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  • 1

    Cairbar Schutel

    Parbolas e Ensinos de Jesus

    1 Edio - 1928

    Composto e Impresso por:

    Grfica da Casa Editora o Clarim

    (Propriedade do Centro Esprita Amantes da Pobreza)

    C.G.C. 52313780/0001-23

    Inscr. Est. 441002767116

    Fone: (0xx16) 282-1066 Fax: (0xx16) 282-1647

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    CEP 15990-000 Mato SP

    Home page: http://www.oclarim.com.br

    E-mail: oclarim@oclarim.com.br

  • 2

    A MEUS GUIAS

    E PROTETORES ESPIRITUAIS

    Como poderia eu escrever

    os ditames contidos nesta obra,

    sem o vosso paternal auxlio?

    Aceitai, como uma homenagem

    de amor que me ensinastes

    a cultivar, os meus melhores

    prstimos ao vosso labor.

    CAIRBAR

    Preito de sincera amizade e gratido ao meu bom companheiro

    LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA BORGES

    e sua digna esposa

    MARIA ELIZA DE OLIVEIRA BORGES

  • 3

    Contedo resumido

    Sintonizado com o plano superior, mas tambm com seu lcido

    raciocnio, o autor analisa os ensinos de Jesus, comenta suas parbolas,

    trazendo luz para o entendimento da essncia dos textos evanglicos.

    Sumrio

    Prembulo

    Primeira parte

    As Parbolas e a sua Interpretao / 18

    Parbola do Semeador / 21

    Parbola do Joio / 24

    Parbola do Gro de Mostarda / 26

    Parbola do Fermento / 28

    Parbola do Tesouro Escondido / 29

    A Parbola da Prola / 31

    Parbola da Rede / 33

    Parbola da Ovelha Perdida / 35

    Parbola do Credor Incompassivo / 37

    Parbola dos Trabalhadores da Vinha / 41

    Parbola da Figueira Estril / 44

    Parbola dos Dois Filhos / 50

    Parbola dos Lavradores Maus Ou Dos Rendeiros Infiis / 52

    Parbola das Bodas / 59

    Parbola da Figueira em Vegetao / 64

    Parbola dos Servos Bons e Maus / 66

    Parbola das Virgens Prudentes e das Nscias / 68

    Parbolas dos Talentos e das Minas / 73

    Parbola da Semente / 79

    Parbola da Candeia / 81

    Parbola da Figueira que Secou / 84

  • 4

    Parbola do Cego que Guia Outro Cego / 88

    Parbola do Bom Samaritano / 90

    Parbola do Amigo Importuno / 94

    Parbola do Avarento / 97

    Parbola do Servo Vigilante / 100

    Parbola dos Primeiros Lugares / 102

    Parbola da Grande Ceia / 105

    Parbola da Dracma Perdida / 108

    Parbola do Filho Prdigo / 110

    Parbola do Administrador Infiel / 116

    Parbola do Rico e Lzaro / 120

    Parbola do Servo Trabalhador / 130

    Parbola do Juiz Inquo / 132

    Parbola do Fariseu e do Publicano / 134

    Segunda parte

    Ensinos de Jesus os apstolos / 136

    As bem-aventuranas um trecho do sermo do monte / 142

    Pobres de esprito e espritos pobres / 146

    Mansido e irritabilidade / 148

    Resignao e indiferena / 150

    Higiene do corao / 152

    Luz mortia e sal inspido / 154

    Os dois testamentos e a revogao da lei / 155

    O juramento / 158

    A religio dos homens e a religio de Deus / 160

    A vida na terra e a vida eterna / 164

    As duas estradas e as duas portas / 167

    Os dois fundamentos / 169

    Jesus e o centurio / 172

    As duas mortes / 179

    A tempestade acalmada / 181

  • 5

    O maior profeta / 183

    O esprito de sistema e as novas verdades / 185

    O sbado e o templo / 189

    O ensino da religio / 191

    Jesus anda sobre o mar o pedido de Pedro / 194

    A tradio e o mandamento / 196

    Exame das religies / 198

    O fermento dos fariseus e dos saduceus / 202

    Imortalidade e religio / 205

    Reencarnao ou pluralidade das existncias corpreas / 207

    Pedra rejeitada / 211

    Trade devastadora ai de vs que negligenciais

    os preceitos da lei! / 217

    Odres novos vinho novo odres velhos panos novos e vestidos

    velhos / 220

    A f e o amor / 223

    A transfigurao no Tabor / 225

    A prova da riqueza / 227

    Deveres espritas / 229

    O grande mandamento / 229

    Os sinais dos tempos / 232

    A ceia pascoal / 239

    O precursor do cristianismo / 245

    Maria de Magdala / 255

    Monogenia diablica / 263

    Exploso de mediunidade / 267

    Salvao pela f / 269

    Provas da imortalidade, que Jesus deu a seus discpulos / 273

    A exploso de pentecostes / 277

    O verbo de Deus / 281

    O batismo de Jesus e o batismo das igrejas / 284

  • 6

    Ascenso espiritual / 295

    Colquio de Jesus com Nicodemos / 299

    Os ensinos de Jesus a mulher samaritana / 310

    O paraltico da piscina / 313

    A ressurreio - o esprito - a f / 321

    O po da terra e o po do cu / 328

    Reconhecimento e gratido / 330

    A palavra de vida eterna / 334

    Buscai a verdade e a liberdade / 337

    O cego de silo / 329

    Vida e destino / 350

    As converses na hora da morte / 352

    Nas pegadas de Jesus / 355

    O sermo do cenculo / 361

    Comunho de pensamento / 365

    Cruz e cruzes / 367

    Cristianismo e imortalidade / 369

    Demonstrao da mortalidade a pesca maravilhosa / 373

    A incredulidade e a realidade do esprito / 376

    O apstolo Paulo o brado da imortalidade / 378

    A ressurreio de lzaro / 382

    Concluso / 390

  • 7

    EPSTOLA A JESUS

    Mestre e Senhor:

