Caldeira - inspeção

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<p>GERAO E UTILIZAO DE VAPOR</p> <p>Cap. 05</p> <p>Recepo, Ensaio e Operao</p> <p>1</p> <p>RecepoA especificao correta de uma unidade Geradora de Vapor deve partir da encomenda. A recepo oficial de uma caldeira, deve ser acompanhada de uma srie de elementos, como sejam:</p> <p>Recepoa) Durante a fabricao: ! certificados de qualidade dos materiais empregados na construo da caldeira; ! certificados de testes hidrulicos; ! certificados de exame de soldas eltricas, com raio X, raios gama ou ultrasom; ! certificado de alvio de tenses; ! clculo de dimensionamento das partes solicitadas a presso;</p> <p>2</p> <p>Recepob) Durante a montagem: ! verificao da qualidade dos materiais entregues; ! inspeo durante a montagem; ! certificado do teste hidrulico, aps concluso da instalao da caldeira; ! aferio dos instrumentos de medio;</p> <p>Recepoc) Aps instalao completa: ! preparao da unidade para ensaio finais; ! ensaio de performance (produo de vapor) e eficincia trmica; A inspeo pode ser feita por funcionrio do prprio quadro tcnico do comprador, ou mediante contrato com firmas especializadas. Quando da montagem, deve-se prestar toda ateno para que a caldeira tenha todos os seus elementos instalados de plena conformidade com os projetos.</p> <p>3</p> <p>Ensaio de Performance e Eficincia TrmicaA execuo de um ensaio satisfatrio e conclusivo se consegue, mediante uma preparao dos: ! necessrio recursos, de forma a assegurar correta medio do vapor formado, ou de gua consumida; ! medio do ttulo de vapor, ou sua temperatura, quando for superaquecido; ! medio da presso de vapor; ! medio do combustvel, quando slido em peso, quando lquido volume;</p> <p>Ensaio de Performance e Eficincia Trmicamedio da temperatura de sada dos gases da combusto, do ar, da gua e do combustvel lquido; ! medio do teor de CO2, O2 e CO, nos gases de combusto; ! tiragem na base da chamin; ! determinao das caractersticas do combustvel.!</p> <p>4</p> <p>Ensaio de Performance e Eficincia TrmicaA medio do vapor se faz com aparelhos registradores. Quando no se dispe desta aparelhagem, adota-se um tanque de preferncia retangular onde se mede o volume dgua consumido pela caldeira. Ao se medir a produo, pela gua consumida, deve-se ter vrios cuidado tais como: ! eliminao de vazamento na gacheta das bombas, nas vlvulas de segurana do economizador; ! fechamento perfeito das vlvulas de descarga intermitente e contnua.</p> <p>Ensaio de Performance e Eficincia TrmicaO volume de gua consumido produo de vapor. A medio do CO2, O2 e se processa com o aparelho de orsat, ou aparelhos registradores. A medio da eficincia do combustvel pode ser avaliada por 2 mtodos: mtodo direto e mtodo indireto.</p> <p>5</p> <p>Ensaio de Performance e Eficincia TrmicaO mtodo direto consiste em medir quantidades de vapor produzido e combustvel consumido. Desde que se conhecem os demais elementos que caracterizam o vapor e o combustvel, a eficincia se calcula pela expresso:D - descarga do vapor em kg/h hv - entalpia do vapor ta - temperatura dgua de alimentao C pci - poder calorfico inferior do combustvel em kcal/kg B - consumo de combustvel em kg</p> <p>Ensaio de Performance e Eficincia TrmicaO mtodo indireto apia-se na perda de calor sensvel dos gases da combusto que abandonam a caldeira. A perda de calor sensvel, somada perda de combustvel e irradiao, fornecem a perda total do gerador.