla que permitiu o aproveitamento do vapor para impulsionar toda espcie de mecanismos.Pr volta de 1800, RICHARD TVEVITHICK e OLIVER EVANS, aperfeioaram ainda mais a MQUINA A VAPOR, observando o fenmeno da presso, que logo teve aplicaes nas locomotivas e logo a seguir na navegao.Consideraes Gerais

  • CALDEIRAS

    Nos dias de hoje e graas aos aperfeioamentos e o significativo desenvolvimento industrial a CALDEIRA ocupa um lugar de importncia. Sua utilizao se faz presente na movimentao de mquinas diversas e tambm em limpeza (esterilizao), aquecimento e na participao ativa de processos industriais diversos. Destacamos que o uso de CALDEIRAS se faz presente, alm de indstrias, em outras empresas prestadoras ou no de servios tais como: Hotis, Restaurantes, Hospitais, Frigorficos, Motis, Termoeltricas, etc.Definimos como CALDEIRA um TROCADOR DE CALOR que, trabalhando com presso superior a presso atmosfrica, produz vapor a partir da energia trmica fornecida pr uma fonte qualquer.

  • CALDEIRAS

    13.1.9 Para os propsitos desta NR, as caldeiras so classificadas em 3 (trs) categorias conforme segue:

    a)caldeiras da categoria A so aquelas cuja presso de operao igual ou superior a 1960 kPa ( 19,98 Kgf/cm2);

    b)caldeiras da categoria C so aquelas cuja presso de operao igual ou inferior a 588 kPa (5,99 Kgf/cm2) e o volume igual ou inferior a 100 litros;

    c) caldeiras categoria B so todas as caldeiras que no se enquadram nas categorias anteriores.

  • ACIDENTESAs caldeiras no devem ser colocadas em funcionamento antes de se ter completada a instalao de um sistema adequado de proteo e instrumentao, nem de ter sido verificado o seu correto funcionamento como tambm o do conjunto dos sistemas de proteo.As estatsticas tm indicado que a causa da maior parte das exploses em caldeiras o erro humano, e no o mau funcionamento do equipamento ou as deficincias de projeto.

  • ACIDENTESContudo, importante determinar se o erro humano se deve a:Falta de conhecimento do funcionamento e/ou do emprego dos procedimentos de segurana na operao;Caractersticas desfavorveis de funcionamento do equipamento, de seus comandos, etc;Falta de coordenao funcional entre os diversos componentes do sistema gerador de vapor e seus comandos.

  • CASOS DE EXPLOSO DE CALDEIRAS

    ACIDENTE EM ITAUBA MATO GROSSO DATA: DEZ1998VITIMAS FATAIS: QUATRO PESSOASPREJUZO: $ 200.000 (Duzentos mil) dlares

    MOTIVOS: Sobre presso, Falta de manuteno, Operador sem treinamento

  • CASOS DE EXPLOSO DE CALDEIRAS

    ACIDENTE NA REFINARIA DUQUE DE CAXIAS REDUQUEDATA: 10/JUL/1990

    VITIMAS: TRS PESSOAS MORTAS E OITO PESSOAS FERIDASPREJUZO: $ 12.000.000 (doze milhes) dlares

    MOTIVOS: Falta de superviso, Operador no Habilitado, No seguir os procedimentos padresPRODUO DE 150 T/h de VAPOR SUPERAQUECIDO a 399C, PRESSO DE OPERAO = 42 Kgf/cm

  • CASOS DE EXPLOSO DE CALDEIRAS

    ACIDENTE EM SANANDUVA - RSDATA: 1986

    VITIMA FATAL: UMA PESSOA

    MOTIVOS: Operador sem Treinamento, Equipamento sem Inspees e Falta de Manuteno

  • CASOS DE EXPLOSO DE CALDEIRASACIDENTE EM CURITIBA - PRDATA: 27/10/2000

    VITIMAS: DUAS PESSOAS MORTAS E OITO PESSOAS FERIDAS

    PREJUIZOS: $ 100.000,00 (cem mil) dlares

    MOTIVOS: Os mais diversos

  • ACIDENTES empresa que ir utilizar a caldeira cabe a responsabilidade dos dispositivos de segurana e suas funes, o treinamento e comunicao aos funcionrios.Esta integrao pode ser alcanada dispondo de PROFISSIONAIS HABILITADOS e Operrios Treinados, oferecendo treinamentos adequados aos funcionrios envolvidos com a caldeira, como tambm dispondo de dispositivos de segurana e equipamento(s) integrado(s) ao sistema de distribuio de vapor.

  • VASOS DE PRESSO

    Vasos de presso so equipamentos usados para armazenar ar comprimido e gases tais como: amnia, gs sulfdrico, hidrognio, oxignio, entre outros.

    Eles esto presentes em nosso dia-a-dia em vrias atividades, como em postos de gasolina, consultrios dentrios e no setor petroqumico. Uma petroqumica pode chegar a ter dois mil vasos de presso.

    Como o risco de exploso desse equipamento alto, existe uma norma, a NR 13, que regulamenta desde o treinamento do trabalhador at a manuteno e a inspeo freqente dos vasos.

    Como exemplos de tipos de vasos podemos citar o vaso compressor e o vaso tanque.Consideraes Gerais

  • VASOS DE PRESSO

    A classificao dos fludos em inflamveis e combustveis devem atender s prescries da NR-20. Sempre dever ser considerada a condio mais crtica. Por exemplo, se um gs for asfixiante simples (fludo classe C) e inflamvel (fludo classe A) dever ser considerado como inflamvel.

