caderno linha azul 18 de julho 2014

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Jornal O Estado (Ceará)

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  • Linha Azul FORTALEZA - CEAR - BRASILSexta-feira, 18 de julho de 2014

    Ora, sem f impossvel agradar-lhe; porque necessrio que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que galardoador dos que o buscam

    (HEBREUS 11 : 6)

    ANIVERSRIO

    POSSEA procuradora de Justia Magn-lia Barbosa assumiu, em soleni-dade que aconteceu na sede da Procuradoria Geral de Justia, o cargo de ouvidora geral do Minis-trio Pblico do Cear. O cargo era ocupado pelo procurador de Justia, Jos Valdo Silva (foto).

    Pg. 4

    Advogado Valdetrio Monteiro, presidente da OAB-CE, ganhou sesso de parabns surpresa na sede da ordem. No click ele aparece com a esposa

    Ana Karine, a filha Isabel e me Maria Ins.Pg. 5

  • 2LINHA AZUL

    E D I TO R A: Wanda Palhano C O O R D E N A O G E R A L :

    Soraya de Palhano COLABORAO: Iratu Freitas PROJE TO: Kelton Vasconcelos DIAGRAMAO E ARTE FINAL: Wevertghom e J. Jnior.

    EXPEDIENTE

    IAN GOMESian.gomes2008@gmail.com

    Todos sabemos que viver no das tarefas mais fceis. Evidente que reclamar de tudo e de todos no resolve, concorda? Por isso, que tal de vez enquanto se permitir algumas inovaes, como por exemplo: fazer coisas que no faria jamais, ou s de vez em quando. Descubra. Investigue. Experi-mente. Viva. No tenha preguia. V visitar seus amigos. Tenha uma boa relao com os colegas de trabalho, com a famlia. Mude de opinio, no fi que enjaulado em dogmas, em verdades absolutas. No possvel ser 100% coerente a vida inteira. Coma, sem remor-so, aquela comida que voc tanta deseja e adoce sua alma. Voc pode at no aceitar a sua vida como ela , mas poder dar um novo sentido a ela, nem que seja por alguns instantes. E, j vai valer a pena.

    CONVERSANDO A GENTE SE ENTENDE

    MATUSAHILA SANTIAGOmatusahilasantiago@hotmail.com

    Quo interessantes so as inverses da vida. Vi numa foto um belssimo rosto de uma jovem: pele difana, radiante, unido a outro bem idoso; j enrugado, manchado, defor-mado pelos desgastes peculiares do tempo e lembrei-me de uma poetisa que conheci quando me casei e fui residir no Rio; eu era bem jovem e ela teria o triplo da minha idade. Achava-me muito bonita e dizia: - querida, fi -que residindo aqui, no volte, faa como eu.

    Ento, me dizia que havia ido morar no Rio logo que casou e no gostaria de retornar ao Cear para no ser vista depois de tanto tem-po, principalmente, por algum em particular.

    Disse-me ela que era muito bonita (ainda era) que usava belas tranas com laos de fitas de xadrez e ficava na janela do casaro deixando-as cair porque eram lindas e admi-radas. Quanto mais se olhava nos espelhos mais orgulho tinha de sua beleza, por isto, no estava em seus planos regressar a sua terra natal.

    O tempo passou. Voltei para minha terra. Anos depois soube que ela estava em Forta-leza e fui visit-la.

    Ela s teve uma filha. O tempo foi passan-do. A filha casou e por fora da profisso do marido, foi transferido para Fortaleza e ela j bem mais idosa, j no tinha condies de morar sozinha e habituada que estava com a filha que agora partira para um se-gundo casamento, (tambm j no era to jovem). A contragosto teve que regressar as suas origens.

    Em Fortaleza, ela me disse: - Sabe minha querida, ns no podemos traar nosso cami-nho na existncia. Fiz todo meu esquema de vida, certa que poderia cumpri-lo, no entanto, tudo saiu diferente. Felizmente, quem eu mais temia que me vise, j havia falecido.

    Ao chegar a casa na qual eu nasci, logo que surgiu uma oportunidade fui aos mesmos espelhos em busca de uma jovem que eu co-nheci aos quinze anos. O que divisei foi uma senhora de setenta e trs, desgastada pelo tempo, muito embora muito bem cuidada, po-rm as sequelas eram visveis, perguntando--me o que eu havia feito com a de quinze.

    Responder o qu? Nada! O senhor Tempo inexorvel! Ele um aliado do nada para onde nos precipitamos. O nada um aliado do tudo. O tudo nada, e o nada tudo!

    INVERSO

    Variedades

    Toque Social

    A tua salvao espero, SENHOR!GNESIS 49 : 18

    FORTALEZA - CEAR - BRASILSexta-feira, 18 de julho de 2014

    ENCONTRO

    NIVER

    O empresrio Armando Arajo ao lado dos cerimonialistas Roberto Martins e Flvio Lieffman recebeu, na Unique Maison, grupo de cerimonialistas e outros profissionais de eventos, para um coquetel,

    momento em que conheceram o novo espao da cidade. A inaugurao oficial ser em breve.

    Jornalista Heloisa Helena Rodrigues teve sua nova idade comemorada em duas ocasies, tendo como cenrio o Piaf Bistr, tudo articulado por Mariah Frota, ngela Laprovtera e Maria Morena Salles.

