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<p>Associao Nacional do Transporte de Cargas</p> <p>Manual de Clculo de Custos e Formao de Preos do Transporte Rodovirio de Cargas</p> <p>Inclui o Manual de Acrscimos e Decrscimos</p> <p>Publicado em outubro de 1.990 Revisto e atualizado em 18 de outubro de 2.001</p> <p>Decope@ntc.org.br Tel. (0XX11) 6632-1531</p> <p>1</p> <p>Apresentao</p> <p>O Decope - Departamento de Custos Operacionais da NTC est colocando na Internet, disposio exclusiva dos associados, a mais recente verso do Manual de Clculo de Custos e Formao de Preos do Transporte rodovirio de Cargas. Este trabalho atualiza e substitui a verso impressa, de outubro de 1.990, que vinha sendo utilizada at agora, cujo estoque esgotou-se; e aproveita a oportunidade para realizar algumas alteraes e aperfeioar o estudo. Algumas das novidades esto no clculo do frete-peso. Alm de apresentar uma frmula geral mais completa, o estudo trata de casos particulares de clculo, como o das cargas volumosas, frete por viagem, a introduo do frete-carreteiro no modelo e o emprego de mais de uma carreta por cavalo. Para facilitar a aplicao das frmulas, o manual apresenta exemplos hipotticos de clculo. wm deles mostra como montar a planilha em utilizando o software Microsoft excel. Nas generalidades, a novidade foi a substituio do antigo Adicional de Emergncia (Ademe) pela nova taxa de Gerenciamento de Risco (GRIS), J nos acrscimos e decrscimos, foi introduzida uma frmula para cobrana de pedgio de cargas fracionadas, enquanto os custos da hora parada sofreram atualizao. Para fazer download do manual, basta entrar no site da ntc (www.ntc.org.br), clicar Indicadores para associados da NTC, entrar com senha de associado e localizar o arquivo no primeiro bloco (Inct, Custos e Fretes). Dvidas, sugestes e crticas podero ser encaminhadas para decope@ntc.org.br, telefone ((011xx) 6632-1530. .</p> <p>2</p> <p>NDICEASSUNTO CAPTULO I Classificao dos custos Classificao dos custos por tipo de carga CAPTULO II Composio da tarifa Frete-peso Custos operacionais CAPTULO III Custos de transferncia Custos fixos Remunerao do capital Salrio do motorista Salrio de oficina Reposio do veculo Reposio do equipamento Licenciamento Seguro do veculo Seguro do equipamento Seguro de responsabilidade civil facultativo Custo fixo mensal Custo varivel Peas, acessrios e material de manuteno Combustvel Lubrificantes Lavagem e graxas Pneus e recauchutagem Custo varivel total CAPTULO IV Despesas indiretas Despesas administrativas e de terminais Salrios, ordenados e honorrios de Diretoria Aluguis Tarifas de servio pblico Servios profissionais Seguros Impostos e taxas Depreciaes Outros custos Despesas de gerenciamento de risco Despesas indiretas por tonelada Pgina 6 6 8 8 9 10 10 10 10 11 11 12 12 12 13 13 13 13 14 14 14 15 15 16 17 17 17 17 17 17 17 18 18 18 18 18</p> <p>3</p> <p>ASSUNTO CAPTULO V Clculo das tarifas do frete-peso Frmula simplificada Frmula geral Cargas volumosas Fracionamento de fretes Frete por viagem Uso do carreteiro Mais de uma carreta por cavalo Ociosidade no retorno Exemplo hipottico 1 Exemplo hipottico 2 Exemplo hipottico 3 Exemplo hipottico 4 CAPTULO VI Frete-valor Responsabilidade do transportador Gerenciamento de risco Frete-valor Base legal Custos de seguros e carga/gerenciamento de riscos Clculo da alquota CAPTULO VII - Taxas ou generalidades Taxa de gerenciamento de risco Despacho Custo adicional do transporte Frete-peso mnimo Tributos CAPTULO VIII Acrscimos e decrscimos ACRSCIMOS Cubagem Armazenagem de responsabilidade do usurio Riscos de avarias e extravios Cargas no limpas Coletas e entregas Em andares Calades/Ruas interditadas/Trfego de caminhes Manuseio extra/ Servios de responsabilidade do usurio Coleta ou entrega fora de horrio normal Fora do