</p> <p>6</p> <p>Ensaio de Performance e Eficincia TrmicaPt = Pg + Pc + Pi Pg = Vg . Cpm . (ts - tar) kcal/h Vg - volume total dos gases produzidos pelo combustvel, nas condies normais de presso, temperatura Nm3/h Cpm - calor especfico mdio dos gases kcal/m3 hC ts - temperatura de sada dos gases C ta - temperatura do ar C</p> <p>Ensaio de Performance e Eficincia TrmicaA perda de irradiao dado construtivo e necessariamente indicado pelo fabricante do gerador. A eficincia se estabelece por: j = 100 - p A durao do ensaio de 8 horas para combustveis slidos, e de 2 horas para geradores com leo combustvel.</p> <p>7</p> <p>OPERAOUma unidade geradora de vapor deve estar permanentemente em boas condies de operao e preservao. H um mnimo de prescrio que deveriam ser do pleno conhecimento dos operadores de caldeiras: 1 - Inspecionar diariamente o corpo de nvel, promovendo a descarga do indicador de nvel, das torneiras de prova e do prprio corpo de nvel. Quando se constata algum defeito NUNCA SE DEVE INJETAR GUA imediatamente no interior da caldeira. Deve-se apagar o fogo e esfriar a caldeira, para evitar exploses</p> <p>OPERAO2 - Testar diariamente a vlvula de segurana, constatando se abre e fecha automaticamente sem desprender vapor a presso inferior a sua operao. Esta operao deve ser feita com cuidado para no desnivelar o contrapeso da vlvula. 3 - Descarregar diariamente a caldeira, conforme prescries de tratamento de gua.</p> <p>8</p> <p>OPERAO4 - Manter os vidros indicadores de nvel, aparelhos indicadores em geral, perfeitamente limpos, a fim de evitar erros de leitura. Se o vidro de nvel internamente estiver embaado, na primeira parada semanal deve-se limp-lo. 5 - No exceder presso de trabalho da caldeira, para evitar salvas da vlvula de segurana.</p> <p>OPERAO6 - No caso de operar com leo combustvel, NUNCA APROVEITAR A INCANDESCNCIA DA FORNALHA, para acender novamente (reacender) o queimador. Cada vez que acender o queimador, deve-se introduzir uma tocha. 7 - Extrair uma amostra de gua de alimentao e de descarga diariamente, para controle de tratamento.</p> <p>9</p> <p>INSPEOCabe ao departamento tcnico acompanhar o estudo geral da caldeira. Quando o usurio no possui elemento qualificado para proceder a esta inspeo recomenda-se contratar uma empresa reconhecida e especializada. Recomenda-se acompanhar as normas NB - 55.</p> <p>INSPEO Medidas de SeguranaCaldeiras de Combustveis Slidos Os cuidados a serem tomados ao operar estes equipamentos variam de acordo com as caractersticas dos mesmos. Caldeiras de grande produo de vapor, com muitos dispositivos de controle e segurana, exigem mais do operador. Entretanto, todas as Caldeiras exigem acompanhamento constante. Seguem algumas dessas precaues.</p> <p>10</p> <p>INSPEO Medidas de SeguranaAntes de Acender a Caldeira ! Verifica-se o nvel de gua no tanque de abastecimento; ! Verificam-se as posies das vlvulas de entrada de gua na bomba; ! Verifica-se se a bomba est ligando e desligando; ! Drenam-se os indicadores de nvel (garrafa e visor) e testa-se o sistema de alarme; ! Drena-se o distribuidor de vapor e superaquecedor (quando for o caso);</p> <p>INSPEO Medidas de SeguranaD-se uma descarga de fundo rpido, observase se a vlvula est fechando convenientemente; ! Assegura-se que a quantidade de combustvel, nas proximidades, seja suficiente para a alimentao do fogo durante um razovel espao de tempo (aproximadamente duas horas); ! Ateia-se fogo e, ao alimentar a Caldeira, tomase precaues para evitar danos ao refratrio e grelhas.!