Calculo de Esgoto Rede Coletora

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TT71 CLCULO DO VOLUME DE ESGOTO LANADO NA REDE COLETORA ELDAN RAMOS CRISPIMENG CIVIL, GRADUADO PELA E. E. KENNEDY. - PS -GRADUADO EM CONSTRUO CIVIL PELA UFMG. - PERITO JUDICIAL DESDE 1993 EM VRIAS COMARCAS DO ESTADO DE MINAS GERAIS.

CLCULO DO VOLUME DE ESGOTO LANADO NA REDE COLETORA ELDAN RAMOS CRISPIM

TRABALHO PROFISSIONAL

CLCULO DO VOLUME DE ESGOTO LANADO NA REDE COLETORA

Resumo: Este trabalho tem como objetivo apresentar uma metodologia adequada previso do volume de esgoto lanado na rede coletora onde no h equipamento medidor instalado. O projeto ser desenvolvido por meio de tcnicas prprias das metodologias apresentadas, visando contemplar as perspectivas do proprietrio de imveis onde no h equipamento para medir o volume de efluente efetivamente lanado na rede coletora e onde parte da gua que abastece o imvel no lanada na rede coletora, e sim em jardins e outros, de maneira que possa subsidiar concessionrias, engenheiros e operadores do direito no aperfeioamento de um modelo justo para a cobrana referente prestao de servio de coleta de esgoto.

Palavras-chave: Clculo; Volume; Esgoto; Rede coletora.

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Introduo Recentemente com o aperfeioamento da legislao que protege os consumidores observa-se uma significativa mudana nas relaes de consumo. Neste contexto surgiu recentemente uma polmica: seria justo ou no a concessionria de servios de gua e esgoto cobrar tarifa referente ao esgoto com base em um volume de efluente estimado, ou seja, o mesmo volume de gua tratada que passa pelo hidrmetro. As relaes entre as Empresas Concessionrias e os seus clientes devem ser reguladas por uma absoluta correo dentro dos princpios ticos e legais. Se as Empresas Concessionrias pretendem que seus clientes procedam com honestidade, tambm elas devem trat-los com honestidade.

Efluentes de esgotos Os esgotos, ou guas residurias, so despejos lquidos de casas, edifcios, instituies e indstrias. Os esgotos, ou guas residurias domsticas, so encaminhadas pelo coletor predial at uma rede coletora denominada de coletor pblico, que passa pelas ruas da cidade. O volume de esgoto efetivamente lanado na rede coletora O volume de esgoto efetivamente lanado na rede coletora no o mesmo volume que entra no imvel com medio por hidrmetro ou produzido por poo tubular profundo. Nos imveis onde existam jardins, piscinas, plantas ornamentais, ptios, [...]; o volume de efluentes sempre menor que o volume de gua que abastece o reservatrio do mesmo. Nos imveis urbanos, incluindo casas, prdios, fbricas, hospitais, escolas, [...]; bastante comum a presena de gramados, jardineiras, hortas, plantas ornamentais internas e externas, bem como a lavagem de pisos cimentados e outros, vidros, fachadas, passeios, ptios, [...]; tambm comum a limpeza de piscinas e a constante reposio da gua que evapora ou se infiltra pela estrutura, principalmente nas piscinas de alvenaria, [...]. Todas as possibilidades citadas anteriormente so grandes consumidoras de gua, entretanto no produzem efluentes, portanto o seu volume no pode ser cobrado dos clientes das concessionrias No se pode cobrar por um servio que no prestado. importante lembrar que se no h um fornecimento de gua por 24:00 horas ou instalao de ventosas na rede e extratores de ar junto aos hidrmetros, haver uma medio adicional do ar junto com a gua, proporcionando uma cobrana adicional por um produto que no foi contratado, no caso o ar, que j majora a conta dos clientes das empresas concessionrias de gua e esgoto.

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Assim propomos a seguinte frmula que pode minimizar o prejuzo imposto aos clientes das concessionrias, que unilateralmente impem a cobrana de esgoto com base no consumo de gua tratada, como se ambos fossem iguais.

Frmula: Velr = Vm [ Q / 1.000,0]0,87 Onde: Velr : Volume de efluente lanado na rede coletora; Vm : Volume de gua que abastece o imvel em um ms medida em m3; Am : rea molhada em metros quadrados; *Q = Am x 1,5 x 30 Quando h reas para irrigao no imvel:ex. jardim, plantas, etc. ** Q = 1: Quando no h reas para irrigar: Ex: em escritrios ou locais totalmente impermeabilizados. 1,50 : Constante = consumo em litros / dia / m2; 30,00: Constante = nmero de dias / ms; 0,87: Constante de homogeneizao dos dados; Exemplo: Em um imvel onde o consumo de gua tratada foi de 18,0 m3 / ms e que possua 180,0 m2 de jardins, o volume de efluente lanado na rede coletora ser: Frmula: Velr = Vm [(Am x 1,50 x 30,00) / 1.000,0]0,87 Velr = 18,0 m3 [( 180,0 m2 x 1,50 x 30,00) / 1.000,0]0,87 Velr = 18,0 6,2 Velr = 11,8 m3. Concluses

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Os resultados das anlises sobre a forma como as empresas concessionrias de servios de gua e esgoto tratam a cobrana pelo servio de coleta e destino final dos efluentes, permitem inferir que o modelo adotado, e que se baseia na cobrana presumida de um volume igual ao da gua potvel fornecida aos imveis, no espelha a verdade No se sustenta. A cobrana pelo servio de coleta de esgotos necessariamente tem que ser individualizada, a frmula: Velr = Vm [ Q / 1.000,0]0,87; representa uma possibilidade vivel e bastante simples de se calcular o volume esgotado, equilibrando a relao entre consumidor e prestador de servio. Podero existir casos de edificaes onde o volume fornecido ser extremamente prximo do volume esgotado, porm sero sempre minorias, j que a esmagadora maioria dos imveis possuem diversos pontos de disperso de gua j informados neste, entretanto o volume de efluente lanado na rede coletora nunca ser o mesmo que medido pelo hidrmetro, sendo imprescindvel uma anlise individual at que as empresas providenciem um aparelho medidor de efluentes externo e vivel. Bibliografia (1) Manual tcnico de instalaes hidrulicas e sanitrias - TIGRE Editora PINI, 2 Edio, 1987. (2) Ricardo, F. S. Mangia 20 Etapas da Construo Civil. Editora Tcnicos e cientficos S.A. So Paulo.1988. Livros

(3) Associao Brasileira de Normas Tcnicas (ABNT) Normas tcnicas diversas. (4) Smith, R. C. Materials of construction. New York. McGraw-Hill, 1966. (5) W. Maddaus Residential Water Conservation Projects. Denver Colorado. USA. 1987. (6) Water Conservation Guidebook. American Water Works Association / AWWA Water Conservation Committee. 1993. (7) M. J. Hall. Elsevier Urban Hydrology. Exxex. USA. 1984. (8) Bruce R. Billings; Vaughan C. Jones Forecasting Urban Water Demand. American Water Works Association. Denver. USA. 1996.

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