permetro urbano/Municpios adjacentes 4</p> <p>Pgina 19 19 20 22 22 22 23 23 24 24 26 27 28 30 30 32 32 34 34 34 36 37 38 38 38 38 39 39 39 39 41 41 42 42 43 43 43 44</p> <p>ASSUNTO Cargas indivisveis Ruas de horrio restrito Pessoal adicional Embalagem Embalagem deficiente Despacho de pequenos volumes a granel Entregas Contra cobrana do valor da mercadoria Devoluo do comprovante de entrega Segunda e terceira entregas Pagamento a prazo Imobilizao do veculo (hora parada) Volume sem marcao Pedgios e meios auxiliares de passagem Desequilbrio no fluxo do trfego de retorno Inconsistncia do fluxo de trfego Estradas Conjugao de ligaes Restrio de pesos por eixo Rodovias no pavimentadas DECRSCIMOS Desequilbrio de fluxo de retorno</p> <p>PGINA 44 45 44 44 44 45 46 46 46 46 47 47 48 48 49 50 50 50 50 50 52 52</p> <p>5</p> <p>CAPTULO I</p> <p>Classificao de custos</p> <p>Este</p> <p>Manual apresenta o clculo dos custos para operaes de transferncia. Esta operao se caracteriza pelo deslocamento da mercadoria entre duas localidades, com trajeto predominantemente rodovirio. No inclui, portanto, as operaes de coleta e entrega.</p> <p>Classificao de custosPara se estudar os custos operacionais, preciso classificar os tipos de cargas transportadas, pois cada carga exige servios e equipamentos diferentes. A classificao aqui apresentada no nica. Vrias outras classificaes podem ser encontradas em diversos textos. Entretanto, procurou-se estabelecer um critrio que atendesse aos mais diferentes casos encontrados na prtica. Assim, ao defrontar-se com qualquer pedido do cliente, o transportador poder sempre aplicar a tabela de custos mais adequada para aquela situao.</p> <p>Classificao de custos por tipo de cargaCarga itinerante Despachos de cargas fracionadas entre 1 e 4.000 kg. sujeitos a prazos de entrega e distribuio capilar por todo o pas. Carga urgente Despachos de cargas fracionadas entre 1 e 4.000 kg. sujeitos a prazos de entrega Carga comum Despachos de cargas fracionadas entre 1 e 4.000 kg, no sujeitos a prazos de entrega. Carga industrial Despachos de mais de 4.000 kg constitudos por cargas predominantemente industriais, (como aos, peas, componentes, mquinas, equipamentos, tintas em recipientes, componentes de mveis etc.), no sujeitas a prazos de entrega. Grandes massas Transporte de grandes quantidades de produtos com as seguintes caractersticas gerais: ?? Produtos primrios ou em fase intermediria de um processo de transformao; ?? Transportado a granel, sem a embalagem final; ?? Transportadas em veculo de grande capacidade (25 t ou mais); ?? Compostos de um nico tipo de mercadoria; ?? No devem requerer equipamento especial para conteno de carga.</p> <p>6</p> <p>Fertilizantes, componentes e granis slidos Grandes quantidades de fertilizantes e seus componentes, bem como granis slidos, que no requerem tratamento especial necessitando, porm de equipamento especial de conteno de carga. O transporte deve utilizar composies pesadas, com capacidade superior a 22 t. Containers Movimentao de cofres de carga em ciclos de viagens redondas (ida e volta). Outros servios Servios de transporte rodovirio de cargas com caractersticas especficas ou especializadas. Por exemplo: veculos zero quilmetro, transporte frigorfico, carga lquida, bebidas, produtos perigosos, cargas volumosas etc.