</p> <p>11</p> <p>INSPEO Medidas de SeguranaNo Funcionamento da Caldeira Quando a presso do vapor estiver prxima presso de trabalho, evita-se o golpe de arete abrindo-se lentamente a vlvula de vapor; Observa-se atentamente o manmetro e o indicador de nvel, ajustando-os, se necessrio, aos padres de segurana; O operador no deve afastar-se do local de trabalho. No recomendado que o Operador da Caldeira execute outras atividades;</p> <p>INSPEO Medidas de SeguranaProceder a descarga de fundo conforme recomendaes de tratamento da gua; Faz-se as anotaes dirias e verifica-se o funcionamento de todos os equipamentos e acessrios; Evite-se queimar lixo ou outro material estranho, pois pode ocasionar: entupimento das grelhas, superaquecimentos, exploses na fornalha, ... Proceder a descarga manual nas vlvulas de segurana, no mnimo, uma vez por dia;</p> <p>12</p> <p>INSPEO Medidas de SeguranaEm caldeiras aquotubulares, limpa-se os tubos com soprador de fuligem; Tanto para caldeiras manuais como automticas, no se deve perder de vista o controle do nvel da gua. Adiciona-se corretamente os produtos para tratamento da gua; Segue-se as instrues CIPA e colabora-se com ela;</p> <p>INSPEO Medidas de SeguranaMantm-se limpo e em ordem o local de trabalho; Aciona-se o sistema alternativo de abastecimento de gua (injetor/burrinho); Faz-se o controle de tiragem de CO2 da combusto.</p> <p>13</p> <p>INSPEO Medidas de SeguranaCaldeiras de Combustveis Lquidos Nas Caldeiras de combustvel lquido, todos os dispositivos para combusto (bombas de leo, ignio, etc.), bombas dgua e os sistemas de bloqueio e alarme, esto ligados a um painel de comando e a um programador. Embora automticos, estes dispositivos podem vir a falhar, reforando a importncia da norma que adverte o operador a no abandonar o seu posto de trabalho.</p> <p>INSPEO Medidas de SeguranaAntes de Ligar a Caldeira Verifica-se os nveis dos tanques de gua e de leo combustvel; Verifica-se se as vlvulas da rede de leo esto abertas; Liga-se o aquecedor de leo e controla-se a temperatura; Drenam-se os controladores de nvel (garrafa e visor), certificando-se, tambm, de que a bomba esteja ligando e desligando;</p> <p>14</p> <p>INSPEO Medidas de SeguranaDrena-se o distribuidor de vapor e a serpentina do aquecedor de leo; Verifica-se o posicionamento dos eletrodos de ignio; Verifica-se o estado das correias do ventilador; Verifica-se o compressor, lubrificao, refrigerao; Ventila-se a fornalha para evitar acmulos de gases explosivos.</p> <p>INSPEO Medidas de SeguranaNo Funcionamento da Caldeira Quando a presso estiver prxima presso de trabalho, evita-se o golpe de arete abrindo-se lentamente a vlvula de sada de vapor ou distribuidor; Observa-se constantemente os manmetros do leo, vapor e ar; Observa-se constantemente a temperatura do leo; Verifica-se se os depsitos de gua e de leo esto sendo suficientemente abastecidos;</p> <p>15</p> <p>INSPEO Medidas de SeguranaObserva-se a lubrificao do compressor; D-se descarga de fundo conforme recomendao do tratamento de gua; Observa-se a combusto atravs dos visores e da chamin (se no apagou); Faz-se as anotaes referentes aos equipamentos e acessrios, e observa-se o seu funcionamento com ateno; Mantm-se limpa a Casa de Caldeiras; Aciona-se os sistemas alternativos de abastecimento de gua (injetor/burrinho);</p> <p>INSPEO Medidas de SeguranaInspeciona-se vazamentos ou possveis obstrues que possam existir no sistema de alimentao de gua, ar ou combustveis; Faz-se o controle de tiragem de CO2 da combusto; Quando parar a Caldeira, no caso de utilizar BPF, circula-se leo diesel ou querosene pela tubulao de leo combustvel at o queimador. Nesta operao evita-se a circulao de leo diesel ou querosene pelo tanque aquecedor.</p> <p>16</p> <p>INSPEO Medidas de SeguranaCaso o queimador apage subitamente durante a operao normal da Caldeira, jamais utilize-se o calor das paredes ou de tochas para acend-lo; Controlar a mistura combustvel/comburente, evitando a formao de fumaa branca (excesso de ar) ou fumaa preta (excesso de leo); Segue-se as recomendaes da CIPA e colaborase com ela.