    A temperatura a ser utilizada para classificao a de operao do vaso de presso.

    A toxidade dos fludos deve atender ao previsto nas NR's. Caso os Limites de Tolerncia para o fludo ou mistura no estejam contemplados, devero ser utilizados valores aceitos internacionalmente.Classificao de vasos de presso, segundo NR 13

  • VASOS DE PRESSO

    Quando um vaso de presso contiver uma mistura de fludo, dever ser considerado para fins de classificao o fludo que apresentar maior risco aos trabalhadores, instalaes e meio ambiente, desde que sua concentrao na mistura seja significativa, a critrio do estabelecimento.

    Para efeito de classificao, os valores de presso mxima de operao podero ser obtidos a partir dos dados de engenharia de processo, das recomendaes do fabricante do vaso de presso, ou das caractersticas funcionais do equipamento.Classificao de vasos de presso, segundo NR 13

  • VASOS DE PRESSO

    Todo vaso de presso cujo produto PV" seja maior que 8, enquadrado na NR - 13 .Classificao de vasos de presso, segundo NR 13Os vasos cujo produto "PV" seja superior a 8, porm cujo fludo no se enquadre nas classes definidas pelo Anexo IV, devero ter sua categoria atribuda em funo do histrico operacional e do risco oferecido aos trabalhadores e instalaes, considerando-se: toxidade, inflamabilidade e concentrao.

  • VASOS DE PRESSO

    Classificao de vasos de presso, segundo NR 131 CASOEquipamento: Fracionadora de Etileno Temperatura de operao: - 30CVolume geomtrico: 785 m3 Presso de operao: 20,4 Kgf/cm2Produto: Etilenoa) Para verificar se o vaso se enquadra na NR-13

    Mxima Presso de Operao 20,4 Kgf/cm2Para transformar para kPa 20,4 / 0,010197 = 2000,58 kPaP.V = 2000,58(kPa) x 785 (m3) = 1.570.461,90 (?)

    O produto P.V maior que 8 e portanto o vaso se enquadra na NR-13.b) Para determinar a categoria do vaso

    Produto Etileno = fluido inflamvel = fluido classe AP.V = 2,00058 (MPa) x 785 (m3) = 1.570,46 (?)(P.V >100)

    Com P.V > 100 e fluido classe A vamos tabela do Anexo IV e constatamos que o vaso Categoria I.

  • VASOS DE PRESSO

    Classificao de vasos de presso, segundo NR 132 CASOEquipamento: Filtro de leo Lubrificante Temperatura de operao: 40CVolume geomtrico: 290 litros Presso de operao: 5 Kgf/cm2Produto: leo Lubrificantea) Para verificar se o vaso se enquadra na NR-13

    Mxima Presso de Operao 5,2 Kgf/cm2Para transformar para kPa 5,2 / 0,010197 = 490,34 kPaP.V = 490,34(kPa) x 0,290 (m3) = 142,19 (?)

    O produto P.V maior que 8 e portanto o vaso se enquadra na NR-13.b) Para determinar a categoria do vaso

    Produto leo Lubrificante = fluido classe BP.V = 0,49034 (MPa) x 0,290 (m3) = 0,14 (?)(P.V

  • VASOS DE PRESSO

    NOTASa) considerar volume em m3 e presso em MPa.b) considerar 1 MPa correspondendo a 10,197 Kgf/cm2.

    Plan1

    CATEGORIAS DE VASOS DE PRESSO

    CLASSE DE FLUIDOGRUPO DE POTENCIAL DE RISCO

    12345

    (Os Fluidos contidos nos Vasos de Presso so classificados conforme a seguir discriminado)PV < 100PV < 30PV < 2,5

    PV > 100PV > 30PV > 2,5PV > 1PV < 1

    CLASSE A- Fluidos Inflamveis;IIIIIIIIII

    - Combustvel com temperatura igual ou superior a 200 C;

    - Fluidos txicos com limite de tolerncia igual ou superior a 20 ppm;

    - Hidrognio;

    - Acetileno.

    CLASSE B- Fluidos combustveis com temperatura inferior a 200 C;IIIIIIIVIV

    - Fluidos txicos com limite de tolerncia inferior a 20 ppm.

    CLASSE C- Vapor de gua, Gases Afixiantes Simples ou Ar Comprimido.IIIIIIIVV

    CLASSE D- gua ou outros fluidos no enquadrados nas classes "A", "B" ou "C", com temperatura superior a 50 C.IIIIIIVVV

    Plan2

    Plan3

  • VASOS DE PRESSO

    Acidentes com Vasos de Presso existem, contudo os que aconteceram incidiram, por pura sorte, em gravidade baixa ou mdia causando pouca ou nenhuma repercusso e em casos raros com perda humana.Alguns dos raros acidentes que presenciei no causou estragos significativos, por pura sorte, e nem vtimas, de menor ou maior gravidade, mais uma vez por pura sorte mesmo, o que, bem ou mal, parece tender para uma segurana maior desses equipamentos sendo isso UMA NO VERDADE.

  • 13.2 INSTALAO DE CALDEIRAS A VAPOR (NR-13)

    13.2.1 O Projeto de Instalao de caldeiras a vapor, no que concerne ao atendimento desta NR, de responsabilidade de Profissional Habilitado, conforme citado no subitem 13.1.2, e deve obedecer aos aspectos de segurana, sade e meio ambiente previstos nas Normas Regulamentadoras, convenes e disposies legai...