</p> <p>7</p> <p>CAPTULO II</p> <p>Composio da tarifa</p> <p>A</p> <p>tarifa de transferncia do transporte composta basicamente de cinco parcelas, que buscam ressarcir, de forma equilibrada, o transportador das despesas realizadas com a prestao do servio: ?? Frete-peso ?? Frete-valor ?? GRIS ?? Taxas ?? Pedgio O frete-peso a parcela da tarifa que tem por finalidade remunerar o transporte do bem entre os pontos de origem e de destino. Inclui tanto custos diretos quanto custos indiretos, como custos operacionais do veculo, despesas administrativas e de terminais, custos de gerenciamento de riscos, custos de capital e taxa de lucro operacional. A soma destes constitui o custo operacional, que especfico para cada transportadora e para cada tipo de servio realizado. Comumente chamado de ad-valorem, o frete-valor, outro componente tarifrio, fundamental para o equilbrio entre custos e receitas. Proporcional ao valor da mercadoria transportada, tem como finalidade resguardar o transportador dos riscos de acidentes e avarias envolvidos em sua atividade. Tais riscos so proporcionais ao tempo que o bem fica em poder da empresa durante a operao de transporte. Por sua vez, as taxas destinam-se a remunerar os servios adicionais necessrios prestao dos servios. So cobradas apenas quando os servios correspondentes so efetivamente prestados. Em alguns, casos, variam com o peso transportado. A principal taxa cobrada pelo setor a de Gerenciamento do Riscos (GRIS). Trata-se de um allquota sobre o valor da mercadoria, necessrios para cobrir despesas relacionadas com o gerenciamento de riscos ligados ao roubo de cargas, inclusive o seguro facultativo de desvio de carga. No servio fracionando, cobrada tambm uma taxa de despacho, coleta e entrega. No Norte, Nordeste e Zona Franca, devem ser cobrados tributos estaduais especficos. e federais</p> <p>Em rodovias sujetas a pedgio, a lei no 10.209 tornou obrigatrio o fornecimento de vale -pedgio ao carreteiro e o pagamento desta despesa ao embarcador.</p> <p>FRETE-PESOO frete-peso compe-se basicamente de:</p> <p>8</p> <p>?? Custos operacionais ?? Taxa de lucro Os custos operacionais so determinados por meio de estudos tcnicos e variam de uma empresa para outra. Da a importncia de se levantar tais despesas de maneira precisa, pois somente assim ser possvel realizar a anlise realista do desempenho da empresa por tipo de servio realizado. Sem uma anlise desse tipo, fica impossvel para o administrador decidir objetivamentre sobre a viabilidade do transporte de um determinado tipo de mercadoria. Para a grande maioria das empresas, no entanto, a estrutura bsica de custos bastante semelhante. As variaes ocorrem apenas em alguns parmetros, que devem ser analisados caso-a-caso. Por isso, faz sentido apresentar neste trabalho um mtodo bsico de clculo e anlise de custos operacionais, detalhando os vrios componentes e apresentando sua frmula usual de clculo. J a taxa de lucro introduzida por um fator maior do que 1, pelo qual se multiplicam os custos operacionais para se chegar ao frete-peso. Nas planilhas que elabora para a NTC, a Fundao Instituto de Pesquisas trabalha com 11% sobre o custo. Mas, cabe a cada empresa, baseada na competio de mercado, determinar a taxa que deve aplicar em cada caso.</p> <p>CUSTOS OPERACIONAISOs custos operacionais de uma empresa de transporte de cargas compem-se de duas parcelas principais: ?? Custo de transferncia ?? Despesas administrativas e de terminais (DAT) Os custos de transferncia correspondem s despesas ligadas operao do veculo. As despesas administrativas e de terminais esto ligadas estrutura da empresa e operao dos terminais. .</p> <p>9</p> <p>CAPTULO III</p> <p>Custos de transferncia</p> <p>Os</p> <p>custos de transferncia correspondem s despesas do transporte de cargas entre dois terminais. Divide-se em: ?? Custos fixos ?? Custos variveis Os primeiros correspondem s despesas operacionais do veculo que no variam com a distncia percorrida, isto , continuam existindo, mesmo com o veculo parado. Geralmente, so calculados por ms. J os custos variveis correspondem a despesas que variam com a distncia percorrida pelo veculo, ou seja, que inexistem caso o veculo permanea parado.