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Caderno n. 42 Biblioteca Municipal da Póvoa de Lanhoso - Os autores do mês 2010.

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  • Biblioteca Municipal Pvoa de Lanhoso

    Cadernos BMPL - n 42

  • BIBLIOTECA MUNICIPAL DA PVOA DE LANHOSO

    AUTORES DO MS

    2010

  • AUTORES DO MS 2010

    Janeiro Jos Joaquim Teixeira Ribeiro

    Fevereiro Virgnia Simes Pedrosa

    Maro Antnio Adelino de Barros (Gravia)

    Abril Albino Bastos

    Maio Lgia Bastos

    Junho Azevedo Coutinho

    Julho Lusa Sousa Dias

    Agosto xxx

    Setembro Joo Antunes Pardelho

    Outubro Filipe Fernandes

    Novembro Sandra Gonalves

    Dezembro Prof .Ferreira

  • AUTOR DO MS

    Janeiro 2010

    Jos Joaquim Teixeira Ribeiro

  • Texto do autor

    - Estrias lente

    relativamente bem conhecido o contraste que h, no tratamento que se d aos lentes, de Coimbra para os restantes meios universitrios: Do tradicional Sr. Doutor para o (por vezes algo pesporrencial) Sr. Professor. Razes histricas explicam o facto e foram esplendidamente sintetizadas em 1951 por um Lente de Medicina Legal e antigo Reitor da UC, o Doutor Fernando de Almeida Ribeiro (1885.1956). Ora no incio dos anos 60 apresentou-se a prestar prova oral de Finanas disciplina do 3 ano de Direito, regida em tempos por Salazar e a cargo, dos anos 30 aos anos 70, do Doutor Jos Joaquim Teixeira Ribeiro (1908-1999) um aluno que vinha transferido da FD/UL. O Doutor Teixeira Ribeiro costumava comear por dar a seguinte indicao:

    - Abra o canhenho x, na pgina tal.

    O aluno no percebeu a pgina e interrogou:

    - Perdo qual a pgina, Sr. Professor?

    Reaco imediata de Teixeira Ribeiro:

    - senhor, senhor, senhor! Aqui no h professores, aqui somos todos doutores: sou eu, o Senhor Conselheiro e at o Sr. doutor quando for engraxar os sapatos e disser Bom dia ao engraxador!.. Teixeira Ribeiro

  • Biografia

    Nasceu na Pvoa de Lanhoso, a 4 de Outubro de 1908.

    Carreira Acadmica. Doutor em Direito em 1934. Professor Catedrtico

    desde 1939. Leccionou: Economia Poltica; Finanas e Direito Fiscal; Direito

    Corporativo; Sindicatos Industriais; Economia Corporativa; Economia; e

    Direito do Trabalho.

    Cargos exercidos. Secretrio da Faculdade de Direito. Bibliotecrio da

    Faculdade de Direito. Reitor da Universidade de Coimbra. Presidente do

    Centro de Estudos Econmicos. Presidente da Comisso de Estudo e

    Aperfeioamento do Direito Fiscal. Vogal da Comisso Permanente de Letras

    do Instituto de Alta Cultura. Presidente da Comisso de Reforma Fiscal.

    Presidente da Comisso Reorganizadora da Indstria Algodoeira. Vogal do

    Conselho Superior da Indstria. Membro do Conselho de Estado. Vice-

    Primeiro-Ministro do V Governo Provisrio. Director da Revista de

    Legislao e de Jurisprudncia.

    Distines. Acadmico de nmero da Academia das Cincias de Lisboa.