    Aps longos anos de lutas e de esforos dedicados difuso da tua

    palavra redentora, chegamos a realizar uma das nossas maiores aspiraes

    dar publicidade esta despretensiosa obra, que cremos encerrar os

    princpios doutrinrios que motivaram a tua vinda a este mundo, e cujo

    nico escopo dar uma interpretao clara e sucinta da tua inigualvel

    Doutrina.

    O tempo, esse grande iconoclasta que derrui monumentos e devasta

    metrpoles; que assiste ao ritmo cadenciado do camartelo do progresso,

    sucesso das geraes e transformao da mais sublimada cincia que ao

    homem foi dado conhecer, no teve, at agora, poder contra a tua Doutrina

    sem mcula. Tudo tem passado nestes dois mil anos, na Terra quanto no

    Cu mas a tua Palavra brilha como um Sol sem ocaso, guiando as

    ovelhas tresmalhadas, os cordeiros perdidos do Rebanho de Israel porta

    do aprisco, para restitu-los ao Bom Pastor.

    De dcada em dcada, as religies, que no so de tua autoria, sentem

    diminuir o seu poder, ante os embates da Verdade, que lhes estreita as

    veredas; as Cincias, de concepo humana, tambm vem esboroar-se, no

    decorrer do tempo, os seus mais aprimorados dogmas; tudo tem passado

    como os ventos, as guas e as nuvens que se desvanecem, mas a tua

    Palavra permanece, os teus Ensinos tomam vulto, os teus feitos se

    rememoram, mesmo aps sculos e sculos da tua estadia neste mundo.

    E ainda, Senhor, o que mais admirvel nos parece, a difuso do

    esprito dessa Doutrina, no seu monumental complemento, erguendo a

    nossa Humanidade das regies das trevas para as amenas paragens da Luz

    da Imortalidade!

    Mas, todos esses fatos grandiosos, todo esse movimento acelerador do

    progresso humano constam dos teus vaticnios, esto previstos no teu

  • 8

    Evangelho. Aquelas letras memorveis com que teus Discpulos

    traduziram o teu pensamento, a eles confiado para que o fizessem

    repercutir atravs dos sculos e das geraes, a esto, gravadas nas

    pginas do Livro da Vida, escritas em todos os idiomas e reclamando a

    ateno de todos, porque, na verdade, chegaram os tempos de cumprir-se a

    tua Palavra em toda a linha, auxiliada, com todo o poder, pela

    manifestao categrica dos teus servidores.

    Senhor, sabemos que, como prometeste, continuas entre ns, no em

    matria corruptvel, mas em esprito vivificante, a selecionar as ovelhas do

    teu rebanho, deixando, esquerda, as que parecem ovelhas, porm mais

    no so que lobos devoradores. Sentimos a fora da tua grandeza e o poder

    do teu amor inesgotvel!

    Precisamos continuar a receber os influxos das tuas graas, pois, sem

    eles, nada seremos.

    Que o Esprito Consolador, sob teus auspcios, se venha

    consubstanciar nas elucidaes deste livro, para que ele produza os efeitos

    desejados.

    Que a Vida estenda seus horizontes queles que nos lerem, para que

    possam entrever seus destinos imortais, Ajuda-os a vencer os abismos,

    resguarda-os dos inimigos! Que a Milcia Apocalptica, montada em alvos

    corcis, os auxilie a abater barreiras, a vencer dificuldades, a destruir

    empecilhos, para que gozem do teu imaculado aconchego!

    Recebe, Senhor e Mestre, o mais intenso tributo de gratido e de amor.

    Cairbar

  • 9

    PREMBULO

    A luta entre o esprito e a matria, parece vir de tempos imemoriais.

    Basta passar um relance de vistas na Histria para que nos

    convenamos das transformaes sucessivas por que vem passando o

    nosso mundo, acionado sempre pelas Potestades Superiores, s quais est

    afeta a direo do nosso planeta.

    E justamente quando o jugo se torna mais pesado, quando o carter

    se deprime, quando a materialidade invade e domina a famlia e a

    sociedade, que os seres invisveis acentuam a sua ao, para ganharmos,

    na senda do progresso, o tempo perdido em vos holocaustos, que s

    serviram para assinalar nosso atraso espiritual!

    Foi numa poca semelhante nossa, em que a Humanidade havia

    descambado para o terreno acidentado do fanatismo, da superstio e do

    materialismo, que o Cu se fez ouvir pelo seu maior Expoente, pelo seu

    mais ldimo Representante

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