</p> <p>CUSTOS FIXOSO custo fixo de operao do veculo composto das seguintes parcelas: ?? Remunerao mensal do capital empatado (RC) ?? Salrio do motorista (SM) ?? Salrio de oficina (SO) ?? Reposio do veculo (RV) ?? Reposio do equipamento (RE) ?? Licenciamento (LC) ?? Seguro do veculo (SV) ?? Seguro do equipamento (SE) ?? Seguro de responsabilidade civil facultativo(RCF) Remunerao mensal do capital (RC) Corresponde ao ganho no mercado financeiro caso o capital no tivesse sido usado para adquirir o veculo. Esta remunerao determinada por meio da seguinte frmula: RC = Valor do veculo completo x 13/12 O coeficiente 0,13 corresponde taxa anual de juros de 12% mais 1% ao ano para remunerar o capital empatado em peas de reposio. Salrio do motorista (SM) Corresponde s despesas mensais com salrio de motorista e horas extras, se houver, acrescidas dos encargos sociais, correspondentes a 96,14% 10</p> <p>SM = 1,9614 x salrio do motorista O salrio do motorista deve incluir as horas extras. Tratando-se de ponte rodoviria ( seat), hot que usa mais de um motorista por veculo, o salrio deve ser multiplicado pelo nmero de condutores. Se o veculo usar ajudantes, deve ser aberto um Salrio de Ajudantes (SA). Salrios de oficina (SO) Cobre as despesas com pessoal de manuteno e seus encargos sociais. Seu custo mensal obtido multiplicando-se o salrio mdio do pessoal de oficina pelo coeficiente de encargos sociais e dividindo-se o resultado pela relao entre o nmero de caminhes e o nmero de funcionrios do setor (n). Este valor n varia com a classe do veculo. SO = 1,9614 x salrio mdio de oficina/n As planilhas atuais da NTC (maro 2.001) adotam os seguintes valores para n: Veculo Caminhes pesados Caminho semipesados e mdios Caminhes leves/utilitrios Reposio de veculo (RV) Representa a quantia que deve ser destinada mensalmente a um fundo para comprar um novo veculo zero quilmetro quando o atual completar seu ciclo de vida til econmica. Considera-se que, no fim deste perodo (VV, em meses), possvel obter como valor de revenda 20% do valor do veculo novo. Assim, ser necessrio distribuir os 80% restantes pelo perodo (VV). RV = (0,80 x valor do veculo zero quilmetro sem pneus ) /VV A atual planilha da NTC admite como vida til 84 meses para caminhes peados, 72 meses para caminhes semipesados e mdios e 60 meses para caminhes leves/utilitrios. O valor do veculo exclui os pneus, que constituem material de consumo, cuja despesa computada em item especfico do custo varivel. Os preos fornecidos pelos fabricantes de caminhes incluem os pneus. necessrio, portanto subtrair o valor dos pneus antes de realizar o clculo. Caminhes/mecnico (n) 3 4 5 item adicional para este custo, sob o ttulo</p> <p>11</p> <p>Reposio do equipamento (RE) Da mesma forma que se estabelece um fundo para reposio do veculo, deve ser criado outro para a reposio do implemento rodovirio (carroaria ou carreta). Considera-se que, no final da vida til econmica do equipamento (VE, em meses), seu valor de revenda de 5% do valor de um equipamento novo. Os 95% restantes devem ser rateados pela vida til econmica do equipamento: RE = ( 0,95 x valor do equipamento novo sem pneus) / VE O valor do equipamento exclui os pneus, que constituem material de consumo, cuja despesa computada em item especfico do custo varivel. Geralmente, os preos fornecidos pelos fabricantes de carretas j deixam de fora os pneus, tornando desnecessria a subtrao desse valor antes de realizar o clculo. Licenciamento (LC) Este item rene os tributos fiscais que a empresa deve recolher antes de colocar o veculo em circulao nas vias pblicas. composto por: ?? Imposto sobre a propriedade de veculos automotores (IPVA); ?? Seguros por danos pessoais causados por veculos automotores (DPVAT); e ?? Taxa de licenciamento (TL) paga ao Detran. LC = (DPVAT) + IPVA + TL) / 12 Geralmente, o IPVA um percentual sobre o valor do veculo. No c...</p>