    In: http://www.uc.pt/fduc/galeria_retratos/teixeira_ribeiro

  • Bibliografia

    Lies de Finanas Pblicas/Jos Joaquim Teixeira Ribeiro .- Editor: Coimbra Editora, 1997

    Sobre o Socialismo/Jos Joaquim Teixeira Ribeiro .- Editor: Coimbra Editora, 1991

    A Reforma Fiscal/Jos Joaquim Teixeira Ribeiro .- Editor: Coimbra Editora, 1989

    Introduo ao Estudo da Moeda

    Jos Joaquim Teixeira Ribeiro .- Editora Atlntida Portugal , 1949

    Artigos Publicados no Boletim de Cincias Econmicas

    O ensino da Economia Poltica na Faculdade de Engenharia, 1, n 2, Maio-Agosto/1952, 199-202.

    O produto nacional bruto, I, n 3, Setembro-Dezembro/1952, 239-242.

    A estrutura da populao activa portuguesa, 2, n 1, Janeiro-Abril/1953), 77-78. Capitalismo e socialismo em um mundo s, 8, 1959-1964, 1-17.

    Reorganizao da indstria txtil algodoeira (projecto de Relatrio da Comisso Reorganizadora), 8, 1959-1964), 205-246;

    A reforma fiscal, 9, 1965-1966), 1-33. A contra-reforma fiscal, 11, 1968), 115-130. As alteraes ao Cdigo do Imposto Profissional, 12, 1969), 161-176. O fundo de amortizao de Price, 13, 1970), 185-194. Os poderes oramentais da Assembleia Nacional, 14, 1971), 195-206; O peso da tributao pessoal do rendimento, 15, 1972), 191-194. Do padro-ouro ao Fundo Monetrio Internacional, 16, 1973, 175-181.

    Ainda (e sempre?) a dupla tributao do aforro, 16, 1973, 183-187. O Abandono do Equilbrio do Oramento Ordinrio, 19, 1976 49-62.

    Crdito Pblico, 20, 1977, 1-60.

    O Sistema Fiscal na Constituio de 1976, 22, 1979, 1-22.

    Problemas da Reforma Fiscal, 22, 1979, 23-42.

    Objecto da Economia Poltica, 23, 1980, 155-164. Marx e a Repartio Socialista, 23, 1980, 165-176.

    A poltica financeira de redistribuio, 25, 1982, 197-218.

    O sistema fiscal na Constituio revista, 25, 1982, 219-228.

    As alteraes Constituio no domnio das Finanas Pblicas, 26, 1983, 241-254.

    A unidade fiscal, 27, 1984, 129-146.

  • A unidade fiscal na Constituio, 27, 1984, 147-152.

    O imposto de rendimento pessoal e a discriminao dos rendimentos, 28, 1985, 81-86.

    As opes fiscais da Constituio, 28, 1985, 87-104.

    Evoluo do direito financeiro em Portugal (1974-1984), 28, 1985, 105-118. A poltica financeira da economia do lado oferta, 29, 1986, 145-160.

    A teoria da explorao no teoria, mas doutrina, 29, 1986, 161-166.

    A justia na tributao, 30, 1987, 157-170. Os poderes oramentais da Assembleia da Repblica, 30, 1987, 171-191.

    O imposto nico de rendimento pessoal, 30, 1987, 193-206.

    O Imposto de Rendimento das Pessoas Colectivas, 31, 1988, 1-14.

    Reflexes sobre a essncia da economia socialista, 32, 1989, 195-206.

    Ainda o ensino das Cincias Econmicas, 32, 1989, 227-232.

    As ltimas alteraes Constituio no domnio das Finanas Pblicas, 33, 1990, 193-206.

    Sistema Fiscal Portugus: Anos Sessenta - Anos Noventa, 34, 1991, 237-258.

    Reparos Lei de Enquadramento do Oramento, 34, 1991, 295-302.

    Apostila ao comentrio de Carlos Laranjeiro, 34, 1991, 353-358. Reflexes sobre o liberalismo econmico 35, 1992, 123-136.

    A Propsito da Contribuio Autrquica, 35, 1992, 255-260.

    A Faculdade de Direito de Coimbra na Renovao do ensino e do estudo da economia, 36, 1993, 247-260.

    Perspectivas actuais da economia socialista, 36, 1993, 261-272.

    Economia socialista e economia cooperativa, 36, 1993, 293-298.