    IRATU FREITAS

    Fernanda Karla e M rcia Oliveira

    Mariah Frota, Heloisa Helena Rodrigues Dantas e ngela Laprovtera

    Aline Cristina e Guilherme Stanislau

    Vl dia R gia e Fernanda Costa

    Tayra Romcy e Leo Aguiar

    Alessandra Arag o e Omar de Albuquerque

    Leonardo Freire, Marcilio Souza e Heitor Freire

    Helena Demes e Ricardo Alencar

    Martasus Gon alves e Aparecida Alencar

    Manoel Monteiro, Eliana Marreiro e Tayra Romcy

    Grace e Fl vio Lie man

    Leandro Moreira e Ana Theresa

    D bora e Ricardo Moreira

    Cl cio Albuquerque e Dayane Albuquerque

    Rog rio e Waleska Moreira

    Zilma, Armando e Karla Ara jo

    Roberto Martins, Armando Ara jo e Fl vio Lie man

    Luis Freire, Fl vio Lie man, Socorro Trindade e Roberto Martins

    Auxiliadora Meyer e Heloisa Helena Rodrigues Dantas

    Maria Morena e Heloisa Helena Rodrigues Dantas

    Nayra Rocha e Marcelo Rocha

    REVIVER - A Caixa Cultural For-taleza ir promo-ver, de 12 a 17 de agosto, o curso gratuito Aprenden-do a Contar Hist-rias. As inscries podem ser feitas at o dia 7 de agosto, pelo email culturarecomunica-cao@gmail.com.

    DEFINIO - A 16 edio da Casa Cor Cear ser na Av. Baro de Studart, 598, e acontecer de 30 de outubro a 09 de dezembro.

    COMPRAS - O grupo Esplanada oferece aos sba-dos, deste ms,

    caf da manh para apresentar ao pbli-co a sua mais nova loja, a Esplanada Home, na Avenida Desembargador Moreira, 1301.

    SUCESSO

    - A Campanha Estudante S Paga Meia da Casa dos Relojoeiros, con-siderada a maior operao de ven-das do segmento ptico do Brasil, se estender por todo este ms.

    VOTO - O

    prazo para quem pretende votar fora de sua cidade, nas eleies deste ano, termina no dia 21 de agosto.

  • 3FORTALEZA - CEAR - BRASILSexta-feira, 18 de julho de 2014LINHA AZUL

    O SENHOR a minha fora, e o meu cntico; ele me foi por salvao; este o meu Deus, portanto lhe farei uma habitao; ele o Deus de meu pai, por isso o exaltarei. (XODO 15 : 2)

    Valmir Costa e Nilo Alberto

    Domingos Neto

    Raquel Pontes e Solon Diniz

    Fernanda Pessoa

    Souto Filho, Simone Nunes e Helena C mara

    Getlio Maia e Robeisia Holanda

    Getulio Maia e Hugo Moreira Pinheiro

    Danubia Brito, An sia Bayma e Zita Timb

    Felipe Carvalho, Arlen Queiroz, Beto Almeida e Ant nio Farias

    Clesio Saraiva, Jos Airton Cririlo, Nilo Barsi, Douglas Craveiro e Ant nio Carlos

    Cleyton C sar, Jos Eduardo Wanderley, Ivan Claudino e Lucimar Loiola

    Aloisio Filho, Gorete Pereira, Ney Barros da Costa e Glauco Mendes

    Mesa de Honra

    n H 14 ANOS, fui morar em Orlando com minha famlia, procura de qualidade de vida. Nunca havia sentido triste-za. Aguentei fi car apenas quatro meses como dona de casa. No fazia nada, s estudava ingls. Entrei em parafuso. Como no dominava a lngua e se comunicar mais ou me-nos o ar que respiro para viver, como tambm ser produtiva, baixou uma tristeza profunda que corria a minha alma. Saa fazendo cooper nas desertas e mal iluminadas ruas da cidade, implorando pelo amor de Deus para algum dar um good morning. Ofereci-me na escola de meus fi lhos como voluntria, mas como tinha difi culdade na comunicao: descartaram-me. No dia do aniversrio de meu fi lho, sa de-sesperada tocando a campainha das residncias de meus vizinhos para convid-los, misturando ingls, portunhol e m-mica. Tenho certeza de que os moradores me acharam uma louca, mas era a pura necessidade de me comunicar, de me socializar. Enfi m, s quem apareceu na pequena festa que fi z para meu fi lho foi um cubano que, obviamente, estava sentindo o mesmo que eu. Vim embora para o Brasil. Nos primeiros dias, falei tanto que j no aguentava mais minha voz. Profetizei: nunca mais quero sentir esta tristeza.

    Dormi, novamente poucas horas: estou muito preocupada comigo e com a humanidade. O futuro ser triste se a socie-dade continuar se comportando do jeito que est. Chamei o jardineiro e nada: ele no respondia. Fui atrs dele no jardim e constatei que ele no ouvia meu chamado, porque estava com um som nos ouvidos. Deram seis horas, fui para a academia e os personais chamaram a ateno dos alunos que estavam conversando durante a aula. Depois, uma das alunas veio ofe-recer roupas de ginstica com um pouco de ironia, alegando que estaria necessitando comprar roupas, porque havia detec-tado que j estavam velhas. Existe coisa melhor de que uma roupa velha, cmoda, um sapato macio por causa do uso e outras coisitas mais. .... O que que a dignssima colega tem a ver com a indumentria que estou vestindo?

    Cheguei em casa e l estava meu fi lho no computador. Tentei falar com ele: psiu! Me estou mandando uma mensagem, dava para a senhora fi car calada por favor, est me descon-centrando! Fui para o jornal e a maioria dos colaboradores estavam frente do computador ou de seu potente celular, mudos. Na hora do almoo, fui almoar com amigas em um restaurante, (j h algum tempo no nos encontrvamos). O estabelecimento estava lotado. Em todas as mesas, sem ex-ceo de nenhuma, havia jovens, senhoras e senhores cli-cando nos celulares. J me sentei rindo. Quando percebi que algumas amigas presentes, outrora leves, simpticas, tinham o do