</p> <p>INSPEO Medidas de SeguranaCuidados Especiais Alm das medidas de segurana indicadas anteriormente, coloca-se em seguida cuidados referentes a duas situaes crticas s Caldeiras. Nvel de gua do Reservatrio Alto No caso do nvel da gua ficar muito alto, o vapor arrastar consigo gua (lquida), prejudicando a sua qualidade e danificando possveis equipamentos ligados a linha de vapor.</p> <p>17</p> <p>INSPEO Medidas de SeguranaCuidados Especiais Alm das medidas de segurana indicadas anteriormente, coloca-se em seguida cuidados referentes a duas situaes crticas s Caldeiras.</p> <p>INSPEO Medidas de SeguranaNvel de gua do Reservatrio Alto No caso do nvel da gua ficar muito alto, o vapor arrastar consigo gua (lquida), prejudicando a sua qualidade e danificando possveis equipamentos ligados a linha de vapor. Ocorrendo isso, em qualquer tipo de Caldeira, em primeiro lugar e antes de qualquer outro ato, drena-se os indicadores de nvel, para certificar-se da situao. Caso confirmado o fato, d-se descargas de fundo para ajustar o nvel da gua aos padres normais de operao da Caldeira.</p> <p>18</p> <p>INSPEO Medidas de SeguranaNvel de gua do Reservatrio Baixo a mais sria e a mais freqente das emergncias em Caldeiras. As causas poder ser falhas na bomba de alimentao, vazamentos no sistema, vlvulas defeituosas, falhas no automtico e no alarme de falta de gua, etc. Quando faltar gua na Caldeira, a superfcie imersa na gua fica reduzida. A ao do calor provocar deformaes nos tubos, vazamentos, danos no refratrio e, no pior dos casos, uma exploso.</p> <p>INSPEO Medidas de Segurana</p> <p>19</p> <p>INSPEO Medidas de Segurana</p> <p>INSPEO Medidas de SeguranaEm uma Caldeira, que esteja trabalhando presso de 10 kg/cm2, com 20.000 kg de gua no nvel de trabalho e uma cmara de 6 m3, o vapor est a 183,2 C. Demonstrase que cada 50 kg de gua, nestas condies, possuem uma fora explosiva equivalente detonao de 1 kg de plvora. No exemplo, 400 kg de plvora.</p> <p>20</p> <p>INSPEO Medidas de SeguranaProcedimentos a serem seguidos Caldeiras de Combustvel Slido Drena-se os indicadores de nvel para ter certeza da existncia ou no de gua no interior do vaso; Interrompe-se o fornecimento de gua para a Caldeira. Deve-se impedir que esta operao seja executada pois poder ocorrer um choque trmico; Fecha-se a sada de gases e a entrada de ar da Caldeira. Ao se interromper o fornecimento de oxignio, cessa a combusto;</p> <p>INSPEO Medidas de SeguranaNo se deve tentar apagar o fogo com gua ou extintores; Fecha-se a vlvula de sada de vapor e observa-se o manmetro. Se a presso aumentar, descarrega-se manualmente as vlvulas de segurana; A Caldeira deve esfriar lentamente. Dependendo do tempo que a estrutura ficou exposta ao calor, o tcnico responsvel dever inspecionar a Caldeira, conforme determinao da NR-13.</p> <p>21</p> <p>INSPEO Medidas de SeguranaCaldeiras de Combustvel Lquido Drena-se os indicadores de nvel para ter certeza da existncia ou no de gua no interior do vaso; Corta-se o leo dos queimadores; Corta-se a alimentao de gua, fechando os registros; Ventila-se a fornalha para retirar os gases; Fecha-se a sada do vapor, observando o manmetro. Se a presso aumentar, descarregase manualmente as vlvulas de segurana;</p> <p>INSPEO Medidas de SeguranaNo se coloca gua na Caldeira; A Caldeira dever esfriar lentamente e, dependendo do tempo que a tubulao ficou exposta ao calor, sugere-se que o tcnico responsvel inspecione a mesma, conforme determina a NR-13.</p> <p>22</p>