    Corporativismo e Socialismo, 37, 1994, 53-62.

    Reflexes sobre a Poltica de Estabilizao, 37, 1994, 97-109.

    A Tributao das mais-valias na reforma fiscal, 38, 1995, 103-112.

    Reflexes sobre a Objectividade na Economia Poltica, 38, 1995, 157-166. Observaes Crtica do Marxismo ao Marginalismo, 39, 1996, 1-10.

    Sobre os Bens Meritrios, 39, 1996, 381-386.

  • AUTOR DO MS

    Fevereiro 2010

    Virgnia Simes Pedrosa

  • Texto do autor

    Saudade

    Tenho no meu peito um espinho

    Cravado no corao.

    No sei se espinho de dor.

    Ou se o da paixo.

    Sei somente que cruel,

    E que sofro de verdade!

    Cravou-se mais no meu peito

    O espinho da saudade.

    Esta palavra saudade

    Seu amargor e fel tem

    No foi criado por Deus,

    Porque Deus s quer o bem.

    Virginia Pedrosa

  • Biografia

    Virgnia nasceu na freguesia de So Joo de Rei, em 1889, filha de Joo Jos Simes Veloso de Almeida e de sua mulher, D. Rita Joaquina de Almeida, Senhores da Casa do Ribeiro. Por ali foi menina e jovem: por ali deu os primeiros sorrisos, os primeiros passos, os primeiros passeios; por ali fez a primeira comunho e teve os primeiros sonhos Em So Joo de Rei aprendeu a observar tudo quanto a rodeava e vem a utilizar mais tarde, no poema A Minha Aldeia: A Igreja, branca por fora, / Por dentro talha em dourado, / Alvas toalhas de linho / C na terra fabricado (...). / Teve paos do concelho / Que o tempo j demoveu. / Teve nobreza e fidalgos / Mas tudo j se perdeu (...). / Minha aldeia pequenina / Mas bem grande em beleza, / Nada deve mo do homem, / Deu-lhe tudo a Natureza. Na casa paterna, aprendeu a Vida com um conjunto de irms e irmos, alguns dos quais viriam a ser figuras de grande relevo na nossa terra. Desse convvio familiar, onde os acordes de um piano e a poesia estiveram sempre presentes, colheu a sensibilidade e a formao que lhe permitiria, mais tarde, escrever e publicar belssimos poemas nos jornais.

    Em 1910 casou com Jlio Celestino da Silva, bracarense de nascimento e comerciante na nossa vila, que veio a ser, j no perodo republicano, administrador do concelho e segundo comandante da corporao dos bombeiros voluntrios. Deste casamento, nasceu uma filha, que morreu ainda criana e, em 1917, um filho: o poeta Antnio Celestino.

    Viva em 1918, voltou a habitar na casa paterna. Atravs do irmo, padre Jos Carlos Simes, director do colgio Senhora da Conceio (Guimares), viria a conhecer Manuel Pedrosa, um professor que ali ensinava, vivo como ela e com o qual viria a casar-se em segundas npcias a 27 de Outubro de 1926.

    Foi uma senhora distinta e que, culturalmente, esteve muito acima do nvel mdio do seu tempo. A sua poesia, publicada em jornais da Pvoa de Lanhoso, de Guimares e at de Lisboa, teve apreciadores e mereceu rasgados elogios. Recolhida na Casa do Ribeiro, fez da ausncia do filho Antnio Celestino, que em Abril de 1939 partira para o Brasil e dela herdou a veia potica, o tema central dos seus versos. Eu tenho um filho querido / Que to longe de mim est. / Toda a saudade que sinto / Em linha chegava l. / Linha enorme de saudades / Atravessando o espao, / Um extremo no Brasil / O outro no meu regao (). terna e, ao mesmo tempo, portadora de uma profunda saudade, quase toda a sua poesia. Mas, entre os seus versos, encontra-se tambm um gnero em que era exmia: a quadra popular. No po